Estudo do Cérebro, Educação e
Implicações Pedagógicas
Os estudos sobre o cérebro revolucionam o meio educacional desde os anos 1990.
Com contribuições significativas que, quando aplicadas, promovem grandes resultados
na Educação, eles transformam a vida de muitas pessoas neurotípicas ou
neuroatípicas.
Para visualizar isso um pouco melhor, nesta unidade você:
• Conhecerá as principais diferenças entre o cérebro da criança e do
adolescente.
• Compreenderá a relação entre plasticidade cerebral, estímulos, emoções e
aprendizagem humana.
• Identificará as contribuições do estudo do cérebro para a Educação no que se
refere à aprendizagem humana e às implicações pedagógicas.
Além disso, você verá que os estímulos, em quantidade e qualidade adequadas, são
essenciais para o sucesso da aprendizagem!
Está pronto(a) para estudar este conteúdo tão importante para todos os seres
humanos? Vamos lá!
Objetivo
Ao final desta unidade, você deverá ser capaz de:
• Identificar as contribuições do estudo do cérebro para a Educação, no que se
refere à aprendizagem humana e às implicações pedagógicas.
• Conhecer as principais diferenças entre o cérebro da criança e do adolescente.
• Compreender a relação entre plasticidade cerebral, estímulos, emoções e
aprendizagem humana.
Conteúdo Programático
Esta unidade está organizada de acordo com os seguintes temas:
• Tema 1 - Diferenças entre o cérebro da criança e do adolescente
• Tema 2 - Plasticidade cerebral, estímulos, emoções e aprendizagem
humana
• Tema 3 - Neurociência, aprendizagem humana e implicações pedagógicas
Todos os materiais didáticos apresentados nesta plataforma são protegidos por direitos autorais de propriedade da Universidade Veiga
de Almeida e do Centro Universitário Jorge Amado. Qualquer uso não autorizado, reprodução ou distribuição (incluindo o upload para
sites) são estritamente proibidos e sujeitos às penalidades legais aplicáveis. Todos os direitos são reservados à UVA & Unijorge.
Quando nos referimos ao desenvolvimento infantil, abordamos uma fase riquíssima
em termos de aprendizagem.
Afinal, ele tem a ver com habilidades em processo de:
• Aquisição.
• Prontidão.
• Construção.
• Interação.
Exatamente por isso, prejuízos nessa fase da vida podem trazer consequências
permanentes para as próximas.
Assim, para iniciar seus estudos da Unidade 4, acesse o link sobre desenvolvimento
infantil e plasticidade cerebral e verifique os slides.
Todos os materiais didáticos apresentados nesta plataforma são protegidos por direitos autorais de propriedade da Universidade Veiga
de Almeida e do Centro Universitário Jorge Amado. Qualquer uso não autorizado, reprodução ou distribuição (incluindo o upload para
sites) são estritamente proibidos e sujeitos às penalidades legais aplicáveis. Todos os direitos são reservados à UVA & Unijorge.
Tema 1
Diferenças entre o cérebro da criança e do
adolescente
Qual é o principal diferencial entre o cérebro da
criança, o do adolescente, o do adulto e o do idoso?
A formação do nosso Sistema Nervoso – SN é iniciada na vida intrauterina, cerca de
três semanas após a concepção.
Essa formação ocorre de maneira ordenada e progressiva, pois:
• Já na oitava semana (isto é, dois meses) – já temos o córtex
cerebral.
• Com 20 semanas de gestação, várias áreas do Sistema Nervoso
Central – SNC começam a conectar-se e trabalhar juntas,
gerenciando diferentes funções do organismo.
• Ao nascerem, os bebês já possuem capacidade sensorial básica,
necessária para interagirem com tudo ao seu redor, e distinguem
expressões faciais.
• Com cerca de 18 meses, as crianças já são capazes de entender
que pessoas diferentes podem ter distintos pontos de vista quanto a
desejos e emoções.
Todos os materiais didáticos apresentados nesta plataforma são protegidos por direitos autorais de propriedade da Universidade Veiga
de Almeida e do Centro Universitário Jorge Amado. Qualquer uso não autorizado, reprodução ou distribuição (incluindo o upload para
sites) são estritamente proibidos e sujeitos às penalidades legais aplicáveis. Todos os direitos são reservados à UVA & Unijorge.
Por outro lado, o amadurecimento cerebral é mais lento e gradual, tornando-se, assim,
um projeto contínuo da nossa vida.
O cérebro da criança
Pode-se afirmar que a neuroplasticidade é o principal diferencial entre o cérebro da
criança, o do adolescente, o do adulto e o do idoso. Você sabia disso?
