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Guia Completo sobre Inventário Patrimonial

O documento aborda os conceitos básicos de inventário patrimonial e de estoque, destacando sua importância para a gestão e controle dos bens de uma instituição. Além disso, discute o Balanço Patrimonial, sua estrutura e os grupos que o compõem, como Ativo e Passivo, essenciais para a análise financeira de uma empresa. O texto também menciona diferentes tipos de inventário e suas classificações, enfatizando a necessidade de precisão e regularidade na contagem dos bens.
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Guia Completo sobre Inventário Patrimonial

O documento aborda os conceitos básicos de inventário patrimonial e de estoque, destacando sua importância para a gestão e controle dos bens de uma instituição. Além disso, discute o Balanço Patrimonial, sua estrutura e os grupos que o compõem, como Ativo e Passivo, essenciais para a análise financeira de uma empresa. O texto também menciona diferentes tipos de inventário e suas classificações, enfatizando a necessidade de precisão e regularidade na contagem dos bens.
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Inventário: Conceitos Básicos

De acordo com Lacerda et al. (2022) o inventário patrimonial é um procedimento


administrativo e contábil obrigatório, que consiste na verificação física dos bens móveis
permanentes localizados na respectiva unidade administrativa, devendo ser realizado ao
menos uma vez ao ano. Trata-se de um instrumento de apuração do resultado do exercício,
controle e prestação de contas dos bens patrimoniais e de seus responsáveis, atendendo às
exigências da legislação e permitindo a identificação e regularização de eventuais
inconsistências, visando uma melhor gestão patrimonial da instituição.
O inventário de estoque é um processo fundamental para a gestão de qualquer empresa
que trabalhe com mercadorias, insumos ou produtos acabados. Ele consiste no registro e
controle sistemático de todos os itens armazenados, garantindo que a organização tenha uma
visão clara de seus activos e passivos. Essa actividade não apenas possibilita a eficiência
operacional, mas também impacta directamente na saúde financeira das empresas.
O inventário não é mais do que uma simples listagem dos elementos patrimoniais que
uma empresa possui num determinado momento e do seu respectivo valor. O objectivo
principal do inventário é proporcionar um controle mais rigoroso sobre o que está disponível
no estoque, prevenindo problemas como falta ou excesso de materiais. Esses elementos
agrupam-se de acordo com a massa patrimonial a que pertencem: Activo (Bens e Direitos) e
Passivo (Obrigações).
Objectivos do inventário
O inventário patrimonial tem como principais objectivos proporcionar uma visão real
e actualizada da situação dos bens da instituição. Por meio da verificação da existência,
localização física, estado de conservação e caracterização adequada dos bens, o inventário
permite identificar inconsistências, promover sua regularização e apurar eventuais
responsabilidades.
Além disso, busca confirmar as obrigações atribuídas aos responsáveis pela guarda dos
bens patrimoniais, actualizar a relação geral de bens e os respectivos termos de
responsabilidade dos sectores, bem como assegurar a correcta contabilização dos bens
permanentes, promovendo a conciliação entre os registros patrimoniais e contábeis, o que
contribui para a valoração precisa do património institucional. O inventário também fornece
subsídios relevantes para a tomada de decisão dos gestores, permitindo um planejamento e
gerenciamento mais eficiente das actividades relacionadas ao património. Ademais, garante a
disponibilidade de informações precisas e tempestivas aos órgãos fiscalizadores, sempre que
solicitado, e contribui para a elaboração da tomada de contas consolidada ao final do
exercício.
Tipo de inventários
Inventário Periódico anual
O inventário periódico anual oferece aos accionistas e empresários de uma empresa, a
comprovação da existência física de seus bens existentes em seu relatório contábil. Para
satisfazer essa necessidade nesse sistema, realiza-se a contagem de todo o estoque e o
resultado é confrontado com o existente em sua contabilidade. Ocorrem ao menos uma vez ao
ano e nas empresas formadas por acções o acompanhamento é feito por auditores externos.
Esse sistema apesar de ainda ser comumente utilizado na maioria das empresas,
apresenta uma série de problemas que inviabilizam a acuracidade do estoque, entre os
principais estão:
a) Por serem realizados geralmente uma vez ao ano, impossibilita a correcção e
análise das causas de divergências, permitindo que estas voltem a ocorrer em
um curto prazo de tempo;
b) Os participantes estão desmotivados durante sua realização devido as
contagens ocorrerem entre as festas do final de ano, pois nessa época do ano se
situa o fechamento contábil e as empresas têm baixa saída/entrada de
materiais;
c) Necessidade de paralisação de todas as áreas produtivas durante as contagens,
para que nada saia ou entre da empresa, esse factor torna a empresa
improdutiva o que representa um alto custo;
d) Os erros de contagem são frequentes, pois não se realiza treinamento com a
equipe e sujeita se a utilizar mão de obra oriundos de outros sectores da
empresa comprometendo ainda mais o resultado.
Segundo Coelho (2017), empresas de menor porte optam pelo inventário periódico
devido à falta de sistemas informatizados de controle de estoques, pois esse método permite
quantificar seus custos e saldos. A falta de organização é outro factor relevante em sua
escolha, visto que os produtos geralmente não têm endereçamento fixo e estão espalhados por
todo o estoque dificultando sua localização e contagem em outros meios de inventário.
Inventário Rotativo
Com a intenção de suprir as deficiências do sistema de inventário periódico, surge o
sistema de inventário rotativo, este que tem como principal característica a frequência de
contagens, que variam em dias, semanas ou meses. A organização das contagens ocorre de
acordo com a demanda e em datas que não afectam a saída/entrada dos itens contados, sendo
assim os de maior giro são contados até quatro vezes ao ano, enquanto os de menor giro
apenas uma vez.
Segundo Jacintho (2012), assim como o inventário periódico, o inventário rotativo
confronta o saldo físico e contábil, porém, com as vantagens abaixo:
a) Seu custo é relativamente menor, devido ser necessário apenas uma equipe,
que com o treinamento adequado efectua as contagens sem que haja a
necessidade de paralisação das áreas produtivas da empresa;
b) Possibilidade de se entender os motivos das divergências e conseguir corrigi-
las de imediato, inibindo novas ocorrências com divergências;
c) Identificar itens obsoletos, lotes antigos e com prazo de validade vencidos;
d) Mantém a organização e torna fácil a localização no estoque.
A metodologia utilizada para execução do inventário rotativo garante que as contagens
ocorram com maior velocidade e com menor índice de erros, pois é realizada por equipe
treinada que conhece e trabalha diariamente com o material contado. Desta forma erros
associados ao inventário se tornam inexistentes, levando a um aumento da acuracidade e
reduzindo os custos com ajustes.
As contagens devem ser realizadas preferencialmente quando o item não está em
produção, reduzindo-se o risco de erros, para tanto os sectores produtivos e de inventário
devem manter contacto diariamente. Por isso a eficácia desse sistema de inventário está
directamente ligada ao seu planejamento e trabalho em conjunto entre vários sectores da
fábrica.
Classificações do inventário
a) Quanto ao momento da sua elaboração:
Inicial - elaborado no início de cada exercício;
Final - elaborado no final de cada exercício;
Ordinário - elaborado no período definido por cada empresa;
Extraordinário - elaborado em função de causas anormais ou por verificar ou
comprovar certas anomalias.
b) Quanto a sua extensão ou âmbito:
Geral - quando abarca todos os valores que constituem um dado património;
Parcial - quando abrange apenas uma classe de valores ou alguns elementos
patrimoniais.
c) Quanto à descrição:
Analítico - quando os elementos patrimoniais aparecem bem detalhados, especifica-se
minuciosamente todos os elementos das diferentes classes de valores;
Sintético - quando os elementos patrimoniais aprecem resumidos.
d) Quanto à disposição dos elementos patrimoniais:
Simples, corrido ou empírico - são os elaborados sem nenhuma preocupação de
ordená-los;
Classificados, selectivo ou sistemático - os elementos patrimoniais aparecem
agrupados, segundo classes, natureza ou função.

