Didática da Língua Portuguesa em Moçambique
Didática da Língua Portuguesa em Moçambique
DELEGAÇÃO DE CHIMOIO
Discente
Júlio Marizane Rapoio
Jacob Joaquim Vasco.
Luísa Fernando Paulino.
Maria de Crescência Carneiro.
Pedro Agostinho João Lino.
Salima Santeia Sampanha.
Sérgio Jorge Francisco.
Telma Isabel José Simbe.
Teresa Dana José Muege.
Tinache Alberto Chathetha
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INSTITUTO SUPERIOR MUTASA
DELEGAÇÃO DE CHIMOIO
DOCENTE
AUGUSTO FRANZICE
REALIZADO POR:
Júlio Marizane Rapoio
Jacob Joaquim Vasco.
Luísa Fernando Paulino.
Maria de Crescência Carneiro.
Pedro Agostinho João Lino.
Salima Santeia Sampanha.
Sérgio Jorge Francisco.
Telma Isabel José Simbe.
Teresa Dana José Muege.
Tinache Alberto Chathetha
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Índice
1. Capitulo I: Introdução ............................................................................................... 4
3. Capitulo III: Análise sucinta do Ensino da Língua Portuguesa no Ensino Médio Geral
e Profissional em Moçambique tendo em consideração que está se num país multilingue,
multicultural quiçá poliglota do continente Africano e do mundo. .................................. 7
6. Conclusão ................................................................................................................ 11
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1. Capitulo I: Introdução
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1.1.1. Objetivo Geral
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Refletir, à luz do modelo de Spolsky (1980), sobre a coerência entre o Programa
de Ensino da Língua Portuguesa, o contexto de implementação e os resultados
efetivos alcançados.
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O método de estudo utilizado foi o método bibliográfico, uma vez que todo o trabalho se
baseou na leitura, interpretação e análise crítica de obras e documentos já existentes
especificamente textos teóricos de autores como Strevens, Ingram, Stern, Mackey,
Campbell e Spolsky bem como nas diretrizes e programas oficiais do ensino da Língua
Portuguesa em Moçambique. Gil (2008): define a pesquisa bibliográfica como aquela
desenvolvida “a partir de material já elaborado, constituído principalmente de livros e
artigos científicos”, cujo objetivo é analisar e discutir ideias, teorias e resultados
apresentados por outros pesquisadores.
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2. Capitulo II: Semelhanças e diferenças das abordagens de Strevens, Ingram e
Stern
[Link]ças
Stern, por sua vez, defende a aprendizagem ativa e significativa, centrada na interação
social e no uso real da língua. Outro ponto comum é a integração de múltiplas
perspectivas teóricas: Strevens combina elementos de diferentes abordagens, buscando
equilíbrio entre precisão linguística e comunicação; Ingram reconhece e incorpora
contribuições de diversas teorias, como o behaviorismo, o inatismo, o cognitivismo e o
interacionismo; e Stern integra abordagens linguísticas, psicológicas e socioculturais, sem
adotar uma única teoria. Além disso, todos concordam que o ensino deve ser adaptado ao
contexto e às necessidades dos alunos, respondendo às demandas do meio e ao perfil
específico de cada aprendiz.
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As diferenças entre os modelos de Strevens (1976), Ingram (1980) e Stern (1983) residem,
sobretudo, no foco principal, na base teórica e na forma como cada um concebe a prática
pedagógica. Strevens apresenta um modelo de caráter mais prático e estruturado,
organizado em um ciclo de ensino-aprendizagem que envolve a apresentação, a prática e
a aplicação dos conteúdos, sempre buscando equilibrar a precisão linguística com o uso
comunicativo da língua. Seu enfoque é fortemente orientado para a sala de aula e para a
integração de diferentes métodos, visando resultados imediatos na competência
comunicativa do aluno.
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apresenta uma visão mais ampla e integradora, que não se limita a um método específico,
mas procura analisar o ensino de línguas à luz de fatores sociais, políticos, econômicos e
educacionais. Ele valoriza a diversidade metodológica e a contextualização, defendendo
que a prática docente deve se adaptar às mudanças nas teorias linguísticas e psicológicas,
bem como às necessidades concretas impostas pelo contexto histórico e social. Enquanto
Strevens e Ingram se aproximam mais de modelos aplicáveis diretamente à prática
docente, Stern oferece um quadro analítico de alcance mais abrangente, voltado para a
reflexão crítica e a integração de múltiplas perspectivas.
