Universidade Federal do Ceará
Campus de Crateús
HIDRÁULICA APLICADA
Unidade 2: Escoamento
permanente e uniforme em
condutos forçados
A experiência de Reynolds
A experiência de Reynolds
Estudando a lei da resistência do fluido em escoamentos em condutos
forçados, Reynolds realizou experimentos em dois equipamentos
distintos.
O primeiro, tinha o objetivo de visualizar o movimento das partículas
fluidas, a fim de identificar o aparecimento de turbilhões.
A experiência de Reynolds
O segundo foi construído
com o intuito de medir as
resistências e velocidades
dos escoamentos para
tubulações de diferentes
diâmetros, utilizando água
com diferentes
temperaturas, ou seja,
mudando a viscosidade do
fluido (para líquidos, a
viscosidade diminui com o
aumento da temperatura).
Os experimentos foram
realizados em 1880.
A experiência de Reynolds
Devido ao efeito da viscosidade, o escoamento de fluidos reais
pode ocorrer de três modos distintos. As características destes
regimes foram inicialmente observadas por Reynolds em 1883.
A experiência de Reynolds
Reynolds generalizou os resultados do seu experimento com a
introdução do termo adimensional Rey, conforme equação abaixo
assim os escoamentos em tubulações são classificados em:
VD V = velocidade do fluido (m/s)
Rey D= diâmetro da canalização (m)
ν = viscosidade cinemática (m²/s)
• ESCOAMENTO LAMINAR: Os atritos que ocorrem são de origem viscosa*
(Re < 2.300). *Ver efeito da camada limite laminar
• ESCOAMENTO TRANSICIONAL: Neste regime os atritos são preponde-
rantemente viscosos (2.300 < Re < 4.000).
• ESCOAMENTO TURBULENTO: Neste regime os atritos são gerados pela
rugosidade (Re> 4.000).
Camada limite, zona de
turbulência e filme laminar
Quando um fluido escoa sobre uma superfície, observa-se a
existência de uma camada de fluido contígua a essa superfície
(camada limite), onde se verifica a variação de velocidade do fluido
para a superfície.
A partir da aresta inicial do
conduto, constitui-se uma
camada de escoamento laminar
(camada limite) que vai
aumentando em espessura
até um ponto crítico.
À medida que aumenta a espessura da camada limite, decresce a
sua estabilidade, até um ponto T, de transição, onde se rompe o seu
equilíbrio.
Camada limite, zona de
turbulência e filme laminar
A partir desse ponto crítico, a espessura da camada laminar se reduz
a um valor , que se mantém aproximadamente constante
(subcamada laminar ou filme laminar).
No ponto T, tem inicio uma
camada turbulenta, cuja
espessura vai aumentando
rapidamente.
Se o escoamento na tubulação
for laminar, o fluido percorrerá
uma distância relativamente
grande, até que o perfil normal das velocidades seja atingido, isto
porque é necessário que a camada limite continue a se expandir até
atingir as vizinhanças do eixo do tubo.
Camada limite, zona de
turbulência e filme laminar
No escoamento turbulento, o ponto crítico T ocorre a uma pequena
distância da entrada; a partir desse ponto, a espessura da camada
turbulenta aumenta tão rapidamente que o perfil normal de
velocidade é obtido a uma distância relativamente curta.
Portanto, no escoamento de fluidos em canalizações existe sempre
uma camada laminar, mesmo no
caso de regimes turbulentos.
A espessura dessa camada
depende do número de Reynolds,
sendo mais fina para os valores
mais elevados de Rey.
A camada laminar é de grande
importância nas questões relativas
à rugosidade dos tubos.
Camada limite, zona de
turbulência e filme laminar
A experiência de Reynolds
Reynolds generalizou os resultados do seu experimento com a
introdução do termo adimensional Rey, conforme equação abaixo
assim os escoamentos em tubulações são classificados em:
VD V = velocidade do fluido (m/s)
Rey D= diâmetro da canalização (m)
ν = viscosidade cinemática (m²/s)
ESCOAMENTO LAMINAR:
o fluido escoa em blocos ou
lâminas, de forma que o perfil
de velocidades é parabólico.
