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Nina Rodrigues: Racismo e Eugênia no Brasil

O documento aborda a biografia de Nina Rodrigues, um médico e antropólogo brasileiro nascido em 1862, cujas ideias racistas influenciaram a percepção sobre mestiços e a criminalidade. Ele defendia a eugenia e o branqueamento da população, utilizando pseudociência para justificar suas teorias raciais. O texto também discute o racismo científico, destacando seu uso na ideologia nazista e suas implicações históricas.

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Nina Rodrigues: Racismo e Eugênia no Brasil

O documento aborda a biografia de Nina Rodrigues, um médico e antropólogo brasileiro nascido em 1862, cujas ideias racistas influenciaram a percepção sobre mestiços e a criminalidade. Ele defendia a eugenia e o branqueamento da população, utilizando pseudociência para justificar suas teorias raciais. O texto também discute o racismo científico, destacando seu uso na ideologia nazista e suas implicações históricas.

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Guia 1

BIOGRAFIA

Nasceu em 4 de dezembro de 1862 em Vargem Grande, no Maranhão. Seus


pais possuíam uma fábrica em que a principal forma de mão de obra era
escravizada. Em 1862, fez faculdade de Medicina no RJ e se graduou em 1889.
Nesse mesmo ano, publicou uma monografia chamada: “Métissage,
Dégénérescence et Crime”.
Na verdade, na época suas ideias eram tão vangloriadas que ganhou
diversos cargos importantes, Adjunto da 2ª Cadeira de Clínica Médica da Faculdade de
Medicina da Bahia, onde resumidamente, ele era professor da Clínica Médica dentro da
Faculdade de Medicina, na Bahia. Ele teve diversos trabalhos rejeitados pela CÁTEDRA, ou
seja, ele já tinha um alto nível de reconhecimento sobre seus trabalhos, basicamente alto
nível de docência. Pensando nisso, dá pra dizer que suas obras e ideias chegaram a
DIVERSAS pessoas, e isso provavelmente se espalhou muito, sendo possivelmente boa
parte das pautas racistas que temos hoje.
Nina Rodrigues por mais que tenha feito diversos trabalhos, nunca deixou de ser
clínico, sendo sua principal profissão. Dentro do contexto da época (escravidão), suas
principais indagações como antropologo e etnologo eram o negro e o mestiço. Publicou
muitos artigos que eram principalmente racismo disfarçados de ciência.
Morreu em 1906, em 17 de Julho (antes de completar 44 anos), em Paris, por conta
de um combo cardíaco e uma tuberculose avançada.
IDEAIS

No livro “Métissage, Dégénérescence et Crime”, já citado antes, falava sobre


algumas de suas ideias já. Veja: na monografia, falava sobre como a miscigenação
e a mistura racial criaram produtos (pessoas) “defeituosas” (fisicamente e
moralmente). Esses produtos levariam a degeneração da raça ao passar das
gerações, e fundamentava isso com base na antropologia da época (muitas
consideradas falsas) para provar que os traços físicos de mestiços eram
decadentes. Isso tudo leva ao último ponto, em que esse caos físico e mental
levaria gradualmente os mestiços serem mais propensos a condições criminosas, e
por isso deveria haver um diferente código penal para os mesmos.
Então basicamente, o que ele queria passar com isso era que com a mistura
racial, iriam nascer anormalidades que seriam mentalmente e fisicamente inferiores.
As mesmas seriam mais sucessivas à criminalidade e mal hábitos, levando aos
poucos a degeneração das raças.
EUGÊNIA

Primeiramente, é necessário explicar do que se trata a Eugênia. Ela vem do


grego e significa “boa linhagem”. A ideia dada por Galton (criador da ideia) é de que
a miséria era uma característica inata na linhagem humana, e que para evitar esse
problema, bastava os ricos terem mais filhos que os pobres. Rapidamente, essa
idéia virou base científica para os racistas, em que uma sociedade melhor era uma
menos pobre, ou seja, menos negra, cigana, semita, etc.
No Brasil agora, existiu a criação de Clubes de Eugênia. Basicamente, esses
clubes estavam dispostos a debater sobre o futuro da eugênia no Brasil. Era
debatido sobre as formas de aplicar o branqueamento da população, e ideias como
“seleção natural” (não a de darwin), que dizia que os negros iriam parar de serem
escravizados (Lei Aurea), os africanos iriam parar de vir e a migração europeia
estava a aumentar, tudo isso combinado faria com que os negros em um século
desaparecessem. Essas idéias extremistas eram debatidas principalmente para ver
quais as melhores opções. Teve um específico em que a ideia era: Por que primos
ricos e brancos não se casam para deixar descendentes brancos? Aí perceberam
que era melhor evitar as doenças que seriam transmitidas hereditariamente.
RACISMO CIENTÍFICO

O Racismo científico ou biológico, é o uso da ciência para bases racistas.


Usa muito da pseudociência para fazer suas ideias terem sentido, enquanto elas
não possuem comprovação ou são apenas baseadas em preconceito. Temos como
exemplo:
- Hierarquia Racial, a qual prega que existem raças mais fortes, mais desenvolvidas,
com genes melhores, etc.
- Características Inatas: Certas raças nascem mais aquilo ou menos aquilo desde
seu nascimento, que aquilo é algo INERENTE da raça.
- Classificação Racial: Determinar as raças conforme cor de cabelo, tipo, cor da
pele, mediação do crânio, tudo apenas para determinar uma raça como
minimamente diferente e desigual.
Mas e então, na prática, como foi aplicado? Temos um dos maiores
exemplos de crimes contra a humanidade: O Nazismo. Todos sabemos do horror
que foi, e ele aplicou muito do racismo científico para sua ideologia. Tal como a
questão da preservação da raça ariana, branca, loira e de olhos azuis, contra
qualquer tipo de deficiência e cores, até mesmo religiões.
Guia 2

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