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Amor que Nos Move: Estudo Cristão

O documento aborda a importância do amor de Deus como motivação para ações de amor e serviço ao próximo, enfatizando que amar deve ser uma resposta ao amor que já recebemos. A série de estudos propõe uma mobilização da igreja para levar amor a diversas comunidades, destacando que o verdadeiro amor se manifesta em ações concretas e não é condicionado a conveniências. O amor deve ser incondicional, refletindo o amor de Cristo, e a compreensão de que fomos amados primeiro é fundamental para vivermos essa missão.
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Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
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Amor que Nos Move: Estudo Cristão

O documento aborda a importância do amor de Deus como motivação para ações de amor e serviço ao próximo, enfatizando que amar deve ser uma resposta ao amor que já recebemos. A série de estudos propõe uma mobilização da igreja para levar amor a diversas comunidades, destacando que o verdadeiro amor se manifesta em ações concretas e não é condicionado a conveniências. O amor deve ser incondicional, refletindo o amor de Cristo, e a compreensão de que fomos amados primeiro é fundamental para vivermos essa missão.
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SÉRIE DE ESTUDOS DNA

SÉRIE O QUE NOS MOVE?

Vivemos em um tempo em que o amor tem sido distorcido, banalizado e muitas vezes condicionado.
Amamos quando é conveniente. Servimos quando é confortável. Estendemos a mão quando sobra
tempo. Mas o amor de Deus, e que que Ele nos ensina a ter pelas pessoas, é completamente diferente.

“Mestre, qual é o maior mandamento da lei? Jesus respondeu: Ame ao Senhor, o seu Deus, com todo
o seu coração, com toda a sua alma e com todo o seu entendimento. Este é o primeiro e maior
mandamento. E o segundo é semelhante a ele: Ame ao seu próximo como a você mesmo.” Mateus
22:36-39 NVI

Hoje iniciamos uma jornada como igreja, não apenas uma série de estudos, mas uma grande
mobilização para amar como Deus ama. Vamos sair às ruas, às instituições, às praças, às casas, aos
hospitais, as unidades prisionais, as escolas e levaremos amor as pessoas. Mas antes de irmos com as
nossas mãos e pés, precisamos ir a Jesus com o nosso coração aberto, rendido e disposto a ser
transformado e cheio.

O que nos move? O amor de Deus!

IMPORTANTE: Esse conteúdo é de autoria da CCVideira , podendo ser impresso para compartilhamento da Palavra de Deus, no entanto, é
estritamente proibida a sua alteração ou veiculação sem indicação da fonte. Rua Elizeu Oriá, 1553 - José de Alencar, Fortaleza - CE, 60830-035

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ESTUDO 1 – O AMOR É A FONTE QUE NOS MOVE

Antes de irmos, precisamos entender porque vamos. O que nos move? Por que estendemos a mão?
Por que servimos? A resposta está em 1 João 4, essa carta foi escrita para a igreja, João lembra os
cristãos de que o amor não é uma sugestão, o amor é a evidência de quem conheceu a Deus. E ele nos
mostra o que deve nos mover:

“Amados, amemos uns aos outros, pois o amor procede de Deus. Aquele que ama é nascido de Deus
e conhece a Deus. Quem não ama não conhece a Deus, porque Deus é amor. Desta forma Deus
manifestou o seu amor entre nós: ele enviou o seu Filho Unigênito ao mundo, para que pudéssemos
viver por meio dele. Nisto consiste o amor: não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que ele
nos amou e enviou o seu Filho como expiação pelos nossos pecados. Amados, se Deus nos amou
assim, também devemos amar uns aos outros. Ninguém jamais viu a Deus; se amarmos uns aos
outros, Deus permanece em nós, e o seu amor está aperfeiçoado em nós. Desta forma sabemos que
permanecemos nele, e ele, em nós: ele nos deu do seu Espírito. Vimos e testemunhamos que o Pai
enviou o seu Filho para ser o Salvador do mundo. Se alguém confessar que Jesus é o Filho de Deus,
Deus permanece nele, e ele, em Deus. Assim, conhecemos o amor que Deus tem por nós e confiamos
nesse amor. Deus é amor. Todo aquele que permanece no amor permanece em Deus, e Deus, nele.
Desta forma o amor está aperfeiçoado entre nós, para que, no dia do juízo, tenhamos confiança,
porque neste mundo somos como Jesus. No amor não há medo; pelo contrário, o perfeito amor
expulsa o medo, porque o medo implica castigo. Aquele que tem medo não está aperfeiçoado no
amor. Nós amamos porque ele nos amou primeiro. Se alguém afirmar: “Eu amo a Deus”, mas odiar
o seu irmão, é mentiroso, pois quem não ama o seu irmão, a quem vê, não pode amar a Deus, a quem
não vê. Ele nos deu este mandamento: quem ama a Deus ame também o seu irmão.” 1 João 4:7-21
NVI