Os atritos que ocorrem são de
origem viscosa* (Re < 2.300).
*Ver efeito da camada limite laminar
A experiência de Reynolds
ESCOAMENTO TRANSICIONAL: nesta categoria, o efeito da rugosidade ou
das asperezas das paredes é encoberto pela existência de um filme
viscoso que lubrifica a região de contato.
O movimento das partículas é caótico, porém a velocidade média é
orientada na direção do eixo do escoamento. Neste regime os atritos são
preponderantemente viscosos (2.300 < Re < 4.000).
ESCOAMENTO TURBULENTO:
é caracterizado pela ação das
asperezas das paredes, que
geram vórtices (movimentos
rotacionais) que incrementam
a perda de energia. Neste regime
os atritos são gerados pela
rugosidade (Re> 4.000).
A experiência de Reynolds
Devido à baixa viscosidade cinemática da água o regime de
escoamento é quase sempre turbulento.
No diagrama de velocidades, verifica-se que no caso dos regimes turbulentos
existe uma menor variação da velocidade na secção transversal porque as
partículas ocupam aleatoriamente posições diferentes na secção transversal,
as partículas podem passar da posição perto da parede do tubo para uma
posição perto do centro de gravidade da seção, existindo, por isso maior
uniformidade no diagrama de velocidades.
Em regime laminar, o diagrama de
velocidades caracteriza-se por
um elevado gradiente perto
as paredes do tubo e uma
pequena variação no centro do
tubo. Em regime laminar a variação
em toda a secção é superior.
Desenvolvimento
do escoamento
Seção 1 perfil uniforme
Trecho 1-2 perfil não uniforme camada limite
Seção 2 perfil constante final de le
Trecho 2-3 escoamento melhor descrito
Trecho 3-4 escoamento complexo como na entrada
Trecho 4-5 ainda influência da curva
Perda de carga ao longo
da canalização
A perda de energia causada pelo atrito em uma tubulação é
comumente denominada perda de carga de atrito (hf). Trata-se da
perda de carga (altura) causada pelo atrito entre a parede do tubo e
a dissipação da viscosidade na água que flui.
Algumas vezes, a perda de atrito é denominada perda primária,
devido à sua magnitude, todas as outras perdas são denominadas
perdas secundárias.
No último século foram realizados diversos estudos sobre as leis que
governam a perda de carga devido ao atrito. A partir deles,
descobriu-se que a resistência do escoamento em um tubo é:
Perda de carga ao longo
da canalização
A resistência do escoamento em um tubo é:
Independente da pressão sob a qual a água escoa;
Linearmente proporcional ao comprimento do tubo (L);
Inversamente proporcional a alguma força do diâmetro do
tubo (D);
Proporcional a alguma força da velocidade média (V);
Relacionada à rugosidade do tubo, se o fluxo for turbulento.
Para uma tubulação, a perda de carga pode ser expressa na
seguinte fórmula básica:
Os efeitos das variações de densidade e viscosidade
LV n
hf k n da água nas temperaturas e velocidades usuais
D podem ser consideradas desprezíveis na prática ou
incluídas no coeficiente k.
Perda de carga ao longo
da canalização
A equação de fluxo em tubos mais popular foi criada por Henri
Darcy (1803-1858), Julius Weisbach (1806-1871) e outros por volta
da metade do século XIX. A equação tem a seguinte forma:
2
L V
hf f
D 2g
Essa equação é conhecida como equação de Darcy-Weisbach ou
simplesmente como fórmula universal. Ela está convenientemente
expressa em termos da altura de velocidade no tubo.
Além disso, é dimensionalmente uniforme, visto que, na prática da
engenharia, o fator de atrito (f) é tratado como um fator numérico
adimensional; hf e v2/2g são unidades de comprimento.
