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Sensoriamento Remoto e Fotografia Aérea

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Laura Carvalho
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1.

Introdução

O Sensoriamento remoto é um meio de obter informações da superfície da Terra


através de um sensor remoto, como o próprio nome diz, ou seja, os dados são coletados sem o
contato físico e com a perspectiva por cima do solo.
Em geral, esses dados são obtidos através de fotografias “normais” e por câmeras
especiais que captam imagens por comprimentos de ondas além dos visíveis aos olhos
humanos (INPE). Essas que são tiradas em aviões, satélites, radares, balões, sensores
meteorológicos, após o registro e coleta dessas informações da Terra de uma determinada
área essas imagens são utilizadas para mapeamento e estudo, principalmente, para
interpretação de paisagem e mapas topográficos.
Em campo, essas fotografias são captadas em três níveis de
altitude diferentes: orbital, aéreo e solo. Onde, respectivamente, são
utilizados por equipamentos mais modernos e rebuscados como os
satélites, por aviões e equipamentos de uso terrestres. O presente
trabalho abordará o nível aéreo.
Imagens extraída de: [Link]

2. Desenvolvimento

A fotografia aérea foi a precursora para o surgimento do sensoriamento remoto. Seu


primeiro registro foi feito em 1858 em Paris quando fulano de tal sobrevoou a cidade em um
balão e a fotografou. Mesmo nos dias atuais parecendo ser uma ação simples, foi este
acontecimento que deu início às geotecnologias que foram evoluindo tecnologicamente a
ponto de existir aviões e drones especializados para mapeamento.
Na obtenção de dados para o mapeamento digital, existem 3 formas de tirar, visualizar
e estudar as fotografias aéreas. São elas, a vertical, oblíqua alta e a oblíqua baixa. A técnica
de aerofotografia vertical consiste em capturar a imagem com a lente virada totalmente para o
solo, é a forma mais passível a tratamento de imagem para correção de distorções
geométricas e de perspectiva para possuir melhor precisão, tornando-se ortofotos usadas na
cartografia para análise fotogramétrica e fotointerpretação.
Nas técnicas oblíqua alta e a baixa, ambas são fotos tiradas com algum ângulo de
inclinação em relação ao horizonte. Elas se diferenciam, pois na oblíqua baixa o horizonte
não compõe a foto, por ter um ângulo de inclinação em relação ao 90 graus do solo menor. E
na oblíqua alta o próprio horizonte está incluído na foto, sua inclinação em relação ao eixo
perpendicular ao solo é alta.
Uma técnica muito importante no mapeamento digital a partir de fotografia aérea é a
de estereoscopia, ela acontece quando é preciso ter no produto final mapas de visualização
tridimensional, ela é feita a partir da sobreposição entre uma ou mais imagens conforme a
figura abaixo:

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