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Funcionamento e Tipos de Osciloscópios

O osciloscópio é um dispositivo eletrônico que visualiza e analisa sinais de tensão em forma de gráfico ao longo do tempo, sendo essencial em eletrônica e outras áreas como medicina e mecânica. Ele funciona através da deflexão de um ponto luminoso em um tubo de raios catódicos, permitindo a visualização de ondas elétricas e outros sinais. Existem diferentes tipos e modos de operação, como trigger e modo X-Y, que ajudam na análise de sinais periódicos e não periódicos.

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Funcionamento e Tipos de Osciloscópios

O osciloscópio é um dispositivo eletrônico que visualiza e analisa sinais de tensão em forma de gráfico ao longo do tempo, sendo essencial em eletrônica e outras áreas como medicina e mecânica. Ele funciona através da deflexão de um ponto luminoso em um tubo de raios catódicos, permitindo a visualização de ondas elétricas e outros sinais. Existem diferentes tipos e modos de operação, como trigger e modo X-Y, que ajudam na análise de sinais periódicos e não periódicos.

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OSCILOSCÓPIO

O osciloscópio é um aparelho electrónico que permite a visualização e análise, no geral, de sinais de


tensão na forma de um gráfico em função do tempo. Pode ser do tipo digital ou analógico.
Trata-se de um dispositivo indispensável a projectistas, técnicos ou a qualquer um que trabalhe com
equipamento electrónico. Contudo, este aparelho não se limita à electrónica, ele pode também ler sinais
sonoros, vibrações de um motor (mecânica), ondas cerebrais (medicina) entre outras. Também muito útil
para fins educativos.

Como funciona um oscilóscopio?

O sinal a medir é ligado a um dos conectores de entrada, tipicamente coaxial. No geral os osciloscópios
possuem uma resistência de entrada de 1 MOhm em paralelo com uma capacidade de entrada de 20 pF.
De uma forma simples e resumida passa-se a mostrar como funciona o osciloscópio analógico:

Consoante o ajuste do regulador de Volts por divisão, tanto pode um atenuador reduzir o sinal de tensão
como um amplificador aumentá-lo.
De seguida o sinal é aplicado às placas de deflexão verticais do tubo de raios catódicos. Essa tensão nas
placas faz com que um ponto luminoso se mova na amostragem. O ponto luminoso consiste na verdade
em vários electrões a atingir a placa de fósforo dentro do tubo. Uma tensão positiva faz com que o ponto
se mova para cima enquanto que uma tensão negativa faz o ponto mover-se para baixo.
O sinal também é aplicado ao gerador de impulsos horizontais, o que faz com que a base de tempo
(horizontal) mova o ponto luminoso da esquerda para a direita no mostrador, dentro dum intervalo de
tempo específico. Os impulsos gerados transformam o movimento do ponto luminoso numa linha
“contínua”. A junção do movimento horizontal com o efeito das placas de deflexão verticais traça o gráfico
do sinal no mostrador.
História do Osciloscópio

Os tubos de raios catódicos foram inventados nos finais do século XIX com o fim de estudar a física dos
electrões.
Em 1897, Karl Ferdinand Braun, criou o primeiro osciloscópio com tubo de raios catódicos aplicando um
sinal de tensão em placas de deflexão num tubo com um ecrã de fósforo. Baseando-se no mesmo
princípio explicado acima, as placas de deflexão produziram no ecrã o gráfico da onda eléctrica.
Mais tarde, em 1930, a companhia britânica [Link] inventou o primeiro osciloscópio de amostragem
dupla que foi muito usado durante a segunda guerra mundial no desenvolvimento de radares.

Descrição

Um típico osciloscópio é uma caixa retangular com uma tela, conectores de entrada,
knobs para controle e botões na frente do painel. Atualmente existem osciloscópios
portáteis com tela de cristal líquido.

Para ajudar na medidas, uma grade chamada graticule ou retículo é desenhada na face
da tela. Cada quadrado na graticule é conhecido como uma divisão. O sinal a ser
medido é ligado a um dos canais de entrada, geralmente através de um conector coaxial,
como os conectores BNC ou tipo N. Se a fonte do sinal já possui seu conector coaxial,
então um simples cabo é usado para ligá-la, caso contrário um cabo específico chamado
ponta de prova para osciloscópio é usado.

Em seu modo mais simples, o osciloscópio desenha repetidamente uma linha horizontal
chamada de traço através do meio da tela da esquerda para a direita. Um dos controles,
o timebase control (controle da base de tempo), determina a velocidade com que a linha
é desenhada, e é calibrado em segundos por divisão.

Se a tensão de entrada difere do zero, o traço pode ser defletido tanto para cima quanto
para baixo. Outro controle, o vertical control (controle vertical), determina a escala da
deflexão vertical, e é calibrado em volts por divisão. O traço resultante é um gráfico da
voltagem (tensão) em função do tempo.