Fator de Atrito
Para um fluido como a água escoando em regime permanente e
uniforme através de uma tubulação circular com diâmetro (D)
constante, e comprimento (L). As forças que atuam sobre fluido
são: forças de pressão, gravidade e cisalhamento devido ao
atrito com a parede da tubulação.
Na condição de equilíbrio
dinâmico das forças no
escoamento permanente,
tem-se:
4 o L
H
D
τo é a tensão média de cisalhamento (tensão trativa média ou
tensão tangencial média) entre o fluido e o conduto.
Fator de Atrito
Observa-se a tensão de cisalhamento varia
4 o L linearmente com o raio da tubulação,
H independentemente do movimento ser
D laminar ou turbulento e da parede da
tubulação ser lisa ou rugosa.
Igualando com a fórmula universal de perda de carga, após
algumas manipulações tem-se:
o f Onde o termo u * o é definido
V como velocidade de atrito ou velocidade de
8 cisalhamento.
Fator de Atrito
No escoamento laminar a velocidade do fluxo possui um formato
paraboloide e varia com o raio do tubo, onde seu máximo
localiza-se no centro do tubo.
Desta forma o valor da perda de carga ∆H comparada a fórmula
universal tem-se, que o fator “ f ” no regime laminar pode ser
representado fórmula de Hagen-Poiseuille, a qual depende
apenas do número de Reynolds, independente da rugosidade da
tubulação.
64
f
Re y
Fator de Atrito
No escoamento turbulento o agrupamentos de moléculas
animadas transportam a velocidade de perturbação de forma
caótica para camadas adjacentes do fluido, produzindo forças
tangenciais de intensidade muito maior do que no escoamento
laminar.
Quando o número de Reynolds se aproxima de um valor mais
alto, ou seja, Rey >> 2.300, o fluxo no tubo se torna praticamente
turbulento, e o valor de (f) se torna menos dependente do
número de Reynolds, porém mais dependente da rugosidade
relativa (ε/D) do tubo.
A quantidade (ε) é uma medida da altura da rugosidade absoluta
das irregularidades da parede do tubo, e D é o diâmetro do tubo.
Fator de Atrito
- Rugosidade absoluta ε
- Rugosidade relativa ε/D
Liso Transição Rugoso
e < e < ou e > e >
Resistência depende Resistência depende Resistência depende
somente de Rey de Rey ou de ε/D somente de ε/D
Fator de Atrito
A teoria da camada limite mostra que a espessura δ da subcamada limite pode
ser calculada por:
11,6
u*
No caso em que as rugosidades da parede da tubulação ε estão totalmente
cobertas pela subcamada limite laminar, tem-se:
u *e
5 Escoamento turbulento hidraulicamente liso
Para a situação em que as asperezas da parede afloram a subcamada limite
laminar, alcançando o núcleo turbulento e gerando fontes de turbulência, tem-se:
u *e
70 Escoamento turbulento hidraulicamente rugoso
u *e
5 70 Escoamento turbulento hidraulicamente misto ou de transição
O termo u * e é chamado de número de Reynolds de rugosidade
Experiência de Nikuradse
Em 1933, J. Nikuradse realizou um experimento para a determinação do
fator de atrito em tubulações circulares.
Os ensaios foram realizados com tubos lisos cuja parede interna foi
revestida com grãos de areia, de granulometria controlada, criando assim
uma rugosidade uniforme e artificial de valor (f).
Desta forma, foi verificada as relações entre o fator de atrito (f), o
número de Reynolds (Rey) e a rugosidade relativa artificial (ε/D) para
escoamentos turbulentos.
Experiência de Nikuradse
A Harpa de Nikuradse, representa um resumo dos resultados dos
testes, e permite uma análise fenomenológica das cinco regiões
apresentadas.
2
LV
hf f
D 2g
Diversas fórmulas de f
vieram posteriormente
apoiando-se em dados
experimentais, buscando
concordância com este
gráfico.
Estas forram denominadas
de Leis de Resistência no VD
Rey
escoamento turbulento ν
Experiência de Nikuradse
REGIÃO I: Rey < 2300, escoamento laminar, o fator de atrito
independe da rugosidade, devido ao efeito da subcamada limite
laminar onde f = 64/Rey.
