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Relatório Ambiental Aterro Sanitário PE

O Relatório Ambiental Simplificado (RAS) foi elaborado para o empreendimento 'Aterro Sanitário Nazaré - CTR - PE', visando atender às exigências do Processo de Licença Prévia nº 3537/2023 em Nazaré da Mata, Pernambuco. O documento inclui informações sobre áreas afetadas, impactos ambientais e medidas de mitigação. O relatório também apresenta dados sobre a biodiversidade local e a infraestrutura necessária para a implementação do projeto.

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O Relatório Ambiental Simplificado (RAS) foi elaborado para o empreendimento 'Aterro Sanitário Nazaré - CTR - PE', visando atender às exigências do Processo de Licença Prévia nº 3537/2023 em Nazaré da Mata, Pernambuco. O documento inclui informações sobre áreas afetadas, impactos ambientais e medidas de mitigação. O relatório também apresenta dados sobre a biodiversidade local e a infraestrutura necessária para a implementação do projeto.

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RELATÓRIO AMBIENTAL SIMPLIFICADO

CENTRAL DE TRATAMENTO DE RESÍDUOS


PE NAZARÉ DA MATA
NAZARÉ DA MATA / PERNAMBUCO

Recife, julho de 2023

1
Relatório Ambiental Simplificado (RAS)
elaborado com base no TR NAIA nº 06/2023
relacionado ao empreendimento "Aterro
Sanitário Nazaré - CTR - PE" para atender as
conformidades administrativas do Processo
de Licença Prévia nº 3537/2023, a ser
implantado na zona rural do município de
Nazaré da Mata/PE.

2
Lista de Abreviaturas e Siglas

AA Autorização Ambiental
ADA Área Diretamente Afetada
AID Área de Influência Direta
AII Área de Influência Indireta
ANA Agência Nacional de Águas
ANM Agência Nacional de Mineração
APA Área de Proteção Ambiental
APAC Agência Pernambucana de Águas e Clima
APP Área de Preservação Permanente
ART Anotação de Responsabilidade Técnica
ASA Área de Segurança Aeroportuária
ATPF Autorização para Transporte de Produtos Florestais
CAR Cadastro Ambiental Rural
CEA Condutividade Elétrica da Água
CIPA Comissão Interna de Prevenção de Acidentes
CITES Comércio Internacional das Espécies da Flora e Fauna Selvagens em
Perigo de Extinção CMS Convenção sobre Espécies Migratórias
CNEN Comissão Nacional de Energia Nuclear
CNPF Conselho Nacional de Proteção à Fauna
CONAMA Conselho Nacional do Meio Ambiente
CONSEMA Conselho Estadual do Meio Ambiente
CONTRAN Conselho Nacional de Trânsito
CP Consulta Prévia
CPRH Agência Estadual de Meio Ambiente
CPRM Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais
CR Certificado de Regularidade
CTF/AIDA Cadastro Técnico Federal de Atividades e Instrumentos de Defesa
Ambiental
CTF/APP Cadastro Técnico Federal de Atividades Potencialmente Poluidoras e
Utilizadoras de Recursos Ambientais
CTFS Centro de Triagem para a Fauna Silvestre
DAP Declaração de Aptidão
DNPM Departamento Nacional de Pesquisas Minerais
DOF Documento de Origem Florestal
DUP Declaração de Utilidade Pública
EA Educação Ambiental
EDA Entrada d’água
EIA Estudo de Impacto Ambiental
EMBRAPA Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária
EPI Equipamento de Proteção Individual
EVA Estudo de Viabilidade Ambiental

3
FCP Fundação Cultural Palmares
FNDF Fundo Nacional de Desenvolvimento Floresta
IBAMA Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais
Renováveis
IBGE Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
IDH Índice de Desenvolvimento Humano
IDHM Índice de Desenvolvimento Humano Municipal
INCRA Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária
INMET Instituto Nacional de Meteorologia
IPEA Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada
IPHAN Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional
LA Licença de Alteração
LI Licença de Instalação
LIO Licença de Instalação e Operação
LO Licença de Operação
LP Licença Prévia
LS Licença Simplificada
PAE Plano de Ação de Emergência
PAN Plano de Ação Nacional
PCO Programa de Controle de Obras
PCS Programa de Comunicação Social
PEA Programa de Educação Ambiental
PGR Programa de Gerenciamento de Riscos
PGRCC Programa de Gerenciamento de Resíduos Sólidos da Construção Civil
PGREA Programa de Gerenciamento de Riscos e Emergências Ambientais
PIB Produto Interno Bruto
PRAD Projeto de Recuperação de Área Degradada ou Perturbada
RAS Relatório Ambiental Simplificado
RBCA Reserva da Biosfera da Caatinga
RCC Resíduos da Construção Civil
RL Reserva Legal
SGA Sistema de Gestão Ambiental
SIAGAS Sistema de informações de Águas Subterrâneas
SICAR Sistema de Cadastro Ambiental Rural
SISNAMA Sistema Nacional do Meio Ambiente
SNIIC Sistema Nacional de Informações e Indicadores Culturais
SNUC Sistema Nacional de Unidade de Conservação
SPHAN Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional
STD Sólidos Totais Dissolvidos
SUDENE Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste
TCE Termo de Compromisso do Empreendedor
TSM Temperatura da Superfície do Mar
UC Unidades de Conservação

4
LISTA DE FIGURAS

Figura 1 - Inserir Fotografia do Lixão. ..................................................................................... 6


Figura 2 – Imagem aérea da área, na perspectiva da ADA, AID e parte AII, Município de
Nazaré da Mata/PE. ................................................................................................................... 8
Figura 3 - Planta de Localização ............................................................................................... 9
Figura 4 – Rota da localização da CTR para o centro da Cidade de Nazaré da Mata/PE. ........ 9
Figura 5 - Área com a Localização das Áreas de Preservação Permanentes e distâncias dos
corpos d’água relevantes (rios e lagos) e efêmeros (linhas de drenagem). .............................. 11
Figura 6 – Imagem aérea da ADA e da AID da CTR-PE Nazaré da Mata/PE. ....................... 11
Figura 7 - Linha de transmissão, capturada pelas imagens de sobrevoo com drone. .............. 12
Figura 8 – Fluxo do processo da drenagem superficial da CTR. ............................................. 16
Figura 9 - Relação entre o peso específico dos resíduos e a espessura das camadas após o
espalhamento para posterior compactação............................................................................... 29
Figura 10 - Relação entre o peso específico dos resíduos e o número de passadas do
equipamento. ............................................................................................................................ 30
Figura 11 - Operação de espalhamento e compactação dos Resíduos. ................................... 31
Figura 12 - Perspectiva aérea da definição das áreas de influência da CTR sendo elas a ADA,
AID e AII. ................................................................................................................................ 59
Figura 13 - Mapa da Área de Influência para o Estudos do Meio Físico............................... 59
Figura 14 - Mapa da Área de Influência para o Estudos do Meio Biótico. ............................. 60
Figura 15 - Mapa da Área de Influência do Meio Socioeconômico. ....................................... 60
Figura 16 - Mapa da Área de Influência dos Recursos Hídricos ............................................. 61
Figura 17 - Médias de chuva na estação Nazaré da mata (apac). ........................................... 62
Figura 18 - Temperaturas máximas e mínimas no município de Nazaré da mata. .................. 63
Figura 19 - Direção dos ventos ................................................................................................ 64
Figura 20 - Complexo Salgadinho na área do empreendimento. ............................................. 65
Figura 21 – Mapa geológico da área do empreendimento. ...................................................... 66
Figura 22 - Mapa Hipisômetrico da Área da CTR, ADA e AID. ............................................ 67
Figura 23 – Mapa das tipologias de solo na ADA e AID. ....................................................... 68
Figura 24 – Mapa dos Processos Minerários. .......................................................................... 69
Figura 25 - Recursos Hídricos Superficiais. ............................................................................ 72
Figura 26 - Distribuição entre terrenos fraturados e porosos no Estado de Pernambuco. ....... 73
Figura 27 – Mapa de localização dos poços do município de Nazaré da Mata/PE. ................ 74
Figura 28 – Mapa potenciométrico regional do município de Nazaré da Mata/PE ................. 75
Figura 29 - Avaliação do Índice de vulnerabilidade do aquífero............................................ 76
Figura 30 - A - Área de relevo baixo, com ocorrência de corpo d'água e vegetação espaçada;
B - Paisagem com presença de braquiária e vegetação formando comunidade; C - Vista da
AID com evidência do material do lixão e mais no fundo plantio de Eucalipto; D - Vista de
AID com vegetação pouco mais densa, mas em estágio inicial de sucessão ecológica. ......... 79
Figura 31 - Distribuição do número de espécies de acordo com a forma de vida vegetal
ocorrente nas área do empreendimento sanitário, Nazaré da Mata, PE. .................................. 81
Figura 32- Distribuição do número de espécies por família botânica ocorrente nas área do
empreendimento sanitário, Nazaré da Mata, PE. ..................................................................... 82

5
Figura 33 - Distribuição de espécies nos seus respectivos grupos de sucessão ecológica nas
áreas de estudo do Empreendimento Sanitário, Nazaré da Mata, PE. ..................................... 87
Figura 34 -A e B - Evidência de vasta ocorrência de braquiária nas áreas de influência do
empreendimento sanitário, Nazaré da Mata, PE. ..................................................................... 87
Figura 35 - Riqueza de espécies de cada grupo taxonômico com provável ocorrência na área
do empreendimento. ............................................................................................................... 109
Figura 36 - Riqueza de espécies de aves em cada ordem com possível ocorrência na área do
empreendimento. .................................................................................................................... 113
Figura 37 - Riqueza de espécies de aves em cada família com possível ocorrência na área do
empreendimento. .................................................................................................................... 114
Figura 38- Registro de Ammodramus humeralis (Tico-tico-do-campo).na área do
empreendimento. .................................................................................................................... 115
Figura 39 - Registro de Colaptes melanochloros (Pica-pau-verde-barrado) na área do
empreendimento. .................................................................................................................... 115
Figura 40 - Registro de Caracara plancus (Carcará) e Coragyps atratus (Urubu preto). na área
do empreendimento. ............................................................................................................... 116
Figura 41-Pegadas de Leopardus wiedii (esquerda) e Cerdocyon thous (direita) registradas na
área do empreendimento. A escala é equivalente 5 cm. ........................................................ 121
Figura 42 - Registro de cavalos e bois na área do empreendimento. ..................................... 121
Figura 43 - Corpo d’agua existente na Área diretamente afetada (ADA). na área do
empreendimento. .................................................................................................................... 123
Figura 44 - Distância da CTRA PE Nazaré da Mata para o ponto mais ao norte da APA
Aldeia Beberibe. .................................................................................................................... 124
Figura 45 - Atlas da Biodiversidade de Pernambuco............................................................. 125
Figura 46 - Distribuição étnico-raciais do município de Nazaré da Mata/PE. ...................... 128
Figura 47 - Formas de abastecimento por quantidade de domicílios da área urbana e zona
rural no município de Nazaré da Mata, PE. ........................................................................... 131
Figura 48 - Formas de tratamento de esgoto por quantidade de domicílio em Nazaré da
Mata/PE.................................................................................................................................. 132
Figura 49 - Distribuição das atividades econômicas por porte das empresas. ....................... 135
Figura 50 – Número de internações relacionadas às doenças com origem em saneamento
inadequado. ............................................................................................................................ 146
Figura 51 – Número de óbitos provocados por saneamento inadequado .............................. 146
Figura 52 - Localização dos Projetos de Assentamento do INCRA ...................................... 151
Figura 53 – Entrevistas ao moradores das residências localizadas na AID ........................... 153
Figura 54 - Distribuição étnico-raciais do município de Buenos Aires/PE. .......................... 154
Figura 55 - Formas de abastecimento por quantidade de domicílios da área urbana e zona
rural no município de Buenos Aires, PE. ............................................................................... 156
Figura 56 -formas de tratamento de esgoto por quantidade de domicílio em Buenos Aires/PE.
................................................................................................................................................ 157
Figura 57 - Distribuição das atividades econômicas das empresas cadastradas em
Vicência/PE............................................................................................................................ 159
Figura 58 - Número de Internações por doenças relacionadas ao saneamento inadequado. . 160
Figura 59 - Número de óbitos por doenças relacionadas ao saneamento inadequado. .......... 160

6
Figura 60 - Distribuição étnico-raciais do município de Vicência/PE. ................................. 162
Figura 61 - Formas de abastecimento por quantidade de domicílios da área urbana e zona
rural no município de Vicência, PE. ...................................................................................... 164
Figura 62 -formas de tratamento de esgoto por quantidade de domicílio em Vicência/PE. .. 165
Figura 63- Distribuição das atividades econômicas das empresas cadastradas em
Vicência/PE............................................................................................................................ 166
Figura 64 - Número de Internações por doenças relacionadas ao saneamento inadequado. . 168
Figura 65 - Número de Internações por doenças relacionadas ao saneamento inadequado. . 169
Figura 66 - Distribuição étnico-raciais do município de Condado/PE. ................................. 171
Figura 67 - Formas de abastecimento por quantidade de domicílios da área urbana e zona
rural no município de Condado, PE. ...................................................................................... 173
Figura 68-formas de tratamento de esgoto por quantidade de domicílio em Condado/PE. .. 174
Figura 69 - Distribuição das atividades econômicas por porte das empresas. ....................... 175
Figura 70 - Número de Internações por doenças relacionadas ao saneamento inadequado. 177
Figura 71 – Número de óbitos por doenças relacionadas ao saneamento inadequado. ......... 177
Figura 72 - Distribuição étnico-raciais do município de Timbaúba/PE. ............................... 179
Figura 73 - Formas de abastecimento por quantidade de domicílios da área urbana e zona
rural no município de Timbaúba, PE. .................................................................................... 181
Figura 74 - formas de tratamento de esgoto por quantidade de domicílio em Timbaúba/PE.
................................................................................................................................................ 182
Figura 75 - Distribuição das atividades econômicas por porte das empresas. ....................... 183
Figura 76 - Número de Internações por doenças relacionadas ao saneamento inadequado. . 186
Figura 77 - Número Óbitos por doenças relacionadas ao saneamento inadequado. ............. 187
Figura 78 - Distribuição étnico-raciais do município de Tracunhaém/PE. ............................ 188
Figura 79 - Formas de abastecimento por quantidade de domicílios da área urbana e zona
rural no município de Tracunhaém, PE. ................................................................................ 190
Figura 80 - formas de tratamento de esgoto por quantidade de domicílio em Tracunhaém/PE.
................................................................................................................................................ 191
Figura 81 - Distribuição das atividades econômicas por porte das empresas. ....................... 193
Figura 82 - Número de Internações por doenças relacionadas ao saneamento inadequado. 194
Figura 83 - Número de óbitos por doenças relacionadas ao saneamento inadequado. ......... 194
Figura 84 - Vista geral de Nazaré da Mata ............................................................................ 199
Figura 85 - Casa grande ......................................................................................................... 201
Figura 86 -Edifícios de apoio ................................................................................................. 201
Figura 87 - Cemitério do engenho Cacicule ......................................................................... 202
Figura 88 - Casa grande do engenho Cacicule....................................................................... 202
Figura 89 - Sede do Maracatu Cambinda .............................................................................. 203
Figura 90 - Engenho Jaguamirim ........................................................................................... 203
Figura 91 - Vista das ruínas do engenho ................................................................................ 204
Figura 92 - Casa Grande ........................................................................................................ 204
Figura 93 - Edificações de apoio ........................................................................................... 205
Figura 94 - Arruado a margem da estrada ............................................................................. 206
Figura 95 – Ruínas da destilaria............................................................................................. 206
Figura 96 - Engenho Terra Nova. Ruína da igreja e escola rural municipal ......................... 207

7
Figura 97 - Vista geral ........................................................................................................... 207
Figura 98 - Casa grande e outras edificações......................................................................... 208
Figura 99 – Vista parcial ........................................................................................................ 208
Figura 100 - Catedral de Nossa Senhora da Conceição ......................................................... 209
Figura 101 - Capela do engenho Lagoa Dantas ..................................................................... 209
Figura 102 - Capela do Cemitério do engenho Várzea Grande ............................................. 210
Figura 103 - Capela do engenho Várzea Grande ................................................................... 210
Figura 104 - Capela de São Francisco Xavier ....................................................................... 211
Figura 105 - Igreja do engenho Cacicule .............................................................................. 212
Figura 106 - Igreja do engenho Cacicule. Na fachada está gravado o ano de reconstrução. . 212
Figura 107 - Igreja Santa Terezinha....................................................................................... 213
Figura 108 - Igreja Bom Jesus ............................................................................................... 214
Figura 109 - Ruínas da Igreja do Engenho Terra Nova. ........................................................ 214
Figura 110 - Residência da Rua João Manoel Vieira de Melo .............................................. 215
Figura 111 - Residência na Praça Papa João XXIII ............................................................... 215
Figura 112 - Casario da Praça Herculano Bandeira de Melo ................................................. 216
Figura 113 - Casario da Praça Herculano Bandeira de Melo ................................................. 216
Figura 114 - Fórum ................................................................................................................ 217
Figura 115 - Edifício da rua Bom Jesus ................................................................................. 217
Figura 116 - Edifício da rua Bom Jesus ................................................................................. 218
Figura 117 - Casario da Rua João Manuel Vieira de Melo.................................................... 218
Figura 118 - Casario da Rua João Manuel Vieira de Melo – 25M 0254176/9143426 .......... 219
Figura 119 - Casario da Praça Carlos Gomes ........................................................................ 219
Figura 120 - Residência da Praça Carlos Gomes ................................................................... 220
Figura 121 -Casario da Praça Carlos Gomes ......................................................................... 220
Figura 122 - Praça Carlos Gomes .......................................................................................... 221
Figura 123 - Praça Papa João XXIII ...................................................................................... 221
Figura 124 - Praça Herculano Bandeira de Melo................................................................... 222
Figura 125 - Praça do Clube Condor Esporte Clube.............................................................. 222
Figura 126 - Obelisco............................................................................................................. 223
Figura 127 - Santuário ........................................................................................................... 223
Figura 128 - Esculturas de caboclos ...................................................................................... 224
Figura 129 - Fachada do Centro Cultural Mauro Mouta ....................................................... 224
Figura 130 - Acervo do Centro Cultural Mauro Mouta ......................................................... 225
Figura 131 - Monumento em homenagem ao aniversário de 500 anos do Brasil.................. 225
Figura 132 - Ruínas da Estação ferroviária............................................................................ 226
Figura 133 - Lanceiro. Personagem do Maracatu .................................................................. 227
Figura 134 - Símbolos do Maracatu Águia Misteriosa .......................................................... 227
Figura 135 - Trajes usados pelo Maracatu Cambinda Brasileira ........................................... 228
Figura 136 – Lago localizado na AII ..................................................................................... 229
Figura 137-- Lixão desativado no entorno da ADA e AID. .................................................. 230
Figura 138 – Painel Resumo dos Impactos Ambientais Potenciais da CTR. ........................ 300

8
LISTA DE QUADROS

Quadro 1 - Identificação e qualificação da equipe técnica multidisciplinar .............................. 3


Quadro 2 - Estimativa de geração de resíduos Per Capita, 2020. ............................................ 19
Quadro 3 - Estimativa da Geração de Resíduos Urbanos por município, dia e mês. .............. 20
Quadro 4 - Equipamentos necessários para Implantação e Operação do Aterro Sanitário. .... 33
Quadro 5 - Mão-de-obra empregada na operação do aterro sanitário. .................................... 36
Quadro 6 - Listagem de equipamentos mínimos necessários ao Plano de Emergência. ......... 39
Quadro 7 - Órgãos contatáveis em casos de emergência. ........................................................ 39
Quadro 8 - Legislação Federal correlata a CTR PE Nazaré da Mata/PE. ................................ 42
Quadro 9 - Legislação Estadual correlata a CTR PE Nazaré da Mata/PE. ............................ 44
Quadro 10 - Legislação Municipal correlata a CTR PE Nazaré da Mata/PE. ......................... 45
Quadro 11 - Lista de espécies de aves com ocorrência/provável ocorrência na área do
empreendimento. .................................................................................................................... 110
Quadro 12 - Quadro de registros da avifauna na área do empreendimento. Continua... ....... 117
Quadro 13 - Lista de espécies de mamíferos com ocorrência na área do empreendimento. . 119
Quadro 14 - Lista de espécies da herpetofauna com ocorrência na área do empreendimento.
................................................................................................................................................ 122
Quadro 15 - Registros da herpetofauna na área do empreendimento. ................................... 123
Quadro 16 - Indicadores do serviço de abastecimento de água em Nazaré da Mata, PE. ..... 130
Quadro 17 - Distribuição das atividades econômicas das empresas cadastradas em Nazaré da
Mata/PE.................................................................................................................................. 135
Quadro 18 - Estabelecimentos de saúde de Nazaré da Mata/PE. .......................................... 144
Quadro 19 - Escolas com potencial para desenvolver atividades de educação ambiental e
participar de práticas sobre resíduos sólidos em parceria com a CTR PE Nazaré da Mata. . 147
Quadro 20 - Indicadores do serviço de abastecimento de água em Buenos Aires, PE. ........ 156
Quadro 21 – Estabelecimentos de saúde. ............................................................................... 159
Quadro 22 - Indicadores do serviço de abastecimento de água em Vicência, PE. ................ 163
Quadro 23 – Estabelecimentos de Saúde do município de Vicência. .................................... 167
Quadro 24 - Indicadores do serviço de abastecimento de água em Condado, PE. ................ 172
Quadro 25 – estabelecimentos de Saúde no município. ........................................................ 176
Quadro 26 - Indicadores do serviço de abastecimento de água em Timbaúba, PE. .............. 180
Quadro 27 – Estabelecimento de saúde. ................................................................................ 184
Quadro 28 - Indicadores do serviço de abastecimento de água em Tracunhaém, PE. .......... 190
Quadro 29 – Estabelecimento de saúde. ................................................................................ 193
Quadro 30 - Classificação dos indicadores e critérios de Avaliação de Impacto Ambiental 232
Quadro 31-- Cenários, impactos ambientais e recursos impactados com a instalação da CTR
Nazaré da Mata. Continua...................................................................................................... 235
Quadro 32 - Medidas de Controle que poderão ser adotadas na CTR Nazaré da Mata/PE. .. 302
Quadro 33 - Programa de Gestão Ambiental (PGA) da CTR PE Nazaré da Mata. ............... 334
Quadro 34 - Programa de Comunicação Ambiental (PCA) da CTR PE Nazaré da Mata. .... 335
Quadro 35 - Programa de Educação Ambiental (PEA) da CTR PE Nazaré da Mata. ........... 336
Quadro 36 - Programa de Recuperação de Áreas Degradadas (PRAD) da CTR PE Nazaré da
Mata. ...................................................................................................................................... 337

9
Quadro 37 - Programa de Controle de Emissões Atmosféricas (PCEA) da CTR PE Nazaré da
Mata. ...................................................................................................................................... 338
Quadro 38 -Programa de Controle de Ruído da CTR PE Nazaré da Mata. ........................... 339
Quadro 39 - Programa de Controle de Erosão e/ou Assoreamento da CTR PE Nazaré da
Mata. ...................................................................................................................................... 340
Quadro 40 - Programa de Gerenciamento de Efluentes da CTR PE Nazaré da Mata. ......... 341
Quadro 41 -Programa de Controle e Monitoramento da Qualidade das Águas Superficiais da
CTR PE Nazaré da Mata. ....................................................................................................... 342
Quadro 42 - Programa de Controle e Monitoramento da Qualidade das Águas Subterrâneas
da CTR PE Nazaré da Mata. .................................................................................................. 343
Quadro 43 - Programa de Gerenciamento de Riscos Ambientais e Ação de Emergência da
CTR PE Nazaré da Mata. ....................................................................................................... 344
Quadro 44 - Compensação Ambiental pela Supressão de Vegetação da CTR PE Nazaré da
Mata. ...................................................................................................................................... 345
Quadro 45 - Programa de Inserção de Catadores de Materiais Reutilizáveis e Recicláveis da
CTR PE Nazaré da Mata. ....................................................................................................... 346
Quadro 46 - Programa de Monitoramento Geotécnico de Aterros Sanitários da CTR PE
Nazaré da Mata. ..................................................................................................................... 347
Quadro 47 - Programa de Controle Operacional de Aterros Sanitários da CTR PE Nazaré da
Mata. ...................................................................................................................................... 348

LISTA DE TABELAS

Tabela 1- Coordenadas SIRGAS 2000 UTM Zone 255 da ADA. .......................................... 10


Tabela 2 - Velocidade média dos ventos no município .......................................................... 64
Tabela 3 - Florística das espécies, listadas por família, nome científico, nome popular, nº de
indivíduos, Forma de vida, Origem e Grupo Ecológico, em área destinada a instalação do
Empreendimento Sanitário, Nazaré da Mata, Pernambuco. Onde: GE – Grupo ecológico; P –
Pioneira; Si – Secundária inicial; St – Secundária tardia; ADA – Área diretamente afetada;
AIA – Área de influência [Link] – Endêmicas; RA – Raras; AE - Ameaçadas de extinção;
VE - Valor econômico e alimentício; VU - Vulneráveis e IC - Interesse científico. .............. 82
Tabela 4 - Relação das espécies do estrato herbáceo registradas nas áreas de influência do
Empreendimento Sanitário, Nazaré da Mata, Pernambuco. .................................................... 88
Tabela 5 - Relação das espécies do estrato arbustivo/arbóreo e palmeiras registradas nas áreas
de influência do Empreendimento Sanitário, Nazaré da Mata, Pernambuco. ......................... 97
Tabela 6 - Uso e Cobertura da Terra do Município de Nazaré da Mata, PE. ........................ 129
Tabela 7 - Uso e Cobertura da Terra do Município de Buenos Aires, PE. ............................ 155
Tabela 8 - Uso e Cobertura da Terra do Município de Vicência, PE. ................................... 163
Tabela 9 - Uso e Cobertura da Terra do Município de Condado, PE. ................................... 172
Tabela 10 - Uso e Cobertura da Terra do Município de Timbaúba, PE. ............................... 180
Tabela 11 - Uso e Cobertura da Terra do Município de Tracunhaém, PE. ............................ 189

10
Sumário

APRESENTAÇÃO .................................................................................................................... 1
1. DADOS DO EMPREENDIMENTO.................................................................................. 2
2. OBJETIVOS E JUSTIFICATIVA DO EMPREENDIMENTO ........................................ 6
3. LOCALIZAÇÃO DO EMPREENDIMENTO ................................................................... 8
4. DESCRIÇÃO TÉCNICA DO EMPREENDIMENTO .................................................... 10
4.1. CARACTERIZAÇÃO DA ÁREA ............................................................................ 10
4.2. ORDENAMENTO DO USO DO SOLO NA PROPRIEDADE ............................... 12
4.3. CARACTERÍSTICAS TÉCNICAS DO EMPREENDIMENTO ............................. 13
2.3.1. Dimensionamento e características técnicas ...................................................... 17
4.4. INFRAESTRUTURA E PROJETO TÉCNICO DO ATERRO ................................ 23
2.3.2. Plano de Recebimento dos Resíduos Urbanos ................................................... 24
[Link]. Plano de recebimento dos resíduos sólidos urbanos .......................................... 24
[Link]. Manual de Operação .......................................................................................... 29
5. ANÁLISE JURÍDICA ...................................................................................................... 42
5.1. DAS NORMAS ANALISADAS .............................................................................. 42
5.1.1. Legislação Federal ............................................................................................. 42
5.1.2. Legislação Estadual ........................................................................................... 44
5.1.3. Legislação municipal ......................................................................................... 45
5.1.4. Competências Ambientais (Legislação Federal: Lei Complementar n° 140, de
08/12/2011)....................................................................................................................... 45
5.1.5. Uso e ocupação do solo (Lei Federal n° 6.766/79, Legislação Municipal: Plano
Diretor e Lei de Uso e Ocupação do Solo – zoneamento)................................................ 47
5.1.6. Proteção e controle da poluição sonora (Lei Estadual no 12.789; NBR 10.151 e
NBR 10.152) ..................................................................................................................... 48
5.1.7. Proteção à qualidade e quantidade das águas (Lei Federal n° 9.433/97; Lei
Estadual no 12.984/2005; Resoluções do CONAMA nos 357/05 e 396/08 e demais
legislações relacionadas ao enquadramento/classificação dos corpos d'água, padrões de
qualidade, normas da CPRH etc.). .................................................................................... 48
5.1.8. Proteção à qualidade do solo quanto à presença de substâncias químicas e o
gerenciamento ambiental de áreas contaminadas por essas substâncias em decorrência de
atividades antrópicas, segundo a Resolução Conama no 420/2009 e alterações.............. 49
5.1.9. Espaços legalmente protegidos (UCs, APPs, áreas de vegetação protegida, áreas
de proteção de mananciais etc.). Considerar, entre outras, as seguintes legislações: Lei

11
Federal n° 9.985/2000, Resolução Conama n° 369/2006, Lei Estadual n° 9.931/1986, Lei
Federal no 12.651/2012, Lei Estadual no 13.787/2009. ................................................... 49
5.1.10. Supressão de vegetação e compensação ambiental (Lei Federal no
12.651/2012; Lei Estadual n° 11.206/1995 e IN CPRH no 007/2021) Resolução
Consema 01/2018 e alterações. ........................................................................................ 50
5.1.11. Legislação sobre fauna (Lei Federal no 5.197/67 e suas atualizações, IN
IBAMA no 179/2008, IN CPRH no 07/2018, Portaria MMA No 444/2014, Portaria
MMA No 148/2022, Resolução SEMAS/PE No 1/2015, Resolução SEMAS/PE No
1/2017 e Portaria SEMAS/PE No 41/2022) ..................................................................... 51
5.1.12. Licenciamento e avaliação de impacto ambiental (Lei Federal n° 6.938/81 e
Decreto n° 99.274/90; Resoluções Conama n os 01/86, 09/87, 01/88, 237/97 e 404/2008;
Lei Estadual n° 14.249/2010 e suas alterações; e Instruções Normativas CPRH n°
008/2021 e n° 009/2021) .................................................................................................. 52
5.1.13. Políticas Nacional e Estadual de Resíduos Sólidos (Lei Federal Nº
12.305/2010 e Lei Estadual Nº 14.236/2010) e regulamentações decorrentes................. 54
5.1.14. Marco legal do saneamento básico (Lei Federal no 14.026/2020) ................ 55
5.1.15. NBR 8.419/1992 (Diretrizes para apresentação de projetos de aterros de
resíduos sólidos urbanos)e NBR 13.896/1997 (Aterros de resíduos não perigosos –
critérios para projeto, implantação e operação) ................................................................ 56
5.1.16. Responsabilidades ambientais (Lei Federal n° 9.605/1998 e Lei Estadual n°
14.249/2010 e suas alterações) ......................................................................................... 56
5.1.17. Proteção ao Patrimônio Histórico-Cultural (Lei Federal n° 3.924/1961, Lei
Federal n° 3.551/2002, Portaria do IPHAN n° 07/88 e IN IPHAN no 01/2015) ............. 57
5.1.18. Área de Segurança Aeroportuária – ASA (Lei Federal n° 12.725/2012,
Resolução ANAC n° 611/2021 - Emenda n° 06 ao Regulamento Brasileiro de Aviação
Civil n° 153). .................................................................................................................... 57
6. ÁREA DE INFLUÊNCIA DO EMPREENDIMENTO ................................................... 57
7. DIAGNÓSTICO AMBIENTAL DA ÁREA DE INFLUÊNCIA .................................... 61
7.1. MEIO FÍSICO ........................................................................................................... 61
7.1.1. Clima e condições meteorológicas..................................................................... 61
7.1.2. Geomorfologia, pedologia, geologia e geotecnia .............................................. 64
7.1.3. Relevo e topografia ............................................................................................ 66
7.1.4. SOLOS ............................................................................................................... 67
7.1.5. Recursos minerários ........................................................................................... 68
7.1.6. Sondagens Geotécnicas ...................................................................................... 69
7.1.7. Recursos hídricos superficiais............................................................................ 71
7.1.8. Caracterização hidrogeológica ........................................................................... 73

12
7.1.9. Levantamento de Pontos D’água ....................................................................... 73
7.1.10. Potenciometria ................................................................................................ 74
7.1.11. Qualidade da Água ......................................................................................... 75
7.1.12. Vulnerabilidade dos aquíferos ........................................................................ 76
7.1.13. Identificação e Avaliação de Impactos Ambientais ....................................... 77
7.2. MEIO BIÓTICO ....................................................................................................... 78
7.2.1. Ecossistemas terrestres....................................................................................... 78
7.2.2. Da coleta, tratamento e análises dos dados ........................................................ 79
7.2.3. Diversidade de Shannon e Equabilidade de Pielou............................................ 80
7.2.4. Resultados .......................................................................................................... 81
7.2.5. Considerações finais ........................................................................................ 108
7.2.6. Fauna ................................................................................................................ 109
7.3. UNIDADES DE CONSERVAÇÃO (UCS) ............................................................ 124
7.4. ÁREAS PRIORITÁRIAS PARA A CONSERVAÇÃO DA BIODIVERSIDADE125
7.5. MEIO SOCIOECONÔMICO ................................................................................. 126
7.5.1. Descrição da metodologia ................................................................................ 126
7.5.2. Aspectos socioeconômicas do Nazaré da Mata ............................................... 127
7.5.3. Diagnóstico da AII e AID ................................................................................ 133
7.5.4. Meio Socioeconômico do Buenos Aires .......................................................... 153
7.5.5. Meio Socioeconômico do Município de Vicência ........................................... 161
7.5.6. Meio Socioeconômico do município de Condado ........................................... 170
7.5.7. Meio Socioeconômico do município de Timbaúba ......................................... 178
7.5.8. Meio Socioeconômico do município de Tracunhaém ..................................... 187
7.6. PATRIMÔNIO CULTURAL, HISTÓRICO, ARQUEOLÓGICO, MATERIAL E
IMATERIAL ...................................................................................................................... 195
7.6.4. Contexto regional da área do projeto ............................................................... 195
7.6.5. Contexto histórico e geográfico do município de nazaré da mata ................... 198
7.6.6. Procedimentos metodológicos de pesquisa ...................................................... 199
7.6.7. Engenhos ou ruínas de engenhos que pertenciam a finalidade econômica ..... 201
7.6.8. Igrejas católicas ................................................................................................ 208
7.6.9. Núcleo Residencial Histórico .......................................................................... 215
7.6.10. Praças ........................................................................................................... 221
7.6.11. Patrimônio Cultural Imaterial....................................................................... 226
7.6.12. CONCLUSÃO ............................................................................................. 228

13
8. PASSIVO AMBIENTAL ............................................................................................... 229
9. IDENTIFICAÇÃO E AVALIAÇÃO DE IMPACTOS AMBIENTAIS ........................ 231
9.5. DETALHAMENTO DOS IMPACTOS POTENCIAIS E RESPECTIVAS
CLASSIFICAÇÃO ............................................................................................................ 238
9.5.4. Alteração da qualidade da água superficiais e subterrâneas ............................ 238
9.5.5. Interferência na drenagem natural ................................................................... 239
9.5.6. Contaminação do solo ...................................................................................... 240
9.5.7. Contaminação do subsolo ................................................................................ 240
9.5.8. Impactos sobre o lençol freático e estabilidade dos solos................................ 241
9.5.9. Interferência na Área de Preservação Permanente de curso d’água na AID ... 242
9.5.10. Aceleração de processos erosivos ................................................................ 243
9.5.11. Aumento do Assoreamento de corpos d'água .............................................. 244
9.5.12. Aumento da instabilidade de encostas e risco de desabamento ................... 244
9.5.13. Impactos decorrentes da exploração de jazidas e empréstimos e do descarte
de materiais em áreas de depósito temporário (material excedente de escavações, restos
de vegetação, solo e rochas alteradas etc.). .................................................................... 245
9.5.14. Alteração da qualidade do ar (poeira) .......................................................... 246
9.5.15. Alteração da qualidade do ar (gases)............................................................ 247
9.5.16. Alteração da qualidade do ar (odores).......................................................... 248
9.5.17. Aumento dos índices de ruído ...................................................................... 249
9.5.18. Impactos decorrentes do manuseio de resíduos sólidos. .............................. 250
9.5.19. Poluição por resíduos não adequadamente dispostos. .................................. 250
9.5.20. Riscos de acidentes por produtos químicos, materiais tóxicos ou explosivos
durante a fase de instalação e operação do empreendimento que possam resultar em dano
às pessoas ou ao meio ambiente. .................................................................................... 251
9.5.21. Interferências em espécies vegetais ou animais, endêmicas, raras,
vulneráveis, em processo de extinção, de interesse comercial, alimentício e científico.252
9.5.22. Atração e proliferação de vetores de doenças devido à implantação e
operação do empreendimento. ........................................................................................ 254
9.5.23. Interferências sobre a fauna associada aos ambientes naturais e antrópicos
afetados (perda de habitats, afugentamento de fauna etc.) ............................................. 255
9.5.24. Impactos sobre a fauna ................................................................................. 256
9.5.25. Aumento da demanda por serviços públicos de abastecimento d’água,
esgotamento sanitário, resíduos sólidos, energia elétrica, serviços de utilidade pública
etc., durante a execução das obras .................................................................................. 256

14
9.5.26. Riscos de acidentes com a população local e com o pessoal alocado para as
obras. 257
9.5.27. Riscos à saúde da população, aos trabalhadores e ao meio ambiente como
consequência do funcionamento da CTR ....................................................................... 258
9.5.28. Alterações na paisagem, considerando a descaracterização da área para
implantação do empreendimento .................................................................................... 259
9.5.29. Desvalorização imobiliária do entorno. ....................................................... 260
9.5.30. Manutenção/geração de impostos. ............................................................... 260
9.5.31. Interferências no Patrimônio Cultural (arqueológico, histórico, paisagístico,
imaterial, espeleológico e paleontológico). .................................................................... 261
9.5.32. Recomposição e ampliação da flora e fauna ................................................ 262
9.5.33. Afugentamento e redução de habitat para fauna .......................................... 263
9.5.34. Atropelamento da fauna ............................................................................... 263
9.5.35. Acidentes envolvendo animais ..................................................................... 264
9.5.36. Proliferação de vetores e aparecimento da fauna sinantrópica .................... 265
9.5.37. Disponibilizar informações sobre a biodiversidade local ............................ 266
9.5.38. Supressão de vegetação nativa ..................................................................... 267
9.5.39. Redução capacidade de resiliência do ambiente .......................................... 268
9.5.40. Alterações na paisagem ................................................................................ 269
9.5.41. Alteração das condições de qualidade de vida ............................................. 270
9.5.42. Geração de expectativa na população .......................................................... 270
9.5.43. Risco de acidentes com a população local e temporária .............................. 271
9.5.44. Impactos sociais de eventuais necessidades de desapropriações e remoção da
população 272
9.5.45. Geração de empregos diretos e indiretos...................................................... 273
9.5.46. Aumento temporário da circulação de pessoas ............................................ 274
9.5.47. Aumento do fluxo de acesso e aumento no tráfego de veículos .................. 274
9.5.48. Melhoria da qualidade de vida da população atendida ................................ 275
9.5.49. Melhora na qualidade do ar .......................................................................... 276
9.5.50. Recuperação de recursos .............................................................................. 277
9.5.51. Redução na geração de lixo.......................................................................... 277
9.5.52. Fonte de energia renovável .......................................................................... 279
9.5.53. Proteção da saúde pública ............................................................................ 279
9.5.54. Redução dos custos com disposição de resíduos ......................................... 280
9.5.55. Incentivo à inovação..................................................................................... 281

15
9.5.56. Contribuição para o cumprimento de metas ambientais .............................. 282
9.5.57. Redução da poluição hídrica ........................................................................ 282
9.5.58. Redução do desperdício de água .................................................................. 283
9.5.59. Prevenção de incêndios ................................................................................ 284
9.5.60. Preservação de áreas naturais ....................................................................... 284
9.5.61. Aumento da conscientização ambiental ....................................................... 285
9.5.62. Fortalecimento da gestão de resíduos........................................................... 286
9.5.63. Promoção da economia circular ................................................................... 286
9.5.64. Atração de investimentos ............................................................................. 287
9.5.65. Redução da pressão sobre os aterros sanitários ............................................ 288
9.5.66. Redução da emissão de gases de efeito estufa ............................................. 289
9.5.67. Redução dos custos com a gestão de resíduos ............................................. 290
9.5.68. Geração de energia renovável ...................................................................... 291
9.5.69. Aproveitamento de subprodutos................................................................... 292
9.5.70. Redução da contaminação do solo ............................................................... 292
9.5.71. Fortalecimento da economia local................................................................ 293
9.5.72. Ampliação do acesso a serviços públicos .................................................... 294
9.5.73. Proteção da saúde pública ............................................................................ 295
9.5.74. Fortalecimento da educação ambiental ........................................................ 296
10. MEDIDAS DE CONTROLE ...................................................................................... 301
11. PROGRAMAS AMBIENTAIS .................................................................................. 333
12. CONCLUSÕES .......................................................................................................... 349
13. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS........................................................................ 351
14. ANEXOS .................................................................................................................... 356

16
APRESENTAÇÃO

O Relatório Ambiental Simplificado (RAS) é um instrumento importante para a


análise e gestão ambiental utilizado no procedimento de licenciamento ambiental, a ser
conduzido pelo órgão de meio ambiente do estado de Pernambuco - a Agência Estadual de
Meio Ambiente - CPRH, Lei nº 14.249/2010 (e suas alterações), contendo informações sobre
o empreendimento e a área onde será instalado, tais como sua localização, informações técnicas
e científicas sobre o diagnóstico da área (meio físico, biótico e socioeconômico), eventuais
perturbações e impactos ambientais potenciais correlatos a sua instalação, funcionamento e
desativação.
O RAS, além dos aspectos supracitados, congrega as ações mitigadoras, assim
definidas no escopo dos programas ambientais, como forma de atenuar ou impedir eventuais
impactos negativos e potencializar os impactos positivos durante todo o ciclo do
empreendimento.
O RAS precisa conter informações qualificadas para submissão do processo de
licenciamento ambiental do Aterro Sanitário de resíduos sólidos urbanos Classe II, atendendo
aos critérios locacionais estabelecidos na Instrução Normativa da CPRH nº 008/2021 e ser
elaborado com base em Termo de Referência fornecido pela CPRH, a partir do protocolo de
requerimento da Licença Prévia nº 3537/2023.
Além disso, as diretrizes metodológicas do RAS também estabelecem critérios para a
definição da necessidade de sua elaboração levando em consideração fatores como o porte da
atividade, a localização e as características do empreendimento.
As diretrizes para a definição do estudo ambiental- RAS, seu conteúdo, as
especificações técnicas necessárias para qualificar e avaliar as características e viabilidades
ambientais da atividade estão definidas no TR NAIA nº 06/2023 e nas Instruções Normativas
da CPRH, IN nº 008/2021, que dispõe sobre os critérios locacionais para o licenciamento
ambiental de aterros sanitários de resíduos sólidos não perigosos, e a IN nº 009/2021 que dispõe
sobre a dispensa temporária da elaboração de EIA/RIMA e a exigência de Relatório Ambiental
Simplificado - RAS para empreendimentos de aterro sanitário de resíduos sólidos urbanos
Classe II.
Em conclusão, este Relatório Ambiental Simplificado - RAS tem a finalidade de
avaliar os impactos ambientais gerados pela Central de Tratamento de Resíduos, identificar as
medidas de mitigação e compensação necessárias para minimizar os impactos, potencializar os
impactos positivos e subsidiar a CPRH para o licenciamento ambiental.
O RAS vem organizado em capítulos, agrupados por temas multidisciplinares e uma
contextualização global sobre as características da área e do empreendimento, localização,
potenciais impactos, viabilidade técnica e de suporte.

1
1. DADOS DO EMPREENDIMENTO

1.1. IDENTIFICAÇÃO DO EMPREENDIMENTO, DO PROPONENTE, DA


EMPRESA CONSULTORA E DA EQUIPE TÉCNICA

1.1.1. Identificação do empreendimento

Trata-se da instalação da Central de Tratamento de Resíduos - CTR cujo objetivo


principal é garantir que a destinação e tratamento dos resíduos ocorram de forma
ambientalmente sustentável e em atendimento às normas, parâmetros e critérios de operação,
atendendo, em especial, as diretrizes do órgão ambiental licenciador.
O empreendimento é oficialmente identificado como CTR-PE Nazaré da Mata a ser
projetado e implantado na zona rural do Município de Nazaré da Mata, Zona da Mata Norte de
Pernambuco, para recebimento e tratamento e disposição de Resíduos Classe IIA e IIB, com
área específica para o aterro de aproximadamente de 123.000 m² e área total do
empreendimento de 200.000 m²..

1.1.2. Identificação e qualificação do proponente

b.1. Razão Social: CTR-PE - CENTRAL DE TRATAMENTO DE RESÍDUOS LTDA

b.2. CNPJ: 07.534.580/0001-46

b.3. Inscrição Estadual: Isento

b.4. Endereço completo: Rodovia BR 101 Norte, s/n KM 28,5 - Zona Rural - Igarassu/PE

b.5: Telefone: 81 9-9600-0382

b.6. E-mail dos responsáveis legais Laércio Chaves - Laercio@[Link]


e pessoas de contato: Carlos Eduardo - Eduardo@[Link]
Romero Dominoni - Romero@[Link]

1.1.3. Identificação da empresa consultora responsável pela elaboração do RAS

c.1. Razão Social: Kiwiks Soluções Integradas e Sistêmicas Ltda.

c.2. CNPJ: 35.297.465/0001-30

c.3. Endereço completo: Rua do Brum, 248, sala 11, caixa postal 007, Bairro do
Recife, CEP: 50.030-260

c.4. Telefone: (81) 9.9760-1830

c.5: E-mail contato@[Link]

c.6. Cadastro Técnico Federal / AIDA-IBAMA: 6176090

c.7. Profissional para Contato: Marcos Francisco de Araújo Silva

2
1.1.4. Identificação da equipe técnica multidisciplinar responsável pela elaboração do RAS

Quadro 1 - Identificação e qualificação da equipe técnica multidisciplinar


Nº CTF -
Nome Especialidade Função AIDA Nº Conselho Nº da ART
/IBAMA

Engenheiro Florestal / Mestre em


Marcos Francisco de Araújo Silva Ciências Florestais e Especialista em Coordenador Geral 6176090 0000670430-PE PE20230989399
Geoprocessamento

280272302311
Carlos Vinicius dos Santos Benjamim Engenheiro Civil / Doutor em Geotecnia Projeto da CTR 6712250 5061115951 SP
34593

Carlos de Oliveira Ribeiro Filho Advogado Análise Jurídica ----------- 28.210 OAB/PE ----------

Engenheiro Florestal / Doutor em Diagnóstico do Meio Biótico /


José Edson de Lima Torres 5008251 PE049988 PE PE20230990611
Ciências Florestais Flora

Parataxonomista especialista em
Marcos Antônio das Chagas Parataxonomista ---------- ----------- ----------
identificação de plantas

Diagnóstico do Meio Biótico /


Reginaldo Augusto Farias de Gusmão Biólogo
Fauna
5917796 107.918/05-D 5-50619/23

Ana Gabriella dos Santos Batista de Menezes Geóloga Diagnóstico do Meio Físico* 7877245 1819505960PE PE20230990379

Marcos Francisco de Araújo Silva Licenciatura em Ciências Agrícolas Diagnóstico Socioeconômico 6176090 0000670430-PE PE20230989399

3
Nº CTF -
Nome Especialidade Função AIDA Nº Conselho Nº da ART
/IBAMA

Arquiteta Urbanista
Coordenação, Pesquisa
Mestre em Arqueologia Redação Patrimônio Cultural,
Vera Lúcia Menelau de Mesquita 1020116 ----------- ----------------
Histórico, Arqueológico,
Especialista em Arquitetura
Material E Imaterial
Brasileira

Marcelo Hermínio dos Santos Doutor em Arqueologia Patrimônio Cultural, Histórico, 5864244 ----------- ----------------
Arqueológico, Material E
Historiador
Imaterial

e) Das funções desempenhadas pelos profissionais:

Advogado: Realizar a Análise Jurídica, contextualizar e referência conforme Termo de Referência suas convergências para o empreendimento;
Arquiteta Urbanista, Mestre em Arqueologia: Coordenar a Pesquisa Redação Patrimônio Cultural, Histórico, Arqueológico e Material E Imaterial
Biólogo: Diagnóstico do Meio Biótico sendo responsável pelos conteúdos relacionados a Fauna e Ecossistemas Aquáticos;
Engenheiro Civil / Doutor em Geotecnia: Elaborar a descrição técnica do empreendimento e responsabilidade sobre o projeto.
Engenheiro Florestal: Diagnóstico do Meio Biótico sendo responsável pelos conteúdos relacionados à fauna;
Geóloga: Diagnóstico do Meio Físico sendo responsável pelos temas relacionados ao clima e condições meteorológicas; geomorfologia, pedologia, geologia e geotecnia;
recursos hídricos superficiais e recursos hídricos subterrâneos;
Licenciatura em Ciências Agrícolas: Realizar o levantamento e tabulação das informações do Social, diagnóstico da AII e AID e comunidades tradicionais.
Doutor em Arqueologia Historiador: Auxiliar no levantamento do Patrimônio Cultural, Histórico, Arqueológico, Material E Imaterial
Parataxonomista: auxílio na identificação botânica em campo

4
Nome ASSINATURA

Marcos Francisco de Araújo Silva


Engenheiro Florestal / Licenciado em
Ciências Agrícolas

Carlos Vinicius dos Santos Benjamim


Engenheiro Civil

Carlos de Oliveira Ribeiro Filho


Advogado

José Edson de Lima Torres


Engenheiro Florestal

Marcos Antônio das Chagas


Parataxonomista

Reginaldo Augusto Farias de Gusmão


Biólogo

Ana Gabriella dos Santos Batista de Menezes


Geóloga

Vera Lúcia Menelau de Mesquita


Arquiteta Urbanista / Mestre em Arqueologia

Marcelo Hermínio dos Santos


Doutor em Arqueologia

5
2. OBJETIVOS E JUSTIFICATIVA DO EMPREENDIMENTO

A proposta de implantação da Central de tratamento de Resíduos está alinhada com as


diretrizes da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) - Lei nº 12.305/2010, que traz como
um dos principais pontos a destinação adequada dos resíduos sólidos, gestão integrada e o
gerenciamento ambientalmente adequado dos resíduos sólidos, com o objetivo de promover a
preservação da saúde pública e do meio ambiente.
O município de Nazaré da Mata, até o último dia 17/03/2023, ainda possuía e
destinavam seus resíduos para o lixão, a céu aberto, sendo um dos últimos municípios, junto
com Ouricuri, a desativar essas operações, atendendo um dos pontos prioritários da PNRS que
é o fim dos lixões, que já estavam proibidos desde 2014.

Figura 1 - Inserir Fotografia do Lixão.


Fonte: Kiwiks, 2023

A instalação do CTR Nazaré vai modificar essa realidade local e dos municípios
vizinhos que poderão destinar seus resíduos para local adequado, com capacidade de operar
atendendo os requisitos ambientais e técnicos, contribuindo para mitigar e eliminar os impactos
ambientais negativos provocados pelo funcionamento dos lixões, especialmente a
contaminação do solo e da água, atração de vetores de doenças e geração de impactos negativos
à saúde pública.
6
A instalação e funcionamento da Central de Tratamento de Resíduos Sólidos - CTR
favorecerá de forma positiva o gerenciamento eficiente dos resíduos sólidos produzidos no
município de Nazaré da Mata e localidades circunvizinhas, que poderão tratar e/ou dispor de
forma adequada os resíduos não recicláveis, incentivar a coleta seletiva, a reciclagem de
materiais e fomentar a economia circular local em torno dos materiais recicláveis.
Sob o aspecto dos impactos regionais e globais, a CTR contribuirá para redução das
emissões de gases do efeito estufa, especificamente, por ter a potencialidade e escalabilidade
de incorporar técnicas de mecanismo de desenvolvimento limpo em todas as etapas de seu
processo.
Os resultados integrados de sua implantação e funcionamento refletirão de forma
positiva nos riscos à saúde pública por meio da redução de vetores de doenças, fortalecimento
da conscientização ambiental por meio da melhoria das práticas de consumo (coleta seletiva e
a reciclagem), preservação e conservação dos recursos naturais. A CTR evidencia a valorização
de aspectos positivos institucionais e de gestão para a cidade e/ou microrregião de
desenvolvimento, haja vista que a CTR demonstra, na prática, o comprometimento com a
sustentabilidade e a preservação do meio ambiente.
As justificativas para implantação da CTR Nazaré da Mata estão centradas na adoção
das melhores técnicas, operacionais e de procedimentos, corroborando para o encerramento do
descarte irregular de resíduos no antigo lixão (desativado em 17/03/2023), direcionar esforços
para o fomento e criação de uma economia circular sustentável na região, inclusão por meio da
geração de emprego e renda, desenvolvimento social e econômico com reflexos na melhoria da
qualidade de vida das pessoas.
A CTR trará para o município de Nazaré da Mata e adjacências a segurança operacional
lastreada nas normas vigentes com o objetivo imediato para o processamento de 130 m³/dia ou
40.560 m³/ano, e de forma estratégica de longo prazo, sinalizando para um tempo de vida útil
de 25,3 anos de pleno funcionamento, o que assegura a melhor eficiência e eficácia do
empreendimento.
O projeto da CTR Nazaré da Mata buscará reunir os requisitos básicos da
sustentabilidade, aqui compreendidos como sendo ecologicamente adequado a paisagem local,
ambientalmente correto em sua capacidade de amenizar suas externalidades negativas, social e
culturalmente justo pela forma como se conduzirá sua implementação, economicamente viável
quando relacionado a sua capacidade operativa, tempo de vida útil e atendimento a uma
demanda reprimida em que se apresenta a região.

7
3. LOCALIZAÇÃO DO EMPREENDIMENTO

A CTR-PE está localizada na Zona Rural do Município de Nazaré da Mata / PE, a


aproximadamente 70 km da capital Recife (cerca de 1 hora de carro), seguindo pela rodovia
Federal BR-408. Os municípios vizinhos ao norte: Buenos Aires e Vicência; Sul: Carpina e
Lagoa de Itaenga; Leste: Vicência/ Oeste: Glória do Goitá e Paudalho.
O acesso partindo do centro da cidade de Nazaré da Mata fica a aproximadamente 3,9
km, percorrido em estrada municipal de terra.
A área de entorno possui cultivo de cana de açúcar, pastagens, remanescentes de
vegetação e espécies arbóreas isoladas, principalmente nas baixadas e linhas de drenagem. O
terreno de 20 hectares destinado para receber o CTR Nazaré é formado por pastagens e algumas
espécies arbóreas isoladas. Ao lado do terreno se encontra o antigo lixão a céu aberto que foi
desativado recentemente (Figura 2 e Figura 3).

Figura 2 – Imagem aérea da área, na perspectiva da ADA, AID e parte AII, Município de
Nazaré da Mata/PE.
Fonte: Kiwiks, 2023

8
Figura 3 - Planta de Localização
Fonte: Elaborado por Kiwiks, 2023

Figura 4 – Rota da localização da CTR para o centro da Cidade de Nazaré da Mata/PE.


Fonte: Elaborado por Kiwiks, 2023
9
4. DESCRIÇÃO TÉCNICA DO EMPREENDIMENTO

[Link]ÇÃO DA ÁREA

A Central de Tratamento de Resíduos (CTR) está localizada na zona rural do município


de Nazaré da Mata, na Zona da Mata Norte de Pernambuco. A área do empreendimento possui
acesso por vias principais e está inserida em um contexto geográfico estratégico. Para uma
melhor compreensão da localização e características da área, são apresentados os seguintes
elementos:

Planta de Situação

A planta de situação da área do empreendimento, em escala compatível com o porte do


projeto, apresenta a georreferenciação da localização em coordenadas geográficas e UTM
(SIRGAS 2000 UTM Zone 255). Essa planta abrange o município de Nazaré da Mata e contém
informações relevantes, tais como a orientação magnética, os principais eixos viários, os corpos
d'água de acordo com a legislação vigente.

Imagem de Satélite ou Fotografia Aérea

A imagem de satélite ou fotografia aérea da área do empreendimento e seu entorno, nas


condições atuais, também apresenta as coordenadas UTM (SIRGAS 2000 UTM Zone 255).
Esse mapa destaca os seguintes elementos graficamente: a orientação magnética, a escala
gráfica e numérica, o limite do empreendimento, as curvas de nível (espaçamento recomendável
de 2 em 2 metros) para representação da topografia, as áreas de ocorrência de vegetação
protegida por lei, as Áreas de Preservação Permanente (APPs) conforme a Lei Federal N°
12.651/2012 e alterações, Medidas Provisórias e Resoluções do Conama, as áreas de reserva
legal (se aplicável), as Unidades de Conservação (UCs) federais, estaduais e municipais, os
corpos d'água e suas respectivas faixas de proteção (APP), as vias existentes, as construções
existentes, além da indicação dos limites da zona urbana, de expansão urbana e rural.A
localização do empreendimento pode ser visualizada na Tabela 1- e nas Figura 5 e Figura 6.

Tabela 1- Coordenadas SIRGAS 2000 UTM Zone 255 da ADA.


Latitude Longitude

Superior Esquerdo 9.141.355 250.208

Superior Direito 9.141.355 251.069

Inferior Esquerdo 9.140.918 250.208

Inferior Direito 9.140.918 251.069

10
Figura 5 - Área com a Localização das Áreas de Preservação Permanentes e distâncias dos corpos d’água
relevantes (rios e lagos) e efêmeros (linhas de drenagem).
Fonte: Elaborado por Kiwiks, 2023

Figura 6 – Imagem aérea da ADA e da AID da CTR-PE Nazaré da Mata/PE.

11
Fonte: Elaborado por Kiwiks, 2023

Com base nessas informações georreferenciadas e nos elementos gráficos apresentados,


é possível ter uma visualização clara da área do empreendimento, suas dimensões,
confrontações garantindo uma caracterização completa e precisa para o desenvolvimento do
Relatório de Avaliação de Impacto Ambiental (RAS).

[Link] DO USO DO SOLO NA PROPRIEDADE

O projeto será implantado no imóvel Engenho Bonito, com área total aproximada de
700 hectares e área destinada ao projeto de 20 hectares, cadastrada no INCRA sob o código
3037816 - Receita Federal, de propriedade em nome do Sr. Josemar Cavalcanti de Moraes, está
localizada na Zona Rural do município de Nazaré da Mata. Atualmente a área não possui uso
econômico, sendo área de pastagem abandonada sem manejo adequado, matriz circundante
predominante da cultura-da-cana de açúcar. A componente natural da paisagem diretamente
afetada compreende em sua totalidade vegetação herbácea e arbustiva, com presença de árvores
isoladas. O relevo é ondulado na Área Diretamente Afetada - ADA e na Área de Influência
Direta, com recortes e formação de linhas de drenagem entre os diferentes níveis. Importante
elencar a presença de um aterro não controlado (lixão) desativado confrontante à ADA, fator
de impacto negativo importante a ser observado. O acesso facilitado a área permite a entrada e
pastoreio de animais de criação, a exemplo do gado bovino.
A ADA é circundada por estradas vicinais, com boas condições de circulação, e a 2 km
de distância da BR-408, o que demonstra o potencial de movimentação de veículos e o baixo
custo necessário à realização de intervenções e melhoria dos acessos. Sobre a ADA passa uma
linha de alta tensão de transmissão de energia elétrica.

Figura 7 - Linha de transmissão, capturada pelas imagens de sobrevoo com drone.

12
[Link]ÍSTICAS TÉCNICAS DO EMPREENDIMENTO

A CTR-PE Nazaré da Mata tem a previsão para recebimento total de 130 m³/dia e 40.560
m³/ano, considerando 6 dias por semana ou 26 dias mês de recebimento) de Resíduos Classe
IIA e IIB, o aterro irá ocupar uma área aproximada de 123.000 m² de um total de 200.000 m²
do empreendimento.
A capacidade volumétrica total deste aterro será de aproximadamente 1.142.000 m³,
sendo 1.027.800 m³ de volume útil aproximado, considerando 10% de volume utilizado com
coberturas diárias, definitivas e acessos. Com isso temos uma vida útil aproximada de 25,3
anos.

As premissas básicas para o projeto de implantação do aterro sanitário são:

a) Terraplenagem

Para a implantação do aterro sanitário, o terreno deverá ser terraplenado adequadamente


para propiciar um perfeito escoamento dos lixiviados na base do aterro.
A superfície natural do terreno é levemente acidentada, com variações de declividade
entre 2 e 7%, sendo maneira geral o sentido dos caimentos são para área nordeste do terreno.
Para a preparação da base do aterro, a terraplenagem será realizada com escavação
estabelecendo como critério a altura mínima de 1,5 metros acima do nível d’água do subsolo.
A declividade mínima da base concebida será de 2% em direção das lagoas na parte no
meio da parte nordeste do terreno. Os materiais excedentes das escavações poderão ser
utilizados para as seguintes operações:
• Construção de dique;
• Material de cobertura diária dos resíduos;
• Material de cobertura final dos resíduos.

b) Sistema de drenagem subsuperficial

Os drenos subsuperficiais são sistemas de proteção de nascentes, cursos d’água e


drenagens subsuperficiais. Este sistema capta águas de eventuais nascentes ou águas sazonais
da base do aterro de forma a não interferir na construção e operação do aterro, bem como
conduzir a mesma para pontos mais baixos da mesma forma que ocorreria sem a implantação
do empreendimento.
Este tipo de dispositivo será implantado se na fase do projeto executivo os estudos os
estudos mostrarem que o nível piezométrico (NA) na época de maiores chuvas ficarão a mais
de 1,5m do fundo da terraplanagem ou se houver algum afloramento de água no local.

13
c) Dique de partida

Para a execução do aterro sanitário será necessária a implantação do dique de partida, o qual
deverá ser executado em aterro de solo compactado, tendo a função de conter o efluente líquido
das células de lixo, bem como ancorar as mantas de impermeabilização da base.

d) Sistema de impermeabilização da base ou barreira de fluxo

O sistema de barreira de fluxo da base será concebido para evitar o mínimo de


vazamento possível, garantindo com isso que não ocorra a contaminação do solo de fundação
do local. Primeiramente, como elemento principal, será especificado uma geomembrana de
PEAD com 2,0 mm de espessura texturizada.
Como forma de atribuir uma maior eficiência ao sistema de impermeabilização da base,
será adotado uma camada de regularização de 50 cm de solo local argiloso compactado e
finalizado com rolo compactador tipo liso vibratório, de forma a atingir uma permeabilidade
mínima de 5 x 10-5 cm/s. Caso necessário poderá ser utilizado uma segunda camada de
segurança em geocomposto bentonítico – GCL sobre a camada de regularização. O GCL pode
ter um coeficiente de permeabilidade da ordem de 10-11 m/s e tem uma característica
importante que é o fenômeno conhecido como auto cicatrização, que ocorre na camada de
bentonita devido a sua capacidade de expandir e vedar pequenos furos que possam surgir
durante o processo construtivo ou durante vida útil da obra, garantindo a estanqueidade.
Como proteção da geomembrana de PEAD poderá especificado um sistema de proteção
mecânica de geotêxtil não tecido de Polipropileno, com gramatura igual a 900 g/m² ou um
sistema misto de geotêxtil de 400 g/m² e uma camada de 30cm de solo local limpo, sem a
presença de material graúdo (pedras, pedriscos, etc.), garantindo com isso uma proteção
mecânica adequada a geomembrana.

e) Sistema de drenagem de lixiviados

O sistema de drenagem horizontal de lixiviados gerados pela decomposição natural dos


resíduos será realizado por uma rede em malha retangular ou espinha de peixes composto por
drenos principais e drenos secundários na base. Nos alteamentos (células) também será em
malha retangular ou espinha de peixe composto pelos drenos de camada.
O lixiviado captado pelo sistema de drenagem horizontal será conduzido por drenos
principais constituídos por tubo drenante de PEAD perfurado e conduzidos para os reservatórios
de acúmulo a nordeste do terreno e posteriormente para o sistema de tratamento, reduzindo os
riscos de contaminação das águas superficiais e subterrâneas.

f) Geometria adequada para garantir a estabilidade geotécnica do maciço

A conformação do maciço do aterro será executada com a geometria dos taludes de altura de
5,0 m, com inclinação de 1V:2H e bermas entre taludes com 5,0 m de largura.

14
g) Sistema de cobertura do aterro

As coberturas diária e final dos resíduos serão executadas em solo compactado com espessuras
de 30 e 60 cm respectivamente. Esta cobertura proporciona diversos benefícios para o maciço
de resíduos tais como:
• Controle de odor;
• Evita a proliferação de insetos e roedores;
• Arraste de resíduos pela ação dos ventos e da chuva;
• Redução do escape de gases e
• Proporciona a circulação de veículos para a manutenção do maciço.

Entretanto, recomenda-se que a cobertura diária seja removida antes do lançamento de


novas camadas de resíduo, permitindo com isso uma livre percolação dos lixiviados, como
também otimizando o volume final de resíduos a ser armazenado no aterro.
Para as coberturas diárias, alternativamente poderão ser utilizadas mantas de sacrifício
construídas por geomembrana PEAD de 1 mm de espessura, ou geomembranas reforçadas de
PEAD com espessura aproximada de 0,75 mm. Estes materiais permitem que sejam
reutilizados, e após atingirem o limite de utilizações, podem ser descartados diretamente no
maciço do aterro

h) Drenagem superficial

A implantação de uma rede de drenagem superficial será projetada para conduzir o


escoamento pluvial para fora do maciço, garantindo com isso uma redução na percolação de
água para dentro do maciço, evitando também o surgimento de processos erosivos nos taludes
e evitar condições que possam desestabilizar os taludes.
Para que seja eficiente esta captação e condução das águas pluviais há a necessidade da
implantação de dispositivos que devem ser implantados em pontos específicos para
proporcionar o encaminhamento das águas para o ponto de lançamento.
As redes de drenagens superficiais do aterro sanitário serão compostas por canaletas de
bermas, descidas d’águas, travessias de bermas, travessia de viários e canaletas de contornos
(Figura 8).

15
Figura 8 – Fluxo do processo da drenagem superficial da CTR.

i) Cobertura vegetal

A cobertura final do aterro será executada com camada vegetal. Esta medida é
fundamental para evitar a erosão. A execução será com tratamento do solo de cobertura que
permita a revegetação da área, e implantação de vegetais com espécies nativas adaptadas ao
solo alterado, peculiar a aterros sanitários.
Entretanto, não são recomendadas espécies arbóreas, como também deve-se garantir que
a vegetação esteja sempre curta, permitindo com isso uma melhor visualização de toda a
superfície do aterro.

j) Sistema de monitoramento geotécnico

O monitoramento geotécnico do aterro é uma medida que visa o acompanhamento do


comportamento físico do maciço de resíduos. Este procedimento é realizado com a instalação
de instrumentos que auxiliem no monitoramento e são compostos basicamente por Marcos
Superficiais e Piezômetros.
A leitura dos marcos superficiais permite avaliar as velocidades de recalque e
deslocamentos horizontais do maciço, que em conjunto com as leituras dos níveis piezométricos
dos lixiviados medidos no interior do maciço corroboram para a avaliação do fator de segurança
do aterro, no que se refere a estabilidade geotécnica do maciço.

k) Cortina vegetal / Cinturão verde

Como forma de proteção e visando diminuir os impactos de poluição visual e de odores


será previsto a execução de uma cortina vegetal ou cinturão verde.
O cinturão verde é um sistema de barreira vegetal que minimiza a visualização do
interior do aterro e da operação melhorando o aspecto estético da área. Todo o entorno do aterro
deve apresentar a cortina vegetal.
A faixa de vegetação prevista deverá ter no mínimo 7 m de largura. Esse cinturão verde
deverá ser composto através da combinação de sansão do campo na faixa externa do perímetro,
seguida de fileiras de eucalipto citriodora, intercalados com outras espécies, a serem definidas.
16
Seu crescimento e desenvolvimento serão monitorados desde seu plantio, até o término da vida
útil e encerramento do empreendimento.
Importante ressaltar, que a implantação do cinturão verde ocorrerá gradualmente,
concomitantemente a operação e o avanço do aterro.

l) Acesso viário

Os acessos provisórios e permanentes sobre o maciço serão previstos para serem executados a
partir do viário de contorno até a frente de operação, devendo a declividade longitudinal atingir
preferencialmente menos de 10%. Estes viários propiciarão o acesso dos veículos a frente de
descarga e acesso de máquinas para a operação de aterramento dos resíduos.

m) Estruturas de apoio

Como estrutura permanente e apoio para operação do aterro estarão previstas a construção e
instalação de portaria, balança, laboratório, área administrativa com escritórios, vestiários e
sanitários, refeitório, posto de abastecimento, lava rodas, oficina/galpão de equipamentos.

2.3.1. Dimensionamento e características técnicas

a) Adequação à Legislação

A Política Nacional de Resíduos Sólidos, Lei Federal 12.605, foi sancionada em 02 de


agosto de 2010 e é um importante instrumento que trouxe muitos benefícios, principalmente
para as empresas. É uma lei que estabelece instrumentos e diretrizes para os setores públicos e
para que as empresas possam lidar com os resíduos gerados. A CTR Nazaré comunga com os
15 objetivos da PNRS os quais são:
(1) a proteção da saúde pública e da qualidade ambiental; (2) não geração, redução,
reutilização, reciclagem e tratamento dos resíduos sólidos, bem como disposição final
ambientalmente adequada dos rejeitos; (3) estímulo à adoção de padrões sustentáveis de
produção e consumo de bens e serviços; (4) adoção, desenvolvimento e aprimoramento de
tecnologias limpas como forma de minimizar impactos ambientais; (5) redução do volume e da
periculosidade dos resíduos perigosos; (6) incentivo à indústria da reciclagem, tendo em vista
fomentar o uso de matérias-primas e insumos derivados de materiais recicláveis e reciclados;
(7) gestão integrada de resíduos sólidos; (8) cooperação técnica e financeira entre o poder
público e o setor empresarial para a gestão integrada de resíduos sólidos; (9) capacitação técnica
continuada na área de resíduos sólidos; (10) regularidade, continuidade, funcionalidade e
universalização da prestação dos serviços públicos de limpeza urbana e de manejo de resíduos
sólidos; (11) prioridade, nas aquisições e contratações governamentais, para produtos reciclados
e recicláveis, bens, serviços e obras que considerem critérios compatíveis com padrões de
consumo social e ambientalmente sustentáveis; (12) integração dos catadores de materiais
reutilizáveis e recicláveis nas ações que envolvam a responsabilidade compartilhada pelo ciclo
de vida dos produtos; (13) estímulo à implementação da avaliação do ciclo de vida do produto;
17
(14) incentivo ao desenvolvimento de sistemas de gestão ambiental e empresarial voltados para
a melhoria dos processos produtivos e ao reaproveitamento dos resíduos sólidos, incluídos a
recuperação e o aproveitamento energético; e (15) estímulo à rotulagem ambiental e ao
consumo sustentável.
A gestão da CTR Nazaré estará atenta as proibições constantes no Capítulo VI da PNRS
e demais instrumentos reguladores relacionadas a deposição final de resíduos. Em relação a
Política Estadual de Resíduos Sólidos PERS, Lei Estadual 14.236/2010 e alterações acrescidas
pela Lei Estadual Nº 17.023/2020, a CTR CTR Nazaré estará atenta aos 14 objetivos da PERS,
destacando desenvolver projetos, programas e ações de empoderamento, empreendedorismo,
qualificação e proteção de mulheres que integram o fluxo organizado de resíduos sólidos,
especialmente as catadoras e classificadoras de materiais reutilizáveis e recicláveis.
O PIRS (Plano Intermunicipal de Resíduos Sólidos), instrumento da Política Nacional
de Resíduos Sólidos, é um documento que apresenta um levantamento da situação atual do
sistema de limpeza urbana, como pré-seleção das alternativas mais viáveis e com o
estabelecimento de ações, integradas e diretrizes (sobre aspectos ambientais, econômicos,
financeiros, administrativos, técnicos, sociais e legais) para todas as fases da gestão dos resíduos
sólidos, desde a sua geração até a disposição final. O PIRS tem por objetivos: Definir metas e
programas de ação; reduzir a geração de resíduos sólidos, capacitar os técnicos envolvidos,
realizar a gestão integrada de resíduos sólidos, ampliar ao máximo a reutilização e reciclagem
e universalizar a prestação dos serviços de manejo de resíduos sólidos a toda a população.

b) Capacidade- de recebimento de resíduos ou rejeitos

O empreendimento tem capacidade para receber resíduos, em volume, dos três cenários
listados na planilha de resposta do item 4.3 e 4.4, incluindo todas as tipologias, sendo uma
capacidade total de 4.000,00 t/mês.

c) Regime de Operação

A CTR NAZARÉ operará de acordo com a demanda dos clientes estando dimensionado
para trabalhar os 365 dias do ano num regime de 3 turnos de 8 horas perfazendo 24 horas diárias
na sua operação de resíduos Classe IIa. Para os demais equipamentos funcionarão de Segunda
a Sábado.

d) Características dos Equipamentos Principais e Auxiliares

As características das principais instalações estão descritas em cada item correspondente


aos equipamentos da CTR. O empreendimento contatará com as seguintes instalações
auxiliares:
• Estrutura de apoio e convivência para os funcionários dotada de refeitório e
vestiário;
• Prédio Administrativo;
• Balança de pesagem de Resíduos;

18
• Prédio de Manutenção;

e) Caracterização Qualitativa e Quantitativa dos Resíduos a serem recebidos pelo CTR


Nazaré

A Caracterização dos resíduos sólidos é de extrema importância para subsidiar a


definição de estratégias locais e regionais que atendam às necessidades de uma correta
destinação final.
A realização de um estudo específico contribui para o conhecimento das situações e
preposição de gerenciamento adequado dos resíduos, com foco em apresentar a capacidade do
aterro a ser implantado e adequar as melhores condições.
Deve ser realizado em concordância com as seguintes normas:
● ABNT NBR 10004:2004 - Resíduos sólidos - Classificação ABNT NBR
● ABNT NBR 10005:2004 - Procedimento para obtenção de extrato lixiviado de
resíduos sólidos
● ABNT NBR 10007:2004 - Amostragem de resíduos – Procedimento

No Brasil, considerando a extensão territorial, que permite a existência de diferentes


hábitos e costumes, e os contrastes sociais, sobretudo no que diz respeito ao poder aquisitivo,
as taxas per capita de geração de resíduos adquiram uma amplitude significativa. Estima-se
que no Brasil a taxa per capita de produção de resíduos sólidos domiciliares seja de 0,95
kg/hab./dia segundo a ABRELPE.
Quadro 2 - Estimativa de geração de resíduos Per Capita, 2020.

Fonte: Abrelpe, 2020

Contudo, para efeito de planejamento e gestão de resíduos sólidos urbanos, a taxa


citada não pode ser utilizada como referência absoluta, pois os municípios e regiões
brasileiras demonstram particularidades que influenciam diretamente na composição
gravimétrica dos resíduos sólidos domiciliares. Com isto, faz-se necessário a realização de
estudos específicos.
f) Caracterização Quantitativa dos Resíduos a serem recebidos pelo CTR – CTR Nazaré

Refere-se a quantidade de resíduo gerado pelos habitantes dos municípios, determinado


pelo peso de resíduo gerado habitante/dia. O cálculo da geração per capita de resíduos requer

19
informações básicas como a quantidade de resíduos produzidos na unidade de estudo e o
número de pessoas que a habitam. A produção per capita é obtida a partir da razão entre a
quantidade de resíduos e a população.

Quadro 3 - Estimativa da Geração de Resíduos Urbanos por município, dia e mês.


ESTIMATIVA DA GERAÇÃO DE RESÍDUOS
ITE GERAÇÃO
DESCRIÇÃO POPULAÇÃO
M t/dia t/mês
1 RESÍDUOS SÓLIDOS URBANOS 3.700,13
NAZARÉ DA
MATA 30.648,00 29,12 873,47
TRACUNHAEM 13.867,00 13,17 395,21
VICENCIA 26.359,00 25,04 751,23
BUENOS AIRES 12.808,00 12,17 365,03
TIMBAÚBA 46.147,00 43,84 1.315,19
RESÍDUOS SÓLIDOS
2 COMPOSTAGEM 370,01
NAZARÉ DA
MATA 30.648,00 2,91 87,35
TRACUNHAEM 13.867,00 1,32 39,52
VICENCIA 26.359,00 2,50 75,12
BUENOS AIRES 12.808,00 1,22 36,50
TIMBAÚBA 46.147,00 4,38 131,52
RESÍDUOS SÓLIDOS
3 CONSTRUÇÃO CIVIL 1.635,85
NAZARÉ DA
MATA 30.648,00 12,87 386,16
TRACUNHAEM 13.867,00 5,82 174,72
VICENCIA 26.359,00 11,07 332,12
BUENOS AIRES 12.808,00 5,38 161,38
TIMBAÚBA 46.147,00 19,38 581,45
Fonte: Abrelpe, 2020

g) Caracterização Qualitativa dos Resíduos a serem recebidos pelo CTR Nazaré

No que se refere à caracterização qualitativa, esta deve ser obtida através de amostragens
representativas dos resíduos coletados pelo estudo gravimétrico, onde será permitido a
identificação os tipos de resíduos encontrados, consequentemente, gerados pela população. A
análise gravimétrica apresenta as porcentagens das várias frações que compõem os resíduos,
tais como:
• Papel
• Papelão
• Plástico
• Metal
• Vidro
20
• Matéria orgânica
• Rejeito

Os resultados obtidos no levantamento da composição gravimétrica permitirão avaliar


preliminarmente as possibilidades de redução na geração e reaproveitamento dos componentes
passíveis de reciclagem, valorização energética e orgânica dos resíduos sólidos, implantação de
coleta diferenciada, adequação de instalações e melhores alternativas para destinação final de
cada tipo de resíduo.
A geração per capita é expressa em kg/[Link], logo, representa um valor médio de
geração de resíduos por habitante. Esta análise pode ser feita por município ou por regiões do
município e pode ser vista como uma informação de planejamento e de monitoramento do
gerenciamento de RSU daquela população.

COMPOSIÇÃO GRAVIMÉTRICA

A caracterização física determina a quantidade encontrada na massa total dos resíduos


sólidos urbanos (RSU) da região analisada. Essa caracterização é realizada por meio do ensaio
da composição gravimétrica.
A CTR Nazaré, durante os primeiros anos de funcionamento, receberá resíduos dos
Municípios da região Mata Norte, sendo eles:

a) NAZARÉ DA MATA
b) TRACUNHAEM
c) VICENCIA
d) BUENOS AIRES
e) TIMBAÚBA

Além desses municípios a CTR estará apta para receber resíduos particulares, tratando-
se tanto de resíduo Classe I para operação de transbordo e resíduos Classe II.
Para estimar a quantidade de resíduos que deve ser recebida pelo CTR Nazaré foram
utilizados os seguintes dados:

• População: Estimada conforme Censo do IBGE


• Geração de resíduos em toneladas por dia
• Geração de resíduos em toneladas por mês
• Classificação (conforme tipologia)

Os dados de geração quantitativa e qualitativa dos resíduos dos municípios citados


foram projetados conforme o PLANO DE RESÍDUOS SÓLIDOS DA RDM/PE, onde é
identificado todo percentual de resíduos sólidos da região metropolitana de Pernambuco. O
Aterro foi projetado com capacidade para atender toda a demanda das cidades citadas, tendo
como estimativa diária e mensal, descritas na tabela abaixo:

21
Conforme a estimativa de geração de resíduos das cidades citadas, o empreendimento
está programado para trabalhar em três cenários potenciais no que se refere ao quantitativo do
resíduo a ser recebido. Em função desta localização a concepção da CTR Nazaré foi definida
para resíduos Classe IIa:

I. Área de Resíduos Urbanos:

• Aterro sanitário para resíduos classe II-a


• Compostagem de Resíduos orgânicos
• Reciclagem de Resíduos de Construção Civil

O empreendimento tem capacidade para receber resíduos, em volume, nos três cenários
propostos, incluindo todas as tipologias, sendo uma capacidade total estimada de 4.000,00
t/mês.

I - ÁREA DE RESÍDUOS URBANOS

o Aterro sanitário de resíduos classe II-a

O Aterro Sanitário conforme a NBR 8419/1992 da ABNT é uma técnica de disposição


de resíduos sólidos urbanos no solo, sem causar danos à saúde pública e ao meio ambiente,
minimizando os impactos ambientais. Tal método utiliza princípios de engenharia para confinar
os resíduos sólidos à menor área possível e reduzi-los ao menor volume permissível, cobrindo-
os com uma camada de terra na conclusão de cada trabalho, ou intervalos menores, se
necessário.
Além do aterro sanitário podem-se considerar outras técnicas de tratamento, como por
exemplo, tratamento térmico como alternativas tecnológicas complementares à unidade de
destinação final. Como também a adoção de procedimentos para a coleta que permitam a
segregação na origem visando a sua reciclagem e, consequente redução no volume aterrado.
Pode-se também incinerar o lixo visando a sua redução e inertização, se possível com
recuperação de energia.
Tratamentos Térmicos:
a) Incineração
b) A incineração é método de tratamento que se utiliza da decomposição térmica via
oxidação, com objetivo de tornar um resíduo menos volumoso, menos tóxico ou atóxico,
ou ainda eliminá-lo, em alguns casos.
c) Pirólise
d) A pirólise consiste na decomposição química do resíduo orgânico por calor na ausência
de oxigênio. Os resíduos selecionados devem ser triturados e enviados a um reator
pirolítico onde os compostos orgânicos são volatilizados e parcialmente decompostos.
Além do produto principal, o bio-óleo, resultam deste processo carvão vegetal e gases
que podem ser aproveitados para a geração de energia.
e) Plasma
22
f) O plasma é o gás ionizado por meio de temperaturas superiores a 3000 ºC, tornando-se
uma forma especial de material gasoso que conduz eletricidade. A característica de alta
energia e temperatura do plasma permite um tempo de reação curto em relação ao
incinerador clássico, permitindo uma velocidade de destruição mais alta e a construção
de reatores menores.

o Compostagem de resíduos orgânicos

A compostagem é um processo controlado de bioxidação de substratos heterogéneos


biodegradáveis, resultante da ação de microrganismos (bactérias, actinomicetas e fungos)
naturalmente associados aos substratos. Ocorre uma fase termófila, a libertação temporária de
substâncias com efeito fitotóxico e a biomassa sofre profundas transformações (mineralização
e humificação parciais) e o principal produto final, composto ou compostado, estável,
higienizado, homogêneo e cuja aplicação ao solo não tenha efeitos adversos para o ambiente.
A compostagem poder ser realizada de forma aeróbia ou anaeróbia, sendo que a primeira
é mais utilizada devido a maior eficiência do processo.
O sucesso do processo de compostagem depende da segregação na origem, pois o que
se verifica em unidades onde está segregação ocorre numa mesa de catação após uma coleta
convencional é a matéria orgânica contaminada com outros compostos e materiais presentes no
lixo domiciliar, que geram um composto de baixa qualidade, por esse motivo essencialmente A
CTR Nazaré foi dimensionado para a compostagem dos resíduos de podação e algumas
pequenas demandas de empresas que segregam na fonte.

o Reciclagem de resíduos de construção civil

Resíduos da construção civil são os provenientes de construções, reformas, reparos e


demolições de obras de construção civil, e os resultantes da preparação e da escavação de
terrenos.
São eles: tijolos, blocos cerâmicos, concreto em geral, solos, rochas, metais, resinas,
colas, tintas, madeiras e compensados, forros, argamassa, gesso, telhas, pavimento asfáltico,
vidros, plásticos, tubulações, fiação elétrica, etc. (Resolução 307/CONAMA)
O tratamento se dá através de britagem dos resíduos com aproveitamento do material
em acessos internos, coberturas das células de RSU e possível venda de material. O Material
que não é aproveitado segue para aterramento junto ao RSU.

4.4. INFRAESTRUTURA E PROJETO TÉCNICO DO ATERRO

Apresenta-se neste item do documento as diretrizes básicas para a operação do Aterro


Sanitário de resíduos Classe II, abrangendo o controle de entrada dos resíduos, as operações
para sua disposição, e o controle da saída e disposição final dos efluentes gerados.

23
2.3.2. Plano de Recebimento dos Resíduos Urbanos

[Link]. Plano de recebimento dos resíduos sólidos urbanos

Nesta fase serão admitidas as seguintes quantidades de resíduos:


● Resíduos Sólidos urbanos: 100 a 150 t/d
[Link].1. Descrição das Fontes Geradoras

Serão admitidos resíduos classificados como classe II, podendo ser citadas as seguintes
fontes:
Resíduos sólidos e materiais de varredura domiciliares residenciais:
● Resíduos sólidos domiciliares não residenciais, assim entendidos aqueles originários de
estabelecimentos públicos, institucionais, de prestação de serviços, comerciais e
industriais, entre outros, com características de Classe II, A e B, conforme NBR 10004
da ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas, até 200 litros por dia;
● Móveis descartados, de colchões, de utensílios, de mudanças e outros similares, em
pedaços;
● Resíduos sólidos originados de feiras livres e mercados, desde que corretamente
acondicionados.

[Link].2. Documentação requerida na entrada do aterro

Em atendimento à portaria nº 280, de 29 de junho de 2020, o gerador do resíduo sólido


urbano, que destinar seu resíduo para aterro privado, sendo transportado por privado, deve
apresentar o MTR (manifesto de transporte de resíduo), emitido através do Sistema Nacional
de Informações sobre a Gestão de Resíduos Sólidos – SINIR, devendo, além do gerador, o
transportador, o armazenador temporário (quando houver) e o destinador, atestarem
sucessivamente, a efetivação das ações de geração, armazenamento, transporte e recebimento
dos resíduos até o seu destino final.
Se tratando de resíduos sólidos urbanos, será solicitado o MTR apenas do gerador que
esteja sujeito a elaboração de Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos, dispostos no art.
20 da lei nº 12.305, de 2 de agosto de 2010.
No MTR deverá conter informações referentes ao gerador, transportador, armazenador
temporário (quando houver) e destinador. Se tratando do MTR as informações seguirão
obrigatoriamente os itens dispostos no manual do SENIR.
As informações deverão chegar preenchidas pelo gerador, exceto as assinaturas dos
responsáveis de cada etapa e as observações ou alterações que só podem ser feitas pelo, sendo
estas feitas apenas pelo destinador, neste caso, o CTR Nazaré.
Se tratando de geradores que não correspondam aos citados no art. 20 da lei nº 12.305,
de 2 de agosto de 2010, ou seja, os que dispensam a obrigatoriedade do MTR, deverão emitir
manifesto em padrão estabelecido pelo gerador, que contenham as mesmas informações citadas
24
no parágrafo anterior e as que atendam as exigências da lei 12.305, de 2 de agosto de 2010.
Ambos geradores deverão passar pelos processos descritos no próximo item.

[Link].3. Recepção dos resíduos sólidos urbanos

Para verificação da adequação dos resíduos, os fiscais serão treinados O controle da


origem, do tipo e da quantidade dos resíduos destinados na CTR Nazaré será efetuado por
balança rodoviária eletrônica acoplada a sistema informatizado de controle, que se destina a
cadastrar e controlar todo e qualquer resíduo disposto no aterro.
Não será permitida a entrada de resíduos classe I nas áreas destinadas ao Aterro Classe
II, que sempre serão encaminhados para plantas existentes onde estes resíduos possam ser
recepcionados e tratados. Para identificar os mais variados tipos de lixo e também na técnica de
obtenção de amostras para análises expeditas do mesmo. O lixo doméstico e o comercial são
facilmente identificáveis e não necessitam de qualquer análise laboratorial para sua liberação
de entrada ao aterro.
O entulho de construção civil, resíduo inerte classe II b, não poderá ser disposto neste
aterro e nem utilizado como material de cobertura intermediária diária da célula, em obediência
à Resolução CONAMA 307 de 05/07/2002.
Para os geradores passíveis de MTR, caso a equipe responsável pela inspeção de entrada
identificar qualquer não conformidade entre a classificação conforme o MTR emitido pelo
gerador e o resíduo entregue pelo transportador, o CTR Nazaré, como destinador final terá a
opção de proceder à correção no momento do recebimento, editando os dados desse resíduo
com o código, nome e classe corretos, como previsto na portaria nº 280, de 29 de junho de 2020.
O MTR registrado no sistema manterá o nome os dados do resíduo indicado equivocadamente,
com um valor de quantidade “zero”, acrescentando o resíduo com a identificação correta e seu
peso efetivamente recebido. Haverá ainda um campo para o Destinador registrar suas
observações referentes à correção efetuada.
Aos geradores que não necessitem de MTR o gerador deverá fornecer em seu manifesto
de resíduo local para que exista a devida correção e/ou notificações e observações. Na saída do
veículo descarregado repetem-se as operações para que sejam registradas as informações de
tara do veículo e da hora de saída.
O CTR Nazaré será responsável pela elaboração do Certificado de Destinação Final
(CDF), emitido através do MTR (quando houver), assegurando a tecnologia aplicada ao
tratamento e/ou destinação final ambientalmente adequada dos resíduos sólidos recebidos em
suas respectivas quantidades, contidos em um ou mais MTRs.

[Link].4. Documentação requerida na entrada do aterro

Manifesto de carga, ou documento equivalente, emitido pelo gerador de resíduos deve


constar as seguintes informações:

a) Nome e CNPJ do Gerador;


b) Localização (origem do resíduo);
c) Tipologia do resíduo (lodo, areia, etc.);
25
d) Origem do resíduo (processo, tratamento, etc.);
e) Período de geração do resíduo;
f) Data de coleta do resíduo;
g) Resultados da análise de classificação do resíduo de acordo com a NBR-10004/87
(indicando a data de amostragem, data da análise e o nome do laboratório/responsável
técnico pelas análises);
h) Características físicas do resíduo (granulometria; cor; umidade);
i) Cópia do CADRI –Certificado de Aprovação de Destinação de Resíduo emitido pela
Agência Regional da CPRH;
j) Quantidade de resíduo transportado;
k) Nome e qualificação do transportado (razão social, CNPJ, endereço, tel., fax e/ou e-
mail);
l) Nome e dados (RG, CPF, endereço) do condutor do veículo de transportador de
resíduos;
m) Autorização do gerador para o transportador (quando terceirizado) para carregar e
transportar os resíduos ao Aterro Sanitário;
n) Termo de Responsabilidade Solidária, assinado pelo gerador e transportador de que as
informações fornecidas são verdadeiras, e de que quaisquer distorções detectadas
quanto aos dados fornecidos e às informações sobre as características dos resíduos são
de inteira responsabilidade do gerador, cobrando ao mesmo, todo o ônus decorrente de
tais distorções.

[Link].5. Documentação requerida na entrada do aterro

Se tratando de resíduos industriais de Classe II, obrigatoriamente o transportador deverá


apresentar uma via impressa ou digital do MTR (manifesto de transporte de resíduo), através
do Sistema Nacional de Informações sobre a Gestão de Resíduos Sólidos – SINIR, devendo,
além do gerador, o transportador, o armazenador temporário (quando houver) e o destinador,
atestarem sucessivamente, a efetivação das ações de geração, armazenamento, transporte e
recebimento dos resíduos até o seu destino final.
Também serão aceitos MTR complementares, ou seja, aqueles realizados pelo
armazenador temporário, quando existir, uma vez que o armazenador pode consolidar carga de
diversos geradores e destinar uma única vez ao CTR Nazaré.
No MTR deverá conter informações referentes ao gerador, ao tipo de resíduo gerado, ao
transportador, ao armazenador temporário (quando houver) e ao destinador. Além disto, deve-
se sinalizar a opção tecnológica do tratamento correspondente ao tipo de resíduo descartado.
As informações deverão chegar preenchidas pelo gerador, respeitando a listagem
existente na INSTRUÇÃO NORMATIVA 13/2012 do IBAMA. Além disto, as informações
referentes a placa do veículo, nome do motorista e data, manualmente indicadas no MTR, serão
regularizadas no momento do recebimento do resíduo e dado baixa do correspondente MTR.

26
O CTR Nazaré fará o “ACEITE” dos resíduos no sistema do SINIR, uma vez que todas
as informações estiverem conformes, podendo dar baixa nos MTRs em um prazo de até 10 dias
úteis.

[Link].6. Ficha de Controle dos Resíduos na Entrada do Aterro

A Ficha de Controle dos Resíduos na entrada do Aterro, a ser elaborada pelo


Empreendedor deverá conter, além das informações fornecidas do Manifesto/documentação de
transporte dos resíduos com as seguintes informações adicionais:
a) coleta de amostra para análise, expedita conforme critérios especificados nos itens a
seguir.
b) análise expedita de 2 amostras com peso mínimo de 2,0 kg por amostra envolvendo os
seguintes ensaios:
c) - Ph;
d) - Cor;
e) - Aspecto físico;
f) - Odor (no caso de suspeição da presença de solventes, deverá ser imediatamente
amostrado para verificação da presença e ou concentração de benzeno, tetracloreto de
carbono, tetracloroeteno e tricloroeteno);
g) - Reatividade em meio aquoso;
h) - Óleos e graxas;
i) no tocante a um grande gerador industrial (> 3 ton. /mês), além da análise expedita,
especificada no item anterior deverão ser coletadas amostras equivalentes a um mínimo
de 5% de cada lote de resíduo destinado ao aterro com os seguintes objetivos:
j) - Permitir a análise detalhada e completa do resíduo em laboratório, conforme a
classificação da NBR-10.004 e procedimentos especificados nas NBR’s – 10.005/10.006
e 10.007 (onde se especificam os critérios de amostragem, os ensaios e valores limites
para lixiviação e solubilização);
k) - Análise da massa bruta dos resíduos envolverá: atividade em meio aquoso; ácido e
alcalino; Ph; aspecto físico, odor; presença de líquidos livres; teor de umidade; sólidos
totais, fixos e voláteis; arsênio; cádmio; chumbo; mercúrio, selênio, cromo hexavalente,
berílio, níquel, antimônio, cianetos, benzeno, tetracloretano e tetracloreteno e
tricloroeteno.
l) - A análise no lixiviado envolverá: Arsênio; Cádmio; Chumbo; Mercúrio; Selênio; Bório,
Cromo total.
m) - Armazenar em local adequado no aterro uma quantidade mínima suficiente (1,0kg) do
lote deste resíduo para futuros ensaios de caracterização de contraprova que se fizerem
necessários a pedido de Agência de Controle Ambiental.

[Link].7. Procedimentos referentes à amostragem caracterização expedita


de resíduos, armazenagem de amostras e disposição final no aterro

27
● A amostragem de resíduos a ser executada segundo os procedimentos especificados na
NBR – 10.007, com vistas à execução de análise expedita, será feita por técnico
experiente, designado por um laboratório especializado, ao qual serão terceirizados
todos os serviços de amostragem, coleta, análises e armazenamento de amostra, bem
como montagem e gestão de laboratório de campo. Esta amostragem será executada em
todos os veículos contendo resíduos sólidos industriais que adentrem a área do Aterro
Sanitário, para os quais serão efetuados os registros especificados.

● As amostras para ensaios de laboratório mais completas, a serem executadas por lote de
resíduos, segundo a frequência mínima estabelecida serão coletadas e armazenadas por
técnico especializado no laboratório de campo.

● O veículo coletor após a pesagem e controle inicial, será encaminhado para o pátio de
espera, e somente será liberado para área de descarga no aterro sanitário, após a
comprovação das análises expeditas, de que os resíduos transportados correspondem
efetivamente aos resíduos especificados no CADRI. Para tanto o técnico de laboratório
irá expedir uma ficha de controle, assinada, de análises expeditas onde constarão os
resultados das análises efetuadas e a indicação clara de liberação ou não dos resíduos
para disposição no aterro. Esta ficha será encaminhada ao encarregado de operação que:
- No caso de liberação dos resíduos (conformidade com o CADRI) irá orientar o veículo
coletor para frente de descarga pré-definida para disposição dos resíduos;
- No caso de não liberação dos resíduos (não conformidade com o CADRI) irá entrar em
contato com a Agência de Controle Ambiental da CPRH, que deverá orientar quanto à liberação
da carga para retorno a indústria ou ao gerador, bem como providencias adicionais que se
fizerem cabíveis nestas ocorrências.
Todos estes procedimentos devidamente documentados deverão ser arquivados em
pastas isoladas no próprio escritório do Aterro Sanitário para que possam ser encaminhados, a
qualquer tempo, pela Fiscalização da CPRH. Esta documentação devidamente sintetizada e
armazenada deverá fazer parte de relatório anual de recebimento de resíduos sólidos no Aterro
Sanitário a ser entregue a CPRH.
● O lançamento de resíduos inconsistentes, pastosos, e que possam trazer qualquer risco
de comprometimento geotécnico ao maciço do aterro devem ser dispostos no maciço do
Aterro Sanitário em quantidade (< 5% do volume do maciço) e em área restrita,
delimitada e compatível, aplicando-se a estes casos a área com sistema de valas descrito
no item 2.5 a seguir, restringindo-se ainda os resíduos que apresentarem características
geotécnicas desfavoráveis. Tais como:

- Umidade excessiva (h > 80%)


- Inconsistência (material excessivamente pastoso ou com umidade próxima ao seu limite
de liquidez).
● Esta disposição será executada em área delimitada por dique distante no mínimo 120 m
da face do talude final do aterro.

● Não será permitido o lançamento no aterro de resíduos que apresentem um grau de


umidade superior a 80%, ou cuja consistência seja excessivamente pastosa. Caso estes
28
resíduos não apresentem outras restrições à sua disposição no Aterro Sanitário, deverão
sofrer previamente um tratamento de secamento ao ar sendo estendido em uma das
plataformas intermediárias do aterro, em uma camada delgada (de 30 a 40cm de
espessura) para redução de sua umidade, e mistura com solo, para posteriormente ser
disposto na respectiva vala.

[Link]. Manual de Operação

Apresenta-se neste item uma descrição da forma de operação da unidade, bem como
todos os sistemas de proteção ambiental, visando garantir a disposição adequada dos resíduos
sólidos urbanos.

[Link].1. Configuração das células para disposição de resíduos

Estão previstas duas células para disposição de resíduos com volume útil total de 1.200.000
m3. A locação das células deverá ser rigorosamente controlada através de piqueteamento via
serviço de topografia.

[Link].2. Lançamento, espalhamento e compactação dos resíduos

O caminhão coletor ou basculante descarrega os resíduos no sopé da frente de operação.


O lançamento e espalhamento dos resíduos, após identificação dos veículos coletores serão
realizados a partir das áreas de acesso e manobra com o auxílio de equipamento trator CAT-D6
ou similar.
A operação de espalhamento consiste no arranjo das camadas de resíduos. A espessura
requerida das camadas será controlada topograficamente mediante a utilização de cruzetas de
referência, sendo os acertos em locais especiais, como próximo aos drenos de percolados,
realizados através de operações manuais complementares.
O gráfico a seguir apresenta a relação entre a espessura da camada e o peso específico após a
compactação.

Figura 9 - Relação entre o peso específico dos resíduos e a espessura das camadas após o
espalhamento para posterior compactação.
Fonte: SCHOMAKER (1972) citado e adaptado por MARQUES (2001).
29
Foi adotada espessura após o espalhamento entre 40 e 60cm. Posteriormente os resíduos
espalhados serão compactados pelo trator sobre esteiras, que deverá subir e descer sobre os
resíduos, de 3 a 6 vezes, dependendo da espessura inicial da camada de lixo, formando-se a
rampa de inclinação máxima de 1(V):3(H). No estudo de MARQUES (2001) foi verificado que
após 6 passadas o acréscimo de tensões não se faz mais presente. O gráfico a seguir apresenta
a relação entre o número de passadas e o peso específico após a compactação.

Figura 10 - Relação entre o peso específico dos resíduos e o número de passadas do


equipamento.
Fonte: SCHOMAKER (1972) citado e adaptado por MARQUES (2001).

Após a operação de compactação dos resíduos sólidos, estes deverão receber cobertura
com a finalidade de evitar a proliferação de vetores transmissores de doenças e controlar odores,
podendo utilizar camada de solo de 15 a 30 cm (solo ou material inerte) e camada de cobertura
final das células, com espessura de 60 cm de solo compactado.
Em função da quantidade de lixo recebido no aterro e das dimensões da célula em
execução (altura de 5 m), a cobertura do topo da célula de lixo deverá ser feita continuamente,
deixando exposta apenas a frente de lançamento.
A manutenção da frente de trabalho, em épocas normais e de chuva, deverá contar com
acessos locais de descarga cascalhados e drenados

30
Frente de trabalho

Cobertura intermediária (30 cm)

Espalhamento e
compactação com trator Cobertura diária (15 a 20 cm)
de esteira

Célula anterior

Figura 11 - Operação de espalhamento e compactação dos Resíduos.

Previamente ao lançamento e compactação, deverão ser executados os devidos elementos de


drenagem subsuperficial, como:
● Drenos de chorume sobre a célula;
● Drenos verticais de chorume;
● Drenos provisórios e definitivos de águas pluviais;
● Impermeabilização da base e drenagem da fundação.
Deverão ser atendidas as especificações técnicas constantes nos demais documentos de projeto.

[Link].3. Sistema de Cobertura Diária e Final

Em Aterros Sanitários a cobertura diária é necessária para prevenir a proliferação de


moscas e roedores, dentre outros vetores transmissores de doenças, evitando também o arraste
de resíduos pelo vento e chuva, incêndios e reduzindo impactos visuais. A espessura desta
cobertura deve levar em consideração o tempo entre a conclusão da célula e o início de nova
célula acima desta. Nos trechos onde haverá reinício das operações em períodos relativamente
curtos, utilizaremos geocomposto tecido (Bidim) espessura 400g/m2. Quando a o reinício for
feito em prazos mais longos, aproximadamente 1 ano, a espessura a ser utilizada será de 25 cm
com a utilização de material local.
A longo prazo, a cobertura final previne a proliferação de insetos e outros vetores
transmissores de doenças, além de reduzir o escape dos gases e proporcionar condições
adequadas para a circulação de veículos.

31
Durante os horários de pico de recepção de resíduos às dimensões da frente de trabalho
aumentam significativamente. No intuito de se evitar a emissão de substâncias odoríferas que
venham a ocorrer na área de lixo a céu aberto adotará a seguinte meta de cobertura diária:
● Frente de Trabalho não superior a 50 m, com comprimento do talude igual a 15 m
(equivalente à declividade 1:3 na compactação, para altura de célula de 5 m), e
comprimento na plataforma não superior à 10m, totalizando área de projeção do lixo a
céu aberto inferior a 1250m2.
Para manter esta meta faz-se necessário armazenar diariamente, junto à frente de
trabalho, uma reserva de material de cobertura com o objetivo de aumentar o rendimento deste
serviço nos horários de pico.

