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PLANTAS MÁGICAS E DE PODER: PERCEPÇÕES E CONSIDERAÇÕES
1. Introdução
Ao analisar e refletir sobre a utilização das plantas em tradições e/ou sistemas
mágicos, é interessante partirmos dos quatro elementos básicos, por serem componentes
fundamentais para a existência e o próprio funcionamento e condução dos diferentes sistemas
de magia, alquimia e curandeiria.
Como temos visto nos estudos até então, nos aprofundar no funcionamento dos
elementos básicos – Terra, Ar, Fogo e Água – nos auxilia a entender o macro e microcosmo, a
como trabalhar com eles de maneira benéfica para nós e aplicar tais observações e
conhecimentos dentro de nossos objetivos com as práticas xamânicas.
Os elementos são além de visíveis e invisíveis, físicos e espirituais, possuem
simbolismos, que a depender do sistema mágico utilizado, pode desempenhar diferentes
funções e alcançar diferentes objetivos/resultados a partir de seu estudo e utilização mágica.
Neste caso, iremos focar na utilização mágica das plantas e da terra, com apoio de conceitos
mágicos para refletirmos sobre as especificidades e utilizações das plantas de poder e da
terra. Com o adendo de que as possibilidades citadas, não se esgotam aqui, e portanto,
podemos compartilhar ao longo de nossos estudos e caminhada outras percepções, sistemas e
conceitos que sejam úteis e ressoem com nossos propósitos.
Logo, as plantas podem ser utilizadas para diversas finalidades, de acordo com as
intenções e conhecimentos do praticante. Por isso, é fundamental estudá-las em suas relações
com o Macrocosmo (Universo) e com o Microcosmo (seres humanos). Podemos citar
diversas tradições que fazem a utilização das plantas para além da cura do corpo físico (que
por si, já demanda muito estudo, para o uso consciente e seguro).
Dadas as especificidades das intenções em trabalhar de acordo com princípios e
fundamentações xamânicas, entraremos em exemplos voltados aos conhecimentos
provenientes dos povos indígenas latino-americanos. Vale a ressalva que, ao tratarmos de
seus aspectos mágicos, serão levantados brevemente algumas de suas relações com aspectos
da astrologia e com aspectos da magia divina (usos mágicos diversos, atendimentos etc).
Sempre reforçando a importância da cautela em sua utilização e da busca dos
fundamentos adequados para as práticas (aprendendo com mestres, por exemplo) com as
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Texto elaborado por Mavi Elisio Barbosa. Bacharel em Artes Visuais pela FMU (2021), Técnico em
Biblioteconomia pela Etec Parque da Juventude (2022) e Técnico em Museologia pela Etec Parque da Juventude
(2025).
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plantas, pois além de serem agentes de cura para o corpo físico, nelas habitam espíritos e
seres encantados, abrem portais e atuam nas demandas e questões espirituais, sendo
fundamental entender como as utilizar de forma consciente e realmente benéfica.
2. Usos magísticos das plantas de poder
Antes de prosseguir com os exemplos e reflexões de seus usos mágicos, vamos definir
alguns conceitos e pontuar diferenças relevantes para nossas práticas com as plantas de poder.
As Plantas medicinais podem proporcionar, sobretudo através dos chás, o bem-estar de
maneira natural e servem de complemento aos tratamentos da medicina clínica ocidental. Por
suas propriedades e características analgésicas, anti inflamatórias etc.
As Plantas de poder além de proporcionar a cura e bem-estar para o corpo físico e
mental, possibilita a cura espiritual e abre para entendimentos mais profundos, sendo canais
responsáveis pela ligação entre a pessoa e o Divino – e também ao plano espiritual. Inclusive
entram em uma etapa mais completa da manutenção da saúde de um indivíduo.
As Plantas mestras são a chave para acessar a sabedoria ancestral, entendimentos
específicos e o acesso a outros estados de consciência. Sendo que, a partir de um estudo mais
aprofundado e direcionado, as responsabilidades e conhecimentos adquiridos podem crescer
de forma exponencial, ao longo da jornada. Algumas dessas plantas mestras são: Jurema,
Chacrona, Soma, Wachuma, Peyote, Datura, Iboga, Sálvia, Lótus Azul, Yopo ou Paricá, entre
outras.
