1.
Casa
Associações com a vida familiar e doméstica. O clima geral é como um indivíduo sente seu
ambiente social e, no caso de crianças, particularmente o familiar.
1.2 - Paredes - associadas à integridade do ego, por estar na parte de baixo, mais em contato
com a realidade concreta. Desenhada com linhas contínuas sólidas e retilíneas e capaz de
sustentar o telhado.
1.3 - Telhado - parte de cima da casa é menos sólido que as paredes. Associado ao pensar, ao
imaginar, a atividade ideacional voluntária por natureza fluida e intangível. Tamanho
proporcional em relação à casa superfície do telhado vazia- indica fuga de alguma elaboração
mental.
1.4 - Portas e janelas
Abertura para as trocas interpessoais: verificada pelo tamanho pela quantidade de pelo
posicionamento e pela qualidade de portas e janelas.
1.4.1 - A porta é a parte da casa que dá acesso direto ao seu interior ela pode ser aberta ou
fechada desde que tenha maçaneta. No desenho apresentado a porta apresenta um tamanho
proporcional a casa. O indivíduo apresentou facilidade ao desenhar a porta destacou a
maçaneta e fez uma pequena janela como visor para o interior da casa, esses pequenos
detalhes podem indicar a necessidade de controle sobre os relacionamentos e eventualmente
uma hipervigilância. A porta encontra-se no nível do solo, sem obstáculos, isso indica um fácil
acesso nas trocas interpessoais.
1.4.2 - As janelas representam uma forma secundária de se relacionar com o ambiente. No
desenho as janelas apresentam detalhes que pode indicar um certo grau de ansiedade, o que
pode se apresentar como tato nas relações interpessoais.
Janela com vidraças — Isolamento, desejo de proteção contra os impulsos ou estímulos
exteriores. Pode ser uma barreira (deixa estar para ver como fica). Cerceamento.
1.5 - A perspectiva apenas da fachada indica que o examinando adota uma máscara social nos
contatos interpessoais.
1.6 - Há elementos no desenho que podem indicar outros traços de personalidade do
examinando. Como o telescópio no telhado, onde a ênfase excessiva pode indicar
preocupações ou conflitos relacionados à sexualidade. O telescópio está apontado para as
estrelas que cobrem toda parte superior do desenho e refletem na lente do telescópio, a
densidade de estrelas e o sombreamento da maior delas pode revelar tensão interna ou
ansiedade excessivas.
1.7 - Nota-se a presença da linha de solo onde se apoia a casa indicando um certo grau de
contato do examinando com a realidade concreta. É uma pessoa que tem os pés no chão.
Indicando também estabilidade e autonomia.
2. Árvore
A árvore favorece a projeção de sentimentos mais profundos da personalidade e do self
em um nível mais primitivo. Simbolicamente, a ÁRVORE atinge os aspectos mais profundos
e básicos da personalidade. Acredita-se que isto aconteça pelo fato de trazer um mínimo de
associações conscientes, levando a uma menor defesa do ego por parte do examinando. O uso
da ARVORE como teste projetivo é baseado na suposição de ser um autorretrato
inconsciente ou uma elaboração inconsciente da autoimagem, que é relacionado com os três
maiores campos da personalidade humana (instintivo, emocional e intelectual).
Árvore grande - tendência à expansão.
Árvores frutíferas — desejo de realizar, de ter sucesso, comum em mulheres grávidas e em
crianças pequenas (geralmente desenham macieiras). As crianças e adolescentes na maioria
das vezes até mais ou menos 14 anos de idade identificam-se com a fruta, e a árvore
simboliza a figura materna, quando a fruta está caindo ou já está caída, significa sentimento
de rejeição, perda ou separação.
Vertical ou ereta — posição natural, maturidade, inteligência, espiritualidade, altivez: ou
superestimação de si mesmo.
Simetria moderada - capacidade de organização, equilíbrio e habilidade para obter satisfação
do ambiente.
Raiz: são inúmeras as funções da raiz, dentre elas, as mais fundamentais é que retiram o
alicerce da terra, apoiam e seguram a árvore. São frequentemente ocultas ou parcialmente
visíveis, mas firmam a sua existência, mostrando ser a parte mais durável e essencial para o
desenvolvimento da planta.
