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Dança Mapiko: Origem e Instrumentos

Dança** é a **expressão corporal organizada e ritmada**, geralmente acompanhada de música, usada para comunicar sentimentos, histórias, cultura ou simplesmente para entretenimento e movimento artístico.
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IntroduçãoTenciona-se arrolar no presente trabalho de pesquisa, conteúdos referentes ao tema:Dança

[Link]és de uma pesquisa bibliográfica constatou-se que o Mapikoé umadança originária da


Província de Cabo Delgado concretamente no planalto de Mueda, naEtnia Maconde. Na dança Mapiko
são usadas mascaras e as variedades existentes dentro de cada tipo demascara que é feita de madeira,
realça o facto dessas mascaras estarem intimamenteligadas a dança Mapiko que tem um significado
religioso e cerimonial ligado ao ritualde iniciação masculina. O conjunto máscara e dança, formam uma
coreografia, muitorítmica e cadenciada transmitida pelo dançarino que se apresenta vestido
comindumentaria convincente coberto de objectos sonoros (chocalhos) sendo acompanhado por vários
percursionistas, criadores dos seus próprios tambores que são feitos demadeira e cobertos de pele de
animal, e que posteriormente afinados pelo calor do fogo, produzindo sons médio-agudos. Esta dança
tem como pano de fundo um grupo decantores (homens e mulheres). È de realçar que a dança Mapiko é
sem margem dedúvida, uma junção de música, dança, escultura e teatro, que vai
representandogradualmente o imaginário relativo à existência do mundo sobrenatural e à convicção
naligação lógica entre o dançarino principal e as suas crenç[Link], no que se refere a estrutura
deste trabalho, ela compreende não só esta parteintrodutória, pôs ela é antecedida pelas capas e o
índice do trabalho, a posterior daintrodução que também contempla os objectivos e a metodologia está
odesenvolvimento do trabalho, a conclusão e por fim a representação das referências bibliográficas
usadas e citadas ao longo do trabalho.0.1. ObjectivosCom este trabalho esperam-se alcançar os
seguintes objectivos:0.1.1. GeralConhecer a dança Mapiko.

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50.1.2. EspecíficosDefinir os conceitos de básicos;Descrever a origem e o historial da dança


Mapiko;Caracterizar a indumentária, os instrumentos e a coreografia da dança;Identificar o conteúdo da
dança.0.2. MetodologiasComo forma de se lacar os objectivos pretendidos para o trabalho foi utilizado o
procedimento bibliográfico que consistiu na consulta da bibliografia disponível queaborda sobre o tema
o que culminou com a realização deste trabalho.

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61. Dança Mapiko 1.1. Definição de conceitos básicos1.1.1. DançaMEDINAet all (2008:100), define a
dança, como sendo“uma forma de movimentoelaborado, que fornece elementos ou representações da
cultura dos povos, sendoconsiderada uma manifestação dos hábitos e costumes de uma determinada
sociedade”. Já para MARQUES (1980:6), a dança“é percebida como sendo a cadência de passosou saltos,
ordinariamente ao som e compasso da música”. Acrescenta ainda que ela éconsequência de um
processo histórico da humanidade. Pois, desde cedo (para os povos primitivos) ela constituiu sempre
uma manifestação de amor, de morte, de guerra e dereligião, ou seja, a dança esteve sempre associada
a vida chegando a ser definida por Platão como“um dom dos deuses”. 1.1.2. Mapiko Mapikoé uma
manifestação moçambicana que cultiva a história e signos do povoMaconde ao mesmo tempo em que
traz a possibilidade de diálogo com o momentoactual, podendo nele ser representado e simbolizado
algo presente que mantém viva ahistória desse povo, transmitindo valores, memórias e ensinamentos,
(LOPES;2016:10).De acordo com RHORMENS (2013:12), o Mapiko é uma dança tradicional
deMoçambique realizada pelo povo Maconde. Mapiko é o nome dado a dança e asmáscaras utilizadas.
Ao ritmo da percussão e de cantos tradicionais, o Lipiko ( performer mascarado) incorpora os espíritos
de antepassados e expressa a sua visão da vida e [Link] (2016: 10), advoga que o Mapikoé
elemento da identidade cultural do povoMaconde, e veículo da cultura onde se perpetuam experiências
passadas e situaçõesquotidianas. Os artistas Macondes que fazem parte do Mapiko(escultores,
cantores,músicos, dançarinos) são responsáveis pela preservação e transmissão da tradição.

