0% acharam este documento útil (0 voto)
4 visualizações20 páginas

O que é o Sistema de Comando de Incidentes?

O Sistema de Comando de Incidentes (SCI) foi criado para melhorar a gestão de emergências, estabelecendo uma estrutura padronizada que permite uma resposta coordenada entre diferentes agências. O SCI é fundamentado em princípios administrativos que garantem a eficiência e eficácia na gestão de incidentes, enquanto o Comando e Controle (C2) foca na utilização de informações e recursos durante operações. Ambos os sistemas visam otimizar a resposta a desastres, mas com enfoques e estruturas organizacionais distintas.

Enviado por

elenrebecasil
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd
0% acharam este documento útil (0 voto)
4 visualizações20 páginas

O que é o Sistema de Comando de Incidentes?

O Sistema de Comando de Incidentes (SCI) foi criado para melhorar a gestão de emergências, estabelecendo uma estrutura padronizada que permite uma resposta coordenada entre diferentes agências. O SCI é fundamentado em princípios administrativos que garantem a eficiência e eficácia na gestão de incidentes, enquanto o Comando e Controle (C2) foca na utilização de informações e recursos durante operações. Ambos os sistemas visam otimizar a resposta a desastres, mas com enfoques e estruturas organizacionais distintas.

Enviado por

elenrebecasil
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd

SISTEMA DE COMANDO DE INCIDENTES (SCI) X COMANDO E CONTROLE (C2)

O SCI foi desenvolvido na década de 1970 após uma série de incêndios catastróficos no Sul da
Califórnia. Naquela época, as autoridades dos Estados Unidos da América do Norte encarregadas
dos incêndios nos municípios, condados e Estados de todo o país, colaboraram para formar o
Firefighting Resources of Southern California Organized for Potential Emergencies (FIRESCOPE), uma
organização da Califórnia pronta para gerenciar os recursos necessário para combater incêndios.
Foram identificadas várias dificuldades:
Muitas pessoas se reportam a um supervisor.
Diferentes estruturas organizacionais para responder a uma emergência.
A falta de informações confiáveis sobre o incidente.
Comunicações inadequadas e incompatíveis.
A falta de uma estrutura para planejar em coordenação entre as instituições.

Em um estudo conduzido pela Office of U.S. Foreign Disaster Assistance (OFDA) sobre as instituições
responsáveis pelo atendimento de emergência e desastres nos países da América Latina, detectou
dificuldades operacionais e de coordenação devido, em grande parte, pela falta de um modelo
sistêmico de organização para a resposta. O sistema de comando de incidentes, então, foi uma
resposta a tais dificuldades.

O Sistema de Comando de Incidentes é uma ferramenta de gestão padronizada para preencher as


demandas das situações de emergência ou de não-emergência, grandes ou pequenas.
Em 2003, o Presidente dos Estados Unidos emitiu uma diretriz para o Departamento de Segurança
Nacional, criando o Sistema Nacional de Gerenciamento de Incidente - National Incident
Management System (NIMS) que consistia de:
● Abordagem consistente em todo o país - entre os governos federal, estadual, local e municipais;
● Abordagem mais eficaz e eficiente - de forma conjunta na preparação, prevenção, resposta e
recuperação de incidentes domésticos independentemente da causa, tamanho ou complexidade.
O NIMS se tornou obrigatório para as instituições de primeira resposta, tais como saúde e educação.
Empresas privadas também o adotaram. Austrália, Inglaterra e Espanha também adotaram.

Em novembro de 2011 foi publicada a norma ISO 22320/2011: Segurança social – gestão de
emergência – requisitos para resposta a incidentes. A norma visa ajudar a salvar vidas, reduzir danos
e garantir a continuidade de serviços essenciais como a saúde, serviços de resgate, de água e
abastecimento, da eletricidade e do fornecimento de combustível.

O QUE É SCI?
Sistema é a combinação de partes coordenadas para um mesmo resultado, com a finalidade de
formar um conjunto, com ordenamento de elementos interdependentes relacionados entre si e com
o seu retorno.
Comando é a ação e efeito de impulsionar, designar, orientar e conduzir os recursos.
Incidente é uma ocorrência ou evento, natural ou causado pelo homem, que exige uma resposta
para proteger a vida ou propriedade.

Então, o SCI seria um conceito de gerenciamento de incidentes padronizado, na cena em todos os


riscos, permitindo uma resposta coordenada entre várias jurisdições e agências, ao se estabelecer
processos comuns para planejamento e gestão dos recursos, permitindo a integração dentro de uma
estrutura organizacional comum. O SCI é um sistema de gestão que permite o manejo eficiente e
eficaz de incidentes, integrando uma combinação de instalações, equipamentos, pessoal,
procedimentos e comunicações operacionais dentro de uma estrutura organizacional comum,
projetada para permitir a gestão eficiente e eficaz de incidentes.

QUANDO USAR O SCI?


Desabamentos, explosões, inundações, terremotos, furacões, tornados e erupções vulcânicas.
Incêndios florestais, estruturais, aeronáuticos e industriais. Acidentes de transporte aéreo,
ferroviário, aquático ou terrestre. Acidentes domésticos, industriais e veiculares. Missões de
operações de busca e salvamento. Incidentes envolvendo materiais perigosos. Resposta a derrames
de petróleo. Eventos planejados tais como: celebrações, desfiles, shows, praças públicas. Visitas de
grandes dignitários. Operação de abrigos temporários maciços. Reabilitação de áreas queimadas.

QUAIS OS BENEFÍCIOS DO SCI?


A segurança dos socorristas, trabalhadores e entre outros envolvidos. A realização dos objetivos de
resposta. A utilização eficiente dos recursos.

COMANDO E CONTROLE
O Comando e Controle (C2) ou Command and Control. que foi criado em 1945 como uma solução
para gestão logística e informações operacionais em várias frentes de atuação durante a 2ª Guerra
Mundial, no Oceano Pacífico.
O C2 define-se como o processo de direção que visa à adequada utilização das informações e dos
recursos colocados à disposição para uma operação.

SCI x C2 (PRINCÍPIOS)
existem na Corporação 02 (duas) esferas de gerenciamento de desastres ou emergências complexas
na estrutura de resposta, sendo elas:
*Gabinete de Gerenciamento de Crises (GCRISES) – NÍVEL ESTRATÉGICO, através da Sala de
Gerenciamento de Emergência (SGE) ou Posto de Comando Geral (PCG),

*Posto de Comando de Área (PCA) – NÍVEL TÁTICO.

a estrutura do SCI foca gestão da intervenção de resposta, propriamente dita, enquanto a


estrutura do C2 foca no suporte de informações e de logística às ações de resposta.