Balanço patrimonial
Conceito
O Balanço Patrimonial é o relatório contábil mais importante, como é composto de
saldos extraídos do livro contábil Razão, é possível visualizar a situação patrimonial e
financeira da entidade, por um determinado período. O Balanço é dividido em 3 grupos que
são o Ativo, o Passivo e o Patrimônio Líquido. Nesses grupos deve conter todos os Bens e
Direitos, Tangíveis e Intangíveis, as Obrigações e o Patrimônio Líquido da empresa.
É como tirar uma fotografia da posição patrimonial da entidade em determinado
momento, na qual serão demonstrados apenas o nome das contas do que se adquiriu e também
seus saldos, que podem ser positivos ou negativos sendo um instrumento importantíssimo
para a gestão de uma empresa. (Azevedo et al., 2013, p. 22)
O Balanço Patrimonial gera relatórios que relacionam todos os bens e direitos da
empresa, visto como uma das demonstrações contábeis mais utilizadas no meio econômi co, e
sendo necessário para fornecer levantamentos financeiros de determinado período. Segundo
Ribeiro (2014, p.21) O Balanço Patrimonial é a demonstração contábil destinada a evidenciar,
qualitativa e quantitativamente, numa determinada data, o Patrimônio e o Patrimônio Líquido
da Entidade. Essa demonstração deve compreender todos os Bens e Direitos, tanto tangíveis
(materiais) como intangíveis (imateriais), as Obrigações e o Patrimônio Líquido da Entidade.
Estrutura
O Balanço Patrimonial deve ser estruturado de acordo com a legislação, seguindo os
Princípios Fundamentais de Contabilidade e as Normas Brasileiras de Contabilidade,
observando a disciplina contida nos artigos 178 a 184 da Lei nº 6.404/1976. O caput do artigo
178 da Lei nº 6.404/1976 estabelece que, no Balanço, as contas serão classificadas segundo os
elementos do Patrimônio que registrem, e agrupadas de modo a facilitar o conhecimento e a
análise da situação financeira da companhia. (Ribeiro, 2017, p. 39)
De acordo com Reis (2009, p.68) “divide-se em dois grandes grupos, relacionando à
esquerda – Ativo – as aplicações em bens e direitos de curto a longo prazo e à direita –
Passivo – as várias fontes de recursos que possibilitaram as aplicações no Ativo de curto a
longo prazo’’.
Os dois grandes grupos dependem um do outro, todas as dívidas são mencionadas no
Passivo, como uma compra de mercadorias vai gerar uma dívida com um fornecedor, indo
para o Passivo, e a mercadoria indo para o Ativo, com o objetivo de vender essas mercadorias
e gerar dinheiro para a entidade.
De acordo com Assaf Neto (2015, p.64) “são dispostos em ordem decrescente de grau
de liquidez para o ativo e em ordem decrescente de exigibilidade para o passivo’’, ou seja, no
Balanço as contas são organizadas, de forma que no Ativo os primeiros bens e direitos a
serem lançadas são os que podem ser convertidos em dinheiro mais rápido, os demais que são
mais duradouros, que se destinam ao funcionamento da empresa, são lançados em seguida.
No Passivo as obrigações são lançadas de acordo com seu vencimento, de certa forma será
lançada primeiro as que vencem antes de 360 dias.
Ativo
O grupo Ativo dentro do Balanço Patrimonial apresenta todos os bens e direitos, é
composto por tudo que as entidades possuem e proprietários investem para colocar sua
atividade fim em prática e gerar lucro, além dos valores recebidos pela prestação de serviços,
ou venda de produtos e é dividido em dois grandes grupos de contas: Ativo Circulante e Ativo
não Circulante. (AZEVEDO et al., 2013, p.24).
São exemplos de bens e direitos, os veículos usados para prestar serviços, máquinas
para produção de produtos para venda e todo dinheiro em caixa, valores a receber de terceiros,
matéria prima, mercadorias, aplicações financeiras, imóveis, terrenos etc.
Ativo circulante
De acordo com Reis (2009, p. 71) “Engloba valores disponíveis e os realizáveis
seguinte. São todos os valores já apresentados por moeda ou que serão convertidos em moeda
dentro do prazo de um ano (contado a partir da data do balanço)”.
São todos os bens e direitos (Caixa, depósitos bancários, aplicações financeiras,
duplicatas a receber de clientes, mercadorias etc.) que podem ser convertidos em dinheiro à
curto prazo, que se realiza dentro do exercício financeiro que é de 12 meses. Por sua vez,
divide-se nos seguintes subgrupos: Disponível, Aplicações Financeiras, Valores a receber a
curto prazo, Estoques e Despesas Antecipadas. (ASSAF NETO, 2015, p.67)
Ativo não circulante
O Ativo não Circulante, conta introduzida pela nova legislação, tem por finalidade
demonstrar os grupos de contas que representam todos os bens e direitos de permanência
duradoura, destinados ao funcionamento normal da sociedade ou adquiridos para este fim.
