UNOPAR / ANHANGUERA
Curso: Psicopedagogia
Disciplina: O Brincar e a Psicopedagogia
Yngridh Gomes de Oliveira
PORTFÓLIO:
ROTEIRO DE AULA PRÁTICA - O BRINCAR E A PSICOPEDAGOGIA
Betim
03 de março de 2025
YNGRIDH GOMES DE OLIVEIRA
PORTFÓLIO:
ROTEIRO DE AULA PRÁTICA - O BRINCAR E A PSICOPEDAGOGIA
Trabalho apresentado à disciplina “O
Brincar e a Psicopedagogia” da Universidade
Unopar / Anhanguera, que consiste em um
portfólio desenvolvido a partir de teorias
embasadas no estudo e análise da
psicopedagogia sobre o tema da disciplina.
Betim
2025
ATIVIDADE 1
Proposta de atividade lúdica estimulando o desenvolvimento psicomotor.
• Assista ao vídeo disponível e responda:
a-) Qual é a faixa etária aproximada das crianças?
R: A partir das imagens observadas em vídeo, a faixa etária aproximada das
crianças exibidas nas filmagens, pode ser estimada entre 08 a 10 anos.
b-) Quais habilidades motoras foram estimuladas?
R: As habilidades motoras que foram estimuladas a partir da proposta de circuito,
situação observada no vídeo, podem ser apontadas como sendo:
• Coordenação motora: Ao realizar saltos dentro dos bambolês e contornar
cadeiras e cones, as crianças estão aprimorando sua coordenação motora grossa, a
qual envolve movimentos amplos e coordenados.
• Equilíbrio: O ato de caminhar sobre uma corda esticada no solo exige o
desenvolvimento do equilíbrio corporal.
• Destreza manual: O gesto de pegar a bola do chão, lançá-la ao ar e recuperá-la
novamente demanda uma apurada destreza manual.
• Coordenação olho-mão: A prática de pegar e lançar a bola também favorece o
aprimoramento da coordenação entre os olhos e as mãos.
c-) As habilidades contempladas no vídeo são importantes para a
aprendizagem? Por quê?
R: As habilidades motoras demonstradas no vídeo desempenham um papel crucial
no processo de aprendizagem por diversas razões. A coordenação motora grossa e
o equilíbrio, por exemplo, são elementos essenciais para o desempenho eficaz em
atividades esportivas, como correr, saltar ou praticar esportes coletivos, além de
estarem diretamente relacionados à capacidade de manter a concentração e a
postura correta em ambientes acadêmicos, como salas de aula. A destreza manual,
por sua vez, é indispensável para a realização de tarefas que envolvem a escrita, o
desenho ou a manipulação de ferramentas, como ocorre em atividades escolares,
bem como em tarefas do cotidiano, como a utilização de utensílios de cozinha ou o
manuseio de dispositivos eletrônicos. O desenvolvimento dessas habilidades
motoras contribui, ainda, para a melhoria do foco, visto que as atividades físicas
proporcionam uma liberação saudável de energia, favorecendo a manutenção da
atenção e o engajamento nas atividades cognitivas.
d-) A atividade do vídeo é uma proposta lúdica? Por quê?
R: A atividade apresentada no vídeo pode ser caracterizada como uma proposta
lúdica, uma vez que integra elementos de diversão, desafio e movimento,
tornando-se uma experiência atrativa para as crianças. O caráter lúdico dessa
atividade é de extrema importância, pois propicia uma forma de engajamento que
alia o prazer à aprendizagem, estimulando a participação ativa dos alunos. A
integração de jogos e desafios é fundamental, pois contribui para o aumento da
motivação intrínseca das crianças, o que favorece a disposição para a
aprendizagem de novas habilidades motoras e cognitivas.
