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Curvas de Nível e Derivadas Parciais

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Matemáica II

1. FUNÇÕES DE VÁRIAS VARIÁVEIS

1.1 Funções de Duas Variáveis


DEFINIÇÃO 1: Seja D um conjunto de pares ordenados de números reais. Uma função de duas variáveis é uma
correspondência que associa a cada par (x, y) em D exatamente um número real, denotado por f(x, y) . O conjunto
D é o domínio de f. O contradomínio de f consiste em todos os números reais f(x, y), com (x, y) em D.

Exemplo 1: Índice de sensação térmica. por exemplo, se a temperatura é de 50o C e a velocidade do vento
é 50 km/h, então a sensação térmica será f(–5, 50) = –15oC.

Exemplo 2: Seja f a função dada por f(x, y) = . Esboce o gráfico de f e exiba os traços nos
planos z = 0, z = 2, z = 4, z = 6 e z = 8.

Solução: domínio D={(x, y) : x2 + y2 ≤ 9}, pode ser representado por todos os pontos do círculo x2 + y2 ≤ 9 .
O gráfico de f tem a equação z = 9 – x2 – y2 . Elevendo ao quadrado ambos os lados da equação
temos z2 = 9 – x2 – y2 ou z2 + x2 + y2 = 9 uma esfera de raio 3 mas com z ≥ 0. Para achar o traço no plano
xy, concideramos z = 0 e temos x2 + y2 = 9 um círculo de raio 3. No plano xz concideramos y = 0 e temos
x2 + z2 = 9 um semi círculo de raio 3. No plano yz concideramos x = 0 e temos y2 + z2 = 9 um semi círculo de
raio 3.

1
Unindo os três planos temos um esboço do gráfico.
4
y
2

-4 -2 2 4
x
-2

-4

x2 + y2 ≤ 9 z=

1.2 Curvas de Nível


Projetando o traço do gráfico de f no plano x = k para o plano xy, obtemos uma curva C de equação
f(x, y) = k. Se um ponto (x, y, 0) se move ao longo de C, os valores f(x, y) são sempre iguais a k. C é chamada
de curva de nível de f.

Exemplo 3: Esboce algumas curvas de nível da função do exemplo 2:


Solução: As curvas de nível são gráficos, no plano xy, de equações da forma f(x, y) = k , isto é,
= k ou x2 + y2 = 9 – k2. Essas curvas são círculos, desde que 0 ≤ k ≤ 3. Fazendo k = 0, 5 e 8 ,
obtemos os círculos de raios 3, 2 e 1.

y 4

-4 -2 2 4
x
-2

-4

Exemplo 4: Descreva o domínio de f , ache os valores indicados, faça um esboço do gráfico e de três
curvas de nível:
a) f(x, y) = 4x2 + y2, f(–2, 5), f(5, –2), f(0, –2).
b) f(u, v) = 6 – 3u – 2v, f(2, 3), f(–1, 4).

2
a) f(x, y) = 4x2 + y2 b) f(u, v) = 6 – 3u – 2v

1.3 Funções com Três Variáveis

DEFINIÇÃO 2: Uma função de três variáveis (reais) é definida analogamente, com a diferença que o
domínio D é agora um subconjunto de R3 . Para cada (x, y, z) em D está associado um número real f(x, y, z).

Exemplo 5. Determine as curvas de superfície da função f(x, y, z) = x2 + y2 + z2 . (exemplo 15 página 895)

1.4 LISTA DE EXERCÍCIOS 1

1) seja f(x, y) = ln(x + y – 1). a) Estime f(1, 1). b) Estime f(e, 1). c) Determine o domínio e a imagem de f.
2) seja f(x, y) = x2e3xy. a) Estime f(2, 0). b) Determine o domínio e a imagem de f.
3) Descreva a região R no plano xy que corresponde ao domínio da função dada e encontre a imagem da
função:
a) f(x, y) = R.: D = {(x, y)\x2 + y2 ≤ 4} ; Im = [0, 2]
2
b) f(x, y) = R.: D = {(x, y)\ x + y2 ≤ 1} ; Im = {z ∈ R\0 ≤ z ≤ 2}
x+y 4
c) z = xy R.: D = {(x, y)\x m 0, y m 0} ; Im = R
d) f(x, y) = ln(4 – x – y) R.: D = {(x, y)\y < 4 – x} ; Im = R
x
e) f(x, y) = e y R.: D = {(x, y)\y m 0} ; Im = R++ = {z ∈ R\z > 0}
4) Descreva as curvas de nível de cada função, correspondentes aos níveis c dados:
a) f(x, y) = c = 0, c = 3, c = 5
b) f(x, y) = xy c = ±1, ±3, ±6
3
c) f(x, y, z) = x2 + y2 + z2 c=9
5) Esboce o gráfico da superfície definida pela função:
a) z = 4 – x2 – y2; b) z = y2; c) z = 6 – 2x – 3y; d) f(x, y) = 3; e) f(x, y) = 1 – x – y; f) f(x, y) = y; g)
f(x, y) = x + y ; h) f(x, y) = cos x.
2 2

6) Trace as curvas de nível de z = 1 – x2 – y2 . Esboce o gráfico da superfície definida por esta função. Dê
o domínio e a imagem:
7) Trace as curvas de nível de z = 1
x2 + 1
y2. Esboce o gráfico da superfície definida por esta função:
2 2

1.5 Limites e Continuidade de funções de Duas Variáveis


DEFINIÇÃO 3: lim f(x, y) = L se para todo s > 0 existe δ > 0 tal que |f(x, y) – L| < s sempre que (x, y) ∈ D
(x,y)→(a,b)

e0 < (x – a)2 + (y – b)2 < δ ou seja f(x, y) → L quando (x, y) → (a, b).

Exemplo 6: Ache lim (x3 – 4xy2 + 5y – 7). Resp.: -86


(x,y)→(2,–3)

Observação: Se f(x, y) → L1 quando (x, y) → (a, b) ao longo do caminho C1 e f(x, y) → L2 quando (x, y) → (a, b)
ao longo do caminho C 2 , com L1 m L2 , então lim f(x, y) não existe.
x –y (x,y)→(a,b)
Exemplo 7: Mostre que lim 2 2 não existe. Solução: Aproximando ( ) → ( ) ao longo do eixo
x, y 0, 0 x
(x,y)→(0,0) x2 + y2
2
tomando y = 0, (f(x, 0) = x = 1); posteriormente (x, y) → (0, 0) ao longo do eixo y tomando
x2
–y2
x = 0. (f(0, y) = = –1).
y2 xy
Exemplo 8: Mostre que lim não existe. (use a reta x = y).
(x,y)→(0,0) x2 + y2
DEFINIÇÃO 4: Uma função f(x, y) é dita contínua em (a, b) se lim f(x, y) = f(a, b). Dizemos que f é
(x,y)→(a,b)
contínua em D se f for contínua em todo ponto (a, b) de D.
x 2–+y 5y – 7 é contínua em (x, y) = (2, –3).
Exemplo 9: verifique se f(x, y) = x3 – 4xy
Exemplo 10: Onde a função f( ) = 2 2
é contínua?
x, y
x2 + y2
x2 – y2
, se (x, y) m (0, 0)
Exemplo 11: Onde a função g(x, y) = x2 + y2 é descontínua?
0 se (x, y) = (0, 0)

4
1.7 Lista de Exercícios 2: Calcule os limites:
x2–2
a) lim R.: – 2 g) lim x2
R.: Não existe
(x,y)→(0,0) x +y
3+xy 22
(x,y)→(0,0) 3
y+1 xy cosy
b) lim R.: 1 h) lim R.: Não existe
(x,y)→( л ,1) 2–cosx (x,y)→(0,0) 3x +y
2 2
2

x4 – y4 xy
c) lim R.: 0 i) lim R.: 0
(x,y)→(0,0) x2 + y2 (x,y)→(0,0) x2+y2

3x3–2x2y+3y2x–2y 3 2x 2 y
d) lim R.: 0 j) lim R.: Não existe
(x,y)→(0,0) x2+y2 (x,y)→(0,0) x +y
4 2

2 2 2
y –4y+3 1 x +y
e) lim 2
R.: k) lim R.: 2
(x,y,z)→(2,3,1) x z(y–3) 2 (x,y)→(0,0) (x2+y2+1) –1

f) lim (x5 + 4x3y – 5xy2) R.: 2025


(x,y)→(5,–2)

2. DERIVADAS PARCIAIS

Da definição de derivada f‘(x) para uma função de uma variável, temos:


df(x) f(x + ∆x) – f(x)
f‘(x) = = lim .
dx ∆x→0 ∆x
Exemplo 1: Calcule a derivada da função y = 1 + x2. Calcule o valor dessa derivada para x = 1. Esboce o
gráfico da função y e interprete o valor da derivada no ponto (1, 2).
Bem, como estamos estudando funções de duas variáveis, o que representa a derivada de uma função de
duas variáveis??
Consideremos u(x, y), para (x, y) que varia numa determinada região do plano xy, uma função que
representa a temperatura de uma placa retangular. Observe que a temperatura em cada ponto da placa,
depende da posição do ponto. Observe também, que x e y podem ambas variar ou pode uma variar e a
outra ficar fixa. Assim podemos considerar a taxa de variação em relação a cada uma das variáveis
independentes. Ou seja, podemos considerar a taxa de variação de u em relação à x, enquanto y
permanece constante e a taxa de u em relação a y , enquanto x permanece constante. Essa idéia conduz ao
conceito de derivadas parciais.

Definição de derivadas parciais (primeiras) de f em relação a x e y, como as funções fx e fy tais que


∂f f(x + ∆x, y) – f(x, y)
fx (x, y) = = lim ∆x
∂x ∆x→0
e
∂f f(x, y + ∆y) – f(x, y)
fy (x, y) = = lim
∂y ∆y→0 ∆y
Exemplo 2: Se f(x, y) = 3x – 2xy + y , ache:
2 2

a) fx(x, y) e fy(x, y)
b) fx(3, –2) e fy(3, –2)

2.1 Interpretação das Derivadas Parciais


Exemplo 3: Seja f(x, y) = 4 – x2 – 2y2; ache fx(1, 1) e fy(1, 1).

5
Observação 1: Valem para derivadas parciais fórmulas análogas às das funções de uma variável. Por
exemplo, se u = f(x, y) e v = g(x, y) , então:
∂ ∂v ∂u ∂ u v ∂u – u ∂v
(u. v) = u +v e ( ) = ∂x 2 ∂x
∂x ∂x ∂x ∂x v v

Exemplo 4: Encontre ∂w se w = xy2exy :


∂y
Aplicando a regra do produto para u = xy2 e v = exy, obtemos ∂w = (x2y2 + 2xy)exy
∂y

Exemplo 5: Se w = x 2 y 3 sin z + exz , ache ∂w , ∂w e ∂w :


∂x ∂y ∂z
Resp.:
∂w = 2xy3 sin z + zexz ; ∂w = 3x2y2 sin z ; ∂w = x 2 y 3 cos z + xexz
∂x ∂y ∂z

2.2 Derivadas Parciais Segundas

∂f ∂2 f ∂f ∂2 f
NOTAÇÃO: fxx = ∂ = e fyy = ∂ =
∂x ∂x ∂x2 ∂y ∂y ∂y2

2.2.1 DERIVADAS PARCIAS SEGUNDAS MISTAS

TEOREMA 1: Seja f uma função de duas variáveis x e y. Se f, fx, fy, fxy e fyx são contínuas em uma região
aberta R, então fxy = fyx em toda região R.

