0% acharam este documento útil (0 voto)
4 visualizações5 páginas

Uso do Rol da ANS em Cenários Clínicos

Enviado por

figueiredoverena
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd
0% acharam este documento útil (0 voto)
4 visualizações5 páginas

Uso do Rol da ANS em Cenários Clínicos

Enviado por

figueiredoverena
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd

Atividade Prática – Uso do Rol da ANS na prática Médica

Professor: Dr. José Roberto de Souza Júnior

Disciplina: Pesquisa, Inovação e Gestão IV


Alunos: Maryana Elias Moreira, Mylena Gomes do Nascimento Cardoso, Verena Maria
Figueiredo do Nascimento

Cenários Clínicos

1.​Neurologia
Homem de 58 anos, com diagnóstico confirmado de ELA há 2 anos, apresenta piora de
fraqueza nos membros superiores, disfagia e episódios de dispneia noturna. O
neurologista precisa avaliar extensão da doença e função respiratória para decisão
terapêutica.

Avaliação inicial: Gasometria arterial, espirometria, oximetria noturna,


videodeglutograma, ressonância magnética de encéfalo e coluna cervical.
Cobertura ANS: Todos os exames estão incluídos no rol
Justificativa: Exames fundamentais para monitorar a função respiratória devido a quadro
sugestivo de hipoventilação, além de exame para avaliar disfagia e prevenir aspiração. É
necessário também RM para verificar possível progressão do diagnóstico de ELA.

2.​Ortopedia
Mulher de 42 anos, com dor persistente em tíbia direita após fratura exposta tratada há 6
meses. Apresenta febre baixa intermitente, fístula cutânea e elevação de marcadores
inflamatórios. O ortopedista considera investigação diagnóstica de osteomielite crônica.

Avaliação inicial:

Hemograma completo:​
Detecta leucocitose ou anemia associada à infecção crônica.

Proteína C reativa (PCR) e velocidade de hemossedimentação (VHS):​


Marcadores sensíveis de inflamação, inclusive elevados no caso; úteis para
acompanhamento da resposta ao tratamento.

Provas bioquímicas básicas (função renal/hepática):​


Avaliam condições sistêmicas e preparo para procedimentos invasivos.

Radiografia simples do membro afetado:​


Permite avaliar alterações ósseas típicas de osteomielite crônica​
Rol ANS: Coberto.

Ressonância magnética (RM) do membro inferior:​


Padrão ouro para detecção precoce de edema medular, extensão do processo
infeccioso, envolvimento de partes moles e diferenciação entre tecido viável e
necrótico.​
Rol ANS: Coberto.

Tomografia computadorizada (TC):​


Útil para detalhar anatomia óssea, principalmente em planejamento cirúrgico.​
Rol ANS: Coberto.

Cultura da secreção da fístula ou biópsia óssea guiada por imagem:​


Fundamental para identificação do agente etiológico e direcionamento do tratamento
antimicrobiano.​
Rol ANS: Cultura de secreção está coberta; biópsia óssea pode ser indicada conforme
complexidade.

Justificativa: Todos os exames são considerados de uso diagnóstico essencial em


casos de osteomielite crônica e estão contemplados no Rol da ANS, garantindo
cobertura mínima obrigatória.

3.​Gastroenterologia

Paciente de 27 anos, em seguimento por doença de Crohn, apresenta diarreia intensa, perda
ponderal e dor abdominal há 3 semanas. Já em uso de biológico há 1 ano. O
gastroenterologista avalia possível complicação ou falha terapêutica.

Avaliação inicial: colonoscopia com biópsia, hemograma, PCR, calprotectina fecal,


enteroressonância magnética e tomografia computadorizada.
Cobertura ANS: Todos os exames estão incluídos no rol.
Justificativa: Exames fundamentais para avaliar terapêutica e complicações da doença
inflamatória intestinal como a colonoscopia avalia atividade inflamatória e se há câncer,
calprotectina mensura a inflamação, além da enterorressonancia detecta complicações.

4.​Cardiologia
Homem de 45 anos, atleta recreacional, apresenta síncope durante treino. Tem histórico
familiar de morte súbita em idade jovem. No exame físico, sopro sistólico em foco mitral.
O cardiologista suspeita de miocardiopatia hipertrófica obstrutiva e precisa avaliar risco
de morte súbita.

Avaliação inicial: Eletrocardiograma, ecocardiograma, holter 24h, teste ergométrico e


ressonância cardíaca.
Cobertura ANS: Todos os exames estão incluídos no rol.
Justificativa: Os exames avaliam a estrutura e função cardíaca, presença de arritmias e
risco de morte súbita. E a ressonância acrescenta informações sobre fibrose miocárdica.

Caso 5 – Reumatologia

Homem de 35 anos, refere dor articular migratória há 6 meses, associada a rigidez matinal

> 1 hora. Exame físico: edema em pequenas articulações das mãos e punhos. O médico
deve decidir exames complementares para diagnóstico de artrite reumatoide.

Avaliação inicial:

Hemograma completo:​
Detecta anemia normocítica/normocrômica típica de doença inflamatória crônica, além de
descartar citopenias relacionadas ao uso de medicamentos futuros.​
Rol ANS: Coberto.

Proteína C Reativa (PCR) e Velocidade de Hemossedimentação (VHS):​


Marcadores sensíveis de inflamação; frequentemente elevados na artrite reumatoide ativa,
sendo úteis também para acompanhamento da resposta ao tratamento.​
Rol ANS: Cobertos.

Fator Reumatoide (FR):​


Autoanticorpo presente em grande parte dos pacientes com artrite reumatoide, auxilia na
confirmação diagnóstica em conjunto com os achados clínicos.​
Rol ANS: Coberto.

Anticorpo anti-CCP (anticorpo anti-peptídeo citrulinado cíclico):​


Mais específico para artrite reumatoide que o FR, útil no diagnóstico precoce e prognóstico
de erosões articulares.​
Rol ANS: Coberto.

Provas bioquímicas básicas (função renal/hepática):​


Importantes para descartar doenças associadas e para segurança em caso de início de terapias
imunossupressoras.​
Rol ANS: Cobertas.

Radiografia simples das mãos e punhos:​


Permite avaliar erosões ósseas, estreitamento do espaço articular e alterações típicas da
artrite reumatoide.​
Rol ANS: Coberta.

Ultrassonografia articular com doppler:​


Detecta sinovite precoce, aumento da vascularização sinovial e presença de derrame
articular, mesmo quando a radiografia ainda é normal.​
Rol ANS: Coberta quando indicada para investigação reumatológica.

Ressonância magnética (RM) articular:​


Alta sensibilidade para identificar sinovite inicial, erosões precoces e comprometimento de
partes moles; usada em casos complexos ou diagnóstico diferencial.​
Rol ANS: Coberta.

Justificativa: Todos os exames citados são considerados essenciais para diagnóstico e


monitoramento da artrite reumatoide. Estão contemplados no Rol de Procedimentos e
Eventos em Saúde da ANS, garantindo a cobertura mínima obrigatória pelos planos de
saúde.

Você também pode gostar