Em síntese, as atividades demonstradas no vídeo configuram-se como uma
estratégia pedagógica eficaz para promover o desenvolvimento psicomotor de
crianças na faixa etária de 8 a 10 anos. Elas oferecem benefícios substanciais para
o aprimoramento das capacidades motoras e cognitivas, ao mesmo tempo em que
favorecem a construção de competências emocionais e sociais, graças ao
envolvimento lúdico. Este tipo de abordagem não apenas facilita o aprendizado, mas
também torna o processo mais prazeroso e motivador, criando um ambiente propício
para o desenvolvimento integral das crianças.
• Elabore uma atividade lúdica envolvendo a psicomotricidade.
Considere o seguinte contexto:
Segundo Malheiro et al. (2007), “há uma relação no desenvolvimento psicomotor
encontrado em defasagem e dislexia”. A organização espacial encontra-se
relacionada com as dificuldades de aprendizagem. Partindo desse dado, imagine
uma criança de 8 anos com diagnóstico de dislexia, apresentando atraso no
desenvolvimento psicomotor. Considerando o atendimento psicopedagógico,
construa uma proposta de atividade lúdica que explore as habilidades psicomotoras.
Para redigir a proposta de atividade, é necessário seguir os seguintes passos:
• Observe com atenção o contexto apresentado.
• Considere a idade da criança.
• Pense em atividades que promovam desenvolvimento psicomotor.
• Considere os aspectos lúdicos da atividade como o prazer de brincar e a
espontaneidade.
• Descreva quais ações a criança irá realizar.
• Explique como o psicopedagogo irá propor a atividade e possíveis intervenções.
Proposta de Atividade:
"Corrida dos Desafios Motores"
Objetivos:
● Estimular o desenvolvimento psicomotor da criança, promovendo a integração
de habilidades motoras amplas e finas.
● Trabalhar o equilíbrio, a agilidade e a coordenação motora grossa.
● Estimular a concentração, a resolução de problemas e o trabalho em equipe.
● Aumentar a autoconfiança da criança por meio do enfrentamento e superação
de desafios.
Materiais Necessários:
● Um espaço amplo, como uma quadra, jardim ou sala de atividades.
● Cones, cordas, bambolês e outros obstáculos variados para criar um
percurso.
● Fitas ou marcadores para demarcar os pontos de partida e chegada.
● Papel e canetas para registrar o tempo ou os pontos de cada participante.
Descrição da Atividade:
A atividade consiste em uma corrida em que as crianças devem passar por uma
série de estações ou obstáculos, cada uma delas envolvendo um desafio motor
específico, como pular, correr, equilibrar-se ou lançar objetos. O percurso pode
incluir a necessidade de realizar atividades como saltar dentro de bambolês,
caminhar sobre uma linha reta com os pés descalços, ou lançar uma bola em um
alvo.
Além de trabalhar a coordenação motora grossa, a atividade também estimula o
pensamento estratégico, uma vez que as crianças precisam planejar como superar
cada obstáculo de forma eficiente. A corrida pode ser realizada de forma individual
ou em equipes, promovendo a cooperação e o espírito de grupo. Ao final, o tempo
ou o número de obstáculos superados pode ser registrado, permitindo que as
crianças acompanhem seu progresso e busquem superar suas próprias marcas.
Intervenção da Psicopedagoga na Atividade "Corrida dos Desafios Motoras"
A psicopedagoga desempenha um papel fundamental durante a execução da
atividade "Corrida dos Desafios Motoras", pois, além de garantir a condução correta
dos desafios psicomotores, ela também se responsabiliza por observar e intervir nas
diferentes facetas do desenvolvimento das crianças, promovendo o desenvolvimento
cognitivo, emocional e social.
1. Acompanhamento e Observação: Durante a realização da atividade, a
psicopedagoga observa atentamente o comportamento e as respostas das crianças
aos desafios motoras. Ela analisa a capacidade de cada criança de lidar com os
obstáculos propostos, levando em consideração aspectos como:
● Coordenação motora grossa e fina: Observando como a criança se
movimenta, salta ou equilibra.
● Autonomia: Avaliando o quanto a criança consegue tomar decisões e
resolver problemas de forma independente.