CARACTERÍSTICAS E PRINCÍPIOS DO SCI


Se baseia em princípios administrativos, eles são perfeitamente aplicáveis na resposta a eventos
adversos de qualquer dimensão e complexidade. Os princípios do SCI permitem assegurar uma
rápida implantação, coordenada e efetiva dos recursos e minimizar as alterações das política s e
procedimentos operacionais de cada uma das instituições envolvidas na resposta.
São estabelecidos 14 (quatorze) princípios. Esses princípios têm ligações comuns que os
identificam, por isso são agrupados em 6 características: padronização, comando, planejamento e
estrutura organizacional, instalações e recursos, gestão de comunicação e informação, e
profissionalismo.

"Por Causa do Perigo, Isso Gera Pânico!"


PADRONIZAÇÃO
No SCI, trabalha-se sob uma série de normas, procedimentos e protocolos previamente
estabelecidos, que garantem o cumprimento e o trabalho institucional e interinstitucional com um
único fim. Isso obriga a ter uma linguagem comum que leva a um padrão no trabalho. Esta primeira
característica está relacionada com o princípio: TERMINOLOGIA COMUM( LIGADO À
PADRONIZAÇÃO). Terminologia Comum: O OBJETIVO É PROMOVER ENTEDIMENTO ENTRE AMBAS
AS PARTES, TEXTOS CLAROS E LIMPOS. O SCI propõe a todas as instituições envolvidas a usar uma
terminologia padrão e coerente que permita a elas usar nomes comuns para os recursos, para as
instalações, funções e níveis do sistema organizacional. Não utilize códigos de rádio, códigos
específicos, siglas ou jargão.

COMANDO
Consiste em gerenciar, coordenar, dirigir e controlar os recursos no cenário do incidente, seja por
competência legais, institucionais, hierárquicas ou técnicas. O Comandante do Incidente deve ter o
nível de treinamento, experiência e conhecimento nesta capacidade. É bem possível que o
Comandante do Incidente não seja o mais graduado. comando exercido no Sistema de Comandante
de Incidentes (SCI) pode ser Comando Único ou Comando Unificado. Esta segunda característica
está relacionada com os seguintes 3(três) princípios: Estabelecimento e transferência de
comando: O comando deve ser claramente estabelecido desde o início de um incidente, evento ou
período operativo. O processo de transferência da responsabilidade pelo comando do incidente de
um Comandante do Incidente para outro é denominado “transferência de comando”.

O processo de transferência de comando sempre inclui uma transferência completa de instruções


de comando, que pode ser oral, escrita ou uma combinação de ambas.
Existem cinco etapas importantes para assumir efetivamente o comando de um incidente em
andamento.
Passo 1: O novo Comandante do Incidente deverá, se possível, realizar pessoalmente uma avaliação
da situação do incidente com o Comandante do Incidente existente.
Passo 2: O novo Comandante do Incidente deve ser adequadamente informado. Este briefing deve
ser feito pelo atual Comandante do Incidente e deverá ocorrer presencialmente, se possível. O
BRIEFING deve cobrir os seguintes pontos:
● Histórico de incidentes (o que aconteceu)
● Prioridades e objetivos
● Plano atual
● Atribuições de recursos
● Organização do incidente
● Recursos solicitados/necessários
● Instalações estabelecidas
● Status das comunicações
● Quaisquer restrições ou limitações
● Potencial de incidente
● Delegação de autoridade
Passo 3: Após o briefing do incidente, o novo Comandante do Incidente deve determinar um
momento apropriado para transferência de comando.
Passo 4: No momento apropriado, a notificação de uma mudança no comando do incidente deve ser
feita para:
● Sede da agência. ● Membros do Staff Geral (se designados). ● Membros do Staff de Comando (se
designados). ● Todo o pessoal do incidente.
Passo 5: O novo Comandante do Incidente pode dar ao Comandante do Incidente anterior outra
tarefa referente ao incidente. Existem várias vantagens nesta estratégia:
● O Comandante do Incidente inicial retém conhecimento de primeira mão no local do incidente.
● Esta estratégia permite que o Comandante do Incidente inicial observe o progresso do incidente e
ganhe experiência.

Cadeia de Comando e Unidade de Comando


A cadeia de comando refere-se à linha hierárquica de autoridade estabelecida na estrutura
organizacional do incidente. A cadeia de comando não impede que o pessoal se comunique
diretamente entre si para perguntar ou compartilhar informações. As características e princípios
usados para gerenciar um incidente diferem das abordagens de gerenciamento diário. Embora a
cadeia de comando esteja relacionada à hierarquia geral da organização, a unidade de comando
trata o fato de todos os indivíduos devem se reportar a apenas um único supervisor e as suas
atribuições de trabalho devem ser recebidas apenas por estes supervisores do SCI.

Comando Unificado
É um princípio do SCI baseado na característica de comando, pactuada em protocolo previamente
estabelecido. Ocorre quando um incidente que envolvam: ● Múltiplas jurisdições; ● Uma jurisdição
simples com múltiplas agências envolvidas; ● Múltiplas jurisdições com multiagências envolvidas.
No Comando Unificado, as instituições contribuem, de comum acordo.
As características do comando unificação são:
compartilhamento - instalações compartilhadas;
comando - um posto de comando do incidente;
funcionalidade - operações, planejamento, logística e administração compartilhadas;
coordenação - um processo coordenado para requisitar recursos; e
unidade - um só processo de planejamento e Plano de Ação do Incidente (PAI).

PLANEJAMENTO E ESTRUTURA ORGANIZACIONAL


O SCI enfatiza o planejamento como uma fase do processo administrativoque devem estar
relacionados ao Plano de Ação de Incidentes (PAI). Esta terceira característica está relacionada a 4
princípios:
Gerenciamento por objetivos
A Gestão por Objetivos, Administração por Objetivos ou Gerenciamento por Objetivos são
estabelecidos através do desenvolvimento de estratégias e táticas do incidente, alocando recursos,
com base em procedimentos e protocolos.
Plano de Ação no Incidente (PAI)
O Plano de Ação no Incidente estabelece objetivos, estratégias, táticas, recursos necessários e a
organização para resolver o incidente durante um Período Inicial ou Operacional. É o resultado da
consolidação dos planos para o período operacional e os formulários do SCI estabelecidas para
todas as funções. Todas as operações de resposta obedecem às disposições do PAI que pode ser
mental ou escrito. Para incidentes pequenos e de baixa complexidade o PAI pode ser oral ou escrito,
exceto os incidentes com produtos perigosos, que requer um PAI escrito.
São necessários planos escritos quando: ● Um Período Operacional será trabalhado; ● Várias
competências institucionais estão envolvidas ● O incidente exige mudanças de turnos de pessoal e
equipamentos.
Os objetivos gerais (hierarquização de prioridades) do PAI devem levar em consideração:
● A preservação da vida humana; ● A proteção do patrimônio; ● A preservação do meio ambiente; ●
A contenção do incidente e seu controle.