À luz dos postulados de Mackey (1970), o ensino da Língua Portuguesa no Ensino Médio
Geral e Profissional em Moçambique deve ser analisado considerando o contexto
multilingue, multicultural e, em muitos casos, poliglota do país. Mackey destaca que o
sucesso do ensino de línguas depende de decisões claras sobre objetivos, organização,
meios, conteúdos e avaliação. Em Moçambique, grande parte dos estudantes chega ao
Ensino Médio tendo o Português como segunda língua, com níveis variáveis de domínio,
influenciados pelo meio urbano ou rural e pelas línguas maternas predominantes.
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Assim, de acordo com Mackey, seria fundamental adotar um modelo explícito de
bilinguismo aditivo, que valorize a língua materna do aluno como ponte para o domínio
pleno do Português, implementar estratégias graduais de transição, produzir materiais e
glossários bilíngues específicos para cada área técnica, formar docentes para trabalhar a
literacia académica e profissional e alinhar os métodos de avaliação ao desenvolvimento
linguístico dos estudantes. Essa abordagem tornaria o ensino da Língua Portuguesa mais
inclusivo, eficaz e ajustado à realidade linguística de Moçambique, fortalecendo tanto a
proficiência académica como as competências técnicas necessárias para a integração
social e profissional.
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Outro ponto crítico é que, com um rácio tão elevado, as diferenças no nível de proficiência
dos alunos tornam-se mais difíceis de gerir. A abordagem interacionista pressupõe que os
aprendentes construam conhecimento linguisticamente e cognitivamente por meio da
troca com colegas e professor, ajustando-se ao nível do interlocutor (zona de
desenvolvimento proximal). Contudo, em salas superlotadas, o professor tem dificuldade
em acompanhar esse processo, diagnosticar necessidades específicas e mediar interações
que sejam realmente produtivas.
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eficácia do programa, pois as condições ideais previstas nos documentos oficiais
raramente correspondem à realidade vivida nas salas de aula.
Assim, à luz do modelo de Spolsky, percebe-se que a fragilidade dos resultados não é
apenas um reflexo da performance individual do aluno, mas da interação entre contexto
desfavorável, práticas pedagógicas pouco alinhadas às necessidades reais e limitações na
avaliação, que muitas vezes privilegia a memorização em detrimento da aplicação prática
da língua. Para reverter este cenário, seria necessário adequar o programa à realidade
sociolinguística do país, investir em formação docente voltada para o ensino de Português
como L2, diversificar instrumentos de avaliação e criar estratégias que ampliem as
oportunidades de uso real da língua dentro e fora da sala de aula.
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6. Conclusão
A análise integrada dos modelos teóricos de ensino de línguas estudados revela que,
embora cada autor ofereça contributos específicos, todos convergem na valorização da
comunicação, na importância de múltiplas abordagens e na necessidade de adaptar o
ensino ao contexto e ao perfil do aprendiz. No entanto, a realidade do ensino da Língua
Portuguesa no Ensino Secundário Geral e Técnico Profissional em Moçambique
demonstra que, apesar da coerência dos programas e da relevância das metodologias
propostas, fatores como o elevado rácio aluno-turma, a curta duração das aulas, a falta de
materiais adequados e a formação insuficiente de professores dificultam a aplicação plena
dessas teorias. O resultado é que muitos alunos concluem o ciclo sem alcançar
integralmente as competências previstas. Torna-se, assim, urgente investir em políticas e
práticas que considerem a especificidade do contexto multilingue moçambicano,
promovam a integração entre língua e conteúdo, diversifiquem métodos e instrumentos
de avaliação, e ampliem as oportunidades de uso real e significativo da língua. Somente
com uma abordagem consciente, contextualizada e adaptativa será possível transformar
as potencialidades teóricas em ganhos concretos de aprendizagem e proficiência
linguística para todos os estudantes.
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7. Referências bibliográficas
2. Ceale UFMG: O glossário do Ceale oferece uma visão geral do ensino de línguas,
incluindo a bordagem comunicativa, que se relaciona com o modelo de Strevens.
3. High Five Bilingual Education: Este blog lista metodologias eficazes no ensino de
línguas, que podem ser relacionadas ao modelo de Strevens.
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