● Comportamento emocional: Identificando sinais de frustração, ansiedade ou
confiança ao enfrentar os desafios.
2. Intervenção Emocional: A psicopedagoga oferece apoio emocional,
especialmente se notar que uma criança está demonstrando dificuldades
emocionais, como frustração excessiva, insegurança ou desânimo. Nesse caso, a
psicopedagoga pode intervir da seguinte forma:
● Reforço positivo: Utiliza palavras de incentivo e reconhecimento do esforço,
como “Você está se saindo muito bem!” ou “Parabéns por tentar novamente!”.
● Gestão de frustração: Quando uma criança se frustra por não conseguir
superar um obstáculo, a psicopedagoga pode sugerir uma pausa ou uma
abordagem diferente para o problema. Por exemplo, ela pode perguntar “O
que você acha que pode fazer de diferente para conseguir saltar até o final?”
● Valorização do esforço: Em vez de focar somente nos resultados, a
psicopedagoga destaca a importância do processo e das tentativas,
promovendo uma aprendizagem baseada na superação de dificuldades e no
reconhecimento do esforço pessoal.
3. Estímulo à Cooperação e Trabalho em Equipe: Se a atividade for realizada em
grupos ou duplas, a psicopedagoga pode intervir para fomentar o trabalho
colaborativo. Ela pode estimular as crianças a se ajudarem mutuamente ao longo do
percurso. Por exemplo:
● Estímulo à comunicação: Encorajando as crianças a dialogarem sobre
estratégias para superar os desafios, dizendo algo como “Que tal você sugerir
uma ideia para o seu colega? Pode ser que juntos vocês consigam superar
esse obstáculo!”
● Divisão de responsabilidades: Caso a atividade envolva tarefas em equipe,
a psicopedagoga pode orientar as crianças na distribuição de papéis,
ajudando-as a perceber as vantagens do trabalho conjunto.
4. Adaptação dos Desafios: A psicopedagoga também pode adaptar os desafios
de acordo com as necessidades individuais ou coletivas da turma. Se perceber que
algum obstáculo está sendo excessivamente difícil para algumas crianças, ela pode
sugerir ajustes, como:
● Facilitação dos desafios: Reduzindo a altura de um obstáculo ou permitindo
um tempo maior para realizar a tarefa.
● Aumento da complexidade: Para crianças que demonstram facilidade em
superar os obstáculos, a psicopedagoga pode introduzir variações para tornar
os desafios mais complexos, como adicionar mais obstáculos ou aumentar a
distância dos saltos.
5. Reflexão Pós-Atividade: Após a realização da "Corrida dos Desafios Motoras", a
psicopedagoga organiza um momento de reflexão com as crianças. Esse momento
é crucial para consolidar as aprendizagens adquiridas e promover a autorreflexão.
Ela pode fazer perguntas como:
● "Como você se sentiu ao enfrentar os desafios? O que foi fácil para você?"
● "Qual desafio você achou mais difícil e como conseguiu superá-lo?"
● "Como o trabalho em equipe ajudou você a alcançar seus objetivos?"
Esse espaço de discussão não só permite que a criança compreenda melhor seus
sentimentos e percepções durante a atividade, como também incentiva a construção
de uma mentalidade de crescimento, onde cada erro é visto como uma oportunidade
de aprendizado.
6. Registro e Acompanhamento: Além de acompanhar o desempenho das
crianças durante a atividade, a psicopedagoga pode manter registros das
observações realizadas, como o tempo que cada criança levou para completar o
percurso, o nível de dificuldade enfrentado, as interações sociais e o comportamento
emocional. Com essas informações, ela poderá planejar intervenções futuras e
ajustar as atividades conforme necessário para promover o desenvolvimento
contínuo das habilidades psicomotoras e emocionais.