Todo plano de ação do incidente deve incluir cinco aspectos: O que nós precisamos fazer? Quem
é o responsável por fazer isso? Quais recursos são necessários? Como nos comunicaremos uns com
os outros?

Gerenciamento do Alcance e controle


Para não haver uma perda do controle das ações operacionais, os profissionais envolvidos num
incidente não devem se reportar a uma quantidade muito grande de pessoas. O número de
subordinados que uma responsável pode ter sob o seu comando para se trabalhar de forma eficiente
pode variar de 3(três) a 7 (sete). No SCI, 5 (cinco) subordinados para cada responsável são o número
ideal para manter o alcance de controle.

Organização modular
A organização modular do SCI é desenvolvida de acordo com o tipo de incidente, sua magnitude e
sua complexidade. É ajustado de acordo com as características de cada incidente e a quantidade de
recursos disponíveis e demandados. A natureza modular da estrutura SCI permite, se necessário,
estender-se a vários níveis. Expande-se e se contrai de forma flexível. Quando necessário, pode-se
estabelecer elementos funcionais separados. Exige que cada elemento tenha uma pessoa no
comando.

INSTALAÇÕES E RECURSOS
Manter um registro atualizado e controle de recursos é crucial no gerenciamento de incidentes. Isto
envolve os processos de registro, categorização, triagem, expedição, rastreio, recuperação e
desmobilização, incluindo o seu reembolso. Esta quarta característica está relacionada a dois
princípios:
Instalações
É importante que essas instalações sejam fáceis de se localizar, ter uma localização precisa, e
possuírem um denominação e nomenclatura comum, serem bem sinalizadas e padronizada s e
conhecidas por todos os que devem trabalhar no SCI. As instalações que normalmente são
estabelecidas são: ● Posto de Comando (PC), ● Área de Espera (E), ● Área de Concentração de
Vítimas (ACV), ● Base (B), ● Acampamento (A), ● Helibase (H) e Heliponto (H1).
Manejo integral dos recursos
Este princípio permite garantir a segurança do pessoal, otimizar o uso dos recursos, manter a ordem,
contabilidade e controle da utilização destes recursos e reduzir as interferências.
O que são recursos? Recursos podem incluir pessoal, equipes, equipamentos, suprimentos e instalações disponíveis ou
potencialmente disponíveis para a tarefa ou atribuição.

O alcance de controle pode mudar com base em: ● tipo de incidente ● natureza ou a tarefa ●
perigos existentes e fatores de segurança ● distâncias entre pessoal e recursos

GESTÃO DE COMUNICAÇÕES E INFORMAÇÕES


Num incidente, as comunicações são facilitadas através do desenvolvimento e utilização de um
plano de comunicação comum a todas as instituições respondentes. Também deve ser estabelecido
um processo para coletar, compartilhar e gerenciar informações e inteligência relacionadas ao
incidente. Esta quinta característica está relacionada a dois princípios:
Comunicações integradas
A organização SCI deve prever um plano de distribuição para os canais e frequências de
comunicação com os procedimentos operacionais padronizados, linguagem clara, frequências
comuns e a mesma terminologia sem códigos.
Gestão da informação e inteligência
A compilação, análise e troca de informações e inteligência é um componente importante do SCI,
uma vez que deve ser estabelecida quando é necessário lidar com questões de segurança
operacional com os meios de comunicação e questões de segurança e sensibilização do público. O
gerenciamento das informações e inteligência inclui identificar elementos essenciais de
informações.

PROFISSIONALISMO
Exige que todas as pessoas envolvidas na estrutura organizacional desempenhem o seu trabalho em
conformidade com as normas, protocolos e procedimentos, aliados à objetividade e eficácia no
trabalho atribuído. Esta sexta característica está relacionada a dois princípios:
Responsabilidade
É essencial ter uma responsabilização eficaz perante os nossos superiores durante um incidente e
as autoridades correspondentes a nível institucional. Esta responsabilidade de prestação de contas
está associada aos seguintes aspectos: Cadastro (check in/check out), Plano de Ação de Incidentes
(PAI), Os registradores.
Despacho e Controle
É o despacho e mobilização de recursos, para responder somente quando solicitado, ou somente
despachado por autoridade competente.

PRINCÍPIOS BASE DO COMANDO E CONTROLE


São genéricos e sua aplicação e validade extrapolam o escopo da atividade de C2, prestando-se,
também, a outras atividades ou áreas de conhecimento.
Unidade de Comando
a Unidade de Comando, desde o mais alto escalão, considerando-se as especificidades,
possibilidades e limitações das forças empregadas nas operações militares, é essencial para o
cumprimento da missão.
A Unidade de Comando compreende as seguintes ideias básicas: a. cadeia de comando bem
definida, com clara divisão de responsabilidades; sistema de comunicações seguro e confiável entre
as forças em operação; b. doutrina operacional bem compreendida, aceita e praticada pelos
comandantes em todos os escalões; c. programas de adestramento que visem à produção de
padrões de eficiência, à obtenção de moral elevado e de espontânea unidade de esforços; d.
acompanhamento das ações planejadas, para identificação dos desvios ocorridos e aplicação das
correções pertinentes; e em um determinado escalão, as ordens devem emanar exclusivamente do
seu comandante.
Simplicidade
O Princípio da Simplicidade sintetiza a ideia de que o melhor planejamento de C2 é aquele que
evidencia a concepção e o emprego racional dos meios disponíveis, reduzindo a possibilidade de
que o sistema se torne instável pela complexidade lógica e estrutural.
Segurança
O Princípio da Segurança consiste em negar, dificultar ou identificar o acesso não autorizado às
informações das forças amigas, restringindo a liberdade de ação do oponente para ataques aos
pontos sensíveis do sistema de C2. As medidas de segurança deverão ser continuamente revisadas,
a fim de manter sua eficácia contra qualquer ameaça e de ações adversas aos sistemas de C2 das
forças amigas.
Flexibilidade
O Princípio da Flexibilidade poderá ser obtido por meio de projetos de sistemas inteligentes e pela
possibilidade de utilização de instalações fixas, móveis e transportáveis. Para atender a esse
princípio, a estrutura de um sistema de C2 deverá ser capaz de agregar ou incorporar produtos e
conceitos derivados de inovações tecnológicas, além de adequar-se às condições impostas por
reestruturações administrativas ou às alterações nos quadros político e estratégico.
Confiabilidade
O Princípio da Confiabilidade é assegurado quando do estabelecimento de enlaces alternativos e
meios redundantes.
Continuidade
Os sistemas de C2 devem operar ininterruptamente. Este princípio influencia diretamente a dotação
de meios - pessoal e material - para qualquer escalão. Para que um sistema de C2 atenda ao
Princípio da Continuidade, o seu planejamento deverá sempre contemplar a redundância de meios e
enlaces.
Rapidez
Os sistemas de C2 devem proporcionar rapidez ao processo decisório. Isto significa que os enlaces
devem ser estabelecidos com oportunidade, a fim de possibilitar o acesso imediato às informações
de interesse por todos os escalões de comando.
Amplitude
Os meios empregados para o apoio de C2 devem atender toda a área de atuação dos Comandos
Operacionais (C Op) ativados.]