Nota
É ela que permite ao sistema nervoso “(des)fazer” sinapses entre os neurônios,
tornando possível a reorganização da sua estrutura, seja completando, retomando ou
iniciando processos de aprendizagem.
Por isso, a neuroplasticidade é considerada a base biológica da aprendizagem, bem
como da memória e do esquecimento!
Os estudos sobre neuroplasticidade apontam que:
• O cérebro da criança é mais aberto à aprendizagem por conta da exuberância
sináptica (i. e., o número excessivo disso) que ele vivencia.
• Porém, ele é mais vulnerável a qualquer problema de desenvolvimento (do
físico ao moral).
• A quantidade e a qualidade dos estímulos cerebrais da criança podem impactar
negativa ou positivamente suas conexões cerebrais a longo prazo,
principalmente nas estruturas responsáveis pela afetividade e pela memória.
• O cérebro infantil tem todas as áreas prontas, mas nem todas estão
amadurecidas.
• Ainda assim, todas as áreas cerebrais devem ser estimuladas de forma
integrada e desde a infância (SIEGEL; BRYSON, 2015).
Todos os materiais didáticos apresentados nesta plataforma são protegidos por direitos autorais de propriedade da Universidade Veiga
de Almeida e do Centro Universitário Jorge Amado. Qualquer uso não autorizado, reprodução ou distribuição (incluindo o upload para
sites) são estritamente proibidos e sujeitos às penalidades legais aplicáveis. Todos os direitos são reservados à UVA & Unijorge.
Assim:
• A criança aprende mais rapidamente.
• Não podemos esperar da criança posturas que não sejam da fase infantil.
• Cabe aos adultos (sobretudo pais/ responsáveis, familiares e professores, por
exemplo) oferecer experiências significativas às crianças, para que elas
desenvolvam um cérebro resiliente e bem integrado (SIEGEL; BRYSON,
2015).
• As práticas pedagógicas devem estimular o cérebro infantil de maneira
adequada.
O cérebro do adolescente
Muita gente acha que o cérebro do adolescente é igual ao do adulto. Porém, não é!
Os estudos sobre neuroplasticidade apontam que:
• O cérebro do adolescente passa pela poda sináptica (um processo natural em
que eliminamos sinapses “em excesso”, as quais produzimos nos primeiros
anos de vida).
• A poda sináptica é influenciada pelo meio e pelos estímulos que o adolescente
recebe.
• O cérebro dele é menos vulnerável a qualquer problema de desenvolvimento
(do físico ao moral).
• A quantidade e a qualidade de estímulos cerebrais dos adolescentes também
podem impactar negativa ou positivamente suas conexões cerebrais a longo
prazo; sobretudo, porque o meio e tudo o que o envolve influencia o modo
como o adolescente sente, pensa e age.
• O cérebro do adolescente tem todas as áreas prontas, mas algumas ainda
estão em processo de amadurecimento (principalmente a última delas, o córtex
pré-frontal, que só estará maduro quando ele tornar-se adulto jovem (por volta
dos 25 anos de idade)).
• Exatamente por isso, os adolescentes, muitas vezes, agem por impulso,
conforme suas emoções (SIEGEL, 2016).
Todos os materiais didáticos apresentados nesta plataforma são protegidos por direitos autorais de propriedade da Universidade Veiga
de Almeida e do Centro Universitário Jorge Amado. Qualquer uso não autorizado, reprodução ou distribuição (incluindo o upload para
sites) são estritamente proibidos e sujeitos às penalidades legais aplicáveis. Todos os direitos são reservados à UVA & Unijorge.
Importante!
Assim:
• O adolescente aprende rapidamente.
• Não podemos esperar que o adolescente haja como um adulto.
• Cabe aos adultos (sobretudo, pais/ responsáveis, familiares e professores, por
exemplo) oferecer experiências significativas aos adolescentes, respeitando as
características referentes às mudanças em seu cérebro — a busca por
novidade, o engajamento social e a exploração criativa —, para que eles
desenvolvam um cérebro resiliente e bem integrado (SIEGEL, 2016).
• As práticas pedagógicas devem estimular o cérebro do adolescente de maneira
adequada.
Todos os materiais didáticos apresentados nesta plataforma são protegidos por direitos autorais de propriedade da Universidade Veiga
de Almeida e do Centro Universitário Jorge Amado. Qualquer uso não autorizado, reprodução ou distribuição (incluindo o upload para
sites) são estritamente proibidos e sujeitos às penalidades legais aplicáveis. Todos os direitos são reservados à UVA & Unijorge.
Tema 2
Plasticidade cerebral, estímulos, emoções e
aprendizagem humana
Por que os estímulos são tão importantes para o
sucesso da aprendizagem humana?