Dito isso, para darmos início a reflexão dos diferentes tipos de uso magísticos das
plantas de poder, é interessante pontuar que existem caminhos diferentes para acessar sua
energia, como dito até então, dentro de um sistema mágico escolhido, e de preferência que o
praticamente tenha um domínio considerável para a atividade.
Inclusive, um conhecimento básico em herbologia científica é de grande ajuda, para
ter um direcionamento inicial sobre os possíveis efeitos colaterais em caso de uma magia em
que se faça a ingestão de determinada planta. Um caminho para adquirir esses conhecimentos
e ir se aprofundando conforme a necessidade, é a busca por artigos científicos que
apresentem não só os aspectos fisiológicos, mas também perspectivas dentro de usos na
espiritualidade. Nos lembrando sempre de ir na fonte primária das informações e checar a
veracidade das mesmas.
Segundo David Hoffmann (2017), podemos utilizar as ervas como instrumentos de
prevenção ao surgimento de problemas ou questões de saúde específicas, a partir de
tratamentos fitoterápicos de curta, média ou longa duração. Faz ainda, observações sobre
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dosagens, preparos e misturas/alquimias para tratamentos, durante os capítulos do livro “O
Guia Completo das Plantas Medicinais”.
Como parte das práticas básicas de acesso à energia das plantas, podemos citar a
Infusão, a decocção, a enfleurage, e a maceração. Através dos chás (ou infusões), podemos
acessar uma das maneiras mais fáceis “de acessar a energia de uma planta individual e a
maneira mais segura de testar novas ervas para seus efeitos.” (HISCOCK, p. 163).
Avaliar a utilização das ervas de acordo com a numerologia, pode ser um caminho e
perspectiva interessante, para trabalhar com as energias específicas de determinada planta.
Um exemplo disso, seria interpretar os Íkaros (cantos) como manifestações numéricas da
energia da planta e do curandeiro, durante cerimônias com a Madrecita Ayahuasca, com o
Shururumã, a Mama Coca, a Jurema, etc.
Além de aplicar a numerologia nas quantidades dos preparos alquímicos, de acordo
com os intentos necessários e levando em consideração os pontos abordados anteriormente,
sobre o uso consciente com conhecimentos básicos sobre os efeitos fitoterápicos das plantas
(não apenas fisiológicos, mas também energéticos).
Quando trazemos a discussão para a percepção da Magia Divina (Sistema Mágico
canalizado, difundido e desenvolvido por Rubens Saraceni), com exemplo especificamente da
Magia das 7 Ervas Sagradas, temos um leque de outras possibilidades do trabalho magístico,
sobretudo com sua aplicação no cotidiano (para sanar, direcionar, firmar, intuir, proteger, etc.,
o corpo, mente e espírito), em benefício próprio ou de um grupo que participamos.
Muitas das especificidades evocadas a partir das práticas com a Magia Divina, só
podem ser aplicadas ou desenvolvidas por magos iniciados, sobretudo no compartilhamento
de informações específicas desse Sistema, possuindo algumas “limitações” quanto ao que
pode ser dito para pessoas fora do circuito iniciático.
Sendo permitido então, o atendimento para auxiliar aqueles que necessitam, enquanto
mago, e em suas necessidades e objetivos pessoais. Portanto, algumas dessas práticas podem
ser executadas dentro de um grupo, para benefício e proteção do mesmo, contanto que não
sejam explicadas em detalhes específicos.
Logo, a Magia Divina das 7 Ervas Sagradas, utiliza dos elementos vegetais materiais
(raízes, caules, flores, folhas, frutos, sementes) e as Irradiações Divinas Vegetais (seres
vegetais, elementais) para realização de curas energéticas, dos aspectos físicos, mentais,
etéricos e espirituais, a partir de Mandalas (símbolos e signos).
2.1 As Plantas de poder e a Astrologia
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Dando sequência a reflexão sobre o uso das plantas de poder com o auxílio da
numerologia, outra ferramenta que pode ser bastante significativa, é a astrologia.
Principalmente pensando nos objetivos com a Roda de Medicina e com o que temos visto até
então sobre os alinhamentos com os ciclos da natureza, equinócios, solstícios e as relações
com a firmação e fundamentação das práticas e atividades.
As plantas de poder e a Astrologia, estão interligadas através de associações
simbólicas e energéticas, onde cada signo do zodíaco e elemento astrológico pode ser
relacionado a determinadas plantas que podem auxiliar no equilíbrio, bem-estar e conexão
com o Divino em nós, e muitos outros desdobramentos com o plano espiritual. Fazendo uma
conexão e costura com os próprios elementos da natureza – Terra, Ar, Fogo e Água –.