(AZEVEDO et al.,2013, p.27).
Nessa conta estão todos os bens e direitos, como investimentos não realizados após o
exercício seguinte, após 12 meses, itens de baixa liquidez (lenta transformação em dinheiro) e
também os que se aplicam a venda, como máquinas, veículos, imóvel para atividade da
empresa, revelando liquidez mínima e são classificados como Ativo realizáveis a longo prazo,
investimentos, imobilizados e intangíveis. (ASSAF NETO, 2015, p.71)
Investimentos
Investimentos são, de acordo com Marion e Fahl (2011, p.76) “as participações
permanentes em outras sociedades e os direitos de qualquer natureza, não classificáveis no
ativo circulante, e que não se destinem à manutenção da atividade da companhia ou da
empresa”.
São as ações que a empresa tem em outras entidades na intenção de obter receita fora
da sua atividade normal, além das participações permanentes em outras empresas que o autor
cita, nesse grupo entram também as participações em fundo de investimentos, terrenos e
construções para locações, obras de arte. Nesse grupo entram também as contas redutoras de
perdas prováveis e de depreciação acumulada.
Imobilizado
Neste grupo, são classificadas todas as contas representativas dos recursos aplicados
em bens corpóreos, e duradouros, destinados a manutenção das atividades da companhia ou
da empresa, ou exercidos com essa finalidade, inclusive os decorrentes de operações que
transfiram a companhia os benefícios, riscos e controle desses bens. (RIBEIRO, 2014, p.47)
No subgrupo Imobilizado são lançados os bens manuseáveis (visíveis, físicos) que a
entidade possui, que são utilizados para todo processo de trabalho que gere receita. São eles,
uma máquina usada na produção, um galpão onde fica o estoque de mercadorias, os móveis e
utensílios e computadores (desktop) usados para atividades da empresa, também entram nessa
conta o prédio onde são realizadas essas atividades, as instalações do mesmo, os veículos e as
contas redutoras de amortização e depreciação dos bens acima citados.
Intangível
Azevedo et al. (2013, p.29) “Neste grupo, serão classificados os direitos que tenham
por objeto bens incorpóreos (bens não apalpáveis, não visíveis) destinados à manutenção da
companhia ou exercidos com essa finalidade, inclusive o fundo de comércio adquirido”.
Nesse subgrupo, estão compreendidos todos os bens, que não são manuseáveis, não são
apalpáveis, bens invisíveis dos quais uma empresa tem direito, porém não existe fisicamente,
por exemplo, marcas e patentes, softwares, direitos autorais, além da conta redutora de
depreciação e amortização dos mesmos.
Passivo
Os grupos que compõem o Passivo representam as obrigações assumidas pela entidade
com terceiros (como fornecedores, salários, duplicatas a pagar...) que poderão ser vencíveis a
curto ou longo prazo, por exemplo, a compra de mercadorias, gera o dever de pagar para o
fornecedor, a contratação de funcionários de pagar para seus salários, os tributos trabalhistas,
assim como os fiscais, e é dividido em dois grandes grupos de contas: Passivo Circulante e
Passivo não Circulante. (Azevedo et al.,2013, p.30)
É a parte do Balanço Patrimonial que evidencia as Obrigações e o Patrimônio Líquido,
ou seja, compreendem todas as dívidas com terceiros (que são lançados no passivo circulante
e passivo não circulante) e com os sócios (que são lançadas no Patrimônio Líquido). (Ribeiro,
2014, p.48)
Passivo Circulante
De acordo com Assaf Neto (2015, p. 77) “No passivo circulante estão relacionadas
todas as obrigações a curto prazo da empresa, isto é, aquelas cujos vencimentos ocorrerão até
o final do exercício social seguinte ao do encerramento do balanço, ou do ciclo operacional da
empresa, se este exceder a um ano”. Neste grupo, estão todas as dívidas com terceiros a serem
pagas dentro de 12 meses, como por exemplo, salários para funcionários e seus encargos
como FGTS, INSS e IRRF; os empréstimos com bancos para obter recursos financeiros para
entidade ter capital de giro; impostos, taxas e contribuições para o governo que devem ser
pagas por conta do resultado das atividades da entidade e as duplicatas para fornecedores, pela
compra de mercadorias ou por contratar um serviço gerando boletos para pagar.
Passivo não circulante
Azevedo et al. (2013, p. 31) “Neste grupo de contas, são classificadas as obrigações
com terceiros que deverão ser liquidadas após o exercício financeiro, ou seja, são
exigibilidades com vencimentos acima de 360 dias após o Balanço Patrimonial ser
elaborado”. São as obrigações que serão pagas somente no próximo ano, ou seja, exigíveis
após 12 meses da elaboração do Balanço Patrimonial e são lançados nessa conta grandes
empréstimos e financiamentos, fornecedores de grandes equipamentos, etc. A diferença entre
