Relatório Ambiental Aterro Sanitário PE
Relatório Ambiental Aterro Sanitário PE
1
Relatório Ambiental Simplificado (RAS)
elaborado com base no TR NAIA nº 06/2023
relacionado ao empreendimento "Aterro
Sanitário Nazaré - CTR - PE" para atender as
conformidades administrativas do Processo
de Licença Prévia nº 3537/2023, a ser
implantado na zona rural do município de
Nazaré da Mata/PE.
2
Lista de Abreviaturas e Siglas
AA Autorização Ambiental
ADA Área Diretamente Afetada
AID Área de Influência Direta
AII Área de Influência Indireta
ANA Agência Nacional de Águas
ANM Agência Nacional de Mineração
APA Área de Proteção Ambiental
APAC Agência Pernambucana de Águas e Clima
APP Área de Preservação Permanente
ART Anotação de Responsabilidade Técnica
ASA Área de Segurança Aeroportuária
ATPF Autorização para Transporte de Produtos Florestais
CAR Cadastro Ambiental Rural
CEA Condutividade Elétrica da Água
CIPA Comissão Interna de Prevenção de Acidentes
CITES Comércio Internacional das Espécies da Flora e Fauna Selvagens em
Perigo de Extinção CMS Convenção sobre Espécies Migratórias
CNEN Comissão Nacional de Energia Nuclear
CNPF Conselho Nacional de Proteção à Fauna
CONAMA Conselho Nacional do Meio Ambiente
CONSEMA Conselho Estadual do Meio Ambiente
CONTRAN Conselho Nacional de Trânsito
CP Consulta Prévia
CPRH Agência Estadual de Meio Ambiente
CPRM Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais
CR Certificado de Regularidade
CTF/AIDA Cadastro Técnico Federal de Atividades e Instrumentos de Defesa
Ambiental
CTF/APP Cadastro Técnico Federal de Atividades Potencialmente Poluidoras e
Utilizadoras de Recursos Ambientais
CTFS Centro de Triagem para a Fauna Silvestre
DAP Declaração de Aptidão
DNPM Departamento Nacional de Pesquisas Minerais
DOF Documento de Origem Florestal
DUP Declaração de Utilidade Pública
EA Educação Ambiental
EDA Entrada d’água
EIA Estudo de Impacto Ambiental
EMBRAPA Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária
EPI Equipamento de Proteção Individual
EVA Estudo de Viabilidade Ambiental
3
FCP Fundação Cultural Palmares
FNDF Fundo Nacional de Desenvolvimento Floresta
IBAMA Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais
Renováveis
IBGE Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
IDH Índice de Desenvolvimento Humano
IDHM Índice de Desenvolvimento Humano Municipal
INCRA Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária
INMET Instituto Nacional de Meteorologia
IPEA Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada
IPHAN Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional
LA Licença de Alteração
LI Licença de Instalação
LIO Licença de Instalação e Operação
LO Licença de Operação
LP Licença Prévia
LS Licença Simplificada
PAE Plano de Ação de Emergência
PAN Plano de Ação Nacional
PCO Programa de Controle de Obras
PCS Programa de Comunicação Social
PEA Programa de Educação Ambiental
PGR Programa de Gerenciamento de Riscos
PGRCC Programa de Gerenciamento de Resíduos Sólidos da Construção Civil
PGREA Programa de Gerenciamento de Riscos e Emergências Ambientais
PIB Produto Interno Bruto
PRAD Projeto de Recuperação de Área Degradada ou Perturbada
RAS Relatório Ambiental Simplificado
RBCA Reserva da Biosfera da Caatinga
RCC Resíduos da Construção Civil
RL Reserva Legal
SGA Sistema de Gestão Ambiental
SIAGAS Sistema de informações de Águas Subterrâneas
SICAR Sistema de Cadastro Ambiental Rural
SISNAMA Sistema Nacional do Meio Ambiente
SNIIC Sistema Nacional de Informações e Indicadores Culturais
SNUC Sistema Nacional de Unidade de Conservação
SPHAN Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional
STD Sólidos Totais Dissolvidos
SUDENE Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste
TCE Termo de Compromisso do Empreendedor
TSM Temperatura da Superfície do Mar
UC Unidades de Conservação
4
LISTA DE FIGURAS
5
Figura 33 - Distribuição de espécies nos seus respectivos grupos de sucessão ecológica nas
áreas de estudo do Empreendimento Sanitário, Nazaré da Mata, PE. ..................................... 87
Figura 34 -A e B - Evidência de vasta ocorrência de braquiária nas áreas de influência do
empreendimento sanitário, Nazaré da Mata, PE. ..................................................................... 87
Figura 35 - Riqueza de espécies de cada grupo taxonômico com provável ocorrência na área
do empreendimento. ............................................................................................................... 109
Figura 36 - Riqueza de espécies de aves em cada ordem com possível ocorrência na área do
empreendimento. .................................................................................................................... 113
Figura 37 - Riqueza de espécies de aves em cada família com possível ocorrência na área do
empreendimento. .................................................................................................................... 114
Figura 38- Registro de Ammodramus humeralis (Tico-tico-do-campo).na área do
empreendimento. .................................................................................................................... 115
Figura 39 - Registro de Colaptes melanochloros (Pica-pau-verde-barrado) na área do
empreendimento. .................................................................................................................... 115
Figura 40 - Registro de Caracara plancus (Carcará) e Coragyps atratus (Urubu preto). na área
do empreendimento. ............................................................................................................... 116
Figura 41-Pegadas de Leopardus wiedii (esquerda) e Cerdocyon thous (direita) registradas na
área do empreendimento. A escala é equivalente 5 cm. ........................................................ 121
Figura 42 - Registro de cavalos e bois na área do empreendimento. ..................................... 121
Figura 43 - Corpo d’agua existente na Área diretamente afetada (ADA). na área do
empreendimento. .................................................................................................................... 123
Figura 44 - Distância da CTRA PE Nazaré da Mata para o ponto mais ao norte da APA
Aldeia Beberibe. .................................................................................................................... 124
Figura 45 - Atlas da Biodiversidade de Pernambuco............................................................. 125
Figura 46 - Distribuição étnico-raciais do município de Nazaré da Mata/PE. ...................... 128
Figura 47 - Formas de abastecimento por quantidade de domicílios da área urbana e zona
rural no município de Nazaré da Mata, PE. ........................................................................... 131
Figura 48 - Formas de tratamento de esgoto por quantidade de domicílio em Nazaré da
Mata/PE.................................................................................................................................. 132
Figura 49 - Distribuição das atividades econômicas por porte das empresas. ....................... 135
Figura 50 – Número de internações relacionadas às doenças com origem em saneamento
inadequado. ............................................................................................................................ 146
Figura 51 – Número de óbitos provocados por saneamento inadequado .............................. 146
Figura 52 - Localização dos Projetos de Assentamento do INCRA ...................................... 151
Figura 53 – Entrevistas ao moradores das residências localizadas na AID ........................... 153
Figura 54 - Distribuição étnico-raciais do município de Buenos Aires/PE. .......................... 154
Figura 55 - Formas de abastecimento por quantidade de domicílios da área urbana e zona
rural no município de Buenos Aires, PE. ............................................................................... 156
Figura 56 -formas de tratamento de esgoto por quantidade de domicílio em Buenos Aires/PE.
................................................................................................................................................ 157
Figura 57 - Distribuição das atividades econômicas das empresas cadastradas em
Vicência/PE............................................................................................................................ 159
Figura 58 - Número de Internações por doenças relacionadas ao saneamento inadequado. . 160
Figura 59 - Número de óbitos por doenças relacionadas ao saneamento inadequado. .......... 160
6
Figura 60 - Distribuição étnico-raciais do município de Vicência/PE. ................................. 162
Figura 61 - Formas de abastecimento por quantidade de domicílios da área urbana e zona
rural no município de Vicência, PE. ...................................................................................... 164
Figura 62 -formas de tratamento de esgoto por quantidade de domicílio em Vicência/PE. .. 165
Figura 63- Distribuição das atividades econômicas das empresas cadastradas em
Vicência/PE............................................................................................................................ 166
Figura 64 - Número de Internações por doenças relacionadas ao saneamento inadequado. . 168
Figura 65 - Número de Internações por doenças relacionadas ao saneamento inadequado. . 169
Figura 66 - Distribuição étnico-raciais do município de Condado/PE. ................................. 171
Figura 67 - Formas de abastecimento por quantidade de domicílios da área urbana e zona
rural no município de Condado, PE. ...................................................................................... 173
Figura 68-formas de tratamento de esgoto por quantidade de domicílio em Condado/PE. .. 174
Figura 69 - Distribuição das atividades econômicas por porte das empresas. ....................... 175
Figura 70 - Número de Internações por doenças relacionadas ao saneamento inadequado. 177
Figura 71 – Número de óbitos por doenças relacionadas ao saneamento inadequado. ......... 177
Figura 72 - Distribuição étnico-raciais do município de Timbaúba/PE. ............................... 179
Figura 73 - Formas de abastecimento por quantidade de domicílios da área urbana e zona
rural no município de Timbaúba, PE. .................................................................................... 181
Figura 74 - formas de tratamento de esgoto por quantidade de domicílio em Timbaúba/PE.
................................................................................................................................................ 182
Figura 75 - Distribuição das atividades econômicas por porte das empresas. ....................... 183
Figura 76 - Número de Internações por doenças relacionadas ao saneamento inadequado. . 186
Figura 77 - Número Óbitos por doenças relacionadas ao saneamento inadequado. ............. 187
Figura 78 - Distribuição étnico-raciais do município de Tracunhaém/PE. ............................ 188
Figura 79 - Formas de abastecimento por quantidade de domicílios da área urbana e zona
rural no município de Tracunhaém, PE. ................................................................................ 190
Figura 80 - formas de tratamento de esgoto por quantidade de domicílio em Tracunhaém/PE.
................................................................................................................................................ 191
Figura 81 - Distribuição das atividades econômicas por porte das empresas. ....................... 193
Figura 82 - Número de Internações por doenças relacionadas ao saneamento inadequado. 194
Figura 83 - Número de óbitos por doenças relacionadas ao saneamento inadequado. ......... 194
Figura 84 - Vista geral de Nazaré da Mata ............................................................................ 199
Figura 85 - Casa grande ......................................................................................................... 201
Figura 86 -Edifícios de apoio ................................................................................................. 201
Figura 87 - Cemitério do engenho Cacicule ......................................................................... 202
Figura 88 - Casa grande do engenho Cacicule....................................................................... 202
Figura 89 - Sede do Maracatu Cambinda .............................................................................. 203
Figura 90 - Engenho Jaguamirim ........................................................................................... 203
Figura 91 - Vista das ruínas do engenho ................................................................................ 204
Figura 92 - Casa Grande ........................................................................................................ 204
Figura 93 - Edificações de apoio ........................................................................................... 205
Figura 94 - Arruado a margem da estrada ............................................................................. 206
Figura 95 – Ruínas da destilaria............................................................................................. 206
Figura 96 - Engenho Terra Nova. Ruína da igreja e escola rural municipal ......................... 207
7
Figura 97 - Vista geral ........................................................................................................... 207
Figura 98 - Casa grande e outras edificações......................................................................... 208
Figura 99 – Vista parcial ........................................................................................................ 208
Figura 100 - Catedral de Nossa Senhora da Conceição ......................................................... 209
Figura 101 - Capela do engenho Lagoa Dantas ..................................................................... 209
Figura 102 - Capela do Cemitério do engenho Várzea Grande ............................................. 210
Figura 103 - Capela do engenho Várzea Grande ................................................................... 210
Figura 104 - Capela de São Francisco Xavier ....................................................................... 211
Figura 105 - Igreja do engenho Cacicule .............................................................................. 212
Figura 106 - Igreja do engenho Cacicule. Na fachada está gravado o ano de reconstrução. . 212
Figura 107 - Igreja Santa Terezinha....................................................................................... 213
Figura 108 - Igreja Bom Jesus ............................................................................................... 214
Figura 109 - Ruínas da Igreja do Engenho Terra Nova. ........................................................ 214
Figura 110 - Residência da Rua João Manoel Vieira de Melo .............................................. 215
Figura 111 - Residência na Praça Papa João XXIII ............................................................... 215
Figura 112 - Casario da Praça Herculano Bandeira de Melo ................................................. 216
Figura 113 - Casario da Praça Herculano Bandeira de Melo ................................................. 216
Figura 114 - Fórum ................................................................................................................ 217
Figura 115 - Edifício da rua Bom Jesus ................................................................................. 217
Figura 116 - Edifício da rua Bom Jesus ................................................................................. 218
Figura 117 - Casario da Rua João Manuel Vieira de Melo.................................................... 218
Figura 118 - Casario da Rua João Manuel Vieira de Melo – 25M 0254176/9143426 .......... 219
Figura 119 - Casario da Praça Carlos Gomes ........................................................................ 219
Figura 120 - Residência da Praça Carlos Gomes ................................................................... 220
Figura 121 -Casario da Praça Carlos Gomes ......................................................................... 220
Figura 122 - Praça Carlos Gomes .......................................................................................... 221
Figura 123 - Praça Papa João XXIII ...................................................................................... 221
Figura 124 - Praça Herculano Bandeira de Melo................................................................... 222
Figura 125 - Praça do Clube Condor Esporte Clube.............................................................. 222
Figura 126 - Obelisco............................................................................................................. 223
Figura 127 - Santuário ........................................................................................................... 223
Figura 128 - Esculturas de caboclos ...................................................................................... 224
Figura 129 - Fachada do Centro Cultural Mauro Mouta ....................................................... 224
Figura 130 - Acervo do Centro Cultural Mauro Mouta ......................................................... 225
Figura 131 - Monumento em homenagem ao aniversário de 500 anos do Brasil.................. 225
Figura 132 - Ruínas da Estação ferroviária............................................................................ 226
Figura 133 - Lanceiro. Personagem do Maracatu .................................................................. 227
Figura 134 - Símbolos do Maracatu Águia Misteriosa .......................................................... 227
Figura 135 - Trajes usados pelo Maracatu Cambinda Brasileira ........................................... 228
Figura 136 – Lago localizado na AII ..................................................................................... 229
Figura 137-- Lixão desativado no entorno da ADA e AID. .................................................. 230
Figura 138 – Painel Resumo dos Impactos Ambientais Potenciais da CTR. ........................ 300
8
LISTA DE QUADROS
9
Quadro 37 - Programa de Controle de Emissões Atmosféricas (PCEA) da CTR PE Nazaré da
Mata. ...................................................................................................................................... 338
Quadro 38 -Programa de Controle de Ruído da CTR PE Nazaré da Mata. ........................... 339
Quadro 39 - Programa de Controle de Erosão e/ou Assoreamento da CTR PE Nazaré da
Mata. ...................................................................................................................................... 340
Quadro 40 - Programa de Gerenciamento de Efluentes da CTR PE Nazaré da Mata. ......... 341
Quadro 41 -Programa de Controle e Monitoramento da Qualidade das Águas Superficiais da
CTR PE Nazaré da Mata. ....................................................................................................... 342
Quadro 42 - Programa de Controle e Monitoramento da Qualidade das Águas Subterrâneas
da CTR PE Nazaré da Mata. .................................................................................................. 343
Quadro 43 - Programa de Gerenciamento de Riscos Ambientais e Ação de Emergência da
CTR PE Nazaré da Mata. ....................................................................................................... 344
Quadro 44 - Compensação Ambiental pela Supressão de Vegetação da CTR PE Nazaré da
Mata. ...................................................................................................................................... 345
Quadro 45 - Programa de Inserção de Catadores de Materiais Reutilizáveis e Recicláveis da
CTR PE Nazaré da Mata. ....................................................................................................... 346
Quadro 46 - Programa de Monitoramento Geotécnico de Aterros Sanitários da CTR PE
Nazaré da Mata. ..................................................................................................................... 347
Quadro 47 - Programa de Controle Operacional de Aterros Sanitários da CTR PE Nazaré da
Mata. ...................................................................................................................................... 348
LISTA DE TABELAS
10
Sumário
APRESENTAÇÃO .................................................................................................................... 1
1. DADOS DO EMPREENDIMENTO.................................................................................. 2
2. OBJETIVOS E JUSTIFICATIVA DO EMPREENDIMENTO ........................................ 6
3. LOCALIZAÇÃO DO EMPREENDIMENTO ................................................................... 8
4. DESCRIÇÃO TÉCNICA DO EMPREENDIMENTO .................................................... 10
4.1. CARACTERIZAÇÃO DA ÁREA ............................................................................ 10
4.2. ORDENAMENTO DO USO DO SOLO NA PROPRIEDADE ............................... 12
4.3. CARACTERÍSTICAS TÉCNICAS DO EMPREENDIMENTO ............................. 13
2.3.1. Dimensionamento e características técnicas ...................................................... 17
4.4. INFRAESTRUTURA E PROJETO TÉCNICO DO ATERRO ................................ 23
2.3.2. Plano de Recebimento dos Resíduos Urbanos ................................................... 24
[Link]. Plano de recebimento dos resíduos sólidos urbanos .......................................... 24
[Link]. Manual de Operação .......................................................................................... 29
5. ANÁLISE JURÍDICA ...................................................................................................... 42
5.1. DAS NORMAS ANALISADAS .............................................................................. 42
5.1.1. Legislação Federal ............................................................................................. 42
5.1.2. Legislação Estadual ........................................................................................... 44
5.1.3. Legislação municipal ......................................................................................... 45
5.1.4. Competências Ambientais (Legislação Federal: Lei Complementar n° 140, de
08/12/2011)....................................................................................................................... 45
5.1.5. Uso e ocupação do solo (Lei Federal n° 6.766/79, Legislação Municipal: Plano
Diretor e Lei de Uso e Ocupação do Solo – zoneamento)................................................ 47
5.1.6. Proteção e controle da poluição sonora (Lei Estadual no 12.789; NBR 10.151 e
NBR 10.152) ..................................................................................................................... 48
5.1.7. Proteção à qualidade e quantidade das águas (Lei Federal n° 9.433/97; Lei
Estadual no 12.984/2005; Resoluções do CONAMA nos 357/05 e 396/08 e demais
legislações relacionadas ao enquadramento/classificação dos corpos d'água, padrões de
qualidade, normas da CPRH etc.). .................................................................................... 48
5.1.8. Proteção à qualidade do solo quanto à presença de substâncias químicas e o
gerenciamento ambiental de áreas contaminadas por essas substâncias em decorrência de
atividades antrópicas, segundo a Resolução Conama no 420/2009 e alterações.............. 49
5.1.9. Espaços legalmente protegidos (UCs, APPs, áreas de vegetação protegida, áreas
de proteção de mananciais etc.). Considerar, entre outras, as seguintes legislações: Lei
11
Federal n° 9.985/2000, Resolução Conama n° 369/2006, Lei Estadual n° 9.931/1986, Lei
Federal no 12.651/2012, Lei Estadual no 13.787/2009. ................................................... 49
5.1.10. Supressão de vegetação e compensação ambiental (Lei Federal no
12.651/2012; Lei Estadual n° 11.206/1995 e IN CPRH no 007/2021) Resolução
Consema 01/2018 e alterações. ........................................................................................ 50
5.1.11. Legislação sobre fauna (Lei Federal no 5.197/67 e suas atualizações, IN
IBAMA no 179/2008, IN CPRH no 07/2018, Portaria MMA No 444/2014, Portaria
MMA No 148/2022, Resolução SEMAS/PE No 1/2015, Resolução SEMAS/PE No
1/2017 e Portaria SEMAS/PE No 41/2022) ..................................................................... 51
5.1.12. Licenciamento e avaliação de impacto ambiental (Lei Federal n° 6.938/81 e
Decreto n° 99.274/90; Resoluções Conama n os 01/86, 09/87, 01/88, 237/97 e 404/2008;
Lei Estadual n° 14.249/2010 e suas alterações; e Instruções Normativas CPRH n°
008/2021 e n° 009/2021) .................................................................................................. 52
5.1.13. Políticas Nacional e Estadual de Resíduos Sólidos (Lei Federal Nº
12.305/2010 e Lei Estadual Nº 14.236/2010) e regulamentações decorrentes................. 54
5.1.14. Marco legal do saneamento básico (Lei Federal no 14.026/2020) ................ 55
5.1.15. NBR 8.419/1992 (Diretrizes para apresentação de projetos de aterros de
resíduos sólidos urbanos)e NBR 13.896/1997 (Aterros de resíduos não perigosos –
critérios para projeto, implantação e operação) ................................................................ 56
5.1.16. Responsabilidades ambientais (Lei Federal n° 9.605/1998 e Lei Estadual n°
14.249/2010 e suas alterações) ......................................................................................... 56
5.1.17. Proteção ao Patrimônio Histórico-Cultural (Lei Federal n° 3.924/1961, Lei
Federal n° 3.551/2002, Portaria do IPHAN n° 07/88 e IN IPHAN no 01/2015) ............. 57
5.1.18. Área de Segurança Aeroportuária – ASA (Lei Federal n° 12.725/2012,
Resolução ANAC n° 611/2021 - Emenda n° 06 ao Regulamento Brasileiro de Aviação
Civil n° 153). .................................................................................................................... 57
6. ÁREA DE INFLUÊNCIA DO EMPREENDIMENTO ................................................... 57
7. DIAGNÓSTICO AMBIENTAL DA ÁREA DE INFLUÊNCIA .................................... 61
7.1. MEIO FÍSICO ........................................................................................................... 61
7.1.1. Clima e condições meteorológicas..................................................................... 61
7.1.2. Geomorfologia, pedologia, geologia e geotecnia .............................................. 64
7.1.3. Relevo e topografia ............................................................................................ 66
7.1.4. SOLOS ............................................................................................................... 67
7.1.5. Recursos minerários ........................................................................................... 68
7.1.6. Sondagens Geotécnicas ...................................................................................... 69
7.1.7. Recursos hídricos superficiais............................................................................ 71
7.1.8. Caracterização hidrogeológica ........................................................................... 73
12
7.1.9. Levantamento de Pontos D’água ....................................................................... 73
7.1.10. Potenciometria ................................................................................................ 74
7.1.11. Qualidade da Água ......................................................................................... 75
7.1.12. Vulnerabilidade dos aquíferos ........................................................................ 76
7.1.13. Identificação e Avaliação de Impactos Ambientais ....................................... 77
7.2. MEIO BIÓTICO ....................................................................................................... 78
7.2.1. Ecossistemas terrestres....................................................................................... 78
7.2.2. Da coleta, tratamento e análises dos dados ........................................................ 79
7.2.3. Diversidade de Shannon e Equabilidade de Pielou............................................ 80
7.2.4. Resultados .......................................................................................................... 81
7.2.5. Considerações finais ........................................................................................ 108
7.2.6. Fauna ................................................................................................................ 109
7.3. UNIDADES DE CONSERVAÇÃO (UCS) ............................................................ 124
7.4. ÁREAS PRIORITÁRIAS PARA A CONSERVAÇÃO DA BIODIVERSIDADE125
7.5. MEIO SOCIOECONÔMICO ................................................................................. 126
7.5.1. Descrição da metodologia ................................................................................ 126
7.5.2. Aspectos socioeconômicas do Nazaré da Mata ............................................... 127
7.5.3. Diagnóstico da AII e AID ................................................................................ 133
7.5.4. Meio Socioeconômico do Buenos Aires .......................................................... 153
7.5.5. Meio Socioeconômico do Município de Vicência ........................................... 161
7.5.6. Meio Socioeconômico do município de Condado ........................................... 170
7.5.7. Meio Socioeconômico do município de Timbaúba ......................................... 178
7.5.8. Meio Socioeconômico do município de Tracunhaém ..................................... 187
7.6. PATRIMÔNIO CULTURAL, HISTÓRICO, ARQUEOLÓGICO, MATERIAL E
IMATERIAL ...................................................................................................................... 195
7.6.4. Contexto regional da área do projeto ............................................................... 195
7.6.5. Contexto histórico e geográfico do município de nazaré da mata ................... 198
7.6.6. Procedimentos metodológicos de pesquisa ...................................................... 199
7.6.7. Engenhos ou ruínas de engenhos que pertenciam a finalidade econômica ..... 201
7.6.8. Igrejas católicas ................................................................................................ 208
7.6.9. Núcleo Residencial Histórico .......................................................................... 215
7.6.10. Praças ........................................................................................................... 221
7.6.11. Patrimônio Cultural Imaterial....................................................................... 226
7.6.12. CONCLUSÃO ............................................................................................. 228
13
8. PASSIVO AMBIENTAL ............................................................................................... 229
9. IDENTIFICAÇÃO E AVALIAÇÃO DE IMPACTOS AMBIENTAIS ........................ 231
9.5. DETALHAMENTO DOS IMPACTOS POTENCIAIS E RESPECTIVAS
CLASSIFICAÇÃO ............................................................................................................ 238
9.5.4. Alteração da qualidade da água superficiais e subterrâneas ............................ 238
9.5.5. Interferência na drenagem natural ................................................................... 239
9.5.6. Contaminação do solo ...................................................................................... 240
9.5.7. Contaminação do subsolo ................................................................................ 240
9.5.8. Impactos sobre o lençol freático e estabilidade dos solos................................ 241
9.5.9. Interferência na Área de Preservação Permanente de curso d’água na AID ... 242
9.5.10. Aceleração de processos erosivos ................................................................ 243
9.5.11. Aumento do Assoreamento de corpos d'água .............................................. 244
9.5.12. Aumento da instabilidade de encostas e risco de desabamento ................... 244
9.5.13. Impactos decorrentes da exploração de jazidas e empréstimos e do descarte
de materiais em áreas de depósito temporário (material excedente de escavações, restos
de vegetação, solo e rochas alteradas etc.). .................................................................... 245
9.5.14. Alteração da qualidade do ar (poeira) .......................................................... 246
9.5.15. Alteração da qualidade do ar (gases)............................................................ 247
9.5.16. Alteração da qualidade do ar (odores).......................................................... 248
9.5.17. Aumento dos índices de ruído ...................................................................... 249
9.5.18. Impactos decorrentes do manuseio de resíduos sólidos. .............................. 250
9.5.19. Poluição por resíduos não adequadamente dispostos. .................................. 250
9.5.20. Riscos de acidentes por produtos químicos, materiais tóxicos ou explosivos
durante a fase de instalação e operação do empreendimento que possam resultar em dano
às pessoas ou ao meio ambiente. .................................................................................... 251
9.5.21. Interferências em espécies vegetais ou animais, endêmicas, raras,
vulneráveis, em processo de extinção, de interesse comercial, alimentício e científico.252
9.5.22. Atração e proliferação de vetores de doenças devido à implantação e
operação do empreendimento. ........................................................................................ 254
9.5.23. Interferências sobre a fauna associada aos ambientes naturais e antrópicos
afetados (perda de habitats, afugentamento de fauna etc.) ............................................. 255
9.5.24. Impactos sobre a fauna ................................................................................. 256
9.5.25. Aumento da demanda por serviços públicos de abastecimento d’água,
esgotamento sanitário, resíduos sólidos, energia elétrica, serviços de utilidade pública
etc., durante a execução das obras .................................................................................. 256
14
9.5.26. Riscos de acidentes com a população local e com o pessoal alocado para as
obras. 257
9.5.27. Riscos à saúde da população, aos trabalhadores e ao meio ambiente como
consequência do funcionamento da CTR ....................................................................... 258
9.5.28. Alterações na paisagem, considerando a descaracterização da área para
implantação do empreendimento .................................................................................... 259
9.5.29. Desvalorização imobiliária do entorno. ....................................................... 260
9.5.30. Manutenção/geração de impostos. ............................................................... 260
9.5.31. Interferências no Patrimônio Cultural (arqueológico, histórico, paisagístico,
imaterial, espeleológico e paleontológico). .................................................................... 261
9.5.32. Recomposição e ampliação da flora e fauna ................................................ 262
9.5.33. Afugentamento e redução de habitat para fauna .......................................... 263
9.5.34. Atropelamento da fauna ............................................................................... 263
9.5.35. Acidentes envolvendo animais ..................................................................... 264
9.5.36. Proliferação de vetores e aparecimento da fauna sinantrópica .................... 265
9.5.37. Disponibilizar informações sobre a biodiversidade local ............................ 266
9.5.38. Supressão de vegetação nativa ..................................................................... 267
9.5.39. Redução capacidade de resiliência do ambiente .......................................... 268
9.5.40. Alterações na paisagem ................................................................................ 269
9.5.41. Alteração das condições de qualidade de vida ............................................. 270
9.5.42. Geração de expectativa na população .......................................................... 270
9.5.43. Risco de acidentes com a população local e temporária .............................. 271
9.5.44. Impactos sociais de eventuais necessidades de desapropriações e remoção da
população 272
9.5.45. Geração de empregos diretos e indiretos...................................................... 273
9.5.46. Aumento temporário da circulação de pessoas ............................................ 274
9.5.47. Aumento do fluxo de acesso e aumento no tráfego de veículos .................. 274
9.5.48. Melhoria da qualidade de vida da população atendida ................................ 275
9.5.49. Melhora na qualidade do ar .......................................................................... 276
9.5.50. Recuperação de recursos .............................................................................. 277
9.5.51. Redução na geração de lixo.......................................................................... 277
9.5.52. Fonte de energia renovável .......................................................................... 279
9.5.53. Proteção da saúde pública ............................................................................ 279
9.5.54. Redução dos custos com disposição de resíduos ......................................... 280
9.5.55. Incentivo à inovação..................................................................................... 281
15
9.5.56. Contribuição para o cumprimento de metas ambientais .............................. 282
9.5.57. Redução da poluição hídrica ........................................................................ 282
9.5.58. Redução do desperdício de água .................................................................. 283
9.5.59. Prevenção de incêndios ................................................................................ 284
9.5.60. Preservação de áreas naturais ....................................................................... 284
9.5.61. Aumento da conscientização ambiental ....................................................... 285
9.5.62. Fortalecimento da gestão de resíduos........................................................... 286
9.5.63. Promoção da economia circular ................................................................... 286
9.5.64. Atração de investimentos ............................................................................. 287
9.5.65. Redução da pressão sobre os aterros sanitários ............................................ 288
9.5.66. Redução da emissão de gases de efeito estufa ............................................. 289
9.5.67. Redução dos custos com a gestão de resíduos ............................................. 290
9.5.68. Geração de energia renovável ...................................................................... 291
9.5.69. Aproveitamento de subprodutos................................................................... 292
9.5.70. Redução da contaminação do solo ............................................................... 292
9.5.71. Fortalecimento da economia local................................................................ 293
9.5.72. Ampliação do acesso a serviços públicos .................................................... 294
9.5.73. Proteção da saúde pública ............................................................................ 295
9.5.74. Fortalecimento da educação ambiental ........................................................ 296
10. MEDIDAS DE CONTROLE ...................................................................................... 301
11. PROGRAMAS AMBIENTAIS .................................................................................. 333
12. CONCLUSÕES .......................................................................................................... 349
13. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS........................................................................ 351
14. ANEXOS .................................................................................................................... 356
16
APRESENTAÇÃO
1
1. DADOS DO EMPREENDIMENTO
b.4. Endereço completo: Rodovia BR 101 Norte, s/n KM 28,5 - Zona Rural - Igarassu/PE
c.3. Endereço completo: Rua do Brum, 248, sala 11, caixa postal 007, Bairro do
Recife, CEP: 50.030-260
2
1.1.4. Identificação da equipe técnica multidisciplinar responsável pela elaboração do RAS
280272302311
Carlos Vinicius dos Santos Benjamim Engenheiro Civil / Doutor em Geotecnia Projeto da CTR 6712250 5061115951 SP
34593
Carlos de Oliveira Ribeiro Filho Advogado Análise Jurídica ----------- 28.210 OAB/PE ----------
Parataxonomista especialista em
Marcos Antônio das Chagas Parataxonomista ---------- ----------- ----------
identificação de plantas
Ana Gabriella dos Santos Batista de Menezes Geóloga Diagnóstico do Meio Físico* 7877245 1819505960PE PE20230990379
Marcos Francisco de Araújo Silva Licenciatura em Ciências Agrícolas Diagnóstico Socioeconômico 6176090 0000670430-PE PE20230989399
3
Nº CTF -
Nome Especialidade Função AIDA Nº Conselho Nº da ART
/IBAMA
Arquiteta Urbanista
Coordenação, Pesquisa
Mestre em Arqueologia Redação Patrimônio Cultural,
Vera Lúcia Menelau de Mesquita 1020116 ----------- ----------------
Histórico, Arqueológico,
Especialista em Arquitetura
Material E Imaterial
Brasileira
Marcelo Hermínio dos Santos Doutor em Arqueologia Patrimônio Cultural, Histórico, 5864244 ----------- ----------------
Arqueológico, Material E
Historiador
Imaterial
Advogado: Realizar a Análise Jurídica, contextualizar e referência conforme Termo de Referência suas convergências para o empreendimento;
Arquiteta Urbanista, Mestre em Arqueologia: Coordenar a Pesquisa Redação Patrimônio Cultural, Histórico, Arqueológico e Material E Imaterial
Biólogo: Diagnóstico do Meio Biótico sendo responsável pelos conteúdos relacionados a Fauna e Ecossistemas Aquáticos;
Engenheiro Civil / Doutor em Geotecnia: Elaborar a descrição técnica do empreendimento e responsabilidade sobre o projeto.
Engenheiro Florestal: Diagnóstico do Meio Biótico sendo responsável pelos conteúdos relacionados à fauna;
Geóloga: Diagnóstico do Meio Físico sendo responsável pelos temas relacionados ao clima e condições meteorológicas; geomorfologia, pedologia, geologia e geotecnia;
recursos hídricos superficiais e recursos hídricos subterrâneos;
Licenciatura em Ciências Agrícolas: Realizar o levantamento e tabulação das informações do Social, diagnóstico da AII e AID e comunidades tradicionais.
Doutor em Arqueologia Historiador: Auxiliar no levantamento do Patrimônio Cultural, Histórico, Arqueológico, Material E Imaterial
Parataxonomista: auxílio na identificação botânica em campo
4
Nome ASSINATURA
5
2. OBJETIVOS E JUSTIFICATIVA DO EMPREENDIMENTO
A instalação do CTR Nazaré vai modificar essa realidade local e dos municípios
vizinhos que poderão destinar seus resíduos para local adequado, com capacidade de operar
atendendo os requisitos ambientais e técnicos, contribuindo para mitigar e eliminar os impactos
ambientais negativos provocados pelo funcionamento dos lixões, especialmente a
contaminação do solo e da água, atração de vetores de doenças e geração de impactos negativos
à saúde pública.
6
A instalação e funcionamento da Central de Tratamento de Resíduos Sólidos - CTR
favorecerá de forma positiva o gerenciamento eficiente dos resíduos sólidos produzidos no
município de Nazaré da Mata e localidades circunvizinhas, que poderão tratar e/ou dispor de
forma adequada os resíduos não recicláveis, incentivar a coleta seletiva, a reciclagem de
materiais e fomentar a economia circular local em torno dos materiais recicláveis.
Sob o aspecto dos impactos regionais e globais, a CTR contribuirá para redução das
emissões de gases do efeito estufa, especificamente, por ter a potencialidade e escalabilidade
de incorporar técnicas de mecanismo de desenvolvimento limpo em todas as etapas de seu
processo.
Os resultados integrados de sua implantação e funcionamento refletirão de forma
positiva nos riscos à saúde pública por meio da redução de vetores de doenças, fortalecimento
da conscientização ambiental por meio da melhoria das práticas de consumo (coleta seletiva e
a reciclagem), preservação e conservação dos recursos naturais. A CTR evidencia a valorização
de aspectos positivos institucionais e de gestão para a cidade e/ou microrregião de
desenvolvimento, haja vista que a CTR demonstra, na prática, o comprometimento com a
sustentabilidade e a preservação do meio ambiente.
As justificativas para implantação da CTR Nazaré da Mata estão centradas na adoção
das melhores técnicas, operacionais e de procedimentos, corroborando para o encerramento do
descarte irregular de resíduos no antigo lixão (desativado em 17/03/2023), direcionar esforços
para o fomento e criação de uma economia circular sustentável na região, inclusão por meio da
geração de emprego e renda, desenvolvimento social e econômico com reflexos na melhoria da
qualidade de vida das pessoas.
A CTR trará para o município de Nazaré da Mata e adjacências a segurança operacional
lastreada nas normas vigentes com o objetivo imediato para o processamento de 130 m³/dia ou
40.560 m³/ano, e de forma estratégica de longo prazo, sinalizando para um tempo de vida útil
de 25,3 anos de pleno funcionamento, o que assegura a melhor eficiência e eficácia do
empreendimento.
O projeto da CTR Nazaré da Mata buscará reunir os requisitos básicos da
sustentabilidade, aqui compreendidos como sendo ecologicamente adequado a paisagem local,
ambientalmente correto em sua capacidade de amenizar suas externalidades negativas, social e
culturalmente justo pela forma como se conduzirá sua implementação, economicamente viável
quando relacionado a sua capacidade operativa, tempo de vida útil e atendimento a uma
demanda reprimida em que se apresenta a região.
7
3. LOCALIZAÇÃO DO EMPREENDIMENTO
Figura 2 – Imagem aérea da área, na perspectiva da ADA, AID e parte AII, Município de
Nazaré da Mata/PE.
Fonte: Kiwiks, 2023
8
Figura 3 - Planta de Localização
Fonte: Elaborado por Kiwiks, 2023
[Link]ÇÃO DA ÁREA
Planta de Situação
10
Figura 5 - Área com a Localização das Áreas de Preservação Permanentes e distâncias dos corpos d’água
relevantes (rios e lagos) e efêmeros (linhas de drenagem).
Fonte: Elaborado por Kiwiks, 2023
11
Fonte: Elaborado por Kiwiks, 2023
O projeto será implantado no imóvel Engenho Bonito, com área total aproximada de
700 hectares e área destinada ao projeto de 20 hectares, cadastrada no INCRA sob o código
3037816 - Receita Federal, de propriedade em nome do Sr. Josemar Cavalcanti de Moraes, está
localizada na Zona Rural do município de Nazaré da Mata. Atualmente a área não possui uso
econômico, sendo área de pastagem abandonada sem manejo adequado, matriz circundante
predominante da cultura-da-cana de açúcar. A componente natural da paisagem diretamente
afetada compreende em sua totalidade vegetação herbácea e arbustiva, com presença de árvores
isoladas. O relevo é ondulado na Área Diretamente Afetada - ADA e na Área de Influência
Direta, com recortes e formação de linhas de drenagem entre os diferentes níveis. Importante
elencar a presença de um aterro não controlado (lixão) desativado confrontante à ADA, fator
de impacto negativo importante a ser observado. O acesso facilitado a área permite a entrada e
pastoreio de animais de criação, a exemplo do gado bovino.
A ADA é circundada por estradas vicinais, com boas condições de circulação, e a 2 km
de distância da BR-408, o que demonstra o potencial de movimentação de veículos e o baixo
custo necessário à realização de intervenções e melhoria dos acessos. Sobre a ADA passa uma
linha de alta tensão de transmissão de energia elétrica.
12
[Link]ÍSTICAS TÉCNICAS DO EMPREENDIMENTO
A CTR-PE Nazaré da Mata tem a previsão para recebimento total de 130 m³/dia e 40.560
m³/ano, considerando 6 dias por semana ou 26 dias mês de recebimento) de Resíduos Classe
IIA e IIB, o aterro irá ocupar uma área aproximada de 123.000 m² de um total de 200.000 m²
do empreendimento.
A capacidade volumétrica total deste aterro será de aproximadamente 1.142.000 m³,
sendo 1.027.800 m³ de volume útil aproximado, considerando 10% de volume utilizado com
coberturas diárias, definitivas e acessos. Com isso temos uma vida útil aproximada de 25,3
anos.
a) Terraplenagem
13
c) Dique de partida
Para a execução do aterro sanitário será necessária a implantação do dique de partida, o qual
deverá ser executado em aterro de solo compactado, tendo a função de conter o efluente líquido
das células de lixo, bem como ancorar as mantas de impermeabilização da base.
A conformação do maciço do aterro será executada com a geometria dos taludes de altura de
5,0 m, com inclinação de 1V:2H e bermas entre taludes com 5,0 m de largura.
14
g) Sistema de cobertura do aterro
As coberturas diária e final dos resíduos serão executadas em solo compactado com espessuras
de 30 e 60 cm respectivamente. Esta cobertura proporciona diversos benefícios para o maciço
de resíduos tais como:
• Controle de odor;
• Evita a proliferação de insetos e roedores;
• Arraste de resíduos pela ação dos ventos e da chuva;
• Redução do escape de gases e
• Proporciona a circulação de veículos para a manutenção do maciço.
h) Drenagem superficial
15
Figura 8 – Fluxo do processo da drenagem superficial da CTR.
i) Cobertura vegetal
A cobertura final do aterro será executada com camada vegetal. Esta medida é
fundamental para evitar a erosão. A execução será com tratamento do solo de cobertura que
permita a revegetação da área, e implantação de vegetais com espécies nativas adaptadas ao
solo alterado, peculiar a aterros sanitários.
