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Índice
Capitulo I: Introdução......................................................................................................................3
[Link]..................................................................................................................................4
[Link] Geral.......................................................................................................................4
[Link] Específicos............................................................................................................4
[Link]...............................................................................................................................4
Capitulo II: Referencial Teórico......................................................................................................6
[Link] Básicos......................................................................................................................6
[Link]ão Escolar...........................................................................................................................7
[Link] da organização e Gestão Escolar...............................................................................8
[Link] da Gestão Pedagógico..............................................................................................8
[Link].A Centralidade da Gestão Pedagógica.................................................................................9
[Link].Funções da Gestão Pedagógica............................................................................................9
[Link].Funcionamento do Sector Pedagógico...............................................................................10
[Link]ão administrativa...........................................................................................................10
[Link] ou Gestão Funcional e dos Espaços.......................................................................12
2.3.O Papel da Gestão Escolar Tomando em Conta as Três Vertentes.........................................12
Referencias Bibliográficas.............................................................................................................15
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Capitulo I: Introdução
A escola, enquanto instituição social e educativa, não se limita a ser um espaço físico onde se
transmite conhecimento; ela constitui-se como um organismo vivo, complexo e dinâmico, que
exige uma organização eficiente e uma gestão capaz de articular múltiplos elementos em prol da
formação integral do indivíduo. No cerne dessa complexidade, surgem as vertentes da
organização e gestão escolar, que, ao serem compreendidas, revelam-se fundamentais para a
consolidação de práticas pedagógicas de qualidade e para o alcance dos objectivos educacionais.
O termo vertente, segundo Teixeira (2005), remete a uma perspectiva específica de análise de um
fenómeno, e, no contexto escolar, representa um dos ângulos a partir dos quais a gestão pode ser
interpretada e implementada. Falar de gestão escolar, portanto, implica reconhecer que esta se
manifesta em diferentes dimensões interligadas pedagógica, administrativa e de gestão de
espaços todas indispensáveis para o funcionamento harmonioso da instituição. Assim,
compreender essas vertentes significa não apenas classificar áreas de actuação, mas também
perceber como elas se articulam para dar vida ao projecto educativo da escola.
A gestão escolar, como referem autores como Libâneo (2002), Dourado (2008) e Luck (2009),
transcende a mera administração de recursos: trata-se de um processo intencional e participativo
que mobiliza pessoas, saberes, normas e valores, visando promover aprendizagens significativas
e formar cidadãos preparados para actuar de forma ética e competente na sociedade. Este
processo requer tanto a racionalização de recursos humanos, materiais e financeiros quanto a
promoção de um ambiente de colaboração, diálogo e co-responsabilidade entre todos os atores
escolares.
Neste sentido, estudar as vertentes da organização e gestão escolar é mais do que um exercício
teórico; é uma necessidade prática diante dos desafios contemporâneos da educação. A
abordagem deste trabalho busca, assim, analisar de forma aprofundada cada vertente,
evidenciando suas funções, interdependências e contributos para a eficácia e qualidade do
ensino. Ao fazê-lo, pretende-se oferecer uma visão integrada que auxilie na compreensão de
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como a gestão, quando bem conduzida, pode transformar a escola num espaço de excelência
académica e desenvolvimento humano.
[Link]
[Link] Geral
Compreender as vertentes da organização e gestão escolar.
[Link] Específicos
Examinar os conceitos de gestão escolar apresentados por diferentes autores, destacando
convergências e divergências teóricas.
Descrever as principais vertentes da organização e gestão escolar, evidenciando suas
funções e responsabilidades no contexto educacional.
Avaliar a relevância da vertente de gestão de espaços para a criação de condições físicas
adequadas ao ensino e à aprendizagem.
[Link]
O presente estudo adopta uma abordagem qualitativa, de natureza descritiva e exploratória,
fundamentada na análise teórica e interpretativa dos conceitos e práticas relacionados às
vertentes da organização e gestão escolar. A escolha por esta abordagem justifica-se pela
necessidade de aprofundar a apreensão das dimensões pedagógica, administrativa e de gestão de
espaços, não apenas em termos conceituais, mas também no modo como se inter-relacionam no
contexto educacional contemporâneo.