João não diz apenas que Deus tem amor, Ele diz que Deus é amor. Ele não apenas ama, Ele é amor.
O amor não nasce de nós mesmo, o amor nasce Dele. Ele é a origem do amor verdadeiro. Tudo
começa Nele. E só quem está ligado à fonte, pode transbordar do que flui da fonte. Um rio só flui se
estiver ligado à nascente. Desconectado da fonte, ele seca. Assim é o cristão: só pode amar se estiver
ligado à fonte e Deus é a fonte de todo o amor.

É impossível amar como Jesus sem estar conectado a Jesus. Antes de amar com as mãos, ame com o
coração transformado pela presença de Deus. Assim, o nosso amor será diferente do amor que o
mundo prega. Amar não será uma opção para nós, será algo inegociável. Amar como Jesus amou
exige estar cheio de Jesus. E quando estamos cheios Dele, o nosso amor muda de nível.

Não amaremos “apenas se”:


• apenas se for confortável;
• apenas se sobrar tempo;
• apenas se eu receber algo em troca;
• apenas se não me custar muita coisa;
• apenas se as pessoas creem como eu creio.

Amaremos “ainda que”:


• ainda que seja desconfortável;
• ainda que “falte” tempo;
• ainda que não recebamos um obrigado ou até mesmo um sorriso;
• ainda que custe tudo;
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• ainda que eles não tenham a mesma fé que a nossa.

1. FOMOS AMADOS PRIMEIRO

“Nós amamos porque Ele nos amou primeiro.” 1 João 4:19 NVI

Isso muda tudo. O cristianismo não é baseado em um esforço para conquistar o amor de Deus, mas
na resposta grata a um amor já oferecido, já provado e demonstrado na cruz.

“Deus nos ama não porque somos bons, mas porque Ele é bom.” Tim Keller

Não fazemos para sermos aceitos, fazemos porque já fomos aceitos. Não fazemos para sermos
amados, fazemos porque já somos amados. O nosso amor ao próximo é resposta e não iniciativa. Não
é uma iniciativa nossa, mas é uma resposta ao amor que primeiro recebemos de Deus.

Amar não é uma simples obrigação ou mero dever religioso. Amar é o despertar do coração que foi
alcançado, perdoado e transformado por Ele. Nosso “porquê” não é o evento, nem a visibilidade, nem
mesmo uma carência das pessoas. Nosso “porquê” é a graça que nos alcançou. Isso é o que o que nos
move!

Se perdemos o nosso “porquê”, o servir vira cansaço, obrigação ou vaidade. Lembre-se: você não
está indo amar as pessoas para merecer algo de Deus. Você está indo porque Deus já te amou mesmo
quando você não merecia.

2. SOMOS AMADOS PARA AMAR

O amor que nos foi dado nos incumbiu de uma missão: AMAR AS PESSOAS! Amor recebido se
torna amor transmitido. Não fomos chamados para apenas guardar o amor de Deus, mas transbordá-
lo na vida de todas as pessoas.

“Assim também a fé, por si só, se não é acompanhada de obras, está morta.” Tiago 2:17 NVI

Deus é amor. Sendo assim, falar que temos fé em Deus sem demonstrar obras de amor que revelem
Deus, é pura hipocrisia. O maior sinal de maturidade cristã não é quanto sabemos, mas quanto
amamos.

Amamos não apenas os que nos amam. Jesus disse em Lucas 6:32: “Se vocês amarem aqueles que
os amam, que mérito terão? Até os pecadores amam aqueles que os amam.”. Amamos os difíceis, os
quebrados, os distantes, os que não creem como cremos, amamos até mesmo os que nos odeiam.

