Instituto Politécnico Médio da Frelimo
Gestão Portuária – Pós-Laboral
Manuseamento de carga
DISCENTE:
João Luís Charles
DOCENTE
Dra. Deolinda Alfazema
Carga a granel
Beira, Novembro de 2023
Índice
Capitulo I:........................................................................................................................................3
1.1 Introdução..............................................................................................................................3
1.2 Objectivos..............................................................................................................................3
1.2.1 Objectivo geral................................................................................................................3
1.2.2 Objectivos específicos.....................................................................................................3
Capitulo II: fundamentação teórica.................................................................................................4
2.1 Mercadoria e carga.................................................................................................................4
2.2 Carga a granel........................................................................................................................4
2.2.1 Tipos de carga a granel....................................................................................................5
2.2.2 Tipos de contentores para carga a granel........................................................................5
2.2.3 Execução e proteção de transporte de carga a granel......................................................6
Capitulo III:.....................................................................................................................................7
Considerações finais....................................................................................................................7
Referências bibliográficas............................................................................................................8
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CAPITULO I:
1.1 Introdução
A atividade portuária é um dos principais meios para possibilitar a conexão de materiais à
diferentes partes do país e do mundo. O mercado está cada vez mais dinâmico e globalizado.
Toda e qualquer oportunidade de diferencial frente à concorrência pode ser decisiva para uma
ascensão, manutenção ou até mesmo para o declínio de uma empresa ou setor. Com isso o
transporte a granel esta cada vez mais aderidos nos portos de vários países.
Nos primórdios da navegação marítima toda mercadoria era transportada em tonéis já que
se tratava de uma embalagem bastante resistente e de fácil manuseio. Sendo a forma ideal
encontrados por nossos antepassados para as operações de carga e descarga. Naquela época, a
operação de carga e descarga era efetuada por pranchas colocadas entre o convés do navio e o
berço de atracação, formando planos inclinados onde os tonéis eram facilmente rolados evitando
o pesado trabalho do içamento. Por isto, ainda hoje, a área marítima usa a expressão “prancha de
embarque” como tradução do termo “loading rate”. Com o desenvolvimento da indústria naval, a
construção de navios de maior capacidade e o uso de cascos de ferro ao invés do uso da madeira,
o volume passou a ser considerado maior problema no embarque que o peso.
1.2 Objectivos
1.2.1 Objectivo geral
Falar do transporte a granel.
1.2.2 Objectivos específicos
Conceitualizar mercadoria, carga e transporte a granel;
Mencionar os tipos de transporte a granel;
Descrever cada tipo de transporte a granel;
Descrever como é feito o transporte a granel e quais são os cuidados com o transporte a
granel.
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CAPITULO II: FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
2.1 Mercadoria e carga
Conforme Rodrigues (2003), mercadoria é qualquer produto que seja objeto do comércio
e, a carga, a mercadoria que ao ser transportado paga frete devido à remuneração do serviço de
transporte. Além disto, as cargas podem ser consideradas como carga geral ou carga a granel
sendo que, a carga geral é considerada como carga heterogênea, solta ou fracionada podendo ser
acondicionada em uma embalagem específica como caixa, saco, fardo, cartão, tambor,
engradado, amarrado, bobina de papel ou ainda, volumes sem embalagem, como os veículos,
maquinários em geral, blocos de pedra etc. e, a carga a granel é considerada como carga
homogênea, não podendo ser acondicionada em embalagem podendo ser apresentada sob a
forma líquida, gasosa ou sólida.
Conforme Keedi e Mendonça (2003):
A unitização de carga é o processo de agregar volumes fracionados
em uma única unidade de carga, mantida inviolável ao longo de
todo o percurso origem/destino. As formas de unitizá-las podem
ser do tipo prélingado, paletizado, contêiner, big bag, tambor,
barril etc. A Pré-lingagem são cintas de aço ou material sintético
que se entrelaçam formando lingas com alças para içamento da
carga. Já a paletização é a colocação de volumes sobre estrados
padronizados cujo conjunto é posteriormente cintado ou recoberto
de filme plástico a quente integrando-os em uma única unidade.
2.2 Carga a granel
A carga a granel consiste em mercadorias transportadas em sacas, caixas, fardos,
tambores, engradados, etc. Ou seja, são itens que geralmente transitam em grande quantidade ou
se tratam de veículos ou equipamentos industriais.
Se trata de qualquer produto que possa vir sem uma embalagem individual e necessite de
serviços de estivagem antes de seu transporte. A carga a granel se relaciona com produtos
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transportados em grande quantidade, na maioria das vezes em seu estado bruto, enviados em
navios, containers ou caminhões específicos para sua natureza.