∂2 f
∂f e f xy = ∂ ∂f = ∂ f
2
fyx = ∂ =
∂x ∂y ∂x∂y ∂y ∂x ∂y∂x
Exemplo 6: Determine as derivadas parciais de segunda ordem de f(x, y) = x3 + x 2 y 3 – 2y2.

2.3 Equações Diferenciais Parciais

Exemplo 7: Uma função de temperatura de estado estacionário z = z(x, y) para uma placa plana satisfaz a
equação de Laplace quando ∂ z + ∂2 z = 0 . Determine se as funções, a seguir, satisfazem a equação de
2

∂x2 ∂y2
6
Laplace:
a) z = 5xy b) z = ex sin y

2.4 LISTA DE EXERCÍCIOS 3

1) Em um dia claro, a intensidade de luz solar (em velas-pés) às t horas após o nascente e à profundidade
oceânica de x metros, pode ser aproximada por I(x, t) = I0e–kx sin3 лt em que I0 é a intensidade ao
D
meio-dia, D é a extensão do dia (em horas) e k é uma constante positiva. Se I0 = 1000, D = 12 e k = 0. 10 ,
calcule e interprete ∂I e ∂I quando t = 6 e x = 5.
∂t ∂x
Resposta: It(5, 6) = 0 e Ix(5, 6) = –60, 65 velas-pés/m

2) Se um gás tem densidade de ρ0 gramas por centímetro cúbico, a 0◦C e 760 milímetros de mercúrio (mm),
então sua densidade a T◦C e pressão P mm é ρ(T, P) = ρ0 1 + T 760 g/cm3. Quais são as taxas de
273 P
variação da densidade em relação à temperatura e à pressão?
760ρ0 760ρ0
Resposta: ρT(T, P) = g/cm3/◦C e ρP(T, P) = – 1+ T g/cm3/mm.
273P P2 273

3) A análise de certos circuitos elétricos envolve a fórmula I = V , em que I é a corrente, V a


R + L2w2 2
voltagem, R a resistência, L a indutância e w uma constante positiva. Ache e interprete ∂I e ∂I :
∂R ∂L
Resposta: IR = – VR A/Ω e IL = – VLw2 A/H.
(R2 + L2w2 )3 (R2 + L2w2 )3
4) Calcule as derivadas parciais abaixo indicadas:
a) f(x, y) = 3x2y – 4x3y2 , fxxx , fyyy R.: fxxx = –24y2 , fyyy = 0
b) f(x, y) = 3x4 – 2x2y + xy – y2 , fxx(1, –2) R.: fxx(1, –2) = 44
c) f(x, y) = sin 2x cos 3y , fxyx R.: fxyx = 12 sin 2x sin 3y
d) f(x, y) = (x + y) 3x , fyxy(–1, 0)
2 2
R.: fyxy(–1, 0) = –12
e) f(x, y) = x sin23y , fxyx R.: fxyx = 0
y
f) f(x, y) = x , fxxx(–1, 1) R.: fxxx(–1, 1) = –6
3x2 – y
R.: f = 6(y – y – 2xy)
2
g) f(x, y) = xx
(x + y)2 (x + y)4
5) Mostre que cada uma das funções dadas satisfaz a equação do calor ∂z 2 ∂ z
2
∂t = c ∂x2
a) z = e–t cos x
c
b) z = e–t sin xc
6) Uma corda fixada nas extremidades, esticada ao longo do eixo x é posta em vibração. Com base em
conceitos físicos é possível mostrar que o deslocamento representado pela função y = y(x, t),2 onde (x, t)
representa a corda na posição x e no instante t, satisfaz a equação unidimensional da onda ∂ 2 = a2 ∂ y2 ,
y 2

∂t ∂x
onde a constante a depende da densidade e da tensão da corda. Mostre que as funções que seguem
satisfazem essa equação:

a) y(x, t) = sin kx cos kat (k, a são


2y
constantes);
R. ∂∂ty2 = – k a sin kx cos kat; ∂∂x2 = –k2 sin kx cos kat.
2 2 2

2 2
Como ∂y = a2 ∂y, a equação y(x, t) = sin kx cos kat satisfaz a equação da onda.
∂t2 ∂x 2

7
b) y(x, t) = cosh(3(x – at))
2
∂y
R. ∂ y2 = 9a cosh(3x – 3at);
2 2
∂t ∂ x2
= 9 cosh(3x – 3at).
2 2
Como ∂y =
y
a2 ∂ 2 , a equação y(x, t) = cosh(3(x – at)) satisfaz a equação da onda.
∂t2 ∂x
c) z = sin(x + at).
d) z = sin wat sin wx.
7) Mostre que cada uma das funções dadas satisfaz a equação de Laplace ∂2 z + ∂2 z = 0
∂x2 ∂y2
a) u(x, y) = x2 + y2
y2
R. ∂ u2 = ∂2u
=
2 x2
; .
∂x ∂y2
2
∂u ∂2u
Como + ∂y2
m 0, a equação u(x, y) = x2 + y2 não satisfaz a equação de Laplace.
∂x2
b) u(x, y) = e– sin y
x
2
R. ∂∂xu2 = e– sin y; ∂u
x
= –e–x sin y
2

∂y2
2
∂u ∂2u
Como + ∂y2
= 0, a equação u(x, y) = e–x sin y satisfaz a equação de Laplace.
∂x2
c) z = 5xy
d) z = ex sin y

8) Verifique que wxy = wyx :


a) w = x3e–2y + y–2 cos x R.: wxy = wyx = –6x2e–2y + 2y–3 sin x
b) w = x2 cosh z R.: wxy = wyx = – 2xz sinh z
y y2 y
x2 –2x y – 2xy2
2
c) w = R.: wxy = w yx =
x+y (x + y)4

9) Ache todas as derivadas parciais segundas de f :


a) f(x, y) = x 3 y 2 – 2x2y + 3x R.: fxx = 6xy2 – 4y ; fyy = 2x3 ; fxy = fyx = 6x2y – 4x
b) z = x y – 3y x
2 2
R.: zxx = 2y ; zyy = –6x ; zxy = zyx = 2x – 6y
c) u = 4x y – 3x y + xy – x + y R.: uxx = 8y – 6y2 – 2 ;
2 2 2 2 2

uyy = –6x2 + 2 ; uxy = uyx = 8x – 12xy + 1


d) z = sin x cos y R.: zxx = zyy = – sin x cos y ; zxy = zyx = – cos x sin y
e) z = (x + y )
2 2 3
R.: zxx = 6(x2 + y2 )2 + 24x2(x2 + y2 ) ;
zyy = 6(x2 + y2 )2 + 24y2(x2 + y2 ) ;
zxy = zyx = 24xy(x2 + y2)
f) f(x, y) = x2 cos(xy)
R. ∂∂xz2 = 2 cos xy – 4x(sin xy)y – x2(cos xy)y2
2

∂2z
∂y2
= – x4 cos xy
∂z
∂y∂x
= – 3x2 sin xy – x3(cos xy)y
∂2z
∂x∂y
= – 3x2 sin xy – x3(cos xy)y

10) Considere w(x, y, z) = x sin(yz) Calcule:wxy(1, 2, 1);wyz(x, y, z);wzx(–1, 2, 1)


R. wxy(x, y, z) = z cos yz; wx(1, 2, 1) = 1 cos 2 = – 0. 416 15.
wyz(x, y, z) = x cos yz – xyz sin yz.
wzx(x, y, z) = y cos yz; wzx(–1, 2, 1) = 2 cos 2 = –. 832 29.

8
11) Mostre que qualquer função dada por w = (sin ax)(cos by)e– a2+b2 z
satisfaz a equação de Laplace em três
dimensões ∂ w + ∂2 w + ∂2 w = 0.
2

∂x2 ∂y2 ∂z2

12) Se u = v sec rt, ache urvr = ∂ ∂ ∂u . (Lembre que d sec x = sec x tan x e d tan x = sec2x).
∂r ∂v ∂r dx dx
R.: t2 sec(rt)(sec2(rt) + tan2(rt))
3

13) Considere a função produção f(x, y) = 60x 4 yque fornece o número de unidades de determinados bens
produzidos, sendo utilizadas x unidades de mão de obra e y unidades de capital. Calcule fx(81, 16),
R. fy(81, 16) = 405
8
. Essas quantidades são chamadas de produtividade marginal de mão de obra e
3 1 45y 14
produtividade marginal de capital. f(x, y) = 60x 4 y 4 ; fx(x, y) = –1
.
x 4

14) Resolva os exercícios ímpares do número 13 ao 45 do livro: Cálculo James Stewart volume 2 páginas
917 a 920.

Respostas ímpares

9
2.5 A REGRA DA CADEIA

Se f e g são funções de uma variável real tais que w = f(u) e u = g(x), então a função composta de f e g é
w = f(g(x)). Aplicando a regra da cadeia, temos dw = dw du .
dx du dx
Exemplo 8: Calcule a derivada de:
1) y = cos2x R.: y‘ = –2 cos xsenx
2) y = sen (4x)
3
R.: y‘ = 12sen2(4x) cos(4x)
3) y = e2x R.: y‘ = 2e2x
4) y = ln(2x2) R.: y‘ = 2x
5) y = e–3x(3x2 + 1)3 R.: y‘ = –3e–3x(3x2 + 1)3 + 18xe–3x(3x2 + 1)2

Sejam f, g e h funções de duas variáveis tais que w = f(u, v) com u = g(x, y) e v = h(x, y) , então a função
composta é w = f(g(x, y), h(x, y)).
Por exemplo, se w = u2 + u sin v , com u = xe2y e v = xy , então w = x2e4y + xe2y sin(xy).

DEFINIÇÃO 1: Se w = f(u, v) com u = g(x, y) e v = h(x, y) e se f, g e h são diferenciáveis, então

∂w = ∂w ∂u + ∂w ∂v e ∂w = ∂w ∂u + ∂w ∂v
∂x ∂u ∂x ∂v ∂x ∂y ∂u ∂y ∂v ∂y

∂w
Exemplo 9: Dada w = ln u2 + v2 , com u = xe e v = xe , calcule e ∂w :
y –y
∂x ∂y
e 2y – e–2y
R.: wx = 1x e wy = 2y
e + e–2y
Generalizando a regra da cadeia, temos para uma função de n variáveis x1, x2, . . . , xn , cada uma delas
∂xi
função de outras m variáveis y1, y2, . . . , ym. Supondo que as derivadas parciais existam com i = 1, 2, . . . , n
∂yj
e j = 1, 2, . . . , m , então

10
∂u = ∂u ∂x1 +. . . + ∂u ∂xn
∂y1 ∂x1 ∂y1 ∂xn ∂y1
∂u = ∂u ∂x1 +. . . + ∂u ∂xn
∂y2 ∂x1 ∂y2 ∂xn ∂y2
.................................................
∂u = ∂u ∂x1 +. . . + ∂u ∂xn
∂ym ∂x1 ∂ym ∂xn ∂ym

Observação 2: A regra da cadeia generalizada envolve tantos termos no segundo membro de cada
equação quantas forem as variáveis intermediárias.

Exemplo 10: Seja z = uv + uw + vw , onde u = x , v = x cos t e w = x sin t. Encontre ∂z e ∂z :


∂x ∂t
R.: zx = 2x(cos t + sin t + sin t cos t) e zt = x2(cos t – sin t + cos2t – sin2t).