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71.1.3. LipicoOlípico, singular demapiko, é o nome da máscara ou do mascarado, palavra que


sócostuma ser usada quando é referida à máscara de madeira, ou ao próprio mascarado,tomado em si
mesmo e não como símbolo da força transcendental que omapikorepresenta. Uma vez que omapiko é
como um jogo interactivo que consiste numarepresentação de vários espíritos personalizados na própria
máscara,(NARCISO;2016:5).O mais interessante é o fato de que o dançarino, ao vestir na pele a máscara,
incorporar o seu espírito. Com efeito, muitos acreditam que é um espírito e não um homem queestá
debaixo da máscara (ISRAEL;2005), citado por, (NARCISO;2016:5).Segundo a tradição dos makonde,
olipiko era umlihoka (defunto) que surgia da terraquando era invocado pelas vozes humanas e pelos
tambores. Quando aparecia na aldeia, provocava medo em mulheres e crianças porque não percebiam
que olipiko era umelemento da comunidade, dado que este estava coberto com máscara panos e
dançavalonge do centro da aldeia1.1.1.4. MakondeÉ um grupo étnico que vive nas margens do rio
Rovuma, nomeadamente nos planaltosde Mueda e Macomia (Cabo Delgado – Moçambique) e de
Newala e Mahuta(Tanzânia), onde como povo se teriam fixado durante as migrações bantu.
Apresentamum estilo artístico aparentado ao originário de Congo, apesar da grande distanciageográfica,
(MKAIMA;s/d:49).Acrescenta ROSÉRIO (2013:10), que os Makonde constituem o grupo mais
numerosode indivíduos em Cabo Delgado e ocupam uma área muito vasta, cerca de 40.000 km2. Nos
primórdios, a distribuição deste povo obedecia a condições geográficas. A maior incidência verifica-se
nos planaltos de Mueda, Macomia, e no planalto norte deRovuma, Newala na Tanzâ[Link] acordo com
DIAS (1964), citado por ROSÉRIO (2013:38), sabe-se muito poucoacerca da origem do povo “Makonde”
devido, provavelmente à ausência de organização1 [Link]
em-cultura-mapiko-e-os-seus-misterios

, do dia:09/03/2017 pelas 21 e 11 minutos.

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8tribal, pois não há propriamente uma consciência colectiva e um destino históricocomum. No mesmo
sentido vai a teoria de Yussuf Adam, que não encontra umasubstância catalisadora da consciência
colectiva e entende este povo como umamiscelânea de perseguidos, escravos e outros aglutinados, por
conquistas de prisioneiros, das batalhas sem conta que se tiveram de [Link] teorias mais credíveis e
consistentes dizem que os “Makonde” vieram do sul doLago Niassa e caminharam ao longo do rio
Lugenda até se fixarem nas vizinhanças daconfluência daquele rio com o Rovuma, nas imediações do
Negomano. Essa tradiçãovem certamente de épocas muito recuadas. Mesmo que não houvesse dados
históricosconfirmativos bastava o facto de os Makonde possuírem uma cultura homogénea que,em
grande parte, representa uma forma perfeita de adaptação ao ambiente natural, parase ter de admitir
uma longa permanência nos planaltos, o que cimentou e fechou essacultura, (Ibid).1.2. Origem da dança
MapikoSegundo RHORMENS (2013:13), o Mapiko originalmente era realizado em iniciaçõesmasculinas e
seus segredos eram guardados e nunca revelados às mulheres. A preparação para o Mapiko assim como
a casa onde se guardavam todo o materialnecessário para a dança (máscaras, roupas, tambores) só
poderia ser frequentada por homens e rapazes já iniciados.O mascarado, Lipiko, deveria ser um homem
com idade entre 15 e 40 anos e suaidentidade era secreta. As máscaras simbolizavam o espírito de um
defunto. Os segredose mistérios a volta da dança do Mapiko tinham originalmente a função de vincular
asupremacia do homem sobre a mulher, colocando-o em superioridade ou equilibrandoos poderes já
que tradicionalmente em épocas remotas, na sociedade Maconde aindamatrilinear, as mulheres eram
muito poderosas, sendo responsáveis por decisões políticas e dominando a magia e as poções
(RHORMENS;2013:13).1.3. Surgimento da dança MapikoFoi da comunidade Makonde que surgiu a
dança Mapiko. É uma dança originária dacomunidade Makonde, e é sem dúvida, a dança mais conhecida
e mais divulgada em