A recolha de informações foi realizada por meio de revisão bibliográfica sistemática,
contemplando obras clássicas e contemporâneas de autores de referência, como Teixeira (2005),
Drucker (2004), Libâneo (2002), Dourado (2008) e Luck (2009), entre outros. Foram analisados
livros, artigos científicos, documentos institucionais e publicações oficiais que tratam da gestão
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escolar sob diferentes perspectivas, a fim de interpretar as convergências e divergências teóricas
existentes.
A análise dos dados seguiu um procedimento de categorização temática, no qual as informações
foram organizadas de acordo com as três vertentes propostas por Brito (1994): gestão
pedagógica, gestão administrativa e gestão de espaços. Para cada vertente, foram identificados
conceitos-chave, funções, responsabilidades, desafios e estratégias de integração. Esta
sistematização possibilitou examinar de forma comparativa as contribuições dos diferentes
autores e avaliar as implicações práticas de suas ideias no funcionamento escolar.
Além da análise documental, este estudo adopta uma postura reflexiva, considerando a realidade
educacional moçambicana e relacionando as contribuições teóricas ao contexto local. Essa
perspectiva permitiu investigar possibilidades de aplicação das vertentes da gestão escolar como
instrumentos de fortalecimento da qualidade educacional, incentivando a participação colectiva,
a co-responsabilidade e a busca por resultados pedagógicos consistentes.
Dessa forma, a metodologia adoptada não se limita à descrição das vertentes, mas propõe uma
compreensão integrada e crítica, capaz de servir como subsídio para a formação de gestores e
para a melhoria da prática organizacional e administrativa das escolas.
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Capitulo II: Referencial Teórico
[Link] Básicos
A priori busca-se trazer o termo “Vertente”, que desmistificado, ajuda na compreensão do tema
em alusão. Assim sendo, segundo Teixeira (2005), Vertente é um termo empregado no sentido
figurado, que se refere a uma determinada perspectiva, a um dos lados de um determinado tema,
caso específico neste trabalho, que é a vertente de gestão escolar.
O termo Gestão é definido de diversas formas por vários autores, e neste presente trabalho
apresentam-se dois conceitos que em algum momento convergem e divergem nas suas
abordagens. Assim sendo Teixeira (2005) considera Gestão como um processo que permite a
obtenção de resultados (bens ou serviços) com o esforço dos outros. Esta deve incidir sobre as
pessoas, recursos, processos e resultados, promovendo acções recíprocas e orientando o sistema
no seu conjunto.
Enquanto, Drucker (2004), considera Gestão como uma aplicação ordenada e sistemática do
saber que envolve processos e resultados, pois o alcance destes implica o saber, o saber fazer e
saber ser.
Portanto, os dois autores citados apresentam uma abordagem comum na medida em que
convergem ao defenderem que a Gestão tem como finalidade a obtenção de resultados e,
divergem desde que Teixeira (2005), defende “obtenção de resultados” consequência do esforço
dos outros, ao passo que, Drucker (2004), enfatiza ser resultado da aplicação do conhecimento
das pessoas envolvidas.
Contudo, pode-se perceber “Gestão” como um processo que se efectiva através da participação,
comprometimento e responsabilização das pessoas com vista a atingir os objectivos previamente
definidos numa determinada organização.
Sobre o conceito da Gestão escolar Libâneo, (2002) considera ser um conjunto de normas,
directrizes, acções e procedimentos que asseguram a racionalização de recursos humanos,
materiais, financeiros e intelectuais, tendendo a formação de cidadãos com competências e
habilidades necessárias à inserção social.
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Por seu turno, Dourado (2008) refere que o conceito de gestão escolar é vista por alguns
estudiosos como a medição entre os recursos humanos, materiais, financeiros e pedagógicos,
existentes na instituição escolar, e a busca dos seus objectivos, não mais o simples ensino, mas a
formação para a cidadania.