Conclusão: A psicopedagoga, portanto, não apenas observa, mas também intervém
ativamente, criando um ambiente seguro e estimulante para o desenvolvimento
global das crianças. Sua função vai além de garantir que a atividade seja realizada
corretamente, abrangendo também a promoção de um aprendizado significativo que
contemple tanto as habilidades motoras quanto as competências sociais e
emocionais.
ATIVIDADE 02
Observação de imagens, reflexão sobre o papel do brinquedo nas intervenções
psicopedagógicas e proposição de uma atividade.
Para elaborar a atividade proposta é preciso observar as imagens apresentadas e
seguir as orientações indicadas.
Após a observação das imagens, reflita:
a-) Em sua trajetória até aqui você teve a oportunidade de brincar utilizando
brinquedos?
R: Sim, desde a infância, o uso de jogos e brinquedos tem sido uma ferramenta
contínua, aplicando-se tanto em contextos sociais, como encontros com amigos,
quanto em atividades familiares.
b-) Se a resposta for positiva, você acredita que eles contribuíram com as
experiências vivenciadas?
R:A utilização de brinquedos em contextos lúdicos exerce um papel fundamental no
processo de desenvolvimento infantil. A seguir, são apresentadas algumas das
razões pelas quais os brinquedos se revelam essenciais:
Desenvolvimento cognitivo: A interação com brinquedos favorece o estímulo ao
pensamento criativo, à resolução de problemas e ao aprimoramento de habilidades
cognitivas, como a imaginação, o domínio da linguagem e a compreensão de
conceitos matemáticos.
Desenvolvimento social e emocional: O brincar, seja em interação com outras
crianças ou com adultos, proporciona um ambiente propício ao desenvolvimento de
competências sociais, tais como a capacidade de compartilhar, cooperar e resolver
conflitos. Além disso, o jogo oferece uma via para a expressão de emoções,
contribuindo para o fortalecimento da empatia e da compreensão emocional.
Desenvolvimento físico: O uso de brinquedos que envolvem movimento físico
facilita o aprimoramento das habilidades motoras, tanto finas quanto grossas, além
de promover o equilíbrio e o fortalecimento muscular, aspectos essenciais para o
desenvolvimento motor integral.
Aprendizagem contextualizada: Brinquedos educativos podem ser empregados de
maneira estratégica para contextualizar conceitos e informações, de forma lúdica e
envolvente, tornando o processo de aprendizagem mais significativo e estimulante
para a criança.
c-) Qual a importância da utilização de brinquedos em contextos lúdicos?
R: A utilização de brinquedos em contextos de aprendizagem é amplamente
reconhecida como uma estratégia eficaz, particularmente em ambientes
educacionais voltados ao desenvolvimento infantil. Brinquedos educativos
constituem ferramentas valiosas no auxílio à compreensão de conceitos complexos,
tornando-os mais acessíveis e agradáveis para as crianças. Essas ferramentas
propiciam a promoção de uma aprendizagem ativa, incentivando a exploração, a
experimentação e o desenvolvimento de habilidades voltadas à resolução de
problemas.
d-) Você indica a utilização de brinquedos em contextos de aprendizagem?
R: Sim, não obstante, a utilização de brinquedos em processos psicomotores é não
apenas viável, mas também altamente eficaz. Brinquedos específicos
desempenham um papel fundamental no estímulo ao desenvolvimento psicomotor
infantil, promovendo aprimoramentos na eficiência motora, no equilíbrio, na destreza
e na consciência corporal. A integração de brinquedos em exercícios psicomotores
contribui para tornar o processo de aprendizagem mais dinâmico e envolvente,
incentivando a prática contínua e o aperfeiçoamento das habilidades motoras das
crianças, além de fomentar uma maior motivação e engajamento no
desenvolvimento dessas competências.
• A partir da observação das imagens e das reflexões realizadas elabore uma
atividade de intervenção considerando a importância do brinquedo e da
brincadeira no contexto a seguir:
De acordo com Pereira e Gonzalez (2019), o brincar deve ser entendido como um
processo que envolve o pensamento, a criatividade, o desenvolvimento de raciocínio
lógico, dentre outros fatores, pois facilita o estabelecimento de vínculos, que, por sua
vez abre espaço para a intervenção psicopedagógica e permite então que o
aprendente se aproprie do processo de ensino-aprendizagem e assim possa adquirir
conhecimentos de maneira espontânea e prazerosa.