Observação 3: Supondo que z seja uma função diferenciável de duas variáveis x e y e ambas as funções
diferenciáveis de uma única variável t, então, em vez da derivada parcial de z em relação a x, teremos a
derivada ordinária de z em relação a t.
∂z = ∂z ∂x + ∂z ∂y .
∂t ∂x ∂t ∂y ∂t
Exemplo 11: Se z = u2 + 2uv + v2 , com u = x cos x e v = x sin x , ache dz :
dx
R.: 2x(1 + 2 sin x cos x + x cos2x – x sin2x).

2.6 LISTA DE EXERCÍCIOS 4


1) Use a regra da cadeia para achar ∂w
se w = r2 + sv + t3 , com r = x2 + y2 + z2 , s = xyz , v = xey e t = yz2.
∂z
Resposta: 4z(x2 + y2 + z2 ) + x2yey + 6y 3 z5 .

2) Use a regra da cadeia para achar dw


se w = x2 + yz , com x = 3t2 + 1 , y = 2t – 4 e z = t3. Resposta:
dt
44t3 – 12t2 + 12t.

3) Ache as derivadas parciais, usando a regra da cadeia:


a) z = u2 + v2 , u = cos x cos y e v = sin x sin y

Resposta: zx = 2 sin x cos x(sin2y – cos2y) e zy = 2 sin y cos y(sin2x – cos2x)


b) z = sin(uv) , u = 2xey e v = y2e–x

Resposta: zx = 2y2ey–x cos(2xy2ey–x)(1 – x) e zy = 2xyey–x cos(2xy2ey–x)(y + 2)


c) w = ue–v , u = tan–1(xyz) e v = ln(3xy + 5yz) Lembre que d tan–1x = 1
dx 1 + x2

Resposta:
1 yz tan–1(xyz)3y
wx = –
(3xy + 5yz) 1 + (xyz)2 (3xy + 5yz)
1 xz tan–1(xyz)(3x + 5z) 1 xy tan–1(xyz)5y
wy = – wz = wy = –
(3xy + 5yz) 1 + (xyz)2 (3xy + 5yz) (3xy + 5yz) 1 + (xyz)2 (3xy + 5yz)

11
d) z = sin–1(3u + v) , u = x 2 e y e v = sin xy

(Lembre que d sin–1x = 1 6xey + y cos(xy)


) Resposta: zx =
dx 1 – (3x2ey + sin(xy))2
3x2ey + x cos(xy)
e zy =
1 – (3x2ey + sin(xy))2

4) Ache a derivada total dz


, usando a regra da cadeia:
dx
2
a) w = u2 + v2 + z2 , u = tan x , v = cos x e z = sin x R.: w‘ = tan x sec x
tan2x + 1
b) z = veu + uev , u = cos x e v = sin x
R.: z‘ = ecosx(cos x – sin2x) + esinx(cos2x – sin x)
c) w = uv + uz + vz , u = x cos x , v = x sin x e z = x
R.: w‘ = –x2 sin2x + x2 cos2x – x2 sin x + x2 cos x + 2x sin x cos x + 2x cos x + 2x sin x

5) Seja w = x
+ y
, onde x = cos2t, y = sin2te z = 1
calcule ∂w (3)
z z t ∂t
Veja que você precisa calcular as seguintes derivadas parciais:
∂w ∂y
∂t
= ∂w ∂x
∂x ∂t
+ ∂w
∂y ∂t
+ ∂w∂z ∂z∂t

∂w
= 1
. (–2 sin t cos t) + 1
(2 sin t cos t) + –x–y –1
∂t z z z2 t2
∂w
∂t
= –2t sin t cos t + 2t sin t cos t + (cos2t + sin t)t2. 2 1
t2
∂w
∂t =1
∂w
∂t
(3) = 1

12
6) Resolva os exercícios ímpares do número 1 ao 25 do livro: Cálculo James Stewart volume 2 página 936.

R:

13
2.7 DERIVADA DIRECIONAL
Se f é uma função das variáveis x e y, então podem ser definidas suas derivadas parciais, fx e fy, que
representam, respectivamente, a taxa de variação de f na direção do eixo x e a taxa de variação de f na
direção do eixo y.
O conceito de derivada parcial pode ser generalizado a fim de que possa ser obtida a taxa de variação
de uma função em qualquer direção do plano onde ela está definida. Essa idéia resulta no conceito de
derivada direcional.
A derivada direcional, que representa a taxa de variação numa determinada direção, pode ser entendida
como uma ”combinação ” das derivadas parciais, ou seja das taxas de variação nos eixos coordenados.
Para obter a taxa de variação de f no ponto (x0, y0) na direção e sentido de um vetor unitário →
u = (a, b),

consideramos o ponto P(x0, y0, z0). O plano vertical que passa por P na direção de u intercepta a superfície S
em uma curva C. A inclinação da reta tangente T a C em P é a taxa de variação de f na direção e sentido de
→u .

Observe na figura que PQ = h →u = (ha, hb) para algum valor do escalar h. Dessa forma,
x – x0 = ha, y – y0 = hb, logo x = x0 + ha, y = y0 + hb, e
∆z = z – z0 = f(x0 + ha, y0 + hb) – f(x0, y0) ,
h h h
tomando h → 0 obtemos a derivada direcional de f em (x0, y0) na direção e sentido do vetor unitário

u = (a, b).
f(x0 + ha, y0 + hb) – f(x0, y0)
Duf(x0 , y0 ) = lim
h→0 h
se este limite existir.

TEOREMA 1: Se f(x, y) tem derivadas parciais contínuas de primeira ordem num círculo com centro em
(x0, y0), então para qualquer vetor unitário u = (u1, u2), Duf(x0, y0) existe e é dada pela fórmula:
∂f ∂f
Duf(x0, y0) = (x0, y0)u1 + (x0, y0)u2
∂x ∂y
Prova: Definindo g(h) = f(x0 + ha, y0 + hb) = f(x(h), y(h)).
g(h) – g(0) f(x0 + ha, y0 + hb) – f(x0, y0)
g‘(0) = lim = lim = Duf(x0 , y0 ).
h→0 h h→0 h
∂g dx + ∂g dy
Usando a regra da cadeia, g‘ = = fx(x, y)a + fy(x, y)b e
∂x dh ∂y dh
g‘(0) = fx(x0, y0)a + fy(x0, y0)b = Duf(x0, y0).
Exemplo 12: Determine a derivada direcional da função f(x, y) = x 2 y 3 – 4y no ponto (–1, 1) na direção do
vetor u = –2 i + j . Resp.: Duf(–1, 1) = 3
5
14
Exemplo 13: Qual é a derivada de x 2 y 5 no ponto (3, 1) na direção do vetor de origem (3, 1) e extremidade
(4, –3) ?
Resp.: Duf(3, 1) = – 174
17

Observação 4: Como o vetor unitário formando um ângulo 8 com o vetor i é u = cos 8 i + sin 8 j , a derivada
de f em∂f (x0, y0) nessa
∂f direção e nesse sentido pode ser escrita na forma
Duf(x0, y0) = (x0, y0) cos 8 + (x0, y0) sin 8.
∂x ∂y
Exemplo 14: Ache a derivada direcional de x3 + 5x2y em (2, 1) na direção que faz um ângulo л rad com a
4
orientação positiva do eixo dos x.
Resp.: Duf(2, 1) = 26 2 .
Exemplo 15: Se f(x, y) = yexy, ache a derivada direcional em (0, 0), na direção de u = 4 i + 3 j .
Resp.: Duf(0, 0) = 35 .
Exemplo 16: A temperatura de um disco metálico é dada por T (x, y ) = 2 252 . Calcule a taxa de variação da
x +y +1
temperatura no ponto (1,1),
a) na direção do eixo x;
b) na direção que forma 30o com o eixo x;
c) na direção que forma 40o com o eixo y;
d) na direção do vetor 2i – j.

Solução:
a) A taxa de variação de T na direção do eixo x, em (1,1) é dada pela derivada parcial na direção do eixo x,
ou seja,
T x( 1, 1) = 2 –50 = – 5. 555 6
(1 +12+1)2
b) a taxa de variação da temperatura no ponto (1,1), na direção que forma 30o com o eixo x é a derivada na
direção do vetor
cos 30oi+ sen30oj que é dada pelo vetor 3 i + 1 j, assim a taxa de variação de T na direção que forma 30o
2 2
com o eixo x no ponto (1,1) é –25 3 – 25
9
= – 5. 366 8
c) a taxa de variação da temperatura no ponto (1,1), na direção que forma 40o com o eixo y é a derivada na
direção do vetor
cos 50oi+ sen50oj (pois na definição de derivda direcional o ângulo da direção é considerado o menor
ãngulo que o vetor forma com o eixo x, considerando o sentido antihorário como positivo), que é dada pelo
vetor
0, 642i + 0, 76j, assim a taxa de variação de T na direção que forma 40 °com o eixo y no ponto (1,1) é –7, 79.
d) a taxa de variação da temperatura no ponto (1,1), na direção do vetor 2i-j é –10 5 .
9

2.8 Vetor Gradiente


Observação 5: A derivada direcional pode ser expressa como o produto escalar dos vetores u = a i + b j e
fx(x, y) i + fy(x, y) j . Este último vetor é denominado gradiente de f.
gradf = Af(x, y) = fx(x, y) i + fy(x, y) j .

Dada uma função, como pode ser obtido o seu vetor gradiente, num dado ponto? Por exemplo, se
f(x, y) = x3e2y, qual seu vetor gradiente no ponto (–1, 2)?

15
O gradiente de uma função define uma função vetorial, ou seja, uma função que a cada ponto de R2
associa um vetor. Para entender melhor essa idéia, esboce alguns vetores que representem a função
vetorial definida pelo gradiente da função z = x2 + 2y2. Ou seja, calcule o gradiente de z, para 4 pontos, por
exemplo: (1, 1), (–1, 1), (–1, –1) e (1, –1). Em cada um desses pontos desenhe seu respectivo vetor gradiente.
Observe que, para cada ponto do plano, está associado um vetor gradiente, embora você tenha desenhado
apenas quatro deles.

Uma função vetorial, como a função gradiente, é chamada de campo vetorial.

Da observação 5, sabe-se que a taxa de variação de uma função, numa dada direção, depende do produto
escalar entre gradiente e vetor direção. Nesse sentido, a taxa de variação de uma função, numa dada
direção, depende do ângulo entre o vetor gradiente e o vetor direção. Essa maneira de interpretar a
derivada direcional é útil para resolver diversos problemas dessa área.

Utilize essa maneira de entender a derivada direcional para determinar a taxa de variação da função
h(x, y) = xy, no ponto (–1, 3), na direção do vetor 2 i + j .

Quando se calcula a derivada direcional de uma função num ponto dado, dependendo da direção, o valor
da derivada (taxa de variação) pode ser assumir diferentes valores. Em muitas situações o interesse está
em encontrar a direção na qual a taxa de variação (valor da derivada) naquele ponto, é máxima. Ou seja,
dentre as infinitas possibilidades de direção, a partir de um ponto dado, qual aquela que fornece a taxa
máxima de variação?

Lembre-se de que a taxa de variação de uma função, num dado ponto, depende do angulo entre o vetor
gradiente e o vetor direção, nesse ponto. Isso porque a derivada direcional é definida pelo produto escalar
entre esses vetores. Relembre o conceito de produto escalar.
Com base nisso, conclua que a taxa de variação máxima ocorre na direção e sentido do vetor gradiente.
Analogamente a taxa nula ocorre na direção perpendicular à do gradiente e a taxa mínima ocorre na mesma
direção e sentido oposto ao do gradiente.