No teste da ARVORE, a raiz simboliza o inconsciente, as forças instintivas, primitivas, e não
elaboradas, incluindo também o contato com a realidade, a necessidade de apoio e segurança
e a busca de energia psíquica básica.
Sem raiz—pessoa autossuficiente.
Copa pequena em relação ao tronco indica personalidade voltada à realidade concreta ou com
pouca perspectiva de obter gratificação no ambiente.
Linha da terra ou do solo: Linha cheia de vegetação — insegurança, dramatização,
dificuldade na área afetiva ou vaidade.
Tronco:
O tronco é o suporte da copa, a parte mais estável e durável da árvore. Simboliza a força
interior, o sentimento de poder e de sustentação do ego, o equilíbrio, e fornece também dados
sobre o desenvolvimento emocional e sobre a integração da personalidade.
Base do tronco reta ou apoiada na beira do papel — é a representação infantil do mundo;
portanto, é normal em crianças pequenas. Em adultos sugere infantilidade, imaturidade,
regressão, sentimentos de inadequação e insegurança (comum em Deprimidos e em alguns
casos de Deficiência Intelectual).
Tamanho do tronco:
Tronco longo — predomínio da vida instintiva e emocional, imaturidade, inquietude motora,
vivacidade de fundo emocional ou sentimento de
constrição ambiental com uma tendência a reagir agressivamente na realidade ou na fantasia
(comum em crianças).
Tronco longo, copa pequena — predomínio da vida instintiva, imaturidade, falta de
adequação para expressar-se, inquietação motora e vivacidade de fundo emocional.
Considerado normal em crianças até a fase do jardim da infância, as com idade escolar
geralmente desenham a copa do mesmo tamanho que o tronco, sendo que as meninas fazem
o tronco um pouco mais longo que os meninos.
Superfície com protuberâncias, buracos, rachaduras ou fendas — traumas psíquicos,
sentimento de inferioridade, de dúvida, ansiedade, carência, culpa e bloqueios (comum em
acidentados ou doentes e sugere Transtorno de Estresse Pós-Traumático).
Tronco com buracos e com animais espiando para fora — eventos traumáticos, sensação
de que um segmento da personalidade está patologicamente sem controle, tendendo à
destruição (dissociação) ou ainda indica maior identificação com o animal do que com a própria
árvore, expressando anseios regressivos pelo isolamento, pelo calor e proteção da
existência intrauterina (comum em crianças em idade escolar, ocasionalmente entre adultos
imaturos, Transtorno de Ansiedade Generalizada e sugere Transtorno e Estresse Pós-
traumático).
Galhos:
Um paciente omitirá os galhos se não se relaciona com as pessoas que o cercam.
Nos desenhos de Árvore, verificou-se que o indivíduo omitirá os galhos se não se expande no
trato com outras pessoas. Assim, ele se projeta durante o processo de desenhar a Árvore,
tornando-a um verdadeiro autorretrato.
Ausência de galhos ou ramos — é bastante comum a copa ocultar os galhos, mas dependendo
da impressão da árvore como um todo, sugere dificuldade em obter satisfação do meio em
realizar-se e em interagir com as pessoas.
Ás vezes, é desenhada uma Árvore sacudida pelo vento, ou quebrada pela tempestade
— reflexo dos efeitos de pressões ambientais, suportadas pelo indivíduo.
Copa:
A copa é o campo de expressão e beleza da árvore. É a sua parte mais delicada e perecível, é
a sede das folhas, flores e frutos, sendo a manifestação da plenitude de sua existência.
O desenho da copa traz no seu grafismo indicações da vida intelectual, das fantasias e da
criatividade do paciente. Indica também a relação de troca entre o que é de dentro e o que é
de fora, o tipo de comportamento em relação à realidade, sociabilidade e atividade imaginativa,
a parte externa e as extremidades simbolizam a zona de contato com o ambiente.
Copa encaracolada ou ondulada — valorização do aspecto externo, superficialidade,
entusiasmo, tendência à extravagância, atividade, animação, dramatização e
comunicação.