Considerando a relevância do brinquedo nas práticas brincantes, imagine um adulto
que sente desconforto ao relacionar-se com outras pessoas e possui dificuldade de
leitura e elabore uma atividade lúdica utilizando um ou mais brinquedos como parte
do atendimento psicopedagógico a ser realizado.
Para redigir a proposta de atividade lúdica, é necessário seguir os seguintes passos:
● Considere a faixa etária e dificuldades apresentadas.
● Identifique quais brinquedos poderiam ser utilizados em atividades variadas
visando o desenvolvimento cognitivo, afetivo e social do indivíduo atendido.
● Escolha a atividade a ser proposta e descreva como ela poderia ser aplicada
no contexto em questão.
Proposta de Atividade:
Título da Atividade: "Exploração Criativa de Histórias"
Objetivos:
● Estimular a expressão verbal e a comunicação.
● Fomentar a construção de vínculos afetivos e sociais.
● Promover o desenvolvimento cognitivo e a criatividade.
● Aumentar a confiança e a autoestima através da expressão individual e
coletiva.
● Facilitar o prazer pelo processo de aprendizagem e pela criação.
Público-Alvo:
Adultos com dificuldades de leitura e desconforto nas interações sociais.
Materiais Necessários:
● Cartas ou imagens com diferentes cenários e personagens.
● Papel e canetas coloridas.
● Cartões com perguntas orientadoras sobre sentimentos, experiências e
ideias.
● Um quadro branco ou folhas grandes para registrar as histórias.
Descrição da Atividade:
1. Preparação:
○ A psicopedagoga prepara um conjunto de cartas com imagens que
retratam diversos cenários e personagens, como ambientes naturais,
urbanos, situações cotidianas e personagens fantásticos.
○ Cria cartões com perguntas abertas, como “Como você se sente
quando vê essa cena?” ou “O que você acha que pode acontecer a
seguir?”, que incentivem a reflexão e a comunicação.
2. Introdução:
○ A psicopedagoga apresenta a atividade como uma "Exploração
Criativa de Histórias", explicando que o objetivo é criar uma narrativa
colaborativa e interativa, promovendo o compartilhamento de ideias e
emoções.
○ Os participantes são incentivados a explorar suas próprias
experiências e imaginações, usando as imagens como ponto de
partida para a construção de histórias.
3. Desenvolvimento:
○ A psicopedagoga e o adulto escolhem, juntos, algumas imagens ou
cartas e, com base nelas, começam a construir uma história, discutindo
o que poderia acontecer com os personagens ou no cenário proposto.
○ Durante o processo de criação, a psicopedagoga utiliza os cartões de
perguntas para estimular a reflexão e o diálogo sobre sentimentos e
percepções relacionadas à narrativa.
○ A atividade é conduzida de forma colaborativa, com o objetivo de
tornar a criação de histórias divertida e envolvente, ajudando o adulto a
se expressar e a se sentir mais confortável nas interações sociais.
○ Ao final, a história pode ser registrada em uma folha grande ou no
quadro branco, criando um produto final compartilhado que pode ser
relembrado e apreciado pelo participante.
Essa atividade tem como propósito aumentar a comunicação, estimular a
criatividade e permitir a construção de vínculos afetivos, além de promover um
ambiente seguro e confortável para a expressão pessoal e social.
Intervenção da Psicopedagoga na Atividade "Exploração Criativa de Histórias"
Durante a realização da atividade "Exploração Criativa de Histórias", a
psicopedagoga desempenha um papel fundamental em diversos aspectos, com foco
no desenvolvimento da comunicação, expressão emocional e construção de
vínculos sociais. A intervenção da psicopedagoga se dá de forma cuidadosa e
estratégica, visando proporcionar um ambiente seguro e acolhedor, ao mesmo
tempo em que promove o estímulo à reflexão e à expressão.