Entretanto, não são recomendadas espécies arbóreas, como também deve-se garantir que
a vegetação esteja sempre curta, permitindo com isso uma melhor visualização de toda a
superfície do aterro.
l) Acesso viário
Os acessos provisórios e permanentes sobre o maciço serão previstos para serem executados a
partir do viário de contorno até a frente de operação, devendo a declividade longitudinal atingir
preferencialmente menos de 10%. Estes viários propiciarão o acesso dos veículos a frente de
descarga e acesso de máquinas para a operação de aterramento dos resíduos.
m) Estruturas de apoio
Como estrutura permanente e apoio para operação do aterro estarão previstas a construção e
instalação de portaria, balança, laboratório, área administrativa com escritórios, vestiários e
sanitários, refeitório, posto de abastecimento, lava rodas, oficina/galpão de equipamentos.
a) Adequação à Legislação
O empreendimento tem capacidade para receber resíduos, em volume, dos três cenários
listados na planilha de resposta do item 4.3 e 4.4, incluindo todas as tipologias, sendo uma
capacidade total de 4.000,00 t/mês.
c) Regime de Operação
A CTR NAZARÉ operará de acordo com a demanda dos clientes estando dimensionado
para trabalhar os 365 dias do ano num regime de 3 turnos de 8 horas perfazendo 24 horas diárias
na sua operação de resíduos Classe IIa. Para os demais equipamentos funcionarão de Segunda
a Sábado.
18
• Prédio de Manutenção;
19
informações básicas como a quantidade de resíduos produzidos na unidade de estudo e o
número de pessoas que a habitam. A produção per capita é obtida a partir da razão entre a
quantidade de resíduos e a população.
No que se refere à caracterização qualitativa, esta deve ser obtida através de amostragens
representativas dos resíduos coletados pelo estudo gravimétrico, onde será permitido a
identificação os tipos de resíduos encontrados, consequentemente, gerados pela população. A
análise gravimétrica apresenta as porcentagens das várias frações que compõem os resíduos,
tais como:
• Papel
• Papelão
• Plástico
• Metal
• Vidro
20
• Matéria orgânica
• Rejeito
COMPOSIÇÃO GRAVIMÉTRICA
a) NAZARÉ DA MATA
b) TRACUNHAEM
c) VICENCIA
d) BUENOS AIRES
e) TIMBAÚBA
Além desses municípios a CTR estará apta para receber resíduos particulares, tratando-
se tanto de resíduo Classe I para operação de transbordo e resíduos Classe II.
Para estimar a quantidade de resíduos que deve ser recebida pelo CTR Nazaré foram
utilizados os seguintes dados:
21
Conforme a estimativa de geração de resíduos das cidades citadas, o empreendimento
está programado para trabalhar em três cenários potenciais no que se refere ao quantitativo do
resíduo a ser recebido. Em função desta localização a concepção da CTR Nazaré foi definida
para resíduos Classe IIa:
O empreendimento tem capacidade para receber resíduos, em volume, nos três cenários
propostos, incluindo todas as tipologias, sendo uma capacidade total estimada de 4.000,00
t/mês.
23
2.3.2. Plano de Recebimento dos Resíduos Urbanos
Serão admitidos resíduos classificados como classe II, podendo ser citadas as seguintes
fontes:
Resíduos sólidos e materiais de varredura domiciliares residenciais:
● Resíduos sólidos domiciliares não residenciais, assim entendidos aqueles originários de
estabelecimentos públicos, institucionais, de prestação de serviços, comerciais e
industriais, entre outros, com características de Classe II, A e B, conforme NBR 10004
da ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas, até 200 litros por dia;
● Móveis descartados, de colchões, de utensílios, de mudanças e outros similares, em
pedaços;
● Resíduos sólidos originados de feiras livres e mercados, desde que corretamente
acondicionados.
26
O CTR Nazaré fará o “ACEITE” dos resíduos no sistema do SINIR, uma vez que todas
as informações estiverem conformes, podendo dar baixa nos MTRs em um prazo de até 10 dias
úteis.
27
● A amostragem de resíduos a ser executada segundo os procedimentos especificados na
NBR – 10.007, com vistas à execução de análise expedita, será feita por técnico
experiente, designado por um laboratório especializado, ao qual serão terceirizados
todos os serviços de amostragem, coleta, análises e armazenamento de amostra, bem
como montagem e gestão de laboratório de campo. Esta amostragem será executada em
todos os veículos contendo resíduos sólidos industriais que adentrem a área do Aterro
Sanitário, para os quais serão efetuados os registros especificados.
● As amostras para ensaios de laboratório mais completas, a serem executadas por lote de
resíduos, segundo a frequência mínima estabelecida serão coletadas e armazenadas por
técnico especializado no laboratório de campo.
● O veículo coletor após a pesagem e controle inicial, será encaminhado para o pátio de
espera, e somente será liberado para área de descarga no aterro sanitário, após a
comprovação das análises expeditas, de que os resíduos transportados correspondem
efetivamente aos resíduos especificados no CADRI. Para tanto o técnico de laboratório
irá expedir uma ficha de controle, assinada, de análises expeditas onde constarão os
resultados das análises efetuadas e a indicação clara de liberação ou não dos resíduos
para disposição no aterro. Esta ficha será encaminhada ao encarregado de operação que:
- No caso de liberação dos resíduos (conformidade com o CADRI) irá orientar o veículo
coletor para frente de descarga pré-definida para disposição dos resíduos;
- No caso de não liberação dos resíduos (não conformidade com o CADRI) irá entrar em
contato com a Agência de Controle Ambiental da CPRH, que deverá orientar quanto à liberação
da carga para retorno a indústria ou ao gerador, bem como providencias adicionais que se
fizerem cabíveis nestas ocorrências.
Todos estes procedimentos devidamente documentados deverão ser arquivados em
pastas isoladas no próprio escritório do Aterro Sanitário para que possam ser encaminhados, a
qualquer tempo, pela Fiscalização da CPRH. Esta documentação devidamente sintetizada e
armazenada deverá fazer parte de relatório anual de recebimento de resíduos sólidos no Aterro
Sanitário a ser entregue a CPRH.
● O lançamento de resíduos inconsistentes, pastosos, e que possam trazer qualquer risco
de comprometimento geotécnico ao maciço do aterro devem ser dispostos no maciço do
Aterro Sanitário em quantidade (< 5% do volume do maciço) e em área restrita,
delimitada e compatível, aplicando-se a estes casos a área com sistema de valas descrito
no item 2.5 a seguir, restringindo-se ainda os resíduos que apresentarem características
geotécnicas desfavoráveis. Tais como:
Apresenta-se neste item uma descrição da forma de operação da unidade, bem como
todos os sistemas de proteção ambiental, visando garantir a disposição adequada dos resíduos
sólidos urbanos.
Estão previstas duas células para disposição de resíduos com volume útil total de 1.200.000
m3. A locação das células deverá ser rigorosamente controlada através de piqueteamento via
serviço de topografia.
Figura 9 - Relação entre o peso específico dos resíduos e a espessura das camadas após o
espalhamento para posterior compactação.
Fonte: SCHOMAKER (1972) citado e adaptado por MARQUES (2001).
29
Foi adotada espessura após o espalhamento entre 40 e 60cm. Posteriormente os resíduos
espalhados serão compactados pelo trator sobre esteiras, que deverá subir e descer sobre os
resíduos, de 3 a 6 vezes, dependendo da espessura inicial da camada de lixo, formando-se a
rampa de inclinação máxima de 1(V):3(H). No estudo de MARQUES (2001) foi verificado que
após 6 passadas o acréscimo de tensões não se faz mais presente. O gráfico a seguir apresenta
a relação entre o número de passadas e o peso específico após a compactação.
Após a operação de compactação dos resíduos sólidos, estes deverão receber cobertura
com a finalidade de evitar a proliferação de vetores transmissores de doenças e controlar odores,
podendo utilizar camada de solo de 15 a 30 cm (solo ou material inerte) e camada de cobertura
final das células, com espessura de 60 cm de solo compactado.
Em função da quantidade de lixo recebido no aterro e das dimensões da célula em
execução (altura de 5 m), a cobertura do topo da célula de lixo deverá ser feita continuamente,
deixando exposta apenas a frente de lançamento.
A manutenção da frente de trabalho, em épocas normais e de chuva, deverá contar com
acessos locais de descarga cascalhados e drenados
30
Frente de trabalho
Espalhamento e
compactação com trator Cobertura diária (15 a 20 cm)
de esteira
Célula anterior
31
Durante os horários de pico de recepção de resíduos às dimensões da frente de trabalho
aumentam significativamente. No intuito de se evitar a emissão de substâncias odoríferas que
venham a ocorrer na área de lixo a céu aberto adotará a seguinte meta de cobertura diária:
● Frente de Trabalho não superior a 50 m, com comprimento do talude igual a 15 m
(equivalente à declividade 1:3 na compactação, para altura de célula de 5 m), e
comprimento na plataforma não superior à 10m, totalizando área de projeção do lixo a
céu aberto inferior a 1250m2.
Para manter esta meta faz-se necessário armazenar diariamente, junto à frente de
trabalho, uma reserva de material de cobertura com o objetivo de aumentar o rendimento deste
serviço nos horários de pico.
Os critérios de aceitação do solo para cobertura final são mais restritivos, e devem
atender, para fins de impermeabilização, os seguintes critérios:
● Capacidade de suporte (IP > 25% e LL > 50%);
● Incidência de pedregulhos inferior a 5%;
● Fração de finos (siltes e argila) maior que 40%;
● Condições de umidade natural inferiores a 30%.
32
[Link].5. Quadro de equipamentos
3) O operador deve ser o primeiro a identificar e comunicar anomalias surgidas durante seu
funcionamento;
33
4) A máquina deve ser aquecida antes de iniciar o seu trabalho normal, para que o óleo do
cárter circule em todas as peças;
7) Manter a máquina limpa, pois o óleo e a sujeira aderida formam uma crosta que impede a
constatação de vazamentos, trincas e outros defeitos.
34
o Alinhamento da esteira e da roda guia;
o Vazamento de óleo dos roletes de lubrificação permanente;
o Trincas, rupturas, folgas excessivas dos diversos componentes.
Caberá ao Mecânico do Aterro a correta identificação dos defeitos, e o procedimento de
correção, no caso de problemas mais comuns, que possam ser solucionados sem a necessidade
de equipamentos específicos, como troca de peças, lubrificação, limpeza dos filtros de ar, e
alimentação do sistema de refrigeração, dentre outros.
35
Quadro 5 - Mão-de-obra empregada na operação do aterro sanitário.
Cargos e funcionários Direto Terceiros
Auxiliar administrativo 2
Apontador 2
Abastecedor 1
Balanceiro 2
Carpinteiro 1
Encarregado Operacional 1
Engenheiro Operacional 1
Mecânico/Lubrificador 1
Motorista Caminhão 2
Operador de máquinas 3
Pedreiro 1
Servente/frente de trabalho 6
Porteiro 4
Orientador de Tráfego 6
Motorista Transp. Chorume 1
Vigia 2
Total 033 3
Fonte: CTR Nazaré, 2021.
Apresenta-se a seguir uma descrição sucinta das principais funções de cada cargo:
Auxiliar Administrativo - Elemento para execução de serviços administrativos relativos à
organização dos arquivos de dados referentes de pessoal, equipamentos, horas trabalhadas,
quantidade de resíduos dispostos etc.
Apontador – Elemento que efetua os levantamentos de campo quanto às horas de máquinas,
horas de mão-de-obra direta e quantidade de materiais aplicados aos serviços.
Abastecedor - Elemento que efetua o abastecimento dos equipamentos empregados no Aterro
Sanitário, bem como seu controle.
Balanceiro - Elemento incumbido de efetuar a pesagem e todas as anotações previstas em
planilha apropriadas (dados qualitativos, origem, tipo de resíduo, nº do veículo, local de
dispersão etc.) além de anotar todas as informações eventuais que se fizerem necessárias. O
balanceiro, no momento da liberação do caminhão, deve indicar ao motorista o local de
descarga previamente determinado pelo encarregado.
Carpinteiro – Responsável pela execução das formas das obras civis, além da execução e
manutenção das cercas e placas de sinalização.
Encarregado Operacional - O encarregado deve receber todas as informações e instruções de
campo e ordenar os operadores para a execução das obras. Responsável também pela execução
das células de lixo, dos pátios de descarga e das pistas de acesso às células e da verificação do
trabalho dos equipamentos alocados a esses serviços.
36
Engenheiro Operacional - Incumbido de programar, orientar e efetivar a execução de todas as
atividades previstas em projeto. O engenheiro deve exercer autoridade sobre os demais
elementos, em todos os assuntos e atividades pertinentes à execução das obras.
Lubrificador / mecânico– Elemento responsável pela verificação dos níveis de óleo, graxa e
combustível dos equipamentos e veículos e suas trocas quando necessário, execução direta das
manutenções preventivas e corretivas dos equipamentos e veículos do aterro.
Motorista de Caminhão Basculante - Elemento com experiência e prática na condução de
caminhão basculante, para efetuar serviços gerais de transporte de terra, entulho, lixo etc.
Motorista de Caminhão - Elemento com experiência e prática na condução de caminhão, para
efetuar serviços gerais de transporte de materiais diversos.
Operador de máquinas - Elemento com experiência e prática para operar trator de esteira tipo
D6, com função de compactação e cobertura dos resíduos, além de preparar acessos e outros
serviços gerais pertinentes à máquina; Experiência e prática para operar retroescavadeira, com
a função de realizar serviços de carregamento de caminhão (lixo, terra, entulho), abertura de
valas, preenchimento de drenos e outros serviços pertinentes à máquina.
Pedreiro – Responsável pela construção e manutenção de obras civis.
Servente / Frente de trabalho - Elementos para execução de serviços diversos, tais como:
instalação de mantas geotêxteis, na confecção da drenagem de percolados, compactação de
valas, manutenção de taludes, serviços gerais de manutenção e acabamento. Utilização eventual
para catação de papéis e plásticos na frente de serviço pela ação do vento, orientar os veículos
quanto ao local de descarga, e outros serviços pertinentes.
Porteiro – Elemento devidamente treinado e capacitados para exercer a função do controle de
entrada e saída de veículos e pessoas, impedindo o acesso de pessoas estranhas ao local de
trabalho, acionando a segurança e a alta organização do Aterro Sanitário.
Vigia - Elemento devidamente treinado e capacitado para exercer a função da vigilância do
patrimônio, garantindo também a segurança dos funcionários, acionando entidades de
segurança pública, quando necessário, bem como a alta organização do Aterro Sanitário.
37
● Nível 1: Gestão em operação normal, que inclui a manutenção e inspeção tendo por base
o Plano de Monitoramento Geotécnico, com a finalidade de detectar qualquer
irregularidade que possa pôr em perigo a médio e longo prazo a estabilidade do Aterro;
● Nível 2: Gestão em situação de emergência, que inclui a definição e a mobilização dos
meios, materiais, recursos técnicos e humanos necessários à gestão da crise e a
minimização dos danos na eventualidade da ocorrência de um acidente.
São devidas a ações externas que alteram o estado de tensão sobre o maciço.
2) Causas internas
São aquelas que atuam reduzindo a resistência ao cisalhamento do solo sem ferir seu aspecto
geométrico visível, tais como:
o Aumento da pressão neutra;
o Decréscimo da coesão.
3) Causas intermediárias:
São aquelas que não podem ser explicitamente classificadas em uma das classes supracitadas,
tais como:
o Liquefação espontânea;
o Erosão interna;
o Rebaixamento do nível d’água.
Dada a natureza das prováveis causas de deslocamentos excessivos, conclui-se que a
análise dos deslocamentos superficiais deve ser feita, no mínimo, sempre em conjunto com a
análise dos dados piezométricos, dados pluviométricos e registro das operações do Aterro.
Considerando que a Gestão em operação normal é dependente do Plano de
Monitoramento Geotécnico, as ações e recomendações deverão ser apresentadas juntamente a
este Plano.
38
[Link].11. Gestão em situação de emergência
Coordenador de emergência
Funcionário designado para tomar todas as medidas necessárias para o controle em casos
de emergência. A função de coordenador de emergência deverá ser ocupada pelo Engenheiro
do Aterro. Na sua ausência esta função poderá ser ocupada em caráter substitutivo, pelo
Encarregado do Aterro, na ocorrência de emergências de menor gravidade.
Este coordenador deve estar familiarizado com o plano de emergência, com as
operações existentes nas instalações e a localização e características dos equipamentos de
segurança, assim como deve ter autoridade para liberar os recursos materiais e financeiros,
necessários para a execução de tal plano.
Equipamentos de Segurança
A instalação deve ser equipada e manter adequadamente todos os tipos de equipamentos
de segurança necessários aos tipos de emergência possíveis de ocorrer.
41
Cronograma Físico CTR – PE Nazaré da Mata
42
5. ANÁLISE JURÍDICA
Norma Ementa
43
Legislação Federal
Norma Ementa
Lei Federal n°
9.985/2000 Institui o Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza
Lei Federal nº
Dispõe sobre a proteção da vegetação nativa
12.651/2012
Resolução CONAMA
no 491/2018 Dispõe sobre padrões de qualidade do ar
Resolução CONAMA
Nº 430//2011 Dispõe sobre as condições e padrões de lançamento de efluentes
Resolução do Dispõe sobre a classificação e diretrizes ambientais para o enquadramento das águas
CONAMA 396/08 subterrâneas
Resolução Conama n° Estabelece critérios e diretrizes para o licenciamento ambiental de aterro sanitários de
404/2008 pequeno porte de resíduos sólidos urbanos.
Dispõe sobre os casos excepcionais, de utilidade pública, interesse social ou baixo impacto
Resolução Conama n° ambiental, que possibilitam a intervenção ou supressão de vegetação em Área de
369/2006 Preservação Permanente - APP.
Resolução do Dispõe sobre a classificação dos corpos de água e diretrizes ambientais para o seu
CONAMA 357/05 enquadramento, bem como estabelece as condições e padrões de lançamento de efluentes
Resolução Conama Dispõe sobre conceitos, sujeição, e procedimento para obtenção de Licenciamento
n°237/97 Ambiental, e dá outras providências
Resolução Conama n°
01/86 Dispõe sobre critérios básicos e diretrizes gerais para a avaliação de impacto ambiental
NBR 13.896/1997 Aterros de resíduos não perigosos - Critérios para projeto, implantação e operação
44
5.1.2. Legislação Estadual
A legislação estadual está muitas vezes pautada nos instrumentos legais federais gerais
e orientativos, trazendo premissas específicas e mais adequadas à gestão do território do
Estado.
Destaque-se aqui a Lei 14.236/2010 que dispõe sobre a Política Estadual de Resíduos
Sólidos trazendo os princípios, instrumentos, objetivos, diretrizes, bem como as
responsabilidades dentre elas a gestão dos resíduos sólidos urbanos, inciso I, do art.15.
A Lei 12.916/2005 que dispõe sobre licenciamento ambiental, infrações administrativas
ambientais, estabelece o licenciamento ambiental para a central de tratamento de resíduos.
No Quadro 9, são apresentadas as principais leis relacionadas ao Programa e o
apontamento do conteúdo com maior relação às obras previstas.
Norma Ementa
Lei Estadual nº
Dispõe sobre a Política Estadual de Resíduos Sólidos
14.236/2010
Lei Estadual n° Dispõe sobre licenciamento ambiental, infrações e sanções administrativas ao meio
14.249/2010 ambiente (com as alterações da Lei nº 17.672, de 10 de janeiro de 2022)
Lei Estadual n° Define como áreas de proteção ambiental as Reservas Biológicas constituídas pelas áreas
9.931/1986 estuarinas do Estado de Pernambuco.
Lei Estadual no
Estabelece normas e diretrizes para a qualidade do ar, no âmbito do Estado de Pernambuco
15.725/2016
Lei Estadual nº Alterada pela Lei nº 17.672 /2022 , que dispõe sobre a conservação e a proteção das águas
11.427/1997 subterrâneas no Estado de Pernambuco
Lei Estadua nº
Institui a Política de Educação Ambiental de Pernambuco – PEAPE
16.688/2019
Lei Estadual nº
Institui a Política Estadual de Enfrentamento às Mudanças Climáticas de Pernambuco
14.090/2010
Lei Estadual n°
Dispõe sobre a política florestal do Estado de Pernambuco
11.206/95
45
Legislação Estadual
Norma Ementa
Norma Ementa
Lei nº 331/2016 Institui o Plano Diretor de Nazaré da Mata (alterado pela Lei nº 482/2021, 377/2017)
Lei nº 358/2017 Dispõe sobre a regulamentação das competências da Diretoria de Meio Ambiente
Lei nº 289/2014 Autoriza a concessão da exploração dos resíduos sólidos e correlatos para o COMANAS
46
e consequentemente o que seria a competência do licenciamento em âmbito municipal, ou seja,
dizer o que cabe ao município licenciar.
A Lei Complementar N.º 140/2011 estabeleceu critérios para definir a competência
licenciadora em questões ambientais, além de outras ações administrativas específicas para a
União, Estados, Distrito Federal e Municípios. Com isso, a matéria de competência comum foi
finalmente regulamentada, atendendo à exigência legal do parágrafo único do art. 23 da CF/88.
Quanto à competência licenciadora dos órgãos estaduais, a Lei Complementar 140/11
estabelece o seguinte, in litteris:
Quanto à competência licenciadora municipal, esta foi instituída nos seguintes moldes:
Por fim, a Política Nacional do Meio Ambiente, instituída pela Lei nº 6.938/1981,
regulamentada pelo Decreto nº 99.274/1990, estabelece que o licenciamento ambiental, é uma
47
etapa obrigatória para que o órgão ambiental competente licencia a localização, instalação e
operação do empreendimento e as atividades que utilizam os recursos naturais que apresentam
potencial poluidoras.
5.1.5. Uso e ocupação do solo (Lei Federal n° 6.766/79, Legislação Municipal: Plano
Diretor e Lei de Uso e Ocupação do Solo – zoneamento)
48
5.1.6. Proteção e controle da poluição sonora (Lei Estadual no 12.789; NBR 10.151 e
NBR 10.152)
No tocante à poluição sonora foi observada a Lei nº 12.789/2005, que dispõe sobre
ruídos urbanos, poluição sonora e proteção do bem-estar e do sossego público:
Art. 1º É proibido perturbar o sossego e o bem-estar público com ruídos, vibrações, sons
excessivos ou incômodos de qualquer natureza, produzidos por qualquer meio ou forma que
contrariem os níveis máximos de intensidade auditiva, fixados por lei.
§ 1º Serão considerados prejudiciais, os ruídos que ocasionem ou possam ocasionar
danos materiais à saúde e ao bem-estar público.
Além da NBR 10.152 que traz os níveis de ruído para conforto acústico e do NBR
10.151 que traz as normas para avaliação do ruído em áreas habitadas, visando o conforto da
comunidade.
A instalação e operação do empreendimento deve observar as regras de emissão sonora
e adotar as medidas necessárias para atender os limites legais e garantir o bem-estar público.
5.1.7. Proteção à qualidade e quantidade das águas (Lei Federal n° 9.433/97; Lei
Estadual no 12.984/2005; Resoluções do CONAMA nos 357/05 e 396/08 e
demais legislações relacionadas ao enquadramento/classificação dos corpos
d'água, padrões de qualidade, normas da CPRH etc.).
49
5.1.8. Proteção à qualidade do solo quanto à presença de substâncias químicas e o
gerenciamento ambiental de áreas contaminadas por essas substâncias em
decorrência de atividades antrópicas, segundo a Resolução Conama no
420/2009 e alterações.
50
A localização do CTR Nazaré da Mata não tem interferência em espaços legalmente
protegidos, como as áreas protegidas e unidades de conservação, seja federal, estadual ou
municipal. Também não está inserida na área de proteção de manancial (Lei nº 9.860/1986),
justamente porque não está localizada na Região Metropolitana do Recife.
Quanto a área de preservação permanente, referente a faixa marginal de curso d'água
será avaliada, no levantamento do meio físico e análise da localização com base na IN CPRH
nº 08/2021. Em caso de incidência deverá ser adotada as medidas de preservação das respectivas
faixas e as medidas mitigadoras a serem adotadas para garantir o atendimento legal e o
provimento do serviço ambiental pela qual se justifica como a manutenção da qualidade da
água, preservação da vegetação e fauna, entre outras.
Como exemplo de procedimento específico que pode ser aplicada podemos destacar o
caso da vegetação de preservação permanente que de regra é proibida a sua supressão, mas em
caso especial, conforme detalhado, poderá ser excepcionada, como se observa em seu Artigo
8º que determina ( Lei Estadual n° 11.206/1995):
Art. 8º. É proibida a supressão parcial ou total da vegetação
de preservação permanente, salvo quando necessária à
execução de obras, planos ou projetos de utilidade pública
ou interesse social e não exista no Estado nenhuma outra
alternativa de área de uso para o intento.
§ 1º. Na hipótese prevista neste artigo a supressão de
vegetação deverá ser precedida de:
I - lei específica;
II - elaboração de estudos de impacto ambiental e relatório
de impacto ambiental - EIA/RIMA e licenciamento do órgão
competente.
51
Em relação a Compensação Ambiental relativa à supressão da vegetação a norma
esclarece no parágrafo 2º do Artigo 8º que:
§ 2º. A supressão da vegetação de que trata este artigo
deverá ser compensada com a preservação ou recuperação
de ecossistema semelhante, em no mínimo correspondente à
área degradada que garanta a evolução e a ocorrência dos
processos ecológicos, anteriormente à conclusão da obra.
5.1.11. Legislação sobre fauna (Lei Federal no 5.197/67 e suas atualizações, IN IBAMA
no 179/2008, IN CPRH no 07/2018, Portaria MMA No 444/2014, Portaria
MMA No 148/2022, Resolução SEMAS/PE No 1/2015, Resolução SEMAS/PE
No 1/2017 e Portaria SEMAS/PE No 41/2022)
52
Dentre os principais pontos abordados pela lei, podemos destacar:
● Proibição da caça e captura: A lei proíbe a caça e captura de animais silvestres, exceto
em situações específicas autorizadas pelos órgãos competentes, como controle de espécies
exóticas invasoras e subsistência de populações tradicionais.
● Comércio de animais: A lei estabelece que a comercialização de animais silvestres deve
ser realizada de forma legal e regulamentada, com a obtenção de autorizações específicas. O
objetivo é evitar o tráfico de animais e garantir que o comércio seja feito de forma sustentável.
● Proteção de espécies ameaçadas: A lei prevê a proteção de espécies ameaçadas de
extinção, proibindo sua caça, captura e comercialização. Essa proteção inclui a preservação de
habitats naturais e a adoção de medidas para a recuperação de populações em declínio.
● Uso sustentável da fauna: A lei reconhece a importância do uso sustentável da fauna
para o desenvolvimento socioeconômico e cultural do país. Ela estabelece que a utilização dos
recursos faunísticos deve ser realizada de forma racional e em conformidade com os princípios
da conservação e do bem-estar animal.
● A Lei Federal nº 5.197/67 possui relevância tanto para a conservação da biodiversidade
brasileira quanto para a regulamentação das atividades relacionadas à fauna. Seu objetivo
principal é proteger os animais silvestres, garantindo sua preservação e evitando a exploração
predatória.
O Estado de Pernambuco ainda não possui a política de proteção à fauna, sendo aplicado
os conceitos gerais da norma federal e os procedimentos estabelecidos em leis estaduais que
versam esparsamente sobre a fauna, como no caso da lei de licenciamento ambiental sobre
matéria de licenciamento ambiental, a Lei Estadual nº 14.249/2010, onde se prevê̂ a tipologia
de Autorização para Captura, Coleta e Transporte de Fauna.
Em Pernambuco foi estabelecido o Acordo de Cooperação Técnica nº 07/2014,
celebrado entre a CPRH e o IBAMA, que atribui à CPRH a competência, coleta e transporte de
fauna no âmbito dos processos de licenciamento ambiental sob sua esfera de competência.
A Instrução Normativa CPRH nº 07/2018, se destaca como um dos principais
normativos para a gestão e procedimentos da fauna no estado de Pernambuco, na medida em
que estabelece os critérios para procedimentos relativos ao manejo de fauna silvestre
(levantamento, resgate e afugentamento e monitoramento de fauna) em áreas de influência de
empreendimentos e atividades consideradas efetiva ou potencialmente causadoras de impactos
à fauna sujeitas ao licenciamento ambiental.
A temática da fauna está muito associada quando da necessidade da supressão da
vegetação para a instalação de empreendimento, ficando obrigatória o requerimento de
autorizações para Captura, Coleta e Transporte de Fauna Silvestre especificas para atividades
de levantamento de fauna, resgate e afugentamento de fauna e monitoramento de fauna.
A Resolução SEMAS nº 01/2015 (Portaria SEMAS nº 41/2022) trata das espécies de
anfíbios da fauna pernambucana ameaçadas de extinção aquelas constantes da lista oficial e
Resolução SEMAS nº 01/2017 trata das espécies de répteis da fauna pernambucana ameaçadas
de extinção aquelas constantes da lista oficial. Portanto, no diagnóstico da fauna deve ser
observada a ocorrências dessas espécies para as devidas providências e procedimentos.
56
5.1.15. NBR 8.419/1992 (Diretrizes para apresentação de projetos de aterros de
resíduos sólidos urbanos)e NBR 13.896/1997 (Aterros de resíduos não perigosos
– critérios para projeto, implantação e operação)
O projeto da CTR Nazaré da Mata deverá adotar as regras, diretrizes e as condições para
a apresentação de projetos de aterros sanitários de resíduos sólidos urbano (NBR 8.419/1992 e
NBR 13.896/1997) dentre os quais a elaboração de memorial descritivo, informações sobre os
resíduos a serem dispostos no aterro sanitário, caracterização do local destinado ao aterro
sanitário, sistema de drenagem (superficial, percolagem), impermeabilização inferior e/ou
superior, operação do aterro sanitário (Acessos e isolamento da área do aterro sanitário, preparo
do local de disposição, transporte e disposição dos resíduos sólidos, empréstimo de material
para cobertura, controle tecnológico, plano de encerramento do aterro e cuidados posteriores,
uso futuro).
Ambos os diplomas têm como objetivo regular a responsabilidade ambiental, nas três esferas:
civil, administrativa e penal, servindo como instrumento para proteção do meio ambiente, com
mecanismo para punição de infratores. As normas têm como objetivo a prevenção e reparação
do meio ambiente e não somente punição.
Importante destacar que a atribuição da fiscalização é exercida em comum pelos 3 entes,
todavia, ao ente licenciador da atividade, prevalece seu poder de polícia em relação a lavratura
do auto de infração, conforme previsto no art 17, da LC n 140/11:
57
5.1.17. Proteção ao Patrimônio Histórico-Cultural (Lei Federal n° 3.924/1961, Lei
Federal n° 3.551/2002, Portaria do IPHAN n° 07/88 e IN IPHAN no 01/2015)
58
Área de Influência Direta (AID): aquela sujeita aos impactos diretos provenientes da
implantação e operação do empreendimento.
Área de Influência Indireta (AII): aquela onde os impactos provenientes da implantação
e operação do empreendimento se fazem sentir de maneira indireta e com menor intensidade
em relação à área de influência direta.
Baseado nos conceitos dos três níveis de susceptibilidade e a partir de critérios técnicos
avaliados foram definidos os limites geográficos de influência do empreendimento, passando a
considerar o local de instalação da planta do empreendimento como Área Diretamente Afetada
(ADA), um raio de segurança e salubridade para a população sendo a Área de Influência Direta
(AID) e a dimensão dos limites do município de Nazaré da Mata como a Área de Influência
Indireta (AII) tendo em vista que grande parte da operação ocorre nesse território.
A ADA compreende um local de fácil acesso em meio a um ambiente antropizado e
matriz circundante, predominantemente, de atividade agrícola da cana-de-açúcar e criação de
gado bovino. A ADA possui uma área de 20 hectares cuja localização é próxima ao lixão
desativado, com predomínio de vegetação herbácea e em parte arbustiva. Essas características
fisiográficas da área escolhida são favoráveis, congregam viabilidade socioeconômica e
ambiental. Somadas a estes aspectos, a CTR, por meio de um conjunto de ações de controle e
respectivos programas ambientais, torna-se um empreendimento compatível e garantidor da
sustentabilidade local e regional.
A Área de Influência Direta - AID possui passivos ambientais que foram considerados
para sua delimitação, incluindo a área do lixão desativado e a área de pastagem. Na AID há um
pequeno grupo de residências a 300 metros do limite da ADA, totalizando 11 residências. Em
relação a hidrografia, linhas de drenagem a ADA manterá distância segura com condições
técnicas, a partir dos programas e medidas de controle, melhorar as condições ambientais e
ecológicas de alguns trechos da AID (Figura 12).
As Áreas de Influência adotadas para os estudos do Meio Físico, Biótico, Social e
Recursos Hídricos estão representadas nas Figuras 13, 14, 15 e 16.
59
Figura 12 - Perspectiva aérea da definição das áreas de influência da CTR sendo elas a ADA, AID e AII.
Fonte: Elaborado por Kiwiks, 2023
60
Figura 14 - Mapa da Área de Influência para o Estudos do Meio Biótico.
61
Figura 16 - Mapa da Área de Influência dos Recursos Hídricos
[Link] FÍSICO
A área de estudo está situada na região da zona da mata que é caracterizada por grandes
precipitações, O clima do município de Nazaré da Mata de acordo com a classificação de
Köppen-Geiger (1973) é do tipo Tropical Chuvoso com verão seco. Toda a região do município
é caracterizada por índices pluviométricos com médias totais anuais acima de 1000 mm/ano. O
município supracitado possui uma única estação pluviométrica 97, conforme o banco de dados
da APAC. A Tabela 2 mostra as precipitações médias mensais para este posto pluviométrico do
município no período de 1980 a 2022, respectivamente.
62
Tabela 2 - Média pluviométrica mensal da estação 97 do município de Nazaré da Mata.
Jan 61.1
Fev 76.6
Mar 107.2
Abr 130.5
Mai 155.4
Jun 183.2
Jul 159.5
Ago 81.4
Set 37.6
Out 21.9
Nov 23.8
Dez 32.8
Média 89.2
Fonte: APAC, 2023.
Na Figura 13 são apresentados os histogramas dos dados das precipitações médias dos
postos da Percebe-se que os valores pluviométricos mais elevados estão concentrados entre os
meses de março e julho. O período seco ocorre entre os meses de agosto e dezembro.
63
Fonte APAC 2023
66
Figura 21 – Mapa geológico da área do empreendimento.
Fonte: Modificado CPRM 2005.
67
Figura 22 - Mapa Hipisômetrico da Área da CTR, ADA e AID.
Fonte: Elaborado por Kiwiks, 2023
7.1.4. SOLOS
De acordo com a Embrapa (2006), a área de estudo encontra-se apenas uma classe de
solos Argissolos Vermelho-Amarelos, conforme a Figura 19.
Os Argissolos Vermelho-Amarelos são solos também desenvolvidos do Grupo Barreiras
de rochas cristalinas ou sob influência destas. Apresentam argila, cores vermelho-amareladas
devido à presença da mistura dos óxidos de ferro hematita e goethita. São solos profundos e
muito profundos; bem estruturados e bem drenados; há predominância do horizonte superficial
A do tipo moderado e proeminente, apresentam principalmente a textura média/argilosa,
podendo apresentar em menor frequência a textura média/média e média/muito argilosa.
Apresentam também baixa a muito baixa fertilidade natural, com reação fortemente ácida e
argilas de atividade baixa. Quando estes solos ocorrem nas superfícies que precedem o Planalto
da Borborema, desenvolvidos de rochas cristalinas ou sob influência destas, podem apresentar
o caráter eutrófico ou distrófico, porém, raramente com alta saturação por alumínio, indicando
baixa a média fertilidade natural. (EMBRAPA SOLOS, 2006).
68
Figura 23 – Mapa das tipologias de solo na ADA e AID.
Fonte: base de dados Embrapa (2006), elaboração Kiwiks (2023).
69
Figura 24 – Mapa dos Processos Minerários.
Fonte: Sigmne, ANM, 2023
Este tópico tem por objetivo apresentar o resultado das sondagens geotécnicas de
simples reconhecimento de solos, com ensaio SPT, para implantaçãode aterro na zona rural do
município de Nazaré da Mata – PE, a 5km do centro da cidade.
Cada sondagem é apresentada em um boletim individual, com os valores de SPT
obtidos metro, a classificação geológico-geotécnica das camadas encontradas e a profundidade
do nível d'água encontrado.
Foram utilizados como critérios de paralisação os itens [Link] e [Link] da ABNT NBR
6484.
[Link]. Metodologia
[Link]. Metodologia
A locação das sondagens foi executada através aparelhos manuais e GPS portátil, a partir
da planta de locação indicada pelo cliente, de forma a não prejudicar a qualidade das sondagens
realizadas, nem restringir a sua interpretação ou utilização para elaboração dos projetos de
engenharia propostos. As coordenadas foram obtidas usando a ferramenta Google Earth para
maior precisão nas cotas e coordenadas dos boletins, contido no Anexo (Croqui de Sondagem).
Recomenda-se que o nível d'água seja verificado novamente, quando da realização das
obras, através de abertura de poço. Os valores dos índices de penetração (Nspt) obtidos nos
ensaios devem ser interpretados de forma cuidadosa, pois em solos colapsáveis, o emprego de
circulação de água acima do nível de água, tenderá a diminuir os valores obtidos.
71
Anexo 2: Croqui de Sondagem;
Anexo 3: Relatório Fotográfico dos Serviços Realizados.
72
Neste sentido, reconhecendo e considerando a importância das linhas (valas) de
drenagem para a preservação da qualidade da água e do ecossistema, foi estabelecida a distância
de 50 metros, adotada para proteger os recursos hídricos, como recomenda o Manual de
Gerenciamento Integrado de Resíduos Sólidos, do Instituto Brasileiro de Administração
Municipal (IBAM), e o Estudo para Seleção de Áreas Apropriadas para a Instalação de Aterros
Sanitários, do Serviço Geológico Brasileiro (CPRM).
Em relação aos corpos d'água pertinentes e relevantes (rios, lagos, lagoas e oceano) a
distância de 200 metros está mantida, conforme mostra o mapa abaixo.
“As áreas não podem se situar a menos de 200 metros de corpos d'água
relevantes, tais como, rios, lagos, lagoas e oceano. Também não poderão estar
a menos de 50 metros de qualquer corpo d'água, inclusive valas de drenagem
que pertençam ao sistema de drenagem municipal ou estadual. ”
73
7.1.8. Caracterização hidrogeológica
7.1.10. Potenciometria
75
Figura 28 – Mapa potenciométrico regional do município de Nazaré da Mata/PE
77
De acordo com o diagrama de Foster [Link] área requerida apresenta os seguintes
valores:
1. Tipo de ocorrência da água subterrânea. (G) 0,8
2. Características dos estratos acima da zona saturada (O) 0,7
3. Profundidade da água subterrânea (D) 0,7
A implantação/operação do CTR sem dúvida exigirá dos responsáveis pelo projeto uma
maior atenção aos possíveis impactos ambientais. No caso específico das águas subterrâneas,
os impactos, positivos ou negativos, são aqueles que têm potencial para alterar a capacidade de
infiltração, alterar a qualidade da água e/ou interferir nas saídas. A impermeabilização do solo
para evitar a infiltração de lixiviados será um dos impactos na implantação do CTR, pois a
infiltração de águas pluviais será reduzida e, assim, a recarga do aquífero será reduzida.
O impacto mais preocupante é o potencial de vazamentos de chorume, que podem
contaminar o solo, e por sua vez, pode contaminar as águas subterrâneas, que podem migrar
para além dos limites do empreendimento ou até mesmo contaminar cursos d'água superficiais.
É indicado a implantação de uma rede de monitoramento de poços com profundidade
em torno de 60,0 m são propostos para monitorar a porção de superfície, manto alterado e
aquíferos profundos fraturados, mesmo que os furos tenham secado. Durante a estação chuvosa,
se o solo estiver saturado, esses poços podem ser usados para coletar amostras de água para
análises físico-químicas e bacteriológica. A importância de monitoramento do fraturado é por
conta de possibilidade de um vazamento passar direto pelo solo, sem ser detectado, e
contaminar o aquífero mais profundo. A construção desses poços deve ser realizada antes do
início da implantação do empreendimento, para que se possa avaliar a qualidade da água antes
da operação do mesmo.
Inicialmente, o monitoramento da qualidade da água e do nível da água nos poços deve
ser trimestral, e devem ser analisados os seguintes parâmetros: cloreto, sódio, nitrito, nitrato,
nitrogênio amoniacal, sulfeto de hidrogênio, sulfato, condutividade elétrica, cádmio, chumbo,
níquel, cromo, cobre, arsênio, ferro, alumínio, coliforme total e termotolerante. Com a análise
78
dos dados do monitoramento a periodicidade e os parâmetros analisados podem ser
modificados.