Integração
Um sistema de C2 de um determinado escalão não é isolado; faz parte do sistema do escalão
superior e abrange os sistemas dos escalões subordinados; e deve ter a capacidade de compartilhar
informações com forças de mesmo nível.

ZONAS DE EMERGÊNCIA E ÁREAS DE TRABALHO


São ZONAS DE EMERGÊNCIA as áreas de interferência dos riscos relacionados com o incidente,
enquanto as ÁREAS DE TRABALHO são os locais onde serão desenvolvidas as ações de resposta e
apoio da operação.
Para a delimitação das mesmas são estabelecidos cordões de isolamento. Os cordões de
isolamento, também chamados de perímetros de segurança, são estabelecidos ao redor da cena,
pelas seguintes razões: ● para guardar a cena; ● para proteger o público; ● para controlar os
curiosos; ● para evitar interferências não autorizadas com a operação e a futura investigação; e ●
para facilitar as operações dos serviços de emergência e outras agências.

Em cada zona de emergência há locais onde são desenvolvidas atividades específicas para o
adequado desenvolvimento da operação, já anteriormente denominadas de áreas de trabalho, sendo
elas: ● posto de comando; ● área de estacionamento de recursos; ● área de concentração de
vítimas; ● área de triagem de vítimas/de concentração de vítimas; ● área de tratamento de vítimas;

Ao se estabelecer as instalações em um incidente devem ser considerados os seguintes fatores: ●


Necessidades prioritárias ● Tempo que cada instalação estará em operação ● Custo do
estabelecimento e operação das instalações ● Elementos ambientais que podem afetar as
instalações ● Capacidade de pessoal para garantir seu funcionamento.

As instalações mais comuns que o Comandante do Incidente (CI) pode estabelecer são: ● Posto de
Comando ● Área de Espera (uma ou mais) ● Área de Concentração de Vítimas ● Base (do incidente)

Posto de Comando (PC)


O Posto de Comando (PC) é o lugar onde se exerce a função de comando. É um lugar fixo, bem
sinalizado (veículos, tenda, reboque, caminhão ou outro que pode ser facilmente e rapidamente
identificado). É estabelecido pelo Comandante do Incidente quando a situação exige, seja pela
complexidade do incidente, pela quantidade de recursos que deverá administrar para controlar a
situação. Quando é possível e não comprometa a segurança, o PC pode estar em linha visual com o
incidente. No PC se encontram instalado o Comandante do Incidente, os Oficiais do Staff de
Comando e os Chefes das Seções. Ao selecionar inicialmente a localização do PC, se deve
considerar o caráter do incidente, a provável duração, se está em crescimento ou diminuindo e se o
lugar é suficientemente amplo e seguro.

CONDIÇÕES PARA SE ESTABELECER UM PC


Um PC deve:
● Estar fora da zona de risco, longe do ruído e da confusão que geralmente acompanha o incidente;
● Permitir (mantendo a condição anterior) uma visão integral da cena do incidente; ● Ter a
possibilidade de expansão se o incidente o exigir;
● Ter capacidade para prover vigilância e para controlar o acesso quando for necessário;
● Anunciar sua ativação e sua localização via rádio ou por outro meio de comunicação para que todo
o pessoal envolvido seja notificado;
● Estar claramente sinalizado e ser identificável por todas as pessoas que estejam envolvidas na
resposta ao incidente; ● Disponibilidade de comunicação;

● Em operações mais prolongadas, onde se exigem vários dias de trabalho continuado, é


recomendável que o PC tenha acomodações ampliadas para a realização de reuniões, áreas de
descanso, ambientes para preparação de alimentos e refeitórios. O símbolo de Posto de Comando
consiste em um retângulo de fundo laranja com as letras PC de cor preta ao centro.

Área de Espera
Área de Espera (E) é o local delimitado e identificado, para se dirigirem os recursos operacionais que
se integram ao SCI, onde ocorre a recepção (check-in) e o cadastramento dos recursos. A Área de
Espera: ● Aumenta a segurança do pessoal de resposta e a capacidade de contabilizar os recursos;
● Evitar a designação prematura do recurso; ● Facilitar o ingresso oportuno e controlado do pessoal
na área do incidente; ● Fornece um local para o registo de chegada e de entrada de pessoal,
equipamento e ferramentas, facilitando o controle. O sinal que identifica uma Área de Espera é um
círculo com fundo amarelo e uma letra E de cor preta em seu interior.
A Área de Espera deve: ● Estar afastada da cena do incidente, mas não a uma distância superior a
mais de cinco minutos de deslocamento a pé; ● Estar longe de qualquer zona de perigo; ● Ter rotas
diferentes para ingresso e saída dos recursos; ● Ser suficientemente grandes para acomodar os
recursos disponíveis e para expandir-se caso o incidente necessite; ● Oferecer segurança tanto para
o pessoal quanto para os equipamentos.

FUNÇÕES DO ENCARREGADO DA ÁREA DE ESPERA


● Obter um relatório do Chefe da Seção de Operações do CI; ● Supervisionar o procedimento de
registro de chegadas de pessoal e recepção de equipamentos. (formulário SCI 211); ● Responder às
solicitações de recursos, designando os recursos disponíveis de acordo com o indicado pelo CI e o
Chefe de Operações; ● Monitorar o estado dos recursos; ● Manter informados o CI e o Chefe da
Seção de Operações, acerca do estado dos recursos das Áreas de Espera.

Exemplo de procedimento da área de espera: Ao receber do Chefe de Operações a solicitação de


uma unidade de resgate na área do incidente, o encarregado pode adotar dois procedimentos: 1.
Pessoalmente acionar a unidade de resgate, repassando as informações, despachando para o local
solicitado e registrando a movimentação em seu controle; e
2. Solicitar ao responsável pelas unidades de resgate que escolherá a unidade adequada e a
encaminhará ao encarregado, que então repassa a ela as informações, despachando-a para o local
solicitado e registrando a movimentação em seu controle.

