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Jornalismo: Teorias e Práticas Essenciais

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INTRODUÇÃO:

Estudo de aspectos históricos, teóricos e éticos do jornalismo. Funções social e


pedagógica do jornalismo. Jornalismo e democracia. Estado de arte e impactos do
jornalismo contemporâneo na sociedade. Jornalismo e mundo do trabalho. Discussão
das principais teorias do jornalismo. Jornalismo e Folkcomunicação. Introdução ao
processo de produção nos meios de comunicação. Linhas editoriais, valores-notícia e
critérios de noticiabilidade. Estudo do conceito de notícia e reportagem. Conceituação
de pauta e normatização jornalística.
·

Livro para fichamento:


·

Jornalismo diário: reflexões, recomendações, dicas e exercícios.


PINTO, Ana Estela de Sousa. São Paulo: PubliFolha, 2009.

AVALIAÇÃO:

1º Bimestre
Atividade 1 – Análises de cases e pesquisas: 3 pontos.
Atividade 2 – Seminários: 3 pontos.
Atividade 3 – Fichamento de livros: 4 pontos.

2º Bimestre
Atividade 4 – Produção de pauta jornalística: 1 ponto.
Atividade 5 – Produção de notícias (Agência de Notícias – Interdisciplinar): 4 pontos.
Prova Bimestral: 3 pontos.
Prova Global: 2 pontos.
Aula: (22/02/2024)
Jornalismo em perspectiva histórica no mundo e no Brasil;
Linhas editoriais.

ACTA DIURNA (59 a.C)


● Primeiro “Jornal”;
● Século I de nossa era;
● Iniciativa do Imperador Romano Júlio César;
● Era gravada em tábuas de pedras;
● Afixada nos espaços públicos, e trazia fatos diversos, notícias militares, obituários,
crônicas esportivas, etc.

GUTENBERG (Séc. XV)


● Entre 1440;
● Inaugurou a era do jornal moderno;

A GAZETA DO RIO DE JANEIRO


● Fundado em 10 de setembro de 1808, RJ;
● Primeiro jornal publicado em terras brasileiras;
● Extinta em dois de março de 1821.

CORREIO BRAZILIENSE
● Fundado em 1º de julho de 1808;
● Fundado por Hepólito José da Costa;
● Era impressa em Londres e trazido clandestinamente para o Brasil;
● Deixou de circular em 1822.
“O Paulista” (O PRIMEIRO JORNAL A CIRCURLAR EM SÃO PAULO)
● Fundado em 22 de setembro de 1823;
● Antônio Mariano de Azevedo Marques (1797-1844)
● Durou menos de 1 ano.

LINHAS EDITORIAIS
● As linhas editoriais de um jornal referem-se às diretrizes, princípios e políticas que
guiam a cobertura de notícias e a abordagem editorial do jornal em relação a diversos
assuntos;
● As linhas editoriais são um conjunto de orientações que ajudam a definir a identidade
e a postura editorial da publicação.

ELEMENTOS-CHAVE DAS LINHAS EDITORIAIS DE UM JORNAL

Missão e valores: As linhas editoriais começam frequentemente com uma declaração


da missão do jornal e seus valores fundamentais. Isso define o propósito e a razão de
existir da publicação.

Público-alvo: É importante identificar o público ao qual o jornal se destina. Isso ajuda


a adaptar a cobertura e o estilo de escrita para atende às necessidades e interesses
desse grupo específico de leitores.

Tópicos e Temas: As linhas editoriais definem os tópicos e temas que serão cobertos
de forma regular e prioritária. Isso ajuda a delimitar o escopo da cobertura jornalística.

Abordagem Editorial: As linhas editoriais também especificam a abordagem ou


perspectiva editorial que o jornal adotará ao tratar de determinados assuntos. Isso
pode incluir um viés político, cultural, social ou uma orientação para reportagem
imparcial.
Ética e Padrões Jornalísticos: Muitas linhas editoriais incluem princípios éticos e
diretrizes de jornalismo, como a busca pela precisão, imparcialidade, equilíbrio e
transparê[Link] também podem abordar questões de privacidade e
responsabilidade.

Políticas de Opinião: Em jornais que permitem a expressão de opiniões, as linhas


editoriais podem estabelecer as regras para colunas de opinião, editoriais e artigos de
convidados.