[Link].Flora
79
A
C D
Figura 30 - A - Área de relevo baixo, com ocorrência de corpo d'água e vegetação espaçada; B - Paisagem
com presença de braquiária e vegetação formando comunidade; C - Vista da AID com evidência do material do
lixão e mais no fundo plantio de Eucalipto; D - Vista de AID com vegetação pouco mais densa, mas em estágio
inicial de sucessão ecológica.
Fonte: Kiwiks, 2023.
80
tardias ou sem caracterização. A identificação dos grupos também foi ratificada pelas
observações em campo em conjunto com revisões bibliográficas.
Foram feitas as identificações das espécies florestais com auxílio de literatura
especializada. O sistema de classificação adotado foi o APG III (Angiosperm Phylogeny Group,
2009) e a grafia e as autorias dos nomes científicos das espécies foram feitas pelos sites Flora
do Brasil 2020 ([Link] e o Trópicos ([Link] Após
o levantamento florístico, elaborou-se uma lista contendo famílias, gêneros e espécies de todos
os indivíduos da área.
Durante o caminhamento nas áreas de influência do empreendimento foram marcados
pontos de observação com georeferrenciamento utilizando um receptor GPS (Global Position
System) modelo Garmin eTrex 30 configurado com Datum WGS84.
Onde:
N: é o número total de indivíduos;
ni: o número de indivíduos da espécie i;
J: índice de equabilidade de Pielou;
H’: é o valor obtido para o índice de Shannon-Wiener;
H’max: é o valor máximo teórico que é dado por ln (S);
S: número de espécies amostradas.
81
7.2.4. Resultados
Figura 31 - Distribuição do número de espécies de acordo com a forma de vida vegetal ocorrente nas área do
empreendimento sanitário, Nazaré da Mata, PE.
Fonte: Kiwiks, 2023.
82
Figura 32- Distribuição do número de espécies por família botânica ocorrente nas área do empreendimento
sanitário, Nazaré da Mata, PE.
Fonte: Kiwiks, 2023.
Tabela 3 - Florística das espécies, listadas por família, nome científico, nome popular, nº de indivíduos, Forma
de vida, Origem e Grupo Ecológico, em área destinada a instalação do Empreendimento Sanitário, Nazaré da
Mata, Pernambuco. Onde: GE – Grupo ecológico; P – Pioneira; Si – Secundária inicial; St – Secundária tardia;
ADA – Área diretamente afetada; AIA – Área de influência [Link] – Endêmicas; RA – Raras; AE - Ameaçadas
de extinção; VE - Valor econômico e alimentício; VU - Vulneráveis e IC - Interesse científico.
Ocorrência
Nº Forma de Orige E R A V V I
Família/Espécie Nome Popular GE
Ind. vida m N A E E U C
ADA AID
Amaranthaceae 0
Nativ
Amaranthus sp. - 0 Erva - X X
a
Anacardiaceae 12
Exóti
Mangifera indica L. mangueira 2 Árvore P X X X
ca
Nativ
Spondias mombin L. cajazeira 9 Árvore St X X X
a
Apocynaceae 0
Nativ
Rauvolfia sp. - 0 Erva - X
a
Arecaceae 5
Acrocomia aculeata
macaibeira 1 Palmeira Nativa P X X X
(Jacq.) Lodd. ex Mart.
83
Ocorrência
Nº Forma de Orige E R A V V I
Família/Espécie Nome Popular GE
Ind. vida m N A E E U C
ADA AID
Bignoniaceae 4
Boraginaceae 0
Bromeliaceae 0
Cactaceae 2
Caricaceae 2
Exótic
Carica papaya l. mamoeiro 2 Arbusto P X X X
a
Commelinaceae 0
Convolvulaceae 0
Euphorbiaceae 31
Croton floribundus
marmeleiro 5 Árvore Nativa P X
Spreng
Exótic
Euphorbia tirucalli L. aveloz 3 Suculenta P X
a
Jatropha mollissima
pinhão-roxo 3 Arbusto Nativa P X X
(Pohl) Baill.
Exótic
Ricinus communis L. mamona 0 Arbusto P X X
a
84
Ocorrência
Nº Forma de Orige E R A V V I
Família/Espécie Nome Popular GE
Ind. vida m N A E E U C
ADA AID
Fabaceae 76
Anadenanthera colubrina
angico 2 Árvore Nativa P X
(Vell.) Brenan
chocalho-de- Exótic
Crotalaria retusa L. 0 Erva P X X
cascavel a
Fabaceae1 - 2 Arbusto - - X
amendoim-
Indigofera spicata Forssk. 0 Erva Nativa P X X X
bravo
Mimosa bimucronata
maricá 5 Arbusto Nativa P X X
(DC.) Kuntze
Mimosa caesalpiniifolia
sabiazeiro 3 Árvore Nativa P X X
Benth.
Samanea tubulosa
bordão-de-
(Benth.) Barneby & 25 Árvore Nativa Si X X
velho
[Link]
Lamiaceae 1
Vitex megapotamica
tarumã 1 Árvore Nativa Si X
(Spreng.) Moldenke
Malvaceae 9
Marantaceae 0
Maranta leuconeura É.
maranta 0 Erva Nativa P X X X
Morren
Myrtaceae 4
85
Ocorrência
Nº Forma de Orige E R A V V I
Família/Espécie Nome Popular GE
Ind. vida m N A E E U C
ADA AID
Campomanesia
dichotoma ([Link]) guabiroba 3 Arbusto Nativa Si X X
Mattos
Exótic
Eucaliptus spp. eucalipto 0 Árvore - X X X
a
Exótic
Psidium guajava L. goiabeira 1 Árvore Si X X X
a
Nyctaginaceae 1
Passifloraceae 0
Poaceae 0
Exótic
Urochloa spp. braquiaria 0 Erva - X X X
a
Polygonaceae 5
Rhamnaceae 3
Sarcomphalus joazeiro
juazeiro 3 Arbusto Nativa P X X X X
(Mart.) Hauenschild
Rubiaceae 6
Rutaceae 3
Salicaceae 3
Sapindaceae 5
86
Ocorrência
Nº Forma de Orige E R A V V I
Família/Espécie Nome Popular GE
Ind. vida m N A E E U C
ADA AID
Solanaceae 3
Urticaceae 2
Cecropia pachystachya
embaúba 2 Árvore Nativa P X X
Trécul
Destaca-se que, do total, apenas seis espécies arbóreas pertencem ao grupo das
exóticas, espécies originárias de outras fitofisionomias e distribuição geográfica. Dentre elas, a
Mangifera indica (mangueira) Carica papaya (mamoeiro) e Psidium guajava (goiabeira).
Estas, por sua vez, tratam-se de culturas frutíferas, de valor econômico e alimentírcio bastante
cultivadas em todo país, elas aparecem no Flora do Brasil como espécies Naturalizadas, ou seja,
são originárias de outros países, mas que são amplamente cultivadas no Brasil.
Das espécies exóticas invasoras em trabalho realizado pelo Centro de Pesquisas
Ambientais do Nordeste e o Instituto Hórus de Desenvolvimento e Conservação Ambiental,
foram identificadas 51 espécies de plantas exóticas invasoras ou potencialmente invasoras
encontradas em 7 estados da Região Nordeste (Alagoas, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Piauí,
Rio Grande do Norte e Sergipe) (LEÃO et al., 2011). Dentre essas espécies, no levantamento
realizado neste relatório foram encontradas quatro espécies exóticas invasoras ou com potencial
invasor, são elas, Eucaliptus sp. (Eucalipto), Mangifera indica (mangueira), Ricinus communis
(mamoneiro), Urochloa spp (braquiaria).
[Link].Sucessão Ecológica
Com relação à distribuição de espécies em grupos ecológicos, pode-se verificar que 76%
destas pertencem ao grupo das pioneiras e secundárias iniciais (Figura 33). Para Gandolfi et al.
(1995), o grande número de espécies de sucessão inicial (pioneiras e secundárias iniciais) sugere
uma condição de floresta jovem ou estágio de sucessão inicial. Por se tratar de uma área com
pequenas manchas florestais e em estágio inicial de sucessão ecológica, com poucos ou quase
ausente de fragmentos florestais na paisagem e a presença de muitos indivíduos isolados
espalhados na área, tendo como matriz principal vegetação de pastagem do gênero Urochloa
(braquearia), (Figura 34).
87
Figura 33 - Distribuição de espécies nos seus respectivos grupos de sucessão ecológica nas áreas de
estudo do Empreendimento Sanitário, Nazaré da Mata, PE.
Fonte: Kiwiks, 2023
A B
88
metodologias empregadas nos inventários florestais, além disso, devemos considerar que a área
em questão não possui comunidades florestais ou fragmentos em estágio médio ou avançado
de sucessão ecológica e a maioria de sua vegetação encontra-se espaçada, com indivíduos
isolados e muito antropizada.
Na área, o índice de diversidade H’ foi de 3,16 [Link].-1 quanto a equabilidade de
Pielou (J) o valor foi de 0,86, valores esses que estão na média. Holanda et al. (2010) avaliando
a estrutura de espécies arbórea sob efeito de borda numa Floresta Estacional em Nazaré da
Mata, PE, obtiveram H’ = 3,29 [Link].-1 ; Silva Júnior et al. (2008) estudando composição
florística do componente arbóreo de um remanescente de Floresta Atlântica na Reserva
Ecológica (RESEC) de Gurjaú, no município do Cabo de Santo Agostinho, PE, obtiveram H’
= 3,91 [Link].-1. Batista et al. (2012) avaliando a estrutura arbórea um fragmento em Moreno,
PE. Também encontraram valores superiores com H’ = 3,26 [Link].-1. Cola et al. (2019) em
trecho de Mata Atlântica em Paulista, obtiveram um H’ = 3,44 [Link].-1. Todavia, Silva et al.
(2020) avaliando a vegetação de uma área de capoeirão de Cabo de Santo Agostinho, PE,
encontraram um H’ = 1,93 [Link].-1.
Segundo Marangon (1999) tal variação nos valores do índice de diversidade, mesmo
dentro de uma mesma região fitogeográfica se deve, principalmente às diferenças nos estádios
de sucessão, bem como, devido as diferentes metodologias de amostragem, níveis de inclusão,
esforços de identificações taxonômicas, além das dissimilaridades florística das diferentes
comunidades.
[Link].Vegetação herbácea
Tabela 4 - Relação das espécies do estrato herbáceo registradas nas áreas de influência do
Empreendimento Sanitário, Nazaré da Mata, Pernambuco.
Ocorrência
Família/Espécie Nome Popular Origem
ADA AID
Amaranthaceae
Apocynaceae
Boraginaceae
Bromeliaceae
89
Ocorrência
Família/Espécie Nome Popular Origem
ADA AID
Cactaceae
Commelinaceae
Convolvulaceae
Euphorbiaceae
Fabaceae
chocalho-de-
Crotalaria retusa Exótica X X
cascavel
Marantaceae
Passifloraceae
Poaceae
Rubiaceae
Sapindaceae
Solanaceae
90
Ocorrência
Família/Espécie Nome Popular Origem
ADA AID
Total Geral 17 14
Fonte:Kiwiks, 2023
As herbáceas tiveram ampla ocorrência, tanto na ADA, quanto na AID, isso acontece
pela proximidade entre as áreas e pelo fato da vegetação de hábito ervícola possuir alta
capacidade de disseminação, além de possuir características de colonizadoras.
As espécies que, no período de coleta de dados em campo, apresentaram flores e/ou
frutos e foram identificadas, fotografadas e catalogadas para composição do diagnóstico
florístico.
Distribuição Geográfica
Ocorrências confirmadas:
Aechmea sp. (Bromélia)
Norte (Acre, Amazonas, Amapá, Pará, Rondônia, Roraima,
Tocantins)
Nordeste (Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba,
Pernambuco, Rio Grande do Norte, Sergipe)
Centro-Oeste (Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato
Grosso)
Sudeste (Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo)
Sul (Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina)
Domínios Fitogeográficos
Amazônia, Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica, Pampa
Tipo de Vegetação:
Área Antrópica, Caatinga (stricto sensu), Campinarana, Campo de
Altitude, Campo de Várzea, Campo Limpo, Campo Rupestre,
Cerrado (lato sensu), Floresta Ciliar ou Galeria, Floresta de Igapó,
Foto: Autor Floresta de Terra Firme, Floresta de Várzea, Floresta Estacional
Forma de vida/hábito: Erva Decidual.
Origem: Nativa Fonte: Faria, A.P.G.; Romanini, R.P.; Koch, A.K.; Sousa, G.M.;
Sousa, L.O.F.; Wanderley, M.G.L.; Silva, T.S. Aechmea in Flora
Endemismo: Não endêmica do Brasil e Funga do Brasil. Jardim Botânico do Rio de [Link]ível
em: <[Link] Acesso em: 01
mai. 2023.
91
Forma de vida/hábito: Suculenta
Origem: Nativa Endemismo: É endêmica do Brasil
Origem: Nativa
Endemismo: Não é endêmica do Brasil
Distribuição Geográfica:
Cnidoscolus urens (Urtiga-branca) Ocorrências confirmadas:
Norte (Rondônia)
Nordeste (Alagoas, Bahia, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio
Grande do Norte, Sergipe)
Centro-Oeste (Distrito Federal, Goiás)
Sudeste (Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo)
Sul (Paraná)
Domínios Fitogeográficos:
Amazônia, Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica
Tipo de Vegetação:
Área Antrópica, Caatinga (stricto sensu), Cerrado (lato sensu),
Floresta Estacional Decidual, Floresta Ombrófila (Floresta
Foto: Autor Pluvial), Restinga, Vegetação Sobre Afloramentos Rochosos.
Forma de vida/hábito: Arbusto, Erva, Subarbusto Fonte: Maya-Lastra., C.A.; Torres, D.S.C.; Cordeiro, I.; Silva,
O.L.M. Cnidoscolus in Flora e Funga do Brasil. Jardim
Botânico do Rio de [Link]ível em:
<[Link] Acesso em: 01 mai.
2023
92
Distribuição Geográfica:
Ocorrências confirmadas:
93
Endemismo: Não endêmica do Brasil
Distribuição Geográfica
Ocorrências confirmadas:
Heliotropium indicum Norte (Acre, Amazonas, Amapá, Pará, Rondônia,
Tocantins)
Nordeste (Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba,
Pernambuco, Piauí)
Centro-Oeste (Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso do
Sul, Mato Grosso)
Sudeste (Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro,
São Paulo)
Sul (Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina)
Domínios Fitogeográficos
Amazônia, Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica, Pampa,
Pantanal
Tipo de Vegetação
Área Antrópica, Campinarana, Campo de Altitude, Campo
de Várzea, Cerrado (lato sensu), Floresta de Várzea,
Floresta Estacional Decidual, Floresta Estacional
Perenifólia, Floresta Estacional Semidecidual, Floresta
Foto: Autor Ombrófila (Floresta Pluvial), Floresta Ombrófila Mista,
Forma de vida/hábito: Erva Savana Amazônica
Origem: Nativa Fonte: Melo, J.I.M. Heliotropium in Flora e Funga do
Brasil. Jardim Botânico do Rio de [Link]ível em:
<[Link] Acesso em: 01
mai. 2023
94
Ipomoea pes-caprae (Ipomea) Forma de vida/hábito: Erva
Origem: Nativa
Endemismo: Não endêmica do Brasil
Distribuição Geográfica
Norte (Pará)
Nordeste (Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão,
Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte,
Sergipe)
Sudeste (Espírito Santo, Rio de Janeiro, São
Paulo)
Sul (Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina)
Domínios Fitogeográficos
Amazônia, Mata Atlântica, Pampa
Tipo de Vegetação
Restinga
Fonte: Simão-Bianchini, R.; Ferreira, P.P.A.;
Foto: Autor
Vasconcelos, L.V. Ipomoea in Flora e Funga do
Brasil. Jardim Botânico do Rio de
[Link]ível em:
<[Link] Acesso
em: 01 mai. 2023
Forma de vida/hábito: Erva
Maranta leuconeura (Maranta) Origem: Nativa
Endemismo: É endêmica do Brasil
Distribuição Geográfica
Nordeste (Bahia, Ceará)
Centro-Oeste (Goiás, Mato Grosso do Sul)
Sudeste (Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de
Janeiro, São Paulo)
Domínios Fitogeográficos
Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica
Tipo de Vegetação
Floresta Ciliar ou Galeria, Floresta Estacional
Semidecidual, Floresta Ombrófila (Floresta Pluvial)
Fonte: Luna, N.K.M.; Saka, M.N. Maranta in Flora e
Funga do Brasil. Jardim Botânico do Rio de
[Link]ível em:
Foto: Autor <[Link] Acesso
em: 01 mai. 2023
95
Forma de vida/hábito: Liana
Origem: Nativa
Endemismo: Não endêmica do Brasil
Physalis sp.
Forma de vida/hábito: Erva
Origem: Naturalizada/Exótica
Endemismo: Não endêmica do Brasil
Distribuição Geográfica
Nordeste (Bahia, Pernambuco)
Domínios Fitogeográficos
Caatinga
Tipo de Vegetação
Caatinga (stricto sensu)
Fonte: Stehmann, J.R.; Knapp, S. Physalis in Flora e
Funga do Brasil. Jardim Botânico do Rio de
[Link]ível em:
<[Link] Acesso em:
01 mai. 2023
Foto: Autor
96
Forma de vida/hábito: Erva
Origem: -
Endemismo: Não endêmica do Brasil
Physalis sp. Distribuição Geográfica
Norte (Acre, Amazonas, Amapá, Pará, Rondônia,
Roraima)
Nordeste (Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba,
Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Sergipe)
Centro-Oeste (Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso)
Sudeste (Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro,
São Paulo)
Sul (Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina)
Domínios Fitogeográficos
Amazônia, Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica
Tipo de Vegetação
Caatinga (stricto sensu), Campinarana, Carrasco, Cerrado
(lato sensu), Floresta de Igapó, Floresta de Terra Firme,
Floresta Estacional Semidecidual, Floresta Ombrófila
(Floresta Pluvial), Restinga, Savana Amazônica,
Vegetação Sobre Afloramentos Rochosos
Foto: Autor Fonte: Rauvolfia in Flora e Funga do Brasil. Jardim
Botânico do Rio de [Link]ível em:
<[Link] Acesso em: 01
mai. 2023
Forma de vida/hábito: Erva
Origem: Nativa
Turnera subulata (Chanana) Endemismo: Não endêmica do Brasil
Distribuição Geográfica
Norte (Amazonas, Amapá, Pará, Rondônia, Tocantins)
Nordeste (Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba,
Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Sergipe)
Centro-Oeste (Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso do
Sul, Mato Grosso)
Sudeste (Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro,
São Paulo)
Sul (Paraná)
Domínios Fitogeográficos
Amazônia, Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica
Tipo de Vegetação
Área Antrópica, Caatinga (stricto sensu), Campo Limpo,
Cerrado (lato sensu), Floresta Ombrófila (Floresta Pluvial),
Restinga
Fonte: Rocha, L.; Arbo, M.M. Turnera in Flora e Funga
do Brasil. Jardim Botânico do Rio de [Link]ível
Foto: Autor
em: <[Link] Acesso
em: 01 mai. 2023
97
Forma de vida/hábito: Erva
Origem: Exótica
Endemismo: Não endêmica do Brasil
Distribuição Geográfica
Urochloa spp. (Braquiaria) Norte (Acre, Amazonas, Amapá, Pará, Rondônia,
Roraima, Tocantins)
Nordeste (Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba,
Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Sergipe)
Centro-Oeste (Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso do
Sul, Mato Grosso)
Sudeste (Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro,
São Paulo)
Sul (Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina)
Domínios Fitogeográficos
Amazônia, Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica, Pampa,
Pantanal
Tipo de Vegetação
Área Antrópica, Caatinga (stricto sensu), Campinarana,
Campo de Altitude, Campo de Várzea, Campo Limpo,
Campo Rupestre, Cerrado (lato sensu), Floresta Ciliar ou
Galeria, Floresta de Terra Firme, Floresta Estacional
Semidecidual, Floresta Ombrófila (Floresta Pluvial),
Foto: Autor Palmeiral, Restinga
Fonte: Rocha, L.; Arbo, M.M. Turnera in Flora e Funga
do Brasil. Jardim Botânico do Rio de [Link]ível
em: <[Link] Acesso
em: 01 mai. 2023
Tabela 5 - Relação das espécies do estrato arbustivo/arbóreo e palmeiras registradas nas áreas de
influência do Empreendimento Sanitário, Nazaré da Mata, Pernambuco.
Ocorrência
Nº Forma de Orige
Família/Espécie Nome Popular
Ind. vida m
ADA AID
Anacardiaceae
Arecaceae
Bignoniaceae
98
Ocorrência
Nº Forma de Orige
Família/Espécie Nome Popular
Ind. vida m
ADA AID
Caricaceae
Euphorbiaceae
Fabaceae
Fabaceae1 - 2 Arbusto - X
canafístula-de-
Senna spectabilis 1 Árvore Nativa X
besouro
Lamiaceae
Malvaceae
Myrtaceae
99
Ocorrência
Nº Forma de Orige
Família/Espécie Nome Popular
Ind. vida m
ADA AID
Nyctaginaceae
Polygonaceae
Rhamnaceae
Rubiaceae
Rutaceae
Salicaceae
Sapindaceae
Solanaceae
Urticaceae
100
Forma de vida/hábito: Árvore
Anadenanthera colubrina (Angico) Origem: Nativa
Endemismo: Não endêmica do Brasil
Distribuição Geográfica
Nordeste (Bahia, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande
do Norte, Sergipe)
Centro-Oeste (Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato
Grosso)
Sudeste (Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo)
Sul (Paraná)
Domínios Fitogeográficos
Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica
Tipo de Vegetação
Caatinga (stricto sensu), Cerrado (lato sensu), Floresta Estacional
Semidecidual, Floresta Ombrófila (Floresta Pluvial)
Fonte: Morim, M.P. Anadenanthera in Flora e Funga do
Brasil. Jardim Botânico do Rio de [Link]ível em:
Foto: Autor <[Link] Acesso em: 04 mai.
2023
101
Forma de vida/hábito: Árvore
Origem: Nativa
Croton floribundus (Marmeleiro)
Endemismo: Não endêmica do Brasil
Distribuição Geográfica
Nordeste (Alagoas, Bahia, Ceará, Paraíba, Pernambuco)
Centro-Oeste (Distrito Federal, Mato Grosso do Sul, Mato
Grosso)
Sudeste (Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo)
Sul (Paraná)
Domínios Fitogeográficos
Caatinga, Mata Atlântica
Tipo de Vegetação
Área Antrópica, Floresta Ciliar ou Galeria, Floresta Estacional
Foto: Autor Semidecidual, Floresta Ombrófila (Floresta Pluvial)
Fonte: Caruzo, M.B.R.; Secco, R.S.; Medeiros, D.; Riina, R.;
Torres, D.S.C.; Santos, R.F.D.; Pereira, A.P.N.; Rossine, Y.;
Lima, L.R.; Muniz Filho, E.; Valduga, E. Croton in Flora e
Funga do Brasil. Jardim Botânico do Rio de [Link]ível
em: <[Link] Acesso em: 04
mai. 2023
102
Forma de vida/hábito: Árvore
Uazuma ulmifolia (Mutamba)
Origem: Nativa
Endemismo: Não endêmica do Brasil
Distribuição Geográfica
Norte (Acre, Amazonas, Amapá, Pará, Rondônia, Roraima,
Tocantins)
Nordeste (Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba,
Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Sergipe)
Centro-Oeste (Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato
Grosso)
Sudeste (Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo)
Sul (Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina)
Domínios Fitogeográficos
Amazônia, Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica, Pampa, Pantanal
Tipo de Vegetação
Foto: Autor Área Antrópica, Caatinga (stricto sensu), Cerrado (lato sensu),
Floresta de Terra Firme, Floresta Estacional Decidual, Floresta
Estacional Semidecidual, Floresta Ombrófila (Floresta Pluvial),
Floresta Ombrófila Mista
Fonte: Colli-Silva, M. Guazuma in Flora e Funga do
Brasil. Jardim Botânico do Rio de [Link]ível em:
<[Link] Acesso em: 04 mai.
2023
103
Jatropha mollissima (Pinhão-bravo) Forma de vida/hábito: Arbusto
Origem: Nativa
Endemismo: Não endêmica do Brasil
Distribuição Geográfica
Norte (Tocantins)
Nordeste (Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba,
Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Sergipe)
Centro-Oeste (Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso do Sul)
Sudeste (Minas Gerais)
Domínios Fitogeográficos
Amazônia, Caatinga, Cerrado
Tipo de Vegetação
Área Antrópica, Caatinga (stricto sensu), Cerrado (lato sensu)
Fonte: Bigio, N.C.; Secco, R.S.; Moreira, A.S. Jatropha in Flora
e Funga do Brasil. Jardim Botânico do Rio de [Link]ível
em: <[Link] Acesso em: 04
Foto: Autor mai. 2023
104
Mimosa bimucronata (Maricá)
Forma de vida/hábito: Arbusto
Origem: Nativa
Endemismo: Não endêmica do Brasil
Distribuição Geográfica
Nordeste (Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Pernambuco,
Sergipe)
Centro-Oeste (Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso do Sul)
Sudeste (Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo)
Sul (Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina)
Domínios Fitogeográficos
Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica, Pampa, Pantanal
Tipo de Vegetação
Foto: Autor Área Antrópica, Campo de Várzea, Cerrado (lato sensu), Floresta
Ciliar ou Galeria, Floresta Estacional Semidecidual, Floresta
Ombrófila (Floresta Pluvial), Restinga
Fonte: Mimosa in Flora e Funga do Brasil. Jardim Botânico do
Rio de [Link]ível em:
<[Link] Acesso em: 04 mai.
2023
105
Forma de vida/hábito: Arbusto
Samanea tubulosa (Bordão-de-velho)
Origem: Cultivada
Endemismo: Não endêmica do Brasil
Ocorrências confirmadas:
Norte (Acre, Amazonas, Pará, Rondônia, Tocantins)
Nordeste (Maranhão)
Centro-Oeste (Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato
Grosso)
Domínios Fitogeográficos
Amazônia, Cerrado, Pantanal
Tipo de Vegetação
Cerrado (lato sensu), Floresta de Terra Firme, Floresta Estacional
Decidual, Floresta Estacional Semidecidual, Savana Amazônica
Fonte: Morim, M.P. Samanea in Flora e Funga do
Brasil. Jardim Botânico do Rio de [Link]ível em:
<[Link] Acesso em: 04 mai.
2023
Foto: Autor
106
Solanum paniculatum
107
Tocoyena formosa (Jenipapinho) de vida/hábito: Arbusto
Origem: Nativa
Endemismo: Não endêmica do Brasil
Distribuição Geográfica
Norte (Amazonas, Amapá, Pará, Rondônia, Tocantins)
Nordeste (Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba,
Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Sergipe)
Centro-Oeste (Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato
Grosso)
Sudeste (Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo)
Sul (Paraná)
Domínios Fitogeográficos
Amazônia, Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica
Tipo de Vegetação
Caatinga (stricto sensu), Campo Rupestre, Cerrado (lato sensu),
Foto: Autor Floresta Ciliar ou Galeria, Floresta Estacional Decidual, Floresta
Estacional Semidecidual
Fonte: Borges, R.L. Tocoyena in Flora e Funga do Brasil.
Jardim Botânico do Rio de [Link]ível em:
<[Link] Acesso em: 04 mai.
2023
108
[Link].Lista de espécies endêmicas
Endemismo é um termo utilizado na biologia para designar que determinado táxon tem
sua ocorrência natural limitada em um espaço biogeográfico. Dessa forma, foi verificado o
endemismo das espécies encontradas nas áreas de influência do empreendimento.
Das 49 espécies nativas registradas, cindo delas são consideradas endêmicas do Brasil
segundo o Flora do Brasil 2020: Campomanesia dichotoma (guabiroba), Cereus jamacaru
(mandacaru), Indigofera spicata (amendoim-bravo), Maranta leuconeura (maranta) e Syagrus
cearenses (catolé). Nessa lista estão presentes uma palmeira, duas herbáceas, uma suculenta e
um arbusto. Dois táxons ainda foram categorizados com endemismo desconhecido, a Casearia
hirsuta e Guapira opposita.
109
7.2.6. Fauna
Figura 35 - Riqueza de espécies de cada grupo taxonômico com provável ocorrência na área do
empreendimento.
Fonte: Kiwiks, 2023
[Link]. Avifauna
A avifauna brasileira é uma das mais diversas do mundo, sendo composta por
aproximadamente 1.919 espécies (PIACENTINI et al., 2015). Isso corresponde a mais da
metade do que é registrado em toda América do Sul, e ressalta a importância de o
direcionamento de recursos a fim conhecer e conservar a avifauna que ocorre em território
110
nacional. Além disso, mais de 500 espécies de aves brasileiras são endêmicas do país
(MARINE & GARCIA, 2005). Na Mata Atlântica do Estado de Pernambuco há registros de
mais de 450 espécies de aves, na qual 281 são endêmicas deste bioma (MARINE & GARCIA,
2005).
Devido à riqueza de espécies e alto grau de endemismos, A Mata Atlântica é
considerada uma área prioritária de conservação e um dos hotspots globais de biodiversidade.
Para garantir a manutenção desse bioma, a compreensão acerca da avifauna presente em seus
fragmentos florestais é fundamental. As aves são um grupo essencial na garantia de diversos
serviços ecossistêmicos. São responsáveis, por exemplo, por serviços de regulação, como a
dispersão de sementes, polinização e controle de pragas. Além disso, o grupo presta serviço de
suporte por meio da deposição de nutrientes. O grupo também é considerado engenheiro
ecossistêmico (SEKERCIOGLU, 2006). As aves ainda são ótimas indicadoras da qualidade
ambiental e diversidade local, devido à sensibilidade a variações e estímulos ambientais
(MACHADO et al., 2006).
Segundo o MapBiomas o Município de Nazaré da Mata atualmente possui cerca de
6.877 hectares de Mata Atlântica remanescente, dos quais 51% encontram-se protegidos
Unidades de conservação que são vitais para a manutenção da biodiversidade (PREFEITURA
MUNICIPAL DE NAZARÉ DA MATA, 2018). Atualmente há o registro bibliográfico de 18
espécies de aves para o município de Nazaré da Mata. Somando-se a esses registros, na
expedição de campo foram registradas 25 espécies de aves. Assim, há registro de 37 espécies
distribuídas em 20 famílias e 10 ordens, com possível ocorrência na área do empreendimento
(Quadro 11). Destas apenas a espécie Synallaxis infuscata é considerada endêmica e
classificada como “Em Perigo” (EN) pela IUCN (2019) e pelo ICMBIO/MMA (2022). Além
disso, destacamos que a espécie Polioptila atricapilla, apresenta ausência de dados na base de
dados da IUCN.
Rupornis
Accipitriformes Accipitridae Gavião-carijó LC B
magnirostris
Columbina Rolinha-fogo-
Columbiformes Columbidae LC O
squammata apagou
111
GRAU DE
NOME TIPO DE
ORDEM FAMÍLIA ESPÉCIE AMEAÇA
POPULAR REGISTRO
IUCN/MMA
Columbina
Rolinha-roxa LC O
talpacoti
Columbina
Rolinha-cinzenta LC B
passerina
Colaptes Pica-pau-verde-
Piciformes Picidae LC O/B
melanochloros barrado
Rabo-branco-
Phaethornis ruber LC O
rubro
Anthracothorax Beija-flor-de-
LC B
nigricollis veste-preta
Eupetomena Beija-flor-
Apodiformes Trochilidae LC B
macroura tesoura
Chrysuronia Beija-flor-de-
LC B
leucogaster barriga-branca
Chionomesa Beija-flor-de-
LC B
fimbriata garganta-verde
Arundinicola
Freirinha LC O
leucocephala
Pitangus
Bem te vi LC O/B
sulphuratus
Tyrannidae
Lavadeira-
Fluvicola nengeta LC O/B
Passeriformes mascarada
Tyrannus
Suiriri LC O
melancholicus
Cyclarhis
Vireonidae Pitiguari LC O
gujanensis
Casaca-de-
Furnariidae Furnarius figulus LC B
couro-da-lama
112
GRAU DE
NOME TIPO DE
ORDEM FAMÍLIA ESPÉCIE AMEAÇA
POPULAR REGISTRO
IUCN/MMA
Phacellodomus
João-de-Pau LC O
rufifrons
Synallaxis
Tatac EM/VU B
infuscata
Andorinha-do-
Progne tapera LC O
campo
Tachycineta
Hirundinidae Andorinha do rio LC O
albiventer
Andorinha-de-
Hirundo rustica LC B
bando
Molothrus
Icteridae Chupim LC B
bonariensis
Caminheiro-
Motacillidae Anthus chii LC B
zumbidor
Ammodramus Tico-tico-do-
Passerellidae LC O
humeralis campo
Polioptila Balança-rabo-
Polioptilidae -- O
atricapilla de-chapeu-preto
Sporophila
Golinho LC O
albogularis
Thraupidae
Saíra-de-chapéu-
Nemosia pileata LC O
preto
Sanhaço-
Thraupis sayaca LC O
cinzento
Legendas: Grau de Ameaça (LC: Pouco Preocupante; EN: Em Perigo; V: Vulnerável): MMA (2022) e
IUCN (2021); Tipo de Registro (O: observado; B: Bibliográfico);
113
Dentre as 10 ordens registradas por observação e levantamento bibliográfico, a que
apresentou maior número de espécies foi a ordem Passeriforme com 22 espécies,
correspondendo a 56% das espécies registradas (Figura 36). Esta predominância de
passeriformes na comunidade de aves é comum, sendo registrada em ambientes bem
conservados e antropizados, assim como a baixa ocorrência de ordens constituída de predadores
de topos (e.x. Moura, et al. 2015), tais como Accipitriformes e Falconiformes que juntas
correspondem a menos de 6% (n= 2) das espécies registradas neste estudo.
Figura 36 - Riqueza de espécies de aves em cada ordem com possível ocorrência na área do
empreendimento.
Fonte: Kiwiks, 2023
114
Figura 37 - Riqueza de espécies de aves em cada família com possível ocorrência na área do
empreendimento.
Fonte: Kiwiks, 2023.
115
Figura 38- Registro de Ammodramus humeralis (Tico-tico-do-campo).na área do empreendimento.
Fonte: Kiwiks, 2023.
Espécies como Caracara plancus (Carcará) e Coragyps atratus (Urubu preto) são
comumente observados em bandos, e vivem associados a atividades humanas. O carcará atua
como generalista/oportunista, e o urubu preto se alimenta carcaças e restos de outros animais.
116
Ambas as espécies ocorrem em abundância na área do empreendimento. São familiarizados
com a presença humana, e habitam bordas de matas (WIKIAVES, 2023).
117
sobrevivência e reprodução dessas espécies. Dentro do grupo de avifauna não foram
encontrados outros predadores de topo além do Caracara plancus.
Embora o município apresente registro de espécie endêmica, a área no entorno do futuro
empreendimento apresenta uma avifauna indicadora de ambientes sujeitos a perturbações
elevadas. Ambientes perturbados e alterações do uso do solo são agentes causadores da
homogeneização biótica. Este conceito é caracterizado por ambientes que apresentam baixa
riqueza de espécies e alta abundância de espécies generalistas.
Como pode ser observado em campo, a área vasta de gramíneas e a presença de um
lixão são fatores que favoreceram a ocorrência de algumas espécies em detrimento de outras.
Coragyps atratus, Caracara plancus e Ammodramus humeralis são os componentes da avifauna
mais abundantes na ADA e AID do futuro empreendimento. Essa abundância é indicadora da
homogeneização biótica que o ambiente vem sofrendo devido à degradação.
O Quadro 12estão apresentados os registros fotográficos obtidos das espécies de aves
levantadas durante a expedição a área do empreendimento.
118
Bubulcus ibis Columbina talpacoti
119
... Continuação Quadro 12. Quadro de registros da avifauna na área do empreendimento.
[Link].Mastofauna
Callitrichida Sagui-de-tufo-
Primates Callithrix jacchus LC O
e branco
120
GRAU
DE
FORMA
AMEAÇ
ORDEM FAMÍLIA ESPÉCIE NOME POPULAR DE
A
REGISTRO
IUCN/M
MA
Perissodactyl
Equidae Equus ferus caballus Cavalo -- O
a
Legendas: Grau de Ameaça (LC: Pouco Preocupante; NT: Quase ameaçado; V: Vulnerável): MMA
(2022) e IUCN (2021); Tipo de Registro (O: observado; B: Bibliográfico);
121
Figura 41-Pegadas de Leopardus wiedii (esquerda) e Cerdocyon thous (direita) registradas na área
do empreendimento. A escala é equivalente 5 cm.
Fonte: Kiwiks, 2023.
Em relação as espécies exóticas registradas, há uma forte relação das presenças delas
com a ação antrópica. Devido a área do empreendimento ser cercada por um “lixão” e área de
agropecuária. Sendo assim, comum a presença de cavalos, cães domésticos e bois (Figura 42).
122
[Link].Herpetofauna
A Mata Atlântica apresenta 227 espécies de anfíbios e 260 espécies de répteis, destas
há registro de 73 espécies de anfíbios e 70 espécies de répteis no estado de Pernambuco (MMA,
2000). Além disso, durante a expedição a área do empreendimento foram registradas duas
espécies de lagartos na área do empreendimento, porém não houve registros de anfíbios e
serpentes Quadro 14.
Tropidurus Lagartixa-
Squamata Tropiduridae LC O
hispidus preta
Tropidurus Calango-de-
Squamata Tropiduridae LC O
semitaeniatus lajedo
Legendas: Grau de Ameaça (LC: Pouco Preocupante): MMA (2022) e IUCN (2021); Tipo de Registro
(O: observado);
123
Quadro 15 - Registros da herpetofauna na área do empreendimento.
Tropidurus hispidus Tropidurus semitaeniatus
Em relação aos anfíbios, são animais que não vivem ou se reproduzem longe de corpos
d'água ou locais terrestres com alta umidade, como bromélias-tanque e áreas encharcadas.
Assim, a área do empreendimento tem baixa disponibilidade de habitats que favoreçam a
ocorrência deste grupo, existindo apenas um lago artificial utilizado pelo gado na região (Figura
43).
Figura 43 - Corpo d’agua existente na Área diretamente afetada (ADA). na área do empreendimento.
Fonte: Kiwiks, 2023
124
[Link].Considerações Gerais
Figura 44 - Distância da CTRA PE Nazaré da Mata para o ponto mais ao norte da APA Aldeia Beberibe.
Fonte: Kiwiks, 2023
125
7.4. ÁREAS PRIORITÁRIAS PARA A CONSERVAÇÃO DA BIODIVERSIDADE
126
7.5. MEIO SOCIOECONÔMICO
127
e) Saúde pública – perfil nosológico da população, através de informações do Ministério
da Saúde – DATASUS, dos Relatórios Dinâmicos-ODS, e do Programa das Nações
Unidas para o Desenvolvimento (PNUD)/ Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada
IPEA)/ Fundação João Pinheiro (FJP);
f) Uso e ocupação do solo do território municipal, com o apoio de informações
produzidas pelo MapBiomas, Agência Condepe/Fidem e IBGE.
g) Estrutura produtiva e de serviços, entendida como a mão-de-obra existente no
município (qualificação e disponibilidade) e a população de catadores no município. As
informações para esse tópico foram obtidas no Instituto Brasileiro de Geografia e
Estatística (IBGE), na Base de Dados do Estado de Pernambuco (BDE), e em trabalho
acadêmico.
[Link].Descrição socioeconômica
128
No caso de Nazaré da Mata, o IDHM de 0,66 indica um nível médio de desenvolvimento
humano. Isso significa que, em comparação com outros municípios, o nível de renda,
longevidade e educação da população está em um patamar intermediário. Essa avaliação é
baseada nos indicadores socioeconômicos e educacionais disponíveis para o município.
Além disso, o Índice de Gini de Nazaré da Mata é de 0,49. Esse índice é utilizado para
medir a desigualdade de renda dentro de uma determinada população. Um valor de 0 representa
igualdade total, ou seja, todas as pessoas têm a mesma renda, enquanto um valor de 1 indica
desigualdade extrema, onde uma única pessoa detém toda a riqueza.
No caso de Nazaré da Mata, o Índice de Gini de 0,49 sugere que há uma certa
desigualdade de renda no município, porém em um nível moderado. Isso significa que a
distribuição de renda entre os habitantes de Nazaré da Mata é relativamente equilibrada, mas
ainda existem diferenças significativas na distribuição de recursos econômicos.
[Link].Características étnico-raciais
O perfil social do município apresenta a autodeclaração dos habitantes das áreas rurais e
urbanas sobre a sua identidade étnico-racial, incluindo 5 categorias: branca, preta, parda,
indígena ou amarela (pessoas com ascendência ou origem asiática), Figura 46.