O amor de Deus em nós nos dá a capacidade de amar além do natural. Jesus disse: “Um novo
mandamento dou a vocês: Amem uns aos outros. Como eu os amei, vocês devem amar uns aos
outros” (João 13:34 NVI). O padrão do nosso amor já não é mais o outro, agora o nosso padrão é
Cristo.

Amar é verbo. Amor se move. Amor estende a mão. Jesus viu uma multidão faminta, teve compaixão
e se moveu. Jesus viu pessoas doentes, teve compaixão e se moveu. Jesus viu pessoas cativas, teve
compaixão e se moveu. Jesus viu pessoas perdidas, teve compaixão e se moveu. Assim como Jesus,

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que possamos ver, ter compaixão e nos mover em amor. Pois o amor de Deus em nós não pode parar
em nós.

CONCLUSÃO

O mundo não precisa apenas de uma igreja que canta e prega. O mundo precisa de uma igreja que
ama e serve. A nossa fé será visível nas ruas, nas visitas, nas doações, nos abraços, nos olhos atentos
aos invisíveis.

“Ninguém jamais viu a Deus; se amarmos uns aos outros, Deus permanece em nós, e o seu amor
está aperfeiçoado em nós.” 1 João 4:12

Quando a igreja ama, o mundo vê Deus. Quando a igreja se move, o céu se manifesta. Decida se
reconectar com a fonte, deixe o amor de Deus te encher, te transformar, te curar e te mover. Entregue
não apenas as suas mãos, mas o seu coração para amar.

PARA DISCUSSÃO

• De que forma o amor de Deus muda nossa motivação para servir e amar os outros?
• Em sua caminhada cristã, você já se pegou fazendo algo por obrigação, vaidade ou busca de
reconhecimento? Como isso afeta sua forma de amar?
• O que mais desafia você a amar "ainda que" e não "apenas se"?
• Qual a diferença entre o amor que o mundo ensina e o amor que flui de Deus?
• Como podemos manter nosso coração alinhado com o amor de Cristo quando enfrentamos
frustração ou ingratidão?
• Por que entender que fomos amados primeiro é tão importante para vivermos a missão de
amar?
• O que mais te impede hoje de transbordar esse amor às pessoas ao seu redor?
• Compartilhe com o grupo como foi a sua experiência em servir no Ame Seu Vizinho do ano
passado. Como você pode perceber o amor de Deus fluindo em você e através de você?

DESAFIO SEMANAL – AMOR EM AÇÃO

Muitas ações do Ame Seu Vizinho já estão ocorrendo em seu Campus. Durante essa semana se
comprometa com alguma delas, seja separar algumas roupas para doação, contribuir com uma cesta
básica, se inscrever para servir como voluntário das ações ou doar sangue. Quando fizer isso, reflita
no seguinte:
• Como você se sentiu fazendo isso?
• O que o Espírito Santo te ensinou nesse ato de amor?
• De que forma isso te ajudou a permanecer conectado à fonte?

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ESTUDO 2 – AMANDO O NOSSO PRÓXIMO

No estudo anterior, aprendemos que o amor é a fonte que nos move e que devemos amar o nosso
próximo como Jesus nos amou. Mas quem é o nosso próximo?

“Certa ocasião, um perito na lei levantou-se para pôr Jesus à prova e lhe perguntou: Mestre, o que
preciso fazer para herdar a vida eterna? O que está escrito na Lei? respondeu Jesus. Como você a
lê? Ele respondeu: Ame o Senhor, o seu Deus, de todo o seu coração, de toda a sua alma, de todas
as suas forças e de todo o seu entendimento e Ame o seu próximo como a si mesmo. Disse Jesus:
Você respondeu corretamente. Faça isso e viverá. Mas ele, querendo justificar-se, perguntou a Jesus:
E quem é o meu próximo?”. Lucas 10:25-29

Essa é a pergunta que nós fazemos durante a nossa jornada de vida: quem é esse próximo que Jesus
nos pede para amar e cuidar como a nós mesmos?

Existe algo que precisamos pontuar de como Jesus pede para cuidarmos e amarmos esse próximo:
“ame o seu próximo como a si mesmo”. É interessante que Jesus pede para o próximo ser amado e
cuidado assim como você cuida de você mesmo, então, antes de aprendermos quem é o nosso
próximo, precisamos saber como está o cuidado e o amor por nós mesmos, pois isso vai abrir os
nossos olhos para o próximo. Precisamos saber quem somos, qual o nosso valor e cuidar de nós
mesmos.