Estilo e Tom: As linhas editoriais frequentemente definem o estilo de escrita e o tom a


serem adotados na publicação. Isso inclui decisões sobre linguagem, tom de voz e
estilo visual.

Decisões sobre Conteúdo Sensível: As linhas editoriais podem indicar como o jornal
lidará com conteúdo sensível, como notícias trágicas, imagens perturbadoras ou
temas controversos.

CITAÇÕES:

● “Toda comunicação começa no corpo e nele termina”. (Harry Pross)

● “A comunicação começa muito antes dos meios da comunicação de massa, muito


antes da imprensa, do rádio, da televisão. Antes mesmo da invenção da escrita. A
mídia começa muito antes do jornal, da televisão e do rádio. A primeira mídia, a rigor,
é o corpo – e por isso chamamos o corpo, portanto, de mídia primária”. (Baitello)

● “A comunicação é sempre a busca da relação e do compartilhamento com o outro.


Atravessa todas as atividades: lazer, trabalho, educação, politica; concerne a todos os
meios sociais”. (Wolton)
● “Não haveria rádio, televisão, telefone, computadores em rede, se não tivéssemos no
início e no final de qualquer mídia um corpo vivo. Não teríamos comunicação se na
frente de um aparelho (de telefone, por exemplo) e atrás do outro aparelho (de
telefone, televisão, rádio, entre outros) não houvesse pessoas”. (Baitello)

OS MEIOS PRIMÁRIOS DE COMUNICAÇÃO

Os meios primários são aqueles que não precisam de nenhum recurso além daqueles
oferecidos pelo próprio corpo, seus sons, seus movimentos, sua gestualidade, seus
odores. Entre um corpo e outro não há nenhum artefato.

OS MEIOS SECUNDÁRIOS DE COMUNICAÇÃO

Os meios secundários são aqueles que lançam mão de materiais extracorpóreos para
deixar ou mandar mensagens. Um corpo imprime seus sinais em um suporte que é
recebido por outro corpo.

OS MEIOS TERCIÁRIOS DE COMUNICAÇÃO

Os meios terciários são aqueles que requerem um jogo de aparatos – um que


transmite e outro que recebe os sinais.

São, portanto, três diferentes maneiras de preencher o vazio entre o eu e o outro. A


primeira é presencial. A segunda gerou a escrita. A terceira é fruto da eletricidade e
possui suas características: é instantânea e fugaz como o raio. Mas todas elas têm
um elemento em comum: começam no corpo e terminam no corpo.
JORNALISMO

“No conceito amplo, que os críticos chamam de neutro, jornalismo é atividade de natureza
técnica caracterizada por compromisso ético peculiar. O jornalista deve saber
selecionar o que interessa e é útil ao público (o seu público, o público-alvo); buscar a
associação entre essas duas qualidades, dando à informação veiculada a forma mais
atraente possível; ser verdadeiro quanto aos fatos (verdade, aí, é a adequação perfeita
do enunciado aos fatos, adaequatio intellectus ad rem – (verdade é o significado dos
fatos) e fiel quanto às ideias de outrem que transmite ou interpreta; admitir a pluralidade
de versões para o mesmo conjunto de fatos, o que é um breve contra a intolerância; e
manter compromissos éticos com relação a prejuízos causados a pessoas, coletividades e
instituições por informação errada ou inadequada a circunstâncias sensíveis.”

INTRODUÇÃO ÀS TEORIAS DO
JORNALISMO
(07/03/24)

● Teoria da Agenda-Setting foi proposta por Maxwell McCombs e Donald Shaw em


1968. Eles argumentaram que os meios de comunicação têm o poder de influenciar a
maneira que o público percebe a realidade, destacando certos tópicos e minimizado
outros.

● A teoria se baseia na premissa de que os meios de comunicação não apenas


transmitem informações, mas também definem a agenda de discussões públicas
ao enfatizar certos temas em suas coberturas.

● Teoria da Agenda-Setting (Definição da Agenda) é um conceito central na


comunicação que explora como os meios de comunicação influenciam a importância
que o público atribuí a determinados tópicos, questões ou problemas.
Exemplos:
● Durante uma campanha eleitoral, os meios de comunicação podem dar ampla
cobertura a determinados problemas, como a economia ou a saúde, tornando-se
temas centrais na mente do eleitorado.

● Os meios de comunicação podem escolher destacar questões relacionadas às


mudanças climáticas, o que leva o público a dar maior importância a essa
preocupação ambiental.