o circulante e o não circulante é somente o prazo mesmo, visto que assim que o prazo do
pagamento fica menor que 12 meses o lançamento é transferido da conta não circulante para
conta circulante, antes, era chamado de exigível a longo prazo.
Patrimônio líquido
Azevedo et al. (2013, p. 32) “O Patrimônio Líquido representa os valores contábeis
que os sócios ou acionistas possuem na empresa em um determinado momento, apesar de
estar localizado no passivo, caracteriza-se por não representar exigibilidade com terceiros,
como foram mencionados anteriormente”. Ou seja, é o valor contábil da entidade, que os
sócios depositam e esperam retorno, nessa conta é lançado o capital social, lucros gerados em
determinado período e suas reservas passadas, os prejuízos acumulados e os ganhos e perdas
das avaliações patrimoniais de determinados ativos.
De acordo com Marion e Fahl (2011, p.82) “O patrimônio líquido é o resultado obtido
da diferença entre o ativo e o passivo exigível e, legalmente, é parte do Passivo e dividido em
capital social, reservas de capital, ajuste de avaliação patrimonial, reservas de lucros, ações
em tesouraria e prejuízos acumulados”.
Capital social
O capital social inclui os valores investidos pelos acionistas ou sócios da sociedade
(integralização de capital), ou aqueles gerados pela própria empresa (lucros), e que não foram
distribuídos, por deliberação de seus proprietários, sob a forma de dividendos, e utilizados
para aumento de capital. (ASSAF NETO, 2015, p.78) São valores dos bens ou do dinheiro
que os sócios ou acionistas aplicam na empresa no momento de sua abertura para dar
andamento de suas atividades com a obtenção de aumentar cada vez mais seu Capital, e que
também pode ser aumentado utilizando as reservas de lucros.
Reservas de capital
As reservas não denotam nenhuma exigibilidade por parte da sociedade apresentam,
basicamente, os valores aportados pelos proprietários (ágio), por terceiros (doações e
subvenções), variações de valor de certos ativos (ajuste patrimonial) e lucros recebidos e não
distribuídos (lucros retidos). Um exemplo dessas reservas são os ágios na emissão de capital
recebidos pela empresa, ou seja, o valor excedente da venda de ações em relação ao seu valor
nominal, no caso de ações sem valor nominal, a quantia que ultrapassar a importância
destinada à formação do capital social. (ASSAF NETO, 2015, p.79)
Reservas de lucro
De acordo com Ribeiro (2014, p.53) “É um subgrupo composto pelas contas
representativas de reservas constituídas, com parte dos lucros apurados pela empresa em
decorrência de Lei ou da vontade do proprietário, dos sócios ou administradores”.
São lucros retidos da empresa com finalidades específicas, esse valor não pode ser
maior que o Capital Social, caso isso aconteça deve ser aplicado no aumento do Capital
Social, ou na distribuição de dividendos aos acionistas, ou na absorção de prejuízos, as
principais contas são reserva legal, reservas estatutárias e reservas livres.
Lucros acumulados
De acordo com Assaf Neto (2015, p.81) “O valor dessa conta corresponde ao montante
das ações adquiridas da própria empresa e funciona como um elemento dedutível do grupo
assim as ações em tesouraria, que correspondem as ações da empresa que foram adquiridas
pela própria sociedade, deverão ser destacadas no balanço, reduzindo o patrimônio líquido”.
Isso é, a empresa compra suas próprias ações e as guarda para posterior revenda,
segundo a lei, as companhias não podem comprar suas próprias ações, exceto quando a
intenção é reduzir o Capital Social para permanência em tesouraria ou cancelamento e ainda
quando recebida por doações.
Prejuízos acumulados
Lucros acumulados (subconta credora) são os resultados remanescentes de
determinado exercício que se acumulam com os resultados oriundos de outros exercícios
sociais, também não apropriados. Em outras palavras, essa conta representa o valor que resta
do resultado líquido do exercício após terem sido decididas as diversas destinações para
reservas de lucros ou distribuição de dividendos. Os prejuízos acumulados (subconta
devedora), normalmente englobados com os lucros acumulados, obedecem a mesma
conceituação exposta anteriormente, só́ que serão considerados elementos de retificação do
patrimônio líquido, reduzindo seu valor. (ASSAF NETO, 2015, p.81)
Ou seja, após a apuração do Resultado do Exercício, pode dar lucro ou prejuízo, as
empresas sempre buscam gerar lucro, caso tenha prejuízo os valores serão lançados nessa
conta de Prejuízos Acumulados e ficam nela até ser compensados pelas reservas de lucros ou
pela reserva legal, nessa ordem, ou até que um sócio assuma o prejuízo e pague.