[Link].4. Especificações Técnicas

Apresenta-se neste tópico as especificações mínimas para os materiais de cobertura


diária, vistos que as especificações necessárias para cada subsistema (drenagem superficial,
drenagem de gases e percolados, dentre outros), já foram apreciadas nos seus respectivos
cadernos.
Material de cobertura diária
● Material terroso/arenoso, proveniente de áreas de empréstimo, aplicando-se a este caso
a possibilidade de materiais terrosos destinados a bota-foras, desde que isentos de
matéria orgânica (lodos e vegetação), com características técnicas que atendam aos
seguintes limites:
o IP (Índice de Plasticidade) 40%
o LL (Limite de Liquidez) < 60%
o Hnat (Umidade natural do material) 25%
● Materiais terrosos provenientes de escavações diversas a serem executadas na obra, tais
como para implantação de drenagem superficial/subterrânea, proveniente de cortes para
adequação e/ou implantação de pátios, área de canteiro de obras e adequação de vias
internas;
Material de cobertura final

Os critérios de aceitação do solo para cobertura final são mais restritivos, e devem
atender, para fins de impermeabilização, os seguintes critérios:
● Capacidade de suporte (IP > 25% e LL > 50%);
● Incidência de pedregulhos inferior a 5%;
● Fração de finos (siltes e argila) maior que 40%;
● Condições de umidade natural inferiores a 30%.

32
[Link].5. Quadro de equipamentos

O QUADRO 4 A seguir apresenta a relação dos equipamentos necessários para garantir a


execução dos serviços da CTR Nazaré. As potências especificadas são as mínimas. No caso dos
caminhões, a potência do cavalo mecânico deve ser compatível com a carroceria a ser utilizada.

Quadro 4 - Equipamentos necessários para Implantação e Operação do Aterro Sanitário.


Equipamento Quantidade
Trator Esteira D6 R 170 HP 2
Chassi IVECO (Eurocargo 170E22) com
1
Caçamba Basculante
Chassi IVECO (Eurocargo 170E22) com
1
Tanque de 7000 Litros
Retroescavadeira sobre pneus 1
Motoniveladora 1
Pick-up 1.6 1
Balança Rodoviária Eletrônica 2
Motorroçadeira 1
Fonte: CTR Nazaré, 2021.

[Link].6. Plano de manutenção da frota de equipamentos

O Plano de Manutenção tem como objetivos principais:


o Obter dos equipamentos condições de funcionamento que resultem em produtividade
máxima;
o Prolongar a vida útil do Equipamento;
o Evitar combustões incompletas, fumaça preta, dentre outras emissões veiculares
anormais dos motores.
Toda máquina vem acompanhada de Manual de Operação, contendo seu
funcionamento, acessórios e cuidados que devem ser observados durante sua operação.
O Plano de Manutenção da Frota de Equipamentos contempla somente a Manutenção
Preventiva e reparos mecânicos simples, sendo que as atividades de revisão complexas, a cada
4000 horas, deverão ser feitas através de procedimentos específicos, em oficina devidamente
capacitada. Portanto, devido a limitações de ordem econômica, o Plano de Manutenção dos
Equipamentos está fundamentada nos seguintes princípios:
1) Nunca utilizar os equipamentos para realizar trabalhos cujo esforço esteja além do
especificado pelo fabricante, para evitar desgaste prematuro dos componentes;

2) Submeter os operadores a períodos de treinamento com a máquina, conhecendo seus


movimentos e manobras permitidas;

3) O operador deve ser o primeiro a identificar e comunicar anomalias surgidas durante seu
funcionamento;
33
4) A máquina deve ser aquecida antes de iniciar o seu trabalho normal, para que o óleo do
cárter circule em todas as peças;

5) O operador deve acostumar-se à rotina de abastecimento, verificação de níveis dos


depósitos lubrificantes e fluidos hidráulicos, bem como do sistema de refrigeração,
lembrando que é extremamente prejudicial a colocação de água fria estando o sistema
aquecido;
6) Deve-se parar a operação, quanto o painel indicar faixas críticas de operação;

7) Manter a máquina limpa, pois o óleo e a sujeira aderida formam uma crosta que impede a
constatação de vazamentos, trincas e outros defeitos.

A quebra de peças e falhas de sistemas mecânicos podem ocorrer de forma aleatória,


trazendo consequências à produtividade e rentabilidade da operação do aterro.
O objetivo da Manutenção Preventiva é evitar o aparecimento de falhas mecânicas,
procurando detectar os defeitos antes de sua manifestação.
As emissões veiculares dependem diretamente do funcionamento dos motores diesel, no
aspecto qualitativo, e indiretamente dos sistemas mecânicos (transmissões, hidráulicas e parte
rolante), no aspecto quantitativo, pois um maior esforço decorrente de defeitos nestes
componentes, exige maior consumo de energia.
O mecânico e os operadores são treinados para detectar os defeitos mais comuns que
porventura possam ocorrer.
Defeitos comuns nos motores diesel:
o Superaquecimento do sistema de refrigeração em condições normais de trabalho;
o Vibrações, ruídos anormais, batidas internas;
o Fumaça no cano de escape em quantidade ou coloração anormais;
o Cor preta: excesso de combustível com queima incompleta;
o Cor branca: queima incompleta devido à falha no bico injetor, falta de compressão, ar
no sistema de injeção, etc.
o Cor azul: óleo lubrificante na câmara de combustão.
o Consumo excessivo de combustível ou Diminuição de potência pela falta de
combustível ou de ar, falha da bomba injetora, etc.; óleo lubrificante.
Defeitos mais comuns no Sistema Hidráulico:
o Movimentos lentos e falta de torque;
o Aquecimento anormal do sistema;
o Pressão anormal do fluido.
Defeitos mais comuns no Componente Rolante de Tratores Esteira:
o Tensão da esteira;
o Desgaste excessivo de eixos, buchas, sapatas, roletes, etc.;

34
o Alinhamento da esteira e da roda guia;
o Vazamento de óleo dos roletes de lubrificação permanente;
o Trincas, rupturas, folgas excessivas dos diversos componentes.
Caberá ao Mecânico do Aterro a correta identificação dos defeitos, e o procedimento de
correção, no caso de problemas mais comuns, que possam ser solucionados sem a necessidade
de equipamentos específicos, como troca de peças, lubrificação, limpeza dos filtros de ar, e
alimentação do sistema de refrigeração, dentre outros.

[Link].7. Lubrificação dos Equipamentos

As principais causas de desgaste são:


o Atrito: causa desgaste lento e inevitável reduzindo a dimensão das peças, mesmo
havendo lubrificação entre os componentes em movimento;
o Corrosão: é considerada um dos fatores mais importantes no desgaste de certas peças
dos motores, sendo resultante da formação de ácidos corrosivos provenientes dos
resíduos de enxofre;
o Abrasão: originada de matéria estranha, como poeiras, solos muito finos, subprodutos
da câmara de combustão, que penetram em determinados componentes mecânicos
provocando desgaste prematuro.
As máquinas deverão ser lubrificadas de acordo com o diagrama encontrado no manual
de operação e manutenção e que está reproduzido no seu próprio corpo impresso numa chapa
metálica. Nesse diagrama estão indicados com clareza todos os pontos que devem receber
lubrificação, o tipo de produto adequado e o período de horas de trabalho em que deve proceder
à adição do óleo e à troca por um novo.
O plano de lubrificação é específico para cada tipo de máquina e de lubrificante pois,
mesmo entre equipamentos de mesma fabricação há frequentemente, diferenças sensíveis na
qualidade do lubrificante recomendado.
A prática indica que o plano de lubrificação deve ser simples, evitando-se o uso de vários
tipos de lubrificantes. As verificações ou trocas em geral ocorrem a cada 10, 50, 125, 250, 500,
1000 e 2000 horas de operação. Outro cuidado fundamental é a limpeza dos locais que
receberão o lubrificante, pois misturada às impurezas, o lubrificante torna-se uma pasta
abrasiva.
[Link].8. Quadro de mão-de-obra

O período de funcionamento do Aterro Sanitário inicia-se às 6:00 terminando às 22:00, sendo


operado de segunda a sábado.

35
Quadro 5 - Mão-de-obra empregada na operação do aterro sanitário.
Cargos e funcionários Direto Terceiros
Auxiliar administrativo 2
Apontador 2
Abastecedor 1
Balanceiro 2
Carpinteiro 1
Encarregado Operacional 1
Engenheiro Operacional 1
Mecânico/Lubrificador 1
Motorista Caminhão 2
Operador de máquinas 3
Pedreiro 1
Servente/frente de trabalho 6
Porteiro 4
Orientador de Tráfego 6
Motorista Transp. Chorume 1
Vigia 2
Total 033 3
Fonte: CTR Nazaré, 2021.

Apresenta-se a seguir uma descrição sucinta das principais funções de cada cargo:
Auxiliar Administrativo - Elemento para execução de serviços administrativos relativos à
organização dos arquivos de dados referentes de pessoal, equipamentos, horas trabalhadas,
quantidade de resíduos dispostos etc.
Apontador – Elemento que efetua os levantamentos de campo quanto às horas de máquinas,
horas de mão-de-obra direta e quantidade de materiais aplicados aos serviços.
Abastecedor - Elemento que efetua o abastecimento dos equipamentos empregados no Aterro
Sanitário, bem como seu controle.
Balanceiro - Elemento incumbido de efetuar a pesagem e todas as anotações previstas em
planilha apropriadas (dados qualitativos, origem, tipo de resíduo, nº do veículo, local de
dispersão etc.) além de anotar todas as informações eventuais que se fizerem necessárias. O
balanceiro, no momento da liberação do caminhão, deve indicar ao motorista o local de
descarga previamente determinado pelo encarregado.
Carpinteiro – Responsável pela execução das formas das obras civis, além da execução e
manutenção das cercas e placas de sinalização.
Encarregado Operacional - O encarregado deve receber todas as informações e instruções de
campo e ordenar os operadores para a execução das obras. Responsável também pela execução
das células de lixo, dos pátios de descarga e das pistas de acesso às células e da verificação do
trabalho dos equipamentos alocados a esses serviços.

36
Engenheiro Operacional - Incumbido de programar, orientar e efetivar a execução de todas as
atividades previstas em projeto. O engenheiro deve exercer autoridade sobre os demais
elementos, em todos os assuntos e atividades pertinentes à execução das obras.
Lubrificador / mecânico– Elemento responsável pela verificação dos níveis de óleo, graxa e
combustível dos equipamentos e veículos e suas trocas quando necessário, execução direta das
manutenções preventivas e corretivas dos equipamentos e veículos do aterro.
Motorista de Caminhão Basculante - Elemento com experiência e prática na condução de
caminhão basculante, para efetuar serviços gerais de transporte de terra, entulho, lixo etc.
Motorista de Caminhão - Elemento com experiência e prática na condução de caminhão, para
efetuar serviços gerais de transporte de materiais diversos.
Operador de máquinas - Elemento com experiência e prática para operar trator de esteira tipo
D6, com função de compactação e cobertura dos resíduos, além de preparar acessos e outros
serviços gerais pertinentes à máquina; Experiência e prática para operar retroescavadeira, com
a função de realizar serviços de carregamento de caminhão (lixo, terra, entulho), abertura de
valas, preenchimento de drenos e outros serviços pertinentes à máquina.
Pedreiro – Responsável pela construção e manutenção de obras civis.
Servente / Frente de trabalho - Elementos para execução de serviços diversos, tais como:
instalação de mantas geotêxteis, na confecção da drenagem de percolados, compactação de
valas, manutenção de taludes, serviços gerais de manutenção e acabamento. Utilização eventual
para catação de papéis e plásticos na frente de serviço pela ação do vento, orientar os veículos
quanto ao local de descarga, e outros serviços pertinentes.
Porteiro – Elemento devidamente treinado e capacitados para exercer a função do controle de
entrada e saída de veículos e pessoas, impedindo o acesso de pessoas estranhas ao local de
trabalho, acionando a segurança e a alta organização do Aterro Sanitário.
Vigia - Elemento devidamente treinado e capacitado para exercer a função da vigilância do
patrimônio, garantindo também a segurança dos funcionários, acionando entidades de
segurança pública, quando necessário, bem como a alta organização do Aterro Sanitário.

[Link].9. Plano de emergência

O Plano de Emergência da CTR Nazaré tem por objetivo o direcionamento de ações na


ocorrência de emergências, estabelecendo uma rápida e eficiente comunicação com as pessoas
responsáveis, a orientação na preparação e realização de exercícios de simulação, o plano de
treinamento da equipe deverá atuar no plano de emergência e postura de cada um no tratamento
com as pessoas.
É possível distinguir os acidentes, que são emergências possíveis de serem controladas
com os próprios recursos do Aterro (como por exemplo, incêndios e derramamentos) das
catástrofes e calamidades, que são praticamente fora de controle quando ocorrem.
Portanto, as emergências podem ser classificadas segundo dois níveis:

37
● Nível 1: Gestão em operação normal, que inclui a manutenção e inspeção tendo por base
o Plano de Monitoramento Geotécnico, com a finalidade de detectar qualquer
irregularidade que possa pôr em perigo a médio e longo prazo a estabilidade do Aterro;
● Nível 2: Gestão em situação de emergência, que inclui a definição e a mobilização dos
meios, materiais, recursos técnicos e humanos necessários à gestão da crise e a
minimização dos danos na eventualidade da ocorrência de um acidente.

[Link].10. Gestão em operação normal

A gestão em operação normal tem suas ações definidas em função do Plano de


Monitoramento Geotécnico e Ambiental.
As principais patologias abordadas em relação ao tema estão relacionadas à
movimentação dos taludes de resíduos do Aterro, a qual pode colocar em risco a integridade do
maciço. E com isto, a ocorrência de um deslizamento constituindo-se em uma das catástrofes
mais graves.
Com base em TERZAGHI (1950), as causas dos deslocamentos excessivos ou escorregamentos
foram colocadas em três níveis:
1) Causas externas

São devidas a ações externas que alteram o estado de tensão sobre o maciço.
2) Causas internas

São aquelas que atuam reduzindo a resistência ao cisalhamento do solo sem ferir seu aspecto
geométrico visível, tais como:
o Aumento da pressão neutra;
o Decréscimo da coesão.
3) Causas intermediárias:

São aquelas que não podem ser explicitamente classificadas em uma das classes supracitadas,
tais como:
o Liquefação espontânea;
o Erosão interna;
o Rebaixamento do nível d’água.
Dada a natureza das prováveis causas de deslocamentos excessivos, conclui-se que a
análise dos deslocamentos superficiais deve ser feita, no mínimo, sempre em conjunto com a
análise dos dados piezométricos, dados pluviométricos e registro das operações do Aterro.
Considerando que a Gestão em operação normal é dependente do Plano de
Monitoramento Geotécnico, as ações e recomendações deverão ser apresentadas juntamente a
este Plano.

38
[Link].11. Gestão em situação de emergência

Coordenador de emergência
Funcionário designado para tomar todas as medidas necessárias para o controle em casos
de emergência. A função de coordenador de emergência deverá ser ocupada pelo Engenheiro
do Aterro. Na sua ausência esta função poderá ser ocupada em caráter substitutivo, pelo
Encarregado do Aterro, na ocorrência de emergências de menor gravidade.
Este coordenador deve estar familiarizado com o plano de emergência, com as
operações existentes nas instalações e a localização e características dos equipamentos de
segurança, assim como deve ter autoridade para liberar os recursos materiais e financeiros,
necessários para a execução de tal plano.
Equipamentos de Segurança
A instalação deve ser equipada e manter adequadamente todos os tipos de equipamentos
de segurança necessários aos tipos de emergência possíveis de ocorrer.

Quadro 6 - Listagem de equipamentos mínimos necessários ao Plano de Emergência.


Finalidade Equipamento Local / funcionário
Alarme Sinalizador sonoro Escritório Administrativo /
Oficina
Comunicação interna 06 Walk talk
Comunicação interna / externa 02 Telefones fixos Escritório
01 Celular Engenheiro Aterro
Controle de emergência
Controle de incêndio Extintores de gás e Edificações (no mínimo 1
espuma por prédio)
Equipamento para controle de Bomba submersível de Oficina
derramamento de percolado 0,5 c.v.
Atendimento a ferimentos simples e Kit de primeiros Todas as edificações do
escoriações socorros aterro, veículos leves e
pesados.

Órgãos contatáveis em casos de emergência


O quadro a seguir deverá estar em local visível e ser periodicamente atualizado.
Quadro 7 - Órgãos contatáveis em casos de emergência.
Instituição Telefone Endereço Em caso de:
*Corpo de Bombeiros
*Pronto Socorro
Hospital – Santa Casa
*Polícia Militar
*Polícia Municipal
CPRH
IBAMA
* A ser constantemente atualizado e mantido.
39
Atendimento a emergências

Apresenta-se a seguir os procedimentos de emergência mínima à operação do Aterro


Sanitário:
a) em caso de incêndio
1. Não entrar em pânico;
2. Soar o alarme de incêndio;
3. Seguir as informações dos membros da Brigada e proceder como no exercício simulado;
4. Permanecer na área de refúgio até orientação da Brigada de Emergência para saída das
instalações.
b) em caso de primeiros socorros (incidentes/acidentes internos)
1. Não entrar em pânico;
2. Não tome ações das quais você não sabe as consequências;
3. Avise ao Departamento Administrativo/Coord. Geral da ocorrência do acidente e/ou
incidente, para que seja localizado o membro da Brigada que irá prestar os primeiros
socorros;
4. Se necessário encaminhar o acidentado ao médico.
c) em caso de explosão
1. Não entrar em pânico;
2. Soar o alarme de incêndio;
3. Seguir as informações dos membros da Brigada de Emergência para saída do local;
4. Permanecer na área de refúgio até orientação da Brigada de Emergência para saída das
instalações;
d) em caso de vazamentos/derramamentos
1. Não entrar em pânico;
2. Avise ao Departamento Administrativo/Coord. Geral;
3. Aguarde instruções da Brigada de Emergência para contenção do
vazamento/derramamento;
4. A Brigada fornecerá instruções para conter ou mitigar os impactos ambientais
decorrentes.
e) em caso de emissões anormais
1. Não entre em pânico;
2. Avise ao Departamento Administrativo/Coord. Geral;
3. Aguarde instruções da Brigada de Emergência para contenção do
vazamento/derramamento;
40
4. A Brigada fornecerá instruções para conter ou mitigar os impactos ambientais
decorrentes.
f) em caso de acidentes externos
1. Os veículos que executam serviços externos devem possuir a lista de telefones úteis e a
dos brigadistas com telefones e endereços.
2. Ao receber o aviso de acidente externo deve ser acionado o Coordenador Geral da
Brigada e este tomará as ações cabíveis;
g) em caso de incidente/acidentes causados por fenômeno natural
Havendo constatação de danos causados por descargas elétricas (raios), desmoronamento de
terra, tombamento de caminhão e outras situações, ligar imediatamente para o Departamento
Administrativo/Coordenação Geral e relate o ocorrido.
h) em caso de acidentes ambientais
Havendo constatação de situações específicas sobre o Meio Ambiente e ecossistema interno e
externo tais como: queimadas, descarte de resíduos em locais impróprios e outras situações
similares, ligue, tão logo seja possível para o Depto. Administrativo– Coord. Geral e relate o
ocorrido.
i) em caso de tumultos ou greves
1. Comunicar ao Coordenado Geral da Brigada de Emergência para que o mesmo acione
toda a equipe para a proteção do patrimônio da empresa e negociar com os
representantes envolvidos.
j) em caso de ruído fora do normal
1. Sair imediatamente da área de ruído;
2. Caso ainda necessário, usar o EPI adequado;
3. Comunicar ao Coordenador Geral da Brigada de Emergência para as devidas
providências;
4. Aguardar outras instruções.
k) vibração fora do normal
1. Não entre em pânico;
2. Comunique a ocorrência ao Coordenador Geral da Brigada de Emergência;
3. Aguarde instruções.
l) em caso de outras situações emergenciais não relacionadas
1. Não entre em pânico;
2. Comunique a ocorrência ao Coordenador Geral da Brigada de Emergência;
3. Aguarde instruções.

[Link].12. Procedimentos referentes aos cuidados

O acesso dos funcionários à frente de trabalho deverá ser cuidadosamente controlado,


não sendo permitido livre acesso sem a utilização dos Equipamentos de Proteção Individual
(EPI’s) adequados.

41
Cronograma Físico CTR – PE Nazaré da Mata

42
5. ANÁLISE JURÍDICA

5.1. DAS NORMAS ANALISADAS

Neste tópico serão apresentadas e analisadas as normativas e diplomas legais incidentes


na área de estudo e relacionados à instalação da Central de Tratamento de Resíduos, incluindo
as normas e regulamentos federais, estaduais e municipais que incidem sobre as ações previstas
no âmbito do projeto. A análise perpassa pela proteção ao meio ambiente, política de resíduos
sólidos, licenciamento ambiental, recursos naturais, direitos, saúde, ordenamento territorial,
paisagem, proteção e segurança social, entre outros.

5.1.1. Legislação Federal

A primeira norma apresentada é Constituição da República Federativa do Brasil, é


considerada a lei fundamental e suprema do Brasil, servindo de parâmetro de validade a todos
os demais diplomas normativos, situando-se no topo do ordenamento jurídico, servindo assim
como uma primeira abordagem sobre a compreensão da importância do meio ambiente e seu
papel na sociedade.
O meio ambiente é tema o Capítulo VI – Do Meio Ambiente (Título VIII - da Ordem
Social), que no Art. 225 determina: “Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente
equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao
Poder Público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras
gerações”.
A Constituição Federal também abarca em seu Capítulo II os direitos sociais como
educação, saúde, alimentação, trabalho, moradia, transporte, lazer, segurança, proteção à
maternidade e à infância e assistência aos desamparados.
Dessa forma, os principais diplomas legais que são decorrentes da Constituição
Federal e estão relacionados com o projeto serão apresentados nos quadros abaixo, sendo
separadas pelo nível governamental, iniciando pela federação, estado e município, conforme
segue Quadro 8.

Quadro 8 - Legislação Federal correlata a CTR PE Nazaré da Mata/PE.


Legislação Federal

Norma Ementa

Institui o Estado Democrático, destinado a assegurar o exercício dos direitos sociais e


Constituição da individuais, a liberdade, a segurança, o bem-estar, o desenvolvimento, a igualdade e a justiça
República Federativa do como valores supremos de uma sociedade fraterna, pluralista e sem preconceitos, fundada
Brasil/1988 na harmonia social e comprometida, na ordem interna e internacional, com a solução
pacífica das controvérsias

Lei nº 12.305/2010 Institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos - PNRS

43
Legislação Federal

Norma Ementa

Lei n° 6.766/79 Dispõe sobre o Parcelamento do Solo Urbano e dá outras Providências.

Estabelece as normas para cooperação entre a União, os Estados, o Distrito Federal e os


Lei Complementar n° Municípios nas ações administrativas à proteção das paisagens naturais notáveis, à proteção
140/2011 do meio ambiente, ao combate à poluição em qualquer de suas formas e à preservação das
florestas, da fauna e da flora;

Institui a Política Nacional de Recursos Hídricos, cria o Sistema Nacional de


Lei Federal n° 9.433/97
Gerenciamento de Recursos Hídricos

Lei Federal n°
9.985/2000 Institui o Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza

Lei Federal nº
Dispõe sobre a proteção da vegetação nativa
12.651/2012

Lei Federal nº 6.938/81 Dispõe sobre a Política Nacional do Meio Ambiente

Resolução CONAMA
no 491/2018 Dispõe sobre padrões de qualidade do ar

Resolução CONAMA
Nº 430//2011 Dispõe sobre as condições e padrões de lançamento de efluentes

Dispõe sobre critérios e valores orientadores de qualidade do solo quanto à presença de


Resolução Conama nº substâncias químicas e estabelece diretrizes para o gerenciamento ambiental de áreas
420/2009 contaminadas por essas substâncias em decorrência de atividades antrópicas

Resolução do Dispõe sobre a classificação e diretrizes ambientais para o enquadramento das águas
CONAMA 396/08 subterrâneas

Resolução Conama n° Estabelece critérios e diretrizes para o licenciamento ambiental de aterro sanitários de
404/2008 pequeno porte de resíduos sólidos urbanos.

Dispõe sobre os casos excepcionais, de utilidade pública, interesse social ou baixo impacto
Resolução Conama n° ambiental, que possibilitam a intervenção ou supressão de vegetação em Área de
369/2006 Preservação Permanente - APP.

Resolução do Dispõe sobre a classificação dos corpos de água e diretrizes ambientais para o seu
CONAMA 357/05 enquadramento, bem como estabelece as condições e padrões de lançamento de efluentes

Resolução Conama Dispõe sobre conceitos, sujeição, e procedimento para obtenção de Licenciamento
n°237/97 Ambiental, e dá outras providências

Resolução Conama n°
01/86 Dispõe sobre critérios básicos e diretrizes gerais para a avaliação de impacto ambiental

NBR 10.151/99 Avaliação do ruído em áreas habitadas, visando o conforto da comunidade

Estabelece critérios para a apresentação de projetos de aterros sanitários e de resíduos


NBR 8.419/1992 sólidos urbanos.

NBR 13.896/1997 Aterros de resíduos não perigosos - Critérios para projeto, implantação e operação

44
5.1.2. Legislação Estadual

A legislação estadual está muitas vezes pautada nos instrumentos legais federais gerais
e orientativos, trazendo premissas específicas e mais adequadas à gestão do território do
Estado.
Destaque-se aqui a Lei 14.236/2010 que dispõe sobre a Política Estadual de Resíduos
Sólidos trazendo os princípios, instrumentos, objetivos, diretrizes, bem como as
responsabilidades dentre elas a gestão dos resíduos sólidos urbanos, inciso I, do art.15.
A Lei 12.916/2005 que dispõe sobre licenciamento ambiental, infrações administrativas
ambientais, estabelece o licenciamento ambiental para a central de tratamento de resíduos.
No Quadro 9, são apresentadas as principais leis relacionadas ao Programa e o
apontamento do conteúdo com maior relação às obras previstas.

Quadro 9 - Legislação Estadual correlata a CTR PE Nazaré da Mata/PE.


Legislação Estadual

Norma Ementa

Lei Estadual nº
Dispõe sobre a Política Estadual de Resíduos Sólidos
14.236/2010

Lei Estadual n° Dispõe sobre licenciamento ambiental, infrações e sanções administrativas ao meio
14.249/2010 ambiente (com as alterações da Lei nº 17.672, de 10 de janeiro de 2022)

Lei Estadual nº Dispõe sobre a Política Estadual de Recursos Hídricos e o


12.984/2005 Sistema Integrado de Gerenciamento de Recursos Hídricos

Lei Estadual nº Institui o Sistema Estadual de Unidades de Conservação da Natureza


13.787/2009 – SEUC, no âmbito do Estado de Pernambuco

Lei Estadual n° Define como áreas de proteção ambiental as Reservas Biológicas constituídas pelas áreas
9.931/1986 estuarinas do Estado de Pernambuco.

Lei Estadual no
Estabelece normas e diretrizes para a qualidade do ar, no âmbito do Estado de Pernambuco
15.725/2016

Lei Estadual nº Alterada pela Lei nº 17.672 /2022 , que dispõe sobre a conservação e a proteção das águas
11.427/1997 subterrâneas no Estado de Pernambuco

Lei Estadua nº
Institui a Política de Educação Ambiental de Pernambuco – PEAPE
16.688/2019

Lei Estadual nº
Institui a Política Estadual de Enfrentamento às Mudanças Climáticas de Pernambuco
14.090/2010

Lei Estadual n°
Dispõe sobre a política florestal do Estado de Pernambuco
11.206/95

Dispõe sobre a dispensa temporária da elaboração de EIA/RIMA e a exigência de RAS para


IN CPRH nº 01/2023
empreendimento de aterro sanitário de resíduos sólidos urbanos

45
Legislação Estadual

Norma Ementa

Dispõe sobre critérios de locacionais para o licenciamento ambiental de aterros sanitários


IN CPRH nº 08/2021
de resíduos sólidos não perigosos

5.1.3. Legislação municipal

A legislação municipal concentra como característica principal relacionada ao Projeto a


abordagem dos aspectos locais, como por exemplo a responsabilidade por legislar o uso e
ocupação do território e fazer toda a fiscalização e exigir o cumprimento das leis estabelecidas.
A exemplo dos diplomas legais estaduais, as leis municipais descendem e, muitas vezes, fazem
referência às leis estaduais e federais que devem ser observadas e cumpridas dentro de um
conjunto de exigências municipais. Destaca-se o Plano Diretor Municipal que deve estabelecer
os instrumentos de planejamento urbano, zoneamento e orientar o desenvolvimento de um
município nos aspectos econômico, físico e social e é baseado no Estatuto da Cidade que
regulamenta os artigos 182 e 183 da Constituição Federal de 1988.
O Quadro 10apresenta essas leis e seus principais conteúdos relacionados às obras do
projeto do CTR.

Quadro 10 - Legislação Municipal correlata a CTR PE Nazaré da Mata/PE.


Legislação Municipal

Norma Ementa

Lei nº 280/2013 Dispõe sobre o Código de Postura do Município

Lei nº 331/2016 Institui o Plano Diretor de Nazaré da Mata (alterado pela Lei nº 482/2021, 377/2017)

Lei nº 358/2017 Dispõe sobre a regulamentação das competências da Diretoria de Meio Ambiente

Lei nº 364/2017 Cria o Conselho Municipal de Meio Ambiente de Nazaré da Mata

Lei nº 334/2016 Dispõe sobre a coleta seletiva de óleo vegetal

Lei nº 289/2014 Autoriza a concessão da exploração dos resíduos sólidos e correlatos para o COMANAS

5.1.4. Competências Ambientais (Legislação Federal: Lei Complementar n° 140, de


08/12/2011)

A definição da competência para o licenciamento ambiental tem um grande histórico de


discussões e conflitos, legais técnicos, sendo a LC nº 140/11 uma das últimas normas que tenha
se proposto a conseguir de forma definitiva solucionar o impasse, principalmente entre os
órgãos de meio ambiente estadual e municipal, na medida ao definir o conceito de impacto local

46
e consequentemente o que seria a competência do licenciamento em âmbito municipal, ou seja,
dizer o que cabe ao município licenciar.
A Lei Complementar N.º 140/2011 estabeleceu critérios para definir a competência
licenciadora em questões ambientais, além de outras ações administrativas específicas para a
União, Estados, Distrito Federal e Municípios. Com isso, a matéria de competência comum foi
finalmente regulamentada, atendendo à exigência legal do parágrafo único do art. 23 da CF/88.
Quanto à competência licenciadora dos órgãos estaduais, a Lei Complementar 140/11
estabelece o seguinte, in litteris:

Art. 8º São ações administrativas dos Estados:


[...]
XIV - promover o licenciamento ambiental de atividades ou
empreendimentos utilizadores de recursos ambientais, efetiva ou
potencialmente poluidores ou capazes, sob qualquer forma, de causar
degradação ambiental, ressalvado o disposto nos arts. 7º e 9º;
XV - promover o licenciamento ambiental de atividades ou
empreendimentos localizados ou desenvolvidos em unidades de
conservação instituídas pelo Estado, exceto em Áreas de Proteção Ambiental
(APAs);

Quanto à competência licenciadora municipal, esta foi instituída nos seguintes moldes:

Art. 9º São ações administrativas dos Municípios:


[...]
XIV - observadas as atribuições dos demais entes federativos previstas
nesta Lei Complementar, promover o licenciamento ambiental das
atividades ou empreendimentos:
a) que causem ou possam causar impacto ambiental de âmbito local,
conforme tipologia definida pelos respectivos Conselhos Estaduais de
Meio Ambiente, considerados os critérios de porte, potencial poluidor
e natureza da atividade; ou
b) localizados em unidades de conservação instituídas pelo Município,
exceto em Áreas de Proteção Ambiental (APAs);

Em Pernambuco, o processo de discussão foi concluído em 2018 com a edição da


1ª Resolução Estadual de Impacto Local, Resolução Consema nº 01/2018, que definiu a
competência de licenciamento municipal.

Em dezembro de 2022 foi realizada sua revisão e publicação da Resolução Consema nº


01/2022, com destaque apara a supressão de vegetação em imóvel rural e de remanescentes de
vegetação do Bioma Mata Atlântica que fica sendo considerada de impacto regional e obras e
atividades de contenção de erosão costeira ou que tenham potencial de afetar a dinâmica
costeira ultrapassam o impacto local e configuram impacto regional, sendo ambas licenciadas
pela CPRH.

A tipologia de Central de Tratamento de Resíduos é de competência estadual, sendo o


licenciamento ambiental conduzido pela CPRH por configurar impacto regional.

Por fim, a Política Nacional do Meio Ambiente, instituída pela Lei nº 6.938/1981,
regulamentada pelo Decreto nº 99.274/1990, estabelece que o licenciamento ambiental, é uma

47
etapa obrigatória para que o órgão ambiental competente licencia a localização, instalação e
operação do empreendimento e as atividades que utilizam os recursos naturais que apresentam
potencial poluidoras.

5.1.5. Uso e ocupação do solo (Lei Federal n° 6.766/79, Legislação Municipal: Plano
Diretor e Lei de Uso e Ocupação do Solo – zoneamento)

A Lei nº 6.766/1979, dispõe sobre o parcelamento do solo urbano, é a norma referencial


para o ordenamento territorial e a gestão urbana das cidades brasileiras, com o objetivo principal
de regularizar a ocupação do solo urbano e garantir a oferta de lotes urbanizados para a
população de baixa renda. A Lei estabelece normas para a sua execução, para garantir o acesso
à moradia digna e à infraestrutura básica, além de proteger o meio ambiente e os espaços
públicos. Dentre os principais aspectos legais examinados pela lei, destacam-se:

● O parcelamento do solo urbano em lotes, para fins de urbanização e construção de


habitações, equipamentos públicos e serviços urbanos;
● A necessidade de aprovação prévia do projeto de loteamento pelas autoridades
competentes, incluindo a observância das normas urbanísticas, ambientais e sanitárias;
● A obrigatoriedade de reservar áreas para uso público, como praças, parques, jardins e
equipamentos comunitários;
● A exigência de infraestrutura básica no loteamento, como redes de água, esgoto, energia
elétrica, iluminação pública e pavimentação;
● A porta de entrada de lotes em áreas que ainda não possuem infraestrutura básica;
● A responsabilidade do loteador pela execução da infraestrutura básica e pela
manutenção das áreas públicas;
● A possibilidade de desmembramento do loteamento, desde que respeitadas as normas
urbanísticas e ambientais;
● A regulamentação do condomínio de lotes e sua gestão;
● Penalidades em caso de descumprimento das normas protegidas pela lei.

O Município de Nazaré da Mata estabelece o regramento do seu zoneamento urbano por


meio da Lei Municipal Nº 331/2016 que institui o novo Plano Diretor do Município, e no seu
Artigo 11 estabelece o macrozoneamento do Município e suas unidades de planejamento em
Zonas, Áreas, Eixos, Faixas e Setores.
O Artigo 14 define o uso da macrozona rural para atividades econômicas não urbanas,
a exemplo da agricultura, pecuária, extrativismo, recreação, sistemas agroflorestais e
congêneres, não sendo permitidos loteamentos. O parágrafo único do Artigo 14 determina que
estabelecimentos isolados que não constituem uso rural e que não são adequados a áreas
densamente povoadas como cemitérios, usinas de tratamento de lixo, dentre outros, serão
permitidos em área rural e sujeitos a disciplinamento e controle pela Prefeitura e pelo órgão
ambiental competente.
O Parágrafo único do Artigo 19 define a Área de Urbanização Restrita (AUR) que é
destinada a resguardar o entorno dos locais destinados ao depósito de resíduos sólidos,
compreende a área destinada ao Depósito de Resíduos Sólidos e seu entorno.
Observados os termos do Plano Diretor, o empreendimento em questão tem potencial
de instalação perante o regramento do ordenamento tratado nos termos da Lei.

48
5.1.6. Proteção e controle da poluição sonora (Lei Estadual no 12.789; NBR 10.151 e
NBR 10.152)

No tocante à poluição sonora foi observada a Lei nº 12.789/2005, que dispõe sobre
ruídos urbanos, poluição sonora e proteção do bem-estar e do sossego público:
Art. 1º É proibido perturbar o sossego e o bem-estar público com ruídos, vibrações, sons
excessivos ou incômodos de qualquer natureza, produzidos por qualquer meio ou forma que
contrariem os níveis máximos de intensidade auditiva, fixados por lei.
§ 1º Serão considerados prejudiciais, os ruídos que ocasionem ou possam ocasionar
danos materiais à saúde e ao bem-estar público.
Além da NBR 10.152 que traz os níveis de ruído para conforto acústico e do NBR
10.151 que traz as normas para avaliação do ruído em áreas habitadas, visando o conforto da
comunidade.
A instalação e operação do empreendimento deve observar as regras de emissão sonora
e adotar as medidas necessárias para atender os limites legais e garantir o bem-estar público.

5.1.7. Proteção à qualidade e quantidade das águas (Lei Federal n° 9.433/97; Lei
Estadual no 12.984/2005; Resoluções do CONAMA nos 357/05 e 396/08 e
demais legislações relacionadas ao enquadramento/classificação dos corpos
d'água, padrões de qualidade, normas da CPRH etc.).

Em relação à proteção à qualidade e quantidade das águas disporemos da Lei nº 9.433,


de 8 de janeiro de 1997 que institui a Política Nacional de Recursos Hídricos, que em seu artigo
2º traz os objetivos:

Art. 2º São objetivos da Política Nacional de Recursos Hídricos:


I - Assegurar à atual e às futuras gerações a necessária disponibilidade de água,
em padrões de qualidade adequados aos respectivos usos;
II - A utilização racional e integrada dos recursos hídricos, incluindo o transporte
aquaviário, com vistas ao desenvolvimento sustentável;
III - a prevenção e a defesa contra eventos hidrológicos críticos de origem natural
ou decorrentes do uso inadequado dos recursos naturais.
IV - Incentivar e promover a captação, a preservação e o aproveitamento de
águas pluviais.

Em conjunto com a Resolução CONAMA Nº 357/2005 que dispõe sobre a classificação


e diretrizes ambientais para o enquadramento dos corpos de água superficiais, bem como
estabelece as condições e padrões de lançamento de efluentes e a Resolução CONAMA nº
396/2008 que determina sobre a classificação e diretrizes ambientais para o enquadramento das
águas subterrâneas e dá outras providências.

No âmbito Estadual, a Lei Nº 12.984/2005, que versa sobre a Política Estadual de


Recursos Hídricos e o Sistema Integrado de Gerenciamento de Recursos Hídricos, estabelece a
bacia hidrográfica como a unidade territorial da PNRH, e objetiva assegurar a disponibilidade
às futuras gerações, preservação dos recursos, entre outras. É ponto chave que será observado
no desenvolvimento do projeto da CTR Nazaré da Mata.

49
5.1.8. Proteção à qualidade do solo quanto à presença de substâncias químicas e o
gerenciamento ambiental de áreas contaminadas por essas substâncias em
decorrência de atividades antrópicas, segundo a Resolução Conama no
420/2009 e alterações.

A Resolução Conama nº 420/2009 busca estabelecer critérios e padrões para o


gerenciamento de resíduos sólidos, visando à proteção do meio ambiente e da saúde pública. A
sua aplicação efetiva depende da atuação conjunta de órgãos governamentais, empresas e
sociedade civil organizada, visando à implementação de políticas públicas e práticas que
garantam a gestão adequada dos resíduos sólidos em todo o país.
Será implementado um Programa de Monitoramento de Qualidade do Solo e das Águas
Subterrâneas na área da CTR Nazaré da Mata para gerenciar e prevenir a contaminação como
fonte potencial resultante de suas atividades. O programa buscará medidas preventivas para
atender aos valores de referência da Resolução Conama nº 420/2009, visando preservar a
qualidade ambiental conforme determina o seu Artigo 3º.

Art. 3º A proteção do solo deve ser realizada de


maneira preventiva, a fim de garantir a manutenção da
sua funcionalidade ou, de maneira corretiva, visando
restaurar sua qualidade ou recuperá-la de forma
compatível com os usos previstos.

A resolução determina a análise de 80 substâncias químicas, divididas em 20


substâncias inorgânicas que requerem valores de referência pelos Estados e 60 substâncias
químicas não orgânicas. Os critérios e valores orientadores de qualidade do solo ou background,
na resolução, referem-se exclusivamente à presença de substâncias químicas e são compostos
por três valores distintos: Valor de Referência de Qualidade (VRQ), Valor de Prevenção (VP)
e Valor de Investigação (VI). O VRQ para cada elemento é baseado na análise do solo em
condição natural, enquanto o VP e VI são determinados por meio de avaliação de risco
ecológico e para a saúde humana.
Na referida Resolução 420/2009, o solo pode ser classificado de acordo com a
concentração de substâncias químicas, podendo estar na faixa da classe 1 que apresenta
concentrações de substâncias químicas menores ou iguais ao VRQ, classe 2 apresenta pelo
menos uma substância química maior que o VRQ e menor ou igual ao VP, classe 3 são solos
que expõem pelo menos uma substância química maior que o VP e menor ou igual ao VI e a
classe 4 são solos que denotam concentrações de, pelo menos, uma substância química maior
que o VI (Brasil 2009).
A Instrução Normativa nº 007/2014 estabelece os valores de referência da qualidade do
solo (VRQ) do Estado de Pernambuco quanto à presença de substâncias químicas para o
gerenciamento ambiental de áreas contaminadas por essas substâncias. Nesse sentido o
empreendimento, atenderá todos os critérios conforme determina a legislação.

5.1.9. Espaços legalmente protegidos (UCs, APPs, áreas de vegetação protegida,


áreas de proteção de mananciais etc.). Considerar, entre outras, as seguintes
legislações: Lei Federal n° 9.985/2000, Resolução Conama n° 369/2006, Lei
Estadual n° 9.931/1986, Lei Federal no 12.651/2012, Lei Estadual no
13.787/2009.

50
A localização do CTR Nazaré da Mata não tem interferência em espaços legalmente
protegidos, como as áreas protegidas e unidades de conservação, seja federal, estadual ou
municipal. Também não está inserida na área de proteção de manancial (Lei nº 9.860/1986),
justamente porque não está localizada na Região Metropolitana do Recife.
Quanto a área de preservação permanente, referente a faixa marginal de curso d'água
será avaliada, no levantamento do meio físico e análise da localização com base na IN CPRH
nº 08/2021. Em caso de incidência deverá ser adotada as medidas de preservação das respectivas
faixas e as medidas mitigadoras a serem adotadas para garantir o atendimento legal e o
provimento do serviço ambiental pela qual se justifica como a manutenção da qualidade da
água, preservação da vegetação e fauna, entre outras.

5.1.10. Supressão de vegetação e compensação ambiental (Lei Federal no 12.651/2012;


Lei Estadual n° 11.206/1995 e IN CPRH no 007/2021) Resolução Consema
01/2018 e alterações.

A Lei Estadual n° 11.206/1995 dispõe sobre a Política Florestal do Estado de


Pernambuco e estabelece as condições e regras quando da necessidade de supressão de
vegetação. O Estudo ambiental, trará a avaliação da necessidade ou não de supressão quando
tratar da avaliação do meio biótico, da instalação do empreendimento e seus impactos.
As providências, proibições, condições, compensações, etc são definidas com base no
diagnóstico que deverá avaliar questões relacionadas ao tipo de vegetação a ser suprimida, se
for o caso de mata nativa e seu estágio de regeneração, se for caatinga, espécie exótica, arbustos,
palmeiras, ameaçada de extinção, etc.
É avaliada ainda a localização dessa vegetação, se está dentro de área de preservação
permanente, em morro, encosta, área alagada, etc.
As duas condições acima citadas apontam para condições e regras que estão
estabelecidas nos diplomas legais tratados e devem ser aplicadas as regras que poderão indicar
a proibição da supressão ou as condições específicas que devem ser observadas para a anuência;
os procedimentos para a supressão, como o manejo, a destinação do material lenhoso,
afugentamento da fauna, entre outros.
É observado ainda a compensação ambiental que deve ser aplicada em relação a
quantidade de indivíduos suprimidos, a indicação das espécies, o tamanho das mudas, a técnica
a ser empregada, etc.

Como exemplo de procedimento específico que pode ser aplicada podemos destacar o
caso da vegetação de preservação permanente que de regra é proibida a sua supressão, mas em
caso especial, conforme detalhado, poderá ser excepcionada, como se observa em seu Artigo
8º que determina ( Lei Estadual n° 11.206/1995):
Art. 8º. É proibida a supressão parcial ou total da vegetação
de preservação permanente, salvo quando necessária à
execução de obras, planos ou projetos de utilidade pública
ou interesse social e não exista no Estado nenhuma outra
alternativa de área de uso para o intento.
§ 1º. Na hipótese prevista neste artigo a supressão de
vegetação deverá ser precedida de:
I - lei específica;
II - elaboração de estudos de impacto ambiental e relatório
de impacto ambiental - EIA/RIMA e licenciamento do órgão
competente.
51
Em relação a Compensação Ambiental relativa à supressão da vegetação a norma
esclarece no parágrafo 2º do Artigo 8º que:
§ 2º. A supressão da vegetação de que trata este artigo
deverá ser compensada com a preservação ou recuperação
de ecossistema semelhante, em no mínimo correspondente à
área degradada que garanta a evolução e a ocorrência dos
processos ecológicos, anteriormente à conclusão da obra.

A Instrução Normativa nº 007/2021 dispõe sobre a Reposição Florestal Obrigatória pela


supressão de vegetação nativa no bioma Caatinga.

Em virtude da localização do empreendimento está localizado no Bioma Mata Atlântica


e as prerrogativas legais afetas ao empreendimento devem ser observadas nos termos da Lei
Federal n.º 11.428/06 que regulamenta a proteção e uso da biodiversidade e recursos dessa
floresta, Resolução Consema nº 01/2022 que altera disposições constantes na Resolução
Consema nº 01/2018, acrescendo os § 5º e 6º nos seguintes termos:

Art. 1º. Alterar o Artigo 2º da Resolução CONSEMA/PE nº


001/2018, acrescendo os § 5º e 6º nos seguintes termos:
§ 5° - A supressão de vegetação em imóvel rural e de
remanescentes de vegetação do Bioma Mata Atlântica é
considerada de impacto regional, tendo sido a competência
para autorização expressamente atribuída aos estados na
Lei Complementar nº140/2011 e na Lei Federal nº
11.428/2006.
§ 6° Obras e atividades de contenção de erosão costeira ou
que tenham potencial de afetar a dinâmica costeira
ultrapassam o impacto local e configuram impacto regional.

A quantificação e qualificação da vegetação nativa a ser suprimida será realizada por


meio de inventário florestal, conforme determinações, condicionantes e os termos do processo
da solicitação da Licença de Instalação e respectiva Autorização de Supressão de Vegetação -
ASV.

5.1.11. Legislação sobre fauna (Lei Federal no 5.197/67 e suas atualizações, IN IBAMA
no 179/2008, IN CPRH no 07/2018, Portaria MMA No 444/2014, Portaria
MMA No 148/2022, Resolução SEMAS/PE No 1/2015, Resolução SEMAS/PE
No 1/2017 e Portaria SEMAS/PE No 41/2022)

A Lei Federal nº 5.197/67, conhecida como a "Lei de Proteção à Fauna", estabelece as


diretrizes e normas para a proteção, conservação e uso sustentável da fauna no território
brasileiro. Essa lei é considerada uma das principais legislações ambientais relacionadas à fauna
no país.
A lei define a fauna como um patrimônio nacional e estabelece que é dever do Poder
Público e da sociedade em geral proteger e preservar a fauna brasileira, tanto em seu habitat
natural quanto em cativeiro. Ela também estabelece uma série de proibições e restrições para a
caça, captura, transporte, guarda e comercialização de espécimes da fauna silvestre.

52
Dentre os principais pontos abordados pela lei, podemos destacar:
● Proibição da caça e captura: A lei proíbe a caça e captura de animais silvestres, exceto
em situações específicas autorizadas pelos órgãos competentes, como controle de espécies
exóticas invasoras e subsistência de populações tradicionais.
● Comércio de animais: A lei estabelece que a comercialização de animais silvestres deve
ser realizada de forma legal e regulamentada, com a obtenção de autorizações específicas. O
objetivo é evitar o tráfico de animais e garantir que o comércio seja feito de forma sustentável.
● Proteção de espécies ameaçadas: A lei prevê a proteção de espécies ameaçadas de
extinção, proibindo sua caça, captura e comercialização. Essa proteção inclui a preservação de
habitats naturais e a adoção de medidas para a recuperação de populações em declínio.
● Uso sustentável da fauna: A lei reconhece a importância do uso sustentável da fauna
para o desenvolvimento socioeconômico e cultural do país. Ela estabelece que a utilização dos
recursos faunísticos deve ser realizada de forma racional e em conformidade com os princípios
da conservação e do bem-estar animal.
● A Lei Federal nº 5.197/67 possui relevância tanto para a conservação da biodiversidade
brasileira quanto para a regulamentação das atividades relacionadas à fauna. Seu objetivo
principal é proteger os animais silvestres, garantindo sua preservação e evitando a exploração
predatória.
O Estado de Pernambuco ainda não possui a política de proteção à fauna, sendo aplicado
os conceitos gerais da norma federal e os procedimentos estabelecidos em leis estaduais que
versam esparsamente sobre a fauna, como no caso da lei de licenciamento ambiental sobre
matéria de licenciamento ambiental, a Lei Estadual nº 14.249/2010, onde se prevê̂ a tipologia
de Autorização para Captura, Coleta e Transporte de Fauna.
Em Pernambuco foi estabelecido o Acordo de Cooperação Técnica nº 07/2014,
celebrado entre a CPRH e o IBAMA, que atribui à CPRH a competência, coleta e transporte de
fauna no âmbito dos processos de licenciamento ambiental sob sua esfera de competência.
A Instrução Normativa CPRH nº 07/2018, se destaca como um dos principais
normativos para a gestão e procedimentos da fauna no estado de Pernambuco, na medida em
que estabelece os critérios para procedimentos relativos ao manejo de fauna silvestre
(levantamento, resgate e afugentamento e monitoramento de fauna) em áreas de influência de
empreendimentos e atividades consideradas efetiva ou potencialmente causadoras de impactos
à fauna sujeitas ao licenciamento ambiental.
A temática da fauna está muito associada quando da necessidade da supressão da
vegetação para a instalação de empreendimento, ficando obrigatória o requerimento de
autorizações para Captura, Coleta e Transporte de Fauna Silvestre especificas para atividades
de levantamento de fauna, resgate e afugentamento de fauna e monitoramento de fauna.
A Resolução SEMAS nº 01/2015 (Portaria SEMAS nº 41/2022) trata das espécies de
anfíbios da fauna pernambucana ameaçadas de extinção aquelas constantes da lista oficial e
Resolução SEMAS nº 01/2017 trata das espécies de répteis da fauna pernambucana ameaçadas
de extinção aquelas constantes da lista oficial. Portanto, no diagnóstico da fauna deve ser
observada a ocorrências dessas espécies para as devidas providências e procedimentos.

5.1.12. Licenciamento e avaliação de impacto ambiental (Lei Federal n° 6.938/81 e


Decreto n° 99.274/90; Resoluções Conama n os 01/86, 09/87, 01/88, 237/97 e
404/2008; Lei Estadual n° 14.249/2010 e suas alterações; e Instruções
Normativas CPRH n° 008/2021 e n° 009/2021)

No item sobre a competência, foi abordado de forma específica a matéria sobre o


licenciamento ambiental e destacando a situação no Estado de Pernambuco e a Resolução
53
Consema nº 01/2022, que revisou e atualizou a Resolução Consema nº 01/2018, sobre as
tipologias de empreendimentos e atividades de impacto ambiental local, que tem reflexo direto
sobre a competência para o licenciamento, buscando esclarecer o cabe ao órgão ambiental
estadual - CPRH as tipologias de atividades e empreendimentos de impacto local, que são
licenciados pelo órgão local municipal, e aquelas tipologias que configuram impacto regional,
a serem licenciadas pelo órgão estadual.
A Resolução Consema nº 01/2022 trouxe o destaque apara a supressão de vegetação
em imóvel rural e de remanescentes de vegetação do Bioma Mata Atlântica que fica sendo
considerada de impacto regional e obras e atividades de contenção de erosão costeira ou que
tenham potencial de afetar a dinâmica costeira ultrapassam o impacto local e configuram
impacto regional, sendo ambas licenciadas pela CPRH.
A tipologia de Central de Tratamento de Resíduos é de competência estadual, sendo o
licenciamento ambiental conduzido pela CPRH por configurar impacto regional.
A INSTRUÇÃO NORMATIVA N° 008/2021, que dispõe sobre critérios locacionais
para o licenciamento ambiental de aterros sanitários de resíduos sólidos não perigosos, se
configura:
Art. 3o Para a escolha da área para a implantação de aterro sanitário de resíduos
sólidos não perigosos o empreendedor deve considerar as seguintes condicionantes:
I- os projetos considerem a construção de aterros com vida útil mínima de 15 anos;
II- a dimensão da área seja compatível com o empreendimento a ser instalado,
contemplando, além das unidades da(s) célula(s) de aterro, o sistema de tratamento
de efluentes, rede de monitoramento de águas subterrâneas, faixa prevista para a
implantação da corna vegetal, entre outros;
III- a área disponha de fácil acesso e este seja utilizado sob quaisquer condições
climácas;
IV- o perímetro do aterro sanitário esteja a uma distância mínima de 100 metros a
para da faixa de domínio de rodovias;
V- a direção preferencial dos ventos deve ser dos locais onde existam residências
isoladas e/ou núcleos populacionais para o local do aterro;
VI- a topografia da área possua declividade superior a 1% e inferior a 30%;
VII- o aterro não deve ser executado em áreas sujeitas a inundações, em períodos de
recorrência de 100 anos;
VIII - o perímetro do aterro esteja a uma distância mínima de 200 m de qualquer
coleção hídrica ou curso de água, incluindo nascentes temporárias e perenes;
IX - No entorno da área não existam poços de abastecimento público e pontos de
captação;
X- Entre a superfície inferior do aterro e o mais alto nível do lençol freáco deve haver
uma camada natural de espessura mínima de 1,50 m de solo insaturado. O nível do
lençol freáco deve ser medido durante a época de maior precipitação pluviométrica
da região;
XI- com relação à geologia e pos de solo, haja um depósito natural extenso e
homogêneo de materiais
com coeficiente de permeabilidade inferior a 10-6 cm/s e uma zona não saturada com
espessura superior a 3,0 m;
54
XII- o aterro deve ser executado em áreas onde haja predominância no subsolo de
material com coeficiente de permeabilidade inferior a 5 x 10-5 cm/s;
XIII- a área seja prioritariamente antropizada, sem presença de vegetação nava. No
caso de haver vegetação nava, que esta se encontre em estágio inicial de regeneração;
XIV- a área não esteja situada em área de Reserva Legal;
XV- sejam respeitadas as seguintes distâncias, com relação a:
a) Núcleos populacionais: ≥ 500 m do perímetro da área do aterro;
b) Residências isoladas: ≥ 300 m do perímetro da área do aterro, podendo estar a 300
m da célula do aterro, a depender da disposição das unidades componentes do projeto,
bem como da presença de vegetação existente que funcione como barreira física;
XVI- os aterros só podem ser construídos em áreas de uso conforme legislação local
de uso do solo;
[Link]
gem=arvore_visualizar&id_documento=21605828&infra_siste... 2/3
28/10/2021 10:09 SEI/GOVPE - 18191995 - GOVPE - Instrução Normativa
XVII - a área deve atender aos critérios de localização relativos a Unidades de
Conservação da Natureza, considerando os Planos de Manejo existentes e a
legislação aplicável;
XVIII- a localização deve atentar para as Áreas de Segurança Aeroportuárias – ASA
em conformidade com a Lei Federal no 12.725/2012 e suas alterações.

5.1.13. Políticas Nacional e Estadual de Resíduos Sólidos (Lei Federal Nº 12.305/2010


e Lei Estadual Nº 14.236/2010) e regulamentações decorrentes

A Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) é a estrutura regulatória que propõe e


estabelece as diretrizes, princípios, objetivos etc para a gestão dos resíduos sólidos. No papel
de uma política tem sua gestão mais vinculada aos entes públicos que devem promover ações
para no enfrentamento dos principais problemas ambientais, sociais e econômicos decorrentes
do manejo inadequado dos resíduos sólidos, como por exemplo na prevenção e a redução na
geração de resíduos, aumento da reciclagem e da reutilização dos resíduos sólidos e a destinação
ambientalmente adequada dos rejeitos.
A política Estadual de resíduos sólidos dispõe sobre as diretrizes gerais aplicáveis aos
resíduos sólidos no Estado de Pernambuco, bem como os seus princípios, objetivos,
instrumentos, gestão e gerenciamento, responsabilidades e instrumentos econômicos.
A CTR possui papel essencial para a implantação tanto da PNRS como na PERS na
medida em que contribui para a redução dos impactos ambientais, promoção da saúde pública,
economia circular, educação e conscientização social, vinculada principalmente na linha da
destinação e disposição ambientalmente adequada dos rejeitos, conforme traz o art. 2º, inciso
VIII, da PERS:

VIII - disposição final ambientalmente adequada: distribuição


ordenada de rejeitos em aterros, observando normas
operacionais específicas, de modo a evitar danos ou riscos à
55
saúde pública, à segurança e a minimizar os impactos ambientais
adversos;

5.1.14. Marco legal do saneamento básico (Lei Federal no 14.026/2020)

O texto da Lei Federal nº 14.026/2020 traz diversas alterações e inovações em relação


ao marco legal anterior, a Lei nº 11.445/2007. Algumas das principais disposições e elementos
presentes na nova lei são:
Universalização do saneamento básico: A lei estabelece como meta a universalização
dos serviços de água potável e esgotamento sanitário até 2033. Isso significa que é necessário
garantir o acesso a esses serviços a toda a população brasileira.
Abertura para a iniciativa privada: A nova lei permite maior participação da iniciativa
privada na prestação dos serviços de saneamento básico. Ela estabelece a possibilidade de
concessões e parcerias público-privadas (PPPs), visando aumentar a eficiência e a qualidade
dos serviços.
Estímulo à concorrência: A lei incentiva a competição no setor de saneamento,
promovendo a realização de licitações para a contratação dos serviços. Isso tem como objetivo
fomentar a busca pela melhoria dos serviços e a redução dos custos para os usuários.
Regionalização e blocos de municípios: A lei prevê a criação de blocos de municípios
para a prestação regionalizada dos serviços de saneamento básico. Essa medida visa viabilizar
a eficiência e a sustentabilidade econômica na oferta dos serviços, principalmente para
municípios de menor porte.
Fortalecimento das agências reguladoras: A nova lei atribui maior poder às agências
reguladoras no setor de saneamento básico, visando garantir a fiscalização e a regulação dos
serviços prestados. Essa medida busca assegurar a qualidade, a eficiência e a transparência na
prestação dos serviços.
Estímulo a investimentos: A lei busca atrair investimentos para o setor de saneamento,
tanto públicos como privados, por meio de medidas como a possibilidade de emissão de títulos
financeiros específicos para o financiamento de obras e ações de saneamento básico.
A Lei Federal nº 14.026/2020 representa uma importante atualização no marco legal do
saneamento básico no Brasil, buscando promover avanços significativos na qualidade e na
universalização dos serviços. Por meio de suas disposições, a lei estimula a participação da
iniciativa privada, fortalece a regulação e fiscalização e incentiva a realização de investimentos
no setor. Com isso, espera-se que a implementação dessa lei contribua para melhorias
significativas na saúde pública, na preservação do meio ambiente e na qualidade de vida da
população brasileira.

56
5.1.15. NBR 8.419/1992 (Diretrizes para apresentação de projetos de aterros de
resíduos sólidos urbanos)e NBR 13.896/1997 (Aterros de resíduos não perigosos
– critérios para projeto, implantação e operação)

O projeto da CTR Nazaré da Mata deverá adotar as regras, diretrizes e as condições para
a apresentação de projetos de aterros sanitários de resíduos sólidos urbano (NBR 8.419/1992 e
NBR 13.896/1997) dentre os quais a elaboração de memorial descritivo, informações sobre os
resíduos a serem dispostos no aterro sanitário, caracterização do local destinado ao aterro
sanitário, sistema de drenagem (superficial, percolagem), impermeabilização inferior e/ou
superior, operação do aterro sanitário (Acessos e isolamento da área do aterro sanitário, preparo
do local de disposição, transporte e disposição dos resíduos sólidos, empréstimo de material
para cobertura, controle tecnológico, plano de encerramento do aterro e cuidados posteriores,
uso futuro).

5.1.16. Responsabilidades ambientais (Lei Federal n° 9.605/1998 e Lei Estadual n°


14.249/2010 e suas alterações)

Ambos os diplomas têm como objetivo regular a responsabilidade ambiental, nas três esferas:
civil, administrativa e penal, servindo como instrumento para proteção do meio ambiente, com
mecanismo para punição de infratores. As normas têm como objetivo a prevenção e reparação
do meio ambiente e não somente punição.
Importante destacar que a atribuição da fiscalização é exercida em comum pelos 3 entes,
todavia, ao ente licenciador da atividade, prevalece seu poder de polícia em relação a lavratura
do auto de infração, conforme previsto no art 17, da LC n 140/11:

LC 140/11, art. 17. Compete ao órgão responsável pelo


licenciamento ou autorização, conforme o caso, de um
empreendimento ou atividade, lavrar auto de infração ambiental e
instaurar processo administrativo para a apuração de infrações à
legislação ambiental cometidas pelo empreendimento ou atividade
licenciada ou autorizada.
§ 3o O disposto no caput deste artigo não impede o exercício pelos
entes federativos da atribuição comum de fiscalização da
conformidade de empreendimentos e atividades efetiva ou
potencialmente poluidores ou utilizadores de recursos naturais
com a legislação ambiental em vigor, prevalecendo o auto de
infração ambiental lavrado por órgão que detenha a atribuição de
licenciamento ou autorização a que se refere o caput. (Vide ADI
4757).

57
5.1.17. Proteção ao Patrimônio Histórico-Cultural (Lei Federal n° 3.924/1961, Lei
Federal n° 3.551/2002, Portaria do IPHAN n° 07/88 e IN IPHAN no 01/2015)

O Estudo Ambiental fará a avaliação e levantamento em relação aos bens acautelados


em âmbito federal, sob a competência administrativa do IPHAN, e também em relação aos bens
regionais e locais do município de Nazaré da Mata.
Não foi identificado a ocorrência de bens acautelados na Área de Influência Direta
(AID) do empreendimento que é a delimitação e perímetro na qual o IPHAN estabelece a
necessidade de procedimentos específicos.
O Engenho Bonito, onde será implantado o CTR, tem uma área aproximada de 700
(setecentos) hectares, dos quais somente 20 (vinte) hectares serão utilizados para o
empreendimento, com a AID sem ocorrência de bens culturais.
A Capela de São Francisco Xavier, que também se localiza no Engenho Bonito, está
localizada a uma distância de aproximadamente 1,5 km da AID do empreendimento, ou seja,
não há comprometimento com bens culturais. Esse assunto será melhor detalhado e apresentado
em tópico específico aqui no estudo ambiental.

5.1.18. Área de Segurança Aeroportuária – ASA (Lei Federal n° 12.725/2012,


Resolução ANAC n° 611/2021 - Emenda n° 06 ao Regulamento Brasileiro de
Aviação Civil n° 153).

A Lei nº 12.725/2012 estabelece regras que visam à diminuição do risco de acidentes e


incidentes aeronáuticos decorrentes da colisão de aeronaves com espécimes da fauna nas
imediações de aeródromos. e define a Área de Segurança Aeroportuária - ASA, conceituada
como a área circular do território de um ou mais municípios, definida a partir do centro
geométrico da maior pista do aeródromo ou do aeródromo militar, com 20 km (vinte
quilômetros) de raio, cujos uso e ocupação estão sujeitos a restrições especiais em função da
natureza atrativa de fauna.

A área do empreendimento e o município de Nazaré da Mata não está inserida dentro


da Área de Segurança Aeroportuária do aeroporto de Recife, conforme figura abaixo,
estabelecida e com restrições específicas para as atividade e empreendimentos localizados
dentro com raio de 20 km para uso e ocupação do solo e 10 km para construção de aterro
sanitário.

6. ÁREA DE INFLUÊNCIA DO EMPREENDIMENTO

As áreas de influência da CTR PE Nazaré compreendem três dimensões distintas as


quais assim definidas como:
Área Diretamente Afetada (ADA): aquela onde ocorrem as intervenções relacionadas
ao Empreendimento, incluindo as áreas de apoio, como canteiros de obra, acessos, áreas de
empréstimo, áreas de depósito temporário etc.

58
Área de Influência Direta (AID): aquela sujeita aos impactos diretos provenientes da
implantação e operação do empreendimento.
Área de Influência Indireta (AII): aquela onde os impactos provenientes da implantação
e operação do empreendimento se fazem sentir de maneira indireta e com menor intensidade
em relação à área de influência direta.

Baseado nos conceitos dos três níveis de susceptibilidade e a partir de critérios técnicos
avaliados foram definidos os limites geográficos de influência do empreendimento, passando a
considerar o local de instalação da planta do empreendimento como Área Diretamente Afetada
(ADA), um raio de segurança e salubridade para a população sendo a Área de Influência Direta
(AID) e a dimensão dos limites do município de Nazaré da Mata como a Área de Influência
Indireta (AII) tendo em vista que grande parte da operação ocorre nesse território.
A ADA compreende um local de fácil acesso em meio a um ambiente antropizado e
matriz circundante, predominantemente, de atividade agrícola da cana-de-açúcar e criação de
gado bovino. A ADA possui uma área de 20 hectares cuja localização é próxima ao lixão
desativado, com predomínio de vegetação herbácea e em parte arbustiva. Essas características
fisiográficas da área escolhida são favoráveis, congregam viabilidade socioeconômica e
ambiental. Somadas a estes aspectos, a CTR, por meio de um conjunto de ações de controle e
respectivos programas ambientais, torna-se um empreendimento compatível e garantidor da
sustentabilidade local e regional.
A Área de Influência Direta - AID possui passivos ambientais que foram considerados
para sua delimitação, incluindo a área do lixão desativado e a área de pastagem. Na AID há um
pequeno grupo de residências a 300 metros do limite da ADA, totalizando 11 residências. Em
relação a hidrografia, linhas de drenagem a ADA manterá distância segura com condições
técnicas, a partir dos programas e medidas de controle, melhorar as condições ambientais e
ecológicas de alguns trechos da AID (Figura 12).
As Áreas de Influência adotadas para os estudos do Meio Físico, Biótico, Social e
Recursos Hídricos estão representadas nas Figuras 13, 14, 15 e 16.

59
Figura 12 - Perspectiva aérea da definição das áreas de influência da CTR sendo elas a ADA, AID e AII.
Fonte: Elaborado por Kiwiks, 2023

Figura 13 - Mapa da Área de Influência para o Estudos do Meio Físico

60
Figura 14 - Mapa da Área de Influência para o Estudos do Meio Biótico.

Figura 15 - Mapa da Área de Influência do Meio Socioeconômico.

61
Figura 16 - Mapa da Área de Influência dos Recursos Hídricos

7. DIAGNÓSTICO AMBIENTAL DA ÁREA DE INFLUÊNCIA

[Link] FÍSICO

7.1.1. Clima e condições meteorológicas

A área de estudo está situada na região da zona da mata que é caracterizada por grandes
precipitações, O clima do município de Nazaré da Mata de acordo com a classificação de
Köppen-Geiger (1973) é do tipo Tropical Chuvoso com verão seco. Toda a região do município
é caracterizada por índices pluviométricos com médias totais anuais acima de 1000 mm/ano. O
município supracitado possui uma única estação pluviométrica 97, conforme o banco de dados
da APAC. A Tabela 2 mostra as precipitações médias mensais para este posto pluviométrico do
município no período de 1980 a 2022, respectivamente.

62
Tabela 2 - Média pluviométrica mensal da estação 97 do município de Nazaré da Mata.

Meses Precipitação (mm)

Jan 61.1

Fev 76.6

Mar 107.2

Abr 130.5

Mai 155.4

Jun 183.2

Jul 159.5

Ago 81.4

Set 37.6

Out 21.9

Nov 23.8

Dez 32.8

Média 89.2
Fonte: APAC, 2023.

Na Figura 13 são apresentados os histogramas dos dados das precipitações médias dos
postos da Percebe-se que os valores pluviométricos mais elevados estão concentrados entre os
meses de março e julho. O período seco ocorre entre os meses de agosto e dezembro.

Figura 17 - Médias de chuva na estação Nazaré da mata (apac).

63
Fonte APAC 2023

De acordo com o Climate org. o município de Nazaré da Mata, apresenta temperaturas


médias mensais que, oscilam entre 23 °C e 29°C, sendo os meses mais quentes entre setembro
e dezembro, e os mais frios entre março e julho.
Para a região como um todo, as maiores temperaturas médias mensais ocorrem em
janeiro e as menores em julho. As temperaturas mínimas médias mensais tendem a ocorrer em
julho e as temperaturas máximas médias mensais em dezembro (Figura 14).

Figura 18 - Temperaturas máximas e mínimas no município de Nazaré da mata.


Fonte: Weather Spark

A umidade relativa do ar é um parâmetro que varia diretamente com a precipitação


pluviométrica e inversamente com a temperatura do ar. Para a umidade relativa do ar na região
de estudo, os dados apontam para valor médio anual da ordem de 80%. Os meses de menores
valores de umidade relativa média são dezembro e janeiro, com números da ordem de 70%; os
de maiores valores são junho e julho, com cerca de 86%.
Direção e Velocidade dos Ventos O vento é uma resposta ao aquecimento diferencial
da Terra a partir do Sol. A variável vento é um parâmetro muito influenciado por diversos
fatores e diferentes escalas de circulação atmosférica que apresentam significativa
interatividade espacial. O vento, da mesma forma que está ligado à dispersão de poluentes a
partir das correntes de ar, também está ligado à dispersão de poluentes sobre superfícies
aquáticas, através de ondas que geram nos fluidos. Os dados disponíveis da direção dos ventos
mostram que a velocidade média é de 17 km/h (Tabela 3).. O mês com ventos mais fortes é
64
novembro em o mês com ventos mais calmos é abril. As direções mais frequentes durante o
ano são Sul e Leste (Figura 15).

Tabela 2 - Velocidade média dos ventos no município


Velocidade JAN FEV MAR ABR MAI JUN JUL AGO SET OUT NOV DEZ
do Vento
(Kph) 17,6 16,8 15,5 15,3 16 17,2 18,1 18,6 18,6 18,7 18,8 18,5

Fonte: Weather Spark (2023)

Figura 19 - Direção dos ventos


Fonte: Weather Spark (2023)

7.1.2. Geomorfologia, pedologia, geologia e geotecnia

O município de Nazaré da Mata está inserido geologicamente no domínio central da


Provincia Borborema.A principal feição do domínio central da Província Borborema é um
sistema de zonas de cisalhamento transcorrentes dextrais, com direção E-W a ENE-WSW, e
sinistrais, com direção NNE-SSW a NE-SW (Vauchez e Egydio-Silva, 1992; Neves e Vauchez,
1995a; Vauchez et al., 1995; Neves e Mariano, 1999; Neves et al., 2000; Silva e Mariano, 2000).
Estas zonas de cisalhamento retrabalham uma foliação de baixo ângulo presente em
ortognaisses e rochas supracrustais e estão espacialmente associadas com plútons graníticos e
sieníticos. O município apresenta os litotipos do Complexo Salgadinho e Vertentes e os
sedimentos da Formação Barreiras. Na área do empreendimento, encontra-se apenas o
Complexo Salgadinho, como observado na Figura 16.
O complexo Salgadinho é constituído por ortognaisses de composição granítica a
tonalitica. Essa unidade é caracterizada principalmente por granitos e gnaisses que apresentam
por vezes diques de composição ácida. (CPRM, 2003).
65
A geologia da ADA é composta ortognaisses de composição graníticas, localmente
migmatizados. É possível observar gnaisses com veios de quartzos concordantes com a camada,
além de dobras de arrasto e dobras em “m”(Figura 20).

Figura 20 - Complexo Salgadinho na área do empreendimento.


Fonte: Kiwiks, 2023

66
Figura 21 – Mapa geológico da área do empreendimento.
Fonte: Modificado CPRM 2005.

O relevo do município está inserido no Planalto da Borborema, é um relevo bastante


movimentado com vales profundos e estreitos. Sendo predominantemente suave-ondulado
(CPRM, 2005). Do ponto de vista da geomorfologia há apenas uma unidade Domínio de colinas
suaves.

7.1.3. Relevo e topografia

A área de estudo apresenta um relevo movimentado, estando situada entre a Encosta


Setentrional do Planalto da Borborema, que é caracterizado por áreas planas e suavemente
ondulado. Como pode ser observado na Figura 6, a topografia do terreno apresenta inclinação
geral no sentido norte-sul, cujas cotas altimétricas oscilam de 88m a 155m (Figura 18).

67
Figura 22 - Mapa Hipisômetrico da Área da CTR, ADA e AID.
Fonte: Elaborado por Kiwiks, 2023

7.1.4. SOLOS

De acordo com a Embrapa (2006), a área de estudo encontra-se apenas uma classe de
solos Argissolos Vermelho-Amarelos, conforme a Figura 19.
Os Argissolos Vermelho-Amarelos são solos também desenvolvidos do Grupo Barreiras
de rochas cristalinas ou sob influência destas. Apresentam argila, cores vermelho-amareladas
devido à presença da mistura dos óxidos de ferro hematita e goethita. São solos profundos e
muito profundos; bem estruturados e bem drenados; há predominância do horizonte superficial
A do tipo moderado e proeminente, apresentam principalmente a textura média/argilosa,
podendo apresentar em menor frequência a textura média/média e média/muito argilosa.
Apresentam também baixa a muito baixa fertilidade natural, com reação fortemente ácida e
argilas de atividade baixa. Quando estes solos ocorrem nas superfícies que precedem o Planalto
da Borborema, desenvolvidos de rochas cristalinas ou sob influência destas, podem apresentar
o caráter eutrófico ou distrófico, porém, raramente com alta saturação por alumínio, indicando
baixa a média fertilidade natural. (EMBRAPA SOLOS, 2006).

68
Figura 23 – Mapa das tipologias de solo na ADA e AID.
Fonte: base de dados Embrapa (2006), elaboração Kiwiks (2023).

7.1.5. Recursos minerários

De acordo com a base de dados do Sistema de Informações Geográficas da Mineração


(SIGMINE) da Agência Nacional de Mineração (ANM), não há nenhuma poligonal de área em
processo minerário na área de implantação do empreendimento, os processos existentes estão
distantes da AID, como pode verificado na Figura 20 .

69
Figura 24 – Mapa dos Processos Minerários.
Fonte: Sigmne, ANM, 2023

7.1.6. Sondagens Geotécnicas

Este tópico tem por objetivo apresentar o resultado das sondagens geotécnicas de
simples reconhecimento de solos, com ensaio SPT, para implantaçãode aterro na zona rural do
município de Nazaré da Mata – PE, a 5km do centro da cidade.
Cada sondagem é apresentada em um boletim individual, com os valores de SPT
obtidos metro, a classificação geológico-geotécnica das camadas encontradas e a profundidade
do nível d'água encontrado.
Foram utilizados como critérios de paralisação os itens [Link] e [Link] da ABNT NBR
6484.

[Link]. Metodologia

As sondagens foram executadas de acordo com os seguintes procedimentos e


normas:
● Procedimentos ABGE, 2ª edição, 1990.
● NBR 6484 – Solo – Sondagens de simples reconhecimentos com SPT – Método
70
● de ensaio.
● NBR-7250 - Identificação e descrição de amostras de solos obtidas em
● sondagens de simples reconhecimento dos solos.
● NBR-8036 - Programação de sondagem de simples reconhecimento dos solos
● para fundações de edificações.

[Link]. Metodologia

Em atendimento à programação de investigações geotécnica definida pelo cliente, e em


atendimento as normas vigentes, as sondagens foram realizadas conforme descrição da Quadro
11.
Quadro 11 - Resumo das Sondagens Executadas.

SP Data de Início Data de Término Profundidade (m) Nível D´água (m)


SP-01 11/07/2023 11/07/2023 2,46 Seco
SP-01A 11/07/2023 11/07/2023 2,55 Seco
SP-01B 11/07/2023 11/07/2023 2,4 Seco
SP-02 12/07/2023 12/07/2023 1,74 Seco
SP-02A 12/07/2023 12/07/2023 1,56 Seco
SP-02B 12/07/2023 12/07/2023 1,85 Seco
SP-03 12/07/2023 12/07/2023 3,31 Seco
Fonte: DLE engenharia, 2023

[Link]. Considerações finais

A locação das sondagens foi executada através aparelhos manuais e GPS portátil, a partir
da planta de locação indicada pelo cliente, de forma a não prejudicar a qualidade das sondagens
realizadas, nem restringir a sua interpretação ou utilização para elaboração dos projetos de
engenharia propostos. As coordenadas foram obtidas usando a ferramenta Google Earth para
maior precisão nas cotas e coordenadas dos boletins, contido no Anexo (Croqui de Sondagem).
Recomenda-se que o nível d'água seja verificado novamente, quando da realização das
obras, através de abertura de poço. Os valores dos índices de penetração (Nspt) obtidos nos
ensaios devem ser interpretados de forma cuidadosa, pois em solos colapsáveis, o emprego de
circulação de água acima do nível de água, tenderá a diminuir os valores obtidos.

[Link]. Documentação Anexada

Anexo 1: Boletins Individuais de Sondagem;

71
Anexo 2: Croqui de Sondagem;
Anexo 3: Relatório Fotográfico dos Serviços Realizados.

7.1.7. Recursos hídricos superficiais

O município de Nazaré da Mata encontra-se inserido nos domínios da Bacia


Hidrográfica do Rio Goiana, que possui uma área de 2.847,583 km². O rio Goiana é formado
pela confluência dos rios Tracunhaém e Capibaribe-Mirim, e possui padrão de drenagem
dendrítico e cursos d’agua de regime intermitente.
O rio Capibaribe Mirim tem como seus principais afluentes pela margem esquerda
riacho Banana, rio Mulungú, rio Tiúma, riacho Boqueirão, rio Água Torta e riacho També. Pela
margem direita, destacam-se os riachos Seridó e Pindoba, e os rios Cruangi e Siriji.
O rio Tracunhaém tem como seus principais afluentes pela margem esquerda: rio Orobó,
riacho Pagé, rio Ribeiro, riacho Paissandu e rio Acaú; e riacho Gabio, rio Itapinassu e rio Caraú,
pela margem direita (APAC,2023).
No mapa abaixo, estão apresentados os recursos hídricos superficiais que ocorrem nas
áreas de influência da CTR, destacando duas massas d'água artificiais (açude/barreiro), o Rio
Tracunhaém localizado ao sul da área do empreendimento, o Riacho Japaranduba, localizado
ao norte do empreendimento e uma linha (vala) de drenagem, localizada nas imediações do
limite norte do terreno da CTR.
A massa d' água de maior dimensão (código SNIRH nº 27710) está localizada
praticamente fora da Área de Influência Direta- AID, apenas um pequeno ponto de contato com
a AID, e sua distância para a área do CTR é superior a 200 metros. A massa d'água de menor
dimensão (código SNIRH nº 209895), mais ao sul, está totalmente fora da AID e,
consequentemente, fora do raio de 200 metros do terreno da CTR. Ambos atendem a regra da
IN nº 08/2021.
O Rio Tracunhaém, localizado ao sul do terreno da CTR, assim como o riacho
Japaranduba, ao norte, aparecem aproximadamente 1.200 metros distantes do terreno da CTR,
e consequentemente também estão fora do raio de 200 metros do terreno da CTR, atendendo a
regra da IN nº 08/2021.
Quanto a linha (vala) de drenagem ou curso d'água (como definido pela CPRH no TR
nº 06/2023) localizada fora da ADA e próximo ao limite norte do terreno da CTR precisa ser
esclarecida para fins de aplicação das regras da IN nº 08/21 sobre a localização. Entendemos
que as características verificadas in loco não a configuram como curso de água relevante, e
assim não se aplicariam os critérios da IN nº 08/21 que estabelece uma distância de 200 metros
para a ADA.
As características verificadas in loco evidenciam se tratar de uma área com relevo onde
estão uma das cotas mais baixas da AID, cota média da linha de drenagem 105 metros, enquanto
que a cota média do terreno da CTR está em 130 metros, constituindo-se como linha (vala) de
drenagem, funcionando como escoamento para a bacia hidrográfica, evidenciada apenas em
período de chuvas, não apresentando as características típicas de um corpo d'água contínuo e
relevante, como rios ou riachos perenes.

72
Neste sentido, reconhecendo e considerando a importância das linhas (valas) de
drenagem para a preservação da qualidade da água e do ecossistema, foi estabelecida a distância
de 50 metros, adotada para proteger os recursos hídricos, como recomenda o Manual de
Gerenciamento Integrado de Resíduos Sólidos, do Instituto Brasileiro de Administração
Municipal (IBAM), e o Estudo para Seleção de Áreas Apropriadas para a Instalação de Aterros
Sanitários, do Serviço Geológico Brasileiro (CPRM).
Em relação aos corpos d'água pertinentes e relevantes (rios, lagos, lagoas e oceano) a
distância de 200 metros está mantida, conforme mostra o mapa abaixo.

Manual Gerenciamento Integrado de Resíduos Sólidos. Instituto Brasileiro de


Administração Municipal - IBAM;
Estudo para Seleção de Áreas Apropriadas para a Instalação de Aterros
Sanitários do Serviço Geológico Brasileiro (CPRM).

CRITÉRIOS DE SELEÇÃO - CRITÉRIOS TÉCNICOS


Proximidade a cursos d'água relevantes

“As áreas não podem se situar a menos de 200 metros de corpos d'água
relevantes, tais como, rios, lagos, lagoas e oceano. Também não poderão estar
a menos de 50 metros de qualquer corpo d'água, inclusive valas de drenagem
que pertençam ao sistema de drenagem municipal ou estadual. ”

Figura 25 - Recursos Hídricos Superficiais.


Fonte: ANA, 2021

73
7.1.8. Caracterização hidrogeológica

No estado de Pernambuco, segundo as Cartas Hidrogeológicas do Brasil ao


milionésimo, elaboradas pelo Serviço Geológico do Brasil (CPRM) em 2015
([Link] 14% do seu território é composto por rochas sedimentares,
enquanto os 86% restantes são formados por rochas cristalinas (Figura 26).
As áreas de influência estão no domínio das rochas do embasamento Pré-cambriano Cristalino,
portanto em aquíferos do tipo fraturado. O aquífero local é do tipo fraturado oriundo do
Complexo Salgadinho. A recarga desses aquíferos é a infiltração direta proveniente dos
excedentes hídricos da precipitação. O armazenamento desse tipo de aquífero através das
fraturas ou falhas que são preenchidas por água.
A relação entre água superficial e aquíferos fraturados é que eles estão conectados
hidrologicamente. A água que cai na forma de chuva pode infiltrar-se no solo e atingir as rochas
fraturadas do aquífero. A partir daí a água pode se mover lateralmente, alimentando rios ou
lagos. Portanto, a água superficial pode ser parcialmente derivada dos aquíferos fraturados.

Figura 26 - Distribuição entre terrenos fraturados e porosos no Estado de Pernambuco.


Fonte: CPRM, 2015.

7.1.9. Levantamento de Pontos D’água

Uma etapa básica de qualquer caracterização hidrogeológica é o inventário de pontos,


que consiste no levantamento de informações de poços tubulares, poços amazonas e fontes
naturais existentes. Foi realizado previamente um levantamento no banco de dados da CPRM,
denominado de Sistema de Informação de Águas Subterrâneas – SIAGAS, para se obter os
pontos d’água já cadastrados no município de Nazaré da Mata. A pesquisa revelou a existência
74
de 55 poços tubulares cadastrados. No entanto, na área de trabalho não apresenta nenhum poço
de acordo com o banco de dados. A localização dos poços pode ser observada na Figura 27.

Figura 27 – Mapa de localização dos poços do município de Nazaré da Mata/PE.


Fonte: CPRM, elaborado por Kiwiks, 2023.

7.1.10. Potenciometria

O mapa potenciométrico regional do município de Nazaré da Mata, foi elaborado com


base na informação de nível estático (NE) dos poços do SIAGAS/CPRM. Foram utilizados, 31
poços do SIAGAS com informação de nível estático. Os valores das cotas do terreno,
necessárias para o cálculo da carga hidráulica foram obtidas a partir das imagens SRTM do
Serviço Geológico Americano - USGS. O mapa elaborado é apresentado na Figura 28.

75
Figura 28 – Mapa potenciométrico regional do município de Nazaré da Mata/PE

Como esperado para os aquíferos livres, a superfície freática é concordante com


o relevo, ou seja, nas áreas de maiores elevações são encontradas as maiores cargas hidráulicas.

7.1.11. Qualidade da Água

Do ponto de vista da qualidade da água, foram analisadas as informações de


condutividade elétrica da água obtidos através do banco de informação do SIAGAS, para todo
o município, dos 55 poços do banco de dados, destes, apenas 11 possuem informação de
condutividade elétrica. Apenas um poço apresentou valor de CE acima de 1500,0 mS/cm. O
valor mínimo encontrado foi de 447,0 mS/cm, o máximo foi de 1633,0 mS/cm e a média ficou
em 909,8 mS/cm. Do ponto de vista das concentrações de STD são boas, podendo ser
consideradas potáveis.
Foram coletadas amostras de água da linha de drenagem localizada na AID, os
resultados são apresentados abaixo para as duas amostras de número 2153-1-2023_0 e 2154-1-
2023_0:
A presente amostra NÃO ATENDE aos padrões estabelecidos pela legislação vigente
conforme Resolução CONAMA Nº 357, de 17 de Março de 2005 - Artigo 14 - Tabela 1, no(s)
parâmetro(s):
1-Coliformes Totais, DBO (5 dias), Escherichia Coli, Oxigênio Dissolvido, pH, Turbidez.
2-Coliformes Totais, DBO (5 dias), Escherichia Coli, Oxigênio Dissolvido, Turbidez.
Os resultados detalhados das análises segue em anexo.
76
7.1.12. Vulnerabilidade dos aquíferos

A vulnerabilidade natural à poluição dos aquíferos, segundo Hirata e Fernandes, 2008,


“pode ser definida em função de um conjunto de características físicas, químicas e biológicas
da zona não saturada e/ou aquítarde confinante, que, juntas, controlam a chegada do
contaminante ao aquífero”.
O Mapeamento da vulnerabilidade de um aquífero, vem sendo amplamente utilizados e
foram desenvolvidos diversos métodos de mapeamento existentes, como GOD (Foster &
Hirata, 1988), DRASTIC (Aller et al., 1987), AVI (Van Stempvoort et al., 1992), SI (Francés
et al., 2001), EPPNA (1998) e SINTACS (Civita, 1994), e tem se apresentado como as
ferramentas mais apropriadas para a proteção das águas subterrâneas. O GOD utilizado nesse
trabalho é um dos mais simples métodos para a definição da vulnerabilidade de aquíferos.
O índice final de vulnerabilidade é definido pela interação através da multiplicação de
parâmetros descritos a seguir:
1. Tipo de ocorrência da água subterrânea. (Groundwater);
2. Características dos estratos acima da zona saturada, (Overall of lithology of
aquiperm) em termos de grau de consolidação e tipo litológico;
3. Profundidade da água subterrânea (Depth of groundwater).
Baseados nos itens descritos acima, Foster et al 1988, propuseram um diagrama para
determinação da vulnerabilidade natural de um aquífero (Figura 29)

Figura 29 - Avaliação do Índice de vulnerabilidade do aquífero.


Fonte: FOSTER, 1988. 982750123

77
De acordo com o diagrama de Foster [Link] área requerida apresenta os seguintes
valores:
1. Tipo de ocorrência da água subterrânea. (G) 0,8
2. Características dos estratos acima da zona saturada (O) 0,7
3. Profundidade da água subterrânea (D) 0,7

Índice de vulnerabilidade: 0.8*0.7*0.7 = 0,3


Sendo assim, na área do empreendimento, possui uma vulnerabilidade média. Nota-se
que o método GOD, assim como outros métodos que estabelecem classes de vulnerabilidade
com objetivo a proteção e preservação de recursos hídricos subterrâneos, incorpora índices e
pesos bastante subjetivos, os quais influenciam substancialmente nos resultados, por exemplo,
não leva em consideração as características heterogêneas e anisotrópicas.
Assim, independentemente se a área está classificada como de baixa ou alta
vulnerabilidade, a instalação de empreendimentos com potencial poluidor, em qualquer região,
deve atender normas e procedimentos definidos pelos órgãos ambientais gestores (ANA, 2018).

7.1.13. Identificação e Avaliação de Impactos Ambientais

A implantação/operação do CTR sem dúvida exigirá dos responsáveis pelo projeto uma
maior atenção aos possíveis impactos ambientais. No caso específico das águas subterrâneas,
os impactos, positivos ou negativos, são aqueles que têm potencial para alterar a capacidade de
infiltração, alterar a qualidade da água e/ou interferir nas saídas. A impermeabilização do solo
para evitar a infiltração de lixiviados será um dos impactos na implantação do CTR, pois a
infiltração de águas pluviais será reduzida e, assim, a recarga do aquífero será reduzida.
O impacto mais preocupante é o potencial de vazamentos de chorume, que podem
contaminar o solo, e por sua vez, pode contaminar as águas subterrâneas, que podem migrar
para além dos limites do empreendimento ou até mesmo contaminar cursos d'água superficiais.
É indicado a implantação de uma rede de monitoramento de poços com profundidade
em torno de 60,0 m são propostos para monitorar a porção de superfície, manto alterado e
aquíferos profundos fraturados, mesmo que os furos tenham secado. Durante a estação chuvosa,
se o solo estiver saturado, esses poços podem ser usados para coletar amostras de água para
análises físico-químicas e bacteriológica. A importância de monitoramento do fraturado é por
conta de possibilidade de um vazamento passar direto pelo solo, sem ser detectado, e
contaminar o aquífero mais profundo. A construção desses poços deve ser realizada antes do
início da implantação do empreendimento, para que se possa avaliar a qualidade da água antes
da operação do mesmo.
Inicialmente, o monitoramento da qualidade da água e do nível da água nos poços deve
ser trimestral, e devem ser analisados os seguintes parâmetros: cloreto, sódio, nitrito, nitrato,
nitrogênio amoniacal, sulfeto de hidrogênio, sulfato, condutividade elétrica, cádmio, chumbo,
níquel, cromo, cobre, arsênio, ferro, alumínio, coliforme total e termotolerante. Com a análise
78
dos dados do monitoramento a periodicidade e os parâmetros analisados podem ser
modificados.

7.2. MEIO BIÓTICO

7.2.1. Ecossistemas terrestres

[Link].Flora

Este item do documento corresponde ao diagnóstico florístico para avaliação estruturada


do meio biótico (flora) na composição do Relatório Ambiental Simplificado (RAS), sendo parte
condicionante no processo de licenciamento ambiental. Para a elaboração do documento
baseou-se em metodologia técnico-científica, com tratamento de informações conforme
normativas legais, prioritariamente seguiu-se os termos e as condições apresentadas no TR
NAIA Nº 06/2023 da Agência Estadual do Meio Ambiental – CPRH.
Partindo desse princípio, o objetivo deste é apresentar de forma sucinta o diagnóstico
qualitativo da vegetação, incluindo florística herbácea, arbustiva, arbórea e de palmeiras
existentes na área destinada ao empreendimento. Os resultados desse levantamento serão
analisados de forma integrada para compreensão dos passivos e impactos potenciais da
instalação de uma Central de Tratamento de Resíduos.
A área locacional pretendida para o Empreendimento Sanitário, situa-se no município
de Nazaré da Mata, na zona da Mata Norte do estado de Pernambuco. Originalmente, a região
apresenta um sistema fitogeográfico composto por fisionomias vegetais típicas do Bioma Mata
Atlântica com muitos trechos de transição podendo encontrar áreas de Floresta Estacional
Semidecidual com influência de Vegetação de Caatinga Lato Sensu (IBGE, 2012).
O clima é do tipo é do tipo As’, tropical chuvoso, de acordo com a classificação de
Köppen (1948) e avaliada por Medeiros et al. (2018).
Nas áreas de influência direta (AID) e indireta (AII) do empreendimento, o histórico de
uso e ocupação do solo é composto por atividades agrícolas e pecuárias extensivas o que
provocam uma forte e considerável perda de cobertura vegetal, deixando algumas ou nenhuma
macha florestal, a paisagem é composta por pequenos fragmentos onde sua matriz circundante
predominante é pasto com a presença de gado solto nas áreas.
Pode-se encontrar ainda uma área utilizada como depósito de resíduos doméstico (lixão)
que em síntese encontra-se desativado Figura 30.

79
A

C D

Figura 30 - A - Área de relevo baixo, com ocorrência de corpo d'água e vegetação espaçada; B - Paisagem
com presença de braquiária e vegetação formando comunidade; C - Vista da AID com evidência do material do
lixão e mais no fundo plantio de Eucalipto; D - Vista de AID com vegetação pouco mais densa, mas em estágio
inicial de sucessão ecológica.
Fonte: Kiwiks, 2023.

7.2.2. Da coleta, tratamento e análises dos dados

[Link].Diagnóstico Florístico AID e ADA

Nas áreas diretamente afetada e de influência direta foi realizado um diagnóstico


florístico de forma qualitativa por meio de caminhamento e registro fotográfico em diferentes
trechos com estruturas vegetacionais distintas e que possibilitasse uma avaliação rápida e geral
da flora e dos diferentes estágios sucessionais existentes e suas principais populações herbáceas,
arbustivas, arbóreas e epífitas.
A classificação sucessional das espécies, seguiu o modelo orientado por Gandolfi et
al. (1995), onde as espécies são classificadas como pioneiras, secundarias iniciais, secundárias

80
tardias ou sem caracterização. A identificação dos grupos também foi ratificada pelas
observações em campo em conjunto com revisões bibliográficas.
Foram feitas as identificações das espécies florestais com auxílio de literatura
especializada. O sistema de classificação adotado foi o APG III (Angiosperm Phylogeny Group,
2009) e a grafia e as autorias dos nomes científicos das espécies foram feitas pelos sites Flora
do Brasil 2020 ([Link] e o Trópicos ([Link] Após
o levantamento florístico, elaborou-se uma lista contendo famílias, gêneros e espécies de todos
os indivíduos da área.
Durante o caminhamento nas áreas de influência do empreendimento foram marcados
pontos de observação com georeferrenciamento utilizando um receptor GPS (Global Position
System) modelo Garmin eTrex 30 configurado com Datum WGS84.

[Link]. Índices de Diversidade

Foram realizados cálculos de estimativa do índice de diversidade de Shannon (H’) e


equabilidade (J) pelo índice Pielou, como proposto por Magurran (1988). Aqui, foram
analisados apenas os indivíduos arbustivos/arbóreos que foram contabilizados o número de
indivíduos. Como ferramenta para essas análises foram utilizados os softwares Microsoft
EXCEL for Windows™ 2016. Os índices foram calculados pelas seguintes expressões:

7.2.3. Diversidade de Shannon e Equabilidade de Pielou

Onde:
N: é o número total de indivíduos;
ni: o número de indivíduos da espécie i;
J: índice de equabilidade de Pielou;
H’: é o valor obtido para o índice de Shannon-Wiener;
H’max: é o valor máximo teórico que é dado por ln (S);
S: número de espécies amostradas.

81
7.2.4. Resultados

[Link]. Florística geral

Os resultados apresentados neste relatório técnico são referentes às áreas de influência


do empreendimento sanitário (ADA e AID) em meio rural do município de Nazaré da Mata,
Zona da Mata Norte de Pernambuco. No levantamento florístico foram identificadas 58
espécies botânicas que apresentam hábitos/formas de vida distintos, sendo: Árvores (47%),
Ervas (26%), Arbustos (19%), Palmeiras (3%.) e Suculentas (3%), Liana (2%) do número total
de espécies encontradas nas áreas (Figura 31).

Figura 31 - Distribuição do número de espécies de acordo com a forma de vida vegetal ocorrente nas área do
empreendimento sanitário, Nazaré da Mata, PE.
Fonte: Kiwiks, 2023.

Taxonomicamente essa vegetação distribuí-se em 28 famílias e 52 gêneros botânicos.


No geral, aproximadamente 79% da flora ocorrente nas áreas foram identificadas em nível de
espécie, 19% em nível de gênero e apenas 1 espécie em nível de família (Tabela 3).
As famílias com o maior número de espécies foram Fabaceae, com 13, Euphorbiaceae,
com oito, Anacardiaceae, Myrtaceae e Rubiaceae com três, Areaceae, Bignoniaceae,
Salicaceae, Sapindaceae e Solanaceae com duas espécies cada (Figura 32).

82
Figura 32- Distribuição do número de espécies por família botânica ocorrente nas área do empreendimento
sanitário, Nazaré da Mata, PE.
Fonte: Kiwiks, 2023.

Tabela 3 - Florística das espécies, listadas por família, nome científico, nome popular, nº de indivíduos, Forma
de vida, Origem e Grupo Ecológico, em área destinada a instalação do Empreendimento Sanitário, Nazaré da
Mata, Pernambuco. Onde: GE – Grupo ecológico; P – Pioneira; Si – Secundária inicial; St – Secundária tardia;
ADA – Área diretamente afetada; AIA – Área de influência [Link] – Endêmicas; RA – Raras; AE - Ameaçadas
de extinção; VE - Valor econômico e alimentício; VU - Vulneráveis e IC - Interesse científico.
Ocorrência
Nº Forma de Orige E R A V V I
Família/Espécie Nome Popular GE
Ind. vida m N A E E U C
ADA AID

Amaranthaceae 0

Nativ
Amaranthus sp. - 0 Erva - X X
a

Anacardiaceae 12

Exóti
Mangifera indica L. mangueira 2 Árvore P X X X
ca

Schinopsis brasiliensis Nativ


baraúna 1 Árvore Si X X
Engl. a

Nativ
Spondias mombin L. cajazeira 9 Árvore St X X X
a

Apocynaceae 0

Nativ
Rauvolfia sp. - 0 Erva - X
a

Arecaceae 5

Acrocomia aculeata
macaibeira 1 Palmeira Nativa P X X X
(Jacq.) Lodd. ex Mart.

83
Ocorrência
Nº Forma de Orige E R A V V I
Família/Espécie Nome Popular GE
Ind. vida m N A E E U C
ADA AID

Syagrus cearensis Noblick catolé 4 Palmeira Nativa Si X X X

Bignoniaceae 4

Handroanthus spp. 1 ipê 3 Árvore Nativa - X X

Handroanthus spp. 2 ipê-amarelo 1 Árvore Nativa - X X

Boraginaceae 0

Heliotropium indicum L. 0 Erva Nativa P X

Bromeliaceae 0

Aechmea spp. bromélia 0 Erva Nativa - X

Cactaceae 2

Cereus jamacaru DC. mandacarú 2 Suculenta Nativa P X X X

Caricaceae 2

Exótic
Carica papaya l. mamoeiro 2 Arbusto P X X X
a

Commelinaceae 0

Commelina erecta L. - 0 Erva Nativa P X

Convolvulaceae 0

Ipomoea pes-caprae (L.)


ipomea 0 Erva Nativa P X X
R. Brown

Euphorbiaceae 31

Cnidoscolus urens (L.)


urtiga-branca 0 Erva Nativa P X X
Arthur

Croton floribundus
marmeleiro 5 Árvore Nativa P X
Spreng

Croton sp. marmeleiro 15 Árvore Nativa - X

Exótic
Euphorbia tirucalli L. aveloz 3 Suculenta P X
a

Jatropha gossypiifolia L. pinhão-roxo 2 Arbusto Nativa P X X

Jatropha mollissima
pinhão-roxo 3 Arbusto Nativa P X X
(Pohl) Baill.

Exótic
Ricinus communis L. mamona 0 Arbusto P X X
a

84
Ocorrência
Nº Forma de Orige E R A V V I
Família/Espécie Nome Popular GE
Ind. vida m N A E E U C
ADA AID

Sapium glandulosum (L.)


burra-leiteira 3 Árvore Nativa P X X
Morong

Fabaceae 76

Anadenanthera colubrina
angico 2 Árvore Nativa P X
(Vell.) Brenan

Bauhinia forficata Link mororó 1 Árvore Nativa - X X

chocalho-de- Exótic
Crotalaria retusa L. 0 Erva P X X
cascavel a

Fabaceae1 - 2 Arbusto - - X

amendoim-
Indigofera spicata Forssk. 0 Erva Nativa P X X X
bravo

Inga ingoides (Rich.)


ingá 1 Árvore Nativa Si X X
Willd.

Machaerium hirtum espinho-de-


28 Árvore Nativa Si X X
(Vell.) Stellfeld judeu

Mimosa bimucronata
maricá 5 Arbusto Nativa P X X
(DC.) Kuntze

Mimosa caesalpiniifolia
sabiazeiro 3 Árvore Nativa P X X
Benth.

Mimosa pudica L. maliça 0 Erva Nativa P X X

Samanea tubulosa
bordão-de-
(Benth.) Barneby & 25 Árvore Nativa Si X X
velho
[Link]

Senna spectabilis (DC.) canafístula-de-


1 Árvore Nativa P X
H.S. Irwin & Barneby besouro

Vachellia farnesiana (L.)


espinheiro 8 Arbusto Nativa P X X
Wight & Arn.

Lamiaceae 1

Vitex megapotamica
tarumã 1 Árvore Nativa Si X
(Spreng.) Moldenke

Malvaceae 9

Guazuma ulmifolia lam. mutamba 9 Árvore Nativa Si X X X

Marantaceae 0

Maranta leuconeura É.
maranta 0 Erva Nativa P X X X
Morren

Myrtaceae 4

85
Ocorrência
Nº Forma de Orige E R A V V I
Família/Espécie Nome Popular GE
Ind. vida m N A E E U C
ADA AID

Campomanesia
dichotoma ([Link]) guabiroba 3 Arbusto Nativa Si X X
Mattos

Exótic
Eucaliptus spp. eucalipto 0 Árvore - X X X
a

Exótic
Psidium guajava L. goiabeira 1 Árvore Si X X X
a

Nyctaginaceae 1

Guapira opposita (Vell.)


farinha-seca 1 Árvore Nativa Si X
Reitz

Passifloraceae 0

Turnera subulata Sm. chanana 0 Erva Nativa P X X

Poaceae 0

Exótic
Urochloa spp. braquiaria 0 Erva - X X X
a

Polygonaceae 5

Coccoloba mollis Casar. prato-de-índio 5 Árvore Nativa P X X

Rhamnaceae 3

Sarcomphalus joazeiro
juazeiro 3 Arbusto Nativa P X X X X
(Mart.) Hauenschild

Rubiaceae 6

Genipa americana L. jenipapo 2 Árvore Nativa Si X X X

Randia sp. - 0 Erva Nativa - X X

Tocoyena formosa (Cham.


jenipapinho 4 Arbusto Nativa Si X X
& Schltdl.) K. Schum.