● A mídia pode focar em eventos internacionais específicos, como conflitos ou


tratados comercial, influenciando a percepção pública sobre as prioridades da política
externa.

TEORIA DO “NEWSMAKING”

● A teoria do “newsmaking”, também conhecida como a teoria da construção da


notícia, é uma abordagem que se concentra em como as notícias são produzidas e
construídas pelos jornalistas, editores e organizações de mídia.

● A teoria destaca a ideia de que as notícias não são simplesmente “descobertas” ou


“objetivas”, mas são moldadas por decisões e influências editoriais.

Processo de Construção de Notícias

● A teoria do newsmaking enfatiza que as notícias são o resultado de um processo


ativo de seleção, edição e formatação.
● As notícias são o resultado de escolhas editorias, moldados por normas e rotinas.
TEORIA DO ESPELHO

● Os meios de comunicação refletem a sociedade em que operam;


● Os meios de comunicação refletem as normas, valores e atitudes predominantes da
sociedade;
● A teoria do espelho implica que a mídia não é apenas uma fonte de entretenimento
e informação, mas também um espelho que reflete a cultura e a sociedade que a
consomem.

TEORIA DO GATEKEEPER

● Essa teoria se concentra no papel dos editores e jornalistas como “guardiões” ou


“gatekeepers” da informação.

● Eles decidem quais histórias são publicadas e quais não são, influenciando assim a
forma como o público percebe o mundo.

● Em uma redação de jornal, o editor-chefe é um gatekeeper que decide quais notícias


serão publicadas na primeira página e quais serão relegadas para as seções internas.

● Nas redes sociais, algoritmos controlados por empresas como o Facebook e


Instagram decidem quais postagens aparecem no feed de notícias e um usuário com
base em seus interesses e comportamento passado.

TEORIA ORGANIZACIONAL

● Refere-se ao estudo das estruturas, processos e dinâmicas das organizações de


mídia, como jornais, revistas, emissoras de televisão, rádio, portais de notícias, entre
outros.
● Essa área de estudo busca compreender como essas organizações funcionam, como
tomam decisões, como se organizam internamente e como interagem com o ambiente
externo, incluindo o público, o mercado e o contexto político e social.

● Este conceito se refere às crenças, valores, normas e práticas compartilhadas


dentro de uma organização de mídia.

● Objetividade e a imparcialidade na cobertura jornalística pode influenciar o estilo de


reportagem adotado pela equipe de jornalismo.

CÓDIGO DE ÉTICA DOS JORNALISTAS BRASILEIROS


(14/03/24)

Capítulo I - Do direito à informação


Art. 1º O Código de Ética dos Jornalistas Brasileiros tem como base o direito fundamental
do cidadão à informação, que abrange seu o direito de informar, de ser informado e de ter
acesso à informação.
Art. 2º Como o acesso à informação de relevante interesse público é um direito
fundamental, os jornalistas não podem admitir que ele seja impedido por nenhum tipo de
interesse, razão por que:
I - a divulgação da informação precisa e correta é dever dos meios de comunicação e
deve ser cumprida independentemente de sua natureza jurídica - se pública, estatal ou
privada - e da linha política de seus proprietários e/ou diretores.
II - a produção e a divulgação da informação devem se pautar pela veracidade dos fatos e
ter por finalidade o interesse público;
III - a liberdade de imprensa, direito e pressuposto do exercício do jornalismo, implica
compromisso com a responsabilidade social inerente à profissão;
IV - a prestação de informações pelas organizações públicas e privadas, incluindo as não-
governamentais, é uma obrigação social.
V - a obstrução direta ou indireta à livre divulgação da informação, a aplicação de censura
e a indução à autocensura são delitos contra a sociedade, devendo ser denunciadas à
comissão de ética competente, garantido o sigilo do denunciante.