Indicadores e formas de realizar uma análise do balanço patrimonial


As análises financeiras de um balanço, são um importante instrumento para a tomada
de decisão das organizações. Dessa forma, os gestores têm um grande desafio, que seria tornar
essas informações acessíveis aos interessados, pois algus deles precisam dessas informações
para realizar investimentos ou aplicação das suas finanças (MATARAZZO, 2010).
A análise de balanços envolverá a avaliação de diversas demonstrações financeiras e
demais informações fornecidas pelas organizações, e não se limita exclusivamente ao Balanço
Patrimonial e à DRE. Marion (2019) diz que, dentre os métodos mais utilizados, destacam-se
as análises horizontal e vertical, que foram tratadas neste estudo.
Com o intuito de facilitar a apresentação dos variados demonstrativos financeiros, foi
criado uma análise chamada de referencial, que Saporito (2005, p.51), assim a descreve:
A análise referencial diferencia-se da análise vertical e também da horizontal por
conservar uma única base para todas as demonstrações contábeis estudadas, em qualquer data
ou época. O valor do ativo total mais recente funciona como base única de comparação.
São definidos os critérios para a elaboração do balanço patrimonial, bem como as
outras demonstrações, pelo órgão CFC (Conselho Federal de Contabilidade) a quem é o
responsável por expedir todas as normas gerais sobre os temas contábeis, incluindo as
demonstrações obrigatórias (MATARAZZO, 2010).
Assim, fica concluído que o balanço patrimonial é importante para os gestores e
investidores para que saibam qual a situação financeira de determina entidade e assim possam
tomar decisões sobre investimentos. Como demonstração que revela a saúde financeira de
uma entidade em determinado período, o Balanço Patrimonial auxilia a empresa em suas
decisões, auxilia a visualizar pontos em que a empresa possa estar necessitando de mudanças
e verificar motivos de endividamentos, levando a uma nova visão do que necessita melhorar
(MARION, 2019).
Ribeiro (2017) diz que o Balanço patrimonial tem como principal finalidade, a de
demonstrar a situação financeira e patrimonial da empresa em um determinado período, como
grande característica, tem em sua formação, r três elementos: Ativo, Passivo e o Patrimônio
Líquido. Ele tem como formula, a equação: Ativo = Passivo + Patrimônio Líquido.
O Balanço Patrimonial pode ter algumas interpretações, e para facilitar isso, existe o
chamado Plano de contas, que de acordo com Matarazzo (2010), se trata de um conjunto de
contas, que obedecem certas normas, com a função de ordenar, de forma objetiva, todo os
grupos de contas de um Balanço Patrimonial.
O fato importante é frisar que cada organização pode elaborar o seu plano de contas, e
isso varia de acordo com as atividades e até mesmo complexidade de suas operações, em
particular. As contas do Ativo, por exemplo, podem ser ordenadas pelo seu grau, e ter uma
conta específica como terrenos, veículos, máquinas, os edifícios, moveis, etc (RIBEIRO,
2017).
Já algumas contas do ativo, nos remetem à direitos, e pode ser representada no plano
de contas, como duplicatas, empréstimos a receber, títulos, ações, dentre outros. Em resumo,
no lado do Ativo, se registra tudo é de propriedade das organizações ou que está sob seu
domínio, que pode se transformar em dinheiro, caracterizando um ativo. Só é considerado
ativo, bens da empresa, portanto se ela tiver algum bem alugado, este não do como ativo, pois
não é de sua propriedade.
Sobre as contas do Ativo, Souza (2016) diz que estão divididas em grandes grupos,
assim subdivididas: Circulante: São aquelas representadas no Ativo com características em
relação ao seu grau de liquidez, que é decrescente. Também são classificadas como contas que
estão em giro, ou em movimento constante, como essas: Banco, caixa, Valores a Receber,
Banco Conta Movimento, os próprios Estoques, etc.
O realizável a Longo Prazo já é um grupo de contas que são subdivididos em bens e
direitos, cujo características é que se transformarão em recurso quando se passados um ano da
data do balanço, e estes são receitas de vendas, alguns empréstimos a acionistas ou diretores
da organização, por exemplo (MATARAZZO, 2010).
Já o grupo de contas classificadas como permanente são aquelas representas pelos
bens que não serão vendidos, além de terem uma pequena vida útil. Podem ser divididos em
três grupos: os investimentos, que tratam daquelas contas que são aplicações financeiras que
geram rendimentos, desde que não façam parte das atividades principais e operacionais da
organização: O imobilizado, que já são os bens de destinados à manutenção das atividades
centrais da organização, como por exemplo, ferramentas, máquinas, veículos, instalações,
dentre outros. Já o diferido, é aquele grupo que contém as aplicações que trarão receitas nos
resultados de exercícios que estão por vir (MATARAZZO, 2010).
O Passivo trata das obrigações da empresa, mesmo sendo aquela em poder de
terceiros. Outra característica é que no momento que estas dívidas vencerem, deverá haver sua
liquidação. Portanto, o passivo tem seu sentido negativo, uma vez que trata de obrigações e
desembolso, logo, obrigações e dívidas da empresa. As contas do passivo estão assim
subdividas: o passivo Circulante trata das obrigações que deverão ser liquidadas no prazo que