129
[Link]. Distribuição Territorial e Cobertura da Terra
De acordo com os dados públicos registrados, não há nenhum quilombo certificado pela
Fundação Cultural Palmares e nenhuma terra indígena oficialmente reconhecida no município
de Nazaré da Mata. Existem duas áreas de assentamentos de reforma agrária do ITERPE e três
Projetos de Assentamento do INCRA, que distam mais de 3 quilômetros da ADA e AID.
Os territórios quilombolas e indígenas são reconhecidos com base em processos de
identificação, demarcação e certificação conduzidos pelos órgãos governamentais
responsáveis, como a Fundação Cultural Palmares e a Fundação Nacional do Índio (FUNAI).
Esses processos podem levar tempo e nem todos os territórios tradicionais podem ter sido
demarcados ou certificados até o momento da coleta dos dados.
O uso e cobertura da terra para o município de Nazaré da Mata corresponde a 54,73% (7.146
ha) com um mosaico de agricultura e pastagem, 25,23% (3.294 ha) com cana de açúcar e 14,32% com
áreas destinadas a pastagem. As demais classes de cobertura somam 5,71% da área total do território e
compreende formação florestal, área urbanizada, rio e lagos e áreas não vegetadas conforme Tabela 6.
Cana 3.294
Pastagem 1.870
Rio e, Lago 39
130
Quadro 16 - Indicadores do serviço de abastecimento de água em Nazaré da Mata, PE.
Indicador Descrição
131
Figura 47 - Formas de abastecimento por quantidade de domicílios da área urbana e zona rural no
município de Nazaré da Mata, PE.
Fonte. Censo IBGE, 2010.
132
Figura 48 - Formas de tratamento de esgoto por quantidade de domicílio em Nazaré da Mata/PE.
Fonte: IGBE, 2010.
O índice de limpeza urbana do município de Nazaré da Mata é de 0.46. Este índice é baseado
em 4 dimensões sendo elas:
Dimensão E - Engajamento do Município: combina o Índice de Desenvolvimento
Humano Municipal (IDHM) e a porcentagem da população atendida pelos serviços de
limpeza urbana.
Dimensão S - Sustentabilidade Financeira: combina as despesas com serviços de
limpeza urbana, a arrecadação para essa finalidade comparada com as despesas totais
do município.
Dimensão R - Recuperação de resíduos coletados: compara a quantidade de material
recuperado, exceto material orgânico e rejeito e a quantidade total de resíduos
coletados no município.
Dimensão I - Impacto ambiental: voltado a compreender a destinação incorreta de
resíduos sólidos, comparando a quantidade de material recebido em unidade de
processamento inadequadas, aterros controlados e lixões, com a população total
atendida pela coleta.
A desativação do lixão de Nazaré da Mata, assim como ocorreu em outros municípios
de Pernambuco, foi a interrupção da continuidade de um grande problema ambiental e social.
O encerramento das atividades do lixão tornou necessário a busca por novas formas de
destinação e manejo adequado do lixo. Além do passivo ambiental que levará anos para ser
133
solucionado ou minimamente reduzido, outro aspecto importante é a questão social envolvida
na dinâmica de funcionamento do lixão.
As pessoas em situação de vulnerabilidade social e econômica acabaram buscando
meios de subsistência no lixão, realizando a coleta de materiais recicláveis ou reaproveitáveis.
Essa atividade, embora seja uma fonte de renda para algumas famílias, expõe essas pessoas às
condições insalubres e perigosas, aumentando os riscos à saúde e acentuando a desigualdade
social.
Diante desses desafios, é essencial buscar novas formas de destinação e manejo dos
resíduos sólidos em Nazaré da Mata. Oportunamente, a instalação da CTR é um fator de
impacto positivo, pois implica em investimento em infraestrutura adequada para a coleta
seletiva, reciclagem e compostagem, promovendo a separação dos resíduos na fonte e
incentivando a conscientização da população, promovendo a criação de uma nova cadeia de
valores na região.
Certamente, a CTR promoverá a melhoria do índice de limpeza urbana em suas quatro
dimensões, o que se traduz em melhoria da qualidade de vida da população e uma possibilidade
de inclusão e qualificação dos grupos, associações e pessoas que vivem da renda obtida com a
reciclagem de materiais.
[Link]. Caracterizar as atividades econômicas urbanas e rurais, com dados dos setores
primário, secundário e terciário do município de Nazaré da Mata.
a) Setor Primário
134
Pecuária: A pecuária é uma atividade importante em Nazaré da Mata, incluindo a
criação de gado bovino, suíno e aves. O gado bovino é criado tanto para a produção de carne
como para a produção de leite, enquanto a criação de suínos e aves visa atender à demanda por
carne e derivados na região.
b) Setor Secundário
c) Setor Terciário
São 1.437 empresas cadastradas para o município de Nazaré da Mata, sendo 1360
matrizes e 77 filiais distribuídas em 257 atividades econômicas principais, destaca-se as
atividades de Comércio varejista de artigos do vestuário e acessórios com82 empresas,
Cabeleireiros, manicure e pedicure com 65 empresas, Comércio varejista de mercadorias em
geral, com predominância de produtos alimentícios - minimercados, mercearias e armazéns
com 63 empresas. Do total das 1.437 empresas, 764 são Microempreendedores Individuais -
MEI, 576 são microempresas e 43 de pequeno porte, outras 54 estão distribuídas entre médias
e grandes empresas. Em 2023 foram abertas 16 novas empresas e foram extintas 11 empresas
em Nazaré da Mata. Observa-se na Figura que 53,17% das atividades econômicas cadastradas
são de MEI (Figura 49).
135
Figura 49 - Distribuição das atividades econômicas por porte das empresas.
Fonte: Receita Federal, 2023.
Quanto à natureza jurídica são 1.197 empresas individuais, 221 sociedades limitada,
oito sociedades anônima, quatro cooperativas, três sociedades em conta de participação, duas
sociedades de economia mista e duas empresas públicas. No Quadro 17é possível verificar a
distribuição das empresas por atividades econômicas principais
Comércio varejista de mercadorias em geral, com predominância de produtos alimentícios - minimercados, mercearias e
armazéns 63
Promoção de vendas 45
Obras de alvenaria 29
Produção musical 26
136
Atividade Econômica Quantidade
Serviço de táxi 25
Restaurantes e similares 18
Serviços domésticos 16
Construção de edifícios 14
Comércio varejista de produtos alimentícios em geral ou especializado em produtos alimentícios não especificados
anteriormente 14
137
Atividade Econômica Quantidade
Agências de viagens 8
Transporte rodoviário de carga, exceto produtos perigosos e mudanças, intermunicipal, interestadual e internacional 7
Fabricação de artefatos de cerâmica e barro cozido para uso na construção, exceto azulejos e pisos 7
Transporte rodoviário coletivo de passageiros, sob regime de fretamento, intermunicipal, interestadual e internacional 6
Comércio varejista especializado de peças e acessórios para aparelhos eletroeletrônicos para uso doméstico, exceto
informática e comunicação 6
Atividade odontológica 6
Ensino fundamental 5
138
Atividade Econômica Quantidade
Treinamento em informática 4
Serviços de funerárias 4
Serviços de engenharia 4
Manutenção e reparação de máquinas e aparelhos de refrigeração e ventilação para uso industrial e comercial 4
Atividades de fisioterapia 4
Atividades de contabilidade 4
139
Atividade Econômica Quantidade
Laboratórios clínicos 3
Ensino de idiomas 3
Serviços de capotaria 2
Reparação de relógios 2
Peixaria 2
Marketing direto 2
Lavanderias 2
Formação de condutores 2
140
Atividade Econômica Quantidade
Fabricação de produtos de pastas celulósicas, papel, cartolina, papel-cartão e papelão ondulado não especificados
anteriormente 2
Fabricação de outros artefatos e produtos de concreto, cimento, fibrocimento, gesso e materiais semelhantes 2
Transporte escolar 1
Tabacaria 1
Serviços de pré-impressão 1
141
Atividade Econômica Quantidade
Serviços de arquitetura 1
Produção teatral 1
Preparação do leite 1
Perfurações e sondagens 1
Motéis 1
Hotéis 1
Fotocópias 1
Fabricação de máquinas, equipamentos e aparelhos para transporte e elevação de pessoas, peças e acessórios 1
142
Atividade Econômica Quantidade
Ensino de música 1
Cultivo de milho 1
Cultivo de cana-de-açúcar 1
Consultoria em publicidade 1
143
Atividade Econômica Quantidade
Chaveiros 1
Casas lotéricas 1
Caixas econômicas 1
Atividades paisagísticas 1
Atividades de rádio 1
144
Atividade Econômica Quantidade
Aluguel de outras máquinas e equipamentos comerciais e industriais não especificados anteriormente, sem operador 1
Agências de notícias 1
145
ATENDE
CNES NOME DE FANTASIA NATUREZA JURÍDICA GESTÃO
SUS
ADMINISTRAÇÃO
2711958 HOSPITAL ERMIRIO COUTINHO PÚBLICA E SIM
ENTIDADES
3458970 LABOCLIN EMPRESARIAIS E NÃO
ENTIDADES
3207730 LABPAC EMPRESARIAIS M SIM
NASF MARIA DO CARMO DE ANDRADE LIMA ADMINISTRAÇÃO
7930216 VASCONCELOS PÚBLICA M SIM
NUCLEO DE ATENCAO A SAUDE DE NAZARE ADMINISTRAÇÃO
6273327 DA MATA PÚBLICA M SIM
ADMINISTRAÇÃO
2703602 POSTO DE CAMARAZAL PÚBLICA M SIM
ADMINISTRAÇÃO
2703599 POSTO DE LAGOA PÚBLICA M SIM
ADMINISTRAÇÃO
2636271 POSTO DE LAGOA DO RAMO DE CIMA PÚBLICA M SIM
ADMINISTRAÇÃO
2636263 POSTO DE LIMEIRINHA PÚBLICA M SIM
ADMINISTRAÇÃO
2636220 POSTO DE SERTAOZINHO PÚBLICA M SIM
ADMINISTRAÇÃO
2703610 POSTO DE VENTURA PÚBLICA M SIM
ADMINISTRAÇÃO
2636247 PSF ALTO DA BOA VISTA PÚBLICA M SIM
ADMINISTRAÇÃO
2636344 PSF CENTRO PÚBLICA M SIM
ADMINISTRAÇÃO
862363 PSF CINCO CORACOES PÚBLICA M SIM
ADMINISTRAÇÃO
2703637 PSF DA VILA PÚBLICA M SIM
ADMINISTRAÇÃO
2636336 PSF DO COSTA PORTO PÚBLICA M SIM
ADMINISTRAÇÃO
2703629 PSF DO EUGENIO BANDEIRA PÚBLICA M SIM
ADMINISTRAÇÃO
2636298 PSF DO JUA PÚBLICA M SIM
ADMINISTRAÇÃO
2636301 PSF DO SERTAOZINHO PÚBLICA M SIM
ADMINISTRAÇÃO
2636352 PSF DO SITIO NOVO PÚBLICA M SIM
ADMINISTRAÇÃO
7612788 PSF PARAISO PÚBLICA M SIM
ADMINISTRAÇÃO
6387500 PSF TAMATAUPE PÚBLICA M SIM
REDE DE FRIO MUNICIPAL DE NAZARE DA ADMINISTRAÇÃO
260452 MATA PÚBLICA M SIM
ADMINISTRAÇÃO
7289278 SAMU BASICO DE NAZARE DA MATA PÚBLICA M SIM
SECRETARIA MUNICIPAL DE SAUDE DE ADMINISTRAÇÃO
2636255 NAZARE DA MATA PÚBLICA M SIM
SINDICATO DOS TRABALHADORES RURAIS DE ENTIDADES SEM FINS
2636360 NAZARE DA MATA LUCRATIVOS M SIM
Fonte: Data SUS
146
Evolução das internações e óbitos relacionados a doenças vinculadas a falta de saneamento
básico.
147
[Link].Estabelecimentos de educação com potencial para participar de atividades de educação ambiental relacionadas à CTR.
Quadro 19 - Escolas com potencial para desenvolver atividades de educação ambiental e participar de práticas sobre resíduos sólidos em parceria com a
CTR PE Nazaré da Mata.
Categoria
Escola Localização Localidade Diferenciada Administrativa Endereço
ESCOLA CAPITAO PLINIO DE SOUZA RUA JOAO ANTONIO PESSOA GUERRA, SN JUA. 55800-000
MONTEIRO Urbana A escola não está em área de localização diferenciada Pública Nazaré da Mata - PE.
ESCOLA DOM CARLOS COELHO - RUA BARAO DE TAMANDARE, SN CENTRO. 55800-000 Nazaré
NAZARE Urbana A escola não está em área de localização diferenciada Pública da Mata - PE.
GRUPO ESCOLAR MUNICIPAL ENGENHO LAGOA DO RAMO, S/N ZONA RURAL. 55800-000
MINIMA LAGOA DO RAMO Rural A escola não está em área de localização diferenciada Pública Nazaré da Mata - PE.
148
Categoria
Escola Localização Localidade Diferenciada Administrativa Endereço
ESCOLA DE APLICACAO PROFESSOR RUA PROF AMERICO BRANDAO, 43 CENTRO. 55800-000 Nazaré
CHAVES Urbana A escola não está em área de localização diferenciada Pública da Mata - PE.
ESCOLA MUNICIPAL IRMA GUERRA Urbana A escola não está em área de localização diferenciada Pública DR OSVALDO NEVES, 01 CENTRO. 55800-000 Nazaré da Mata - PE.
GRUPO ESCOLAR MUNICIPAL DEP EDSON VIEIRA LIRA, S/N CASA. ESTACAO. 55800-000 Nazaré da
TORQUATO FERREIRA LIMA Urbana A escola não está em área de localização diferenciada Pública Mata - PE.
GRUPO ESCOLAR MUL MANOEL ENGENHO LAGOA, S/N ZONA RURAL. 55800-000 Nazaré da Mata
MIGUEL DO NASCIMENTO Rural Área de assentamento Pública - PE.
GRUPO ESC MUL DR DOMINGOS DE ENGENHO CAMARAZAL, ZONA RURAL. 55800-000 Nazaré da
ABREU VASCONCELOS Rural Área de assentamento Pública Mata - PE.
GRUPO ESCOLAR MUL EDITE ENGENHO SERTAOZINHO, ZONA RURAL. 55800-000 Nazaré da
CORREIA DE SOUZA Rural A escola não está em área de localização diferenciada Pública Mata - PE.
JARDIM ESCOLA CRIANCA RUA DOUTOR JOSE INACIO, 151 SERTAOZINHO. 55800-000
ESPERANCA Urbana A escola não está em área de localização diferenciada Privada Nazaré da Mata - PE.
ESCOLA MUNICIPAL DOM CARLOS RUA DOUTOR JOSE INACIO, S/N CENTRO. 55800-000 Nazaré da
COELHO Urbana A escola não está em área de localização diferenciada Pública Mata - PE.
INSTITUTO EDUCACIONAL RUA CASTRO ALVES, 150 CENTRO. 55800-000 Nazaré da Mata -
MONTEIRO LOBATO Urbana A escola não está em área de localização diferenciada Privada PE.
149
Categoria
Escola Localização Localidade Diferenciada Administrativa Endereço
150
[Link].Sistemas e veículos de comunicação social
Rádio Revoltosa
Rádio Sat FM
Rádio Tamataúpe
Rádio Tracunhaém FM
Rádio Condado FM
Web TV Limoeiro
Rádio Vicência
151
[Link].Projetos de Assentamento Rural
Há três assentamentos rurais do INCRA com o território todo ou em parte nos limites do
município de Nazaré da Mata, conforme espacializado na Figura 47.
152
[Link]. Pesquisa à moradores localizados na ADA
153
Figura 53 – Entrevistas ao moradores das residências localizadas na AID
Fonte: Kiwiks, 2023
[Link].Aspectos socioeconômicas
154
[Link].Indicadores populacionais e socioeconômicos
[Link].Características étnico-raciais
O perfil social do município apresenta a autodeclaração dos habitantes das áreas rurais e
urbanas sobre a sua identidade étnico-racial, incluindo 5 categorias: branca, preta, parda,
indígena ou amarela (pessoas com ascendência ou origem asiática), Figura 54.
155
[Link].Distribuição Territorial e Cobertura da Terra
De acordo com os dados públicos registrados, não há nenhum quilombo certificado pela
Fundação Cultural Palmares e nenhuma terra indígena oficialmente reconhecida no município
de Buenos Aires. Existem dois Projetos de Assentamento do INCRA, que distam mais de 3
quilômetros da ADA e AID, que são o PA Mundo Novo e PA Lagoa, este último também
integra o município de Nazaré da Mata
Os territórios quilombolas e indígenas são reconhecidos com base em processos de
identificação, demarcação e certificação conduzidos pelos órgãos governamentais
responsáveis, como a Fundação Cultural Palmares e a Fundação Nacional do Índio (FUNAI).
Esses processos podem levar tempo e nem todos os territórios tradicionais podem ter sido
demarcados ou certificados até o momento da coleta dos dados.
O uso e cobertura da terra para o município de Buenos Aires corresponde a 60,38% (5.628
hectares) com um mosaico de agricultura e pastagem, 20,41% (1.902 hectares) com cana de açúcar e
12,38% com áreas destinadas a pastagem. As demais classes de cobertura somam 6,83% da área total
do território e compreende formação florestal, área urbanizada, rio e lagos e áreas não vegetadas
conforme Tabela 7.
156
Quadro 20 - Indicadores do serviço de abastecimento de água em Buenos Aires, PE.
Indicador Descrição
Consumo médio de água por habitante 85,10L/([Link])
Índice médio de perdas 54,43%
Custo do serviço de abastecimento de água R$ 7,88/m3
Tarifa média de água R$ 4,20/m3
Domicílios com canalização interna em pelo menos
74,11%
um cômodo
Domicílios com canalização interna somente no
3,35%
terreno
Domicílios sem canalização interna 22,11%
Fonte: Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS), 2020.
Figura 55 - Formas de abastecimento por quantidade de domicílios da área urbana e zona rural no
município de Buenos Aires, PE.
Fonte. Censo IBGE, 2010.
157
[Link].Esgotamento Sanitário
O índice de limpeza urbana do município de Buenos Aires é de 0,384. Este índice é baseado
em 4 dimensões sendo elas:
Dimensão E - Engajamento do Município: combina o Índice de Desenvolvimento
Humano Municipal (IDHM) e a porcentagem da população atendida pelos serviços de
limpeza urbana. Resultado 2022: 0,607
Dimensão S - Sustentabilidade Financeira: combina as despesas com serviços de
limpeza urbana, a arrecadação para essa finalidade comparada com as despesas totais
do município. Resultado 2022: 0,0
Dimensão R - Recuperação de resíduos coletados: compara a quantidade de material
recuperado, exceto material orgânico e rejeito e a quantidade total de resíduos
coletados no município. Resultado 2022: 0,0
Dimensão I - Impacto ambiental: voltado a compreender a destinação incorreta de
resíduos sólidos, comparando a quantidade de material recebido em unidade de
158
processamento inadequadas, aterros controlados e lixões, com a população total
atendida pela coleta. Resultado 2022: 0,859
A desativação do lixão de Buenos Aires, assim como ocorreu em outros municípios de
Pernambuco, foi a interrupção da continuidade de um grande problema ambiental e social. O
encerramento das atividades do lixão tornou necessário a busca por novas formas de destinação
e manejo adequado do lixo. Além do passivo ambiental que levará anos para ser solucionado
ou minimamente reduzido, outro aspecto importante é a questão social envolvida na dinâmica
de funcionamento do lixão.
Diante desses desafios, é essencial buscar novas formas de destinação e manejo dos
resíduos sólidos em Buenos Aires. Oportunamente, a instalação da CTR é um fator de impacto
positivo, pois implica em investimento em infraestrutura adequada para a coleta seletiva,
reciclagem e compostagem, promovendo a separação dos resíduos na fonte e incentivando a
conscientização da população, promovendo a criação de uma nova cadeia de valores na região.
Certamente, a CTR promoverá a melhoria do índice de limpeza urbana em suas quatro
dimensões, o que se traduz em melhoria da qualidade de vida da população e uma possibilidade
de inclusão e qualificação dos grupos, associações e pessoas que vivem da renda obtida com a
reciclagem de materiais.
São 236 empresas cadastradas para o município de Buenos Aires, entre matrizes e filiais
distribuídas em 200 atividades econômicas principais, destaca-se as atividades de Comércio
varejista de mercadorias em geral, com predominância de produtos alimentícios -
minimercados, mercearias e armazéns com 22 empresas e Comércio varejista de artigos do
vestuário e acessórios com 18 empresas. Do total das 236 empresas ativas, 135 são
Microempreendedores Individuais - MEI, 86 são microempresas, 10 Empresas de Pequeno
Porte e 5 empresas enquadradas com médio e grande porte.
Quanto a distribuição por setor 131 comércio, 72 serviços, 21 indústria, 55
agropecuária,10 construção civil e uma agropecuária. Na Figura 57 é possível verificar a
distribuição das empresas por atividades econômicas por porte.
159
Figura 57 - Distribuição das atividades econômicas das empresas cadastradas em Vicência/PE.
Fonte: Receita Federal, 2023.
160
Figura 58 - Número de Internações por doenças relacionadas ao saneamento inadequado.
161
7.5.5. Meio Socioeconômico do Município de Vicência
[Link].Aspectos socioeconômicas
162
No caso de Vicência, o Índice de Gini de 0,48 sugere que há uma certa desigualdade de
renda no município, porém em um nível moderado. Isso significa que a distribuição de renda
entre os habitantes de Vicência é relativamente equilibrada, mas ainda existem diferenças
significativas na distribuição de recursos econômicos.
[Link].Características étnico-raciais
O perfil social do município apresenta a autodeclaração dos habitantes das áreas rurais e
urbanas sobre a sua identidade étnico-racial, incluindo 5 categorias: branca, preta, parda,
indígena ou amarela (pessoas com ascendência ou origem asiática), Figura 60
De acordo com os dados públicos registrados, não há nenhum quilombo certificado pela
Fundação Cultural Palmares e nenhuma terra indígena oficialmente reconhecida no município
de Vicência. Existem três áreas de assentamentos de reforma agrária e território quilombola
que distam mais de 3 quilômetros da ADA e AID da CTR-PE Nazaré da Mata.
Os territórios quilombolas e indígenas são reconhecidos com base em processos de
identificação, demarcação e certificação conduzidos pelos órgãos governamentais
responsáveis, como a Fundação Cultural Palmares e a Fundação Nacional do Índio (FUNAI).
Esses processos podem levar tempo e nem todos os territórios tradicionais podem ter sido
demarcados ou certificados até o momento da coleta dos dados.
163
O uso e cobertura da terra para o município de Vicência corresponde a 57,81% (13.181
ha) com um mosaico de agricultura e pastagem, 16,68% (3.803 ha) com cana de açúcar e
14,21% (3.240 ha) com cobertura florestal e 9,22% (2.102 ha) com áreas destinadas a pastagem.
As demais classes de cobertura somam 2,08% da área total do território e compreende formação
florestal, área urbanizada, rio e lagos e áreas não vegetadas conforme Tabela 8.
164
Indicador Descrição
Domicílios sem canalização interna 11,11%
Fonte: Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS), 2020.
Figura 61 - Formas de abastecimento por quantidade de domicílios da área urbana e zona rural no município
de Vicência, PE.
Fonte. Censo IBGE, 2010.
[Link].Esgotamento Sanitário
O índice de coleta de esgoto para o município é de 38,71%, com coleta e sem tratamento,
18,26% com solução individual e 43,03% sem coleta e sem tratamento. Conforme dados do
IBGE predomina a forma de esgotamento sanitário pela rede geral de esgoto ou pluvial, com
165
aproximadamente 38,6% dos domicílios. Na Figura 62 estão distribuídas as formas de
esgotamento sanitário para o município de Vicência/PE.
166
O município de Vicência já faz destinação para a CTR-PE Igarassu, a proximidade com
Nazaré da Mata poderá reduzir consideravelmente os custos da operação de transbordo de
resíduos, o que gerará economia para o município. Certamente, a CTR-PE Nazaré da Mata
promoverá a melhoria do índice de limpeza urbana em suas quatro dimensões, o que se traduz
em melhoria da qualidade de vida da população e uma possibilidade de inclusão e qualificação
dos grupos, associações e pessoas que vivem da renda obtida com a reciclagem de materiais.
São 949 empresas cadastradas para o município de Vicência, entre matrizes e filiais
distribuídas em 223 atividades econômicas principais, destaca-se as atividades de Comércio
varejista de artigos do vestuário e acessórios com 45 empresas, Comércio varejista de
mercadorias em geral, com predominância de produtos alimentícios - minimercados,
mercearias e armazéns com 42 empresas e Cabeleireiros, manicure e pedicure com 37
empresas. Do total das 949 empresas ativas, 614 são Microempreendedores Individuais - MEI,
308 são microempresas, 9 Empresas de Pequeno Porte e 18 empresas enquadradas com médio
e grande porte.
Quanto a distribuição por setor 445 comércio, 340 serviços, 85 indústria, 7 agropecuária
e 77 construção civil. Na Figura 63 é possível verificar a distribuição das empresas por
atividades econômicas principais
Figura 63- Distribuição das atividades econômicas das empresas cadastradas em Vicência/PE.
Fonte: Receita Federal, 2023.
167
[Link]. Infraestrutura de Saúde e evolução de doenças relacionadas ao saneamento
168
ATENDE
CNES NOME DE FANTASIA NATUREZA JURÍDICA GESTÃO
SUS
2636689 PSF LOT JRMC FIGUEIREDO ADMINISTRAÇÃO M SIM
PÚBLICA
2355736 PSF MURUPE ADMINISTRAÇÃO M SIM
PÚBLICA
9470883 PSF MURUPE AGROVILA ADMINISTRAÇÃO M SIM
PÚBLICA
9470913 PSF NOVA VICENCIA III ADMINISTRAÇÃO M SIM
PÚBLICA
2355752 PSF TRIGUEIROS ADMINISTRAÇÃO M SIM
PÚBLICA
2636670 PSF USINA BARRA ADMINISTRAÇÃO M SIM
PÚBLICA
152900 SAMU BASICO DE VICENCIA ADMINISTRAÇÃO M SIM
PÚBLICA
2636700 SECRETARIA MUNICIPAL DE ADMINISTRAÇÃO M SIM
SAUDE DE VICENCIA PÚBLICA
5895200 UNIDADE DE SAUDE DA FAMILIA ADMINISTRAÇÃO M SIM
MAE RAINHA PÚBLICA
2499851 UNIDADE MISTA NAIDE RAM0S ADMINISTRAÇÃO M SIM
MARANHAO PÚBLICA
169
Figura 65 - Número de Internações por doenças relacionadas ao saneamento inadequado.
170
7.5.6. Meio Socioeconômico do município de Condado
[Link].Aspectos socioeconômicas
171
entre os habitantes de Condado é relativamente equilibrada, mas ainda existem diferenças
significativas na distribuição de recursos econômicos.
[Link].Características étnico-raciais
O perfil social do município apresenta a autodeclaração dos habitantes das áreas rurais e
urbanas sobre a sua identidade étnico-racial, incluindo 5 categorias: branca, preta, parda,
indígena ou amarela (pessoas com ascendência ou origem asiática), Figura 66.
De acordo com os dados públicos registrados, não há nenhum quilombo certificado pela
Fundação Cultural Palmares e nenhuma terra indígena oficialmente reconhecida no município
de Condado. Existem dois Projetos de Assentamento do INCRA, são o PA Patrimônio e PA
Engenho Diamante que distam mais de 3 quilômetros da ADA e AID.
Os territórios quilombolas e indígenas são reconhecidos com base em processos de
identificação, demarcação e certificação conduzidos pelos órgãos governamentais
responsáveis, como a Fundação Cultural Palmares e a Fundação Nacional do Índio (FUNAI).
Esses processos podem levar tempo e nem todos os territórios tradicionais podem ter sido
demarcados ou certificados até o momento da coleta dos dados.
172
O uso e cobertura da terra para o município de Condado corresponde a 59,80% (5.362 ha) com
um mosaico de agricultura e pastagem, 22,65% (2.031) com cana de açúcar, 7,17% com cobertura
florestal e 10,38% com pastagens, área urbanizada, formação Savânica, áreas não vegetadas e corpos
d’água (Tabela 9).
173
[Link].Modalidades de captação de água para abastecimento
Figura 67 - Formas de abastecimento por quantidade de domicílios da área urbana e zona rural no
município de Condado, PE.
Fonte. Censo IBGE, 2010.
[Link].Esgotamento Sanitário
O índice de coleta de esgoto para o município é de 1,78% para solução individual 3,57%
com coleta e sem tratamento e 94,65% sem coleta e sem tratamento, com carga de esgoto
gerada de 1.280 Kg DBO/dia. Conforme dados do SNIS/Ministério das Cidades predomina a
forma de esgotamento sanitário pela rede geral de esgoto ou pluvial, com aproximadamente
44,52% dos domicílios, 11,53% fossa séptica e 35,30% fossa rudimentar. Na Figura 68estão
distribuídas as formas de esgotamento sanitário para o município de Buenos Aires/PE.
174
Figura 68-formas de tratamento de esgoto por quantidade de domicílio em Condado/PE.
Fonte: IGBE, 2010.
175
resíduos, o que gerará economia para o município. Certamente, a CTR-PE Nazaré da Mata
promoverá a melhoria do índice de limpeza urbana em suas quatro dimensões, o que se traduz
em melhoria da qualidade de vida da população e uma possibilidade de inclusão e qualificação
dos grupos, associações e pessoas que vivem da renda obtida com a reciclagem de materiais.
Diante desses desafios, é essencial buscar novas formas de destinação e manejo dos
resíduos sólidos em Condado. Oportunamente, a instalação da CTR é um fator de impacto
positivo, pois implica em investimento em infraestrutura adequada para a coleta seletiva,
reciclagem e compostagem, promovendo a separação dos resíduos na fonte e incentivando a
conscientização da população, promovendo a criação de uma nova cadeia de valores na região.
Certamente, a CTR promoverá a melhoria do índice de limpeza urbana em suas quatro
dimensões, o que se traduz em melhoria da qualidade de vida da população e uma possibilidade
de inclusão e qualificação dos grupos, associações e pessoas que vivem da renda obtida com a
reciclagem de materiais.
São 887 empresas cadastradas para o município de Condado, entre matrizes e filiais
distribuídas em 132 atividades econômicas principais, destaca-se as atividades de Comércio
varejista de mercadorias em geral, com predominância de produtos alimentícios -
minimercados, mercearias e armazéns com 32 empresas e Comércio varejista de artigos do
vestuário e acessórios com 30 empresas e Comércio varejista de bebidas com 21 empresas. Do
total das 887 empresas ativas, 563 são Microempreendedores Individuais - MEI, 276 são
microempresas, 19 Empresas de Pequeno Porte e 29 empresas enquadradas com médio e
grande porte.
Quanto a distribuição por setor 438 comércio, 290 serviços, 108 indústria, 38
construção civil e 13 agropecuária. Na Figura 69 é possível verificar a distribuição das
empresas por atividades econômicas por porte.
176
[Link]. Infraestrutura de Saúde e evolução de doenças relacionadas ao saneamento
177
Figura 70 - Número de Internações por doenças relacionadas ao saneamento inadequado.
178
7.5.7. Meio Socioeconômico do município de Timbaúba
[Link].Aspectos socioeconômicas
179
[Link].Características étnico-raciais
O perfil social do município apresenta a autodeclaração dos habitantes das áreas rurais e
urbanas sobre a sua identidade étnico-racial, incluindo 5 categorias: branca, preta, parda,
indígena ou amarela (pessoas com ascendência ou origem asiática), Figura 72.
De acordo com os dados públicos registrados, não há nenhum quilombo certificado pela
Fundação Cultural Palmares e nenhuma terra indígena oficialmente reconhecida no município
de Timbaúba. Existem três Projetos de Assentamento do INCRA, que distam mais de 3
quilômetros da ADA e AID que são o PA Engenho UBU, PA Nossa Senhora Aparecida, PA
Josias Bairros e PA Engenho Panorama.
Os territórios quilombolas e indígenas são reconhecidos com base em processos de
identificação, demarcação e certificação conduzidos pelos órgãos governamentais
responsáveis, como a Fundação Cultural Palmares e a Fundação Nacional do Índio (FUNAI).
Esses processos podem levar tempo e nem todos os territórios tradicionais podem ter sido
demarcados ou certificados até o momento da coleta dos dados.
O uso e cobertura da terra para o município de Timbaúba corresponde a 50,13% (14.421
ha) com um mosaico de agricultura e pastagem, 25,56% 7.352 Km²) com pastagem e 12,12%
(3.486 ha) com cobertura florestal e 4,81% com cana. As demais áreas urbanizada, formação
Savânica, áreas não vegetadas e corpos d’água somam 7,39% (Tabela 10).
180
Tabela 10 - Uso e Cobertura da Terra do Município de Timbaúba, PE.
Tipo de Uso Área ocupada (ha)
Mosaico de Agricultura e Pastagem 14.421
Pastagem 7.352
Formação Florestal 3.486
Cana 1.385
Formação Savânica 1.357
Área Urbanizada 615
Rio, Lago e Oceano 148
Área não Vegetada 4
Campo Alagado e Área Pantanosa 1
Área Total 28.769
Fonte: MapBiomas, 2023.
181
[Link].Modalidades de captação de água para abastecimento
Figura 73 - Formas de abastecimento por quantidade de domicílios da área urbana e zona rural no
município de Timbaúba, PE.
Fonte. Censo IBGE, 2010.
[Link].Esgotamento Sanitário
182
Figura 74 - formas de tratamento de esgoto por quantidade de domicílio em Timbaúba/PE.
Fonte: IGBE, 2010.
183
promoverá a melhoria do índice de limpeza urbana em suas quatro dimensões, o que se traduz
em melhoria da qualidade de vida da população e uma possibilidade de inclusão e qualificação
dos grupos, associações e pessoas que vivem da renda obtida com a reciclagem de materiais.
Diante desses desafios, é essencial buscar novas formas de destinação e manejo dos
resíduos sólidos em Condado. Oportunamente, a instalação da CTR é um fator de impacto
positivo, pois implica em investimento em infraestrutura adequada para a coleta seletiva,
reciclagem e compostagem, promovendo a separação dos resíduos na fonte e incentivando a
conscientização da população, promovendo a criação de uma nova cadeia de valores na região.
Certamente, a CTR promoverá a melhoria do índice de limpeza urbana em suas quatro
dimensões, o que se traduz em melhoria da qualidade de vida da população e uma possibilidade
de inclusão e qualificação dos grupos, associações e pessoas que vivem da renda obtida com a
reciclagem de materiais.
São 2511 empresas cadastradas para o município de Timbaúba, entre matrizes e filiais
distribuídas em 388 atividades econômicas principais, destaca-se as atividades de Comércio
varejista de artigos do vestuário e acessórios com 198, Comércio varejista de mercadorias em
geral, com predominância de produtos alimentícios - minimercados, mercearias e armazéns
com 86 empresas, Cabeleireiros, manicure e pedicure com 68 e Comércio varejista de bebidas
com 55 empresas. Do total das 2511 empresas ativas, 1254 são Microempreendedores
Individuais - MEI, 1.137 são microempresas, 111 Empresas de Pequeno Porte e 109 empresas
enquadradas com médio e grande porte.
Quanto a distribuição por setor 1405 comércio, 909 serviços, 246 indústria, 106
construção civil e 16 agropecuária. Na Figura 75 é possível verificar a distribuição das
empresas por atividades econômicas por porte.
184
[Link]. Infraestrutura de Saúde e evolução de doenças relacionadas ao saneamento
185
ATENDE
CNES NOME DE FANTASIA NATUREZA JURÍDICA GESTÃO SUS
2636735 PSF QUEIMADAS PSF LUIZ PORFIRIO PESSOA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA M SIM
186
ATENDE
CNES NOME DE FANTASIA NATUREZA JURÍDICA GESTÃO SUS
187
Figura 77 - Número Óbitos por doenças relacionadas ao saneamento inadequado.
[Link].Aspectos socioeconômicas
188
[Link].Indicadores populacionais e socioeconômicos
[Link].Características étnico-raciais
O perfil social do município apresenta a autodeclaração dos habitantes das áreas rurais e
urbanas sobre a sua identidade étnico-racial, incluindo 5 categorias: branca, preta, parda,
indígena ou amarela (pessoas com ascendência ou origem asiática), Figura 78.
189
[Link].Distribuição Territorial e Cobertura da Terra
De acordo com os dados públicos registrados, não há nenhum quilombo certificado pela
Fundação Cultural Palmares e nenhuma terra indígena oficialmente reconhecida no município
de Tracunhaém. Existem duas áreas de assentamentos de reforma agrária do ITERPE e três
Projetos de Assentamento do INCRA, que distam mais de 3 quilômetros da ADA e AID.
Os territórios quilombolas e indígenas são reconhecidos com base em processos de
identificação, demarcação e certificação conduzidos pelos órgãos governamentais
responsáveis, como a Fundação Cultural Palmares e a Fundação Nacional do Índio (FUNAI).
Esses processos podem levar tempo e nem todos os territórios tradicionais podem ter sido
demarcados ou certificados até o momento da coleta dos dados.
O uso e cobertura da terra para o município de Tracunhaém corresponde a 52,34% (7.188 ha)
com um mosaico de agricultura e pastagem, 26,22% (3.600 ha) com cana de açúcar e 16,25% com áreas
destinadas a pastagem. As demais classes de cobertura somam 5,16% da área total do território e
compreende formação florestal, área urbanizada, rio e lagos e áreas não vegetadas conforme Tabela
11.
190
Quadro 28 - Indicadores do serviço de abastecimento de água em Tracunhaém, PE.
Indicador Descrição
Companhia Pernambucana de Saneamento
Responsável pelo abastecimento de água
- COMPESA
Consumo médio de água por habitante 70,70L/([Link])
Índice médio de perdas 39,17%
Custo do serviço de abastecimento de água R$ 5,07/m3
Tarifa média de água R$ 3,92/m3
Domicílios com canalização interna em pelo menos
69,95%
um cômodo
Domicílios com canalização interna somente no
12,07%
terreno
Domicílios sem canalização interna 17,79%
Fonte: Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS), 2020.
Figura 79 - Formas de abastecimento por quantidade de domicílios da área urbana e zona rural no
município de Tracunhaém, PE.
Fonte. Censo IBGE, 2010.
191
[Link].Esgotamento Sanitário
192
processamento inadequadas, aterros controlados e lixões, com a população total
atendida pela coleta. Resultado 2022: 0,034
São 353 empresas cadastradas para o município de Timbaúba, entre matrizes e filiais
distribuídas em 126 atividades econômicas principais, destaca-se as atividades de Fabricação
de produtos cerâmicos não refratários não especificados anteriormente com 34 empresas,
Comércio varejista de mercadorias em geral, com predominância de produtos alimentícios –
minimercados e mercearias e armazéns com 20 empresas. Do total das 353 empresas ativas,
261 são Microempreendedores Individuais - MEI, 77 são microempresas, nove Empresas de
Pequeno Porte e seis empresas enquadradas com médio e grande porte.
Quanto a distribuição por setor 141 comércio, 117 serviços, 63 indústria, 27 construção
civil e 5 agropecuária. Na Figura 81é possível verificar a distribuição das empresas por
atividades econômicas por porte.
193
Figura 81 - Distribuição das atividades econômicas por porte das empresas.
Fonte: Receita Federal, 2023.
194
ATENDE
CNES NOME DE FANTASIA NATUREZA JURÍDICA GESTÃO SUS
ADMINISTRAÇÃO
2347121 UBS TETO DO POVO PÚBLICA M SIM
ADMINISTRAÇÃO
2349728 UNIDADE MISTA MARIA GERCINA DA SILVA PÚBLICA M SIM
195
[Link]ÔNIO CULTURAL, HISTÓRICO, ARQUEOLÓGICO, MATERIAL E
IMATERIAL
Faziam com as palhas (...) molhos muito apertados com umas varas como vime, a que
eles chamam timbós, que são muito brandas e rijas, e com estes molhos atados em umas varas
grossas faziam uma feição de embarcações, em que cabiam dez a doze índios, que se remavam
muito bom, e nelas guerreavam com os Tupinambás neste Rio de [Link], e se faziam uns
a outros muito dano (SOUSA, 2000:24).
Em relação a sua origem e costumes, é relatado que tinham a mesma língua dos
Tupinambá e, vida e costumes, dos Pitiguares (todos do grupo Tupi). Na visão do cronista
Soares de Sousa, são tidos como bons músicos e amigos da dança, bons pescadores de linha e
nadadores. Mas, por outro lado, eram guerreiros muito cruéis para com os inimigos praticando
também a antropofagia.
São estes Caités muito belicosos e guerreiros, mas muito atraiçoados e sem nenhuma
fé nem verdade, o qual fez os danos, que fica declarado, à gente da nau do bispo, a Duarte
Coelho, e a muitos navios e caravelões, que se perderam nesta costa, dos quais não escapou
pessoa nenhuma, que não matassem e comessem(...) (SOUSA, 2000:25).