Se o sinal de entrada é periódico, então um traço relativamente estável pode ser obtido
apenas ajustando a base de tempo (timebase) de acordo com a frequência do sinal de
entrada. Por exemplo, se o sinal é uma onda seno com frequência igual a 50 Hz, então
seu período é de 20 ms, então a base de tempo (timebase) deve ser ajustada de modo
que o tempo entre a passagens sucessivas seja de 20 ms. Este modo é chamado de
continual sweep (varredura contínua). Infelizmente, a base de tempo dos osciloscópios
não é perfeitamente precisa, e a frequência do sinal não é perfeitamente estável, então o
traço pode se mover pela tela, dificultando as medidas.

Para prover um traço mais estável, os osciloscópios modernos tem uma função chamada
trigger (desencadear ou disparar). Quando o triggering é utilizado, o instrumento irá
parar cada vez que a varredura chegue no extremo direito da tela e retornar de volta ao
lado esquerdo da tela. O osciloscópio então aguarda um evento específico antes de
começar a desenhar o próximo traço. O evento de trigger (disparo) é comumente
acionado quando a forma de onda da entrada atinge uma tensão em uma direção
específica (tensão crescente ou decrescente) determinada pelo usuário.

Este recurso ressincroniza a base de tempo ao sinal de entrada, impedindo o


deslizamento horizontal do traço. Desta forma, o trigger permite a visualização de sinais
periódicos tais como ondas quadradas e ondas seno.

O circuito de Trigger também permite a visualização de sinais não-periódicos, tais como


pulsos que não se repetem em uma taxa fixa.

Os Tipos de trigger incluem:

 trigger externo, um pulso de uma fonte externa conectada a uma entrada


dedicada do osciloscópio.
 trigger de borda, um detector de borda que gera um pulso quando o sinal passa
de uma tensão limiar especificada em uma direção específica.
 video trigger, um circuito que extrai pulsos sincronizantes de formatos de vídeo
tais como PAL e NTSC e disparam a base de tempo em todas as linhas, em uma
linha específica, em todos os campos, ou em um quadro. Este circuito é
tipicamente encontrado dos dispositivos monitores de forma de onda.
 trigger por atraso, aguarda um tempo específico após passar por uma tensão
limiar antes de começar a varredura. Nenhum circuito de trigger funciona
instantaneamente, sempre ocorre um pequeno atraso, porém um circuito de
trigger por atraso estende este valor até um intervalo conhecido e ajustável.
Deste modo, o operador pode examinar um pulso particular em um longo grupo
de pulsos.

A maioria dos osciloscópios também permitem que você tire a base de tempo e a insira
um sinal no amplificador horizontal. Isto é chamado de modo X-Y, e é útil para ver a
relação de fase entre dois sinais, o que é comum em análise de rádio e televisão.

Quando os dois sinais são senóides de frequência e fases variáveis, o traço resultante é
chamado de curva de Lissajous.

Alguns osciloscópios possuem cursores, que são linhas que podem ser movidas sobre a
tela para medir o intervalo de tempo entre dois pontos, o a diferença entre duas tensões.

Muitos osciloscópios possuem um ou mais canais de entrada, permitindo que eles


mostrem mais de um sinal na tela.

Geralmente o osciloscópio tem um conjunto de controles verticais para cada canal,


porém apenas um sistema de trigger e base de tempo.
Um osciloscópio dual-timebase (base de tempo duplo) possui dois sistemas de trigger
de modo que dois sinais possam ser vistos em diferentes eixos de tempo. Isto também é
chamado de modo "magnificação". O usuário mantém um sinal complexo desejado
usando uma configuração de trigger compatível. Então ele permite a "magnificação",
"zoom" ou "base de tempo dupla", e pode mover uma janela para observar os detalhes
do sinal complexo.

Algumas vezes o evento que o usuário deseja ver pode ocorrer apenas ocasionalmente.
Para capturar estes eventos, alguns osciloscópios são "storage scopes" (osciloscópios de
armazenamento) que preservam o sinal mais recente na tela.

Alguns osciloscópios digitais podem fazer a varredura a velocidades baixas como uma
vez por hora, emulando um gravador em papel de tira. Isto é, o sinal passa pela tela da
direita para a esquerda. A maioria dos osciloscópios mais sofisticados mudam do modo
de varredura para o modo de escrita em tira com cerca de uma varredura a cada dez
segundos. Isto ocorre porque caso contrário, o osciloscópio iria aparentar estar
quebrado: está coletando informações, porém o ponto não pode ser visto na tela.

Exemplos de usos

Ponta de prova de um osciloscópio.