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9toda a província de Cabo Delgado e até mesmo em todo país. A sua difusão chega aultrapassar as
fronteiras [Link] Makondes vivem ao Norte de Moçambique e Sul da Tanzânia, região da
ÁfricaOriental. A comunidade vive da própria agricultura e da confecção de esculturas emmadeira como
arte tradicional. Há grande probabilidade de que eles são pertencentes ao povo Bantu3.1.4. Historial da
dança Mapiko Segundo RHORMENS (2013:19), Moçambique passou por muitas transformações políticas
que reestruturaram o país social e culturalmente. Tornou-se colónia de Portugale depois de uma guerra
de libertação, com a configuração de um Moçambique livre em1975, passou por um regime socialista e
chegou ao pluripartidarismo (situação actual).A província de Cabo Delgado, onde vivem o povo
Maconde, foi palco da guerra delibertação (1964-1974), convivendo com exércitos portugueses e
guerrilheirosmoçambicanos e participando efectivamente da [Link] um período muitos
fugiram para o sul da Tanzânia, de onde depoisregressaram, conquistando um Moçambique livre.
Vivenciadas todas as transformaçõeshistóricas, políticas e sociais, os Macondes e seus costumes,
crenças, organizaçõessociais e festas se modificaram com o passar dos anos. Desta forma notamos
distintasformas de Mapiko que foram realizadas no passado e que são apresentadas hoje em dia,
(Ibid.).Os Macondes mantiveram durante anos um olhar bifurcado, olhando tanto para foracomo para
dentro. Eles se envolvem com o mundo externo, mas sempre tratam tambémde sua sociedade própria.
Criam linguagens conceituais para compreender suassituações, olhar seus desejos e estruturar suas
acções, (MKAIMA;s/d:55).O Mapiko, assim como o desempenho do mascarado, sofreu diversas
modificações aolongo dos anos. Essas mutabilidades do Mapiko que o fizeram sobreviver até os dias
dehoje. Actualmente os Macondes entendem o mascarado como simultaneamente umhomem em
desempenho competitivo, uma representação dramática de um personagem euma encarnação de um
espírito ancestral. O Mapiko tornou-se uma forma de arte2 [Link]
tradicionais-de-mocambique-dancas-mocambicanas#ixzz4bAHg5zpD 3
[Link]
danca-mapiko/. Do dia 12/03/2017, pelas 12 e 23 minutos.

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10composta por uma constelação de conceitos, associações e convenções onde atravésdelas os