Considere a função f(x, y) = xey. Determine em que direção ocorre a taxa máxima de variação de f, no ponto
(2, 0). Encontre também o valor dessa taxa máxima de variação. Resp.: taxa máxima de variação de f em
(2, 0) é 5 e ocorre na direção do vetor i + 2 j .

2.8.1 PROPRIEDADES DO GRADIENTE

Seja f diferenciável no ponto (x, y):

1) SeAf(x, y) = 0 , então Duf(x, y) = 0 para todo u .


2) A direção de crescimento máximo de f é dada por Af(x, y). O valor máximo de Duf(x, y) é Af(x, y) .
3) A direção de crescimento mínimo de f é dada por –Af(x, y). O valor mínimo de Duf(x, y) é – Af(x, y) .

Exemplo 17: Uma chapa de metal está situada em uma região plana de modo que a temperatura T
expressos em graus F, em (x,y) seja inversamente proporcional à distância da origem e a temperatura em
P(3,4) é 100o F. Nessas condições, encontre, em P:
a) a taxa de variação de T em p na direção de i=y;

16
b) a direção em que T aumenta mais rapidamente;
c) a direção em que T decresce mais rapidamente;
d) a direção em que T é nula.
(a taxa de variação de T em p na direção de i=y é –28 ;
2

Pelo enunciado, a temperatura é dada por T(x, y) = k


onde k é uma constante de proporcionalidade

como a temperatura em P(3,4) é 100o F então T(3, 4) = k


= 100 daí k = 500
dai T(x, y) = 500

Assim,
a) a direção em que T aumenta mais rapidamente é dada pelo vetor AT (3, 4) = –12i – 16j;
b) a direção em que T decresce mais rapidamente é dada pelo vetor – AT (3, 4) = 12i + 16j;
c) a direção em que T é nula é a direção perpendicular ao AT (3, 4) = –12i – 16j;
considerando essa direção (a,b) então devemos ter o produto escalar de (a,b) pelo vetor –12i – 16j igual a
zero, ou seja,
a = 4 b assim a direção onde a derivada é zero é dada por múltiplos do vetor (1, 4 ), ou pelo versor ( 3 , 4 ).
3 3 5 5
Analogamente, obtemos a direção do vetor (1, 34 ) como outra direção onde a taxa é nula, que também pode
ser expressa pelo versor (vetor unitário) ( 4 , 3 ).
5 5

Exemplo 18: Encontre o gradiente da função dada e o valor máximo da derivada direcional no ponto
indicado:
a) f(x, y) = x2 – 3xy + y2 P(4, 2) Resp.: 2 17
b) f(x, y) = y x P(4, 2) Resp.: 17
2
c) f(x, y) = y cos(x – y) P(0, л3 ) Resp.: aproximadamente 1.

2.9 LISTA DE EXERCÍCIOS 5


1) Encontre a derivada direcional de f(x, y) = 3x2 – 2y2 em (–1, 3) , na direção e sentido de P = (–1, 3) a

Q = (1, –2). Resp.: 48 .


29
2) Encontre a derivada direcional da função dada na direção de v em P :
3 –5
a) f(x, y) = 3x – 4xy + 5y , P(1, 2) , v = 12 i + 3 j . Resp.:
2
5 2
b) f(x, y) = xy , P(2, 3) , v = i + j Resp.:
2
2 , P(3, 4) , v = 3 i – 4 j . Resp.: – 7
c) f(x, y) = x + y
2
25
d) f(x, y) = ex sin y , P(1, л ) , v = – i Resp.: –e
2
2 6
e) f(x, y, z) = xy + yz + xz , P(1, 1, 1) , v = 2 i + j – k Resp.: 3

2) Seja f(x, y, z) = x2 + y2 + z2 e os pontos P(-2,3,1) e Q(3,1,-4).


a) Ache a derivada de f em P na direção de P para Q.
Resposta: A derivada de f em P na direção de P para Q é dada pelo produto escalar do gradiente de f em P,
pelo vetor direção unitarizado,

17
Af(P) = (–2, 3, 1) 1
a direção de P para Q é dada pelo vetor (5, –2, –5). a derivada de f em P na direção de
14
P para Q é –7
2 21
b) ache um vetor unitário na direção em que f cresce mais rapidamente em P e determine o valor dessa
taxa de crescimento.
Resposta: O vetor unitário na direção em que f cresce mais rapidamente em P é o vetor gradiente (que
nesse caso é unitário). O valor da dessa taxa , no caso, é 1.

100
3) A temperatura em uma região do plano é dado por T (x, y ) = .
(x2+y2)
a) Se a partir do ponto (1, 2) nos movermos no sentido positivo do eixo x, a temperatura aumenta ou
diminui? Justifique tua resposta.
b) Em que ponto (a, b) a temperatura vale 45oC, sabendo que a taxa de variação com relação a distância
percorrida na direção do eixo y, sentido positivo, nesse ponto, é igual a 12oC/cm?
c) Calcule o gradiente da temperatura em (3, 4).
Solução:
Determine a partir do ponto (1,2) a direção em a temperatura permanece constante.
a) Se nos movermos no sentido positivo do eixo x, a partir do ponto (1,2), temos a derivada de T na direção
do eixo x, em (1,2), que é a derivada parcial de T em relação a x, em (1,2). Seu valor é -8, portanto nessa
situação a temperatura diminui, pois o valor da derivada é negativo.
b) O ponto (a,b) onde a temperatura vale 45oC é dado por T (a, b ) = 100 = 45 ou seja, (a2 + b 2 ) = 100 =
2 2 (a +b ) 45
20
9 .
Nesse ponto a taxa de variação com relação a distância percorrida na direção do eixo y, sentido positivo, é
igual a 12, então:
T y( a, b) = 12 = –2200b Então temos duas equações e duas incógnitas:
(a +b2)2

(a2 + b 2 ) = 20
9
–200b
12 =
(a2+b2)2
Resolvendo temos que b = – 8
ea =– 2
389 .
27 27
4) A temperatura, em graus Celsius, na superfície de uma placa metálica é dada por T(x, y) = 20 – 4x2 – y2 ,
onde x e y são medidos em polegadas. Em que direção a temperatura cresce mais rapidamente no ponto
(2, –3)? Qual a taxa de crescimento?
Resp.: Af = (–16, 6) e |Af| ≈ 17.

5) Encontre o gradiente da função dada e o valor máximo da derivada direcional no ponto indicado:
a) f(x, y) = x tan y , P(2, л ). Resp.: tan y i + x sec2y j , 17
4
b) f(x, y, z) = x2 + y2 + z2 , P(1, 4, 2). Resp.: x i + y j + zk , 1
x2 + y2 + z2

6) O potencial elétrico V em (x, y, z) é dado por V = x2 + 4y2 + 9z2


a) Ache a taxa de variação de V em P(2, –1, 3) na direção de P para a origem.

Resp.: A taxa de variação de V em P(2,-1,3) na direção de P para a origem, é dada pela derivada de V em
P, na direção do vetor –2i + j – 3k, que é o produto escalar de (4, –8, 54) • (–2, 1, –3) 1 = –178 :
14 14
DuV(2, –1, 3) = – 178
.
14
b) Ache a direção que produz a taxa máxima de variação de V em P?

18
Resp.: a taxa de variação de V é máxima em P na direção do vetor gradiente de V em P, que é a direção do
vetor (4, –8, 54). AV = (4, –8, 54).
c) Qual é a taxa máxima de variação em P?
Resp.: O valor dessa taxa máxima é o módulo desse vetor, que é |AV| = 2996 = 54, 74.

7) A superfície de um lago é representada por uma região D no plano xy de modo que a profundidade (em
metros) sob o ponto (x, y) é f(x, y) = 300 – 2x2 – 3y2. Em que direção um bote em P(4, 9) deve navegar para
que a profundidade da água decresça mais rapidamente? Resp.: Af = (–16, –54) e –Af = (16, 54).

8) A temperatura T em (x, y, z) é dada por T = 4x2 – y2 + 8z2


a) Ache a taxa de variação de T em P(1, 2, –1) na direção de –i + 3j – 2k. Resp.: DuT(1, 2, –1) = 12
14
b) Em que direção T aumenta mais rapidamente em P? Resp.: AT = (8, –4, –16)
c) Qual é esta taxa máxima de variação? Resp.: |AT| = 18, 33
d) Em que direção T decresce mais rapidamente em P? Resp.: –AT = (–8, 4, 16)

9) Seja f(x, y) = 3 – x – y . Encontre um vetor v ortogonal ao Af(3, 2) e determine a taxa de variação de f na


3 2
direção de v e interprete o significado geométrico desse valor encontrado. É possível generalizar esse
resultado, ou seja, a taxa de variação de uma dada função na direção perpendicular ao gradiente é sempre
nula? Justifique sua resposta, com base em argumentos da teoria.
Resp.: v = – 3 , 1 e D v f = 0.
13

10) Considere a função dada por g(x, y) = 2x2 – y3, para (x, y) pares de números reais. No ponto (1, 1), qual o
valor da taxa de variação máxima e em que direção ela ocorre? Resp.: 5, na direção do vetor (4, –3).

11) Dada a função h(x, y) = x 2 e y , para (x, y) pares de números reais.


Estando no ponto (1, 0), em que direção a taxa de variação é
a)máxima;
b)nula;
c)mínima
Resp.: a) (2, 1) b) (–1, 2) e (1, –2) c) (–2, –1)

12) A temperatura T (em ◦ C) em qualquer ponto da região 10≤ x ≤10, -10≤ y ≤10 é dada pela função
T(x, y) = 100 – x2 – y2.
a) Esboce curvas isotérmicas (curvas de temperatura constante) para T = 100 ◦ C, T = 75 ◦ C, T = 50 ◦ C,
T = 25 ◦ C e T = 0 ◦ C.
b) Suponha que um inseto que procura calor é colocado em qualquer ponto do plano xy. Em qual direção
ele deveria mover-se para aumentar sua temperatura mais depressa? Como se relaciona a direção com a
curva de nível por esse ponto?

2.10 Máximos e mínimos para função de várias variáveis

Pesquisa de máximos e mínimos locais de funções reais a duas variáveis reais definidas em regiões abertas
do plano z = f(x, y).
Os máximos e mínimos locais estarão entre os pontos (x, y) que satisfazem à condição de primeira ordem:

19
∂f ∂f
=0 e = 0.
∂x ∂y

Pontos críticos.
Para decidir se estes pontos são máximos ou mínimos locais usa-se a condição de segunda ordem:
Seja (x+, y + ) um ponto crítico, ou seja, um ponto que satisfaz às condições de primeira ordem. Seja H(x+, y+)
fxx fxy
o determinante Hessiano H = onde todas as derivadas parciais devem ser calculadas em
fyx fyy
(x+, y+).

1) Se H > 0 e fxx > 0 , então (x+, y + ) é mínimo local.