deverá ser de no máximo, um ano. Qualquer conta que deverá ser paga dentro desse período,
como fornecedores, empréstimos bancários, Salários, impostos a recolher, dentre outros de
curto prazo, são classificados nesse grupo (MATARAZZO, 2010).
Já o exigível a longo prazo se refere as contas onde se encontram as obrigações que
deverão ser liquidadas em um prazo superior a um ano. Normalmente, são alguns
financiamentos, resultado de exercícios futuros, debêntures, etc. São consideradas também
como receitas que são recebidas antecipadamente, pois estas diminuem os custos e despesas
correspondentes a elas, sendo são pouco utilizadas. Já o PL, também chamado de Patrimônio
Líquido, engloba os recursos que os sócios aplicaram na empresa, acrescidos dos resultados
gerados pela organização, no desenvolvimento de suas atividades. Portanto, são tidas como
um passivo não exigível, por se tratar de uma obrigação da empresa para com os sócios delas
(Benjamin & Meredith, 2012).
Todavia, Matarazzo (2010) também diz que há necessidade de se realizar o balancete
de verificação, ao final de cada mês, pois este tem a finalidade de confirmar se todas as
movimentações que estão no livro razão estão devidamente corretas. Assim, poderá haver
possíveis alterações de valores, que pode ser que uma receita ou despesa, passe sem a devida
contabilização nos livros contábeis, e isso acarretará em um fechamento errôneo entre débitos
e créditos. Essa ação ocasionará em se realizar alguns ajustes nas contas com a finalidade de
que elas representem a realidade da empresa. Fica frisado que após essas alterações, o saldo
do ativo e do passivo tem que fechar, ou seja, ser iguais.
ANÁLISE VERTICAL E HORIZONTAL
As análises de demonstrações contábeis tiveram reconhecidas a sua importância,
quando percebeu-se que, através delas, é possível se obter um diagnóstico da real situação
financeira de uma organização. No início, as técnicas de análise das demonstrações contábeis
não tinham o foco no estudo holístico que o fenômeno patrimonial concedia. De tratavam de
adoções de técnicas que eram especificas para banqueiros, que pretendiam conhecer a riqueza
patrimonial dos seus devedores (SOUZA, 2016).
Souza (2016) recorda que por volta dos anos 80, viu-se que a tendência era uma visão
mais holística, apoiada em conteúdos científicos e lógicos. Havia estruturada uma análise e
técnicas de extração de informes e os diversos índices extraídos das demonstrações contábeis,
sempre padronizadas obedecendo a Lei 6.404-76 (Lei das SAs).
Dentre as diversas análises de demonstrações contábeis que começaram a ser
utilizadas, estão as análises horizontal e vertical, essas que, apresentam como principal
vantagem, e de ser uma forma simples e eficiente para se adquirir uma real visão sobre os
demonstrativos econômico-financeiros de determinada organização. Segundo Souza (2016), a
Análise Vertical (AV) é conhecida também como Análise de Estrutura. Tal análise ocorre de
cima para baixo ou vice-versa, indicando os resultados no chamado “efeito cascata”, sendo
utilizado com o intuito de identificar a porcentagem da participação de determinado indicador
vistos nos resultados. Possui esse nome porque serão analisadas as colunas das
demonstrações. O objetivo central da AV seria de medir, de forma percentual, cada um dos
componentes em relação ao todo, permitindo, portanto, que sejam feitas as devidas
comparações, caso sejam comparados mais períodos.
A Análise Vertical apresentará o quanto cada uma das contas em análise é importante
em relação à demonstração financeira analisada. Quando se compara percentuais da mesma
organização empresa em anos anteriores, o gestor será capaz consegue de analisar as contas
que estão fora das proporções normais que estão sendo interpretados (SOUZA, 2016).
A maior vantagem da Análise Vertical seria a comparação de balanços, de forma
descomplica, e das demonstrações de resultados e demais relatórios financeiros das
organizações, independente do seu porte. Essa ferramenta será também utilizada afim de
visualizar as variações anuais relativas dentro de uma determinada organização (SOUZA,
2016).
Na AV, cada conta de linha de uma dada demonstração financeira será analisada como
uma representação da porcentagem da variação. É importante saber a porcentagem de cada
grupo em relação ao total, pois, por meio dessa análise, podemos aquilatar se há excesso de
imobilização, insuficiência de capitais ou de disponibilidades, excesso de determinada
despesa, etc.
Souza (2016) afirma que tanto a Análise Horizontal quanto a Análise Horizontal (AH)
demonstrará a evolução dos elementos de um Balanço Patrimonial, da DRE e da
Demonstrativo de Fluxo de Caixa de determinado período. O objetivo central é analisar se os
valores das Demonstrações Financeiras aumentaram ou diminuíram em comparação com
todas as informações extraídas de períodos anteriores.
A Análise Horizontal, afirma Souza (2016), permitirá verificar a situação patrimonial
da empresa, através do Balanço, e o seu desempenho, através da DRE e da DFC. Sendo assim,
essa análise apresentará a evolução de cada uma conta das demonstrações financeiras
analisadas, permitindo que seja realizada a comparação afim do gestor emitir as suas
conclusões sobre a evolução da organização. Recebe o nome de horizontal porque o gestor se
baseará na evolução dos saldos dessas contas, ao longo dos períodos analisados.