indivíduos continuam afirmando suas visões de mundo e suas posições [Link] maior
compreensão das variações sofridas pelo Mapiko e desempenho do Lipikodurante os anos,
discorreremos sobre as transformações históricas e suas influências no Mapiko, (Ibid.). Na Era Colonial
assim como referência LOPES (2016: 33), começou em Cabo Delgadoem 1930. Até então os Macondes
viviam e se organizavam na sociedade através do clãmatrilinear, ou seja, os jovens que deixavam as
casas de seus pais para viver na casa dosirmãos de suas mães recebiam terra, dinheiro e bens para
embarcar em suas vidasadultas. Grupos de Mapiko desta época eram compostos por homens da
mesmalinhagem e chefiados pelos mais velhos. Estes davam preferência à base espiritual do Mapiko. As
máscaras representavam tipos de Macondes. As coreografias eramfrenéticas, agressivas e
desestruturadas. Os cantos e gritos durante a manifestação eramagressivos e tinham a intenção de
depreciar e rebaixar os adversários (outros grupos de Mapiko).Após a independência de Moçambique
(1975), a população Maconde foi organizada pelo Estado socialista, de tal modo a fomentar a
participação na vida política, social eeconómica controlada pelo Estado e a romper alianças familiares.
Durante este períodoo Estado se utilizou do Mapiko como meio de comunicação ideológica.
Patrocinavagrupos de dança que desenvolviam dentro do Mapiko princípios socialistas. Surgiramentão
máscaras de heróis militares, cidadãos idealizados e personagens alegóricasrepresentando virtudes
cívicas. As coreografias eram menos agressivas e continhamagora componentes de dramaticidade. Os
cantos passaram a se vangloriar, ao invés deinsultar os adversários. As mulheres, depois de serem
aceitas como soldados e lutaremao lado dos homens na guerra de libertação, foram incluídas no
Mapiko. O Mapiko passou então a se distanciar do ritual e aproximar-se da representação
[Link] o Mapiko ainda é realizado para marcar o final de rituais de iniciaçãomasculina, mas
acontece com maior frequência em competições que são organizadas por grupos de diferentes aldeias
semanal ou mensalmente. O Mapiko também pode ser assistido em celebrações funerárias e festas de
feriados nacionais.

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111.4.1. Diferentes tipos de Mapiko De acordo com LOPES (2016:12), hoje coexistem na província de
Cabo Delgadodiversos tipos de Mapikos, entre os tradicionais ou clássicos e os modernos. Assim,ainda
de acordo com este autor podem-se destacar os seguintes tipos de Mapiko queexistem actualmente
nados Makonde:Walikuti é a forma de Mapikoantiga surgida na década de 1930, seus grupos
sãoformados, normalmente por homens mais conservadores quanto à orientação erealização do
Mapiko. Este conservadorismo também se reflecte nos figurinos ecoreografias. Seus dançarinos não se
desviam das coreografias e passos“padrões” do Mapikotradicional, evitando os passos associados a
outros estilosde dança que, por exemplo, traduzem acções quotidianas em movimento rí[Link]
coreografias deWalikutinormalmente são formais e rítmicas, semcomponentes dramáticos ou
[Link] também clássico, foi desenvolvido na década de 1940, difere-
sedoWalikuti por diversas formas: tem tipos e organização dos tambores diferentee possui um grau
maior de representação nas máscaras e nas coreografias. Estaforma de Mapikotrata de vários assuntos e
temas, pois inclui máscaras de não-humanos e de indivíduos específicos, como por exemplo o ex-
presidente SamoraMachel (primeiro presidente de Moçambique Independente), (LOPES;2016:1-13).O
Mapiko Nampyopyo foi desenvolvido no início de 1950. A sua diferenciação para com as outras formas
de Mapikoclássico é a sua ênfase ao [Link] máscaras e suas danças têm o cuidado com as
aparências e com ocomportamento das figuras que retratam. Este Mapiko é também designado Mapiko
de brincar.O Mapiko Mang’anyamu, fundado por Jackson Martins, faz parte do género de
Mapikomodernos. Jackson foi muito inspirado pelo Nampyopyo, tendo-o comoum modelo de sucesso
para a introdução respeitosa de inovações.O Mapiko Naupanga,também repleto de inovações e muito
popular actualmente. Muitas vezes propõe um início diferenciado onde o dançarinocomeça sua
actuação fora do espaço de dança, em seguida, corre para dentro doespaço estipulado para a
representação. Às vezes chega a entrar em uma bicicleta, buscando mais dramaticidade e efeito cómico.