Rutaceae 3

Zanthoxylum sp. laranjinha 3 Árvore Nativa - X X

Salicaceae 3

Casearia hirsuta Sw. cafezinho 2 Árvore Nativa Si X

Casearia sylvestris Sw. 1 Arbusto Nativa Si X

Sapindaceae 5

Paullinia pinnata L. mata-fome 0 Liana Nativa P X X

86
Ocorrência
Nº Forma de Orige E R A V V I
Família/Espécie Nome Popular GE
Ind. vida m N A E E U C
ADA AID

Talisia esculenta (A. St.-


pitombeira 5 Árvore Nativa Si X X
Hil.) Radlk.

Solanaceae 3

Physalis sp. 0 Erva Nativa - X X

Solanum paniculatum L. 3 Arbusto Nativa P X

Urticaceae 2

Cecropia pachystachya
embaúba 2 Árvore Nativa P X X
Trécul

Total Geral 177 50 47

Fonte: Kiwiks, 2023.

Destaca-se que, do total, apenas seis espécies arbóreas pertencem ao grupo das
exóticas, espécies originárias de outras fitofisionomias e distribuição geográfica. Dentre elas, a
Mangifera indica (mangueira) Carica papaya (mamoeiro) e Psidium guajava (goiabeira).
Estas, por sua vez, tratam-se de culturas frutíferas, de valor econômico e alimentírcio bastante
cultivadas em todo país, elas aparecem no Flora do Brasil como espécies Naturalizadas, ou seja,
são originárias de outros países, mas que são amplamente cultivadas no Brasil.
Das espécies exóticas invasoras em trabalho realizado pelo Centro de Pesquisas
Ambientais do Nordeste e o Instituto Hórus de Desenvolvimento e Conservação Ambiental,
foram identificadas 51 espécies de plantas exóticas invasoras ou potencialmente invasoras
encontradas em 7 estados da Região Nordeste (Alagoas, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Piauí,
Rio Grande do Norte e Sergipe) (LEÃO et al., 2011). Dentre essas espécies, no levantamento
realizado neste relatório foram encontradas quatro espécies exóticas invasoras ou com potencial
invasor, são elas, Eucaliptus sp. (Eucalipto), Mangifera indica (mangueira), Ricinus communis
(mamoneiro), Urochloa spp (braquiaria).

[Link].Sucessão Ecológica

Com relação à distribuição de espécies em grupos ecológicos, pode-se verificar que 76%
destas pertencem ao grupo das pioneiras e secundárias iniciais (Figura 33). Para Gandolfi et al.
(1995), o grande número de espécies de sucessão inicial (pioneiras e secundárias iniciais) sugere
uma condição de floresta jovem ou estágio de sucessão inicial. Por se tratar de uma área com
pequenas manchas florestais e em estágio inicial de sucessão ecológica, com poucos ou quase
ausente de fragmentos florestais na paisagem e a presença de muitos indivíduos isolados
espalhados na área, tendo como matriz principal vegetação de pastagem do gênero Urochloa
(braquearia), (Figura 34).

87
Figura 33 - Distribuição de espécies nos seus respectivos grupos de sucessão ecológica nas áreas de
estudo do Empreendimento Sanitário, Nazaré da Mata, PE.
Fonte: Kiwiks, 2023

A B

Figura 34 -A e B - Evidência de vasta ocorrência de braquiária nas áreas de influência do empreendimento


sanitário, Nazaré da Mata, PE.
Fonte: Kiwiks, 2023.

[Link].Índice de diversidade e equabilidade

A riqueza e uniformidade são parâmetros importantes para expressar a diversidade de


espécies em um determinado ecossistema, onde, a riqueza refere-se ao número máximo de
espécies ocorridas e a uniformidade está relacionada ao grau de dominância de cada espécie
em uma área (SOUZA; SOARES, 2013). Dessa forma, o índice de diversidade de Shannon (H’)
é uma medida quantitativa simplificada, mais apropriada para se calcular a diversidade de
habitats (BROWER; ZAR, 1984). Todavia para Mantovani et al. (2005) os índices de
diversidade devem ser tomados apenas como estimativas, principalmente pela variabilidade de

88
metodologias empregadas nos inventários florestais, além disso, devemos considerar que a área
em questão não possui comunidades florestais ou fragmentos em estágio médio ou avançado
de sucessão ecológica e a maioria de sua vegetação encontra-se espaçada, com indivíduos
isolados e muito antropizada.
Na área, o índice de diversidade H’ foi de 3,16 [Link].-1 quanto a equabilidade de
Pielou (J) o valor foi de 0,86, valores esses que estão na média. Holanda et al. (2010) avaliando
a estrutura de espécies arbórea sob efeito de borda numa Floresta Estacional em Nazaré da
Mata, PE, obtiveram H’ = 3,29 [Link].-1 ; Silva Júnior et al. (2008) estudando composição
florística do componente arbóreo de um remanescente de Floresta Atlântica na Reserva
Ecológica (RESEC) de Gurjaú, no município do Cabo de Santo Agostinho, PE, obtiveram H’
= 3,91 [Link].-1. Batista et al. (2012) avaliando a estrutura arbórea um fragmento em Moreno,
PE. Também encontraram valores superiores com H’ = 3,26 [Link].-1. Cola et al. (2019) em
trecho de Mata Atlântica em Paulista, obtiveram um H’ = 3,44 [Link].-1. Todavia, Silva et al.
(2020) avaliando a vegetação de uma área de capoeirão de Cabo de Santo Agostinho, PE,
encontraram um H’ = 1,93 [Link].-1.
Segundo Marangon (1999) tal variação nos valores do índice de diversidade, mesmo
dentro de uma mesma região fitogeográfica se deve, principalmente às diferenças nos estádios
de sucessão, bem como, devido as diferentes metodologias de amostragem, níveis de inclusão,
esforços de identificações taxonômicas, além das dissimilaridades florística das diferentes
comunidades.

[Link].Vegetação herbácea

Nas áreas de influência do empreendimento foram registradas 18 (dezoito) espécies


que apresentam essa forma de vida/hábito no estrato herbáceo. A maioria destas espécies são
de nativas do país, segundo o Flora do Brasil. Taxonomicamente estas espécies estão
distribuídas em 15 famílias e 18 gêneros botânicos (Tabela 4).

Tabela 4 - Relação das espécies do estrato herbáceo registradas nas áreas de influência do
Empreendimento Sanitário, Nazaré da Mata, Pernambuco.
Ocorrência
Família/Espécie Nome Popular Origem
ADA AID

Amaranthaceae

Amaranthus sp. - Nativa X X

Apocynaceae

Rauvolfia sp. - Nativa X

Boraginaceae

Heliotropium indicum Nativa X

Bromeliaceae

89
Ocorrência
Família/Espécie Nome Popular Origem
ADA AID

Aechmea spp. bromélia Nativa X

Cactaceae

Cereus jamacaru mandacarú Nativa X X

Commelinaceae

Commelina erecta - Nativa X

Convolvulaceae

Ipomoea pes-caprae ipomea Nativa X X

Euphorbiaceae

Cnidoscolus urens urtiga-branca Nativa X X

Euphorbia tirucalli aveloz Exótica X

Fabaceae

chocalho-de-
Crotalaria retusa Exótica X X
cascavel

Indigofera spicata amendoim-bravo Nativa X X

Mimosa pudica maliça Nativa X X

Marantaceae

Maranta leuconeura maranta Nativa X X

Passifloraceae

Turnera subulata chanana Nativa X X

Poaceae

Urochloa spp. braquiaria Exótica X X

Rubiaceae

Randia sp. - Nativa X X

Sapindaceae

Paullinia pinnata mata-fome Nativa X X

Solanaceae

90
Ocorrência
Família/Espécie Nome Popular Origem
ADA AID

Physalis sp. Nativa X X

Total Geral 17 14

Fonte:Kiwiks, 2023

As herbáceas tiveram ampla ocorrência, tanto na ADA, quanto na AID, isso acontece
pela proximidade entre as áreas e pelo fato da vegetação de hábito ervícola possuir alta
capacidade de disseminação, além de possuir características de colonizadoras.
As espécies que, no período de coleta de dados em campo, apresentaram flores e/ou
frutos e foram identificadas, fotografadas e catalogadas para composição do diagnóstico
florístico.
Distribuição Geográfica
Ocorrências confirmadas:
Aechmea sp. (Bromélia)
Norte (Acre, Amazonas, Amapá, Pará, Rondônia, Roraima,
Tocantins)
Nordeste (Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba,
Pernambuco, Rio Grande do Norte, Sergipe)
Centro-Oeste (Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato
Grosso)
Sudeste (Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo)
Sul (Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina)
Domínios Fitogeográficos
Amazônia, Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica, Pampa
Tipo de Vegetação:
Área Antrópica, Caatinga (stricto sensu), Campinarana, Campo de
Altitude, Campo de Várzea, Campo Limpo, Campo Rupestre,
Cerrado (lato sensu), Floresta Ciliar ou Galeria, Floresta de Igapó,
Foto: Autor Floresta de Terra Firme, Floresta de Várzea, Floresta Estacional
Forma de vida/hábito: Erva Decidual.

Origem: Nativa Fonte: Faria, A.P.G.; Romanini, R.P.; Koch, A.K.; Sousa, G.M.;
Sousa, L.O.F.; Wanderley, M.G.L.; Silva, T.S. Aechmea in Flora
Endemismo: Não endêmica do Brasil e Funga do Brasil. Jardim Botânico do Rio de [Link]ível
em: <[Link] Acesso em: 01
mai. 2023.

91
Forma de vida/hábito: Suculenta
Origem: Nativa Endemismo: É endêmica do Brasil

Cereus jamacaru (Mandacaru) Distribuição Geográfica:


Ocorrências confirmadas:
Norte (Tocantins)
Nordeste (Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba,
Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Sergipe)
Centro-Oeste (Goiás)
Sudeste (Minas Gerais)
Domínios Fitogeográficos:
Caatinga, Cerrado
Tipo de Vegetação:
Área Antrópica, Caatinga (stricto sensu), Campo Rupestre,
Carrasco, Floresta Estacional Decidual, Floresta Estacional
Semidecidual, Vegetação Sobre Afloramentos Rochosos.
Foto: Autor Fonte: Zappi, D.; Taylor, N.P. Cactaceae in Flora e Funga do
Brasil. Jardim Botânico do Rio de [Link]ível em:
<[Link] Acesso em: 01 mai.
2023

Origem: Nativa
Endemismo: Não é endêmica do Brasil
Distribuição Geográfica:
Cnidoscolus urens (Urtiga-branca) Ocorrências confirmadas:
Norte (Rondônia)
Nordeste (Alagoas, Bahia, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio
Grande do Norte, Sergipe)
Centro-Oeste (Distrito Federal, Goiás)
Sudeste (Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo)
Sul (Paraná)
Domínios Fitogeográficos:
Amazônia, Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica
Tipo de Vegetação:
Área Antrópica, Caatinga (stricto sensu), Cerrado (lato sensu),
Floresta Estacional Decidual, Floresta Ombrófila (Floresta
Foto: Autor Pluvial), Restinga, Vegetação Sobre Afloramentos Rochosos.
Forma de vida/hábito: Arbusto, Erva, Subarbusto Fonte: Maya-Lastra., C.A.; Torres, D.S.C.; Cordeiro, I.; Silva,
O.L.M. Cnidoscolus in Flora e Funga do Brasil. Jardim
Botânico do Rio de [Link]ível em:
<[Link] Acesso em: 01 mai.
2023

92
Distribuição Geográfica:
Ocorrências confirmadas:

Commelina erecta Norte (Amazonas, Pará, Rondônia, Tocantins)


Nordeste (Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba,
Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Sergipe)
Centro-Oeste (Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso do
Sul, Mato Grosso)
Sudeste (Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São
Paulo)
Sul (Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina)
Domínios Fitogeográficos:
Amazônia, Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica, Pantanal
Tipo de Vegetação:
Área Antrópica, Caatinga (stricto sensu), Campo Limpo,
Campo Rupestre, Cerrado (lato sensu), Floresta Estacional
Foto: Autor Decidual, Floresta Estacional Semidecidual, Floresta
Forma de vida/hábito: Erva Ombrófila (Floresta Pluvial), Restinga, Vegetação
Aquática, Vegetação Sobre Afloramentos Rochosos
Origem: Nativa
Fonte: Aona, L.Y.S.; Amaral, M.C.E. Commelina in Flora
Endemismo: Não endêmica do Brasil
e Funga do Brasil. Jardim Botânico do Rio de
[Link]ível em:
<[Link] Acesso em:
01 mai. 2023

Forma de vida/hábito: Erva


Origem: Exótica

Crotalaria retusa (Chocalo-de-cascavel) Endemismo: Não endêmica do Brasil


Distribuição Geográfica
Ocorrências confirmadas:
Norte (Pará)
Nordeste (Bahia, Maranhão, Piauí)
Sudeste (Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo)
Sul (Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina)
Domínios Fitogeográficos
Amazônia, Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica, Pampa
Tipo de Vegetação
Área Antrópica, Carrasco, Cerrado (lato sensu), Restinga

Foto: Autor Fonte: Flores, A.S. Crotalaria in Flora e Funga do Brasil.


Jardim Botânico do Rio de [Link]ível em:
<[Link] Acesso em:
01 mai. 2023

93
Endemismo: Não endêmica do Brasil
Distribuição Geográfica
Ocorrências confirmadas:
Heliotropium indicum Norte (Acre, Amazonas, Amapá, Pará, Rondônia,
Tocantins)
Nordeste (Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba,
Pernambuco, Piauí)
Centro-Oeste (Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso do
Sul, Mato Grosso)
Sudeste (Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro,
São Paulo)
Sul (Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina)
Domínios Fitogeográficos
Amazônia, Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica, Pampa,
Pantanal
Tipo de Vegetação
Área Antrópica, Campinarana, Campo de Altitude, Campo
de Várzea, Cerrado (lato sensu), Floresta de Várzea,
Floresta Estacional Decidual, Floresta Estacional
Perenifólia, Floresta Estacional Semidecidual, Floresta
Foto: Autor Ombrófila (Floresta Pluvial), Floresta Ombrófila Mista,
Forma de vida/hábito: Erva Savana Amazônica
Origem: Nativa Fonte: Melo, J.I.M. Heliotropium in Flora e Funga do
Brasil. Jardim Botânico do Rio de [Link]ível em:
<[Link] Acesso em: 01
mai. 2023

Forma de vida/hábito: Erva


Origem: Nativa
Indigofera spicata (Amendoim-bravo)
Endemismo: É endêmica do Brasil
Distribuição Geográfica
Ocorrências confirmadas:
Nordeste (Alagoas, Bahia, Pernambuco)
Centro-Oeste (Mato Grosso do Sul)
Sudeste (Espírito Santo, Minas Gerais, São Paulo)
Domínios Fitogeográficos
Mata Atlântica
Tipo de Vegetação
Área Antrópica, Carrasco, Cerrado (lato sensu), Restinga
Fonte: Queiroz, R.T. Indigofera in Flora e Funga do
Foto: Autor Brasil. Jardim Botânico do Rio de [Link]ível em:
<[Link] Acesso em:
01 mai. 2023

94
Ipomoea pes-caprae (Ipomea) Forma de vida/hábito: Erva
Origem: Nativa
Endemismo: Não endêmica do Brasil
Distribuição Geográfica
Norte (Pará)
Nordeste (Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão,
Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte,
Sergipe)
Sudeste (Espírito Santo, Rio de Janeiro, São
Paulo)
Sul (Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina)
Domínios Fitogeográficos
Amazônia, Mata Atlântica, Pampa
Tipo de Vegetação
Restinga
Fonte: Simão-Bianchini, R.; Ferreira, P.P.A.;
Foto: Autor
Vasconcelos, L.V. Ipomoea in Flora e Funga do
Brasil. Jardim Botânico do Rio de
[Link]ível em:
<[Link] Acesso
em: 01 mai. 2023
Forma de vida/hábito: Erva
Maranta leuconeura (Maranta) Origem: Nativa
Endemismo: É endêmica do Brasil
Distribuição Geográfica
Nordeste (Bahia, Ceará)
Centro-Oeste (Goiás, Mato Grosso do Sul)
Sudeste (Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de
Janeiro, São Paulo)
Domínios Fitogeográficos
Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica
Tipo de Vegetação
Floresta Ciliar ou Galeria, Floresta Estacional
Semidecidual, Floresta Ombrófila (Floresta Pluvial)
Fonte: Luna, N.K.M.; Saka, M.N. Maranta in Flora e
Funga do Brasil. Jardim Botânico do Rio de
[Link]ível em:
Foto: Autor <[Link] Acesso
em: 01 mai. 2023

95
Forma de vida/hábito: Liana
Origem: Nativa
Endemismo: Não endêmica do Brasil

Paullinia pinnata (Mata-fome) Distribuição Geográfica


Norte (Amazonas, Amapá, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins)
Nordeste (Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba,
Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Sergipe)
Centro-Oeste (Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato
Grosso)
Sudeste (Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo)
Sul (Paraná)
Domínios Fitogeográficos
Amazônia, Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica, Pantanal
Tipo de Vegetação
Área Antrópica, Caatinga (stricto sensu), Cerrado (lato sensu),
Floresta Ciliar ou Galeria, Floresta de Igapó, Floresta de Terra
Firme, Floresta de Várzea, Floresta Estacional Semidecidual,
Foto: Autor Floresta Ombrófila (Floresta Pluvial), Manguezal, Vegetação
Sobre Afloramentos Rochosos
Fonte: Somner, G.V.; Medeiros, H. Paullinia in Flora e Funga
do Brasil. Jardim Botânico do Rio de [Link]ível em:
<[Link] Acesso em: 01 mai.
2023

Physalis sp.
Forma de vida/hábito: Erva
Origem: Naturalizada/Exótica
Endemismo: Não endêmica do Brasil
Distribuição Geográfica
Nordeste (Bahia, Pernambuco)
Domínios Fitogeográficos
Caatinga
Tipo de Vegetação
Caatinga (stricto sensu)
Fonte: Stehmann, J.R.; Knapp, S. Physalis in Flora e
Funga do Brasil. Jardim Botânico do Rio de
[Link]ível em:
<[Link] Acesso em:
01 mai. 2023
Foto: Autor

96
Forma de vida/hábito: Erva
Origem: -
Endemismo: Não endêmica do Brasil
Physalis sp. Distribuição Geográfica
Norte (Acre, Amazonas, Amapá, Pará, Rondônia,
Roraima)
Nordeste (Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba,
Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Sergipe)
Centro-Oeste (Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso)
Sudeste (Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro,
São Paulo)
Sul (Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina)
Domínios Fitogeográficos
Amazônia, Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica
Tipo de Vegetação
Caatinga (stricto sensu), Campinarana, Carrasco, Cerrado
(lato sensu), Floresta de Igapó, Floresta de Terra Firme,
Floresta Estacional Semidecidual, Floresta Ombrófila
(Floresta Pluvial), Restinga, Savana Amazônica,
Vegetação Sobre Afloramentos Rochosos
Foto: Autor Fonte: Rauvolfia in Flora e Funga do Brasil. Jardim
Botânico do Rio de [Link]ível em:
<[Link] Acesso em: 01
mai. 2023
Forma de vida/hábito: Erva
Origem: Nativa
Turnera subulata (Chanana) Endemismo: Não endêmica do Brasil
Distribuição Geográfica
Norte (Amazonas, Amapá, Pará, Rondônia, Tocantins)
Nordeste (Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba,
Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Sergipe)
Centro-Oeste (Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso do
Sul, Mato Grosso)
Sudeste (Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro,
São Paulo)
Sul (Paraná)
Domínios Fitogeográficos
Amazônia, Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica
Tipo de Vegetação
Área Antrópica, Caatinga (stricto sensu), Campo Limpo,
Cerrado (lato sensu), Floresta Ombrófila (Floresta Pluvial),
Restinga
Fonte: Rocha, L.; Arbo, M.M. Turnera in Flora e Funga
do Brasil. Jardim Botânico do Rio de [Link]ível
Foto: Autor
em: <[Link] Acesso
em: 01 mai. 2023

97
Forma de vida/hábito: Erva
Origem: Exótica
Endemismo: Não endêmica do Brasil
Distribuição Geográfica
Urochloa spp. (Braquiaria) Norte (Acre, Amazonas, Amapá, Pará, Rondônia,
Roraima, Tocantins)
Nordeste (Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba,
Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Sergipe)
Centro-Oeste (Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso do
Sul, Mato Grosso)
Sudeste (Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro,
São Paulo)
Sul (Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina)
Domínios Fitogeográficos
Amazônia, Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica, Pampa,
Pantanal
Tipo de Vegetação
Área Antrópica, Caatinga (stricto sensu), Campinarana,
Campo de Altitude, Campo de Várzea, Campo Limpo,
Campo Rupestre, Cerrado (lato sensu), Floresta Ciliar ou
Galeria, Floresta de Terra Firme, Floresta Estacional
Semidecidual, Floresta Ombrófila (Floresta Pluvial),
Foto: Autor Palmeiral, Restinga
Fonte: Rocha, L.; Arbo, M.M. Turnera in Flora e Funga
do Brasil. Jardim Botânico do Rio de [Link]ível
em: <[Link] Acesso
em: 01 mai. 2023

[Link].Vegetação arbustiva/arbórea e palmeiras

As palmeiras encontradas nas áreas de influência do empreendimento foram


exemplares de Macaibeira e Catolé, ambas nativas e apresentaram poucos indivíduos.
Para a vegetação arbustiva/arbórea foram registradas 38 (trinta e oito) espécies, sendo
26 árvores e 12 arbustos. Cerca de 84% destas espécies são de nativas do país, segundo o Flora
do Brasil. Taxonomicamente estas espécies estão distribuídas em 18 famílias e 33 gêneros
botânicos (Tabela 5).

Tabela 5 - Relação das espécies do estrato arbustivo/arbóreo e palmeiras registradas nas áreas de
influência do Empreendimento Sanitário, Nazaré da Mata, Pernambuco.
Ocorrência
Nº Forma de Orige
Família/Espécie Nome Popular
Ind. vida m
ADA AID

Anacardiaceae

Mangifera indica mangueira 2 Árvore Exótica X X

Schinopsis brasiliensis baraúna 1 Árvore Nativa X X

Spondias mombin cajazeira 9 Árvore Nativa X X

Arecaceae

Acrocomia aculeata macaibeira 1 Palmeira Nativa X X

Syagrus cearensis catolé 4 Palmeira Nativa X X

Bignoniaceae
98
Ocorrência
Nº Forma de Orige
Família/Espécie Nome Popular
Ind. vida m
ADA AID

Handroanthus spp. 1 ipê 3 Árvore Nativa X X

Handroanthus spp. 2 ipê-amarelo 1 Árvore Nativa X X

Caricaceae

Carica papaya mamoeiro 2 Arbusto Exótica X 1

Euphorbiaceae

Croton floribundus marmeleiro 5 Árvore Nativa X

Croton sp. marmeleiro 15 Árvore Nativa X

Jatropha gossypiifolia pinhão-roxo 2 Arbusto Nativa X X

Jatropha mollissima pinhão-roxo 3 Arbusto Nativa X X

Ricinus communis mamona 0 Arbusto Exótica X

Sapium glandulosum burra-leiteira 3 Árvore Nativa X X

Fabaceae

Anadenanthera colubrina angico 2 Árvore Nativa X

Bauhinia forficata mororó 1 Árvore Nativa X X

Fabaceae1 - 2 Arbusto - X

Inga ingoides ingá 1 Árvore Nativa X X

Machaerium hirtum espinho-de-judeu 28 Árvore Nativa X X

Mimosa bimucronata maricá 5 Arbusto Nativa X X

Mimosa caesalpiniifolia sabiazeiro 3 Árvore Nativa X X

Samanea tubulosa bordão-de-velho 25 Árvore Nativa X X

canafístula-de-
Senna spectabilis 1 Árvore Nativa X
besouro

Vachellia farnesiana espinheiro 8 Arbusto Nativa X X

Lamiaceae

Vitex megapotamica tarumã 1 Árvore Nativa X

Malvaceae

Guazuma ulmifolia mutamba 9 Árvore Nativa X X

Myrtaceae

Campomanesia dichotoma guabiroba 3 Arbusto Nativa X

Eucaliptus spp. eucalipto 0 Árvore Exótica X

99
Ocorrência
Nº Forma de Orige
Família/Espécie Nome Popular
Ind. vida m
ADA AID

Psidium guajava goiabeira 1 Árvore Exótica X X

Nyctaginaceae

Guapira opposita farinha-seca 1 Árvore Nativa X

Polygonaceae

Coccoloba mollis prato-de-índio 5 Árvore Nativa X X

Rhamnaceae

Sarcomphalus joazeiro juazeiro 3 Arbusto Nativa X X

Rubiaceae

Genipa americana jenipapo 2 Árvore Nativa X X

Tocoyena formosa jenipapinho 4 Arbusto Nativa X X

Rutaceae

Zanthoxylum sp. laranjinha 3 Árvore Nativa X X

Salicaceae

Casearia hirsuta cafezinho 2 Árvore Nativa X

Casearia sylvestris 1 Arbusto Nativa X

Sapindaceae

Talisia esculenta pitombeira 5 Árvore Nativa X

Solanaceae

Solanum paniculatum 3 Arbusto Nativa X

Urticaceae

Cecropia pachystachya embaúba 2 Árvore Nativa X X

Total Geral 172 33 33


Fonte: Kiwiks, 2023.

100
Forma de vida/hábito: Árvore
Anadenanthera colubrina (Angico) Origem: Nativa
Endemismo: Não endêmica do Brasil
Distribuição Geográfica
Nordeste (Bahia, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande
do Norte, Sergipe)
Centro-Oeste (Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato
Grosso)
Sudeste (Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo)
Sul (Paraná)
Domínios Fitogeográficos
Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica
Tipo de Vegetação
Caatinga (stricto sensu), Cerrado (lato sensu), Floresta Estacional
Semidecidual, Floresta Ombrófila (Floresta Pluvial)
Fonte: Morim, M.P. Anadenanthera in Flora e Funga do
Brasil. Jardim Botânico do Rio de [Link]ível em:
Foto: Autor <[Link] Acesso em: 04 mai.
2023

Forma de vida/hábito: Árvore


Casearia hirsuta (cafezinho) Origem: Nativa
Endemismo: Desconhecido
Distribuição Geográfica
Nordeste (Paraíba, Pernambuco)
Sudeste (Espírito Santo)
Sul (Paraná)
Domínios Fitogeográficos
Mata Atlântica
Tipo de Vegetação
Caatinga (stricto sensu), Cerrado (lato sensu), Floresta
Ombrófila (Floresta Pluvial)
Fonte: Marquete, R.; Medeiros,
E.V.S.S. Salicaceae in Flora e Funga do Brasil. Jardim
Botânico do Rio de [Link]ível em:
<[Link] Acesso em:
Foto: Autor
04 mai. 2023.

101
Forma de vida/hábito: Árvore
Origem: Nativa
Croton floribundus (Marmeleiro)
Endemismo: Não endêmica do Brasil
Distribuição Geográfica
Nordeste (Alagoas, Bahia, Ceará, Paraíba, Pernambuco)
Centro-Oeste (Distrito Federal, Mato Grosso do Sul, Mato
Grosso)
Sudeste (Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo)
Sul (Paraná)
Domínios Fitogeográficos
Caatinga, Mata Atlântica
Tipo de Vegetação
Área Antrópica, Floresta Ciliar ou Galeria, Floresta Estacional
Foto: Autor Semidecidual, Floresta Ombrófila (Floresta Pluvial)
Fonte: Caruzo, M.B.R.; Secco, R.S.; Medeiros, D.; Riina, R.;
Torres, D.S.C.; Santos, R.F.D.; Pereira, A.P.N.; Rossine, Y.;
Lima, L.R.; Muniz Filho, E.; Valduga, E. Croton in Flora e
Funga do Brasil. Jardim Botânico do Rio de [Link]ível
em: <[Link] Acesso em: 04
mai. 2023

Genipa americana (Jenipapeiro) Forma de vida/hábito: Árvore


Origem: Nativa
Endemismo: Não endêmica do Brasil
Distribuição Geográfica
Norte (Acre, Amazonas, Amapá, Pará, Rondônia, Roraima,
Tocantins)
Nordeste (Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba,
Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Sergipe)
Centro-Oeste (Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato
Grosso)
Sudeste (Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo)
Sul (Paraná, Santa Catarina)
Domínios Fitogeográficos
Amazônia, Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica, Pantanal
Tipo de Vegetação
Área Antrópica, Cerrado (lato sensu), Floresta Ciliar ou Galeria,
Foto: Autor Floresta de Igapó, Floresta de Terra Firme, Floresta de Várzea,
Floresta Estacional Decidual, Floresta Estacional Perenifólia,
Floresta Estacional Semidecidual, Floresta Ombrófila (Floresta
Pluvial), Restinga
Fonte: Gomes, M. Genipa in Flora e Funga do Brasil. Jardim
Botânico do Rio de [Link]ível em:
<[Link] Acesso em: 04 mai.
2023

102
Forma de vida/hábito: Árvore
Uazuma ulmifolia (Mutamba)
Origem: Nativa
Endemismo: Não endêmica do Brasil
Distribuição Geográfica
Norte (Acre, Amazonas, Amapá, Pará, Rondônia, Roraima,
Tocantins)
Nordeste (Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba,
Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Sergipe)
Centro-Oeste (Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato
Grosso)
Sudeste (Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo)
Sul (Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina)
Domínios Fitogeográficos
Amazônia, Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica, Pampa, Pantanal
Tipo de Vegetação

Foto: Autor Área Antrópica, Caatinga (stricto sensu), Cerrado (lato sensu),
Floresta de Terra Firme, Floresta Estacional Decidual, Floresta
Estacional Semidecidual, Floresta Ombrófila (Floresta Pluvial),
Floresta Ombrófila Mista
Fonte: Colli-Silva, M. Guazuma in Flora e Funga do
Brasil. Jardim Botânico do Rio de [Link]ível em:
<[Link] Acesso em: 04 mai.
2023

Forma de vida/hábito: Arbusto


Origem: Nativa
Endemismo: Não endêmica do Brasil
Jatropha gossypiifolia (Pinhão-roxo) Distribuição Geográfica
Norte (Acre, Amazonas, Amapá, Pará, Rondônia, Roraima,
Tocantins)
Nordeste (Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba,
Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Sergipe)
Centro-Oeste (Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato
Grosso)
Sudeste (Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo)
Sul (Paraná, Santa Catarina)
Domínios Fitogeográficos
Amazônia, Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica
Tipo de Vegetação
Área Antrópica, Caatinga (stricto sensu), Cerrado (lato sensu),
Floresta Ciliar ou Galeria, Floresta de Terra Firme, Floresta
Ombrófila (Floresta Pluvial), Restinga
Foto: Autor
Fonte: Bigio, N.C.; Secco, R.S.; Moreira, A.S. Jatropha in Flora e
Funga do Brasil. Jardim Botânico do Rio de [Link]ível
em: <[Link] Acesso em: 04
mai. 2023

103
Jatropha mollissima (Pinhão-bravo) Forma de vida/hábito: Arbusto
Origem: Nativa
Endemismo: Não endêmica do Brasil
Distribuição Geográfica
Norte (Tocantins)
Nordeste (Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba,
Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Sergipe)
Centro-Oeste (Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso do Sul)
Sudeste (Minas Gerais)
Domínios Fitogeográficos
Amazônia, Caatinga, Cerrado
Tipo de Vegetação
Área Antrópica, Caatinga (stricto sensu), Cerrado (lato sensu)
Fonte: Bigio, N.C.; Secco, R.S.; Moreira, A.S. Jatropha in Flora
e Funga do Brasil. Jardim Botânico do Rio de [Link]ível
em: <[Link] Acesso em: 04
Foto: Autor mai. 2023

Machaerium hirtum (Espinho-de-judeu) Forma de vida/hábito: Árvore


Origem: Nativa
Endemismo: Não endêmica do Brasil
Distribuição Geográfica
Norte (Acre, Amazonas, Pará, Rondônia, Tocantins)
Nordeste (Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba,
Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Sergipe)
Centro-Oeste (Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato
Grosso)
Sudeste (Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo)
Sul (Paraná, Santa Catarina)
Domínios Fitogeográficos
Amazônia, Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica, Pantanal

Foto: Autor Tipo de Vegetação


Área Antrópica, Caatinga (stricto sensu), Cerrado (lato sensu),
Floresta Ciliar ou Galeria, Floresta de Terra Firme, Floresta
Estacional Semidecidual, Floresta Ombrófila (Floresta Pluvial),
Vegetação Sobre Afloramentos Rochosos
Fonte: Filardi, F.L.R.; Cardoso, D.B.O.S.; Lima,
H.C. Machaerium in Flora e Funga do Brasil. Jardim Botânico
do Rio de [Link]ível em:
<[Link] Acesso em: 04 mai.
2023

104
Mimosa bimucronata (Maricá)
Forma de vida/hábito: Arbusto
Origem: Nativa
Endemismo: Não endêmica do Brasil
Distribuição Geográfica
Nordeste (Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Pernambuco,
Sergipe)
Centro-Oeste (Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso do Sul)
Sudeste (Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo)
Sul (Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina)
Domínios Fitogeográficos
Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica, Pampa, Pantanal
Tipo de Vegetação
Foto: Autor Área Antrópica, Campo de Várzea, Cerrado (lato sensu), Floresta
Ciliar ou Galeria, Floresta Estacional Semidecidual, Floresta
Ombrófila (Floresta Pluvial), Restinga
Fonte: Mimosa in Flora e Funga do Brasil. Jardim Botânico do
Rio de [Link]ível em:
<[Link] Acesso em: 04 mai.
2023

Forma de vida/hábito: Arbusto


Origem: Nativa
Mimosa bimucronata (Maricá) Endemismo: Não endêmica do Brasil
Distribuição Geográfica
Nordeste (Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Pernambuco,
Sergipe)
Centro-Oeste (Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso do Sul)
Sudeste (Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo)
Sul (Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina)
Domínios Fitogeográficos
Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica, Pampa, Pantanal
Tipo de Vegetação
Área Antrópica, Campo de Várzea, Cerrado (lato sensu), Floresta
Ciliar ou Galeria, Floresta Estacional Semidecidual, Floresta
Ombrófila (Floresta Pluvial), Restinga
Fonte: Mimosa in Flora e Funga do Brasil. Jardim Botânico do
Foto: Autor Rio de [Link]ível em:
<[Link] Acesso em: 04 mai.
2023

105
Forma de vida/hábito: Arbusto
Samanea tubulosa (Bordão-de-velho)
Origem: Cultivada
Endemismo: Não endêmica do Brasil
Ocorrências confirmadas:
Norte (Acre, Amazonas, Pará, Rondônia, Tocantins)
Nordeste (Maranhão)
Centro-Oeste (Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato
Grosso)
Domínios Fitogeográficos
Amazônia, Cerrado, Pantanal
Tipo de Vegetação
Cerrado (lato sensu), Floresta de Terra Firme, Floresta Estacional
Decidual, Floresta Estacional Semidecidual, Savana Amazônica
Fonte: Morim, M.P. Samanea in Flora e Funga do
Brasil. Jardim Botânico do Rio de [Link]ível em:
<[Link] Acesso em: 04 mai.
2023
Foto: Autor

Schinopsis brasiliensis (baraúna) Forma de vida/hábito: Árvore


Origem: Nativa
Endemismo: Não endêmica do Brasil
Distribuição Geográfica
Nordeste (Alagoas, Bahia, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Piauí,
Rio Grande do Norte, Sergipe)
Centro-Oeste (Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato
Grosso)
Sudeste (Minas Gerais)
Domínios Fitogeográficos
Caatinga, Cerrado
Tipo de Vegetação
Caatinga (stricto sensu), Cerrado (lato sensu)
Fonte: Silva-Luz, C.L.; Pirani, J.R.; Pell, S.K.; Mitchell,
J.D. Anacardiaceae in Flora e Funga do Brasil. Jardim Botânico
Foto: Autor do Rio de [Link]ível em:
<[Link] Acesso em: 04 mai.
2023

106
Solanum paniculatum

Forma de vida/hábito: Arbusto


Origem: Nativa
Endemismo: Não endêmica do Brasil
Distribuição Geográfica
Norte (Pará)
Nordeste (Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba,
Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Sergipe)
Centro-Oeste (Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato
Grosso)
Sudeste (Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo)
Sul (Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina)
Foto: Autor Domínios Fitogeográficos
Amazônia, Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica, Pampa
Tipo de Vegetação
Área Antrópica, Floresta Ombrófila (Floresta Pluvial)
Fonte: Solanum in Flora e Funga do Brasil. Jardim Botânico do
Rio de [Link]ível em:
<[Link] Acesso em: 04 mai.
2023

Forma de vida/hábito: Árvore


Origem: Nativa
Endemismo: Não endêmica do Brasil
Spondias mombin (Cajazeira) Distribuição Geográfica
Norte (Acre, Amazonas, Amapá, Pará, Rondônia, Roraima,
Tocantins)
Nordeste (Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba,
Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Sergipe)
Centro-Oeste (Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato
Grosso)
Sudeste (Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo)
Domínios Fitogeográficos
Amazônia, Cerrado, Mata Atlântica
Tipo de Vegetação
Área Antrópica, Floresta Ciliar ou Galeria, Floresta de Igapó,
Floresta de Terra Firme, Floresta de Várzea, Floresta Estacional
Semidecidual
Foto: Autor
Fonte: Silva-Luz, C.L.; Pirani, J.R.; Pell, S.K.; Mitchell,
J.D. Anacardiaceae in Flora e Funga do Brasil. Jardim
Botânico do Rio de [Link]ível em:
<[Link] Acesso em: 04 mai.
2023

107
Tocoyena formosa (Jenipapinho) de vida/hábito: Arbusto
Origem: Nativa
Endemismo: Não endêmica do Brasil
Distribuição Geográfica
Norte (Amazonas, Amapá, Pará, Rondônia, Tocantins)
Nordeste (Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba,
Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Sergipe)
Centro-Oeste (Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato
Grosso)
Sudeste (Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo)
Sul (Paraná)
Domínios Fitogeográficos
Amazônia, Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica
Tipo de Vegetação
Caatinga (stricto sensu), Campo Rupestre, Cerrado (lato sensu),
Foto: Autor Floresta Ciliar ou Galeria, Floresta Estacional Decidual, Floresta
Estacional Semidecidual
Fonte: Borges, R.L. Tocoyena in Flora e Funga do Brasil.
Jardim Botânico do Rio de [Link]ível em:
<[Link] Acesso em: 04 mai.
2023

Forma de vida/hábito: Arbusto


Origem: Nativa
Endemismo: Não endêmica do Brasil
Vachellia farnesiana (Espinheiro)
Distribuição Geográfica
Norte (Amazonas, Pará)
Nordeste (Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Rio
Grande do Norte)
Centro-Oeste (Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso do Sul)
Sudeste (Minas Gerais)
Sul (Paraná)
Domínios Fitogeográficos
Amazônia, Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica
Tipo de Vegetação
Área Antrópica, Caatinga (stricto sensu), Cerrado (lato sensu),
Floresta Estacional Decidual, Floresta Estacional Semidecidual,
Floresta Ombrófila (Floresta Pluvial), Floresta Ombrófila Mista
Foto: Autor Fonte: Terra, V. Vachellia in Flora e Funga do Brasil. Jardim
Botânico do Rio de [Link]ível em:
<[Link] Acesso em: 04
mai. 2023

108
[Link].Lista de espécies endêmicas

Endemismo é um termo utilizado na biologia para designar que determinado táxon tem
sua ocorrência natural limitada em um espaço biogeográfico. Dessa forma, foi verificado o
endemismo das espécies encontradas nas áreas de influência do empreendimento.
Das 49 espécies nativas registradas, cindo delas são consideradas endêmicas do Brasil
segundo o Flora do Brasil 2020: Campomanesia dichotoma (guabiroba), Cereus jamacaru
(mandacaru), Indigofera spicata (amendoim-bravo), Maranta leuconeura (maranta) e Syagrus
cearenses (catolé). Nessa lista estão presentes uma palmeira, duas herbáceas, uma suculenta e
um arbusto. Dois táxons ainda foram categorizados com endemismo desconhecido, a Casearia
hirsuta e Guapira opposita.

[Link].Lista de espécies ameaçadas de extinção (MMA)

Em portaria publicada em 07 de junho de 2022, o Ministério do Meio Ambiente


atualizou a lista oficial das espécies da fauna e flora ameaçada de extinção. Como prevsto na
Portaria MMA nº 43/2014, a lista passará a ser atualizada anualmente e a previsão é que a deste
ano será com atualização da Lista com as espécies avaliadas entre junho de 2021 e final de
2022. Atualmente a lista conta com 1.249 espécies categorizadas como ameaçadas de extinção,
com base neste período de avaliações (reavaliações e novas avaliações), 7.841 táxons foram
categorizados como não ameaçados:
● 138 na categoria Quase Ameaçada (NT);
● 7.054 como Menos Preocupante (LC);
● 482 como Dados Insuficientes (DD);
● 167 como Não Aplicável (NA - espécies com ocorrência marginal no Brasil).

A Lista Oficial de Espécies da Flora Brasileira Ameaçadas de Extinção conta no total


3209 táxons com as diferentes categorias de ameaçabilidade de extinção. No levantamento
realizado neste estudo, NENHUMA espécie identifica encontra-se nesta lista.

7.2.5. Considerações finais

A área destinada a instalação do Empreendimento Sanitário possuí uma variabilidade


florística que ocorre em diferentes estratos sucessionais da vegetação. Fica bem evidenciado
que se trata de uma área que sofreu grandes processos exploratórios, sobretudo a Área
Diretamente Afetada do empreendimento, que apresenta uso extensivo de criação de gado com
implantação de pastagem e degradação do solo e da vegetação nativa.
Portanto, em decorrência do histórico de uso e ocupação do solo da área em questão,
a mesma não apresenta complicações ambientais, florísticas e ecológicas, que pelos meios
legais impeça a instalação do empreendimento referido, possibilitando ainda, a tomada de
medidas compensatórias que favoreçam e fomente a conservação da vegetação local.

109
7.2.6. Fauna

O levantamento de fauna realizado para o diagnóstico ocorreu por meio de coletas de


dados primários no dia 14/04/2023. O objetivo do estudo foi listar as espécies dos grupos dos
répteis, anfíbios, aves, mamíferos terrestres e alados que ocorrem na área do futuro
empreendimento. O levantamento foi feito por dois pesquisadores, e ocorreu pela metodologia
de busca ativa, pela procura visual e auditiva dos exemplares. O grau de ameaça das espécies
foi avaliado com base na presença nas Listas de Espécies Ameaçadas de Extinção do Ministério
do Meio Ambiente (MMA, 2022) e da União Internacional para a Conservação da Natureza
(IUCN, 2022) e os Apêndices I, II e III da CITES (2022). Há registro de 45 espécies na área do
futuro empreendimento, distribuídas nos principais grupos: 6 espécies de mamíferos (3 espécies
nativas e 3 exóticas); 2 répteis; e 37 espécies de aves (Figura 35). No geral, a fauna local
registrada pertenceu basicamente a espécimes consideradas comuns ao bioma Mata Atlântica,
sendo todas elas generalistas de habitats e de ampla distribuição geográfica, como segue nas
apresentações de resultados por grupos a seguir.

Figura 35 - Riqueza de espécies de cada grupo taxonômico com provável ocorrência na área do
empreendimento.
Fonte: Kiwiks, 2023

[Link]. Avifauna

A avifauna brasileira é uma das mais diversas do mundo, sendo composta por
aproximadamente 1.919 espécies (PIACENTINI et al., 2015). Isso corresponde a mais da
metade do que é registrado em toda América do Sul, e ressalta a importância de o
direcionamento de recursos a fim conhecer e conservar a avifauna que ocorre em território

110
nacional. Além disso, mais de 500 espécies de aves brasileiras são endêmicas do país
(MARINE & GARCIA, 2005). Na Mata Atlântica do Estado de Pernambuco há registros de
mais de 450 espécies de aves, na qual 281 são endêmicas deste bioma (MARINE & GARCIA,
2005).
Devido à riqueza de espécies e alto grau de endemismos, A Mata Atlântica é
considerada uma área prioritária de conservação e um dos hotspots globais de biodiversidade.
Para garantir a manutenção desse bioma, a compreensão acerca da avifauna presente em seus
fragmentos florestais é fundamental. As aves são um grupo essencial na garantia de diversos
serviços ecossistêmicos. São responsáveis, por exemplo, por serviços de regulação, como a
dispersão de sementes, polinização e controle de pragas. Além disso, o grupo presta serviço de
suporte por meio da deposição de nutrientes. O grupo também é considerado engenheiro
ecossistêmico (SEKERCIOGLU, 2006). As aves ainda são ótimas indicadoras da qualidade
ambiental e diversidade local, devido à sensibilidade a variações e estímulos ambientais
(MACHADO et al., 2006).
Segundo o MapBiomas o Município de Nazaré da Mata atualmente possui cerca de
6.877 hectares de Mata Atlântica remanescente, dos quais 51% encontram-se protegidos
Unidades de conservação que são vitais para a manutenção da biodiversidade (PREFEITURA
MUNICIPAL DE NAZARÉ DA MATA, 2018). Atualmente há o registro bibliográfico de 18
espécies de aves para o município de Nazaré da Mata. Somando-se a esses registros, na
expedição de campo foram registradas 25 espécies de aves. Assim, há registro de 37 espécies
distribuídas em 20 famílias e 10 ordens, com possível ocorrência na área do empreendimento
(Quadro 11). Destas apenas a espécie Synallaxis infuscata é considerada endêmica e
classificada como “Em Perigo” (EN) pela IUCN (2019) e pelo ICMBIO/MMA (2022). Além
disso, destacamos que a espécie Polioptila atricapilla, apresenta ausência de dados na base de
dados da IUCN.

Quadro 11 - Lista de espécies de aves com ocorrência/provável ocorrência na área do


empreendimento.
GRAU DE
NOME TIPO DE
ORDEM FAMÍLIA ESPÉCIE AMEAÇA
POPULAR REGISTRO
IUCN/MMA

Rupornis
Accipitriformes Accipitridae Gavião-carijó LC B
magnirostris

Pelecaniformes Ardeidae Bubulcus ibis Garça-vaqueira LC O

Falconiformes Falconidae Caracara plancus Carcará LC O/B

Cathartiformes Cathartidae Coragyps atratus Urubu-preto LC O

Charadriiformes Charadriidae Vanellus chilensis Quero-quero LC O

Columbina Rolinha-fogo-
Columbiformes Columbidae LC O
squammata apagou

111
GRAU DE
NOME TIPO DE
ORDEM FAMÍLIA ESPÉCIE AMEAÇA
POPULAR REGISTRO
IUCN/MMA

Columbina
Rolinha-roxa LC O
talpacoti

Columbina
Rolinha-cinzenta LC B
passerina

Colaptes Pica-pau-verde-
Piciformes Picidae LC O/B
melanochloros barrado

Crotophaga ani Anu-preto LC O


Cuculiformes Cuculidae
Tapera naevia Saci LC O

Rabo-branco-
Phaethornis ruber LC O
rubro

Anthracothorax Beija-flor-de-
LC B
nigricollis veste-preta

Eupetomena Beija-flor-
Apodiformes Trochilidae LC B
macroura tesoura

Chrysuronia Beija-flor-de-
LC B
leucogaster barriga-branca

Chionomesa Beija-flor-de-
LC B
fimbriata garganta-verde

Turdidae Turdus rufiventris Sabiá-laranjeira LC B

Arundinicola
Freirinha LC O
leucocephala

Pitangus
Bem te vi LC O/B
sulphuratus
Tyrannidae
Lavadeira-
Fluvicola nengeta LC O/B
Passeriformes mascarada

Tyrannus
Suiriri LC O
melancholicus

Cyclarhis
Vireonidae Pitiguari LC O
gujanensis

Casaca-de-
Furnariidae Furnarius figulus LC B
couro-da-lama

112
GRAU DE
NOME TIPO DE
ORDEM FAMÍLIA ESPÉCIE AMEAÇA
POPULAR REGISTRO
IUCN/MMA

Phacellodomus
João-de-Pau LC O
rufifrons

Synallaxis
Tatac EM/VU B
infuscata

Andorinha-do-
Progne tapera LC O
campo

Tachycineta
Hirundinidae Andorinha do rio LC O
albiventer

Andorinha-de-
Hirundo rustica LC B
bando

Molothrus
Icteridae Chupim LC B
bonariensis

Mimidae Mimus saturninus Sabiá-do-campo LC O

Caminheiro-
Motacillidae Anthus chii LC B
zumbidor

Ammodramus Tico-tico-do-
Passerellidae LC O
humeralis campo

Polioptila Balança-rabo-
Polioptilidae -- O
atricapilla de-chapeu-preto

Volatinia jacarina Tiziu LC O/B

Sicalis flaveola Canário-da-terra LC B

Sporophila
Golinho LC O
albogularis
Thraupidae

Saíra-de-chapéu-
Nemosia pileata LC O
preto

Sanhaço-
Thraupis sayaca LC O
cinzento

Legendas: Grau de Ameaça (LC: Pouco Preocupante; EN: Em Perigo; V: Vulnerável): MMA (2022) e
IUCN (2021); Tipo de Registro (O: observado; B: Bibliográfico);

113
Dentre as 10 ordens registradas por observação e levantamento bibliográfico, a que
apresentou maior número de espécies foi a ordem Passeriforme com 22 espécies,
correspondendo a 56% das espécies registradas (Figura 36). Esta predominância de
passeriformes na comunidade de aves é comum, sendo registrada em ambientes bem
conservados e antropizados, assim como a baixa ocorrência de ordens constituída de predadores
de topos (e.x. Moura, et al. 2015), tais como Accipitriformes e Falconiformes que juntas
correspondem a menos de 6% (n= 2) das espécies registradas neste estudo.

Figura 36 - Riqueza de espécies de aves em cada ordem com possível ocorrência na área do
empreendimento.
Fonte: Kiwiks, 2023

A predominância de espécies na ordem Passeriformes, reflete também no número de


Famílias registradas dentro da Ordem, abarcando 55% das famílias (n = 11 famílias) registradas
no estudo. Dentre as famílias que apresentaram maior riqueza destacam-se a família Tyrannidae
(n = 4 espécies) e Thraupidae (n= 5 espécies), da ordem Passeriforme, e a família Trochilidae
da ordem Apodiformes (n = 5) (Figura 37).

114
Figura 37 - Riqueza de espécies de aves em cada família com possível ocorrência na área do
empreendimento.
Fonte: Kiwiks, 2023.

A espécie da ordem dos Passeriformes mais abundante observada na área do futuro


empreendimento foi Ammodramus humeralis (Figura 38). A espécie é adaptada a ambientes
caracterizados como campos secos com gramíneas. Devido à sua ocorrência em áreas de estágio
inicial de regeneração, a espécie vem expandindo sua malha territorial (WIKIAVES, 2023). A
ADA e AID do empreendimento ocorre em áreas em que há cultivo de gramíneas destinadas à
alimentação de bovinos, e favorece a presença desta ave.

115
Figura 38- Registro de Ammodramus humeralis (Tico-tico-do-campo).na área do empreendimento.
Fonte: Kiwiks, 2023.

O Colaptes melanochloros (pica-pau-verde-barrado) é uma espécie comum matas de


galerias, cerrados, caatingas e bordas de florestas. Entretanto, vem se tornando comum também
em áreas urbanas (WIKIAVES, 2023). Durante a expedição foi observado um espécime na
ADA do futuro empreendimento (Figura 39).

Figura 39 - Registro de Colaptes melanochloros (Pica-pau-verde-barrado) na área do


empreendimento.
Fonte: Kiwiks, 2023.

Espécies como Caracara plancus (Carcará) e Coragyps atratus (Urubu preto) são
comumente observados em bandos, e vivem associados a atividades humanas. O carcará atua
como generalista/oportunista, e o urubu preto se alimenta carcaças e restos de outros animais.

116
Ambas as espécies ocorrem em abundância na área do empreendimento. São familiarizados
com a presença humana, e habitam bordas de matas (WIKIAVES, 2023).

Na AID do empreendimento, Caracara plancus é abundante. Diversos indivíduos foram


avistados se alimentando de pequenos animais que eram expostos no solo, após a atividade de
um trator que arava o campo (Figura 6). Ainda que seja um predador de topo, apresenta hábitos
oportunistas, e a presença de um lixão nas proximidades é a provável causa da abundância
destes animais. Na AID também é comum a ocorrência de Coragyps atratus. A espécie é
bastante abundante, e sua presença também está associada à presença do lixão no entorno da
área (Figura 40).

Figura 40 - Registro de Caracara plancus (Carcará) e Coragyps atratus (Urubu preto). na


área do empreendimento.
Fonte: Kiwiks, 2023.

O carcará e o urubu são duas espécies de aves de rapina comuns no Brasil e


frequentemente podem ser vistos juntos. Apesar de serem semelhantes em alguns aspectos,
como o hábito de se alimentarem de carcaças, eles têm diferenças significativas em suas
características e comportamentos. O carcará é uma ave mais territorial e agressiva, muitas vezes
atacando outras aves de rapina para proteger seu território e recursos alimentares. Já o urubu é
uma ave mais pacífica e adaptável, muitas vezes se alimentando em grandes grupos e dividindo
os recursos de forma cooperativa. Embora possam compartilhar o mesmo habitat e nicho
alimentar, a relação entre o carcará e o urubu pode ser marcada por competição e até conflitos.
Dentre as 37 espécies registradas para o município em que se instalará empreendimento,
apenas uma é ameaçada de extinção pela IUCN (2019) e ICMBIO/MMA (2022): Synallaxis
infuscata. Sua ocorrência no município de Nazaré da Mata foi constatada por meio de
levantamento bibliográfico. É importante ressaltar que a avifauna é um dos grupos mais
sensíveis a mudanças ambientais, especialmente aquelas causadas pelo desmatamento (SILVA
et al., 2003).
Synallaxis infuscata é uma espécie endêmica da Mata Atlântica do nordeste brasileiro
que ocorre nos estados de Alagoas, Pernambuco e Paraíba. Além desta, não registramos outras
espécies endêmicas. Espécies endêmicas e predadores de topo são considerados sensíveis a
alterações ambientais por possuir uma baixa capacidade adaptativa (Silva et al., 2003). Assim,
são encontrados em paisagens com elevada heterogeneidade (ex. presença de mananciais e
florestas) e ecossistemas florestais bem conservados que permitem condições adequadas para

117
sobrevivência e reprodução dessas espécies. Dentro do grupo de avifauna não foram
encontrados outros predadores de topo além do Caracara plancus.
Embora o município apresente registro de espécie endêmica, a área no entorno do futuro
empreendimento apresenta uma avifauna indicadora de ambientes sujeitos a perturbações
elevadas. Ambientes perturbados e alterações do uso do solo são agentes causadores da
homogeneização biótica. Este conceito é caracterizado por ambientes que apresentam baixa
riqueza de espécies e alta abundância de espécies generalistas.
Como pode ser observado em campo, a área vasta de gramíneas e a presença de um
lixão são fatores que favoreceram a ocorrência de algumas espécies em detrimento de outras.
Coragyps atratus, Caracara plancus e Ammodramus humeralis são os componentes da avifauna
mais abundantes na ADA e AID do futuro empreendimento. Essa abundância é indicadora da
homogeneização biótica que o ambiente vem sofrendo devido à degradação.
O Quadro 12estão apresentados os registros fotográficos obtidos das espécies de aves
levantadas durante a expedição a área do empreendimento.

Quadro 12 - Quadro de registros da avifauna na área do empreendimento. Continua...


Arundinicola leucocephala Colaptes melanochloros

Ammodramus humeralis Arundinicola leucocephala (jovem)

118
Bubulcus ibis Columbina talpacoti

Volatinia jacarina Tachycineta albiventer

Crotophaga ani Fluvicola nengeta

119
... Continuação Quadro 12. Quadro de registros da avifauna na área do empreendimento.

Tyrannus melancholicus Nemosia pileata

Fonte: Kiwiks, 2023

[Link].Mastofauna

Em relação a mastofauna, no Brasil há 270 espécies de mamíferos registradas para a


Mata Atlântica (ICMBIO/MMA, 2022). Entre as quais cerca de 70% destas espécies são
endêmicas deste bioma (RIBEIRO et al., 2009). No estado de Pernambuco há cerca de 190
registros de espécies de mamíferos segundo a Sociedade Brasileira de Mastozoologia.

Durante a expedição ao município registrou-se a presença de três espécies nativas, o


que corresponde 1,5 % das espécies registradas para o estado de Pernambuco, e três espécies
exóticas na área do empreendimento Quadro 13. Destaca-se que 3 dessas espécies são
domesticadas, sendo elas: Cavalo, Boi, cão e sagui.

Quadro 13 - Lista de espécies de mamíferos com ocorrência na área do empreendimento.


GRAU
DE
FORMA
AMEAÇ
ORDEM FAMÍLIA ESPÉCIE NOME POPULAR DE
A
REGISTRO
IUCN/M
MA

Callitrichida Sagui-de-tufo-
Primates Callithrix jacchus LC O
e branco

Felidae Leopardus wiedii Gato-maracajá NT/VU O

Carnivora Cerdocyon thous Cachorro-do-mato LC O


Canidae
Canis lupus
Cão-doméstico -- O
familiaris

120
GRAU
DE
FORMA
AMEAÇ
ORDEM FAMÍLIA ESPÉCIE NOME POPULAR DE
A
REGISTRO
IUCN/M
MA

Perissodactyl
Equidae Equus ferus caballus Cavalo -- O
a

Artiodactyla Bovidae Bos taurus indicus Boi Nelore -- O

Legendas: Grau de Ameaça (LC: Pouco Preocupante; NT: Quase ameaçado; V: Vulnerável): MMA
(2022) e IUCN (2021); Tipo de Registro (O: observado; B: Bibliográfico);

A baixa riqueza de espécies registradas durante a expedição e oriunda de levantamento


bibliográfico é decorrente dos mamíferos possuírem uma grande exigência ambiental e
possuírem hábitos crípticos, no qual, muitos possuem hábitos noturnos, vivem em áreas muito
extensas e em habitats de difícil acesso (ex. tocas). Ademais, a região em que o empreendimento
será construído apresenta escassez de recursos alimentares, sobretudo aqueles necessários para
a subsistência de predadores, bem como falta de locais de abrigo. Essa situação favorece a
presença de animais onívoros, que se alimentam tanto de plantas quanto de outros animais,
como é o caso do Sagui-de-tufo-branco. Essa espécie é capaz de adaptar-se a diversos tipos de
habitats e é frequentemente encontrada em áreas próximas a aglomerações humanas e zonas
agrícolas (REIS et al., 2006).

O Callithrix jacchus, também conhecido como Sagui-de-tufos-brancos, é um primata de


pequeno porte nativo do Nordeste do Brasil, mas que atualmente se espalhou para as regiões
Sudeste e Norte, onde foi introduzido. Esta espécie tem uma ampla adaptação a diferentes tipos
de habitats e é encontrada em toda a região, inclusive em áreas residenciais. O Sagui-de-tufos-
brancos enfrenta ameaças de caça e comércio ilegal, pois é frequentemente utilizado como
animal de estimação pela população local.

Destaca-se o registro da possível ocorrência de Leopardus Wiedii, conhecido como


Gato-maracajá, na área do empreendimento. Durante a expedição foi registrada a pegada desta
espécie próximo ao corpo hídrico artificial existente na ADA, juntamente com a pegada de
Cerdocyon thous, conhecido como cachorro-do-mato Figura 41. Ambas as espécies são
predadores de topo e apresentam alto requerimento ambiental, porém o Gato-maracajá é
categorizado como “Quase ameaçado” (NT) pela IUCN (2022) e “Vulnerável” (VU) pelo
ICBIO/MMA (2022).

121
Figura 41-Pegadas de Leopardus wiedii (esquerda) e Cerdocyon thous (direita) registradas na área
do empreendimento. A escala é equivalente 5 cm.
Fonte: Kiwiks, 2023.

Em relação as espécies exóticas registradas, há uma forte relação das presenças delas
com a ação antrópica. Devido a área do empreendimento ser cercada por um “lixão” e área de
agropecuária. Sendo assim, comum a presença de cavalos, cães domésticos e bois (Figura 42).

Figura 42 - Registro de cavalos e bois na área do empreendimento.


Fonte: Kiwiks, 2023.

122
[Link].Herpetofauna

A Mata Atlântica apresenta 227 espécies de anfíbios e 260 espécies de répteis, destas
há registro de 73 espécies de anfíbios e 70 espécies de répteis no estado de Pernambuco (MMA,
2000). Além disso, durante a expedição a área do empreendimento foram registradas duas
espécies de lagartos na área do empreendimento, porém não houve registros de anfíbios e
serpentes Quadro 14.

Quadro 14 - Lista de espécies da herpetofauna com ocorrência na área do empreendimento.


FORMA
GRAU DE
NOME DE
ORDEM FAMÍLIA ESPÉCIE AMEAÇA
POPULAR REGISTR
IUCN/MMA
O

Tropidurus Lagartixa-
Squamata Tropiduridae LC O
hispidus preta

Tropidurus Calango-de-
Squamata Tropiduridae LC O
semitaeniatus lajedo

Legendas: Grau de Ameaça (LC: Pouco Preocupante): MMA (2022) e IUCN (2021); Tipo de Registro
(O: observado);

A baixa frequência de registros desses grupos é decorrente da herpetofauna ser


particularmente difíceis de observar, pois muitas espécies possuem coloração críptica, hábitos
subterrâneos e a maioria delas é noturna. Além disso, em sua maioria, são animais de hábito
críptico, ficando escondidos sobre rochas, serrapilheira e troncos de árvores.

Em relação as espécies registradas, a Tropidurus hispidus, popularmente conhecido


como Lagartixa-preta, possui ampla distribuição geográfica que abrange diversos países da
América do Sul, incluindo Guiana, Guiana Francesa, Suriname, Colômbia e Venezuela, além
de ser encontrado em diversos estados do Brasil, como Alagoas, Amazonas, Bahia, Ceará,
Maranhão, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do
Norte, Roraima, Sergipe e Tocantins. Esta espécie é comumente em áreas domésticas e
ambientes antrópicos.

Nenhuma das espécies registradas constam nas Listas de Espécies Ameaçadas de


Extinção do Ministério do Meio Ambiente (MMA, 2022) e da União Internacional para a
Conservação da Natureza (IUCN, 2019).

No Quadro 15abaixo apresenta os registros fotográficos obtidos das espécies da


herpetofauna levantadas durante a expedição à área do empreendimento.

123
Quadro 15 - Registros da herpetofauna na área do empreendimento.
Tropidurus hispidus Tropidurus semitaeniatus

Fonte: Kiwiks, 2023

[Link]. Ecossistemas aquáticos

Em relação aos anfíbios, são animais que não vivem ou se reproduzem longe de corpos
d'água ou locais terrestres com alta umidade, como bromélias-tanque e áreas encharcadas.
Assim, a área do empreendimento tem baixa disponibilidade de habitats que favoreçam a
ocorrência deste grupo, existindo apenas um lago artificial utilizado pelo gado na região (Figura
43).

Figura 43 - Corpo d’agua existente na Área diretamente afetada (ADA). na área do empreendimento.
Fonte: Kiwiks, 2023

124
[Link].Considerações Gerais

A área em que o empreendimento será implantado é fortemente antropizada. Além da


criação de bovinos e da extensa área de cultivo de gramíneas destinadas à alimentação desses
animais, há um lixão no seu entorno. Os impactos causados por estes agentes resultam na
diminuição da diversidade biológica, e consequentemente, dos serviços ecossistêmicos.
A homogeneização biótica é observada no local por meio da baixa riqueza de espécies
e prevalência de espécimes generalistas e oportunistas. Apesar disso, a provável ocorrência de
espécies endêmicas/ameaçadas de extinção e mamíferos predadores de topo sugere que a área
seja rota de deslocamento entre fragmentos florestais mais bem preservados. O pequeno corpo
hídrico presente na ADA pode representar a disponibilidade um recurso importante para estes
mamíferos.

7.3. UNIDADES DE CONSERVAÇÃO (UCS)

Não há Unidades de Conservação no município de Nazaré da Mata. A área protegida


mais próxima da CTR é a APA Aldeia Beberibe distante 13,7 Km do seu ponto mais ao norte
em relação a AID da CTR PE Nazaré da Mata, conforme Figura 44 .

Figura 44 - Distância da CTRA PE Nazaré da Mata para o ponto mais ao norte da APA Aldeia Beberibe.
Fonte: Kiwiks, 2023

125
7.4. ÁREAS PRIORITÁRIAS PARA A CONSERVAÇÃO DA BIODIVERSIDADE

A Área de Influência Direta do Empreendimento, de acordo com os limites determinados pelo


Atlas da Biodiversidade de Pernambuco, não se encontra em área considera como alta ou muito
alta importância biológica conforme se apresenta na Figura 45.

Figura 45 - Atlas da Biodiversidade de Pernambuco.


Fonte. SIG Caburé, 2023

126
7.5. MEIO SOCIOECONÔMICO

7.5.1. Descrição da metodologia

A Área de Influência Indireta (AII) do empreendimento corresponde a todo o município


de Nazaré da Mata, seguindo as orientações do TR NAIA 006/2023, as análises foram
extensivas aos municípios de Tracunhaém, Vicência, Buenos Aires e Timbaúba nos quais
apresentam potencial para destinação de resíduos para a CTR. Essa definição permitiu a
construção do diagnóstico do meio socioeconômico com o apoio de dados secundários oficiais,
disponibilizados tanto por órgãos governamentais das três esferas de governo (federal, estadual
e municipal) como por instituições oficialmente reconhecidas por estes mesmos órgãos. Este
diagnóstico aborda sete aspectos:

a) Dinâmica demográfica, análise construída com base em dados e séries históricas do


Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE); da Base de Dados do Estado de
Pernambuco (BDE) / Condepe-Fidem; da Prefeitura Nazaré da Mata; e do Programa
das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD)/ Instituto de Pesquisa Econômica
Aplicada IPEA)/ Fundação João Pinheiro (FJP);
b) Atividades econômicas, a partir de pesquisa sobre a evolução do Produto Interno Bruto
(PIB), do PIB per capita, da composição setorial do Valor Agregado Bruto (VAB), dos
estabelecimentos por setor de atividade e da produção agrícola dos municípios de
Nazaré da Mata, Tracunhaém, Vicência, Buenos Aires e Timbaúba através de dados
obtidos na Base de Dados do Estado de Pernambuco (BDE) e no Instituto Brasileiro de
Geografia e Estatística (IBGE);
c) Equipamentos da Infraestrutura e dos Serviços Públicos, entendidos como a
disponibilidade de equipamentos de saúde pública, através de informações do Cadastro
Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES), da Secretaria Estadual da Saúde, e das
Prefeitura de Nazaré da Mata, Tracunhaém, Vicência, Buenos Aires e Timbaúba.
Disponibilidade de equipamentos de educação, através da Base de Dados do Estado de
Pernambuco (BDE), da Secretaria de Educação e Esportes do Governo do Estado de
Pernambuco, e das Prefeituras de Nazaré da Mata, Tracunhaém, Vicência, Buenos Aires
e Timbaúba. Abrangência do sistema viário regional, (atual e proposto) através de
informações contidas no Plano Diretor do município de Nazaré da Mata. Da situação
dos sistemas e veículos de comunicação, através de buscas na rede mundial e dos portais
das Prefeituras de Nazaré da Mata, Tracunhaém, Vicência, Buenos Aires e Timbaúba.
Da situação dos sistemas de infraestrutura de saneamento ambiental (serviços de
abastecimento de água, de tratamento de esgotos, destino do lixo e energia elétrica),
através de informações disponibilizadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e
Estatística (IBGE) e pelo Governo do Estado de Pernambuco;
d) Saúde pública – visão geral (principais endemias nos últimos 10 anos), através de
informações do IBGE, das Secretarias Estadual e Municipal de Saúde, da Organização
Mundial da Saúde (OMS), e de artigos acadêmicos;

127
e) Saúde pública – perfil nosológico da população, através de informações do Ministério
da Saúde – DATASUS, dos Relatórios Dinâmicos-ODS, e do Programa das Nações
Unidas para o Desenvolvimento (PNUD)/ Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada
IPEA)/ Fundação João Pinheiro (FJP);
f) Uso e ocupação do solo do território municipal, com o apoio de informações
produzidas pelo MapBiomas, Agência Condepe/Fidem e IBGE.
g) Estrutura produtiva e de serviços, entendida como a mão-de-obra existente no
município (qualificação e disponibilidade) e a população de catadores no município. As
informações para esse tópico foram obtidas no Instituto Brasileiro de Geografia e
Estatística (IBGE), na Base de Dados do Estado de Pernambuco (BDE), e em trabalho
acadêmico.

7.5.2. Aspectos socioeconômicas do Nazaré da Mata

[Link].Descrição socioeconômica

O município de Nazaré da Mata, localizado em Pernambuco, possui uma área territorial


de 130,572 km², de acordo com dados atualizados em 2022. Com uma população estimada em
32.673 pessoas em 2021, a densidade demográfica é de aproximadamente 204,95 habitantes
por km², com base em informações de 2010.
No que diz respeito à escolarização, o município apresenta um índice positivo, com
96,1% das crianças entre 6 e 14 anos frequentando a escola, conforme registrado em 2010. Isso
reflete um bom acesso à educação básica na região. O IDHM (Índice de Desenvolvimento
Humano Municipal) de Nazaré da Mata é de 0,662, também referente a dados de 2010. Esse
índice mede o desenvolvimento humano em áreas como saúde, educação e renda, sendo
considerado moderado.
No que diz respeito à saúde, a taxa de mortalidade infantil em 2020 foi registrada em
11,99 óbitos por mil nascidos vivos. Embora esse número represente uma preocupação, é
importante destacar as políticas públicas e a rede de assistência e apoio para melhorar a
qualidade de vida das crianças.
Em termos econômicos, em 2017, as receitas realizadas em Nazaré da Mata totalizaram
R$ 54.902,21 milhões de reais, enquanto as despesas empenhadas alcançaram o valor de
57.721,77 milhões de reais. Esses números indicam a movimentação financeira e a gestão dos
recursos públicos no município com um balanço negativo para o período. O Produto Interno
Bruto (PIB) per capita em 2020 foi de R$ 18.138,30 reais, refletindo o valor médio da produção
econômica por habitante em Nazaré da Mata.

[Link].Indicadores populacionais e socioeconômicos

O Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) de Nazaré da Mata é de 0,66,


o que é considerado médio. Esse índice é calculado a partir da média geométrica das três
dimensões do IDHM: renda, longevidade e educação. Ele serve como uma medida para avaliar
o nível de desenvolvimento humano da população do município.

128
No caso de Nazaré da Mata, o IDHM de 0,66 indica um nível médio de desenvolvimento
humano. Isso significa que, em comparação com outros municípios, o nível de renda,
longevidade e educação da população está em um patamar intermediário. Essa avaliação é
baseada nos indicadores socioeconômicos e educacionais disponíveis para o município.
Além disso, o Índice de Gini de Nazaré da Mata é de 0,49. Esse índice é utilizado para
medir a desigualdade de renda dentro de uma determinada população. Um valor de 0 representa
igualdade total, ou seja, todas as pessoas têm a mesma renda, enquanto um valor de 1 indica
desigualdade extrema, onde uma única pessoa detém toda a riqueza.
No caso de Nazaré da Mata, o Índice de Gini de 0,49 sugere que há uma certa
desigualdade de renda no município, porém em um nível moderado. Isso significa que a
distribuição de renda entre os habitantes de Nazaré da Mata é relativamente equilibrada, mas
ainda existem diferenças significativas na distribuição de recursos econômicos.

[Link].Características étnico-raciais

O perfil social do município apresenta a autodeclaração dos habitantes das áreas rurais e
urbanas sobre a sua identidade étnico-racial, incluindo 5 categorias: branca, preta, parda,
indígena ou amarela (pessoas com ascendência ou origem asiática), Figura 46.

Figura 46 - Distribuição étnico-raciais do município de Nazaré da Mata/PE.


Fonte: IBGE (2010).

129
[Link]. Distribuição Territorial e Cobertura da Terra

De acordo com os dados públicos registrados, não há nenhum quilombo certificado pela
Fundação Cultural Palmares e nenhuma terra indígena oficialmente reconhecida no município
de Nazaré da Mata. Existem duas áreas de assentamentos de reforma agrária do ITERPE e três
Projetos de Assentamento do INCRA, que distam mais de 3 quilômetros da ADA e AID.
Os territórios quilombolas e indígenas são reconhecidos com base em processos de
identificação, demarcação e certificação conduzidos pelos órgãos governamentais
responsáveis, como a Fundação Cultural Palmares e a Fundação Nacional do Índio (FUNAI).
Esses processos podem levar tempo e nem todos os territórios tradicionais podem ter sido
demarcados ou certificados até o momento da coleta dos dados.
O uso e cobertura da terra para o município de Nazaré da Mata corresponde a 54,73% (7.146
ha) com um mosaico de agricultura e pastagem, 25,23% (3.294 ha) com cana de açúcar e 14,32% com
áreas destinadas a pastagem. As demais classes de cobertura somam 5,71% da área total do território e
compreende formação florestal, área urbanizada, rio e lagos e áreas não vegetadas conforme Tabela 6.

Tabela 6 - Uso e Cobertura da Terra do Município de Nazaré da Mata, PE.


Tipo de Uso Área ocupada (ha)

Mosaico de Agricultura e Pastagem 7.146

Cana 3.294

Pastagem 1.870

Área Urbanizada 364

Formação Florestal 195

Formação Savânica 137

Rio e, Lago 39

Área não vegetada 11

Área Total 13.056

Fonte: MapBiomas, 2023.

[Link]. Serviço de Abastecimento de água

Os indicadores no Quadro 17 consideraram os dados que foram declarados ao Sistema


Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS) em 2020 pelo prestador de serviços no
município, representando o consumo médio de água por habitante e a média de perda de água
para distribuição de água no município.
O valor em L/([Link]) representa o consumo médio de água por habitante em litros por
dia. De acordo com os prestadores de serviço que declararam ao SNIS em 2020, a média de
consumo de água do Brasil foi de 151,1 L/([Link]).

130
Quadro 16 - Indicadores do serviço de abastecimento de água em Nazaré da Mata, PE.
Indicador Descrição

Companhia Pernambucana de Saneamento -


Responsável pelo abastecimento de água COMPESA

Consumo médio de água por habitante 83,30L/([Link])

Índice médio de perdas 44,56%

Custo do serviço de abastecimento de água R$ 4,48/m3

Tarifa média de água R$ 3,85/m3

Domicílios com canalização interna em pelo menos um


cômodo 84,42%

Domicílios com canalização interna somente no terreno 4,43%

Domicílios sem canalização interna 10,10%

Fonte: Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS), 2020.

[Link]. Modalidades de captação de água para abastecimento

O abastecimento de água pode ocorrer de diferentes formas dependendo da realidade


dos municípios brasileiros, por isso não existe uma melhor forma, mas sim a mais adequada.
Pode-se verificar que 90,79% dos domicílios estão ligados na rede geral da Compesa e
que na zona rural predomina outras formas de abastecimento e poços ou nascentes com 73,70%
dos domicílios sendo abastecidos dessa forma.
Na Figura 47estão apresentadas as distribuições das formas de abastecimento de água
nas áreas urbanas e rurais do município de Nazaré da Mata. Em cada uma das barras é possível
verificar o percentual e o número de domicílios que utilizam as formas de abastecimento de
água definidas pelo IBGE.

131
Figura 47 - Formas de abastecimento por quantidade de domicílios da área urbana e zona rural no
município de Nazaré da Mata, PE.
Fonte. Censo IBGE, 2010.

[Link]. Esgotamento Sanitário

O índice de coleta de esgoto para o município é de 35,40%, com 100% de tratamento e


uma tarifa média de R$ 2,73 / m³. Conforme dados do IBGE predomina a forma de esgotamento
sanitário pela rede geral de esgoto ou pluvial, com aproximadamente 80% dos domicílios. Na
Figura 48estão distribuídas as formas de esgotamento sanitário para o município de Nazaré da
Mata/PE.

132
Figura 48 - Formas de tratamento de esgoto por quantidade de domicílio em Nazaré da Mata/PE.
Fonte: IGBE, 2010.

[Link]. Manejo de Resíduos Sólidos

O índice de limpeza urbana do município de Nazaré da Mata é de 0.46. Este índice é baseado
em 4 dimensões sendo elas:
Dimensão E - Engajamento do Município: combina o Índice de Desenvolvimento
Humano Municipal (IDHM) e a porcentagem da população atendida pelos serviços de
limpeza urbana.
Dimensão S - Sustentabilidade Financeira: combina as despesas com serviços de
limpeza urbana, a arrecadação para essa finalidade comparada com as despesas totais
do município.
Dimensão R - Recuperação de resíduos coletados: compara a quantidade de material
recuperado, exceto material orgânico e rejeito e a quantidade total de resíduos
coletados no município.
Dimensão I - Impacto ambiental: voltado a compreender a destinação incorreta de
resíduos sólidos, comparando a quantidade de material recebido em unidade de
processamento inadequadas, aterros controlados e lixões, com a população total
atendida pela coleta.
A desativação do lixão de Nazaré da Mata, assim como ocorreu em outros municípios
de Pernambuco, foi a interrupção da continuidade de um grande problema ambiental e social.
O encerramento das atividades do lixão tornou necessário a busca por novas formas de
destinação e manejo adequado do lixo. Além do passivo ambiental que levará anos para ser

133
solucionado ou minimamente reduzido, outro aspecto importante é a questão social envolvida
na dinâmica de funcionamento do lixão.
As pessoas em situação de vulnerabilidade social e econômica acabaram buscando
meios de subsistência no lixão, realizando a coleta de materiais recicláveis ou reaproveitáveis.
Essa atividade, embora seja uma fonte de renda para algumas famílias, expõe essas pessoas às
condições insalubres e perigosas, aumentando os riscos à saúde e acentuando a desigualdade
social.
Diante desses desafios, é essencial buscar novas formas de destinação e manejo dos
resíduos sólidos em Nazaré da Mata. Oportunamente, a instalação da CTR é um fator de
impacto positivo, pois implica em investimento em infraestrutura adequada para a coleta
seletiva, reciclagem e compostagem, promovendo a separação dos resíduos na fonte e
incentivando a conscientização da população, promovendo a criação de uma nova cadeia de
valores na região.
Certamente, a CTR promoverá a melhoria do índice de limpeza urbana em suas quatro
dimensões, o que se traduz em melhoria da qualidade de vida da população e uma possibilidade
de inclusão e qualificação dos grupos, associações e pessoas que vivem da renda obtida com a
reciclagem de materiais.

7.5.3. Diagnóstico da AII e AID

[Link]. Caracterização da dinâmica demográfica

A população de Nazaré da Mata está distribuída principalmente na área urbana do


município, concentrada na sede e nos bairros urbanos. No entanto, existem também
comunidades rurais e três assentamentos rurais no município. Historicamente, o município
apresentou taxas de crescimento populacional moderadas. Como em muitos municípios
brasileiros, tem havido uma tendência de crescimento da população urbana em Nazaré da Mata
ao longo dos anos. O êxodo rural e a busca por melhores oportunidades de emprego e
infraestrutura nas áreas urbanas têm sido fatores que impulsionam esse crescimento. A
urbanização da cidade é acompanhada pela expansão de bairros, infraestrutura urbana e
serviços.

[Link]. Caracterizar as atividades econômicas urbanas e rurais, com dados dos setores
primário, secundário e terciário do município de Nazaré da Mata.

a) Setor Primário

Agricultura: O município de Nazaré da Mata possui uma atividade agrícola


diversificada, destacando-se o cultivo de cana-de-açúcar, mandioca, milho, feijão, frutas
tropicais e legumes. Essas culturas são cultivadas tanto para consumo local como para abastecer
o mercado regional.

134
Pecuária: A pecuária é uma atividade importante em Nazaré da Mata, incluindo a
criação de gado bovino, suíno e aves. O gado bovino é criado tanto para a produção de carne
como para a produção de leite, enquanto a criação de suínos e aves visa atender à demanda por
carne e derivados na região.

b) Setor Secundário

Indústria de produtos alimentícios: Nazaré da Mata possui indústrias voltadas para o


beneficiamento da cana-de-açúcar. Além disso, há a produção de alimentos processados, como
derivados de mandioca, como a tapioca, a farinha de mandioca e outros produtos típicos da
região. A produção de doces tradicionais também é uma atividade importante.

c) Setor Terciário

Comércio varejista: O setor de comércio em Nazaré da Mata abrange uma variedade de


estabelecimentos varejistas, como lojas de produtos diversos, supermercados, farmácias e
pequenos estabelecimentos comerciais. Esses estabelecimentos atendem à demanda local e
oferecem produtos de consumo diário e diversos outros produtos.
Serviços: O setor de serviços em Nazaré da Mata engloba diferentes áreas, como
educação, saúde, transporte, turismo e administração pública. O município conta com escolas,
hospitais, clínicas, transporte público e privado, além de atividades turísticas relacionadas ao
patrimônio cultural, como o maracatu e as festas tradicionais.

[Link]. Caracterização das Atividades Econômicas

São 1.437 empresas cadastradas para o município de Nazaré da Mata, sendo 1360
matrizes e 77 filiais distribuídas em 257 atividades econômicas principais, destaca-se as
atividades de Comércio varejista de artigos do vestuário e acessórios com82 empresas,
Cabeleireiros, manicure e pedicure com 65 empresas, Comércio varejista de mercadorias em
geral, com predominância de produtos alimentícios - minimercados, mercearias e armazéns
com 63 empresas. Do total das 1.437 empresas, 764 são Microempreendedores Individuais -
MEI, 576 são microempresas e 43 de pequeno porte, outras 54 estão distribuídas entre médias
e grandes empresas. Em 2023 foram abertas 16 novas empresas e foram extintas 11 empresas
em Nazaré da Mata. Observa-se na Figura que 53,17% das atividades econômicas cadastradas
são de MEI (Figura 49).

135
Figura 49 - Distribuição das atividades econômicas por porte das empresas.
Fonte: Receita Federal, 2023.

Quanto à natureza jurídica são 1.197 empresas individuais, 221 sociedades limitada,
oito sociedades anônima, quatro cooperativas, três sociedades em conta de participação, duas
sociedades de economia mista e duas empresas públicas. No Quadro 17é possível verificar a
distribuição das empresas por atividades econômicas principais

Quadro 17 - Distribuição das atividades econômicas das empresas cadastradas em Nazaré da


Mata/PE.
Atividade Econômica Quantidade

Comércio varejista de artigos do vestuário e acessórios 82

Cabeleireiros, manicure e pedicure 65

Comércio varejista de mercadorias em geral, com predominância de produtos alimentícios - minimercados, mercearias e
armazéns 63

Promoção de vendas 45

Comércio varejista de bebidas 33

Obras de alvenaria 29

Lanchonetes, casas de chá, de sucos e similares 29

Incorporação de empreendimentos imobiliários 28

Produção musical 26

Comercio varejista de artigos de armarinho 26

136
Atividade Econômica Quantidade

Serviços ambulantes de alimentação 25

Serviço de táxi 25

Outras atividades de ensino não especificadas anteriormente 24

Comércio varejista de materiais de construção em geral 24

Fornecimento de alimentos preparados preponderantemente para consumo domiciliar 23

Comércio varejista de produtos farmacêuticos, sem manipulação de fórmulas 22

Comércio a varejo de peças e acessórios novos para veículos automotores 20

Comércio varejista de hortifrutigranjeiros 19

Restaurantes e similares 18

Fabricação de produtos de padaria e confeitaria com predominância de produção própria 17

Comércio varejista de cosméticos, produtos de perfumaria e de higiene pessoal 17

Serviços domésticos 16

Atividades de estética e outros serviços de cuidados com a beleza 15

Construção de edifícios 14

Comércio varejista de produtos alimentícios em geral ou especializado em produtos alimentícios não especificados
anteriormente 14

Fabricação de móveis com predominância de madeira 13

Comércio varejista de outros produtos não especificados anteriormente 13

Comércio varejista de animais vivos e de artigos e alimentos para animais de estimação 13

Instalação e manutenção elétrica 12

Fabricação de produtos diversos não especificados anteriormente 12

Confecção, sob medida, de peças do vestuário, exceto roupas íntimas 12

Bares e outros estabelecimentos especializados em servir bebidas, sem entretenimento 11

Serviços de pintura de edifícios em geral 10

Fabricação de artigos de serralheria, exceto esquadrias 10

Transporte rodoviário de carga, exceto produtos perigosos e mudanças, municipal 9

Preparação de documentos e serviços especializados de apoio administrativo não especificados anteriormente 9

Comércio varejista especializado de equipamentos de telefonia e comunicação 9

Comércio varejista de carnes - açougues 9

Comércio varejista de artigos de óptica 9

Comércio varejista de móveis 8

Comercio varejista de artigos de cama, mesa e banho 8

137
Atividade Econômica Quantidade

Agências de viagens 8

Transporte rodoviário de carga, exceto produtos perigosos e mudanças, intermunicipal, interestadual e internacional 7

Serviços de manutenção e reparação mecânica de veículos automotores 7

Serviços de comunicação multimídia - SCM 7

Representantes comerciais e agentes do comércio de madeira, material de construção e ferragens 7

Fabricação de artefatos de cerâmica e barro cozido para uso na construção, exceto azulejos e pisos 7

Comércio varejista especializado de equipamentos e suprimentos de informática 7

Comércio varejista de ferragens e ferramentas 7

Comércio varejista de calçados 7

Comércio a varejo de peças e acessórios novos para motocicletas e motonetas 7

Atividades de produção de fotografias, exceto aérea e submarina 7

Transporte rodoviário coletivo de passageiros, sob regime de fretamento, intermunicipal, interestadual e internacional 6

Serviços de organização de feiras, congressos, exposições e festas 6

Serviços de lanternagem ou funilaria e pintura de veículos automotores 6

Serviços de entrega rápida 6

Serviços combinados de escritório e apoio administrativo 6

Outras atividades auxiliares dos transportes terrestres não especificadas anteriormente 6

Cursos preparatórios para concursos 6

Comércio varejista especializado de peças e acessórios para aparelhos eletroeletrônicos para uso doméstico, exceto
informática e comunicação 6

Comércio varejista de mercadorias em geral, com predominância de produtos alimentícios - supermercados 6

Comércio varejista de doces, balas, bombons e semelhantes 6

Casas de festas e eventos 6

Atividade odontológica 6

Representantes comerciais e agentes do comércio de produtos alimentícios, bebidas e fumo 5

Padaria e confeitaria com predominância de revenda 5

Outras atividades de serviços prestados principalmente às empresas não especificadas anteriormente 5

Fabricação de outros produtos têxteis não especificados anteriormente 5

Ensino fundamental 5

Ensino de arte e cultura não especificado anteriormente 5

Confecção de peças do vestuário, exceto roupas íntimas e as confeccionadas sob medida 5

Comércio varejista de laticínios e frios 5

138
Atividade Econômica Quantidade

Comércio varejista de gás liqüefeito de petróleo (GLP) 5

Comércio varejista de artigos de papelaria 5

Atividades de condicionamento físico 5

Treinamento em informática 4

Transporte rodoviário coletivo de passageiros, sob regime de fretamento, municipal 4

Serviços de montagem de móveis de qualquer material 4

Serviços de funerárias 4

Serviços de engenharia 4

Serviço de preparação de terreno, cultivo e colheita 4

Reparação e manutenção de equipamentos de comunicação 4

Reparação e manutenção de computadores e de equipamentos periféricos 4

Provedores de acesso às redes de comunicações 4

Manutenção e reparação de máquinas e aparelhos de refrigeração e ventilação para uso industrial e comercial 4

Fabricação de produtos de panificação industrial 4

Fabricação de artefatos diversos de madeira, exceto móveis 4

Comércio varejista de suvenires, bijuterias e artesanatos 4

Comércio varejista de combustíveis para veículos automotores 4

Comércio varejista de artigos médicos e ortopédicos 4

Comércio varejista de artigos de relojoaria 4

Atividades de fornecimento de infraestrutura de apoio e assistência a paciente no domicílio 4

Atividades de fisioterapia 4

Atividades de contabilidade 4

Atividade médica ambulatorial restrita a consultas 4

Treinamento em desenvolvimento profissional e gerencial 3

Serviços de usinagem, torneiria e solda 3

Serviços de malote não realizados pelo Correio Nacional 3

Serviços de lavagem, lubrificação e polimento de veículos automotores 3

Serviço de transporte de passageiros - locação de automóveis com motorista 3

Reparação e manutenção de equipamentos eletroeletrônicos de uso pessoal e doméstico 3

Recuperação de materiais plásticos 3

Outros alojamentos não especificados anteriormente 3

Outras atividades de serviços pessoais não especificadas anteriormente 3

139
Atividade Econômica Quantidade

Lojas de variedades, exceto lojas de departamentos ou magazines 3

Laboratórios clínicos 3

Higiene e embelezamento de animais domésticos 3

Fabricação de bijuterias e artefatos semelhantes 3

Ensino de idiomas 3

Distribuição de água por caminhões 3

Comércio varejista especializado de eletrodomésticos e equipamentos de áudio e vídeo 3

Comércio varejista de produtos saneantes domissanitários 3

Comércio varejista de materiais de construção não especificados anteriormente 3

Comércio varejista de artigos de joalheria 3

Comércio sob consignação de veículos automotores 3

Bancos múltiplos, com carteira comercial 3

Transporte rodoviário coletivo de passageiros, com itinerário fixo, municipal 2

Serviços de capotaria 2

Reparação de relógios 2

Reparação de artigos do mobiliário 2

Peixaria 2

Obras de acabamento em gesso e estuque 2

Marketing direto 2

Manutenção e reparação de máquinas e equipamentos para as indústrias de alimentos, bebidas e fumo 2

Loteamento de imóveis próprios 2

Lojas de departamentos ou magazines, exceto lojas francas (Duty free) 2

Locação de automóveis sem condutor 2

Lavanderias 2

Instalações de sistema de prevenção contra incêndio 2

Instalação e manutenção de sistemas centrais de ar condicionado, de ventilação e refrigeração 2

Impressão de material para uso publicitário 2

Horticultura, exceto morango 2

Fornecimento de alimentos preparados preponderantemente para empresas 2

Formação de condutores 2

Filmagem de festas e eventos 2

140
Atividade Econômica Quantidade

Fabricação de produtos de pastas celulósicas, papel, cartolina, papel-cartão e papelão ondulado não especificados
anteriormente 2

Fabricação de outros artefatos e produtos de concreto, cimento, fibrocimento, gesso e materiais semelhantes 2

Fabricação de estruturas pré-moldadas de concreto armado, em série e sob encomenda 2

Fabricação de artefatos de cimento para uso na construção 2

Fabricação de alimentos e pratos prontos 2

Fabricação de águas envasadas 2

Extração e britamento de pedras e outros materiais para construção e beneficiamento associado 2

Ensino de artes cênicas, exceto dança 2

Educação profissional de nível técnico 2

Educação infantil - pré-escola 2

Corretagem na compra e venda e avaliação de imóveis 2

Consultoria em tecnologia da informação 2

Confecção de roupas íntimas 2

Comércio varejista de vidros 2

Comércio varejista de tecidos 2

Comércio varejista de plantas e flores naturais 2

Comércio varejista de material elétrico 2

Comércio varejista de madeira e artefatos 2

Comércio varejista de equipamentos para escritório 2

Comércio varejista de brinquedos e artigos recreativos 2

Comércio varejista de artigos de colchoaria 2

Comércio atacadista de leite e laticínios 2

Comércio atacadista de ferragens e ferramentas 2

Comércio a varejo de automóveis, camionetas e utilitários usados 2

Atividade médica ambulatorial com recursos para realização de exames complementares 2

Transporte marítimo de cabotagem - Carga 1

Transporte escolar 1

Transmissão de energia elétrica 1

Tabacaria 1

Suporte técnico, manutenção e outros serviços em tecnologia da informação 1

Serviços de pré-impressão 1

141
Atividade Econômica Quantidade

Serviços de instalação, manutenção e reparação de acessórios para veículos automotores 1

Serviços de borracharia para veículos automotores 1

Serviços de arquitetura 1

Serviços de agronomia e de consultoria às atividades agrícolas e pecuárias 1

Serviços combinados para apoio a edifícios, exceto condomínios prediais 1

Salas de acesso à Internet 1

Representantes comerciais e agentes do comércio de mercadorias em geral não especializado 1

Recuperação de sucatas de alumínio 1

Produção teatral 1

Preparação do leite 1

Preparação de massa de concreto e argamassa para construção 1

Perfurações e sondagens 1

Outras atividades de telecomunicações não especificadas anteriormente 1

Outras atividades de serviços de segurança 1

Outras atividades de publicidade não especificadas anteriormente 1

Outras atividades auxiliares dos serviços financeiros não especificadas anteriormente 1

Motéis 1

Manutenção e reparação de motocicletas e motonetas 1

Manutenção e reparação de embarcações para esporte e lazer 1

Manutenção de redes de distribuição de energia elétrica 1

Laboratórios de anatomia patológica e citológica 1

Instalação de máquinas e equipamentos industriais 1

Impressão de material para outros usos 1

Hotéis 1

Gestão e administração da propriedade imobiliária 1

Fotocópias 1

Fabricação de produtos cerâmicos não refratários não especificados anteriormente 1

Fabricação de outros produtos de metal não especificados anteriormente 1

Fabricação de outros produtos alimentícios não especificados anteriormente 1

Fabricação de outros artigos de carpintaria para construção 1

Fabricação de massas alimentícias 1

Fabricação de máquinas, equipamentos e aparelhos para transporte e elevação de pessoas, peças e acessórios 1

142
Atividade Econômica Quantidade

Fabricação de letras, letreiros e placas de qualquer material, exceto luminosos 1

Fabricação de gelo comum 1

Fabricação de esquadrias de metal 1

Fabricação de especiarias, molhos, temperos e condimentos 1

Fabricação de escovas, pincéis e vassouras 1

Fabricação de cervejas e chopes 1

Fabricação de biscoitos e bolachas 1

Fabricação de aviamentos para costura 1

Fabricação de artigos para viagem, bolsas e semelhantes de qualquer material 1

Fabricação de artefatos de borracha não especificados anteriormente 1

Fabricação de açúcar de cana refinado 1

Fabricação de acessórios do vestuário, exceto para segurança e proteção 1

Estamparia e texturização em fios, tecidos, artefatos têxteis e peças do vestuário 1

Ensino de música 1

Educação superior - graduação 1

Edição de jornais diários 1

Distribuição de combustíveis gasosos por redes urbanas 1

Desenvolvimento e licenciamento de programas de computador não customizáveis 1

Desenvolvimento de programas de computador sob encomenda 1

Cultivo de milho 1

Cultivo de cana-de-açúcar 1

Criação de frangos para corte 1

Criação de bovinos para corte 1

Correspondentes de instituições financeiras 1

Consultoria em publicidade 1

Construção de estações e redes de distribuição de energia elétrica 1

Compra e venda de imóveis próprios 1

Comércio varejista especializado de instrumentos musicais e acessórios 1

Comércio varejista de tintas e materiais para pintura 1

Comércio varejista de outros artigos usados 1

Comércio varejista de outros artigos de uso doméstico não especificados anteriormente 1

Comércio varejista de mercadorias em lojas de conveniência 1

143
Atividade Econômica Quantidade

Comércio varejista de mercadorias em geral, com predominância de produtos alimentícios - hipermercados 1

Comércio varejista de lubrificantes 1

Comércio varejista de livros 1

Comércio varejista de cal, areia, pedra britada, tijolos e telhas 1

Comércio varejista de bicicletas e triciclos; peças e acessórios 1

Comércio varejista de artigos fotográficos e para filmagem 1

Comércio varejista de artigos esportivos 1

Comércio varejista de armas e munições 1

Comércio atacadista de resíduos e sucatas metálicos 1

Comércio atacadista de produtos alimentícios em geral 1

Comércio atacadista de equipamentos elétricos de uso pessoal e doméstico 1

Comércio atacadista de cosméticos e produtos de perfumaria 1

Comércio atacadista de artigos de escritório e de papelaria 1

Comércio a varejo de pneumáticos e câmaras-de-ar 1

Comércio a varejo de motocicletas e motonetas novas 1

Clubes sociais, esportivos e similares 1

Chaveiros 1

Casas lotéricas 1

Captação, tratamento e distribuição de água 1

Caixas econômicas 1

Bares e outros estabelecimentos especializados em servir bebidas, com entretenimento 1

Atividades paisagísticas 1

Atividades do Correio Nacional 1

Atividades de sonorização e de iluminação 1

Atividades de rádio 1

Atividades de profissionais da nutrição 1

Atividades de pós-produção cinematográfica, de vídeos e de programas de televisão não especificadas anteriormente 1

Atividades de consultoria em gestão empresarial, exceto consultoria técnica específica 1

Atividades de cobrança e informações cadastrais 1

Atividades de atendimento hospitalar, exceto pronto-socorro e unidades para atendimento a urgências 1

Atividades de atenção ambulatorial não especificadas anteriormente 1

Atividades de associações de defesa de direitos sociais 1

144
Atividade Econômica Quantidade

Atividade médica ambulatorial com recursos para realização de procedimentos cirúrgicos 1

Artes cênicas, espetáculos e atividades complementares não especificados anteriormente 1

Aplicação de revestimentos e de resinas em interiores e exteriores 1

Aparelhamento de placas e execução de trabalhos em mármore, granito, ardósia e outras pedras 1

Aluguel de palcos, coberturas e outras estruturas de uso temporário, exceto andaimes 1

Aluguel de outras máquinas e equipamentos comerciais e industriais não especificados anteriormente, sem operador 1

Aluguel de objetos do vestuário, jóias e acessórios 1

Aluguel de imóveis próprios 1

Aluguel de aparelhos de jogos eletrônicos 1

Agências de notícias 1

Agenciamento de profissionais para atividades esportivas, culturais e artísticas 1

Administração pública em geral 1

Abate de pequenos animais 1

Fonte: Receita Federal, 2023.

[Link]. Estabelecimentos de Saúde e dados referentes a relação saúde x saneamento

Em Nazaré da Mata são cadastrados 36 estabelecimentos de saúde, conforme Quadro 18.

Quadro 18 - Estabelecimentos de saúde de Nazaré da Mata/PE.


ATENDE
CNES NOME DE FANTASIA NATUREZA JURÍDICA GESTÃO
SUS
ACADAMEIA DA SAUDE LAURINDO ADMINISTRAÇÃO
2951622 TEOBALDO PÚBLICA M SIM
ADMINISTRAÇÃO
6910890 ACADEMIA DA SAUDE DE NAZARE DA MATA PÚBLICA M SIM
ADMINISTRAÇÃO
2951703 ACADEMIA DA SAUDE ESTACAO PÚBLICA M SIM
AMBULATORIO MEDICO ODONTOLOGICO ADMINISTRAÇÃO
2636328 AUREA DE ANDRADE VASCONCELOS PÚBLICA M SIM
CAF CENTRAL DE ASSISTENCIA ADMINISTRAÇÃO
7988605 FARMACEUTICA DE NAZARE DA MATA PÚBLICA M SIM
ADMINISTRAÇÃO
7892659 CAPS I NAZARE DA MATA PÚBLICA M SIM
CASA DE SAUDE E MATERNIDADE DR ENTIDADES
2711370 GRIMAURO FRAGA EMPRESARIAIS D SIM
ENTIDADES
9136991 CENTERLAB EMPRESARIAIS M NÃO
CLINICA DE REABILITACAO MONSENHOR ADMINISTRAÇÃO
2636239 CARLOS CALABRIA PÚBLICA M SIM

5446414 CONSULTORIO MAGDALA RODRIGUES DIAS PESSOAS FÍSICAS M NÃO

145
ATENDE
CNES NOME DE FANTASIA NATUREZA JURÍDICA GESTÃO
SUS
ADMINISTRAÇÃO
2711958 HOSPITAL ERMIRIO COUTINHO PÚBLICA E SIM
ENTIDADES
3458970 LABOCLIN EMPRESARIAIS E NÃO
ENTIDADES
3207730 LABPAC EMPRESARIAIS M SIM
NASF MARIA DO CARMO DE ANDRADE LIMA ADMINISTRAÇÃO
7930216 VASCONCELOS PÚBLICA M SIM
NUCLEO DE ATENCAO A SAUDE DE NAZARE ADMINISTRAÇÃO
6273327 DA MATA PÚBLICA M SIM
ADMINISTRAÇÃO
2703602 POSTO DE CAMARAZAL PÚBLICA M SIM
ADMINISTRAÇÃO
2703599 POSTO DE LAGOA PÚBLICA M SIM
ADMINISTRAÇÃO
2636271 POSTO DE LAGOA DO RAMO DE CIMA PÚBLICA M SIM
ADMINISTRAÇÃO
2636263 POSTO DE LIMEIRINHA PÚBLICA M SIM
ADMINISTRAÇÃO
2636220 POSTO DE SERTAOZINHO PÚBLICA M SIM
ADMINISTRAÇÃO
2703610 POSTO DE VENTURA PÚBLICA M SIM
ADMINISTRAÇÃO
2636247 PSF ALTO DA BOA VISTA PÚBLICA M SIM
ADMINISTRAÇÃO
2636344 PSF CENTRO PÚBLICA M SIM
ADMINISTRAÇÃO
862363 PSF CINCO CORACOES PÚBLICA M SIM
ADMINISTRAÇÃO
2703637 PSF DA VILA PÚBLICA M SIM
ADMINISTRAÇÃO
2636336 PSF DO COSTA PORTO PÚBLICA M SIM
ADMINISTRAÇÃO
2703629 PSF DO EUGENIO BANDEIRA PÚBLICA M SIM
ADMINISTRAÇÃO
2636298 PSF DO JUA PÚBLICA M SIM
ADMINISTRAÇÃO
2636301 PSF DO SERTAOZINHO PÚBLICA M SIM
ADMINISTRAÇÃO
2636352 PSF DO SITIO NOVO PÚBLICA M SIM
ADMINISTRAÇÃO
7612788 PSF PARAISO PÚBLICA M SIM
ADMINISTRAÇÃO
6387500 PSF TAMATAUPE PÚBLICA M SIM
REDE DE FRIO MUNICIPAL DE NAZARE DA ADMINISTRAÇÃO
260452 MATA PÚBLICA M SIM
ADMINISTRAÇÃO
7289278 SAMU BASICO DE NAZARE DA MATA PÚBLICA M SIM
SECRETARIA MUNICIPAL DE SAUDE DE ADMINISTRAÇÃO
2636255 NAZARE DA MATA PÚBLICA M SIM
SINDICATO DOS TRABALHADORES RURAIS DE ENTIDADES SEM FINS
2636360 NAZARE DA MATA LUCRATIVOS M SIM
Fonte: Data SUS

146
Evolução das internações e óbitos relacionados a doenças vinculadas a falta de saneamento
básico.

Figura 50 – Número de internações relacionadas às doenças com origem em saneamento inadequado.