2
LV
hf f
D 2g
Laminares
Turbulentos
Experiência de Nikuradse
REGIÃO II: 2300 < Rey < 4000, região crítica onde o valor de f não
fica bem caracterizado.
Experiência de Nikuradse
REGIÃO III: curva dos tubos hidraulicamente lisos, influência da
subcamada limite laminar, o fator de atrito só depende do número
de Reynolds. Escoamento turbulento hidraulicamente liso.
Experiência de Nikuradse
REGIÃO IV: transição entre o escoamento turbulento
hidraulicamente liso e rugoso, o fator de atrito depende
simultaneamente da rugosidade relativa e do número de Reynolds.
Experiência de Nikuradse
REGIÃO V: turbulência completa, escoamento hidraulicamente
rugoso, o fator de atrito só depende da rugosidade relativa e
independe do número de Reynolds.
para um tubo com ε/D
constante, f é constante
Experiência de Nikuradse
Observar na figura que a série de curvas, para cada ε/D , se desprende da
curva dos tubos lisos à medida que o Rey vai aumentando, ou seja, um tubo
pode ser hidraulicamente liso para Rey baixos e hidraulicamente rugoso
para Rey altos.
Isto se deve ao fato de
que, à medida que
Rey cresce, aumenta a
turbulência e o trans-
porte de quantidade
de movimento entre
regiões do escoamento,
diminuindo δ laminar
e expondo as asperezas
da parede da tubulação
ao núcleo turbulento HTHR
do escoamento.
Experiência de Nikuradse
Do ponto de vista prático, as leis de distribuição de velocidade, em
qualquer tipo de regime, permitem o cálculo da resistência oferecida
ao fluido pela superfície sólida que o cerca. Tanto no escoamento
forçado quanto no livre, tal resistência se traduz em perda de
energia, sendo então parâmetro fundamental nos problemas de
transporte de líquidos. O fator de atrito torna-se o elemento básico na
análise dos vários tipos de problemas em escoamentos.
Tubos circulares lisos:
1 Rey f
2log
f 2,51
Tubos circulares rugosos:
1 3,71D
2log
f ε
Escoamento Turbulento
em Tubos Comerciais
Em 1939, Colebrook e White apresentaram uma formulação para o fator
de atrito, com particular referência à região de transição entre os
escoamentos hidraulicamente liso e rugoso, trabalhando com tubos
comerciais de vários materiais.
Trata-se de uma engenhosa combinação dos argumentos dos logaritmos
das duas equações apresentadas anteriormente e que se ajusta bem aos
dados experimentais de ensaios em tubos com rugosidade natural.
1 ε 2,51
2log
f 3,71D Rey f
Posteriormente, em 1944, Moody estendeu o trabalho e representou a
equação em um gráfico que apresenta os eixos coordenados em
graduação logarítmica, com o fator de atrito f em ordenadas e o número
de Reynolds em abscissas, para vários valores da rugosidade relativa.
Escoamento Turbulento
em Tubos Comerciais
Diagrama de Moody
Escoamento Turbulento
em Tubos Comerciais
Diagrama de Moody
f= 0,027
ε/D = 0,003
Rey = 200.000
Escoamento Turbulento
em Tubos Comerciais
A fórmula de Colebrook-White apresenta dificuldades computacionais,
uma vez que não se pode explicitar o valor de f, mas pode ser
explicitada em relação à velocidade média, na forma:
ε 2,51ν J - perda de carga unitária (m/m)
V 2 2gDJ log - viscosidade cinemática (m²/s)
3,71D D 2gDJ
Para sanar esta dificuldade, algumas fórmulas explícitas e aproxima-
das, para determinação do fator de atrito, têm sido apresentadas na
literatura, entre elas a de Swamee-Jain (1976).