Área de Concentração de Vítimas (ACV)


É o local estabelecido para efetuar a classificação, estabilização e transporte das vítimas de um
incidente. Mesmo que não se trate de hospitais, clínicas ou centros de saúde, as ACV serão
necessárias em incidentes envolvendo vítimas que ultrapassem a capacidade de atendimento. Na
chegada da primeira notícia confirmada das vítimas e devido que o tempo pode ser crítico, um ACV
deve ser instalado rapidamente para o tratamento de emergência.
O local selecionado deve ser: ● Um setor seguro, livre de ameaças;
● Perto da cena, cuidando que o vento e o declive do terreno não propaguem o risco ao pessoal e
aos pacientes ● Acessíveis para veículos de transporte (ambulâncias, caminhões, helicópteros,
etc.), ● Facilmente expansível, ● Isolado do público e idealmente fora de vista. ● A ACV deve ser
preparada para um fluxo eficiente, tanto de vítimas como do pessoal médico de acordo com a
magnitude e complexidade do incidente, evento ou operação. Cada área deve estar claramente
sinalizada.

Os pacientes em uma área de tratamento devem ser colocados de modo que todos tenham a cabeça
direcionada para a mesma direção e deixando um espaço livre de um metro de largura, entre um e
outro. Isto facilitará o uso eficiente do espaço e a utilização do pessoal disponível. Quando um
necrotério é necessário, este local deve ser seguro e pouco visível das áreas de tratamento médico. É
identificado com um círculo de fundo amarelo e as letras ACV pretas.

Base
Base é o lugar onde se coordenar e administra as funções de logística primárias.
A Base está sob responsabilidade da seção de logística. Haverá apenas uma base para cada
incidente, embora não seja excluída a possibilidade de ativação de bases auxiliares (o nome do
incidente ou outra designação será adicionado ao termo de base).
As principais funções logísticas são a hidratação, alimentação, fornecimento de materiais e
equipamentos, serviços sanitários, área de descanso (não para dormir). O posto de comando pode
estar na base. O CI estabelece a Base se um incidente: ● Cobrir uma grande área; ● Continuará por
um grande tempo, requerendo uma grande quantidade de recursos que deverão passar por turnos
nas designações operacionais.
O símbolo que identifica a Base é um círculo de fundo amarelo com uma letra B de cor preta no seu
interior.

Acampamento
Local com instalações sanitárias equipadas e servidas para proporcionar ao pessoal um local para
alojamento, comida, higiene e descanso. Os acampamentos oferecem apoio, tais como alimentos,
áreas de dormir e instalações sanitárias. Igualmente fornecem a manutenção e o serviço menores ao
equipamento. Em um incidente, poderão se estabelecer vários acampamentos, sendo que cada um
deve ter um encarregado a ser identificado por nome geográfico ou número. O sinal de identificação
do acampamento é um círculo com fundo amarelo e um A de cor preta em seu interior.
Helibase
Local de estacionamento, abastecimento e manutenção de helicóptero. O sinal de identificação do
helibase é um círculo com fundo amarelo e um H de cor preta em seu interior.

Heliponto ou zona de pouso de helicópteros -ZPH


É o local temporário preparado para que os helicópteros possam aterrissar, decolar, embarcar e
desembarcar pessoal, equipamentos e materiais.

As zonas de emergência, por sua vez, podem ser divididas em:


● Zona Quente é a área do incidente, propriamente dito, onde os riscos possuem grande
interferência nas ações. Nela trabalham apenas as equipes de intervenção especializada
relacionadas com a natureza do incidente.
● Zona Morna é a área onde os riscos, ainda, possuem certa interferência nas ações. Nela trabalham
as equipes de suporte às equipes de intervenção, bem como as de triagem das vítimas.
● Zona Fria é a área do incidente onde os riscos não possuem interferência nas ações. Nela localiza-
se o posto de comando, a área de estacionamento de recursos, de tratamento das vítimas e de
contato com a imprensa.

As dimensões e geometria das zonas de emergência, bem como, a localização das áreas de trabalho
serão determinadas após serem observados: ● Direção do vento; ● Topografia do terreno; ●
Amplitude de interferência dos riscos associados ao incidente; e ● Vias de acesso disponíveis.

As zonas de emergência, ainda, podem ser divididas em porções, possibilitando uma melhor
identificação e caracterização da área da operação, subsidiando, também, a tomada de decisões
assertivas relacionadas à solução da emergência. A esse procedimento chamamos de
SETORIZAÇÃO DE ÁREA.
A setorização de área pode ser feita por: ● Quadrante; ● Lado; ● Elemento geográfico; e ●
Coordenadas geográficas.

POSTO DE COMANDO (PC/PCA)


Local, exclusivamente, de onde partem todas as ordens e para onde devem, obrigatoriamente,
convergir todas as informações de uma operação, buscando uma eficiência e eficácia no emprego
da estratégia e dos recursos.
FUNÇÕES
O Sistema de Comando de Incidentes é baseado em oito funções:
● Comando
● Planejamento
● Operações
● Logística
● Administração e finanças
● Segurança
● Informação pública
● Ligação

Comandante do Incidente
Quando se utiliza o Sistema de Comando de Incidentes (SCI) para gerenciar um incidente, um
Comandante do Incidente é designado. O Comandante do Incidente tem autoridade para
estabelecer objetivos, fazer designações e solicitar recursos. O Comandante do Incidente deve ter
treinamento, experiência e conhecimento para atuar nesta função. As qualificações para servir como
Comandante de Incidentes não devem ser baseadas apenas em patente, grau ou conhecimento
técnico. No caso de incidentes que envolvam uma maior carga de trabalho ou recursos
especializados em alguma das funções acima mencionadas, estabelecer-se-á todas as seções que
sejam necessárias: Planejamento, Operações, Logística e a Administração/Finanças.

Todos os incidentes, independentemente de sua magnitude e complexidade, devem ter um único


Comandante do Incidente (CI). O CI é aquele que ao chegar ao local do incidente, assume a
responsabilidade das ações no local até que a autoridade de comando seja transferida a outra
pessoa.