Tamanho da copa:
Copa pequena e tronco grande — forte dinâmica emocional e imaturidade (comum em
crianças) e, se forem adolescentes ou adultos, sugere sentimento de inadequação, dificuldade
de realização e regressão aos níveis mais primitivos.
Copa pequena — infantilidade e imaturidade (até 9 ou 10 anos de idade
é normal).
Direção da copa:
Copa aumentada para o lado direito - extroversão, autossuficiência, autoconfiança, arrogância,
vaidade, necessidade de ser importante, orgulho, facilidade em expressar afetos, ambição
intelectual e desembaraço em lidar com o mundo exterior.
Frutos:
Simbolizam o rendimento da árvore, a sua utilidade, o desejo de realização, de compreender os
problemas da vida e a própria criação.
Crianças de 7 a 10 anos de idade desenham árvores cheias de frutos e
na maioria das vezes soltos; aos 12 anos de idade os frutos são geralmente ligados por uma
haste, e depois dos 14 anos de idade a presença de frutos é vista como uma indicação de
infantilidade.
Macieiras — necessidade de independência (comum em crianças). Em adultos sugere
Transtorno de Personalidade Dependente.
*Frutos
Indicam o desejo de maturação, de compreender os problemas da vida.
Entre crianças até 9 ou 10 anos é normal o desenho muito grande de frutos, na copa.
Frutos — Indicam produto, utilidade, rendimento da árvore. Na infância e adolescência: gosto
pelo resultado imediato, desejo de triunfar. Sentido de observação e apresentação.
Impaciência, oportunismo. Entre adultos: fixação na infância ou adolescência. Oportunista.
Improvisador. Influenciável. Desejo de mostrar sua capacidade. Desejo de ver resultados
imediatos. Necessidade de estima.
Acessórios no desenho da arvore: Chão com vegetação, grama, flores ou arbustos em grau
limitado - insegurança; grau excessivo - ansiedade.
J. começou sua ÁRVORE pelo TRONCO. Ela o fez rígido e bem mais longo que a copa,
sugerindo predomínio da vida instintiva. A árvore é grande, ocupando toda a folha, o que indica
necessidade de expansão, assim como no desenho da casa. Quando observamos a COPA,
percebemos que apesar de pequena e ligeiramente aumentada para o lado esquerdo
(sugerindo um certo grau de introversão, timidez, voltado para a mãe, corroborando com o
buraco no tronco, descrito como casa de uma coruja com seus filhotes, interpretado como local
intrauterino, desejo de se recolher à segurança que isso representa), está cheia de frutos que
indicam o desejo de compreender os problemas da vida (no caso foram desenhados 4 frutos,
sendo 3 de tamanhos semelhantes e perfilados e outro menor e separado dos demais,
representação da família constituída por pai, mãe e ele, e o membro menor e separado seria o
irmão, isolado, mas presente.
Visão geral da figura humana:
Simbolizam o grau de autoexposição do paciente.
Figura em palitos ou espantalho é comum em pessoas que se sentem
rejeitadas, inseguras e que duvidam de si mesmas. Esses dados confirmam pelo
TAMANHO DAS FIGURAS (são figuras pequenas) sugerindo sentimentos de
inferioridade, inadequação e reação de maneira não apropriada às pressões ambientais.
Formas impróprias, pessoas, dizeres, versos, rabiscos sem significado — incerteza,
insegurança e falta de confiança em si (comum em pessoas brincalhonas, irônicas e em alguns
casos de Esquizofrenia).
Figura de frente — quando é a figura do sexo do autor indica aceitação de si mesmo boa
evolução psicossexual e relacionamento com o mundo exterior de forma franca.
Idade da figura próxima à do examinando — bom nível de maturidade sociocultural.
Figura ereta — normal boa energia e vitalidade.
Figura solta no espaço (página) ou que parece estar caindo — sentimentos de iminente
colapso da personalidade, instabilidade, insegurança, dificuldade para estabelecer contato
ativo com a realidade e sensação de estar no ar.
Figura parada ou com movimento moderado ou andando relaxados — bom ajustamento,
riqueza de vida interior e inteligência (considerado normal).