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12 Na visão de ROSÉRIO (2013:98), os Mapikomodernos recebem o nome de Mashalawesha, que


geralmente são realizadas por jovens. Contam com inovação,humor e maior interacção com os
espectadores para atraí-los. As máscaras podem ser deanimais ou de humanos e os figurinos são
frequentemente confecções obscenas ou bizarras, criados para desviar a atenção dos Mapikomais
conservadores. São muito populares e frequentemente ganham oferendas como dinheiro, comida ou
cigarros. Sãogeralmente praticadas em épocas de festas, nos finais dos ritos de iniciação femininas
emasculinas, em feriados e em datas comemorativas.1.5. Indumentária da dançaAssim como qualquer
uma outra dança, a dança Mapikoutiliza-se de indumentáriasapropriadas e características da mesma.
Como advoga NARCISO (2016:10), o maisinteressante é o facto de que o dançarino, ao vestir na pele a
máscara, incorporar o seuespírito. Na dança Mapiko, o dançarino está completamente coberto, com
uma indumentária queesconde, totalmente, a sua identidade. Amáscara de madeira cobre a cabeça e o
pescoço, que tem uma única abertura: a boca da figura representada por onde omascarado vê e respira,
tendo assim um campo visual muito limitado. Esses trajes sãocompostos por cinco peças de diferentes
tecidos e ajustadas por uma corda ao corpo do jovem iniciado. Ao cobrir as costas e o peito, há
umamalha, em corda, que sustentavárioschocalhos que, no decorrer da dança, provoca barulho. As
pernas são tapadas por uma cobertura que se assemelha àsmeias e que vai desde os pés até à coxa,
(ROSÉRIO;2013:108). Neste aspecto, fazem parte os tecidos de pano, que cobrem os membros
superiores einferiores, a parte da cintura e o pescoço do bailarino, as pecas de palha
palmeira,artisticamente trançadas que cobre o tronco do dançarino que também serve parasegurar os
guizos destinados a acompanhar melodiosamente os ritmos da dança. Estacomplicada indumentária é
associada aos gestões e movimentos rítmicos do dançarino,que oferece a beleza e a exclusividade
coreográfica ao Mapiko, (MKAIMA;s/d:58).

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131.6. Conteúdo da dançaO Mapikoconsiste em mistura de dança, teatro e música, revelando relações
sociaiscom a dramaticidade que o mascarado expõe suas coreografias e máscaras, e traz à tonao
sagrado com a sua ligação ao mundo espiritual, (LOPES;2013:10). Na perspectiva de ROSÉRIO (2013:88),
o Mapiko é um complexo de crenças e deactividades, que estão compreendidas nos rituais de iniciação
masculina.O Mapiko visanão só integrar socialmente os adolescentes Makonde, como também
estabelecer oequilíbrio das relações entre mulheres e homens.A diversidade desta dança fez com que
incorpora-se no seu conteúdo diversasmensagens como a agressividade entre dois homens ou
comunidades inimigas, entre ooprimido e o opressor entre outros conteúdos (Ibid.).Assim, o Mapiko
parece ainda cumprir uma de suas antigas funções, a de estabelecer uma relação entre aldeias
vizinhas.1.7. Instrumentos utilizados/Instrumentalização NARCISO (2016:3-4), argumenta que o Mapiko
é acompanhado por 5 tamboresdiferentes. Todos devem estar presentes para a realização desta dança,
já que cada umtem a sua função. Os tambores representam um papel fundamental durante o ritual.O
corpo dos tambores pode ser em forma de cálice, em forma de almofariz, de espigão eainda cilíndricos
ou tubulares. O corpo de ressonância, em madeira, pode ser cavado dediferentes formas num tronco
inteiro, fechado ou aberto do lado do chão, e do lado da boca tapado com uma pele de gazela ou de
cabra. A pele é normalmente fixada comfibras ou tiras de pele pregada com pregos de madeira,
espinhos ou cavilhas. Quanto àdecoração, o corpo dos tambores, apresenta gravações com motivos
decorativosgeométricos. Dançarinos de Mapiko usam as costas para permitir acompanhar o somdos
tambores. Em muitas danças esteschocalhos são presos às pernas e braç[Link], pluralviganga,
são pequenos tambores usados no ritual do Mapiko. Sãoinstrumentos que acompanham e alternam o
ritmo dos tambores durante a dança, (Ibid.).