“Em resposta, disse Jesus: "Um homem descia de Jerusalém para Jericó, quando caiu nas mãos de
assaltantes. Estes lhe tiraram as roupas, espancaram-no e se foram, deixando-o quase morto.
Aconteceu estar descendo pela mesma estrada um sacerdote. Quando viu o homem, passou pelo outro
lado. E assim também um levita; quando chegou ao lugar e o viu, passou pelo outro lado. Mas um
samaritano, estando de viagem, chegou onde se encontrava o homem e, quando o viu, teve piedade
dele. Aproximou-se, enfaixou-lhe as feridas, derramando nelas vinho e óleo. Depois colocou-o sobre
o seu próprio animal, levou-o para uma hospedaria e cuidou dele. No dia seguinte, deu dois denários
ao hospedeiro e disse-lhe: ‘Cuide dele. Quando voltar lhe pagarei todas as despesas que você tiver’.
Qual destes três você acha que foi o próximo do homem que caiu nas mãos dos assaltantes? Aquele
que teve misericórdia dele, respondeu o perito na lei. Jesus lhe disse: Vá e faça o mesmo.” Lucas
10:30-37

O próximo é “aquele que teve misericórdia”, o que nos leva a entender que saber quem é o próximo
não está relacionado a quem “recebe” a ação, mas quem pratica a ação, ou seja, o próximo é qualquer
pessoa desde que nosso coração tenha misericórdia, compaixão e amor. Você está disposto a ser o
próximo de alguém?

1. TENDO MISERICÓRIDA DOS “DIFERENTES”

“Pois eu tive fome, e vocês me deram de comer; tive sede, e vocês me deram de beber; fui estrangeiro,
e vocês me acolheram; necessitei de roupas, e vocês me vestiram; estive enfermo, e vocês cuidaram
de mim; estive preso, e vocês me visitaram. Então os justos lhe responderão: ‘Senhor, quando te
vimos com fome e te demos de comer, ou com sede e te demos de beber? Quando te vimos como
estrangeiro e te acolhemos, ou necessitado de roupas e te vestimos? Quando te vimos enfermo ou
preso e fomos te visitar?’ O Rei responderá: ‘Digo a verdade: O que vocês fizeram a algum dos meus
menores irmãos, a mim o fizeram’.” Mateus 25:35-40

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“A religião que Deus, o nosso Pai, aceita como pura e imaculada é esta: cuidar dos órfãos e das
viúvas em suas dificuldades e não se deixar corromper pelo mundo.” Tiago 1:27

Jesus nos chama a ser o próximo dos diferentes, daqueles que não têm o que nós temos ou somos.
Esse texto é muito conhecido, precisamos estender a mão e cuidar daqueles que estão à margem,
aqueles que, muitas vezes, são excluídos.

Na época de Jesus, parecia que tudo era motivo de exclusão, as pessoas se importavam apenas com
os “iguais”, então Ele nos leva a uma prática diferente. Por mais que todos esqueçam nosso papel
como seguidores de Cristo, a igreja deve ser sempre um lugar: “onde o necessitado e a viúva são
carinhosamente cuidados e honrados“ (Costa Neto).

Fazemos parte de um Reino onde aprendemos que o Rei não fazia distinção de cultura e classe social,
Ele cuidava de todos, estendia a mão para todos, amava sentar-se à mesa, visitar casas, ouvir as
diferenças. Ele não media esforços para que todos pudessem ouvir o evangelho e ser transformado.

Quais os “diferentes” que conseguimos identificar na nossa vida? Como Jesus chama você para cuidar
e ser participante da transformação deles? Jesus está chamando você hoje para pagar um preço por
essas pessoas. O samaritano dedicou tempo, amor e recurso para ver aquele homem, que era diferente,
receber o apoio correto.

E algo muito importante, ele acolheu em um lugar e manteve aquele homem até que ele ficasse bem.
Na nossa igreja também temos um lugar físico chamado Instituto Vida Videira, onde também
funciona como uma hospedaria, cuidamos de crianças, adolescentes, adultos e idosos, investimos em
formação profissional, consultas médicas, esportes etc. E você pode fazer parte disso com seu tempo,
serviço ou recursos.