Enquanto, para Luck (2009), gestão escolar relaciona-se a um processo de promover a
organização, a mobilização e a articulação das condições essenciais para garantir avanços do
processo sócio educacional das instituições de ensino, e possibilitar que elas promovam o
aprendizado dos estudantes de forma activa.
Portanto, os conceitos de gestão escolar apresentados pelos autores acima apresentam algumas
abordagens comuns visto que todos consideram ser um processo que se efectiva através da
racionalização dos recursos disponíveis, que por sua vez Libâneo (2002), acredita estar associada
a um conjunto de normas, directrizes, acções e procedimentos que asseguram a tal
racionalização. Contudo, Luck (2009), apresenta uma definição diferente e de certa forma
diferente com as dos dois outros autores, visto que, não envolve a racionalização dos recursos e
considera como um processo que garante avanços no processo sócio educacional.
Portanto, tendo em consideração ao presente estudo, pode-se considerar gestão escolar como um
sistema de organização da escola que envolve todos os sectores que se relacionam com as
práticas escolares, seu foco principal está no desenvolvimento sócio educacional eficaz da
instituição, com orientação voltada para atingir resultados motivar equipes e lideranças e
alcançar os objectivos com ênfase na qualidade do currículo.
[Link]ão Escolar
A Gestão Escolar anteriormente nomeada Administração Escolar, embora muitas de suas funções
que hoje lhes são atribuídas já existissem, é um termo recente. A mudança de denominação não
foi apenas na escrita, mas também de concepções teóricas a respeito dessa actividade, e, além
disso, reflecte as transformações oriundas de um determinado contexto histórico. Nas décadas de
70 e 80, o sistema escolar foi marcado pelo centralismo, autoritarismo e estruturas burocráticos
padrões. A unidade escolar era organizada de fora para dentro.
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Segundo Teixeira (2005), Gestão é o processo de se conseguir obter resultados (bens ou
serviços) com o esforço dos outros. O mesmo subdivide a gestão em quatro funções essenciais e
interligadas: planeamento, organização, direcção e o controlo. Gestão, é o estabelecimento de
objectivos e metas de carácter táctico e de curto prazo (um dia/um ano) tendo em conta os
recursos disponíveis de maneira a obter o melhor resultado.
Portanto, de uma forma geral, um dos objectivos não menos importante da gestão nada mais é do
que a promoção de aprendizagens efectivas e significativas aos sujeitos escolares, contribuindo
para o desenvolvimento de competências demandadas pela vida em sociedade. Diante destes
desafios, ganham importância os estudos sobre a gestão da escola e a actuação dos profissionais
que a promovem. Subsidiar a ampliação das compreensões sobre a gestão, investigar processos e
propor alternativas é, portanto, uma tarefa aberta a contribuições.
[Link] da organização e Gestão Escolar
Segundo Brito (1994), a escola apresenta três vertentes fundamentais que coincidem com as
principais áreas de gestão escolar, nomeadamente:
Gestão Pedagógico;
Gestão Administrativa;
Gestão de Espaços na organização e gestão escolar.
Todos os projectos da escola, actividades, serviços e órgãos deverão estar enquadrados nestas
vertentes. Não raras vezes, os principais “actores” do processo educativo descuram da sua
vocação e seu papel na escola, o que resulta muitas vezes em situações que levam a privilegiar
algumas destas vertentes em detrimento de outras. Para o desenvolvimento equilibrado das três
vertentes de gestão escolar, é necessária uma visão holística.
[Link] da Gestão Pedagógico
Segundo Armaral (2005), as Funções Pedagógicas respondem pela viabilização do trabalho
Pedagógico-Didáctico e por sua integração e articulação com os professores em função de
qualidade de ensino. Na escola, as funções pedagógicas estão relacionadas a actividades-fim,
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enquanto as administrativas estão relacionadas a actividades-meio, mas ambas estão
impregnadas do carácter educativo formativo próprio das instituições educacionais.