196
Os Potiguar estavam espalhados pelo litoral das capitanias de Itamaracá, Paraíba e Rio
Grande. Para os colonos portugueses era de fundamental importância estabelecer acordos e
Vicências com esse grupo indígena, que durante a época da conquista, demonstrou uma
unidade política e força do ponto de vista bélico.
Gabriel Soares de Souza fez as seguintes referências para a localização dos Potiguar,
Tabajara e Caeté:
Não é bem que passemos já do rio Paraíba, onde se acaba o limite por onde reside o
gentio Potiguar, que tanto mal tem feito aos moradores das capitanias de Pernambuco e
Itamaracá, e a gente dos navios que se perderam pela costa da Paraíba até o rio do Maranhão
(SOUZA, 2000:16).
Este gentio senhoreia esta costa do Rio Grande até a Paraíba, onde se confinaram
antigamente com outro gentio, que chamamos os Caités, que são seus contrários, e se faziam
cruelíssima guerra uns aos outros, e se fazem ainda agora pela banda do sertão onde agora
vivem os Caités, e pela banda do Rio Grande são fronteiros dos Tapuias, que é gente mais
doméstica, com quem estão às vezes de guerra às vezes de paz, e se ajudam uns aos outros
contra os Tabajaras, que vizinham com eles pela parte do sertão (SOUZA, 2000:17).
Os grupos Tupi, do litoral, são caracterizados como grupos ceramistas, cuja cerâmica é
denominada tradicionalmente de Tupiguarani, sendo considerada própria das regiões costeiras
e pertencentes a grupos humanos que moravam em aldeias de forma oval ou circular, com
economia baseada na mandioca (MARTIN, 1997).
Sobre as características e a localização das aldeias Tupi, há a descrição de Soares de
Souza.
Em cada aldeia dos Tupinambás, há um principal, (...). quando este principal assenta
sua aldeia, busca sempre um sítio alto e dasabafado dos ventos, para que lhe lave as casas, e
que tenha água muito perto, e que a terra tenha disposição para de redor da aldeia fazerem
suas roças e granjearias; e como escolhe o sítio a contentamento dos mais antigos, faz o
principal sua casa muito comprida, a que os índios chamam pindoba, e as outras casas da
aldeia se fazem também muito compridas, e arrumadas, de maneira que se lhe fica no meio um
terreiro quadrado, onde fazem bailes e seus ajuntamentos; (...)”.(SOUSA, 2000:262-263).
A descrição de Frei Vicente do Salvador sobre as casas e a localização das aldeias é
também muito parecida com a de Soares de Sousa.
.
Não moram mais em uma aldeia que em quanto não apodrece a palma dos tetos das
casas, que é espaço de três ou quatro anos, e então o mudam para outra parte, escolhendo
primeiro o principal, com o parecer dos mais antigos, o sítio que seja alto, desabafado, com
água perto e terra a propósito pera suas roças e sementeiras, que eles dizem ser a que não foi
ainda cultivada (...) se estas aldeias ficam fronteiras de seus contrários e têm guerras, as
cercam de pau-a-pique mui forte, e as vezes de duas e três cercas todas com suas seteiras e
197
entre uma e outra cerca fazem fossos cobertos de erva, com muitos estrepes de baixo e outras
armadilhas de vigas mui pesadas (...) (SALVADOR, 1965).
Pela descrição desse cronista observa-se que esses grupos habitaram a faixa litorânea e
montavam suas aldeias, de preferência, em locais altos e próximos às fontes de alimentação.
Outros dados importantes são as descrições sobre o número e o tamanho de suas casas e o
formato das aldeias. Informações que, dependendo do contexto e dos processos pós-
deposicionais, podem ser resgatadas pela arqueologia.
Sobre a cerâmica produzida pelos grupos Tupi existem referências sobre a produção,
uso e as características técnicas. Jean de Lery (1980) ressalta a variedade de formas das vasilhas
fabricadas pelos grupos que habitam o litoral. Hans Staden (1974) informa sobre as técnicas de
fabricação e de queima.
(...) potes e grandes vasilhas de barro para fazer conservar a bebida do cauim, e
também panelas redondas e ovais, frigideiras mediana e pequenas, pratos e outra espécie de
vaso de barro, que não é bem lisa por fora, mas é tão perfeitamente polida no interior, e tão
completamente vidrada com certo licor branco, que endurece, que não é possível aos nossos
oleiros de cá prepararem melhor as suas louças de barro(...) diluíam “tintas pardacentas” e
traçavam a pincel, na louça, numerosos desenhos, como “ramagens, lavores eróticos”,
principalmente nas peças onde guardavam farinha e outros mantimentos; as figuras diferiam
umas das outras, pois não possuíam modelo. Muitas vezes o forno de cozer a louça consistia
em uma cova. Os vasos destinados as bebidas fermentadas eram geralmente de notável
dimensão. (LERY apud PINTO, 1938:151)
Gabriel Soares de Sousa descreve, em dois de seus capítulos, as cerimônias que os
Tupinambá realizavam quando da morte de um dos habitantes da aldeia, assim como das
práticas realizadas quando o morto é o principal, sua mulher ou seu filho.
(...) quando morre algum moço, filho de algum principal, que não tem muita idade,
metem-no em cócoras, atados os joelhos com a barriga, em um pote em que ele caiba, e
enterram o pote na mesma casa debaixo do chão, onde o filho e o pai, se é morto, são chorados
muitos dias (SOUSA, 2000: 289).
Pelo exposto, observa-se que a zona da mata era uma área com concentração de
ocupações indígenas, no momento da conquista portuguesa, principalmente dos indígenas
denominados como Caeté. Também foi a região onde havia a maior concentração de engenhos
no Brasil, e Pernambuco, até a invasão da Companhia das Índias, era a principal área açucareira
da colônia. Através dos documentos do período colonial foi constatado que a cultura da cana
também utilizou o trabalho indígena, tanto nas lavouras de subsistência como em tarefas
complementares ao funcionamento da produção açucareira (SCHWARTZ,1995).
Consequentemente o indígena estava presente em vários locais da zona litoral-mata e
em diferentes fases da implantação do sistema açucareiro em Pernambuco. Seja nas disputas
pela terra, seja como trabalhador escravo nos engenhos, seja como aliado dos portugueses.
198
7.6.5. Contexto histórico e geográfico do município de nazaré da mata
199
Condado e Timbaúba; ao Leste com Tracunhaém; ao Oeste com Vicência, Buenos Aires e
Carpina; e ao Sul com Tracunhaém.
O desenvolvimento desta pesquisa ocorreu em duas fases principais: uma de laboratório e outra
de campo. A primeira é a pesquisa bibliográfica que compreende buscar dados secundários em
livros, trabalhos acadêmicos, divulgações nas redes sociais, órgãos públicos relacionados com
o patrimônio e no site da Prefeitura, entre outras, que envolvam o tema a ser estudado. A
segunda é a pesquisa de campo que busca dados primários e registros fotográficos, entre outras
necessidades para a complementação das informações.
[Link].Objeto de estudo
200
[Link].Patrimônio Cultural Material
201
7.6.7. Engenhos ou ruínas de engenhos que pertenciam a finalidade econômica
a) Engenho Bonito
O engenho Bonito é tombado pelo IPHAN e pela FUNDARPE, com todo o seu acervo, devido
a existência, no seu conjunto de uma capela denominada Capela de São Francisco Xavier. Está
situado a 7 km da sede do município de Nazaré da Mata. Além da capela possui a casa grande.
202
c) Engenho Cacicule – Coordenadas 25M 0256665/9146258
d) Engenho Cueirinha
Tem uma casa grande que data de 1933. Fica distante oito quilômetros do centro urbano. Sua
função hoje é de pousada e lazer, onde recebe visitantes e hospedes. Possui uma capela.
O engenho não tem suas funções originais. Possui apenas edificações que abrigam a sede do
Maracatu Cambinda, além de um museu com as indumentárias, estandartes e objetos
centenários do Maracatu.
203
Figura 89 - Sede do Maracatu Cambinda
Fonte: Equipe Arqueológica
204
g) Engenho Lagoa – Coordenadas 25M 0249090/9146970
Em ruínas. É utilizado como loteamento, para equipamentos de saúde, escola e outras funções
de interesse do município.
205
Figura 93 - Edificações de apoio
Fonte: Equipe Arqueológica
l) Engenho Santa Fé - O Engenho Santa Fé foi construído em 1942, hoje tornou-se uma
pousada engenho.
206
Figura 94 - Arruado a margem da estrada
Fonte: Equipe Arqueológica
207
n) Engenho Terra Nova – Coordenadas 25M 0252128/9151262
208
p) Engenho Ventura – Coordenadas 25M 0251013/9149120
Muito bem conservado, embora tenha muitos edifícios sem uso.
209
Figura 100 - Catedral de Nossa Senhora da Conceição
Fonte: Equipe Arqueológica
210
c) Capela do Cemitério do engenho Várzea Grande - Coordenadas 25M
0253018/9146261.
211
d) Capela de São Francisco Xavier
212
e) Igreja do engenho Cacicule - Coordenadas 25M 0256665/9146258
Reconstruída em 1768, hoje está em ruínas.
Figura 106 - Igreja do engenho Cacicule. Na fachada está gravado o ano de reconstrução.
Fonte: Equipe Arqueológica
213
f) Igreja de Santa Terezinha - Rua Nunes Machado – Coordenadas 25M
0253875/9143367.
214
h) Igreja do Bom Jesus - Coordenadas 25M 0254259/9143520. Situada na Praça Carlos
Gomes Bem preservada.
215
7.6.9. Núcleo Residencial Histórico
216
Figura 112 - Casario da Praça Herculano Bandeira de Melo
Fonte: Equipe Arqueológica
217
Fórum – Rua Bom Jesus – Coordenadas 25M 0254342/9143544
218
Figura 116 - Edifício da rua Bom Jesus
Fonte: Equipe Arqueológica
219
Figura 118 - Casario da Rua João Manuel Vieira de Melo – 25M 0254176/9143426
Fonte: Equipe de arqueologia
220
Figura 120 - Residência da Praça Carlos Gomes
Fonte: Equipe de arqueologia
221
7.6.10. Praças
222
c) Praça Herculano Bandeira de Melo – Coordenadas 25M 0254554/9143596
223
e) Praça do Obelisco e Santuário – Coordenadas 25M 0254554/9142907
224
Figura 128 - Esculturas de caboclos
Fonte: Equipe de arqueologia
225
Figura 130 - Acervo do Centro Cultural Mauro Mouta
Fonte: Equipe de arqueologia
226
Figura 132 - Ruínas da Estação ferroviária
Fonte: Equipe de arqueologia
227
Nazaré da Mata se destaca, em relação aos bens imateriais com o Maracatu. São mais
de vinte representações cadastradas no município. O município chega a ser chamado como a
terra do Maracatu. Entre os blocos que se destacam há o Maracatu Piaba Dourado, o
Maracatu Estrela de Ouro, o mais antigo de Pernambuco, o Maracatu Rural Cambinda
Brasileira, o Maracatu Águia Misteriosa, fundado em 03 de março de 1991 e o Maracatu
só de mulheres.
228
Figura 135 - Trajes usados pelo Maracatu Cambinda Brasileira
Fonte: Equipe de arqueologia
Em Nazaré da Mata também tem destaque na área da cultura imaterial, a Revoltosa, banda
escolar que transmite essa cultura musical desde 1915; a Sociedade Musical Enterpina Juvenil
Nazarena; e a Sociedade Musical 5 de Novembro. Também existe um Ponto de Cultura e o
Patrimônio Vivo.
a) Festas religiosas
A cultural imaterial também se expressa local se expressa nas festas e celebrações de caráter
religioso, como a festa de Nossa Senhora da Conceição celebrada no dia 8 de dezembro e outras
tradicionais no calendário religioso como a Semana Santa, natal, entre outras.
b) Festas Profanas
Entre as mais esperadas estão o Carnaval, São João, aniversário da cidade e o Encontro de
Maracatus realizado no mês de outubro.
c) Patrimônio Arqueológico
Não há registro no IPHAN de sítio Arqueológico em Nazaré da Mata, além do Engenho Bonito.
7.6.12. CONCLUSÃO
229
8. PASSIVO AMBIENTAL
As áreas assim definidas como diretamente afetada (ADA), de influência direta (AID)
e indireta (AII) pela instalação e funcionamento da CTR Nazaré da Mata possuem
características antropizadas, predominantemente destinada para o pastoreio de gado bovino,
talhões de plantio de cana de açúcar e culturas anuais. Em relação às Áreas de Preservação
Permanente observa-se a presença de um pequeno lago artificial de pouco mais de 1000 m² na
Área de Influência Direta, provavelmente para suporte a dessedentação animal, com cobertura
vegetal herbácea e arbustiva, não sendo observadas perturbações ambientais significativas que
exijam intervenções para atenuação de possíveis impactos ambientais.
No entorno imediato, já localizada na área de influência direta verifica-se a presença de
mais dois corpos d’água sendo um com aproximadamente 0,73 hectares totalmente inserido na
AID e outro açude de maiores proporções com 2,1 hectares de lâmina d’água localizados na
AID e 5,82 hectares de sua lâmina d’água localizados na AII. Ambos os corpos d’água não
apresentam sinais de assoreamento, não havendo a necessidade de intervenções para contenção
ou interrupção de perturbações ambientais ou início de processos erosivos e ravinamento.
230
As linhas de drenagem apresentam-se sem indícios de início de processos erosivos, não
sendo identificado nenhum passivo que necessite de intervenção técnica para correção, assim
como não há presença de taludes ou cortes de terra na ADA. Na AID existe a presença de um
lixão com área aproximada de 2,2 hectares, sendo este a maior perturbação ambiental observada
e o maior catalisador de impactos ambientais.
231
9. IDENTIFICAÇÃO E AVALIAÇÃO DE IMPACTOS AMBIENTAIS
232
Quadro 30 - Classificação dos indicadores e critérios de Avaliação de Impacto Ambiental
Indicador Critério Sigla Descrição do critério Definições
Fases de prospecção, estudos geotecnológicos,
ambientais e sociais para subsidiar a instalação
Planejamento P do empreendimento
233
Indicador Critério Sigla Descrição do critério Definições
Quando o impacto encerra juntamente com a
Temporário Te atividade que o causou
Se o fator alterado pode restabelecer-se como Traduz a capacidade do ambiente de retornar ou não à sua
Reversibilidade
Reversível Re antes condição original após cessada a ação impactante. Os impactos
234
Indicador Critério Sigla Descrição do critério Definições
Podendo ser compensado, mas não mitigado ou negativos reversíveis poderão ser evitados ou mitigados, os
Irreversível Ir evitado impactos negativos irreversíveis serão compensados.
Baixa Bx
Traduz a importância do impacto em função de Traduz a importância do impacto em função de todos os outros
Importância Moderada Mo todos os outros critérios avaliados. critérios avaliados.
Alta Al
Fonte: Kiwiks, 2023 observando o TR da CPRH, com adaptações da equipe.
235
Para a atribuir as respectivas avaliações por critério e em função das perturbações,
consequentemente suas derivações para impacto ambiental, foi utilizado o método ad hoc que
consiste na construção de um painel composto por especialistas a fim de obter informações e
opiniões qualitativas, relativamente precisas sobre o futuro. A partir da avaliação conjunta
foram definidos os elementos da Matriz de Impacto Ambiental considerando as diferentes fases
do projeto sendo elas: Planejamento, Instalação, Operação e Encerramento da Atividade. Os
cenários, impactos ambientais e recursos impactados foram definidos a partir do diagnóstico
ambiental dos meios físico, biótico e socioeconômico (Quadro 31).
Quadro 31-- Cenários, impactos ambientais e recursos impactados com a instalação da CTR Nazaré da Mata.
Continua
Cenário Impacto Ambiental Recurso Impactado
236
Cenário Impacto Ambiental Recurso Impactado
Meio Físico Impactos sobre o lençol freático e estabilidade dos solos SOLO
SOLO/ÁGUA/AR/FLOR
Meio Físico Redução na geração de lixo A/ FAUNA/SAÚDE
PÚBLICA
237
Cenário Impacto Ambiental Recurso Impactado
ASPECTOS SOCIAIS E
Meio Socioeconômico Desvalorização imobiliária do entorno.
CULTURAIS
ASPECTOS SOCIAIS E
Meio Socioeconômico Manutenção/geração de impostos.
CULTURAIS
ASPECTOS SOCIAIS E
Meio Socioeconômico Alteração das condições de qualidade de vida
CULTURAIS
ASPECTOS SOCIAIS E
Meio Socioeconômico Geração de expectativa na população
CULTURAIS
Meio Socioeconômico Risco de acidentes com a população local e temporária SAÚDE PÚBLICA
SITUAÇÃO
Impactos sociais de eventuais necessidades de desapropriações e
Meio Socioeconômico DEMOGRÁFICA
remoção da população
RURAL E URBANA
SITUAÇÃO
Meio Socioeconômico Geração de empregos diretos e indiretos DEMOGRÁFICA
RURAL E URBANA
NÚCLEOS
Meio Socioeconômico Aumento temporário da circulação de pessoas
POPULACIONAIS
INFRAESTRUTURA
Meio Socioeconômico Aumento do fluxo de acesso e aumento no tráfego de veículos
REGIONAL
ASPECTOS SOCIAIS E
Meio Socioeconômico Melhoria da qualidade de vida da população atendida
CULTURAIS
ASPECTOS SOCIAIS E
Meio Socioeconômico Fonte de energia renovável CULTURAIS
ASPECTOS SOCIAIS E
Meio Socioeconômico Redução dos custos com disposição de resíduos
CULTURAIS
ASPECTOS SOCIAIS E
Meio Socioeconômico Incentivo à inovação
CULTURAIS
ASPECTOS SOCIAIS E
Meio Socioeconômico Contribuição para o cumprimento de metas ambientais
CULTURAIS
FLORA/FAUNA/ASPE
Meio Socioeconômico Prevenção de incêndios CTOS SOCIAIS E
ECONÔMICOS
ASPECTOS SOCIAIS E
Meio Socioeconômico Aumento da conscientização ambiental
CULTURAIS
ASPECTOS SOCIAIS E
Meio Socioeconômico Fortalecimento da gestão de resíduos
CULTURAIS
ASPECTOS SOCIAIS,
Meio Socioeconômico Promoção da economia circular CULTURAIS E
ECONÔMICOS
238
Cenário Impacto Ambiental Recurso Impactado
ASPECTOS SOCIAIS,
Meio Socioeconômico Atração de investimentos CULTURAIS E
ECONÔMICOS
INFRAESTRUTURA
REGIONAL/ASPECTO
Meio Socioeconômico Redução da pressão sobre os aterros sanitários S SOCIAIS E
ECONÔMICOS/ MEIO
AMBIENTE
ASPECTOS SOCIAIS E
Meio Socioeconômico Redução dos custos com a gestão de resíduos
ECONÔMICOS
ASPECTO
Meio Socioeconômico Geração de energia renovável ECONÔMICO E
AMBIENTAL
ASPECTO SOCIAL E
Meio Socioeconômico Aproveitamento de subprodutos
ECONÔMICO
ASPECTO
Meio Socioeconômico Fortalecimento da economia local ECONÔMICO E
SOCIAL
239
A contaminação das águas superficiais poderá ocorrer devido ao escoamento de
produtos e derivados químicos presentes em embalagens armazenadas inadequadamente ou
descarte impróprio de resíduos. Esses poluentes podem infiltrar-se no solo e atingir os corpos
d'água próximos, afetando a vida aquática e comprometendo a saúde humana. Além disso, a
operação da CTR poderá gerar efluentes líquidos provenientes do tratamento dos resíduos, que
podem conter substâncias químicas e contaminantes, e se não forem adequadamente tratados,
poderão alcançar os corpos d’água localizados na AID e AII.
Classificação do impacto:
Fase: Operacional.
Efeito: Negativo.
Natureza: Direto.
Direcionalidade: Meio físico e meio biótico.
Periodicidade: Permanente.
Temporalidade: Médio prazo.
Abrangência: Regional.
Reversibilidade: Irreversível.
Probabilidade de Ocorrência: Pouco Provável
Magnitude: Alta.
Importância: Alta.
Classificação do impacto:
240
Abrangência: Local.
Reversibilidade: Reversível.
Probabilidade de Ocorrência: Provável.
Magnitude: Média.
Importância: Moderada.
Classificação do impacto:
241
meio físico. A periodicidade desse impacto é permanente, podendo ocorrer no médio e longo
prazo. Sua abrangência é local e restrita à área em que a CTR está localizada.
Embora esse impacto seja reversível, sua probabilidade de ocorrência é pouco provável.
Sua magnitude é considerada alta e sua importância é alta. Portanto, é importante que medidas
sejam tomadas para minimizar esse impacto durante o planejamento, instalação e operação da
CTR.
Classificação do impacto:
Durante a fase operacional da CTR, algumas atividades podem afetar o lençol freático
e a estabilidade dos solos. O descarte inadequado de resíduos ou a contaminação do solo por
substâncias tóxicas presentes nos resíduos podem comprometer a qualidade e a quantidade de
água disponível no lençol freático. Isso pode resultar em problemas de abastecimento de água
e contaminação de aquíferos subterrâneos, afetando tanto o meio ambiente quanto a saúde
pública.
Além disso, a construção e a operação da CTR podem interferir na estabilidade dos
solos da região. A movimentação de grandes volumes de resíduos, a compactação do solo e as
atividades de escavação podem causar alterações na estrutura e na capacidade de suporte dos
solos. Essas alterações podem levar a deslizamentos de terra, erosão do solo e instabilidade de
encostas, colocando em risco a segurança de áreas circunvizinhas a estas operações.
Os impactos negativos são diretos e afetam o meio físico, especificamente o lençol
freático e a estabilidade dos solos. São considerados permanentes, uma vez que a contaminação
do lençol freático e a instabilidade dos solos podem persistir por longos períodos de tempo. A
probabilidade de ocorrência é pouco provável, considerando as atividades relacionadas à CTR
que podem afetar esses sistemas. A magnitude é alta, pois esses impactos podem ter
consequências significativas para a disponibilidade de água e a segurança das áreas afetadas.
A importância também é alta, dada a relevância do lençol freático e da estabilidade dos solos
para o equilíbrio ambiental e a qualidade de vida.
242
Classificação do impacto:
Na AID da CTR-PE Nazaré da Mata existem dois corpos d’água permanentes lacustres
e linhas de drenagem classificadas como efêmeras e uma área de várzea sujeita a retenção de
água nos períodos de maior precipitação. Os lagos, rios e riachos relevantes da região estão a
uma distância superior a 200 metros para o limite da ADA e a linha de drenagem efêmera
paralela a ADA encontra-se a uma distância de 50 metros. As perturbações ambientais sobre
as faixas de APP localizadas em sua área de influência direta poderão sofrer algum tipo de
impacto ambiental. Essa situação poderá ocorrer em diferentes fases do empreendimento.
Durante a fase de instalação, podem ocorrer intervenções diretas na APP, como
alterações na drenagem, causando danos à vegetação, aos corpos d'água e à fauna presente
nesse ambiente sensível. No funcionamento operacional da CTR, há riscos contínuos de
poluição e contaminação que podem afetar negativamente a APP. Vazamentos de efluentes,
emissão de odores e ruídos, além da disposição inadequada de resíduos, podem comprometer
a qualidade dos recursos naturais e a biodiversidade da área.
Ao considerar o encerramento da CTR-PE, será fundamental adotar medidas de
recuperação ambiental para minimizar os impactos sobre a APP. Considera-se este impacto
como pouco provável já que haverá um plano de ação, medidas de controle e um projeto de
requalificação e proteção da área. Eventualmente em caso de ocorrência e pela probabilidade
de ocorrências do impacto ambiental, este pode ser classificado como:
Classificação do impacto:
243
Abrangência: Local a restrita.
Reversibilidade: Reversível com esforços e medidas de recuperação ambiental.
Probabilidade de Ocorrência: Pouco Provável.
Magnitude: Média a alta.
Importância: Moderada a alta.
Durante a fase operacional da CTR, podem ocorrer impactos negativos nos processos
erosivos do entorno. A construção da infraestrutura da central, como acessos, áreas de
armazenamento de resíduos e movimentação de máquinas pesadas, pode resultar na remoção
da cobertura vegetal e na compactação do solo, deixando-o mais exposto à ação dos agentes
erosivos, como a água e o vento.
A falta de vegetação e a compactação do solo facilitam o escoamento superficial da
água das chuvas, aumentando o volume e a velocidade das enxurradas. Isso leva ao transporte
de sedimentos e à erosão dos solos ao redor da CTR, podendo causar assoreamento de rios,
degradação de nascentes e perda de biodiversidade.
Os impactos negativos são diretos e afetam o meio físico, especialmente os processos
erosivos e a qualidade dos solos. São considerados permanentes, pois a compactação do solo e
a falta de vegetação podem persistir a longo prazo. A periodicidade é contínua, uma vez que a
erosão pode ocorrer em qualquer época de chuvas. A abrangência é local a regional,
dependendo da extensão dos processos erosivos provocados pela CTR. A reversibilidade é
considerada reversível, pois, com a implementação de medidas adequadas de controle e
recuperação, é possível mitigar e reverter os impactos erosivos. A probabilidade de ocorrência
é provável, considerando as atividades relacionadas à CTR que podem afetar a cobertura
vegetal e a estrutura do solo. A magnitude é alta, pois os processos erosivos podem levar à
degradação do solo e à perda de recursos naturais. A importância é considerada moderada, pois,
embora os impactos sejam significativos, podem ser minimizados por meio de práticas de
manejo e recuperação adequadas.
Classificação do impacto:
Fase: Operacional
Efeito: Negativo
Natureza: Direto
Direcionalidade: Meio físico
Periodicidade: Permanente
Temporalidade: Médio a longo prazo
Abrangência: Local a regional
Reversibilidade: Reversível
Probabilidade de Ocorrência: Provável
Magnitude: Alta
Importância: Moderada
244
9.5.11. Aumento do Assoreamento de corpos d'água
Classificação do impacto:
Fase: Operacional
Efeito: Negativo
Natureza: Direto
Direcionalidade: Meio físico
Periodicidade: Permanente
Temporalidade: Médio a longo prazo
Abrangência: Local a regional
Reversibilidade: Reversível
Probabilidade de Ocorrência: Pouco Provável
Magnitude: Alta
Importância: Moderada
245
O aumento da instabilidade de encostas é uma consequência direta da CTR e afeta
principalmente o meio físico. A deposição de resíduos de forma desordenada pode resultar em
sobrecarga do solo e alterações em suas características, como a compactação e perda de coesão,
tornando as encostas mais suscetíveis a movimentos de massa.
Esse impacto negativo é considerado permanente, uma vez que as alterações no solo
são difíceis de reverter. A periodicidade é contínua, uma vez que os resíduos podem ser
depositados de forma constante ao longo do tempo. A temporalidade vai de médio a longo
prazo, pois a instabilidade das encostas pode se desenvolver ao longo de anos. A abrangência
é local a regional, dependendo da proximidade das encostas afetadas pela CTR. A
reversibilidade é considerada irreversível, pois as mudanças no solo e a instabilidade das
encostas são difíceis de serem corrigidas completamente. A probabilidade de ocorrência é
pouco provável, considerando as atividades relacionadas à CTR que podem comprometer a
estabilidade do terreno. A magnitude é alta, pois o risco de desabamento pode ter consequências
graves, incluindo danos à infraestrutura e ameaça à vida humana. A importância é alta, uma
vez que a segurança das áreas adjacentes à CTR e das comunidades próximas está em jogo.
Classificação do impacto:
Fase: Operacional
Efeito: Negativo
Natureza: Direto
Direcionalidade: Meio físico
Periodicidade: Permanente
Temporalidade: Médio a longo prazo
Abrangência: Local a regional
Reversibilidade: Irreversível
Probabilidade de Ocorrência: Provável
Magnitude: Alta
Importância: Alta
246
fertilidade, prejudicando a vegetação nativa e a fauna local. Também pode haver contaminação
do solo e das águas subterrâneas devido ao descarte inadequado de materiais contaminantes.
Esses impactos negativos são considerados diretos e afetam tanto o meio físico quanto
o meio biótico e socioeconômico. A periodicidade é temporária e cíclica, uma vez que está
relacionada às atividades de exploração e descarte de materiais durante as fases mencionadas.
A temporalidade é de curto a médio prazo, pois os impactos podem ocorrer durante a execução
dessas atividades. A abrangência é local a regional, dependendo da extensão das áreas
exploradas e dos locais de descarte. A reversibilidade é considerada reversível, pois é possível
adotar medidas mitigadoras e de recuperação ambiental após a conclusão das atividades. A
probabilidade de ocorrência é provável, considerando a necessidade de obtenção de materiais
e o descarte dos excedentes. A magnitude é média a alta, dependendo da escala e intensidade
das atividades de exploração e descarte. A importância é moderada a alta, levando em conta os
impactos ambientais e socioeconômicos associados a essas ações.
Classificação do impacto:
247
A abrangência desse impacto pode ser local a regional, dependendo da extensão da
dispersão da poeira e da influência dos ventos. A reversibilidade é considerada reversível, pois
é possível adotar medidas de controle de poeira, como a utilização de sistemas de supressão e
controle de emissões, para mitigar os impactos.
A probabilidade de ocorrência é provável, considerando que a manipulação de resíduos
e a emissão de poeira são inerentes às operações da CTR. A magnitude desse impacto é
considerada média a alta, dependendo da quantidade de poeira gerada e da sensibilidade das
áreas receptoras. A importância é moderada a alta, levando em conta os efeitos na saúde
humana, na vegetação e no bem-estar geral da comunidade.
Classificação do impacto:
Fase: Operacional
Efeito: Negativo
Natureza: Direto
Direcionalidade: Meio físico
Periodicidade: Permanente
Temporalidade: Médio a longo prazo
Abrangência: Local a regional
Reversibilidade: Reversível
Probabilidade de Ocorrência: Provável
Magnitude: Média a alta
Importância: Moderada a alta
248
adotar medidas de controle de emissões e tecnologias de tratamento para reduzir a quantidade
de gases liberados.
A probabilidade de ocorrência é provável, considerando que a emissão de gases é
inerente às operações da CTR. A magnitude desse impacto é considerada média a alta,
dependendo da quantidade e composição dos gases emitidos. A importância é moderada a alta,
tendo em vista os efeitos na qualidade do ar, na saúde humana e no equilíbrio climático.
Classificação do impacto:
Fase: Operacional
Efeito: Negativo
Natureza: Direto
Direcionalidade: Meio físico
Periodicidade: Permanente
Temporalidade: Médio a longo prazo
Abrangência: Local a regional
Reversibilidade: Reversível
Probabilidade de Ocorrência: Provável
Magnitude: Média a alta
Importância: Moderada a alta
249
Classificação do impacto:
Fase: Operacional
Efeito: Negativo
Natureza: Direto
Direcionalidade: Meio físico
Periodicidade: Permanente
Temporalidade: Médio a longo prazo
Abrangência: Local a regional
Reversibilidade: Reversível
Probabilidade de Ocorrência: Provável
Magnitude: Média
Importância: Moderada
Classificação do impacto:
Fase: Operacional
Efeito: Negativo
Natureza: Direto
250
Direcionalidade: Meio físico
Periodicidade: Permanente
Temporalidade: Médio a longo prazo
Abrangência: Local a regional
Reversibilidade: Reversível
Probabilidade de Ocorrência: Provável
Magnitude: Média a alta
Importância: Moderada a alta
Classificação do impacto:
251
funcionamento de maquinários. Esses ruídos podem ser percebidos tanto nas áreas adjacentes
à CTR quanto em comunidades mais distantes.
O impacto é direto, pois ocorre a emissão direta de ruídos provenientes das atividades
da CTR. A direcionalidade é no meio físico, afetando o ambiente sonoro. A periodicidade é
considerada permanente, pois a geração de ruídos ocorre de forma contínua durante a operação
da central.
A temporalidade desse impacto é de médio a longo prazo, pois os ruídos podem persistir
enquanto a CTR estiver em funcionamento. A abrangência é local a regional, dependendo da
intensidade do ruído e da sensibilidade das áreas afetadas.
A reversibilidade é considerada reversível, pois é possível adotar medidas de controle
de ruído, como o uso de barreiras acústicas, isolamento de equipamentos e adoção de boas
práticas de operação, visando reduzir os níveis de ruído emitidos.
A probabilidade de ocorrência é provável, levando em conta a presença de atividades
que geram ruídos na operação de uma CTR. A magnitude desse impacto é considerada média
a alta, pois os ruídos podem causar desconforto, interferir nas atividades cotidianas e prejudicar
a qualidade de vida das comunidades afetadas.
A importância desse impacto é moderada a alta, pois a poluição sonora pode afetar a
saúde física e mental das pessoas, interferir na qualidade do sono, nas atividades diárias e na
convivência social.
Classificação do impacto:
Fase: Operacional
Efeito: Negativo
Natureza: Direto
Direcionalidade: Meio físico
Periodicidade: Permanente
Temporalidade: Médio a longo prazo
Abrangência: Local a regional
Reversibilidade: Reversível
Probabilidade de Ocorrência: Provável
Magnitude: Média a alta
Importância: Moderada a alta
252
O impacto quando ocorre é direto, afetando diretamente o meio físico, pois a liberação
de substâncias perigosas pode contaminar o solo, as águas subterrâneas e superficiais. No meio
biótico, a fauna e a flora podem ser prejudicadas pela exposição a essas substâncias tóxicas.
Além disso, o meio socioeconômico é afetado pelos riscos à saúde pública, impacto negativo
na imagem da empresa e possíveis restrições e sanções governamentais.
Os riscos de acidentes por produtos químicos e materiais perigosos são temporários e
cíclicos, ocorrendo durante a fase operacional da CTR. Os impactos são observados de forma
imediata e no curto prazo, podendo gerar consequências significativas se não forem
adequadamente gerenciados.
A abrangência deste tipo de impacto é local e restrita, afetando principalmente as áreas
adjacentes à CTR e as comunidades próximas. A reversibilidade é considerada reversível, uma
vez que a implementação de medidas de segurança adequadas e um plano de emergência
eficiente podem minimizar os riscos e prevenir acidentes.
A probabilidade de ocorrência é pouco provável, dada toda a implementação de
protocolos de segurança quanto à presença de produtos químicos e materiais perigosos na CTR.
A magnitude desse impacto é classificada como alta, considerando os riscos potenciais para a
saúde humana, o meio ambiente e a segurança da região.
A importância desse impacto é alta, pois está relacionada à proteção da vida humana, à
prevenção de acidentes graves e à preservação do meio ambiente. A implementação de medidas
de segurança adequadas, treinamentos e fiscalização são essenciais para minimizar os riscos e
garantir a segurança durante a instalação e operação da CTR.
Classificação do impacto:
253
comercial, alimentício e científico. Esses impactos podem ocorrer durante a fase operacional
da CTR e têm características específicas que devem ser consideradas.
Durante a operação da CTR, as interferências diretas no meio biótico podem causar
danos às espécies vegetais e animais presentes na região. A destruição de habitats, o
deslocamento forçado de espécies e a perda de recursos alimentares são alguns exemplos dos
impactos negativos que podem ocorrer. Esses efeitos têm uma magnitude alta e são de natureza
direta, afetando diretamente as espécies.
Os impactos negativos são observados tanto no meio biótico quanto no meio
socioeconômico. A alteração ou perda de espécies vegetais e animais pode causar
desequilíbrios nos ecossistemas, afetando a biodiversidade e os serviços ecossistêmicos. Além
disso, espécies de interesse comercial, alimentício e científico podem ser prejudicadas,
impactando atividades econômicas locais e estudos científicos.
Esses impactos ocorrem de forma permanente durante a operação da CTR, sendo de
longo prazo. A abrangência dos impactos pode ser regional, afetando não apenas a área próxima
à CTR, mas também regiões adjacentes que dependem dos recursos naturais presentes.
A reversibilidade desses impactos é irreversível, uma vez que a perda de espécies
vegetais e animais em processos de extinção ou vulneráveis não pode ser recuperada. Portanto,
é essencial adotar medidas de mitigação e compensação ambiental durante a operação da CTR,
buscando minimizar os impactos sobre essas espécies.
A probabilidade de ocorrência desses impactos é considerada pouco provável tendo em
vista a baixa diversidade de espécies nas áreas diretamente afetadas e de influência direta,
conforme constatado no diagnóstico da área. Considerando a importância das espécies vegetais
e animais para a biodiversidade, a sustentabilidade ambiental e as atividades econômicas locais,
o impacto negativo sobre elas é classificado como moderado a alto. Portanto, é necessário
adotar medidas de precaução, monitoramento e cumprimento de regulamentações ambientais
para proteger eventuais ocorrências de espécies e garantir a sustentabilidade do
empreendimento.
Classificação do impacto:
Fase: Operacional
Efeito: Negativo
Natureza: Direto
Direcionalidade: Meio biótico, meio socioeconômico
Periodicidade: Permanente
Temporalidade: Longo prazo
Abrangência: Regional
Reversibilidade: Irreversível
Probabilidade de Ocorrência: Pouco Provável
Magnitude: Alta
Importância: Moderada a alta
254
9.5.22. Atração e proliferação de vetores de doenças devido à implantação e
operação do empreendimento.
Classificação do impacto:
Fase: Operacional.
Efeito: Negativo.
Natureza: Direto.
Direcionalidade: Meio biótico e meio socioeconômico.
Periodicidade: Permanente.
Temporalidade: Longo prazo.
Abrangência: Local ou restrita.
255
Reversibilidade: Reversível.
Probabilidade de Ocorrência: Provável.
Magnitude: Média a alta.
Importância: Moderada a alta..
Classificação do impacto:
256
Temporalidade: Imediato, Longo prazo
Abrangência: Local, Restrita
Reversibilidade: Reversível (com adoção de medidas adequadas)
Probabilidade de Ocorrência: Pouco Provável
Magnitude: Média a Alta
Importância: Moderada a Alta
Classificação do impacto:
257
abrange diversos setores, como abastecimento de água, esgotamento sanitário, gestão de
resíduos sólidos, fornecimento de energia elétrica e serviços de utilidade pública. O aumento
da população devido à presença de trabalhadores e moradores temporários nas proximidades
da CTR poderá gerar uma pressão adicional sobre esses serviços, que muitas vezes não estão
dimensionados para atender a essa demanda extra.
Durante a fase de planejamento e instalação, é necessário considerar o impacto direto e
indireto que a CTR terá sobre a infraestrutura existente. A necessidade de fornecer água
potável, coleta e tratamento de esgoto, coleta e disposição adequada dos resíduos sólidos, além
do fornecimento de energia elétrica e serviços básicos, implica em uma sobrecarga temporária
e cíclica desses sistemas.
Classificação do impacto:
9.5.26. Riscos de acidentes com a população local e com o pessoal alocado para as
obras.
A implantação da CTR pode trazer consigo riscos de acidentes tanto para a população
local quanto para o pessoal envolvido nas obras. Esses riscos estão associados a diversos
fatores, como o manuseio de resíduos perigosos, a utilização de equipamentos pesados, a
movimentação de veículos de carga, entre outros. Essas situações representam um perigo real
para a segurança das pessoas envolvidas nas fases:.
Planejamento: Durante o planejamento da CTR, será necessário identificar e avaliar os
riscos de acidentes e elaborar medidas de prevenção e mitigação.
Instalação: Durante a fase de instalação, os riscos de acidentes podem ser mais elevados
devido às atividades de construção e montagem das instalações da CTR.
Operacional: Na fase operacional, os riscos de acidentes podem persistir devido às
atividades rotineiras de tratamento e descarte de resíduos.
Encerramento: No encerramento da CTR, é importante considerar os riscos associados
à desmontagem e remoção das estruturas existentes.
Os riscos de acidentes relacionados à implantação da CTR Nazaré da Mata representam
um impacto negativo direto, afetando tanto o meio físico quanto o meio socioeconômico. Esses
258
riscos são temporários, porém imediatos e de curto prazo. Sua abrangência é local, e a
reversibilidade é possível. A probabilidade de ocorrência é considerada pouco provável tendo
em vista à aplicação dos protocolos de segurança a serem implementados, e a magnitude do
impacto é classificada como média a alta. A importância desse impacto é considerada moderada
a alta.
Classificação do impacto:
Efeito: Negativo.
Natureza: Direto.
Direcionalidade: Meio físico, meio socioeconômico.
Periodicidade: Temporário.
Temporalidade: Imediato, Curto prazo.
Abrangência: Local.
Reversibilidade: Reversível.
Probabilidade de Ocorrência: Provável.
Magnitude: Média a alta.
Importância: Moderada a alta.
259
do solo e a reabilitação do ambiente são etapas cruciais para minimizar os riscos à saúde e ao
meio ambiente. O impacto negativo é direto, de natureza física e socioeconômica, com
periodicidade temporária e abrangência local. A reversibilidade dependerá das ações de
remediação e pode variar de parcial a total.