As responsabilidades da CI são: ● Assumir o comando e estabelecer o PC ● Zelar pela segurança do


pessoal e da segurança pública ● Avaliar as prioridades do incidente ● Determinar os objetivos
operacionais ● Desenvolver e executar o Plano de Ação do Incidentes (PAI) ● Desenvolver uma
estrutura organizacional apropriada ● Manter a alcance de controle ● Gerenciar os recursos ●
Manter a coordenação geral das atividades ● Coordenar as ações das instituições que se
incorporem ao SCI ● Autorizar a divulgação de informações pelos meios de comunicação públicos ●
Manter um quadro de situação que mostre o estado e aplicação dos recursos; ● Encarregar-se da
documentação e do controle das despesas (gastos) e apresentar o relatório final.

QUEM DEVE ASSUMIR O COMANDO DO INCIDENTE?


Inicialmente, o comando do incidente será assumido pela pessoa com maior idoneidade,
competência, capacidade operacional mais adequada, ou nível hierárquico que chegue primeiro à
cena. A medida que cheguem outros, será transferido a quem possua a competência necessária
para assumir o comando.

Quando os incidentes crescem em dimensão ou complexidade, a autoridade jurisdicional, técnica


ou institucional correspondente, responsável pelo seu atendimento, pode designar um CI melhor
qualificado.

Ao transferir o comando, o CI que sai deve entregar um relatório completo ao que substituiu e
também notificar ao pessoal sob sua direção a mudança. A função de comando deve ser claramente
estabelecida no início de um incidente.
A jurisdição ou organização com responsabilidade primária por um incidente designa o indivíduo no
local que é responsável por estabelecer o comando e o protocolo para transferir o comando. À
medida que um incidente se torna mais ou menos complexo, o comando pode mudar para atender
às necessidades do incidente.

Quando o comando é transferido, o processo deve incluir um briefing que capture todas as
informações essenciais para a continuidade das operações seguras e eficazes.

Pode-se designar um Comandante do Incidente adjunto, este terá as seguintes funções: ● Realizar
tarefas específicas solicitadas pelo CI. ● Assumir a função de comando do incidente quando o CI
estiver impedido e/ou em recuperação. ● Representar o CI nas reuniões designadas.

Staff do Comando e Staff Geral


Quando a expansão for necessária, em relação à segurança, trato com a mídia, informação pública e
a necessidade articulação com outras instituições, o CI irá estabelecer as posições do staff do
comando.

Da mesma forma, quando a expansão for necessária, e as atividades referentes a operações,


planejamento, logísticas e finanças/ administrativa irá estabelecer as posições do staff geral.

Oficial de Informações Pública


O Oficial de Informações Públicas vai fazer o ponto de contato com a mídia ou outras organizações
que procuram informações diretas sobre o incidente. Embora várias agências possam designar
membros da equipe como oficiais de informação durante um incidente, haverá apenas um oficial de
informações, apenas um “porta voz”. Os outros servirão como auxiliares. Todas as informações
devem ser aprovadas pelo CI.
RESPONSABILIDADES DO OFICIAL DE INFORMAÇÕES PÚBLICA: ● Obter um breve relatório do
comandante do incidente. ● Estabelecer contato com a instituição judiciária para coordenar as
atividades de informação pública. ● Estabeleça um único centro de informação, sempre que
possível. ● Tomar as providências para proporcionar espaço de trabalho, materiais, telefones e
pessoal. ● Obter cópias atualizadas dos formulários específicos. ● Prepare um resumo inicial de
informações depois de chegar ao incidente. ● Respeitar as limitações para a emissão de
informações impostas pelo comandante do incidente. ● Obter a aprovação do comandante do
incidente para a emissão de informações. ● Emitir notícias aos meios de imprensa e enviá-los ao
posto de comando e outras instâncias relevantes. ● Participar das reuniões para atualizar as notas
de imprensa. ● Responder às solicitações especiais de informação.

Oficial de Segurança:
O Oficial de Segurança tem a função de monitoramento e avaliação de situações perigosas e
inseguras, bem como o desenvolvimento de medidas para a segurança do pessoal. Mesmo podendo
exercer autoridade de emergência para deter ou prevenir ações inseguras quando a situação requer
providências imediatas, o oficial geralmente corrige ações ou condições de insegurança através da
linha normal de comando. O oficial de segurança mantém-se inteirado de toda a operação

RESPONSABILIDADES DO OFICIAL DE SEGURANÇA: ● Obter um breve relato do comandante


incidente. ● Identificar situações perigosas associadas ao incidente. ● Participar das reuniões de
planejamento e revisar os Planos de Ação do Incidente. ● Identificar situações potencialmente
perigosas durante operações táticas. ● Fazer uso de sua autoridade para deter ou prevenir ações
perigosas. ● Investigar/pesquisar os acidentes ocorridos nas áreas do incidente. ● Revisar e aprovar
o plano médico. ● Revisar os Planos de Ação do Incidente.

Oficial de Ligação:
O Oficial de Ligação é o contato para os representantes das instituições que estão trabalhando no
incidente ou que podem ser convocadas. Isso inclui organismos de primeira resposta, socorristas,
saúde, obras públicas e outras organizações. É conveniente que o oficial de ligação e os
representantes de todas as instituições de atuantes se conheçam mutuamente.
RESPONSABILIDADES DO OFICIAL DE LIGAÇÃO: ● Obter um breve relatório do comandante do
incidente. ● Proporcionar um ponto de contato para os representantes de todas as instituições. ●
Identificar os representantes de cada uma das instituições, incluindo a sua localização e linhas de
comunicação. 48 ● Responder às solicitações do pessoal de incidentes para estabelecer contatos
com outras organizações. ● Monitorar as operações do incidente para identificar problemas atuais
ou potenciais entre as diversas organizações.

Em um incidente, a decisão de expandir ou contrair a estrutura da SCI será baseada em:


1º Proteção da vida
2º Estabilidade do incidente.
3º Preservação de bens

Seções
Seção é o nível da estrutura que tem a responsabilidade de uma área funcional principal no incidente
(planejamento, operações, logística, administração/ Finanças).
Seção de Operações
A seção de operações é responsável pela execução das ações de resposta. O chefe da seção de
operações reporta-se ao comandante do incidente, determina a estrutura organizacional interna da
seção, dirige e coordena todas as operações, cuidando da segurança do pessoal da seção,
auxiliando o comandante do incidente no desenvolver dos objetivos da resposta ao incidente e
executa o Plano de Ação de Incidentes (PAI).

Seção de Planejamento
As funções desta seção incluem coletar, avaliar, divulgar e usar informações sobre o
desenvolvimento do incidente e controlar os recursos. Ela elabora o Plano de Ação de Incidentes
(PAI), que define as atividades de resposta e o uso de recursos durante um período operacional.
Lidera os líderes das unidades de recursos, situação, documentação, desmobilização e unidades
técnicas

FUNÇÕES DAS UNIDADES


Unidade de recursos: responsável por todas as atividades de registro e controle dos recursos,
inclusive de pessoal e equipamentos designados ao incidente.