Para começar a aprofundar as possibilidades de práticas mágicas com apoio da
Astrologia, vamos diferenciar a Fitoterapia da Fitoenergia, pois ambas se complementam e
são de muita importância para a realização de intentos mágicos. A Fitoterapia utiliza os
conhecimentos provenientes dos princípios químicos ativos das plantas, analisa seus efeitos
no corpo físico e direciona soluções para possíveis tratamentos. Já a Fitoenergia, trabalha os
corpos sutis, utilizando o campo energético das plantas. (CELLI, 2019).
A partir disso, conseguimos compreender e melhor direcionar os propósitos e as
energias com as quais trabalharemos, refletindo como cada astro rege e influência
energeticamente as plantas, nos auxiliando nos trabalhos mágicos. Através da astrologia,
podemos avaliar e compreender as potências dos astros ao planejar os tipos de
direcionamentos que teremos com os trabalhos magisticos. A partir da observação das
relações das características físicas (cor/aparência, odor, forma/formato, volume), traçamos
paralelos com os planetas e suas respectivas qualidades e propriedades. (PARACELSO, p.
27).
Esses processos são facilitados em primeiro lugar, pelo estudo científico sobre as
influências que os astros têm sobre as plantas, ao que diz respeito ao seu
crescimento/desenvolvimento, plantio e colheita. Além de ser muito interessante relacionar
esses movimentos astrológicos com os quatro elementos, observando as nuances e ligações
entre a vida animal e vegetal. (PARACELSO, p. 50-72).
Por exemplo,
“[...] poderia se associar uma erva ao planeta ou signo através da estação do ano em
que a erva nascia, ou através da qualidade curativa da planta que correspondia à
parte do corpo regida pelo planeta. Por exemplo, Saturno representa os ossos, e uma
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planta que curava males de ossos, como artrite, seria regida por Saturno.”
(CARVALHO, 2000, p.14).
Uma curiosidade interessante na leitura de Ana Bandeira de Carvalho (2000),
especificamente nos capítulos 1 e 2, é a presença das correlações entre os aspectos
específicos de cada um dos doze signos do zodíaco, em questão das características de
personalidade, patologias e/ou tendências patológicas e as plantas correspondentes para
auxiliar nos tratamentos fitoterápicos (cito isso, pois pode ser uma sugestão de leitura
conjunta do grupo para aprofundamento nos estudos sobre Astrologia, em âmbito individual e
coletivo).
Inclusive, indo mais adiante na leitura Carvalho aborda as questões sobre a presença e
ausência dos quatro elementos e como observar esses movimentos em múltiplos fatores para
auxiliar em nossa saúde física e emocional, além de ser interessante para aprofundarmos o
autoconhecimento e traçarmos caminhos para nossa cura individual, e consequentemente
coletiva2.
2.2 Astrologia e Astronomia nas cosmopercepções Tupinambá e Guarani
De modo geral, a astronomia indígena é aplicada para auxílio na agricultura, para
determinarem a época de plantio e colheita, e na localização geográfica, em que as estações
do ano e as fases da Lua são associadas com a biodiversidade local, além da relação das fases
da Lua com as marés, onde observam os períodos de cheias e momentos propícios para a
pesca, associando ainda, às estações do ano em que determinadas espécies estarão em maior
abundância, inclusive os momentos propícios para realizar rituais, atividades e festividades
específicas.
E sempre tendo em mente que as interpretações e práticas podem ainda variar de
acordo com a etnia, sendo que a maioria desses conhecimentos astronômicos da família
tupi-guarani é repassada, de geração em geração, por meio dos mitos e histórias.
Através dessas pesquisas e estudos, podemos observar que Tupinambás e Guaranis
possuem sistemas astronômicos parecidos. De acordo com Germano Afonso3, um dos
principais pesquisadores da Astronomia Indígena Brasileira, diferentes etnias têm conjuntos
de conhecimentos astronômicos semelhantes sobre a construção dos calendários e orientações
geográficas, principalmente, aos movimentos aparentes do Sol, da Lua, de Vênus, do
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A partir da página 323, podemos observar um glossário das plantas medicinais, que será útil para os estudos e
práticas.