Em relação ao efeito, o impacto é negativo em todas as fases da CTR, devido aos riscos
associados à saúde da população, dos trabalhadores e ao meio ambiente.
Classificação do impacto:
Fase: Operacional.
Efeito: Negativo.
Natureza: Direto.
Direcionalidade: Meio físico, meio biótico, meio socioeconômico.
Periodicidade: Permanente.
Temporalidade: Médio a longo prazo.
Abrangência: Local e restrito.
Reversibilidade: Reversível.
Probabilidade de Ocorrência: Provável.
Magnitude: Alta.
Importância: Alta.
260
Classificação do impacto:
Classificação do impacto:
261
de pessoal, compra de equipamentos, pagamento de serviços de transporte e tratamento de
resíduos, entre outros. Todas essas atividades geram movimentação econômica e,
consequentemente, resultam na arrecadação de impostos para o governo local.
Além disso, a CTR também pode contribuir para a geração de empregos na região. A
manutenção e operação do empreendimento exigem mão de obra qualificada e não qualificada,
proporcionando oportunidades de trabalho para a população local. Isso pode melhorar a
situação socioeconômica da comunidade, aumentar a renda disponível e fortalecer a economia
local.
Classificação do impacto:
Fase: Operacional.
Efeito: Positivo.
Natureza: Direto.
Direcionalidade: Meio socioeconômico.
Periodicidade: Permanente.
Temporalidade: Médio a longo prazo.
Abrangência: Local e restrito.
Reversibilidade: Reversível.
Probabilidade de Ocorrência: Provável.
Magnitude: Média a alta.
Importância: Moderada a alta.
Classificação do impacto:
262
Reversibilidade: Irreversível.
Probabilidade de Ocorrência: Provável.
Magnitude: Média a alta.
Importância: Moderada a alta.
Classificação do impacto:
263
9.5.33. Afugentamento e redução de habitat para fauna
Classificação do impacto:
Fase: Operacional
Efeito: Negativo
Natureza: Direto
Direcionalidade: Meio biótico
Periodicidade: Permanente
Temporalidade: Médio prazo a longo prazo
Abrangência: Local a restrito
Reversibilidade: Irreversível
Probabilidade de Ocorrência: Provável
Magnitude: Alta
Importância: Alta
264
atravessar estradas ou a procurar rotas alternativas, aumentando o risco de serem atropelados.
A remoção de vegetação também pode expor os animais a um maior risco, pois diminui sua
proteção natural contra o tráfego.
Na fase operacional, o tráfego contínuo de veículos associado à operação da CTR
aumenta o risco de atropelamento da fauna. Os animais são atraídos para as áreas adjacentes à
CTR em busca de alimento ou abrigo, tornando-se mais vulneráveis a colisões com veículos
em alta velocidade. Esse impacto negativo pode ser especialmente significativo durante a noite,
quando a visibilidade é reduzida.
Durante a fase de encerramento da CTR, a redução da atividade e o eventual fechamento
das instalações podem diminuir o risco de atropelamento da fauna. No entanto, se as estruturas
permanecerem no local sem manutenção adequada, podem se tornar atrativos para animais em
busca de abrigo, resultando em riscos contínuos de colisões.
Classificação do impacto:
Fase: Operacional
Efeito: Negativo
Natureza: Direto
Direcionalidade: Meio biótico
Periodicidade: Permanente
Temporalidade: Médio prazo
Abrangência: Local
Reversibilidade: Reversível
Probabilidade de Ocorrência: Provável
Magnitude: Alta
Importância: Alta
265
rotas próximas à CTR. Esses acidentes podem resultar em morte ou ferimentos graves para a
fauna local, além de representarem riscos para os motoristas.
Durante a fase de encerramento da CTR, a diminuição do tráfego de veículos pode
reduzir o risco de acidentes, mas se as estruturas permanecerem no local sem manutenção
adequada, ainda pode haver a ocorrência de acidentes envolvendo animais que são atraídos
para essas áreas em busca de abrigo.
Classificação do impacto:
Fase: Operacional
Efeito: Negativo
Natureza: Direto
Direcionalidade: Meio biótico
Periodicidade: Permanente
Temporalidade: Médio prazo
Abrangência: Local
Reversibilidade: Reversível
Probabilidade de Ocorrência: Provável
Magnitude: Alta
Importância: Alta
266
alimento e abrigo atrai animais sinantrópicos, como ratos e pássaros, que podem causar danos
e transmitir doenças.
Durante a fase de encerramento da CTR, é importante implementar ações de remediação
para controlar a proliferação de vetores e reduzir a presença de fauna sinantrópica. A remoção
adequada de resíduos e a desativação correta das instalações podem ajudar a evitar que esses
problemas persistam no longo prazo.
Classificação do impacto:
Fase: Operacional
Efeito: Negativo
Natureza: Direto
Direcionalidade: Meio biótico
Periodicidade: Permanente
Temporalidade: Médio prazo
Abrangência: Local
Reversibilidade: Reversível
Probabilidade de Ocorrência: Provável
Magnitude: Alta
Importância: Alta
267
sobre a presença de espécies, habitats e indicadores de qualidade ambiental podem ser
coletados e compartilhados com pesquisadores, instituições educacionais e a comunidade em
geral. Essas ações têm um efeito positivo ao contribuir para a conservação e gestão sustentável
dos recursos naturais.
Durante a fase de encerramento da CTR, é importante manter registros e relatórios que
documentem as informações coletadas ao longo do tempo. Isso permite que os dados sobre a
biodiversidade local sejam preservados e estejam disponíveis para futuras referências e
pesquisas. Esse efeito positivo pode beneficiar ações de conservação e monitoramento
ambiental no futuro.
Classificação do impacto:
Fase: Operacional
Efeito: Positivo
Natureza: Direto
Direcionalidade: Meio biótico
Periodicidade: Permanente
Temporalidade: Médio prazo
Abrangência: Local
Reversibilidade: Reversível
Probabilidade de Ocorrência: Provável
Magnitude: Média
Importância: Moderada
268
impacto é considerada alta, pois envolve a perda irreversível de habitats e ecossistemas, com
consequências negativas para a biodiversidade e os serviços ecossistêmicos.
A importância desse impacto é considerada moderada a alta, pois a supressão de
vegetação nativa está relacionada à perda de espécies, de habitats e da capacidade de regulação
e sustentabilidade dos ecossistemas.
Classificação do impacto:
Fase: Planejamento/Instalação
Efeito: Negativo
Natureza: Direto
Direcionalidade: Meio biótico
Periodicidade: Permanente
Temporalidade: Médio/longo prazo
Abrangência: Local/restrito
Reversibilidade: Irreversível
Probabilidade de Ocorrência: Certa
Magnitude: Alta
Importância: Moderada/alta
269
Classificação do impacto:
Fase: Planejamento/Instalação/Operacional/Encerramento
Efeito: Negativo
Natureza: Direto
Direcionalidade: Meio físico/Meio biótico
Periodicidade: Permanente
Temporalidade: Médio/longo prazo
Abrangência: Local/restrito/regional
Reversibilidade: Irreversível
Probabilidade de Ocorrência: Provável
Magnitude: Alta
Importância: Moderada/alta
Classificação do impacto:
Fase: Planejamento/Instalação/Operacional/Encerramento
Efeito: Negativo
Natureza: Direto
Direcionalidade: Meio físico
Periodicidade: Permanente
Temporalidade: Médio a longo prazo
Abrangência: Local/restrito/regional
Reversibilidade: Reversível ou irreversível
Probabilidade de Ocorrência: Provável
Magnitude: Média a alta
Importância: Moderada a alta
270
9.5.41. Alteração das condições de qualidade de vida
Classificação do impacto:
Fase: Planejamento/Instalação/Operacional/Encerramento
Efeito: Negativo
Natureza: Direto
Direcionalidade: Meio socioeconômico
Periodicidade: Permanente
Temporalidade: Médio a longo prazo
Abrangência: Local/restrito/regional
Reversibilidade: Irreversível
Probabilidade de Ocorrência: Pouco Provável
Magnitude: Média a alta
Importância: Moderada a alta
271
resíduos, contribuindo para a redução da poluição e preservação do meio ambiente. Além disso,
a implementação de práticas de reciclagem e recuperação de materiais pode gerar a expectativa
de uma economia circular mais sustentável.
Do ponto de vista socioeconômico, a construção da CTR pode trazer a expectativa de
novas oportunidades de emprego para a população local. A demanda por mão de obra para a
operação e manutenção da instalação pode impulsionar a economia regional, promovendo o
desenvolvimento local.
Além disso, a presença de uma CTR pode gerar a expectativa de maior conscientização
ambiental na comunidade. A promoção de programas educacionais e de conscientização sobre
a importância da separação correta dos resíduos e a participação ativa da população podem
criar um senso de responsabilidade ambiental e contribuir para a mudança de hábitos em
relação ao consumo e descarte de resíduos.
Classificação do impacto:
Fase: Planejamento/Instalação/Operacional/Encerramento
Efeito: Positivo
Natureza: Direto
Direcionalidade: Meio socioeconômico
Periodicidade: Permanente
Temporalidade: Médio a longo prazo
Abrangência: Local/restrito/regional
Reversibilidade: Reversível
Probabilidade de Ocorrência: Provável
Magnitude: Média a alta
Importância: Moderada a alta
272
No encerramento da CTR, podem surgir preocupações relacionadas ao descarte final
dos resíduos e ao gerenciamento adequado das estruturas remanescentes. O abandono
inadequado dessas estruturas pode resultar em riscos contínuos de acidentes e contaminação
do ambiente.
Classificação do impacto:
Fase: Planejamento/Instalação/Operacional/Encerramento
Efeito: Negativo
Natureza: Direto
Direcionalidade: Meio socioeconômico
Periodicidade: Temporário
Temporalidade: Imediato a médio prazo
Abrangência: Local/restrito
Reversibilidade: Reversível
Probabilidade de Ocorrência: Provável
Magnitude: Média a alta
Importância: Moderada a alta
273
Classificação do impacto:
Fase: Planejamento/Instalação/Operacional/Encerramento
Efeito: Negativo
Natureza: Direto
Direcionalidade: Meio socioeconômico
Periodicidade: Temporário
Temporalidade: Médio a longo prazo
Abrangência: Local/restrito a regional
Reversibilidade: Reversível (com possibilidade de compensações)
Probabilidade de Ocorrência: Provável
Magnitude: Média a alta
Importância: Moderada a alta
Classificação do impacto:
Fase: Planejamento/Instalação/Operacional/Encerramento
Efeito: Positivo
Natureza: Direto
Direcionalidade: Meio socioeconômico
Periodicidade: Permanente
Temporalidade: Médio a longo prazo
Abrangência: Local a regional
274
Reversibilidade: Reversível (com possibilidade de compensações)
Probabilidade de Ocorrência: Provável
Magnitude: Média a alta
Importância: Moderada a alta
Classificação do impacto:
Fase: Planejamento/Instalação/Operacional/Encerramento
Efeito: Negativo
Natureza: Direto
Direcionalidade: Meio socioeconômico
Periodicidade: Temporário
Temporalidade: Curto prazo
Abrangência: Local a regional
Reversibilidade: Reversível
Probabilidade de Ocorrência: Provável
Magnitude: Baixa a média
Importância: Moderada
Durante todas as fases da CTR, é esperado que haja um aumento do fluxo de acesso e
do tráfego de veículos na área onde a central está localizada. Isso ocorre devido ao transporte
de resíduos até o local e o deslocamento de funcionários, fornecedores e prestadores de
serviços.
275
Esse aumento do tráfego de veículos pode acarretar congestionamentos, ruídos,
poluição do ar e maior desgaste da infraestrutura viária local. Além disso, pode impactar a
segurança no trânsito e aumentar os riscos de acidentes e atropelamentos, principalmente se as
vias não estiverem preparadas para lidar com o aumento do fluxo.
É importante ressaltar que esses efeitos são diretos e afetam tanto o meio físico, por
meio da deterioração da infraestrutura viária, como o meio socioeconômico, devido aos
impactos na qualidade de vida da população local.
Classificação do impacto:
Fase: Planejamento/Instalação/Operacional/Encerramento
Efeito: Negativo
Natureza: Direto
Direcionalidade: Meio físico e meio socioeconômico
Periodicidade: Permanente
Temporalidade: Médio a longo prazo
Abrangência: Local a regional
Reversibilidade: reversível
Probabilidade de Ocorrência: Provável
Magnitude: Média a alta
Importância: Moderada a alta
276
Classificação do impacto:
Fase: Planejamento/Instalação/Operacional/Encerramento
Efeito: Positivo.
Classificação do impacto:
Efeito: Positivo.
Natureza: Direto.
Direcionalidade: Meio físico e meio socioeconômico.
Periodicidade: Permanente.
Temporalidade: Médio prazo a longo prazo.
Abrangência: Local a regional.
277
Reversibilidade: Reversível, com a adoção de tecnologias adequadas e monitoramento
constante.
Probabilidade de Ocorrência: Provável.
Magnitude: Média a alta, considerando os benefícios para a saúde e o meio ambiente.
Importância: Moderada a alta, devido aos impactos positivos na qualidade do ar e na
saúde da população.
Classificação do impacto:
Fase: Planejamento/Instalação/Operacional/Encerramento
Efeito: Positivo
Natureza: Direto
Direcionalidade: Meio socioeconômico
Periodicidade: Permanente
Temporalidade: Médio a longo prazo
Abrangência: Local a regional
Reversibilidade: Reversível
Probabilidade de Ocorrência: Provável
Magnitude: Média a alta
Importância: Moderada a alta
278
planejamento até a operação e o encerramento da CTR. Na fase de planejamento, são adotadas
medidas para a conscientização da população e a implementação de programas de coleta
seletiva, visando a redução na geração de resíduos. Além disso, estratégias de educação
ambiental são desenvolvidas para promover a mudança de comportamento em relação ao
consumo e ao descarte adequado dos materiais.
Durante a fase de instalação, são implementadas tecnologias avançadas de reciclagem
e tratamento de resíduos, permitindo a recuperação de materiais recicláveis e a transformação
de resíduos orgânicos em compostagem. Isso contribui para a redução da quantidade de lixo
destinado aos aterros sanitários.
No funcionamento operacional da CTR, a separação e o tratamento adequado dos
resíduos possibilitam a recuperação de materiais, como plástico, papel, vidro e metais, que
podem ser reincorporados na cadeia produtiva. Isso resulta em uma diminuição na demanda
por matérias-primas virgens, reduzindo assim a extração de recursos naturais e a quantidade de
lixo produzido.
Ao considerar o encerramento da CTR, é importante promover a recuperação do espaço
ocupado pelo empreendimento, por meio de ações de remediação e reabilitação ambiental. Isso
garante que a área possa ser utilizada de forma sustentável no futuro.
A CTR poderá contribui para a redução na geração de lixo por meio de práticas
sustentáveis em todas as fases do seu ciclo de vida. A conscientização da população, a
implementação de tecnologias de reciclagem e tratamento, e a recuperação de materiais são
algumas das medidas que possibilitam esse impacto positivo.
Classificação do impacto:
Fase: Operacional
Efeito: Positivo.
Natureza: Direto.
Direcionalidade: Meio socioeconômico e meio físico.
Periodicidade: Permanente.
Temporalidade: Médio prazo a longo prazo.
Abrangência: Local a regional.
Reversibilidade: Reversível
Probabilidade de Ocorrência: Provável.
Magnitude: Média a alta.
Importância: Moderada a alta.
279
9.5.52. Fonte de energia renovável
Classificação do impacto:
Fase: Operacional
Efeito: Positivo
Natureza: Direto
Direcionalidade: Meio socioeconômico
Periodicidade: Permanente
Temporalidade: Médio a longo prazo
Abrangência: Local a regional
Reversibilidade: Reversível
Probabilidade de Ocorrência: Provável
Magnitude: Média a alta
Importância: Moderada a alta
A CTR desempenhará um papel crucial na proteção da saúde pública, uma vez que
permite o tratamento adequado e seguro dos resíduos sólidos. O tratamento dos resíduos reduz
o risco de contaminação do meio ambiente e da água, minimizando a propagação de doenças e
a proliferação de vetores, como insetos e roedores.
Ao adotar processos de tratamento eficientes, como a compostagem e a incineração
controlada, a CTR contribuirá para a redução da quantidade de resíduos depositados em aterros
sanitários, evitando a contaminação do solo e do lençol freático.
Além disso, a correta separação e destinação dos resíduos perigosos garantem a
eliminação adequada de substâncias tóxicas e nocivas à saúde humana. Dessa forma, a CTR
desempenhará um papel importante na prevenção de doenças relacionadas à exposição a
resíduos perigosos. Esse impacto positivo na proteção da saúde pública é de médio a longo
280
prazo e tem alcance local a regional. A reversibilidade está relacionada à continuidade do
funcionamento da CTR e à manutenção dos processos de tratamento adequados.
Classificação do impacto:
Fase: Operacional
Efeito: Positivo
Natureza: Direto
Direcionalidade: Meio socioeconômico
Periodicidade: Permanente
Temporalidade: Médio a longo prazo
Abrangência: Local a regional
Reversibilidade: Reversível
Probabilidade de Ocorrência: Provável
Magnitude: Média a alta
Importância: Moderada a alta
Classificação do impacto:
Fase: Planejamento/Instalação/Operacional/Encerramento
Efeito: Positivo
Natureza: Direto
Direcionalidade: Meio socioeconômico
Periodicidade: Permanente
Temporalidade: Médio a longo prazo
281
Abrangência: Local a regional
Reversibilidade: Reversível
Probabilidade de Ocorrência: Provável
Magnitude: Média a alta
Importância: Moderada a alta
Classificação do impacto:
Fase: Operacional
Efeito: Positivo
Natureza: Indireto
Direcionalidade: Meio socioeconômico
Periodicidade: Permanente
Temporalidade: Médio a longo prazo
Abrangência: Local a regional
Reversibilidade: Reversível
Probabilidade de Ocorrência: Provável
Magnitude: Média a alta
Importância: Moderada a alta
282
9.5.56. Contribuição para o cumprimento de metas ambientais
Classificação do impacto:
Fase: Operacional
Efeito: Positivo
Natureza: Direto
Direcionalidade: Meio físico, meio socioeconômico
Periodicidade: Permanente
Temporalidade: Médio a longo prazo
Abrangência: Local a regional
Reversibilidade: Reversível
Probabilidade de Ocorrência: Provável
Magnitude: Média a alta
Importância: Moderada a alta
283
O impacto positivo da redução da poluição hídrica pela CTR é de médio a longo prazo,
com abrangência local a regional. A reversibilidade está relacionada à continuidade da
operação da CTR e à manutenção dos processos de tratamento adequado dos resíduos.
Classificação do impacto:
Fase: Operacional
Efeito: Positivo
Natureza: Direto
Direcionalidade: Meio físico, meio biótico, meio socioeconômico
Periodicidade: Permanente
Temporalidade: Médio a longo prazo
Abrangência: Local a regional
Reversibilidade: Reversível
Probabilidade de Ocorrência: Provável
Magnitude: Média a alta
Importância: Moderada a alta
Classificação do impacto:
Fase: Operacional
Efeito: Positivo
Natureza: Direto
Direcionalidade: Meio físico
Periodicidade: Permanente
Temporalidade: Médio a longo prazo
Abrangência: Local a regional
284
Reversibilidade: Reversível
Probabilidade de Ocorrência: Provável
Magnitude: Média a alta
Importância: Moderada a alta
Classificação do impacto:
Fase: Operacional
Efeito: Positivo
Natureza: Direto
Direcionalidade: Meio físico
Periodicidade: Permanente
Temporalidade: Médio a longo prazo
Abrangência: Local a regional
Reversibilidade: Reversível
Probabilidade de Ocorrência: Provável
Magnitude: Média a alta
Importância: Moderada a alta
285
a CTR contribuirá para a preservação de ecossistemas sensíveis e áreas de grande valor
ambiental.
O impacto positivo na preservação de áreas naturais é de médio a longo prazo, com
abrangência local a regional. A reversibilidade está relacionada à continuidade da operação da
CTR e à manutenção adequada das práticas de preservação ambiental. A adoção de medidas
de mitigação, a destinação correta dos resíduos e a recuperação ambiental são aspectos-chave
para garantir esse impacto positivo.
Classificação do impacto:
Classificação do impacto:
Fase: Operacional
Efeito: Positivo
Natureza: Indireto
Direcionalidade: Meio socioeconômico
Periodicidade: Permanente
286
Temporalidade: Médio a longo prazo
Abrangência: Local a regional
Reversibilidade: Reversível
Probabilidade de Ocorrência: Provável
Magnitude: Média a alta
Importância: Moderada a alta
Classificação do impacto:
Fase: Operacional
Efeito: Positivo
Natureza: Direto
Direcionalidade: Meio socioeconômico
Periodicidade: Permanente
Temporalidade: Médio a longo prazo
Abrangência: Local a regional
Reversibilidade: Reversível
Probabilidade de Ocorrência: Provável
Magnitude: Média a alta
Importância: Moderada a alta
287
tratamento adequado, a CTR promoverá a extração de materiais recicláveis, possibilitando sua
reintrodução na cadeia produtiva.
Ao adotar práticas de valorização dos resíduos, a CTR contribuirá para a redução da
dependência de recursos naturais, a minimização da geração de resíduos e a diminuição dos
impactos ambientais associados à extração e produção de novos materiais. Isso promoverá a
eficiência na utilização de recursos e a conservação da biodiversidade.
O impacto positivo na promoção da economia circular será de médio a longo prazo,
com abrangência local a regional. A reversibilidade estará relacionada à continuidade das
práticas de gestão adotadas pela CTR e à manutenção de uma abordagem circular na cadeia de
valor.
Classificação do impacto:
Fase: Operacional
Efeito: Positivo
Natureza: Direto
Direcionalidade: Meio socioeconômico
Periodicidade: Permanente
Temporalidade: Médio a longo prazo
Abrangência: Local a regional
Reversibilidade: Reversível
Probabilidade de Ocorrência: Provável
Magnitude: Média a alta
Importância: Moderada a alta
A presença de uma CTR em uma região demonstra um compromisso sério com a gestão
adequada de resíduos e com a sustentabilidade ambiental. Isso criará um ambiente favorável
para a atração de investimentos, uma vez que as empresas buscarão locais que demonstrem
responsabilidade ambiental e cumprimento de regulamentações.
Uma CTR bem planejada e operacionalizada oferecerá vantagens econômicas, como a
possibilidade de recuperação de materiais valiosos dos resíduos e a geração de energia a partir
do tratamento adequado. Esses aspectos serão atrativos para empresas que buscarem eficiência
nos recursos e redução de custos operacionais.
Além disso, a presença de uma CTR promoverá a imagem positiva da região,
destacando-a como uma localidade que investe em soluções sustentáveis. Isso poderá atrair
empresas comprometidas com a responsabilidade social e ambiental, impulsionando o
desenvolvimento econômico e a geração de empregos na área.
O impacto positivo na atração de investimentos será percebido ao longo das fases de
planejamento, instalação e operação da CTR, com abrangência local a regional. A
288
reversibilidade estará relacionada à manutenção das operações e práticas sustentáveis na gestão
de resíduos.
Classificação do impacto:
A CTR eficiente e bem operada reduzirá a quantidade de resíduos destinados aos aterros
sanitários. Isso ocorrerá por meio da aplicação de técnicas de tratamento, como a reciclagem,
a compostagem e a valorização energética, que diminuirão a quantidade de resíduos que
necessitarão ser depositados em aterros.
A redução da pressão sobre os aterros sanitários trará diversos benefícios. Em primeiro
lugar, prolongará a vida útil desses locais, evitando o esgotamento prematuro e a necessidade
de buscar novas áreas para aterramento de resíduos. Isso será especialmente relevante em
regiões com escassez de espaços apropriados para aterros sanitários.
Além disso, a redução da quantidade de resíduos destinados aos aterros contribuirá para
a preservação do meio físico, evitando a contaminação do solo e dos recursos hídricos próximos
aos aterros. Também reduzirá o risco de emissão de gases de efeito estufa provenientes da
decomposição dos resíduos orgânicos depositados nos aterros, contribuindo para a mitigação
das mudanças climáticas.
No aspecto socioeconômico, a redução da pressão sobre os aterros sanitários resultará
em economia de recursos, uma vez que a gestão e manutenção desses locais são onerosas. Além
disso, a diminuição da demanda por aterros poderá abrir espaço para a utilização dessas áreas
de forma mais sustentável, como a recuperação de áreas degradadas ou a implementação de
projetos de preservação ambiental.
289
Classificação do impacto:
Fase: Operacional
Efeito: Positivo
Natureza: Direto
Direcionalidade: Meio físico, meio socioeconômico
Periodicidade: Permanente
Temporalidade: Médio a longo prazo
Abrangência: Local a regional
Reversibilidade: Reversível
Probabilidade de Ocorrência: Provável
Magnitude: Média a alta
Importância: Moderada a alta
Classificação do impacto:
Fase: Operacional
Efeito: Positivo
Natureza: Direto
Direcionalidade: Meio físico, meio socioeconômico
290
Periodicidade: Permanente
Temporalidade: Médio a longo prazo
Abrangência: Local a regional
Reversibilidade: Reversível
Probabilidade de Ocorrência: Provável
Magnitude: Média a alta
Importância: Moderada a alta
Classificação do impacto:
Fase: Operacional
Efeito: Positivo
Natureza: Direto
Direcionalidade: Meio socioeconômico
Periodicidade: Permanente
Temporalidade: Médio a longo prazo
Abrangência: Local a regional
291
Reversibilidade: Reversível
Probabilidade de Ocorrência: Provável
Magnitude: Média a alta
Importância: Moderada a alta
Classificação do impacto:
Fase: Operacional
Efeito: Positivo
Natureza: Direto
Direcionalidade: Meio socioeconômico e meio físico
Periodicidade: Permanente
Temporalidade: Médio a longo prazo
Abrangência: Local a regional
Reversibilidade: Reversível
Probabilidade de Ocorrência: Provável
Magnitude: Média a alta
Importância: Moderada a alta
292
9.5.69. Aproveitamento de subprodutos
Classificação do impacto:
Fase: Operacional
Efeito: Positivo
Natureza: Direto
Direcionalidade: Meio socioeconômico, meio físico e meio biótico
Periodicidade: Permanente
Temporalidade: Médio a longo prazo
Abrangência: Local a regional
Reversibilidade: Reversível
Probabilidade de Ocorrência: Provável
Magnitude: Média a alta
Importância: Moderada a alta
293
Durante a fase operacional, a CTR receberá os resíduos e realizará a separação, tratamento e
destinação adequada, evitando que substâncias tóxicas presentes nos resíduos contaminem o
solo.
Esse impacto positivo na redução da contaminação do solo ocorrerá diretamente nos
meios físico, biótico e socioeconômico. No meio físico, a CTR adotará medidas para evitar a
infiltração de líquidos percolados e a dispersão de resíduos perigosos no solo, contribuindo
para a preservação da qualidade do solo e prevenindo a contaminação de aquíferos e lençóis
freáticos.
No meio biótico, a redução da contaminação do solo beneficiará a fauna e a flora,
evitando danos aos ecossistemas e preservando a biodiversidade. Além disso, a adoção de
práticas adequadas de tratamento de resíduos impedirá a contaminação de alimentos e cultivos,
garantindo a segurança alimentar.
No meio socioeconômico, a redução da contaminação do solo proporcionará benefícios
à saúde pública, uma vez que substâncias tóxicas presentes nos resíduos podem representar
riscos para a saúde humana. Além disso, a preservação do solo contribuirá para a manutenção
da produtividade agrícola e para a promoção do desenvolvimento sustentável.
Esse impacto positivo será observado ao longo da fase operacional da CTR, com
abrangência local a regional. A reversibilidade estará relacionada à continuidade das práticas
adequadas de tratamento de resíduos e à prevenção de contaminação do solo.
Classificação do impacto:
Fase: Operacional
Efeito: Positivo
Natureza: Direto
Direcionalidade: Meio físico
Periodicidade: Permanente
Temporalidade: Médio a longo prazo
Abrangência: Local a regional
Reversibilidade: Reversível
Probabilidade de Ocorrência: Provável
Magnitude: Média a alta
Importância: Moderada a alta
294
setor de resíduos sólidos, como empresas de coleta, transporte e reciclagem. Além disso, a
geração de energia a partir dos resíduos contribuirá para a diversificação da matriz energética
local e reduzirá a dependência de fontes não renováveis.
O fortalecimento da economia local será um efeito permanente e de médio a longo
prazo. A CTR promoverá o desenvolvimento sustentável da região, incentivando a criação de
negócios verdes e fomentando a inovação tecnológica. O aumento das atividades econômicas
relacionadas ao tratamento de resíduos terá o potencial de atrair investimentos externos e
impulsionar o crescimento regional.
Classificação do impacto:
Fase: Operacional
Efeito: Positivo
Natureza: Direto
Direcionalidade: Meio socioeconômico
Periodicidade: Permanente
Temporalidade: Médio a longo prazo
Abrangência: Local a regional
Reversibilidade: Reversível
Probabilidade de Ocorrência: Provável
Magnitude: Média a alta
Importância: Moderada a alta
295
Classificação do impacto:
Fase: Operacional
Efeito: Positivo
Natureza: Direto
Direcionalidade: Meio socioeconômico
Periodicidade: Permanente
Temporalidade: Médio a longo prazo
Abrangência: Local a regional
Reversibilidade: Reversível
Probabilidade de Ocorrência: Provável
Magnitude: Média a alta
Importância: Moderada a alta
Classificação do impacto:
Fase: Operacional
Efeito: Positivo
Natureza: Direto
Direcionalidade: Meio físico, meio biótico, meio socioeconômico
Periodicidade: Permanente
Temporalidade: Médio a longo prazo
Abrangência: Local a regional
Reversibilidade: Reversível
Probabilidade de Ocorrência: Provável
296
Magnitude: Média a alta
Importância: Alta
Classificação do impacto:
Fase: Operacional
Efeito: Positivo
Natureza: Direto
Direcionalidade: Meio socioeconômico, meio biótico
Periodicidade: Permanente
Temporalidade: Médio a longo prazo
Abrangência: Local a regional
Reversibilidade: Reversível
Probabilidade de Ocorrência: Provável
Magnitude: Média a alta
Importância: Alta
297
Quadro 34 - Matriz de Impacto Ambiental da CTR PE Nazaré da Mata
298
299
Fonte: Kiwiks, 2023
300
Figura 138 – Painel Resumo dos Impactos Ambientais Potenciais da CTR.
301
10. MEDIDAS DE CONTROLE
302
Quadro 32 - Medidas de Controle que poderão ser adotadas na CTR Nazaré da Mata/PE.
Prazo de
Medida de Controle Nº Medida de Controle Natureza Fator Ambiental Fase Responsabilidade
Permanência
Planejamento,
Implementar sistemas de segregação e armazenamento Curto, Médio e Instalação,
1 Preventiva Biótico Empreendedor
adequados para diferentes tipos de resíduos Longo Operacional,
Encerramento
Canteiro de
Realizar o controle do ruído gerado pelas atividades do canteiro,
obras nas fases Instalação,
5 por meio do uso de barreiras acústicas ou limitação de horários Preventiva Físico Curto e Médio Empreendedor
de localização, Operacional
de trabalho
instalação e
desativação do
canteiro. Elaborar um plano de gerenciamento de resíduos sólidos, que
Curto, Médio e
6 contemple a redução, reutilização e destinação adequada dos Preventiva Socioeconômico Planejamento Empreendedor
Longo
resíduos
303
Prazo de
Medida de Controle Nº Medida de Controle Natureza Fator Ambiental Fase Responsabilidade
Permanência
Planejamento,
Estabelecer um plano de gerenciamento de resíduos perigosos,
Curto, Médio e Instalação,
11 com medidas específicas para a manipulação, armazenamento Preventiva Físico Empreendedor
Longo Operacional,
e transporte desses materiais
Encerramento
Planejamento,
Implementar programas de educação ambiental junto aos
Instalação, Empreendedor,
12 trabalhadores e comunidade local, visando a conscientização e Preventiva Socioeconômico Curto e Médio
Operacional, Gestão Pública
o engajamento na gestão adequada dos resíduos
Encerramento
Planejamento,
Realizar o descarte adequado de resíduos químicos, seguindo as Curto, Médio e Instalação,
15 Preventiva Físico Empreendedor
normas e regulamentações específicas para esse tipo de material Longo Operacional,
Encerramento
Planejamento,
Promover o reuso de materiais e a compra de produtos Curto, Médio e Instalação,
16 Maximizadora Socioeconômico Empreendedor
sustentáveis, visando a redução da geração de resíduos Longo Operacional,
Encerramento
Planejamento,
Realizar a gestão adequada dos resíduos de construção civil,
Curto, Médio e Instalação,
17 com o uso de técnicas de reciclagem e destinação correta desses Preventiva Físico Empreendedor
Longo Operacional,
materiais
Encerramento
304
Prazo de
Medida de Controle Nº Medida de Controle Natureza Fator Ambiental Fase Responsabilidade
Permanência
21 Realizar o monitoramento da fauna e flora no entorno da CTR Mitigadora Biótico Curto e Médio Operacional Órgãos Públicos
305
Prazo de
Medida de Controle Nº Medida de Controle Natureza Fator Ambiental Fase Responsabilidade
Permanência
Planejamento,
Implementar práticas de conservação do solo, como o manejo
Instalação, Empreendedor,
6 adequado de resíduos sólidos e a proteção de áreas de recarga Preventiva Físico, Biótico Médio e Longo
Operacional, Gestão Pública
de aquíferos
Encerramento
306
Prazo de
Medida de Controle Nº Medida de Controle Natureza Fator Ambiental Fase Responsabilidade
Permanência
Planejamento,
Estabelecer planos de contingência e emergência para casos de Empreendedor,
8 Preventiva Físico Curto e Médio Instalação,
acidentes que possam afetar a qualidade da água Gestão Pública
Operacional
Organizações
Fomentar a participação da comunidade local e organizações Operacional,
10 Maximizadora Socioeconômico Médio e Longo Sociais, Gestão
sociais no monitoramento e fiscalização da qualidade da água Encerramento
Pública
Planejamento,
Promover a revegetação e preservação de áreas de drenagem Instalação, Empreendedor,
6 Maximizadora Biótico Médio e Longo
natural, auxiliando na manutenção do fluxo hídrico adequado Operacional, Gestão Pública
Encerramento
307
Prazo de
Medida de Controle Nº Medida de Controle Natureza Fator Ambiental Fase Responsabilidade
Permanência
Planejamento,
Promover a educação ambiental junto aos trabalhadores e Empreendedor,
Instalação,
9 comunidade local, enfatizando a importância da preservação da Preventiva Socioeconômico Curto e Médio Organizações
Operacional,
drenagem natural Sociais
Encerramento
308
Prazo de
Medida de Controle Nº Medida de Controle Natureza Fator Ambiental Fase Responsabilidade
Permanência
Planejamento,
Promover o uso de tecnologias limpas e processos de
Físico, Curto, Médio e Instalação,
6 tratamento avançados para minimizar a geração de resíduos Maximizadora Empreendedor
Socioeconômico Longo Operacional,
contaminantes
Encerramento
Planejamento,
Realizar o controle rigoroso do armazenamento e manuseio de
Curto, Médio e Instalação,
8 substâncias químicas e resíduos perigosos, seguindo normas e Preventiva Físico Empreendedor
Longo Operacional,
regulamentações específicas
Encerramento
309
Prazo de
Medida de Controle Nº Medida de Controle Natureza Fator Ambiental Fase Responsabilidade
Permanência
Planejamento,
Assegurar a capacitação e treinamento adequados para os
Curto, Médio e Instalação,
9 funcionários da CTR, enfatizando a importância da prevenção Preventiva Socioeconômico Empreendedor
Longo Operacional,
da contaminação do subsolo
Encerramento
Planejamento,
Estabelecer planos de emergência e contingência para
Curto, Médio e Instalação, Empreendedor,
10 responder prontamente a vazamentos ou acidentes que possam Preventiva Socioeconômico
Longo Operacional, Gestão Pública
levar à contaminação do subsolo
Encerramento
Impactos sobre
Implementar sistemas de impermeabilização adequados para
o lençol freático Instalação,
2 evitar a infiltração de lixiviados e substâncias contaminantes no Preventiva Físico Médio e Longo Empreendedor
e estabilidade Operacional
solo e no lençol freático
dos solos
Monitorar regularmente o nível do lençol freático e a qualidade
Operacional, Empreendedor,
3 das águas subterrâneas, com amostragem e análise de Mitigadora Físico Médio e Longo
Encerramento Gestão Pública
parâmetros específicos
310
Prazo de
Medida de Controle Nº Medida de Controle Natureza Fator Ambiental Fase Responsabilidade
Permanência
Planejamento,
Utilizar técnicas de tratamento de resíduos que minimizem a
Físico, Curto, Médio e Instalação,
5 geração de lixiviados e sua potencial contaminação do lençol Maximizadora Empreendedor
Socioeconômico Longo Operacional,
freático
Encerramento
Planejamento,
Estabelecer planos de contingência para lidar com possíveis
Curto, Médio e Instalação, Empreendedor,
10 vazamentos, acidentes ou situações de emergência que possam Preventiva Socioeconômico
Longo Operacional, Gestão Pública
afetar o lençol freático e a estabilidade dos solos
Encerramento
311
Prazo de
Medida de Controle Nº Medida de Controle Natureza Fator Ambiental Fase Responsabilidade
Permanência
312
Prazo de
Medida de Controle Nº Medida de Controle Natureza Fator Ambiental Fase Responsabilidade
Permanência
313
Prazo de
Medida de Controle Nº Medida de Controle Natureza Fator Ambiental Fase Responsabilidade
Permanência
Monitorar regularmente a estabilidade das encostas por meio de Curto, Médio e Operacional, Empreendedor,
4 Preventiva Físico
instrumentação geotécnica e inspeções visuais Longo Encerramento Gestão Pública
314
Prazo de
Medida de Controle Nº Medida de Controle Natureza Fator Ambiental Fase Responsabilidade
Permanência
315
Prazo de
Medida de Controle Nº Medida de Controle Natureza Fator Ambiental Fase Responsabilidade
Permanência
Planejamento,
Implementação de barreiras vegetais para redução da dispersão Instalação, Empreendedor,
2 Mitigadora Biótico Curto e Médio
de poeira em áreas abertas Operacional, Gestão Pública
Encerramento
316
Prazo de
Medida de Controle Nº Medida de Controle Natureza Fator Ambiental Fase Responsabilidade
Permanência
Planejamento,
Implementação de barreiras vegetais para filtragem e absorção Instalação, Empreendedor,
7 Mitigadora Biótico Curto e Médio
de gases poluentes Operacional, Gestão Pública
Encerramento
Controle adequado do tráfego de veículos dentro da CTR para Mitigadora, Físico, Empreendedor,
8 Curto e Médio Operacional
reduzir a emissão de gases de escape Preventiva Socioeconômico Gestão Pública
317
Prazo de
Medida de Controle Nº Medida de Controle Natureza Fator Ambiental Fase Responsabilidade
Permanência
Planejamento,
Implementação de barreiras vegetais ao redor da CTR para Instalação, Empreendedor,
3 Mitigadora Biótico Médio e Longo
reduzir a propagação de odores Operacional, Gestão Pública
Encerramento
Aumento dos Utilização de barreiras acústicas e anteparos ao redor das áreas Instalação,
1 Mitigadora Físico Médio e Longo Empreendedor
índices de ruído de maior geração de ruído para reduzir sua propagação Operacional
318
Prazo de
Medida de Controle Nº Medida de Controle Natureza Fator Ambiental Fase Responsabilidade
Permanência
Planejamento,
Implementação de paisagismo com vegetação densa ao redor da Empreendedor,
8 Mitigadora Biótico Médio e Longo Instalação,
CTR para atenuar a propagação do ruído Gestão Pública
Operacional
319
Prazo de
Medida de Controle Nº Medida de Controle Natureza Fator Ambiental Fase Responsabilidade
Permanência
320
Prazo de
Medida de Controle Nº Medida de Controle Natureza Fator Ambiental Fase Responsabilidade
Permanência
321
Prazo de
Medida de Controle Nº Medida de Controle Natureza Fator Ambiental Fase Responsabilidade
Permanência
322
Prazo de
Medida de Controle Nº Medida de Controle Natureza Fator Ambiental Fase Responsabilidade
Permanência
323
Prazo de
Medida de Controle Nº Medida de Controle Natureza Fator Ambiental Fase Responsabilidade
Permanência
324
Prazo de
Medida de Controle Nº Medida de Controle Natureza Fator Ambiental Fase Responsabilidade
Permanência
Empreendedor,
Manutenção de áreas de vegetação nativa ao redor da CTR para Operacional, Gestão Pública,
10 Mitigadora Biótico Longo
proporcionar abrigo e recursos alimentares para a fauna local. Encerramento Organizações
Sociais
Interferências Mapeamento e delimitação precisa das áreas de UCs, APPs e Físico, Empreendedor,
1 Preventiva Curto Planejamento
em UCs, APPs e vegetação protegida legalmente dentro e nos arredores da CTR Socioeconômico Gestão Pública
áreas de
vegetação Elaboração e implementação de um Plano de Manejo
Físico, Empreendedor,
protegidas 2 Ambiental específico para a CTR considerando as áreas Preventiva Médio Planejamento
Socioeconômico Gestão Pública
legalmente. protegidas próximas
325
Prazo de
Medida de Controle Nº Medida de Controle Natureza Fator Ambiental Fase Responsabilidade
Permanência
Empreendedor,
Capacitação e treinamento dos funcionários da CTR sobre a
Instalação, Gestão Pública,
5 importância e os cuidados necessários ao lidar com áreas Preventiva Socioeconômico Curto
Operacional Organizações
protegidas
Sociais
Empreendedor,
Implementação de programas de educação ambiental para
Mitigadora, Operacional, Gestão Pública,
7 conscientizar a comunidade local sobre a importância da Socioeconômico Médio, Longo
Preventiva Encerramento Organizações
conservação das áreas protegidas
Sociais
Empreendedor,
Restauração e recuperação de áreas degradadas dentro e nos Operacional, Gestão Pública,
8 Mitigadora Físico, Biótico Médio, Longo
arredores da CTR, especialmente nas áreas protegidas afetadas Encerramento Organizações
Sociais
Empreendedor,
Realização de parcerias com órgãos públicos e organizações
Planejamento, Gestão Pública,
9 sociais para fortalecer a proteção e a gestão das áreas protegidas Maximizadora Socioeconômico Médio, Longo
Operacional Organizações
afetadas
Sociais
Empreendedor,
Planejamento,
Estabelecimento de um plano de contingência para lidar com Gestão Pública,
Físico, Curto, Médio, Instalação,
10 possíveis emergências ou incidentes que possam afetar as áreas Mitigadora Órgãos Públicos,
Socioeconômico Longo Operacional,
protegidas Organizações
Encerramento
Sociais
326
Prazo de
Medida de Controle Nº Medida de Controle Natureza Fator Ambiental Fase Responsabilidade
Permanência
Empreendedor,
Implementação de cercas ou barreiras físicas para impedir o Gestão Pública,
1 Mitigadora Físico Curto, Médio Operacional
acesso da fauna às áreas de risco Organizações
Sociais
Empreendedor,
Realização de estudos de fauna para identificar as espécies
2 Preventiva Biótico Curto, Médio Planejamento Gestão Pública,
presentes e suas necessidades de conservação
Órgãos Públicos
Impactos sobre
a fauna Empreendedor,
Implantação de passagens de fauna (ecodutos, pontes, túneis)
3 Mitigadora Físico Médio Instalação Gestão Pública,
para permitir a movimentação segura dos animais
Órgãos Públicos
Empreendedor,
Aumento da Implementação de cercas ou barreiras físicas para impedir o Gestão Pública,
1 Mitigadora Físico Curto, Médio Operacional
demanda por acesso da fauna às áreas de risco Organizações
serviços Sociais
públicos de
abastecimento Empreendedor,
d’água, Realização de estudos de fauna para identificar as espécies
2 Preventiva Biótico Curto, Médio Planejamento Gestão Pública,
esgotamento presentes e suas necessidades de conservação
Órgãos Públicos
sanitário,
resíduos sólidos, Empreendedor,
energia elétrica, Implantação de passagens de fauna (ecodutos, pontes, túneis)
3 Mitigadora Físico Médio Instalação Gestão Pública,
serviços de para permitir a movimentação segura dos animais
Órgãos Públicos
utilidade
pública etc.,
durante a Adoção de medidas para reduzir o ruído e a vibração gerados Empreendedor,
4 Mitigadora Físico Médio Operacional
pelo funcionamento da CTR, minimizando o impacto na fauna Gestão Pública
327
Prazo de
Medida de Controle Nº Medida de Controle Natureza Fator Ambiental Fase Responsabilidade
Permanência
Empreendedor,
Parcerias com os órgãos públicos responsáveis pelos serviços
3 Mitigadora Socioeconômico Médio, Longo Instalação Gestão Pública,
para planejar e executar as melhorias necessárias
Órgãos Públicos
Riscos de
acidentes com a
Realização de investimentos em infraestrutura para garantir o
população local Físico, Instalação,
4 fornecimento adequado de água, energia elétrica e outros Maximizadora Médio, Longo Empreendedor
e com o pessoal Socioeconômico Operacional
serviços públicos
alocado para as
obras.