Unidade da situação: coleta e processa informações sobre a condição atual do incidente. Prepara
apresentações e resumos sobre a situação, desenvolve mapas e projeções.

Unidade de documentação: prepara o Plano de Ação do Incidente, mantém toda a documentação


relacionada ao incidente e provê cópias necessárias.

Unidade de desmobilização: em emergências complexas ou de grande magnitude, ajuda a


desmobilizar o pessoal de forma ordenada, segura e rentável, quando não há mais necessidade de
uso do pessoal no incidente.

Seção de logística
A seção logística é responsável por prover instalações, serviços e materiais, incluindo pessoal que
irá operar os equipamentos solicitados para atender o incidente. Essa seção é indispensável quando
as operações são atendidas em grandes extensões e quando elas são de longa duração. As funções
da seção são de apoio exclusivo para aqueles que respondem ao incidente. Ela supervisiona o
coordenador do setor de serviços e o coordenador do setor de apoio.

FUNÇÕES DAS UNIDADES


Unidade de comunicações: desenvolve o plano de comunicação, distribui e mantém todos os tipos
de equipamentos de comunicação e cuida do centro de comunicações de incidentes.

Unidade médica: desenvolve o plano médico e provê os primeiros socorros e cuidados médicos não
intensivos ao pessoal designado no incidente, evento ou operação. Esta unidade também
desenvolve o plano de transporte médico do incidente (por terra e/ou ar) e prepara relatórios
médicos.

Unidade de alimentação: é responsável por determinar e satisfazer as necessidades de alimentos e


água potável em todas as instalações do incidente e todos os recursos ativos dentro da seção de
operações. A unidade pode preparar cardápios e alimentos, fornecê-los através de serviços
daqueles que são dedicados a servir alimentos, ou usar uma combinação dos dois.

Unidade de suprimentos: Relaciona o pessoal, equipamentos e materiais. Também armazena,


mantém e controla os materiais, assim como ajusta e conserta os equipamentos.

Unidade de instalação: Instala e mantém qualquer estabelecimento requerido para apoiar o


incidente. Provê as pessoas que vão trabalhar nas bases e acampamentos, e o apoio de segurança
às instalações e ao incidente, sempre que for solicitado.

Unidade de apoio terrestre: fornece transporte e é responsável pela manutenção dos veículos
designados ao incidente.

Seção de Administração e Finanças


Embora muitas vezes não seja dada a importância que merece, a seção de Administração e Finanças
é crítica para manter o controle contábil do incidente. É responsável por justificar, controlar e
registrar todas as despesas e manter atualizado a documentação necessária para os processos
indenizatórios.
A seção Administração e Finanças é especialmente importante quando o incidente é de tamanho
que pode resultar em uma declaração de situação de emergência ou estado de calamida de pública.
Ele coordena os Líderes das Unidade de Tempo, Provedoria e Custo. O Chefe da Seção se reporta ao
Comandante do Incidente, determina a estrutura organizacional interna da Seção e coordena as
atividades.

FUNÇÕES DAS UNIDADES


Unidade de tempo: assegura que todo o tempo do pessoal que trabalha no incidente seja registrado.
Após cada período operacional, o tempo de atividade é coletado e o Líder da Unidade de tempo pode
dispor de auxiliares afins com a política de contagem de tempo das diferentes agências envolvidas.
Unidade de Aquisição: responde pelas questões financeiras referentes à aquisição de bens e de
serviços para danos leves, como também da gestão dos contratos anteriormente celebrados, com o
devido apoio dos fiscais previamente designados. Coordena com os fornecedores a prestação dos
serviços contratados e a chegada dos suprimentos pagos.
Unidade de Reclamação e Compensação: as reclamações por acidentes e pretensões de direito são
gerenciadas por essa unidade. A unidade se relaciona com as áreas jurídicas das agências
envolvidas no incidente. A função de compensação por acidente procura assegurar que todos os
formulários necessários ao programa de compensação trabalhista das agências envolvidas estejam
corretamente preenchidos, da mesma forma, que os registros de acidente ou de doença afins
tenham sido realizados e arquivados. Muitas dessas atividades também são executadas pela
Unidade Médica, que pode ajudar no processo de coleta de dados e preenchimento. A função de
reclamação e compensação tem como objetivo investigar pretensões envolvendo direitos em
relação a danos e prejuízos promovidos pelos agentes envolvidos no incidente e manter o registro
sobre as reclamações, obter declarações escritas e documentar as investigações realizadas.
Unidade de custos: responsável por coletar todas as informações sobre custo e apresentar
orçamentos e recomendações que permitam economia de gastos. Em resumo, as funções de
gerenciamento do staff geral são descritas no quadro a seguir:

Comandante
O nível da estrutura no SCI, que inicialmente assume todas as funções. O responsável é chamado de
comandante do incidente.

Staff de comando
O nível da estrutura que apoia o comandante do incidente nas funções de segurança, informações
públicas e ligação. O responsável é chamado de oficial.

Seções
O nível da estrutura que tem a responsabilidade de uma área funcional principal no incidente
(planejamento, operações, logística, administração/Finanças). As seções são posições
subordinadas diretamente ao comandante do incidente. O responsável é chamado de chefe.

Instalações
O nível da estrutura que tem a responsabilidade de gerenciar todas as atividades de uma instalação.
O responsável é chamado de encarregado.

Unidade
O nível da estrutura que tem a função de apoiar as atividades de planejamento, logística e
administração/finanças. O responsável é chamado de líder.

Setor
Nível da estrutura com responsabilidade funcional ou geográfica designada pelo CI, sob direção de
um chefe de seção. Na estrutura do SCI os setores são encontrados nas seções de operações e
logísticas. O responsável pelo setor chama-se coordenador.

Divisão
Nível da estrutura que tem a responsabilidade de atuar dentro de uma área geográfica definida. O
responsável pela divisão chama-se supervisores.

Grupo
Nível da estrutura que tem a responsabilidade de uma designação funcional específica. Os grupos
cobrem funções específicas de operação.

Força Tarefa
Qualquer combinação e número de recursos simples de diferentes classes e tipos, dentro do
alcance de controle, trabalhando em uma área em comum e que se constituem para uma
necessidade operativa particular. O responsável pela Força Tarefa chama-se líder.

Equipe de intervenção
É o conjunto de Recursos Simples dentro do alcance de controle, de mesma classe e tipo, com um
líder, comunicações e trabalhando em uma mesma área.

Para facilitar ainda mais o trabalho no SCI os recursos são categorizados em Recursos Simples,
Equipe de Intervenção e Força Tarefa.