Fonte: DataSus, 2021

Figura 51 – Número de óbitos provocados por saneamento inadequado

147
[Link].Estabelecimentos de educação com potencial para participar de atividades de educação ambiental relacionadas à CTR.

Quadro 19 - Escolas com potencial para desenvolver atividades de educação ambiental e participar de práticas sobre resíduos sólidos em parceria com a
CTR PE Nazaré da Mata.
Categoria
Escola Localização Localidade Diferenciada Administrativa Endereço

COLEGIO MUNICIPAL PRESIDENTE RUA ARQUIMEDES DE OLIVEIRA, SN JUA. 55800-000 Nazaré da


TANCREDO DE ALMEIDA NEVES Urbana A escola não está em área de localização diferenciada Pública Mata - PE.

RUA CONSELHEIRO JOAO ALFREDO, 149 CENTRO. 55800-000


COLEGIO SANTA CRISTINA Urbana A escola não está em área de localização diferenciada Privada Nazaré da Mata - PE.

RUA CASTRO ALVES, S/N CENTRO. 55800-000 Nazaré da Mata -


COLEGIO MUNICIPAL DOM MOTA Urbana A escola não está em área de localização diferenciada Pública PE.

ESCOLA CAPITAO PLINIO DE SOUZA RUA JOAO ANTONIO PESSOA GUERRA, SN JUA. 55800-000
MONTEIRO Urbana A escola não está em área de localização diferenciada Pública Nazaré da Mata - PE.

ESCOLA DOM CARLOS COELHO - RUA BARAO DE TAMANDARE, SN CENTRO. 55800-000 Nazaré
NAZARE Urbana A escola não está em área de localização diferenciada Pública da Mata - PE.

RUA ODILON ESTEVAO DA PAZ, SN SERTAOZINHO. 55800-000


ESCOLA DOM RICARDO VILELA Urbana A escola não está em área de localização diferenciada Pública Nazaré da Mata - PE.

ESCOLA DE REFERENCIA EM ENSINO


MEDIO DON VIEIRA Urbana A escola não está em área de localização diferenciada Pública RUA COELHO NETO, SN JUA. 55800-000 Nazaré da Mata - PE.

ESCOLA DE REFERENCIA EM ENSINO


MEDIO MACIEL MONTEIRO Urbana A escola não está em área de localização diferenciada Pública RUA BOM JESUS, SN CENTRO. 55800-000 Nazaré da Mata - PE.

GRUPO ESCOLAR MUNICIPAL ENGENHO LAGOA DO RAMO, S/N ZONA RURAL. 55800-000
MINIMA LAGOA DO RAMO Rural A escola não está em área de localização diferenciada Pública Nazaré da Mata - PE.

148
Categoria
Escola Localização Localidade Diferenciada Administrativa Endereço

ESCOLA DE APLICACAO PROFESSOR RUA PROF AMERICO BRANDAO, 43 CENTRO. 55800-000 Nazaré
CHAVES Urbana A escola não está em área de localização diferenciada Pública da Mata - PE.

ESCOLA MUNICIPAL IRMA GUERRA Urbana A escola não está em área de localização diferenciada Pública DR OSVALDO NEVES, 01 CENTRO. 55800-000 Nazaré da Mata - PE.

GRUPO ESCOLAR MUNICIPAL DEP EDSON VIEIRA LIRA, S/N CASA. ESTACAO. 55800-000 Nazaré da
TORQUATO FERREIRA LIMA Urbana A escola não está em área de localização diferenciada Pública Mata - PE.

GRUPO ESCOLAR MUL MANOEL ENGENHO LAGOA, S/N ZONA RURAL. 55800-000 Nazaré da Mata
MIGUEL DO NASCIMENTO Rural Área de assentamento Pública - PE.

ESCOLA MUNICIPAL DOUTOR PROPRIEDADE LIMEIRINHA, ZONA RURAL. 55800-000 Nazaré da


OSVALDO NEVES MARANHAO Rural A escola não está em área de localização diferenciada Pública Mata - PE.

GRUPO ESC MUL DR DOMINGOS DE ENGENHO CAMARAZAL, ZONA RURAL. 55800-000 Nazaré da
ABREU VASCONCELOS Rural Área de assentamento Pública Mata - PE.

GRUPO ESCOLAR MUL EDITE ENGENHO SERTAOZINHO, ZONA RURAL. 55800-000 Nazaré da
CORREIA DE SOUZA Rural A escola não está em área de localização diferenciada Pública Mata - PE.

RUA JOAQUIM NABUCO, 29 CASA. CENTRO. 55800-000 Nazaré


INSTITUTO CAREQUINHA Urbana A escola não está em área de localização diferenciada Privada da Mata - PE.

INSTITUTO EDUCACIONAL NOSSA


SRA DAS GRACAS Urbana A escola não está em área de localização diferenciada Privada RUA FLAVIO ESTELITA, 84 JUA. 55800-000 Nazaré da Mata - PE.

JARDIM ESCOLA CRIANCA RUA DOUTOR JOSE INACIO, 151 SERTAOZINHO. 55800-000
ESPERANCA Urbana A escola não está em área de localização diferenciada Privada Nazaré da Mata - PE.

ESCOLA MUNICIPAL DOM CARLOS RUA DOUTOR JOSE INACIO, S/N CENTRO. 55800-000 Nazaré da
COELHO Urbana A escola não está em área de localização diferenciada Pública Mata - PE.

INSTITUTO EDUCACIONAL RUA CASTRO ALVES, 150 CENTRO. 55800-000 Nazaré da Mata -
MONTEIRO LOBATO Urbana A escola não está em área de localização diferenciada Privada PE.

RUA CORONEL MANOEL IGNACIO, 111 CENTRO. 55800-000


ESCOLA CONSTRUINDO O 2000 Urbana A escola não está em área de localização diferenciada Privada Nazaré da Mata - PE.

PRACA HERCULANO BANDEIRA, 15 CENTRO. 55800-000 Nazaré


EDUCANDARIO CECILIA MEIRELES Urbana A escola não está em área de localização diferenciada Privada da Mata - PE.

149
Categoria
Escola Localização Localidade Diferenciada Administrativa Endereço

ESCOLA MUNICIPAL NATERCIA AVENIDA BARAO DE TAMANDARE, S/N CENTRO. 55800-000


AZEVEDO DE ANDRADE PEREIRA Urbana A escola não está em área de localização diferenciada Pública Nazaré da Mata - PE.

ESCOLA MUNICIPAL HENRIQUE LOTEAMENTO CINCO CORACOES, S/N CENTRO. 55800-000


FLORIANO COUTINHO Rural A escola não está em área de localização diferenciada Pública Nazaré da Mata - PE.

COLEGIO MUNICIPAL MONS CARLOS


NEVES CALABRIA Urbana A escola não está em área de localização diferenciada Pública RUA NUNES MACHADO, 32 JUA. 55800-000 Nazaré da Mata - PE.

RUA DOM RICARDO VILELA, 1022 CENTRO. 55800-000 Nazaré da


COLEGIO MANOEL BANDEIRA Urbana A escola não está em área de localização diferenciada Privada Mata - PE.

Fonte: Ministério da Educação, 2023.

150
[Link].Sistemas e veículos de comunicação social

Em Nazaré da Mata e proximidades, PE, os principais canais de comunicação incluem Rádio,


Redes Sociais e canais de comunicação da Prefeitura.

Rádio Naza FM – 91.1 FM

Rádio Alternativa 87.7 FM

Rádio Revoltosa

Rádio Sat FM

Rádio Tamataúpe

Rádio Tracunhaém FM

Rádio Nova Net FM

Rádio Condado FM

Rádio Nova Timbaúba FM

Web TV Limoeiro

Rádio Cultura Viva – Estação de Rádio [Link]

Rádio Timbaúba Gospel

Rádio Antena Pop

Rádio Vicência

[Link].Sistema de organização social voltados às questões ambientais e demais


organizações atuantes

● Conselho Municipal de Desenvolvimento: Órgão colegiado


● Associação das Mulheres de Nazaré da Mata - AMUNAM

151
[Link].Projetos de Assentamento Rural

Há três assentamentos rurais do INCRA com o território todo ou em parte nos limites do
município de Nazaré da Mata, conforme espacializado na Figura 47.

Figura 52 - Localização dos Projetos de Assentamento do INCRA


Fonte: Incra, 2023 e MapBiomas 2023

Descrição dos Assentamentos do INCRA:

Assentamento PA Camarazal com 123 Beneficiários, Homologado em 1997.


Assentamento PA Lagoa com 77 Beneficiários, homologado em 1998

[Link].Caracterização do lixão e identificação de catadores

Após a desativação do Lixão houve uma desmobilização de catadores e catadoras no


local, durante as investidas de campo não foi possível localizar nenhum catador de material. As
pessoas envolvidas foram inseridas em programas sociais da Prefeitura.

[Link]. Comunidades Tradicionais

Não há comunidades tradicionais oficialmente registradas no município de Nazaré da Mata.

152
[Link]. Pesquisa à moradores localizados na ADA

As entrevistas foram realizadas com os moradores localizados na AID e áreas limítrofes,


contemplando a área de influência direta do empreendimento. Nesse raio encontram-se 11 residências,
com uma desocupada.
O questionário foi formulado objetivando coletar informações socioeconômicas e opiniões da
população local sobre a instalação da CTR-PE. As informações coletadas irão subsidiar a
implementação dos programas e traz as considerações da população residente local sobre o
empreendimento. Foram formuladas 20 questões entre objetivas (SIM/NÃO) e abertas. Conforme
subscreve:
Foram identificadas 11 residências na AID e área próxima ao limite desta, uma das residências
está desocupada. Os moradores residem no local entre 10 a 40 anos, os moradores de nove residências
possuem algum grau de parentesco. As principais fontes de renda são aposentadoria, programas sociais,
renda vinda do trabalho na prefeitura e prestação de serviço na cidade. De forma complementar
trabalham na agricultura com o plantio de macaxeira, hortaliças e criação e pequenos animais para
consumo. Alguns moradores trabalhavam na reciclagem de material até o fechamento definitivo do
“lixão”, após o fechamento, estão trabalhando em outras atividades na cidade. Quando perguntados se
tinham conhecimento sobre o projeto, a maioria dos entrevistados responderam que sim, mas não deram
detalhes ou dimensionar as características da CTR. As principais expectativas entre os entrevistados são
de que a CTR possa melhorar a qualidade de vida no local, gere de emprego e que traga benefícios,
citando o exemplo da instalação da rede de abastecimento de água, já que necessitam transportar água
diariamente de uma cacimba para suas residências.
As principais melhorias na localidade são relacionadas a infraestrutura das estradas vicinais
com colocação de cascalho, abastecimento de água, coleta de lixo (hoje efetuam a queima do material)
e saneamento básico. Quando questionados sobre os problemas provocados pelo lixão, citaram a grande
quantidade de moscas nas residências, mosquitos e ratos. Informaram que após o fechamento do lixão,
a quantidade de moscas e mosquitos reduziu drasticamente, passando a ter uma vida mais agradável no
local. Todos consideram a vida na localidade como boa, e não verifica problemas de convivência com
a operação da CTR-PE.
Quanto as recomendações ao empreendimento, sugeriram que o empreendimento insira no
programa a instalação de um sistema de abastecimento de água para comunidade e que haja priorização
de potenciais vagas de emprego para os moradores da localidade. Um dos entrevistados enxerga a
oportunidade em reabrir um restaurante caseiro para os futuros trabalhadores da CTR-PE. A avaliação
geral é que o encerramento da atividade do “lixão” trouxe melhoria para qualidade de vida desses
moradores, porém há uma carência da chegada de serviços públicos. Na perspectiva de instalação de
um empreendimento esperam que essas carências sejam atendidas e melhore a qualidade de vida.

153
Figura 53 – Entrevistas ao moradores das residências localizadas na AID
Fonte: Kiwiks, 2023

7.5.4. Meio Socioeconômico do Buenos Aires

[Link].Aspectos socioeconômicas

O município de Buenos Aires, localizado em Pernambuco, possui uma área territorial de


93,187 km², de acordo com dados atualizados em 2022. Com uma população estimada em
13.224 pessoas em 2021, a densidade demográfica é de aproximadamente 134,5 habitantes por
km², com base em informações de 2010.
No que diz respeito à escolarização, o município apresenta um índice positivo, com
97,4% das crianças entre 6 e 14 anos frequentando a escola, conforme registrado em 2010. Isso
reflete um bom acesso à educação básica na região. O IDHM (Índice de Desenvolvimento
Humano Municipal) de Buenos Aires é de 0,593, também referente a dados de 2010. Esse
índice mede o desenvolvimento humano em áreas como saúde, educação e renda, sendo
considerado moderado.
No que diz respeito à saúde, não foi registrada mortalidade infantil em 2020 se destacando
as políticas públicas e a rede de assistência e apoio para melhorar a qualidade de vida das
crianças.
Em termos econômicos, em 2017, as receitas realizadas em Buenos Aires totalizaram R$
31.630,67 milhões de reais, enquanto as despesas empenhadas alcançaram o valor de 28.339,49
milhões de reais. Esses números indicam a movimentação financeira e a gestão dos recursos
públicos no município com um balanço positivo para o período. O Produto Interno Bruto (PIB)
per capita em 2020 foi de R$ 9.065,28, refletindo o valor médio da produção econômica por
habitante em Buenos Aires.

154
[Link].Indicadores populacionais e socioeconômicos

O Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) de Buenos Aires é de 0,593,


o que é considerado médio. Esse índice é calculado a partir da média geométrica das três
dimensões do IDHM: renda, longevidade e educação. Ele serve como uma medida para avaliar
o nível de desenvolvimento humano da população do município.
No caso de Buenos Aires, o IDHM de 0,59,3 indica um nível médio de desenvolvimento
humano. Isso significa que, em comparação com outros municípios, o nível de renda,
longevidade e educação da população está em um patamar intermediário. Essa avaliação é
baseada nos indicadores socioeconômicos e educacionais disponíveis para o município.
Além disso, o Índice de Gini de Buenos Aires é de 0,45. Esse índice é utilizado para
medir a desigualdade de renda dentro de uma determinada população. Um valor de 0 representa
igualdade total, ou seja, todas as pessoas têm a mesma renda, enquanto um valor de 1 indica
desigualdade extrema, onde uma única pessoa detém toda a riqueza.
No caso de Buenos Aires, o Índice de Gini de 0,45 sugere que há uma certa desigualdade
de renda no município, porém em um nível moderado. Isso significa que a distribuição de renda
entre os habitantes de Buenos Aires é relativamente desequilibrada, com diferenças na
distribuição de recursos econômicos.

[Link].Características étnico-raciais

O perfil social do município apresenta a autodeclaração dos habitantes das áreas rurais e
urbanas sobre a sua identidade étnico-racial, incluindo 5 categorias: branca, preta, parda,
indígena ou amarela (pessoas com ascendência ou origem asiática), Figura 54.

Figura 54 - Distribuição étnico-raciais do município de Buenos Aires/PE.


Fonte: IBGE (2010).

155
[Link].Distribuição Territorial e Cobertura da Terra

De acordo com os dados públicos registrados, não há nenhum quilombo certificado pela
Fundação Cultural Palmares e nenhuma terra indígena oficialmente reconhecida no município
de Buenos Aires. Existem dois Projetos de Assentamento do INCRA, que distam mais de 3
quilômetros da ADA e AID, que são o PA Mundo Novo e PA Lagoa, este último também
integra o município de Nazaré da Mata
Os territórios quilombolas e indígenas são reconhecidos com base em processos de
identificação, demarcação e certificação conduzidos pelos órgãos governamentais
responsáveis, como a Fundação Cultural Palmares e a Fundação Nacional do Índio (FUNAI).
Esses processos podem levar tempo e nem todos os territórios tradicionais podem ter sido
demarcados ou certificados até o momento da coleta dos dados.
O uso e cobertura da terra para o município de Buenos Aires corresponde a 60,38% (5.628
hectares) com um mosaico de agricultura e pastagem, 20,41% (1.902 hectares) com cana de açúcar e
12,38% com áreas destinadas a pastagem. As demais classes de cobertura somam 6,83% da área total
do território e compreende formação florestal, área urbanizada, rio e lagos e áreas não vegetadas
conforme Tabela 7.

Tabela 7 - Uso e Cobertura da Terra do Município de Buenos Aires, PE.


Tipo de Uso Área ocupada (ha)
Mosaico de Agricultura e Pastagem 5.628
Cana 1.902
Pastagem 1.154
Área Urbanizada 272
Formação Florestal 250
Formação Savânica 98
Rio e, Lago 9
Área não vegetada 8
Área Total 9.321
Figura 50 - Fonte: MapBiomas, 2023.

[Link].Serviço de Abastecimento de água

Os indicadores no Quadro 21 consideraram os dados que foram declarados ao Sistema


Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS) em 2020 pelo prestador de serviços no
município, representando o consumo médio de água por habitante e a média de perda de água
para distribuição de água no município.
O valor em L/([Link]) representa o consumo médio de água por habitante em litros por
dia. De acordo com os prestadores de serviço que declararam ao SNIS em 2020, a média de
consumo de água do Brasil foi de 151,1 L/([Link]).

156
Quadro 20 - Indicadores do serviço de abastecimento de água em Buenos Aires, PE.
Indicador Descrição
Consumo médio de água por habitante 85,10L/([Link])
Índice médio de perdas 54,43%
Custo do serviço de abastecimento de água R$ 7,88/m3
Tarifa média de água R$ 4,20/m3
Domicílios com canalização interna em pelo menos
74,11%
um cômodo
Domicílios com canalização interna somente no
3,35%
terreno
Domicílios sem canalização interna 22,11%
Fonte: Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS), 2020.

[Link].Modalidades de captação de água para abastecimento

O abastecimento de água pode ocorrer de diferentes formas dependendo da realidade


dos municípios brasileiros, por isso não existe uma melhor forma, mas sim a mais adequada.
Pode-se verificar que 75,27% dos domicílios estão ligados na rede geral da Compesa e
24,72% dos domicílios possuem outras formas de abastecimento, poços ou nascentes.
Na Figura 55estão apresentadas as distribuições das formas de abastecimento de água
nas áreas urbanas e rurais do município de Buenos Aires. Em cada uma das barras é possível
verificar o percentual e o número de domicílios que utilizam as formas de abastecimento de
água definidas pelo IBGE.

Figura 55 - Formas de abastecimento por quantidade de domicílios da área urbana e zona rural no
município de Buenos Aires, PE.
Fonte. Censo IBGE, 2010.

157
[Link].Esgotamento Sanitário

O índice de coleta de esgoto para o município é de 10,02% para solução individual,


12,93% com coleta e sem tratamento e 77,05% sem coleta e sem tratamento, com carga de
esgoto de 441 Kg DBO/dia. Conforme dados do SNIS/Ministério das Cidades predomina a
forma de esgotamento sanitário pela rede geral de esgoto ou pluvial, com aproximadamente
71% dos domicílios. Na Figura 52estão distribuídas as formas de esgotamento sanitário para o
município de Buenos Aires/PE.

Figura 56 -formas de tratamento de esgoto por quantidade de domicílio em Buenos Aires/PE.


Fonte: IGBE, 2010.

[Link].Manejo de Resíduos Sólidos

O índice de limpeza urbana do município de Buenos Aires é de 0,384. Este índice é baseado
em 4 dimensões sendo elas:
Dimensão E - Engajamento do Município: combina o Índice de Desenvolvimento
Humano Municipal (IDHM) e a porcentagem da população atendida pelos serviços de
limpeza urbana. Resultado 2022: 0,607
Dimensão S - Sustentabilidade Financeira: combina as despesas com serviços de
limpeza urbana, a arrecadação para essa finalidade comparada com as despesas totais
do município. Resultado 2022: 0,0
Dimensão R - Recuperação de resíduos coletados: compara a quantidade de material
recuperado, exceto material orgânico e rejeito e a quantidade total de resíduos
coletados no município. Resultado 2022: 0,0
Dimensão I - Impacto ambiental: voltado a compreender a destinação incorreta de
resíduos sólidos, comparando a quantidade de material recebido em unidade de

158
processamento inadequadas, aterros controlados e lixões, com a população total
atendida pela coleta. Resultado 2022: 0,859
A desativação do lixão de Buenos Aires, assim como ocorreu em outros municípios de
Pernambuco, foi a interrupção da continuidade de um grande problema ambiental e social. O
encerramento das atividades do lixão tornou necessário a busca por novas formas de destinação
e manejo adequado do lixo. Além do passivo ambiental que levará anos para ser solucionado
ou minimamente reduzido, outro aspecto importante é a questão social envolvida na dinâmica
de funcionamento do lixão.
Diante desses desafios, é essencial buscar novas formas de destinação e manejo dos
resíduos sólidos em Buenos Aires. Oportunamente, a instalação da CTR é um fator de impacto
positivo, pois implica em investimento em infraestrutura adequada para a coleta seletiva,
reciclagem e compostagem, promovendo a separação dos resíduos na fonte e incentivando a
conscientização da população, promovendo a criação de uma nova cadeia de valores na região.
Certamente, a CTR promoverá a melhoria do índice de limpeza urbana em suas quatro
dimensões, o que se traduz em melhoria da qualidade de vida da população e uma possibilidade
de inclusão e qualificação dos grupos, associações e pessoas que vivem da renda obtida com a
reciclagem de materiais.

[Link].Caracterização das Atividades Econômicas

São 236 empresas cadastradas para o município de Buenos Aires, entre matrizes e filiais
distribuídas em 200 atividades econômicas principais, destaca-se as atividades de Comércio
varejista de mercadorias em geral, com predominância de produtos alimentícios -
minimercados, mercearias e armazéns com 22 empresas e Comércio varejista de artigos do
vestuário e acessórios com 18 empresas. Do total das 236 empresas ativas, 135 são
Microempreendedores Individuais - MEI, 86 são microempresas, 10 Empresas de Pequeno
Porte e 5 empresas enquadradas com médio e grande porte.
Quanto a distribuição por setor 131 comércio, 72 serviços, 21 indústria, 55
agropecuária,10 construção civil e uma agropecuária. Na Figura 57 é possível verificar a
distribuição das empresas por atividades econômicas por porte.

159
Figura 57 - Distribuição das atividades econômicas das empresas cadastradas em Vicência/PE.
Fonte: Receita Federal, 2023.

[Link]. Infraestrutura de Saúde e evolução de doenças relacionadas ao saneamento

Quadro 21 – Estabelecimentos de saúde.


ATENDE
CNES NOME DE FANTASIA NATUREZA JURÍDICA GESTÃO SUS
ADMINISTRAÇÃO
7906293 ACADEMIA DA SAUDE DE BUENOS AIRES PÚBLICA M SIM
CENTRAL DE REDE DE FRIO DE BUENOS ADMINISTRAÇÃO
265969 AIRES PÚBLICA M SIM
CENTRO DE FISIOTERAPIA E REABILITACAO ADMINISTRAÇÃO
9312900 DE BUENOS AIRES PÚBLICA M SIM
ADMINISTRAÇÃO
2636093 NASF BUENOS AIRES PÚBLICA M SIM
ADMINISTRAÇÃO
2636123 PSF LAGOA DO OUTEIRO PÚBLICA M SIM
ADMINISTRAÇÃO
6628109 PSF LOTEAMENTO BOA FE PÚBLICA M SIM
PSF LOTEAMENTO NOSSA SENHORA DE ADMINISTRAÇÃO
2636107 FATIMA PÚBLICA M SIM
ADMINISTRAÇÃO
6698026 PSF LOTEAMENTO SANTA IRACEMA PÚBLICA M SIM
ADMINISTRAÇÃO
2636115 PSF VILA SAO LUIZ PÚBLICA M SIM
REABILITAR CLINICA DE SAUDE E ENTIDADES
7371519 FISIOTERAPIA EMPRESARIAIS M NÃO
ADMINISTRAÇÃO
7374054 SAMU BASICO BUENOS AIRES PÚBLICA M SIM
SECRETARIA MUNICIPAL DE SAUDE DE ADMINISTRAÇÃO
6471641 BUENOS AIRES PÚBLICA M SIM
UNIDADE DE SAUDE DA FAMILIA ADMINISTRAÇÃO
2636085 CANAFISTULA PÚBLICA M SIM
UNIDADE MISTA MARIA TEREZA BRENANND ADMINISTRAÇÃO
2715325 COELHO PÚBLICA M SIM

160
Figura 58 - Número de Internações por doenças relacionadas ao saneamento inadequado.

Figura 59 - Número de óbitos por doenças relacionadas ao saneamento inadequado.

161
7.5.5. Meio Socioeconômico do Município de Vicência

[Link].Aspectos socioeconômicas

O município de Vicência, localizado em Pernambuco, possui uma área territorial de


228,017 km², de acordo com dados atualizados em 2022. Com uma população estimada em
26.359 habitantes em 2022, a densidade demográfica é de aproximadamente 115,16 habitantes
por km².
No que diz respeito à escolarização, o município apresenta um índice positivo, com
95,6% das crianças entre 6 e 14 anos frequentando a escola, conforme registrado em 2010. Isso
reflete um bom acesso à educação básica na região. Segundo dados do censo 2021 existem
3.994 estudantes matriculados no ensino fundamental, 869 no ensino médio, com 16 escolas de
ensino fundamental e duas escolas de nível médio. O IDHM (Índice de Desenvolvimento
Humano Municipal) de Vicência é de 0,605, também referente a dados de 2010. Esse índice
mede o desenvolvimento humano em áreas como saúde, educação e renda, sendo considerado
moderado.
No que diz respeito à saúde, a taxa de mortalidade infantil em 2020 foi registrada em 5,14
óbitos por mil nascidos vivos. Embora esse número represente uma preocupação, é importante
destacar as políticas públicas e a rede de assistência e apoio para melhorar a qualidade de vida
das crianças.
Em termos econômicos, em 2017, as receitas realizadas em Vicência totalizaram R$ 80,6
milhões de reais, enquanto as despesas empenhadas alcançaram aproximadamente o valor de
67,6 milhões de reais. Esses números indicam a movimentação financeira e a gestão dos
recursos públicos no município com um balanço positivo de 13 milhões para o período. O
Produto Interno Bruto (PIB) per capita em 2020 foi de R$ 13.700,10, refletindo o valor médio
da produção econômica por habitante em Vicência.

[Link].Indicadores populacionais e socioeconômicos

O Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) de Vicência é de 0,605, o que


é considerado médio. Esse índice é calculado a partir da média geométrica das três dimensões
do IDHM: renda, longevidade e educação. Ele serve como uma medida para avaliar o nível de
desenvolvimento humano da população do município.
No caso de Vicência, o IDHM de 0,605 indica um nível médio de desenvolvimento
humano. Isso significa que, em comparação com outros municípios, o nível de renda,
longevidade e educação da população está em um patamar intermediário. Essa avaliação é
baseada nos indicadores socioeconômicos e educacionais disponíveis para o município.
Além disso, o Índice de Gini de Vicência é de 0,48. Esse índice é utilizado para medir a
desigualdade de renda dentro de uma determinada população. Um valor de 0 representa
igualdade total, ou seja, todas as pessoas têm a mesma renda, enquanto um valor de 1 indica
desigualdade extrema, onde uma única pessoa detém toda a riqueza.

162
No caso de Vicência, o Índice de Gini de 0,48 sugere que há uma certa desigualdade de
renda no município, porém em um nível moderado. Isso significa que a distribuição de renda
entre os habitantes de Vicência é relativamente equilibrada, mas ainda existem diferenças
significativas na distribuição de recursos econômicos.

[Link].Características étnico-raciais

O perfil social do município apresenta a autodeclaração dos habitantes das áreas rurais e
urbanas sobre a sua identidade étnico-racial, incluindo 5 categorias: branca, preta, parda,
indígena ou amarela (pessoas com ascendência ou origem asiática), Figura 60

Figura 60 - Distribuição étnico-raciais do município de Vicência/PE.


Fonte: IBGE (2010).

[Link].Distribuição Territorial e Cobertura da Terra

De acordo com os dados públicos registrados, não há nenhum quilombo certificado pela
Fundação Cultural Palmares e nenhuma terra indígena oficialmente reconhecida no município
de Vicência. Existem três áreas de assentamentos de reforma agrária e território quilombola
que distam mais de 3 quilômetros da ADA e AID da CTR-PE Nazaré da Mata.
Os territórios quilombolas e indígenas são reconhecidos com base em processos de
identificação, demarcação e certificação conduzidos pelos órgãos governamentais
responsáveis, como a Fundação Cultural Palmares e a Fundação Nacional do Índio (FUNAI).
Esses processos podem levar tempo e nem todos os territórios tradicionais podem ter sido
demarcados ou certificados até o momento da coleta dos dados.

163
O uso e cobertura da terra para o município de Vicência corresponde a 57,81% (13.181
ha) com um mosaico de agricultura e pastagem, 16,68% (3.803 ha) com cana de açúcar e
14,21% (3.240 ha) com cobertura florestal e 9,22% (2.102 ha) com áreas destinadas a pastagem.
As demais classes de cobertura somam 2,08% da área total do território e compreende formação
florestal, área urbanizada, rio e lagos e áreas não vegetadas conforme Tabela 8.

Tabela 8 - Uso e Cobertura da Terra do Município de Vicência, PE.


Tipo de Uso Área ocupada (ha)
Mosaico de Agricultura e Pastagem 13.181
Cana 3.803
Formação Florestal 3.240
Pastagem 2.102
Área Urbanizada 183
Formação Savânica 153
Rio, Lago e Oceano 103
Área não Vegetada 35
Área Total 22.800
Fonte: MapBiomas, 2023.

[Link].Serviço de Abastecimento de água

Os indicadores no Quadro 22 consideraram os dados que foram declarados ao Sistema


Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS) em 2020 pelo prestador de serviços no
município, representando o consumo médio de água por habitante e a média de perda de água
para distribuição de água no município.
O valor em L/([Link]) representa o consumo médio de água por habitante em litros por
dia. De acordo com os prestadores de serviço que declararam ao SNIS em 2020, a média de
consumo de água do Brasil foi de 85,7 L/([Link]).

Quadro 22 - Indicadores do serviço de abastecimento de água em Vicência, PE.


Indicador Descrição
Responsável pelo abastecimento de água Companhia Pernambucana de
Saneamento - COMPESA
Consumo médio de água por habitante 85,70L/([Link])
Índice médio de perdas 67,09%
Custo do serviço de abastecimento de água R$ 5,13/m3
Tarifa média de água R$ 4,62/m3
Domicílios com canalização interna em pelo menos um 87,03%
cômodo
Domicílios com canalização interna somente no terreno 1,60%

164
Indicador Descrição
Domicílios sem canalização interna 11,11%
Fonte: Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS), 2020.

[Link].Modalidades de captação de água para abastecimento

O abastecimento de água pode ocorrer de diferentes formas dependendo da realidade


dos municípios brasileiros, por isso não existe uma melhor forma, mas sim a mais adequada.
Pode-se verificar que 6.354 domicílios estão ligados na rede geral da Compesa e que
858 domicílios possuem outras formas de abastecimento, cisternas, poços ou nascentes são
responsáveis pelo abastecimento.
Na Figura 61 estão apresentadas as distribuições das formas de abastecimento de água
nas áreas urbanas e rurais do município de Vicência. Em cada uma das barras é possível
verificar o percentual e o número de domicílios que utilizam as formas de abastecimento de
água definidas pelo IBGE.

Figura 61 - Formas de abastecimento por quantidade de domicílios da área urbana e zona rural no município
de Vicência, PE.
Fonte. Censo IBGE, 2010.

[Link].Esgotamento Sanitário

O índice de coleta de esgoto para o município é de 38,71%, com coleta e sem tratamento,
18,26% com solução individual e 43,03% sem coleta e sem tratamento. Conforme dados do
IBGE predomina a forma de esgotamento sanitário pela rede geral de esgoto ou pluvial, com

165
aproximadamente 38,6% dos domicílios. Na Figura 62 estão distribuídas as formas de
esgotamento sanitário para o município de Vicência/PE.

Figura 62 -formas de tratamento de esgoto por quantidade de domicílio em Vicência/PE.


Fonte: IGBE, 2010.

[Link].Manejo de Resíduos Sólidos

O índice de limpeza urbana do município de Vicência é de 0.341. Este índice é baseado em 4


dimensões sendo elas:
Dimensão E - Engajamento do Município: combina o Índice de Desenvolvimento
Humano Municipal (IDHM) e a porcentagem da população atendida pelos serviços de
limpeza urbana. Resultado 2022: 0,630
Dimensão S - Sustentabilidade Financeira: combina as despesas com serviços de
limpeza urbana, a arrecadação para essa finalidade comparada com as despesas totais
do município. Resultado 2022: 0,027
Dimensão R - Recuperação de resíduos coletados: compara a quantidade de material
recuperado, exceto material orgânico e rejeito e a quantidade total de resíduos
coletados no município. Resultado 2022: 0,00
Dimensão I - Impacto ambiental: voltado a compreender a destinação incorreta de
resíduos sólidos, comparando a quantidade de material recebido em unidade de
processamento inadequadas, aterros controlados e lixões, com a população total
atendida pela coleta. Resultado 2022: 0,610

166
O município de Vicência já faz destinação para a CTR-PE Igarassu, a proximidade com
Nazaré da Mata poderá reduzir consideravelmente os custos da operação de transbordo de
resíduos, o que gerará economia para o município. Certamente, a CTR-PE Nazaré da Mata
promoverá a melhoria do índice de limpeza urbana em suas quatro dimensões, o que se traduz
em melhoria da qualidade de vida da população e uma possibilidade de inclusão e qualificação
dos grupos, associações e pessoas que vivem da renda obtida com a reciclagem de materiais.

[Link].Caracterização das Atividades Econômicas

São 949 empresas cadastradas para o município de Vicência, entre matrizes e filiais
distribuídas em 223 atividades econômicas principais, destaca-se as atividades de Comércio
varejista de artigos do vestuário e acessórios com 45 empresas, Comércio varejista de
mercadorias em geral, com predominância de produtos alimentícios - minimercados,
mercearias e armazéns com 42 empresas e Cabeleireiros, manicure e pedicure com 37
empresas. Do total das 949 empresas ativas, 614 são Microempreendedores Individuais - MEI,
308 são microempresas, 9 Empresas de Pequeno Porte e 18 empresas enquadradas com médio
e grande porte.
Quanto a distribuição por setor 445 comércio, 340 serviços, 85 indústria, 7 agropecuária
e 77 construção civil. Na Figura 63 é possível verificar a distribuição das empresas por
atividades econômicas principais

Figura 63- Distribuição das atividades econômicas das empresas cadastradas em Vicência/PE.
Fonte: Receita Federal, 2023.

167
[Link]. Infraestrutura de Saúde e evolução de doenças relacionadas ao saneamento

Quadro 23 – Estabelecimentos de Saúde do município de Vicência.


ATENDE
CNES NOME DE FANTASIA NATUREZA JURÍDICA GESTÃO
SUS
2943700 ACADAMEIA DA SAUDE DE ADMINISTRAÇÃO M SIM
BORRACHA PÚBLICA
7801939 ACADEMIA DA SAUDE DE ADMINISTRAÇÃO M SIM
VICENCIA PÚBLICA
9505180 ACADEMIA DE SAUDE CHA DOS ADMINISTRAÇÃO M SIM
MANDADOS PÚBLICA
7983085 CAF CENTRAL DE ADMINISTRAÇÃO M SIM
ABASTECIMENTO PÚBLICA
FARMACEUTICO DE VICENCIA
2711397 CASA DE SAUDE E ENTIDADES SEM FINS M SIM
MATERNIDADE NOSSA SENHORA LUCRATIVOS
DE FATIMA
9261494 CENTRAL DE REABILITACAO DE ADMINISTRAÇÃO M SIM
VICENCIA PÚBLICA
148989 CENTRAL DE REDE DE FRIO DE ADMINISTRAÇÃO M SIM
VICENCIA PÚBLICA
7512740 CENTRAL DE REGULACAO DE ADMINISTRAÇÃO M SIM
VICENCIA PÚBLICA
2636697 CENTRO DE ATENCAO A SAUDE ADMINISTRAÇÃO M SIM
DA MULHER E DA CRIANCA PÚBLICA
5276500 CENTRO DE ATENCAO ADMINISTRAÇÃO M SIM
PSICOSSOCIAL JOSILDO RUFINO PÚBLICA
2355795 CENTRO DE ESPECIALIDADE ADMINISTRAÇÃO M SIM
ODONTOLOGICA PÚBLICA
4090217 CLINICA MEDICA PAULO TADEU ENTIDADES M NÃO
EMPRESARIAIS
5897130 NUCLEO DE ATENCAO A SAUDE ADMINISTRAÇÃO M SIM
DE VICENCIA PÚBLICA
4195930 OBJETIVA LABORATORIO ENTIDADES M NÃO
EMPRESARIAIS
2355787 POSTO DE SAUDE DA CHA DO ADMINISTRAÇÃO M SIM
FOGO PÚBLICA
2355760 PSF ANGELICAS ADMINISTRAÇÃO M SIM
PÚBLICA
2355744 PSF BORRACHA ADMINISTRAÇÃO M SIM
PÚBLICA
9444637 PSF CHA DOS MANDADOS ADMINISTRAÇÃO M SIM
PÚBLICA
2355809 PSF COMUNIDADE CRISTA ADMINISTRAÇÃO M SIM
PÚBLICA
2355779 PSF IMBU ADMINISTRAÇÃO M SIM
PÚBLICA

168
ATENDE
CNES NOME DE FANTASIA NATUREZA JURÍDICA GESTÃO
SUS
2636689 PSF LOT JRMC FIGUEIREDO ADMINISTRAÇÃO M SIM
PÚBLICA
2355736 PSF MURUPE ADMINISTRAÇÃO M SIM
PÚBLICA
9470883 PSF MURUPE AGROVILA ADMINISTRAÇÃO M SIM
PÚBLICA
9470913 PSF NOVA VICENCIA III ADMINISTRAÇÃO M SIM
PÚBLICA
2355752 PSF TRIGUEIROS ADMINISTRAÇÃO M SIM
PÚBLICA
2636670 PSF USINA BARRA ADMINISTRAÇÃO M SIM
PÚBLICA
152900 SAMU BASICO DE VICENCIA ADMINISTRAÇÃO M SIM
PÚBLICA
2636700 SECRETARIA MUNICIPAL DE ADMINISTRAÇÃO M SIM
SAUDE DE VICENCIA PÚBLICA
5895200 UNIDADE DE SAUDE DA FAMILIA ADMINISTRAÇÃO M SIM
MAE RAINHA PÚBLICA
2499851 UNIDADE MISTA NAIDE RAM0S ADMINISTRAÇÃO M SIM
MARANHAO PÚBLICA

Figura 64 - Número de Internações por doenças relacionadas ao saneamento inadequado.

169
Figura 65 - Número de Internações por doenças relacionadas ao saneamento inadequado.

170
7.5.6. Meio Socioeconômico do município de Condado

[Link].Aspectos socioeconômicas

O município de Condado, localizado em Pernambuco, possui uma área territorial de


89,645 km², de acordo com dados atualizados em 2022. Com uma população estimada em
26.755 pessoas em 2021, a densidade demográfica é de aproximadamente 270,87 habitantes
por km², com base em informações de 2010.
No que diz respeito à escolarização, o município apresenta um índice positivo, com
97,3% das crianças entre 6 e 14 anos frequentando a escola, conforme registrado em 2010. Isso
reflete um bom acesso à educação básica na região. O IDHM (Índice de Desenvolvimento
Humano Municipal) de Condado é de 0,602, também referente a dados de 2010. Esse índice
mede o desenvolvimento humano em áreas como saúde, educação e renda, sendo considerado
moderado.
No que diz respeito à saúde, a taxa de mortalidade infantil em 2020 foi registrada em
14,62 óbitos por mil nascidos vivos. Embora esse número represente uma preocupação, é
importante destacar as políticas públicas e a rede de assistência e apoio para melhorar a
qualidade de vida das crianças.
Em termos econômicos, em 2017, as receitas realizadas em Condado totalizaram R$ 53,8
milhões de reais, enquanto as despesas empenhadas alcançaram o valor de R$ 51,5 milhões de
reais. Esses números indicam a movimentação financeira e a gestão dos recursos públicos no
município com um balanço negativo para o período. O Produto Interno Bruto (PIB) per capita
em 2020 foi de R$ 9.146,90, refletindo o valor médio da produção econômica por habitante em
Condado.

[Link].Indicadores populacionais e socioeconômicos

O Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) de Condado é de 0,602, o que


é considerado médio. Esse índice é calculado a partir da média geométrica das três dimensões
do IDHM: renda, longevidade e educação. Ele serve como uma medida para avaliar o nível de
desenvolvimento humano da população do município.
No caso de Condado, o IDHM de 0,602 indica um nível médio de desenvolvimento
humano. Isso significa que, em comparação com outros municípios, o nível de renda,
longevidade e educação da população está em um patamar intermediário. Essa avaliação é
baseada nos indicadores socioeconômicos e educacionais disponíveis para o município.
Além disso, o Índice de Gini de Condado é de 0,0,53. Esse índice é utilizado para medir
a desigualdade de renda dentro de uma determinada população. Um valor de 0 representa
igualdade total, ou seja, todas as pessoas têm a mesma renda, enquanto um valor de 1 indica
desigualdade extrema, onde uma única pessoa detém toda a riqueza.
No caso de Condado, o Índice de Gini de 0,53 sugere que há uma certa desigualdade de
renda no município, porém em um nível moderado. Isso significa que a distribuição de renda

171
entre os habitantes de Condado é relativamente equilibrada, mas ainda existem diferenças
significativas na distribuição de recursos econômicos.

[Link].Características étnico-raciais

O perfil social do município apresenta a autodeclaração dos habitantes das áreas rurais e
urbanas sobre a sua identidade étnico-racial, incluindo 5 categorias: branca, preta, parda,
indígena ou amarela (pessoas com ascendência ou origem asiática), Figura 66.

Figura 66 - Distribuição étnico-raciais do município de Condado/PE.


Fonte: IBGE (2010).

[Link].Distribuição Territorial e Cobertura da Terra

De acordo com os dados públicos registrados, não há nenhum quilombo certificado pela
Fundação Cultural Palmares e nenhuma terra indígena oficialmente reconhecida no município
de Condado. Existem dois Projetos de Assentamento do INCRA, são o PA Patrimônio e PA
Engenho Diamante que distam mais de 3 quilômetros da ADA e AID.
Os territórios quilombolas e indígenas são reconhecidos com base em processos de
identificação, demarcação e certificação conduzidos pelos órgãos governamentais
responsáveis, como a Fundação Cultural Palmares e a Fundação Nacional do Índio (FUNAI).
Esses processos podem levar tempo e nem todos os territórios tradicionais podem ter sido
demarcados ou certificados até o momento da coleta dos dados.

172
O uso e cobertura da terra para o município de Condado corresponde a 59,80% (5.362 ha) com
um mosaico de agricultura e pastagem, 22,65% (2.031) com cana de açúcar, 7,17% com cobertura
florestal e 10,38% com pastagens, área urbanizada, formação Savânica, áreas não vegetadas e corpos
d’água (Tabela 9).

Tabela 9 - Uso e Cobertura da Terra do Município de Condado, PE.


Tipo de Uso Área ocupada (km2)
Mosaico de Agricultura e Pastagem 5.362
Cana 2.031
Formação Florestal 643
Pastagem 524
Área Urbanizada 374
Formação Savânica 23
Rio, Lago e Oceano 10
Área Total 8.967
Fonte: MapBiomas, 2023.

[Link].Serviço de Abastecimento de água

Os indicadores no Quadro 24consideraram os dados que foram declarados ao Sistema


Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS) em 2020 pelo prestador de serviços no
município, representando o consumo médio de água por habitante e a média de perda de água
para distribuição de água no município.
O valor em L/([Link]) representa o consumo médio de água por habitante em litros por
dia. De acordo com os prestadores de serviço que declararam ao SNIS em 2020, a média de
consumo de água do Brasil foi de 151,1 L/([Link]).

Quadro 24 - Indicadores do serviço de abastecimento de água em Condado, PE.


Indicador Descrição
Consumo médio de água por habitante 83,70L/([Link])
Índice médio de perdas 63,18%
Custo do serviço de abastecimento de água R$ 4,21/m3
Tarifa média de água R$ 3,85/m3
Domicílios com canalização interna em pelo menos
68,34%
um cômodo
Domicílios com canalização interna somente no
9,14%
terreno
Domicílios sem canalização interna 20,48%
Consumo médio de água por habitante 83,70L/([Link])
Fonte: Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS), 2020.

173
[Link].Modalidades de captação de água para abastecimento

O abastecimento de água pode ocorrer de diferentes formas dependendo da realidade


dos municípios brasileiros, por isso não existe uma melhor forma, mas sim a mais adequada.
Pode-se verificar que 45,80% dos domicílios estão ligados na rede geral da Compesa,
33,64 se abastecem por meio de poços ou nascentes e 20,5% utilizam outras formas de
abastecimento.
Na Figura 67estão apresentadas as distribuições das formas de abastecimento de água
nas áreas urbanas e rurais do município de Condado. Em cada uma das barras é possível
verificar o percentual e o número de domicílios que utilizam as formas de abastecimento de
água definidas pelo IBGE.

Figura 67 - Formas de abastecimento por quantidade de domicílios da área urbana e zona rural no
município de Condado, PE.
Fonte. Censo IBGE, 2010.

[Link].Esgotamento Sanitário

O índice de coleta de esgoto para o município é de 1,78% para solução individual 3,57%
com coleta e sem tratamento e 94,65% sem coleta e sem tratamento, com carga de esgoto
gerada de 1.280 Kg DBO/dia. Conforme dados do SNIS/Ministério das Cidades predomina a
forma de esgotamento sanitário pela rede geral de esgoto ou pluvial, com aproximadamente
44,52% dos domicílios, 11,53% fossa séptica e 35,30% fossa rudimentar. Na Figura 68estão
distribuídas as formas de esgotamento sanitário para o município de Buenos Aires/PE.

174
Figura 68-formas de tratamento de esgoto por quantidade de domicílio em Condado/PE.
Fonte: IGBE, 2010.

[Link].Manejo de Resíduos Sólidos

O índice de limpeza urbana do município de Condado é de 0.454. Este índice é baseado em 4


dimensões sendo elas:
Dimensão E - Engajamento do Município: combina o Índice de Desenvolvimento
Humano Municipal (IDHM) e a porcentagem da população atendida pelos serviços de
limpeza urbana. Resultado 2022: Resultado 2022:
Dimensão S - Sustentabilidade Financeira: combina as despesas com serviços de
limpeza urbana, a arrecadação para essa finalidade comparada com as despesas totais
do município. Resultado 2022: 0,00
Dimensão R - Recuperação de resíduos coletados: compara a quantidade de material
recuperado, exceto material orgânico e rejeito e a quantidade total de resíduos
coletados no município. Resultado 2022: 0,00
Dimensão I - Impacto ambiental: voltado a compreender a destinação incorreta de
resíduos sólidos, comparando a quantidade de material recebido em unidade de
processamento inadequadas, aterros controlados e lixões, com a população total
atendida pela coleta. Resultado 2022: 1,00

O município de Condado já faz destinação para a CTR-PE Igarassu, a proximidade com


Nazaré da Mata poderá reduzir consideravelmente os custos da operação de transbordo de

175
resíduos, o que gerará economia para o município. Certamente, a CTR-PE Nazaré da Mata
promoverá a melhoria do índice de limpeza urbana em suas quatro dimensões, o que se traduz
em melhoria da qualidade de vida da população e uma possibilidade de inclusão e qualificação
dos grupos, associações e pessoas que vivem da renda obtida com a reciclagem de materiais.
Diante desses desafios, é essencial buscar novas formas de destinação e manejo dos
resíduos sólidos em Condado. Oportunamente, a instalação da CTR é um fator de impacto
positivo, pois implica em investimento em infraestrutura adequada para a coleta seletiva,
reciclagem e compostagem, promovendo a separação dos resíduos na fonte e incentivando a
conscientização da população, promovendo a criação de uma nova cadeia de valores na região.
Certamente, a CTR promoverá a melhoria do índice de limpeza urbana em suas quatro
dimensões, o que se traduz em melhoria da qualidade de vida da população e uma possibilidade
de inclusão e qualificação dos grupos, associações e pessoas que vivem da renda obtida com a
reciclagem de materiais.

[Link].Caracterização das Atividades Econômicas

São 887 empresas cadastradas para o município de Condado, entre matrizes e filiais
distribuídas em 132 atividades econômicas principais, destaca-se as atividades de Comércio
varejista de mercadorias em geral, com predominância de produtos alimentícios -
minimercados, mercearias e armazéns com 32 empresas e Comércio varejista de artigos do
vestuário e acessórios com 30 empresas e Comércio varejista de bebidas com 21 empresas. Do
total das 887 empresas ativas, 563 são Microempreendedores Individuais - MEI, 276 são
microempresas, 19 Empresas de Pequeno Porte e 29 empresas enquadradas com médio e
grande porte.
Quanto a distribuição por setor 438 comércio, 290 serviços, 108 indústria, 38
construção civil e 13 agropecuária. Na Figura 69 é possível verificar a distribuição das
empresas por atividades econômicas por porte.

Figura 69 - Distribuição das atividades econômicas por porte das empresas.


Fonte: Receita Federal, 2023.

176
[Link]. Infraestrutura de Saúde e evolução de doenças relacionadas ao saneamento

Quadro 25 – estabelecimentos de Saúde no município.


ATENDE
CNES NOME DE FANTASIA NATUREZA JURÍDICA GESTÃO SUS
ENTIDADES
7331762 AMIGO DO PEITO DE CONDADO EMPRESARIAIS M SIM
ENTIDADES
9288333 CENTRAL DE EXAMES EMPRESARIAIS M NÃO
CENTRAL MUNICIPAL DE REDE DE FRIO DE ADMINISTRAÇÃO
172146 CONDADO PÚBLICA M SIM
CENTRO DE ESPECIALIDADES ADMINISTRAÇÃO
2703335 ODONTOLOGICAS DO CONDADO PÚBLICA M SIM
ADMINISTRAÇÃO
7214405 CENTRO DE REABILITACAO DE CONDADO PÚBLICA M SIM
ENTIDADES
3045773 CLINICA SAO JOSE EMPRESARIAIS M NÃO
ADMINISTRAÇÃO
9444807 DR OTACI CANDIDO PÚBLICA M SIM
HOSPITAL DE MATERNIDADE JOAO PEREIRA ADMINISTRAÇÃO
2715295 DE ANDRADE PÚBLICA M SIM
NUCLEO DE APOIO DE SAUDE DA FAMILIA DO ADMINISTRAÇÃO
6273394 CONDADO PÚBLICA M SIM
ADMINISTRAÇÃO
6683878 SAMU CONDADO PÚBLICA M SIM
ADMINISTRAÇÃO
6574386 SECRETARIA DE SAUDE DE CONDADO PÚBLICA M SIM
ENTIDADES
9298460 SMR SAUDE INTEGRAL EMPRESARIAIS M NÃO
ADMINISTRAÇÃO
31631 UBS DIOGO PÚBLICA M SIM
ADMINISTRAÇÃO
5865484 UBS VILA JARARACA PÚBLICA M SIM
UNIDADE DE SAUDE DA FAMILIA FRANCISCO ADMINISTRAÇÃO
3481891 CABRAL PÚBLICA M SIM
UNIDADE DE SAUDE DA FAMILIA LOURIVAL ADMINISTRAÇÃO
3021483 LIMA PÚBLICA M SIM
ADMINISTRAÇÃO
2637073 UNIDADE DE SAUDE DA FAMILIA NOVA VIDA PÚBLICA M SIM
UNIDADE DE SAUDE DA FAMILIA NOVO ADMINISTRAÇÃO
2637103 CONDADO PÚBLICA M SIM
UNIDADE DE SAUDE DA FAMILIA NOVO ADMINISTRAÇÃO
2637111 TEMPO PÚBLICA M SIM
UNIDADE DE SAUDE DA FAMILIA OLEGARIO ADMINISTRAÇÃO
2637057 FONSECA PÚBLICA M SIM
UNIDADE DE SAUDE DA FAMILIA PATRIMONIO ADMINISTRAÇÃO
3481883 FRANCISCO CABRAL PÚBLICA M SIM
UNIDADE DE SAUDE DA FAMILIA QUIRIZEIRA ADMINISTRAÇÃO
3021572 LOURIVAL LIMA PÚBLICA M SIM
UNIDADE DE VIGILANCIA SANITARIA ADMINISTRAÇÃO
2637065 CONDADO PÚBLICA M SIM

177
Figura 70 - Número de Internações por doenças relacionadas ao saneamento inadequado.

Figura 71 – Número de óbitos por doenças relacionadas ao saneamento inadequado.

178
7.5.7. Meio Socioeconômico do município de Timbaúba

[Link].Aspectos socioeconômicas

O município de Timbaúba, localizado em Pernambuco, possui uma área territorial de


287,683 km², de acordo com dados atualizados em 2022. Com uma população estimada em
46.147 pessoas em 2022, a densidade demográfica é de aproximadamente 160,41 habitantes
por km².
No que diz respeito à escolarização, o município apresenta um índice positivo, com
97,7% das crianças entre 6 e 14 anos frequentando a escola, conforme registrado em 2010. Isso
reflete um bom acesso à educação básica na região. O IDHM (Índice de Desenvolvimento
Humano Municipal) de Timbaúba é de 0,618, também referente a dados de 2010. Esse índice
mede o desenvolvimento humano em áreas como saúde, educação e renda, sendo considerado
moderado.
No que diz respeito à saúde, a taxa de mortalidade infantil em 2020 foi registrada em
9,46 óbitos por mil nascidos vivos. Embora esse número represente uma preocupação, é
importante destacar as políticas públicas e a rede de assistência e apoio para melhorar a
qualidade de vida das crianças.
Em termos econômicos, em 2017, as receitas realizadas em Timbaúba totalizaram R$
112,3 milhões de reais, enquanto as despesas empenhadas alcançaram o valor de 105,5 milhões
de reais. Esses números indicam a movimentação financeira e a gestão dos recursos públicos
no município com um balanço positivo para o período. O Produto Interno Bruto (PIB) per
capita em 2020 foi de R$ 12.752,57, refletindo o valor médio da produção econômica por
habitante em Timbaúba.

[Link].Indicadores populacionais e socioeconômicos

O Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) de Timbaúba é de 0,618, o


que é considerado médio. Esse índice é calculado a partir da média geométrica das três
dimensões do IDHM: renda, longevidade e educação. Ele serve como uma medida para avaliar
o nível de desenvolvimento humano da população do município.
No caso de Timbaúba, o IDHM de 0,618 indica um nível médio de desenvolvimento
humano. Isso significa que, em comparação com outros municípios, o nível de renda,
longevidade e educação da população está em um patamar intermediário. Essa avaliação é
baseada nos indicadores socioeconômicos e educacionais disponíveis para o município.
Além disso, o Índice de Gini de Timbaúba é de 0,50. Esse índice é utilizado para medir
a desigualdade de renda dentro de uma determinada população. Um valor de 0 representa
igualdade total, ou seja, todas as pessoas têm a mesma renda, enquanto um valor de 1 indica
desigualdade extrema, onde uma única pessoa detém toda a riqueza.
No caso de Timbaúba, o Índice de Gini de 0,50 sugere que há uma certa desigualdade de
renda no município. Isso significa que a distribuição de renda entre os habitantes de Timbaúba
é relativamente desequilibrada, com diferenças na distribuição de recursos econômicos.

179
[Link].Características étnico-raciais

O perfil social do município apresenta a autodeclaração dos habitantes das áreas rurais e
urbanas sobre a sua identidade étnico-racial, incluindo 5 categorias: branca, preta, parda,
indígena ou amarela (pessoas com ascendência ou origem asiática), Figura 72.

Figura 72 - Distribuição étnico-raciais do município de Timbaúba/PE.


Fonte: IBGE (2010).

[Link].Distribuição Territorial e Cobertura da Terra

De acordo com os dados públicos registrados, não há nenhum quilombo certificado pela
Fundação Cultural Palmares e nenhuma terra indígena oficialmente reconhecida no município
de Timbaúba. Existem três Projetos de Assentamento do INCRA, que distam mais de 3
quilômetros da ADA e AID que são o PA Engenho UBU, PA Nossa Senhora Aparecida, PA
Josias Bairros e PA Engenho Panorama.
Os territórios quilombolas e indígenas são reconhecidos com base em processos de
identificação, demarcação e certificação conduzidos pelos órgãos governamentais
responsáveis, como a Fundação Cultural Palmares e a Fundação Nacional do Índio (FUNAI).
Esses processos podem levar tempo e nem todos os territórios tradicionais podem ter sido
demarcados ou certificados até o momento da coleta dos dados.
O uso e cobertura da terra para o município de Timbaúba corresponde a 50,13% (14.421
ha) com um mosaico de agricultura e pastagem, 25,56% 7.352 Km²) com pastagem e 12,12%
(3.486 ha) com cobertura florestal e 4,81% com cana. As demais áreas urbanizada, formação
Savânica, áreas não vegetadas e corpos d’água somam 7,39% (Tabela 10).

180
Tabela 10 - Uso e Cobertura da Terra do Município de Timbaúba, PE.
Tipo de Uso Área ocupada (ha)
Mosaico de Agricultura e Pastagem 14.421
Pastagem 7.352
Formação Florestal 3.486
Cana 1.385
Formação Savânica 1.357
Área Urbanizada 615
Rio, Lago e Oceano 148
Área não Vegetada 4
Campo Alagado e Área Pantanosa 1
Área Total 28.769
Fonte: MapBiomas, 2023.

[Link].Serviço de Abastecimento de água

Os indicadores no Quadro 26 consideraram os dados que foram declarados ao Sistema


Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS) em 2020 pelo prestador de serviços no
município, representando o consumo médio de água por habitante e a média de perda de água
para distribuição de água no município.
O valor em L/([Link]) representa o consumo médio de água por habitante em litros por
dia. De acordo com os prestadores de serviço que declararam ao SNIS em 2020, a média de
consumo de água do Brasil foi de 84,0 L/([Link]).

Quadro 26 - Indicadores do serviço de abastecimento de água em Timbaúba, PE.


Indicador Descrição
Responsável pelo abastecimento de água Companhia Pernambucana de
Saneamento - COMPESA
Consumo médio de água por habitante 84,00L/([Link])
Índice médio de perdas 51,81%
Custo do serviço de abastecimento de água R$ 3,23/m3
Tarifa média de água R$ 3,93/m3
Domicílios com canalização interna em pelo 75,76%
menos um cômodo
Domicílios com canalização interna somente no 9,29%
terreno
Domicílios sem canalização interna 14,32%
Responsável pelo abastecimento de água Companhia Pernambucana de
Saneamento - COMPESA
Fonte: Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS), 2020.

181
[Link].Modalidades de captação de água para abastecimento

O abastecimento de água pode ocorrer de diferentes formas dependendo da realidade


dos municípios brasileiros, por isso não existe uma melhor forma, mas sim a mais adequada.
Pode-se verificar que 80,72% dos domicílios estão ligados na rede geral da Compesa,
3,14% se abastecem por meio de poços ou nascentes, 16,13% utilizam outras formas de
abastecimento e 6 domicílios abastecem por meio de cisternas.
Na Figura 73estão apresentadas as distribuições das formas de abastecimento de água
nas áreas urbanas e rurais do município de Timbaúba. Em cada uma das barras é possível
verificar o percentual e o número de domicílios que utilizam as formas de abastecimento de
água definidas pelo IBGE.

Figura 73 - Formas de abastecimento por quantidade de domicílios da área urbana e zona rural no
município de Timbaúba, PE.
Fonte. Censo IBGE, 2010.

[Link].Esgotamento Sanitário

O índice de coleta de esgoto para o município é de 17,65% para solução individual,


53,36% com coleta e sem tratamento e 28,99% sem coleta e sem tratamento, com carga de
esgoto gerada de 2.517 Kg DBO/dia. Conforme dados do SNIS/Ministério das Cidades a forma
de esgotamento sanitário pela rede geral de esgoto ou pluvial com aproximadamente 48% dos
domicílios, 19,61% fossa séptica e 21,51% fossa rudimentar. Na Figura 74 estão distribuídas
as formas de esgotamento sanitário para o município de Timbaúba/PE.

182
Figura 74 - formas de tratamento de esgoto por quantidade de domicílio em Timbaúba/PE.
Fonte: IGBE, 2010.

[Link].Manejo de Resíduos Sólidos

O índice de limpeza urbana do município de Condado é de 0.149. Este índice é baseado em 4


dimensões sendo elas:
Dimensão E - Engajamento do Município: combina o Índice de Desenvolvimento
Humano Municipal (IDHM) e a porcentagem da população atendida pelos serviços de
limpeza urbana. Resultado 2022: 0,48
Dimensão S - Sustentabilidade Financeira: combina as despesas com serviços de
limpeza urbana, a arrecadação para essa finalidade comparada com as despesas totais
do município. Resultado 2022: 0,00
Dimensão R - Recuperação de resíduos coletados: compara a quantidade de material
recuperado, exceto material orgânico e rejeito e a quantidade total de resíduos
coletados no município. Resultado 2022: 0,00
Dimensão I - Impacto ambiental: voltado a compreender a destinação incorreta de
resíduos sólidos, comparando a quantidade de material recebido em unidade de
processamento inadequadas, aterros controlados e lixões, com a população total
atendida pela coleta. Resultado 2022: 0,00

O município de Timbaúba já faz destinação para a CTR-PE Igarassu, a proximidade


com Nazaré da Mata poderá reduzir consideravelmente os custos da operação de transbordo de
resíduos, o que gerará economia para o município. Certamente, a CTR-PE Nazaré da Mata

183
promoverá a melhoria do índice de limpeza urbana em suas quatro dimensões, o que se traduz
em melhoria da qualidade de vida da população e uma possibilidade de inclusão e qualificação
dos grupos, associações e pessoas que vivem da renda obtida com a reciclagem de materiais.
Diante desses desafios, é essencial buscar novas formas de destinação e manejo dos
resíduos sólidos em Condado. Oportunamente, a instalação da CTR é um fator de impacto
positivo, pois implica em investimento em infraestrutura adequada para a coleta seletiva,
reciclagem e compostagem, promovendo a separação dos resíduos na fonte e incentivando a
conscientização da população, promovendo a criação de uma nova cadeia de valores na região.
Certamente, a CTR promoverá a melhoria do índice de limpeza urbana em suas quatro
dimensões, o que se traduz em melhoria da qualidade de vida da população e uma possibilidade
de inclusão e qualificação dos grupos, associações e pessoas que vivem da renda obtida com a
reciclagem de materiais.

[Link].Caracterização das Atividades Econômicas

São 2511 empresas cadastradas para o município de Timbaúba, entre matrizes e filiais
distribuídas em 388 atividades econômicas principais, destaca-se as atividades de Comércio
varejista de artigos do vestuário e acessórios com 198, Comércio varejista de mercadorias em
geral, com predominância de produtos alimentícios - minimercados, mercearias e armazéns
com 86 empresas, Cabeleireiros, manicure e pedicure com 68 e Comércio varejista de bebidas
com 55 empresas. Do total das 2511 empresas ativas, 1254 são Microempreendedores
Individuais - MEI, 1.137 são microempresas, 111 Empresas de Pequeno Porte e 109 empresas
enquadradas com médio e grande porte.
Quanto a distribuição por setor 1405 comércio, 909 serviços, 246 indústria, 106
construção civil e 16 agropecuária. Na Figura 75 é possível verificar a distribuição das
empresas por atividades econômicas por porte.

Figura 75 - Distribuição das atividades econômicas por porte das empresas.


Fonte: Receita Federal, 2023.

184
[Link]. Infraestrutura de Saúde e evolução de doenças relacionadas ao saneamento

Quadro 27 – Estabelecimento de saúde.


ATENDE
CNES NOME DE FANTASIA NATUREZA JURÍDICA GESTÃO SUS

6876684 ACADEMIA DA SAUDE DE TIMBAUBA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA M SIM

9202978 ACADEMIA DA SAUDE DE TIMBAUBA 2 ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA M SIM


ENTIDADES SEM FINS
7420676 ADAT TIMBAUBA PE LUCRATIVOS M SIM

964700 AMOR SAUDE TIMBAUBA ENTIDADES EMPRESARIAIS M NÃO

9855106 ATLANTIS FISIOTERAPIA ENTIDADES EMPRESARIAIS M NÃO

9438637 BRUNO STENIO DA SILVA PESSOAS FÍSICAS M NÃO

7059035 CAPS I TUCANO ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA M SIM

9293078 CARLOS EDUARDO DE FRANCA ALBUQUERQUE PESSOAS FÍSICAS M NÃO


CEFIT CENTRO ESPECIALIZADO DE FISIOTERAPIA DE
4157303 TIMBAUBA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA M SIM

6423590 CENTRAL DE REGULACAO DE TIMBAUBA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA M SIM


CENTRAL MUNICIPAL DE REDE DE FRIO DE TIMBAUBA
69698 CEADIM ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA M SIM
CENTRO ESPECIALIZADO DE MASTOLOGIA DE
9585249 PERNAMBUCO CEMPE LTD ENTIDADES EMPRESARIAIS M NÃO

7685831 CEPAC ENTIDADES EMPRESARIAIS M NÃO


CLINICA DE ESP MEDICAS E ODONT IOLANDA DE
7790309 FRANCA ENTIDADES EMPRESARIAIS M NÃO
CLINICA FISIOTERAPIA E HIDROTERAPIA DR MOISA
7610092 LOURENCO ENTIDADES EMPRESARIAIS M NÃO

4054547 CLINICA MINHA SAUDE ENTIDADES EMPRESARIAIS M NÃO

2517159 CLINICA NOSSA SENHORA DAS DORES ENTIDADES EMPRESARIAIS M SIM


CONSULTORIO ELISABETE RODRIGUES DE ANDRADE
6298257 VIEIRA DE MELO PESSOAS FÍSICAS M NÃO
CONSULTORIO ODONTOLOGICO DR CLAUDEMIR
5247128 BARBOSA PESSOAS FÍSICAS M NÃO
CTA CENTRO DE TESTAGEM E ACONSELHAMENTO DE
6897932 TIMBAUBA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA M SIM

7573669 DEPARTAMENTO DE VIGILANCIA EM SAUDE ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA M SIM

4229010 EMULTI TIMBAUBA 1 ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA M SIM

4219708 EMULTI TIMBAUBA 2 ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA M SIM

418706 FARMACIA PAGUE MENOS ENTIDADES EMPRESARIAIS M NÃO

4238133 FARMACIA PAGUE MENOS ENTIDADES EMPRESARIAIS M NÃO

751278 GAPE CENTRO MEDICO ENTIDADES EMPRESARIAIS M NÃO


ENTIDADES SEM FINS
2346621 HOSPITAL FERREIRA LIMA LUCRATIVOS M SIM

6829155 IOP INSTITUTO DE OLHOS DE PERNAMBUCO LTDA ENTIDADES EMPRESARIAIS M SIM

185
ATENDE
CNES NOME DE FANTASIA NATUREZA JURÍDICA GESTÃO SUS

9867872 J E A LABORATORIO DE ANALISES CLINICAS LTDA ENTIDADES EMPRESARIAIS M NÃO

4236874 LABORATORIO CENTRO TIMBAUBA ENTIDADES EMPRESARIAIS M NÃO

6318770 LABORATORIO DE ANALISES MEDICAS LABAM ENTIDADES EMPRESARIAIS M NÃO

4237021 LABORATORIO FERREIRA LIMA ENTIDADES EMPRESARIAIS M NÃO


LABORATORIO MUNICIPAL DE CITOLOGIA DE
2636727 TIMBAUBA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA M SIM

9981667 LABORATORIO SORRISO TOTAL ENTIDADES EMPRESARIAIS M NÃO

7109431 LABORATORIOS GILSON CIDRIM ENTIDADES EMPRESARIAIS M NÃO

9883770 LABSABIN LABORATORIOS ASSOCIADOS ENTIDADES EMPRESARIAIS M NÃO

2428032 LACET ENTIDADES EMPRESARIAIS M SIM

9285938 NASF 3 TIMBAUBA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA M SIM


NUCLEO DE APOIO DE SAUDE DA FAMILIA DE
6001890 TIMBAUBA 1 ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA M SIM
NUCLEO DE APOIO DE SAUDE DA FAMILIA DE
6406513 TIMBAUBA 2 ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA M SIM
NUCLEO DE APOIO DE SAUDE DA FAMILIA DE
9315624 TIMBAUBA 3 ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA M SIM

9802754 ODONTOCLINICA FLADNA PEREIRA ENTIDADES EMPRESARIAIS M NÃO

2711869 POLICLINICA DR JOAO COUTINHO ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA M SIM

2427966 POSTO DE SAUDE DR RUY BEZERRA COUTINHO ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA M SIM

2636751 PSF ALTO DA INDEPENDENCIA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA M SIM

2347717 PSF CAMPO DO SETE ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA M SIM

6874053 PSF CENTRO ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA M SIM

2427621 PSF CRUZEIRO I PS MILTON H DE QUEIROZ ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA M SIM

2427648 PSF CRUZEIRO II PSF ALTO DO CRUZEIRO II ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA M SIM

2427656 PSF DE CATUCA PS FELIX TAVARES ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA M SIM

2428016 PSF DE CRUANGI POSTO DE SAUDE DE CRUANGI ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA M SIM


PSF DE SAPUCAIA CENTRO COMUNITARIO DE
2427605 SAPUCAIA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA M SIM

5739276 PSF DO CONJUNTO ISMAEL VASCONCELOS ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA M SIM

2636743 PSF JARDIM GUARANI ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA M SIM

2636719 PSF MOCOS ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA M SIM

5512379 PSF NOVA VIDA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA M SIM

5512387 PSF OZANA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA M SIM

2427982 PSF PATOS ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA M SIM

2636735 PSF QUEIMADAS PSF LUIZ PORFIRIO PESSOA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA M SIM

5512360 PSF SANTA ANA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA M SIM


PSF SANTA TEREZINHA POSTO DE SAUDE SANTA
2427591 TEREZINHA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA M SIM

186
ATENDE
CNES NOME DE FANTASIA NATUREZA JURÍDICA GESTÃO SUS

2427990 PSF SAO JOSE PS DE SAO JOSE ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA M SIM

6874061 PSF TIMBAUBINHA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA M SIM

5739241 PSF TRES COCOS ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA M SIM

6891799 QUALI LAB ENTIDADES EMPRESARIAIS M NÃO

6937381 RESIDENCIA TERAPEUTICA DE TIMBAUBA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA M SIM

6937489 RESIDENCIA TERAPEUTICA DE TIMBAUBA II ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA M SIM

7385935 RM ASSISTENCIA ODONTO HOSPILAR ENTIDADES EMPRESARIAIS M SIM

7851367 ROSA ALBUQUERQUE MEDICOS ASSOCIADOS ENTIDADES EMPRESARIAIS M NÃO

7290268 SAMU BASICO DE TIMBAUBA PE ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA M SIM

6816053 SARAIVA E AFONSO CLINICAL MEDICA LTDA ENTIDADES EMPRESARIAIS M NÃO

2428024 SECRETARIA MUNICIPAL DE SAUDE DE TIMBAUBA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA M SIM

3665984 SEMOC ENTIDADES EMPRESARIAIS M NÃO

7423543 SERVICOS E PROTESE DENTARIA ENTIDADES EMPRESARIAIS M NÃO

793655 UNE SAUDE EXAMES ENTIDADES EMPRESARIAIS M NÃO

6968929 UNE SAUDE LTDA ENTIDADES EMPRESARIAIS M NÃO


ENTIDADES SEM FINS
9370021 UNEVIDAS LUCRATIVOS M NÃO

5968801 UNIDADE MEDICA ESPECIALIZADA ENTIDADES EMPRESARIAIS M NÃO

2715473 UNIDADE MOVEL ODONTOLOGICA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA M SIM

7407203 UPA 24 HORAS TIMBAUBA PE ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA M SIM

Figura 76 - Número de Internações por doenças relacionadas ao saneamento inadequado.

187
Figura 77 - Número Óbitos por doenças relacionadas ao saneamento inadequado.

7.5.8. Meio Socioeconômico do município de Tracunhaém

[Link].Aspectos socioeconômicas

O município de Tracunhaém, localizado em Pernambuco, possui uma área territorial de


137,321 km², de acordo com dados atualizados em 2022. Com uma população estimada em
13.055 pessoas em 2021, a densidade demográfica é de aproximadamente 110,27 habitantes
por km², com base em informações de 2010.
No que diz respeito à escolarização, o município apresenta um índice positivo, com 97%
das crianças entre 6 e 14 anos frequentando a escola, conforme registrado em 2010. Isso reflete
um bom acesso à educação básica na região. O IDHM (Índice de Desenvolvimento Humano
Municipal) de Tracunhaém é de 0,605, também referente a dados de 2010. Esse índice mede o
desenvolvimento humano em áreas como saúde, educação e renda, sendo considerado
moderado.
No que diz respeito à saúde, a taxa de mortalidade infantil em 2020 foi registrada em
9,85 óbitos por mil nascidos vivos. Embora esse número represente uma preocupação, é
importante destacar as políticas públicas e a rede de assistência e apoio para melhorar a
qualidade de vida das crianças.
Em termos econômicos, em 2017, as receitas realizadas em Tracunhaém totalizaram R$
30,2 milhões de reais, enquanto as despesas empenhadas alcançaram o valor de R$ 27,1
milhões de reais. Esses números indicam a movimentação financeira e a gestão dos recursos
públicos no município com um balanço positivo para o período. O Produto Interno Bruto (PIB)
per capita em 2020 foi de R$ 9.962,65 reais, refletindo o valor médio da produção econômica
por habitante em Tracunhaém.

188
[Link].Indicadores populacionais e socioeconômicos

O Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) de Tracunhaém é de 0,605, o


que é considerado médio. Esse índice é calculado a partir da média geométrica das três
dimensões do IDHM: renda, longevidade e educação. Ele serve como uma medida para avaliar
o nível de desenvolvimento humano da população do município.
No caso de Tracunhaém, o IDHM de 0,605 indica um nível médio de desenvolvimento
humano. Isso significa que, em comparação com outros municípios, o nível de renda,
longevidade e educação da população está em um patamar intermediário. Essa avaliação é
baseada nos indicadores socioeconômicos e educacionais disponíveis para o município.
Além disso, o Índice de Gini de Tracunhaém é de 0,46. Esse índice é utilizado para medir
a desigualdade de renda dentro de uma determinada população. Um valor de 0 representa
igualdade total, ou seja, todas as pessoas têm a mesma renda, enquanto um valor de 1 indica
desigualdade extrema, onde uma única pessoa detém toda a riqueza.
No caso de Tracunhaém, o Índice de Gini de 0,46 sugere que há uma certa desigualdade
de renda no município. Isso significa que a distribuição de renda entre os habitantes de
Tracunhaém é desequilibrada, com diferenças na distribuição de recursos econômicos.

[Link].Características étnico-raciais

O perfil social do município apresenta a autodeclaração dos habitantes das áreas rurais e
urbanas sobre a sua identidade étnico-racial, incluindo 5 categorias: branca, preta, parda,
indígena ou amarela (pessoas com ascendência ou origem asiática), Figura 78.

Figura 78 - Distribuição étnico-raciais do município de Tracunhaém/PE.


Fonte: IBGE (2010).

189
[Link].Distribuição Territorial e Cobertura da Terra

De acordo com os dados públicos registrados, não há nenhum quilombo certificado pela
Fundação Cultural Palmares e nenhuma terra indígena oficialmente reconhecida no município
de Tracunhaém. Existem duas áreas de assentamentos de reforma agrária do ITERPE e três
Projetos de Assentamento do INCRA, que distam mais de 3 quilômetros da ADA e AID.
Os territórios quilombolas e indígenas são reconhecidos com base em processos de
identificação, demarcação e certificação conduzidos pelos órgãos governamentais
responsáveis, como a Fundação Cultural Palmares e a Fundação Nacional do Índio (FUNAI).
Esses processos podem levar tempo e nem todos os territórios tradicionais podem ter sido
demarcados ou certificados até o momento da coleta dos dados.
O uso e cobertura da terra para o município de Tracunhaém corresponde a 52,34% (7.188 ha)
com um mosaico de agricultura e pastagem, 26,22% (3.600 ha) com cana de açúcar e 16,25% com áreas
destinadas a pastagem. As demais classes de cobertura somam 5,16% da área total do território e
compreende formação florestal, área urbanizada, rio e lagos e áreas não vegetadas conforme Tabela
11.

Tabela 11 - Uso e Cobertura da Terra do Município de Tracunhaém, PE.


Tipo de Uso Área ocupada (ha)
Mosaico de Agricultura e Pastagem 7.188
Cana 3.600
Pastagem 2.232
Formação Florestal 362
Área Urbanizada 207
Formação Savânica 107
Rio, Lago e Oceano 31
Área não Vegetada 3
Campo Alagado e Área Pantanosa 2
Área Total 13.7332
Fonte: MapBiomas, 2023.

[Link].Serviço de Abastecimento de água

Os indicadores no Quadro 28 consideraram os dados que foram declarados ao Sistema


Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS) em 2020 pelo prestador de serviços no
município, representando o consumo médio de água por habitante e a média de perda de água
para distribuição de água no município.
O valor em L/([Link]) representa o consumo médio de água por habitante em litros por
dia. De acordo com os prestadores de serviço que declararam ao SNIS em 2020, a média de
consumo de água do Brasil foi de 151,1 L/([Link]).

190
Quadro 28 - Indicadores do serviço de abastecimento de água em Tracunhaém, PE.
Indicador Descrição
Companhia Pernambucana de Saneamento
Responsável pelo abastecimento de água
- COMPESA
Consumo médio de água por habitante 70,70L/([Link])
Índice médio de perdas 39,17%
Custo do serviço de abastecimento de água R$ 5,07/m3
Tarifa média de água R$ 3,92/m3
Domicílios com canalização interna em pelo menos
69,95%
um cômodo
Domicílios com canalização interna somente no
12,07%
terreno
Domicílios sem canalização interna 17,79%
Fonte: Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS), 2020.

[Link].Modalidades de captação de água para abastecimento

O abastecimento de água pode ocorrer de diferentes formas dependendo da realidade


dos municípios brasileiros, por isso não existe uma melhor forma, mas sim a mais adequada.
Pode-se verificar que 75,16% dos domicílios estão ligados na rede geral da Compesa e
e poços ou nascentes com 3,97% dos domicílios sendo abastecidos dessa forma.
Na Figura 79 estão apresentadas as distribuições das formas de abastecimento de água
nas áreas urbanas e rurais do município de Tracunhaém. Em cada uma das barras é possível
verificar o percentual e o número de domicílios que utilizam as formas de abastecimento de
água definidas pelo IBGE.

Figura 79 - Formas de abastecimento por quantidade de domicílios da área urbana e zona rural no
município de Tracunhaém, PE.
Fonte. Censo IBGE, 2010.

191
[Link].Esgotamento Sanitário

O índice de coleta de esgoto para o município é de 6,34% para solução individual,


16,10% com coleta e sem tratamento e 77,56% sem coleta e sem tratamento, com carga de
esgoto de 612 Kg DBO/dia. Conforme dados do SNIS/Ministério das Cidades predomina a
forma de esgotamento sanitário pela rede geral de esgoto ou pluvial, com aproximadamente
71% dos domicílios. Na Figura 80 estão distribuídas as formas de esgotamento sanitário para
o município de Buenos Aires/PE.

Figura 80 - formas de tratamento de esgoto por quantidade de domicílio em Tracunhaém/PE.


Fonte: IGBE, 2010.

[Link].Manejo de Resíduos Sólidos

O índice de limpeza urbana do município de Tracunhaém é de 0,258. Este índice é baseado


em 4 dimensões sendo elas:
Dimensão E - Engajamento do Município: combina o Índice de Desenvolvimento
Humano Municipal (IDHM) e a porcentagem da população atendida pelos serviços de
limpeza urbana. Resultado 2022: 0,689
Dimensão S - Sustentabilidade Financeira: combina as despesas com serviços de
limpeza urbana, a arrecadação para essa finalidade comparada com as despesas totais
do município. Resultado 2022: 0,155
Dimensão R - Recuperação de resíduos coletados: compara a quantidade de material
recuperado, exceto material orgânico e rejeito e a quantidade total de resíduos
coletados no município. Resultado 2022: 0,00
Dimensão I - Impacto ambiental: voltado a compreender a destinação incorreta de
resíduos sólidos, comparando a quantidade de material recebido em unidade de

192
processamento inadequadas, aterros controlados e lixões, com a população total
atendida pela coleta. Resultado 2022: 0,034

A desativação do lixão de Tracunhaém, assim como ocorreu em outros municípios de


Pernambuco, foi a interrupção da continuidade de um grande problema ambiental e social. O
encerramento das atividades do lixão tornou necessário a busca por novas formas de destinação
e manejo adequado do lixo. Além do passivo ambiental que levará anos para ser solucionado
ou minimamente reduzido, outro aspecto importante é a questão social envolvida na dinâmica
de funcionamento do lixão.
As pessoas em situação de vulnerabilidade social e econômica acabaram buscando
meios de subsistência no lixão, realizando a coleta de materiais recicláveis ou reaproveitáveis.
Essa atividade, embora seja uma fonte de renda para algumas famílias, expõe essas pessoas às
condições insalubres e perigosas, aumentando os riscos à saúde e acentuando a desigualdade
social.
Diante desses desafios, é essencial buscar novas formas de destinação e manejo dos
resíduos sólidos em Tracunhaém. Oportunamente, a instalação da CTR é um fator de impacto
positivo, pois implica em investimento em infraestrutura adequada para a coleta seletiva,
reciclagem e compostagem, promovendo a separação dos resíduos na fonte e incentivando a
conscientização da população, promovendo a criação de uma nova cadeia de valores na região.
Certamente, a CTR promoverá a melhoria do índice de limpeza urbana em suas quatro
dimensões, o que se traduz em melhoria da qualidade de vida da população e uma possibilidade
de inclusão e qualificação dos grupos, associações e pessoas que vivem da renda obtida com a
reciclagem de materiais.

[Link].Caracterização das Atividades Econômicas

São 353 empresas cadastradas para o município de Timbaúba, entre matrizes e filiais
distribuídas em 126 atividades econômicas principais, destaca-se as atividades de Fabricação
de produtos cerâmicos não refratários não especificados anteriormente com 34 empresas,
Comércio varejista de mercadorias em geral, com predominância de produtos alimentícios –
minimercados e mercearias e armazéns com 20 empresas. Do total das 353 empresas ativas,
261 são Microempreendedores Individuais - MEI, 77 são microempresas, nove Empresas de
Pequeno Porte e seis empresas enquadradas com médio e grande porte.
Quanto a distribuição por setor 141 comércio, 117 serviços, 63 indústria, 27 construção
civil e 5 agropecuária. Na Figura 81é possível verificar a distribuição das empresas por
atividades econômicas por porte.

193
Figura 81 - Distribuição das atividades econômicas por porte das empresas.
Fonte: Receita Federal, 2023.

[Link]. Infraestrutura de Saúde e evolução de doenças relacionadas ao saneamento

Quadro 29 – Estabelecimento de saúde.


ATENDE
CNES NOME DE FANTASIA NATUREZA JURÍDICA GESTÃO SUS
ADMINISTRAÇÃO
2943336 ACADEMIA DA SAUDE DE TRACUNHAEM PÚBLICA M SIM
CAF CENTRAL DE ASSISTENCIA ADMINISTRAÇÃO
9013458 FARMACEUTICA DE TRACUNHAEM PÚBLICA M SIM
CENTRAL DE REDE DE FRIO MUNICIPAL DE ADMINISTRAÇÃO
259632 TRACUNHAEM PÚBLICA M SIM
LABORATORIO DE PROTESES DENTARIAS DE ADMINISTRAÇÃO
7346034 TRACUNHAEM PÚBLICA M SIM
ADMINISTRAÇÃO
7212771 NASF TRACUNHAEM PÚBLICA M SIM
SECRETARIA MUNICIPAL DE SAUDE DE ADMINISTRAÇÃO
2714892 TRACUNHAEM PÚBLICA M SIM
ADMINISTRAÇÃO
2347148 UBS ACUDINHO PÚBLICA M SIM
ADMINISTRAÇÃO
2347156 UBS BAIRRO NOVO PÚBLICA M SIM
ADMINISTRAÇÃO
3756661 UBS BELO ORIENTE PÚBLICA M SIM
ADMINISTRAÇÃO
2347172 UBS LIBERDADE PÚBLICA M SIM
ADMINISTRAÇÃO
9401385 UBS PETRIBU PÚBLICA M SIM
ADMINISTRAÇÃO
848115 UBS PINDORAMA PÚBLICA M SIM
ADMINISTRAÇÃO
9401377 UBS RENASCER PÚBLICA M SIM

194
ATENDE
CNES NOME DE FANTASIA NATUREZA JURÍDICA GESTÃO SUS
ADMINISTRAÇÃO
2347121 UBS TETO DO POVO PÚBLICA M SIM
ADMINISTRAÇÃO
2349728 UNIDADE MISTA MARIA GERCINA DA SILVA PÚBLICA M SIM

Figura 82 - Número de Internações por doenças relacionadas ao saneamento inadequado.

Figura 83 - Número de óbitos por doenças relacionadas ao saneamento inadequado.

195
[Link]ÔNIO CULTURAL, HISTÓRICO, ARQUEOLÓGICO, MATERIAL E
IMATERIAL

7.6.4. Contexto regional da área do projeto

A área destinada ao empreendimento CTR PE – Central de Tratamento de Resíduos


SA, localizado na área rural do município de Nazaré da Mata, encontra-se numa das regiões
mais importantes para o estudo da História de Pernambuco. A presença de grupos indígenas
nessa região, no momento da conquista, pode ser constatada nos relatos dos cronistas dos
séculos XVI e XVII. O litoral-mata de Pernambuco foi um dos locais onde ocorreram os
primeiros contatos entre os grupos indígenas e os colonizadores europeus.
Esses relatos descrevem características dos nativos, alguns de seus hábitos e
localização. Os povos falantes de língua Tupi se encontravam ao longo do litoral, com
ramificações para o interior, acompanhando o vale dos rios. Pertenciam ao tronco linguístico
comum que foi denominado Macro-Tupi.
As informações etnohistóricas colhidas através dessas leituras apontam para a
existência, no Litoral e Zona da Mata, que hoje corresponde ao estado de Pernambuco, uma
ocupação extensa de grupos denominados de Caeté, Tabajara e Potiguara, todos
identificados como pertencente ao tronco linguístico Tupi-Guarani.
No tratado descritivo do Brasil, Gabriel Soares de Sousa descreve os costumes dos
Caeté, habitantes da costa de Pernambuco. Eles estiveram presentes nas conquistas territoriais
e nos conflitos, durante a época colonial. Esses grupos eram inimigos dos Potiguar e dos
Tupinambá e impediam as comunicações entre as capitanias de Pernambuco e Paraíba. Sobre
a cultura material dos Caeté, Soares de Souza informa que utilizavam embarcações feitas de
uma palha comprida e com varas de vime.

Faziam com as palhas (...) molhos muito apertados com umas varas como vime, a que
eles chamam timbós, que são muito brandas e rijas, e com estes molhos atados em umas varas
grossas faziam uma feição de embarcações, em que cabiam dez a doze índios, que se remavam
muito bom, e nelas guerreavam com os Tupinambás neste Rio de [Link], e se faziam uns
a outros muito dano (SOUSA, 2000:24).

Em relação a sua origem e costumes, é relatado que tinham a mesma língua dos
Tupinambá e, vida e costumes, dos Pitiguares (todos do grupo Tupi). Na visão do cronista
Soares de Sousa, são tidos como bons músicos e amigos da dança, bons pescadores de linha e
nadadores. Mas, por outro lado, eram guerreiros muito cruéis para com os inimigos praticando
também a antropofagia.

São estes Caités muito belicosos e guerreiros, mas muito atraiçoados e sem nenhuma
fé nem verdade, o qual fez os danos, que fica declarado, à gente da nau do bispo, a Duarte
Coelho, e a muitos navios e caravelões, que se perderam nesta costa, dos quais não escapou
pessoa nenhuma, que não matassem e comessem(...) (SOUSA, 2000:25).

196
Os Potiguar estavam espalhados pelo litoral das capitanias de Itamaracá, Paraíba e Rio
Grande. Para os colonos portugueses era de fundamental importância estabelecer acordos e
Vicências com esse grupo indígena, que durante a época da conquista, demonstrou uma
unidade política e força do ponto de vista bélico.
Gabriel Soares de Souza fez as seguintes referências para a localização dos Potiguar,
Tabajara e Caeté:

Não é bem que passemos já do rio Paraíba, onde se acaba o limite por onde reside o
gentio Potiguar, que tanto mal tem feito aos moradores das capitanias de Pernambuco e
Itamaracá, e a gente dos navios que se perderam pela costa da Paraíba até o rio do Maranhão
(SOUZA, 2000:16).

Este gentio senhoreia esta costa do Rio Grande até a Paraíba, onde se confinaram
antigamente com outro gentio, que chamamos os Caités, que são seus contrários, e se faziam
cruelíssima guerra uns aos outros, e se fazem ainda agora pela banda do sertão onde agora
vivem os Caités, e pela banda do Rio Grande são fronteiros dos Tapuias, que é gente mais
doméstica, com quem estão às vezes de guerra às vezes de paz, e se ajudam uns aos outros
contra os Tabajaras, que vizinham com eles pela parte do sertão (SOUZA, 2000:17).

Os grupos Tupi, do litoral, são caracterizados como grupos ceramistas, cuja cerâmica é
denominada tradicionalmente de Tupiguarani, sendo considerada própria das regiões costeiras
e pertencentes a grupos humanos que moravam em aldeias de forma oval ou circular, com
economia baseada na mandioca (MARTIN, 1997).
Sobre as características e a localização das aldeias Tupi, há a descrição de Soares de
Souza.

Em cada aldeia dos Tupinambás, há um principal, (...). quando este principal assenta
sua aldeia, busca sempre um sítio alto e dasabafado dos ventos, para que lhe lave as casas, e
que tenha água muito perto, e que a terra tenha disposição para de redor da aldeia fazerem
suas roças e granjearias; e como escolhe o sítio a contentamento dos mais antigos, faz o
principal sua casa muito comprida, a que os índios chamam pindoba, e as outras casas da
aldeia se fazem também muito compridas, e arrumadas, de maneira que se lhe fica no meio um
terreiro quadrado, onde fazem bailes e seus ajuntamentos; (...)”.(SOUSA, 2000:262-263).
A descrição de Frei Vicente do Salvador sobre as casas e a localização das aldeias é
também muito parecida com a de Soares de Sousa.
.
Não moram mais em uma aldeia que em quanto não apodrece a palma dos tetos das
casas, que é espaço de três ou quatro anos, e então o mudam para outra parte, escolhendo
primeiro o principal, com o parecer dos mais antigos, o sítio que seja alto, desabafado, com
água perto e terra a propósito pera suas roças e sementeiras, que eles dizem ser a que não foi
ainda cultivada (...) se estas aldeias ficam fronteiras de seus contrários e têm guerras, as
cercam de pau-a-pique mui forte, e as vezes de duas e três cercas todas com suas seteiras e

197
entre uma e outra cerca fazem fossos cobertos de erva, com muitos estrepes de baixo e outras
armadilhas de vigas mui pesadas (...) (SALVADOR, 1965).

Pela descrição desse cronista observa-se que esses grupos habitaram a faixa litorânea e
montavam suas aldeias, de preferência, em locais altos e próximos às fontes de alimentação.
Outros dados importantes são as descrições sobre o número e o tamanho de suas casas e o
formato das aldeias. Informações que, dependendo do contexto e dos processos pós-
deposicionais, podem ser resgatadas pela arqueologia.
Sobre a cerâmica produzida pelos grupos Tupi existem referências sobre a produção,
uso e as características técnicas. Jean de Lery (1980) ressalta a variedade de formas das vasilhas
fabricadas pelos grupos que habitam o litoral. Hans Staden (1974) informa sobre as técnicas de
fabricação e de queima.

(...) potes e grandes vasilhas de barro para fazer conservar a bebida do cauim, e
também panelas redondas e ovais, frigideiras mediana e pequenas, pratos e outra espécie de
vaso de barro, que não é bem lisa por fora, mas é tão perfeitamente polida no interior, e tão
completamente vidrada com certo licor branco, que endurece, que não é possível aos nossos
oleiros de cá prepararem melhor as suas louças de barro(...) diluíam “tintas pardacentas” e
traçavam a pincel, na louça, numerosos desenhos, como “ramagens, lavores eróticos”,
principalmente nas peças onde guardavam farinha e outros mantimentos; as figuras diferiam
umas das outras, pois não possuíam modelo. Muitas vezes o forno de cozer a louça consistia
em uma cova. Os vasos destinados as bebidas fermentadas eram geralmente de notável
dimensão. (LERY apud PINTO, 1938:151)
Gabriel Soares de Sousa descreve, em dois de seus capítulos, as cerimônias que os
Tupinambá realizavam quando da morte de um dos habitantes da aldeia, assim como das
práticas realizadas quando o morto é o principal, sua mulher ou seu filho.
(...) quando morre algum moço, filho de algum principal, que não tem muita idade,
metem-no em cócoras, atados os joelhos com a barriga, em um pote em que ele caiba, e
enterram o pote na mesma casa debaixo do chão, onde o filho e o pai, se é morto, são chorados
muitos dias (SOUSA, 2000: 289).

Pelo exposto, observa-se que a zona da mata era uma área com concentração de
ocupações indígenas, no momento da conquista portuguesa, principalmente dos indígenas
denominados como Caeté. Também foi a região onde havia a maior concentração de engenhos
no Brasil, e Pernambuco, até a invasão da Companhia das Índias, era a principal área açucareira
da colônia. Através dos documentos do período colonial foi constatado que a cultura da cana
também utilizou o trabalho indígena, tanto nas lavouras de subsistência como em tarefas
complementares ao funcionamento da produção açucareira (SCHWARTZ,1995).
Consequentemente o indígena estava presente em vários locais da zona litoral-mata e
em diferentes fases da implantação do sistema açucareiro em Pernambuco. Seja nas disputas
pela terra, seja como trabalhador escravo nos engenhos, seja como aliado dos portugueses.

198
7.6.5. Contexto histórico e geográfico do município de nazaré da mata

Por ocasião da doação da Sesmaria doada à Manuel Bezerra Cunha, em 18 de junho de


1581, as terras, hoje denominadas de Nazaré da Mata, eram conhecidas pelo nome de Lagoa
d’Antas. Essa Sesmaria foi posteriormente vendida, em duas partes, a proprietários diferentes
no final do século XVIII. Uma parte foi comprada por João Manuel e a outra, no lado Sul, que
fazia fronteira com o rio Tracunhaém, pelo seu cunhado Urbano Pereira da Silva, que ali
instalou um engenho, o qual denominou de Lagoa d’Antas.
Em 04 de abril de 1804, Felipa da Costa Coutinho, esposa de Urbano Pereira doa, em
cartório, uma parte das terras para construção de uma pequena ermida dedicada à Imaculada
Conceição de Nazaré. A construção da capela, por volta de 1808, passou a atrair devotos que
foram se instalando na região, formando um povoado. Em homenagem à santa, a localidade
passou a chamar-se também Nossa Senhora da Conceição de Nazaré ou, simplesmente, Nazaré.
Em 1812, esse povoado já era bem conhecido pelo seu comércio.
Inicialmente, o comércio da região, a exemplo de tantos outros em Pernambuco, vivia
da venda da madeira das florestas, para exportação, principalmente do Pau Brasil. A exploração
da floresta para esse fim esgotou o fornecimento, devido a destruição das mesmas. A
substituição desse comércio passou então para os engenhos e a pecuária.
A adequação do solo e do clima para o plantio da cana de açúcar atraiu um grande
número de engenhos para a região. A produção de açúcar tornou-se o principal produto de
exportação do Brasil. As consequências culturais para Pernambuco, por conta do monopólio
do açúcar, foram traços sociais e culturais específicos, principalmente pela sua dependência de
escravos, trazidos, principalmente da África.
Sendo Nazaré da Mata um grande produtor de açúcar a comunicação com outros
municípios e o escoamento da produção eram fatores essenciais, os quais, a chegada da
companhia inglesa Great Western em vinte de fevereiro de 1882 (posteriormente Rede
Ferroviária do Nordeste), ajudou a impulsionar.
As principais datas comemorativas do município são em 17/05/1833 quando por
resolução do Conselho do Governo de Pernambuco, a povoação de Nazaré foi desmembrada
da Vila de Igarassu e elevada à categoria de Vila e sede de comarca, a qual abrangia os termos
de Nazaré e Paudalho; em 20/05/1833 foi elevado à categoria de Vila com denominação de
Nazaré, desmembrado de Olinda; em 05/06/1883 é criado o distrito de Lagoa Seca, pela Lei
Provincial nº1780; em 09/10/1833 é realizada a instalação da Vila, por Resolução do Conselho
do Governo de Pernambuco; em 11/06/1850 foi elevada à categoria de cidade, Lei Provincial
nº 258. Só em 31/12/1943, o nome da cidade recebe o termo “da Mata”.
Em relação ao contexto geográfico Nazaré da Mata está localizada na Mesorregião
Mata Norte Pernambucana e Microrregião Mata Setentrional Pernambucana, nas coordenadas
Latitude 7°44’31” Sul e Longitude 35°13’40” Oeste, com uma altitude média de 89 metros
acima do nível do mar.
Tem uma extensão territorial de 130,572 km², há uma distância de Recife 65 km (Figura
84). É composto da sede, e dos distritos de Lagoa Seca e Angélica. O acesso é através das
rodovias BR 408, PE 52, PE 59. Seus limites são: ao Norte, com os municípios de Vicência,

199
Condado e Timbaúba; ao Leste com Tracunhaém; ao Oeste com Vicência, Buenos Aires e
Carpina; e ao Sul com Tracunhaém.

Figura 84 - Vista geral de Nazaré da Mata


Fonte: Equipe Arqueológica

7.6.6. Procedimentos metodológicos de pesquisa

O desenvolvimento desta pesquisa ocorreu em duas fases principais: uma de laboratório e outra
de campo. A primeira é a pesquisa bibliográfica que compreende buscar dados secundários em
livros, trabalhos acadêmicos, divulgações nas redes sociais, órgãos públicos relacionados com
o patrimônio e no site da Prefeitura, entre outras, que envolvam o tema a ser estudado. A
segunda é a pesquisa de campo que busca dados primários e registros fotográficos, entre outras
necessidades para a complementação das informações.

[Link].Objeto de estudo

O objeto de estudo é o diagnóstico de caracterização e avaliação da situação atual do patrimônio


cultural nas áreas de influências do empreendimento. Considerando os bens tombados pelo
IPHAN, FUNDARPE e outros órgãos municipais de proteção ao patrimônio cultural.

200
[Link].Patrimônio Cultural Material

Os bens do patrimônio cultural brasileiro estão protegidos pela Constituição Federal de


1988. São considerados como patrimônio cultural brasileiro os bens de natureza material e
imaterial, que individualmente ou no seu conjunto, constituam referência à identidade, à ação
e à memória dos diferentes grupos formadores da nossa sociedade (art. 216), onde se incluem,
entre outros, “os conjuntos urbanos e sítios de valor histórico, paisagístico, artístico,
arqueológico, paleontológico, ecológico e científico” (inc. V), de qualquer natureza, origem ou
finalidade, que representem testemunhos da cultura. Os vestígios culturais dos paleoamerídios
do Brasil, tais como sambaquis, montes artificiais ou tesos, poços sepulcrais, jazigos, aterrados,
estearias e quaisquer outras de significado idêntico, nos quais e encontram vestígios de
ocupação, estão incluídos nessa proteção.
Têm especial proteção, pelo Poder Público, os monumentos arqueológicos ou pré-
históricos existentes no território brasileiro, conforme a Lei Federal no 3.924, de 26 de julho de
1961. As jazidas arqueológicas ou pré-históricas, de qualquer natureza, são consideradas bens
patrimoniais da União (art. 7º). Qualquer ato que importe na destruição ou mutilação dos
monumentos será considerado crime contra o Patrimônio Nacional (art. 5º). O patrimônio
histórico e artístico nacional é protegido pelo Decreto-Lei Federal no 25, de 30 de novembro
de 1937, e Lei Federal no 6.292, de 15 de dezembro de 1975.
Os bens culturais de Nazaré da Mata estão aqui estruturados de acordo com a finalidade
de usos: a) engenhos ou ruínas de engenhos que pertenciam a finalidade econômica; b) Igrejas
tombadas ou não, que pertencem a crença católica, religião predominante na constituição do
município; c) núcleo residencial histórico; d) cultura imaterial, que traduzem as crenças e
tradições formadas ao longo do tempo; e) paisagístico, naturais ou construídos.

201
7.6.7. Engenhos ou ruínas de engenhos que pertenciam a finalidade econômica

a) Engenho Bonito

O engenho Bonito é tombado pelo IPHAN e pela FUNDARPE, com todo o seu acervo, devido
a existência, no seu conjunto de uma capela denominada Capela de São Francisco Xavier. Está
situado a 7 km da sede do município de Nazaré da Mata. Além da capela possui a casa grande.

b) Engenho Camarazal – Coordenadas 25M0250492/9145515

Figura 85 - Casa grande


Fonte: Equipe Arqueológica

Figura 86 -Edifícios de apoio


Fonte: Equipe Arqueológica

202
c) Engenho Cacicule – Coordenadas 25M 0256665/9146258

Figura 87 - Cemitério do engenho Cacicule


Fonte: Equipe Arqueológica

Figura 88 - Casa grande do engenho Cacicule


Fonte: Equipe Arqueológica

d) Engenho Cueirinha
Tem uma casa grande que data de 1933. Fica distante oito quilômetros do centro urbano. Sua
função hoje é de pousada e lazer, onde recebe visitantes e hospedes. Possui uma capela.

e) Engenho Cumbe – Coordenadas 25M 0257426/9147469

O engenho não tem suas funções originais. Possui apenas edificações que abrigam a sede do
Maracatu Cambinda, além de um museu com as indumentárias, estandartes e objetos
centenários do Maracatu.

203
Figura 89 - Sede do Maracatu Cambinda
Fonte: Equipe Arqueológica

f) Engenho Jaguamirim – Coordenadas 25M 0257820/9151146

Figura 90 - Engenho Jaguamirim


Fonte: Equipe Arqueológica

204
g) Engenho Lagoa – Coordenadas 25M 0249090/9146970

Em ruínas. É utilizado como loteamento, para equipamentos de saúde, escola e outras funções
de interesse do município.