2) Se H > 0 e fxx < 0 , então (x+, y + ) é máximo local.
3) Se H < 0 , então (x+, y + ) é ponto de sela. (f não tem nem máximo nem mínimo local)

Exemplo 19: Examine a função f(x, y) = x4 – 4xy + y4 + 1 para máximos e mínimos.

fx = 4x3 – 4y; fy = 4y3 – 4x, igualando estas duas derivadas a zero, obtemos as equações.
x3 – y = 0 e y3 – x = 0; substituindo y = x3 da primeira equação na segunda, obtemos.
x9 – x = x(x8 – 1) = x(x4 – 1)(x4 + 1) = x(x2 – 1)(x2 + 1)(x4 + 1)
e existem 3 raízes reais: x = 0, 1, –1. Os três pontos críticos são: (0, 0), (1, 1) e (–1, –1).
Agora calculando as segundas derivadas.
fxx = 12x2; fxy = –4; fyy = 12y2; H = fxxfyy – f2xy = 144x2y2 – 16.
H(0, 0) = –16 < 0 então (0, 0) é ponto de sela.
H(1, 1) = 128 > 0 e fxx(1, 1) = 12 > 0 então (1, 1) é mínimo local e f(1, 1) = –1.
H(–1, –1) = 128 > 0 e fxx(–1, –1) = 12 > 0 então (–1, –1) é mínimo local e f(–1, –1) = –1.

Exemplo 20: Examine a função f(x, y) = 1 + x2 – y2 para máximos e mínimos. Resp.: (0, 0) é ponto de sela.
Exemplo 21: Examine a função f(x, y) = 25 + (x – y)4 + (y – 1)4 para máximos e mínimos. Resp.: (1, 1) nada
se pode afirmar.

2.11 Máximos e mínimos vinculados: Multiplicadores de Lagrange

Máximos e mínimos condicionados da função z = f(x, y), quando x e y estão submetidos ao vínculo
g(x, y) = k. São obtidos da ”porção” (x, y) das soluções (x, y, k) do sistema que descreve as condições de
primeira ordem Af(x, y) – kAg(x, y), onde k m 0.

20
Exemplo 22: Ache os máximos e mínimos, se houver, de f(x, y) = xy sujeita à restrição x2 + y2 = 8
Solução:
Para obter as três equações de Lagrange, procedemos da seguinte maneira:
F(x, y, k) = xy – (x2 + y2 – 8)k.
Calcule as derivadas parciais em relação a x e y:
fx = y = gx = 2xk; fy = x = gy = 2yk; x2 + y2 = 8
Isolando k nas duas primeiras equações, obtemos:
k = y , k = x , ou seja, y = x → 2y2 = 2x2 → y2 = x2
2x 2y 2x 2y
Fazendo y = x na terceira equação, obtemos: x2 + x2 = 8 → 2x2 = 8 → x2 = 4 → x = ±2
2 2

Se x = 2, a equação x2 = y2 leva a y = 2 ou y = –2
Se x = –2, a equação x2 = y2 também leva a y = 2 ou y = –2. Assim, os quatro pontos em que podem
ocorrer extremos com restrições são: (2, 2), (2, –2), (–2, 2) e (–2, –2). Como f(2, 2) = f(–2, –2) = 4 e
f(2, –2) = f(–2, 2) = –4, temos que o valor máximo de f(x, y) é 4, que ocorre nos pontos (2, 2) e (–2, –2) e o
valor mínimo é -4, que ocorre nos pontos (2, –2) e (–2, 2).

Observação: Máximos e mínimos condicionados têm aplicação em diversas áreas, como por exemplo:

Em economia, uma empresa pode tentar maximizar seus lucros, mas só pode produzir de acordo com as
propriedades técnicas de sua função produção.
Em engenharia, pode-se precisar adequar a curva de resposta de um determinado componente eletrônico
para otimizar seu rendimento, porém está amarrado a esta otimização a faixa de temperatura de operação
do mesmo.
Até mesmo em nosso dia-a-dia este problema persiste: geralmente, precisamos maximizar a utilidade de
nossos bens de consumo, porém não podemos comprar combinações de bem que excedam nossa renda.

2.12 LISTA DE EXERCÍCIOS 6

1) Se f(x, y) = x2 – 4xy + y3 + 4y , ache os extremos locais e os pontos de sela de f: Resp.: (4, 2) ponto de
mínimo e ( 4 , 2 ) ponto de sela.
3 3

2) Ache os extremos e os pontos de sela de f(x, y) = x3 + 3xy – y3. Resp.: (0, 0) ponto de sela e (1, –1) ponto
de mínimo

3) Dada a equação f(x, y) = xy – x2 – y2 – 2x – 2y + 4. Determine os pontos de valor máximo, minimo local ou


ponto de sela.
Resp.: máximo local em (–2, –2)

4) Encontre todos os máximos locais, mínimos locais e pontos de sela da função f(x, y) = 4xy – x4 – y4.
Resp.: ponto de sela em (0, 0) e máximo local em (1, 1) e (–1, –1).

5) A temperatura na superfície de uma placa de metal é dada pela equação T(x, y) = 8y3 + 12x2 – 24xy.
Determine os pontos onde a temperatura atinge valor máximo, minimo local ou ponto de sela. Resp.: Nada
se pode afirmar.

6) Resolva os exercícios ímpares do número 5 ao 11 da página 959 e 3 ao 11 da página 968 do livro :


Cálculo Volume 2 James stewart.
21
Respostas

2.13 Exercícios Complementares 7

1) Mostre que u = sin(x – at) + ln(x + at) é solução da equação da onda utt = a2uxx.

2) Use a regra da cadeia para determinar dz


se z = x2 + y2 com x = e2t e y = e–2t.
dt
Resp.: z‘ = 2e4t – 2e–4t
e4t + e–4t e4t + e–4t

3) Se f(x, y, z) = x sin yz , determine:


a) o gradiente de f. Resp.: Af = sin(yz) i + xz cos(yz) j + xy cos(yz) k
b) a derivada direcional de f no ponto (1, 3, 0) na direção do vetor u = i + 2 j – k . Resp.: Duf(1, 3, 0) = – 3
6

4) Dê o domínio da função: f(x, y) = 16 – x2 – 16y2 .


2
Resp.: (x, y) ∈ R2 \ x + y2 ≤ 1
16

5) Ache todas as derivadas parciais segundas de z = (x2 + y2 )4.


Resp.: zx = 8x(x2 + y2 )3, zy = 8y(x2 + y2 )3, zxx = 8(x2 + y2 )3 + 48x2(x2 + y2 )2,
zyy= 8(x2 + y2 )3 + 48y2(x2 + y2 )2, zxy = zyx = 48xy(x2 + y2 )2.

22
6) A temperatura num ponto (x, y, z) é dada por T(x, y, z) = 200e–x –3y –9z , onde T é medido em graus Celsius
2 2 2

e x, y, z em metros.
a) Determine a taxa de variação da temperatura no ponto P(2, –1, 2) em direção ao ponto (3, –3, 3). Resp.:
–43
D u T(2, –1, 2) = – 10400e
6
b) Qual é a direção de maior crescimento da temperatura em P? Resp.: AT = e–43(–800, 1200, 7200)
c) Encontre a taxa máxima de crescimento em P. Resp.: 1. 553 1 × 10–15

7) Determine os domínios das funções e faça o esboço dos domínios :


x+y+1
a) f(x, y) = Resp.: D = (x, y) ∈ R2 \y ≥ –x – 1 e x m 1
x–1
b) f(x, y) = x ln(y2 – x) Resp.: D = {(x, y) ∈ R2\y2 ≥ x}

8) Faça o esboço das curvas de nível da função f(x, y) = x , para c = ±1, ± 1 , ± 1 :


y 2 5

9) Verifique se u = ln x2 + y2 é solução da equação de Laplace bidimensional uxx + uyy = 0.


y2 – x2 x2 – y2
Resp.: uxx = 2 e u yy =
(x + y2 )
2
(x2 + y2 )2

10) Utilize a regra da cadeia para determinar ∂z


∂s e ∂z se z = exy tan y, x = s + 2t e y = s .
∂t t
s2 + 2st s2 + 2st s2 + 2st
Resp.: zs = s e 1 (s + 2t)e tan s + e
t tan s + t
t
t sec2 s
t t t t
s + 2st
2
s + 2st
2
s + 2st
2

zt = 2 es t tan s – s (s + 2t)e t tan s +e t sec2 s


t t t2 t t

11) Encontre a derivada de f(x, y, z) = x3 – xy2 – z em P0(1, 1, 0) na direção de v = 2 i – 3 j + 6 k . Em que


direção f varia mais rapidamente em P0 e qual é a taxa de variação máxima? Resp.: D u f = – 87,
Af(1, 1, 0) = (2, –2, –1) e |Af| = 3.

12) Localize 3 todos os máximos e mínimos relativos e os pontos de sela, se houver, da função
f(x, y) = xy – x – y2. Resp.: ponto de sela em (0, 0) e máxilo local em ( 1 , 1 ).
6 12

23
3. Integrais Múltiplas

3.1 Área de uma Região Plana:

Definição:
Seja uma função contínua, não-negativa y = f(x). Estudaremos a região A limitada inferiormente pelo eixo
x, à esquerda pela reta x = a, à direita pela reta x = b e superiormente pela curva y = f(x).

1.0
y
0.5

0.0
1 2 3 4 5
x
-0.5

-1.0

Podemos tentar a aproximação da área A tomando retângulos inscritos ou circunscritos. A somatória das
áreas de cada retângulo pode ser usada como uma aproximação para a área desejada.
A altura de cada retângulo é o valor da função f(x) para algum ponto t ao longo da base do retângulo.
Escolhemos ∆x para a base de cada retângulo. A área será aproximadamente igual ao somatório:
Sn = f(t1)∆x + f(t2)∆x +. . . +f(tn)∆x
n
Sn = Σ f(ti)∆x
i=1
quando usamos n retângulos com base ∆x e ti como um ponto ao longo da base do i-ésimo retângulo.

Observação: Quanto menor escolhermos a largura ∆x , melhor será a aproximação da área sob a curva.
Quando ∆x → 0, o número de termos n da somatória de aproximação Sn aumenta. De fato, quando ∆x → 0 ,
n → ∞ e a somatória Sn se aproxima da área exata A sob a curva. Este processo pode ser simbolizado por:
lim Sn = A.
n→∞
A Integral Definida:
A área definida acima é chamada a integral de f no intervalo [a, b], a qual é indicada com o símbolo
n
∫ab f(x)dx Por definição: ∫ba f(x)dx = n→∞
lim Σ f(ti)∆x.
i=1
Quando este limite existe, dizemos que a função f é integrável no intervalo [a, b].

TEOREMA FUNDAMENTAL DO CÁLCULO:


Para calcularmos o valor da integral definida, usamos o 2o Teorema Fundamental do Cálculo que faz a
relação entre a integral indefinida e a integral definida.

24
Seja f contínua no intervalo fechado [a, b] e F uma função tal que F‘(x) = f(x)
para todo x ∈ [a, b]. Então,
∫a f(x)dx = [F(x)] ba = F(b) – F(a)
b

Exemplo 1: Calcule ∫2 x3dx. Resposta: 15


1 4

Exemplo 2: Calcule ∫6(x2 – 2x)dx. Resposta: 36


3

3.2 Integração Múltipla:

Lembre-se que uma função de duas variáveis está definida numa região do plano xy (que pode ser o
próprio R2). Dessa forma parece natural considerar a integral de f, definida numa região do plano xy. Nesse
caso as partições para definir a integral são pequenos retângulos.

Exemplo 3: Calcule o volume aproximado do solido que esta acima do quadrado R = [0, 2]x[0, 2] e abaixo do
paraboloide z = 16 – x2 – 2y2.

2 2

V  f (xi , yj )A


i1 j1

 f (1,1)A f (1,2)A f (2,2)A


13(1) 7(1) 10(1)  4(1)
 34

O Volume é chamado a integral dupla de f no retângulo R é por definição.


m n

 f ( x, y) dA  lim
m,n  f (x
i1 j 1
*
ij , y ij* ) A
R

onde dA = dydx.
3.2.1 Integrais Repetidas ou Iteradas:

A idéia para calcular a integral dupla de uma dada função é considerar uma das variáveis fixa e variar a
outra. Para entender essa idéia consideraremos uma região do plano bem simples: um retângulo R, de
pontos de coordenadas (x, y) tal que: a ≤ x ≤ b e c ≤ y ≤ d. Desenhe essa região para você entender
melhor.