Cabeça:
Geralmente é desenhada em primeiro lugar. É a parte do corpo mais exposta e considerada o
centro do poder intelectual, racional, social e do controle dos impulsos corporais. Representa
também a autoridade de governar, ordenar, intuir, etc.
Simboliza o autoconceito e, juntamente com os traços fisionômicos, expressa as necessidades
sociais e de contato. A forma como é desenhada projeta o controle do corpo e das fantasias.
Cabeça grande — confiança excessiva nas funções sociais e de controle, com
correspondente subestima do corpo e dos impulsos vitais, valorização da inteligência,
ênfase na fantasia como fonte de satisfação, aspirações intelectuais, compensação por
sentimentos de inferioridade e introspecção (comum em pessoas preocupadas com doentes
na família ou Hipocondríacas).
Pescoço
Constitui uma zona de conflito entre o controle emocional e os impulsos corporais.
Quando encontrado nos desenhos normais, não há nada a se notar.
Omissão — Aponta um caso perigoso. Dificuldade maior de controle entre os aspectos
intelectuais e os impulsos do corpo. Simbolismo — castração. Inferioridade. Regressão.
Dificuldade de coordenação dos impulsos.
Pescoço
Como elemento de ligação entre cabeça e tronco, o pescoço remete a organização corporal e
ao controle intelectual sobre os impulsos.
A omissão do pescoço aponta a perda de controle e regressão.
Ausência de pescoço: Em um desenho infantil, o pescoço é a parte que conecta a
cabeça ao tronco. A cabeça é frequentemente associada à razão, ao intelecto, ao
pensamento e ao controle (o "cérebro"). O tronco, por sua vez, é ligado aos impulsos,
às emoções, ao corpo e às sensações. Quando a criança omite o pescoço, é como se
ela desenhasse a cabeça (o controle) e o corpo (os impulsos) diretamente conectados,
sem a "ponte" que deveria separá-los e mediá-los.
Zona de conflito: A falta dessa ponte (o pescoço) é vista como um indicativo de que
não há uma mediação saudável entre esses dois polos. O controle racional e os
impulsos corporais estão em confronto direto, sem uma "negociação" ou
harmonização.
Controle emocional e impulsos corporais:
o Controle emocional: Representado pela cabeça, que simboliza a capacidade
de pensar, planejar e conter as emoções.
o Impulsos corporais: Representados pelo tronco, que está ligado às
necessidades primárias, aos instintos e às manifestações físicas das emoções
(como raiva, alegria, etc.).
O que isso pode indicar?
A ausência de pescoço no desenho pode ser interpretada como um sinal de que a criança está
lutando para equilibrar sua capacidade de se controlar com a necessidade de expressar suas
emoções e impulsos. Isso pode se manifestar de várias maneiras, dependendo do contexto da
criança e de outros elementos do desenho, por exemplo:
Dificuldade em lidar com a agressividade: A criança pode ter dificuldades para
conter impulsos de raiva ou frustração, reagindo de forma impulsiva.
Problemas com a autoridade: O conflito interno pode se refletir em dificuldades para
seguir regras ou aceitar a disciplina.
Impulsividade em geral: A criança pode agir sem pensar nas consequências, seja em
questões emocionais, sociais ou físicas.
**** RESUMINDO: Ela sugere que, quando uma criança não desenha o pescoço (a parte que
conecta a cabeça e o corpo), isso pode indicar uma dificuldade em equilibrar a razão e a
emoção.
A cabeça representa a razão (o controle, o pensamento).
O tronco representa os impulsos (as emoções, as necessidades).
A falta de pescoço é interpretada como um sinal de que esses dois elementos estão em
conflito direto, sem uma mediação saudável. Isso pode apontar para problemas como
impulsividade, dificuldade em lidar com a raiva ou em seguir regras.
Rosto
Simboliza a interação com o meio, onde se inscrevem os pensamentos e sentimentos. É mais
expressiva do corpo, o centro da comunicação, do contato com a realidade, sociabilidade.
Rosto de frente — preparo para o confronto com a vida e boa interação com o meio.