Índices financeiros do balanço patrimonial

ÍNDICES DE LIQUIDEZ
Esses índices mostram a condição financeira da empresa e não devem ser confundidos
com capacidade de pagamento, pois demostram tão somente a solvência da empresa a curto, a
médio e a longo prazo, portanto são vistos como bons indicadores de problemas de fluxo de
caixa e estão divididos em quatro grupos, liquidez imediata, liquidez corrente, liquidez seca e
liquidez geral. (AZEVEDO et al, p. 71)
LIQUIDEZ IMEDIATA
Revela a porcentagem das dívidas a curto prazo (circulante) em condições de serem
liquidadas imediatamente. Esse quociente e normalmente baixo pelo pouco interesse das
empresas em manter recursos monetários em caixa, ativo operacionalmente de reduzida
rentabilidade. (ASSAF NETO, 2015, p. 187) A figura 7 abaixo mostra o cálculo desse índice:
Como o cálculo é feito da divisão dos valores disponíveis em caixa, em banco, em
aplicações de liquidez imediata pelas dívidas a curto prazo, quanto maior for esse índice
melhor para a empresa visto que, esse índice representa o quanto a empresa possui de
imediato para cada 1 real de dívida, se o resultado for maior que 1 significa que a empresa
tem mais dinheiro do que dívida. (RIBEIRO, 2014, p.169)
Liquidez corrente
Esse índice revela a capacidade financeira da empresa de cumprir com seus
compromissos de curto prazo, ou seja, quanto a empresa tem de ativo circulante para cada $ 1
de passivo circulante, quanto maior for esse índice mais alta é a capacidade da empresa para
gerenciar seu fluxo de caixa, podendo assim equilibrar seu capital de giro com maior
segurança. (RIBEIRO, 2014, p.165)

Conforme demonstrado na figura acima o cálculo é basicamente a divisão do valor


total do ativo circulante pelo valor total do passivo circulante, ou seja, a divisão de todas as
disponibilidades a curto prazo pela divisão das dívidas a curto prazo. É importante saber que o
índice de liquidez baixo é aceitável para algumas empresas de acordo com sua atividade.
Liquidez seca
O índice demonstra a porcentagem das dívidas a curto prazo em condições de serem
saldadas mediante a utilização de itens monetários de maior liquidez do ativo circulante.
Essencialmente, a liquidez seca determina a capacidade de curto prazo de pagamento da
empresa mediante a utilização das contas do disponível e valores a receber. (ASSAF NETO,
2015, p.188) O cálculo é demonstrado abaixo na figura 9:
Esse índice é calculado no intuito de verificar a disponibilidade da empresa para
pagamento das dívidas a curto prazo, pois trata-se da subtração dos estoques do ativo
circulante, considerando a hipótese de a empresa não conseguir vender seus estoques, subtrai-
se também as despesas antecipadas, visto que o valor já saiu do caixa, ai sim divide-se pelas
dívidas a curto prazo, nesse caso também quanto maior esse índice, melhor a situação
financeira da empresa. (PEREZ JUNIOR E BEGALLI, 2015, p.322)
Liquidez geral
O índice de liquidez geral indica a capacidade de pagamento dos financiamentos e
dívidas a longo prazo, o resultado apurado mostra quanto a empresa tem de bens e direitos
para cada R$ 1,00 de dívida, quanto maior esse indicador, melhor para a entidade.
(AZEVEDO et al., 2013, p.73)

Para calcular esse índice é usada a fórmula da figura acima, que demonstra nada mais
que a divisão do ativo realizável (ativo circulante mais o realizável a longo prazo) pelo
passivo exigível (passivo circulante mais o exigível a longo prazo), se o valor for maior que 1
demonstra que a empresa opera um capital de giro próprio, se o valor for menor que 1
significa que o capital de giro é de terceiros. (PEREZ JUNIOR E BEGALLI, 2015, p.321)

ÍNDICES DE ESTRUTURA DE CAPITAL E ENDIVIDAMENTO


Os índices de estrutura de capital e endividamento indicam a participação de capital de
terceiros na empresa e quanto esse capital representa para a atividade da empresa. São usados
principalmente na tomada de decisões e elaboração de estratégias para obtenção ou aplicação
de recursos. (PEREZ JUNIOR E BEGALLI, 2015, p.315)
PARTICIPAÇÃO DE CAPITAL DE TERCEIROS
Esse índice mostra quanto a empresa precisa de capital de terceiros para financiar o
seu ativo, nesse caso quanto menor for o índice, melhor para a empresa, pois altos índices
indicam maior participação de capital de terceiros sobre os recursos obtidos. Em resumo é
uma análise que demostra a dependência da empresa de capital de terceiros. (AZEVEDO et
al., 2013, p.73) A fórmula abaixo demonstra como calcular esse índice.

Na figura 11 é possível observar, que esse índice é basicamente uma análise geral do
grupo passivo do Balanço Patrimonial, pois trata-se da divisão do exigível total (Soma do
Passivo Circulante e do Passivo não Circulante) pelo Patrimônio Líquido, ou seja, a divisão
do Capital de Terceiros pelo Capital Próprio da empresa.
COMPOSIÇÃO DO ENDIVIDAMENTO
A obtenção desse índice visa verificar a proporção entre as obrigações de curto prazo e
as obrigações totais, oferecendo quanto a empresa tem que pagar a curto prazo para cada um
real da dívida total. Neste caso, quanto menor o índice melhor para a empresa, pois terá mais
tempo para conseguir recursos para pagamento de suas dívidas. (RIBEIRO, 2014, p.158) A
fórmula abaixo demonstra como calcular esse índice.