Empreendedor,
Monitoramento contínuo do impacto da obra nos serviços
5 Mitigadora Socioeconômico Médio, Longo Operacional Gestão Pública,
públicos e adoção de medidas corretivas conforme necessário
Órgãos Públicos
Empreendedor,
Promoção de campanhas de conscientização e educação pública
Gestão Pública,
7 sobre o uso racional dos serviços públicos durante o período de Preventiva Socioeconômico Curto, Médio Operacional
Organizações
obras
Sociais
328
Prazo de
Medida de Controle Nº Medida de Controle Natureza Fator Ambiental Fase Responsabilidade
Permanência
329
Prazo de
Medida de Controle Nº Medida de Controle Natureza Fator Ambiental Fase Responsabilidade
Permanência
330
Prazo de
Medida de Controle Nº Medida de Controle Natureza Fator Ambiental Fase Responsabilidade
Permanência
331
Prazo de
Medida de Controle Nº Medida de Controle Natureza Fator Ambiental Fase Responsabilidade
Permanência
Planejamento, Empreendedor,
Diálogo e negociação com a comunidade afetada para Instalação, Gestão Pública,
1 Mitigadora Socioeconômico Médio, Longo
minimizar impactos sociais e buscar soluções consensuais Operacional, Organizações
Encerramento Sociais
Impactos sociais Estudo de impacto socioeconômico para identificar as possíveis Planejamento, Empreendedor,
de eventuais 2 Mitigadora Socioeconômico Curto, Médio
consequências e propor medidas mitigadoras Instalação Gestão Pública
necessidades de
desapropriações
Elaboração de programas de reassentamento e realocação da Planejamento,
e remoção da Empreendedor,
3 população afetada, garantindo condições adequadas de moradia Mitigadora Socioeconômico Médio, Longo Instalação,
população Gestão Pública
e infraestrutura Operacional
332
Prazo de
Medida de Controle Nº Medida de Controle Natureza Fator Ambiental Fase Responsabilidade
Permanência
Planejamento, Empreendedor,
Acompanhamento e monitoramento dos impactos sociais ao
Curto, Médio, Instalação, Gestão Pública,
5 longo de todas as fases do empreendimento, com a participação Preventiva Socioeconômico
Longo Operacional, Organizações
ativa da comunidade afetada
Encerramento Sociais
333
11. PROGRAMAS AMBIENTAIS
334
Quadro 33 - Programa de Gestão Ambiental (PGA) da CTR PE Nazaré da Mata.
Nome Programa de Gestão Ambiental s (PGA)
A crescente geração de resíduos e a falta de uma gestão adequada desses materiais têm
causado impactos ambientais significativos. A Central de Tratamento de Resíduos (CTR)
é uma estrutura fundamental para lidar com esses problemas, pois permite a correta
destinação, recuperação e reciclagem dos resíduos, minimizando seus impactos no meio
Justificativa
ambiente. No entanto, a operação de uma CTR também pode gerar riscos ambientais se
não forem adotadas práticas de gestão ambiental eficazes. Portanto, o Programa de
Gestão Ambiental para a Central de Tratamento de Resíduos (PGA) se faz necessário
para garantir uma operação sustentável e minimizar os impactos negativos.
335
Quadro 34 - Programa de Comunicação Ambiental (PCA) da CTR PE Nazaré da Mata.
Nome Programa de Comunicação Ambiental (PCA)
336
Quadro 35 - Programa de Educação Ambiental (PEA) da CTR PE Nazaré da Mata.
Nome Programa de Educação Ambiental (PEA)
337
O Programa de Educação Ambiental para a Central de Tratamento de Resíduos deve ser
executado em todas as fases de planejamento, instalação e operação da CTR. Recomenda-se
que o programa seja iniciado desde o estágio inicial de planejamento da CTR, a fim de
identificar as necessidades educacionais da comunidade e desenvolver estratégias adequadas.
Durante a fase de instalação, serão implementadas as atividades educativas, como oficinas e
Período de
materiais informativos. À medida que a CTR entrar em operação, o programa continuará a
execução
promover a conscientização e o engajamento da comunidade, por meio de campanhas, parcerias
e monitoramento do impacto. O período de execução do programa é estimado como contínuo,
adaptando-se às demandas da comunidade e às mudanças na gestão de resíduos. A duração do
programa pode variar de acordo com as características específicas da CTR, a abrangência da
comunidade e o alcance das atividades educativas.
338
O Programa de Recuperação de Áreas Degradadas (PRAD) deve ser implementado
em todas as fases de planejamento, instalação e operação da CTR. Durante a fase de
planejamento, será realizada a avaliação dos impactos ambientais e o
desenvolvimento do plano de recuperação. Na fase de instalação, serão
implementadas as ações de recuperação da vegetação, como o plantio de mudas e a
implementação das técnicas de manejo do solo. Durante a fase de operação, será
íodo de Execução realizado o monitoramento regular das áreas restauradas e a manutenção necessária
para garantir o sucesso do processo de recuperação. O período de execução do
programa abrange desde a fase inicial de planejamento da CTR até a fase de operação
contínua. A duração específica do programa dependerá das características das áreas
degradadas, do ambiente local e das metas estabelecidas para a recuperação.
Recomenda-se um acompanhamento a longo prazo para garantir a efetividade da
recuperação e a integração das áreas restauradas aos ecossistemas circundantes.
339
O Programa de Controle de Emissões Atmosféricas (PCEA) deve ser implementado em
todas as fases de planejamento, instalação e operação da CTR. Durante a fase de
planejamento, serão realizados estudos para identificar as fontes de emissões e avaliar
as tecnologias de controle mais adequadas. Na fase de instalação, serão adquiridos e
instalados os equipamentos de controle de emissões, seguidos por testes e ajustes para
garantir seu correto funcionamento. Durante a fase de operação, serão realizadas
Período de Execução
atividades de monitoramento contínuo das emissões e manutenção dos equipamentos de
controle. O período de execução do programa abrange desde a fase inicial de
planejamento da CTR até a fase de operação contínua. Recomenda-se um
acompanhamento constante e avaliação periódica das tecnologias de controle de
emissões para garantir a conformidade com as regulamentações ambientais e a melhoria
contínua da qualidade do ar na região.
O ruído gerado pela operação da Central de Tratamento de Resíduos (CTR) pode causar
impactos negativos na qualidade de vida da comunidade circundante, afetando a saúde,
o bem-estar e o sossego. Além disso, o ruído em excesso pode desencadear problemas
Justificativa de saúde, como estresse, distúrbios do sono e problemas de audição. Um programa de
controle do nível de pressão sonora é necessário para minimizar os efeitos prejudiciais
do ruído, promover um ambiente mais saudável e garantir a conformidade com as
normas ambientais e regulamentações pertinentes.
340
Nome Programa de Controle de Ruído
341
Nome Programa de Controle de Erosão e/ou Assoreamento
342
Nome Programa de Gerenciamento de Efluentes
343
Nome Programa de Controle e Monitoramento da Qualidade das Águas Superficiais
A qualidade das águas subterrâneas é de extrema importância para a preservação dos recursos
hídricos e a proteção da saúde humana. A Central de Tratamento de Resíduos (CTR) pode
representar um risco potencial de contaminação dessas águas devido ao armazenamento e
Justificativa
disposição de resíduos. É fundamental implementar um programa de controle e monitoramento
para avaliar e mitigar esses impactos, garantindo a proteção das águas subterrâneas e o
cumprimento das normas ambientais.
344
Nome Programa de Controle e Monitoramento da Qualidade das Águas Subterrâneas
345
Nome Programa de Gerenciamento de Riscos Ambientais e Ação de Emergência
Identificação e avaliação de riscos: Realização de uma análise detalhada dos processos da CTR
para identificar os riscos ambientais potenciais e determinar sua magnitude e probabilidade de
ocorrência.
Medidas preventivas: Implementação de medidas de prevenção, como a utilização de
equipamentos de proteção adequados, sistemas de contenção e armazenamento seguro dos
resíduos, inspeções regulares e manutenção preventiva.
Planos de emergência: Desenvolvimento de planos de emergência abrangentes que incluam
procedimentos claros para evacuação, controle de vazamentos, combate a incêndios, primeiros
socorros e comunicação de emergência.
Treinamento e capacitação: Realização de treinamentos regulares para a equipe da CTR,
abordando procedimentos de emergência, uso de equipamentos de segurança, identificação de
Metodologia
riscos e comunicação eficaz durante situações de emergência.
Simulações de emergência: Realização de exercícios de simulação de emergência para testar a
prontidão da equipe, avaliar a eficácia dos planos de emergência, identificar lacunas e propor
melhorias.
Cooperação e comunicação: Estabelecimento de canais de comunicação eficazes com as
autoridades competentes, órgãos reguladores, equipes de emergência locais e partes interessadas
para compartilhar informações, coordenar ações e garantir uma resposta coordenada e eficiente
em situações de emergência.
7. Educação e conscientização: Realização de campanhas de conscientização e programas de
educação ambiental para a equipe da CTR e a comunidade local, visando aumentar a
compreensão dos riscos ambientais e promover a adoção de medidas preventivas.
O período previsto para a execução do programa abrange todas as fases da Central de Tratamento
de Resíduos (CTR), desde o planejamento até a operação contínua. Considerando as etapas de
Período de
planejamento, instalação e operação da CTR, o período estimado de execução do programa é de
Execução
5 anos, com revisões e atualizações periódicas ao longo desse período para garantir a eficácia
contínua do gerenciamento de riscos e ação de emergência.
346
Nome Compensação Ambiental pela Supressão de Vegetação
347
Nome Programa de Inserção de Catadores de Materiais Reutilizáveis e Recicláveis
A gestão adequada dos resíduos sólidos é essencial para evitar problemas ambientais e
garantir a proteção da saúde pública. Os aterros sanitários são amplamente utilizados
para o descarte de resíduos, porém, sua operação requer um monitoramento geotécnico
Justificativa eficiente. A falta de monitoramento adequado pode resultar em riscos como
deslizamentos, contaminação do solo e lençóis freáticos, e emissão de gases poluentes.
Portanto, é crucial implementar um programa de monitoramento geotécnico para
garantir a estabilidade e a segurança dos aterros sanitários.
348
Nome Programa de Monitoramento Geotécnico de Aterros Sanitários
349
Nome Programa de Controle Operacional de Aterros Sanitários
12. CONCLUSÕES
Com base na avaliação dos impactos ambientais, pode-se inferir que a instalação da
Central de Tratamento de Resíduos Sólidos na zona rural de Nazaré da Mata, Pernambuco,
apresenta viabilidade ambiental considerável. Embora alguns impactos negativos sejam
identificados, como a supressão de vegetação herbácea e alguns arbustos e possíveis alterações
na dinâmica da drenagem na área diretamente afetada (ADA), é importante ressaltar que esses
impactos podem ser mitigados e controlados por meio de medidas adequadas.
A localização em uma distância segura de moradias e dos centros urbanos contribui
para minimizar os potenciais efeitos adversos sobre a saúde humana. Além disso, a preservação
ambiental, a gestão adequada dos resíduos sólidos e a promoção da saúde pública são
benefícios significativos que serão providos pelo empreendimento e devem ser levados em
consideração.
Dessa forma, considerando os impactos positivos significativos e a possibilidade de
controle adequado dos impactos negativos, a CTR PE Nazaré da Mata demonstra ser viável do
ponto de vista ambiental, contribuindo para a preservação dos recursos naturais, a proteção da
saúde pública e a gestão adequada dos resíduos sólidos no município de Nazaré da Mata e
demais municípios adjacentes quem venham a se utilizar da CTR.
Com base na viabilidade ambiental da CTR na zona rural de Nazaré da Mata,
Pernambuco, algumas recomendações técnicas podem ser feitas para garantir a eficiência e a
350
sustentabilidade do empreendimento. Desta forma e de caráter geral o empreendimento poderá
acolher as sugestões:
Elaborar o plano de gestão de resíduos: Elaborar um plano detalhado de gestão de
resíduos, considerando a segregação adequada, o armazenamento seguro, o transporte eficiente
e as opções de tratamento mais adequadas para cada tipo de resíduo. Esse plano deve estar em
conformidade com as regulamentações ambientais e de saúde.
Tecnologias de tratamento avançadas: Investir em tecnologias modernas e eficientes
para o tratamento dos resíduos, como compostagem, reciclagem, incineração controlada, entre
outras. Avaliar a viabilidade técnica e econômica de cada tecnologia, levando em consideração
os aspectos ambientais.
Monitoramento ambiental contínuo: Implementar um sistema de monitoramento
ambiental robusto e contínuo, que inclua a avaliação da qualidade do ar, da água e do solo.
Esse monitoramento permitirá identificar rapidamente qualquer desvio ou impacto negativo e
tomar medidas corretivas adequadas.
Controle de emissões: Adotar medidas de controle de emissões atmosféricas, como a
instalação de filtros e sistemas de captura de gases. Garantir que os níveis de poluentes
liberados estejam dentro dos limites estabelecidos pelas regulamentações ambientais.
Capacitação da equipe: Capacitar adequadamente a equipe responsável pela operação
da central, fornecendo treinamento sobre práticas seguras de manuseio de resíduos, operação
de equipamentos, monitoramento ambiental e cumprimento das regulamentações.
Educação e engajamento da comunidade: Promover programas de educação
ambiental para conscientizar a comunidade local sobre a importância da gestão adequada de
resíduos e envolvê-los ativamente no processo. Estabelecer canais de comunicação para
receber feedback, esclarecer dúvidas e resolver eventuais preocupações da população.
Plano de contingência: Elaborar um plano de contingência para lidar com situações de
emergência, como vazamentos, incêndios ou qualquer acidente que possa representar riscos
ambientais ou à saúde pública. Esse plano deve incluir procedimentos claros de resposta e a
disponibilidade de recursos adequados para enfrentar essas situações.
Essas recomendações técnicas visam assegurar a eficiência operacional, a minimização
dos impactos ambientais e a conformidade com as regulamentações. Ao implementar essas
medidas, a CTR PE Nazaré da Mata poderá operar de forma sustentável e contribuir
positivamente para a gestão adequada dos resíduos na região. A operação da CTR, juntamente
com todo arcabouço de controle e programas para mitigar os potenciais impactos negativos,
credenciam o empreendimento a prover uma grande mudança na postura pública da região
quanto à destinação dos resíduos, revertendo de forma permanente o passivo ambiental, social
e econômico deixado pelo lixão desativado.
351
13. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
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bem não renovável. Editora: Revista Brasileira de História v.26, nº51. São Paulo, 2006.
356
14. ANEXOS
Descrição Observação
357
358
Ministério do Meio Ambiente
Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renovaváveis
CADASTRO TÉCNICO FEDERAL DE ATIVIDADES E
INSTRUMENTOS DE DEFESA AMBIENTAL
COMPROVANTE DE INSCRIÇÃO
Data de última atualização: 18/05/2023 Data de validade: 18/05/2025
CNPJ: 35.297.465/0001-30
RAZÃO SOCIAL: KIWIKS SOLUCOES INTEGRADAS E SISTEMICAS LTDA
LOGRADOURO: RUA DO BRUM
N.º: 248 COMPLEMENTO: CAIXA POSTAL 007
MUNICÍPIO: RECIFE UF: PERNAMBUCO
Responsáveis técnicos: N.º de registro no banco de dados do ibama:
MARCOS FRANCISCO DE ARAUJO SILVA 6176090
Atividades declaradas:
Consultoria técnica
A inscrição no Cadastro Técnico Federal de Atividades e Instrumentos de Defesa Ambiental – CTF/AIDA constitui declaração, pela
pessoa jurídica, de observância dos padrões técnicos normativos estabelecidos pela Associação Brasileira de Normas Técnicas –
ABNT, pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia – INMETRO e pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente -
CONAMA
ii) documentos de responsabilidade técnica, qualquer o tipo e conforme regulamentação do respectivo Conselho de Fiscalização
Profissional;
iii) demais documentos exigíveis por órgãos e entidades federais, distritais, estaduais e municipais para o exercício de suas
atividades; e
iv) do Comprovante de Inscrição e do Certificado de Regularidade emitidos pelo Cadastro Técnico Federal de Atividades
Potencialmente Poluidoras e Utilizadoras de Recursos Ambientais - CTF/APP, quando esses também forem exigíveis.
O Comprovante de Inscrição no CTF/AIDA não produz qualquer efeito quanto à qualificação e à habilitação técnica da pessoa
jurídica inscrita.
A inscrição no Cadastro Técnico Federal de Atividades e Instrumentos de Defesa Ambiental – CTF/AIDA constitui declaração, pela
pessoa física, do cumprimento de exigências específicas de qualificação ou de limites de atuação que porventura sejam determinados
pelo respectivo Conselho de Fiscalização Profissional.
O Certificado de Regularidade emitido pelo CTF/AIDA não desobriga a pessoa inscrita de obter licenças, autorizações, permissões,
concessões, alvarás e demais documentos exigíveis por instituições federais, estaduais, distritais ou municipais para o exercício de
suas atividades, especialmente os documentos de responsabilidade técnica, qualquer o tipo e conforme regulamentação do respectivo
Conselho de Fiscalização Profissional, quando exigíveis.
O Certificado de Regularidade no CTF/AIDA não produz qualquer efeito quanto à qualificação e à habilitação técnica da pessoa
física inscrita.
Chave de autenticação 2JI1IT5U5CI2YE14
A inscrição no Cadastro Técnico Federal de Atividades e Instrumentos de Defesa Ambiental – CTF/AIDA constitui declaração, pela
pessoa física, do cumprimento de exigências específicas de qualificação ou de limites de atuação que porventura sejam determinados
pelo respectivo Conselho de Fiscalização Profissional.
O Certificado de Regularidade emitido pelo CTF/AIDA não desobriga a pessoa inscrita de obter licenças, autorizações, permissões,
concessões, alvarás e demais documentos exigíveis por instituições federais, estaduais, distritais ou municipais para o exercício de
suas atividades, especialmente os documentos de responsabilidade técnica, qualquer o tipo e conforme regulamentação do respectivo
Conselho de Fiscalização Profissional, quando exigíveis.
O Certificado de Regularidade no CTF/AIDA não produz qualquer efeito quanto à qualificação e à habilitação técnica da pessoa
física inscrita.
Chave de autenticação 326E8XU39UM9H5VD
A inscrição no Cadastro Técnico Federal de Atividades e Instrumentos de Defesa Ambiental – CTF/AIDA constitui declaração, pela
pessoa física, do cumprimento de exigências específicas de qualificação ou de limites de atuação que porventura sejam determinados
pelo respectivo Conselho de Fiscalização Profissional.
O Certificado de Regularidade emitido pelo CTF/AIDA não desobriga a pessoa inscrita de obter licenças, autorizações, permissões,
concessões, alvarás e demais documentos exigíveis por instituições federais, estaduais, distritais ou municipais para o exercício de
suas atividades, especialmente os documentos de responsabilidade técnica, qualquer o tipo e conforme regulamentação do respectivo
Conselho de Fiscalização Profissional, quando exigíveis.
O Certificado de Regularidade no CTF/AIDA não produz qualquer efeito quanto à qualificação e à habilitação técnica da pessoa
física inscrita.
Chave de autenticação J1F27ZGFX7ZLT1LA
A inscrição no Cadastro Técnico Federal de Atividades e Instrumentos de Defesa Ambiental – CTF/AIDA constitui declaração, pela
pessoa física, do cumprimento de exigências específicas de qualificação ou de limites de atuação que porventura sejam determinados
pelo respectivo Conselho de Fiscalização Profissional.
O Certificado de Regularidade emitido pelo CTF/AIDA não desobriga a pessoa inscrita de obter licenças, autorizações, permissões,
concessões, alvarás e demais documentos exigíveis por instituições federais, estaduais, distritais ou municipais para o exercício de
suas atividades, especialmente os documentos de responsabilidade técnica, qualquer o tipo e conforme regulamentação do respectivo
Conselho de Fiscalização Profissional, quando exigíveis.
O Certificado de Regularidade no CTF/AIDA não produz qualquer efeito quanto à qualificação e à habilitação técnica da pessoa
física inscrita.
Chave de autenticação 5IRGCDWEFBN1MENA
A inscrição no Cadastro Técnico Federal de Atividades e Instrumentos de Defesa Ambiental – CTF/AIDA constitui declaração, pela
pessoa física, do cumprimento de exigências específicas de qualificação ou de limites de atuação que porventura sejam determinados
pelo respectivo Conselho de Fiscalização Profissional.
O Certificado de Regularidade emitido pelo CTF/AIDA não desobriga a pessoa inscrita de obter licenças, autorizações, permissões,
concessões, alvarás e demais documentos exigíveis por instituições federais, estaduais, distritais ou municipais para o exercício de
suas atividades, especialmente os documentos de responsabilidade técnica, qualquer o tipo e conforme regulamentação do respectivo
Conselho de Fiscalização Profissional, quando exigíveis.
O Certificado de Regularidade no CTF/AIDA não produz qualquer efeito quanto à qualificação e à habilitação técnica da pessoa
física inscrita.
Chave de autenticação 14Y5WTT2GNXNZBDX
A inscrição no Cadastro Técnico Federal de Atividades e Instrumentos de Defesa Ambiental – CTF/AIDA constitui declaração, pela
pessoa física, do cumprimento de exigências específicas de qualificação ou de limites de atuação que porventura sejam determinados
pelo respectivo Conselho de Fiscalização Profissional.
O Certificado de Regularidade emitido pelo CTF/AIDA não desobriga a pessoa inscrita de obter licenças, autorizações, permissões,
concessões, alvarás e demais documentos exigíveis por instituições federais, estaduais, distritais ou municipais para o exercício de
suas atividades, especialmente os documentos de responsabilidade técnica, qualquer o tipo e conforme regulamentação do respectivo
Conselho de Fiscalização Profissional, quando exigíveis.
O Certificado de Regularidade no CTF/AIDA não produz qualquer efeito quanto à qualificação e à habilitação técnica da pessoa
física inscrita.
Chave de autenticação N3WT5VZ7KAP29V3S
INICIAL
CO-AUTOR - ART PRINCIPAL
1. Responsável Técnico
MARCOS FRANCISCO DE ARAUJO SILVA
Título profissional: ENGENHEIRO FLORESTAL RNP: 1819480330
Registro: 1819480330PE
2. Dados do Contrato
Contratante: KIWIKS SOLUCOES INTEGRADAS E SISTEMICAS LTDA CPF/CNPJ: 35.297.465/0001-30
RUA ABELARDO Nº: 45
Complemento: Cxpst 356 Bairro: GRAÇAS
Cidade: RECIFE UF: PE CEP: 52050310
3. Dados da Obra/Serviço
RUA s/n Nº: 45
Complemento: Cxpst 356 Bairro: Áreas Rural
Cidade: NAZARÉ DA MATA UF: PE CEP: 55800000
Data de Início: 03/04/2023 Previsão de término: 01/08/2023 Coordenadas Geográficas: -8.042788, -34.899755
Finalidade: Ambiental Código: Não Especificado
Proprietário: KIWIKS SOLUCOES INTEGRADAS E SISTEMICAS LTDA CPF/CNPJ: 35.297.465/0001-30
4. Atividade Técnica
8 - Consultoria Quantidade Unidade
40 - Estudo > MEIO AMBIENTE > GESTÃO AMBIENTAL > #7.6.6 - DE ESTUDOS AMBIENTAIS 0,25 a
Após a conclusão das atividades técnicas o profissional deve proceder a baixa desta ART
5. Observações
Relatório Ambiental Simplificado - RAS
6. Declarações
- Declaro que estou cumprindo as regras de acessibilidade previstas nas normas técnicas da ABNT, na legislação específica e no decreto n.
5296/2004.
- Cláusula Compromissória: Qualquer conflito ou litígio originado do presente contrato, bem como sua interpretação ou execução, será resolvido por
arbitragem, de acordo com a Lei no. 9.307, de 23 de setembro de 1996, por meio do Centro de Mediação e Arbitragem - CMA vinculado ao Crea-PE,
nos termos do respectivo regulamento de arbitragem que, expressamente, as partes declaram concordar
7. Entidade de Classe
NÃO OPTANTE
8. Assinaturas
Declaro serem verdadeiras as informações acima MARCOS FRANCISCO DE ARAUJO SILVA - CPF: 061.202.094-09
9. Informações
* Conforme Art. 4º da Resolução 1025/2009: O registro da ART efetiva-se após o seu cadastro no sistema eletrônico do CREA e o recolhimento do
valor correspondente
10. Valor
Valor da ART: R$ 254,59 Registrada em: 18/07/2023 Valor pago: R$ 254,59 Nosso Número: 8305577968
A autenticidade desta ART pode ser verificada em: [Link] com a chave: 06Zcc
Impresso em: 20/07/2023 às 15:25:29 por: , ip: [Link]
[Link] creape@[Link]
CREA-PE
Conselho Regional de Engenharia
Tel: (81) 3423-4383 Fax: (81) 3423-4383 e Agronomia de Pernambuco
Resolução nº 1.025/2009 - Anexo I - Modelo A
Página 1/2
1. Responsável Técnico
2. Dados do Contrato
Contratante: CTR-PE - CENTRAL DE TRATAMENTO DE RESI?DUOS LTDA CPF/CNPJ: 07.534.580/0001-46
Endereço: Área RURAL N°:
Complemento: Rodovia BR 101 Norte, s/n KM 28,5 Bairro: ÁREA RURAL DE IGARASSU
Cidade: Igarassu UF: PE CEP: 53659-899
Contrato: Celebrado em: 01/06/2023 Vinculada à Art n°:
Valor: R$ 18000,00 Tipo de Contratante: Pessoa Jurídica de Direito Privado
Ação Institucional:
CPF/CNPJ:
Finalidade: Código:
CPF/CNPJ:
4. Atividade Técnica
Quantidade Unidade
Elaboração
1 Projeto de sistema de aterro sanitário 1,00000 unidade
esgoto/resíduos sólidos
Após a conclusão das atividades técnicas o profissional deverá proceder a baixa desta ART
5. Observações
6. Declarações
Acessibilidade: Declaro atendimento às regras de acessibilidade previstas nas normas técnicas da ABNT, na legislação específica e no
Decreto nº 5.296, de 2 de dezembro de 2004.
Resolução nº 1.025/2009 - Anexo I - Modelo A
Página 2/2
INICIAL
EQUIPE à PE20230989399
1. Responsável Técnico
ANA GABRIELLA DOS SANTOS BATISTA DE MENEZES
Título profissional: GEÓLOGA RNP: 1819505960
Registro: 1819505960PE
2. Dados do Contrato
Contratante: Kiwiks Soluções Integradas e sistemicas CPF/CNPJ: 35.297.465/0001-30
RUA DONA IDALINA Nº: s/n
Complemento: Bairro: GRAÇAS
Cidade: RECIFE UF: PE CEP: 52050321
3. Dados da Obra/Serviço
RUA s/n Nº: 45
Complemento: Cxpst 356 Bairro: Áreas Rural
Cidade: NAZARÉ DA MATA UF: PE CEP: 55800000
Data de Início: 03/04/2023 Previsão de término: 01/08/2023 Coordenadas Geográficas: 0, 0
Finalidade: SEM DEFINIÇÃO Código: Não Especificado
Proprietário: Kiwiks Soluções Integradas e sistemicas CPF/CNPJ: 35.297.465/0001-30
4. Atividade Técnica
8 - Consultoria Quantidade Unidade
40 - Estudo > MEIO AMBIENTE > DIAGNÓSTICO E CARACTERIZAÇÃO AMBIENTAL > DE 0,2500 ha
DIAGNÓSTICO E CARACTERIZAÇÃO AMBIENTAL > #[Link] - CARACTERIZAÇÃO DO MEIO
FÍSICO
40 - Estudo > MEIO AMBIENTE > GESTÃO AMBIENTAL > #7.6.6 - DE ESTUDOS AMBIENTAIS 0,2500 ha
Após a conclusão das atividades técnicas o profissional deve proceder a baixa desta ART
5. Observações
Prestação de serviços de consultoria técnica, diagnostico do meio fisico para subsidiar o Relatório Ambiental Simplificado,para o empreendimento
denominado CTR Nazaré da Mata, na cidade de Nazaré da Mata-pe
6. Declarações
- Declaro que estou cumprindo as regras de acessibilidade previstas nas normas técnicas da ABNT, na legislação específica e no decreto n.
5296/2004.
- Cláusula Compromissória: Qualquer conflito ou litígio originado do presente contrato, bem como sua interpretação ou execução, será resolvido por
arbitragem, de acordo com a Lei no. 9.307, de 23 de setembro de 1996, por meio do Centro de Mediação e Arbitragem - CMA vinculado ao Crea-PE,
nos termos do respectivo regulamento de arbitragem que, expressamente, as partes declaram concordar
7. Entidade de Classe
NÃO OPTANTE
8. Assinaturas
Declaro serem verdadeiras as informações acima ANA GABRIELLA DOS SANTOS BATISTA DE MENEZES - CPF:
064.983.414-32
________________, ________ de ___________________ de ________
Local data Kiwiks Soluções Integradas e sistemicas - CNPJ: 35.297.465/0001-30
9. Informações
* Conforme Art. 4º da Resolução 1025/2009: O registro da ART efetiva-se após o seu cadastro no sistema eletrônico do CREA e o recolhimento do
valor correspondente
10. Valor
Valor da ART: R$ 96,62 Registrada em: 20/07/2023 Valor pago: R$ 96,62 Nosso Número: 8305580119
A autenticidade desta ART pode ser verificada em: [Link] com a chave: 1z183
Impresso em: 20/07/2023 às 16:02:06 por: , ip: [Link]
[Link] creape@[Link]
CREA-PE
Conselho Regional de Engenharia
Tel: (81) 3423-4383 Fax: (81) 3423-4383 e Agronomia de Pernambuco
Página 1/1
INICIAL
EQUIPE à PE20230989399
1. Responsável Técnico
JOSÉ EDSON DE LIMA TORRES
Título profissional: ENGENHEIRO FLORESTAL RNP: 1811129676
Registro: PE049988 PE
2. Dados do Contrato
Contratante: KIWIKS SOLUÇÕES INTEGRADAS E SISTÊMICAS LTDA CPF/CNPJ: 35.297.465/0001-30
RUA ABELARDO Nº: 45
Complemento: Bairro: GRAÇAS
Cidade: RECIFE UF: PE CEP: 52050310
3. Dados da Obra/Serviço
RUA s/n Nº: 45
Complemento: Cxpst 356 Bairro: Áreas Rural
Cidade: NAZARÉ DA MATA UF: PE CEP: 55800000
Data de Início: 15/05/2023 Previsão de término: 31/08/2023 Coordenadas Geográficas: -8.042788, -34.899755
Finalidade: Ambiental Código: Não Especificado
Proprietário: CTR-PE - CENTRAL DE TRATAMENTO DE RESI?DUOS LTDA. CPF/CNPJ: 07.534.580/0001-46
4. Atividade Técnica
8 - Consultoria Quantidade Unidade
55 - Execução de serviço técnico > AGRONOMIA, AGRÍCOLA, FLORESTAL, PESCA E 20,0000 ha
AQUICULTURA > SILVICULTURA > #39.20.16 - DE INVENTÁRIO FLORESTAL
Após a conclusão das atividades técnicas o profissional deve proceder a baixa desta ART
5. Observações
Prestação de serviços de consultoria técnica para Florística e Inventário Florestal, com estudo e sistematização para subsidiar o Relatório Ambiental
Simplificado para o empreendimento denominado CTR Nazaré da Mata, na cidade de Nazaré da Mata/PE.
6. Declarações
- Declaro que estou cumprindo as regras de acessibilidade previstas nas normas técnicas da ABNT, na legislação específica e no decreto n.
5296/2004.
- Cláusula Compromissória: Qualquer conflito ou litígio originado do presente contrato, bem como sua interpretação ou execução, será resolvido por
arbitragem, de acordo com a Lei no. 9.307, de 23 de setembro de 1996, por meio do Centro de Mediação e Arbitragem - CMA vinculado ao Crea-PE,
nos termos do respectivo regulamento de arbitragem que, expressamente, as partes declaram concordar
7. Entidade de Classe
NÃO OPTANTE JOSE EDSON DE LIMA Assinado de forma digital por JOSE EDSON DE
LIMA TORRES:06283646441
TORRES:06283646441 Dados: 2023.07.20 15:09:32 -03'00'
8. Assinaturas
Declaro serem verdadeiras as informações acima JOSÉ EDSON DE LIMA TORRES - CPF: 062.836.464-41
9. Informações
* Conforme Art. 4º da Resolução 1025/2009: O registro da ART efetiva-se após o seu cadastro no sistema eletrônico do CREA e o recolhimento do
valor correspondente
10. Valor
Valor da ART: R$ 96,62 Registrada em: 20/07/2023 Valor pago: R$ 96,62 Nosso Número: 8305580825
A autenticidade desta ART pode ser verificada em: [Link] com a chave: 1b7ZD
Impresso em: 20/07/2023 às 15:04:44 por: , ip: [Link]
[Link] creape@[Link]
CREA-PE
Conselho Regional de Engenharia
Tel: (81) 3423-4383 Fax: (81) 3423-4383 e Agronomia de Pernambuco
Serviço Público Federal
CONSELHO FEDERAL/CONSELHO REGIONAL DE BIOLOGIA - 5ª REGIÃO
INFORMAÇÕES GERAIS
1. Este documento garante o cumprimento do disposto nos § 2º do art. 14 e § 3º do art. 29 da Lei nº 12.651, de 2012, e
se constitui em instrumento suficiente para atender ao disposto no art. 78-A da referida lei;
2. O presente documento representa a confirmação de que foi realizada a declaração do imóvel rural no Cadastro
Ambiental Rural-CAR e que está sujeito à validação pelo órgão competente;
3. As informações prestadas no CAR são de caráter declaratório;
4. Os documentos, especialmente os de caráter pessoal ou dominial, são de responsabilidade do proprietário ou
possuidor rural declarante, que ficarão sujeitos às penas previstas no art. 299, do Código Penal (Decreto-Lei nº 2.848,
de 7 de setembro de 1940) e no art. 69-A da Lei nº 9.605, de 12 de fevereiro de 1998;
5. O demonstrativo da situação das informações declaradas no CAR, relativas às áreas de Preservação Permanente, de
uso restrito e de Reserva Legal poderá ser acompanhado no sítio eletrônico [Link];
6. Esta inscrição do Imóvel Rural no CAR poderá ser suspensa ou cancelada, a qualquer tempo, em função do não
atendimento de notificações de pendência ou inconsistências detectadas pelo órgão competente nos prazos
concedidos ou por motivo de irregularidades constatadas;
7. Este documento não substitui qualquer licença ou autorização ambiental para exploração florestal ou supressão de
vegetação, como também nãodispensa as autorizações necessárias ao exercício da atividade econômica no imóvel
rural;
8. A inscrição do Imóvel Rural no CAR não será considerada título para fins de reconhecimento de direito de propriedade
ou posse; e
9. O declarante assume plena responsabilidade ambiental sobre o Imóvel Rural declarado em seu nome, sem prejuízo
de responsabilização por danos ambientais em área contígua, posteriormente comprovada como de sua propriedade
ou posse.
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RECIBO DE INSCRIÇÃO DO IMÓVEL RURAL NO CAR
Registro no CAR: PE-2609501-3EE6.838F.E22A.4F2F.AE5C.34C8.3DC5.24A0 Data de Cadastro: 10/11/2015 17:59:45
INFORMAÇÕES ADICIONAIS
Foi detectada uma diferença entre a área do imóvel rural declarada conforme documentação comprobatória de
propriedade/posse/concessão [630.204 hectares] e a área do imóvel rural identificada em representação gráfica [630,9826
hectares].
REPRESENTAÇÃO GRÁFICA
IDENTIFICAÇÃO DO PROPRIETÁRIO/POSSUIDOR
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RECIBO DE INSCRIÇÃO DO IMÓVEL RURAL NO CAR
Registro no CAR: PE-2609501-3EE6.838F.E22A.4F2F.AE5C.34C8.3DC5.24A0 Data de Cadastro: 10/11/2015 17:59:45
Imóvel Imóvel
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Demonstrativo da Situação das Informações Declaradas no CAR
Registro no CAR: Data de Cadastro: Data da última retificação:
PE-2609501-3EE6838FE22A4F2FAE5C34C83DC524A0 10/11/2015 17:59 26/04/2022 17:02
Dados do Imóvel
Cobertura do Solo
Reserva Legal
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TERMO DE REFERÊNCIA
TR NAIA N° 05/2022
1. INTRODUÇÃO
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em questão.