Figura 91 - Vista das ruínas do engenho


Fonte: Equipe Arqueológica

h) Engenho Lagoa Dantas – coordenadas 25M 0253270/9144220


Possui o conjunto de edificações do engenho preservado.

Figura 92 - Casa Grande


Fonte: Equipe Arqueológica

205
Figura 93 - Edificações de apoio
Fonte: Equipe Arqueológica

i) Engenho Limeirinha - Não foi encontrado

j) Engenho Morojó - Não foi encontrado

k) Engenho Salgado – possui um conjunto de edificações preservadas.

l) Engenho Santa Fé - O Engenho Santa Fé foi construído em 1942, hoje tornou-se uma
pousada engenho.

m) Engenho Teimoso e Destilaria PAL Teimoso – Coordenadas 25M 0252164/9148461

206
Figura 94 - Arruado a margem da estrada
Fonte: Equipe Arqueológica

Figura 95 – Ruínas da destilaria


Fonte: Equipe Arqueológica

207
n) Engenho Terra Nova – Coordenadas 25M 0252128/9151262

Figura 96 - Engenho Terra Nova. Ruína da igreja e escola rural municipal


Fonte: Equipe Arqueológica

o) Engenho Várzea Grande – Coordenadas 25M 0253018/9146261


Possui algumas edificações, cemitério com uma capela.

Figura 97 - Vista geral


Fonte: Equipe Arqueológica

208
p) Engenho Ventura – Coordenadas 25M 0251013/9149120
Muito bem conservado, embora tenha muitos edifícios sem uso.

Figura 98 - Casa grande e outras edificações


Fonte: Equipe Arqueológica

Figura 99 – Vista parcial


Fonte: Equipe Arqueológica

7.6.8. Igrejas católicas

a) Catedral de Nossa Senhora da Conceição - Coordenadas 25M 0254464/9143577


Construída em 1920, situa-se na Praça Papa João XXIII.

209
Figura 100 - Catedral de Nossa Senhora da Conceição
Fonte: Equipe Arqueológica

b) Capela do engenho Lagoa Dantas - coordenadas 25M 0253270/9144220


Edifício bem conservado.

Figura 101 - Capela do engenho Lagoa Dantas


Fonte: Equipe Arqueológica

210
c) Capela do Cemitério do engenho Várzea Grande - Coordenadas 25M
0253018/9146261.

Figura 102 - Capela do Cemitério do engenho Várzea Grande


Fonte: Equipe Arqueológica

Figura 103 - Capela do engenho Várzea Grande


Fonte: Equipe Arqueológica

211
d) Capela de São Francisco Xavier

Situa-se no Engenho Bonito. Tombada pelo IPHAN e todo o conjunto do engenho,


tombado ela FUNDARPE. Processo 293-T-1949
Seu primeiro templo foi construído pelos jesuítas em 1606, tendo restado dessas obras
apenas os alicerces laterais, aproveitados para a construção da nova capela, concluída em 1747.
Atualmente, este edifício compõe o espaço edificado do engenho, juntamente com a casa‐
grande, ocupando uma área de topografia acidentada
É notoriamente um exemplar remanescente da arquitetura religiosa rural do século
XVIII, apesar de sua composição volumétrica denunciar aspectos de uma construção mais
antiga, com características da arquitetura jesuítica. No ano de 1759, a capela foi reformada,
recebendo decoração com traços barrocos.

Figura 104 - Capela de São Francisco Xavier


Fonte: Acervo Digital do IPHAN

212
e) Igreja do engenho Cacicule - Coordenadas 25M 0256665/9146258
Reconstruída em 1768, hoje está em ruínas.

Figura 105 - Igreja do engenho Cacicule


Fonte: Equipe Arqueológica

Figura 106 - Igreja do engenho Cacicule. Na fachada está gravado o ano de reconstrução.
Fonte: Equipe Arqueológica

213
f) Igreja de Santa Terezinha - Rua Nunes Machado – Coordenadas 25M
0253875/9143367.

Figura 107 - Igreja Santa Terezinha


Fonte: Equipe de arqueologia

g) Igreja de São Sebastião do Cemitério Público de São Sebastião – Coordenadas 25M


0254179/9143557. Bem preservada.

Figura 104 - Igreja de São Sebastião


Fonte: Equipe de arqueologia

214
h) Igreja do Bom Jesus - Coordenadas 25M 0254259/9143520. Situada na Praça Carlos
Gomes Bem preservada.

Figura 108 - Igreja Bom Jesus


Fonte: Equipe de arqueologia

i) Ruínas da Igreja do Engenho Terra Nova - Coordenadas 25M 0252128/9151262.


Construção de 1902. Seu estado é de ruínas.

Figura 109 - Ruínas da Igreja do Engenho Terra Nova.


Fonte: Equipe Arqueológica

215
7.6.9. Núcleo Residencial Histórico

Figura 110 - Residência da Rua João Manoel Vieira de Melo


Fonte: Equipe Arqueológica

Figura 111 - Residência na Praça Papa João XXIII


Fonte: Equipe Arqueológica

216
Figura 112 - Casario da Praça Herculano Bandeira de Melo
Fonte: Equipe Arqueológica

Figura 113 - Casario da Praça Herculano Bandeira de Melo


Fonte: Equipe Arqueológica

217
Fórum – Rua Bom Jesus – Coordenadas 25M 0254342/9143544

Figura 114 - Fórum


Fonte: Equipe Arqueológica

Figura 115 - Edifício da rua Bom Jesus


Fonte: Equipe Arqueológica

218
Figura 116 - Edifício da rua Bom Jesus
Fonte: Equipe Arqueológica

Figura 117 - Casario da Rua João Manuel Vieira de Melo


Fonte: Equipe de arqueologia

219
Figura 118 - Casario da Rua João Manuel Vieira de Melo – 25M 0254176/9143426
Fonte: Equipe de arqueologia

Figura 119 - Casario da Praça Carlos Gomes


Fonte: Equipe de arqueologia

220
Figura 120 - Residência da Praça Carlos Gomes
Fonte: Equipe de arqueologia

Figura 121 -Casario da Praça Carlos Gomes


Fonte: Equipe de arqueologia

221
7.6.10. Praças

a) Praça Carlos Gomes – Coordenadas 25M 0254259/9143520

Figura 122 - Praça Carlos Gomes


Fonte: Equipe de arqueologia

b) Praça Papa João XXIII - Coordenadas 25M 0254464/9143577


Inaugurada em 14 de agosto de 2020.

Figura 123 - Praça Papa João XXIII


Fonte: Equipe Arqueológica

222
c) Praça Herculano Bandeira de Melo – Coordenadas 25M 0254554/9143596

Figura 124 - Praça Herculano Bandeira de Melo


Fonte: Equipe Arqueológica

d) Praça do Clube Condor Esporte Clube

Figura 125 - Praça do Clube Condor Esporte Clube


Fonte: Equipe Arqueológica

223
e) Praça do Obelisco e Santuário – Coordenadas 25M 0254554/9142907

Figura 126 - Obelisco


Fonte: Equipe Arqueológica

Figura 127 - Santuário


Fonte: Equipe de arqueologia

a) Parque dos Lanceiros - Coordenadas 25M 0253585 - 9143216


O parque tem esculturas representando os 20 grupos de maracatus existentes em Nazaré. As
esculturas foram criadas pelo artista Cavani Rosas. Foi reformada em 2022.

224
Figura 128 - Esculturas de caboclos
Fonte: Equipe de arqueologia

b) Centro Cultural Mauro Mota - Coordenadas 25M 0253643/9143180


Localizado no edifício do antigo matadouro, abriga as indumentárias e instrumentos do
Maracatu.

Figura 129 - Fachada do Centro Cultural Mauro Mouta


Fonte: Equipe de arqueologia

225
Figura 130 - Acervo do Centro Cultural Mauro Mouta
Fonte: Equipe de arqueologia

c) Monumento Brasil 500 anos – Coordenadas 25M 0253534/9143248

Figura 131 - Monumento em homenagem ao aniversário de 500 anos do Brasil.


Fonte: Equipe de arqueologia

d) Terminal Ferroviário de Nazaré da Mata - Coordenadas 25M 0254153/9142543


(Great Western (1882-1950) - Rede Ferroviária do Nordeste (1950-1975) - REFSA
(1975-1996) - Linha Norte – 73km Altitude 58m. Tombada pelo IPHAN junto com todo
o espólio da REFSA, no Estado de Pernambuco.

226
Figura 132 - Ruínas da Estação ferroviária
Fonte: Equipe de arqueologia

7.6.11. Patrimônio Cultural Imaterial

O patrimônio imaterial inclui, entre outros, os costumes, as crenças e as tradições de


uma sociedade, que são transmitidas de geração em geração e, que permitem, a
continuidade de uma determinada cultura ou de um sistema social.
O estudo do patrimônio cultural é de grande relevância, sendo esse bem jurídico a
expressão da própria sociedade e de cidadania. Sua importância vem do fato de que o
patrimônio cultural serve de nexo com a história e com a memória coletiva dos povos,
contribuindo para que estes mantenham sua identidade, seus valores, sua cultura.
A própria Constituição Federal vigente, em seus art. 215 e 216, protege e reconhece
a relevância de se tutelar o patrimônio cultural, inclusive, no âmbito penal, quando afirma
como cultura: “formas de criar, fazer e viver”. A Constituição também, criminaliza algumas
condutas que podem lesionar ou colocar em perigo de lesão esse bem jurídico. Antes
previstas no Código Penal, essas condutas foram inseridas, em 1998, na Lei dos Crimes
Ambientais.
O IPHAN define os bens Registrados (patrimônio imaterial) como: “Os bens culturais
de natureza imaterial dizem respeito àquelas práticas e domínios da vida social que se
manifestam em saberes, ofícios e modos de fazer; celebrações; formas de expressão
cênicas, plásticas, musicais ou lúdicas; e nos lugares (como mercados, feiras e santuários
que abrigam práticas culturais coletivas)”.

227
Nazaré da Mata se destaca, em relação aos bens imateriais com o Maracatu. São mais
de vinte representações cadastradas no município. O município chega a ser chamado como a
terra do Maracatu. Entre os blocos que se destacam há o Maracatu Piaba Dourado, o
Maracatu Estrela de Ouro, o mais antigo de Pernambuco, o Maracatu Rural Cambinda
Brasileira, o Maracatu Águia Misteriosa, fundado em 03 de março de 1991 e o Maracatu
só de mulheres.

Figura 133 - Lanceiro. Personagem do Maracatu


Fonte: Equipe de arqueologia

Figura 134 - Símbolos do Maracatu Águia Misteriosa


Fonte: Equipe de arqueologia

228
Figura 135 - Trajes usados pelo Maracatu Cambinda Brasileira
Fonte: Equipe de arqueologia

Em Nazaré da Mata também tem destaque na área da cultura imaterial, a Revoltosa, banda
escolar que transmite essa cultura musical desde 1915; a Sociedade Musical Enterpina Juvenil
Nazarena; e a Sociedade Musical 5 de Novembro. Também existe um Ponto de Cultura e o
Patrimônio Vivo.

a) Festas religiosas

A cultural imaterial também se expressa local se expressa nas festas e celebrações de caráter
religioso, como a festa de Nossa Senhora da Conceição celebrada no dia 8 de dezembro e outras
tradicionais no calendário religioso como a Semana Santa, natal, entre outras.

b) Festas Profanas

Entre as mais esperadas estão o Carnaval, São João, aniversário da cidade e o Encontro de
Maracatus realizado no mês de outubro.

c) Patrimônio Arqueológico

Não há registro no IPHAN de sítio Arqueológico em Nazaré da Mata, além do Engenho Bonito.

7.6.12. CONCLUSÃO

Os bens culturais de Nazaré da Mata estão necessitando de cuidados sistemáticos por


parte da administração do município. Pouco resta dos engenhos. Os poucos edifícios
remanescentes do início da ocupação estão sendo descaracterizados. É necessário maior
incentivo para as tradições de danças e representações populares. Sem ações efetivas, em breve,
o município perderá muito de sua cultura tradicional.

229
8. PASSIVO AMBIENTAL

As áreas assim definidas como diretamente afetada (ADA), de influência direta (AID)
e indireta (AII) pela instalação e funcionamento da CTR Nazaré da Mata possuem
características antropizadas, predominantemente destinada para o pastoreio de gado bovino,
talhões de plantio de cana de açúcar e culturas anuais. Em relação às Áreas de Preservação
Permanente observa-se a presença de um pequeno lago artificial de pouco mais de 1000 m² na
Área de Influência Direta, provavelmente para suporte a dessedentação animal, com cobertura
vegetal herbácea e arbustiva, não sendo observadas perturbações ambientais significativas que
exijam intervenções para atenuação de possíveis impactos ambientais.
No entorno imediato, já localizada na área de influência direta verifica-se a presença de
mais dois corpos d’água sendo um com aproximadamente 0,73 hectares totalmente inserido na
AID e outro açude de maiores proporções com 2,1 hectares de lâmina d’água localizados na
AID e 5,82 hectares de sua lâmina d’água localizados na AII. Ambos os corpos d’água não
apresentam sinais de assoreamento, não havendo a necessidade de intervenções para contenção
ou interrupção de perturbações ambientais ou início de processos erosivos e ravinamento.

Figura 136 – Lago localizado na AII


Fonte: Kiwiks, 2023

230
As linhas de drenagem apresentam-se sem indícios de início de processos erosivos, não
sendo identificado nenhum passivo que necessite de intervenção técnica para correção, assim
como não há presença de taludes ou cortes de terra na ADA. Na AID existe a presença de um
lixão com área aproximada de 2,2 hectares, sendo este a maior perturbação ambiental observada
e o maior catalisador de impactos ambientais.

Figura 137-- Lixão desativado no entorno da ADA e AID.


Fonte: Kiwiks, 2023

As características fisiográficas e de uso e ocupação do solo da ADA, AID e entorno


imediato são, em sua totalidade, moldadas pelo sistema de produção agropecuário
predominante na região. As condições mínimas de abrigo à vida animal silvestre na área podem
ser encontradas nas pequenas manchas de cobertura vegetal arbórea-arbustiva e nas
proximidades dos corpos d’água. A baixa taxa de cobertura florestal e a monocultura da cana-
de-açúcar criam uma matriz predominante na paisagem, as quais configuram uma barreira
natural para possibilitar a criação de corredores ou a conexão entre áreas vegetadas. Em termos
ecológicos e de passivos ambientais é importante ressaltar que os limiares de percolação e de
fragmentação para região, incluindo a ADA, AID e AII podem ser considerados críticos e não
possibilitam minimamente que uma determinada espécie transite na paisagem sem precisar sair
do seu habitat natural.

231
9. IDENTIFICAÇÃO E AVALIAÇÃO DE IMPACTOS AMBIENTAIS

A implantação e desenvolvimento de qualquer empreendimento ou atividade


econômica cria contato direto com o geoespaço, perturbando a dinâmica natural dos sistemas
ecológicos, antropológicos e geológicos. Requer, portanto, uma perspectiva multidisciplinar e
interdisciplinar com o objetivo de descrever, medir e propor medidas para garantir a qualidade
ambiental e minimizar os riscos associados às externalidades geradas pelas atividades,
internalizando ao máximo as perturbações geradas pelos processos, reduzindo assim o impacto
no meio ambiente.
Partindo dos princípios dos requisitos de avaliação do sistema, observando os resultados
dos estudos técnicos contidos neste documento, e relacionando a escala de rotinas atribuídas à
gradação de perturbações e seus efeitos, passamos a observar os padrões comportamentais
dessa relação. Assim passa-se a considerar os critérios de Fase cronológica do empreendimento,
Meio, Efeito, Natureza, Temporalidade, Abrangência, Periodicidade, Reversibilidade,
Magnitude e Permanência. Cada Indicador possui uma subclassificação definida como critério
(Quadro 30).

232
Quadro 30 - Classificação dos indicadores e critérios de Avaliação de Impacto Ambiental
Indicador Critério Sigla Descrição do critério Definições
Fases de prospecção, estudos geotecnológicos,
ambientais e sociais para subsidiar a instalação
Planejamento P do empreendimento

Serviços, rotinas e implantação da


infraestrutura necessária a operação do
Fase cronológica
do Instalação I empreendimento
empreendimento
CTR funcionando de acordo com os seus
objetivos, condicionantes ambientais,
Operação O planejamento e planejamento

100% da capacidade do aterro, encerramento


Encerramento E das operações

Quando resulta em melhoria das condições


Positivo (+) socioambientais; Característica do impacto quanto aos seus efeitos benéficos ou
Efeito
adversos aos fatores ambientais.
Negativo (-) Quando a atividade provoca danos ou perda;

Meio Físico MF Compreende solo, recursos hídricos, relevo

Grupos biológicos da fauna e da flora,


Característica do impacto quanto ao componente do meio
Direcionalidade Meio Biótico MB composição da paisagem
ambiente que recebe seu efeito.
Meio Comunidades, dinâmica social e econômica,
Socioeconômico MS infraestrutura urbana

Direto D Decorrente das atividades do empreendimento;


Distingue se o impacto resulta diretamente de uma ação do
Natureza Decorrente do somatório das interferências
empreendimento ou se o impacto se dá secundariamente à ação.
geradas (impactos de segunda ou terceira
Indireto I ordem);

233
Indicador Critério Sigla Descrição do critério Definições
Quando o impacto encerra juntamente com a
Temporário Te atividade que o causou

Quando o impacto se repete sempre que se


inicia uma atividade, ou seja, quando a
Traduz a frequência esperada de ocorrência do impacto na fase
Periodicidade atividade encerra o impacto 'deixa de existir e
analisada (planejamento, instalação e operação)
quando a atividade retorna o impacto surge
Cíclico Ci novamente (Ciclos).

Quando o impacto permanece mesmo após o


Permanente Pe encerramento da atividade;

Ocorre simultaneamente à realização da


Imediato Im atividade de 0 a 5 anos.
Traduz a duração do efeito do impacto no ambiente,
Curto Prazo CP Ocorre entre 5 a 10 anos considerando, de acordo com a Resolução Consema-PE nº
Temporalidade
04/2010: imediato – de 0 a 5 anos; curto prazo – de 5 a 10 anos;
Médio prazo Mp Acontece entre 10 a 20 anos; médio prazo – de 10 a 20 anos; longo prazo – acima de 20 anos.

Longo prazo Lp Acima de 20 anos

Local Lo Quando os impactos ocorrem na ADA;


Traduz a dimensão geográfica do efeito do impacto,
Restrito Rt A ocorrência fica restrita à AID;
considerando as áreas de influência: local – o impacto tem efeito
Abrangência apenas na ADA; restrito – o impacto tem efeito na AID; regional
Regional Rg A ocorrência afeta a AII; – o impacto tem efeito na AII; global – o impacto tem efeito além
da AII.
Quando a ocorrência tiver relevância Nacional
Global G ou interesse coletivo.

Se o fator alterado pode restabelecer-se como Traduz a capacidade do ambiente de retornar ou não à sua
Reversibilidade
Reversível Re antes condição original após cessada a ação impactante. Os impactos

234
Indicador Critério Sigla Descrição do critério Definições
Podendo ser compensado, mas não mitigado ou negativos reversíveis poderão ser evitados ou mitigados, os
Irreversível Ir evitado impactos negativos irreversíveis serão compensados.

Quando não resta dúvidas sobre a ocorrência do


Certa Ce impacto
Probabilidade de
Ocorrência Provável Pv Quando se estima que o impacto possa ocorrer Avalia a probabilidade de ocorrência do impacto.

Quando não é esperado que o impacto se


Pouco provável Pp manifeste

Tem pouca significância em relação ao


Baixa Bx universo do impacto
Traduz a intensidade do efeito do impacto no meio ambiente,
considerando a expressividade do efeito, as medidas necessárias
Magnitude Média Md Ocupa situação intermediária;
para seu controle, a necessidade de compensação ambiental,
entre outros fatores.
Impactos que apresentam altos índices de
Alta Al relevância.

Baixa Bx
Traduz a importância do impacto em função de Traduz a importância do impacto em função de todos os outros
Importância Moderada Mo todos os outros critérios avaliados. critérios avaliados.
Alta Al
Fonte: Kiwiks, 2023 observando o TR da CPRH, com adaptações da equipe.

235
Para a atribuir as respectivas avaliações por critério e em função das perturbações,
consequentemente suas derivações para impacto ambiental, foi utilizado o método ad hoc que
consiste na construção de um painel composto por especialistas a fim de obter informações e
opiniões qualitativas, relativamente precisas sobre o futuro. A partir da avaliação conjunta
foram definidos os elementos da Matriz de Impacto Ambiental considerando as diferentes fases
do projeto sendo elas: Planejamento, Instalação, Operação e Encerramento da Atividade. Os
cenários, impactos ambientais e recursos impactados foram definidos a partir do diagnóstico
ambiental dos meios físico, biótico e socioeconômico (Quadro 31).

Quadro 31-- Cenários, impactos ambientais e recursos impactados com a instalação da CTR Nazaré da Mata.
Continua
Cenário Impacto Ambiental Recurso Impactado

Interferências em espécies vegetais ou animais, endêmicas, raras,


Meio Biótico vulneráveis, em processo de extinção, de interesse comercial, FLORA/FAUNA
alimentício e científico.

Atração e proliferação de vetores de doenças devido à implantação e


Meio Biótico SAÚDE PÚBLICA
operação do empreendimento.

Interferências sobre a fauna associada aos ambientes naturais e


Meio Biótico FAUNA
antrópicos afetados (perda de habitats, afugentamento de fauna etc.).

Interferência na Área de Preservação Permanente de curso d’água na


Meio Biótico FLORA/FAUNA
AID

Meio Biótico Impactos sobre a fauna FAUNA

Meio Biótico Recomposição e ampliação da flora e fauna FAUNA / FLORA

Meio Biótico Afugentamento e redução de habitat para fauna FAUNA

Meio Biótico Atropelamento da fauna FAUNA

Meio Biótico Acidentes envolvendo animais FAUNA

Meio Biótico Proliferação de vetores e aparecimento da fauna sinantrópica FAUNA

Meio Biótico Disponibilizar informações sobre a biodiversidade local FAUNA/FLORA

Meio Biótico Supressão de vegetação nativa FLORA

Meio Biótico Redução capacidade de resiliência do ambiente FLORA/FAUNA

Meio Biótico Alterações na paisagem FLORA

Meio Biótico Preservação de áreas naturais

Meio Físico Alteração da qualidade da água superficiais e subterrâneas ÁGUA

Meio Físico Interferência na drenagem natural ÁGUA

Meio Físico Contaminação do solo SOLO

236
Cenário Impacto Ambiental Recurso Impactado

Meio Físico Contaminação do subsolo SOLO

Meio Físico Impactos sobre o lençol freático e estabilidade dos solos SOLO

Meio Físico Aceleração de processos erosivos SOLO

Meio Físico Aumento do Assoreamento de corpos d'água ÁGUA/SOLO

Meio Físico Aumento da instabilidade de encostas e risco de desabamento SOLO

Impactos decorrentes da exploração de jazidas e empréstimos e do


descarte de materiais em áreas de depósito temporário (material
Meio Físico SOLO
excedente de escavações, restos de vegetação, solo e rochas alteradas
etc.).

Meio Físico Alteração da qualidade do ar (poeira) AR

Meio Físico Alteração da qualidade do ar (gases) AR

Meio Físico Alteração da qualidade do ar (odores) AR

Meio Físico Aumento dos índices de ruído AR

Meio Físico Impactos decorrentes do manuseio de resíduos sólidos. SOLO/ÁGUA

Meio Físico Poluição por resíduos não adequadamente dispostos. SOLO/ÁGUA

Riscos de acidentes por produtos químicos, materiais tóxicos ou


SOLO/ÁGUA/SAÙDE
Meio Físico explosivos durante a fase de instalação e operação do empreendimento
HUMANA
que possam resultar em dano às pessoas ou ao meio ambiente.

Alterações na paisagem, considerando a descaracterização da área para


Meio Físico SOLO/ÁGUA/FLORA
implantação do empreendimento

Meio Físico Melhora na qualidade do ar AR

Meio Físico Redução na emissão de gases de efeito estufa AR

Meio Físico Recuperação de recursos SOLO/ÁGUA/FLORA

SOLO/ÁGUA/AR/FLOR
Meio Físico Redução na geração de lixo A/ FAUNA/SAÚDE
PÚBLICA

Meio Físico Redução da poluição hídrica ÁGUA

Meio Físico Redução do desperdício de água ÁGUA

Meio Físico Redução da emissão de gases de efeito estufa AR

Meio Físico Redução da contaminação do solo SOLO

Aumento da demanda por serviços públicos de abastecimento d’água,


INFRAESTRUTURA
Meio Socioeconômico esgotamento sanitário, resíduos sólidos, energia elétrica, serviços de
REGIONAL
utilidade pública etc., durante a execução das obras.

Riscos de acidentes com a população local e com o pessoal alocado


Meio Socioeconômico SAÚDE PÚBLICA
para as obras.

Riscos à saúde da população, aos trabalhadores e ao meio ambiente


Meio Socioeconômico SAÚDE PÚBLICA
como consequência do funcionamento da CTR

237
Cenário Impacto Ambiental Recurso Impactado

ASPECTOS SOCIAIS E
Meio Socioeconômico Desvalorização imobiliária do entorno.
CULTURAIS

ASPECTOS SOCIAIS E
Meio Socioeconômico Manutenção/geração de impostos.
CULTURAIS

Interferências no Patrimônio Cultural (arqueológico, histórico, ASPECTOS SOCIAIS E


Meio Socioeconômico
paisagístico, imaterial, espeleológico e paleontológico). CULTURAIS

ASPECTOS SOCIAIS E
Meio Socioeconômico Alteração das condições de qualidade de vida
CULTURAIS

ASPECTOS SOCIAIS E
Meio Socioeconômico Geração de expectativa na população
CULTURAIS

Meio Socioeconômico Risco de acidentes com a população local e temporária SAÚDE PÚBLICA

SITUAÇÃO
Impactos sociais de eventuais necessidades de desapropriações e
Meio Socioeconômico DEMOGRÁFICA
remoção da população
RURAL E URBANA

SITUAÇÃO
Meio Socioeconômico Geração de empregos diretos e indiretos DEMOGRÁFICA
RURAL E URBANA

NÚCLEOS
Meio Socioeconômico Aumento temporário da circulação de pessoas
POPULACIONAIS

INFRAESTRUTURA
Meio Socioeconômico Aumento do fluxo de acesso e aumento no tráfego de veículos
REGIONAL

ASPECTOS SOCIAIS E
Meio Socioeconômico Melhoria da qualidade de vida da população atendida
CULTURAIS

ASPECTOS SOCIAIS E
Meio Socioeconômico Fonte de energia renovável CULTURAIS

Meio Socioeconômico Proteção da saúde pública SAÚDE PÚBLICA

ASPECTOS SOCIAIS E
Meio Socioeconômico Redução dos custos com disposição de resíduos
CULTURAIS

ASPECTOS SOCIAIS E
Meio Socioeconômico Incentivo à inovação
CULTURAIS

ASPECTOS SOCIAIS E
Meio Socioeconômico Contribuição para o cumprimento de metas ambientais
CULTURAIS

FLORA/FAUNA/ASPE
Meio Socioeconômico Prevenção de incêndios CTOS SOCIAIS E
ECONÔMICOS

ASPECTOS SOCIAIS E
Meio Socioeconômico Aumento da conscientização ambiental
CULTURAIS

ASPECTOS SOCIAIS E
Meio Socioeconômico Fortalecimento da gestão de resíduos
CULTURAIS

ASPECTOS SOCIAIS,
Meio Socioeconômico Promoção da economia circular CULTURAIS E
ECONÔMICOS

238
Cenário Impacto Ambiental Recurso Impactado

ASPECTOS SOCIAIS,
Meio Socioeconômico Atração de investimentos CULTURAIS E
ECONÔMICOS

INFRAESTRUTURA
REGIONAL/ASPECTO
Meio Socioeconômico Redução da pressão sobre os aterros sanitários S SOCIAIS E
ECONÔMICOS/ MEIO
AMBIENTE

ASPECTOS SOCIAIS E
Meio Socioeconômico Redução dos custos com a gestão de resíduos
ECONÔMICOS

ASPECTO
Meio Socioeconômico Geração de energia renovável ECONÔMICO E
AMBIENTAL

ASPECTO SOCIAL E
Meio Socioeconômico Aproveitamento de subprodutos
ECONÔMICO

ASPECTO
Meio Socioeconômico Fortalecimento da economia local ECONÔMICO E
SOCIAL

Meio Socioeconômico Ampliação do acesso a serviços públicos ASPECTO SOCIAL

Meio Socioeconômico Proteção da saúde pública SAÚDE PÚBLICA

Meio Socioeconômico Fortalecimento da educação ambiental ASPECTO SOCIAL

Fonte: Kiwiks a partir das recomendações da CPRH, 2023.

9.5. DETALHAMENTO DOS IMPACTOS POTENCIAIS E RESPECTIVAS


CLASSIFICAÇÃO

9.5.4. Alteração da qualidade da água superficiais e subterrâneas

A CTR-PE Nazaré da Mata poderá, eventualmente, causar impactos negativos na


qualidade das águas superficiais e subterrâneas. O risco de contaminação das águas
subterrâneas para os aquíferos existentes na área do empreendimento, classificado em função
da vulnerabilidade natural do aquífero e da carga contaminante sobre o qual está carga esteja
disposta, apresenta uma baixa vulnerabilidade e risco desprezível pela carga contaminante. O
risco baixo e em potencial de contaminação de águas subterrâneas ocorre devido à
possibilidade da percolação dos líquidos provenientes do aterro, o que se considera um dos
impactos negativos mais relevantes neste tipo de empreendimento. As atividades de tratamento
de resíduos na CTR envolvem o armazenamento, processamento e disposição final de
materiais, que poderão conter em algum momento quantidades residuais de substâncias
químicas, resíduos tóxicos e poluentes. A contaminação nesses casos é potencializada pela
possibilidade de falhas na operação da CTR, especialmente nas ações supracitadas, que podem
resultar na contaminação das águas e provocar alterações na sua qualidade.

239
A contaminação das águas superficiais poderá ocorrer devido ao escoamento de
produtos e derivados químicos presentes em embalagens armazenadas inadequadamente ou
descarte impróprio de resíduos. Esses poluentes podem infiltrar-se no solo e atingir os corpos
d'água próximos, afetando a vida aquática e comprometendo a saúde humana. Além disso, a
operação da CTR poderá gerar efluentes líquidos provenientes do tratamento dos resíduos, que
podem conter substâncias químicas e contaminantes, e se não forem adequadamente tratados,
poderão alcançar os corpos d’água localizados na AID e AII.

Classificação do impacto:

Fase: Operacional.
Efeito: Negativo.
Natureza: Direto.
Direcionalidade: Meio físico e meio biótico.
Periodicidade: Permanente.
Temporalidade: Médio prazo.
Abrangência: Regional.
Reversibilidade: Irreversível.
Probabilidade de Ocorrência: Pouco Provável
Magnitude: Alta.
Importância: Alta.

9.5.5. Interferência na drenagem natural

A CTR poderá provocar interferência, devido à modificação das características naturais


do terreno, por meio da impermeabilização do solo devido à construção de estruturas e a
canalização da água para fins de tratamento. Essas alterações podem afetar negativamente o
fluxo de água e a capacidade do solo em absorver e percolar adequadamente a água da chuva.
A drenagem natural é um processo importante para a regulação do ciclo hidrológico e
o equilíbrio dos ecossistemas locais. A interferência causada pela CTR poderá ocasionar
problemas como o acúmulo de água em determinadas áreas, causando encharcamento e
aumentando o risco de erosão do solo. Além disso, a modificação da drenagem natural também
pode resultar na diminuição da disponibilidade de água para outros usos, como a irrigação de
cultivos agrícolas ou o abastecimento de água potável para as comunidades locais.

Classificação do impacto:

Fase: Instalação e Operacional.


Efeito: Negativo.
Natureza: Direto.
Direcionalidade: Meio físico.
Periodicidade: Permanente.
Temporalidade: Médio prazo.

240
Abrangência: Local.
Reversibilidade: Reversível.
Probabilidade de Ocorrência: Provável.
Magnitude: Média.
Importância: Moderada.

9.5.6. Contaminação do solo

A disposição inadequada de resíduos pode contaminar o solo com substâncias tóxicas


e prejudicar a saúde das plantas e dos animais que dependem dele. Além disso, a contaminação
do solo pode afetar a qualidade dos alimentos produzidos na região e prejudicar a saúde
humana.
Essa perturbação ambiental poderá ocorrer durante as fases de instalação e operação da
CTR. O efeito deste impacto é negativo e sua natureza é direta, afetando principalmente o meio
físico e o meio biótico. A periodicidade desse impacto é permanente, podendo ocorrer no curto
e médio prazo. Sua abrangência é local e restrita à área em que a CTR está localizada.
Embora esse impacto seja reversível, sua probabilidade de ocorrência é certa. Sua
magnitude é considerada média e sua importância é moderada. Portanto, é importante que
medidas sejam tomadas para minimizar esse impacto durante a instalação e operação da CTR.

Classificação do impacto:

Fase: Instalação e Operacional


Efeito: Negativo
Natureza: Direto
Direcionalidade: Meio físico e meio biótico
Periodicidade: Permanente
Temporalidade: Curto prazo e médio prazo
Abrangência: Local e restrito
Reversibilidade: Reversível
Probabilidade de Ocorrência: Certa
Magnitude: Média
Importância: Moderada

9.5.7. Contaminação do subsolo

A disposição inadequada de resíduos pode contaminar o subsolo com substâncias


tóxicas e prejudicar a qualidade das águas subterrâneas. Além disso, a contaminação do subsolo
pode afetar a saúde humana e animal, uma vez que muitas pessoas dependem de águas
subterrâneas para consumo.
A contaminação do subsolo poderá ocorrer durante as fases de instalação e operacional
da CTR. O efeito deste impacto é negativo e sua natureza é direta, afetando principalmente o

241
meio físico. A periodicidade desse impacto é permanente, podendo ocorrer no médio e longo
prazo. Sua abrangência é local e restrita à área em que a CTR está localizada.
Embora esse impacto seja reversível, sua probabilidade de ocorrência é pouco provável.
Sua magnitude é considerada alta e sua importância é alta. Portanto, é importante que medidas
sejam tomadas para minimizar esse impacto durante o planejamento, instalação e operação da
CTR.

Classificação do impacto:

Fase: Instalação e Operacional


Efeito: Negativo
Natureza: Direto
Direcionalidade: Meio físico
Periodicidade: Permanente
Temporalidade: Médio prazo e longo prazo
Abrangência: Local e restrito
Reversibilidade: Reversível
Probabilidade de Ocorrência: Pouco Provável
Magnitude: Alta
Importância: Alta

9.5.8. Impactos sobre o lençol freático e estabilidade dos solos

Durante a fase operacional da CTR, algumas atividades podem afetar o lençol freático
e a estabilidade dos solos. O descarte inadequado de resíduos ou a contaminação do solo por
substâncias tóxicas presentes nos resíduos podem comprometer a qualidade e a quantidade de
água disponível no lençol freático. Isso pode resultar em problemas de abastecimento de água
e contaminação de aquíferos subterrâneos, afetando tanto o meio ambiente quanto a saúde
pública.
Além disso, a construção e a operação da CTR podem interferir na estabilidade dos
solos da região. A movimentação de grandes volumes de resíduos, a compactação do solo e as
atividades de escavação podem causar alterações na estrutura e na capacidade de suporte dos
solos. Essas alterações podem levar a deslizamentos de terra, erosão do solo e instabilidade de
encostas, colocando em risco a segurança de áreas circunvizinhas a estas operações.
Os impactos negativos são diretos e afetam o meio físico, especificamente o lençol
freático e a estabilidade dos solos. São considerados permanentes, uma vez que a contaminação
do lençol freático e a instabilidade dos solos podem persistir por longos períodos de tempo. A
probabilidade de ocorrência é pouco provável, considerando as atividades relacionadas à CTR
que podem afetar esses sistemas. A magnitude é alta, pois esses impactos podem ter
consequências significativas para a disponibilidade de água e a segurança das áreas afetadas.
A importância também é alta, dada a relevância do lençol freático e da estabilidade dos solos
para o equilíbrio ambiental e a qualidade de vida.

242
Classificação do impacto:

Fase: Instalação, Operacional e Encerramento


Efeito: Negativo
Natureza: Direto
Direcionalidade: Meio físico
Periodicidade: Permanente
Temporalidade: Médio a longo prazo
Abrangência: Local a regional
Reversibilidade: Irreversível
Probabilidade de Ocorrência: Pouco Provável
Magnitude: Alta
Importância: Alta

9.5.9. Interferência na Área de Preservação Permanente de curso d’água na AID

Na AID da CTR-PE Nazaré da Mata existem dois corpos d’água permanentes lacustres
e linhas de drenagem classificadas como efêmeras e uma área de várzea sujeita a retenção de
água nos períodos de maior precipitação. Os lagos, rios e riachos relevantes da região estão a
uma distância superior a 200 metros para o limite da ADA e a linha de drenagem efêmera
paralela a ADA encontra-se a uma distância de 50 metros. As perturbações ambientais sobre
as faixas de APP localizadas em sua área de influência direta poderão sofrer algum tipo de
impacto ambiental. Essa situação poderá ocorrer em diferentes fases do empreendimento.
Durante a fase de instalação, podem ocorrer intervenções diretas na APP, como
alterações na drenagem, causando danos à vegetação, aos corpos d'água e à fauna presente
nesse ambiente sensível. No funcionamento operacional da CTR, há riscos contínuos de
poluição e contaminação que podem afetar negativamente a APP. Vazamentos de efluentes,
emissão de odores e ruídos, além da disposição inadequada de resíduos, podem comprometer
a qualidade dos recursos naturais e a biodiversidade da área.
Ao considerar o encerramento da CTR-PE, será fundamental adotar medidas de
recuperação ambiental para minimizar os impactos sobre a APP. Considera-se este impacto
como pouco provável já que haverá um plano de ação, medidas de controle e um projeto de
requalificação e proteção da área. Eventualmente em caso de ocorrência e pela probabilidade
de ocorrências do impacto ambiental, este pode ser classificado como:

Classificação do impacto:

Fase: Instalação e Operacional


Efeito: Negativo.
Natureza: Direto.
Direcionalidade: Meio físico, meio biótico, meio socioeconômico.
Periodicidade: Permanente.
Temporalidade: Médio prazo a longo prazo.

243
Abrangência: Local a restrita.
Reversibilidade: Reversível com esforços e medidas de recuperação ambiental.
Probabilidade de Ocorrência: Pouco Provável.
Magnitude: Média a alta.
Importância: Moderada a alta.

9.5.10. Aceleração de processos erosivos

Durante a fase operacional da CTR, podem ocorrer impactos negativos nos processos
erosivos do entorno. A construção da infraestrutura da central, como acessos, áreas de
armazenamento de resíduos e movimentação de máquinas pesadas, pode resultar na remoção
da cobertura vegetal e na compactação do solo, deixando-o mais exposto à ação dos agentes
erosivos, como a água e o vento.
A falta de vegetação e a compactação do solo facilitam o escoamento superficial da
água das chuvas, aumentando o volume e a velocidade das enxurradas. Isso leva ao transporte
de sedimentos e à erosão dos solos ao redor da CTR, podendo causar assoreamento de rios,
degradação de nascentes e perda de biodiversidade.
Os impactos negativos são diretos e afetam o meio físico, especialmente os processos
erosivos e a qualidade dos solos. São considerados permanentes, pois a compactação do solo e
a falta de vegetação podem persistir a longo prazo. A periodicidade é contínua, uma vez que a
erosão pode ocorrer em qualquer época de chuvas. A abrangência é local a regional,
dependendo da extensão dos processos erosivos provocados pela CTR. A reversibilidade é
considerada reversível, pois, com a implementação de medidas adequadas de controle e
recuperação, é possível mitigar e reverter os impactos erosivos. A probabilidade de ocorrência
é provável, considerando as atividades relacionadas à CTR que podem afetar a cobertura
vegetal e a estrutura do solo. A magnitude é alta, pois os processos erosivos podem levar à
degradação do solo e à perda de recursos naturais. A importância é considerada moderada, pois,
embora os impactos sejam significativos, podem ser minimizados por meio de práticas de
manejo e recuperação adequadas.

Classificação do impacto:

Fase: Operacional
Efeito: Negativo
Natureza: Direto
Direcionalidade: Meio físico
Periodicidade: Permanente
Temporalidade: Médio a longo prazo
Abrangência: Local a regional
Reversibilidade: Reversível
Probabilidade de Ocorrência: Provável
Magnitude: Alta
Importância: Moderada

244
9.5.11. Aumento do Assoreamento de corpos d'água

Durante a fase operacional da CTR, podem ocorrer impactos negativos no assoreamento


de corpos d'água próximos. A manipulação e descarte inadequado de resíduos podem resultar
em partículas sólidas, como sedimentos e materiais particulados, que acabam sendo
transportados pelas águas pluviais para rios, lagos e outros corpos d'água.
O aumento do assoreamento prejudica a qualidade da água e compromete a saúde dos
ecossistemas aquáticos. A deposição excessiva de sedimentos nos leitos dos rios reduz a
capacidade de armazenamento de água e afeta a oxigenação dos cursos d'água, prejudicando a
vida aquática e os processos naturais.
Os impactos negativos são diretos e afetam o meio físico, especialmente os corpos
d'água. São considerados permanentes, pois o assoreamento tende a se acumular ao longo do
tempo. A periodicidade é contínua, uma vez que a deposição de sedimentos pode ocorrer de
forma constante. A abrangência é local a regional, dependendo da extensão dos corpos d'água
afetados pela CTR. A reversibilidade é considerada reversível, pois, com a implementação de
medidas adequadas de controle e recuperação, é possível reduzir o assoreamento. A
probabilidade de ocorrência é pouco provável, considerando as atividades relacionadas à CTR-
PE que podem resultar no transporte de sedimentos. A magnitude é alta, uma vez que o
assoreamento prejudica a funcionalidade dos corpos d'água e dos ecossistemas associados. A
importância é moderada, pois, embora os impactos sejam significativos, podem ser mitigados
por meio de práticas adequadas de gestão e monitoramento.

Classificação do impacto:

Fase: Operacional
Efeito: Negativo
Natureza: Direto
Direcionalidade: Meio físico
Periodicidade: Permanente
Temporalidade: Médio a longo prazo
Abrangência: Local a regional
Reversibilidade: Reversível
Probabilidade de Ocorrência: Pouco Provável
Magnitude: Alta
Importância: Moderada

9.5.12. Aumento da instabilidade de encostas e risco de desabamento

Durante a fase operacional da CTR, podem ocorrer impactos negativos na estabilidade


das encostas próximas e na área onde serão utilizadas como jazidas de material para
compactação. A disposição inadequada de resíduos e a manipulação do terreno podem
comprometer a integridade dos solos, aumentando o risco de instabilidade e desabamentos.

245
O aumento da instabilidade de encostas é uma consequência direta da CTR e afeta
principalmente o meio físico. A deposição de resíduos de forma desordenada pode resultar em
sobrecarga do solo e alterações em suas características, como a compactação e perda de coesão,
tornando as encostas mais suscetíveis a movimentos de massa.
Esse impacto negativo é considerado permanente, uma vez que as alterações no solo
são difíceis de reverter. A periodicidade é contínua, uma vez que os resíduos podem ser
depositados de forma constante ao longo do tempo. A temporalidade vai de médio a longo
prazo, pois a instabilidade das encostas pode se desenvolver ao longo de anos. A abrangência
é local a regional, dependendo da proximidade das encostas afetadas pela CTR. A
reversibilidade é considerada irreversível, pois as mudanças no solo e a instabilidade das
encostas são difíceis de serem corrigidas completamente. A probabilidade de ocorrência é
pouco provável, considerando as atividades relacionadas à CTR que podem comprometer a
estabilidade do terreno. A magnitude é alta, pois o risco de desabamento pode ter consequências
graves, incluindo danos à infraestrutura e ameaça à vida humana. A importância é alta, uma
vez que a segurança das áreas adjacentes à CTR e das comunidades próximas está em jogo.

Classificação do impacto:

Fase: Operacional
Efeito: Negativo
Natureza: Direto
Direcionalidade: Meio físico
Periodicidade: Permanente
Temporalidade: Médio a longo prazo
Abrangência: Local a regional
Reversibilidade: Irreversível
Probabilidade de Ocorrência: Provável
Magnitude: Alta
Importância: Alta

9.5.13. Impactos decorrentes da exploração de jazidas e empréstimos e do descarte


de materiais em áreas de depósito temporário (material excedente de escavações, restos
de vegetação, solo e rochas alteradas etc.).

Durante as fases de planejamento, instalação e operação da CTR, ocorrem impactos


negativos decorrentes da exploração de jazidas e empréstimos para obtenção de materiais
utilizados na construção e manutenção das instalações. Essa exploração pode resultar na
remoção de vegetação, alteração do relevo e perturbação da fauna local, afetando diretamente
o meio biótico.
Além disso, o descarte de materiais excedentes de escavações, restos de vegetação, solo
e rochas em áreas de depósito temporário pode causar impactos ambientais significativos. Esses
materiais podem gerar alterações nas características do solo, como compactação e perda de

246
fertilidade, prejudicando a vegetação nativa e a fauna local. Também pode haver contaminação
do solo e das águas subterrâneas devido ao descarte inadequado de materiais contaminantes.
Esses impactos negativos são considerados diretos e afetam tanto o meio físico quanto
o meio biótico e socioeconômico. A periodicidade é temporária e cíclica, uma vez que está
relacionada às atividades de exploração e descarte de materiais durante as fases mencionadas.
A temporalidade é de curto a médio prazo, pois os impactos podem ocorrer durante a execução
dessas atividades. A abrangência é local a regional, dependendo da extensão das áreas
exploradas e dos locais de descarte. A reversibilidade é considerada reversível, pois é possível
adotar medidas mitigadoras e de recuperação ambiental após a conclusão das atividades. A
probabilidade de ocorrência é provável, considerando a necessidade de obtenção de materiais
e o descarte dos excedentes. A magnitude é média a alta, dependendo da escala e intensidade
das atividades de exploração e descarte. A importância é moderada a alta, levando em conta os
impactos ambientais e socioeconômicos associados a essas ações.

Classificação do impacto:

Fase: Planejamento, Instalação, Operacional


Efeito: Negativo
Natureza: Direto
Direcionalidade: Meio físico, meio biótico, meio socioeconômico
Periodicidade: Temporário, cíclico
Temporalidade: Curto a médio prazo
Abrangência: Local a regional
Reversibilidade: Reversível
Probabilidade de Ocorrência: Provável
Magnitude: Média a alta
Importância: Moderada a alta

9.5.14. Alteração da qualidade do ar (poeira)

Durante a fase operacional da CTR, ocorre a manipulação, movimentação e


processamento de resíduos, o que pode resultar na geração de poeira. A emissão de partículas
suspensas no ar pode ocorrer devido ao transporte dos resíduos, à operação de equipamentos e
à movimentação do solo.
Essa emissão de poeira tem impacto direto na qualidade do ar, afetando negativamente
a saúde humana, a flora e a fauna local. A inalação de partículas finas pode causar problemas
respiratórios, alergias e irritações nas vias respiratórias. Além disso, a deposição de poeira nas
plantas pode prejudicar seu crescimento e desenvolvimento.
A direcionalidade desse impacto é predominantemente no meio físico, uma vez que se
refere à dispersão de partículas suspensas no ar. A periodicidade é considerada permanente,
uma vez que a emissão de poeira pode ocorrer de forma contínua durante a operação da CTR.
A temporalidade é de médio a longo prazo, pois os impactos na qualidade do ar podem ser
observados ao longo do tempo, à medida que a atividade da CTR continua.

247
A abrangência desse impacto pode ser local a regional, dependendo da extensão da
dispersão da poeira e da influência dos ventos. A reversibilidade é considerada reversível, pois
é possível adotar medidas de controle de poeira, como a utilização de sistemas de supressão e
controle de emissões, para mitigar os impactos.
A probabilidade de ocorrência é provável, considerando que a manipulação de resíduos
e a emissão de poeira são inerentes às operações da CTR. A magnitude desse impacto é
considerada média a alta, dependendo da quantidade de poeira gerada e da sensibilidade das
áreas receptoras. A importância é moderada a alta, levando em conta os efeitos na saúde
humana, na vegetação e no bem-estar geral da comunidade.

Classificação do impacto:

Fase: Operacional
Efeito: Negativo
Natureza: Direto
Direcionalidade: Meio físico
Periodicidade: Permanente
Temporalidade: Médio a longo prazo
Abrangência: Local a regional
Reversibilidade: Reversível
Probabilidade de Ocorrência: Provável
Magnitude: Média a alta
Importância: Moderada a alta

9.5.15. Alteração da qualidade do ar (gases)

Durante a fase operacional da CTR, ocorre o processo de tratamento e disposição dos


resíduos, que pode resultar na emissão de gases para a atmosfera. Esses gases podem incluir
substâncias nocivas, como dióxido de carbono (CO2), metano (CH4), óxidos de nitrogênio
(NOx) e compostos orgânicos voláteis (COV).
A emissão desses gases tem um impacto direto na qualidade do ar, contribuindo para a
poluição atmosférica e para o aquecimento global. O CO2 e o CH4 são gases de efeito estufa,
responsáveis pelo aumento do aquecimento do planeta. Os óxidos de nitrogênio e os COVs
podem contribuir para a formação de chuva ácida e para a formação de poluentes secundários,
como o ozônio troposférico.
A direcionalidade desse impacto é predominantemente no meio físico, pois está
relacionada à liberação de gases para a atmosfera. A periodicidade é considerada permanente,
uma vez que a emissão de gases ocorre continuamente durante a operação da CTR. A
temporalidade é de médio a longo prazo, pois os impactos na qualidade do ar podem ser
observados ao longo do tempo, à medida que os gases se acumulam na atmosfera.
A abrangência desse impacto pode ser local a regional, dependendo da extensão da área
afetada pela dispersão dos gases. A reversibilidade é considerada reversível, pois é possível

248
adotar medidas de controle de emissões e tecnologias de tratamento para reduzir a quantidade
de gases liberados.
A probabilidade de ocorrência é provável, considerando que a emissão de gases é
inerente às operações da CTR. A magnitude desse impacto é considerada média a alta,
dependendo da quantidade e composição dos gases emitidos. A importância é moderada a alta,
tendo em vista os efeitos na qualidade do ar, na saúde humana e no equilíbrio climático.

Classificação do impacto:

Fase: Operacional
Efeito: Negativo
Natureza: Direto
Direcionalidade: Meio físico
Periodicidade: Permanente
Temporalidade: Médio a longo prazo
Abrangência: Local a regional
Reversibilidade: Reversível
Probabilidade de Ocorrência: Provável
Magnitude: Média a alta
Importância: Moderada a alta

9.5.16. Alteração da qualidade do ar (odores)

Durante a operação da CTR, o tratamento e a decomposição dos resíduos podem gerar


a liberação de odores desagradáveis. Esses odores são provenientes da decomposição de
matéria orgânica, resíduos alimentares e outras substâncias presentes nos resíduos tratados.
O impacto é direto, pois ocorre devido à emissão direta de odores para a atmosfera. A
direcionalidade é no meio físico, pois afeta a qualidade do ar. A periodicidade é considerada
permanente, pois os odores são emitidos continuamente durante a operação da CTR.
A temporalidade desse impacto é de médio a longo prazo, pois a presença de odores
desagradáveis pode persistir enquanto a CTR estiver em funcionamento. A abrangência é local
a regional, dependendo da dispersão dos odores e da sensibilidade das áreas vizinhas.
A reversibilidade é considerada reversível, pois é possível adotar medidas de controle
de odores, como sistemas de tratamento e cobertura adequada dos resíduos, para reduzir ou
eliminar a emissão de odores desagradáveis.
A probabilidade de ocorrência é provável, levando em conta que a decomposição de
resíduos orgânicos é uma parte inevitável do processo de tratamento. A magnitude desse
impacto é considerada média, pois os odores podem causar desconforto e afetar a qualidade de
vida das comunidades vizinhas.
A importância desse impacto é moderada, pois embora não represente riscos à saúde,
os odores desagradáveis podem causar incômodo e insatisfação nas áreas afetadas, além de
afetar a percepção da qualidade ambiental.

249
Classificação do impacto:

Fase: Operacional
Efeito: Negativo
Natureza: Direto
Direcionalidade: Meio físico
Periodicidade: Permanente
Temporalidade: Médio a longo prazo
Abrangência: Local a regional
Reversibilidade: Reversível
Probabilidade de Ocorrência: Provável
Magnitude: Média
Importância: Moderada

9.5.17. Aumento dos índices de ruído

Durante a operação da CTR, diferentes atividades podem gerar ruídos, como a


movimentação de equipamentos, compactação de resíduos, transporte de materiais e
funcionamento de maquinários. Esses ruídos podem ser percebidos tanto nas áreas adjacentes
à CTR quanto em comunidades mais distantes.
O impacto é direto, pois ocorre a emissão direta de ruídos provenientes das atividades
da CTR. A direcionalidade é no meio físico, afetando o ambiente sonoro. A periodicidade é
considerada permanente, pois a geração de ruídos ocorre de forma contínua durante a operação
da central.
A temporalidade desse impacto é de médio a longo prazo, pois os ruídos podem persistir
enquanto a CTR estiver em funcionamento. A abrangência é local a regional, dependendo da
intensidade do ruído e da sensibilidade das áreas afetadas.
A reversibilidade é considerada reversível, pois é possível adotar medidas de controle
de ruído, como o uso de barreiras acústicas, isolamento de equipamentos e adoção de boas
práticas de operação, visando reduzir os níveis de ruído emitidos.
A probabilidade de ocorrência é provável, levando em conta a presença de atividades
que geram ruídos na operação de uma CTR. A magnitude desse impacto é considerada média
a alta, pois os ruídos podem causar desconforto, interferir nas atividades cotidianas e prejudicar
a qualidade de vida das comunidades afetadas.
A importância desse impacto é moderada a alta, pois a poluição sonora pode afetar a
saúde física e mental das pessoas, interferir na qualidade do sono, nas atividades diárias e na
convivência social.

Classificação do impacto:

Fase: Operacional
Efeito: Negativo
Natureza: Direto

250
Direcionalidade: Meio físico
Periodicidade: Permanente
Temporalidade: Médio a longo prazo
Abrangência: Local a regional
Reversibilidade: Reversível
Probabilidade de Ocorrência: Provável
Magnitude: Média a alta
Importância: Moderada a alta

9.5.18. Impactos decorrentes do manuseio de resíduos sólidos.

O manuseio inadequado de resíduos sólidos pode resultar em contaminação do solo e


da água, emissão de gases poluentes e odores desagradáveis. Além disso, o manuseio
inadequado de resíduos perigosos pode representar um risco para a saúde humana e animal.
Os impactos decorrentes do manuseio de resíduos sólidos podem ocorrer durante as
fases de instalação e operacional da CTR. O efeito desse impacto é negativo e sua natureza é
direta, afetando principalmente o meio físico. A periodicidade desse impacto é permanente,
podendo ocorrer no curto e médio prazo. Sua abrangência é local e restrita à área em que a
CTR está localizada.
Embora esse impacto seja reversível, sua probabilidade de ocorrência é certa. Sua
magnitude é considerada alta e sua importância é alta. Portanto, é importante que medidas
sejam tomadas para minimizar esse impacto durante o planejamento, instalação e operação da
CTR.

Classificação do impacto:

Fase: Instalação e Operacional


Efeito: Negativo
Natureza: Direto
Direcionalidade: Meio físico
Periodicidade: Permanente
Temporalidade: Curto prazo e médio prazo
Abrangência: Local e restrito
Reversibilidade: Reversível
Probabilidade de Ocorrência: Certa
Magnitude: Alta
Importância: Alta

9.5.19. Poluição por resíduos não adequadamente dispostos.

Durante a operação da CTR, diferentes atividades podem gerar ruídos, como a


movimentação de equipamentos, compactação de resíduos, transporte de materiais e

251
funcionamento de maquinários. Esses ruídos podem ser percebidos tanto nas áreas adjacentes
à CTR quanto em comunidades mais distantes.
O impacto é direto, pois ocorre a emissão direta de ruídos provenientes das atividades
da CTR. A direcionalidade é no meio físico, afetando o ambiente sonoro. A periodicidade é
considerada permanente, pois a geração de ruídos ocorre de forma contínua durante a operação
da central.
A temporalidade desse impacto é de médio a longo prazo, pois os ruídos podem persistir
enquanto a CTR estiver em funcionamento. A abrangência é local a regional, dependendo da
intensidade do ruído e da sensibilidade das áreas afetadas.
A reversibilidade é considerada reversível, pois é possível adotar medidas de controle
de ruído, como o uso de barreiras acústicas, isolamento de equipamentos e adoção de boas
práticas de operação, visando reduzir os níveis de ruído emitidos.
A probabilidade de ocorrência é provável, levando em conta a presença de atividades
que geram ruídos na operação de uma CTR. A magnitude desse impacto é considerada média
a alta, pois os ruídos podem causar desconforto, interferir nas atividades cotidianas e prejudicar
a qualidade de vida das comunidades afetadas.
A importância desse impacto é moderada a alta, pois a poluição sonora pode afetar a
saúde física e mental das pessoas, interferir na qualidade do sono, nas atividades diárias e na
convivência social.

Classificação do impacto:

Fase: Operacional
Efeito: Negativo
Natureza: Direto
Direcionalidade: Meio físico
Periodicidade: Permanente
Temporalidade: Médio a longo prazo
Abrangência: Local a regional
Reversibilidade: Reversível
Probabilidade de Ocorrência: Provável
Magnitude: Média a alta
Importância: Moderada a alta

9.5.20. Riscos de acidentes por produtos químicos, materiais tóxicos ou explosivos


durante a fase de instalação e operação do empreendimento que possam resultar em dano
às pessoas ou ao meio ambiente.

Durante a fase de instalação e operação da CTR, ocorre a manipulação de produtos


químicos, materiais tóxicos e explosivos, o que aumenta os riscos de acidentes. Não ficando
descartada a possibilidade da ocorrência de vazamentos, derramamentos, incêndios ou
explosões, resultando em danos às pessoas e ao meio ambiente circundante.

252
O impacto quando ocorre é direto, afetando diretamente o meio físico, pois a liberação
de substâncias perigosas pode contaminar o solo, as águas subterrâneas e superficiais. No meio
biótico, a fauna e a flora podem ser prejudicadas pela exposição a essas substâncias tóxicas.
Além disso, o meio socioeconômico é afetado pelos riscos à saúde pública, impacto negativo
na imagem da empresa e possíveis restrições e sanções governamentais.
Os riscos de acidentes por produtos químicos e materiais perigosos são temporários e
cíclicos, ocorrendo durante a fase operacional da CTR. Os impactos são observados de forma
imediata e no curto prazo, podendo gerar consequências significativas se não forem
adequadamente gerenciados.
A abrangência deste tipo de impacto é local e restrita, afetando principalmente as áreas
adjacentes à CTR e as comunidades próximas. A reversibilidade é considerada reversível, uma
vez que a implementação de medidas de segurança adequadas e um plano de emergência
eficiente podem minimizar os riscos e prevenir acidentes.
A probabilidade de ocorrência é pouco provável, dada toda a implementação de
protocolos de segurança quanto à presença de produtos químicos e materiais perigosos na CTR.
A magnitude desse impacto é classificada como alta, considerando os riscos potenciais para a
saúde humana, o meio ambiente e a segurança da região.
A importância desse impacto é alta, pois está relacionada à proteção da vida humana, à
prevenção de acidentes graves e à preservação do meio ambiente. A implementação de medidas
de segurança adequadas, treinamentos e fiscalização são essenciais para minimizar os riscos e
garantir a segurança durante a instalação e operação da CTR.

Classificação do impacto:

Fase: Instalação e Operacional


Efeito: Negativo
Natureza: Direto
Direcionalidade: Meio físico, meio biótico, meio socioeconômico
Periodicidade: Temporário, cíclico
Temporalidade: Imediato, curto prazo
Abrangência: Local, restrita
Reversibilidade: Reversível
Probabilidade de Ocorrência: Pouco Provável
Magnitude: Alta
Importância: Alta

9.5.21. Interferências em espécies vegetais ou animais, endêmicas, raras,


vulneráveis, em processo de extinção, de interesse comercial, alimentício e científico.

A Central de Tratamento de Resíduos (CTR) pode ter um impacto negativo significativo


sobre espécies vegetais e animais, especialmente aquelas que são endêmicas, raras, vulneráveis
ou estão em processo de extinção. Além disso, também pode afetar espécies de interesse

253
comercial, alimentício e científico. Esses impactos podem ocorrer durante a fase operacional
da CTR e têm características específicas que devem ser consideradas.
Durante a operação da CTR, as interferências diretas no meio biótico podem causar
danos às espécies vegetais e animais presentes na região. A destruição de habitats, o
deslocamento forçado de espécies e a perda de recursos alimentares são alguns exemplos dos
impactos negativos que podem ocorrer. Esses efeitos têm uma magnitude alta e são de natureza
direta, afetando diretamente as espécies.
Os impactos negativos são observados tanto no meio biótico quanto no meio
socioeconômico. A alteração ou perda de espécies vegetais e animais pode causar
desequilíbrios nos ecossistemas, afetando a biodiversidade e os serviços ecossistêmicos. Além
disso, espécies de interesse comercial, alimentício e científico podem ser prejudicadas,
impactando atividades econômicas locais e estudos científicos.
Esses impactos ocorrem de forma permanente durante a operação da CTR, sendo de
longo prazo. A abrangência dos impactos pode ser regional, afetando não apenas a área próxima
à CTR, mas também regiões adjacentes que dependem dos recursos naturais presentes.
A reversibilidade desses impactos é irreversível, uma vez que a perda de espécies
vegetais e animais em processos de extinção ou vulneráveis não pode ser recuperada. Portanto,
é essencial adotar medidas de mitigação e compensação ambiental durante a operação da CTR,
buscando minimizar os impactos sobre essas espécies.
A probabilidade de ocorrência desses impactos é considerada pouco provável tendo em
vista a baixa diversidade de espécies nas áreas diretamente afetadas e de influência direta,
conforme constatado no diagnóstico da área. Considerando a importância das espécies vegetais
e animais para a biodiversidade, a sustentabilidade ambiental e as atividades econômicas locais,
o impacto negativo sobre elas é classificado como moderado a alto. Portanto, é necessário
adotar medidas de precaução, monitoramento e cumprimento de regulamentações ambientais
para proteger eventuais ocorrências de espécies e garantir a sustentabilidade do
empreendimento.

Classificação do impacto:

Fase: Operacional
Efeito: Negativo
Natureza: Direto
Direcionalidade: Meio biótico, meio socioeconômico
Periodicidade: Permanente
Temporalidade: Longo prazo
Abrangência: Regional
Reversibilidade: Irreversível
Probabilidade de Ocorrência: Pouco Provável
Magnitude: Alta
Importância: Moderada a alta

254
9.5.22. Atração e proliferação de vetores de doenças devido à implantação e
operação do empreendimento.

A implantação e operação da Central de Tratamento de Resíduos (CTR) poderá ter um


impacto negativo significativo no que diz respeito à atração e proliferação de vetores de
doenças. Os resíduos acumulados e eventualmente mal gerenciados podem se tornar um
ambiente propício para o desenvolvimento de moscas, mosquitos, ratos e outros vetores, que
são conhecidos por transmitir diversas doenças, como dengue, zika, febre amarela e
leptospirose.
Durante a fase do planejamento da CTR, será necessário considerar medidas de
prevenção e controle de vetores, como a escolha adequada do local e a implementação de
sistemas eficientes de armazenamento e tratamento de resíduos. No entanto, se essas medidas
não forem adequadamente implementadas, a presença da CTR pode resultar em um impacto
negativo direto no aumento da população de vetores.
Durante a fase operacional, os efeitos negativos persistem. A presença contínua de
resíduos atrai e sustenta a proliferação de vetores de doenças, representando um risco para a
saúde pública. Esses impactos são diretos, afetando tanto o meio biótico (vetores de doenças)
quanto o meio socioeconômico, uma vez que a disseminação de doenças pode ter
consequências econômicas significativas, como aumento dos gastos com saúde e queda na
qualidade de vida da população.
Os impactos relacionados aos vetores de doenças têm uma periodicidade permanente,
uma vez que a presença da CTR e a possibilidade de proliferação de vetores persistem enquanto
o empreendimento estiver em operação. A abrangência desses impactos é local ou restrita, uma
vez que a atração e a proliferação de vetores tendem a se concentrar nas proximidades da CTR.
A reversibilidade desses impactos é considerada reversível, desde que medidas
adequadas sejam adotadas para controlar os vetores de doenças. A probabilidade de ocorrência
é provável, pois a presença de resíduos acumulados e eventuais inadequações de tratamento
criam um ambiente propício para a reprodução dos vetores.
A magnitude desses impactos é considerada média a alta, pois a presença de vetores de
doenças representa uma ameaça significativa à saúde humana e pode levar à propagação de
epidemias. A importância desses impactos é considerada moderada a alta, pois a proliferação
de vetores e a transmissão de doenças têm consequências diretas na qualidade de vida da
população local.

Classificação do impacto:

Fase: Operacional.
Efeito: Negativo.
Natureza: Direto.
Direcionalidade: Meio biótico e meio socioeconômico.
Periodicidade: Permanente.
Temporalidade: Longo prazo.
Abrangência: Local ou restrita.

255
Reversibilidade: Reversível.
Probabilidade de Ocorrência: Provável.
Magnitude: Média a alta.
Importância: Moderada a alta..

9.5.23. Interferências sobre a fauna associada aos ambientes naturais e antrópicos


afetados (perda de habitats, afugentamento de fauna etc.)

A CTR Nazaré da Mata terá baixa probabilidade de causar impactos negativos


significativos sobre a fauna associada aos ambientes naturais e antrópicos afetados, tais como
perda de habitats e afugentamento da fauna. Eventualmente, esses impactos podem ocorrer em
diferentes fases da CTR e apresentam as seguintes características:
Fase de Planejamento: Possíveis áreas de impacto sobre a fauna podem ser identificadas
durante o planejamento da CTR. Um planejamento inadequado pode resultar na perda de
habitats e afugentamento da fauna. Fase de Instalação: Durante a instalação da CTR, ocorre a
alteração do ambiente, o que pode afetar diretamente a fauna presente, levando ao seu
afugentamento e perda de habitat. Fase Operacional: Durante a operação da CTR, os impactos
sobre a fauna podem ser contínuos devido ao funcionamento da unidade, emissões de odores e
ruídos, que podem afetar negativamente a fauna local. Fase de Encerramento: No encerramento
da CTR, os impactos sobre a fauna podem persistir, dependendo das ações de reabilitação e
recuperação ambiental adotadas.
O efeito desse impacto é negativo, resultando na perda de habitats e na redução das
populações de espécies animais. A natureza do impacto é direta, afetando diretamente a fauna.
Quanto à direcionalidade, o impacto se dá tanto no meio físico quanto no meio biótico, devido
à modificação dos habitats naturais. A periodicidade é permanente, uma vez que os impactos
persistem ao longo da operação da CTR. Quanto à temporalidade, os efeitos podem ser
imediatos, ocorrendo logo após a instalação da CTR, e de longo prazo, já que a interferência
nos habitats pode levar anos para se recuperar. A abrangência é local ou restrita, limitada às
áreas diretamente afetadas pela CTR. A reversibilidade do impacto pode variar, dependendo
das medidas adotadas para reabilitação. A probabilidade de ocorrência é pouco provável,
considerando os impactos negativos observados em CTRs similares e pelos aspectos
fisiográficos e ecológicos do local escolhido para instalação da CTR. A magnitude do impacto
varia de média a alta, dependendo da extensão e intensidade dos impactos sobre a fauna.
Quanto à importância, é considerada moderada a alta, devido à necessidade de preservação da
fauna e da biodiversidade em geral.

Classificação do impacto:

Fase: Planejamento, Instalação, Operacional, Encerramento


Efeito: Negativo
Natureza: Direto
Direcionalidade: Meio físico, Meio biótico
Periodicidade: Permanente

256
Temporalidade: Imediato, Longo prazo
Abrangência: Local, Restrita
Reversibilidade: Reversível (com adoção de medidas adequadas)
Probabilidade de Ocorrência: Pouco Provável
Magnitude: Média a Alta
Importância: Moderada a Alta

9.5.24. Impactos sobre a fauna

Durante a fase de planejamento, a escolha inadequada do local para instalação de uma


CTR pode resultar na perda de habitats naturais e na fragmentação de ecossistemas, afetando
diretamente a fauna. A escolha do local para instalação da CTR Nazaré da Mata, conforme
apresentado no diagnóstico, possui baixa riqueza de espécies da fauna nativa, principalmente
devido a área ser bastante antropizada e uso para fins agropecuários. O impacto será mínimo
ou inexistente quanto à destruição de áreas de reprodução, abrigo e alimentação, prejudicando
a sobrevivência das espécies presentes.
Na fase operacional, a CTR pode emitir ruídos, odores e poluentes atmosféricos,
resultando no afugentamento da fauna local, principalmente o grupo biológico da avifauna.
Animais sensíveis ao ruído e à presença humana podem abandonar a região em busca de locais
mais adequados. Além disso, a presença de vetores de doenças associados à CTR pode levar
ao aumento do risco de transmissão de enfermidades para a fauna, contribuindo para o declínio
das populações.

Classificação do impacto:

Fase: Planejamento e Operacional.


Efeito: Negativo.
Natureza: Direto.
Direcionalidade: Meio biótico.
Periodicidade: Permanente.
Temporalidade: Médio a longo prazo.
Abrangência: Local.
Reversibilidade: Reversível.
Probabilidade de Ocorrência: Pouco Provável.
Magnitude: Alta.
Importância: Moderada.

9.5.25. Aumento da demanda por serviços públicos de abastecimento d’água,


esgotamento sanitário, resíduos sólidos, energia elétrica, serviços de utilidade pública etc.,
durante a execução das obras

A construção e operação da CTR Nazaré da Mata pode resultar no aumento significativo


da demanda por serviços públicos durante a execução das obras. Essa demanda adicional

257
abrange diversos setores, como abastecimento de água, esgotamento sanitário, gestão de
resíduos sólidos, fornecimento de energia elétrica e serviços de utilidade pública. O aumento
da população devido à presença de trabalhadores e moradores temporários nas proximidades
da CTR poderá gerar uma pressão adicional sobre esses serviços, que muitas vezes não estão
dimensionados para atender a essa demanda extra.
Durante a fase de planejamento e instalação, é necessário considerar o impacto direto e
indireto que a CTR terá sobre a infraestrutura existente. A necessidade de fornecer água
potável, coleta e tratamento de esgoto, coleta e disposição adequada dos resíduos sólidos, além
do fornecimento de energia elétrica e serviços básicos, implica em uma sobrecarga temporária
e cíclica desses sistemas.

Classificação do impacto:

Fase: Planejamento e Instalação.


Efeito: Negativo.
Natureza: Direto e indireto.
Direcionalidade: Meio socioeconômico.
Periodicidade: Temporário e cíclico.
Temporalidade: Curto a médio prazo.
Abrangência: Local e restrito.
Reversibilidade: Reversível.
Probabilidade de Ocorrência: Provável.
Magnitude: Alta.
Importância: Moderada.

9.5.26. Riscos de acidentes com a população local e com o pessoal alocado para as
obras.

A implantação da CTR pode trazer consigo riscos de acidentes tanto para a população
local quanto para o pessoal envolvido nas obras. Esses riscos estão associados a diversos
fatores, como o manuseio de resíduos perigosos, a utilização de equipamentos pesados, a
movimentação de veículos de carga, entre outros. Essas situações representam um perigo real
para a segurança das pessoas envolvidas nas fases:.
Planejamento: Durante o planejamento da CTR, será necessário identificar e avaliar os
riscos de acidentes e elaborar medidas de prevenção e mitigação.
Instalação: Durante a fase de instalação, os riscos de acidentes podem ser mais elevados
devido às atividades de construção e montagem das instalações da CTR.
Operacional: Na fase operacional, os riscos de acidentes podem persistir devido às
atividades rotineiras de tratamento e descarte de resíduos.
Encerramento: No encerramento da CTR, é importante considerar os riscos associados
à desmontagem e remoção das estruturas existentes.
Os riscos de acidentes relacionados à implantação da CTR Nazaré da Mata representam
um impacto negativo direto, afetando tanto o meio físico quanto o meio socioeconômico. Esses

258
riscos são temporários, porém imediatos e de curto prazo. Sua abrangência é local, e a
reversibilidade é possível. A probabilidade de ocorrência é considerada pouco provável tendo
em vista à aplicação dos protocolos de segurança a serem implementados, e a magnitude do
impacto é classificada como média a alta. A importância desse impacto é considerada moderada
a alta.

Classificação do impacto:

Efeito: Negativo.
Natureza: Direto.
Direcionalidade: Meio físico, meio socioeconômico.
Periodicidade: Temporário.
Temporalidade: Imediato, Curto prazo.
Abrangência: Local.
Reversibilidade: Reversível.
Probabilidade de Ocorrência: Provável.
Magnitude: Média a alta.
Importância: Moderada a alta.

9.5.27. Riscos à saúde da população, aos trabalhadores e ao meio ambiente como


consequência do funcionamento da CTR

A exposição a resíduos perigosos, emissões de gases tóxicos, o manejo inadequado de


substâncias químicas e a contaminação do solo e da água são algumas das consequências do
mal funcionamento de uma CTR que podem afetar negativamente a saúde e o meio ambiente.
Durante a fase de planejamento da CTR, estão sendo considerados os possíveis riscos
à saúde e ao meio ambiente. Algumas medidas como a instalação em uma área afastada do
centro populacional e ecossistemas sensíveis. O impacto quando ocorre é negativo e direto, de
natureza física e socioeconômica, com abrangência restrita e periodicidade permanente.
Na fase de instalação da CTR, ocorrem movimentações de terra, construção de
infraestrutura e instalação de equipamentos, o que pode gerar a dispersão de poeira, ruídos e
perturbações ambientais. Esses impactos são diretos, de natureza física e socioeconômica, com
periodicidade temporária e abrangência local. A reversibilidade é geralmente possível, desde
que sejam adotadas medidas adequadas de mitigação e recuperação ambiental.
Durante a fase operacional da CTR, os riscos à saúde e ao meio ambiente estão
relacionados ao manuseio de resíduos perigosos, à exposição a substâncias químicas nocivas e
à emissão de gases tóxicos. A contaminação do solo e da água também pode ocorrer devido a
vazamentos e falhas nos sistemas de armazenamento e tratamento. O impacto negativo é direto,
de natureza física e socioeconômica, com periodicidade permanente e abrangência local. A
reversibilidade dependerá das ações de remediação e controle adotadas, mas pode ser
desafiadora em casos de contaminação severa.
Na fase de encerramento da CTR, é necessário realizar a desativação adequada das
instalações e a recuperação do local. A remoção de resíduos remanescentes, a descontaminação

259
do solo e a reabilitação do ambiente são etapas cruciais para minimizar os riscos à saúde e ao
meio ambiente. O impacto negativo é direto, de natureza física e socioeconômica, com
periodicidade temporária e abrangência local. A reversibilidade dependerá das ações de
remediação e pode variar de parcial a total.
Em relação ao efeito, o impacto é negativo em todas as fases da CTR, devido aos riscos
associados à saúde da população, dos trabalhadores e ao meio ambiente.

Classificação do impacto:

Fase: Operacional.
Efeito: Negativo.
Natureza: Direto.
Direcionalidade: Meio físico, meio biótico, meio socioeconômico.
Periodicidade: Permanente.
Temporalidade: Médio a longo prazo.
Abrangência: Local e restrito.
Reversibilidade: Reversível.
Probabilidade de Ocorrência: Provável.
Magnitude: Alta.
Importância: Alta.

9.5.28. Alterações na paisagem, considerando a descaracterização da área para


implantação do empreendimento

A implantação da CTR poderá causar alterações significativas na paisagem, levando à


descaracterização da área onde o empreendimento será instalado. Essas alterações podem
incluir a remoção de vegetação nativa, modificação do relevo, construção de estruturas e
instalações industriais, entre outros aspectos. A descaracterização da paisagem pode ter
impactos negativos tanto estéticos quanto funcionais, afetando a qualidade visual do ambiente
e sua capacidade de abrigar espécies e processos naturais. No entorno imediato ao local
escolhido para instalação existe um lixão desativado, que alterou a paisagem e provocou
diversos impactos ainda não mensurados, de tal maneira que a CTR terá pouco impacto
negativo na paisagem já afetada.
Esses impactos são diretos, de natureza física, permanentes e têm uma periodicidade de
médio a longo prazo. A abrangência é local, com possibilidade de reversibilidade por meio de
ações de recuperação ambiental. A probabilidade de ocorrência é considerada provável, e a
magnitude do impacto varia de média a alta, dependendo da extensão das alterações. A
importância desse impacto é classificada como baixa a moderada, considerando os valores
estéticos e ambientais da paisagem.

260
Classificação do impacto:

Fase: Instalação, Operacional.


Efeito: Negativo.
Natureza: Direto.
Direcionalidade: Meio físico, meio socioeconômico.
Periodicidade: Permanente.
Temporalidade: Médio a longo prazo.
Abrangência: Local e restrito.
Reversibilidade: Irreversível.
Probabilidade de Ocorrência: Provável.
Magnitude: Média a alta.
Importância: Baixa a moderada

9.5.29. Desvalorização imobiliária do entorno.

A implantação da CTR poderá resultar em alterações na paisagem, levando à


descaracterização da área onde o empreendimento será instalado. A construção de
infraestruturas como edifícios, acessos e áreas de armazenamento de resíduos pode modificar
de forma considerável a aparência natural do local, comprometendo a harmonia visual e o
equilíbrio estético da região. Além disso, a presença de uma CTR pode gerar ruídos, odores
desagradáveis e tráfego intenso, impactando negativamente a qualidade de vida das
comunidades vizinhas.

Classificação do impacto:

Fase: Instalação, Operacional.


Efeito: Negativo.
Natureza: Direto.
Direcionalidade: Meio físico, meio socioeconômico.
Periodicidade: Permanente.
Temporalidade: Médio a longo prazo.
Abrangência: Local e restrito.
Reversibilidade: Irreversível.
Probabilidade de Ocorrência: Provável.
Magnitude: Média a alta.
Importância: Moderada a alta.

9.5.30. Manutenção/geração de impostos.

A Central de Tratamento de Resíduos (CTR) pode ter um impacto positivo significativo


na manutenção e geração de impostos. O funcionamento de uma CTR envolve a contratação

261
de pessoal, compra de equipamentos, pagamento de serviços de transporte e tratamento de
resíduos, entre outros. Todas essas atividades geram movimentação econômica e,
consequentemente, resultam na arrecadação de impostos para o governo local.
Além disso, a CTR também pode contribuir para a geração de empregos na região. A
manutenção e operação do empreendimento exigem mão de obra qualificada e não qualificada,
proporcionando oportunidades de trabalho para a população local. Isso pode melhorar a
situação socioeconômica da comunidade, aumentar a renda disponível e fortalecer a economia
local.

Classificação do impacto:

Fase: Operacional.
Efeito: Positivo.
Natureza: Direto.
Direcionalidade: Meio socioeconômico.
Periodicidade: Permanente.
Temporalidade: Médio a longo prazo.
Abrangência: Local e restrito.
Reversibilidade: Reversível.
Probabilidade de Ocorrência: Provável.
Magnitude: Média a alta.
Importância: Moderada a alta.

9.5.31. Interferências no Patrimônio Cultural (arqueológico, histórico,


paisagístico, imaterial, espeleológico e paleontológico).

Eventualmente e em condições em há a presença de patrimônio cultural ou de qualquer


natureza histórica, a implantação de qualquer empreendimento deve se antecipar a essa
potencial casualidade. A implantação da CTR não afetará as diversas formas de patrimônio
cultural existentes na Área de Influência Indireta, o risco de ocorrência é praticamente nulo.
Não descartando a possibilidade de alguma ocorrência dessa natureza, evidencia-se que o
impacto sobre o patrimônio paisagístico seja provável de ocorrer, cuja presença da CTR poderá
alterar a aparência visual do entorno do ponto de vista do observador.

Classificação do impacto:

Fase: Planejamento, Instalação e Operacional.


Efeito: Negativo.
Natureza: Direto e indireto.
Direcionalidade: Meio físico, meio biótico, meio socioeconômico.
Periodicidade: Temporário e permanente.
Temporalidade: Médio a longo prazo.
Abrangência: Local e regional.

262
Reversibilidade: Irreversível.
Probabilidade de Ocorrência: Provável.
Magnitude: Média a alta.
Importância: Moderada a alta.

9.5.32. Recomposição e ampliação da flora e fauna

A implantação e operação da CTR podem ter impactos negativos significativos na flora


e fauna da região afetada. Esses impactos podem ocorrer devido à descaracterização do
ambiente natural, destruição de habitats e interrupção de processos ecológicos importantes.
Durante a fase de planejamento, a seleção do local para a CTR pode levar à perda de
áreas de vegetação nativa e de habitat para diversas espécies. Durante a fase de instalação,
ocorrem intervenções físicas, como desmatamento e terraplanagem, que podem resultar na
destruição direta de habitats e na remoção da vegetação existente.
Durante a fase operacional, a CTR pode gerar poluição do ar, do solo e da água,
afetando a qualidade dos recursos naturais e comprometendo a sobrevivência de organismos
locais. Além disso, o tráfego de veículos e o movimento de materiais relacionados à operação
da central podem causar perturbações na fauna, afastando espécies sensíveis e causando
fragmentação de habitats.
A fase de encerramento da CTR também pode ter impactos negativos, pois pode ser
necessário realizar atividades de remediação para reabilitar a área afetada. Essas atividades
podem incluir a recuperação da vegetação nativa e a reintrodução de espécies, mas a reversão
completa dos impactos negativos pode ser difícil de alcançar.

Classificação do impacto:

Fase: Planejamento, Instalação, Operacional, Encerramento.


Efeito: Negativo.
Natureza: Direto e indireto.
Direcionalidade: Meio físico, meio biótico.
Periodicidade: Permanente.
Temporalidade: Médio a longo prazo.
Abrangência: Local e regional.
Reversibilidade: Irreversível.
Probabilidade de Ocorrência: Provável.
Magnitude: Média a alta.
Importância: Moderada a alta.

263
9.5.33. Afugentamento e redução de habitat para fauna

Uma CTR pode promover impactos significativos e negativos no afugentamento e


redução do habitat da fauna. Durante a fase de planejamento da CTR, é importante considerar
a localização em relação aos habitats existentes e a presença de espécies de fauna. Durante a
fase de instalação, pode haver destruição de habitats naturais, deslocamento de animais e perda
de biodiversidade local. A vegetação é removida, as áreas de reprodução e alimentação são
suprimidas e os animais são forçados a procurar novos locais para sobreviver.
A presença de uma CTR gera alterações no ambiente, como a liberação de odores,
ruídos e poluição do ar, o que pode afetar a qualidade de vida dos animais e reduzir ainda mais
o seu habitat disponível. Além disso, a presença de uma CTR pode atrair vetores de doenças e
predadores que ameaçam a fauna local.
Durante a fase de encerramento da CTR, é possível que ocorram processos de
recuperação ambiental, visando mitigar os impactos negativos e restaurar o habitat da fauna
afetada. No entanto, em muitos casos, os danos causados já são irreversíveis e a fauna não
consegue se recuperar totalmente.

Classificação do impacto:

Fase: Operacional
Efeito: Negativo
Natureza: Direto
Direcionalidade: Meio biótico
Periodicidade: Permanente
Temporalidade: Médio prazo a longo prazo
Abrangência: Local a restrito
Reversibilidade: Irreversível
Probabilidade de Ocorrência: Provável
Magnitude: Alta
Importância: Alta

9.5.34. Atropelamento da fauna

As instalações da CTR são frequentemente localizadas em áreas próximas a rodovias


ou vias de tráfego intenso, o que aumenta o risco de colisões entre veículos e animais que vivem
nas proximidades.
Durante a fase de planejamento da CTR, é importante considerar a proximidade de
habitats naturais e corredores de migração da fauna. Caso esses aspectos não sejam levados em
conta, a construção da CTR pode criar barreiras físicas para a movimentação dos animais,
aumentando a probabilidade de atropelamentos. Além disso, a construção de novas estradas ou
a expansão das existentes para acessar a CTR pode intensificar ainda mais o problema.
Durante a fase de instalação da CTR, ocorre a construção de infraestrutura, o que pode
levar à fragmentação de habitats e à perturbação da fauna local. Os animais são forçados a

264
atravessar estradas ou a procurar rotas alternativas, aumentando o risco de serem atropelados.
A remoção de vegetação também pode expor os animais a um maior risco, pois diminui sua
proteção natural contra o tráfego.
Na fase operacional, o tráfego contínuo de veículos associado à operação da CTR
aumenta o risco de atropelamento da fauna. Os animais são atraídos para as áreas adjacentes à
CTR em busca de alimento ou abrigo, tornando-se mais vulneráveis a colisões com veículos
em alta velocidade. Esse impacto negativo pode ser especialmente significativo durante a noite,
quando a visibilidade é reduzida.
Durante a fase de encerramento da CTR, a redução da atividade e o eventual fechamento
das instalações podem diminuir o risco de atropelamento da fauna. No entanto, se as estruturas
permanecerem no local sem manutenção adequada, podem se tornar atrativos para animais em
busca de abrigo, resultando em riscos contínuos de colisões.

Classificação do impacto:

Fase: Operacional
Efeito: Negativo
Natureza: Direto
Direcionalidade: Meio biótico
Periodicidade: Permanente
Temporalidade: Médio prazo
Abrangência: Local
Reversibilidade: Reversível
Probabilidade de Ocorrência: Provável
Magnitude: Alta
Importância: Alta

9.5.35. Acidentes envolvendo animais

A presença de uma CTR e o aumento do tráfego de veículos nas proximidades podem


resultar em colisões e acidentes que afetam a fauna local. Durante a fase de planejamento da
CTR, é importante considerar a presença de corredores de migração, rotas de animais e áreas
de habitat significativas para evitar a interferência direta nos movimentos da fauna. Caso não
sejam tomadas precauções adequadas, a instalação da CTR pode criar barreiras físicas que
dificultam o deslocamento dos animais, aumentando o risco de acidentes.
Durante a fase de instalação da CTR, a construção de infraestrutura e a alteração do
ambiente podem perturbar a fauna local, levando a um maior risco de acidentes. A
movimentação de maquinário pesado, a remoção de vegetação e a fragmentação de habitats
podem forçar os animais a atravessar estradas ou rotas de tráfego intenso, aumentando a
probabilidade de colisões com veículos.
Na fase operacional, o tráfego contínuo de veículos associado à CTR aumenta
significativamente o risco de acidentes envolvendo animais. O aumento do número de veículos
e a velocidade dos mesmos podem levar a colisões fatais com animais que cruzam estradas ou

265
rotas próximas à CTR. Esses acidentes podem resultar em morte ou ferimentos graves para a
fauna local, além de representarem riscos para os motoristas.
Durante a fase de encerramento da CTR, a diminuição do tráfego de veículos pode
reduzir o risco de acidentes, mas se as estruturas permanecerem no local sem manutenção
adequada, ainda pode haver a ocorrência de acidentes envolvendo animais que são atraídos
para essas áreas em busca de abrigo.

Classificação do impacto:

Fase: Operacional
Efeito: Negativo
Natureza: Direto
Direcionalidade: Meio biótico
Periodicidade: Permanente
Temporalidade: Médio prazo
Abrangência: Local
Reversibilidade: Reversível
Probabilidade de Ocorrência: Provável
Magnitude: Alta
Importância: Alta

9.5.36. Proliferação de vetores e aparecimento da fauna sinantrópica

A presença de uma Central de Tratamento de Resíduos (CTR) pode ter um impacto


negativo significativo em relação à proliferação de vetores e ao aparecimento da fauna
sinantrópica, ou seja, animais que se adaptam às áreas urbanas em busca de alimento e abrigo.
A gestão inadequada dos resíduos e a falta de medidas de controle podem resultar em condições
favoráveis para o aumento desses vetores e do número de animais sinantrópicos nas
proximidades da CTR.
Durante a fase de planejamento da CTR, é essencial considerar medidas de controle de
vetores e animais sinantrópicos. Caso contrário, a construção e operação da central podem criar
condições propícias para a proliferação de pragas, como ratos, moscas e mosquitos, que podem
transmitir doenças aos seres humanos. Além disso, a falta de controle adequado pode levar ao
estabelecimento de populações de animais sinantrópicos nas áreas circundantes, causando
conflitos com a população local.
Durante a fase de instalação da CTR, é importante implementar medidas preventivas
para evitar a proliferação de vetores e a invasão de fauna sinantrópica. Isso inclui o uso de
sistemas adequados de manejo de resíduos, como a impermeabilização de depósitos de lixo, o
controle de insetos e roedores, e o monitoramento regular das áreas adjacentes para detectar e
controlar a presença de animais sinantrópicos.
Na fase operacional, se não forem adotadas medidas de controle contínuo, a CTR pode
se tornar um ambiente propício para a proliferação de vetores, como moscas e mosquitos,
devido à presença de matéria orgânica em decomposição. Além disso, a disponibilidade de

266
alimento e abrigo atrai animais sinantrópicos, como ratos e pássaros, que podem causar danos
e transmitir doenças.
Durante a fase de encerramento da CTR, é importante implementar ações de remediação
para controlar a proliferação de vetores e reduzir a presença de fauna sinantrópica. A remoção
adequada de resíduos e a desativação correta das instalações podem ajudar a evitar que esses
problemas persistam no longo prazo.

Classificação do impacto:

Fase: Operacional
Efeito: Negativo
Natureza: Direto
Direcionalidade: Meio biótico
Periodicidade: Permanente
Temporalidade: Médio prazo
Abrangência: Local
Reversibilidade: Reversível
Probabilidade de Ocorrência: Provável
Magnitude: Alta
Importância: Alta

9.5.37. Disponibilizar informações sobre a biodiversidade local

A CTR pode ter um impacto positivo ao disponibilizar informações sobre a


biodiversidade local. Ao realizar o tratamento adequado dos resíduos, a CTR pode implementar
medidas de monitoramento e coleta de dados sobre a fauna, flora e ecossistemas presentes nas
áreas circundantes. Essas informações podem contribuir para o conhecimento e a valorização
da biodiversidade local, bem como para o desenvolvimento de estratégias de conservação e
gestão ambiental.
Durante a fase de planejamento da CTR, é possível considerar a inclusão de programas
de monitoramento ambiental e educação ambiental. Isso possibilita a coleta de dados sobre a
biodiversidade local, incluindo informações sobre espécies de fauna e flora presentes, habitats
naturais e áreas de importância ecológica. Essas ações podem gerar um efeito positivo ao
fornecer informações valiosas para o conhecimento científico e a conscientização da
comunidade local sobre a importância da biodiversidade.
Durante a fase de instalação da CTR, podem ser implementadas medidas adicionais
para melhorar a disponibilização de informações sobre a biodiversidade local. Isso pode incluir
a criação de trilhas ecológicas ou áreas de visitação que permitam às pessoas conhecerem e
apreciarem a fauna e a flora presentes nas áreas adjacentes à central. Essas atividades podem
ter um efeito positivo ao promover a educação ambiental e o engajamento da comunidade com
a biodiversidade.
Na fase operacional, a CTR pode continuar a disponibilizar informações sobre a
biodiversidade local por meio de programas de monitoramento contínuo. Dados atualizados

267
sobre a presença de espécies, habitats e indicadores de qualidade ambiental podem ser
coletados e compartilhados com pesquisadores, instituições educacionais e a comunidade em
geral. Essas ações têm um efeito positivo ao contribuir para a conservação e gestão sustentável
dos recursos naturais.
Durante a fase de encerramento da CTR, é importante manter registros e relatórios que
documentem as informações coletadas ao longo do tempo. Isso permite que os dados sobre a
biodiversidade local sejam preservados e estejam disponíveis para futuras referências e
pesquisas. Esse efeito positivo pode beneficiar ações de conservação e monitoramento
ambiental no futuro.

Classificação do impacto:

Fase: Operacional
Efeito: Positivo
Natureza: Direto
Direcionalidade: Meio biótico
Periodicidade: Permanente
Temporalidade: Médio prazo
Abrangência: Local
Reversibilidade: Reversível
Probabilidade de Ocorrência: Provável
Magnitude: Média
Importância: Moderada

9.5.38. Supressão de vegetação nativa

Durante o processo de planejamento e instalação da CTR, é comum a necessidade de


desmatamento ou remoção de áreas verdes para a construção das estruturas e infraestruturas
necessárias. Isso resulta na perda de habitats naturais, redução da biodiversidade e
fragmentação de ecossistemas.
O impacto negativo da supressão de vegetação nativa é direto, uma vez que envolve a
remoção física dos habitats e ecossistemas existentes. A direcionalidade desse impacto é
voltada para o meio biótico, afetando diretamente a flora e fauna presentes nas áreas
desmatadas.
Esse impacto é considerado permanente, pois a supressão da vegetação nativa é
irreversível no curto prazo. A recuperação dessas áreas naturais pode levar décadas ou até
mesmo séculos, dependendo das condições de regeneração da vegetação.
A abrangência do impacto pode variar de local e em alguns casos, a supressão de
vegetação pode afetar apenas uma área restrita, enquanto em outros casos pode abranger uma
região maior, dependendo do porte e localização da central.
A probabilidade de ocorrência desse impacto é certa, uma vez que a limpeza da área e
supressão de vegetação é uma ação necessária para a instalação da CTR. A magnitude desse

268
impacto é considerada alta, pois envolve a perda irreversível de habitats e ecossistemas, com
consequências negativas para a biodiversidade e os serviços ecossistêmicos.
A importância desse impacto é considerada moderada a alta, pois a supressão de
vegetação nativa está relacionada à perda de espécies, de habitats e da capacidade de regulação
e sustentabilidade dos ecossistemas.

Classificação do impacto:

Fase: Planejamento/Instalação
Efeito: Negativo
Natureza: Direto
Direcionalidade: Meio biótico
Periodicidade: Permanente
Temporalidade: Médio/longo prazo
Abrangência: Local/restrito
Reversibilidade: Irreversível
Probabilidade de Ocorrência: Certa
Magnitude: Alta
Importância: Moderada/alta

9.5.39. Redução capacidade de resiliência do ambiente

A resiliência é a capacidade de um ecossistema de resistir a perturbações e se recuperar


delas. A presença de uma CTR pode comprometer essa capacidade devido a diversos fatores.
Durante a fase de planejamento, é necessário selecionar um local adequado para a
construção da CTR. Muitas vezes, essa escolha recai em áreas naturais ou ecossistemas
sensíveis, resultando na destruição de habitats e na perda de biodiversidade. Isso afeta
diretamente o meio biótico e reduz a capacidade de resiliência do ambiente.
Na fase de instalação, ocorre a construção das estruturas da CTR, o que pode resultar
em alterações no meio físico, como a compactação do solo e a modificação do relevo. Essas
mudanças podem impactar a hidrologia local, afetando a disponibilidade de água e os processos
de drenagem. Isso, por sua vez, influencia a capacidade de resiliência do meio físico.
Durante a fase operacional, a CTR pode emitir poluentes atmosféricos, como gases
tóxicos e partículas suspensas, o que compromete a qualidade do ar e pode afetar negativamente
a saúde humana e a biodiversidade. Além disso, o descarte inadequado de resíduos sólidos ou
efluentes pode contaminar solos e corpos d'água, reduzindo ainda mais a resiliência do
ambiente.
No encerramento da CTR, resíduos acumulados podem permanecer no local,
representando um risco de contaminação e degradação do ambiente por um longo prazo. Essa
situação diminui a capacidade de recuperação do ecossistema e pode dificultar futuras
intervenções de reabilitação.

269
Classificação do impacto:

Fase: Planejamento/Instalação/Operacional/Encerramento
Efeito: Negativo
Natureza: Direto
Direcionalidade: Meio físico/Meio biótico
Periodicidade: Permanente
Temporalidade: Médio/longo prazo
Abrangência: Local/restrito/regional
Reversibilidade: Irreversível
Probabilidade de Ocorrência: Provável
Magnitude: Alta
Importância: Moderada/alta

9.5.40. Alterações na paisagem

As alterações na paisagem podem afetar tanto os elementos físicos quanto os aspectos


estéticos e culturais do ambiente. A construção e operação de uma CTR geralmente requerem
grandes áreas de terra para a implantação das instalações e para acomodar as operações. Isso
pode resultar em alterações na topografia, como escavações e aterros, modificando a forma e o
relevo do terreno. A remoção de vegetação natural também é comum, levando à perda de
habitats e à redução da biodiversidade.
No caso específico da CTR-PE Nazaré da Mata, por estar localizada em uma área
antropizada, com baixa diversidade de espécies, sendo comumente utilizada para pastoreio
animal e no seu entorno possui um lixão desativado, o empreendimento não afetara
significativa a paisagem, porém sua presença será notada e adequar-se-á a paisagem local.

Classificação do impacto:

Fase: Planejamento/Instalação/Operacional/Encerramento
Efeito: Negativo
Natureza: Direto
Direcionalidade: Meio físico
Periodicidade: Permanente
Temporalidade: Médio a longo prazo
Abrangência: Local/restrito/regional
Reversibilidade: Reversível ou irreversível
Probabilidade de Ocorrência: Provável
Magnitude: Média a alta
Importância: Moderada a alta

270
9.5.41. Alteração das condições de qualidade de vida

A construção e operação da CTR Nazaré da Mata poderá eventualmente e com pouca


probabilidade de ocorrência provocar impacto negativo significativo nas condições de
qualidade de vida das comunidades locais, apesar de pouco provável, esses impactos podem
afetar diversos aspectos, desde a saúde e segurança até o bem-estar psicossocial das pessoas.
A alteração das condições de qualidade de vida pode envolver diversos fatores. Um dos
principais é a saúde pública, uma vez que uma CTR pode gerar emissões de poluentes
atmosféricos, odores desagradáveis e poeira, que podem afetar a qualidade do ar e a saúde
respiratória das pessoas que vivem nas proximidades. Além disso, o tráfego de veículos
pesados associado à operação da CTR pode aumentar os riscos de acidentes de trânsito nas
áreas circunvizinhas.
Outro aspecto importante é o impacto socioeconômico. A presença de uma CTR pode
afetar a percepção de valor imobiliário das propriedades próximas, dificultando a venda e
desvalorizando a região. Isso pode gerar impactos econômicos negativos para os moradores
locais e comunidades.
Adicionalmente, a presença de uma CTR pode causar transtornos e desconforto
psicológico para as pessoas que vivem nas proximidades. O medo de possíveis danos à saúde,
a preocupação com o odor e o ruído, bem como o estigma associado a uma instalação de
tratamento de resíduos, podem impactar negativamente o bem-estar psicossocial das
comunidades.

Classificação do impacto:

Fase: Planejamento/Instalação/Operacional/Encerramento
Efeito: Negativo
Natureza: Direto
Direcionalidade: Meio socioeconômico
Periodicidade: Permanente
Temporalidade: Médio a longo prazo
Abrangência: Local/restrito/regional
Reversibilidade: Irreversível
Probabilidade de Ocorrência: Pouco Provável
Magnitude: Média a alta
Importância: Moderada a alta

9.5.42. Geração de expectativa na população

A construção e operação da CTR Nazaré da Mata pode gerar expectativas na população


local. Esses impactos podem influenciar diversos aspectos da vida das pessoas, desde a
perspectiva de melhoria ambiental até a criação de oportunidades econômicas. A geração de
expectativa na população pode ser observada em diferentes aspectos. Em termos ambientais, a
presença da CTR poderá trazer a esperança de um melhor gerenciamento e tratamento dos

271
resíduos, contribuindo para a redução da poluição e preservação do meio ambiente. Além disso,
a implementação de práticas de reciclagem e recuperação de materiais pode gerar a expectativa
de uma economia circular mais sustentável.
Do ponto de vista socioeconômico, a construção da CTR pode trazer a expectativa de
novas oportunidades de emprego para a população local. A demanda por mão de obra para a
operação e manutenção da instalação pode impulsionar a economia regional, promovendo o
desenvolvimento local.
Além disso, a presença de uma CTR pode gerar a expectativa de maior conscientização
ambiental na comunidade. A promoção de programas educacionais e de conscientização sobre
a importância da separação correta dos resíduos e a participação ativa da população podem
criar um senso de responsabilidade ambiental e contribuir para a mudança de hábitos em
relação ao consumo e descarte de resíduos.

Classificação do impacto:

Fase: Planejamento/Instalação/Operacional/Encerramento
Efeito: Positivo
Natureza: Direto
Direcionalidade: Meio socioeconômico
Periodicidade: Permanente
Temporalidade: Médio a longo prazo
Abrangência: Local/restrito/regional
Reversibilidade: Reversível
Probabilidade de Ocorrência: Provável
Magnitude: Média a alta
Importância: Moderada a alta

9.5.43. Risco de acidentes com a população local e temporária

A Central de Tratamento de Resíduos (CTR) pode apresentar impactos negativos, como


o risco de acidentes com a população local e temporária. O risco de acidente estará presente
durante todas as fases, desde o planejamento até o encerramento da instalação. O risco de
acidentes com a população local e temporária pode ser atribuído a diversos fatores. Durante a
fase de planejamento, podem surgir preocupações relacionadas à escolha inadequada do local
da CTR, como proximidade de áreas residenciais ou zonas de circulação de pessoas. Durante
a fase de instalação, podem ocorrer acidentes relacionados à construção das estruturas da CTR,
como desabamentos, vazamentos de substâncias perigosas ou problemas de segurança no
manuseio de equipamentos e maquinários. Esses acidentes podem colocar em risco a vida e a
saúde das pessoas que trabalham na construção e também da população circundante.
Na fase operacional, os riscos de acidentes podem incluir vazamentos de substâncias
tóxicas, incêndios, explosões ou mau funcionamento dos equipamentos. Esses incidentes
podem afetar tanto os trabalhadores da CTR quanto a população local, levando a problemas de
saúde, contaminação do solo, água e ar, além de danos aos ecossistemas próximos.

272
No encerramento da CTR, podem surgir preocupações relacionadas ao descarte final
dos resíduos e ao gerenciamento adequado das estruturas remanescentes. O abandono
inadequado dessas estruturas pode resultar em riscos contínuos de acidentes e contaminação
do ambiente.