1. Apoio à Expressão e Comunicação:
A psicopedagoga oferece suporte contínuo ao participante para que este se
sinta confortável em compartilhar suas ideias. Ao observar as respostas e
reações do adulto, ela utiliza perguntas abertas dos cartões para incentivar a
verbalização e reflexão sobre os cenários e personagens, promovendo a
troca de sentimentos e ideias. Caso o participante se mostre hesitante ou
inseguro, a psicopedagoga utiliza técnicas de relaxamento ou incentivos
suaves para reduzir o desconforto e facilitar a comunicação.
2. Fomento à Criatividade e Imagens:
A psicopedagoga estimula o uso criativo das imagens e cenários
apresentados, incentivando o participante a explorar diferentes possibilidades
narrativas. Se o adulto tiver dificuldades em gerar ideias, a psicopedagoga
pode sugerir elementos para iniciar a história ou expandir a trama, sempre
respeitando o ritmo e as limitações do participante. Ela também pode utilizar
exemplos ou analogias que facilitem o processo de construção da narrativa.
3. Mediação e Estímulo ao Vínculo Social:
Durante a atividade, a psicopedagoga assegura que a interação entre ela e o
adulto seja colaborativa e respeitosa. Através de sua mediação, ela cria
oportunidades para que o participante compartilhe suas opiniões sobre os
cenários, desenvolvendo habilidades de escuta e expressão de maneira
gradual. Além disso, a psicopedagoga reforça a importância da empatia e da
troca de ideias, ajudando o participante a se sentir valorizado e compreendido
em suas contribuições.
4. Reforço Positivo e Consolidação de Resultados:
Ao longo da atividade, a psicopedagoga utiliza reforços positivos para
destacar os avanços do participante, seja no desenvolvimento da história, na
comunicação das ideias ou na capacidade de lidar com os desafios
emocionais e sociais. Ela assegura que o participante se sinta reconhecido
por seu esforço, não apenas pelos resultados, mas pela disposição em se
envolver no processo de aprendizagem e interação.
Conclusão:
A intervenção da psicopedagoga na atividade "Exploração Criativa de Histórias" visa
proporcionar um ambiente de aprendizagem seguro, estimulante e colaborativo,
onde o adulto com dificuldades de leitura e interações sociais encontra um espaço
propício para expressar suas ideias, refletir sobre suas emoções e fortalecer suas
habilidades de comunicação.
A atividade não apenas promove o desenvolvimento cognitivo e criativo, mas
também favorece a construção de vínculos afetivos e sociais, essenciais para
aumentar a confiança, a autoestima e a participação ativa em contextos sociais.
Em última análise, ao integrar a expressão criativa à prática de habilidades sociais e
emocionais, a psicopedagoga facilita o processo de superação das dificuldades do
participante, promovendo uma aprendizagem mais prazerosa e significativa.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
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processos psicológicos superiores. São Paulo: Martins Fontes.
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LOPEZ, Roseli de Deus; OLIVEIRA, Claudio B. de; SANTOS, Elvira de Souza
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BRINGUÉ, Xavier. (2009). Aprender e ensinar com jogos na educação infantil.
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LIMA, Valneide dos Reis. (2019). Relatório de estágio supervisionado em
psicopedagogia clínica - estudo de caso. Disponível em:
[Link]
[Link]. Acesso em: 03 mar. 2025.
KISHIMOTO, Tizuko Morchida. Brinquedos e brincadeiras na Educação Infantil.
Disponível em:
[Link]
s=6672-brinquedosebrincadeiras&category_slug=setembro-2010-pdf&Itemid=3
0192. Acesso em: 02 mar. 2025.
CAMPOS, C. L. L. (2010). A psicopedagogia e as suas interfaces: teoria e
prática. São Paulo: Cortez.