2. TENDO MISERICÓRDIA DOS “DIFÍCEIS”

“Mas eu digo a vocês que estão me ouvindo: Amem os seus inimigos, façam o bem aos que os odeiam,
abençoem os que os amaldiçoam, orem por aqueles que os maltratam. Se alguém bater em você numa
face, ofereça-lhe também a outra. Se alguém tirar de você a capa, não o impeça de tirar a túnica. Dê
a todo aquele que pedir, e se alguém tirar o que pertence a você, não lhe exija que o devolva. Como
vocês querem que os outros lhes façam, façam também vocês a eles. Que mérito vocês terão se
amarem aos que os amam? Até os pecadores amam aos que os amam. E que mérito terão se fizerem
o bem àqueles que são bons para com vocês? Até os pecadores agem assim. E que mérito terão se
emprestarem a pessoas de quem esperam devolução? Até os pecadores emprestam a pecadores,
esperando receber devolução integral. Amem, porém, os seus inimigos, façam-lhes o bem e
emprestem a eles, sem esperar receber nada de volta. Então, a recompensa que terão será grande e
vocês serão filhos do Altíssimo, porque ele é bondoso para com os ingratos e maus”. Lucas 6:27-35

A pergunta que podemos nos fazer nesse momento é: como podemos chegar ao ponto onde nosso
coração realmente quer abençoar, estender a mão, fazer apenas o bem para aqueles que nos
amaldiçoam?

Os nossos posicionamentos, valores e propósitos geram oposição, foi assim com Jesus e vai ser assim
com a gente. Na verdade, como cristão, é natural termos pessoas que não concordam conosco, mas,
e agora, como reagir a isso? Fazendo justiça com as próprias mãos? Não! Fazendo justamente aquilo
que Jesus fez, amando, servindo, cuidando, estendendo a mão.
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E quando os “difíceis” também são os “de dentro”? Muitas vezes, as pessoas mais difíceis de serem
nosso próximo são os “de dentro”. Às vezes, fomos feridos e machucados por quem nós menos
esperamos, aqueles que foram feitos para cuidar e proteger foram os que mais nos feriram e isso dói
dentro de nós. Mas tem algo poderoso que precisamos trabalhar com todos “os difíceis” que se chama
perdão, muitas vezes, o perdão é estender a mão, o perdão muda histórias e destinos.

O perdão não é um sentimento, mas uma decisão. Pode ser que a gente nunca sinta desejo de perdoar
os “difíceis”, mas podemos decidir perdoar e nos livrarmos de pensamentos, de lembranças e
recebermos uma liberdade que só quem perdoa tem. Jesus Cristo fez isso diante de todas as injustiças.
A Bíblia diz que Ele permaneceu calado e suas últimas palavras foram: “Pai perdoa-os, eles não
sabem o fazem”.

O perdão constrange e leva a transformação. Quais os difíceis que precisamos perdoar hoje?

CONCLUSÃO

Amar o próximo é mais do que saber quem ele é, é decidir ser o próximo de alguém. Jesus nos chama
a agir com misericórdia, especialmente com os diferentes e difíceis, como Ele fez conosco. Isso só é
possível quando nos enxergamos como alvos do amor e do perdão de Deus. Decida não apenas
identificar quem está ao seu redor, mas ser presença de Cristo para essas pessoas. Que o amor que
te alcançou agora alcance outros por meio de você.

PARA DISCUSSÃO

• Você já se sentiu como o sacerdote ou o levita da parábola? O que te impediu de ajudar


alguém em determinado momento?
• Como está o seu amor por si mesmo? De que forma isso influencia a maneira como você
ama o próximo?
• Por que Jesus nos ensina que o próximo é aquele que pratica a ação, e não apenas quem a
recebe? Como isso muda nossa visão sobre o amor ao próximo?
• Quais pessoas “diferentes” você tem encontrado no seu dia a dia (pessoas que pensam,
vivem ou creem de forma diferente)? O que Deus está te chamando a fazer por elas?
• Existe alguém que te feriu e que você evita chamar de “próximo”? Como o Espírito Santo
pode trabalhar esse perdão em você?
• O que significa, para você, que o perdão é uma decisão e não um sentimento? O que te
impede hoje de liberar perdão?