Capítulo II - Da conduta profissional do jornalista

Art. 3º O exercício da profissão de jornalista é uma atividade de natureza social, estando


sempre subordinado ao presente Código de Ética.
Art. 4º O compromisso fundamental do jornalista é com a verdade no relato dos fatos,
razão pela qual ele deve pautar seu trabalho pela precisa apuração e pela sua correta
divulgação.
Art. 5º É direito do jornalista resguardar o sigilo da fonte.
Art. 6º É dever do jornalista:
I - opor-se ao arbítrio, ao autoritarismo e à opressão, bem como defender os princípios
expressos na Declaração Universal dos Direitos Humanos;
II - divulgar os fatos e as informações de interesse público;
III - lutar pela liberdade de pensamento e de expressão;
IV - defender o livre exercício da profissão;
V - valorizar, honrar e dignificar a profissão;
VI - não colocar em risco a integridade das fontes e dos profissionais com quem trabalha;
VII - combater e denunciar todas as formas de corrupção, em especial quando exercidas
com o objetivo de controlar a informação;
VIII - respeitar o direito à intimidade, à privacidade, à honra e à imagem do cidadão;
IX - respeitar o direito autoral e intelectual do jornalista em todas as suas formas;
X - defender os princípios constitucionais e legais, base do estado democrático de direito;
XI - defender os direitos do cidadão, contribuindo para a promoção das garantias
individuais e coletivas, em especial as das crianças, dos adolescentes, das mulheres,
dos idosos, dos negros e das minorias;
XII - respeitar as entidades representativas e democráticas da categoria;
XIII - denunciar as práticas de assédio moral no trabalho às autoridades e, quando for o
caso, à comissão de ética competente;
XIV - combater a prática de perseguição ou discriminação por motivos sociais,
econômicos, políticos, religiosos, de gênero, raciais, de orientação sexual, condição física
ou mental, ou de qualquer outra natureza.
Art. 7º O jornalista não pode:
I - aceitar ou oferecer trabalho remunerado em desacordo com o piso salarial, a carga
horária legal ou tabela fixada por sua entidade de classe, nem contribuir ativa ou
passivamente para a precarização das condições de trabalho;
II - submeter-se a diretrizes contrárias à precisa apuração dos acontecimentos e à correta
divulgação da informação;
III - impedir a manifestação de opiniões divergentes ou o livre debate de idéias;
IV - expor pessoas ameaçadas, exploradas ou sob risco de vida, sendo vedada a sua
identificação, mesmo que parcial, pela voz, traços físicos, indicação de locais de trabalho
ou residência, ou quaisquer outros sinais;
V - usar o jornalismo para incitar a violência, a intolerância, o arbítrio e o crime;
VI - realizar cobertura jornalística para o meio de comunicação em que trabalha sobre
organizações públicas, privadas ou não-governamentais, da qual seja assessor,
empregado, prestador de serviço ou proprietário, nem utilizar o referido veículo para
defender os interesses dessas instituições ou de autoridades a elas relacionadas;
VII - permitir o exercício da profissão por pessoas não-habilitadas;
VIII - assumir a responsabilidade por publicações, imagens e textos de cuja produção não
tenha participado;
IX - valer-se da condição de jornalista para obter vantagens pessoais.

Capítulo III - Da responsabilidade profissional do jornalista


Art. 8º O jornalista é responsável por toda a informação que divulga, desde que seu
trabalho não tenha sido alterado por terceiros, caso em que a responsabilidade pela
alteração será de seu autor.
Art 9º A presunção de inocência é um dos fundamentos da atividade jornalística.
Art. 10. A opinião manifestada em meios de informação deve ser exercida com
responsabilidade.
Art. 11. O jornalista não pode divulgar informações:
I - visando o interesse pessoal ou buscando vantagem econômica;
II - de caráter mórbido, sensacionalista ou contrário aos valores humanos, especialmente
em cobertura de crimes e acidentes;
III - obtidas de maneira inadequada, por exemplo, com o uso de identidades falsas,
câmeras escondidas ou microfones ocultos, salvo em casos de incontestável interesse
público e quando esgotadas todas as outras possibilidades de apuração;
Art. 12. O jornalista deve:
I - ressalvadas as especificidades da assessoria de imprensa, ouvir sempre, antes da
divulgação dos fatos, o maior número de pessoas e instituições envolvidas em uma
cobertura jornalística, principalmente aquelas que são objeto de acusações não
suficientemente demonstradas ou verificadas;
II - buscar provas que fundamentem as informações de interesse público;
III - tratar com respeito todas as pessoas mencionadas nas informações que divulgar;
IV - informar claramente à sociedade quando suas matérias tiverem caráter publicitário ou
decorrerem de patrocínios ou promoções;
V - rejeitar alterações nas imagens captadas que deturpem a realidade, sempre
informando ao público o eventual uso de recursos de fotomontagem, edição de imagem,
reconstituição de áudio ou quaisquer outras manipulações;
VI - promover a retificação das informações que se revelem falsas ou inexatas e defender
o direito de resposta às pessoas ou organizações envolvidas ou mencionadas em
matérias de sua autoria ou por cuja publicação foi o responsável;
VII - defender a soberania nacional em seus aspectos político, econômico, social e
cultural;
VIII - preservar a língua e a cultura do Brasil, respeitando a diversidade e as identidades
culturais;
IX - manter relações de respeito e solidariedade no ambiente de trabalho;
X - prestar solidariedade aos colegas que sofrem perseguição ou agressão em
conseqüência de sua atividade profissional.
Capítulo IV - Das relações profissionais