Classificação do impacto:

Fase: Planejamento/Instalação/Operacional/Encerramento
Efeito: Negativo
Natureza: Direto
Direcionalidade: Meio socioeconômico
Periodicidade: Temporário
Temporalidade: Imediato a médio prazo
Abrangência: Local/restrito
Reversibilidade: Reversível
Probabilidade de Ocorrência: Provável
Magnitude: Média a alta
Importância: Moderada a alta

9.5.44. Impactos sociais de eventuais necessidades de desapropriações e remoção


da população

A necessidade de desapropriações e remoção da população pode surgir durante


diferentes fases da CTR. No planejamento, ocorre a identificação e aquisição de áreas para a
construção da instalação, o que pode demandar a desocupação de terras e a realocação das
comunidades que ali residem. Esse processo pode gerar impactos sociais significativos, como
o desenraizamento das pessoas de suas moradias e a perda de vínculos comunitários. A CTR
Nazaré da Mata não afetará significativamente a comunidade local que se manterá em distância
segura da área diretamente afetada pelo empreendimento.
Durante a fase de instalação de determinadas CTRs, houve a necessidade de
desapropriações e remoção da população para viabilizar a construção das estruturas da CTR,
implicando no deslocamento das pessoas afetadas, causando impactos emocionais,
desestruturação familiar, perda de patrimônio e interrupção das atividades econômicas locais.
Este impacto será Pouco Provável tendo em vista que a localização da CTR-PE Nazaré da Mata
não implicará na necessidade de desapropriação.
Na fase operacional, é possível que a CTR demande a remoção de populações próximas
devido à exposição a possíveis riscos à saúde. Por exemplo, se a CTR gera emissões de gases
tóxicos ou odores desagradáveis, as comunidades vizinhas podem ser impactadas
negativamente, sendo necessário seu realojamento.
No encerramento da CTR, pode ocorrer a desativação das instalações, o que pode
demandar a desocupação das áreas e a realocação das pessoas afetadas. Esse processo pode
envolver a compensação dos impactos socioeconômicos causados durante a operação da CTR.

273
Classificação do impacto:

Fase: Planejamento/Instalação/Operacional/Encerramento
Efeito: Negativo
Natureza: Direto
Direcionalidade: Meio socioeconômico
Periodicidade: Temporário
Temporalidade: Médio a longo prazo
Abrangência: Local/restrito a regional
Reversibilidade: Reversível (com possibilidade de compensações)
Probabilidade de Ocorrência: Provável
Magnitude: Média a alta
Importância: Moderada a alta

9.5.45. Geração de empregos diretos e indiretos

A geração de empregos diretos e indiretos é um dos principais benefícios sociais da


CTR. Durante a fase de planejamento, ocorre a identificação das necessidades de mão de obra
qualificada para o projeto, o que pode impulsionar a contratação de profissionais
especializados, como engenheiros, arquitetos e técnicos.
Durante a fase de instalação, a construção da CTR demanda uma ampla gama de
trabalhadores, como operários da construção civil, eletricistas, encanadores e outros
profissionais envolvidos na montagem das estruturas e sistemas da central. Essa etapa intensiva
em mão-de-obra contribui para a geração de empregos diretos e indiretos, movimentando a
economia local.
Na fase operacional, a CTR requer a contratação de equipes para a operação e
manutenção diárias da central, como operadores de máquinas, técnicos em tratamento de
resíduos, motoristas de caminhões de coleta, entre outros. Esses empregos diretos
proporcionam renda e estabilidade para os trabalhadores envolvidos.
O encerramento da CTR também pode gerar empregos temporários e indiretos
relacionados às atividades de desmontagem, desativação e recuperação da área, como
demolição controlada, remoção de equipamentos e reabilitação ambiental. Esses empregos
temporários podem trazer um impulso econômico adicional para a região.

Classificação do impacto:

Fase: Planejamento/Instalação/Operacional/Encerramento
Efeito: Positivo
Natureza: Direto
Direcionalidade: Meio socioeconômico
Periodicidade: Permanente
Temporalidade: Médio a longo prazo
Abrangência: Local a regional

274
Reversibilidade: Reversível (com possibilidade de compensações)
Probabilidade de Ocorrência: Provável
Magnitude: Média a alta
Importância: Moderada a alta

9.5.46. Aumento temporário da circulação de pessoas

Durante a fase de planejamento e instalação da CTR, é comum que haja um aumento


temporário da circulação de pessoas na região. Isso ocorre devido à necessidade de
profissionais especializados para realizar estudos ambientais, projetos de engenharia,
licenciamentos e demais trâmites necessários para a implantação da central.
Esse aumento da circulação de pessoas pode resultar em congestionamentos no trânsito,
especialmente em áreas onde a infraestrutura viária não está preparada para lidar com um
grande fluxo de veículos. Além disso, pode haver uma maior demanda por serviços e
infraestrutura urbana, como hospedagem, alimentação e transporte, o que pode sobrecarregar
temporariamente os recursos locais.
No entanto, é importante destacar que esse aumento da circulação de pessoas é
temporário e está relacionado à fase de implantação da CTR. Uma vez concluída essa etapa, a
circulação tende a retornar aos níveis anteriores ou se estabilizar em um novo patamar, de
acordo com a demanda operacional da central.

Classificação do impacto:

Fase: Planejamento/Instalação/Operacional/Encerramento
Efeito: Negativo
Natureza: Direto
Direcionalidade: Meio socioeconômico
Periodicidade: Temporário
Temporalidade: Curto prazo
Abrangência: Local a regional
Reversibilidade: Reversível
Probabilidade de Ocorrência: Provável
Magnitude: Baixa a média
Importância: Moderada

9.5.47. Aumento do fluxo de acesso e aumento no tráfego de veículos

Durante todas as fases da CTR, é esperado que haja um aumento do fluxo de acesso e
do tráfego de veículos na área onde a central está localizada. Isso ocorre devido ao transporte
de resíduos até o local e o deslocamento de funcionários, fornecedores e prestadores de
serviços.

275
Esse aumento do tráfego de veículos pode acarretar congestionamentos, ruídos,
poluição do ar e maior desgaste da infraestrutura viária local. Além disso, pode impactar a
segurança no trânsito e aumentar os riscos de acidentes e atropelamentos, principalmente se as
vias não estiverem preparadas para lidar com o aumento do fluxo.
É importante ressaltar que esses efeitos são diretos e afetam tanto o meio físico, por
meio da deterioração da infraestrutura viária, como o meio socioeconômico, devido aos
impactos na qualidade de vida da população local.

Classificação do impacto:

Fase: Planejamento/Instalação/Operacional/Encerramento
Efeito: Negativo
Natureza: Direto
Direcionalidade: Meio físico e meio socioeconômico
Periodicidade: Permanente
Temporalidade: Médio a longo prazo
Abrangência: Local a regional
Reversibilidade: reversível
Probabilidade de Ocorrência: Provável
Magnitude: Média a alta
Importância: Moderada a alta

9.5.48. Melhoria da qualidade de vida da população atendida

A melhoria da qualidade de vida da população é um impacto direto e abrange tanto o


meio físico quanto o meio socioeconômico. Com a operação da CTR, ocorre uma adequada
gestão dos resíduos sólidos, o que contribui para a redução da poluição ambiental, evitando a
contaminação do solo, das águas e do ar. Isso resulta em benefícios para a saúde da população,
reduzindo doenças relacionadas ao descarte inadequado de resíduos.
Além disso, a implantação da CTR pode gerar oportunidades de emprego diretas e
indiretas, impulsionando a economia local e regional. A geração de empregos contribui para o
desenvolvimento socioeconômico da região, aumentando a renda e melhorando as condições
de vida das pessoas.
A melhoria da qualidade de vida é um efeito permanente, com impactos a médio e longo
prazo. Os benefícios se estendem de forma local a regional, alcançando as comunidades
atendidas pela CTR. O impacto é considerado direto e indireto, de periodicidade permanente,
com abrangência local e restrita a regional. É reversível por meio da implementação de medidas
adequadas, com probabilidade de ocorrência provável. A magnitude do impacto é classificada
como média a alta, e sua importância é considerada moderada a alta, tendo em vista os
benefícios para a qualidade de vida da população atendida.

276
Classificação do impacto:

Fase: Planejamento/Instalação/Operacional/Encerramento
Efeito: Positivo.

Natureza: Direto e indireto.


Direcionalidade: Meio físico, meio biótico e meio socioeconômico.
Periodicidade: Permanente.
Temporalidade: Médio prazo a longo prazo.
Abrangência: Local, restrita a regional.
Reversibilidade: Reversível
Probabilidade de Ocorrência: Provável.
Magnitude: Média a alta, considerando os benefícios para a saúde, o meio ambiente e a
economia local.
Importância: Moderada a alta, tendo em vista os impactos positivos na qualidade de
vida da população atendida.

9.5.49. Melhora na qualidade do ar

A melhora na qualidade do ar é um impacto direto e se dá principalmente no meio físico.


Com a operação da CTR, os resíduos são tratados adequadamente, evitando a emissão de
substâncias tóxicas e poluentes na atmosfera. Isso reduz a poluição do ar e minimiza os riscos
para a saúde da população, diminuindo a ocorrência de doenças respiratórias e melhorando a
qualidade de vida.
A implantação da CTR contribuirá para a redução da queima a céu aberto de resíduos,
uma prática comum e altamente poluente. Com o tratamento adequado dos resíduos, as
emissões de poluentes atmosféricos são reduzidas significativamente, resultando em um ar
mais limpo e saudável para a população.
A escolha de tecnologias eficientes, a adoção de medidas de controle de emissões e a
conformidade com normas ambientais são fundamentais para evitar a liberação de poluentes
atmosféricos. O impacto é considerado direto, de periodicidade permanente, com abrangência
local a regional. É reversível por meio da adoção de tecnologias adequadas e monitoramento
constante, com probabilidade de ocorrência provável. A magnitude do impacto é classificada
como média a alta, e sua importância é considerada moderada a alta.

Classificação do impacto:

Efeito: Positivo.
Natureza: Direto.
Direcionalidade: Meio físico e meio socioeconômico.
Periodicidade: Permanente.
Temporalidade: Médio prazo a longo prazo.
Abrangência: Local a regional.

277
Reversibilidade: Reversível, com a adoção de tecnologias adequadas e monitoramento
constante.
Probabilidade de Ocorrência: Provável.
Magnitude: Média a alta, considerando os benefícios para a saúde e o meio ambiente.
Importância: Moderada a alta, devido aos impactos positivos na qualidade do ar e na
saúde da população.

9.5.50. Recuperação de recursos

A recuperação de recursos é um impacto direto e ocorre no meio socioeconômico. A


CTR implementará técnicas de reciclagem, compostagem e recuperação de energia, permitindo
a extração de materiais valiosos dos resíduos e a redução da necessidade de novos recursos
naturais.
Por meio da separação e reciclagem de materiais como plástico, papel, vidro e metal, a
CTR contribui para a conservação dos recursos naturais, a redução do consumo de energia e a
minimização do impacto ambiental associado à extração de matérias-primas.
Além disso, a compostagem de resíduos orgânicos permite a produção de adubo
orgânico de alta qualidade, que pode ser utilizado na agricultura, promovendo a fertilização do
solo e reduzindo a necessidade de fertilizantes químicos.
Esse impacto positivo na recuperação de recursos é de longo prazo e se estende a
comunidades locais e regionais atendidas pela CTR. A reversibilidade está relacionada à
capacidade de adaptação das práticas de recuperação de recursos conforme as necessidades e
avanços tecnológicos.

Classificação do impacto:

Fase: Planejamento/Instalação/Operacional/Encerramento
Efeito: Positivo
Natureza: Direto
Direcionalidade: Meio socioeconômico
Periodicidade: Permanente
Temporalidade: Médio a longo prazo
Abrangência: Local a regional
Reversibilidade: Reversível
Probabilidade de Ocorrência: Provável
Magnitude: Média a alta
Importância: Moderada a alta

9.5.51. Redução na geração de lixo

A implantação da CTR Nazaré da Mata poderá afetar positivamente para favorecer a


redução da geração de lixo. Essa redução ocorre em diferentes fases do processo, desde o

278
planejamento até a operação e o encerramento da CTR. Na fase de planejamento, são adotadas
medidas para a conscientização da população e a implementação de programas de coleta
seletiva, visando a redução na geração de resíduos. Além disso, estratégias de educação
ambiental são desenvolvidas para promover a mudança de comportamento em relação ao
consumo e ao descarte adequado dos materiais.
Durante a fase de instalação, são implementadas tecnologias avançadas de reciclagem
e tratamento de resíduos, permitindo a recuperação de materiais recicláveis e a transformação
de resíduos orgânicos em compostagem. Isso contribui para a redução da quantidade de lixo
destinado aos aterros sanitários.
No funcionamento operacional da CTR, a separação e o tratamento adequado dos
resíduos possibilitam a recuperação de materiais, como plástico, papel, vidro e metais, que
podem ser reincorporados na cadeia produtiva. Isso resulta em uma diminuição na demanda
por matérias-primas virgens, reduzindo assim a extração de recursos naturais e a quantidade de
lixo produzido.
Ao considerar o encerramento da CTR, é importante promover a recuperação do espaço
ocupado pelo empreendimento, por meio de ações de remediação e reabilitação ambiental. Isso
garante que a área possa ser utilizada de forma sustentável no futuro.
A CTR poderá contribui para a redução na geração de lixo por meio de práticas
sustentáveis em todas as fases do seu ciclo de vida. A conscientização da população, a
implementação de tecnologias de reciclagem e tratamento, e a recuperação de materiais são
algumas das medidas que possibilitam esse impacto positivo.

Classificação do impacto:

Fase: Operacional
Efeito: Positivo.
Natureza: Direto.
Direcionalidade: Meio socioeconômico e meio físico.
Periodicidade: Permanente.
Temporalidade: Médio prazo a longo prazo.
Abrangência: Local a regional.
Reversibilidade: Reversível
Probabilidade de Ocorrência: Provável.
Magnitude: Média a alta.
Importância: Moderada a alta.

279
9.5.52. Fonte de energia renovável

A utilização da CTR como fonte de energia renovável se dá por meio da recuperação


do biogás gerado durante o processo de tratamento dos resíduos. O biogás é produzido pela
decomposição de matéria orgânica presente nos resíduos, e pode ser capturado e convertido em
energia.
Esse impacto é direto e ocorre no meio socioeconômico, proporcionando uma
alternativa sustentável para suprir parte da demanda energética da região. A energia gerada a
partir do biogás pode ser utilizada para alimentar sistemas elétricos, térmicos ou até mesmo
veículos movidos a gás. Além disso, o uso do biogás como fonte de energia renovável contribui
para a redução das emissões de gases de efeito estufa, uma vez que evita a liberação desses
gases para a atmosfera durante o processo de decomposição dos resíduos.
Esse impacto positivo como fonte de energia renovável é de médio a longo prazo e tem
alcance local a regional. A reversibilidade está relacionada à continuidade da operação da CTR
e ao uso sustentável do biogás como fonte de energia.

Classificação do impacto:

Fase: Operacional
Efeito: Positivo
Natureza: Direto
Direcionalidade: Meio socioeconômico
Periodicidade: Permanente
Temporalidade: Médio a longo prazo
Abrangência: Local a regional
Reversibilidade: Reversível
Probabilidade de Ocorrência: Provável
Magnitude: Média a alta
Importância: Moderada a alta

9.5.53. Proteção da saúde pública

A CTR desempenhará um papel crucial na proteção da saúde pública, uma vez que
permite o tratamento adequado e seguro dos resíduos sólidos. O tratamento dos resíduos reduz
o risco de contaminação do meio ambiente e da água, minimizando a propagação de doenças e
a proliferação de vetores, como insetos e roedores.
Ao adotar processos de tratamento eficientes, como a compostagem e a incineração
controlada, a CTR contribuirá para a redução da quantidade de resíduos depositados em aterros
sanitários, evitando a contaminação do solo e do lençol freático.
Além disso, a correta separação e destinação dos resíduos perigosos garantem a
eliminação adequada de substâncias tóxicas e nocivas à saúde humana. Dessa forma, a CTR
desempenhará um papel importante na prevenção de doenças relacionadas à exposição a
resíduos perigosos. Esse impacto positivo na proteção da saúde pública é de médio a longo

280
prazo e tem alcance local a regional. A reversibilidade está relacionada à continuidade do
funcionamento da CTR e à manutenção dos processos de tratamento adequados.

Classificação do impacto:

Fase: Operacional
Efeito: Positivo
Natureza: Direto
Direcionalidade: Meio socioeconômico
Periodicidade: Permanente
Temporalidade: Médio a longo prazo
Abrangência: Local a regional
Reversibilidade: Reversível
Probabilidade de Ocorrência: Provável
Magnitude: Média a alta
Importância: Moderada a alta

9.5.54. Redução dos custos com disposição de resíduos

A implementação da CTR contribuirá para a redução dos custos associados à disposição


de resíduos. Isso ocorre devido a diversos fatores. Primeiramente, a CTR permite a adoção de
práticas de reciclagem e reaproveitamento de materiais, o que reduz a necessidade de comprar
novos recursos e matérias-primas, resultando em economia de custos.
Além disso, a CTR pode gerar energia a partir da queima controlada de resíduos, o que
contribui para a redução das despesas com energia elétrica. Essa fonte de energia renovável
pode ser utilizada localmente ou vendida para a rede elétrica, gerando receita adicional para a
operação da CTR.
Outro aspecto importante é a diminuição dos gastos com transporte e disposição final
dos resíduos em aterros sanitários. Com a implementação da CTR, os resíduos são tratados e
reduzidos em volume, o que resulta em menor quantidade de resíduos a serem transportados e
depositados em aterros, reduzindo os custos associados.
Esse impacto positivo na redução dos custos com disposição de resíduos é de médio a
longo prazo e tem alcance local a regional. A reversibilidade está relacionada à continuidade
do funcionamento da CTR e à manutenção dos processos de tratamento adequados.

Classificação do impacto:

Fase: Planejamento/Instalação/Operacional/Encerramento
Efeito: Positivo
Natureza: Direto
Direcionalidade: Meio socioeconômico
Periodicidade: Permanente
Temporalidade: Médio a longo prazo

281
Abrangência: Local a regional
Reversibilidade: Reversível
Probabilidade de Ocorrência: Provável
Magnitude: Média a alta
Importância: Moderada a alta

9.5.55. Incentivo à inovação

A CTR poderá incentivar a inovação de diversas formas. Primeiramente, ela demanda


tecnologias avançadas e processos eficientes para o tratamento e recuperação de recursos dos
resíduos. Isso estimula o desenvolvimento de novas soluções e tecnologias mais eficazes para
o tratamento e aproveitamento dos resíduos sólidos.
Além disso, a gestão da CTR requer o uso de sistemas de monitoramento, controle e
automação, o que impulsiona a inovação tecnológica no setor. Novas soluções podem ser
desenvolvidas para otimizar a coleta, triagem, separação e reciclagem dos resíduos, resultando
em processos mais eficientes e sustentáveis.
A CTR também pode estimular a inovação socioeconômica, ao promover parcerias com
empresas e instituições de pesquisa para o desenvolvimento de projetos e iniciativas
relacionadas à gestão dos resíduos. Essas colaborações podem resultar em novos modelos de
negócios, produtos e serviços, que contribuem para a economia local e regional.
O impacto positivo do incentivo à inovação pela CTR é de médio a longo prazo, com
abrangência local a regional. A reversibilidade está relacionada à continuidade da operação da
CTR e à manutenção dos estímulos à inovação.

Classificação do impacto:

Fase: Operacional
Efeito: Positivo
Natureza: Indireto
Direcionalidade: Meio socioeconômico
Periodicidade: Permanente
Temporalidade: Médio a longo prazo
Abrangência: Local a regional
Reversibilidade: Reversível
Probabilidade de Ocorrência: Provável
Magnitude: Média a alta
Importância: Moderada a alta

282
9.5.56. Contribuição para o cumprimento de metas ambientais

A CTR desempenhará um papel fundamental no cumprimento de metas ambientais,


como a redução da geração de resíduos, a recuperação de recursos, a minimização da disposição
inadequada e a promoção da economia circular.. Por meio de processos de tratamento e
reciclagem, a CTR será capaz de reduzir significativamente a quantidade de resíduos
destinados aos aterros sanitários, contribuindo para a mitigação dos impactos ambientais
associados à disposição inadequada.
Além disso, a CTR promoverá a recuperação de recursos presentes nos resíduos, como
metais, plásticos, papel e vidro, possibilitando sua reintrodução na cadeia produtiva. Isso reduz
a extração de recursos naturais e a demanda por novos materiais, resultando em uma menor
pegada ecológica.
O impacto positivo da contribuição para o cumprimento de metas ambientais pela CTR
é de médio a longo prazo, com abrangência local a regional. A reversibilidade está relacionada
à continuidade da operação da CTR e à manutenção dos esforços para o cumprimento das metas
ambientais.

Classificação do impacto:

Fase: Operacional
Efeito: Positivo
Natureza: Direto
Direcionalidade: Meio físico, meio socioeconômico
Periodicidade: Permanente
Temporalidade: Médio a longo prazo
Abrangência: Local a regional
Reversibilidade: Reversível
Probabilidade de Ocorrência: Provável
Magnitude: Média a alta
Importância: Moderada a alta

9.5.57. Redução da poluição hídrica

A CTR desempenhará um papel crucial na redução da poluição hídrica, pois evitará o


descarte inadequado de resíduos sólidos em corpos d'água. Ao tratar os resíduos de forma
adequada, a CTR impedirá que substâncias nocivas, como produtos químicos e metais pesados,
contaminem os recursos hídricos, preservando a qualidade da água.
Com o tratamento adequado dos resíduos, a CTR será capaz de remover poluentes e
substâncias tóxicas, evitando sua infiltração no solo e sua eventual chegada aos corpos d'água.
Além disso, a implementação de sistemas de drenagem e controle de efluentes contribui para
prevenir vazamentos e derramamentos de substâncias perigosas no meio ambiente aquático.

283
O impacto positivo da redução da poluição hídrica pela CTR é de médio a longo prazo,
com abrangência local a regional. A reversibilidade está relacionada à continuidade da
operação da CTR e à manutenção dos processos de tratamento adequado dos resíduos.

Classificação do impacto:

Fase: Operacional
Efeito: Positivo
Natureza: Direto
Direcionalidade: Meio físico, meio biótico, meio socioeconômico
Periodicidade: Permanente
Temporalidade: Médio a longo prazo
Abrangência: Local a regional
Reversibilidade: Reversível
Probabilidade de Ocorrência: Provável
Magnitude: Média a alta
Importância: Moderada a alta

9.5.58. Redução do desperdício de água

A CTR desempenhará um papel importante na redução do desperdício de água através


de diferentes processos. Por exemplo, no tratamento de resíduos líquidos, a água pode ser
recuperada e reutilizada em atividades não potáveis, como a lavagem de pisos ou veículos na
própria instalação da CTR. Isso reduz a demanda por água, promovendo a conservação desse
recurso natural.
Além disso, a CTR também poderá atuar na conscientização e educação ambiental,
incentivando a população a adotar práticas sustentáveis de uso da água. Por meio de campanhas
e programas educativos, as comunidades serão informadas sobre a importância da preservação
da água e serão incentivadas a adotar medidas de economia e reutilização.
O impacto positivo da redução do desperdício de água pela CTR é de médio a longo
prazo, com abrangência local a regional. A reversibilidade está relacionada à continuidade da
operação da CTR e à adoção de práticas sustentáveis pela comunidade.

Classificação do impacto:

Fase: Operacional
Efeito: Positivo
Natureza: Direto
Direcionalidade: Meio físico
Periodicidade: Permanente
Temporalidade: Médio a longo prazo
Abrangência: Local a regional

284
Reversibilidade: Reversível
Probabilidade de Ocorrência: Provável
Magnitude: Média a alta
Importância: Moderada a alta

9.5.59. Prevenção de incêndios

A CTR desempenhará um papel crucial na prevenção de incêndios, especialmente no


tratamento adequado de resíduos inflamáveis. A separação e o processamento adequado desses
materiais reduzem o risco de combustão espontânea e minimizam a chance de propagação do
fogo.
A CTR bem projetada e operacional implementará medidas de segurança, como
sistemas de detecção de incêndios, controle de chamas e procedimentos de emergência. Além
disso, os resíduos tratados na CTR são armazenados e manipulados de forma segura, reduzindo
a possibilidade de ocorrência de incêndios acidentais.
O impacto positivo da prevenção de incêndios pela CTR é de médio a longo prazo, com
abrangência local a regional. A reversibilidade está relacionada à continuidade da operação da
CTR e à manutenção adequada das medidas de prevenção de incêndios.

Classificação do impacto:

Fase: Operacional
Efeito: Positivo
Natureza: Direto
Direcionalidade: Meio físico
Periodicidade: Permanente
Temporalidade: Médio a longo prazo
Abrangência: Local a regional
Reversibilidade: Reversível
Probabilidade de Ocorrência: Provável
Magnitude: Média a alta
Importância: Moderada a alta

9.5.60. Preservação de áreas naturais

A CTR contribuirá para a preservação de áreas naturais de diversas formas.


Primeiramente, o tratamento adequado dos resíduos evitará a contaminação do solo, dos corpos
d'água e dos ecossistemas locais. Ao impedir a liberação de substâncias poluentes, a CTR
minimizará os danos aos habitats naturais e à biodiversidade.
Além disso, a CTR promoverá a redução da necessidade de expansão de aterros
sanitários, que ocupam grandes extensões de áreas naturais. Ao otimizar a gestão dos resíduos,

285
a CTR contribuirá para a preservação de ecossistemas sensíveis e áreas de grande valor
ambiental.
O impacto positivo na preservação de áreas naturais é de médio a longo prazo, com
abrangência local a regional. A reversibilidade está relacionada à continuidade da operação da
CTR e à manutenção adequada das práticas de preservação ambiental. A adoção de medidas
de mitigação, a destinação correta dos resíduos e a recuperação ambiental são aspectos-chave
para garantir esse impacto positivo.

Classificação do impacto:

Fase: Planejamento, Instalação, Operacional, Encerramento.


Efeito: Positivo.
Natureza: Direto.
Direcionalidade: Meio físico, meio biótico, meio socioeconômico.
Periodicidade: Permanente.
Temporalidade: Médio prazo a longo prazo.
Abrangência: Local a regional.
Reversibilidade: Reversível
Probabilidade de Ocorrência: Provável.
Magnitude: Média a alta.
Importância: Moderada a alta.

9.5.61. Aumento da conscientização ambiental

A CTR desempenhará um papel fundamental no aumento da conscientização ambiental.


Através de suas atividades, como a separação, reciclagem e reutilização de resíduos, a CTR
reforçará a importância da redução do consumo, do descarte adequado e do reaproveitamento
de materiais.
Ao realizar o tratamento adequado dos resíduos, a CTR contribuirá para a mitigação
dos impactos ambientais e ressaltando a importância da preservação dos recursos naturais.
Essas práticas serão exemplo para a comunidade, incentivando a adoção de comportamentos
mais sustentáveis e o engajamento em atividades de reciclagem e redução de resíduos.
O impacto positivo no aumento da conscientização ambiental será de médio a longo
prazo, com abrangência local a regional. A reversibilidade estará relacionada à continuidade
da operação da CTR e à manutenção das ações de conscientização.

Classificação do impacto:

Fase: Operacional
Efeito: Positivo
Natureza: Indireto
Direcionalidade: Meio socioeconômico
Periodicidade: Permanente

286
Temporalidade: Médio a longo prazo
Abrangência: Local a regional
Reversibilidade: Reversível
Probabilidade de Ocorrência: Provável
Magnitude: Média a alta
Importância: Moderada a alta

9.5.62. Fortalecimento da gestão de resíduos

A CTR fortalecerá a gestão de resíduos ao adotar práticas eficientes de coleta,


separação, tratamento e destinação adequada dos resíduos. Ela contribuirá para a redução dos
impactos ambientais negativos, minimizando a geração de resíduos não tratados ou descartados
de forma inadequada.
Ao implementar sistemas de triagem, reciclagem e compostagem, a CTR promoverá a
recuperação de materiais e a valorização dos resíduos, reduzindo a necessidade de novas
extrações de recursos naturais. Além disso, a gestão adequada dos resíduos contribuirá para a
prevenção da contaminação do solo, água e ar, preservando a qualidade do meio ambiente.
O impacto positivo no fortalecimento da gestão de resíduos será de médio a longo prazo,
com abrangência local a regional. A reversibilidade estará relacionada à continuidade das
práticas de gestão implementadas pela CTR e à manutenção de políticas e regulamentos
favoráveis.

Classificação do impacto:

Fase: Operacional
Efeito: Positivo
Natureza: Direto
Direcionalidade: Meio socioeconômico
Periodicidade: Permanente
Temporalidade: Médio a longo prazo
Abrangência: Local a regional
Reversibilidade: Reversível
Probabilidade de Ocorrência: Provável
Magnitude: Média a alta
Importância: Moderada a alta

9.5.63. Promoção da economia circular

A CTR desempenhará um papel fundamental na transição de um modelo linear de


produção e consumo para um modelo circular. Ela facilitará a recuperação, reciclagem e
reutilização de resíduos, transformando-os em recursos valiosos. Por meio da segregação e

287
tratamento adequado, a CTR promoverá a extração de materiais recicláveis, possibilitando sua
reintrodução na cadeia produtiva.
Ao adotar práticas de valorização dos resíduos, a CTR contribuirá para a redução da
dependência de recursos naturais, a minimização da geração de resíduos e a diminuição dos
impactos ambientais associados à extração e produção de novos materiais. Isso promoverá a
eficiência na utilização de recursos e a conservação da biodiversidade.
O impacto positivo na promoção da economia circular será de médio a longo prazo,
com abrangência local a regional. A reversibilidade estará relacionada à continuidade das
práticas de gestão adotadas pela CTR e à manutenção de uma abordagem circular na cadeia de
valor.

Classificação do impacto:

Fase: Operacional
Efeito: Positivo
Natureza: Direto
Direcionalidade: Meio socioeconômico
Periodicidade: Permanente
Temporalidade: Médio a longo prazo
Abrangência: Local a regional
Reversibilidade: Reversível
Probabilidade de Ocorrência: Provável
Magnitude: Média a alta
Importância: Moderada a alta

9.5.64. Atração de investimentos

A presença de uma CTR em uma região demonstra um compromisso sério com a gestão
adequada de resíduos e com a sustentabilidade ambiental. Isso criará um ambiente favorável
para a atração de investimentos, uma vez que as empresas buscarão locais que demonstrem
responsabilidade ambiental e cumprimento de regulamentações.
Uma CTR bem planejada e operacionalizada oferecerá vantagens econômicas, como a
possibilidade de recuperação de materiais valiosos dos resíduos e a geração de energia a partir
do tratamento adequado. Esses aspectos serão atrativos para empresas que buscarem eficiência
nos recursos e redução de custos operacionais.
Além disso, a presença de uma CTR promoverá a imagem positiva da região,
destacando-a como uma localidade que investe em soluções sustentáveis. Isso poderá atrair
empresas comprometidas com a responsabilidade social e ambiental, impulsionando o
desenvolvimento econômico e a geração de empregos na área.
O impacto positivo na atração de investimentos será percebido ao longo das fases de
planejamento, instalação e operação da CTR, com abrangência local a regional. A

288
reversibilidade estará relacionada à manutenção das operações e práticas sustentáveis na gestão
de resíduos.

Classificação do impacto:

Fase: Planejamento, Instalação, Operacional


Efeito: Positivo
Natureza: Direto
Direcionalidade: Meio socioeconômico
Periodicidade: Permanente
Temporalidade: Médio a longo prazo
Abrangência: Local a regional
Reversibilidade: Reversível
Probabilidade de Ocorrência: Provável
Magnitude: Média a alta
Importância: Moderada a alta

9.5.65. Redução da pressão sobre os aterros sanitários

A CTR eficiente e bem operada reduzirá a quantidade de resíduos destinados aos aterros
sanitários. Isso ocorrerá por meio da aplicação de técnicas de tratamento, como a reciclagem,
a compostagem e a valorização energética, que diminuirão a quantidade de resíduos que
necessitarão ser depositados em aterros.
A redução da pressão sobre os aterros sanitários trará diversos benefícios. Em primeiro
lugar, prolongará a vida útil desses locais, evitando o esgotamento prematuro e a necessidade
de buscar novas áreas para aterramento de resíduos. Isso será especialmente relevante em
regiões com escassez de espaços apropriados para aterros sanitários.
Além disso, a redução da quantidade de resíduos destinados aos aterros contribuirá para
a preservação do meio físico, evitando a contaminação do solo e dos recursos hídricos próximos
aos aterros. Também reduzirá o risco de emissão de gases de efeito estufa provenientes da
decomposição dos resíduos orgânicos depositados nos aterros, contribuindo para a mitigação
das mudanças climáticas.
No aspecto socioeconômico, a redução da pressão sobre os aterros sanitários resultará
em economia de recursos, uma vez que a gestão e manutenção desses locais são onerosas. Além
disso, a diminuição da demanda por aterros poderá abrir espaço para a utilização dessas áreas
de forma mais sustentável, como a recuperação de áreas degradadas ou a implementação de
projetos de preservação ambiental.

O impacto positivo na redução da pressão sobre os aterros sanitários ocorrerá


predominantemente na fase operacional da CTR, com abrangência local a regional. A
reversibilidade estará relacionada à continuidade das operações e à manutenção de práticas de
tratamento adequadas.

289
Classificação do impacto:

Fase: Operacional
Efeito: Positivo
Natureza: Direto
Direcionalidade: Meio físico, meio socioeconômico
Periodicidade: Permanente
Temporalidade: Médio a longo prazo
Abrangência: Local a regional
Reversibilidade: Reversível
Probabilidade de Ocorrência: Provável
Magnitude: Média a alta
Importância: Moderada a alta

9.5.66. Redução da emissão de gases de efeito estufa

A CTR desempenhará um papel fundamental na redução das emissões de gases de efeito


estufa devido à implementação de práticas adequadas de tratamento de resíduos. Durante a fase
operacional, a CTR adotará medidas como a valorização energética, a compostagem e a
reciclagem, que contribuirão para a diminuição da quantidade de resíduos enviados para aterros
sanitários, evitando a decomposição anaeróbica e a liberação de metano, um potente gás de
efeito estufa.
Essa redução nas emissões de gases de efeito estufa trará diversos benefícios. Em
primeiro lugar, contribuirá para a mitigação das mudanças climáticas, uma vez que o metano é
um gás com alto potencial de aquecimento global. Além disso, a diminuição das emissões
também estará associada à melhoria da qualidade do ar, uma vez que a queima controlada de
resíduos poderá reduzir a liberação de poluentes atmosféricos.
Do ponto de vista socioeconômico, a redução da emissão de gases de efeito estufa
poderá gerar oportunidades para a captação de créditos de carbono e a participação em
mercados relacionados à economia de baixo carbono. Isso poderá atrair investimentos e
impulsionar o desenvolvimento sustentável, promovendo a transição para uma economia mais
verde.
O impacto positivo na redução da emissão de gases de efeito estufa ocorrerá
predominantemente na fase operacional da CTR, com abrangência local a regional. A
reversibilidade estará relacionada à continuidade das operações e à adoção de práticas de
tratamento de resíduos adequadas.

Classificação do impacto:

Fase: Operacional
Efeito: Positivo
Natureza: Direto
Direcionalidade: Meio físico, meio socioeconômico

290
Periodicidade: Permanente
Temporalidade: Médio a longo prazo
Abrangência: Local a regional
Reversibilidade: Reversível
Probabilidade de Ocorrência: Provável
Magnitude: Média a alta
Importância: Moderada a alta

9.5.67. Redução dos custos com a gestão de resíduos

A CTR desempenhará um papel essencial na redução dos custos relacionados à gestão


de resíduos. Durante a fase operacional, a implementação de práticas eficientes de tratamento
de resíduos resultará em economias significativas para as empresas e governos responsáveis
pela gestão desses resíduos.
Uma das formas de redução de custos ocorrerá por meio da recuperação de recursos
presentes nos resíduos. A CTR poderá adotar técnicas como a reciclagem e a valorização
energética, que permitirão a obtenção de materiais reutilizáveis e a produção de energia a partir
dos resíduos. Isso reduzirá a necessidade de adquirir novos materiais virgens e diminuirá os
gastos com energia, resultando em economia de recursos financeiros.
Além disso, a redução da quantidade de resíduos enviados para aterros sanitários poderá
diminuir os custos relacionados ao transporte e ao tratamento desses resíduos. Com a
implementação de uma CTR, será possível otimizar a logística de resíduos, concentrando-os
em um local específico para tratamento adequado, evitando a dispersão e minimizando os
gastos com transporte de longa distância.
A redução dos custos com a gestão de resíduos terá um impacto direto no meio
socioeconômico, uma vez que empresas e governos poderão realocar recursos financeiros para
outras áreas prioritárias, como investimentos em infraestrutura ou programas sociais. Além
disso, a diminuição dos custos poderá favorecer a competitividade das empresas, especialmente
aquelas que adotam práticas sustentáveis em sua cadeia de valor.
O impacto positivo na redução dos custos com a gestão de resíduos ocorrerá
predominantemente na fase operacional da CTR, com abrangência local a regional. A
reversibilidade estará relacionada à continuidade das operações da CTR e à adoção de práticas
eficientes de tratamento de resíduos.

Classificação do impacto:

Fase: Operacional
Efeito: Positivo
Natureza: Direto
Direcionalidade: Meio socioeconômico
Periodicidade: Permanente
Temporalidade: Médio a longo prazo
Abrangência: Local a regional

291
Reversibilidade: Reversível
Probabilidade de Ocorrência: Provável
Magnitude: Média a alta
Importância: Moderada a alta

9.5.68. Geração de energia renovável

A CTR desempenhará um papel crucial na geração de energia renovável a partir dos


resíduos. Durante a fase operacional, a instalação de tecnologias como o aproveitamento de
biomassa, biogás ou incineração controlada permitirá a produção de eletricidade ou calor a
partir dos resíduos tratados.
Essa geração de energia renovável terá um impacto direto e positivo tanto no meio
socioeconômico quanto no meio físico. Do ponto de vista socioeconômico, a produção de
energia renovável a partir dos resíduos reduzirá a dependência de fontes de energia não
renováveis, contribuindo para a transição para uma matriz energética mais sustentável. Isso
também poderá gerar empregos e impulsionar a economia local.
Do ponto de vista físico, a geração de energia renovável a partir dos resíduos contribuirá
para a redução das emissões de gases de efeito estufa, mitigando os impactos das mudanças
climáticas. Além disso, a utilização dos resíduos como fonte de energia evitará o seu acúmulo
em aterros sanitários, contribuindo para a redução do espaço ocupado por resíduos e evitando
possíveis contaminações do solo e das águas subterrâneas.
Esse impacto positivo na geração de energia renovável ocorrerá predominantemente na
fase operacional da CTR, com abrangência local a regional. A reversibilidade estará
relacionada à continuidade das operações da CTR e à adoção de práticas eficientes de
tratamento de resíduos.

Classificação do impacto:

Fase: Operacional
Efeito: Positivo
Natureza: Direto
Direcionalidade: Meio socioeconômico e meio físico
Periodicidade: Permanente
Temporalidade: Médio a longo prazo
Abrangência: Local a regional
Reversibilidade: Reversível
Probabilidade de Ocorrência: Provável
Magnitude: Média a alta
Importância: Moderada a alta

292
9.5.69. Aproveitamento de subprodutos

A CTR promoverá o aproveitamento de subprodutos gerados durante o tratamento de


resíduos. Durante a fase operacional, a CTR utilizará tecnologias e processos que permitirão
identificar e separar materiais valorizáveis presentes nos resíduos, como metais, plásticos,
papel, vidro, entre outros.
Esse aproveitamento de subprodutos terá um impacto direto e positivo nos meios
socioeconômico, físico e biótico. Do ponto de vista socioeconômico, o aproveitamento de
subprodutos contribuirá para a redução da demanda por matéria-prima virgem, incentivando a
economia circular e promovendo a sustentabilidade. Além disso, a recuperação de materiais
valorizáveis gerará oportunidades de negócios e empregos na cadeia de reciclagem e
reutilização.
No meio físico, o aproveitamento de subprodutos contribuirá para a redução da
quantidade de resíduos destinados aos aterros sanitários, prolongando sua vida útil e evitando
a ocupação de espaço com materiais que podem ser reaproveitados. Isso também reduzirá os
impactos ambientais associados à extração de recursos naturais.
No meio biótico, o aproveitamento de subprodutos poderá reduzir a pressão sobre os
ecossistemas naturais, uma vez que a recuperação de materiais valorizáveis diminuirá a
necessidade de extração de recursos naturais, preservando habitats e minimizando a degradação
ambiental.
Esse impacto positivo no aproveitamento de subprodutos ocorrerá predominantemente
na fase operacional da CTR, com abrangência local a regional. A reversibilidade estará
relacionada à continuidade das operações da CTR e à adoção de práticas eficientes de
tratamento de resíduos.

Classificação do impacto:

Fase: Operacional
Efeito: Positivo
Natureza: Direto
Direcionalidade: Meio socioeconômico, meio físico e meio biótico
Periodicidade: Permanente
Temporalidade: Médio a longo prazo
Abrangência: Local a regional
Reversibilidade: Reversível
Probabilidade de Ocorrência: Provável
Magnitude: Média a alta
Importância: Moderada a alta

9.5.70. Redução da contaminação do solo

A CTR desempenhará um papel fundamental na redução da contaminação do solo, uma


vez que implementará tecnologias e processos de tratamento adequados aos resíduos sólidos.

293
Durante a fase operacional, a CTR receberá os resíduos e realizará a separação, tratamento e
destinação adequada, evitando que substâncias tóxicas presentes nos resíduos contaminem o
solo.
Esse impacto positivo na redução da contaminação do solo ocorrerá diretamente nos
meios físico, biótico e socioeconômico. No meio físico, a CTR adotará medidas para evitar a
infiltração de líquidos percolados e a dispersão de resíduos perigosos no solo, contribuindo
para a preservação da qualidade do solo e prevenindo a contaminação de aquíferos e lençóis
freáticos.
No meio biótico, a redução da contaminação do solo beneficiará a fauna e a flora,
evitando danos aos ecossistemas e preservando a biodiversidade. Além disso, a adoção de
práticas adequadas de tratamento de resíduos impedirá a contaminação de alimentos e cultivos,
garantindo a segurança alimentar.
No meio socioeconômico, a redução da contaminação do solo proporcionará benefícios
à saúde pública, uma vez que substâncias tóxicas presentes nos resíduos podem representar
riscos para a saúde humana. Além disso, a preservação do solo contribuirá para a manutenção
da produtividade agrícola e para a promoção do desenvolvimento sustentável.
Esse impacto positivo será observado ao longo da fase operacional da CTR, com
abrangência local a regional. A reversibilidade estará relacionada à continuidade das práticas
adequadas de tratamento de resíduos e à prevenção de contaminação do solo.

Classificação do impacto:

Fase: Operacional
Efeito: Positivo
Natureza: Direto
Direcionalidade: Meio físico
Periodicidade: Permanente
Temporalidade: Médio a longo prazo
Abrangência: Local a regional
Reversibilidade: Reversível
Probabilidade de Ocorrência: Provável
Magnitude: Média a alta
Importância: Moderada a alta

9.5.71. Fortalecimento da economia local

A CTR desempenhará um papel fundamental no fortalecimento da economia local, pois


gerará empregos diretos e indiretos, estimulará o desenvolvimento de cadeias produtivas
relacionadas ao gerenciamento de resíduos e impulsionará a economia circular. Durante a fase
operacional, a CTR demandará mão de obra qualificada para a operação e manutenção das
instalações, criando oportunidades de emprego e renda para a comunidade local.
Esse impacto positivo na economia local ocorrerá diretamente no meio
socioeconômico. A presença de uma CTR estimulará a atividade econômica relacionada ao

294
setor de resíduos sólidos, como empresas de coleta, transporte e reciclagem. Além disso, a
geração de energia a partir dos resíduos contribuirá para a diversificação da matriz energética
local e reduzirá a dependência de fontes não renováveis.
O fortalecimento da economia local será um efeito permanente e de médio a longo
prazo. A CTR promoverá o desenvolvimento sustentável da região, incentivando a criação de
negócios verdes e fomentando a inovação tecnológica. O aumento das atividades econômicas
relacionadas ao tratamento de resíduos terá o potencial de atrair investimentos externos e
impulsionar o crescimento regional.

Classificação do impacto:

Fase: Operacional
Efeito: Positivo
Natureza: Direto
Direcionalidade: Meio socioeconômico
Periodicidade: Permanente
Temporalidade: Médio a longo prazo
Abrangência: Local a regional
Reversibilidade: Reversível
Probabilidade de Ocorrência: Provável
Magnitude: Média a alta
Importância: Moderada a alta

9.5.72. Ampliação do acesso a serviços públicos

A presença de uma CTR resultará na ampliação do acesso a serviços públicos de


qualidade para a comunidade local. Durante a fase operacional, a CTR será responsável por
gerenciar e tratar os resíduos sólidos de forma eficiente, contribuindo para a melhoria da saúde
pública e do meio ambiente.
Esse impacto positivo ocorrerá diretamente no meio socioeconômico, uma vez que o
tratamento adequado dos resíduos proporcionará condições mais salubres e seguras para a
população. Além disso, a CTR poderá ser uma fonte de energia renovável, gerando eletricidade
para abastecer comunidades próximas e contribuindo para a disponibilidade de serviços
essenciais, como eletricidade e iluminação pública.
A ampliação do acesso a serviços públicos será um efeito permanente e de médio a
longo prazo. A presença de uma CTR melhorará a qualidade de vida da população local,
reduzindo os impactos negativos relacionados aos resíduos sólidos e promovendo a
sustentabilidade ambiental. Além disso, a disponibilidade de serviços públicos de qualidade
poderá atrair investimentos e impulsionar o desenvolvimento econômico da região.

295
Classificação do impacto:

Fase: Operacional
Efeito: Positivo
Natureza: Direto
Direcionalidade: Meio socioeconômico
Periodicidade: Permanente
Temporalidade: Médio a longo prazo
Abrangência: Local a regional
Reversibilidade: Reversível
Probabilidade de Ocorrência: Provável
Magnitude: Média a alta
Importância: Moderada a alta

9.5.73. Proteção da saúde pública

A presença da CTR resultará na proteção da saúde pública ao tratar adequadamente os


resíduos sólidos. Durante a fase operacional, a CTR será responsável por receber, separar, tratar
e destinar corretamente os resíduos, evitando a contaminação do meio ambiente e reduzindo os
riscos à saúde da população.
Esse impacto positivo ocorrerá diretamente no meio físico, biótico e socioeconômico.
No meio físico, a CTR evitará a contaminação do solo, da água e do ar por resíduos perigosos,
reduzindo os riscos de doenças relacionadas à exposição a substâncias tóxicas. No meio biótico,
a CTR contribuirá para a preservação da biodiversidade, evitando a contaminação dos
ecossistemas e protegendo a flora e fauna local. No meio socioeconômico, a CTR melhorará a
qualidade de vida da população ao minimizar os impactos negativos à saúde causados pela má
gestão dos resíduos.
A proteção da saúde pública será um efeito permanente e de médio a longo prazo. A
presença de uma CTR promoverá a redução de doenças relacionadas à exposição a resíduos
contaminados, melhorando a qualidade de vida da população local e contribuindo para a
sustentabilidade ambiental.

Classificação do impacto:

Fase: Operacional
Efeito: Positivo
Natureza: Direto
Direcionalidade: Meio físico, meio biótico, meio socioeconômico
Periodicidade: Permanente
Temporalidade: Médio a longo prazo
Abrangência: Local a regional
Reversibilidade: Reversível
Probabilidade de Ocorrência: Provável

296
Magnitude: Média a alta
Importância: Alta

9.5.74. Fortalecimento da educação ambiental

A presença da CTR promoverá o fortalecimento da educação ambiental de forma direta,


principalmente por meio de programas de conscientização e educação desenvolvidos em
parceria com as comunidades locais. Durante a fase operacional da CTR, serão realizadas ações
educativas, como palestras, workshops e visitas guiadas, que visam aumentar a conscientização
da população sobre a importância da gestão adequada dos resíduos e seus impactos no meio
ambiente e na saúde pública.
Esse impacto positivo ocorrerá diretamente no meio socioeconômico, ao envolver a
comunidade local no processo de gestão de resíduos e promover a participação ativa dos
cidadãos na preservação do ambiente. Além disso, a CTR também contribuirá para o meio
biótico, pois a educação ambiental promovida pode levar a uma maior conscientização sobre a
conservação da biodiversidade e a importância dos ecossistemas locais.
O fortalecimento da educação ambiental é um efeito permanente, com resultados a
médio a longo prazo. Através das iniciativas educativas promovidas pela CTR, será possível
obter uma mudança comportamental duradoura, que resultará em práticas mais sustentáveis de
gerenciamento de resíduos e conservação ambiental.

Classificação do impacto:

Fase: Operacional
Efeito: Positivo
Natureza: Direto
Direcionalidade: Meio socioeconômico, meio biótico
Periodicidade: Permanente
Temporalidade: Médio a longo prazo
Abrangência: Local a regional
Reversibilidade: Reversível
Probabilidade de Ocorrência: Provável
Magnitude: Média a alta
Importância: Alta

297
Quadro 34 - Matriz de Impacto Ambiental da CTR PE Nazaré da Mata

298
299
Fonte: Kiwiks, 2023

300
Figura 138 – Painel Resumo dos Impactos Ambientais Potenciais da CTR.

Fonte: Kiwiks, 2023.

301
10. MEDIDAS DE CONTROLE

As medidas de controle ambiental desempenham um papel fundamental na gestão de


uma central de tratamento de resíduos em todas as suas fases de vida. Essas medidas visam
minimizar os impactos negativos no meio ambiente, promovendo a preservação dos recursos
naturais e a proteção da saúde humana. Desde a fase de projeto e construção, são estabelecidos
critérios técnicos que garantem a adequada localização e dimensionamento da central, levando
em consideração aspectos como distância de áreas residenciais, fontes de água potável e
ecossistemas sensíveis.
Durante a operação da central, as medidas de controle ambiental incluem a adoção de
tecnologias de tratamento eficientes e seguras, como a separação, reciclagem, compostagem e
incineração controlada. O objetivo é reduzir ao máximo a geração de resíduos, minimizar a
liberação de substâncias tóxicas no ambiente e garantir o tratamento adequado dos resíduos
remanescentes.
Além disso, será necessário implementar programas de monitoramento ambiental, que
avaliem continuamente os indicadores de qualidade do ar, água e solo nas proximidades da
CTR. Esses programas permitirão identificar possíveis desvios nos padrões estabelecidos e
tomar as medidas corretivas necessárias.

302
Quadro 32 - Medidas de Controle que poderão ser adotadas na CTR Nazaré da Mata/PE.
Prazo de
Medida de Controle Nº Medida de Controle Natureza Fator Ambiental Fase Responsabilidade
Permanência

Planejamento,
Implementar sistemas de segregação e armazenamento Curto, Médio e Instalação,
1 Preventiva Biótico Empreendedor
adequados para diferentes tipos de resíduos Longo Operacional,
Encerramento

Realizar a triagem e separação dos resíduos no próprio canteiro, Instalação,


2 Mitigadora Biotico Curto e Médio Empreendedor
visando a reciclagem e a destinação correta Operacional

Utilizar contêineres específicos e identificados para cada tipo Instalação,


3 Preventiva Físico Curto e Médio Empreendedor
de resíduo gerado Operacional

Implementar medidas de controle de emissões atmosféricas,


Instalação,
4 como o uso de telas ou barreiras para conter a dispersão de Preventiva Físico Curto e Médio Empreendedor
Operacional
poeira

Canteiro de
Realizar o controle do ruído gerado pelas atividades do canteiro,
obras nas fases Instalação,
5 por meio do uso de barreiras acústicas ou limitação de horários Preventiva Físico Curto e Médio Empreendedor
de localização, Operacional
de trabalho
instalação e
desativação do
canteiro. Elaborar um plano de gerenciamento de resíduos sólidos, que
Curto, Médio e
6 contemple a redução, reutilização e destinação adequada dos Preventiva Socioeconômico Planejamento Empreendedor
Longo
resíduos

Promover a conscientização e capacitação dos trabalhadores Instalação,


7 Preventiva Socioeconômico Curto e Médio Empreendedor
quanto à correta manipulação e destinação dos resíduos gerados Operacional

Realizar monitoramento periódico da qualidade do solo e da Operacional,


8 Mitigadora Físico Médio e Longo Gestão Pública
água subterrânea no entorno do canteiro Encerramento

Implementar medidas de controle de odores, como o uso de Instalação,


9 Preventiva Físico Curto e Médio Empreendedor
coberturas e neutralizadores de odores nos resíduos orgânicos Operacional

Realizar a recuperação ambiental da área do canteiro após a


Empreendedor,
10 desativação, promovendo a remediação de áreas contaminadas Maximizadora Físico, Biotico Longo Encerramento
Gestão Pública
e o replantio de vegetação nativa

303
Prazo de
Medida de Controle Nº Medida de Controle Natureza Fator Ambiental Fase Responsabilidade
Permanência

Planejamento,
Estabelecer um plano de gerenciamento de resíduos perigosos,
Curto, Médio e Instalação,
11 com medidas específicas para a manipulação, armazenamento Preventiva Físico Empreendedor
Longo Operacional,
e transporte desses materiais
Encerramento

Planejamento,
Implementar programas de educação ambiental junto aos
Instalação, Empreendedor,
12 trabalhadores e comunidade local, visando a conscientização e Preventiva Socioeconômico Curto e Médio
Operacional, Gestão Pública
o engajamento na gestão adequada dos resíduos
Encerramento

Utilizar equipamentos de proteção individual (EPIs) adequados


Instalação,
13 para os trabalhadores envolvidos na manipulação e transporte Preventiva Físico Curto e Médio Empreendedor
Operacional
dos resíduos

Monitorar e controlar o consumo de água e energia no canteiro, Instalação,


14 Mitigadora Físico Curto e Médio Empreendedor
promovendo a eficiência e redução do impacto ambiental Operacional

Planejamento,
Realizar o descarte adequado de resíduos químicos, seguindo as Curto, Médio e Instalação,
15 Preventiva Físico Empreendedor
normas e regulamentações específicas para esse tipo de material Longo Operacional,
Encerramento

Planejamento,
Promover o reuso de materiais e a compra de produtos Curto, Médio e Instalação,
16 Maximizadora Socioeconômico Empreendedor
sustentáveis, visando a redução da geração de resíduos Longo Operacional,
Encerramento

Planejamento,
Realizar a gestão adequada dos resíduos de construção civil,
Curto, Médio e Instalação,
17 com o uso de técnicas de reciclagem e destinação correta desses Preventiva Físico Empreendedor
Longo Operacional,
materiais
Encerramento

Implementar medidas de controle de erosão e sedimentação,


Instalação,
18 como a construção de barreiras de contenção e o manejo Preventiva Físico Curto e Médio Empreendedor
Operacional
adequado do solo exposto

304
Prazo de
Medida de Controle Nº Medida de Controle Natureza Fator Ambiental Fase Responsabilidade
Permanência

Realizar o monitoramento da qualidade do ar no entorno do


Instalação,
19 canteiro, especialmente em relação a emissões de gases Mitigadora Físico Curto e Médio Gestão Pública
Operacional
poluentes

Estabelecer um plano de comunicação com a comunidade local Empreendedor,


20 Mitigadora Socioeconômico Curto e Médio Planejamento
sobre as atividades da CTR Gestão Pública

21 Realizar o monitoramento da fauna e flora no entorno da CTR Mitigadora Biótico Curto e Médio Operacional Órgãos Públicos

Serão observadas as normas de segurança contra incêndios e Mitigadora


22 Físico Curto Implantação Empreendedor
estocagem de combustíveis Preventiva

Os resíduos produzidos no canteiro de obras serão destinados Mitigadora


23 Físico Curto Implantação Empreendedor
ao depósito mais próximo apropriado Preventiva

Os esgotos domésticos das instalações sanitárias deverão ser


coletados e destinados a sistemas de esgoto (SEF) será Mitigadora
24 Físico Curto Implantação Empreendedor
constituído de um sistema de reator e um filtro biológico de alta Preventiva
taxa

Os resíduos produzidos no canteiro de obras serão destinados Mitigadora


25 Físico Curto Implantação Empreendedor
ao depósito mais próximo apropriado Preventiva

Os esgotos domésticos das instalações sanitárias deverão ser


coletados e destinados a sistemas de esgoto (SEF) será Mitigadora
26 Físico Curto Implantação Empreendedor
constituído de um sistema de reator e um filtro biológico de alta Preventiva
taxa

Os acessos ao pátio de obras da CTR serão pavimentados com


Mitigadora
27 revestimento secundário, com umedecimento nos dias mais Físico Curto Implantação Empreendedor
Preventiva
quentes.

Após a conclusão de instalação da CTR serão removidas as


instalações, sobras de materiais e equipamentos. Nas áreas com Mitigadora
28 Físico Curto Implantação Empreendedor
solo exposto e que não integrarão a área útil da CTR serão Corretiva
efetuadas a reposição da vegetação.

305
Prazo de
Medida de Controle Nº Medida de Controle Natureza Fator Ambiental Fase Responsabilidade
Permanência

Serão evitadas para escolha do local para o canteiro: áreas


Mitigadora
30 declivosas, situadas às margens de curso d'água ou em local que Físico / Biótico Curto Implantação Empreendedor
Preventiva
necessite de supressão de vegetação

Será dada preferência a locais onde já houve interferência ou Mitigadora


31 Físico Curto Implantação Empreendedor
instalações anteriormente utilizadas na atividade de mineração Preventiva

O canteiro contará com segurança, saneamento, higiene e


ergonomia para os trabalhadores envolvidos na instalação.
Contará com estrutura de apoio para abastecimento de água Mitigadora
32 Socioeconômico Curto Implantação Empreendedor
potável, instalação sanitária, depósitos de lixo doméstico, Preventiva
vestiário, alojamentos, ambulatório de primeiros socorros,
refeitório e área de convivência

Implementar sistemas de impermeabilização e drenagem no Planejamento,


1 Preventiva Físico Curto e Médio Empreendedor
local de instalação da CTR Instalação

Realizar monitoramento regular da qualidade da água em Operacional,


2 Mitigadora Físico Médio e Longo Gestão Pública
corpos hídricos próximos à CTR Encerramento

Implementar barreiras físicas e químicas para evitar a Instalação,


3 Preventiva Físico Curto e Médio Empreendedor
contaminação da água por efluentes da CTR Operacional

Alteração da Desenvolver programas de tratamento de efluentes líquidos Instalação,


4 Preventiva Físico Curto e Médio Empreendedor
qualidade da gerados pela CTR antes do descarte Operacional
água
superficiais e Realizar o controle rigoroso de vazamentos e derramamentos Instalação,
5 Preventiva Físico Curto e Médio Empreendedor
subterrâneas de substâncias químicas na CTR Operacional

Planejamento,
Implementar práticas de conservação do solo, como o manejo
Instalação, Empreendedor,
6 adequado de resíduos sólidos e a proteção de áreas de recarga Preventiva Físico, Biótico Médio e Longo
Operacional, Gestão Pública
de aquíferos
Encerramento

Promover a recuperação de áreas degradadas próximas à CTR,


Empreendedor,
7 por meio do reflorestamento e da reabilitação de ecossistemas Maximizadora Físico, Biótico Longo Encerramento
Gestão Pública
aquáticos

306
Prazo de
Medida de Controle Nº Medida de Controle Natureza Fator Ambiental Fase Responsabilidade
Permanência

Planejamento,
Estabelecer planos de contingência e emergência para casos de Empreendedor,
8 Preventiva Físico Curto e Médio Instalação,
acidentes que possam afetar a qualidade da água Gestão Pública
Operacional

Realizar estudos de impacto ambiental e avaliações de risco Físico, Planejamento,


9 Preventiva Curto e Médio Empreendedor
para identificar possíveis ameaças à qualidade da água Socioeconômico Instalação

Organizações
Fomentar a participação da comunidade local e organizações Operacional,
10 Maximizadora Socioeconômico Médio e Longo Sociais, Gestão
sociais no monitoramento e fiscalização da qualidade da água Encerramento
Pública

Implementar sistemas de contenção e direcionamento


Instalação,
1 adequados das águas pluviais, evitando o seu acúmulo e Preventiva Físico Curto e Médio Empreendedor
Operacional
interferência na drenagem natural

Construir canaletas, valas ou galerias para direcionar as águas Instalação,


2 Preventiva Físico Curto e Médio Empreendedor
pluviais de forma controlada e prevenir inundações Operacional

Realizar o estudo de impacto ambiental e a avaliação de risco


Físico, Planejamento,
3 hidrológico para identificar possíveis interferências na Preventiva Curto e Médio Empreendedor
Socioeconômico Instalação
drenagem natural
Interferência na
drenagem Estabelecer áreas de retenção e infiltração de água, como bacias Planejamento,
natural 4 de detenção ou tanques de amortecimento, para controlar o Preventiva Físico Curto e Médio Instalação, Empreendedor
fluxo hídrico Operacional

Realizar o monitoramento regular do sistema de drenagem da


5 CTR, identificando e corrigindo possíveis problemas de Mitigadora Físico Médio Operacional Empreendedor
obstrução ou mau funcionamento

Planejamento,
Promover a revegetação e preservação de áreas de drenagem Instalação, Empreendedor,
6 Maximizadora Biótico Médio e Longo
natural, auxiliando na manutenção do fluxo hídrico adequado Operacional, Gestão Pública
Encerramento

307
Prazo de
Medida de Controle Nº Medida de Controle Natureza Fator Ambiental Fase Responsabilidade
Permanência

Realizar estudos hidrológicos para dimensionar adequadamente


Planejamento,
7 as estruturas de drenagem e garantir a capacidade de suporte do Preventiva Físico Curto e Médio Empreendedor
Instalação
sistema

Implementar medidas de controle de erosão, como a


Instalação,
8 estabilização de taludes e o uso de cobertura vegetal, para evitar Preventiva Físico, Biótico Curto e Médio Empreendedor
Operacional
o assoreamento de corpos d'água

Planejamento,
Promover a educação ambiental junto aos trabalhadores e Empreendedor,
Instalação,
9 comunidade local, enfatizando a importância da preservação da Preventiva Socioeconômico Curto e Médio Organizações
Operacional,
drenagem natural Sociais
Encerramento

Realizar o controle do lançamento de efluentes líquidos da Instalação,


10 Preventiva Físico Curto e longo Empreendedor
CTR, evitando a descarga Operacional

Implementar sistemas de impermeabilização adequados para Planejamento,


1 Preventiva Físico Curto e Médio Empreendedor
evitar a infiltração de substâncias contaminantes no solo Instalação

Realizar o mapeamento geológico e geotécnico da área da CTR


2 para identificar possíveis áreas de maior vulnerabilidade à Preventiva Físico Curto Planejamento Empreendedor
contaminação do solo

Implementar sistemas de drenagem pluvial eficientes para


Instalação,
Contaminação 3 evitar o acúmulo de água e a lixiviação de substâncias tóxicas Preventiva Físico Curto e Médio Empreendedor
Operacional
do solo para o solo

Estabelecer programas de monitoramento da qualidade do solo,


Operacional, Empreendedor,
4 com amostragem regular e análise de parâmetros químicos e Mitigadora Físico Médio e Longo
Encerramento Gestão Pública
biológicos

Implementar técnicas de remediação do solo, como a remoção


Operacional, Empreendedor,
5 e tratamento de áreas contaminadas, utilizando métodos Mitigadora Físico Médio e Longo
Encerramento Gestão Pública
adequados

308
Prazo de
Medida de Controle Nº Medida de Controle Natureza Fator Ambiental Fase Responsabilidade
Permanência

Planejamento,
Promover o uso de tecnologias limpas e processos de
Físico, Curto, Médio e Instalação,
6 tratamento avançados para minimizar a geração de resíduos Maximizadora Empreendedor
Socioeconômico Longo Operacional,
contaminantes
Encerramento

Implementar barreiras físicas e químicas para evitar a Instalação,


7 Preventiva Físico Médio Empreendedor
propagação de contaminantes do solo para outras áreas Operacional

Planejamento,
Realizar o controle rigoroso do armazenamento e manuseio de
Curto, Médio e Instalação,
8 substâncias químicas e resíduos perigosos, seguindo normas e Preventiva Físico Empreendedor
Longo Operacional,
regulamentações específicas
Encerramento

Promover a recuperação de áreas degradadas do solo, por meio Operacional, Empreendedor,


9 Maximizadora Biótico Médio e Longo
de técnicas de revegetação e reabilitação de ecossistemas Encerramento Gestão Pública

Realizar o treinamento e capacitação dos trabalhadores


Curto, Médio e
10 envolvidos na CTR quanto às boas práticas de prevenção e Preventiva Socioeconômico Planejamento, Empreendendor
Longo
controle de contaminação do solo

Implementar sistemas de contenção e impermeabilização no


Instalação,
1 local da CTR para evitar vazamentos de substâncias Preventiva Físico Médio e Longo Empreendedor
Operacional
contaminantes para o subsolo

Realizar investigações geológicas e hidrogeológicas para


2 identificar as características do subsolo e avaliar a Preventiva Físico Curto Planejamento Empreendedor
vulnerabilidade à contaminação
Contaminação
do subsolo
Estabelecer procedimentos de manuseio, armazenamento e Planejamento,
Curto, Médio e
3 descarte adequado de resíduos, garantindo a prevenção de Preventiva Físico Instalação, Empreendedor
Longo
vazamentos e infiltrações no subsolo Operacional

Implementar sistemas de monitoramento regular da qualidade


Operacional, Empreendedor,
4 do solo e das águas subterrâneas para detecção precoce de Mitigadora Físico Médio e Longo
Encerramento Gestão Pública
contaminações

309
Prazo de
Medida de Controle Nº Medida de Controle Natureza Fator Ambiental Fase Responsabilidade
Permanência

Adotar técnicas de remediação do subsolo contaminado, como


Operacional, Empreendedor,
5 a remoção de solos impactados e a aplicação de tratamentos Mitigadora Físico Médio e Longo
Encerramento Gestão Pública
específicos

Utilizar barreiras físicas e químicas para prevenir a migração de Instalação,


6 Preventiva Físico Médio Empreendedor
contaminantes para o subsolo adjacente à CTR Operacional

Promover a revegetação de áreas degradadas próximas à CTR


Operacional, Empreendedor,
7 para minimizar a erosão do solo e proteger contra a infiltração Maximizadora Biótico Médio e Longo
Encerramento Gestão Pública
de contaminantes

Implementar sistemas de drenagem eficientes para evitar o


Instalação,
8 acúmulo de água no subsolo e reduzir o risco de lixiviação de Preventiva Físico Curto e Médio Empreendedor
Operacional
substâncias contaminantes

Planejamento,
Assegurar a capacitação e treinamento adequados para os
Curto, Médio e Instalação,
9 funcionários da CTR, enfatizando a importância da prevenção Preventiva Socioeconômico Empreendedor
Longo Operacional,
da contaminação do subsolo
Encerramento

Planejamento,
Estabelecer planos de emergência e contingência para
Curto, Médio e Instalação, Empreendedor,
10 responder prontamente a vazamentos ou acidentes que possam Preventiva Socioeconômico
Longo Operacional, Gestão Pública
levar à contaminação do subsolo
Encerramento

Realizar estudos hidrogeológicos para compreender o


1 comportamento do lençol freático e evitar interferências Preventiva Físico Curto e Médio Planejamento Empreendedor
negativas

Impactos sobre
Implementar sistemas de impermeabilização adequados para
o lençol freático Instalação,
2 evitar a infiltração de lixiviados e substâncias contaminantes no Preventiva Físico Médio e Longo Empreendedor
e estabilidade Operacional
solo e no lençol freático
dos solos
Monitorar regularmente o nível do lençol freático e a qualidade
Operacional, Empreendedor,
3 das águas subterrâneas, com amostragem e análise de Mitigadora Físico Médio e Longo
Encerramento Gestão Pública
parâmetros específicos

310
Prazo de
Medida de Controle Nº Medida de Controle Natureza Fator Ambiental Fase Responsabilidade
Permanência

Estabelecer sistemas de drenagem adequados para evitar o


Instalação,
4 acúmulo de água no solo e a saturação excessiva do lençol Preventiva Físico Curto e Médio Empreendedor
Operacional
freático

Planejamento,
Utilizar técnicas de tratamento de resíduos que minimizem a
Físico, Curto, Médio e Instalação,
5 geração de lixiviados e sua potencial contaminação do lençol Maximizadora Empreendedor
Socioeconômico Longo Operacional,
freático
Encerramento

Implementar medidas de contenção e remediação de áreas


Operacional, Empreendedor,
6 afetadas por contaminação, visando evitar o avanço da poluição Mitigadora Físico Médio e Longo
Encerramento Gestão Pública
no lençol freático

Adotar técnicas de monitoramento geotécnico para garantir a Planejamento,


7 estabilidade dos solos e prevenir deslizamentos ou Preventiva Físico Médio e Longo Instalação, Empreendedor
afundamentos Operacional

Realizar o tratamento adequado dos efluentes líquidos gerados


Curto, Médio e Operacional,
8 na CTR, evitando sua disposição direta no solo e contaminação Preventiva Físico Empreendedor
Longo Encerramento
do lençol freático

Promover a revegetação e recuperação de áreas degradadas


Operacional, Empreendedor,
9 próximas à CTR, visando à estabilização do solo e à proteção Maximizadora Biótico Médio e Longo
Encerramento Gestão Pública
do lençol freático

Planejamento,
Estabelecer planos de contingência para lidar com possíveis
Curto, Médio e Instalação, Empreendedor,
10 vazamentos, acidentes ou situações de emergência que possam Preventiva Socioeconômico
Longo Operacional, Gestão Pública
afetar o lençol freático e a estabilidade dos solos
Encerramento

Implementar medidas de revegetação e controle da erosão,


Operacional, Empreendedor,
1 como a utilização de gramíneas e cobertura vegetal, para Mitigadora Biótico Médio e Longo
Encerramento Gestão Pública
Aceleração de estabilizar o solo
processos
erosivos Estabelecer barreiras físicas, como taludes e contenções, para Planejamento,
2 proteger as áreas suscetíveis à erosão e evitar o avanço de Mitigadora Físico Médio e Longo Instalação, Empreendedor
processos erosivos Operacional

311
Prazo de
Medida de Controle Nº Medida de Controle Natureza Fator Ambiental Fase Responsabilidade
Permanência

Implementar sistemas de drenagem adequados para evitar o Instalação,


3 Preventiva Físico Curto e Médio Empreendedor
acúmulo de água e o surgimento de sulcos e ravinas no terreno Operacional

Realizar um estudo geotécnico detalhado para identificar áreas


4 Preventiva Físico Curto Planejamento Empreendedor
propensas à erosão e adotar medidas de proteção específicas

Estabelecer programas de monitoramento regular da erosão do


Operacional, Empreendedor,
5 solo, com avaliações periódicas e acompanhamento da Mitigadora Físico Médio e Longo
Encerramento Gestão Pública
evolução dos processos erosivos

Implementar práticas de manejo adequado do solo, como a


Operacional, Empreendedor,
6 adoção de técnicas de terraceamento e conservação do solo, Mitigadora Físico Médio e Longo
Encerramento Gestão Pública
para reduzir a erosão

Evitar o desmatamento excessivo próximo à CTR e promover a Planejamento,


Empreendedor,
7 preservação de áreas de vegetação nativa para manter a Preventiva Biótico Longo Instalação,
Gestão Pública
cobertura vegetal protetora Operacional

Realizar a adequada gestão de resíduos sólidos, evitando o Planejamento,


Curto, Médio e Empreendedor,
8 acúmulo e descarte inadequado que possam gerar áreas de Preventiva Socioeconômico Operacional,
Longo Gestão Pública
deposição suscetíveis à erosão Encerramento

Implementar sistemas de contenção de águas pluviais, como


Instalação,
9 diques e canais de drenagem, para direcionar o escoamento e Preventiva Físico Médio Empreendedor
Operacional
evitar o carreamento de sedimentos

Promover a conscientização e educação ambiental dos Empreendedor,


funcionários, comunidade local e partes interessadas sobre a Operacional, Gestão Pública,
10 Maximizadora Socioeconômico Médio e Longo
importância da prevenção da erosão e adoção de boas práticas Encerramento Organizações
de conservação do solo Sociais

Implementar sistemas de contenção de sedimentos, como


Aumento do Instalação,
1 cercas e barreiras físicas, para evitar o transporte de materiais Mitigadora Físico Médio e Longo Empreendedor
Assoreamento Operacional
sólidos para corpos d'água

312
Prazo de
Medida de Controle Nº Medida de Controle Natureza Fator Ambiental Fase Responsabilidade
Permanência

de corpos Estabelecer práticas de manejo adequado do solo, como a


d'água Operacional, Empreendedor,
2 utilização de cobertura vegetal e técnicas de conservação, para Mitigadora Físico, Biótico Médio e Longo
Encerramento Gestão Pública
reduzir a erosão e o carreamento de sedimentos

Implementar sistemas de drenagem eficientes e bem


Instalação,
3 dimensionados, com dispositivos de contenção de sedimentos, Mitigadora Físico Médio Empreendedor
Operacional
para evitar o escoamento direto para corpos d'água

Realizar monitoramento regular da qualidade da água em


Curto, Médio e Operacional, Empreendedor,
4 corpos hídricos próximos à CTR para identificar precocemente Preventiva Físico
Longo Encerramento Gestão Pública
o aumento do assoreamento

Promover a revegetação de áreas degradadas próximas a corpos


Operacional, Empreendedor,
5 d'água para reduzir o carreamento de sedimentos e melhorar a Mitigadora Biótico Médio e Longo
Encerramento Gestão Pública
estabilidade do solo

Implementar sistemas de retenção e tratamento de águas


Instalação,
6 pluviais, como bacias de sedimentação, para remover os Mitigadora Físico Médio e Longo Empreendedor
Operacional
sedimentos antes do descarte em corpos d'água

Adotar práticas de gestão adequada dos resíduos sólidos, como Planejamento,


Curto, Médio e Empreendedor,
7 a correta disposição de materiais sedimentáveis, para evitar a Preventiva Socioeconômico Operacional,
Longo Gestão Pública
contaminação de corpos d'água Encerramento

Realizar a dragagem periódica de corpos d'água afetados pelo Operacional, Empreendedor,


8 Mitigadora Físico Médio
assoreamento para garantir a capacidade de vazão adequada Encerramento Gestão Pública

Promover ações de educação ambiental junto à comunidade


Planejamento, Empreendedor,
9 local sobre a importância da conservação dos corpos d'água e Maximizadora Socioeconômico Médio e Longo
Operacional Gestão Pública
prevenção do assoreamento

Implementar programas de monitoramento da erosão em áreas


Operacional, Empreendedor,
10 adjacentes à CTR para avaliar os impactos e adotar medidas Mitigadora Físico Médio e Longo
Encerramento Gestão Pública
corretivas

313
Prazo de
Medida de Controle Nº Medida de Controle Natureza Fator Ambiental Fase Responsabilidade
Permanência

Estabelecer áreas de preservação permanente (APP) ao redor de Planejamento,


Empreendedor,
11 corpos d'água para garantir a proteção e a conservação desses Mitigadora Físico, Biótico Longo Operacional,
Gestão Pública
ambientes sensíveis Encerramento

Realizar estudos geotécnicos para identificar áreas de risco e Curto, Médio e


1 Preventiva Físico Planejamento Empreendedor
determinar medidas de estabilização adequadas Longo

Implementar sistemas de drenagem eficientes para controlar o Instalação,


2 Mitigadora Físico Médio Empreendedor
fluxo de água e evitar a saturação do solo nas encostas Operacional

Adotar práticas de revegetação e reflorestamento nas encostas Operacional, Empreendedor,


3 Mitigadora Biótico Médio e Longo
para aumentar a estabilidade do solo Encerramento Gestão Pública

Monitorar regularmente a estabilidade das encostas por meio de Curto, Médio e Operacional, Empreendedor,
4 Preventiva Físico
instrumentação geotécnica e inspeções visuais Longo Encerramento Gestão Pública

Implementar barreiras de contenção, como muros de arrimo e Instalação,


5 Mitigadora Físico Médio e Longo Empreendedor
taludes reforçados, para estabilizar as encostas vulneráveis Operacional

Aumento da Estabelecer restrições de ocupação e uso do solo em áreas de


instabilidade de 6 alta vulnerabilidade, evitando a construção de estruturas nas Preventiva Socioeconômico Longo Planejamento Órgãos Públicos
encostas e risco encostas
de desabamento
Realizar o monitoramento de chuvas e níveis de água próximos Curto, Médio e Operacional, Empreendedor,
7 Preventiva Físico
às encostas para identificar situações de risco iminente Longo Encerramento Gestão Pública

Implementar sistemas de contenção de sedimentos, como


Instalação,
8 barreiras físicas, para evitar o carreamento de materiais para as Mitigadora Físico Médio Empreendedor
Operacional
encostas

Promover a educação ambiental e conscientização junto à Empreendedor,


Planejamento,
9 comunidade local sobre a importância da preservação das Maximizadora Socioeconômico Médio e Longo Organizações
Operacional
encostas e prevenção de deslizamentos Sociais

Realizar manutenção regular das áreas de encosta, como


Operacional, Empreendedor,
10 limpeza de vegetação excessiva e controle de erosão, para Preventiva Físico, Biótico Médio e Longo
Encerramento Gestão Pública
preservar sua estabilidade

314
Prazo de
Medida de Controle Nº Medida de Controle Natureza Fator Ambiental Fase Responsabilidade
Permanência

Realizar estudos de impacto ambiental e avaliação de riscos Empreendedor,


1 Preventiva Socioeconômico Curto e Médio Planejamento
para identificar áreas adequadas para exploração e empréstimos Órgãos Públicos

Implementar práticas de manejo adequado dos materiais


Físico, Biótico, Curto, Médio e Operacional,
2 excedentes, como a segregação, triagem e destinação correta Mitigadora Empreendedor
Socioeconômico Longo Encerramento
para reciclagem ou disposição final adequada

Estabelecer critérios para o uso de materiais excedentes


Físico, Curto, Médio e Planejamento, Empreendedor,
3 provenientes de escavações, garantindo sua aplicação em locais Preventiva
Socioeconômico Longo Operacional Gestão Pública
Impactos adequados e autorizados
decorrentes da
exploração de Implementar medidas de controle de poeira, como a utilização
jazidas e 4 de sistemas de umidificação e cobertura dos materiais Mitigadora Físico Curto e Médio Operacional Empreendedor
empréstimos e depositados temporariamente
do descarte de
materiais em Realizar o monitoramento regular da qualidade do solo, água e
áreas de Curto, Médio e Operacional, Empreendedor,
5 ar nas áreas de depósito temporário para identificar possíveis Preventiva Físico, Biótico
depósito Longo Encerramento Gestão Pública
impactos e adotar medidas corretivas
temporário
(material
excedente de Estabelecer um plano de recuperação de áreas degradadas para
Físico, Biótico, Planejamento, Empreendedor,
escavações, 6 promover a reabilitação das áreas afetadas pela exploração e Mitigadora Longo
Socioeconômico Encerramento Gestão Pública
restos de empréstimos
vegetação, solo e
rochas alteradas Promover a conscientização e capacitação dos trabalhadores e Empreendedor,
Curto, Médio e Planejamento,
etc.). 7 envolvidos nas atividades de exploração e empréstimos para Maximizadora Socioeconômico Organizações
Longo Operacional
garantir a adoção de boas práticas ambientais Sociais

Implementar barreiras físicas e sinalizações adequadas para


Físico,
8 evitar a entrada de veículos e pessoas em áreas de depósito Mitigadora Curto e Médio Operacional Empreendedor
Socioeconômico
temporário não autorizadas

Implementar medidas de controle da estabilidade dos taludes


Operacional, Empreendedor,
9 nas áreas de empréstimo, como o uso de técnicas de contenção Mitigadora Físico, Biótico Médio e Longo
Encerramento Gestão Pública
e revegetação

315
Prazo de
Medida de Controle Nº Medida de Controle Natureza Fator Ambiental Fase Responsabilidade
Permanência

Promover ações de monitoramento e controle da poluição do ar,


Curto, Médio e Operacional, Empreendedor,
10 solo e água durante e após a exploração e empréstimo, Mitigadora Físico, Biótico
Longo Encerramento Gestão Pública
garantindo a minimização dos impactos ambientais

Uso de sistemas de aspersão de água para supressão de poeira Mitigadora, Empreendedor,


1 Físico Curto e Médio Operacional
em áreas de movimentação de resíduos Preventiva Gestão Pública

Planejamento,
Implementação de barreiras vegetais para redução da dispersão Instalação, Empreendedor,
2 Mitigadora Biótico Curto e Médio
de poeira em áreas abertas Operacional, Gestão Pública
Encerramento

Uso de equipamentos com sistemas de controle de emissões,


3 Mitigadora Físico Curto e Médio Operacional Empreendedor
como filtros de ar e catalisadores

Adequado gerenciamento de resíduos sólidos, evitando


Curto, Médio e Empreendedor,
4 acúmulo e exposição excessiva de material suscetível à emissão Preventiva Socioeconômico Operacional
Longo Gestão Pública
de poeira

Implementação de medidas de umidificação e cobertura de Empreendedor,


Alteração da 5 Mitigadora Físico Curto e Médio Operacional
pilhas de resíduos Gestão Pública
qualidade do ar
(poeira)
Uso de sistemas de ventilação e exaustão adequados nas áreas
6 Mitigadora Físico Curto e Médio Operacional Empreendedor
de processamento de resíduos

Implementação de programas de conscientização e treinamento


Curto, Médio e Empreendedor,
7 para os funcionários sobre boas práticas ambientais e controle Preventiva Socioeconômico Operacional
Longo Gestão Pública
da poeira

Monitoramento regular da qualidade do ar para identificação de Empreendedor,


8 Mitigadora Físico Curto e Médio Operacional
níveis elevados de poeira e adoção de medidas corretivas Gestão Pública

Restrição de velocidade e adoção de medidas de controle de


Mitigadora, Físico, Empreendedor,
9 tráfego para reduzir a geração de poeira nas vias de acesso à Curto e Médio Operacional
Preventiva Socioeconômico Gestão Pública
CTR

Manutenção regular de equipamentos e veículos para minimizar Empreendedor,


10 Mitigadora Físico Curto e Médio Operacional
a emissão de poeira decorrente de falhas mecânicas Gestão Pública

316
Prazo de
Medida de Controle Nº Medida de Controle Natureza Fator Ambiental Fase Responsabilidade
Permanência

Utilização de tecnologias de tratamento de gases, como filtros


1 e lavadores de gases, para reduzir a emissão de poluentes Mitigadora Físico Curto e Médio Operacional Empreendedor
atmosféricos

Implementação de sistemas de monitoramento contínuo da


Curto, Médio e Empreendedor,
2 qualidade do ar para identificar e controlar os níveis de Preventiva Físico Operacional
Longo Gestão Pública
poluentes atmosféricos

Adequada segregação e armazenamento dos resíduos para


3 evitar a geração de gases tóxicos durante o processo de Preventiva Biótico Médio e Longo Operacional Empreendedor
decomposição

Controle da emissão de gases provenientes de operações de


4 queima, adotando tecnologias de combustão mais eficientes e Mitigadora Físico Curto e Médio Operacional Empreendedor
limpas

Implementação de programas de treinamento e conscientização


Curto, Médio e Empreendedor,
5 dos funcionários sobre boas práticas ambientais e controle de Preventiva Socioeconômico Operacional
Alteração da Longo Gestão Pública
emissão de gases
qualidade do ar
(gases)
Uso de tecnologias de captura e armazenamento de gases, como
6 sistemas de recuperação de biogás, para aproveitamento Mitigadora Físico Médio e Longo Operacional Empreendedor
energético e redução de emissões

Planejamento,
Implementação de barreiras vegetais para filtragem e absorção Instalação, Empreendedor,
7 Mitigadora Biótico Curto e Médio
de gases poluentes Operacional, Gestão Pública
Encerramento

Controle adequado do tráfego de veículos dentro da CTR para Mitigadora, Físico, Empreendedor,
8 Curto e Médio Operacional
reduzir a emissão de gases de escape Preventiva Socioeconômico Gestão Pública

Monitoramento regular das fontes de emissão de gases para


Empreendedor,
9 identificar possíveis vazamentos e realizar manutenção Mitigadora Físico Curto e Médio Operacional
Gestão Pública
corretiva

Implementação de sistemas de controle de odores para Empreendedor,


10 Mitigadora Físico Curto e Médio Operacional
minimizar a emissão de gases malcheirosos Gestão Pública

317
Prazo de
Medida de Controle Nº Medida de Controle Natureza Fator Ambiental Fase Responsabilidade
Permanência

Utilização de sistemas de cobertura, como telas ou membranas,


1 Mitigadora Físico Médio e Longo Operacional Empreendedor
para evitar a dispersão de odores

Uso de tecnologias de tratamento de odores, como biofiltros ou


2 Mitigadora Físico Médio e Longo Operacional Empreendedor
lavadores de ar, para remover substâncias odoríferas

Planejamento,
Implementação de barreiras vegetais ao redor da CTR para Instalação, Empreendedor,
3 Mitigadora Biótico Médio e Longo
reduzir a propagação de odores Operacional, Gestão Pública
Encerramento

Adequado gerenciamento e armazenamento dos resíduos,


4 evitando a decomposição anaeróbica que causa odores Preventiva Biótico Médio e Longo Operacional Empreendedor
desagradáveis

Implementação de sistemas de ventilação adequados para Curto, Médio e


Alteração da 5 Mitigadora Físico Operacional Empreendedor
direcionar e controlar o fluxo de ar dentro da CTR Longo
qualidade do ar
(odores)
Monitoramento regular da emissão de odores por meio de Empreendedor,
6 Mitigadora Físico Curto e Médio Operacional
análises olfatométricas para identificar e corrigir problemas Gestão Pública

Utilização de produtos neutralizadores de odores para


7 Mitigadora Físico Curto e Médio Operacional Empreendedor
minimizar os impactos odoríferos

Implementação de procedimentos de manutenção e limpeza


Curto, Médio e Empreendedor,
8 adequados para reduzir a acumulação de resíduos e odores no Preventiva Físico Operacional
Longo Gestão Pública
local

Isolamento das áreas de descarga e processamento de resíduos


9 Mitigadora Físico Curto e Médio Operacional Empreendedor
para evitar a propagação de odores para áreas vizinhas

Realização de programas de conscientização e educação


Curto, Médio e Empreendedor,
10 ambiental para funcionários e comunidade local sobre odores e Preventiva Socioeconômico Operacional
Longo Gestão Pública
medidas de controle

Aumento dos Utilização de barreiras acústicas e anteparos ao redor das áreas Instalação,
1 Mitigadora Físico Médio e Longo Empreendedor
índices de ruído de maior geração de ruído para reduzir sua propagação Operacional

318
Prazo de
Medida de Controle Nº Medida de Controle Natureza Fator Ambiental Fase Responsabilidade
Permanência

Instalação de equipamentos e maquinários com isolamento Instalação,


2 Mitigadora Físico Médio e Longo Empreendedor
acústico adequado para diminuir a emissão de ruído Operacional

Implementação de programas de manutenção preventiva para


Curto, Médio e
3 garantir o bom funcionamento dos equipamentos e reduzir o Preventiva Físico Operacional Empreendedor
Longo
ruído decorrente de falhas mecânicas

Estabelecimento de limites de ruído e monitoramento regular Curto, Médio e Empreendedor,


4 Preventiva Físico Operacional
para garantir o cumprimento dos padrões estabelecidos Longo Gestão Pública

Adoção de horários de operação controlados, evitando


Curto, Médio e Empreendedor,
5 atividades ruidosas durante períodos de descanso da Mitigadora Socioeconômico Operacional
Longo Gestão Pública
comunidade

Uso de equipamentos e tecnologias de controle de ruído, como


6 silenciadores e abafadores, em sistemas de exaustão e Mitigadora Físico Médio e Longo Operacional Empreendedor
ventilação

Treinamento adequado dos funcionários para a realização de


7 Preventiva Socioeconômico Curto e Médio Operacional Empreendedor
suas tarefas de forma a minimizar a geração de ruído excessivo

Planejamento,
Implementação de paisagismo com vegetação densa ao redor da Empreendedor,
8 Mitigadora Biótico Médio e Longo Instalação,
CTR para atenuar a propagação do ruído Gestão Pública
Operacional

Uso de veículos e equipamentos de transporte com baixo nível


9 Mitigadora Físico Médio e Longo Operacional Empreendedor
de ruído

Realização de estudos de impacto ambiental e de vizinhança


Físico, Curto, Médio e Planejamento, Empreendedor,
10 para identificar e mitigar potenciais problemas de ruído durante Mitigadora
Socioeconômico Longo Instalação Gestão Pública
o planejamento e a instalação da CTR

Implantação de sistemas de separação e triagem de resíduos Curto, Médio e


Impactos 1 Preventiva Socioeconômico Operacional Empreendedor
sólidos para reduzir a quantidade de resíduos a serem tratados Longo
decorrentes do
manuseio de
Uso de equipamentos de proteção individual (EPIs) adequados
resíduos sólidos. 2 Mitigadora Físico Curto e Médio Operacional Empreendedor
pelos trabalhadores envolvidos no manuseio de resíduos sólidos

319
Prazo de
Medida de Controle Nº Medida de Controle Natureza Fator Ambiental Fase Responsabilidade
Permanência

Implementação de procedimentos e treinamentos para garantir


Curto, Médio e Empreendedor,
3 o correto manuseio e acondicionamento dos resíduos, Preventiva Físico, Biótico Operacional
Longo Gestão Pública
minimizando riscos de contaminação e acidentes

Estabelecimento de procedimentos de limpeza e higienização


4 das áreas de manuseio de resíduos sólidos para prevenir o Preventiva Biótico Curto e Médio Operacional Empreendedor
acúmulo de sujeira e proliferação de pragas

Utilização de equipamentos e tecnologias de controle de odores


5 Mitigadora Físico Médio e Longo Operacional Empreendedor
para minimizar a poluição odorífera proveniente dos resíduos

Implementação de programas de educação ambiental para


Curto, Médio e Planejamento, Empreendedor,
6 conscientizar a população sobre a importância do correto Preventiva Socioeconômico
Longo Operacional Gestão Pública
manuseio de resíduos sólidos

Adoção de práticas de gestão de resíduos, como a reciclagem e


Empreendedor,
7 compostagem, visando a redução da quantidade de resíduos Preventiva Socioeconômico Médio e Longo Operacional
Gestão Pública
encaminhados para tratamento

Implantação de sistemas de monitoramento e controle de


Curto, Médio e
8 vazamentos ou derramamentos de resíduos durante o manuseio Preventiva Físico Operacional Empreendedor
Longo
e transporte

Estabelecimento de planos de emergência e contingência para


Físico, Curto, Médio e Planejamento, Empreendedor,
9 lidar com possíveis incidentes ou acidentes envolvendo Preventiva
Socioeconômico Longo Operacional Gestão Públi
resíduos sólidos

Implementação de sistemas de segregação e triagem de resíduos


Curto, Médio e Empreendedor,
1 para garantir a separação adequada dos materiais e evitar a Preventiva Socioeconômico Operacional
Longo Gestão Pública
disposição incorreta
Poluição por
resíduos não Estabelecimento de programas de conscientização e educação
Curto, Médio e Empreendedor,
adequadamente 2 ambiental para usuários e funcionários da CTR sobre a Preventiva Socioeconômico Operacional
Longo Gestão Pública
dispostos. importância da destinação correta dos resíduos

Implementação de sistemas de monitoramento para identificar


3 e corrigir práticas inadequadas de disposição de resíduos na Mitigadora Físico Curto e Médio Operacional Empreendedor
CTR

320
Prazo de
Medida de Controle Nº Medida de Controle Natureza Fator Ambiental Fase Responsabilidade
Permanência

Realização de inspeções periódicas para verificar a


Órgãos Públicos,
4 conformidade com as normas de disposição de resíduos e tomar Mitigadora Socioeconômico Curto e Médio Operacional
Gestão Pública
medidas corretivas quando necessário

Implementação de medidas de controle de odores para


5 minimizar a poluição odorífera decorrente de resíduos não Mitigadora Físico Médio e Longo Operacional Empreendedor
adequadamente dispostos

Estabelecimento de procedimentos e treinamentos para garantir


Curto, Médio e Empreendedor,
6 o manuseio adequado dos resíduos e prevenir a dispersão de Preventiva Físico, Biótico Operacional
Longo Gestão Pública
poluentes durante as atividades na CTR

Implementação de sistemas de gestão de resíduos, incluindo Empreendedor,


7 Preventiva Socioeconômico Médio e Longo Operacional
reciclagem e tratamento adequado dos resíduos gerados na CTR Gestão Pública

Estabelecimento de barreiras físicas para impedir a dispersão de


8 resíduos não adequadamente dispostos, como cercas e Preventiva Físico Médio e Longo Operacional Empreendedor
contenções

Desenvolvimento de campanhas de comunicação e Empreendedor,


Curto, Médio e Planejamento,
9 sensibilização da comunidade local sobre a importância da Preventiva Socioeconômico Organizações
Longo Operacional
correta disposição dos resíduos Sociais

Implementação de mecanismos de fiscalização e punição para Órgãos Públicos,


10 Mitigadora Socioeconômico Curto e Médio Operacional
aqueles que desrespeitarem as normas de disposição de resíduos Gestão Pública

Elaboração de um plano de emergência que contemple ações Planejamento,


Riscos de 1 Preventiva Físico Longo Empreendedor
para prevenção e resposta a acidentes químicos. Operacional
acidentes por
produtos
químicos, Implantação de sistemas de armazenamento adequados para
Instalação,
materiais 2 produtos químicos, com segregação por compatibilidade e Preventiva Físico Médio Empreendedor
Operacional
tóxicos ou sinalização clara dos riscos.
explosivos
durante a fase Treinamento e capacitação dos funcionários para o manuseio
3 Preventiva Socioeconômico Curto Operacional Empreendedor
de instalação e seguro de produtos químicos e materiais perigosos.

321
Prazo de
Medida de Controle Nº Medida de Controle Natureza Fator Ambiental Fase Responsabilidade
Permanência

operação do Utilização de equipamentos de proteção individual (EPIs)


empreendiment 4 adequados para os funcionários envolvidos nas atividades com Mitigadora Físico Curto Operacional Empreendedor
o que possam produtos químicos.
resultar em
dano às pessoas Implementação de sistemas de controle e monitoramento de
ou ao meio 5 Mitigadora Físico Médio Operacional Empreendedor
vazamentos e emissões de gases tóxicos.
ambiente.
Estabelecimento de procedimentos de manutenção preventiva e
6 Preventiva Físico Médio Operacional Empreendedor
inspeções periódicas nos equipamentos e instalações da CTR.

Monitoramento contínuo da qualidade do ar e dos efluentes


7 Mitigadora Físico Longo Operacional Empreendedor
líquidos para identificar possíveis contaminações.

Estabelecimento de procedimentos de segurança para o


8 transporte interno e externo de resíduos químicos, incluindo Preventiva Socioeconômico Curto Operacional Empreendedor
rotas seguras e veículos adequados.

Realização de simulações de emergência e treinamentos


9 periódicos com a participação de equipes internas e externas de Preventiva Socioeconômico Curto Operacional Empreendedor
resposta a acidentes.

Estabelecimento de parcerias com órgãos públicos e


Planejamento,
10 organizações sociais para o compartilhamento de informações Preventiva Socioeconômico Longo Empreendedor
Operacional
e apoio mútuo em situações de emergência.

Interferências Implementação de programas de monitoramento da fauna e


em espécies 1 flora local, com registro e acompanhamento das espécies Preventiva Biótico Médio Operacional Empreendedor
vegetais ou presentes.
animais,
endêmicas, Delimitação de áreas de preservação ou refúgios para abrigar
raras, Planejamento, Empreendedor,
2 espécies sensíveis ou ameaçadas, com restrições de acesso e Mitigadora Biótico Longo
vulneráveis, em Operacional Gestão Pública
atividades.
processo de
extinção, de Restrição do desmatamento e da supressão vegetal para evitar a
interesse 3 Preventiva Biótico Médio Operacional Empreendedor
perda de habitats e a destruição de espécies vegetais.
comercial,

322
Prazo de
Medida de Controle Nº Medida de Controle Natureza Fator Ambiental Fase Responsabilidade
Permanência

alimentício e Realização de estudos de impacto ambiental e avaliação de


científico. 4 riscos para identificar potenciais efeitos na fauna e flora e Preventiva Biótico Curto Planejamento Empreendedor
propor medidas de mitigação.

Implementação de medidas de controle de ruído e vibração para


5 Mitigadora Físico Médio Operacional Empreendedor
evitar distúrbios nas espécies animais presentes na região.

Adoção de práticas de manejo adequadas para minimizar o risco


6 Preventiva Biótico Médio Operacional Empreendedor
de atropelamento de animais na área de influência da CTR.

Promoção de campanhas de educação ambiental para Empreendedor,


7 conscientizar funcionários e a comunidade sobre a importância Preventiva Socioeconômico Curto Operacional Organizações
da conservação da biodiversidade. Sociais

Estabelecimento de planos de resgate e remanejamento de


8 Preventiva Biótico Curto Instalação Empreendedor
espécies ameaçadas ou em perigo antes da instalação da CTR.

Restrição do acesso de animais domésticos à área da CTR para


9 Preventiva Biótico Médio Operacional Empreendedor
evitar conflitos e impactos negativos na fauna local.

Estabelecimento de parcerias com instituições de pesquisa para Empreendedor,


Planejamento,
10 o desenvolvimento de estudos e programas de conservação das Mitigadora Socioeconômico Longo Organizações
Operacional
espécies locais. Sociais

Implementação de um programa de manejo integrado de


1 vetores, com medidas de controle eficazes, como Mitigadora Biótico Médio Operacional Empreendedor
monitoramento, limpeza e aplicação de inseticidas adequados.
Atração e
proliferação de Implantação de barreiras físicas, como telas e cercas, para evitar
2 Preventiva Físico Curto Instalação Empreendedor
vetores de a entrada de vetores nas áreas da CTR.
doenças devido
à implantação e Armazenamento adequado dos resíduos, com recipientes
operação do 3 fechados, para evitar a exposição e disseminação de materiais Preventiva Físico Médio Operacional Empreendedor
empreendiment atrativos para vetores.
o.
Implementação de um plano de limpeza e higienização regular
4 das áreas da CTR, incluindo remoção de resíduos acumulados Preventiva Físico Curto Operacional Empreendedor
e eliminação de possíveis criadouros de vetores.

323
Prazo de
Medida de Controle Nº Medida de Controle Natureza Fator Ambiental Fase Responsabilidade
Permanência

Estabelecimento de procedimentos de descarte adequado de


Empreendedor,
5 resíduos, seguindo normas e regulamentos específicos, a fim de Preventiva Socioeconômico Médio Operacional
Gestão Pública
evitar a proliferação de vetores.

Capacitação e treinamento dos funcionários da CTR sobre boas


6 Preventiva Socioeconômico Curto Operacional Empreendedor
práticas de higiene, segurança e controle de vetores.

Implementação de medidas de controle de acesso de animais e


7 pessoas não autorizadas nas áreas da CTR, a fim de reduzir a Preventiva Biótico, Físico Médio Operacional Empreendedor
possibilidade de introdução de vetores.

Monitoramento regular das áreas da CTR para identificação


8 precoce de possíveis focos de proliferação de vetores e tomada Mitigadora Biótico Curto Operacional Empreendedor
de ações corretivas imediatas.

Estabelecimento de parcerias com órgãos de saúde pública para


Planejamento, Empreendedor,
9 compartilhamento de informações e implementação de Mitigadora Socioeconômico Longo
Operacional Órgãos Públicos
estratégias conjuntas de controle de vetores.

Realização de campanhas educativas para conscientização da Empreendedor,


10 comunidade sobre a importância da prevenção e do controle de Mitigadora Socioeconômico Curto Operacional Organizações
vetores de doenças. Sociais

Realização de estudos prévios para identificar a fauna local e os


Interferências Biótico,
1 impactos potenciais da CTR, a fim de adotar medidas Mitigadora Curto Planejamento Empreendedor
sobre a fauna Socioeconômico
específicas de mitigação.
associada aos
ambientes
Implementação de cercas e barreiras físicas adequadas para
naturais e Instalação,
2 evitar o acesso da fauna às áreas restritas da CTR, reduzindo o Preventiva Físico, Biótico Médio Empreendedor
antrópicos Operacional
risco de acidentes e interferências.
afetados (perda
de habitats,
afugentamento Estabelecimento de corredores ecológicos ou áreas de refúgio Empreendedor,
Biótico, Planejamento,
de fauna etc.). 3 para a fauna nas proximidades da CTR, visando minimizar a Mitigadora Longo Gestão Pública,
Socioeconômico Instalação
perda de habitats e permitir a movimentação dos animais. Órgãos Públicos

324
Prazo de
Medida de Controle Nº Medida de Controle Natureza Fator Ambiental Fase Responsabilidade
Permanência

Implementação de programas de monitoramento da fauna, com


4 registro regular de espécies presentes e avaliação dos efeitos da Mitigadora Biótico Médio Operacional Empreendedor
CTR sobre sua presença e comportamento.

Adoção de medidas para minimizar o ruído e a emissão de


Físico,
5 odores provenientes da CTR, a fim de reduzir o afugentamento Mitigadora Médio Operacional Empreendedor
Socioeconômico
da fauna.

Realização de programas de educação ambiental e


conscientização para os funcionários da CTR sobre a
6 Preventiva Socioeconômico Curto Operacional Empreendedor
importância da preservação da fauna e das boas práticas de
convivência.

Implementação de medidas para evitar a atração e o acesso de


7 animais sinantrópicos, como roedores e aves, que possam Preventiva Biótico, Físico Médio Operacional Empreendedor
interferir na fauna local.

Estabelecimento de programas de resgate e reabilitação de


Biótico, Operacional, Empreendedor,
8 fauna afetada pela CTR, em parceria com órgãos ambientais Mitigadora Longo
Socioeconômico Encerramento Órgãos Públicos
competentes.

Implantação de medidas de controle de tráfego e velocidade nas


Físico,
9 vias próximas à CTR para reduzir o risco de atropelamento da Preventiva Médio Operacional Empreendedor, G
Socioeconômico
fauna.