Não sei se você já tem ciência disso, mas não existem dois cérebros iguais. Afinal, os
detalhes relacionados ao modo como os neurônios se interligam em cada pessoa
seguem uma história própria (COSENZA; GUERRA, 2011).
Ou seja, as combinações neurais são únicas de pessoa para pessoa, num processo
contínuo de aprendizagens, desaprendizagens e reaprendizagens, dando espaço para
novos modelos mentais.
Vale destacar que o que temos em comum são as vias motoras e sensoriais, as quais
seguem o mesmo padrão (COSENZA; GUERRA, 2011)!
É a plasticidade cerebral (ou neuroplasticidade) que possibilita essas
transformações neurais contínuas em cada pessoa, de forma que, mesmo na fase
idosa e de maneira menos otimizada, continuamos aprendendo.
Porém, também já se sabe que, além dos estímulos internos, os externos — dentre
eles, os ambientais — também são essenciais para o bom desenvolvimento do
sistema nervoso.
Todos os materiais didáticos apresentados nesta plataforma são protegidos por direitos autorais de propriedade da Universidade Veiga
de Almeida e do Centro Universitário Jorge Amado. Qualquer uso não autorizado, reprodução ou distribuição (incluindo o upload para
sites) são estritamente proibidos e sujeitos às penalidades legais aplicáveis. Todos os direitos são reservados à UVA & Unijorge.
Eis por que é imprescindível que o ambiente da sala de aula:
• Seja saudável e verdadeiramente favorável à aprendizagem.
• Gere boa saúde mental e emocional.
• Foque na construção de vínculos relacionais positivos entre todos os
envolvidos na escola (alunos, professores, gestores e funcionários).
• Beneficie a manifestação de emoções positivas e fortalecedoras desse
desenvolvimento.
• Estimule adequadamente os alunos em qualidade e quantidade certas,
respeitando sua fase de desenvolvimento, faixa etária e especificidades.
Portanto, os estímulos são um “prato cheio” para a neuroplasticidade, bem como as
emoções positivas, os bons pensamentos, as boas memórias e as aprendizagens
verdadeiramente significativas! Ou seja, tudo isso favorece o sucesso na
aprendizagem humana.
Todos os materiais didáticos apresentados nesta plataforma são protegidos por direitos autorais de propriedade da Universidade Veiga
de Almeida e do Centro Universitário Jorge Amado. Qualquer uso não autorizado, reprodução ou distribuição (incluindo o upload para
sites) são estritamente proibidos e sujeitos às penalidades legais aplicáveis. Todos os direitos são reservados à UVA & Unijorge.
Tema 3
Neurociência, aprendizagem humana e
implicações pedagógicas
Quais as principais implicações pedagógicas da
neurociência na Educação?
Desde, por exemplo, uma visita a uma exposição científica,
Uma experiência com culinária,
Todos os materiais didáticos apresentados nesta plataforma são protegidos por direitos autorais de propriedade da Universidade Veiga
de Almeida e do Centro Universitário Jorge Amado. Qualquer uso não autorizado, reprodução ou distribuição (incluindo o upload para
sites) são estritamente proibidos e sujeitos às penalidades legais aplicáveis. Todos os direitos são reservados à UVA & Unijorge.
Ou teatral,
Ou com outras culturas.
Tudo isso tem a finalidade de potencializar o desenvolvimento dos alunos e prepará-
los para a vida pessoal e profissional na fase adulta.
Assim, a neurociência na Educação facilita esse percurso, pois traz nova
compreensão da aprendizagem do ponto de vista do desenvolvimento e
funcionamento cerebral, orientando como se pode estimular melhor:
• O desenvolvimento sensorial (a educação dos sentidos).
• O desenvolvimento motor (a educação corporal).
• O processamento da linguagem (a educação linguística).
Todos os materiais didáticos apresentados nesta plataforma são protegidos por direitos autorais de propriedade da Universidade Veiga
de Almeida e do Centro Universitário Jorge Amado. Qualquer uso não autorizado, reprodução ou distribuição (incluindo o upload para
sites) são estritamente proibidos e sujeitos às penalidades legais aplicáveis. Todos os direitos são reservados à UVA & Unijorge.
• O desenvolvimento do pensamento (a educação do pensar saudável).
• O desenvolvimento cognitivo (a educação do potencial cognitivo e executivo).
• O desenvolvimento afetivo (a educação afetiva).
• O desenvolvimento socioemocional (a educação social/relacional e a
emocional).