Art. 13. A cláusula de consciência é um direito do jornalista, podendo o profissional se


recusar a executar quaisquer tarefas em desacordo com os princípios deste Código de
Ética ou que agridam as suas convicções.
Parágrafo único. Esta disposição não pode ser usada como argumento, motivo ou
desculpa para que o jornalista deixe de ouvir pessoas com opiniões divergentes das suas.
Art. 14. O jornalista não deve:
I - acumular funções jornalísticas ou obrigar outro profissional a fazê-lo, quando isso
implicar substituição ou supressão de cargos na mesma empresa. Quando, por razões
justificadas, vier a exercer mais de uma função na mesma empresa, o jornalista deve
receber a remuneração correspondente ao trabalho extra;
II - ameaçar, intimidar ou praticar assédio moral e/ou sexual contra outro profissional,
devendo denunciar tais práticas à comissão de ética competente;
III - criar empecilho à legítima e democrática organização da categoria.

Capítulo V - Da aplicação do Código de Ética e disposições finais

Art. 15. As transgressões ao presente Código de Ética serão apuradas, apreciadas e


julgadas pelas comissões de ética dos sindicatos e, em segunda instância, pela Comissão
Nacional de Ética.
§ 1º As referidas comissões serão constituídas por cinco membros.
§ 2º As comissões de ética são órgãos independentes, eleitas por voto direto, secreto e
universal dos jornalistas. Serão escolhidas junto com as direções dos sindicatos e da
Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ), respectivamente. Terão mandatos
coincidentes, porém serão votadas em processo separado e não possuirão vínculo com
os cargos daquelas diretorias.
§ 3º A Comissão Nacional de Ética será responsável pela elaboração de seu regimento
interno e, ouvidos os sindicatos, do regimento interno das comissões de ética dos
sindicatos.
Art. 16. Compete à Comissão Nacional de Ética:
I - julgar, em segunda e última instância, os recursos contra decisões de competência das
comissões de ética dos sindicatos;
II - tomar iniciativa referente a questões de âmbito nacional que firam a ética jornalística;
III - fazer denúncias públicas sobre casos de desrespeito aos princípios deste Código;
IV - receber representação de competência da primeira instância quando ali houver
incompatibilidade ou impedimento legal e em casos especiais definidos no Regimento
Interno;
V - processar e julgar, originariamente, denúncias de transgressão ao Código de Ética
cometidas por jornalistas integrantes da diretoria e do Conselho Fiscal da FENAJ, da
Comissão Nacional de Ética e das comissões de ética dos sindicatos;
VI - recomendar à diretoria da FENAJ o encaminhamento ao Ministério Público dos casos
em que a violação ao Código de Ética também possa configurar crime, contravenção ou
dano à categoria ou à coletividade.
Art. 17. Os jornalistas que descumprirem o presente Código de Ética estão sujeitos às
penalidades de observação, advertência, suspensão e exclusão do quadro social do
sindicato e à publicação da decisão da comissão de ética em veículo de ampla circulação.
Parágrafo único - Os não-filiados aos sindicatos de jornalistas estão sujeitos às
penalidades de observação, advertência, impedimento temporário e impedimento
definitivo de ingresso no quadro social do sindicato e à publicação da decisão da
comissão de ética em veículo de ampla circulação.
Art. 18. O exercício da representação de modo abusivo, temerário, de má-fé, com notória
intenção de prejudicar o representado, sujeita o autor à advertência pública e às punições
previstas neste Código, sem prejuízo da remessa do caso ao Ministério Público.
Art. 19. Qualquer modificação neste Código só poderá ser feita em congresso nacional de
jornalistas mediante proposta subscrita por, no mínimo, dez delegações representantes
de sindicatos de jornalistas.

Vitória, 04 de agosto de 2007.


Federação Nacional dos Jornalistas

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