Seja f(x, y) uma função contínua para os pontos desse retângulo e f(x, y) ≥ 0 para (x, y) ∈ R. Se
considerarmos x fixo e y variando de c à d, então f é uma função só de y e então podemos definir:
∫d f(x, y)dy
c
que é a integral simples (de uma variável) que resulta numa função de x. Vamos chamar o valor dessa
integral de I(x), ou seja, I(x) = ∫d f(x, y)dy . Esse valor representa a área de uma ”fatia” do sólido de base R e
c
25
altura f. Veja se você visualiza essa região. Faça um esboço para ver se você entendeu.
Podemos agora definir ∫b I(x)dx , cujo valor é o volume do sólido de base R e altura f. Sendo assim a integral
a
dupla pode ser calculada por integrais iteradas ou integrais parciais, da seguinte forma:

∫∫ f(x, y)dydx = ∫b I(x)dx = ∫b ∫d f(x, y)dy dx


a a c
R
Exemplo 4: Calcule a integral dupla ∫ (x – 3y2)dydx na região R = {(x, y)|0 ≤ x ≤ 2, 1 ≤ y ≤ 2}
R
Solução: ∫ (x – 3y2)dydx = ∫2 ∫2(x – 3y2)dydx = ∫2 ∫2(x – 3y2)dxdy
R 0 1 1 0
a) Calculando ∫2 ∫2(x – 3y2)dydx : para obter os extremos observe que a integral interna depende de y,
0 1
portanto vamos examinar a região considerando x fixo e y variando: Qual a variação de y para cada x fixo?
Veja que para cada x fixo, na região, y varia de y = 1 à y = 2, portanto são esses os extremos da integral
interna.
Para a integral externa vamos pensar de forma análoga: Nesse caso, x varia e y está constante:
examinamos a região, perguntando: como x varia para cada y fixo?
Para cada y fixo, x varia de x = 0 à x = 2, e então esses são os extremos da integral externa.
b) Para ∫2 ∫2(x – 3y2)dxdy : calculamos primeiramente a integral interna em x e posteriormente a integral
1 0
externa em y:

(x  3y
2 2
) dA    (x  3y (x  3y
2 2
) dA    ( x  3y
2 2 2 2
) dy dx ) dxdy
0 1 1 0
R R
y2 x 2
2
  xy  y 3  dx x 2 
    3xy 2  dy
2
0 y1
2
1
2 x 0
x2 
  (x  7) dx   7x 
2 2
  (2  6 y ) dy  2 y  2 y 
2 3
2
0 2 0 1 1
 12  12
a) b)

De forma mais geral:


e

Exemplo 5: Vamos calcular agora a integral da função f(x, y) = 2 – x – 2y para valores de (x, y) da região
limitada por y = 1 – 12 x , y = 12 x e x = 0, x = 1. Desenhe essa região (no plano xy). Para encontrar os
extremos observe que y varia de y = 1 x à y = 1 – 1 x para cada x fixo e que x varia de x = 0 à x = 1 para
2 2
varrer
1 1– 1 xtoda a região. Ou seja, temos:
∫ ∫ 2 ( – – )
1
2 x 2y dydx
0 2
x

26
  x   x x2 x2 
2
1

 2 x  x1 1   x   dx


V
0
  2   2 2 4 
1 2
0  x 2x 1dx
 (2  x  y) dA 1
D x3 
1 1 x / 2
  x2  x
  (2  x  2 y) dy dx 3 0
0 x/ 2
1 1
  2 y  xy  y2 
y1x / 2
dx 
0 yx / 2 3

Observação: Os limites de integração interiores podem ser funções da variável de integração exterior, mas
os limites de integração exteriores não podem depender de nenhuma das variáveis.

Exemplo 6: Calcule ∫2 ∫x(2xy + 3)dydx . R.: 33/4


1 0
Exemplo 7: Calcule ∫4 ∫2 (2x + 6x2y)dydx . R.: 234
1 –1

3.2.2 Cálculo do Volume:


Observe que se f é positiva para os pontos de R, então o valor da integral dupla pode ser interpretado como
o volume do sólido que tem por base R e altura f. Isto está relacionado a interpretação geométrica da
integral dupla.
V = ∫∫ f(x, y)dA
R

Em cada caso:
- Desenhe o sólido, em R3, definido pelos gráficos das funções
- Identifique qual a região é base, no plano xy, do sólido e desenhe-a
- Identifique também a função que dá a altura do sólido
- Escreva a integral dupla cujo valor é o volume do sólido
- Calcule o valor do volume do sólido
Lembre-se: Se f é contínua, definida para x e y tal que f(x, y) ≥ 0 para todo (x, y) em R, então a integral
∫∫ f(x, y)dA fornece o valor do volume da região abaixo do gráfico de f e acima de R. Assim, para calcular os
R
volumes solicitados é preciso analisar com atenção esses aspectos.
Confira a seguir, os passos principais da resolução, em cada caso. Esteja atento para entender o que está
sendo feito.
Exemplo 8: Calcule o volume da região limitada por z = 1 – x2, y = 0, z = 0, y = 3.
Solução: Base do sólido: retângulo limitado por x = –1, x = 1, y = 0 e y = 3; Altura do sólido: cilindro
z = 1 – x2.
O volume do sólido é dado por: V = ∫3 ∫1 (1 – x2)dxdy
0 –1

Exemplo 9: Calcule o volume da região limitada por x + 2y + z = 4 e os planos coordenados:


Solução: Base do sólido: triângulo limitado por x + 2y = 4, e os eixos coordenados. Altura do sólido: plano
z = 4 – x – 2y.
4–x
O volume do sólido é dado por:V = ∫4 ∫ 2
(4 – x – 2y)dydx.
0 0

27
3.3 Lista de Exercícios 8
1) Calcule a integral repetida de:
a) ∫1 ∫2(x + y)dydx R.: 3
0 0
b) ∫2 ∫4(x2 – 2y2 + 1)dxdy R.: 20/3
1 0
1–y 2
c) ∫1 ∫ (x + y)dxdy R.: 2/3
0 0

d) ∫2 ∫ 2 dxdy R.: 4
0 0

e) ∫1 ∫x 1 – x2 dydx R.: 1/3


0 0
2) Resolva os exercícios ímpares do número 3 ao 23 da página 992 e 24 ao 29 da página 993 do livro :
Cálculo Volume 2 James stewart.

R:
3) Resolva os exercícios ímpares do número 7 ao 12 da página 1000 do livro : Cálculo Volume 2 James
28
stewart.

R:

3.4 Integrais Duplas em Coordenadas Polares:

Vamos ver agora como definir e calcular uma integral dupla quando o integrando e a região são expressos
em coordenadas polares. Isso será útil, pois em muitas aplicações é mais simples e mais fácil utilizar
coordenadas polares, ao invés de cartesianas. Isso acontecerá especialmente quando as regiões
consideradas são limitadas por circunferências ou trechos delas.
As coordenadas polares no espaço também são denominadas de coordenadas cilíndricas.
O centro do subretangulo polar Rij = {(r, θ)|ri–1 ≤ r ≤ r i , θj–1 ≤ θ ≤ θ i } tem coordenadas polares
r+ = ½(ri–1 + ri ) e θ+ = ½(θj–1 + θj). para calcular a área de Rij, usamos o fato de que a área de um círculo
i j
de raio r e ângulo 8 é ½r2θ. Subtraindo as áreas de dois setores, cada um deles com ângulo central
∆θ = θj – θj–1, descobrimos a área de Rij.

Ai  12 ri2   12 ri1


2

 12 (ri2  ri21) 
 12 (ri  ri1 )(ri  ri1 ) 
 ri* r 

As coordenadas retangulares do centro de Rij são (r+cosθ+, r+sinθ+). Assim a soma de Riemann é:
i j i j

m n

 f (r cos j , ri sin  j ) Ai


* * * *
i
i 1 j1
m n

  f (ri* cos *j , ri* sin  j* ) ri* r 


i1 j1

29
Definição:
Se f é uma função contínua de r e 8 em uma região plana R fechada e limitada,
então a integral dupla de f em R em coordenadas polares é dada por

 f ( x, y) dA   
b
f (r cos , r sin  )r dr d
a

ou ∫∫ f(r, 8)dA = ∫∫ f(r, 8)rdrd8


R R

Para transformar uma integral expressa em coordenadas cartesianas numa integral em coordenadas
polares ou para escrever uma integral dupla em coordenadas polares é preciso identificar a região do plano
na qual a integral está definida, bem como a função que está sendo integrada. A próxima etapa é expressar
a região e a função em coordenadas polares, lembrando que:
dA = dydx = dxdy = rdrd8; x = r cos 8; y = r sin 8; r2 = x2 + y2; tg8 = yx .

Para identificar os extremos da integral é preciso analisar a região R, examinando como varia r para cada
valor fixo de 8 e qual a variação de 8 para que a região toda seja abrangida.

Exemplo 10: Calcule ∫∫(3x + 4y2)dA onde R é a região no semiplano superior limitada pelos círculos
R
x2 + y2 = 1 and x2 + y2 = 4.


(3x  4 y 2
) dA  0
(7 cos 15 sin 2  ] d
R
 2
 
[7 cos  15
2 (1  cos 2 )]d
2 2 0
  (3r cos   4r sin  ) r dr d 
0
15
12
2 3 2
 15
  7 sin    sin 2 
0 
1
3
(3r cos  4r sin  ) dr d
4 2 r2
2 4 0
  [r cos  r sin  ]r1 d 15
0 
2

Exemplo 11: Determine o volume do sólido limitado pelo plano z = 0 e pelo parabolóide z = 1 – x2 – y2.
Como 1 – x2 – y2 = 1 – r 2 , o volume é:

2 1
V  (1x y )dA02 2
 (1r2)rdrd
0
D
2
 d (rr3)dr
1

0  0
1
r r4  2

2   
 2 40 2

Exemplo 12: Determine a área contida em um laço da rosácea de quatro pétalas r = cos 28.

30
/4 cos 2
A(D)  dA    r dr d
 / 4 0
D
/4
  / 4 [ 12 r ]0
2 cos 2
d
/4
 12

 /4
cos 2 2 d
/4
 14  (1 cos 4 ) d
 / 4
 /4 
 14   14 sin 4  / 4 

3.5 Lista de Exercícios 9


1) Calcule a integral dupla e esboce a região R:
a) ∫2л ∫6 3r2 sin 8rdrd8 R.: 0
0 0
b) ∫л/2 ∫3 9 – r2 rdrd8 R.: 5 5л
0 2 6
2) Use uma integral dupla para encontrar a área da região indicada:

3
y y 1.0
2
1 0.5

0
2 4 6 1 2
-1 x x
-0.5
-2
-1.0
-3
r = 6 cos 8 R.: 9л b) r = 1 + cos 8 2

3) Resolva os exercícios ímpares do número 7 ao 27 da página 1006: Cálculo Volume 2 James stewart.

31
R:

4. CÁLCULO VETORIAL

4.1 Campos Vetoriais:

DEFINIÇÃO:Um campo vetorial em três dimensões é uma função F cujo domínio D é um subconjunto de
R3 ,
F(x, y, z) = M(x, y, z) i + N(x, y, z) j + P(x, y, z) k
onde M, N e P são funções escalares.