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Etno-Astrônomo Do Museu Da Amazônia (Musa/Fapeam) E Autor, Junto Com A Equipe Do Planetário Do
Pará (Uepa), Do Livro O Céu Dos Índios Tembé, Publicado Em 1999.
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Cruzeiro do Sul, das Plêiades, de Escorpião, das Três Marias e da Via Láctea, dados coletados
através de documentos históricos, vestígios arqueológicos e principalmente com a arte
rupestre.
Um exemplo das observações dos movimentos aparentes do Sol, é a utilização de um
Gnômon, que se caracteriza por uma haste cravada verticalmente no solo, em que se observa
a sombra projetada pelo Sol sobre um terreno horizontal, “um dos mais simples e antigos
instrumentos de Astronomia, sendo chamado de Kuaray Ra'anga, em guarani e Cuaracy
Raangaba, em tupi antigo.” (AFONSO, 2009, p.2).
O Gnômon, por sua vez, é constituído de uma rocha com cerca de 1,50 m de altura,
com formato semelhante a uma pirâmide, que aponta para o céu, em volta há rochas menores
(ou seixos) formando uma circunferência e três linhas nas direções dos pontos cardeais, do
nascer e pôr-do-sol, indicando os dias do início de cada estação do ano (solstícios e
equinócios). “Em geral, o zênite é o domínio do deus maior da etnia considerada; os pontos
cardeais são os domínios dos quatro deuses que o auxiliaram na criação do mundo e de seus
habitantes; os pontos colaterais são domínios das esposas desses deuses.” (AFONSO, 2009,
p.2).
Como vemos na imagem abaixo, a exemplo das constelações descritas e estudadas nas
cosmopercepções tupi-guarani, de acordo com os mitos e histórias passadas entre as gerações,
os nomes atrelados às figuras são nomes dessas constelações ou agrupamentos estelares, que
guiam atividades como a caça, a pesca e a agricultura, servem ainda como marcadores
temporais das estações e tem representações de seres que desempenham papéis importantes
na vida da comunidade, reforçam ainda a profunda conexão com o meio ambiente e seus
ciclos, fundamentais para a cultura e espiritualidade4. E portanto, cada uma das constelações
faz conexão com acontecimentos da Terra, e estão ligados também aos animais e ao meio
ambiente.
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Ver ainda, um resumo sobre o calendário Tupinambá em: [Link]
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O calendário guarani, por exemplo, está associado à trajetória aparente anual do Sol,
sendo dividido em tempo novo e tempo velho (ara pyau e ara ymã, respectivamente). Logo,
o aprofundamento nas constelações tupi-guarani irão nos ajudar a trabalhar ainda com os
animais de poder em nossa Roda de Medicina, uma sugestão para seguirmos daqui em diante,
é estar em contato direto com esses povos de nosso território, para aprender sobre essas
questões de forma mais ativa, além de fundamentar melhor nossas práticas com as plantas de
poder, visto que esses conhecimentos são fundamentais.
3. Magia Elemental com a Terra
Podemos compreender que a Terra é o alicerce dos elementos, a base, desde o cultivo
das plantas até nos ensinamentos que podemos adquirir a partir do estudo energético,
filosófico e espiritual de suas propriedades. Nos lembrando que para diversos povos e
culturas a Terra seja a Grande Deusa Mãe, Pachamama, Criadora da Natureza.
Segundo Scott Cunningham, “[...] nas práticas de magia, a Terra "rege" todos os
encantamentos e rituais” (CUNNINGHAM, SCOTT), indicando que a Magia Elemental com
a Terra é a base para diversos tipos de trabalhos e intentos magísticos.
A magia do Reino Vegetal reside nos conhecimentos dos espíritos das plantas.
Nesse ponto, é valioso para nós, a busca por um aprofundamento na Botânica Oculta. Para
que possamos buscar as fundamentações necessárias para esses trabalhos, devido a sua
seriedade e responsabilidade, nesse primeiro momento, uma tabela anatômica da fisiologia
vegetal pode ser muito útil para a construção de um herbário mágico. (PARACELSO, p.19).
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Massa geral formada pelo tecido celular semente numa matriz -
propícia: terra úmida
Intervalos “são hexagonais e formam os Caule:individualizaçã invólucro:
entre as células canais que se estendem por toda o das veias; sistema órgão fêmea.
a planta e conduzem a seiva sanguíneo da planta,
com a qual a mesma se nutre.” aparelho circulatório.