Pode-se destacar o conselho pedagógico, no qual envolve a participação dos professores, pais e
encarregados de educação e a comunidade, assim como a Assembleia da Escola; Conselho
Directivo e Conselho Disciplinar como os órgãos de gestão e apoio pedagógico que garante a
tomada de decisão para o funcionamento íntegro da instituição.
[Link].A Centralidade da Gestão Pedagógica
A gestão pedagógica é, de todas as dimensões da gestão escolar, a mais importante, pois está
mais directamente envolvida com o foco da escola que é o de promover aprendizagem e
formação dos alunos, conforme apontado anteriormente. Constitui-se como a dimensão para a
qual todas as demais convergem, uma vez que esta se refere ao foco principal do ensino que é a
actuação sistemática e intencional de promover a formação e a aprendizagem dos alunos, como
condição para que desenvolvam as competências sociais e pessoais necessárias para sua inserção
proveitosa na sociedade e no mundo do trabalho, numa relação de benefício recíproco. Também
para que se realizem como seres humanos e tenham qualidade de vida (Luck, 2009).
Já o programa de capacitação de gestores escolares, progestão, promovido pelo conselho,
representa a centralidade da gestão pedagógica ao estudar o projecto pedagógico, incluindo
outras dimensões no processo. Nela aparecem como subsidiárias, a dimensão financeira, a
dimensão administrativa e a dimensão jurídica.
[Link].Funções da Gestão Pedagógica
De acordo com Luck (2009), uma das funções da Gestão Pedagógica é a de diagnosticar
problemas de ensino aprendizagem estimulando a adopção de medidas pedagógicas preventivas,
a adequação de conteúdos, metodologias e práticas avaliativas, assim como, Dar assistência
pedagógica sistematizada aos professores.
Assim sendo, é da responsabilidade do director coordenar actividades pedagógicas ou do gestor
acompanhar relatórios que digam como está o desempenho de todos alunos da escola a fim de
organizar o grupo para tomarem as medidas necessárias e também acompanhar o
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desenvolvimento das acções educativas realizadas fora da sala de aulas que também estão
direccionadas para a formação dos alunos.
Segundo Reis (2007), uma das estratégias que tem trazido resultados positivos nos processos de
formação no local de trabalho, é a prática reflexiva que se baseia na premissa de que a
experiência no ambiente organizacional é, potencialmente uma das principais formas de
aprendizado e, por outro lado, na de que o exercício da reflexão, é estratégia que maximiza o
aprendizado à partir da experiência. Contudo, a prática reflexiva envolve um exame cuidadoso e
questionador de conhecimentos, pressupostos e conclusões. O gestor escolar não deverá decidir
sozinho o tipo de formação menos conteúdos a serem desenvolvidos. Deve fazê-lo em conjunto
com profissionais baseando-se nas informações sobre as necessidades da escola.
[Link].Funcionamento do Sector Pedagógico
De acordo com Luck (2009), defende sector pedagógico como de vital importância para o
sucesso da aprendizagem. De entre tantas atribuições destacam-se:
Elaboração, controle e avaliação dos projectos pedagógicos, visando continuidade de
acções e aprofundamento dos conteúdos para a boa formação académica;
Acompanhamento das tarefas e avaliações propostas pelos professores;
Atendimento dos pais nas dúvidas em relação ao processo de ensino e aprendizagem;
Orientação direita do aluno.
A responsabilidade é de coordenar, orientar, supervisionar e avaliar o desenvolvimento da
actividade pedagógica e académica, mobilizando as unidades para oferecer uma educação de
excelência objectivando a formação integral das pessoas e compromisso social.