Este TR contempla os requisitos mínimos para o levantamento e análise dos componentes ambientais
existentes na área de influência do empreendimento, como também, informações gerais sobre os
procedimentos administrativos e de apresentação referentes ao RAS.
O presente TR fundamenta-se nas informações fornecidas pelo empreendedor, apresentadas no processo
em pauta e nas vistorias realizadas na área pelos analistas do Núcleo de Avaliação de Impacto Ambiental
da CPRH (NAIA). Situações adversas às apresentadas poderão suscitar modificações e/ou acréscimos nas
informações a serem apresentadas no RAS, solicitadas neste TR, ou até mesmo modificações nos
procedimentos de licenciamento.
O prazo de validade deste TR é de 01 (um) ano, a contar da data de sua assinatura, podendo ser renovado
por igual período, a critério da CPRH, conforme a legislação vigente (Lei Estadual n° 14.249/2010 e
alterações).
2. DISPOSIÇÕES GERAIS
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a. Arcar com todas as despesas e custos referentes à realização do RAS, tais como: coleta e aquisição
de dados e informações; trabalhos e inspeções de campo; análises de laboratório; estudos técnicos
e científicos; e fornecimento de cópias conforme o exposto no item anterior;
b. Arcar com custos referentes à: publicação de editais e de pedido de licença, conforme modelo
fornecido pela CPRH, em jornal oficial e em um periódico local de grande circulação; análise do
RAS; logística necessária às visitas técnicas e/ou vistorias entendidas como importantes para
subsidiar a tomada de decisão do órgão ambiental; e concessão das licenças ambientais;
Cabe também ressaltar que a consecução do processo de licenciamento, que inclui as Licenças Prévia, de
Instalação e de Operação, dependerá do cumprimento, pelo empreendedor, dos requisitos básicos
exigidos pela CPRH para aprovação do RAS, dos programas ambientais para implantação das medidas
mitigadoras, do projeto de engenharia do empreendimento e dos procedimentos técnicos e construtivos
adotados, assim como, do desimpedimento do processo quanto a restrições de ordem jurídica e legal.
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3.1. APRESENTAÇÃO
A apresentação do RAS deverá oferecer ao leitor uma visão clara da finalidade e justificativa do estudo, as
diretrizes que orientaram a sua elaboração e conteúdo.
b. Identificação e qualificação do proponente (nome ou razão social, número dos registros legais,
endereço completo, telefone e e-mail dos responsáveis legais e pessoas de contato);
e. A função desempenhada por cada profissional no RAS deverá ser informada de forma detalhada,
considerando a especificação de cada tema apresentado no estudo. Exemplo: na análise jurídica,
deverá ser informado o profissional responsável, devendo ser um advogado; no meio físico, deverá
ser informado o profissional responsável por cada tema: clima e condições meteorológicas;
geomorfologia, pedologia, geologia e geotecnia; recursos hídricos superficiais e recursos hídricos
subterrâneos; no meio biótico, deverá ser informado o profissional responsável por cada tema:
flora, fauna e ecossistemas aquáticos; no meio socioeconômico, deverá ser informado o
profissional responsável por cada tema: diagnóstico da AII e AID e comunidades tradicionais.
a. Caracterização da área
Imagem de satélite ou fotografia aérea da área do empreendimento e seu entorno, nas condições
atuais, em escala compatível com o porte do empreendimento, georreferenciada (coordenadas
geográficas e UTM), indicando graficamente os seguintes elementos: orientação magnética; escala
gráfica e numérica; limite do empreendimento; topografia, destacando as curvas de nível
(espaçamento recomendável de 2 em 2 metros); áreas de ocorrência de vegetação protegida por
lei; APPs, conforme Lei Federal N° 12.651/2012 e alterações, Medidas Provisórias e Resoluções do
Conama; áreas de reserva legal, se couber; Unidades de Conservação (UCs) federais, estaduais e
municipais; corpos d’água e respectivas faixas de proteção (APP); vias existentes; construções
existentes; indicação dos limites da zona urbana, de expansão urbana e rural; e outras informações
julgadas necessárias.
Usos e servidões atuais e projetados: interferências de utilidade pública incidentes sobre a área,
com vistas a subsidiar a compreensão do processo de ocupação, aspectos indutores e o estado de
conservação dos recursos ambientais. Prestar informações também sobre a existência de usos
informais na propriedade.
Caracterização dos resíduos a serem recebidos no aterro sanitário (podem ser adotados os dados
apresentados nos Planos Estadual e Municipal de RS), incluindo: caracterização qualitativa
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(classificação, conforme NBR 10.004/2004, de cada resíduo, indicando suas respectivas origens) e
caracterização quantitativa (previsão da quantidade de cada resíduo a ser recebido no aterro
sanitário, informando o percentual correspondente para cada resíduo - composição gravimétrica).
Previsão de como será realizada a desativação do aterro sanitário, indicando os possíveis usos a
serem adotados para a área após o encerramento do aterro sanitário.
e. Descrição das etapas do processo, desde o recebimento dos resíduos, descrevendo os mecanismos e/ou
equipamentos utilizados em cada etapa, as unidades, os equipamentos/sistemas de controle ambiental
previstos etc. Informar o regime de operação (n° de turnos, horas/dia, dias/mês).
g. Informações sobre a localização e a situação atual de exploração das áreas a serem utilizadas como
jazidas, empréstimos e depósitos temporários, caso já estejam definidas.
k. Outras informações julgadas pertinentes pela equipe multidisciplinar responsável pela elaboração do
RAS para a compreensão do projeto.
b. Uso e ocupação do solo (Lei Federal n° 6.766/79, Legislação Municipal: Plano Diretor e Lei de Uso e
Ocupação do Solo – zoneamento).
c. Proteção e controle da poluição (Ar, Água, Solo, Resíduos Sólidos e Controle de Poluição). Trata-se
de referência sumária à legislação relacionada aos principais impactos propriamente ditos como
decorrência da implantação do empreendimento.
d. Proteção e controle da poluição sonora (Lei Estadual nº 12.789; NBR 10.151 e NBR 10.152).
e. Proteção à qualidade e quantidade das águas (Lei Federal n° 9.433/97; Lei Estadual nº
12.984/2005; Resoluções do CONAMA nos 357/05 e 396/08 e demais legislações relacionadas ao
enquadramento/classificação dos corpos d'água, padrões de qualidade, normas da CPRH etc.).
g. Espaços legalmente protegidos (UCs, APPs, áreas de vegetação protegida, áreas de proteção de
mananciais etc.). Considerar, entre outras, as seguintes legislações: Lei Federal n° 9.985/2000,
Resolução Conama n° 369/2006, Lei Estadual n° 9.931/1986, Lei Federal nº 12.651/2012, Lei
Estadual nº 13.787/2009.
i. Legislação sobre fauna (Lei Federal nº 5.197/67 e suas atualizações, IN IBAMA nº 179/2008, IN
CPRH nº 07/2018, Portaria MMA Nº 444/2014, Portaria MMA Nº 148/2022, Resolução SEMAS/PE
Nº 1/2015, Resolução SEMAS/PE Nº 1/2017 e Portaria SEMAS/PE Nº 41/2022).
k. Políticas Nacional e Estadual de Resíduos Sólidos (Lei Federal Nº 12.305/2010 e Lei Estadual Nº
14.236/2010) e regulamentações decorrentes.
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realizados por outros autores e que porventura sejam utilizados para fundamentar as conclusões do RAS.
Apresentar, por fim, análise conclusiva dos temas estudados.
Os levantamentos e análises temáticas deverão ser diferenciados para cada uma das áreas de influência
(AII, AID e ADA), sendo necessária, na área de influência direta (AID) e na área diretamente afetada
(ADA), quando couber, a realização de investigações mais aprofundadas, com dados primários, uma vez
que nelas se verificarão os principais impactos e com maior intensidade.
O diagnóstico ambiental deverá demonstrar o atendimento a todos os critérios estabelecidos na
Instrução Normativa CPRH n° 008/2021, a qual dispõe sobre critérios locacionais para o licenciamento
ambiental de aterros sanitários de resíduos sólidos não perigosos. Deverão ser observadas as questões
apontadas na introdução deste TR, as quais foram observadas na vistoria realizada pela equipe do
NAIA/CPRH à área pretendida para a implantação do empreendimento.
A elaboração do diagnóstico deve ser estruturada e orientada pelo enfoque e conteúdo mínimo a seguir
expostos:
b. Identificação dos cursos d’água, além daqueles identificados em campo a partir das visitas técnicas
realizadas pela equipe do NAIA/CPRH, informando sobre a classificação dos cursos d’água quanto à
frequência com que a água ocupa as drenagens (perene, intermitente ou efêmero).
c. A partir dos cursos d’água identificados, realizar o levantamento dos usos das águas na AID e AII e
apresentar a informação de todas as captações, caso existam, localizadas dentro dos limites da AID
e AII, sejam elas feitas por terceiros ou para captação pública.
A caracterização, além de incluir relato interpretativo dos temas estudados, deverá vir ilustrada com
mapeamento, em escala adequada, e contemplar os resultados das investigações.
b. Identificação das espécies endêmicas, raras, ameaçadas de extinção (essas deverão ser mapeadas e
georreferenciadas se localizadas na ADA ou AID), exóticas, exóticas invasoras e as de valor
econômico e alimentício, vulneráveis e de interesse científico.
Fauna
Para a ADA, AID e AII, deverá ser caracterizada a fauna e habitats associados, a partir de dados
qualitativos, contendo:
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a. Listagem das espécies organizada em tabela contendo classificação (ordem, família, gênero e
espécie), habitat (tipo fitosisionômico de vegetação onde a espécie foi registrada dentro da área de
estudo) e forma de registro (método empregado para registrar a espécie).
Observar o plano de manejo das UCs que estejam localizadas nas áreas de influência do
empreendimento, com o objetivo de orientar a avaliação dos impactos nas Unidades ou na sua zona de
amortecimento, quando for o caso.
b. Caracterizar as atividades econômicas urbanas e rurais, com dados dos setores primário,
secundário e terciário do município de Nazaré da Mata.
d. Identificar e caracterizar, na AII e AID, os sistemas e veículos de comunicação social, tais como
jornais de circulação local, sejam eles produzidos por associações comunitárias, sindicatos,
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instituições religiosas etc., rádios comunitárias, entre outros, que possam veicular conteúdo
relacionado a impactos decorrentes do empreendimento.
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Deverão ser identificadas as ações impactantes e analisar os impactos ambientais potenciais, nos meios
físico, biótico e socioeconômico, relativos às fases de planejamento, implantação, operação e desativação
do empreendimento.
Os impactos serão avaliados nas áreas de influência definidas para cada um dos meios estudados e
caracterizados no diagnóstico ambiental, considerando suas propriedades cumulativas e sinérgicas e a
distribuição dos ônus e benefícios sociais. Para efeito de análise, os impactos devem ser classificados
considerando, pelo menos, os seguintes critérios:
a. Efeito (positivo ou negativo) – característica do impacto quanto aos seus efeitos benéficos ou
adversos aos fatores ambientais.
e. Temporalidade (imediato, curto prazo, médio prazo ou longo prazo) – traduz a duração do efeito do
impacto no ambiente, considerando, de acordo com a Resolução CONSEMA-PE nº 04/2010:
imediato – de 0 a 5 anos; curto prazo – de 5 a 10 anos; médio prazo – de 10 a 20 anos; longo prazo
– acima de 20 anos.
i. Magnitude (baixa, média ou alta) – traduz a intensidade do efeito do impacto no meio ambiente,
considerando a expressividade do efeito, as medidas necessárias para seu controle, a necessidade
de compensação ambiental, entre outros fatores.
Descrição detalhada e análise dos impactos sobre cada fator ambiental considerado no diagnóstico.
Os impactos devem estar agrupados em função dos meios (físico, biótico e socioeconômico) e sub-
agrupados de acordo com a fase em que poderá ocorrer (planejamento, implantação, operação e
desativação). Cada impacto deve estar relacionado às atividades capazes de gerá-lo.
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Planilha contendo todos os impactos e sua classificação, conforme os critérios listados acima,
indicando a fase de ocorrência (planejamento, implantação, operação ou desativação), o meio ao
qual o impacto se direciona (físico, biótico ou socioeconômico) e o tipo de medida necessária para
seu controle (maximizadora, mitigadora ou compensatória).
Geração de odores.
Riscos de acidentes por produtos químicos, materiais tóxicos ou explosivos durante a fase de
instalação e operação do empreendimento que possam resultar em dano às pessoas ou ao meio
ambiente.
Interferências sobre a fauna associada aos ambientes naturais e antrópicos afetados (perda de
habitats, afugentamento de fauna etc.).
Riscos de acidentes com a população local e com o pessoal alocado para as obras.
interno e externo de resíduos e outras situações relevantes (a fundamentação técnica para este
impacto deverá ser feita com base em estudo de análise de riscos).
Manutenção/geração de impostos.
b. À fase do empreendimento em que deverão ser adotadas em que deverão ser adotadas:
planejamento, implantação, operação e, quando couber, desativação e caso de acidentes.
e. À responsabilidade por sua implantação: empreendedor, poder público ou outros, para os quais
serão especificadas claramente as responsabilidades de cada um dos envolvidos.
Para facilitar a compreensão e análise, bem como visando à adequada implementação das medidas
propostas, estas deverão ser classificadas segundo os critérios supracitados e consolidadas em um
Programa Ambiental.
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a. Gestão Ambiental;
b. Comunicação Social;
c. Educação Ambiental;
h. Gerenciamento de Efluentes;
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3.13. CONCLUSÕES
Apresentar conclusão da equipe técnica responsável pela elaboração dos estudos, dando ênfase à
viabilidade ambiental do empreendimento. Na hipótese do mesmo ser considerado viável, apresentar as
recomendações técnicas pertinentes.
3.15. ANEXOS
Apresentar os documentos considerados pertinentes, devendo, entre estes, constar os seguintes:
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[1]
Publicada em 27 de outubro de 2021, esta Instrução Normativa dispõe sobre a dispensa temporária
da elaboração de EIA/RIMA e a exigência de Relatório Ambiental Simplificado - RAS para
empreendimentos de aterro sanitário de resíduos sólidos urbanos Classe II.
Documento assinado eletronicamente por Danusa Kelly Calado Ferraz Cruz, em 19/12/2022, às
08:48, conforme horário oficial de Recife, com fundamento no art. 10º, do Decreto nº 45.157, de 23
de outubro de 2017.
Documento assinado eletronicamente por Anna Paula Alves Maia, em 19/12/2022, às 08:51,
conforme horário oficial de Recife, com fundamento no art. 10º, do Decreto nº 45.157, de 23 de
outubro de 2017.
[Link] 18/18
Relatório Técnico de Sondagem
SPT
Cliente: CTR PE - CENTRAL DE TRATAMENTO DE RESIDUOS S.A.
1. Introdução ........................................................................................................................... 3
2. Metodologia ......................................................................................................................... 3
3. Serviços Realizados .......................................................................................................... 3
4. Comentários Finais ........................................................................................................... 4
5. Anexo ..................................................................................................................................... 4
1. Introdução
O presente documento tem por objetivo apresentar o resultado das sondagens
geotécnicas de simples reconhecimento de solos, com ensaio SPT, para implantação
de aterro na zona rural do município de Nazaré da Mata – PE, a 5km do centro da
cidade.
Foram utilizados como critérios de paralisação os itens [Link] e [Link] da ABNT NBR
6484.
O programa de sondagens foi definido anteriormente pelo cliente.
2. Metodologia
As sondagens foram executadas de acordo com os seguintes procedimentos e
normas:
Procedimentos ABGE, 2ª edição, 1990.
NBR 6484 – Solo – Sondagens de simples reconhecimentos com SPT – Método
de ensaio.
NBR-7250 - Identificação e descrição de amostras de solos obtidas em
sondagens de simples reconhecimento dos solos.
NBR-8036 - Programação de sondagem de simples reconhecimento dos solos
para fundações de edificações.
3. Serviços Realizados
Em atendimento à programação de investigações geotécnica definida pelo cliente, e
em atendimento as normas vigentes, as sondagens foram realizadas conforme
descrição da Tabela 1:
4. Comentários Finais
A locação das sondagens foi executada através aparelhos manuais e GPS portátil, a
partir da planta de locação indicada pelo cliente, de forma a não prejudicar a
qualidade das sondagens realizadas, nem restringir a sua interpretação ou utilização
para elaboração dos projetos de engenharia propostos. As coordenadas foram
obtidas usando a ferramenta Google Earth para maior precisão nas cotas e
coordenadas dos boletins, contido no Anexo 2.
5. Anexo
DLE ENGENHARIA
Eng. Danilo Dantas Pimentel
CREA: 160832876-7
Anexo 1:
SP-01
OBRA: Elaboração de Estudos Geotécnicos para Implantação de Aterro TÉRMINO: 11/07/2023
LOCAL: Zona rural do município de Nazaré da Mata – PE COTA: 98,00 m
PENETRAÇÃO (GOLPES)
REVESTIMENTO = 63.5 mm ENSAIO
REV/ TC / TH / CA
RESISTÊNCIA À
DA CAMADA (m)
PROFUNDIDADE
30 cm INICIAIS
PROFUDIDADE
NÍVEL D'ÁGUA
PENETRO-
GEOLÓGICO
(m)
COMPACTA
COMPACTA
COMPACTA
MEDIANA.
POUCO
COMP.
MUITO
FOFA
PESO = 65 kg - ALTURA DE QUEDA = 75 cm
1o 2o 3o
30 cm 30 cm
INICIAIS FINAIS 18 40
4 8
CLASSIFICAÇÃO DO MATERIAL 15cm 15cm 15cm
10 20 30 40
IMPENETRÁVEL AO TRÉPANO
4,00
FURO PARALISADO CONFORME DESCRITO
OS ITENS [Link] E [Link] DA NORMA
NBR6484:2020 - SOLO - SONDAGEM DE
5,00
SIMPLES RECONHECIMENTO COM SPT.
ENSAIO DE LAVAGEM
9,00
10,00
11,00
12,00
13,00
N.A. INICIAL: FURO SECO
N.A. FINAL: FURO SECO
14,00
15,00
16,00
17,00
18,00
19,00
20,00
OBS.: 2 5 10 19 30
MÉDIA
MUITO
MUITO
DURA
MOLE
MOLE
RIJA
RIJA
01 1/100 E: 250.943,00 N: 9.141.176,00 Leonardo Eng. Danilo Dantas Pimentel - CREA: 160832876-7
RELATÓRIO DE ENSAIO - SONDAGEM À PERCUSSÃO
CLIENTE: CTR PE - CENTRAL DE TRATAMENTO DE RESIDUOS S.A. SONDAGEM: INÍCIO: 11/07/2023
SP-01A
OBRA: Elaboração de Estudos Geotécnicos para Implantação de Aterro TÉRMINO: 11/07/2023
LOCAL: Zona rural do município de Nazaré da Mata – PE COTA: 98,00 m
PENETRAÇÃO (GOLPES)
REVESTIMENTO = 63.5 mm ENSAIO
REV/ TC / TH / CA
RESISTÊNCIA À
DA CAMADA (m)
PROFUNDIDADE
30 cm INICIAIS
PROFUDIDADE
NÍVEL D'ÁGUA
PENETRO-
GEOLÓGICO
(m)
COMPACTA
COMPACTA
COMPACTA
MEDIANA.
POUCO
COMP.
MUITO
FOFA
PESO = 65 kg - ALTURA DE QUEDA = 75 cm
1o 2o 3o
30 cm 30 cm
INICIAIS FINAIS 18 40
4 8
CLASSIFICAÇÃO DO MATERIAL 15cm 15cm 15cm
10 20 30 40
FURO DESLOCADO
8,00
9,00
10,00
11,00
12,00
13,00
N.A. INICIAL: FURO SECO
N.A. FINAL: FURO SECO
14,00
15,00
16,00
17,00
18,00
19,00
20,00
OBS.: 2 5 10 19 30
MÉDIA
MUITO
MUITO
DURA
MOLE
MOLE
RIJA
RIJA
01 1/100 E: 250.943,00 N: 9.141.178,00 Leonardo Eng. Danilo Dantas Pimentel - CREA: 160832876-7
RELATÓRIO DE ENSAIO - SONDAGEM À PERCUSSÃO
CLIENTE: CTR PE - CENTRAL DE TRATAMENTO DE RESIDUOS S.A. SONDAGEM: INÍCIO: 11/07/2023
SP-01B
OBRA: Elaboração de Estudos Geotécnicos para Implantação de Aterro TÉRMINO: 11/07/2023
LOCAL: Zona rural do município de Nazaré da Mata – PE COTA: 98,00 m
PENETRAÇÃO (GOLPES)
REVESTIMENTO = 63.5 mm ENSAIO
REV/ TC / TH / CA
RESISTÊNCIA À
DA CAMADA (m)
PROFUNDIDADE
30 cm INICIAIS
PROFUDIDADE
NÍVEL D'ÁGUA
PENETRO-
GEOLÓGICO
(m)
COMPACTA
COMPACTA
COMPACTA
MEDIANA.
POUCO
COMP.
MUITO
FOFA
PESO = 65 kg - ALTURA DE QUEDA = 75 cm
1o 2o 3o
30 cm 30 cm
INICIAIS FINAIS 18 40
4 8
CLASSIFICAÇÃO DO MATERIAL 15cm 15cm 15cm
10 20 30 40
CA 1,95 35 35 35 2,00 35
02 MUITO COMPACTA - -
2,40 2,40 AREIA FINA A MÉDIA, AMARELA, SOLO
4 4 4 4
DE ALTERAÇÃO DE ROCHA (S.A.R.)
3,00
LIMITE DA SONDAGEM
IMPENETRÁVEL AO TRÉPANO
4,00
FURO PARALISADO CONFORME DESCRITO
OS ITENS [Link] E [Link] DA NORMA
NBR6484:2020 - SOLO - SONDAGEM DE 5,00
SIMPLES RECONHECIMENTO COM SPT.
ENSAIO DE LAVAGEM
6,00
Início: 2,35 m
+10 min - 2,35 a 2,38
+10 min - 2,38 a 2,40
+10 min - 2,40 a 2,40 7,00
8,00
9,00
10,00
11,00
12,00
13,00
N.A. INICIAL: FURO SECO
N.A. FINAL: FURO SECO
14,00
15,00
16,00
17,00
18,00
19,00
20,00
OBS.: 2 5 10 19 30
MÉDIA
MUITO
MUITO
DURA
MOLE
MOLE
RIJA
RIJA
01 1/100 E: 250.945,00 N: 9.141.176,00 Leonardo Eng. Danilo Dantas Pimentel - CREA: 160832876-7
RELATÓRIO DE ENSAIO - SONDAGEM À PERCUSSÃO
CLIENTE: CTR PE - CENTRAL DE TRATAMENTO DE RESIDUOS S.A. SONDAGEM: INÍCIO: 12/07/2023
SP-02
OBRA: Elaboração de Estudos Geotécnicos para Implantação de Aterro TÉRMINO: 12/07/2023
LOCAL: Zona rural do município de Nazaré da Mata – PE COTA: 108,00 m
PENETRAÇÃO (GOLPES)
REVESTIMENTO = 63.5 mm ENSAIO
REV/ TC / TH / CA
RESISTÊNCIA À
DA CAMADA (m)
PROFUNDIDADE
30 cm INICIAIS
PROFUDIDADE
NÍVEL D'ÁGUA
PENETRO-
GEOLÓGICO
(m)
COMPACTA
COMPACTA
COMPACTA
MEDIANA.
POUCO
COMP.
MUITO
FOFA
PESO = 65 kg - ALTURA DE QUEDA = 75 cm
1o 2o 3o
30 cm 30 cm
INICIAIS FINAIS 18 40
4 8
CLASSIFICAÇÃO DO MATERIAL 15cm 15cm 15cm
10 20 30 40
ARGILA SILTOSA, POUCO ARENOSA,
0,43 MARROM
TC
MEDIANAMENTE COMPACTA
1,00 AREIA FINA, POUCO ARGILOSA, 3 5 10 1,00
01
15 15 15
8 15
CA AMARELA, SOLO DE ALTERAÇÃO DE
ROCHA (S.A.R.)
1,74 1,74
LIMITE DA SONDAGEM 2,00
IMPENETRÁVEL AO TRÉPANO
3,00
FURO PARALISADO CONFORME DESCRITO
OS ITENS [Link] E [Link] DA NORMA
NBR6484:2020 - SOLO - SONDAGEM DE
4,00
SIMPLES RECONHECIMENTO COM SPT.
ENSAIO DE LAVAGEM
5,00
Início: 1,70 m
+10 min - 1,70 a 1,73
+10 min - 1,73 a 1,74
+10 min - 1,74 a 1,74 6,00
8,00
9,00
10,00
11,00
12,00
13,00
N.A. INICIAL: FURO SECO
N.A. FINAL: FURO SECO
14,00
15,00
16,00
17,00
18,00
19,00
20,00
OBS.: 2 5 10 19 30
MÉDIA
MUITO
MUITO
DURA
MOLE
MOLE
RIJA
RIJA
01 1/100 E: 250.530,00 N: 9.141.159,00 Leonardo Eng. Danilo Dantas Pimentel - CREA: 160832876-7
RELATÓRIO DE ENSAIO - SONDAGEM À PERCUSSÃO
CLIENTE: CTR PE - CENTRAL DE TRATAMENTO DE RESIDUOS S.A. SONDAGEM: INÍCIO: 12/07/2023
SP-02A
OBRA: Elaboração de Estudos Geotécnicos para Implantação de Aterro TÉRMINO: 12/07/2023
LOCAL: Zona rural do município de Nazaré da Mata – PE COTA: 108,00 m
PENETRAÇÃO (GOLPES)
REVESTIMENTO = 63.5 mm ENSAIO
REV/ TC / TH / CA
RESISTÊNCIA À
DA CAMADA (m)
PROFUNDIDADE
30 cm INICIAIS
PROFUDIDADE
NÍVEL D'ÁGUA
PENETRO-
GEOLÓGICO
(m)
COMPACTA
COMPACTA
COMPACTA
MEDIANA.
POUCO
COMP.
MUITO
FOFA
PESO = 65 kg - ALTURA DE QUEDA = 75 cm
1o 2o 3o
30 cm 30 cm
INICIAIS FINAIS 18 40
4 8
CLASSIFICAÇÃO DO MATERIAL 15cm 15cm 15cm
10 20 30 40
0,30 AREIA FINA SILTOSA, COM
TC PEDREGULHOS, MARROM
MUITO COMPACTA
1,00
AREIA FINA A MÉDIA, MARROM, SOLO
13 35 48 35 1,00
01 -
CA 15 7 22 7
1,56 1,56 DE ALTERAÇÃO DE ROCHA (S.A.R.)
LIMITE DA SONDAGEM 2,00
IMPENETRÁVEL AO TRÉPANO
FURO DESLOCADO
7,00
8,00
9,00
10,00
11,00
12,00
13,00
N.A. INICIAL: FURO SECO
N.A. FINAL: FURO SECO
14,00
15,00
16,00
17,00
18,00
19,00
20,00
OBS.: 2 5 10 19 30
MÉDIA
MUITO
MUITO
DURA
MOLE
MOLE
RIJA
RIJA
01 1/100 E: 250.532,00 N: 9.141.159,00 Leonardo Eng. Danilo Dantas Pimentel - CREA: 160832876-7
RELATÓRIO DE ENSAIO - SONDAGEM À PERCUSSÃO
CLIENTE: CTR PE - CENTRAL DE TRATAMENTO DE RESIDUOS S.A. SONDAGEM: INÍCIO: 12/07/2023
SP-02B
OBRA: Elaboração de Estudos Geotécnicos para Implantação de Aterro TÉRMINO: 12/07/2023
LOCAL: Zona rural do município de Nazaré da Mata – PE COTA: 108,00 m
PENETRAÇÃO (GOLPES)
REVESTIMENTO = 63.5 mm ENSAIO
REV/ TC / TH / CA
RESISTÊNCIA À
DA CAMADA (m)
PROFUNDIDADE
30 cm INICIAIS
PROFUDIDADE
NÍVEL D'ÁGUA
PENETRO-
GEOLÓGICO
(m)
COMPACTA
COMPACTA
COMPACTA
MEDIANA.
POUCO
COMP.
MUITO
FOFA
PESO = 65 kg - ALTURA DE QUEDA = 75 cm
1o 2o 3o
30 cm 30 cm
INICIAIS FINAIS 18 40
4 8
CLASSIFICAÇÃO DO MATERIAL 15cm 15cm 15cm
10 20 30 40
IMPENETRÁVEL AO TRÉPANO
3,00
FURO PARALISADO CONFORME DESCRITO
OS ITENS [Link] E [Link] DA NORMA
NBR6484:2020 - SOLO - SONDAGEM DE 4,00
SIMPLES RECONHECIMENTO COM SPT.
ENSAIO DE LAVAGEM
5,00
Início: 1,80 m
+10 min - 1,80 a 1,83
+10 min - 1,83 a 1,85
+10 min - 1,85 a 1,85 6,00
7,00
8,00
9,00
10,00
11,00
12,00
13,00
N.A. INICIAL: FURO SECO
N.A. FINAL: FURO SECO
14,00
15,00
16,00
17,00
18,00
19,00
20,00
OBS.: 2 5 10 19 30
MÉDIA
MUITO
MUITO
DURA
MOLE
MOLE
RIJA
RIJA
01 1/100 E: 250.530,00 N: 9.141.161,00 Leonardo Eng. Danilo Dantas Pimentel - CREA: 160832876-7
RELATÓRIO DE ENSAIO - SONDAGEM À PERCUSSÃO
CLIENTE: CTR PE - CENTRAL DE TRATAMENTO DE RESIDUOS S.A. SONDAGEM: INÍCIO: 12/07/2023
SP-03
OBRA: Elaboração de Estudos Geotécnicos para Implantação de Aterro TÉRMINO: 12/07/2023
LOCAL: Zona rural do município de Nazaré da Mata – PE COTA: 109,00 m
PENETRAÇÃO (GOLPES)
REVESTIMENTO = 63.5 mm ENSAIO
REV/ TC / TH / CA
RESISTÊNCIA À
DA CAMADA (m)
PROFUNDIDADE
30 cm INICIAIS
PROFUDIDADE
NÍVEL D'ÁGUA
PENETRO-
GEOLÓGICO
(m)
COMPACTA
COMPACTA
COMPACTA
MEDIANA.
POUCO
COMP.
MUITO
FOFA
PESO = 65 kg - ALTURA DE QUEDA = 75 cm
1o 2o 3o
30 cm 30 cm
INICIAIS FINAIS 18 40
4 8
CLASSIFICAÇÃO DO MATERIAL 15cm 15cm 15cm
10 20 30 40
Início: 3,26 m
+10 min - 3,26 a 3,29 7,00
+10 min - 3,29 a 3,31
+10 min - 3,31 a 3,31
8,00
9,00
10,00
11,00
12,00
13,00
N.A. INICIAL: FURO SECO
N.A. FINAL: FURO SECO
14,00
15,00
16,00
17,00
18,00
19,00
20,00
OBS.: 2 5 10 19 30
MÉDIA
MUITO
MUITO
DURA
MOLE
MOLE
RIJA
RIJA
01 1/100 E: 250.272,02 N: 9.141.033,01 Leonardo Eng. Danilo Dantas Pimentel - CREA: 160832876-7
Anexo 2:
Croqui de Sondagem
LOCAÇÃO ESQUEMÁTICA
(SEM ESCALA)
Folha 01
OBS.:
Eng.˚ Danilo Dantas Pimentel
CREA: 160832876-7
Anexo 3:
a) b)
Figura 2: Registro da execução da sondagem à percussão (SP-01A), no município de Nazaré da
Mata-PE.
a) b)
Figura 3: Registro da execução da sondagem à percussão (SP-01B), no município de Nazaré da
Mata-PE.
a) b)
Figura 4: Registro da execução da sondagem à percussão (SP-02), no município de Nazaré da
Mata-PE.
a) b)
Figura 5: Registro da execução da sondagem à percussão (SP-02A), no município de Nazaré da
Mata-PE.
a) b)
Figura 6: Registro da execução da sondagem à percussão (SP-02B), no município de Nazaré da
Mata-PE.
a) b)
Figura 7: Registro da execução da sondagem à percussão (SP-03), no município de Nazaré da
Mata-PE.
DLE ENGENHARIA
Eng. Danilo Dantas Pimentel
CREA: 160832876-7
Relatório de Análises 2153/2023.0
Proposta Comercial: PC1113/2023.1
Identificação Conta
Cliente: Kiwiks Soluções Integradas e Sistêmicas Ltda CNPJ/CPF: 35.297.465/0001-30
Endereço: Rua do Brum, 248 - CXPST 007 - Bairro do Recife - Recife - PE - CEP: 50.030-260 - Brasil
Endereço de Coleta: Coordenadas: -7.7619366 | -35.2612799 | Nazaré da Mata - PE Condições Climáticas: Nublado
Resultados Analíticos
Físico Químico
CONAMA 357
Análise Resultado LQ Incerteza Referência Data Análise
Art. 14
Oxigênio Dissolvido 5,4 mg/L Mín. 6,0 mg/L 0,3 - SM 4500 O C 30/06/2023
Ambiente lêntico
- 0,020 mg/L -
Ambiente
intermediário,
com tempo de
residência entre
2 e 40 dias, e
tributários
Fósforo 0,27 mg/L 0,03 - SM 4500 P E 20/07/2023
diretos de
ambiente lêntico
- 0,025 mg/L -
Ambiente lótico e
tributários de
ambientes
intermediários -
0,1 mg/L mg/L
Nitrito 0,09 mg/L Máx. 1,0 mg/L 0,002 - SM 4500 NO2- B 03/07/2023
Zinco total < 0,05 mg/L Máx. 0,18 mg/L 0,05 - SM 3500 Zn B 20/07/2023
Cromo total < 0,01 mg/L Máx. 0,05 mg/L 0,01 - SM 3500 Cr B 20/07/2023
Níquel total 0,003 mg/L Máx. 0,025 mg/L 0,001 - SM 3125 B 28/07/2023
Chumbo total 0,004 mg/L Máx. 0,01 mg/L 0,0005 - SM 3125 B 28/07/2023
Máx. 0,0002
Mercúrio total < 0,0001 mg/L 0,0001 - SM 3125 B 28/07/2023
mg/L
Ferro Dissolvido 0,08 mg/L Máx. 0,3 mg/L 0,01 - SM 3125 B 20/07/2023
3,7mg/L N, para
pH ≤ 7,5 2,0
mg/L N, para 7,5
< pH ≤ 8,0 1,0
Nitrogênio amoniacal total 0,16 mg/L 0,01 - SM 4500 03/07/2023
mg/L N, para 8,0
< pH ≤ 8,5 0,5
mg/L N, para pH
> 8,5 mg/L
Físico Químico
CONAMA 357
Análise Resultado LQ Incerteza Referência Data Análise
Art. 14
Virtualmente
Óleos e Graxas Visuais Ausência - - ABNT NBR 15900-3 30/06/2023
Ausentes
Cobre Dissolvido < 0,0002 mg/L Máx. 0,009 mg/L 0,0002 - SM 3125 B 01/08/2023
Microbiológico
CONAMA 357
Análise Resultado LQ Incerteza Referência Data Análise
Art. 14
Máx. 1000
Coliformes Totais >160000 NMP/100mL 1,1 - SM 9223 B 29/06/2023
NMP/100mL
Máx. 800
Escherichia Coli 3300 NMP/100mL 1,1 - SM 9223 B 29/06/2023
NMP/100mL
Especificações
CONAMA 357 Art. 14 : Resolução CONAMA Nº 357, de 17 de Março de 2005 - Artigo 14.
Interpretações
A presente amostra NÃO ATENDE aos padrões estabelecidos pela legislação vigente conforme Resolução CONAMA Nº 357, de 17 de Março de 2005 - Artigo 14 - Tabela 1, no(s) parâmetro(s)
Coliformes Totais, DBO (5 dias), Escherichia Coli, Oxigênio Dissolvido, pH, Turbidez.
Notas
Regra de Decisão:
Os valores da incerteza de medição não foram considerados nos resultados obtidos e apresentados neste documento.
Notas:
Os resultados apresentados neste relatório são restritos aos itens ensaiados, e só podem ser reproduzido de forma integral.
Ensaios realizados nas amostras conforme recebimento pelo laborató[Link] resultados expressos representam com veracidade as informações dos dados brutos gerados nos ensaios.
Legendas:
LQ: Limite de Quantificação.
SM: Standard Methods for the Examination of Water and Wastewater, 23nd. Edition.
As datas e horas apresentadas neste documento estão baseadas no fuso horário:(UTC-03:00) Brasilia
Identificação Conta
Cliente: Kiwiks Soluções Integradas e Sistêmicas Ltda CNPJ/CPF: 35.297.465/0001-30
Endereço: Rua do Brum, 248 - CXPST 007 - Bairro do Recife - Recife - PE - CEP: 50.030-260 - Brasil
Endereço de Coleta: Coordenada: -7.7617369 | -35.2577978 | Nazaré da Mata - PE Condições Climáticas: Nublado
Resultados Analíticos
Físico Químico
CONAMA 357
Análise Resultado LQ Incerteza Referência Data Análise
Art. 14
Oxigênio Dissolvido 3,2 mg/L Mín. 6,0 mg/L 0,3 - SM 4500 O C 30/06/2023
Ambiente lêntico
- 0,020 mg/L -
Ambiente
intermediário,
com tempo de
residência entre
2 e 40 dias, e
tributários
Fósforo 0,7 mg/L 0,03 - SM 4500 P E 20/07/2023
diretos de
ambiente lêntico
- 0,025 mg/L -
Ambiente lótico e
tributários de
ambientes
intermediários -
0,1 mg/L mg/L
Nitrito 0,14 mg/L Máx. 1,0 mg/L 0,002 - SM 4500 NO2- B 03/07/2023
Zinco total < 0,05 mg/L Máx. 0,18 mg/L 0,05 - SM 3500 Zn B 20/07/2023
Cromo total < 0,01 mg/L Máx. 0,05 mg/L 0,01 - SM 3500 Cr B 20/07/2023
Níquel total 0,003 mg/L Máx. 0,025 mg/L 0,001 - SM 3125 B 28/07/2023
Chumbo total 0,003 mg/L Máx. 0,01 mg/L 0,0005 - SM 3125 B 28/07/2023
Máx. 0,0002
Mercúrio total < 0,0001 mg/L 0,0001 - SM 3125 B 28/07/2023
mg/L
Ferro Dissolvido 0,05 mg/L Máx. 0,3 mg/L 0,01 - SM 3125 B 20/07/2023
Virtualmente
Óleos e Graxas Visuais Ausência - - ABNT NBR 15900-3 30/06/2023
Ausentes
Físico Químico
CONAMA 357
Análise Resultado LQ Incerteza Referência Data Análise
Art. 14
3,7mg/L N, para
pH ≤ 7,5 2,0
mg/L N, para 7,5
< pH ≤ 8,0 1,0
Nitrogênio amoniacal total 0,94 mg/L 0,01 - SM 4500 03/07/2023
mg/L N, para 8,0
< pH ≤ 8,5 0,5
mg/L N, para pH
> 8,5 mg/L
Cobre Dissolvido < 0,0002 mg/L Máx. 0,009 mg/L 0,0002 - SM 3125 B 01/08/2023
Microbiológico
CONAMA 357
Análise Resultado LQ Incerteza Referência Data Análise
Art. 14
Máx. 1000
Coliformes Totais >160000 NMP/100mL 1,1 - SM 9223 B 29/06/2023
NMP/100mL
Máx. 800
Escherichia Coli 54000 NMP/100mL 1,1 - SM 9223 B 29/06/2023
NMP/100mL
Especificações
CONAMA 357 Art. 14 : Resolução CONAMA Nº 357, de 17 de Março de 2005 - Artigo 14.
Interpretações
A presente amostra NÃO ATENDE aos padrões estabelecidos pela legislação vigente conforme Resolução CONAMA Nº 357, de 17 de Março de 2005 - Artigo 14 - Tabela 1, no(s) parâmetro(s)
Coliformes Totais, DBO (5 dias), Escherichia Coli, Oxigênio Dissolvido, Turbidez.
Notas
Regra de Decisão:
Os valores da incerteza de medição não foram considerados nos resultados obtidos e apresentados neste documento.
Notas:
Os resultados apresentados neste relatório são restritos aos itens ensaiados, e só podem ser reproduzido de forma integral.
Ensaios realizados nas amostras conforme recebimento pelo laborató[Link] resultados expressos representam com veracidade as informações dos dados brutos gerados nos ensaios.
Legendas:
LQ: Limite de Quantificação.
SM: Standard Methods for the Examination of Water and Wastewater, 23nd. Edition.
As datas e horas apresentadas neste documento estão baseadas no fuso horário:(UTC-03:00) Brasilia