Gralha-Azul
A lenda da Gralha-Azul teve origem no estado do Paraná, na região sul do Brasil.
Conta-se que uma gralha recebeu da Mãe Natureza um pinhão para matar sua
fome. A ave, que ficou muito feliz e satisfeita com o alimento, comeu metade do
pinhão e enterrou a outra para se alimentar depois, mas se esqueceu onde havia
escondido o restante do fruto.
Algum tempo depois a gralha percebeu que um lindo pinheiro começou a brotar na
floresta e decidiu cuidar dele. Conforme foi crescendo, o pinheiro começou a dar
frutos com os quais a ave continuou a se alimentar para saciar sua fome. Assim
como da primeira vez em que recebeu um pinhão da Mãe Natureza, a gralha comia
uma parte do fruto e enterrava o restante, sempre se esquecendo de onde havia
escondido o alimento.
Dessa forma, a gralha plantou uma floresta inteira de araucárias pela região sul.
Como recompensa por sua bela atitude, a Mãe Natureza decidiu modificar a cor do
pássaro que antes era pardo, deixando-o com a coloração azul. Com isso, a Gralha-
Azul se tornou uma belíssima ave que se diferencia de todas as outras da floresta.
Curupira
O Curupira é um personagem do folclore conhecido por proteger as florestas. Sua
lenda tem origem nas histórias de povos indígenas, sendo muito famosa no Norte
do Brasil.
Segundo a lenda, o Curupira é um menino baixinho de cabelos vermelhos, cuja
característica principal são os pés virados para trás, que servem para enganar
invasores que erram o caminho ao seguir suas pegadas na floresta. Os indígenas
acreditavam que o curupira aterrorizava aqueles que entravam na floresta para
caçar ou derrubar árvores.
Uma forma do Curupira atormentar os caçadores é assoviar sem parar. Para fugir
dele, é preciso dar um nó em um pedaço de cipó. Agora, achar o Curupira por conta
própria na floresta é quase impossível, já seus pés ao contrário sempre enganam
sobre seu caminho.
Minhocão
No estado de Sergipe e em toda a região do nordeste brasileiro a lenda do
Minhocão é muito conhecida.
Segundo a crença popular, o minhocão é uma cobra gigantesca que vive no Rio São
Francisco e se move por baixo da terra. Seja nas águas ou em terra firme, a cobra
causa estrago por onde passa, pois provoca desmoronamentos, abre grutas
enormes e oferece risco de naufrágio aos pescadores e embarcações da região.
Saci Pererê
Saci Pererê – Ilustração: Dentro da História
A lenda do Saci Pererê fala sobre esse ser mítico, baixinho, negro e com uma perna
só, que vive pulando rapidamente pelas floresta com seu capuz vermelho.
O Saci é muito brincalhão, agitado e travesso. Sempre faz travessuras por onde
passa: gosta de bagunçar a crina dos cavalos durante a noite, dando nós e fazendo
tranças. Esses são sinais de que o Saci passou por ali.
Ele também tem o costume de entrar nas casas para pregar peças nas pessoas. Pode
queimar as comidas que estão no fogão, ou fazer objetos desaparecerem. Às vezes
até apaga velas e luzes.
O Saci cria um redemoinho quando passa rápido por um lugar, levantando folhas e
sujeira. A lenda do Saci conta que é possível capturá-lo lançando uma peneira no
meio do redemoinho. Depois, é preciso retirar o seu gorro e colocá-lo dentro de
uma garrafa para não escapar.
Sereia Iara
A história da Iara, também conhecida como Lenda da Mãe d’Água, é outro exemplo
de lenda do folclore com origem indígena. Iara ou Yara, do indígena Iuara, significa
“aquela que mora nas águas”. Ela é metade peixe e metade mulher: da cintura para
baixo tem uma cauda de peixe, e da cintura para cima tem o corpo de mulher.
A linda sereia costuma tomar banho nos rios e cantar uma melodia irresistível. Os
homens que a veem não conseguem resistir ao seu encanto e pulam dentro do rio.
Ela tem o poder de cegar quem a admira e levar os homens atraídos por ela para o
fundo do rio.
Segundo a lenda, Iara era uma índia guerreira, trabalhadora e corajosa. Recebia
muitos elogios do seu pai que era pajé, e consequentemente despertava a inveja de
alguns da tribo, especialmente de seus irmãos homens.
Certa noite, quando Iara dormia, ouviu seus irmãos entrando em sua cabana com a
intenção de matá-la. A guerreira se defendeu e acabou os matando. Iara fugiu pelas
matas com medo do pai, que a encontrou e, como punição, ela foi jogada no
encontro do rio Negro com Solimões. Os peixes trouxeram o corpo de Iara à
superfície e então, sob o reflexo da lua cheia, ela se transformou em sereia.
Chico Rei
A lenda do Chico Rei surgiu na cidade de Ouro Preto, no estado de Minas Gerais.
Conta-se na região que Chico era rei em uma aldeia no Congo e foi trazido para o
Brasil contra sua vontade para trabalhar como escravo nas minas de ouro.
Depois de trabalhar muitos anos nas minas de Ouro Preto, Chico juntou uma grande
quantia de dinheiro para comprar sua liberdade e também sua própria mina de
ouro. Por meio das pedras preciosas de sua mina, Chico ganhou muito dinheiro e
conseguiu libertar diversos escravos.
Dessa forma, Chico também se tornou rei no Brasil por sua história de determinação
e luta para ajudar os escravos da época.