O nome ”campo” está relacionado ao fato do gráfico dessa função ser constituído por vetores.
Analogamente, um campo vetorial definido numa região do plano é uma função que associa, a cada ponto
(x, y), um vetor
F(x, y) = M(x, y) i + N(x, y) j
Alguns exemplos de campos vetoriais: campos de força (eletromagnéticos ou gravitacionais) e campos de
velocidade (do ar de fluídos em movimento).
Um campo pode ser representado geometricamente, esboçando-se para cada ponto o vetor que lhe é
associado com origem nesse ponto e tamanho igual ao módulo desse vetor.
Exemplo 13: Descreva o campo vetorial F se F(x, y) = –y i + x j e, em seguida, se F(x, y) = x i – y j

32
Ponto Vetor associado
(1, 1) (–1, 1)
(1, 2) (–2, 1)
(1, –1) (1, 1)
(–1, –2) (2, –1)
... ...
Desenhe esses pontos e vetores num sistema coordenado no plano e veja como fica a visualização
geométrica de um campo vetorial.
Para desenhar os vetores para esses pontos, inicialmente identifique o ponto e desenhe o vetor associado a
cada um deles, com origem no ponto.

y 4

-4 -2 2 4
-2 x

-4

Analise o comportamento do ”gráfico” obtido. Ou seja, examine como os vetores se comportam em cada
ponto considerado: como variam comprimento, direção e sentido, que são as características de um vetor,
em cada ponto.

Exemplo 14: a) e b) Exemplos de camplos vetoriais em 3D:

a) b) c)

Campos Gradientes: página 1058

O gradiente de uma função, Af(x, y) = fx(x, y) i + fy(x, y) j , define uma função vetorial, ou seja, uma função
que a cada ponto de R2 associa um vetor. Portanto a função gradiente, é um campo vetorial.
Exemplo 15: Determine o vetor gradiente de f(x, y) = x2y – y3.
Af(x, y) = fx(x, y) i + fy(x, y) j = 2xy i + (x2 – 3y2) j . A figura c), acima, mostra o mapa de contorno de f com o
campo de vetor gradiente.

33
4.2 Lista de Exercícios 10
1)Resolva os exercícios ímpares do número 1 ao 14 e 21 ao 26 da página 1059: Cálculo Volume 2 James
stewart.

34
4.3 Integrais de Linha

DEFINIÇÃO: Uma curva plana é um conjunto C de pares ordenados (f(t), g(t)), em que f e g são funções
contínuas em um intervalo I.

DEFINIÇÃO: Seja C uma curva que consiste em todos os pares ordenados (f(t), g(t)), onde f e g são
funções contínuas em um intervalo I. As equações x = f(t) e y = g(t) para t em I, são as equações
paramétricas de C, com parâmetro t.

4.3.1 Parametrização de Curvas no Plano e no Espaço:

Uma curva no plano é um conjunto de pontos, no caso, pares ordenados, relacionados por meio de uma
função. Assim uma curva C no plano é um conjunto de pontos que pode ser assim representado:
C = {(x, y); y = f(x)} ou {(x, f(x)), x ∈ R}
Analogamente, uma curva no espaço é um conjunto de pontos, ternas ordenadas, relacionadas por meio de
uma função. Assim, uma curva C no espaço é um conjunto que pode ser assim representado:
C = {(x, y, z); z = f(x, y)} ou {(x, y, f(x, y)), x, y ∈ R}
Muitas vezes, em situações de aplicações, uma curva pode representar o movimento de uma partícula no
plano ou no espaço. Nesse caso é necessário representar as coordenadas da curva em função de um
parâmetro. Ou seja, as coordenadas x, y, z são representadas por meio de funções x(t), y(t) e z(t). Essa
representação é chamada de representação paramétrica da curva, que também pode ser chamada de
caminho.
Exemplo 16: Por exemplo, uma partícula percorre a curva C representada pelo trecho do gráfico da função
y = x2 para –1 ≤ x ≤ 2. Então uma parametrização dessa curva é dada por
x(t) = t
y(t) = t2
–1 ≤ x ≤ 2
Ou ainda, C = {(t, t2);–1 ≤ t ≤ 2} que é a representação paramétrica do caminho C.
Sua representação geométrica é dada pela figura abaixo:
4
y
3

-1 0 1 2
x

Exemplo 17: Considere agora o caminho C cuja parametrização é dada por:


x=t
y = t+1
0≤t≤3
desenhe-o, antes de continuar!
Para desenhar esse caminho observe quey = x + 1, pois x = t e y = t + 1.
Logo, esse caminho é a reta y = x + 1, para x no intervalo [0, 3]. Veja a figura abaixo:

35
6
y
4

-4 -2 2 4
-2 x
-4

Importante:
Uma curva pode ser representada por mais de uma parametrização.
É possível que duas curvas se interceptem, sem que duas partículas que as percorram colidam: isso por
que o parâmetro t (que representa o tempo) pode ser diferente nos pontos onde as curvas se interceptam.
Exemplo 18: Trace o gráfico da curva C de equações x = 2t e y = t2 – 1 com –1 ≤ t ≤ 2.

Tangentes e Comprimentos de Arco:

TEOREMA: Se uma curva suave C é dada parametricamente por x = f(t) e y = g(t), então o coeficiente
dy
angular da tangente à C em P(x, y) é
dx
dy dy/dt , desde que dx
= m 0.
dx dx/dt dt

Exemplo 19: Seja C a curva parametrizada por x = 2t , y = t2 – 1 , –1 ≤ t ≤ 2. Determine os coeficientes


angulares da tangente e da normal à C em P(x, y).
Resp.: tangente: t e normal: – 1
t

Exemplo 20: Seja C a curva parametrizada por x = t3 – 3t, y = t2 – 5t – 1, t ∈ R. Ache a equação da


tangente a C no ponto correspondente a t = 2 . Resp.: y = –x – 61
9
4.3.2 Comprimento de Arco:

TEOREMA: Se uma curva suave C é dada parametricamente por x = f(t) e y = g(t), com a ≤ t ≤ b e se C
não intercepata a si própria, exceto possivelmente em t = a e t = b, então o comprimento S de C é
b 2 dy 2
S = ∫a [f‘(t)]2 + [g‘(t)]2 dt = ∫
b dx + dt
a dt dt

Exemplo 21: Ache o comprimento da curva x = 5t2, y = 2t3, 0 ≤ t ≤ 1. Resp.: 5,43

4.3.3 Diferencial de Comprimento de Arco:


2 2
dx dy
ds = dx2 + dy2 = + dt
dt dt

4.3.4 Teorema de Cálculo para Integrais Curvilíneas (Integrais de Linha):

Se uma curva suave C é dada por x = g(t), y = h(t), a ≤ t ≤ b e se f(x, y) é contínua em uma região D
contendo C, então

36
(i) ∫ f(x, y)ds = ∫b f(g(t), h(t)) [g‘(t)]2 + [h‘(t)]2 dt
C a
(ii) ∫ f(x, y)dx = ∫b f(g(t), h(t))g‘(t)dt
C a
(iii) ∫ f(x, y)dy = ∫b f(g(t), h(t))h‘(t)dt
C a

Exemplo 22: Calcule ∫ (2 + x2y)ds onde C é a metade superior do círculo unitário.


C
Solução: O círculo unitário pode ser parametrizado por x = cos t , y = sent no intervalo 0 ≤ t ≤ л.

2 2

  dx
   dt
dy
C 2  x y ds  0 2  cos t sin t   dt 
2 2

 dt 

  2  cos 2 t sin t  sin2 t  cos2 t dt
0

  2  cos 2 t sin t dt
0

 cos3 t 
 2t   2  23
 3 0
Exemplo 23: Calcule ∫ 2xds onde C é a curva y = x2 de (0, 0) a (1, 1) seguido pelo segmento de reta vertical
C
de (1, 1) a (1, 2).
Solução: A curva C1 pode ser parametrizado por x = x , y = x2 no intervalo 0 ≤ x ≤ 1. A curva C2 pode ser
parametrizado por x = 1 , y = y no intervalo 1 ≤ y ≤ 2.

 dx   dy 
2 2 C2
2x ds
C1 2x ds  0 2x  dx    dx  dx
1
2 2
2  dx   dy  2

  2 1      dy   2 dy  2
 dy   dy 
1 1 1
2
 0 2 x 1 4 x dx
 1  2 1 4x2  
3/2 1

4 3 0 C
2xds   2x ds   2x ds
C1 C2

5 5 1 5 5 1
  2
6 6

37
4.4 Lista de Exercícios 11
1)Resolva os exercícios ímpares do número 1 ao 16 e 19 ao 22 da página 1070: Cálculo Volume 2 James
stewart.

R:

4.5 Teorema Fundamental para as Integrais de Linha (Integrais Curvilíneas):


4.5.1 Campo Vetorial Conservativo
Alguns exemplos de campos vetoriais conservativos: campos gravitacionais, magnéticos e elétricos. O
termo conservativo vem da lei clássica da física relativa à conservação de energia. Essa lei diz que a soma
da energia cinética com a energia potencial de uma partícula movendo-se em um campo de forças
conservativo é constante. A energia cinética de uma partícula é a energia devida ao movimento, enquanto
sua energia potencial é a energia devida à sua posição no campo de forças.
Teste para Campos Vetoriais Conservativos no Plano:
Suponha que M e N têm derivadas parciais de primeira ordem contínuas em um disco aberto R. O campo
vetorial F(x, y) = M i + N j é conservativo se, e somente se,
∂N = ∂M
∂x ∂y
Exemplo 24: Determine se o campo vetorial F(x, y) = (x – y) i + (x – 2) j é ou não conservativo.
∂N = 1 m ∂M = –1 portanto não conservativo.
∂x ∂y

38
Exemplo 25: Determine se o campo vetorial F(x, y) = (3 + 2xy) i + (x2 – 3y2) j é ou não conservativo.
∂N = 2x = ∂M portanto conservativo.
∂x ∂y
Teste para Campos Vetoriais Conservativos no Espaço:
Suponha que M, N e P têm derivadas parciais de primeira ordem contínuas no interior Q de uma esfera no
espaço. O campo vetorial F(x, y, z) = M i + N j + Pk é conservativo se, e somente se, A × F(x, y, z) = 0.
Da mesma forma, F é conservativo se, e somente se,
∂P = ∂N , ∂P = ∂M e ∂N = ∂M
∂y ∂z ∂x ∂z ∂x ∂y
DEFINIÇÃO: Um campo vetorial F é conservativo se F(x, y, z) = Af(x, y, z) para alguma função escalar (que
também pode ser denominada campo escalar ou função potencial) f.
Ou seja, o gradiente de um campo escalar é um campo vetorial.
∂f ∂f ∂f
Observação: A = i ∂ + j ∂ + k ∂ ; Af = i + j + k.
∂x ∂y ∂z ∂x ∂y ∂z

Observação: Quando um campo é conservativo é possível encontrar sua função potencial.


Exemplo 26: Se F(x, y, z) = y2 i + (2xy + e3z) j + 3ye3z k , determine uma função f tal que F(x, y, z) = Af(x, y, z).
fx(x, y, z) = y2, fy(x, y, z) = 2xy + e3z, fz(x, y, z) = 3ye3z, integrando fx(x, y, z) = y2 com relação a x, temos
f(x, y, z) = xy2 + g(y, z) que derivando com relação a y resulta fy(x, y, z) = 2xy + gy(y, z) e comparando com a
derivada obtida anteriormente temos: fy(x, y, z) = 2xy + e3z = 2xy + gy(y, z), logo gy(y, z) = e3z.
Portanto g(y, z) = e3z + h(z), analoganete, obtemos h(z) = k e f(x, y, z) = xy2 + ye3z + k.