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141.8. CoreografiaEntão, entende-se por coreografia ao conjunto de movimentos e danças organizados


demaneira estrutural, com um sentido e objectivo específico para significar algo previamente planejado.
Estes movimentos mantêm sempre uma relação de uns com osoutros, e dependendo do tipo de dança
seleccionada, buscam acoplar um complexo desituações nas quais o corpo humano segue o ritmo da
melodia apresentada. Na dança Mapikoa coreografia é constituída em mistura de dança, teatro e
mú[Link] relações sociais com a dramaticidade que o mascarado expõe suas coreografias
emáscaras, e traz à tona o sagrado com a sua ligação ao mundo espiritual. Em cada ritualdesta dança, há
vários dançarinos que dançam isolados ou em conjunto. Na dança, existem vários passos que o
dançarino executa, sempre em sintonia com asonora e ritmada música dos tambores, apresentando
uma espécie de encenação teatral,que encanta e diverte todos que assistem. O coro é formado por um
grupo de mulheres ehomens, colocados frente a frente. No intervalo das actuações do dançarino, este
grupodança e canta cantigas provocatórias, desafiando e provocando os mascarados e os povos das
aldeias vizinhas quando estão presentes, (NARCISO;2016:12 eLOPES;2016:12).

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152. ConclusãoDurante a realização do presente trabalho, abordaram-se questões referentes a Dança
Mapiko. Nele, foi definido numa primeira fase o conceito de dança no qual foi visto queesta era uma
forma de movimento elaborado, que fornece elementos ou representaçõesda cultura dos povos, sendo
considerada uma manifestação dos hábitos e costumes deuma determinada sociedade.O Mapikoé uma
dança tradicional da Província de Cabo Delgado originária do povoMakonde, que ocupa uma extensão
de certa de 40.000 Km2 estendendo-se nas duasmargens do rio Rovuma. Nos primórdios esta dança era
praticada no encerramento decerimónias de ritos de iniciação masculina por pessoas com idades entre
os 14 a 40 anosde idade.A sua pratica representa diversos momentos da vida do povo Makonde, sendo
possívelnotar tal diversidade no género das mascaras que representam em alguns momentosanimais,
ou defuntos da aldeia cuja intenção desta ultima representação é ademonstração de que o defunto
ainda pertence a aldeia e que ainda está na [Link] a evolução da história do povo
moçambicano esta dança também sofreualterações dependendo do contexto e das finalidades sendo
possível encontrar actualmente dois tipos principais de Mapiko entre o tradicional ou clássico e o
Mapikomoderno. Destes os dois, o primeiro é que se mantém mais conservador mantendo assuas
tradições e magias da dança ao passo que o segundo já incorpora vários temas davida social na sua
realização.A realização desta dança exige a utilização de uma indumentária própria e
instrumentostambém apropriados produzidos pelos escultores e artesãos locais.

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163. BibliografiaLOPES, Mariana Conde Rhormens. Mapiko: Identidade Maconde. UNICAMP/SãoPaulo,


São Paulo, [Link], Azevedo. Dança e educação. São Paulo, Faculdade de Educação,
[Link], Josiane. As Representações da Dança: uma Análise Sociológica. Vol. [Link] Alegre,
Movimento, [Link], Miguel Costa. Mascara Mapiko – Ontem e Hoje.s/d. NARCISO, Alcides
Rafael Madeira. África em cultura: Mapiko e os seus misté[Link] Dentro da África - Por dentro da
África, Maputo, [Link], Mariana [Link] olhar sobre as máscaras de Mapiko:
apropriaçãotécnica, simbólica e criativa da máscara. Campinas: UNICAMP, [Link], António
Henrique Rodrigues.Símbolos E Práticas Culturais Dos [Link] de Dissertação. Coimbra,
Universidade de Coimbra, [Link] sites:[Link]
mocambique-dancas-mocambicanas#ixzz4bAHg5zpD
[Link]
danca-mapiko/. Do dia 12/03/2017, pelas 12 e 23 minutos. [Link] dia
12/03/2017 pelas 17 e 34 minutos.

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