DESAFIO SEMANAL – SEJA O PRÓXIMO

Escolha uma pessoa “diferente” ou “difícil” para você e seja o próximo dela esta semana.
Pratique um ato de misericórdia, compaixão ou serviço, mesmo que ela não espere isso, mesmo que
te custe. Pode ser: oferecer ajuda prática a alguém que pensa ou vive diferente de você, estender
perdão a alguém que te feriu (mesmo sem reconciliação, mas libertando seu coração) ou fazer algo
bom por alguém com quem você tem dificuldade de se relacionar.

Depois, reflita: O que você aprendeu sobre si mesmo? O que você aprendeu sobre o amor de Deus ao
colocar isso em prática?
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ESTUDO 3 – O AMOR QUE DEVEMOS DAR

Durante esta série aprendemos sobre o amor que nos move, que da mesma forma que recebemos o
amor Cristo devemos oferecer ao nosso próximo e aprendemos sobre quem são os nossos “próximos”.
Muitas vezes, somos levados a pensar que o nosso suporte deve ser dado àqueles que estão distantes,
a ver somente a necessidade daqueles que estão longe, mas acabamos esquecendo a necessidade
daqueles que estão ao nosso redor. Não precisamos esperar uma viagem missionária para amar o
nosso próximo. Todos os dias iniciamos uma viagem de 24 horas e temos a missão de amar e servi r
àqueles que nossas mãos são capazes de alcançar.

Quando falamos sobre amor, precisamos compreender que, como em tudo na nossa vida, há um
padrão divino estabelecido na Palavra de Deus para o amor.

O verdadeiro amor vem de Deus, é desse amor que recebemos e é desse amor que devemos dar, mas,
para isso, precisamos “compreender a largura, o comprimento, a altura e a profundidade, e conhecer
o amor de Cristo que excede todo conhecimento, para que vocês sejam cheios de toda a plenitude de
Deus”, como diz em Efésios 3:18-19.

E como é esse amor?

1. UM AMOR QUE ENXERGA O NECESSITADO E ATENDE À NECESSIDADE

O verdadeiro amor expressado na parábola do bom samaritano (Lucas 10:33-37) nos ensina a
olhar para o necessitado e atender à sua necessidade. A Palavra relata que o samaritano viu
aquele homem, teve piedade e atendeu às suas necessidades.

O amor muda a nossa forma de ver, muda o nosso sentir e define o nosso agir.

O samaritano poderia não saber quais seriam todas as necessidades daquele homem, mas porque
ele viu o necessitado antes mesmo da sua necessidade, estava disposto a fazer o necessário para
amar e servir ao próximo.

Cremos em uma igreja que influencia através da sua generosidade e essa generosidade nunca
será́ sobre o que temos disponível para suprir uma necessidade, mas sobre o amor pelo
necessitado. Porque amamos o necessitado, atendemos a sua necessidade!

As pessoas ao nosso redor não precisam de mais alguém lembrando as suas dores e o quanto
elas são difíceis, mas de pessoas dispostas a se moverem e as conduzirem para esse lugar seguro
que é Jesus.

Talvez a hospedaria mais perto de você̂ seja a igreja, seja o seu grupo de crescimento ou o IVV.
Quem são as pessoas feridas pela vida, pelo passado, pelo pecado que precisam ser carregadas
por você̂ hoje?

É assim que Jesus olha para cada um de nós, independentemente do que precisamos, do quanto
vai custar, do quão ferido estamos. Ele sempre será́ o sacrifício vivo em nosso lugar. Ele sempre
será́ o “está consumado” das nossas vidas.

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2. UM AMOR QUE SE EXPRESSA EM DAR E NÃO EM RECEBER

O amor nunca será́ medido por aquilo que recebemos, e sim por aquilo que damos. Medimos o
quanto somos amados por Deus por aquilo que Ele nos entregou, mesmo sem ter nada em troca,
pelo tanto que Ele se entregou pelo necessitado, pelo quanto Ele permanece sendo fiel e uma
torre segura para os dias de adversidade.