Empreendedor,
Manutenção de áreas de vegetação nativa ao redor da CTR para Operacional, Gestão Pública,
10 Mitigadora Biótico Longo
proporcionar abrigo e recursos alimentares para a fauna local. Encerramento Organizações
Sociais

Interferências Mapeamento e delimitação precisa das áreas de UCs, APPs e Físico, Empreendedor,
1 Preventiva Curto Planejamento
em UCs, APPs e vegetação protegida legalmente dentro e nos arredores da CTR Socioeconômico Gestão Pública
áreas de
vegetação Elaboração e implementação de um Plano de Manejo
Físico, Empreendedor,
protegidas 2 Ambiental específico para a CTR considerando as áreas Preventiva Médio Planejamento
Socioeconômico Gestão Pública
legalmente. protegidas próximas

325
Prazo de
Medida de Controle Nº Medida de Controle Natureza Fator Ambiental Fase Responsabilidade
Permanência

Criação de barreiras físicas e sinalizações adequadas para


Instalação, Empreendedor,
3 demarcar as áreas de proteção e evitar invasões e impactos Mitigadora Físico Curto, Médio
Operacional Gestão Pública
indevidos

Implementação de programas de monitoramento ambiental para Físico, Operacional, Empreendedor,


4 Preventiva Longo
acompanhar possíveis interferências nas áreas protegidas Socioeconômico Encerramento Gestão Pública

Empreendedor,
Capacitação e treinamento dos funcionários da CTR sobre a
Instalação, Gestão Pública,
5 importância e os cuidados necessários ao lidar com áreas Preventiva Socioeconômico Curto
Operacional Organizações
protegidas
Sociais

Adoção de tecnologias de tratamento de resíduos que


Instalação,
6 minimizem o impacto ambiental e a geração de resíduos nas Mitigadora Físico Longo Empreendedor
Operacional
áreas protegidas

Empreendedor,
Implementação de programas de educação ambiental para
Mitigadora, Operacional, Gestão Pública,
7 conscientizar a comunidade local sobre a importância da Socioeconômico Médio, Longo
Preventiva Encerramento Organizações
conservação das áreas protegidas
Sociais

Empreendedor,
Restauração e recuperação de áreas degradadas dentro e nos Operacional, Gestão Pública,
8 Mitigadora Físico, Biótico Médio, Longo
arredores da CTR, especialmente nas áreas protegidas afetadas Encerramento Organizações
Sociais

Empreendedor,
Realização de parcerias com órgãos públicos e organizações
Planejamento, Gestão Pública,
9 sociais para fortalecer a proteção e a gestão das áreas protegidas Maximizadora Socioeconômico Médio, Longo
Operacional Organizações
afetadas
Sociais

Empreendedor,
Planejamento,
Estabelecimento de um plano de contingência para lidar com Gestão Pública,
Físico, Curto, Médio, Instalação,
10 possíveis emergências ou incidentes que possam afetar as áreas Mitigadora Órgãos Públicos,
Socioeconômico Longo Operacional,
protegidas Organizações
Encerramento
Sociais

326
Prazo de
Medida de Controle Nº Medida de Controle Natureza Fator Ambiental Fase Responsabilidade
Permanência

Empreendedor,
Implementação de cercas ou barreiras físicas para impedir o Gestão Pública,
1 Mitigadora Físico Curto, Médio Operacional
acesso da fauna às áreas de risco Organizações
Sociais

Empreendedor,
Realização de estudos de fauna para identificar as espécies
2 Preventiva Biótico Curto, Médio Planejamento Gestão Pública,
presentes e suas necessidades de conservação
Órgãos Públicos
Impactos sobre
a fauna Empreendedor,
Implantação de passagens de fauna (ecodutos, pontes, túneis)
3 Mitigadora Físico Médio Instalação Gestão Pública,
para permitir a movimentação segura dos animais
Órgãos Públicos

Adoção de medidas para reduzir o ruído e a vibração gerados Empreendedor,


4 Mitigadora Físico Médio Operacional
pelo funcionamento da CTR, minimizando o impacto na fauna Gestão Pública

Implementação de programas de monitoramento da fauna para Empreendedor,


5 avaliar possíveis alterações e adotar medidas corretivas quando Preventiva Biótico Médio Operacional Gestão Pública,
necessário Órgãos Públicos

Empreendedor,
Aumento da Implementação de cercas ou barreiras físicas para impedir o Gestão Pública,
1 Mitigadora Físico Curto, Médio Operacional
demanda por acesso da fauna às áreas de risco Organizações
serviços Sociais
públicos de
abastecimento Empreendedor,
d’água, Realização de estudos de fauna para identificar as espécies
2 Preventiva Biótico Curto, Médio Planejamento Gestão Pública,
esgotamento presentes e suas necessidades de conservação
Órgãos Públicos
sanitário,
resíduos sólidos, Empreendedor,
energia elétrica, Implantação de passagens de fauna (ecodutos, pontes, túneis)
3 Mitigadora Físico Médio Instalação Gestão Pública,
serviços de para permitir a movimentação segura dos animais
Órgãos Públicos
utilidade
pública etc.,
durante a Adoção de medidas para reduzir o ruído e a vibração gerados Empreendedor,
4 Mitigadora Físico Médio Operacional
pelo funcionamento da CTR, minimizando o impacto na fauna Gestão Pública

327
Prazo de
Medida de Controle Nº Medida de Controle Natureza Fator Ambiental Fase Responsabilidade
Permanência

execução das Implementação de programas de monitoramento da fauna para Empreendedor,


obras. 5 avaliar possíveis alterações e adotar medidas corretivas quando Preventiva Biótico Médio Operacional Gestão Pública,
necessário Órgãos Públicos

Realização de estudos de impacto nos serviços públicos Empreendedor,


1 afetados para identificar as necessidades de expansão e Preventiva Socioeconômico Curto, Médio Planejamento Gestão Pública,
melhorias Órgãos Públicos

Elaboração de planos de contingência e mitigação para suprir a


Empreendedor,
2 demanda adicional de serviços públicos durante a execução das Mitigadora Socioeconômico Curto, Médio Planejamento
Gestão Pública
obras

Empreendedor,
Parcerias com os órgãos públicos responsáveis pelos serviços
3 Mitigadora Socioeconômico Médio, Longo Instalação Gestão Pública,
para planejar e executar as melhorias necessárias
Órgãos Públicos
Riscos de
acidentes com a
Realização de investimentos em infraestrutura para garantir o
população local Físico, Instalação,
4 fornecimento adequado de água, energia elétrica e outros Maximizadora Médio, Longo Empreendedor
e com o pessoal Socioeconômico Operacional
serviços públicos
alocado para as
obras.
Empreendedor,
Monitoramento contínuo do impacto da obra nos serviços
5 Mitigadora Socioeconômico Médio, Longo Operacional Gestão Pública,
públicos e adoção de medidas corretivas conforme necessário
Órgãos Públicos

Implementação de programas de gestão de demanda e eficiência Empreendedor,


6 Mitigadora Socioeconômico Médio, Longo Operacional
energética para reduzir o consumo de energia elétrica Gestão Pública

Empreendedor,
Promoção de campanhas de conscientização e educação pública
Gestão Pública,
7 sobre o uso racional dos serviços públicos durante o período de Preventiva Socioeconômico Curto, Médio Operacional
Organizações
obras
Sociais

Riscos à saúde Implementação de sistemas de controle de emissões Empreendedor,


1 Mitigadora Físico Médio, Longo Operacional
da população, atmosféricas para reduzir a liberação de substâncias poluentes Gestão Pública
aos
trabalhadores e Adoção de medidas de prevenção de acidentes e controle de Empreendedor,
2 Preventiva Físico Curto, Médio Operacional
ao meio vazamentos para evitar a contaminação do meio ambiente Gestão Pública

328
Prazo de
Medida de Controle Nº Medida de Controle Natureza Fator Ambiental Fase Responsabilidade
Permanência

ambiente como Capacitação e treinamento adequado dos trabalhadores para a


consequência do Empreendedor,
3 manipulação segura dos resíduos e uso de equipamentos de Preventiva Socioeconômico Curto, Médio Operacional
funcionamento Gestão Pública
proteção individual (EPIs)
da CTR
Empreendedor,
Realização de monitoramento ambiental regular para identificar
4 Preventiva Biótico Médio, Longo Operacional Gestão Pública,
possíveis impactos à saúde e ao meio ambiente
Órgãos Públicos

Implantação de sistemas de tratamento de efluentes líquidos Empreendedor,


5 Mitigadora Físico Médio, Longo Operacional
para garantir a qualidade da água e evitar a contaminação Gestão Pública

Implementação de programas de gerenciamento de resíduos Empreendedor,


6 perigosos, incluindo a segregação correta e destinação Preventiva Socioeconômico Médio, Longo Operacional Gestão Pública,
adequada Órgãos Públicos

Implantação de projetos de paisagismo e recuperação ambiental Planejamento, Empreendedor,


1 Mitigadora Biótico Médio, Longo
que visem a revegetação e recuperação da área degradada Instalação Gestão Pública

Implementação de barreiras visuais, como muros verdes, para Instalação, Empreendedor,


2 Mitigadora Físico Médio, Longo
Alterações na minimizar a visualização da CTR e harmonizar com o entorno Operacional Gestão Pública
paisagem,
considerando a Adoção de técnicas de engenharia que minimizem a Planejamento,
Empreendedor,
descaracterizaçã 3 descaracterização da paisagem, como a concepção de estruturas Mitigadora Físico Médio, Longo Instalação,
Gestão Pública
o da área para integradas Operacional
implantação do
emprendimento Realização de estudos de impacto visual e definição de medidas Planejamento, Empreendedor,
4 Mitigadora Físico Curto, Médio
mitigadoras para minimizar os efeitos negativos na paisagem Instalação Gestão Pública

Compromisso de recuperação da paisagem após o encerramento Empreendedor,


5 Mitigadora Biótico, Físico Médio, Longo Encerramento
da CTR, incluindo o reflorestamento e a recuperação do terreno Gestão Pública

Realização de estudos de impacto econômico e social para


Curto, Médio, Planejamento, Empreendedor,
1 avaliar os possíveis efeitos na valorização imobiliária da região Preventiva Socioeconômico
Longo Instalação Gestão Pública
Desvalorização afetada pela CTR
imobiliária do
entorno. Implementação de medidas de controle de odores e poluição do
Físico, Curto, Médio, Empreendedor,
2 ar para minimizar possíveis impactos negativos na qualidade de Mitigadora Operacional
Socioeconômico Longo Gestão Pública
vida dos moradores da região

329
Prazo de
Medida de Controle Nº Medida de Controle Natureza Fator Ambiental Fase Responsabilidade
Permanência

Promoção de ações de comunicação e diálogo com a Planejamento, Empreendedor,


comunidade local para esclarecer os benefícios e medidas Curto, Médio, Instalação, Gestão Pública,
3 Maximizadora Socioeconômico
adotadas para mitigar os impactos e reduzir a percepção de Longo Operacional, Organizações
desvalorização imobiliária encerramento Sociais

Manutenção/ger Implementação de políticas de incentivo fiscal e benefícios para


Curto, Médio, Operacional, Gestão Pública,
ação de 1 empresas que utilizam os serviços da CTR, visando estimular a Maximizadora Socioeconômico
Longo Encerramento Órgãos Públicos
impostos. demanda e a arrecadação de impostos

Interferências Implementação de programas de educação e conscientização Empreendedor,


no Patrimônio 1 sobre a importância do patrimônio cultural, envolvendo a Preventiva Socioeconômico Médio, Longo Operacional Organizações
Cultural comunidade local Sociais
(arqueológico,
histórico,
paisagístico, Monitoramento contínuo durante a operação da CTR para
imaterial, Empreendedor,
2 identificar e mitigar eventuais impactos ou descobertas Mitigadora Socioeconômico Longo Operacional
espeleológico e Gestão Pública
relacionadas ao patrimônio cultural
paleontológico).

Implantação de cercas ou barreiras físicas para delimitar e Empreendedor,


1 Mitigadora Físico Curto Instalação
proteger áreas sensíveis da fauna Gestão Pública

Realização de estudos prévios para identificação de áreas de


Empreendedor,
2 maior concentração de fauna e adoção de medidas específicas Preventiva Biótico Médio Planejamento
Gestão Pública
de proteção
Afugentamento
e redução de Implementação de corredores ecológicos para permitir a Empreendedor,
3 Mitigadora Biótico Médio Instalação
habitat para circulação da fauna entre áreas remanescentes de habitat Gestão Pública
fauna
Monitoramento regular da fauna e dos impactos da CTR sobre Empreendedor,
4 Preventiva Biótico Médio, Longo Operacional
ela, com adoção de medidas corretivas imediatas Gestão Pública

Elaboração de programas de educação ambiental para Gestão Pública,


5 conscientização da população sobre a importância da Maximizadora Socioeconômico Médio, Longo Operacional Organizações
preservação da fauna e seu habitat Sociais

330
Prazo de
Medida de Controle Nº Medida de Controle Natureza Fator Ambiental Fase Responsabilidade
Permanência

Criação de áreas de compensação ambiental para mitigar os


Empreendedor,
6 impactos sobre a fauna, proporcionando novos habitats Mitigadora Biótico Longo Instalação
Gestão Pública
adequados

Implementação de programas de reintrodução de espécies


Empreendedor,
7 nativas em áreas próximas à CTR, visando restaurar a Mitigadora Biótico Médio, Longo Operacional
Gestão Pública
biodiversidade afetada

Restauração de habitats degradados nas áreas impactadas pela Empreendedor,


8 Mitigadora Biótico Médio, Longo Instalação
CTR, por meio de técnicas de recuperação ambiental Gestão Pública

Implementação de dispositivos de passagem segura para a Empreendedor,


9 Mitigadora Físico, Biótico Médio, Longo Instalação
fauna, como passagens subterrâneas ou pontes ecológicas Gestão Pública

Capacitação e treinamento dos funcionários da CTR para


Empreendedor,
10 identificação, resgate e manejo adequado da fauna, evitando Preventiva Biótico Curto, Médio Operacional
Gestão Pública
danos e afugentamento desnecessário

Implementação de um programa de manejo integrado de Empreendedor,


1 Mitigadora Biótico Médio, Longo Operacional
vetores e pragas, incluindo monitoramento e controle regular Gestão Pública

Instalação de barreiras físicas, como telas e cercas, para impedir Empreendedor,


2 Mitigadora Físico Curto, Médio Instalação
o acesso de animais sinantrópicos às áreas da CTR Gestão Pública

Proliferação de Implementação de medidas de controle de acesso e vedação


Empreendedor,
vetores e 3 adequada das instalações da CTR, evitando a entrada de animais Preventiva Físico Curto, Médio Operacional
Gestão Pública
aparecimento da indesejados
fauna
sinantrópica Realização de limpeza e higienização regular das áreas de
Empreendedor,
4 armazenamento e processamento de resíduos para reduzir Mitigadora Físico Curto, Médio Operacional
Gestão Pública
atrativos para os vetores

Implantação de sistemas de drenagem adequados e controle de


Empreendedor,
5 umidade para evitar a formação de locais propícios à Mitigadora Físico Médio Instalação
Gestão Pública
proliferação de vetores

331
Prazo de
Medida de Controle Nº Medida de Controle Natureza Fator Ambiental Fase Responsabilidade
Permanência

Adoção de medidas de proteção dos alimentos armazenados e


Empreendedor,
6 resíduos expostos para evitar o acesso e contaminação por Mitigadora Biótico Curto, Médio Operacional
Gestão Pública
animais sinantrópicos

Implementação de programas de conscientização e educação Gestão Pública,


7 ambiental para a população, destacando a importância da Maximizadora Socioeconômico Curto, Médio Operacional Organizações
correta disposição de resíduos e prevenção de vetores Sociais

Realização de inspeções regulares em áreas adjacentes à CTR


Empreendedor,
8 para identificação e mitigação de possíveis fontes de Preventiva Biótico Médio Operacional
Gestão Pública
proliferação de vetores

Implementação de medidas de controle de odores provenientes Empreendedor,


9 Mitigadora Físico Curto, Médio Operacional
da CTR, reduzindo o atrativo para animais sinantrópicos Gestão Pública

Estabelecimento de parcerias com órgãos de controle de vetores


Empreendedor,
10 e vigilância sanitária para orientação e cooperação na prevenção Preventiva Socioeconômico Curto, Médio Operacional
Gestão Pública
e controle de proliferação

Planejamento, Empreendedor,
Diálogo e negociação com a comunidade afetada para Instalação, Gestão Pública,
1 Mitigadora Socioeconômico Médio, Longo
minimizar impactos sociais e buscar soluções consensuais Operacional, Organizações
Encerramento Sociais

Impactos sociais Estudo de impacto socioeconômico para identificar as possíveis Planejamento, Empreendedor,
de eventuais 2 Mitigadora Socioeconômico Curto, Médio
consequências e propor medidas mitigadoras Instalação Gestão Pública
necessidades de
desapropriações
Elaboração de programas de reassentamento e realocação da Planejamento,
e remoção da Empreendedor,
3 população afetada, garantindo condições adequadas de moradia Mitigadora Socioeconômico Médio, Longo Instalação,
população Gestão Pública
e infraestrutura Operacional

Implementação de projetos de compensação social, como Instalação, Empreendedor,


4 programas de capacitação profissional e geração de empregos Maximizadora Socioeconômico Médio, Longo Operacional, Organizações
para a população local Encerramento Sociais

332
Prazo de
Medida de Controle Nº Medida de Controle Natureza Fator Ambiental Fase Responsabilidade
Permanência

Planejamento, Empreendedor,
Acompanhamento e monitoramento dos impactos sociais ao
Curto, Médio, Instalação, Gestão Pública,
5 longo de todas as fases do empreendimento, com a participação Preventiva Socioeconômico
Longo Operacional, Organizações
ativa da comunidade afetada
Encerramento Sociais

Fonte: Kiwiks, 2023

333
11. PROGRAMAS AMBIENTAIS

Os programas ambientais desempenharão um papel crucial no funcionamento e na


sustentabilidade da CTR PE Nazaré da Mata. As ações contidas nos programas ambientais
serão fundamentais para gestão adequada e segura da CTR, minimizando os impactos negativos
no meio ambiente e na saúde humana. De forma resumida pode-se elencar algumas das razões
pelas quais os programas ambientais são de extrema importância nesse contexto:

● Preservação ambiental: Os programas ambientais ajudam a preservar o meio ambiente,


estabelecendo diretrizes para o gerenciamento adequado de resíduos. Promovem
práticas sustentáveis, como a reciclagem, a reutilização e a redução da geração de
resíduos, contribuindo para a conservação dos recursos naturais.
● Proteção da saúde pública: A CTR inadequadamente gerenciada pode representar sérios
riscos à saúde pública. Os programas ambientais estabelecem medidas de segurança e
monitoramento para evitar a contaminação do solo, água e ar, protegendo assim a saúde
das comunidades próximas à instalação.
● Conformidade com regulamentações: Os programas ambientais garantirão que a CTR
esteja em conformidade com as regulamentações ambientais e de saúde aplicáveis. Isso
inclui a obtenção de licenças adequadas, a realização de avaliações de impacto
ambiental e a implementação de planos de gestão de resíduos aprovados.
● Minimização de impactos negativos: A CTR pode gerar uma variedade de impactos
negativos, como a emissão de poluentes atmosféricos e o vazamento de substâncias
tóxicas. Os programas ambientais estabelecem metas e diretrizes para minimizar esses
impactos, através da implementação de tecnologias de controle de emissões e de
sistemas de monitoramento ambiental.
● Educação e conscientização: Os programas ambientais também desempenham um
papel importante na educação e conscientização da população sobre a importância da
gestão adequada de resíduos. Eles promovem campanhas de conscientização e
programas de educação ambiental, visando engajar a comunidade e incentivar a
participação ativa na redução, reciclagem e descarte responsável de resíduos.
● Inovação tecnológica: Os programas ambientais estimulam a inovação tecnológica na
área de tratamento de resíduos. Eles incentivam o desenvolvimento de novas
tecnologias e práticas mais eficientes e sustentáveis, impulsionando o avanço contínuo
na gestão de resíduos.
● Monitoramento e controle: Os programas ambientais estabelecem diretrizes para o
monitoramento contínuo e o controle das operações da CTR. Isso inclui a avaliação
regular da qualidade do ar, da água e do solo, a fim de identificar qualquer desvio ou
potencial problema ambiental, permitindo ações corretivas oportunas.

Com base no TR NAIA e na avaliação de impacto ambiental foram definidos 15 Programas


descritos a seguir, conforme determinações, nos quadros 17 a 31 os Programas Ambientais que
deverão compor o quadro de ações para compatibilização de sustentabilidade da CTR PE
Nazaré da Mata.

334
Quadro 33 - Programa de Gestão Ambiental (PGA) da CTR PE Nazaré da Mata.
Nome Programa de Gestão Ambiental s (PGA)

A crescente geração de resíduos e a falta de uma gestão adequada desses materiais têm
causado impactos ambientais significativos. A Central de Tratamento de Resíduos (CTR)
é uma estrutura fundamental para lidar com esses problemas, pois permite a correta
destinação, recuperação e reciclagem dos resíduos, minimizando seus impactos no meio
Justificativa
ambiente. No entanto, a operação de uma CTR também pode gerar riscos ambientais se
não forem adotadas práticas de gestão ambiental eficazes. Portanto, o Programa de
Gestão Ambiental para a Central de Tratamento de Resíduos (PGA) se faz necessário
para garantir uma operação sustentável e minimizar os impactos negativos.

- Promover a minimização da geração de resíduos na fonte, através de práticas de


redução, reutilização e reciclagem. - Implementar e manter um sistema eficiente de
gestão de resíduos, incluindo coleta seletiva, triagem adequada e destinação final correta.
- Assegurar a conformidade com a legislação ambiental aplicável, bem como com as
Objetivos
normas e regulamentos internos. - Educar e conscientizar funcionários, colaboradores e
a comunidade sobre a importância da gestão ambiental e da correta destinação de
resíduos. - Monitorar e avaliar continuamente os impactos ambientais da CTR, visando
a melhoria contínua dos processos e a redução de riscos ambientais.

1. Diagnóstico: Realizar um levantamento detalhado dos resíduos gerados pela CTR,


identificando suas características e volumes. Avaliar os processos existentes e identificar
pontos críticos e áreas de melhoria. 2. Planejamento: Desenvolver um plano de ação com
base nos resultados do diagnóstico, estabelecendo metas e indicadores ambientais.
Definir responsabilidades e prazos para a implementação das ações. 3. Monitoramento e
controle: Estabelecer um sistema de monitoramento ambiental para acompanhar os
indicadores definidos. Realizar análises periódicas da qualidade do ar, água e solo, bem
Metodologia
como monitorar o consumo de recursos naturais. 4. Treinamento e capacitação:
Promover programas de treinamento e capacitação para os funcionários da CTR, visando
disseminar boas práticas ambientais e aumentar a conscientização sobre a importância
da gestão de resíduos. 5. Comunicação e engajamento: Estabelecer canais de
comunicação efetivos para informar os colaboradores e a comunidade sobre as práticas
ambientais adotadas pela CTR. Promover campanhas de conscientização e engajamento
da comunidade local.

O Programa de Gestão Ambiental para a Central de Tratamento de Resíduos (PGA)) terá


um período de execução contínuo, abrangendo todas as fases de planejamento, instalação
e operação da CTR. Recomenda-se que o programa seja implementado desde o início do
processo de planejamento da CTR, com ações de diagnóstico e definição das estratégias
ambientais. Durante a fase de instalação, serão realizadas atividades de treinamento e
Período de execução
capacitação dos funcionários, bem como a implementação das medidas e práticas de
gestão ambiental. O programa continuará durante a operação da CTR, com
monitoramento contínuo, avaliações periódicas e aprimoramento das práticas
ambientais. Recomenda-se uma revisão e atualização periódica do programa para
garantir sua eficácia e adaptação às mudanças ambientais, tecnológicas e regulatórias.

335
Quadro 34 - Programa de Comunicação Ambiental (PCA) da CTR PE Nazaré da Mata.
Nome Programa de Comunicação Ambiental (PCA)

A Central de Tratamento de Resíduos (CTR) desempenha um papel fundamental na gestão


adequada e sustentável dos resíduos, porém muitas vezes enfrenta desafios relacionados à
falta de conscientização e engajamento da comunidade local. Além disso, a falta de
transparência e de informações claras sobre as atividades da CTR pode gerar desconfiança e
Justificativa
resistência por parte da população. Nesse contexto, a implementação de um Programa de
Comunicação Ambiental para a CTR é fundamental para estabelecer um diálogo aberto,
transparente e participativo com a comunidade, promovendo o entendimento e o apoio às
ações e objetivos da CTR.

- Estabelecer uma comunicação efetiva e transparente com a comunidade local, fornecendo


informações claras sobre as atividades da CTR, seus impactos ambientais e as medidas
adotadas para minimizá-los. - Promover a conscientização e o engajamento da comunidade
em relação à importância da gestão adequada de resíduos e ao papel da CTR nesse processo.
- Fomentar a participação ativa da comunidade por meio de espaços de diálogo, consultas
Objetivos
públicas e canais de comunicação acessíveis, permitindo que os cidadãos expressem suas
opiniões, dúvidas e preocupações. - Divulgar boas práticas ambientais e incentivar a adoção
de comportamentos sustentáveis por parte da comunidade local, como a redução, reutilização
e reciclagem de resíduos. - Fortalecer a imagem da CTR como uma instituição comprometida
com a preservação ambiental e o bem-estar da comunidade.

1. Diagnóstico e análise: Realizar um levantamento das características demográficas,


culturais e sociais da comunidade local, bem como identificar suas necessidades, expectativas
e preocupações em relação à CTR. 2. Elaboração do plano de comunicação: Desenvolver um
plano de comunicação abrangente que inclua estratégias e táticas específicas para atingir os
objetivos do programa. Isso pode envolver a criação de materiais informativos, como
folhetos, vídeos e websites, além de estabelecer canais de comunicação, como reuniões
Metodologia comunitárias, grupos de discussão online e caixas de sugestões. 3. Implementação do
programa: Executar as ações de comunicação conforme definido no plano, incluindo a
disponibilização de informações atualizadas sobre as atividades da CTR, programas de
educação ambiental, medidas de mitigação e eventos comunitários. 4. Avaliação e ajuste:
Monitorar e avaliar continuamente a eficácia do programa de comunicação, realizando
pesquisas de opinião, análises de feedback da comunidade e acompanhamento de
indicadores-ch

O Programa de Comunicação Ambiental para a Central de Tratamento de Resíduos (PCA)


deve ser implementado de forma contínua ao longo de todas as fases de planejamento,
instalação e operação da CTR. Recomenda-se que o programa seja iniciado desde o estágio
inicial de planejamento da CTR, a fim de identificar as necessidades de comunicação da
comunidade e envolvê-la no processo de tomada de decisões. Durante a fase de instalação,
serão desenvolvidas as estratégias de comunicação e estabelecidos os canais de diálogo. À
Período de
medida que a CTR entrar em operação, o programa continuará a fornecer informações
execução
atualizadas, promover o engajamento da comunidade e realizar atividades de conscientização.
O período de execução do programa é estimado como contínuo, adaptando-se e evoluindo ao
longo da vida útil da CTR, com revisões periódicas para avaliar sua eficácia, realizar ajustes
e atender às demandas em constante mudança da comunidade. A duração do programa pode
variar de acordo com as características específicas da CTR e a dinâmica da comunidade
envolvida.

336
Quadro 35 - Programa de Educação Ambiental (PEA) da CTR PE Nazaré da Mata.
Nome Programa de Educação Ambiental (PEA)

A Central de Tratamento de Resíduos (CTR) desempenha um papel crucial na gestão adequada


dos resíduos, porém muitas vezes enfrenta desafios relacionados à falta de conscientização e
compreensão por parte da comunidade sobre a importância da separação correta de resíduos,
reciclagem e redução do impacto ambiental. Além disso, a falta de conhecimento sobre os
Justificativa processos e tecnologias utilizados na CTR pode gerar desinformação e resistência da
comunidade. Nesse contexto, a implementação de um Programa de Educação Ambiental na
CTR é fundamental para promover a conscientização, o engajamento e a mudança de
comportamento da comunidade em relação aos resíduos, contribuindo para a adoção de práticas
mais sustentáveis.

- Promover a conscientização sobre a importância da gestão adequada dos resíduos, destacando


os impactos negativos do descarte inadequado e os benefícios da separação correta, reciclagem
e reutilização. - Capacitar a comunidade local para a adoção de práticas sustentáveis
relacionadas à gestão de resíduos, incentivando a redução do consumo, a separação correta dos
resíduos e a participação ativa na coleta seletiva. - Fornecer conhecimentos sobre os processos
Objetivos e tecnologias utilizados na CTR, esclarecendo dúvidas e desmistificando possíveis
preocupações da comunidade. - Estimular a participação ativa da comunidade em projetos de
educação ambiental, por meio de oficinas, palestras, visitas guiadas à CTR e envolvimento em
iniciativas de reciclagem e reaproveitamento. - Fomentar a cidadania ambiental, capacitando
os cidadãos a se tornarem agentes de mudança e multiplicadores de boas práticas ambientais
em seus círculos sociais.

1. Diagnóstico e levantamento de necessidades: Realizar uma análise das características e


necessidades da comunidade em relação à gestão de resíduos, por meio de pesquisas,
entrevistas e consultas públicas. Identificar os principais desafios, lacunas de conhecimento e
preocupações da comunidade. 2. Desenvolvimento de materiais educativos: Criar materiais
educativos personalizados, como cartilhas, folhetos, vídeos e guias de práticas sustentáveis.
Esses materiais devem ser acessíveis, claros e direcionados ao público-alvo, utilizando
linguagem adequada e exemplos práticos. 3. Realização de atividades educativas: Implementar
uma variedade de atividades educativas, como oficinas, palestras, workshops e visitas guiadas
à CTR. Essas atividades devem ser interativas, participativas e adaptadas às diferentes faixas
etárias e níveis de conhecimento da comunidade. 4. Parcerias com instituições locais:
Metodologia
Estabelecer parcerias com escolas, associações comunitárias, órgãos governamentais e
empresas locais para ampliar o alcance do programa e fortalecer a educação ambiental na
região. 5. Campanhas de conscientização: Realizar campanhas de conscientização periódicas,
utilizando diferentes canais de comunicação, como mídias sociais, rádio, jornais locais e murais
informativos. Essas campanhas devem abordar temas específicos relacionados à gestão de
resíduos e fornecer informações práticas e dicas para a comunidade. 6. Monitoramento e
avaliação: Monitorar e avaliar regularmente o impacto do programa por meio de indicadores,
como a adesão à coleta seletiva, a redução do descarte inadequado de resíduos e o nível de
conscientização da comunidade. Realizar pesquisas de satisfação e feedback da comunidade
para identificar áreas de melhoria e ajustar as estratégias do programa.

337
O Programa de Educação Ambiental para a Central de Tratamento de Resíduos deve ser
executado em todas as fases de planejamento, instalação e operação da CTR. Recomenda-se
que o programa seja iniciado desde o estágio inicial de planejamento da CTR, a fim de
identificar as necessidades educacionais da comunidade e desenvolver estratégias adequadas.
Durante a fase de instalação, serão implementadas as atividades educativas, como oficinas e
Período de
materiais informativos. À medida que a CTR entrar em operação, o programa continuará a
execução
promover a conscientização e o engajamento da comunidade, por meio de campanhas, parcerias
e monitoramento do impacto. O período de execução do programa é estimado como contínuo,
adaptando-se às demandas da comunidade e às mudanças na gestão de resíduos. A duração do
programa pode variar de acordo com as características específicas da CTR, a abrangência da
comunidade e o alcance das atividades educativas.

Quadro 36 - Programa de Recuperação de Áreas Degradadas (PRAD) da CTR PE Nazaré da Mata.


Nome Programa de Recuperação de Áreas Degradadas (PRAD)

A operação de uma Central de Tratamento de Resíduos (CTR) pode resultar em


impactos ambientais negativos, incluindo a degradação de áreas próximas à
instalação. Essas áreas degradadas podem apresentar solo compactado, perda de
biodiversidade e alteração nos recursos hídricos, impactando a qualidade ambiental
Justificativa
da região. A implementação de um Programa de Recuperação de Áreas Degradadas
na CTR é fundamental para minimizar esses impactos, restaurar a vegetação nativa,
promover a conservação da biodiversidade e melhorar a qualidade dos recursos
naturais.

- Restaurar áreas degradadas próximas à CTR, promovendo a recuperação da


vegetação nativa e a reintegração dessas áreas aos ecossistemas locais. - Conservar
a biodiversidade local, identificando espécies nativas e implementando medidas de
proteção e preservação. - Melhorar a qualidade dos recursos hídricos,
Objetivos
implementando técnicas de manejo sustentável do solo, controle de erosão e
conservação de nascentes. - Sensibilizar e engajar a comunidade local na preservação
ambiental, promovendo a participação em atividades de restauração e
conscientização sobre a importância da recuperação de áreas degradadas.

1. Avaliação de impactos ambientais: Realizar um levantamento detalhado das áreas


degradadas próximas à CTR, identificando os principais impactos e características
do ambiente degradado. 2. Planejamento da recuperação: Desenvolver um plano de
recuperação que inclua a definição de metas e objetivos, seleção de técnicas
adequadas de restauração, identificação de espécies nativas a serem utilizadas e
estabelecimento de cronograma de atividades. 3. Recuperação da vegetação:
Metodologia Implementar ações de revegetação, por meio do plantio de mudas de espécies nativas,
considerando a diversidade vegetal da região e técnicas de plantio adequadas ao
ambiente. 4. Monitoramento e manutenção: Realizar monitoramento regular das
áreas restauradas, avaliando o desenvolvimento da vegetação, o sucesso do
estabelecimento das espécies plantadas e a recuperação dos ecossistemas. Realizar
ações de manutenção, como controle de invasoras e proteção de mudas, garantindo
a efetividade do processo de recuperação.

338
O Programa de Recuperação de Áreas Degradadas (PRAD) deve ser implementado
em todas as fases de planejamento, instalação e operação da CTR. Durante a fase de
planejamento, será realizada a avaliação dos impactos ambientais e o
desenvolvimento do plano de recuperação. Na fase de instalação, serão
implementadas as ações de recuperação da vegetação, como o plantio de mudas e a
implementação das técnicas de manejo do solo. Durante a fase de operação, será
íodo de Execução realizado o monitoramento regular das áreas restauradas e a manutenção necessária
para garantir o sucesso do processo de recuperação. O período de execução do
programa abrange desde a fase inicial de planejamento da CTR até a fase de operação
contínua. A duração específica do programa dependerá das características das áreas
degradadas, do ambiente local e das metas estabelecidas para a recuperação.
Recomenda-se um acompanhamento a longo prazo para garantir a efetividade da
recuperação e a integração das áreas restauradas aos ecossistemas circundantes.

Quadro 37 - Programa de Controle de Emissões Atmosféricas (PCEA) da CTR PE Nazaré da Mata.


Nome Programa de Controle de Emissões Atmosféricas (PCEA)

A Central de Tratamento de Resíduos (CTR) pode ser uma fonte significativa de


emissões atmosféricas, incluindo gases poluentes e partículas nocivas. Essas emissões
podem impactar negativamente a qualidade do ar, comprometendo a saúde da
Justificativa
comunidade e causando danos ao meio ambiente. Um programa de controle de emissões
atmosféricas é essencial para minimizar os impactos da CTR, garantir a conformidade
com regulamentações ambientais e promover uma operação sustentável.

- Monitorar e controlar as emissões atmosféricas provenientes das atividades da CTR,


reduzindo a liberação de poluentes no ar. - Implementar tecnologias e medidas de
controle eficazes para minimizar a geração de gases poluentes e partículas durante o
Objetivos processamento dos resíduos. - Assegurar a conformidade com as regulamentações
ambientais e normas de qualidade do ar estabelecidas pelos órgãos competentes. -
Promover a conscientização e o engajamento da comunidade em relação à qualidade do
ar e aos esforços de controle de emissões atmosféricas.

1. Diagnóstico das emissões atmosféricas: Realizar um levantamento das fontes de


emissões atmosféricas na CTR, identificando os principais poluentes e sua quantidade
de liberação. 2. Avaliação de tecnologias de controle: Avaliar e selecionar tecnologias
e medidas de controle de emissões adequadas à CTR, levando em consideração a
eficiência, viabilidade técnica e econômica. 3. Implementação de medidas de controle:
Instalar equipamentos de controle de emissões, como filtros, precipitadores e sistemas
de tratamento de gases, de acordo com as tecnologias selecionadas. Realizar
manutenção regular desses equipamentos para garantir seu bom funcionamento. 4.
Metodologia
Monitoramento contínuo das emissões: Implementar um sistema de monitoramento
contínuo das emissões atmosféricas, utilizando equipamentos de medição adequados.
Acompanhar e registrar os níveis de emissões regularmente para avaliar a eficácia das
medidas de controle. 5. Educação e comunicação: Promover a conscientização da
comunidade e dos funcionários da CTR sobre a importância da qualidade do ar e as
medidas de controle de emissões. Realizar campanhas informativas, fornecer
treinamentos e disponibilizar informações sobre os resultados do monitoramento de
emissões.

339
O Programa de Controle de Emissões Atmosféricas (PCEA) deve ser implementado em
todas as fases de planejamento, instalação e operação da CTR. Durante a fase de
planejamento, serão realizados estudos para identificar as fontes de emissões e avaliar
as tecnologias de controle mais adequadas. Na fase de instalação, serão adquiridos e
instalados os equipamentos de controle de emissões, seguidos por testes e ajustes para
garantir seu correto funcionamento. Durante a fase de operação, serão realizadas
Período de Execução
atividades de monitoramento contínuo das emissões e manutenção dos equipamentos de
controle. O período de execução do programa abrange desde a fase inicial de
planejamento da CTR até a fase de operação contínua. Recomenda-se um
acompanhamento constante e avaliação periódica das tecnologias de controle de
emissões para garantir a conformidade com as regulamentações ambientais e a melhoria
contínua da qualidade do ar na região.

Quadro 38 -Programa de Controle de Ruído da CTR PE Nazaré da Mata.


Nome Programa de Controle de Ruído

O ruído gerado pela operação da Central de Tratamento de Resíduos (CTR) pode causar
impactos negativos na qualidade de vida da comunidade circundante, afetando a saúde,
o bem-estar e o sossego. Além disso, o ruído em excesso pode desencadear problemas
Justificativa de saúde, como estresse, distúrbios do sono e problemas de audição. Um programa de
controle do nível de pressão sonora é necessário para minimizar os efeitos prejudiciais
do ruído, promover um ambiente mais saudável e garantir a conformidade com as
normas ambientais e regulamentações pertinentes.

- Avaliar e monitorar os níveis de ruído gerados pela operação da CTR. - Implementar


medidas de controle para reduzir os níveis de ruído, visando atender aos padrões e
regulamentações estabelecidos. - Promover a conscientização e a participação da
Objetivos
comunidade no controle do ruído, fornecendo informações sobre os impactos do ruído
e as medidas adotadas. - Estabelecer um ambiente de trabalho seguro e saudável para
os funcionários da CTR, com a devida proteção contra o ruído excessivo.

1. Levantamento e monitoramento do ruído: Realizar um levantamento detalhado dos


pontos de emissão de ruído na CTR e realizar medições regulares para avaliar os níveis
de pressão sonora. 2. Avaliação e controle do ruído: Identificar as fontes de ruído e
implementar medidas de controle apropriadas, como a utilização de barreiras acústicas,
isolamento acústico, manutenção de equipamentos e adoção de tecnologias menos
ruidosas. 3. Monitoramento contínuo e manutenção: Implementar um sistema de
monitoramento contínuo do ruído para garantir que os níveis estejam dentro dos limites
Metodologia
permitidos. Realizar manutenção regular dos equipamentos e sistemas de controle de
ruído para assegurar sua eficácia. 4. Comunicação e conscientização: Promover
campanhas de conscientização sobre os impactos do ruído e as medidas adotadas para
controlá-lo. Estabelecer canais de comunicação para receber feedback e responder às
preocupações da comunidade. 5. Treinamento e proteção dos funcionários: Fornecer
treinamento adequado aos funcionários da CTR sobre os riscos do ruído e as medidas
de proteção individual, como o uso de equipamentos de proteção auditiva.

340
Nome Programa de Controle de Ruído

O Programa de Controle de Ruído deve ser implementado em todas as fases da CTR,


desde o planejamento inicial até a operação contínua. Durante a fase de planejamento,
serão realizados estudos de viabilidade e impacto sonoro, a fim de incorporar medidas
de controle do ruído desde o projeto. Na fase de instalação, serão implementadas as
medidas de controle identificadas, como o uso de materiais isolantes e a localização
Período de Execução adequada de equipamentos ruidosos. Durante a operação da CTR, haverá
monitoramento regular dos níveis de ruído, manutenção dos sistemas de controle e
implementação de melhorias contínuas. O período de execução do programa abrange
desde o planejamento inicial da CTR até a fase de operação sustentável e contínua, com
revisões periódicas para garantir a eficácia das medidas adotadas e a conformidade com
as regulamentações aplicáveis.

Quadro 39 - Programa de Controle de Erosão e/ou Assoreamento da CTR PE Nazaré da Mata.


Nome Programa de Controle de Erosão e/ou Assoreamento

A erosão do solo e o assoreamento de corpos d'água são problemas ambientais


comuns associados à atividade da Central de Tratamento de Resíduos (CTR). A falta
de medidas adequadas para controlar esses processos pode levar à degradação do
Justificativa
solo, à contaminação da água e à perda da biodiversidade. Um programa de controle
de erosão e/ou assoreamento é essencial para preservar os recursos naturais e mitigar
os impactos ambientais negativos causados pela CTR.

- Identificar e avaliar as áreas propensas à erosão e/ou assoreamento na CTR. -


Implementar medidas de controle, como a estabilização do solo, revegetação e
manejo adequado de águas pluviais, para prevenir a erosão e/ou assoreamento. -
Objetivos
Promover a conservação do solo, a recuperação de áreas degradadas e a proteção dos
corpos d'água adjacentes à CTR. - Promover a conscientização e a participação da
equipe da CTR e da comunidade local na prevenção da erosão e/ou assoreamento.

1. Mapeamento e avaliação de áreas propensas: Realizar um levantamento detalhado


das áreas suscetíveis à erosão e/ou assoreamento na CTR, levando em consideração
as características do solo, declividade, cobertura vegetal e proximidade de corpos
d'água. 2. Implementação de medidas de controle: Desenvolver e implementar planos
de controle de erosão e/ou assoreamento, incluindo técnicas como terraceamento,
construção de bacias de contenção, plantio de vegetação adequada e manejo
sustentável das águas pluviais. 3. Monitoramento e manutenção: Realizar
Metodologia
monitoramento regular das áreas controladas, avaliando a eficácia das medidas
adotadas. Realizar a manutenção adequada das estruturas de controle e restauração
da vegetação quando necessário. 4. Educação ambiental e engajamento: Promover
campanhas de conscientização e capacitação da equipe da CTR e da comunidade
local sobre a importância do controle de erosão e/ou assoreamento. Estabelecer
canais de comunicação para receber feedback e incentivar a participação ativa de
todos os envolvidos.

341
Nome Programa de Controle de Erosão e/ou Assoreamento

O Programa de Controle de Erosão e/ou Assoreamento deve ser implementado em


todas as fases da CTR, desde o planejamento inicial até a operação contínua. Durante
o planejamento, serão realizados estudos de impacto ambiental e avaliação das áreas
de risco. Na fase de instalação, serão implementadas as medidas de controle
identificadas. Durante a operação da CTR, haverá monitoramento regular das áreas
controladas e manutenção das estruturas de controle. O programa terá uma duração
contínua e será integrado às atividades operacionais da CTR. A revisão e atualização
periódica das medidas de controle de erosão e/ou assoreamento serão realizadas
Período de Execução conforme necessário, levando em consideração as mudanças nas condições
ambientais e os avanços tecnológicos. A participação da equipe da CTR,
especialistas em meio ambiente e comunidade local será essencial para o sucesso do
programa.
Portanto, o período de execução do programa abrange desde o planejamento inicial
da CTR, passando pela fase de instalação e se estendendo durante toda a operação
sustentável da central. Revisões e atualizações regulares serão realizadas ao longo
do tempo, garantindo a eficácia contínua das medidas de controle de erosão e/ou
assoreamento e a conformidade com as regulamentações ambientais aplicáveis.

Quadro 40 - Programa de Gerenciamento de Efluentes da CTR PE Nazaré da Mata.


Nome Programa de Gerenciamento de Efluentes

O gerenciamento adequado de efluentes é fundamental para evitar a contaminação do


solo e dos corpos d'água, bem como garantir a conformidade com as regulamentações
ambientais. As atividades realizadas na Central de Tratamento de Resíduos (CTR)
Justificativa geram diferentes tipos de efluentes líquidos que requerem tratamento e disposição
adequados. Um programa de gerenciamento de efluentes eficiente e sustentável é
essencial para minimizar os impactos ambientais negativos e promover a proteção da
qualidade da água e do meio ambiente local.

- Identificar os diferentes tipos de efluentes gerados na CTR e suas características. -


Desenvolver e implementar sistemas de tratamento de efluentes eficientes e adequados.
- Monitorar regularmente a qualidade dos efluentes tratados e descartados. - Garantir a
Objetivos
conformidade com as regulamentações ambientais e os padrões de qualidade da água. -
Promover a conscientização e a educação ambiental sobre o gerenciamento adequado
de efluentes para a equipe da CTR e a comunidade local.

1. Caracterização dos efluentes: Identificar os diferentes tipos de efluentes gerados na


CTR e suas características físico-químicas e biológicas. 2. Desenvolvimento do sistema
de tratamento: Projetar e implementar sistemas de tratamento de efluentes adequados,
levando em consideração as características dos efluentes e os requisitos regulatórios.
Isso pode incluir processos como coagulação, sedimentação, filtração, desinfecção e
outros tratamentos físico-químicos e biológicos. 3. Monitoramento da qualidade dos
efluentes tratados: Realizar amostragens regulares dos efluentes tratados e realizar
Metodologia
análises laboratoriais para verificar a conformidade com os padrões de qualidade da
água. 4. Disposição adequada dos efluentes: Estabelecer procedimentos para a
disposição segura e adequada dos efluentes tratados, de acordo com as regulamentações
ambientais. 5. Educação ambiental e conscientização: Promover a conscientização e a
educação ambiental sobre o gerenciamento adequado de efluentes para a equipe da CTR
e a comunidade local, por meio de treinamentos, campanhas de informação e materiais
educativos.

342
Nome Programa de Gerenciamento de Efluentes

O Programa de Gerenciamento de Efluentes deve ser implementado desde o


planejamento inicial da CTR, passando pela fase de instalação e operação contínua.
Durante o planejamento, serão realizados estudos de impacto ambiental para identificar
os efluentes gerados e estabelecer as estratégias de tratamento apropriadas. Na fase de
instalação, serão implementados os sistemas de tratamento de efluentes. Durante a
Período de Execução
operação da CTR, haverá monitoramento regular da qualidade dos efluentes tratados,
bem como a manutenção e atualização dos sistemas de tratamento. O programa será
contínuo, acompanhando as atividades da CTR, e revisões periódicas serão realizadas
para avaliar a eficácia do gerenciamento de efluentes e garantir a conformidade contínua
com as regulamentações ambientais.

Quadro 41 -Programa de Controle e Monitoramento da Qualidade das Águas Superficiais da CTR


PE Nazaré da Mata.
Nome Programa de Controle e Monitoramento da Qualidade das Águas Superficiais

A qualidade das águas superficiais é de vital importância para a preservação dos


ecossistemas aquáticos e a saúde pública. A Central de Tratamento de Resíduos (CTR)
pode gerar impactos negativos nesse aspecto, como o lançamento de efluentes e a
Justificativa possibilidade de contaminação de corpos d'água próximos. É fundamental implementar
um programa de controle e monitoramento para avaliar e mitigar esses impactos,
garantindo a proteção das águas superficiais e o cumprimento das regulamentações
ambientais.

- Monitorar a qualidade das águas superficiais próximas à CTR, avaliando parâmetros


como pH, oxigênio dissolvido, turbidez, presença de metais pesados e outros
contaminantes. - Identificar potenciais fontes de poluição e estabelecer medidas de
Objetivos
prevenção e controle. - Garantir a conformidade com as regulamentações ambientais
relacionadas à qualidade da água. - Promover a conservação dos ecossistemas aquáticos
e a saúde pública.

1. Mapeamento das águas superficiais: Identificar os corpos d'água próximos à CTR e


estabelecer pontos de amostragem representativos. 2. Coleta e análise de amostras:
Realizar coletas regulares de água nos pontos determinados, seguindo as diretrizes
estabelecidas pelos órgãos ambientais competentes. Analisar as amostras em
laboratório, utilizando métodos reconhecidos para avaliar parâmetros de qualidade da
água. 3. Avaliação dos resultados e identificação de fontes de poluição: Comparar os
resultados obtidos com os padrões estabelecidos e identificar eventuais desvios.
Realizar investigações para determinar as fontes de poluição, incluindo o
Metodologia
monitoramento de efluentes da CTR e outras possíveis fontes na região. 4.
Implementação de medidas de prevenção e controle: Desenvolver e implementar ações
corretivas e preventivas para minimizar a poluição das águas superficiais. Isso pode
incluir melhorias nos sistemas de tratamento de efluentes, práticas de manejo adequadas
e programas de conscientização ambiental. 5. Monitoramento contínuo e relatórios:
Estabelecer um programa de monitoramento contínuo para acompanhar a qualidade das
águas superficiais ao longo do tempo. Elaborar relatórios periódicos para documentar
os resultados e as ações tomadas.

343
Nome Programa de Controle e Monitoramento da Qualidade das Águas Superficiais

O Programa de Controle e Monitoramento da Qualidade das Águas Superficiais deve


ser iniciado na fase de planejamento da CTR, com o mapeamento dos corpos d'água
próximos. Durante a fase de instalação, serão implementadas as estratégias de coleta de
amostras e análise laboratorial. Na fase de operação da CTR, o programa será executado
Período de Execução
de forma contínua, com coletas regulares de água, avaliação dos resultados e
implementação de medidas de prevenção e controle. O período de execução do
programa abrangerá toda a vida útil da CTR, garantindo a proteção contínua das águas
superficiais e o cumprimento das regulamentações ambientais.

Quadro 42 - Programa de Controle e Monitoramento da Qualidade das Águas Subterrâneas da CTR


PE Nazaré da Mata.
Nome Programa de Controle e Monitoramento da Qualidade das Águas Subterrâneas

A qualidade das águas subterrâneas é de extrema importância para a preservação dos recursos
hídricos e a proteção da saúde humana. A Central de Tratamento de Resíduos (CTR) pode
representar um risco potencial de contaminação dessas águas devido ao armazenamento e
Justificativa
disposição de resíduos. É fundamental implementar um programa de controle e monitoramento
para avaliar e mitigar esses impactos, garantindo a proteção das águas subterrâneas e o
cumprimento das normas ambientais.

- Monitorar a qualidade das águas subterrâneas na área de influência da CTR, avaliando


parâmetros como pH, níveis de contaminantes orgânicos e inorgânicos, presença de metais
pesados, entre outros. - Identificar potenciais fontes de contaminação e estabelecer medidas de
Objetivos
prevenção e controle. - Garantir a conformidade com as normas e regulamentos ambientais
relacionados à qualidade das águas subterrâneas. - Preservar a qualidade dos recursos hídricos
subterrâneos e proteger a saúde das comunidades próximas.

1. Caracterização hidrogeológica: Realizar estudos para compreender a hidrogeologia da


região, incluindo a identificação das características dos aquíferos, fluxos de água subterrânea
e pontos de recarga. 2. Instalação de poços de monitoramento: Estabelecer uma rede de poços
de monitoramento estrategicamente localizados para coleta de amostras de água subterrânea.
3. Coleta e análise de amostras: Realizar coletas regulares de água nos poços de monitoramento
e analisar as amostras em laboratório, utilizando métodos reconhecidos para avaliar a qualidade
da água subterrânea. 4. Avaliação e interpretação dos resultados: Comparar os resultados
obtidos com os padrões e critérios estabelecidos. Identificar possíveis contaminações e avaliar
Metodologia
o impacto da CTR nas águas subterrâneas. 5. Implementação de medidas de prevenção e
controle: Desenvolver e implementar ações corretivas e preventivas para mitigar os riscos de
contaminação das águas subterrâneas. Isso pode incluir melhorias nos sistemas de
armazenamento e disposição de resíduos, barreiras de contenção, monitoramento de
vazamentos e programas de conscientização ambiental. 6. Monitoramento contínuo e
relatórios: Estabelecer um programa de monitoramento contínuo das águas subterrâneas ao
longo do tempo. Elaborar relatórios periódicos para documentar os resultados, as ações
tomadas e a conformidade com as normas ambientais.

344
Nome Programa de Controle e Monitoramento da Qualidade das Águas Subterrâneas

O programa será iniciado na fase de planejamento da CTR, com a realização de estudos


hidrogeológicos e a definição dos locais estratégicos para a instalação dos poços de
monitoramento. Durante a fase de instalação da CTR, serão construídos os poços de
Período de monitoramento e estabelecidas as estratégias de coleta de amostras. Na fase de operação da
Execução CTR, o programa será executado de forma contínua, com coletas regulares de água subterrânea,
análise laboratorial, avaliação dos resultados e implementação de medidas de prevenção e
controle. O período de execução do programa abrangerá toda a vida útil da CTR, garantindo a
proteção contínua das águas subterrâneas e o cumprimento das regulamentações ambientais.

Quadro 43 - Programa de Gerenciamento de Riscos Ambientais e Ação de Emergência da CTR PE


Nazaré da Mata.
Nome Programa de Gerenciamento de Riscos Ambientais e Ação de Emergência

O programa é fundamental para garantir a segurança ambiental e a proteção da saúde pública no


contexto da Central de Tratamento de Resíduos (CTR). A CTR lida com resíduos que podem
representar riscos significativos para o meio ambiente e a saúde humana, especialmente em
Justificativa situações de emergência, como vazamentos, incêndios ou outros incidentes. A implementação
de um programa abrangente de gerenciamento de riscos e ação de emergência é essencial para
minimizar os riscos, prevenir danos ambientais e promover uma resposta eficiente e eficaz em
caso de eventos adversos.

Identificar e avaliar os riscos ambientais associados às atividades da CTR.


Desenvolver e implementar medidas preventivas para reduzir os riscos identificados.
Elaborar planos de emergência abrangentes e atualizados, definindo as ações a serem tomadas
em caso de incidentes.
Capacitar a equipe da CTR para agir de forma segura e eficiente em situações de emergência.
Objetivos
Realizar simulações regulares de emergência para testar a prontidão da equipe e a eficácia dos
planos de emergência.
Estabelecer procedimentos de comunicação eficaz e cooperação com as autoridades competentes
e partes interessadas durante situações de emergência.
Promover a cultura de segurança ambiental e a conscientização sobre os riscos associados à CTR
entre os funcionários e a comunidade local.

345
Nome Programa de Gerenciamento de Riscos Ambientais e Ação de Emergência

Identificação e avaliação de riscos: Realização de uma análise detalhada dos processos da CTR
para identificar os riscos ambientais potenciais e determinar sua magnitude e probabilidade de
ocorrência.
Medidas preventivas: Implementação de medidas de prevenção, como a utilização de
equipamentos de proteção adequados, sistemas de contenção e armazenamento seguro dos
resíduos, inspeções regulares e manutenção preventiva.
Planos de emergência: Desenvolvimento de planos de emergência abrangentes que incluam
procedimentos claros para evacuação, controle de vazamentos, combate a incêndios, primeiros
socorros e comunicação de emergência.
Treinamento e capacitação: Realização de treinamentos regulares para a equipe da CTR,
abordando procedimentos de emergência, uso de equipamentos de segurança, identificação de
Metodologia
riscos e comunicação eficaz durante situações de emergência.
Simulações de emergência: Realização de exercícios de simulação de emergência para testar a
prontidão da equipe, avaliar a eficácia dos planos de emergência, identificar lacunas e propor
melhorias.
Cooperação e comunicação: Estabelecimento de canais de comunicação eficazes com as
autoridades competentes, órgãos reguladores, equipes de emergência locais e partes interessadas
para compartilhar informações, coordenar ações e garantir uma resposta coordenada e eficiente
em situações de emergência.
7. Educação e conscientização: Realização de campanhas de conscientização e programas de
educação ambiental para a equipe da CTR e a comunidade local, visando aumentar a
compreensão dos riscos ambientais e promover a adoção de medidas preventivas.

O período previsto para a execução do programa abrange todas as fases da Central de Tratamento
de Resíduos (CTR), desde o planejamento até a operação contínua. Considerando as etapas de
Período de
planejamento, instalação e operação da CTR, o período estimado de execução do programa é de
Execução
5 anos, com revisões e atualizações periódicas ao longo desse período para garantir a eficácia
contínua do gerenciamento de riscos e ação de emergência.

Quadro 44 - Compensação Ambiental pela Supressão de Vegetação da CTR PE Nazaré da Mata.


Nome Compensação Ambiental pela Supressão de Vegetação

A supressão de vegetação para a instalação e operação de uma Central de Tratamento


de Resíduos (CTR) pode acarretar impactos ambientais significativos, como a perda de
Justificativa biodiversidade, a redução da qualidade do ar e a degradação do solo. Nesse contexto, é
essencial implementar um programa que promova a compensação desses impactos,
visando mitigar os efeitos negativos e promover a sustentabilidade ambiental.

- Promover a conservação e a recuperação da vegetação nativa em áreas impactadas


pela supressão vegetal realizada para a instalação e operação da CTR.
- Contribuir para a preservação da biodiversidade local e o restabelecimento de habitats
Objetivos
naturais para espécies de fauna e flora ameaçadas ou vulneráveis.
- Melhorar a qualidade do ar e reduzir os riscos de erosão do solo por meio do
reflorestamento e da implantação de medidas de restauração e conservação ambiental.

346
Nome Compensação Ambiental pela Supressão de Vegetação

O programa de compensação ambiental pela supressão de vegetação será baseado em


três etapas principais:
1. Mapeamento e Avaliação: Serão identificadas as áreas impactadas pela supressão de
vegetação, levando em consideração a vegetação nativa existente, a diversidade
biológica e a importância ecológica de cada área.
2. Recuperação e Conservação: Serão desenvolvidos projetos de restauração florestal e
Metodologia de conservação da biodiversidade, incluindo o plantio de espécies nativas, a
implementação de medidas de proteção e o monitoramento da regeneração da
vegetação.
3. Monitoramento e Avaliação: Será realizado um acompanhamento periódico do
programa, monitorando a evolução das áreas de compensação ambiental, avaliando os
resultados obtidos e realizando ajustes necessários para garantir a efetividade das ações
de mitigação e compensação.

O programa será executado ao longo de todo o ciclo de vida da CTR, considerando as


fases de planejamento, instalação e operação. O período de execução será contínuo, com
Período de Execução atividades de mapeamento, recuperação, conservação e monitoramento ocorrendo de
forma integrada e contínua, garantindo a efetividade das ações de compensação
ambiental.

Quadro 45 - Programa de Inserção de Catadores de Materiais Reutilizáveis e Recicláveis da CTR PE


Nazaré da Mata.
Nome Programa de Inserção de Catadores de Materiais Reutilizáveis e Recicláveis

A atividade de coleta seletiva realizada por catadores de materiais reutilizáveis e


recicláveis desempenha um papel fundamental na gestão ambiental de resíduos
sólidos. A inclusão desses trabalhadores no contexto de uma Central de Tratamento
Justificativa
de Resíduos (CTR) promove a redução da quantidade de resíduos enviados para
aterros sanitários, contribui para a preservação de recursos naturais e gera benefícios
socioeconômicos para os catadores e suas comunidades.

- Promover a inclusão socioeconômica de catadores de materiais reutilizáveis e


recicláveis, proporcionando-lhes oportunidades de trabalho e renda dignos.
- Reduzir a quantidade de resíduos destinados a aterros sanitários, por meio da
seleção e separação adequada de materiais recicláveis na CTR, maximizando o
Objetivos
aproveitamento dos recursos e minimizando os impactos ambientais.
- Fomentar a conscientização ambiental e a educação para a sustentabilidade,
promovendo a valorização dos materiais recicláveis e incentivando práticas de
consumo consciente e redução da geração de resíduos.

347
Nome Programa de Inserção de Catadores de Materiais Reutilizáveis e Recicláveis

1. Capacitação e Organização: Serão realizados cursos de capacitação voltados para


os catadores, abrangendo temas como gestão de resíduos sólidos, separação e seleção
de materiais recicláveis, segurança no trabalho e empreendedorismo. Além disso,
será promovida a organização dos catadores em cooperativas ou associações para
fortalecer sua atuação coletiva.
2. Infraestrutura e Logística: Serão disponibilizados espaços adequados para triagem
Metodologia e separação de materiais recicláveis na CTR, além da implementação de sistemas
eficientes de coleta e transporte dos materiais coletados pelos catadores.
3. Sensibilização e Divulgação: Serão desenvolvidas campanhas de sensibilização
ambiental para conscientizar a população sobre a importância da coleta seletiva, do
consumo consciente e do apoio aos catadores. Também serão estabelecidas parcerias
com empresas e instituições para divulgar e ampliar a rede de coleta de materiais
recicláveis.

O programa será executado ao longo de todo o ciclo de vida da CTR, considerando


as fases de planejamento, instalação e operação. O período de execução será
Período de execução contínuo, com atividades de capacitação, organização, infraestrutura, logística e
sensibilização ocorrendo de forma integrada e contínua, visando a inserção e
aperfeiçoamento da atuação dos catadores.

Quadro 46 - Programa de Monitoramento Geotécnico de Aterros Sanitários da CTR PE Nazaré da


Mata.
Nome Programa de Monitoramento Geotécnico de Aterros Sanitários

A gestão adequada dos resíduos sólidos é essencial para evitar problemas ambientais e
garantir a proteção da saúde pública. Os aterros sanitários são amplamente utilizados
para o descarte de resíduos, porém, sua operação requer um monitoramento geotécnico
Justificativa eficiente. A falta de monitoramento adequado pode resultar em riscos como
deslizamentos, contaminação do solo e lençóis freáticos, e emissão de gases poluentes.
Portanto, é crucial implementar um programa de monitoramento geotécnico para
garantir a estabilidade e a segurança dos aterros sanitários.

- Garantir a estabilidade estrutural dos aterros sanitários, prevenindo deslizamentos e


colapsos que possam causar danos ambientais e riscos à saúde pública.
- Monitorar a qualidade do solo e da água subterrânea ao redor dos aterros sanitários, a
Objetivos
fim de prevenir a contaminação do meio ambiente e dos recursos hídricos.
- Controlar e minimizar a emissão de gases poluentes provenientes da decomposição
dos resíduos, como o metano, contribuindo para a redução do impacto climático.

348
Nome Programa de Monitoramento Geotécnico de Aterros Sanitários

O programa de monitoramento geotécnico de aterros sanitários será baseado em três


etapas principais:
1. Avaliação Inicial: Será realizada uma avaliação inicial para identificar as
características geotécnicas do terreno e definir os parâmetros de projeto do aterro
sanitário. Serão considerados aspectos como a capacidade de suporte do solo, a
impermeabilização adequada e a disposição correta dos resíduos.
2. Monitoramento Contínuo: Serão implantados sistemas de monitoramento geotécnico,
Metodologia incluindo instrumentação geotécnica, sensores de gases, piezômetros e outros
dispositivos para coletar dados sobre a estabilidade do terreno, o nível de gases e a
qualidade do solo e da água subterrânea. Esses dados serão registrados e analisados
regularmente.
3. Análise e Ações Corretivas: Com base nos dados coletados, serão realizadas análises
e avaliações periódicas para identificar possíveis problemas ou desvios. Caso seja
identificada alguma anomalia, serão adotadas medidas corretivas, como a instalação de
sistemas de drenagem, ações de impermeabilização ou outras soluções técnicas
necessárias.

O programa de monitoramento geotécnico será executado durante todo o ciclo de vida


do aterro sanitário, desde a fase de planejamento até o fechamento do aterro e o período
Período de execução de pós-encerramento. O monitoramento será contínuo e permanente, com revisões e
ajustes sendo realizados ao longo do tempo, conforme necessário, para garantir a
segurança e a estabilidade do aterro sanitário.

Quadro 47 - Programa de Controle Operacional de Aterros Sanitários da CTR PE Nazaré da Mata.


Nome Programa de Controle Operacional de Aterros Sanitários

O controle operacional eficiente de aterros sanitários é fundamental para garantir a


correta disposição e tratamento dos resíduos, bem como para prevenir problemas
ambientais e riscos à saúde pública. A má gestão operacional dos aterros pode resultar
Justificativa
em contaminação do solo e da água, emissão de gases poluentes e ocorrência de odores
desagradáveis. Portanto, é essencial implementar um programa de controle operacional
para assegurar a operação adequada e sustentável dos aterros sanitários.

- Garantir o cumprimento das normas e legislações ambientais relacionadas à operação


de aterros sanitários.
- Minimizar a contaminação do solo e da água subterrânea por meio de medidas de
controle e monitoramento dos efluentes gerados pelo aterro sanitário.
Objetivos
- Reduzir a emissão de gases poluentes, como o metano, por meio da implementação de
sistemas de captura e tratamento de gases.
- Prevenir odores desagradáveis por meio de técnicas de cobertura, controle de umidade
e gerenciamento adequado dos resíduos.

349
Nome Programa de Controle Operacional de Aterros Sanitários

O programa de controle operacional de aterros sanitários será baseado em quatro etapas


principais:
1. Procedimentos Operacionais: Serão estabelecidos procedimentos operacionais claros
e padronizados para a correta disposição e tratamento dos resíduos, incluindo a
segregação adequada, a compactação e o recobrimento dos resíduos.
2. Monitoramento Ambiental: Serão realizadas coletas regulares de amostras do solo,
da água subterrânea e dos gases emitidos pelo aterro para análises laboratoriais, a fim
de verificar a qualidade ambiental e identificar eventuais problemas.
Metodologia
3. Sistemas de Tratamento e Controle: Serão implementados sistemas de tratamento de
efluentes líquidos e de gases, visando minimizar a contaminação e a emissão de
poluentes. Isso inclui a instalação de sistemas de captação e queima de gases, drenagem
e tratamento dos lixiviados, entre outras medidas.
4. Educação e Treinamento: Serão realizadas atividades de capacitação e
conscientização dos funcionários envolvidos na operação do aterro sanitário, visando
promover boas práticas operacionais e disseminar conhecimentos sobre gestão
ambiental.

O programa de controle operacional será executado durante todo o ciclo de vida do


aterro sanitário, abrangendo as fases de planejamento, instalação e operação. O período
Período de execução de execução será contínuo, com atividades de monitoramento, manutenção, treinamento
e aprimoramento ocorrendo ao longo do tempo, visando garantir a eficiência e a
sustentabilidade da operação do aterro sanitário.

12. CONCLUSÕES

Com base na avaliação dos impactos ambientais, pode-se inferir que a instalação da
Central de Tratamento de Resíduos Sólidos na zona rural de Nazaré da Mata, Pernambuco,
apresenta viabilidade ambiental considerável. Embora alguns impactos negativos sejam
identificados, como a supressão de vegetação herbácea e alguns arbustos e possíveis alterações
na dinâmica da drenagem na área diretamente afetada (ADA), é importante ressaltar que esses
impactos podem ser mitigados e controlados por meio de medidas adequadas.
A localização em uma distância segura de moradias e dos centros urbanos contribui
para minimizar os potenciais efeitos adversos sobre a saúde humana. Além disso, a preservação
ambiental, a gestão adequada dos resíduos sólidos e a promoção da saúde pública são
benefícios significativos que serão providos pelo empreendimento e devem ser levados em
consideração.
Dessa forma, considerando os impactos positivos significativos e a possibilidade de
controle adequado dos impactos negativos, a CTR PE Nazaré da Mata demonstra ser viável do
ponto de vista ambiental, contribuindo para a preservação dos recursos naturais, a proteção da
saúde pública e a gestão adequada dos resíduos sólidos no município de Nazaré da Mata e
demais municípios adjacentes quem venham a se utilizar da CTR.
Com base na viabilidade ambiental da CTR na zona rural de Nazaré da Mata,
Pernambuco, algumas recomendações técnicas podem ser feitas para garantir a eficiência e a

350
sustentabilidade do empreendimento. Desta forma e de caráter geral o empreendimento poderá
acolher as sugestões:
Elaborar o plano de gestão de resíduos: Elaborar um plano detalhado de gestão de
resíduos, considerando a segregação adequada, o armazenamento seguro, o transporte eficiente
e as opções de tratamento mais adequadas para cada tipo de resíduo. Esse plano deve estar em
conformidade com as regulamentações ambientais e de saúde.
Tecnologias de tratamento avançadas: Investir em tecnologias modernas e eficientes
para o tratamento dos resíduos, como compostagem, reciclagem, incineração controlada, entre
outras. Avaliar a viabilidade técnica e econômica de cada tecnologia, levando em consideração
os aspectos ambientais.
Monitoramento ambiental contínuo: Implementar um sistema de monitoramento
ambiental robusto e contínuo, que inclua a avaliação da qualidade do ar, da água e do solo.
Esse monitoramento permitirá identificar rapidamente qualquer desvio ou impacto negativo e
tomar medidas corretivas adequadas.
Controle de emissões: Adotar medidas de controle de emissões atmosféricas, como a
instalação de filtros e sistemas de captura de gases. Garantir que os níveis de poluentes
liberados estejam dentro dos limites estabelecidos pelas regulamentações ambientais.
Capacitação da equipe: Capacitar adequadamente a equipe responsável pela operação
da central, fornecendo treinamento sobre práticas seguras de manuseio de resíduos, operação
de equipamentos, monitoramento ambiental e cumprimento das regulamentações.
Educação e engajamento da comunidade: Promover programas de educação
ambiental para conscientizar a comunidade local sobre a importância da gestão adequada de
resíduos e envolvê-los ativamente no processo. Estabelecer canais de comunicação para
receber feedback, esclarecer dúvidas e resolver eventuais preocupações da população.
Plano de contingência: Elaborar um plano de contingência para lidar com situações de
emergência, como vazamentos, incêndios ou qualquer acidente que possa representar riscos
ambientais ou à saúde pública. Esse plano deve incluir procedimentos claros de resposta e a
disponibilidade de recursos adequados para enfrentar essas situações.
Essas recomendações técnicas visam assegurar a eficiência operacional, a minimização
dos impactos ambientais e a conformidade com as regulamentações. Ao implementar essas
medidas, a CTR PE Nazaré da Mata poderá operar de forma sustentável e contribuir
positivamente para a gestão adequada dos resíduos na região. A operação da CTR, juntamente
com todo arcabouço de controle e programas para mitigar os potenciais impactos negativos,
credenciam o empreendimento a prover uma grande mudança na postura pública da região
quanto à destinação dos resíduos, revertendo de forma permanente o passivo ambiental, social
e econômico deixado pelo lixão desativado.

351
13. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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bem não renovável. Editora: Revista Brasileira de História v.26, nº51. São Paulo, 2006.

356
14. ANEXOS

Apresentar os documentos considerados pertinentes, devendo, entre estes, constar os


seguintes:

Descrição Observação

a. Comprovação de habilitação da empresa consultora e dos Anexado


profissionais da equipe técnica responsável pela elaboração do RAS:
deverão ser anexadas ao RAS cópias dos respectivos registros no
Cadastro Técnico Federal de Atividades e Instrumentos de Defesa
Ambiental, conforme disposto na Resolução CONAMA n° 01/88, e
cópia das Anotações de Responsabilidade Técnica (ART) expedidas
pelos Conselhos de Classe, para cada atividade executada no RAS.

b. Comprovante de registro da inscrição do imóvel no Cadastro Demonstrativo


Ambiental Rural (CAR). anexado

c. Autorizações, pareceres, posicionamento e consultas técnicas a órgãos Não se aplicou


públicos e privados, e respectivas diretrizes para implantação do projeto, neste
com vistas a sua regularização socioambiental (COMPESA, INCRA, empreendimento
ITERPE, FUNDARPE, etc.). Deverá ser anexado ao RAS, além das
respostas das instituições consultadas, o ofício da solicitação.

Questionários Aplicados Socioeconômico Anexado

d. Manifestação do IPHAN referente às interferências do


empreendimento no Patrimônio Cultural da área de influência.

e. Diretrizes do responsável pelos sistemas públicos de abastecimento Não há previsão


de água e esgotamento sanitário, caso esteja prevista a utilização desses de utilização
sistemas nas fases de instalação e operação do empreendimento. desses Sistemas

f. Cópia das entrevistas realizadas para levantamento primário dos dados OK


socioeconômicos.

g. Documento da Prefeitura Municipal de Nazaré da Mata declarando OK


ciência do vazadouro a céu aberto vizinho à área proposta à instalação
do aterro sanitário Nazaré da Mata CTR - PE e da responsabilidade de
mantê-lo desativado e de realizar a remediação da área.

f. Cópia deste Termo de Referência. OK

g. Outros documentos considerados relevantes. Laudo Sondagem


Análise de água

357
358
Ministério do Meio Ambiente
Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renovaváveis
CADASTRO TÉCNICO FEDERAL DE ATIVIDADES E
INSTRUMENTOS DE DEFESA AMBIENTAL
COMPROVANTE DE INSCRIÇÃO
Data de última atualização: 18/05/2023 Data de validade: 18/05/2025
CNPJ: 35.297.465/0001-30
RAZÃO SOCIAL: KIWIKS SOLUCOES INTEGRADAS E SISTEMICAS LTDA
LOGRADOURO: RUA DO BRUM
N.º: 248 COMPLEMENTO: CAIXA POSTAL 007
MUNICÍPIO: RECIFE UF: PERNAMBUCO
Responsáveis técnicos: N.º de registro no banco de dados do ibama:
MARCOS FRANCISCO DE ARAUJO SILVA 6176090
Atividades declaradas:
Consultoria técnica

TERMOS DA INSCRIÇÃO NO CTF/AIDA

A inscrição no Cadastro Técnico Federal de Atividades e Instrumentos de Defesa Ambiental – CTF/AIDA constitui declaração, pela
pessoa jurídica, de observância dos padrões técnicos normativos estabelecidos pela Associação Brasileira de Normas Técnicas –
ABNT, pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia – INMETRO e pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente -
CONAMA

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i) licenças, autorizações, permissões, concessões, ou alvarás;

ii) documentos de responsabilidade técnica, qualquer o tipo e conforme regulamentação do respectivo Conselho de Fiscalização
Profissional;

iii) demais documentos exigíveis por órgãos e entidades federais, distritais, estaduais e municipais para o exercício de suas
atividades; e

iv) do Comprovante de Inscrição e do Certificado de Regularidade emitidos pelo Cadastro Técnico Federal de Atividades
Potencialmente Poluidoras e Utilizadoras de Recursos Ambientais - CTF/APP, quando esses também forem exigíveis.

O Comprovante de Inscrição no CTF/AIDA não produz qualquer efeito quanto à qualificação e à habilitação técnica da pessoa
jurídica inscrita.

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Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renovaváveis
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2221-20 Engenheiro Florestal Prestar assistência e consultoria técnicas e extensão rural
2221-20 Engenheiro Florestal Elaborar documentação técnica e científica
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cadastrais do CTF/AIDA.

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CEP: 50711-190 UF: PE

Cadastro Técnico Federal de Atividades e Instrumentos de Defesa Ambiental – CTF/AIDA


Código CBO Ocupação Área de Atividade
2221-20 Engenheiro Florestal Elaborar documentação técnica e científica
Conforme dados disponíveis na presente data, CERTIFICA-SE que a pessoa física está em conformidade com as obrigações
cadastrais do CTF/AIDA.

A inscrição no Cadastro Técnico Federal de Atividades e Instrumentos de Defesa Ambiental – CTF/AIDA constitui declaração, pela
pessoa física, do cumprimento de exigências específicas de qualificação ou de limites de atuação que porventura sejam determinados
pelo respectivo Conselho de Fiscalização Profissional.

O Certificado de Regularidade emitido pelo CTF/AIDA não desobriga a pessoa inscrita de obter licenças, autorizações, permissões,
concessões, alvarás e demais documentos exigíveis por instituições federais, estaduais, distritais ou municipais para o exercício de
suas atividades, especialmente os documentos de responsabilidade técnica, qualquer o tipo e conforme regulamentação do respectivo
Conselho de Fiscalização Profissional, quando exigíveis.

O Certificado de Regularidade no CTF/AIDA não produz qualquer efeito quanto à qualificação e à habilitação técnica da pessoa
física inscrita.
Chave de autenticação 326E8XU39UM9H5VD

IBAMA - CTF/AIDA 19/07/2023 - 13:02:44


Ministério do Meio Ambiente
Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renovaváveis
CADASTRO TÉCNICO FEDERAL
CERTIFICADO DE REGULARIDADE - CR
Registro n.º Data da consulta: CR emitido em: CR válido até:
5917796 07/06/2023 07/06/2023 07/09/2023
Dados básicos:
CPF: 078.804.374-95
Nome: REGINALDO AUGUSTO FARIAS DE GUSMÃO
Endereço:
logradouro: RUA EDSON ALVARES; N 200; APT 1408
N.º: 200 Complemento: APT 1408
Bairro: CASA FORTE Município: RECIFE
CEP: 52061-450 UF: PE

Cadastro Técnico Federal de Atividades e Instrumentos de Defesa Ambiental – CTF/AIDA


Código CBO Ocupação Área de Atividade
2211-05 Biólogo Estudar seres vivos
Conforme dados disponíveis na presente data, CERTIFICA-SE que a pessoa física está em conformidade com as obrigações
cadastrais do CTF/AIDA.

A inscrição no Cadastro Técnico Federal de Atividades e Instrumentos de Defesa Ambiental – CTF/AIDA constitui declaração, pela
pessoa física, do cumprimento de exigências específicas de qualificação ou de limites de atuação que porventura sejam determinados
pelo respectivo Conselho de Fiscalização Profissional.

O Certificado de Regularidade emitido pelo CTF/AIDA não desobriga a pessoa inscrita de obter licenças, autorizações, permissões,
concessões, alvarás e demais documentos exigíveis por instituições federais, estaduais, distritais ou municipais para o exercício de
suas atividades, especialmente os documentos de responsabilidade técnica, qualquer o tipo e conforme regulamentação do respectivo
Conselho de Fiscalização Profissional, quando exigíveis.

O Certificado de Regularidade no CTF/AIDA não produz qualquer efeito quanto à qualificação e à habilitação técnica da pessoa
física inscrita.
Chave de autenticação J1F27ZGFX7ZLT1LA

IBAMA - CTF/AIDA 07/06/2023 - 19:19:26


Ministério do Meio Ambiente
Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renovaváveis
CADASTRO TÉCNICO FEDERAL
CERTIFICADO DE REGULARIDADE - CR
Registro n.º Data da consulta: CR emitido em: CR válido até:
1020116 27/02/2023 27/02/2023 27/05/2023
Dados básicos:
CPF: 836.780.694-87
Nome: VERA LÚCIA MENELAU DE MESQUITA
Endereço:
logradouro: RUA SUELI LUNA MENELAU, 108
N.º: 108 Complemento: CASA
Bairro: IMBIRIBEIRA Município: RECIFE
CEP: 51170-150 UF: PE

Cadastro Técnico Federal de Atividades e Instrumentos de Defesa Ambiental – CTF/AIDA


Código CBO Ocupação Área de Atividade
2511-10 Arqueólogo Estudar o patrimônio arqueológico
Conforme dados disponíveis na presente data, CERTIFICA-SE que a pessoa física está em conformidade com as obrigações
cadastrais do CTF/AIDA.

A inscrição no Cadastro Técnico Federal de Atividades e Instrumentos de Defesa Ambiental – CTF/AIDA constitui declaração, pela
pessoa física, do cumprimento de exigências específicas de qualificação ou de limites de atuação que porventura sejam determinados
pelo respectivo Conselho de Fiscalização Profissional.

O Certificado de Regularidade emitido pelo CTF/AIDA não desobriga a pessoa inscrita de obter licenças, autorizações, permissões,
concessões, alvarás e demais documentos exigíveis por instituições federais, estaduais, distritais ou municipais para o exercício de
suas atividades, especialmente os documentos de responsabilidade técnica, qualquer o tipo e conforme regulamentação do respectivo
Conselho de Fiscalização Profissional, quando exigíveis.

O Certificado de Regularidade no CTF/AIDA não produz qualquer efeito quanto à qualificação e à habilitação técnica da pessoa
física inscrita.
Chave de autenticação 5IRGCDWEFBN1MENA

IBAMA - CTF/AIDA 27/02/2023 - 17:52:05


Ministério do Meio Ambiente
Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renovaváveis
CADASTRO TÉCNICO FEDERAL
CERTIFICADO DE REGULARIDADE - CR
Registro n.º Data da consulta: CR emitido em: CR válido até:
6712250 02/08/2023 02/08/2023 02/11/2023
Dados básicos:
CPF: 260.549.448-94
Nome: CARLOS VINICIUS DOS SANTOS BENJAMIM
Endereço:
logradouro: RUA VOLTA REDONDA
N.º: 270 Complemento: AP. 143-F
Bairro: CAMPO BELO Município: SAO PAULO
CEP: 04608-010 UF: SP

Cadastro Técnico Federal de Atividades e Instrumentos de Defesa Ambiental – CTF/AIDA


Código CBO Ocupação Área de Atividade
2142-30 Engenheiro Civil (Geotécnica) Elaborar projetos de engenharia civil
2142-30 Engenheiro Civil (Geotécnica) Prestar consultoria, assistência e assessoria
2142-30 Engenheiro Civil (Geotécnica) Controlar qualidade do empreendimento
2142-30 Engenheiro Civil (Geotécnica) Coordenar operação e manutenção do empreendimento
Conforme dados disponíveis na presente data, CERTIFICA-SE que a pessoa física está em conformidade com as obrigações
cadastrais do CTF/AIDA.

A inscrição no Cadastro Técnico Federal de Atividades e Instrumentos de Defesa Ambiental – CTF/AIDA constitui declaração, pela
pessoa física, do cumprimento de exigências específicas de qualificação ou de limites de atuação que porventura sejam determinados
pelo respectivo Conselho de Fiscalização Profissional.

O Certificado de Regularidade emitido pelo CTF/AIDA não desobriga a pessoa inscrita de obter licenças, autorizações, permissões,
concessões, alvarás e demais documentos exigíveis por instituições federais, estaduais, distritais ou municipais para o exercício de
suas atividades, especialmente os documentos de responsabilidade técnica, qualquer o tipo e conforme regulamentação do respectivo
Conselho de Fiscalização Profissional, quando exigíveis.

O Certificado de Regularidade no CTF/AIDA não produz qualquer efeito quanto à qualificação e à habilitação técnica da pessoa
física inscrita.
Chave de autenticação 14Y5WTT2GNXNZBDX

IBAMA - CTF/AIDA 02/08/2023 - 13:52:38


Ministério do Meio Ambiente
Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renovaváveis
CADASTRO TÉCNICO FEDERAL
CERTIFICADO DE REGULARIDADE - CR
Registro n.º Data da consulta: CR emitido em: CR válido até:
7877245 22/05/2023 22/05/2023 22/08/2023
Dados básicos:
CPF: 064.983.414-32
Nome: ANA GABRIELLA DOS SANTOS BATISTA DE MENEZES
Endereço:
logradouro: RUA JOSE TAVARES DA MOTA
N.º: 34 Complemento: APT 201
Bairro: IPUTINGA Município: RECIFE
CEP: 50670-340 UF: PE

Cadastro Técnico Federal de Atividades e Instrumentos de Defesa Ambiental – CTF/AIDA


Código CBO Ocupação Área de Atividade
2134-05 Geólogo Prestar assessoria e consultoria
Conforme dados disponíveis na presente data, CERTIFICA-SE que a pessoa física está em conformidade com as obrigações
cadastrais do CTF/AIDA.

A inscrição no Cadastro Técnico Federal de Atividades e Instrumentos de Defesa Ambiental – CTF/AIDA constitui declaração, pela
pessoa física, do cumprimento de exigências específicas de qualificação ou de limites de atuação que porventura sejam determinados
pelo respectivo Conselho de Fiscalização Profissional.

O Certificado de Regularidade emitido pelo CTF/AIDA não desobriga a pessoa inscrita de obter licenças, autorizações, permissões,
concessões, alvarás e demais documentos exigíveis por instituições federais, estaduais, distritais ou municipais para o exercício de
suas atividades, especialmente os documentos de responsabilidade técnica, qualquer o tipo e conforme regulamentação do respectivo
Conselho de Fiscalização Profissional, quando exigíveis.

O Certificado de Regularidade no CTF/AIDA não produz qualquer efeito quanto à qualificação e à habilitação técnica da pessoa
física inscrita.
Chave de autenticação N3WT5VZ7KAP29V3S

IBAMA - CTF/AIDA 22/05/2023 - 15:01:56


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Anotação de Responsabilidade Técnica - ART


Lei n° 6.496, de 7 de dezembro de 1977 CREA-PE ART OBRA / SERVIÇO
Nº PE20230989399
Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Pernambuco

INICIAL
CO-AUTOR - ART PRINCIPAL
1. Responsável Técnico
MARCOS FRANCISCO DE ARAUJO SILVA
Título profissional: ENGENHEIRO FLORESTAL RNP: 1819480330
Registro: 1819480330PE

Empresa contratada: KIWIKS SOLUÇÕES INTEGRADAS E SISTÊMICAS LTDA. Registro : 0000670430-PE

2. Dados do Contrato
Contratante: KIWIKS SOLUCOES INTEGRADAS E SISTEMICAS LTDA CPF/CNPJ: 35.297.465/0001-30
RUA ABELARDO Nº: 45
Complemento: Cxpst 356 Bairro: GRAÇAS
Cidade: RECIFE UF: PE CEP: 52050310

Contrato: Não especificado Celebrado em:


Valor: R$ 180.000,00 Tipo de contratante: Pessoa Juridica de Direito Privado
Ação Institucional: Outros

3. Dados da Obra/Serviço
RUA s/n Nº: 45
Complemento: Cxpst 356 Bairro: Áreas Rural
Cidade: NAZARÉ DA MATA UF: PE CEP: 55800000
Data de Início: 03/04/2023 Previsão de término: 01/08/2023 Coordenadas Geográficas: -8.042788, -34.899755
Finalidade: Ambiental Código: Não Especificado
Proprietário: KIWIKS SOLUCOES INTEGRADAS E SISTEMICAS LTDA CPF/CNPJ: 35.297.465/0001-30

4. Atividade Técnica
8 - Consultoria Quantidade Unidade
40 - Estudo > MEIO AMBIENTE > GESTÃO AMBIENTAL > #7.6.6 - DE ESTUDOS AMBIENTAIS 0,25 a

Após a conclusão das atividades técnicas o profissional deve proceder a baixa desta ART
5. Observações
Relatório Ambiental Simplificado - RAS

6. Declarações
- Declaro que estou cumprindo as regras de acessibilidade previstas nas normas técnicas da ABNT, na legislação específica e no decreto n.
5296/2004.
- Cláusula Compromissória: Qualquer conflito ou litígio originado do presente contrato, bem como sua interpretação ou execução, será resolvido por
arbitragem, de acordo com a Lei no. 9.307, de 23 de setembro de 1996, por meio do Centro de Mediação e Arbitragem - CMA vinculado ao Crea-PE,
nos termos do respectivo regulamento de arbitragem que, expressamente, as partes declaram concordar

7. Entidade de Classe
NÃO OPTANTE

8. Assinaturas
Declaro serem verdadeiras as informações acima MARCOS FRANCISCO DE ARAUJO SILVA - CPF: 061.202.094-09

________________, ________ de ___________________ de ________


Local data KIWIKS SOLUCOES INTEGRADAS E SISTEMICAS LTDA - CNPJ:
35.297.465/0001-30

9. Informações
* Conforme Art. 4º da Resolução 1025/2009: O registro da ART efetiva-se após o seu cadastro no sistema eletrônico do CREA e o recolhimento do
valor correspondente

10. Valor
Valor da ART: R$ 254,59 Registrada em: 18/07/2023 Valor pago: R$ 254,59 Nosso Número: 8305577968

A autenticidade desta ART pode ser verificada em: [Link] com a chave: 06Zcc
Impresso em: 20/07/2023 às 15:25:29 por: , ip: [Link]

[Link] creape@[Link]
CREA-PE
Conselho Regional de Engenharia
Tel: (81) 3423-4383 Fax: (81) 3423-4383 e Agronomia de Pernambuco
Resolução nº 1.025/2009 - Anexo I - Modelo A
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Anotação de Responsabilidade Técnica - ART ART de Obra ou Serviço


Lei nº 6.496, de 7 de dezembro de 1977 CREA-SP 28027230231134593
Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Estado de São Paulo

1. Responsável Técnico

CARLOS VINICIUS DOS SANTOS BENJAMIM


Título Profissional: Engenheiro Civil RNP: 2605097498
Registro: 5061115951-SP
Empresa Contratada: ENG CONSULTORIA E PROJETOS S/S LTDA Registro: 0759232-SP

2. Dados do Contrato
Contratante: CTR-PE - CENTRAL DE TRATAMENTO DE RESI?DUOS LTDA CPF/CNPJ: 07.534.580/0001-46
Endereço: Área RURAL N°:
Complemento: Rodovia BR 101 Norte, s/n KM 28,5 Bairro: ÁREA RURAL DE IGARASSU
Cidade: Igarassu UF: PE CEP: 53659-899
Contrato: Celebrado em: 01/06/2023 Vinculada à Art n°:
Valor: R$ 18000,00 Tipo de Contratante: Pessoa Jurídica de Direito Privado
Ação Institucional:

3. Dados da Obra Serviço


Endereço: Área RURAL N°:
Complemento: Rodovia BR 101 Norte, s/n KM 28,5 Bairro: ÁREA RURAL DE IGARASSU
Cidade: Igarassu UF: PE CEP: 53659-899

Data de Início: 01/06/2023


Previsão de Término: 01/09/2023
Coordenadas Geográficas:

Finalidade: Infraestrutura Código:

CPF/CNPJ:

Endereço: Avenida IBIRAPUERA N°: 2907


Complemento: cj. 211 Bairro: INDIANÓPOLIS
Cidade: São Paulo UF: SP CEP: 04029-200

Data de Início: 01/06/2023


Previsão de Término: 01/09/2023
Coordenadas Geográficas:

Finalidade: Código:
CPF/CNPJ:

4. Atividade Técnica
Quantidade Unidade
Elaboração
1 Projeto de sistema de aterro sanitário 1,00000 unidade
esgoto/resíduos sólidos

Após a conclusão das atividades técnicas o profissional deverá proceder a baixa desta ART

5. Observações

Elaboração de projeto de Aterro Sanitário.

6. Declarações

Acessibilidade: Declaro atendimento às regras de acessibilidade previstas nas normas técnicas da ABNT, na legislação específica e no
Decreto nº 5.296, de 2 de dezembro de 2004.
Resolução nº 1.025/2009 - Anexo I - Modelo A
Página 2/2

7. Entidade de Classe 9. Informações


- A presente ART encontra-se devidamente quitada conforme dados
ASSOCIAÇÃO DOS ENGENHEIROS, ARQUITETOS E AGRÔNOMOS constantes no rodapé-versão do sistema, certificada pelo Nosso Número.
DE SÃO CARLOS
8. Assinaturas - A autenticidade deste documento pode ser verificada no site
[Link] ou [Link]
Declaro serem verdadeiras as informações acima

de Assinado de forma digital


depor CARLOS - A guarda da via assinada da ART será de responsabilidade do profissional
CARLOSLocal
VINICIUS DOS SANTOS VINICIUS DOS SANTOS
data e do contratante com o objetivo de documentar o vínculo contratual.
BENJAMIM:26054944894 BENJAMIM:26054944894
Dados: 2023.07.24 19:49:41 -03'00'

CARLOS VINICIUS DOS SANTOS BENJAMIM - CPF: 260.549.448-94


[Link]
Tel: 0800 017 18 11
E-mail: acessar link Fale Conosco do site acima
CTR-PE - CENTRAL DE TRATAMENTO DE RESI?DUOS LTDA - CPF/CNPJ:
07.534.580/0001-46
Valor ART R$ 254,59 Registrada em: 24/07/2023 Valor Pago R$ 254,59 Nosso Numero: 28027230231134593 Versão do sistema
Impresso em: 24/07/2023 19:19:00
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Anotação de Responsabilidade Técnica - ART


Lei n° 6.496, de 7 de dezembro de 1977 CREA-PE ART OBRA / SERVIÇO
Nº PE20230990379
Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Pernambuco

INICIAL
EQUIPE à PE20230989399
1. Responsável Técnico
ANA GABRIELLA DOS SANTOS BATISTA DE MENEZES
Título profissional: GEÓLOGA RNP: 1819505960
Registro: 1819505960PE

2. Dados do Contrato
Contratante: Kiwiks Soluções Integradas e sistemicas CPF/CNPJ: 35.297.465/0001-30
RUA DONA IDALINA Nº: s/n
Complemento: Bairro: GRAÇAS
Cidade: RECIFE UF: PE CEP: 52050321

Contrato: Não especificado Celebrado em:


Valor: R$ 2.500,00 Tipo de contratante: Pessoa Juridica de Direito Privado
Ação Institucional: Outros

3. Dados da Obra/Serviço
RUA s/n Nº: 45
Complemento: Cxpst 356 Bairro: Áreas Rural
Cidade: NAZARÉ DA MATA UF: PE CEP: 55800000
Data de Início: 03/04/2023 Previsão de término: 01/08/2023 Coordenadas Geográficas: 0, 0
Finalidade: SEM DEFINIÇÃO Código: Não Especificado
Proprietário: Kiwiks Soluções Integradas e sistemicas CPF/CNPJ: 35.297.465/0001-30

4. Atividade Técnica
8 - Consultoria Quantidade Unidade
40 - Estudo > MEIO AMBIENTE > DIAGNÓSTICO E CARACTERIZAÇÃO AMBIENTAL > DE 0,2500 ha
DIAGNÓSTICO E CARACTERIZAÇÃO AMBIENTAL > #[Link] - CARACTERIZAÇÃO DO MEIO
FÍSICO
40 - Estudo > MEIO AMBIENTE > GESTÃO AMBIENTAL > #7.6.6 - DE ESTUDOS AMBIENTAIS 0,2500 ha

Após a conclusão das atividades técnicas o profissional deve proceder a baixa desta ART
5. Observações
Prestação de serviços de consultoria técnica, diagnostico do meio fisico para subsidiar o Relatório Ambiental Simplificado,para o empreendimento
denominado CTR Nazaré da Mata, na cidade de Nazaré da Mata-pe

6. Declarações
- Declaro que estou cumprindo as regras de acessibilidade previstas nas normas técnicas da ABNT, na legislação específica e no decreto n.
5296/2004.
- Cláusula Compromissória: Qualquer conflito ou litígio originado do presente contrato, bem como sua interpretação ou execução, será resolvido por
arbitragem, de acordo com a Lei no. 9.307, de 23 de setembro de 1996, por meio do Centro de Mediação e Arbitragem - CMA vinculado ao Crea-PE,
nos termos do respectivo regulamento de arbitragem que, expressamente, as partes declaram concordar

7. Entidade de Classe
NÃO OPTANTE

8. Assinaturas
Declaro serem verdadeiras as informações acima ANA GABRIELLA DOS SANTOS BATISTA DE MENEZES - CPF:
064.983.414-32
________________, ________ de ___________________ de ________
Local data Kiwiks Soluções Integradas e sistemicas - CNPJ: 35.297.465/0001-30

9. Informações
* Conforme Art. 4º da Resolução 1025/2009: O registro da ART efetiva-se após o seu cadastro no sistema eletrônico do CREA e o recolhimento do
valor correspondente

10. Valor
Valor da ART: R$ 96,62 Registrada em: 20/07/2023 Valor pago: R$ 96,62 Nosso Número: 8305580119

A autenticidade desta ART pode ser verificada em: [Link] com a chave: 1z183
Impresso em: 20/07/2023 às 16:02:06 por: , ip: [Link]

[Link] creape@[Link]
CREA-PE
Conselho Regional de Engenharia
Tel: (81) 3423-4383 Fax: (81) 3423-4383 e Agronomia de Pernambuco
Página 1/1

Anotação de Responsabilidade Técnica - ART


Lei n° 6.496, de 7 de dezembro de 1977 CREA-PE ART OBRA / SERVIÇO
Nº PE20230990611
Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Pernambuco

INICIAL
EQUIPE à PE20230989399
1. Responsável Técnico
JOSÉ EDSON DE LIMA TORRES
Título profissional: ENGENHEIRO FLORESTAL RNP: 1811129676
Registro: PE049988 PE

2. Dados do Contrato
Contratante: KIWIKS SOLUÇÕES INTEGRADAS E SISTÊMICAS LTDA CPF/CNPJ: 35.297.465/0001-30
RUA ABELARDO Nº: 45
Complemento: Bairro: GRAÇAS
Cidade: RECIFE UF: PE CEP: 52050310

Contrato: Não especificado Celebrado em:


Valor: R$ 2.500,00 Tipo de contratante: Pessoa Juridica de Direito Privado
Ação Institucional: Outros

3. Dados da Obra/Serviço
RUA s/n Nº: 45
Complemento: Cxpst 356 Bairro: Áreas Rural
Cidade: NAZARÉ DA MATA UF: PE CEP: 55800000
Data de Início: 15/05/2023 Previsão de término: 31/08/2023 Coordenadas Geográficas: -8.042788, -34.899755
Finalidade: Ambiental Código: Não Especificado
Proprietário: CTR-PE - CENTRAL DE TRATAMENTO DE RESI?DUOS LTDA. CPF/CNPJ: 07.534.580/0001-46

4. Atividade Técnica
8 - Consultoria Quantidade Unidade
55 - Execução de serviço técnico > AGRONOMIA, AGRÍCOLA, FLORESTAL, PESCA E 20,0000 ha
AQUICULTURA > SILVICULTURA > #39.20.16 - DE INVENTÁRIO FLORESTAL

Após a conclusão das atividades técnicas o profissional deve proceder a baixa desta ART

5. Observações
Prestação de serviços de consultoria técnica para Florística e Inventário Florestal, com estudo e sistematização para subsidiar o Relatório Ambiental
Simplificado para o empreendimento denominado CTR Nazaré da Mata, na cidade de Nazaré da Mata/PE.

6. Declarações
- Declaro que estou cumprindo as regras de acessibilidade previstas nas normas técnicas da ABNT, na legislação específica e no decreto n.
5296/2004.
- Cláusula Compromissória: Qualquer conflito ou litígio originado do presente contrato, bem como sua interpretação ou execução, será resolvido por
arbitragem, de acordo com a Lei no. 9.307, de 23 de setembro de 1996, por meio do Centro de Mediação e Arbitragem - CMA vinculado ao Crea-PE,
nos termos do respectivo regulamento de arbitragem que, expressamente, as partes declaram concordar

7. Entidade de Classe
NÃO OPTANTE JOSE EDSON DE LIMA Assinado de forma digital por JOSE EDSON DE
LIMA TORRES:06283646441
TORRES:06283646441 Dados: 2023.07.20 15:09:32 -03'00'
8. Assinaturas
Declaro serem verdadeiras as informações acima JOSÉ EDSON DE LIMA TORRES - CPF: 062.836.464-41

________________, ________ de ___________________ de ________


Local data KIWIKS SOLUÇÕES INTEGRADAS E SISTÊMICAS LTDA - CNPJ:
35.297.465/0001-30

9. Informações
* Conforme Art. 4º da Resolução 1025/2009: O registro da ART efetiva-se após o seu cadastro no sistema eletrônico do CREA e o recolhimento do
valor correspondente

10. Valor
Valor da ART: R$ 96,62 Registrada em: 20/07/2023 Valor pago: R$ 96,62 Nosso Número: 8305580825

A autenticidade desta ART pode ser verificada em: [Link] com a chave: 1b7ZD
Impresso em: 20/07/2023 às 15:04:44 por: , ip: [Link]

[Link] creape@[Link]
CREA-PE
Conselho Regional de Engenharia
Tel: (81) 3423-4383 Fax: (81) 3423-4383 e Agronomia de Pernambuco
Serviço Público Federal
CONSELHO FEDERAL/CONSELHO REGIONAL DE BIOLOGIA - 5ª REGIÃO

ANOTAÇÃO DE RESPONSABILIDADE TÉCNICA ART N°:5-50619/23


CONTRATADO
Nome:Reginaldo Augusto Farias de Gusmao Registro CRBio:107.918/05-D
CPF:07880437495 Tel:3062-6463
E-Mail:[Link]@[Link]
Endereço:Rua Edson Álvares, Nº 200, Apto. 1408
Cidade:Recife Bairro:Casa Forte
CEP:52061-450 UF:PE
CONTRATANTE
Nome:Kiwiks
Registro Profissional: CPF/CGC/CNPJ:35.297.465/0001-30
Endereço:Rua Abelardo, 45 CXPST 365
Cidade: Bairro:
CEP:52050-310 UF:PE
Site:
DADOS DA ATIVIDADE PROFISSIONAL
Natureza: Prestação de Serviços - 1.7
Identificação:Relatório Ambiental Simplificado do Projeto CTR
Município do Trabalho: Nazaré da Mata UF: PE Município da sede: Nazaré da Mata UF:PE
Forma de participação: Equipe Perfil da equipe: Fauna Terrestre e aquática
Área do conhecimento: Zoologia Campo de atuação: Meio ambiente
Descrição sumária da atividade:Prestação de serviços de consultoria técnica para levantamento de fauna terrestre e avaliação de ecossistemas
aquáticos, com estudo e sistematização para subsidiar o Relatório Ambiental Simplificado para o empreendimento denominado CTR Nazaré da Mata, na
cidade de Nazaré da Mata/PE.
Valor: R$ 2500,00 Total de horas: 64
Início: 14/05/2023 Término: 21/05/2023

ASSINATURAS Para verificar a


autenticidade
Declaro serem verdadeiras as informações acima
desta ART
Data: / / Data: / / acesse o
CRBio05-24
horas Online em
Assinatura do profissional Assinatura e carimbo do contratante nosso site e
depois o serviço
Conferência de
ART
Solicitação de baixa por distrato Solicitação de baixa por conclusão
Declaramos a conclusão do trabalho anotado na presente ART, razão
pela qual solicitamos a devida BAIXA junto aos arquivos desse CRBio.