Estado dos recursos


Os recursos operacionais em um incidente apresentarão uma das três condições de estado
possível:
Designados: são os que estão trabalhando em um incidente, com uma tarefa específica
Disponíveis: são os que estão listados para uma designação imediata na Área de Espera
Indisponíveis: recursos que não se podem utilizar.

O SCI disponibiliza formulários úteis para registrar o estado dos recursos, que se utilizam para
diferentes propósitos. Formulário SCI 211: Checklist para registrar recursos à medida que chegam
para participar de um incidente. Outro formulário que contém dados sobre os recursos são:
Formulário SCI 204: Designações Táticas. Outras formas de registo são: T-cards, quadros com
imagens e planilhas eletrônicas.

FERRAMENTAS DE REGISTRO E GESTÃO


As ferramentas de registro e gestão de informações e inteligência, devem abordar as seguintes áreas:
● Demandas da ocorrência; ● Recursos internos; ● Recursos externos; ● Prioridades táticas; ●
Vítimas; ● Caracterização do evento; e ● Estrutura de comando.

Durante as transferências de comando devem ser abordados os seguintes tópicos: Desenvolvimento


da emergência; ● Condições de segurança das ações; ● Objetivos e prioridades; 79 ● Organização
atual; ● Designação de recursos; ● Recursos solicitados e a caminho; ● Instalações estabelecidas;
● Plano de operações; ● Sistema de comunicação; ● Atendimentos/ações realizadas e pendentes;
● Provável evolução dos cenários; e ● Repasse da transferência aos comandados da operação.

BRIEFING O Briefing é o ato de repassar informações e/ou instruções concisas e objetivas sobre uma
missão ou tarefa a ser executada. O Briefing é essencial para o desenvolvimento mais eficaz de uma
operação, desta forma, reforça-se a necessidade de ser bem executado. O principal objetivo do
BRIEFING é responder 08 (oito) questionamentos já mencionados anteriormente:
AVALIAÇÃO DO CENÁRIO deve ser, simultaneamente, realizada pelo primeiro comandante a chegar
ao local da emergência. Para tal, sugere-se que sejam observados os seguintes tópicos: ● Natureza
da emergência; ● Fato motivador; ● Ameaças presentes; ● Vulnerabilidades; ● Área afeta da; ●
Possibilidade de evolução; ● Viabilidade de isolamentos e evacuações; ● Áreas para instalação de
bases e posto de comando; ● Todas seguras de acesso e evasão das áreas atingidas; ● Ações
sugeridas para cada cenário instalado; e ● Meios necessários e existentes.

OITO PASSOS BÁSICOS DO SCI PARA A PRIMEIRA RESPOSTA


1. Informar a sua base de sua chegada de impacto
2. Assumir e estabelecer o Posto de Comando (PC)
3. Avaliar a situação
4. Estabelecer um perímetro de segurança
5. Estabelecer seus objetivos
6. Determinar as estratégias
7. Determinar as necessidades de recursos e possíveis instalações
8. Preparar as informações para transferir o comando

Informar a sua base de sua chegada no incidente Ao chegar no local do incidente, deve-se informar a
central de comunicação ou a base de sua chegada, identificar o comandante e seu contato,
confirmar o evento, nomeando como se identificará o incidente e, se possível, já identificar o PC. O
primeiro respondedor precisa verificar a veracidade da chamada e do local do incidente.

Assumir e estabelecer o Posto de Comando (PC) Informar a sua base que assumiu o comando do
incidente, a identificação do rádio e contatos do comandante e o local onde se estabeleceu o PC. Ao
estabelecer o PC assegure que este tenha as seguintes condições: a. Segurança b. Visibilidade c.
Facilidade de acesso e circulação d. Disponibilidade de comunicações e. Local afastado da cena, de
ruídos e da confusão f. Capacidade de expansão física

Avaliar a situação As pessoas que trabalham em um incidente devem ter um completo


conhecimento da situação. Para contar com adequada informação, se requer que os primeiros
respondedores avaliem a situação com a finalidade de ter uma visão integral do incidente.

Estabelecer um perímetro de segurança Ao se estabelecer seu perímetro de segurança, deve-se


considerar os seguintes aspectos: a. Tipo do incidente b. Tamanho da área afetada c. Topografia d.
Localização incidente com relação às vias de acesso e áreas disponíveis ao redor e. Áreas sujeitas a
desmoronamentos, explosões potenciais, queda de escombros, cabos elétricos, etc. f. Condições
atmosféricas g. Possíveis entradas e saídas de veículos h. Coordenar a função de isolamento
perimetral com o organismo de segurança correspondente i. Solicitar ao organismo de segurança
correspondente a retirada de todas as pessoas que se encontrem na zona de impacto, exceto o
pessoal de resposta autorizado

Estabelecer os objetivos O primeiro respondedor deve estabelecer um plano de ação do incidente


(PAI), que se conhece como o PAI inicial.

Determinar as estratégias e táticas No PAI se estabelece as estratégias operativas correspondente a


cada objetivo, designações táticas dos recursos com que conta e a organização. O primeiro
respondedor deve estabelecer um plano de trabalho que se conhece como Plano de Ação do
Incidente para o período inicial o PAI inicial, pode ser mental, determinando objetivos e suas
estratégias operativas e táticas, com base nos recursos que tem no momento.
Determinar as necessidades de recursos e as possíveis instalações O plano de ação do incidente
também indica: a. Qual é a necessidade de recursos, a serem solicitados a central de
comunicações; b. As instalações que podem ser necessárias e a sua localizaçã o.

Preparação das informações para transferir o comando Sempre que a transferência de comando se
efetua de forma verbal, deve-se levar em conta as pessoas estarem frente a frente. O CI é quem,
chegando a cena, assume a responsabilidade das ações. Se pode transferir o comando pelas
seguintes razões: a. Por requerer um CI com mais experiência ou com algum conhecimento especial

Informações que devem ser transmitidas ao fazer a transferência de comando de forma verbal: a.
Estado do incidente: i. ii. iii. iv. O que aconteceu? O que foi alcançado? O que tem que ser feito? O
que é necessário? b. Situação de segurança atual c. Objetivos e prioridades d. Organização atual e.
Alocação de recursos f. Recursos solicitados e / ou a caminho g. Instalações estabelecidas h. Plano
de comunicação i. Evolução provável

Uma vez que a transferência de comando foi feita, deve ser informada a central de
comunicações para que se saiba quem é o novo Comandante do Incidente. Primeiro, o CI de
saída faz isso e, em seguida, o CI entrante faz isso.

Você também pode gostar