Os mais comuns são itens do cultivo agrícola, como sacas de grãos, frutas, legumes,
verduras e até mesmo animais vivos. Também entram materiais industriais, como madeira, ferro,
pedras e até equipamentos maiores, como máquinas e veículos.
2.2.1 Tipos de carga a granel
O transporte a granel pode se distinguir em duas categorias:
Carga a granel sólida
Esse tipo trata do transporte de carga com produtos sólidos, em sua maioria insumos que
podem ser medidos por quilogramas. Nessa categoria se encaixam muitas mercadorias, como:
Milho; Soja; Café; Trigo; Feijão; Carne, Basicamente todos os produtos de origem agrícola.
Esse tipo trata do transporte de carga com produtos sólidos, em sua maioria insumos que
podem ser medidos por quilogramas. Nessa categoria se encaixam muitas mercadorias, como:
Milho; Soja; Café; Trigo; Feijão; Carne, Basicamente todos os produtos de origem agrícola.
"O transporte de carga a granel sólida, ou carga seca, é aquele de produtos de natureza
sólida, geralmente matérias-primas, que podem ser medidas por quilos. Nessa categoria se
encaixam muitas mercadorias, como produtos de origem agrícola (trigo, milho e soja) e minério
de ferro"
Carga a granel líquida
A carga a granel líquida se trata de produtos como água, combustível (petróleo, diesel,
etanol e gasolina), óleos vegetais e sucos, por exemplo — uns dos itens de maior expressão na
exportação brasileira. O transporte de carga líquida a granel é feito, em suma, por tanques ou
cisternas, também chamados de caminhões-tanque, que devem contar com uma segurança
reforçada, principalmente no trajeto com produtos químicos.
2.2.2 Tipos de contentores para carga a granel
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Os contentores são grandes caixas construídas em aço, alumínio e/ou fibra, resistentes e
de fácil manuseio, que servem para acondicionar as mercadorias para realização do transporte,
evitando assim perdas operacionais e financeiras.
De forma a agilizar o processo de carregamento e descarga dos materiais transportados,
bem como diminuir as perdas destes no transporte decorrentes de quebras, deteriorações e
desvios, deu-se o surgimento dos containers.
Os principais contentores utilizados para o transporte de carga a granel são:
Traseiro convencional (back door);
Lateral (sider);
Pelo teto (open top).
É importante mencionar que existem outras variações mais específicas em virtude do tipo de
produto. Como exemplo, temos o contentor para carga sobre peso ou medidas, o flat rack.
2.2.3 Execução e proteção de transporte de carga a granel
O transporte de granéis exige grande preparação e atenção das empresas de transporte.
Isso porque todos os equipamentos devem ser regulamentados pela legislação brasileira de
transporte e devem respeitar as normas da ABNT que exigem, por exemplo, como o
equipamento deve ser construído, e com quais materiais, para cada tipo de transporte.
Os transportadores têm que trabalhar alinhados com a legislação trabalhista, ambiental e
de trânsito que incidem sobre esse tipo de transporte. Além disso, os embarcadores também
impõem diversos pré-requisitos das empresas prestadoras de serviços de transporte
No caso do etanol o transporte é realizado por meio de caminhões tanque via rodovia e
por etanoldutos. Já o açúcar é transportado das usinas para os terminais intermodais da
determinada companhia.
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CAPITULO III:
Considerações finais
A atividade de movimentação de mercadorias nos conveses ou nos porões das
embarcações, arrumação da carga, peação (fixação da carga nos porões dos navios), despeação,
rechego (ajuntar, espalhar ou distribuir a carga facilitando a carga ou descarga de cargas a
granel) e o carregamento ou descarga da mercadoria do navio quando efetuada por equipamentos
de bordo.
Antes de iniciar o transporte de cargas a granel é necessário ter em mente alguns aspectos
de grande importância, como o tipo de carga, o destino final e o modal mais adequado para
movimentar o produto em questão.
Também é essencial garantir que o meio de transporte utilizado siga as regulamentações
determinadas pela Secretaria Nacional de Trânsito e o Conselho Nacional de Trânsito. No caso
de cargas transportadas pelos modais ferroviário e aquaviário, é preciso ainda observar as
recomendações do Departamento Nacional de Infraestrutura Terrestre, entre outros órgãos
competentes.
Conhecer essas particularidades e se informar sobre outras especificações de cargas pode
fazer a diferença em seu negócio.
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Referências bibliográficas
BARROS, C. P. (2006). A benchmark analysis of Italian seaports using data
envelopment analysis. Maritime Economics Logistics.
DA SILVA et al. Previsões de demanda turística no Brasil através da
metodologia BOX & JENKINS.
FLEURY, P. F. (2005). A infraestrutura e os desafios logísticos das exportações
brasileiras.