Data: / / N° do protocolo: 400035355/NET

Data: / / Assinatura do profissional


Assinatura do Profissional

Data: / / Data: / / Assinatura e Carimbo do contratante

Assinatura e carimbo do contratante


RECIBO DE INSCRIÇÃO DO IMÓVEL RURAL NO CAR
Registro no CAR: PE-2609501-3EE6.838F.E22A.4F2F.AE5C.34C8.3DC5.24A0 Data de Cadastro: 10/11/2015 17:59:45

RECIBO DE INSCRIÇÃO DO IMÓVEL RURAL NO CAR

Nome do Imóvel Rural: Engenho Bonito

Município: Nazaré da Mata UF: Pernambuco

Coordenadas Geográficas do Centroide do Imóvel Rural: Latitude: 07°46'30,2" S Longitude: 35°16'32,89" O

Área Total (ha) do Imóvel Rural: 630,9826 Módulos Fiscais: 45,0702

Código do Protocolo: PE-2609501-BABC.303A.017D.0DB2.4F1B.0213.D18C.C47F

INFORMAÇÕES GERAIS
1. Este documento garante o cumprimento do disposto nos § 2º do art. 14 e § 3º do art. 29 da Lei nº 12.651, de 2012, e
se constitui em instrumento suficiente para atender ao disposto no art. 78-A da referida lei;
2. O presente documento representa a confirmação de que foi realizada a declaração do imóvel rural no Cadastro
Ambiental Rural-CAR e que está sujeito à validação pelo órgão competente;
3. As informações prestadas no CAR são de caráter declaratório;
4. Os documentos, especialmente os de caráter pessoal ou dominial, são de responsabilidade do proprietário ou
possuidor rural declarante, que ficarão sujeitos às penas previstas no art. 299, do Código Penal (Decreto-Lei nº 2.848,
de 7 de setembro de 1940) e no art. 69-A da Lei nº 9.605, de 12 de fevereiro de 1998;
5. O demonstrativo da situação das informações declaradas no CAR, relativas às áreas de Preservação Permanente, de
uso restrito e de Reserva Legal poderá ser acompanhado no sítio eletrônico [Link];
6. Esta inscrição do Imóvel Rural no CAR poderá ser suspensa ou cancelada, a qualquer tempo, em função do não
atendimento de notificações de pendência ou inconsistências detectadas pelo órgão competente nos prazos
concedidos ou por motivo de irregularidades constatadas;
7. Este documento não substitui qualquer licença ou autorização ambiental para exploração florestal ou supressão de
vegetação, como também nãodispensa as autorizações necessárias ao exercício da atividade econômica no imóvel
rural;
8. A inscrição do Imóvel Rural no CAR não será considerada título para fins de reconhecimento de direito de propriedade
ou posse; e
9. O declarante assume plena responsabilidade ambiental sobre o Imóvel Rural declarado em seu nome, sem prejuízo
de responsabilização por danos ambientais em área contígua, posteriormente comprovada como de sua propriedade
ou posse.

CAR - Cadastro Ambiental Rural

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RECIBO DE INSCRIÇÃO DO IMÓVEL RURAL NO CAR
Registro no CAR: PE-2609501-3EE6.838F.E22A.4F2F.AE5C.34C8.3DC5.24A0 Data de Cadastro: 10/11/2015 17:59:45

INFORMAÇÕES ADICIONAIS

Foi detectada uma diferença entre a área do imóvel rural declarada conforme documentação comprobatória de
propriedade/posse/concessão [630.204 hectares] e a área do imóvel rural identificada em representação gráfica [630,9826
hectares].

REPRESENTAÇÃO GRÁFICA

IDENTIFICAÇÃO DO PROPRIETÁRIO/POSSUIDOR

CPF: 024.732.594-53 Nome: Josemar Cavalcanti de Morais

ÁREAS DECLARADAS (em hectares)

CAR - Cadastro Ambiental Rural

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RECIBO DE INSCRIÇÃO DO IMÓVEL RURAL NO CAR
Registro no CAR: PE-2609501-3EE6.838F.E22A.4F2F.AE5C.34C8.3DC5.24A0 Data de Cadastro: 10/11/2015 17:59:45

Imóvel Imóvel

Área Total do Imóvel 630,9826 Área Consolidada 592,3404

Área de Servidão Administrativa 9,0272 Remanescente de Vegetação Nativa 23,2325

Área Líquida do Imóvel 621,9554 Reserva Legal

APP / Uso Restrito Área de Reserva Legal 78,6608

Área de Preservação Permanente 18,4858

Área de Uso Restrito 0,0000

CAR - Cadastro Ambiental Rural

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Demonstrativo da Situação das Informações Declaradas no CAR
Registro no CAR: Data de Cadastro: Data da última retificação:
PE-2609501-3EE6838FE22A4F2FAE5C34C83DC524A0 10/11/2015 17:59 26/04/2022 17:02

Dados do Imóvel

Área do Imóvel: 630,9826 ha Módulos Fiscais: 45,07


Coordenadas Centroide: Latitude: 07°46'30,2" S Longitude: 35°16'32,89" O
Município: Nazaré da Mata Unidade da Federação: PE
Condição: Aguardando análise Data da análise do CAR: -
Situação: Ativo
Aderiu ao Programa de Regularização Ambiental: Sim
Condição do PRA: -

Cobertura do Solo

Descrição Área (ha)


Área total de Remanescentes de Vegetação Nativa 23,2325
Área total de Uso Consolidado 592,3404
Área total de Servidão Administrativa 9,0272

Reserva Legal

Situação da reserva legal: Não Analisada

Descrição Área (ha)


Área de Reserva Legal Averbada vetorizada 0,0000
Área de Reserva Legal Aprovada não averbada vetorizada 0,0000
Área de Reserva Legal Proposta vetorizada 78,6608
Total de Reserva Legal declarada pelo proprietário/possuidor 78,6608

Áreas de Preservação Permanente (APP)

Descrição Área (ha)


Áreas de Preservação Permanente 18,4858
Áreas de Preservação Permanente em área consolidada 8,8743
Áreas de Preservação Permanente em área de Remanescente em Vegetação Nativa 6,5670

CAR - Cadastro Ambiental Rural

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Demonstrativo gerado em: 27/07/2023 16:18


Demonstrativo da Situação das Informações Declaradas no CAR
Registro no CAR: Data de Cadastro: Data da última retificação:
PE-2609501-3EE6838FE22A4F2FAE5C34C83DC524A0 10/11/2015 17:59 26/04/2022 17:02

Áreas de Uso Restrito

Descrição Área (ha)


Áreas de Uso Restrito 0,0000

CAR - Cadastro Ambiental Rural

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Demonstrativo gerado em: 27/07/2023 16:18


PROTOCOLO PROCESSO IPHAN
15/02/2023 10:17 SEI/GOVPE - 31604723 - GOVPE - Termo de Referência

TERMO DE REFERÊNCIA

TR NAIA N° 05/2022

ASSUNTO: Termo de Referência para elaboração e apresentação de Relatório Ambiental Simplificado


(RAS) relacionado ao empreendimento “CTR Nazaré – Central de Tratamento de Resíduos Sólidos
Nazaré” no município de Nazaré da Mata/PE (Processo CPRH N° 2.227/2022).
INTERESSADO: EMPESA – EMPRESA DE ENGENHARIA SANITÁRIA E CONSTRUÇÕES LTDA.

1. INTRODUÇÃO

O Processo CPRH nº 2.227/2022 refere-se ao requerimento de Licença Prévia para o empreendimento


“CTR Nazaré – Central de Tratamento de Resíduos Sólidos Nazaré”, pela EMPESA – Empresa de
Engenharia Sanitária e Construções LTDA, privado, a ser implantado na zona rural do município de Nazaré
da Mata - PE, no Engenho Tamataúpe, numa área de 31,5 ha, com previsão de recebimento de até 350
ton/dia de resíduos e vida útil de, aproximadamente, 27 anos. É um aterro de abrangência regional e irá
atender, inicialmente, os municípios do COMANAS – Consórcio dos municípios da Zona da Mata Norte e
Agreste Setentrional de PE e receberá para tratamento e destinação final os resíduos sólidos Classes IIA
(não perigosos, não inertes) e IIB (não perigosos, inertes).
Dada às características acima descritas ressalvamos que, apesar do empreendimento não se adequar à
tipologia de Aterro Sanitário de Pequeno Porte (ASPP), atende ao estabelecido pela IN CPRH n°
009/2021([1]).
Em vistorias realizadas pela equipe do NAIA (Núcleo de Avaliação de Impacto Ambiental), nos dias
07/02/2022, 07/04/2022 e 24/08/2022 à área proposta à implantação do empreendimento foram
verificadas a existência de riachos dentro e a menos de 200 m da área.
A Instrução Normativa CPRH n° 008/2021 estabelece:
Art. 3º Para a escolha da área para a implantação de aterro sanitário de resíduos sólidos não
perigosos o empreendedor deve considerar as seguintes condicionantes:
VIII - o perímetro do aterro esteja a uma distância mínima de 200 m de qualquer coleção hídrica
ou curso de água, incluindo nascentes temporárias e perenes.

Em reuniões realizadas entre a CPRH e o empreendedor, no intuito de se adequar às condições


estabelecidas na normativa, a poligonal inicialmente proposta para a implantação do empreendimento
com uma área de 87,5 ha passou a ter 31,5 ha. No entanto, o estudo a ser apresentado não deverá se
ater somente aos cursos d’água identificados pela equipe do NAIA nas vistorias de reconhecimento da
área, é necessário que o empreendedor faça o levantamento detalhado das coleções hídricas existentes
na área que, apesar de ser historicamente explorada pela monocultura canavieira, apresenta abundância
hídrica característica da Zona da Mata Norte Pernambucana.
Este Termo de Referência (TR) tem por objetivo estabelecer um referencial para orientar a equipe inter e
multidisciplinar quanto aos procedimentos a serem seguidos na elaboração do RAS do empreendimento

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em questão.
Este TR contempla os requisitos mínimos para o levantamento e análise dos componentes ambientais
existentes na área de influência do empreendimento, como também, informações gerais sobre os
procedimentos administrativos e de apresentação referentes ao RAS.
O presente TR fundamenta-se nas informações fornecidas pelo empreendedor, apresentadas no processo
em pauta e nas vistorias realizadas na área pelos analistas do Núcleo de Avaliação de Impacto Ambiental
da CPRH (NAIA). Situações adversas às apresentadas poderão suscitar modificações e/ou acréscimos nas
informações a serem apresentadas no RAS, solicitadas neste TR, ou até mesmo modificações nos
procedimentos de licenciamento.
O prazo de validade deste TR é de 01 (um) ano, a contar da data de sua assinatura, podendo ser renovado
por igual período, a critério da CPRH, conforme a legislação vigente (Lei Estadual n° 14.249/2010 e
alterações).

2. DISPOSIÇÕES GERAIS

2.1. FORMA DE APRESENTAÇÃO


O RAS deverá ser apresentado em folhas de tamanho A4 (210 x 297 mm), com páginas numeradas e
impressão em frente e verso, sempre que isso não prejudicar a leitura e a compreensão clara do
conteúdo.
As fotografias deverão ser originais, legendadas e datadas. As tabelas, quadros, figuras e ilustrações
deverão ser legíveis, com textos e legendas em português, utilizando técnicas que facilitem a sua análise,
além de conter a fonte dos dados apresentados.
O RAS deve seguir a sequência de itens na ordem apresentada neste TR, respeitando as numerações,
títulos e subtítulos, exceto em caso de inserção de itens complementares. Caso exista algum tipo de
impedimento, limitação ou discordância para o atendimento de qualquer dos itens propostos, sua
omissão ou insuficiência deve ser justificada com argumentação objetiva, porém, bem fundamentada.
No RAS devem ser evitadas descrições e análises genéricas que não digam respeito à área e região
específicas do empreendimento, às suas atividades ou que não tenham relação direta ou indireta
relevante com as atividades de implantação, operação e desativação do empreendimento objeto do RAS.
Devem ser evitadas repetições desnecessárias de conteúdo de livros-textos que tratam de teorias,
conceitos e práticas gerais de cada meio estudado.
Na folha de identificação contida no RAS, deverá constar assinatura de todos os integrantes da equipe
multidisciplinar responsável pela sua elaboração.

2.2. NÚMERO DE CÓPIAS/CONTEÚDO


O RAS deverá ser apresentado em 01 (uma) via impressa, seguindo a ordem e o conteúdo mínimo
constantes do roteiro estabelecido neste TR.
O RAS deverá também ser apresentado em formato digital PDF (Portable Document Format), em arquivo
único, não devendo haver subdivisão em diversos arquivos. O documento deve ser gravado em pen drive,
em 02 (duas) cópias, inclusive com ilustrações (mapas, figuras, gráficos etc.).
A entrega dos arquivos digitais e da via impressa do estudo deverá ser agendada previamente junto ao
Núcleo de Avaliação de Impacto Ambiental – NAIA.

2.3. DAS OBRIGAÇÕES DO EMPREENDEDOR


Ao proponente do projeto compete:

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a. Arcar com todas as despesas e custos referentes à realização do RAS, tais como: coleta e aquisição
de dados e informações; trabalhos e inspeções de campo; análises de laboratório; estudos técnicos
e científicos; e fornecimento de cópias conforme o exposto no item anterior;

b. Arcar com custos referentes à: publicação de editais e de pedido de licença, conforme modelo
fornecido pela CPRH, em jornal oficial e em um periódico local de grande circulação; análise do
RAS; logística necessária às visitas técnicas e/ou vistorias entendidas como importantes para
subsidiar a tomada de decisão do órgão ambiental; e concessão das licenças ambientais;

c. Atender as exigências da CPRH quanto aos elementos informativos julgados necessários ao


processo de análise ambiental e de licenciamento.

Cabe também ressaltar que a consecução do processo de licenciamento, que inclui as Licenças Prévia, de
Instalação e de Operação, dependerá do cumprimento, pelo empreendedor, dos requisitos básicos
exigidos pela CPRH para aprovação do RAS, dos programas ambientais para implantação das medidas
mitigadoras, do projeto de engenharia do empreendimento e dos procedimentos técnicos e construtivos
adotados, assim como, do desimpedimento do processo quanto a restrições de ordem jurídica e legal.

2.4. DA OBTENÇÃO DAS INFORMAÇÕES AMBIENTAIS BÁSICAS


As informações ambientais básicas são todas aquelas que são referências para levantamentos posteriores
que sobre elas se baseiam para detalhamento e aprofundamento técnico.
As informações ambientais básicas deverão ser obtidas nos órgãos oficiais, universidades e demais
entidades detentoras de tais informações e complementadas com visitas de campo para sua validação ou
refinamento.
Poderão ser utilizados dados de sensoriamento remoto, com o uso de imagens de satélite, como
complementação das informações ambientais disponíveis.

2.5. DA APRESENTAÇÃO DE MATERIAL CARTOGRÁFICO


A base cartográfica a ser utilizada e os mapas temáticos deverão ser apresentados em conformidade com
os padrões usualmente adotados por órgãos oficiais, devendo conter: orientação geográfica; escala
gráfica e numérica, compatível com o nível de detalhamento dos elementos mapeados e adequada para
a área de influência; projeção cartográfica (coordenadas geográficas e UTM); DATUM SIRGAS 2000;
Meridiano Central; convenções cartográficas; e legendas (contendo título temático, título do estudo
ambiental, legenda de todas as feições contidas no documento cartográfico). Deverão conter também a
fonte (origem da cartografia e dos dados lançados e parâmetros de aquisição) e a data de elaboração.
Toda a cartografia temática deverá conter dados atuais.
Os documentos cartográficos em meio digital deverão ser apresentados em formatos de arquivos vetores
de uso corrente na versão original, preferencialmente AutoCAD (.dwg) e/ou ArcGis (.shp), além disso os
documentos também deverão ser apresentados em extensão “.kmz”. Incluir, ainda, cópia digital das
imagens utilizadas em formato de arquivo de uso corrente.
O posicionamento do título e legenda de plantas e detalhes do empreendimento (plantas de obras civis,
mapas de descrição, caracterização, localização etc.) e de mapas temáticos (área de influência, geologia,
geomorfologia, solos, recursos hídricos, vegetação, uso atual do solo etc.) deverão seguir as Normas da
ABNT para apresentação de desenho técnico.
A fim de evitar multiplicação desnecessária de arquivos e fontes de dados, recomenda-se a integração
das diversas feições em um banco de dados geográficos (geodatabase) para o trabalho da equipe
multidisciplinar, a ser gerenciado pelo Coordenador do grupo, permitindo a visualização dos
levantamentos realizados por todos os componentes, bem como as interinfluências entre os meios físico,
biótico e socioeconômico.

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3. RELATÓRIO AMBIENTAL SIMPLIFICADO – RAS

3.1. APRESENTAÇÃO
A apresentação do RAS deverá oferecer ao leitor uma visão clara da finalidade e justificativa do estudo, as
diretrizes que orientaram a sua elaboração e conteúdo.

3.2. IDENTIFICAÇÃO DO EMPREENDIMENTO, DO PROPONENTE, DA EMPRESA CONSULTORA E DA


EQUIPE TÉCNICA

a. Identificação do empreendimento (denominação oficial);

b. Identificação e qualificação do proponente (nome ou razão social, número dos registros legais,
endereço completo, telefone e e-mail dos responsáveis legais e pessoas de contato);

c. Identificação da empresa consultora responsável pela elaboração do RAS, incluindo nome/razão


social, endereço, telefone, e-mail, número de inscrição no Cadastro Técnico Federal de Atividades e
Instrumentos de Defesa Ambiental (IBAMA) e nome do profissional para contato;

d. Identificação da equipe técnica multidisciplinar responsável pela elaboração do RAS, discriminando


o nome, a especialidade de cada profissional, a função desempenhada no RAS, o número do
Registro no Cadastro Técnico Federal de Atividades e Instrumentos de Defesa Ambiental (IBAMA), o
número dos respectivos registros profissionais e o número das Anotações de Responsabilidade
Técnica (ART) expedidas por seus respectivos Conselhos de Classe, por cada atividade executada no
RAS;

e. A função desempenhada por cada profissional no RAS deverá ser informada de forma detalhada,
considerando a especificação de cada tema apresentado no estudo. Exemplo: na análise jurídica,
deverá ser informado o profissional responsável, devendo ser um advogado; no meio físico, deverá
ser informado o profissional responsável por cada tema: clima e condições meteorológicas;
geomorfologia, pedologia, geologia e geotecnia; recursos hídricos superficiais e recursos hídricos
subterrâneos; no meio biótico, deverá ser informado o profissional responsável por cada tema:
flora, fauna e ecossistemas aquáticos; no meio socioeconômico, deverá ser informado o
profissional responsável por cada tema: diagnóstico da AII e AID e comunidades tradicionais.

3.3. OBJETIVOS E JUSTIFICATIVA DO EMPREENDIMENTO


Apresentar os objetivos do empreendimento, abordando os aspectos técnicos, ambientais e econômicos,
bem como as justificativas para a sua implantação.

3.4. LOCALIZAÇÃO DO EMPREENDIMENTO


Apresentar planta de locação da área pretendida para a instalação do empreendimento, em escala
compatível com o porte do empreendimento, georreferenciada (coordenadas geográficas e UTM, Datum
SIRGAS 2000), indicando as coordenadas geográficas dos pontos que constituem o perímetro da área.
Apresentar também as coordenadas desses pontos em forma de tabela.

3.5. DESCRIÇÃO TÉCNICA DO EMPREENDIMENTO


Apresentar informações que possibilitem o entendimento básico do empreendimento nas suas diversas
fases: planejamento, instalação, operação e desativação.
A descrição técnica do empreendimento deverá demonstrar o atendimento a todos os critérios
estabelecidos na Instrução Normativa CPRH n° 008/2021, a qual dispõe sobre critérios locacionais para o
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licenciamento ambiental de aterros sanitários de resíduos sólidos não perigosos.


Deverão ser contempladas, no mínimo, as seguintes informações:

a. Caracterização da área

Caracterização da área do empreendimento, incluindo sua localização no município de Nazaré da Mata,


acessos, dimensões, confrontações e zoneamento urbano do Plano Diretor Municipal (se houver) com o
empreendimento. Incluir:

Planta de situação da área, em escala compatível com o porte do empreendimento,


georreferenciada (coordenadas geográficas e UTM), abrangendo o município em que se localiza,
indicando: orientação magnética; principais eixos viários; principais corpos d’água; Área de
Segurança Aeroportuária, conforme legislação atual; e outras informações julgadas necessárias.

Imagem de satélite ou fotografia aérea da área do empreendimento e seu entorno, nas condições
atuais, em escala compatível com o porte do empreendimento, georreferenciada (coordenadas
geográficas e UTM), indicando graficamente os seguintes elementos: orientação magnética; escala
gráfica e numérica; limite do empreendimento; topografia, destacando as curvas de nível
(espaçamento recomendável de 2 em 2 metros); áreas de ocorrência de vegetação protegida por
lei; APPs, conforme Lei Federal N° 12.651/2012 e alterações, Medidas Provisórias e Resoluções do
Conama; áreas de reserva legal, se couber; Unidades de Conservação (UCs) federais, estaduais e
municipais; corpos d’água e respectivas faixas de proteção (APP); vias existentes; construções
existentes; indicação dos limites da zona urbana, de expansão urbana e rural; e outras informações
julgadas necessárias.

b. Ordenamento do uso do solo na propriedade

Informar sobre a propriedade da área pretendida para a implantação do empreendimento, quanto


à titularidade e ao zoneamento territorial (urbana/rural).

Usos e servidões atuais e projetados: interferências de utilidade pública incidentes sobre a área,
com vistas a subsidiar a compreensão do processo de ocupação, aspectos indutores e o estado de
conservação dos recursos ambientais. Prestar informações também sobre a existência de usos
informais na propriedade.

Informar sobre equipamentos e infraestrutura (rodovias, vias de acesso, linhas de transmissão de


energia, gasodutos etc.), públicos ou privados, já instalados, em instalação ou projetados para a
área (caso seja conhecido), e como os mesmos se integrarão ao empreendimento ou qual será a
solução adotada.

c. Características técnicas do empreendimento

Estimativa da quantidade de resíduos a serem recebidos, apresentando os cálculos a partir das


populações totais (urbana e rural) dos municípios que se pretende atender, considerando as
populações atuais (dados do IBGE) e futuras (projeções), até o ano da vida útil estimada.
Considerar dados oficiais de geração per capita de resíduos sólidos para cada município, constantes
em estudos e documentos específicos, como o Plano Estadual de Resíduos Sólidos – PERS ou o
Plano Intermunicipal de Resíduos Sólidos – PIRS (caso exista).

Caracterização dos resíduos a serem recebidos no aterro sanitário (podem ser adotados os dados
apresentados nos Planos Estadual e Municipal de RS), incluindo: caracterização qualitativa
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(classificação, conforme NBR 10.004/2004, de cada resíduo, indicando suas respectivas origens) e
caracterização quantitativa (previsão da quantidade de cada resíduo a ser recebido no aterro
sanitário, informando o percentual correspondente para cada resíduo - composição gravimétrica).

Estimativa de vida útil do aterro sanitário, apresentando os cálculos detalhados, considerando os


volumes de resíduos (ou rejeitos) a serem aterrados ao longo dos anos e a capacidade de
recebimento, considerando os volumes das unidades de disposição final dos resíduos.

Caracterização das unidades componentes do aterro sanitário (células; lagoas de chorume;


sistemas de impermeabilização, drenagem de gases, drenagem de chorume, drenagem de águas
pluviais etc; guarita; balança; prédio administrativo; sistema viário; cinturão verde; etc).

Caracterização dos dispositivos, equipamentos e procedimentos destinados à prevenção de


acidentes ambientais na fase de implantação e operação do empreendimento.

Previsão de adequação do empreendimento ao que está estabelecido nas Políticas Nacional e


Estadual de Resíduos Sólidos (Lei Federal Nº 12.305 de 02 de agosto de 2010 e Lei Estadual Nº
14.236 de 13 de dezembro de 2010), abordando, no que couber, a aplicação dos instrumentos de
implementação das Políticas, como os planos estadual e municipais de resíduos sólidos.

Previsão de como será realizada a desativação do aterro sanitário, indicando os possíveis usos a
serem adotados para a área após o encerramento do aterro sanitário.

d. Planta do Aterro Sanitário, em escala compatível com o porte do empreendimento, georreferenciada


(coordenadas geográficas e UTM), indicando graficamente os seguintes elementos: orientação
magnética; limites da área; layout/arranjo das unidades componentes do aterro sanitário (células,
lagoas de chorume, guarita, balança, prédio administrativo, sistema viário, cinturão verde etc); áreas
verdes e áreas protegidas (APPs, por exemplo), caso haja; áreas de reserva legal; e outras informações
julgadas necessárias.

e. Descrição das etapas do processo, desde o recebimento dos resíduos, descrevendo os mecanismos e/ou
equipamentos utilizados em cada etapa, as unidades, os equipamentos/sistemas de controle ambiental
previstos etc. Informar o regime de operação (n° de turnos, horas/dia, dias/mês).

f. Diretrizes infraestruturais para a operação do empreendimento (abastecimento d'água; esgotamento


sanitário; drenagem pluvial; resíduos sólidos; efluentes líquidos; energia elétrica etc.).

g. Informações sobre a localização e a situação atual de exploração das áreas a serem utilizadas como
jazidas, empréstimos e depósitos temporários, caso já estejam definidas.

h. Origem, quantificação e qualificação da mão-de-obra a ser utilizada nas etapas de instalação e


operação do empreendimento.

i. Descrição da infraestrutura a ser utilizada na fase de instalação do empreendimento (canteiro de


obras): abastecimento d'água; esgotamento sanitário; destinação final de efluentes; resíduos sólidos
etc.
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j. Cronograma de implantação do empreendimento.

k. Outras informações julgadas pertinentes pela equipe multidisciplinar responsável pela elaboração do
RAS para a compreensão do projeto.

3.6. ANÁLISE JURÍDICA


Deverá ser contemplado o conjunto de leis e regulamentos, nos diversos níveis (federal, estadual e
municipal), que regem os empreendimentos dessa natureza e a proteção ao meio ambiente na área de
influência, e que tenham relação direta com o projeto. Além da enumeração ou listagem das normas, o
RAS deve proceder a análise das limitações por elas impostas ao empreendimento, bem como as
medidas para promover as compatibilidades porventura necessárias. Ênfase especial deverá ser dada aos
aspectos vinculados à:

a. Competências Ambientais (Legislação Federal: Lei Complementar n° 140, de 08/12/2011).

b. Uso e ocupação do solo (Lei Federal n° 6.766/79, Legislação Municipal: Plano Diretor e Lei de Uso e
Ocupação do Solo – zoneamento).

c. Proteção e controle da poluição (Ar, Água, Solo, Resíduos Sólidos e Controle de Poluição). Trata-se
de referência sumária à legislação relacionada aos principais impactos propriamente ditos como
decorrência da implantação do empreendimento.

d. Proteção e controle da poluição sonora (Lei Estadual nº 12.789; NBR 10.151 e NBR 10.152).

e. Proteção à qualidade e quantidade das águas (Lei Federal n° 9.433/97; Lei Estadual nº
12.984/2005; Resoluções do CONAMA nos 357/05 e 396/08 e demais legislações relacionadas ao
enquadramento/classificação dos corpos d'água, padrões de qualidade, normas da CPRH etc.).

f. Proteção à qualidade do solo quanto à presença de substâncias químicas e o gerenciamento


ambiental de áreas contaminadas por essas substâncias em decorrência de atividades antrópicas,
segundo a Resolução Conama nº 420/2009 e alterações.

g. Espaços legalmente protegidos (UCs, APPs, áreas de vegetação protegida, áreas de proteção de
mananciais etc.). Considerar, entre outras, as seguintes legislações: Lei Federal n° 9.985/2000,
Resolução Conama n° 369/2006, Lei Estadual n° 9.931/1986, Lei Federal nº 12.651/2012, Lei
Estadual nº 13.787/2009.

h. Supressão de vegetação e compensação ambiental (Lei Federal nº 12.651/2012; Lei Estadual n°


11.206/1995 e IN CPRH nº 007/2021).

i. Legislação sobre fauna (Lei Federal nº 5.197/67 e suas atualizações, IN IBAMA nº 179/2008, IN
CPRH nº 07/2018, Portaria MMA Nº 444/2014, Portaria MMA Nº 148/2022, Resolução SEMAS/PE
Nº 1/2015, Resolução SEMAS/PE Nº 1/2017 e Portaria SEMAS/PE Nº 41/2022).

j. Licenciamento e avaliação de impacto ambiental (Lei Federal n° 6.938/81 e Decreto n° 99.274/90;


Resoluções Conama nos 01/86, 09/87, 01/88, 237/97 e 404/2008; Lei Estadual n° 14.249/2010 e
suas alterações; e Instruções Normativas CPRH n° 008/2021 e n° 009/2021).

k. Políticas Nacional e Estadual de Resíduos Sólidos (Lei Federal Nº 12.305/2010 e Lei Estadual Nº
14.236/2010) e regulamentações decorrentes.

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l. Marco legal do saneamento básico (Lei Federal nº 14.026/2020).


m. NBR 8.419/1992 (Diretrizes para apresentação de projetos de aterros de resíduos sólidos urbanos)
e NBR 13.896/1997 (Aterros de resíduos não perigosos – critérios para projeto, implantação e
operação).
n. Responsabilidades ambientais (Lei Federal n° 9.605/1998 e Lei Estadual n° 14.249/2010 e suas
alterações).
o. Proteção ao Patrimônio Histórico-Cultural (Lei Federal n° 3.924/1961, Lei Federal n° 3.551/2002,
Portaria do IPHAN n° 07/88 e IN IPHAN nº 01/2015).
p. Área de Segurança Aeroportuária – ASA (Lei Federal n° 12.725/2012, Resolução ANAC n° 611/2021 -
Emenda n° 06 ao Regulamento Brasileiro de Aviação Civil n° 153).

3.7. ÁREA DE INFLUÊNCIA DO EMPREENDIMENTO


Delimitar e justificar as áreas de influência do empreendimento (espaço geográfico a ser direta ou
indiretamente afetado pelas alterações ambientais decorrentes da implantação do empreendimento,
tanto na fase de instalação como de operação), abrangendo distintamente os meios físico, biótico e
socioeconômico. A definição dos limites das áreas de influência deve ser devidamente justificada,
estando sujeita à revisão por parte da CPRH, com base nos impactos identificados e sua abrangência.
A área de influência do empreendimento deve considerar três níveis, quais sejam:
Área de Influência Indireta (AII): aquela onde os impactos provenientes da implantação e operação do
empreendimento se fazem sentir de maneira indireta e com menor intensidade em relação à área de
influência direta.
Área de Influência Direta (AID): aquela sujeita aos impactos diretos provenientes da implantação e
operação do empreendimento.
Área Diretamente Afetada (ADA): aquela onde ocorrem as intervenções relacionadas ao
empreendimento, incluindo as áreas de apoio, como canteiros de obra, acessos, áreas de empréstimo,
áreas de depósito temporário etc.
Apresentar mapas, georreferenciados e em escala adequada, contendo cada uma das áreas de influência
(AII, AID e ADA) delimitadas.
Recomenda-se que, uma vez definidas as áreas de influência, as mesmas sejam apresentadas à
CPRH/NAIA, pela equipe multidisciplinar responsável pelo RAS, previamente à conclusão dos estudos
ambientais. Essa apresentação visa à avaliação preliminar das áreas pela equipe técnica do NAIA, a fim de
reduzir a possibilidade de solicitação de alteração das áreas de influência na fase de análise do Estudo.

3.8. DIAGNÓSTICO AMBIENTAL DA ÁREA DE INFLUÊNCIA


As informações a serem contempladas neste item devem propiciar a compreensão da realidade atual da
área de influência do empreendimento, antes da sua implantação, segundo os diferentes meios (físico,
biótico e socioeconômico), devendo ser realizado em dois níveis de abordagem: um referente à ADA e à
AID e outro referente à AII. Estas informações devem ser inter-relacionadas, resultando num diagnóstico
integrado, de forma a se constituir um quadro referencial compreensivo para subsidiar a análise de
impactos ambientais do projeto. Recomenda-se o uso de mapas e fotos datadas como recursos
ilustrativos, acompanhadas de legendas explicativas da área, como instrumentos técnicos de análise, não
apenas como mera ilustração.
O diagnóstico não deve se constituir em mera compilação de informações, devendo a equipe
multidisciplinar reunir os dados necessários que muitas vezes não existem e devem ser produzidos e,
adicionalmente, realizar amostragens, trabalhos de campo e pesquisas para complementá-los. A equipe
multidisciplinar deverá também proceder a uma análise crítica de consistência dos estudos específicos

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realizados por outros autores e que porventura sejam utilizados para fundamentar as conclusões do RAS.
Apresentar, por fim, análise conclusiva dos temas estudados.
Os levantamentos e análises temáticas deverão ser diferenciados para cada uma das áreas de influência
(AII, AID e ADA), sendo necessária, na área de influência direta (AID) e na área diretamente afetada
(ADA), quando couber, a realização de investigações mais aprofundadas, com dados primários, uma vez
que nelas se verificarão os principais impactos e com maior intensidade.
O diagnóstico ambiental deverá demonstrar o atendimento a todos os critérios estabelecidos na
Instrução Normativa CPRH n° 008/2021, a qual dispõe sobre critérios locacionais para o licenciamento
ambiental de aterros sanitários de resíduos sólidos não perigosos. Deverão ser observadas as questões
apontadas na introdução deste TR, as quais foram observadas na vistoria realizada pela equipe do
NAIA/CPRH à área pretendida para a implantação do empreendimento.
A elaboração do diagnóstico deve ser estruturada e orientada pelo enfoque e conteúdo mínimo a seguir
expostos:

3.8.1. MEIO FÍSICO

[Link]. Clima e condições meteorológicas


Caracterização dos aspectos climáticos e meteorológicos da área, observando, entre outros, o
comportamento sazonal, típico e extremo, dos seguintes parâmetros meteorológicos: precipitação
pluviométrica, temperatura, direção e velocidade dos ventos. Utilizar séries de dados secundários,
registrados em estações meteorológicas as mais próximas possíveis da área do empreendimento.

[Link]. Geomorfologia, pedologia, geologia e geotecnia


Caracterização geomorfológica, indicando as declividades da ADA.
Caracterização do tipo de solo e subsolo na ADA, a partir de estudo de sondagem geotécnica, com
descrição das camadas e indicação do nível d’água do lençol freático. Apresentar planta georreferenciada,
em escala adequada, indicando os pontos de realização das sondagens e informar as coordenadas
geográficas e UTM (Datum SIRGAS 2000) desses pontos. Apresentar os registros (perfis) das sondagens
realizadas.
Além da malha definida pelo empreendedor para realização das sondagens geotécnicas, solicitamos que
sejam incluídos pontos de sondagem nas coordenadas geográficas 7°42'1.14"S 35°13'47.76"O e
7°41'55.66"S 35°13'47.55"O.
Caracterização das condições de permeabilidade do solo na ADA, com apresentação do coeficiente de
permeabilidade (da forma como está na NBR 13.896/1997 e IN CPRH nº 008/2021), a fim de se conhecer
a capacidade de infiltração de efluentes líquidos, bem como a vulnerabilidade das águas subterrâneas.
Apresentar planta georreferenciada, em escala adequada, indicando os pontos de realização dos ensaios
e informar as coordenadas geográficas e UTM (Datum SIRGAS 2000) desses pontos. Apresentar os laudos
dos ensaios realizados.
Avaliar a aptidão física da área indicada para a implantação do aterro sanitário, com base nos resultados
dessas caracterizações.

[Link]. Recursos hídricos superficiais


Levantamento detalhado e caracterização dos recursos hídricos superficiais das áreas de influência do
empreendimento, incluindo:

a. Bacia(s) hidrográfica(s) e sub-bacia(s) em que se insere(m) o empreendimento, incluindo suas


características físicas.
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b. Identificação dos cursos d’água, além daqueles identificados em campo a partir das visitas técnicas
realizadas pela equipe do NAIA/CPRH, informando sobre a classificação dos cursos d’água quanto à
frequência com que a água ocupa as drenagens (perene, intermitente ou efêmero).

c. A partir dos cursos d’água identificados, realizar o levantamento dos usos das águas na AID e AII e
apresentar a informação de todas as captações, caso existam, localizadas dentro dos limites da AID
e AII, sejam elas feitas por terceiros ou para captação pública.

d. Apresentar mapa da AID, georreferenciado, em escala adequada (coordenadas geográficas e UTM –


Datum SIRGAS 2000), indicando as coleções hídricas localizadas na AID e suas distâncias até a área
do empreendimento.

[Link]. Recursos hídricos subterrâneos


Apresentar a caracterização hidrogeológica com vistas ao conhecimento do aquífero local, incluindo:

a. Natureza, geometria e estrutura geológica do aquífero local.

b. Recarga, armazenamento, fluxo e descarga. Incluir mapa potenciométrico indicando a direção


predominante do fluxo das águas subterrâneas.

c. Relações do aquífero local com as águas superficiais e com outros aquíferos.

d. Identificação da existência de poços na ADA e AID, informando a localização de cada um (informar


as coordenadas geográficas), os usos das águas, o tipo de consumidor e suas distâncias até a área
do empreendimento.

e. Vulnerabilidade natural do aquífero.

A caracterização, além de incluir relato interpretativo dos temas estudados, deverá vir ilustrada com
mapeamento, em escala adequada, e contemplar os resultados das investigações.

3.8.2. MEIO BIÓTICO


Para a descrição da cobertura vegetal e da fauna associada da ADA, AID e AII, podem ser utilizados dados
secundários atuais que possibilitem a compreensão sobre os temas em questão. Os dados secundários
utilizados deverão ser devidamente referenciados, com a menção dos autores e o ano em que o referido
estudo foi publicado.

[Link]. Ecossistemas terrestres


Flora
Para a caracterização da vegetação da ADA, AID e AII do empreendimento, deverá ser feito um
levantamento qualitativo da vegetação contendo:

a. Mapeamento dos biótipos da área de influência, indicando as fitofisionomias e a florística.

b. Identificação das espécies endêmicas, raras, ameaçadas de extinção (essas deverão ser mapeadas e
georreferenciadas se localizadas na ADA ou AID), exóticas, exóticas invasoras e as de valor
econômico e alimentício, vulneráveis e de interesse científico.

Fauna
Para a ADA, AID e AII, deverá ser caracterizada a fauna e habitats associados, a partir de dados
qualitativos, contendo:

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a. Listagem das espécies organizada em tabela contendo classificação (ordem, família, gênero e
espécie), habitat (tipo fitosisionômico de vegetação onde a espécie foi registrada dentro da área de
estudo) e forma de registro (método empregado para registrar a espécie).

b. Destacar as espécies raras, endêmicas, migratórias, vulneráveis, ameaçadas de extinção – conforme


listas oficiais, de interesse científico, de valor econômico e alimentício e bioindicadoras.

[Link]. Ecossistemas aquáticos


Para a AID, caracterizar qualitativamente a composição da ictiofauna local, bem como da fauna
malacológica e carcinológica, incluindo a distribuição e diversidade das espécies, destacando as de
interesse socioeconômico, endêmicas, introduzidas, ameaçadas de extinção e exóticas invasoras.
Apresentar uma lista de animais (ecossistemas aquáticos) de interesse comercial e importância
econômica, bem como descrever a exploração desses recursos por populações extrativistas.

[Link]. Unidades de Conservação (UCs)


Identificar e mapear as UCs municipais, estaduais e federais, e suas respectivas zonas de amortecimento,
quando couber, localizadas num raio mínimo de 3 km do empreendimento. Em atenção aos
procedimentos previstos na Resolução CONAMA nº 428/2010, deverá ser informada a distância do
empreendimento às UCs, considerando as suas respectivas zonas de amortecimento, além da extensão
da interferência do projeto proposto dentro dos limites da Unidade ou na sua zona de amortecimento.

Observar o plano de manejo das UCs que estejam localizadas nas áreas de influência do
empreendimento, com o objetivo de orientar a avaliação dos impactos nas Unidades ou na sua zona de
amortecimento, quando for o caso.

[Link]. Áreas Prioritárias para a Conservação da Biodiversidade


Identificar as Áreas Prioritárias para a Conservação, Utilização Sustentável e Repartição de Benefícios da
Biodiversidade Brasileira, delimitadas pelo Ministério do Meio Ambiente, e as áreas de importância
biológica extrema, muito alta ou alta, conforme o Atlas da Biodiversidade de Pernambuco, que estejam
localizadas na área de influência do empreendimento, com mapeamento em escala adequada.

3.8.3. MEIO SOCIOECONÔMICO

[Link]. Diagnóstico da AII e AID (IBGE e/ou outras fontes oficiais)

a. Caracterizar a dinâmica demográfica quanto a: distribuição populacional dos municípios; taxas de


crescimento populacional; tendências de crescimento das áreas urbana e rural, com base histórica.

b. Caracterizar as atividades econômicas urbanas e rurais, com dados dos setores primário,
secundário e terciário do município de Nazaré da Mata.

c. Identificar e caracterizar, no município de Nazaré da Mata, os estabelecimentos de educação,


pública e privada, que possam desenvolver ou participar de atividades de educação ambiental
relacionadas ao empreendimento, em suas fases de instalação e operação.

d. Identificar e caracterizar, na AII e AID, os sistemas e veículos de comunicação social, tais como
jornais de circulação local, sejam eles produzidos por associações comunitárias, sindicatos,

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instituições religiosas etc., rádios comunitárias, entre outros, que possam veicular conteúdo
relacionado a impactos decorrentes do empreendimento.

e. Caracterizar, na AII e AID, o sistema de organização social focando em entidades ambientais,


grupos, organizações e cooperativas que atuem com meio ambiente e/ou resíduos sólidos.

f. Identificar e caracterizar, se houver, projetos de assentamento rural (estadual e/ou federal)


existentes no território do município de Nazaré da Mata, informando sobre a sua localização em
relação à área do empreendimento.

g. Identificar, localizar e caracterizar o lixão do município de Nazaré da Mata, informando sobre a


existência de catadores no local (não residentes) e de catadores residentes no lixão. Apresentar
cadastro de catadores porventura já existente, realizado pela Prefeitura de Nazaré da Mata.
Identificar também a existência de catadores “porta a porta” e de cooperativas e associações de
catadores no município. Realizar o mesmo levantamento para os municípios dos quais se pretende
receber os resíduos sólidos.

[Link]. Comunidades Tradicionais


Identificar e caracterizar as comunidades tradicionais (ribeirinhas, quilombolas, étnicas etc.), as terras
indígenas e os territórios tradicionais, sua localização geográfica e vias de acesso, conforme o Decreto
Nacional nº 6.040 de 07 de fevereiro de 2007, que institui a Política Nacional de Desenvolvimento
Sustentável dos Povos e Comunidades Tradicionais.
O estudo das comunidades tradicionais (quilombola, indígena etc.) deverá seguir as orientações da
Portaria Interministerial nº 60/2015, inclusive no que se refere às distâncias do empreendimento em
relação às comunidades. Independentemente da abrangência das áreas de influência do
empreendimento, devem ser observados os limites indicados no Anexo 1 da referida Portaria.
Apresentar carta-imagem, em escala adequada, identificando os limites e os nomes das comunidades
tradicionais identificadas, bem como suas distâncias ao empreendimento.
Os estudos de comunidades quilombolas deverão seguir os procedimentos e critérios estabelecidos pelo
Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária - INCRA. Para tal, o empreendedor e a equipe
responsável pela elaboração desse estudo deverão dirigir-se ao INCRA para obter as orientações
necessárias.
Os estudos de comunidades indígenas devem seguir orientações da FUNAI.

3.9. PASSIVO AMBIENTAL


Levantamento e caracterização de passivo ambiental capaz de atuar como fator de dano ou degradação
ambiental ao entorno, ao empreendimento e à população vizinha. São considerados como passivo
ambiental: processos erosivos e ravinamentos; instabilidade de taludes de cortes e de aterros;
assoreamento de elementos de drenagem, naturais ou não; APP não vegetada; contaminação do solo;
passivos de natureza jurídica, como a necessidade de regularização de licenciamento, etc.
O levantamento do passivo ambiental deverá servir de base a intervenções corretivas ou compensatórias
e ao planejamento de gestão ambiental dos projetos. Incluir documentação fotográfica.
Deve ser dispensada atenção especial às interferências em áreas legalmente protegidas e em mananciais
destinados ao consumo humano.
O estudo do passivo ambiental deverá constar num item específico do RAS, e não apenas estar incluso
nos dados de diagnóstico.

3.10. IDENTIFICAÇÃO E AVALIAÇÃO DE IMPACTOS AMBIENTAIS

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Deverão ser identificadas as ações impactantes e analisar os impactos ambientais potenciais, nos meios
físico, biótico e socioeconômico, relativos às fases de planejamento, implantação, operação e desativação
do empreendimento.
Os impactos serão avaliados nas áreas de influência definidas para cada um dos meios estudados e
caracterizados no diagnóstico ambiental, considerando suas propriedades cumulativas e sinérgicas e a
distribuição dos ônus e benefícios sociais. Para efeito de análise, os impactos devem ser classificados
considerando, pelo menos, os seguintes critérios:

a. Efeito (positivo ou negativo) – característica do impacto quanto aos seus efeitos benéficos ou
adversos aos fatores ambientais.

b. Direcionalidade (meio físico, meio biótico ou meio socioeconômico) - característica do impacto


quanto ao componente do meio ambiente que recebe seu efeito.

c. Natureza (direto ou indireto) – distingue se o impacto resulta diretamente de uma ação do


empreendimento ou se o impacto se dá secundariamente à ação.

d. Periodicidade (temporário, cíclico ou permanente) – traduz a frequência esperada de ocorrência


do impacto na fase analisada (planejamento, instalação e operação).

e. Temporalidade (imediato, curto prazo, médio prazo ou longo prazo) – traduz a duração do efeito do
impacto no ambiente, considerando, de acordo com a Resolução CONSEMA-PE nº 04/2010:
imediato – de 0 a 5 anos; curto prazo – de 5 a 10 anos; médio prazo – de 10 a 20 anos; longo prazo
– acima de 20 anos.

f. Abrangência (local, restrito, regional ou global) – traduz a dimensão geográfica do efeito do


impacto, considerando as áreas de influência: local – o impacto tem efeito apenas na ADA; restrito
– o impacto tem efeito na AID; regional – o impacto tem efeito na AII; global – o impacto tem efeito
além da AII.

g. Reversibilidade (reversível ou irreversível) – traduz a capacidade do ambiente de retornar ou não à


sua condição original depois de cessada a ação impactante. Os impactos negativos reversíveis
poderão ser evitados ou mitigados, os impactos negativos irreversíveis serão compensados.

h. Probabilidade de ocorrência (certo, provável ou remoto) – avalia a probabilidade de ocorrência do


impacto.

i. Magnitude (baixa, média ou alta) – traduz a intensidade do efeito do impacto no meio ambiente,
considerando a expressividade do efeito, as medidas necessárias para seu controle, a necessidade
de compensação ambiental, entre outros fatores.

j. Importância (baixa, moderada ou alta) – traduz a importância do impacto em função de todos os


outros critérios avaliados.

Na apresentação dos resultados da avaliação, deverão constar:

A metodologia de identificação dos impactos e os critérios adotados para a interpretação e análise


de suas interações.

Descrição detalhada e análise dos impactos sobre cada fator ambiental considerado no diagnóstico.
Os impactos devem estar agrupados em função dos meios (físico, biótico e socioeconômico) e sub-
agrupados de acordo com a fase em que poderá ocorrer (planejamento, implantação, operação e
desativação). Cada impacto deve estar relacionado às atividades capazes de gerá-lo.

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Planilha contendo todos os impactos e sua classificação, conforme os critérios listados acima,
indicando a fase de ocorrência (planejamento, implantação, operação ou desativação), o meio ao
qual o impacto se direciona (físico, biótico ou socioeconômico) e o tipo de medida necessária para
seu controle (maximizadora, mitigadora ou compensatória).

Na identificação dos impactos ambientais, considerar, no mínimo:

Alterações na dinâmica superficial, tais como: processos erosivos, assoreamento e instabilidade de


encostas, identificando os pontos críticos.

Interferência na drenagem natural.

Alterações na qualidade das águas superficiais e subterrâneas.

Interferência na qualidade do solo e subsolo.

Impactos decorrentes da exploração de jazidas e empréstimos e do descarte de materiais em áreas


de depósito temporário (material excedente de escavações, restos de vegetação, solo e rochas
alteradas etc.).

Alterações na qualidade do ar.

Geração de odores.

Impactos decorrentes do manuseio de resíduos sólidos.

Poluição por resíduos não adequadamente dispostos.

Riscos de acidentes por produtos químicos, materiais tóxicos ou explosivos durante a fase de
instalação e operação do empreendimento que possam resultar em dano às pessoas ou ao meio
ambiente.

Interferências em espécies vegetais ou animais, endêmicas, raras, vulneráveis, em processo de


extinção, de interesse comercial, alimentício e científico.

Atração e proliferação de vetores de doenças devido à implantação e operação do


empreendimento.

Supressão de vegetação nativa (deve ser informada a estimativa de áreas de supressão).

Interferências sobre a fauna associada aos ambientes naturais e antrópicos afetados (perda de
habitats, afugentamento de fauna etc.).

Interferências em UCs, APPs e áreas de vegetação protegidas legalmente. Contemplar, entre


outros, a indicação e descrição das áreas atingidas, a tipologia, o estado sucessional, a
quantificação da área a ser suprimida e a sua localização em mapa, em escala adequada,
georreferenciado (coordenadas geográficas e UTM SIRGAS 2000).

Aumento da demanda por serviços públicos de abastecimento d’água, esgotamento sanitário,


resíduos sólidos, energia elétrica, serviços de utilidade pública etc., durante a execução das obras.

Riscos de acidentes com a população local e com o pessoal alocado para as obras.

Riscos à saúde da população, aos trabalhadores e ao meio ambiente como consequência do


manuseio de resíduos, operações de descarregamento, vazamento de áreas de estocagem,
liberação de gases ao meio ambiente, exposição indevida de pessoas aos resíduos, transporte
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interno e externo de resíduos e outras situações relevantes (a fundamentação técnica para este
impacto deverá ser feita com base em estudo de análise de riscos).

Alterações na paisagem, considerando a descaracterização da área para implantação do


empreendimento.

Desvalorização imobiliária do entorno.

Manutenção/geração de impostos.

Alterações na oferta de emprego.

Interferências no Patrimônio Cultural (arqueológico, histórico, paisagístico, imaterial, espeleológico


e paleontológico).

Outras alterações benéficas ou adversas como decorrência da implantação do empreendimento e


julgadas pertinentes pela equipe multidisciplinar responsável pela elaboração do RAS.

3.11. MEDIDAS DE CONTROLE


Deverão ser apresentadas e descritas medidas que visem minimizar, eliminar e, se for o caso, compensar
os impactos adversos identificados, ou maximizar (potencializar) o efeito benéfico daqueles impactos
positivos.
As medidas deverão ser classificadas quanto:

a. À natureza: mitigadora preventiva, mitigadora corretiva, maximizadora ou compensatória.

b. À fase do empreendimento em que deverão ser adotadas em que deverão ser adotadas:
planejamento, implantação, operação e, quando couber, desativação e caso de acidentes.

c. Ao fator ambiental a que se aplicam: físico, biótico ou socioeconômico.

d. Ao prazo de permanência de sua aplicação: curto, médio ou longo.

e. À responsabilidade por sua implantação: empreendedor, poder público ou outros, para os quais
serão especificadas claramente as responsabilidades de cada um dos envolvidos.

Para facilitar a compreensão e análise, bem como visando à adequada implementação das medidas
propostas, estas deverão ser classificadas segundo os critérios supracitados e consolidadas em um
Programa Ambiental.

3.12. PROGRAMAS AMBIENTAIS


Deverão ser apresentados os Programas Ambientais, de forma simplificada, propostos para todas as fases
do empreendimento, os quais consistem na consolidação das medidas mitigadoras, maximizadoras e
compensatórias ou em programas de monitoramento. Os programas de monitoramento devem ter por
finalidade permitir o acompanhamento da evolução dos impactos ambientais do empreendimento,
avaliando a eficiência e eficácia das medidas. Os resultados obtidos deverão permitir a identificação da
necessidade de adoção de medidas complementares.
A implementação dos programas, em especial aqueles vinculados ao meio socioeconômico, deverá se dar
com a participação efetiva da comunidade diretamente afetada, bem como dos parceiros institucionais
identificados, adotando-se procedimentos de comunicação social, buscando-se, desta forma, a inserção
regional do empreendimento. A comunicação com esses atores deverá adotar metodologia que
considere a escolaridade e a cultura local.

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Na fase subsequente do licenciamento ambiental, os Programas Ambientais irão compor o Plano de


Gestão da Qualidade Ambiental (PGQA) do empreendimento, o qual será elaborado por meio do Sistema
Digital de Gestão da Qualidade Ambiental (SGQA Digital), localizado em “Nossos Sistemas” no Portal da
CPRH, conforme Instrução Normativa CPRH nº 01/2021, que instituiu o Sistema Digital de Gestão da
Qualidade Ambiental de empreendimentos e atividades potencialmente poluidores e/ou causadores de
degradação ambiental e seus entornos - SGQA Digital, em substituição ao antigo SGQA (IN 001/2017).
No Estudo Ambiental, os Programas Ambientais deverão ser nomeados e ter seus conteúdos formatados
conforme consta na listagem de programas ambientais e conteúdos mínimos constantes na base do
SGQA Digital. O empreendedor e a empresa consultora poderão ter acesso a essas informações a partir
da realização do cadastro no SGQA Digital. No caso de o Estudo Ambiental sugerir a execução de um
Programa Ambiental inexistente no Sistema, o mesmo será analisado, podendo ser adaptado para um já
existente ou mesmo acrescentado ao SGQA Digital.
No Estudo Ambiental, deverão ser apresentadas as seguintes informações sobre cada Programa
Ambiental:

Nome: Nomear o programa, conforme consta na listagem de Programas Ambientais no SGQA


Digital.
Justificativa: Descrever situações/problemáticas que atestam a relevância do programa.
Objetivos: Descrever os objetivos do programa.
Metodologia: Descrever, de uma forma geral, os fundamentos teóricos-metodológicos do
programa.
Período de execução: Informar o período previsto para a execução do programa, considerando as
fases de planejamento, instalação e operação do empreendimento.

Considerar, entre os Programas Ambientais passíveis de contemplação para esta tipologia de


empreendimento, os seguintes:

a. Gestão Ambiental;

b. Comunicação Social;

c. Educação Ambiental;

d. Recuperação de Áreas Degradadas;

e. Qualidade do Ar e Controle das Emissões Atmosféricas;

f. Controle do Nível de Pressão Sonora (ruído);

g. Controle de Erosão e/ou Assoreamento;

h. Gerenciamento de Efluentes;

i. Controle e Monitoramento da Qualidade das Águas Superficiais;

j. Controle e Monitoramento da Qualidade das Águas Subterrâneas;

k. Gerenciamento de Riscos Ambientais e Ação de Emergência;


l. Compensação Ambiental pela Supressão de Vegetação;
m. Inserção de Catadores de Materiais Reutilizáveis e Recicláveis;
n. Monitoramento Geotécnico de Aterros Sanitários;
o. Controle Operacional de Aterros Sanitários.

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3.13. CONCLUSÕES
Apresentar conclusão da equipe técnica responsável pela elaboração dos estudos, dando ênfase à
viabilidade ambiental do empreendimento. Na hipótese do mesmo ser considerado viável, apresentar as
recomendações técnicas pertinentes.

3.14. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS


Mencionar, no próprio texto do RAS, todas as referências bibliográficas utilizadas na elaboração dos
estudos. A relação de obras consultadas deverá ser listada neste capítulo, observadas as normas
pertinentes da Associação Brasileira de Normas Técnicas - ABNT.

3.15. ANEXOS
Apresentar os documentos considerados pertinentes, devendo, entre estes, constar os seguintes:

a. Comprovação de habilitação da empresa consultora e dos profissionais da equipe técnica


responsável pela elaboração do RAS: deverão ser anexadas ao RAS cópias dos respectivos registros
no Cadastro Técnico Federal de Atividades e Instrumentos de Defesa Ambiental, conforme disposto
na Resolução CONAMA n° 01/88, e cópia das Anotações de Responsabilidade Técnica (ART)
expedidas pelos Conselhos de Classe, para cada atividade executada no RAS.

b. Comprovante de registro da inscrição do imóvel no Cadastro Ambiental Rural (CAR).

c. Autorizações, pareceres, posicionamento e consultas técnicas a órgãos públicos e privados, e


respectivas diretrizes para implantação do projeto, com vistas a sua regularização socioambiental
(COMPESA, INCRA, ITERPE, FUNDARPE, etc.). Deverá ser anexado ao RAS, além das respostas das
instituições consultadas, o ofício da solicitação.

d. Manifestação do IPHAN referente às interferências do empreendimento no Patrimônio Cultural da


área de influência.

e. Diretrizes do responsável pelos sistemas públicos de abastecimento de água e esgotamento


sanitário, caso esteja prevista a utilização desses sistemas nas fases de instalação e operação do
empreendimento.

f. Cópia deste Termo de Referência.

g. Outros documentos considerados relevantes.

Recife, 19 de dezembro de 2022.

Equipe do NAIA - Núcleo de Avaliação de Impacto Ambiental

Adriana Damasceno de Melo


Analista em Gestão Ambiental – Engenheira Ambiental

Anna Paula Alves Maia

[Link] 17/18
15/02/2023 10:17 SEI/GOVPE - 31604723 - GOVPE - Termo de Referência

Analista em Gestão Ambiental – Socióloga

Fábio da Silva Marques


Analista em Gestão Ambiental - Biólogo

Danusa Kelly Calado Ferraz Cruz


Analista em Gestão Ambiental – Engenheira Civil

[1]
Publicada em 27 de outubro de 2021, esta Instrução Normativa dispõe sobre a dispensa temporária
da elaboração de EIA/RIMA e a exigência de Relatório Ambiental Simplificado - RAS para
empreendimentos de aterro sanitário de resíduos sólidos urbanos Classe II.

Documento assinado eletronicamente por Danusa Kelly Calado Ferraz Cruz, em 19/12/2022, às
08:48, conforme horário oficial de Recife, com fundamento no art. 10º, do Decreto nº 45.157, de 23
de outubro de 2017.

Documento assinado eletronicamente por Anna Paula Alves Maia, em 19/12/2022, às 08:51,
conforme horário oficial de Recife, com fundamento no art. 10º, do Decreto nº 45.157, de 23 de
outubro de 2017.

Documento assinado eletronicamente por Fábio Da Silva Marques, em 19/12/2022, às 09:19,


conforme horário oficial de Recife, com fundamento no art. 10º, do Decreto nº 45.157, de 23 de
outubro de 2017.

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e o código CRC B0474C18.

Referência: Processo nº 0031000013.001224/2022-28 SEI nº 31604723

[Link] 18/18
Relatório Técnico de Sondagem
SPT
Cliente: CTR PE - CENTRAL DE TRATAMENTO DE RESIDUOS S.A.

Ref.: Execução de sondagem SPT, para


implantação de aterro na zona rural do
município de Nazaré da Mata – PE.

Responsável Qualificação Rubrica


Eng.˚ Danilo Dantas Pimentel Engenheira Civil - CREA: 160832876-7

Código Emissão Revisão


RL-SDG-CTR-NDM-810-DLE-2023.001 julho/2023 R0 - 13/07/2023
Sumário

1. Introdução ........................................................................................................................... 3
2. Metodologia ......................................................................................................................... 3
3. Serviços Realizados .......................................................................................................... 3
4. Comentários Finais ........................................................................................................... 4
5. Anexo ..................................................................................................................................... 4
1. Introdução
O presente documento tem por objetivo apresentar o resultado das sondagens
geotécnicas de simples reconhecimento de solos, com ensaio SPT, para implantação
de aterro na zona rural do município de Nazaré da Mata – PE, a 5km do centro da
cidade.

Cada sondagem é apresentada em um boletim individual, com os valores de SPT


obtidos metro, a classificação geológico-geotécnica das camadas encontradas e a
profundidade do nível d'água encontrado.

Foram utilizados como critérios de paralisação os itens [Link] e [Link] da ABNT NBR
6484.
O programa de sondagens foi definido anteriormente pelo cliente.

2. Metodologia
As sondagens foram executadas de acordo com os seguintes procedimentos e
normas:
 Procedimentos ABGE, 2ª edição, 1990.
 NBR 6484 – Solo – Sondagens de simples reconhecimentos com SPT – Método
de ensaio.
 NBR-7250 - Identificação e descrição de amostras de solos obtidas em
sondagens de simples reconhecimento dos solos.
 NBR-8036 - Programação de sondagem de simples reconhecimento dos solos
para fundações de edificações.

3. Serviços Realizados
Em atendimento à programação de investigações geotécnica definida pelo cliente, e
em atendimento as normas vigentes, as sondagens foram realizadas conforme
descrição da Tabela 1:

Tabela 1: Resumo das Sondagens Executadas.


Data da Data de Profundidade Nível D’água
SP
Inicio Término (m) (m)
SP-01 11/07/2023 11/07/2023 2,46 Seco
SP-01A 11/07/2023 11/07/2023 2,55 Seco
SP-01B 11/07/2023 11/07/2023 2,40 Seco
SP-02 12/07/2023 12/07/2023 1,74 Seco
SP-02A 12/07/2023 12/07/2023 1,56 Seco
SP-02B 12/07/2023 12/07/2023 1,85 Seco
SP-03 12/07/2023 12/07/2023 3,31 Seco

4. Comentários Finais

A locação das sondagens foi executada através aparelhos manuais e GPS portátil, a
partir da planta de locação indicada pelo cliente, de forma a não prejudicar a
qualidade das sondagens realizadas, nem restringir a sua interpretação ou utilização
para elaboração dos projetos de engenharia propostos. As coordenadas foram
obtidas usando a ferramenta Google Earth para maior precisão nas cotas e
coordenadas dos boletins, contido no Anexo 2.

Recomenda-se que o nível d'água seja verificado novamente, quando da realização


das obras, através de abertura de poço. Os valores dos índices de penetração (Nspt)
obtidos nos ensaios devem ser interpretados de forma cuidadosa, pois em solos
colapsíveis, o emprego de circulação de água acima do nível de água, tenderá a
diminuir os valores obtidos.

5. Anexo

Anexo 1: Boletins Individuais de Sondagem;

Anexo 2: Croqui de Sondagem;

Anexo 3: Relatório Fotográfico dos Serviços Realizados.

Sousa-PB, 13 de julho de 2023.

DLE ENGENHARIA
Eng. Danilo Dantas Pimentel
CREA: 160832876-7
Anexo 1:

Boletins Individuais das


Sondagens

Código Emissão Revisão


RL-SDG-CTR-NDM-810-DLE-2023.001 julho/2023 R0 - 13/07/2023
RELATÓRIO DE ENSAIO - SONDAGEM À PERCUSSÃO
CLIENTE: CTR PE - CENTRAL DE TRATAMENTO DE RESIDUOS S.A. SONDAGEM: INÍCIO: 11/07/2023

SP-01
OBRA: Elaboração de Estudos Geotécnicos para Implantação de Aterro TÉRMINO: 11/07/2023
LOCAL: Zona rural do município de Nazaré da Mata – PE COTA: 98,00 m
PENETRAÇÃO (GOLPES)
REVESTIMENTO = 63.5 mm ENSAIO
REV/ TC / TH / CA

RESISTÊNCIA À
DA CAMADA (m)

PROFUNDIDADE
30 cm INICIAIS
PROFUDIDADE
NÍVEL D'ÁGUA

PENETRO-
GEOLÓGICO

Ø INTERNO = 34.9 mm PENETRAÇÃO 30 cm FINAIS


MÉTRICO
AVANÇO

AMOSTRADOR Ø EXTERNO = 50.8 mm


PERFIL

COMPACIDADE - SOLOS ARENOSOS (SPT)

(m)

COMPACTA

COMPACTA
COMPACTA
MEDIANA.
POUCO
COMP.

MUITO
FOFA
PESO = 65 kg - ALTURA DE QUEDA = 75 cm
1o 2o 3o
30 cm 30 cm
INICIAIS FINAIS 18 40
4 8
CLASSIFICAÇÃO DO MATERIAL 15cm 15cm 15cm
10 20 30 40

AREIA FINA SILTOSA, POUCO


TC ARGILOSA, MARROM-ESCURO
0,85
1,00 1 1 3 1,00
01 MOLE
15 15 15
2 4
ARGILA SILTOSA, POUCO ARENOSA,
4
VARIEGADA
CA
1,97 35 35 35 2,00 35
02 MUITO COMPACTA - -
2,46 2,46 AREIA FINA A MÉDIA, AMARELA, SOLO
8 8 8 8
DE ALTERAÇÃO DE ROCHA (S.A.R.)
LIMITE DA SONDAGEM 3,00

IMPENETRÁVEL AO TRÉPANO
4,00
FURO PARALISADO CONFORME DESCRITO
OS ITENS [Link] E [Link] DA NORMA
NBR6484:2020 - SOLO - SONDAGEM DE
5,00
SIMPLES RECONHECIMENTO COM SPT.
ENSAIO DE LAVAGEM

Início: 2,41 m 6,00


+10 min - 2,41 a 2,43
+10 min - 2,43 a 2,46
+10 min - 2,46 a 2,46 7,00

FURO DESLOCADO 8,00

9,00

10,00

11,00

12,00

13,00
N.A. INICIAL: FURO SECO
N.A. FINAL: FURO SECO

14,00

15,00

16,00

17,00

18,00

19,00

20,00
OBS.: 2 5 10 19 30
MÉDIA

MUITO
MUITO

DURA
MOLE
MOLE

RIJA

RIJA

CONSISTÊNCIA - SOLOS ARGILOSOS (SPT)


MÉTODO EXECUTIVO
AVANÇO DO FURO Ø PROFUNDIDADE (m) TABELA DO NÍVEL D'ÁGUA
TRADO CAVADEIRA (TC) 4" 0,00 1,00 N.A. PROF. FURO
DATA HORA
TRADO HELICOIDAL (TH) 2 ¼" (m) (m)
CIRCULAÇÃO DE ÁGUA (CA) 2" 1,45 2,46 11/07/2023 13:48 Seco 2,46
REVESTIMENTO ( | | ) 2½" 0,00 2,00 11/07/2023 13:58 Seco 2,46

FOLHA: ESCALA: COORDENADAS: SONDADOR: RESPONSÁVEL TÉCNICO:

01 1/100 E: 250.943,00 N: 9.141.176,00 Leonardo Eng. Danilo Dantas Pimentel - CREA: 160832876-7
RELATÓRIO DE ENSAIO - SONDAGEM À PERCUSSÃO
CLIENTE: CTR PE - CENTRAL DE TRATAMENTO DE RESIDUOS S.A. SONDAGEM: INÍCIO: 11/07/2023

SP-01A
OBRA: Elaboração de Estudos Geotécnicos para Implantação de Aterro TÉRMINO: 11/07/2023
LOCAL: Zona rural do município de Nazaré da Mata – PE COTA: 98,00 m
PENETRAÇÃO (GOLPES)
REVESTIMENTO = 63.5 mm ENSAIO
REV/ TC / TH / CA

RESISTÊNCIA À
DA CAMADA (m)

PROFUNDIDADE
30 cm INICIAIS
PROFUDIDADE
NÍVEL D'ÁGUA

PENETRO-
GEOLÓGICO

Ø INTERNO = 34.9 mm PENETRAÇÃO 30 cm FINAIS


MÉTRICO
AVANÇO

AMOSTRADOR Ø EXTERNO = 50.8 mm


PERFIL

COMPACIDADE - SOLOS ARENOSOS (SPT)

(m)

COMPACTA

COMPACTA
COMPACTA
MEDIANA.
POUCO
COMP.

MUITO
FOFA
PESO = 65 kg - ALTURA DE QUEDA = 75 cm
1o 2o 3o
30 cm 30 cm
INICIAIS FINAIS 18 40
4 8
CLASSIFICAÇÃO DO MATERIAL 15cm 15cm 15cm
10 20 30 40

TC ARGILA SILTOSA, MARROM-ESCURO


0,75
1,00 3 6 8 1,00
01 MEDIANAMENTE COMPACTA
15 15 15
9 14
AREIA FINA A MÉDIA, AMARELA, SOLO 14
DE ALTERAÇÃO DE ROCHA (S.A.R.) 35 35 35 2,00 35
CA 02 - -
MUITO COMPACTA 10 10 10 10
2,55 2,55
LIMITE DA SONDAGEM 3,00
IMPENETRÁVEL AO TRÉPANO

FURO PARALISADO CONFORME DESCRITO 4,00


OS ITENS [Link] E [Link] DA NORMA
NBR6484:2020 - SOLO - SONDAGEM DE
SIMPLES RECONHECIMENTO COM SPT. 5,00
ENSAIO DE LAVAGEM

Início: 2,50 m 6,00


+10 min - 2,50 a 2,52
+10 min - 2,52 a 2,54
+10 min - 2,54 a 2,55
7,00

FURO DESLOCADO
8,00

9,00

10,00

11,00

12,00

13,00
N.A. INICIAL: FURO SECO
N.A. FINAL: FURO SECO

14,00

15,00

16,00

17,00

18,00

19,00

20,00
OBS.: 2 5 10 19 30
MÉDIA

MUITO
MUITO

DURA
MOLE
MOLE

RIJA

RIJA

CONSISTÊNCIA - SOLOS ARGILOSOS (SPT)


MÉTODO EXECUTIVO
AVANÇO DO FURO Ø PROFUNDIDADE (m) TABELA DO NÍVEL D'ÁGUA
TRADO CAVADEIRA (TC) 4" 0,00 1,00 N.A. PROF. FURO
DATA HORA
TRADO HELICOIDAL (TH) 2 ¼" (m) (m)
CIRCULAÇÃO DE ÁGUA (CA) 2" 1,45 2,55 11/07/2023 14:52 Seco 2,55
REVESTIMENTO ( | | ) 2½" 0,00 2,00 11/07/2023 15:02 Seco 2,55

FOLHA: ESCALA: COORDENADAS: SONDADOR: RESPONSÁVEL TÉCNICO:

01 1/100 E: 250.943,00 N: 9.141.178,00 Leonardo Eng. Danilo Dantas Pimentel - CREA: 160832876-7
RELATÓRIO DE ENSAIO - SONDAGEM À PERCUSSÃO
CLIENTE: CTR PE - CENTRAL DE TRATAMENTO DE RESIDUOS S.A. SONDAGEM: INÍCIO: 11/07/2023

SP-01B
OBRA: Elaboração de Estudos Geotécnicos para Implantação de Aterro TÉRMINO: 11/07/2023
LOCAL: Zona rural do município de Nazaré da Mata – PE COTA: 98,00 m
PENETRAÇÃO (GOLPES)
REVESTIMENTO = 63.5 mm ENSAIO
REV/ TC / TH / CA

RESISTÊNCIA À
DA CAMADA (m)

PROFUNDIDADE
30 cm INICIAIS
PROFUDIDADE
NÍVEL D'ÁGUA

PENETRO-
GEOLÓGICO

Ø INTERNO = 34.9 mm PENETRAÇÃO 30 cm FINAIS


MÉTRICO
AVANÇO

AMOSTRADOR Ø EXTERNO = 50.8 mm


PERFIL

COMPACIDADE - SOLOS ARENOSOS (SPT)

(m)

COMPACTA

COMPACTA
COMPACTA
MEDIANA.
POUCO
COMP.

MUITO
FOFA
PESO = 65 kg - ALTURA DE QUEDA = 75 cm
1o 2o 3o
30 cm 30 cm
INICIAIS FINAIS 18 40
4 8
CLASSIFICAÇÃO DO MATERIAL 15cm 15cm 15cm
10 20 30 40

AREIA FINA SILTOSA,


TC 0,55
MARROM-ESCURO
1,00 5 6 7 1,00
01 RIJA
15 15 15
11 13
ARGILA SILTOSA, POUCO ARENOSA,
VARIEGADA 13

CA 1,95 35 35 35 2,00 35
02 MUITO COMPACTA - -
2,40 2,40 AREIA FINA A MÉDIA, AMARELA, SOLO
4 4 4 4
DE ALTERAÇÃO DE ROCHA (S.A.R.)
3,00
LIMITE DA SONDAGEM

IMPENETRÁVEL AO TRÉPANO
4,00
FURO PARALISADO CONFORME DESCRITO
OS ITENS [Link] E [Link] DA NORMA
NBR6484:2020 - SOLO - SONDAGEM DE 5,00
SIMPLES RECONHECIMENTO COM SPT.
ENSAIO DE LAVAGEM
6,00
Início: 2,35 m
+10 min - 2,35 a 2,38
+10 min - 2,38 a 2,40
+10 min - 2,40 a 2,40 7,00

8,00

9,00

10,00

11,00

12,00

13,00
N.A. INICIAL: FURO SECO
N.A. FINAL: FURO SECO

14,00

15,00

16,00

17,00

18,00

19,00

20,00
OBS.: 2 5 10 19 30
MÉDIA

MUITO
MUITO

DURA
MOLE
MOLE

RIJA

RIJA

CONSISTÊNCIA - SOLOS ARGILOSOS (SPT)


MÉTODO EXECUTIVO
AVANÇO DO FURO Ø PROFUNDIDADE (m) TABELA DO NÍVEL D'ÁGUA
TRADO CAVADEIRA (TC) 4" 0,00 1,00 N.A. PROF. FURO
DATA HORA
TRADO HELICOIDAL (TH) 2 ¼" (m) (m)
CIRCULAÇÃO DE ÁGUA (CA) 2" 1,45 2,40 11/07/2023 15:49 Seco 2,40
REVESTIMENTO ( | | ) 2½" 0,00 2,00 11/07/2023 15:59 Seco 2,40

FOLHA: ESCALA: COORDENADAS: SONDADOR: RESPONSÁVEL TÉCNICO:

01 1/100 E: 250.945,00 N: 9.141.176,00 Leonardo Eng. Danilo Dantas Pimentel - CREA: 160832876-7
RELATÓRIO DE ENSAIO - SONDAGEM À PERCUSSÃO
CLIENTE: CTR PE - CENTRAL DE TRATAMENTO DE RESIDUOS S.A. SONDAGEM: INÍCIO: 12/07/2023

SP-02
OBRA: Elaboração de Estudos Geotécnicos para Implantação de Aterro TÉRMINO: 12/07/2023
LOCAL: Zona rural do município de Nazaré da Mata – PE COTA: 108,00 m
PENETRAÇÃO (GOLPES)
REVESTIMENTO = 63.5 mm ENSAIO
REV/ TC / TH / CA

RESISTÊNCIA À
DA CAMADA (m)

PROFUNDIDADE
30 cm INICIAIS
PROFUDIDADE
NÍVEL D'ÁGUA

PENETRO-
GEOLÓGICO

Ø INTERNO = 34.9 mm PENETRAÇÃO 30 cm FINAIS


MÉTRICO
AVANÇO

AMOSTRADOR Ø EXTERNO = 50.8 mm


PERFIL

COMPACIDADE - SOLOS ARENOSOS (SPT)

(m)

COMPACTA

COMPACTA
COMPACTA
MEDIANA.
POUCO
COMP.

MUITO
FOFA
PESO = 65 kg - ALTURA DE QUEDA = 75 cm
1o 2o 3o
30 cm 30 cm
INICIAIS FINAIS 18 40
4 8
CLASSIFICAÇÃO DO MATERIAL 15cm 15cm 15cm
10 20 30 40
ARGILA SILTOSA, POUCO ARENOSA,
0,43 MARROM
TC
MEDIANAMENTE COMPACTA
1,00 AREIA FINA, POUCO ARGILOSA, 3 5 10 1,00
01
15 15 15
8 15
CA AMARELA, SOLO DE ALTERAÇÃO DE
ROCHA (S.A.R.)
1,74 1,74
LIMITE DA SONDAGEM 2,00

IMPENETRÁVEL AO TRÉPANO
3,00
FURO PARALISADO CONFORME DESCRITO
OS ITENS [Link] E [Link] DA NORMA
NBR6484:2020 - SOLO - SONDAGEM DE
4,00
SIMPLES RECONHECIMENTO COM SPT.
ENSAIO DE LAVAGEM
5,00
Início: 1,70 m
+10 min - 1,70 a 1,73
+10 min - 1,73 a 1,74
+10 min - 1,74 a 1,74 6,00

FURO DESLOCADO 7,00

8,00

9,00

10,00

11,00

12,00

13,00
N.A. INICIAL: FURO SECO
N.A. FINAL: FURO SECO

14,00

15,00

16,00

17,00

18,00

19,00

20,00
OBS.: 2 5 10 19 30
MÉDIA

MUITO
MUITO

DURA
MOLE
MOLE

RIJA

RIJA

CONSISTÊNCIA - SOLOS ARGILOSOS (SPT)


MÉTODO EXECUTIVO
AVANÇO DO FURO Ø PROFUNDIDADE (m) TABELA DO NÍVEL D'ÁGUA
TRADO CAVADEIRA (TC) 4" 0,00 1,00 N.A. PROF. FURO
DATA HORA
TRADO HELICOIDAL (TH) 2 ¼" (m) (m)
CIRCULAÇÃO DE ÁGUA (CA) 2" 1,45 1,74 12/07/2023 08:50 Seco 1,74
REVESTIMENTO ( | | ) 2½" 0,00 1,00 12/07/2023 09:00 Seco 1,74

FOLHA: ESCALA: COORDENADAS: SONDADOR: RESPONSÁVEL TÉCNICO:

01 1/100 E: 250.530,00 N: 9.141.159,00 Leonardo Eng. Danilo Dantas Pimentel - CREA: 160832876-7
RELATÓRIO DE ENSAIO - SONDAGEM À PERCUSSÃO
CLIENTE: CTR PE - CENTRAL DE TRATAMENTO DE RESIDUOS S.A. SONDAGEM: INÍCIO: 12/07/2023

SP-02A
OBRA: Elaboração de Estudos Geotécnicos para Implantação de Aterro TÉRMINO: 12/07/2023
LOCAL: Zona rural do município de Nazaré da Mata – PE COTA: 108,00 m
PENETRAÇÃO (GOLPES)
REVESTIMENTO = 63.5 mm ENSAIO
REV/ TC / TH / CA

RESISTÊNCIA À
DA CAMADA (m)

PROFUNDIDADE
30 cm INICIAIS
PROFUDIDADE
NÍVEL D'ÁGUA

PENETRO-
GEOLÓGICO

Ø INTERNO = 34.9 mm PENETRAÇÃO 30 cm FINAIS


MÉTRICO
AVANÇO

AMOSTRADOR Ø EXTERNO = 50.8 mm


PERFIL

COMPACIDADE - SOLOS ARENOSOS (SPT)

(m)

COMPACTA

COMPACTA
COMPACTA
MEDIANA.
POUCO
COMP.

MUITO
FOFA
PESO = 65 kg - ALTURA DE QUEDA = 75 cm
1o 2o 3o
30 cm 30 cm
INICIAIS FINAIS 18 40
4 8
CLASSIFICAÇÃO DO MATERIAL 15cm 15cm 15cm
10 20 30 40
0,30 AREIA FINA SILTOSA, COM
TC PEDREGULHOS, MARROM
MUITO COMPACTA
1,00
AREIA FINA A MÉDIA, MARROM, SOLO
13 35 48 35 1,00
01 -
CA 15 7 22 7
1,56 1,56 DE ALTERAÇÃO DE ROCHA (S.A.R.)
LIMITE DA SONDAGEM 2,00
IMPENETRÁVEL AO TRÉPANO

FURO PARALISADO CONFORME DESCRITO 3,00


OS ITENS [Link] E [Link] DA NORMA
NBR6484:2020 - SOLO - SONDAGEM DE
SIMPLES RECONHECIMENTO COM SPT. 4,00
ENSAIO DE LAVAGEM

Início: 1,52 m 5,00


+10 min - 1,52 a 1,54
+10 min - 1,54 a 1,56
+10 min - 1,56 a 1,56
6,00

FURO DESLOCADO
7,00

8,00

9,00

10,00

11,00

12,00

13,00
N.A. INICIAL: FURO SECO
N.A. FINAL: FURO SECO

14,00

15,00

16,00

17,00

18,00

19,00

20,00
OBS.: 2 5 10 19 30
MÉDIA

MUITO
MUITO

DURA
MOLE
MOLE

RIJA

RIJA

CONSISTÊNCIA - SOLOS ARGILOSOS (SPT)


MÉTODO EXECUTIVO
AVANÇO DO FURO Ø PROFUNDIDADE (m) TABELA DO NÍVEL D'ÁGUA
TRADO CAVADEIRA (TC) 4" 0,00 1,00 N.A. PROF. FURO
DATA HORA
TRADO HELICOIDAL (TH) 2 ¼" (m) (m)
CIRCULAÇÃO DE ÁGUA (CA) 2" 1,45 1,56 12/07/2023 09:34 Seco 1,56
REVESTIMENTO ( | | ) 2½" 0,00 1,00 12/07/2023 09:44 Seco 1,56

FOLHA: ESCALA: COORDENADAS: SONDADOR: RESPONSÁVEL TÉCNICO:

01 1/100 E: 250.532,00 N: 9.141.159,00 Leonardo Eng. Danilo Dantas Pimentel - CREA: 160832876-7
RELATÓRIO DE ENSAIO - SONDAGEM À PERCUSSÃO
CLIENTE: CTR PE - CENTRAL DE TRATAMENTO DE RESIDUOS S.A. SONDAGEM: INÍCIO: 12/07/2023

SP-02B
OBRA: Elaboração de Estudos Geotécnicos para Implantação de Aterro TÉRMINO: 12/07/2023
LOCAL: Zona rural do município de Nazaré da Mata – PE COTA: 108,00 m
PENETRAÇÃO (GOLPES)
REVESTIMENTO = 63.5 mm ENSAIO
REV/ TC / TH / CA

RESISTÊNCIA À
DA CAMADA (m)

PROFUNDIDADE
30 cm INICIAIS
PROFUDIDADE
NÍVEL D'ÁGUA

PENETRO-
GEOLÓGICO

Ø INTERNO = 34.9 mm PENETRAÇÃO 30 cm FINAIS


MÉTRICO
AVANÇO

AMOSTRADOR Ø EXTERNO = 50.8 mm


PERFIL

COMPACIDADE - SOLOS ARENOSOS (SPT)

(m)

COMPACTA

COMPACTA
COMPACTA
MEDIANA.
POUCO
COMP.

MUITO
FOFA
PESO = 65 kg - ALTURA DE QUEDA = 75 cm
1o 2o 3o
30 cm 30 cm
INICIAIS FINAIS 18 40
4 8
CLASSIFICAÇÃO DO MATERIAL 15cm 15cm 15cm
10 20 30 40

0,53 AREIA FINA SILTOSA, MARROM


TC
MUITO COMPACTA
1,00 35 35 35 1,00
01 - -
AREIA FINA A MÉDIA, AMARELA, SOLO 10 10 10
CA
DE ALTERAÇÃO DE ROCHA (S.A.R.)
1,85 1,85
2,00
LIMITE DA SONDAGEM

IMPENETRÁVEL AO TRÉPANO
3,00
FURO PARALISADO CONFORME DESCRITO
OS ITENS [Link] E [Link] DA NORMA
NBR6484:2020 - SOLO - SONDAGEM DE 4,00
SIMPLES RECONHECIMENTO COM SPT.
ENSAIO DE LAVAGEM
5,00
Início: 1,80 m
+10 min - 1,80 a 1,83
+10 min - 1,83 a 1,85
+10 min - 1,85 a 1,85 6,00

7,00

8,00

9,00

10,00

11,00

12,00

13,00
N.A. INICIAL: FURO SECO
N.A. FINAL: FURO SECO

14,00

15,00

16,00

17,00

18,00

19,00

20,00
OBS.: 2 5 10 19 30
MÉDIA

MUITO
MUITO

DURA
MOLE
MOLE

RIJA

RIJA

CONSISTÊNCIA - SOLOS ARGILOSOS (SPT)


MÉTODO EXECUTIVO
AVANÇO DO FURO Ø PROFUNDIDADE (m) TABELA DO NÍVEL D'ÁGUA
TRADO CAVADEIRA (TC) 4" 0,00 1,00 N.A. PROF. FURO
DATA HORA
TRADO HELICOIDAL (TH) 2 ¼" (m) (m)
CIRCULAÇÃO DE ÁGUA (CA) 2" 1,45 1,85 12/07/2023 10:23 Seco 1,85
REVESTIMENTO ( | | ) 2½" 0,00 1,00 12/07/2023 10:33 Seco 1,85

FOLHA: ESCALA: COORDENADAS: SONDADOR: RESPONSÁVEL TÉCNICO:

01 1/100 E: 250.530,00 N: 9.141.161,00 Leonardo Eng. Danilo Dantas Pimentel - CREA: 160832876-7
RELATÓRIO DE ENSAIO - SONDAGEM À PERCUSSÃO
CLIENTE: CTR PE - CENTRAL DE TRATAMENTO DE RESIDUOS S.A. SONDAGEM: INÍCIO: 12/07/2023

SP-03
OBRA: Elaboração de Estudos Geotécnicos para Implantação de Aterro TÉRMINO: 12/07/2023
LOCAL: Zona rural do município de Nazaré da Mata – PE COTA: 109,00 m
PENETRAÇÃO (GOLPES)
REVESTIMENTO = 63.5 mm ENSAIO
REV/ TC / TH / CA

RESISTÊNCIA À
DA CAMADA (m)

PROFUNDIDADE
30 cm INICIAIS
PROFUDIDADE
NÍVEL D'ÁGUA

PENETRO-
GEOLÓGICO

Ø INTERNO = 34.9 mm PENETRAÇÃO 30 cm FINAIS


MÉTRICO
AVANÇO

AMOSTRADOR Ø EXTERNO = 50.8 mm


PERFIL

COMPACIDADE - SOLOS ARENOSOS (SPT)

(m)

COMPACTA

COMPACTA
COMPACTA
MEDIANA.
POUCO
COMP.

MUITO
FOFA
PESO = 65 kg - ALTURA DE QUEDA = 75 cm
1o 2o 3o
30 cm 30 cm
INICIAIS FINAIS 18 40
4 8
CLASSIFICAÇÃO DO MATERIAL 15cm 15cm 15cm
10 20 30 40

0,15 SILTE, POUCO ARENOSO,


TC MARROM-ESCURO
0,85 SILTE, POUCO ARENOSO, MARROM
1,00 3 3 8 1,00
01 MEDIANAMENTE COMPACTA
15 15 15
6 11
11
6 12 15 2,00
02 COMPACTA
15 15 15
18 27
CA AREIA FINA A MÉDIA, AMARELA, SOLO 27
DE ALTERAÇÃO DE ROCHA (S.A.R.)
35 35 35 3,00 35
03 - -
3,31 3,31 MUITO COMPACTA 10 10 10 10
LIMITE DA SONDAGEM
4,00
IMPENETRÁVEL AO TRÉPANO

FURO PARALISADO CONFORME DESCRITO


5,00
NO ITEM [Link] DA NORMA NBR6484:2020 -
SOLO - SONDAGEM DE SIMPLES
RECONHECIMENTO COM SPT.
ENSAIO DE LAVAGEM 6,00

Início: 3,26 m
+10 min - 3,26 a 3,29 7,00
+10 min - 3,29 a 3,31
+10 min - 3,31 a 3,31
8,00

9,00

10,00

11,00

12,00

13,00
N.A. INICIAL: FURO SECO
N.A. FINAL: FURO SECO

14,00

15,00

16,00

17,00

18,00

19,00

20,00
OBS.: 2 5 10 19 30
MÉDIA

MUITO
MUITO

DURA
MOLE
MOLE

RIJA

RIJA

CONSISTÊNCIA - SOLOS ARGILOSOS (SPT)


MÉTODO EXECUTIVO
AVANÇO DO FURO Ø PROFUNDIDADE (m) TABELA DO NÍVEL D'ÁGUA
TRADO CAVADEIRA (TC) 4" 0,00 1,00 N.A. PROF. FURO
DATA HORA
TRADO HELICOIDAL (TH) 2 ¼" (m) (m)
CIRCULAÇÃO DE ÁGUA (CA) 2" 1,45 3,31 12/07/2023 11:30 Seco 3,31
REVESTIMENTO ( | | ) 2½" 0,00 1,50 12/07/2023 11:40 Seco 3,31

FOLHA: ESCALA: COORDENADAS: SONDADOR: RESPONSÁVEL TÉCNICO:

01 1/100 E: 250.272,02 N: 9.141.033,01 Leonardo Eng. Danilo Dantas Pimentel - CREA: 160832876-7
Anexo 2:

Croqui de Sondagem

Código Emissão Revisão


RL-SDG-CTR-NDM-810-DLE-2023.001 julho/2023 R0 - 13/07/2023
SONDAGEM A PERCUSSÃO
CROQUI DE LOCAÇÃO
ANEXO AO RELATÓRIO Nº:
RL-SDG-CTR-NDM-810-DLE-2023.001

CLIENTE: CTR PE - CENTRAL DE TRATAMENTO DE RESIDUOS S.A.


LOCAL: Zona rural do município de Nazaré da Mata – PE

LOCAÇÃO ESQUEMÁTICA
(SEM ESCALA)

Folha 01
OBS.:
Eng.˚ Danilo Dantas Pimentel
CREA: 160832876-7
Anexo 3:

Relatório Fotográfico das


Sondagens
Cliente: CTR PE - CENTRAL DE TRATAMENTO DE RESIDUOS S.A.

Ref.: Execução de sondagem SPT, para


implantação de aterro na zona rural do
município de Nazaré da Mata – PE.

Código Emissão Revisão


RL-SDG-RCF-GPO-810-DLE-2023.001 julho/2023 R0 - 13/07/2023
a) b)
Figura 1: Registro da execução da sondagem à percussão (SP-01), no município de Nazaré da
Mata-PE.

a) b)
Figura 2: Registro da execução da sondagem à percussão (SP-01A), no município de Nazaré da
Mata-PE.

a) b)
Figura 3: Registro da execução da sondagem à percussão (SP-01B), no município de Nazaré da
Mata-PE.
a) b)
Figura 4: Registro da execução da sondagem à percussão (SP-02), no município de Nazaré da
Mata-PE.

a) b)
Figura 5: Registro da execução da sondagem à percussão (SP-02A), no município de Nazaré da
Mata-PE.

a) b)
Figura 6: Registro da execução da sondagem à percussão (SP-02B), no município de Nazaré da
Mata-PE.
a) b)
Figura 7: Registro da execução da sondagem à percussão (SP-03), no município de Nazaré da
Mata-PE.

DLE ENGENHARIA
Eng. Danilo Dantas Pimentel
CREA: 160832876-7
Relatório de Análises 2153/2023.0
Proposta Comercial: PC1113/2023.1

Data de Publicação: 01/08/2023 17:00

Identificação Conta
Cliente: Kiwiks Soluções Integradas e Sistêmicas Ltda CNPJ/CPF: 35.297.465/0001-30

Contato: Carlos Ribeiro Telefone: 81 8963-6161

Endereço: Rua do Brum, 248 - CXPST 007 - Bairro do Recife - Recife - PE - CEP: 50.030-260 - Brasil

Nº Amostra: 2153-1/2023.0 - Ponto 01


Tipo de Amostra: Água

Data Coleta: 29/06/2023 11:50 Data Recebimento: 29/06/2023 14:49

Endereço de Coleta: Coordenadas: -7.7619366 | -35.2612799 | Nazaré da Mata - PE Condições Climáticas: Nublado

Finalidade: Monitoramento Fonte de Abastecimento: Linha de Drenagem

Ponto de Coleta: Ponto 01 Responsabilidade da Amostragem: Contratante

Resultados Analíticos

Físico Químico
CONAMA 357
Análise Resultado LQ Incerteza Referência Data Análise
Art. 14

Temperatura 26 °C - 1 - SM2550 B 29/06/2023

pH 5,8 6,0 a 9,0 0,1 - SM 4500 H+ B 03/07/2023

DBO (5 dias) 10,6 mg/L Máx. 3,0 mg/L 1 - SM 5210 B 30/06/2023

DQO 29 mg/L - 5 - SM 5220 D 30/06/2023

Oxigênio Dissolvido 5,4 mg/L Mín. 6,0 mg/L 0,3 - SM 4500 O C 30/06/2023

Ambiente lêntico
- 0,020 mg/L -
Ambiente
intermediário,
com tempo de
residência entre
2 e 40 dias, e
tributários
Fósforo 0,27 mg/L 0,03 - SM 4500 P E 20/07/2023
diretos de
ambiente lêntico
- 0,025 mg/L -
Ambiente lótico e
tributários de
ambientes
intermediários -
0,1 mg/L mg/L

Nitrito 0,09 mg/L Máx. 1,0 mg/L 0,002 - SM 4500 NO2- B 03/07/2023

Amônia (NH3) 0,17 mg/L - 0,04 - SM 4500 NH3 F 03/07/2023

Condutividade Elétrica 264,6 µS/cm - 0,1 - SM 2510 B 03/07/2023

Cor Verdadeira 30 uH Máx. 75 uH 5 - SM 2120 B 03/07/2023

Turbidez 226 uT Máx. 40,0 NTU 0,1 - SM 2130 B 03/07/2023

Zinco total < 0,05 mg/L Máx. 0,18 mg/L 0,05 - SM 3500 Zn B 20/07/2023

Cromo total < 0,01 mg/L Máx. 0,05 mg/L 0,01 - SM 3500 Cr B 20/07/2023

Níquel total 0,003 mg/L Máx. 0,025 mg/L 0,001 - SM 3125 B 28/07/2023

Chumbo total 0,004 mg/L Máx. 0,01 mg/L 0,0005 - SM 3125 B 28/07/2023

Máx. 0,0002
Mercúrio total < 0,0001 mg/L 0,0001 - SM 3125 B 28/07/2023
mg/L

Ferro Dissolvido 0,08 mg/L Máx. 0,3 mg/L 0,01 - SM 3125 B 20/07/2023

3,7mg/L N, para
pH ≤ 7,5 2,0
mg/L N, para 7,5
< pH ≤ 8,0 1,0
Nitrogênio amoniacal total 0,16 mg/L 0,01 - SM 4500 03/07/2023
mg/L N, para 8,0
< pH ≤ 8,5 0,5
mg/L N, para pH
> 8,5 mg/L

Fenóis totais (substâncias que reagem com 4-


< 0,001 mg/L Máx. 0,003 mg/L 0,001 - ISO 14402:1999 26/07/2023
aminoantipirina)

Materiais Sedimentáveis <1 Ausência 1 - SM 2540 F 30/06/2023

Rua Sant' Anna, 486 Casa Forte - Recife - PE - CEP: 52.060-460


Fones: (81) 3441-1346 | (81) 3442-2126
agrolab@[Link] Pag.1/2
Relatório de Análises 2153/2023.0
Proposta Comercial: PC1113/2023.1

Físico Químico
CONAMA 357
Análise Resultado LQ Incerteza Referência Data Análise
Art. 14

Virtualmente
Óleos e Graxas Visuais Ausência - - ABNT NBR 15900-3 30/06/2023
Ausentes

Cobre Dissolvido < 0,0002 mg/L Máx. 0,009 mg/L 0,0002 - SM 3125 B 01/08/2023

Microbiológico
CONAMA 357
Análise Resultado LQ Incerteza Referência Data Análise
Art. 14

Máx. 1000
Coliformes Totais >160000 NMP/100mL 1,1 - SM 9223 B 29/06/2023
NMP/100mL

Máx. 800
Escherichia Coli 3300 NMP/100mL 1,1 - SM 9223 B 29/06/2023
NMP/100mL

Especificações
CONAMA 357 Art. 14 : Resolução CONAMA Nº 357, de 17 de Março de 2005 - Artigo 14.

Interpretações
A presente amostra NÃO ATENDE aos padrões estabelecidos pela legislação vigente conforme Resolução CONAMA Nº 357, de 17 de Março de 2005 - Artigo 14 - Tabela 1, no(s) parâmetro(s)
Coliformes Totais, DBO (5 dias), Escherichia Coli, Oxigênio Dissolvido, pH, Turbidez.

Notas
Regra de Decisão:
Os valores da incerteza de medição não foram considerados nos resultados obtidos e apresentados neste documento.

Notas:
Os resultados apresentados neste relatório são restritos aos itens ensaiados, e só podem ser reproduzido de forma integral.
Ensaios realizados nas amostras conforme recebimento pelo laborató[Link] resultados expressos representam com veracidade as informações dos dados brutos gerados nos ensaios.

Legendas:
LQ: Limite de Quantificação.
SM: Standard Methods for the Examination of Water and Wastewater, 23nd. Edition.

As datas e horas apresentadas neste documento estão baseadas no fuso horário:(UTC-03:00) Brasilia

Thales Soares V. Carvalho Thales Soares V. Carvalho


CRQ 01403636 1ªreg.
Responsável pela publicação da amostra
Responsável Técnico

Chave de Validação: 68c5d3d2aba84355a6e404d4189d4669


A validação deste documento pode ser realizada em: [Link].

Rua Sant' Anna, 486 Casa Forte - Recife - PE - CEP: 52.060-460


Fones: (81) 3441-1346 | (81) 3442-2126
agrolab@[Link] Pag.2/2
Relatório de Análises 2154/2023.0
Proposta Comercial: PC1113/2023.1

Data de Publicação: 01/08/2023 16:56

Identificação Conta
Cliente: Kiwiks Soluções Integradas e Sistêmicas Ltda CNPJ/CPF: 35.297.465/0001-30

Contato: Carlos Ribeiro Telefone: 81 8963-6161

Endereço: Rua do Brum, 248 - CXPST 007 - Bairro do Recife - Recife - PE - CEP: 50.030-260 - Brasil

Nº Amostra: 2154-1/2023.0 - Ponto 02


Tipo de Amostra: Água

Data Coleta: 29/06/2023 12:10 Data Recebimento: 29/06/2023 14:49

Endereço de Coleta: Coordenada: -7.7617369 | -35.2577978 | Nazaré da Mata - PE Condições Climáticas: Nublado

Finalidade: Monitoramento Fonte de Abastecimento: Linha de Drenagem

Ponto de Coleta: Ponto 02 Responsabilidade da Amostragem: Contratante

Resultados Analíticos

Físico Químico
CONAMA 357
Análise Resultado LQ Incerteza Referência Data Análise
Art. 14

Temperatura 26 °C - 1 - SM2550 B 29/06/2023

pH 6,0 6,0 a 9,0 0,1 - SM 4500 H+ B 03/07/2023

DBO (5 dias) 14,9 mg/L Máx. 3,0 mg/L 1 - SM 5210 B 30/06/2023

DQO 42 mg/L - 5 - SM 5220 D 30/06/2023

Oxigênio Dissolvido 3,2 mg/L Mín. 6,0 mg/L 0,3 - SM 4500 O C 30/06/2023

Amônia (NH3) 0,93 mg/L - 0,04 - SM 4500 NH3 F 03/07/2023

Ambiente lêntico
- 0,020 mg/L -
Ambiente
intermediário,
com tempo de
residência entre
2 e 40 dias, e
tributários
Fósforo 0,7 mg/L 0,03 - SM 4500 P E 20/07/2023
diretos de
ambiente lêntico
- 0,025 mg/L -
Ambiente lótico e
tributários de
ambientes
intermediários -
0,1 mg/L mg/L

Nitrito 0,14 mg/L Máx. 1,0 mg/L 0,002 - SM 4500 NO2- B 03/07/2023

Condutividade Elétrica 339,8 µS/cm - 0,1 - SM 2510 B 03/07/2023

Cor Verdadeira 20 uH Máx. 75 uH 5 - SM 2120 B 03/07/2023

Turbidez 184 uT Máx. 40,0 NTU 0,1 - SM 2130 B 03/07/2023

Zinco total < 0,05 mg/L Máx. 0,18 mg/L 0,05 - SM 3500 Zn B 20/07/2023

Cromo total < 0,01 mg/L Máx. 0,05 mg/L 0,01 - SM 3500 Cr B 20/07/2023

Níquel total 0,003 mg/L Máx. 0,025 mg/L 0,001 - SM 3125 B 28/07/2023

Chumbo total 0,003 mg/L Máx. 0,01 mg/L 0,0005 - SM 3125 B 28/07/2023

Máx. 0,0002
Mercúrio total < 0,0001 mg/L 0,0001 - SM 3125 B 28/07/2023
mg/L

Ferro Dissolvido 0,05 mg/L Máx. 0,3 mg/L 0,01 - SM 3125 B 20/07/2023

Fenóis totais (substâncias que reagem com 4-


< 0,001 mg/L Máx. 0,003 mg/L 0,001 - ISO 14402:1999 26/07/2023
aminoantipirina)

Materiais Sedimentáveis <1 Ausência 1 - SM 2540 F 30/06/2023

Virtualmente
Óleos e Graxas Visuais Ausência - - ABNT NBR 15900-3 30/06/2023
Ausentes

Rua Sant' Anna, 486 Casa Forte - Recife - PE - CEP: 52.060-460


Fones: (81) 3441-1346 | (81) 3442-2126
agrolab@[Link] Pag.1/2
Relatório de Análises 2154/2023.0
Proposta Comercial: PC1113/2023.1

Físico Químico
CONAMA 357
Análise Resultado LQ Incerteza Referência Data Análise
Art. 14

3,7mg/L N, para
pH ≤ 7,5 2,0
mg/L N, para 7,5
< pH ≤ 8,0 1,0
Nitrogênio amoniacal total 0,94 mg/L 0,01 - SM 4500 03/07/2023
mg/L N, para 8,0
< pH ≤ 8,5 0,5
mg/L N, para pH
> 8,5 mg/L

Cobre Dissolvido < 0,0002 mg/L Máx. 0,009 mg/L 0,0002 - SM 3125 B 01/08/2023

Microbiológico
CONAMA 357
Análise Resultado LQ Incerteza Referência Data Análise
Art. 14

Máx. 1000
Coliformes Totais >160000 NMP/100mL 1,1 - SM 9223 B 29/06/2023
NMP/100mL

Máx. 800
Escherichia Coli 54000 NMP/100mL 1,1 - SM 9223 B 29/06/2023
NMP/100mL

Especificações
CONAMA 357 Art. 14 : Resolução CONAMA Nº 357, de 17 de Março de 2005 - Artigo 14.

Interpretações
A presente amostra NÃO ATENDE aos padrões estabelecidos pela legislação vigente conforme Resolução CONAMA Nº 357, de 17 de Março de 2005 - Artigo 14 - Tabela 1, no(s) parâmetro(s)
Coliformes Totais, DBO (5 dias), Escherichia Coli, Oxigênio Dissolvido, Turbidez.

Notas
Regra de Decisão:
Os valores da incerteza de medição não foram considerados nos resultados obtidos e apresentados neste documento.

Notas:
Os resultados apresentados neste relatório são restritos aos itens ensaiados, e só podem ser reproduzido de forma integral.
Ensaios realizados nas amostras conforme recebimento pelo laborató[Link] resultados expressos representam com veracidade as informações dos dados brutos gerados nos ensaios.

Legendas:
LQ: Limite de Quantificação.
SM: Standard Methods for the Examination of Water and Wastewater, 23nd. Edition.

As datas e horas apresentadas neste documento estão baseadas no fuso horário:(UTC-03:00) Brasilia

Thales Soares V. Carvalho Thales Soares V. Carvalho


CRQ 01403636 1ªreg.
Responsável pela publicação da amostra
Responsável Técnico

Chave de Validação: 3b55f5971bcd4415978c80715c27eb50


A validação deste documento pode ser realizada em: [Link].

Rua Sant' Anna, 486 Casa Forte - Recife - PE - CEP: 52.060-460


Fones: (81) 3441-1346 | (81) 3442-2126
agrolab@[Link] Pag.2/2

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