1.
Conceito
A evolução da administração pública é um processo de aperfeiçoamento dos serviços
prestados pelo Estado à população. E esta é representada por três modelos, a saber:
administração pública patrimonial, administração pública burocrática e administração
pública gerencial; os quais se visam supri uma deficiência do modelo anterior,
introduzindo novos conceitos ou mudando conceitos ineficientes e prejudiciais ao
aparelho do Estado.
[Link] da administração publica
Historicamente, a Administração Pública sofreu grandes mudanças em sua forma de
Gestão, tendo como base os seguintes “modelos”: Patrimonialista, Burocrático e
Gerencial. A "evolução" da administração pública
A administração pública patrimonialista foi trazida pelos europeus no século XVIII,
estes eram detentores de uma ideologia que tirava o sentido do Estado. Pois este não era
visto como uma empresa a serviço da população, mas sim como os clientes da
população, ou seja, o Estado em vez de servir a população com a finalidade de satisfazer
ou dar condições para que esta satisfaça suas necessidades, agia como uma entidade que
deveria ter suas necessidades satisfeitas por meio do trabalho da população. Por este
motivo os servidores ou funcionários públicos eram vistos como nobres e recebiam este
título por indicações do soberano, que o fazia como prova de gratidão e defesa de seus
interesses.
Modelo Patrimonialista No Brasil, predominou até 1930 o modelo Patrimonialista.
Neste modelo, os governantes consideram o Estado seu patrimônio, dispondo dos bens
públicos como sendo de sua propriedade. O aparelho do Estado funciona como uma
extensão do poder do soberano. A característica principal é a indistinção entre a res
publica (coisa pública, patrimônio do povo). Essa indistinção colabora para que haja
uma grande confusão entre o patrimônio público e o privado e essa confusão
proporciona aos Soberanos um cenário propício para a apropriação indevida dos bens
públicos. A corrupção e o nepotismo são inerentes a esse tipo de administração Modelo
Burocrático Com o objetivo de proteger a coisa pública, surge o modelo Burocrático,
idealizado pelo sociólogo alemão Max Weber. A Administração Pública Burocrática foi
implementada no Brasil durante o Governo Vargas (1930), tendo sido impulsionada
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uma reforma na lógica desse modelo, com a criação do Departamento Administrativo
do Setor Público (DASP).
Esse modelo foi implementado com o objetivo de suprimir o modelo Patrimonialista, de
modo a organizar e racionalizar a Administração Pública no Brasil.
Para Silva (2015) os ideais democráticos foram propulsores nessa transição entre os
modelos de administração, pois, passaram a pressionar para que houvesse uma
administração pública profissionalizada, sem a pessoalidade do modelo Patrimonialista,
com tratamento igualitário entre os administrados. A administração burocrática se
orienta pelo cumprimento às normas, à formalidade e ao profissionalismo, ou seja, a
igualdade sendo manifestada por meio de regras formais.
A administração burocrática se orienta pelo cumprimento às normas, à formalidade e
ao profissionalismo, ou seja, a igualdade sendo manifestada por meio de regras formais.
Nessa perspectiva, trouxe novos conceitos à Administração Pública: a separação entre a
coisa pública e a privada, regras legais e operacionais previamente definidas,
reestruturação e reorientação da administração para atender ao crescimento das
demandas sociais e aos papéis econômicos da sociedade da época, juntamente com o
conceito de racionalidade e eficiência administrativa no atendimento às demandas da
sociedade. (PALUDO, 2012, p. 56).
Modelo Gerencial A administração Gerencial surge com o objetivo de corrigir as
disfunções da burocracia. Possui um posicionamento que privilegia a inovação,
contrariando a Administração Burocrática, com mecanismos de gestão que valorizam o
cidadão, objetivando oferecer serviços de qualidade. Um novo modelo de
Administração baseado “em valores de eficiência, eficácia e competitividade”
(SECCHI, 2009, 354).
A administração pública gerencial é orientada para o cidadão. Barzelay (1992, p. 8)
diferencia os momentos e foco ao referir que “a agência burocrática concentra-se em
suas próprias necessidades e perspectivas, a agência orientada para o consumidor
concentra-se nas necessidades e perspectivas do consumidor”. Esse tipo de
administração parte do princípio de que é preciso combater o nepotismo e a corrupção,
mas que, para isso, não são necessários procedimentos rígidos. (BRESSER-PEREIRA;
SPINK, 2006, p. 29).
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Bresser-Pereira e Spink (2006) traçam características básicas na lógica da administração
pública gerencial: orientada para o cidadão e obtenção de resultados; pressupõe que
políticos e funcionários públicos sejam merecedores de grau [limitado] de confiança;
serve-se da descentralização e do incentivo à criatividade e à inovação.