Tecido celular “na maioria das plantas existem Folhas:individualizaçã -
canais que são formados por o das traquéias,
uma fibra contornada em espiral pulmões da planta.
que conduz o ar por toda a
planta.”
O desenvolvimento embrionário da planta possui de maneira resumida, as seguintes
fases:
1.° Fase inicial e fundamental: alocar a semente em terra úmida.
2.° Segunda fase, início da germinação: as três partes do germe começam a vegetar,
alimentando-se dos cotilédones.
3.º Terceira fase: a raiz começa a absorver as substâncias nutritivas da terra e a planta se
individualiza em suas funções respiratórias e digestivas.
Germe: formado Broto ou Caule: futuros Cotilédones:
por uma pequena ver-gôntea: futuros, órgãos materiais destinados
raiz (futuros, órgãos órgãos respiratórios circulatórios, centro à nutrição do germe
abdominais) geral de evolução,
onde possui seiva
Ambas as tabelas, apresentam de forma geral e objetiva, as principais características
fisiológicas das plantas, com ressalva de que podemos dedicar um tempo maior (teórico e
prático) neste estudo. Nas próximas tabelas, retiradas da leitura de Paracelso (Botânica
Oculta), veremos os elementos, signos e planetas que regem algumas plantas, e devemos nos
atentar às variações individuais, outros sistemas que podemos adotar nas nossas práticas,
observar as variações de uma mesma espécie em diferentes ambientes e que pode ocorrer, de
uma planta ter mais de uma regência.
Elemento Perfume das Sabor dos Cor das Formato Volume das
flores frutos plantas ou das plantas plantas ou
flores ou flores flores
Terra Suave Açucarado Amarelada Ondulada Pequeno
Água Nenhum Ácido Esverdeada Trepadeira Caule pequeno
e frutos grandes
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Fogo Penetrante Picante Encarnada Retorcida Médio
Ar Desagradável Azedo Azulada Delgada Muito alto
Correspondência entre elementos e plantas
Planeta Porte da planta Flores Aroma Sabor dos
frutos
Saturno Grande Negras, Odor geralmente Venenoso
acinzentadas desagradável
Júpiter Grande, Brancas, azuis Geralmente sem Ligeiramente
frondoso odor ácido
Marte Pequeno, Vermelhas, Odor picante Venenoso
espinhoso pequenas
Sol Médio Amarelas Odor marcante, Agridoce
geralmente
muito cheirosas
Vênus Pequeno, florido Belas, alegres Odor Açucarado
delicado/sutil
Mercúrio Médio, sinuoso Pequenas, cores Odor penetrante Sabores
variadas variados
Lua Caprichoso Brancas Odor suave Geralmente sem
(geralmente) sabor
Correspondência entre planetas e plantas
As plantas com influência da Lua são geralmente sem sabor, vivem perto da água ou
dentro da água; são frias, leitosas, narcóticas, anti afrodisíacas e suas folhas costumam ter um
grande tamanho. As folhas e o caule indicam o planeta que domina/influencia diretamente as
plantas, sendo que a raiz corresponde ao planeta Saturno, a semente e a casca, a Mercúrio, o
lenho, o tronco forte, a Marte, as folhas, à Lua, as flores, a Vênus e o fruto, a Júpiter.
Planeta Qualidade/Significado breve Dia da semana Parte da planta
Saturno Adstringente, concentrador Sábado Raíz
Júpiter Resplandecente, majestoso Quinta Fruto
Marte Cólera, espinhos Terça Lenho, tronco
Sol Beleza e harmonia Domingo -
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Vênus Beleza e suavidade Sexta Flores
Mercúrio Indeterminada Quarta Casca e semente
Lua Estranheza, melancolia Segunda Folhas
Para exemplificar algumas das principais características e qualidades das plantas e
seus planetas regentes, a partir da leitura de Paracelso, trago-os abaixo em tópicos:
● Áries: plantas normalmente secas e quentes, com o elemento fogo em predominância.
Podem possuir flores amarelas, caule ligeiramente curto e perfume marcante (por
exemplo a Mirra)
● Touro: plantas secas e frias, com predominância do elemento terra, com perfume
suave, caule comprido com fluídos ou seiva aromáticos, produzem muitos frutos e
com flores andróginas.