0,25
f 2
ε 5,74
log
0,9
3,7D Rey
Escoamento Turbulento
em Tubos Comerciais
No mesmo trabalho, Swamee-Jain apresentam expressões explícitas
para o cálculo da perda de carga unitária J(m/m), da vazão Q(m³/s) e
do diâmetro D(m) da tubulação, cobrindo assim todos os problemas
relativos ao dimensionamento ou verificação de escoamentos
permanentes em tubos circulares, sem necessidade de processos
iterativos.
0,203Q 2 /gD 5
J Q ε 1,78νπ
log
2
ε 5,74
log D2 gDJ 2 3,7D D gDJ
0,9
3,7D Rey
0,04
0,2 0,2
1,25 0,2
gJ gJ 1
D 2 0,66ε 2 ν
3
Q Q gJQ
Escoamento Turbulento
em Tubos Comerciais
Em 1993, Swamee apresentou uma equação geral para o cálculo do
fator de atrito, válida para os escoamentos, laminar, turbulento liso,
de transição e turbulento rugoso, na forma:
0,125
8
ε 6
-16
64 5,74 2500
f 9,5ln 0,9
Rey 3,7D Rey Rey
O gráfico obtido concorda bem com o tradicional diagrama de Moody
As rugosidades absolutas equivalentes dos diversos materiais
utilizados na prática de condução de água são de difícil especificação,
devido aos processos industriais e grau de acabamento da superfície,
idade das tubulações etc.
Escoamento Turbulento
em Tubos Comerciais
A literatura apresenta tabelas de valores da rugosidade para diversos
materiais, com variações em faixas largas, além de valores diferentes,
para o mesmo material, em diferentes fontes de dados.
Sem dúvida, a especificação da rugosidade da tubulação e a previsão
de sua modificação com o tempo, devido à alteração da superfície da
parede, muitas vezes causada pela própria qualidade da água, coloca o
projetista diante do problema difícil de determinar os fatores de
atrito das tubulações, exigindo experiência e bom senso.
A Tabela a seguir, condensada de várias fontes, apresenta valores da
rugosidade absoluta equivalente para os principais materiais utilizados
em projetos de condução de água. Estes valores devem ser encarados
como valores médios indicativos das rugosidades equivalentes.
Escoamento Turbulento
em Tubos Comerciais
Na análise a natureza ou a rugosidade das paredes, devem ser
considerados os seguintes aspectos:
A) O material empregado na fabricação dos tubos;
B) O processo de fabricação dos tubos;
C) O estado de conservação das paredes;
D) A existência de revestimentos especiais.
Escoamento Turbulento
em Tubos Comerciais
Assim por exemplo um tubo de PVC é mais liso e oferece condições mais
favoráveis ao escoamento que um tubo de ferro fundido.
Os tubos de ferro fundido ou de aço, quando novos,
oferecem resistência menor ao escoamento que
quando usados. Com o tempo, esses tubos são
atacados por fenômenos de natureza química
relativos aos minerais presentes na água, e na sua
superfície interna podem surgir protuberâncias
“tubérculos” ou reentrâncias (fenômenos da
corrosão). Essas condições agravam-se com o tempo.
Outro fenômeno que pode ocorrer nas canalizações
é a deposição progressiva de substâncias contidas
nas águas e a formação de camadas aderentes,
incrustações, que reduzem o diâmetro útil dos
tubos e alteram a sua rugosidade.
Escoamento Turbulento
em Tubos Comerciais
Fórmulas Empíricas para
Escoamento Turbulento
FORMULA DE HAZEN-WILLIAMS
Dentre as fórmulas empíricas mais utilizadas encontra-se a de Hazen-
Williams:
Q1,85 ∆
J 10,65 1,85 4,87 Onde: J
C D
em que J(m/m) é a perda de carga unitária, Q (m³/s) a vazão, D(m) o
diâmetro, C (m0,367/s) o coeficiente de rugosidade que depende da
natureza e estado das paredes do tubo.