CABELO
O cabelo é a expressão do que está vivo e crescendo. Simboliza vitalidade, virilidade, força,
sensualidade e sexualidade. Adolescentes, narcisistas e homossexuais dão grande ênfase ao
cabelo, indicando o interesse pela aparência e a necessidade de autoafirmação.
Cabelo com traço firme — energia e vitalidade.
Cabelo com sombreado forte -conflitos referentes a força e virilidade, ansiedade com relação
aos pensamentos e fantasias ou agressão (sugere Impulso Sexual Excessivo).
Olhos
A criança ao fazer o círculo representativo da figura humana desenha em primeiro lugar os
olhos. Simbolizam o contato com o mundo exterior, a percepção da realidade, a
discriminação perceptiva do ambiente e o controle. Grande parte da comunicação social
concentra-se nos olhos; “os olhos são o espelho da alma” e podem tanto expressar amor e
compaixão como hostilidade e desprezo.
O embelezamento dos olhos é mais frequente nas figuras femininas de meninas adolescentes;
os desenhados pelos meninos são mais simples, naturais e funcionais.
Olhos representados por um traço ou fechados introversão, não aceitação do meio,
desejo muito forte de evitar estimulação visual desagradável, passividade frente ao
meio, ou estado de dependência, imaturidade afetiva e recusa da realidade. A pessoa que
fecha os olhos para não ver (comum em Transtorno de Personalidade Narcisista).
III. Olhos
1) Olhos — Podem ser representados apenas com um traço — Isto pode revelar:
autismo, introversão, não aceitação do meio. Pessoa que fecha os olhos para não ver.
Imaturidade afetiva.
7.17 — Sobrancelhas
As sobrancelhas sugerem atitudes tanto de arrogância, dúvida como de autoritarismo. A
simbologia deste detalhe deve ser analisada de acordo com o global.
Sobrancelhas em linha reta—personalidade forte, decidida, teimosia e autoritária.
7.18 — Nariz
São inúmeros os simbolismos ligados ao nariz, principalmente porque é o órgão do “faro” que
denuncia os sentimentos de simpatia e de antipatia, orientando muitas vezes os desejos e as
palavras. As expressões populares conferem vários sentidos, como: bisbilhotar, bufar, agredir,
ser metido, intromissão — “meter o nariz onde não é chamado”, “gente de nariz empinado”,
desconfiança — “lá tem coisa que não cheira bem”, simbolismo sexual (está na linha média do
corpo e sobressalente como o pênis)
Omissão — sentimento de imobilidade e falta de defesa, incapacidade para progredir e
avançar, timidez, passividade, angústia, sensação de desamparo. Relacionada a um temor de
castração — mesmo quando desenhado, ou omitido por mulher.
Boca
A boca é o órgão receptor das mais primitivas sensações de prazer ou desprazer e é a de
fixações precoces com efeito pela vida afora.
Representa a assimilação de novas ideias e a nutrição, permite a comunicação, o intercâmbio
social, dar e receber, agredir, maltratar, ferir, etc. Simboliza por meio da linguagem a força
capaz tanto de construir, de animar, de ordenar, como de destruir, de confundir e de rebaixar.
A boca é um órgão associada à comunicação e oralidade e suas representações remetem
essas áreas. Bocas unidimensionais e pequenas, que dão a impressão de tensão pode indicar
dificuldade ou impossibilidade de expressão.
Orelhas
Omissão — é o mais comum, porém em alguns casos pode indicar passividade (comum em
deficientes auditivos, pré-escolares e escolares).
Tórax
É a sede dos órgãos vitais, da vida instintiva e emocional. Simboliza tanto a altivez como a
timidez, a agressividade como a gentileza, a prepotência como a humildade; a sua postura da
FIGURA HUMANA mostra como a pessoa apresenta-se no mundo e como relaciona-se com as
pessoas.
Tórax grande e/ou longo — presença de impulsos não satisfeitos, dificuldade em se expressar
(sente nas vísceras, mas não expressa), compensação por baixa estatura ou preocupação com
a beleza estética e em mostrar-se.