● Gêmeos: plantas ligeiramente úmidas, seu elemento é o ar, possuem geralmente flores
brancas ou muito pálidas, folhas consideravelmente verdes, sabor doce, quase sempre
leitosas e folhas em sua maioria com sete pontas. Perfume: almecega.
● Câncer: são frias e úmidas, o elemento água predomina nelas, não possuem sabor,
geralmente vivem em terreno pantanoso, produzem flores de cor branca ou cinza, com
folhas em forma semelhante àos pulmões, mostram manchas e cinco pétalas. Perfume:
cânfora.
● Leão: são quentes e secas, com predominância do elemento fogo. Possuem flores
vermelhas, de sabor ligeiramente amargo, são crucíferas.
● Virgem: são plantas frias, secas e tem regência do elemento terra. São plantas
trepadeiras, com tecidos duros, porém se rompem com facilidade, suas flores
costumam desabrochar com cinco pétalas. Perfume: sândalo branco.
● Libra: são plantas quentes, úmidas e o elemento ar predomina. Suas flores são raras,
com caules, altos e flexíveis, seus frutos possuem sabor doce, normalmente crescem
em terrenos pedregosos. Perfume: o gálbano.
● Escorpião: são plantas quentes, úmidas, o elemento predominante é água. Não
possuem sabor, às vezes são aquosas, leitosas, com cheiro intenso, um tanto fedido.
● Sagitário: são quentes e secas, dominadas pelo elemento fogo. Geralmente são
amargas. Perfume: aloés.
● Capricórnio: são frias e secas, com predominância do elemento terra. Suas flores são
esverdeadas com seiva tóxica e facilidade de coagulação. Perfume: nardo.
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● Aquário: são ligeiramente quentes e úmidas; são dominadas pelo elemento ar.
Costumam ser aromáticas. Perfume geralmente afrodisíaco.
● Peixes: são frias e úmidas, nelas predomina o elemento água. Quase não têm sabor, ou
é muito sutil, normalmente crescem em lugares frescos e umbrosos, perto de lagos e
pântanos. Perfume: tomilho.
A partir dessas breves descrições, podemos falar sobre a confecção de tinturas,
decocções, pós, elixires etc, entendendo como utilizar cada parte de uma planta para
finalidades específicas, as quais vamos aprofundar juntos, em um segundo momento.
4. Considerações
A partir dos conceitos, reflexões e introdução apresentada até aqui, podemos ver as
relações com os textos anteriores, ao que diz respeito ao potencial do trabalho com as
energias sutis, e como as desenvolver de maneira harmônica, entre corpo, mente e espírito,
com consciência, sabedoria e respeito às tradições ancestrais.
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REFERÊNCIAS
AFONSO, Germano Bruno. Astronomia indígena. Reunião anual da SBPC, v. 61, p. 1-5,
2009.
Disponível em: [Link]
AFONSO, Germano Bruno. As constelações indígenas brasileiras. Telescópios na escola, Rio
de Janeiro, 2013. Disponível em:
[Link]
ARAÚJO, M. C. R.; VIEIRALVES-CASTRO, R.. O uso ritual das plantas de poder.
Horizontes Antropológicos, v. 13, n. 27, p. 358–361, jan. 2007. Disponível em:
[Link]
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[Link]
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paraguaya de Antropologia, 1992. Disponível em:
[Link]
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CELLI, Amanda. Fitoterapia e Fitoenergética: Conceitos, diferenças e usos mágicos.
Disponível em:
[Link]
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Henrique Colonese. Ilustrações: Paulo Henrique Colonese e Uallace Durial Pimentel, Rio de
Janeiro: Fiocruz – COC, 2021. (Coleção Culturas Estelares; v. 1 ). Disponível em:
[Link]
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CUNNINGHAM, Scott. Magia Natural: Rituais e Encantamentos da Tradição.
MURPHY-HISCOCK, Arin. Bruxa Natural: Guia completo.
O poder dos astros e suas associações simbólicas com as plantas, na astrologia
tradicional.
[Link]
s-na-astrologia-tradicional/.
PARACELSO. As Plantas Mágicas: Botânica Oculta. Tradução: Attílio Cancian. Editora
Hemus.
13
NIMUENDAJÚ, Curt. As lendas da criação e destruição do mundo como
fundamentos da religião dos Apapocúva-Guarani. São paulo: Hucitec; edusp, 1987.
Disponível em: [Link]