4.5.2 Independência do Caminho:


Teorema 1: Se F(x, y) = M(x, y) i + N(x, y) j é contínua em uma região conexa D, então a integral curvilínea
∫ F • d r é independente do caminho se e somente se F é conservativo, ou seja, F(x, y) = Af(x, y) para
C
alguma função escalar f.
Teorema 2: Seja F(x, y) = M(x, y) i + N(x, y) j contínua em uma região conexa D e seja C uma curva
parcialmente suave em D com extremidades A(x1, y1) e B(x,y )
2, y2). Se F(x, y) = Af(x, y), então
∫ M(x, y)dx + N(x, y)dy = ∫(x2 2 F • d r = [f(x, y)](x2,y2).
C (x1,y1) (x1,y1)

Exemplo 27: Seja F(x, y) = (2x + y3) i + (3xy2 + 4) j .


a) Mostre que ∫ F • d r é independente do caminho. Resp.: f(x, y) = x2 + xy3 + 4y.
C
(2,3)
b) Calcule ∫ F • d r . Resp.: 66
(0,1)

Teorema 3: Se M(x, y) e N(x, y) têm derivadas parciais primeiras contínuas em uma região simplesmente
conexa D, então a integral curvilínea
∫ M(x, y)dx + N(x, y)dy
C
é independente do caminho em D se e somente se
∂M = ∂N
∂y ∂x

Observação: O teorema vale para uma função de três variáveis: Se M(x, y, z), N(x, y, z) e P(x, y, z) têm
derivadas parciais primeiras contínuas em uma região simplesmente conexa D, então a integral curvilínea
∫ M(x, y, z)dx + N(x, y, z)dy + P(x, y, z)dz
C

é independente do caminho em D se e somente se

39
∂M = ∂N , ∂M = ∂P , ∂N = ∂P
∂y ∂x ∂z ∂x ∂z ∂y

Exemplo 28: Mostre que a integral curvilínea ∫(e3y – y2 sin x)dx + (3xe3y + 2y cos x)dy é independente do
C
caminho em uma região simplesmente conexa.
Observação: Se F (x, y, z) tem derivadas parciais primeiras contínuas em toda uma região simplesmente
conexa D, então as condições seguintes são equivalentes:
(i) F é conservativo, isto é, F = Af para alguma função escalar f.
(ii) ∫ F • d r é independente do caminho em D.
C

(iii) ф F • d r = 0 para toda curva fechada simples C em D.


C

Exemplo 29: Prove que, se F(x, y, z) = (3x2 + y2 ) i + 2xy j – 3z2 k , então F é conservativo.
4.6 Lista de Exercícios 12

1)Resolva os exercícios ímpares do número 12 ao 21 da página 1080: Cálculo Volume 2 James stewart.

R:

4.7 O Teorema de Green:

Esse teorema estabelece uma relação entre a integral de linha ao longo de uma curva fechada simples C e
40
a integral dupla sobre a região cuja fronteira é limitada pela curva C. Dessa forma ele é um meio de
converter integrais de linha, definidas em curvas fechadas simples, de campos não conservativos, em
integrais duplas.
Sendo assim, esse teorema pode ser útil para analisar e estudar processos que relacionem o contorno de
uma região com o domínio (pontos internos) dessa região.

Diante do que já estudamos, podemos dizer que: quando o campo F é um campo conversativo a integral de
linha de F ao longo de um percurso fechado é nula. Quando não é conservativo muitas vezes é mais
conveniente utilizar o teorema de Green para calcular a integral de F ao longo de um caminho fechado.
Seja C uma curva fechada simples parcialmente suave e seja R a região que consiste em C e seu interior.
Se M e N são funções contínuas com derivadas parciais primeiras contínuas em toda uma região D
contendo R, então
ф Mdx + Ndy = ∫∫R ∂N
∂x
– ∂M dA
∂y
C
onde ф denota uma integral curvilínea ao longo de uma curva fechada simples C. Uma curva deste tipo
constitui a fronteira de uma região R do plano xy e, por definição, a orientação ou direção positiva, ao longo
de C é tal que R esteja sempre à esquerda.

Exemplo 30: Calcule ∫ x4dx + xydy onde C é o triângulo constituído pelos segmentos de reta de (0, 0) a (1, 0),
C
de (1, 0) a (0, 1) e de (0, 1) a (0, 0).

 Q P 
  
4

D  x y 
C

 
1 1x
( y  0) dydx
0 0


1 2 y 1x
1
0 2 y 0

 (1 x)
1
2
 12
0
dx
1
  16 (1 x)3   1
6
0

Observação: Com o teorema de Green, pode-se achar a área A de uma região R delimitada por uma curva
fechada simples parcialmente suave C. Fazendo M = 0 e N = x, tem-se A = ф xdy = ∫∫ dA. Mas se M = –y e
C R

N = 0, tem-se A = – ф ydx = ∫∫ dA.


C R

Combinando as duas fórmulas tem-se a terceira fórmula do próximo teorema.

Teorema:
Se uma região R do plano xy é delimitada por uma curva fechada simples parcialmente suave C, então a
área A de R é
A = ф xdy = – ф ydx = 1
2 ф xdy – ydx.
C C C

2 2
Exemplo 31: Use o teorema acima para achar a área da elipse x + y = 1, utilizando a parametrização
a2 b2
x = a cos t e y = b sin t, com 0 ≤ t ≤ 2л.

41
A
2 
1 x dy  y dx
C
2
 21  (a cos t)(b cos t) dt  (b sin t)(a sin t) dt
0
ab 2
  dt  ab
2 0

Observação: O teorema de Green pode ser estendido a uma região R que contenha buracos, desde que
integremos sobre toda a fronteira, mantendo sempre a região R à esquerda de C. A integral dupla sobre R é
igual à soma das integrais curvilíneas ao longo de C1 e C 2 . A soma de duas integrais ao longo da mesma
curva e em direções opostas é zero.

4.8 Lista de Exercícios 13

1)Resolva os exercícios ímpares do número 1 ao 14 da página 1087: Cálculo Volume 2 James stewart.

R:

42
4.9 Rotacional e Divergência

DEFINIÇÃO: Seja F(x, y, z) = M(x, y, z) i + N(x, y, z) j + P(x, y, z) k onde M, N e P têm derivadas parciais em
alguma região. O rotacional de F , que mede a direção e magnitude da circulação do vento dentro de um
tornado, por exemplo, é dado por
i j k
∂ ∂ ∂ = ∂P – ∂N i + ∂M – ∂P j + ∂N – ∂M
rotF = A × F = ∂x ∂y ∂z ∂y ∂z ∂z ∂x ∂x ∂y
k

M N P

Exemplo 32: Se F(x, y, z) = xz i + xyz j – y2 k , determine o rotacional de F.

i j k
  

x y z
xz xyz  y2


 y 
     
   y    xz j    xyz    xz k
2

 x 
 2 y  xy  i  0  x  j   yz  0 k
  y  2  x  i  x j  yz k

DEFINIÇÃO: Seja F(x, y, z) = M(x, y, z) i + N(x, y, z) j + P(x, y, z) k , com M, N e P com derivadas parciais em
alguma região. A divergência de F, é a derivada de F, por exemplo, se F representa a velocidade de
partículas em movimento, a divergência mede a taxa do fluxo de partículas por unidade de volume em um
ponto. É denotada por divF ou A • F , dada por
divF = A • F = ∂M + ∂N + ∂P
∂x ∂y ∂z

Exemplo 33: Se F(x, y, z) = xz i + xyz j – y2 k , ache A • F :


div F    F
  
  xz    xyz     y2 
x y z
 z  xz

43
4.10 Lista de Exercícios 14

1)Resolva os exercícios ímpares do número 1 ao 21 da página 1094: Cálculo Volume 2 James stewart.

R:

44
4.11 O Teorema de Stokes

4.11.1 Integrais de superfície:

Se uma superfície S com forma parametrica z = g(x, y), então a integral de f(x, y, z) sobre a superfície S num
domínio D é
∫∫ f(x, y, z)ds = ∫∫ f(x, y, g(x, y)) gx(x, y)2 + gy(x, y)2 + 1 dA
S D
onde dS = gx(x, y) + gy + 1 dA
2 2

Exemplo: Calcule ∫∫ yds, onde S é a superfície z = x + y2, 0 ≤ x ≤ 1, 0 ≤ y ≤ 2.


S
1 1

∫∫ yds = ∫ ∫ y 1 + 4y2 + 1 dA = 13 2
3
.
S 0 0

4.11.2 Teorema de Stokes:


Seja o campo vetorial F(x, y, z) = M(x, y, z) i + N(x, y, z) j + P(x, y, z) k sobre a superfície S = f(x, y) então,
temos:
ф F • dr = ∫∫ rotF • dS
C S

Exemplo 34: Use o teorema de Stokes para calcular a integral de ∫∫ rotF • dS onde F(x, y, z) = xz→i + yz→j + x y →k e
S
S é a parte da esfera x2 + y2 + z2 = 4 que esta dentro do cilindro x2 + y2 = 1 e acima do plano xy.

Solução: Subtraindo x2 + y2 = 1 de x2 + y2 + z2 = 4 obtemos z2 = 3, ou seja z = 3 . Então, C é a


circunferência dada pelas equações x + y = 1 e z = 3 . A equação vetorial de C é r(t) = cos t→i + sent→j + 3 →
2 2
k
→ → → → →
0 ≤ t ≤ 2л e r (t) = –sent i + cos t j e temos também F(r(t)) = 3 sent i + 3 cos t j + cos tsentk. Portanto, pelo

teorema de Stokes,
∫∫ rotF • dS = ф F • dr = ∫ F(r(t)) • r (t)dt = ∫ (– 3 cos tsent + 3 sent cos t)dt = 3 ∫ 0dt = 0.
2л ‘ 2л 2л
0 0 0
S C

Observação: Seja F(x, y, z) = M(x, y, z) i + N(x, y, z) j + P(x, y, z) k sobre a superfície f(x, y, z) = z – g(x, y) = 0
então, temos:
∫∫ F • dS = ∫∫(–M ∂z(x, y) – N ∂z(x, y) + P)dA
S R
∂x ∂y

4.12 Lista de Exercícios 15


45
1)Resolva os exercícios ímpares do número 1 ao 11 da página 1122: Cálculo Volume 2 James stewart.

R:

46
4.13 O Teorema da Divergência (Gauss)

Seja Q uma região em três dimensões delimitada por uma superfície fechada S e denotemos por n o vetor
normal unitário exterior a S em (x, y, z). Se F é uma função vetorial dotada de derivadas parciais contínuas
em Q , então
∫∫ F • dS = ∫∫∫ A • FdV
S Q

isto é, o fluxo de F sobre S é igual à integral tripla da divergência de F sobre Q.


Exemplo 35: Encontre o fluxo do campo vetorial F(x, y, z) = z→i + y→j + x →k sobre a esfera unitária x2 + y2 + z2 = 1.

 F  dS   div F dV  1dV


  
div F   z   y   x  1   1  
3 4
x y z

4.14 Lista de Exercícios 16


1)Resolva os exercícios ímpares do número 1 ao 11 da página 1129: Cálculo Volume 2 James stewart.

R:

47

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