[Link]ão administrativa
De acordo com Amaral (2005), o director da escola é o responsável pelo funcionamento
administrativo e pedagógico da escola, portanto precisa de conhecimentos tanto administrativos
quanto pedagógicos. A gestão financeira e administrativa compreende fundamentalmente a
gestão de recursos humanos, materiais e financeiro. É importante salientar que na escola todas
acções devem favorecer as actividades pedagógicas , sendo que nenhuma actividade-meio deve
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sobrepor a este rumo. Nas acções de cunho administrativo, estão incluídas as tarefas para dar o
apoio necessário ao trabalho do professor em sala de aula, envolvem as actividades-meio que
asseguram o atendimento dos objectivos e funções da escola que são: compreender e aplicar a
legislação escolar e as normas administrativas.
A gestão administrativa, portanto, se situa no contexto de um conjunto interactivo de várias
outras dimensões da gestão escolar, passando a ser percebida como um substrato sobre o qual se
assentam todas as outras, mas também percebido com uma óptica menos funcional e mais
dinâmica (Luck, 2009).
Segundo o autor acima, na vertente administrativa, os gestores responsáveis devem considerar
que:
Gerir os recursos físicos, materiais didácticos e financeiros: envolve as acções de
manutenção e conservação do edifício e suas instalações e a garantia da adequação destes
aos objectivos escolares. É o director quem deve dar garantia dos alunos, aos serviços
administrativos e pedagógicos e aos professores, das condições necessárias para o
desenvolvimento e garantia do trabalho, através de adequação e suficiência do mobiliário
e material didáctico.
Gerir e administrar as rotinas organizacionais e administrativas: refere-se a todas as
actividades de coordenação e acompanhamento do trabalho das pessoas, envolvendo
o cumprimento das atribuições de cada membro da equipa e realização do trabalho
em equipa, a manutenção do clima de trabalho e avaliação do desempenho e;
Administrar a secretaria escolar e os serviços gerais.
A gestão financeira da escola, a partir dos esforços pela democratização da educação e da gestão
escolar e dos movimentos de descentralização da gestão e construção da autonomia da escola,
ganhou uma expressão especial, favorecendo à escola a resolução de muitos de seus próprios
problemas de consumo, manutenção e reparos, pelo repasse de recursos a ela feito. A partir desse
enfoque, os sistemas de ensino têm destinado recursos para as escolas, em proporção ao número
de alunos nela matriculados, a fim de que possam realizar despesas diversas (Luck, 2009).
Portanto, todo director de escola assume responsabilidade pela gestão de recursos financeiros de
montante variável, de acordo com o número de seus alunos e as fontes de recursos disponíveis.
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Essa gestão é exercida com o apoio de uma estrutura colegiada (Caixa Escolar, Conselho
Escolar, Associação de Pais e Professores ou semelhante), que se constitua em uma
personalidade jurídica própria, sem fins lucrativos, formada por pais, professores, alunos e
funcionários da escola uma das estratégias.
[Link] ou Gestão Funcional e dos Espaços
Esta área da gestão é das que traz maiores preocupações para os Directores das escolas, dados os
custos envolvidos para a sua manutenção e o necessário apoio técnico permanente que ela
pressupõe. Vários factores contribuem para que as escolas estejam em permanente situação de
degradação, dentre elas à sob reutilização, a fragilidade dos materiais de construção e a
configuração dos próprios edifícios. A gestão dos espaços requer uma atenção mais cuidada e
permanente pelo facto de serem utilizados por todos quanto frequenta a escola. A preservação da
qualidade dos espaços e a sua qualificação deve ser da responsabilidade de todos os que nele
vivem e convivem e, uma das estratégias para conseguir que as pessoas se dediquem à
preservação dos espaços é desenvolver nelas o sentimento de pertença. É mais fácil e correcto,
responsabilizar os utentes pelos espaços por si utilizados do que pelos espaços utilizados por
outrem. Professores, alunos e funcionários deverão ser vinculados aos espaços, a determinadas
salas ou gabinetes para que se sintam proprietários dos mesmos e a partir daí assumem a
necessidade da sua preservação.
Segundo Brito (1995), uma das formas de prover o aproveitamento integral dos espaços é
diversificar as formas de utilização. Além dos espaços dedicados ao ensino (salas de aula),
podem-se promover espaços complementares de apoio ao ensino, como salas de estudo, salas de
convívio, salas de jogo, salas de reuniões e outras afins.