“Porque Deus tanto amou o mundo que deu o seu Filho Unigênito, para que todo o que nele
crer não pereça, mas tenha a vida eterna.” João 3:16

A medida do amor sempre será́ o “dar”, porque Deus amou o mundo, Ele deu! A expressão do
amor de Deus é pautada naquilo que damos, se amamos a Deus, o que temos dado a Ele? Se
amamos o próximo, o que temos dado a ele?

Deus não precisa das nossas provas de amor, mas é impossível amar sem evidenciar na forma
em que vivemos, andamos e compartilhamos, é por isso que quanto mais amamos a Deus,
menos nos preocupamos com aquilo que vamos receber dele e mais estamos dispostos a
entregar. É impossível amar o próximo sem esse amor ser evidenciado naquilo que damos e
entregamos para ele.

Generosidade é uma expressão de amor. Muitas vezes, não dimensionamos como um simples
ato amoroso carrega o poder de mudar realidades, histórias e destinos. Por um ato de
generosidade fomos salvos por Jesus; por um ato de generosidade de um menino, uma multidão
foi alimentada; por um ato de generosidade de Moisés, um povo foi liberto do Egito; por um
ato de generosidade de Pedro, o homem na porta do templo foi curado; por um ato de
generosidade, vidas podem ser salvas, multidões podem ser alimentadas, doentes podem ser
curados e gerações podem ser libertas.

“Filhinhos, não amemos de palavra nem de boca, mas em ação e em verdade.” 1 João 3:18

Nosso desafio e mandamento é amar a Deus e ao próximo, mas não de qualquer forma, e sim
em ação e em verdade.

Isso não depende do que você ainda vai receber, o samaritano não foi atrás de mais coisas para
servir ao próximo, ele serviu com aquilo que ele tinha. É o que você tem que é capaz de impactar
vidas. Se é o seu tempo, dê; se são seus dons, dê; se é seu recurso, dê. Independentemente do
que for, o amor expressado é aquele que é dado!

CONCLUSÃO

Cremos fielmente no poder que há na expressão desse amor a Deus e ao nosso próximo, cremos
na generosidade que influencia a sociedade, porém tudo isso só é possível se compreendermos
que antes mesmo de amar, fomos amados; antes mesmo de ser generosos, Deus é generoso
conosco.

Oramos por um amor e generosidade pautados não naquilo que somos capazes de dar, mas na
convicção daquilo que recebemos de Jesus. Amamos, pois somos amados; damos porque
recebemos.

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Que hoje você possa entender que o seu chamado é amar a Deus e amar ao próximo, mas que
antes disso, você se renda e permita ser amado e cuidado por esse Deus.

PARA DISCUSSÃO

• Por que muitas vezes é mais fácil olhar para as necessidades “distantes” e ignorar as
mais próximas?
• O que significa, na prática, compreender “a largura, o comprimento, a altura e a
profundidade” do amor de Cristo? De que forma esse entendimento pode transformar a
maneira como você ama?
• Qual a diferença entre doar por obrigação e amar através da generosidade?
• Como a ideia de que o amor se expressa mais em “dar” do que em “receber” confronta
sua maneira atual de viver o cristianismo?
• Qual foi a última vez que um ato simples de amor seu impactou alguém?

DESAFIO SEMANAL – AME SEU VIZINHO

Próxima semana estaremos como igreja promovendo a ação Ame Seu Vizinho, onde poderemos
colocar em prática esse amor que recebemos de Deus. Amar o órfão, o necessitado, a viúva, o preso,
o perdido, onde iremos dar o que comer a quem tem fome, vestir o que tem frio, visitar o que está
preso e levar o amor de Deus através dos atos de nossa generosidade.

O Ame Seu Vizinho é mais que uma oportunidade que teremos de viver na prática o “viver, amar e
servir” é também uma ação onde seremos impactados por este amor que já nos alcançou, afinal, “há
mais alegria em dar do que receber”.

Sendo assim, queremos te convidar a ser um voluntário no dia 30 de agosto e fazer parte dessa missão
que Deus nos confiou como igreja. Para isso, basta se inscrever no link abaixo e falar com o seu líder
de GC.

Link de inscrição:
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estritamente proibida a sua alteração ou veiculação sem indicação da fonte. Rua Elizeu Oriá, 1553 - José de Alencar, Fortaleza - CE, 60830-035

(85) 3878-0100 - [Link]

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