A equação de Hazen-Williams é recomendada, preliminarmente, para:
A. Escoamento turbulento de transição;
B. Líquido: água a 20° C, pois não leva em conta o efeito viscoso;
C. Diâmetro: em geral maior ou igual a 4";
D. Origem: experimental com tratamento estatístico dos dados;
E. Aplicação: redes de distribuição de água, adutoras, sistemas de
recalque.
Fórmulas Empíricas para
Escoamento Turbulento
FORMULA DE HAZEN-WILLIAMS
Os valores indicativos dos coeficientes de rugosidade para os materiais
mais comuns em projetos são:
Fórmulas Empíricas para
Escoamento Turbulento
FORMULA DE HAZEN-WILLIAMS
Comparação entre a fórmula de Hazen-Williams e a Universal
A fórmula de Hazen-Williams, a despeito de sua popularidade entre
projetistas, deve ser vista com reservas.
Em problemas de condução de água, que pela sua importância exija
avaliação das perdas de cargas tão rigorosa quanto possível, diante
da incerteza sobre o tipo de escoamento turbulento, deve-se utilizar
a fórmula universal, com o fator de atrito determinado pela equação
de Colebrook-White ou Swamee-Jain.
Fórmulas Empíricas para
Escoamento Turbulento
FÓRMULA DE FAIR-WHIPPLE-HSIAO
Em projetos de instalações prediais de água fria ou quente, cuja topologia
é caracterizada por trechos curtos de tubulações, variação de diâmetros
(em geral menores que 4") e presença de grande número de conexões, é
usual a utilização de uma fórmula empírica, na forma:
a) Aço galvanizado novo conduzindo água quente ou fria, e ferro
fundido, conduzindo água fria
Q1,88 J(m/m), D(m) e Q(m3/s)
J 0,002021 4,88
D
b) PVC rígido ou cobre conduzindo água fria
Q1,75
J 0,0008695 4,75
D J(m/m), D(m) e Q(m3/s)
Fórmulas recomendadas pela A.B.N.T. no projeto de água fria
em instalações hidráulico-sanitárias.
Fórmulas Empíricas para
Escoamento Turbulento
FÓRMULA DE FAIR-WHIPPLE-HSIAO
c) Tubo de cobre ou latão conduzindo água quente
Q1,75
J 0,000692 4,75 J(m/m), D(m) e Q(m3/s)
D
Fórmulas recomendadas pela A.B.N.T. no projeto de água fria em
instalações hidráulico-sanitárias.
FÓRMULA DE FLAMANT
Esta foi originalmente testada para tubos de parede lisa de uma
maneira geral; posteriormente mostrou ajustar-se bem aos tubos de
plástico de pequenos diâmetros, como os empregados em
instalações hidráulicas prediais de água fria.
Q1,75
J 0,000824 4,75 J(m/m), D(m) e Q(m3/s)
D
Condutos de seção não circular
Em condutos de seção não circular utiliza-se:
2
f V
J
4R h 2g
A expressão é idêntica à das tubulações circulares em que
unicamente aparece 4Rh no lugar de D. Desta forma, conclui-se que,
no cálculo de um conduto de seção qualquer, pode-se determinar
um diâmetro equivalente ou diâmetro hidráulico de uma seção
circular que tenha a mesma perda de carga que a seção considerada.
Este diâmetro equivalente é igual a quatro vezes o raio hidráulico da
seção. Como a seção circular plena tem Rh = D/4, evidentemente, o
diâmetro hidráulico desta seção é o próprio diâmetro geométrico.
Condutos de seção não circular
Esta aproximação geométrica é tão mais válida quanto mais o valor
do raio hidráulico da seção se aproximar da relação D/4 do seu
círculo circunscrito.
Assim, a fórmula universal de perda de carga pode ser generalizada,
com o conceito de diâmetro hidráulico da seção de interesse:
f L V2
H
D h 2g
observando que o fator de atrito pode ser determinado no diagrama
de Moody, ou pela equação de Swamee-Jain, redefinindo-se o
número de Reynolds e a rugosidade relativa da tubulação como:
VD h V 4R h e e sendo V a velocidade média
Re y na seção original.
Dh