2.3.O Papel da Gestão Escolar Tomando em Conta as Três Vertentes
O papel da gestão é muito importante para que a escola dê certo, ou para que a escola realize
trabalho organizado é importante ter lá a gestão.
Segundo Libâneo (2004), nem toda gestão pode ser democrática e participativa.
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Num regime ditatorial e quase que impossível se falar ou aplicar este modelo de gestão, para este
a do tipo técnico-científico, que segundo o autor a direcção é centralizada numa pessoa, as
decisões vêm de cima para baixo, bastando cumprir um plano previamente elaborado, sem a
participação de professores, especialistas e usuários da escola. A gestão para ser democrática e
participativa em que haver a participação de todos os envolvidos no processo educacional do
contrário ela não pode ser intitulada desta forma.
Libâneo (2004), afirma que a participação é o principal meio de assegurar a gestão democrática
da escola, possibilitando o envolvimento de professores e usuários no processo de tomada de
decisões e no funcionamento da organização escolar.
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Capitulo III: Conclusão
O estudo realizado permitiu apreender que a gestão escolar, compreendida a partir de suas
vertentes pedagógica, administrativa e de gestão de espaços, configura-se como um processo
complexo, dinâmico e essencial para o funcionamento eficiente da instituição educativa. As
diferentes perspectivas apresentadas por autores como Teixeira, Drucker, Libâneo, Dourado e
Luck demonstram que, embora haja diversidade nas definições, todas convergem para a
compreensão da gestão como um instrumento de mobilização de recursos humanos, materiais e
intelectuais, orientado para a promoção de aprendizagens significativas e para a formação cidadã.
A análise evidenciou que a vertente pedagógica constitui o núcleo central da gestão escolar, pois
é nela que se concentram as acções voltadas directamente ao processo de ensino-aprendizagem.
A vertente administrativa, por sua vez, garante o suporte estrutural e organizacional necessário
para que as actividades pedagógicas se desenvolvam de forma plena, enquanto a gestão de
espaços assegura as condições físicas e ambientais adequadas à prática educativa. O equilíbrio
entre essas vertentes, portanto, é condição indispensável para a eficácia e a qualidade do trabalho
escolar.
Também se constatou que uma gestão escolar eficaz exige mais do que competências técnicas:
requer liderança participativa, capacidade de articulação e visão estratégica que integre todos os
sectores da escola. Somente por meio de uma acção coordenada, transparente e comprometida é
possível promover uma educação que atenda às demandas sociais, contribua para o
desenvolvimento integral do aluno e fortaleça a cidadania.
Conclui-se, assim, que compreender as vertentes da organização e gestão escolar não é apenas
um exercício teórico, mas uma necessidade prática diante dos desafios educacionais
contemporâneos. A aplicação integrada dessas vertentes, aliada a uma gestão democrática e
participativa, representa um caminho seguro para transformar a escola num espaço de excelência
académica, inclusão e desenvolvimento humano.
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Referencias Bibliográficas
Amaral C. (2005). Funções Administrativas, Pedagógicas e Sociais do director da escola. São
Paulo.
Brito, C. (1994). Gestão participativa: na Escola todos somos gestores, terceira, Edição. Lisboa:
Porto Editora.
Dourado, L. F. (2008). Gestão da educação escolar, (3ª edição). São Paulo.
Drucker, F. (2004). Organização e Gestão da Escola: Teoria e Prática. 5. ed. Goiânia: Editora
Alternativa.
Libâneo, J. C. (2002). Educação Escolar: políticas, estrutura e organização, São Paulo: Cortez.
Luck, H. (2009).o trabalho do gestor escolar, edição DP. Rio de Janeiro.
Reis, G.G. (2007). Experiência ao aprendizado a prática reflectiva com recurso no processo de
coaching de executivos. Rio de Janeiro: AMPAD.
Teixeira, S. (2005).Gestão das organizações, (2ª edição). McGraw-Hill.