1.2.O principal objectivo do estudo de Administração pública
A Administração Pública tem como objetivo trabalhar em favor do interesse público e
dos direitos e interesses dos cidadãos que administra. Ou seja, nela estão duas atividades
distintas como a superior de planejar e a inferior de executar.
1.3. Quando fala-se da administração pública devemos ter presentemente alguns
aspectos, mencione-as.
A administração tem quatro funções essenciais, que norteiam todo o trabalho realizado
em uma organização e que também são:
Planejar - A função se relaciona à definição e metas para o futuro. É nesta fase que se
questiona onde a empresa quer estar no futuro e de que forma ela pretende chegar lá,
definindo-se então as tarefas e os recursos necessários. Há três fatores bem importantes
nesta função: identificar as oportunidades, interpretar dados e analisar recursos
disponíveis.
Organizar -Feito o planejamento, é hora de segui-lo. Basicamente, se trata de: o que
será feito, como será feito e quem fará. As tarefas serão designadas, os recursos
alocados e as atividades coordenadas. Esta função pode abranger várias outras fases,
como definição de estruturas organizacionais e composição de níveis hierárquicos.
Dirigir -Liderar e motivar, conduzindo as pessoas para que realizem os objetivos e
metas estabelecidos pelo planejamento. É também a função de tomada de decisões.
Controlar-A quarta função do processo administrativo é monitorar as atividades
realizadas e compará-las com o planejado. É basicamente verificar a execução e avaliar
os resultados.
1.4. Quais são os órgãos da administração pública?
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Os órgãos públicos são as repartições internas do Estado, criados a partir da
desconcentração administrativa, com a finalidade de desempenhar funções estatais,
sendo despidos de personalidade jurídica. Ou seja, é o compartimento na estrutura
estatal a que são cometidas determinadas funções, sendo integrado por agentes públicos
que, quando as executam, manifestam a própria vontade do Estado.
Órgão público (CNPJ)
Os órgãos públicos embora não sejam entes personalizados, possuem o registro do
CNPJ, que serve apenas para fins fiscais de reconhecimento. Exemplo: Casas
Legislativas (Assembleias Legislativas e Câmaras Municipais).
Entidade, órgão e agente público.
Entidade – Estado (pessoa jurídica de direito público).
Órgão – unidade despersonalizada, instituída para desempenhar funções do
Estado que a criou.
Agentes Públicos – são pessoas naturais que atuam nos órgãos públicos em
imputação a pessoa jurídica que está ligada.
Órgão público – personalidade judiciária
A regra geral é de que só os entes personalizados, com capacidade jurídica, têm
capacidade de estar em juízo, na defesa dos seus direitos. O entendimento doutrinário
foi acolhido pela jurisprudência no sentido de admitir que órgãos sem personalidade
jurídica possam em juízo defender interesses e direitos próprios, excepcionalmente, para
manutenção, preservação, autonomia e independência das atividades do órgão em face
de outro Poder. Isto é, o órgão público, em regra, não pode ter capacidade processual,
esse foi o entendimento do STF, acórdão proferido na Pet. 3.674-QO/DF, em que não
conheceu uma ação popular ajuizada em desfavor do Conselho Nacional do Ministério
Público, por entender que se trata de órgão e não de pessoa jurídica, como o exige a lei
processual (Informativo STF nº 443/2006).
2. As manifestações de Administração pública começam?
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As manifestações de Administração publicas começam na medida em que interfere nas
activiadades da sociedade. De modo a melhorar.
2.1. Existem alguns aspectos regulados pelo estado, Identifique-as.
Embora positivistas neguem que haja direitos fundamentais para os estados,
tradicionalmente, a doutrina elenca-os como sendo cinco: a independência, a
conservação, a igualdade, honra ou respeito e o livre comércio.
2.2. Mencione e explique Como são desenvolvida as actividades administrativas
pública.
a) Administração Pública Estadual – promove todas as iniciativas para satisfazer os
interesses da população de seu limite territorial geográfico como Estado – membro.
b) Administração Pública Municipal – zela pelos interesses da população local dentro
dos limites territoriais do Município.
c) A Administração Regional (autónoma) tem a mesma matriz organizacional da
Administração direta do Estado e da Administração indireta do Estado. Por isso,
também na Administração Regional (autónoma) é possível distinguir a
Administração direta (com serviços centrais e periféricos) e a Administração
indireta (com Serviços personalizados, Fundos personalizados e Entidades públicas
empresariais).
d) A Administração Local (autónoma) obedece, também, ao mesmo modelo: serviços
de administração direta (centrais e periféricos) e indireta (entidades públicas
empresariais). A Administração Local (autónoma) é constituída pelas autarquias
locais (pessoas coletivas de base territorial, dotadas de órgãos representativos
próprios que visam a prossecução de interesses próprios das respetivas populações).
2.3. Quais são os aspectos que existe em comum entre a administração pública e
privada?
Gestão Pública e Gestão Privada aplicam ciclo pdca
O Ciclo PDCA É uma ferramenta utilizada para solucionar problemas que não são
facilmente visualizados.