O índice de composição de endividamento, conforme a figura acima, é mais uma


análise do grupo passivo, especificamente do capital de terceiros da empresa, pois provém da
divisão entre o passivo circulante e o exigível total, ou seja, as dívidas de curto prazo
divididas pelo total das dívidas.
IMOBILIZAÇÃO DO PATRIMONIO LIQUIDO
É o índice que mostra o percentual de comprometimento do capital próprio nos
investimentos, imobilizados e intangíveis da empresa . Se a maior parte de recursos próprios
estiverem investidos nessas contas a empresa vai precisar de mais capital de terceiros para
manter o ativo circulante, portanto nesse caso quanto menor o índice melhor para a empresa.
(AZEVEDO et al., 2013, p.68)

A figura acima, mostra o cálculo para obter o percentual de imobilização do


patrimônio líquido, é feita a soma dos valores apurados no Ativo do Balanço Patrimonial, de
investimento, com o imobilizado e o intangível, depois é feita a divisão desse valor pelo
Patrimônio Líquido.
IMOBILIZAÇÃO DOS RECURSOS NÃO CORRENTES
É o índice que revela o nível de imobilização dos recursos de longo prazo, tanto os
próprios quanto os de terceiros, nesse caso também quanto menor o índice melhor. Através
desse percentual é possível analisar como a empresa está gerindo seus financiamentos se o
investimento efetuado dará o retorno dentro ou antes do prazo de pagamento, por exemplo.
(RIBEIRO, 2014, p.162)

A Figura 14 demonstra o cálculo para obter o percentual de imobilização de recursos


não correntes, que é o valor do Ativo não Circulante menos o Realizável a Longo Prazo,
dividido pelo Patrimônio Líquido somado ao Passivo Exigível a Longo Prazo.

ÍNDICES DE RENTABILIDADE
Este grupo de indicadores evidenciam os resultados da empresa, demonstrando o
sucesso ou o insucesso da entidade, normalmente são calculados com base na receita líquida,
podendo em alguns casos ser sobre a receita bruta, deduzindo as devoluções de vendas e
abatimentos. (AZEVEDO et al., 2013, p.74) Para obtenção desses índices são feitos
confrontos entre grupos de contas do Balanço Patrimonial e da DRE. Nesse capítulo serão
apresentados quatro índices de rentabilidade que são o Giro do Ativo, a Margem Liquida, a
Rentabilidade do Ativo e a Rentabilidade do Patrimônio Líquido.
GIRO DO ATIVO Este índice evidencia a proporção entre o volume de vendas e os
investimentos totais efetuados na empresa, ou seja, quanto a empresa vendeu para cada R$
1,00 (um real) de investimento. A análise deste índice tem o intuito de verificar se o volume
das vendas realizadas no período foi o necessário em relação ao capital total investido na
empresa. (RIBEIRO, 2014, p.171)

De acordo com a figura acima, o cálculo de giro do ativo é feito da divisão das vendas
liquidas pelo ativo total, esse índice mede a eficiência com que a empresa transforma seus
ativos em vendas (receitas), também é utilizado para verificar quantas vezes o ativo se renova
no período para gerar vendas. (PEREZ JUNIOR E BEGALLI, 2015, p.326)
MARGEM LIQUIDA
Este índice mostra o quanto a empresa teve de lucro líquido em relação a receita
liquida, demonstrando também a capacidade da empresa em gerar lucro, o objetivo dessa
análise é verificar a margem de Lucro Líquido da empresa em relação as suas vendas.
(AZEVEDO et al., 2013, p.74)
A figura acima mostra o cálculo para obtenção do índice de margem liquida, este
índice representa o lucro líquido da empresa para cada R$ 1,00 (Um real) vendido. Ou seja, é
o lucro baseado no faturamento, quanto maior for esse índice, melhor para a empresa.
RENTABILIDADE DO ATIVO
Esse índice, mostra o retorno sobre o Ativo Total independente de sua procedência,
seja dos proprietários (Capital Próprio), das operações da empresa ou de terceiros (Capital de
Terceiros), o índice ideal depende da expectativa dos investidores e da média do setor.
(PEREZ JUNIOR E BEGALLI, 2015, p.326)

A figura acima, mostra o cálculo para saber quanto a empresa obteve de lucro líquido
para cada R$ 1,00 (Um Real) de investimento total. Ao se dividir o valor total do Lucro
Líquido pelo Ativo Total. Esse índice demonstra o quanto a empresa foi rentável em relação
ao total de seus recursos.
RENTABILIDADE DO PATRIMONIO LIQUIDO
Este é o índice que mostra a rentabilidade do capital próprio da empresa, demonstra o
tempo necessário para se obter o retorno do valor investido como capital próprio, ou seja,
quantos anos são necessários para que os proprietários obtenham de volta o valor que
investiram na empresa. (RIBEIRO et al., 2014, p.175)
Para obtenção do índice divide-se o valor do Lucro Líquido pelo Patrimônio Líquido,
em resumo, demonstra o quanto a empresa tem de lucro para cada R$ 1,00 (Um Real) de
Capital Investido. Nesse caso, o índice ideal depende da expectativa dos investidores e das
médias dos setores.

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