Além disso, ela também mostra possibilidades e formas de o aprendente acessar o
conhecimento, principalmente porque somos singulares enquanto indivíduos (i. e.,
únicos) e plurais ao mesmo tempo, uma vez que aprendemos de forma(s) diferente(s)
dos outros.
Assim, o professor atual já pode:
• Ter noções de como o cérebro funciona.
• Compreender a relação do cérebro com a aprendizagem.
• Conhecer a diferença entre o cérebro da criança, o do adolescente e
o do adulto.
• Entender que a aprendizagem é individual; portanto, é necessário
que ele conheça (o quanto possível) cada um de seus alunos.
• Utilizar uma variedade de estímulos, levando em conta a adequação
em sua qualidade e quantidade.
• Favorecer a liberação de emoções positivas e a construção de boas
memórias.
• Transformar o seu fazer com práticas pedagógicas que levem essas
informações em consideração.
Nesse sentido, as principais implicações pedagógicas da neurociência na Educação
estão relacionadas a transformar essa, utilizando as descobertas neurocientíficas em
benefício do melhor desenvolvimento de cada um de nossos alunos, todos os dias e
em todos os aspectos possíveis.
E isso jamais em comparação aos outros alunos, mas, sim, em prol do seu progresso
contínuo enquanto indivíduo capaz de aprender sempre!
Todos os materiais didáticos apresentados nesta plataforma são protegidos por direitos autorais de propriedade da Universidade Veiga
de Almeida e do Centro Universitário Jorge Amado. Qualquer uso não autorizado, reprodução ou distribuição (incluindo o upload para
sites) são estritamente proibidos e sujeitos às penalidades legais aplicáveis. Todos os direitos são reservados à UVA & Unijorge.
Encerramento
Qual é o principal diferencial entre o cérebro da
criança, o do adolescente, o do adulto e o do idoso?
Por ser a base biológica da aprendizagem, da memória e do esquecimento, o principal
diferencial do cérebro ao longo das fases da vida humana é a neuroplasticidade.
Por que os estímulos são tão importantes para o
sucesso da aprendizagem humana?
Porque eles (internos e externos) favorecem a neuroplasticidade, as emoções
positivas, os bons pensamentos, as boas memórias e as aprendizagens
verdadeiramente significativas.
Quais as principais implicações pedagógicas da
neurociência na Educação?
Transformar a educação ao utilizar descobertas neurocientíficas em benefício do
melhor desenvolvimento de cada aluno, diariamente e em todos os aspectos
possíveis.
Resumo da Unidade
Nesta unidade, você conheceu as principais diferenças entre o cérebro da criança e do
adolescente, bem como compreendeu a relação entre plasticidade cerebral, estímulos,
emoções e aprendizagem humana. Também identificou as contribuições do estudo do
cérebro para a Educação (no que se refere à aprendizagem humana e às implicações
pedagógicas) e viu que os estímulos, em quantidade e qualidade adequadas, são
essenciais para o sucesso da aprendizagem.
Agora, um de seus papéis é divulgar esse conteúdo para mais e mais pessoas!
Referências da Unidade
• COSENZA, R. M.; GUERRA, L. B. Neurociência e educação: como o cérebro
aprende. Porto Alegre: Artmed, 2011. Biblioteca Virtual Pearson.
Todos os materiais didáticos apresentados nesta plataforma são protegidos por direitos autorais de propriedade da Universidade Veiga
de Almeida e do Centro Universitário Jorge Amado. Qualquer uso não autorizado, reprodução ou distribuição (incluindo o upload para
sites) são estritamente proibidos e sujeitos às penalidades legais aplicáveis. Todos os direitos são reservados à UVA & Unijorge.
• SIEGEL, D.; BRYSON, T. P. O cérebro da criança: 12 estratégias
revolucionárias para nutrir a mente em desenvolvimento do seu filho e ajudar
sua família a prosperar. São Paulo: nVersos, 2015.
• SIEGEL, D. O cérebro adolescente: o grande potencial, a coragem e a
criatividade da mente dos 12 aos 24 anos. São Paulo: nVersos, 2016.
Para aprofundar e aprimorar os seus conhecimentos sobre os assuntos
abordados nessa unidade, não deixe de consultar as referências
bibliográficas básicas e complementares disponíveis no plano de ensino
publicado na página inicial da disciplina.
Todos os materiais didáticos apresentados nesta plataforma são protegidos por direitos autorais de propriedade da Universidade Veiga
de Almeida e do Centro Universitário Jorge Amado. Qualquer uso não autorizado, reprodução ou distribuição (incluindo o upload para
sites) são estritamente proibidos e sujeitos às penalidades legais aplicáveis. Todos os direitos são reservados à UVA & Unijorge.