Braços
O comprimento dos braços, sua robustez e a direção com que eles partem do corpo para o
ambiente oferecem dados adicionais sobre a natureza da interação do indivíduo com o mundo
(os braços equivalem aos galhos da árvore e a porta da casa). Simbolizam o contato com
objetos e pessoas, o desenvolvimento do eu, a adaptação social, a inter-relação com o
ambiente, a força, o poder de fazer; o socorro concedido e a proteção.
Braços em uma linha só— marcados sentimentos de inadequação no contato pessoas e sinal
de deterioração.
Braços curtos ou insuficientemente compridos para alcançar a cintura — Retraimento, contato
limitado com o ambiente e com as pessoas, inibição, passividade e falta de luta.
Braços afastados para os lados ou pendentes ao longo do corpo e caídos- passividade,
dificuldade para iniciativa, inatividade ou incapacidade e de dependência, ou sentimento de
culpa (sugere Transtorno Depressivo).
Mãos
Simbolizam o instrumento mais refinado para ação ofensiva ou defensiva do ego. São os
membros de contato e manipulação do corpo, são comprometidas com a atividade de agarrar,
manipular, tocar objetos ou pessoas ou mesmo a si mesmo. Revelam o nível de aspiração do
examinando, sua confiança, agressividade, eficiência e muito frequentemente sua culpa ou
conflito a respeito das relações interpessoais, além das realizações pessoais, como pintar,
realizar trabalhos manuais, etc. Por meio das mãos podemos compreender comportamentos
que traduzem medo, timidez, hostilidade ou agressão.
Mãos ausentes ou com contorno impreciso — falta de confiança nos contatos sociais, na
produtividade ou ambos, possibilidade de contato limitada, com retraimento, passividade,
dificuldade de toque, manipulação, ataque e agressão (comum em crianças que roem unhas,
em pessoas que não experenciaram mãos que ajudam num momento de necessidade ou em
pessoas que se sentem culpadas).
Mãos
1) Mãos (ausência) — Enquadra-se no caso de ausência de braços — Falta de confiança
nos contatos sociais, na produtividade, ou em ambos.
Pernas
Membro facilitador da marcha permite as aproximações, facilita os contatos, suprime as
distancias. Reveste-se, portanto, de importância social. As pernas também simbolizam a
estabilidade do corpo, representam contato com o ambiente (compartilham com os braços), e
equilibram o corpo, tomam possível a locomoção, compartilham com a região do tronco na
esfera sexual, simbolizando atitudes do examinando frente à vida.
Pernas em uma linha apenas — sentimentos de inadequação e insegurança (comum em
crianças).
Pés e dedos
Simbolizam o contato com a realidade, as atitudes frente à vida, dão indicações da iça do
envolvimento no meio ambiente. Os pés são o ponto de apoio do corpo na caminhada da vida.
Tocam o chão e por isso podem ser envolvidos em ideias de fobias por germes e/ou sujeira,
frequentemente são associados com sexualidade e
sentimento de culpa (são órgãos extensivos e proeminentes no corpo), dão passos, ato de
afirmação que envolve os movimentos de todo o corpo (sentimento de mobilidade fisiológica
e/ou psicológica na esfera pessoal), dão chutes (implicações agressivas), são extremidades e
pontos de contato, equilíbrio), representam o se posicionar no mundo (autonomia e
adaptabilidade).
Pés de tamanho adequado — segurança e equilíbrio para caminhar no ambiente.
Roupas e acessórios
Simbolizara a necessidade de proteção, pudor e socialização. O sentido de proteger o corpo foi
estendido para a necessidade da aparência social (como a pessoa é na realidade e como
gostaria de parecer aos outros).
O tratamento dado à roupa é, pelo menos parcialmente, um reflexo do ajustamento emocional,
e os conflitos expressos pela mesma são menos profundos que os conflitos expressos pelo
corpo. Pacientes com tendências depressivas, assim como os com menor adequação à
realidade, tendem a incluir menos vestimentas em suas figuras humanas, porém a maioria dos
pacientes apresentam as suas figuras vestidas (Lourenção Van Kolck, 1984).
Traje comum completo — ajustamento interno e com a sociedade.