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As duas gestões convergem na busca da eficácia, da eficiênciae da efetividade
das suas organizações
Tanto o sector público quanto o privado são incumbidos da prestação de contas
para com os cidadãos
Na busca da inovação as duas gestões convergem
2.4. Existe diferença entre administração pública quanto ao objectivo e quanto ao
fim, Indique-as.
Quanto ao objectivo
Garantir a execução das leis, Assegurar o funcionamento da Administração Pública,
Promover a satisfação das necessidades coletivas.
Quanto ao fim,
Garantir do bem-estar social; ou defesa dos interesses da comunidade; ou zelar pelo
bem comum da coletividade. A afirmativa comum é de que a atividade do administrador
deve ser orientada para esse objetivo.
3. A administração pública torna-se impossível de reger se pelo os mesmos
princípios que Administração privada. Porquê
Facto de a Administração Pública prosseguir interesses públicos não significa que
estes não possam também ser prosseguidos por entidades privadas. Nesses casos,
estamos perante o exercício privado de funções públicas.
Existe tendência de dois ordenamentos distintos de regulação. A Administração
Privada rege-se com base no Direito Privado, enquanto que a Administração Pública
se rege, em regra, com base no Direito Administrativo; o Sujeição a diferentes
princípios jurídicos fundamentais – a Administração Privada, regendo-se pelo
Direito Privado, tem por base o princípio de liberdade, ao passo que a
Administração Pública se associa ao princípio de competência ou legalidade.
Resolução de litígios feita por via de regra, em tribunais distintos – a Administração
Privada submete-se ao agir dos tribunais comuns, enquanto a Administração Pública
se submete aos tribunais administrativos e fiscais.
3.1. Descreva os elementos que corporizam o estado.
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População: entende-se pela reunião de indivíduos num determinado local,
submetidos a um poder central.
Território: espaço geográfico onde reside determinada população. É limite de
atuação dos poderes do Estado.
Soberania: é o exercício do poder do Estado, internamente e externamente
3.2. Para que o estado desenvolva as suas atribuições é necessário alguns pontos.
Quais?
Os elementos essenciais para a formação do Estado é o território, a população e a
soberania, que é garantida por meio das leis e do estabelecimento de suas fronteiras.
Assim, ele representa tudo o que é público dentro de um país, incluindo uma série de
instituições, tais como as escolas, os hospitais, as forças armadas, as prisões, a polícia,
os órgãos de fiscalização, as empresas estatais, entre outras
3.3. Explique as modalidades marxistas que distinguem as funções do estado
Sua função é atender as necessidades coletivas e também a função do Estado na teoria
marxiana estaria em defender os interesses das classes dominantes por meio de seus
instrumentos de regulação: sistema jurídico e o aparado militar e policial.
3.4. Existem modalidades técnicas, económica e a política. Qual é a diferença que
existe entre elas?
Podemos dizer que a política econômica consiste no conjunto de ações governamentais
que são planejadas para atingir determinadas finalidades relacionadas com a
situação econômica de um país. Enquanto que a política busca um consenso para a
convivência pacífica em comunidade. Por isso, ela é necessária porque vivemos em
sociedade e porque nem todos os seus membros pensam igual.
4. Qual é o papel que a política desempenha na administração pública?
Sendo que administração publica desempenha um papel muito importante na
governação de um estado a política veio fazer um auxilio como incluir a definição de
agendas, o desenvolvimento de alternativas, a implementação de decisões e a avaliação
de medidas públicas, tarefas nas quais os gestores públicos podem desempenhar um
papel importante. A política também podem desempenhar um papel maior do que o
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usual na tomada de decisão, sendo que a política como a escolha ética de prioridades
para conduzir os destinos da comunidade.
Referências bibliográficas
BARZELAY, Michael. Breaking Through Bureaucracy. Berkeley: University of
California Press, 1992.
BRESSER-PEREIRA, Luiz Carlos. Reforma do Estado para a Cidadania: reforma
gerencial brasileira na perspectiva internacional. São Paulo: Ed. 34. Brasília: ENAP,
1998.
BRESSER-PEREIRA, Luiz Carlos; SPINK, Peter. Reforma do Estado e administração
pública gerencial. 7ª ed. Rio de Janeiro: Editora FGV, 1998.
PALUDO, Augustinho. Administração Pública para Auditor Fiscal da Receita Federal e
Auditor Fiscal do Trabalho. Rio de Janeiro: Campus-Elsevier, 2012.
SECCHI. Leonardo. Modelos Organizacionais e Reformas da Administração Pública.
Revista de Administração Pública – RAP. Rio de Janeiro, 43 (2), Mar/Abr: 2009.
SILVA, Adival do Carmo. Evolução da administração pública no Brasil e tendências de
novos modelos organizacionais. Cuiabá, 2015.