O uso clássico de um osciloscópio é diagnosticar uma peça defeituosa em um


equipamento eletrônico. Em um rádio, por exemplo, se olha no esquema elétrico do
aparelho e se localizam as conexões entre os estágios (como mixer eletrônico,
osciladores eletrônicos, amplificadores).

Então o terra do osciloscópio é ligado ao terra do circuito, e a ponta de prova é colocada


na conexão entre dois estágios no meio do circuito.

Quando o sinal esperado está ausente, se sabe que algum estágio precedente do circuito
está defeituoso. Como a maioria das falhas ocorre por causa de um único componente
defeituoso, cada medida pode provar que metade do estágio de uma peça complexa está
funcionando corretamente, ou seja, que não é a causa do defeito.

Uma vez que o estágio defeituoso é encontrado, testes mais específicos deste estágio
podem geralmente mostrar a um profissional experiente qual componente está com
defeito. Uma vez que este componente é substituído, a unidade pode voltar à operação,
ou ao menos o próximo defeito pode ser procurado.

Outro uso possível é a checagem de um circuito novo. Muito frequentemente circuitos


novos se comportam abaixo do esperado devido aos níveis de tensão errados, ruído
elétrico ou erros no projeto. Os circuitos digitais geralmente operam a partir de um
oscilador (clock), então um osciloscópio de traço duplo (dual-trace) é necessário para
verificar circuitos digitais. Osciloscópios com "armazenamento" são muitos úteis para
"capturar" efeitos eletrônicos raros que podem levar a uma operação defeituosa.

Outro uso é para engenheiros de software que programam circuitos eletrônicos. Muitas
vezes o osciloscópio é a única maneira de ver se o software está rodando corretamente.
Para essa aplicação existe, no entanto, um equipamento mais apropriado, o analisador
lógico, uma espécie de osciloscópio digital que permite a leitura de dezenas de canais
simultaneamente.

Como funciona

Osciloscópio de raios catódicos (CRO)

Diagrama em corte de um osciloscópio CRO típico.


1. Eletrodos de deflexão por tensão 2. Acelerador de elétrons 3. Raio de elétrons 4.
Bobina de foco 5. Lado interior de tela revestido com fósforo

O mais novo e mais simples tipo de osciloscópio consiste num tubo de raios catódicos,
um amplificador vertical, uma base de tempo, um amplificador horizontal e uma fonte
de alimentação. Estes são chamados de osciloscópios 'analógicos' para serem
distinguidos dos osciloscópios 'digitais' que se tornaram relativamente comuns nos anos
90 e 2000.

Antes da introdução do tubo de raios catódicos (CRO) nesta forma atual, o mesmo já
vinha sendo utilizado em outros instrumentos de medição.

O tubo de raios catódicos é uma estrutura de vidro com vácuo no seu interior, similar
aos tubos de televisões a preto e branco, que possuem uma face plana coberta com um
material fosforescente (o fósforo).

A tela possui tipicamente menos de 20 cm de diâmetro, sendo muito menos do que as


telas da maioria das televisões.

A parte no pescoço do tubo é o acelerador de elétrons, que é uma placa de metal


aquecida com uma malha de fios (o grid) na sua frente. Um pequeno potencial de grid é
usado para bloquear os elétrons de serem acelerados quando o raio precisa ser
desligado, como durante o retorno do varrimento ou quando nenhum evento de trigger
(disparo de evento) ocorre. É aplicada uma diferença de potencial de, no mínimo,
algumas centenas de volts para fazer com que a placa aquecida (o cátodo) fique
carregado negativamente com relação às placas de deflexão. Para osciloscópios com
uma largura de banda maior, onde o traço pode mover-se mais rapidamente através da
tela, é tipicamente utilizada uma tensão de aceleração pós-deflexão de mais de 10 000
volts, aumentando a velocidade com que os elétrons atingem o fósforo. A energia
cinética dos elétrons é então convertida pelo fósforo em luz visível no ponto do
impacto. É através da variação dessa tensão que se obtém o ajuste de luminosidade.

Quando ligado, um tubo de raios catódicos (CRT) normalmente mostra um único ponto
brilhante no centro da tela, porém este ponto pode ser movido eletrostaticamente ou
magneticamente. O CRT de um osciloscópio utiliza a deflexão eletrostática.

Entre o acelerador de elétrons e a tela existem dois pares de placas metálicas opostos
chamados de placas de deflexão. O amplificador vertical gera um diferença de potencial
através de um par de placas, gerando um campo elétrico vertical, através do qual o raio
de elétrons passa; quando os diferenciais das placas são os mesmos, o raio não é
defletido.

Quando a placa superior é positiva com relação à inferior, o raio é defletido para cima;
quando o campo é invertido, o raio é defletido para baixo. O amplificador horizontal
realiza uma função semelhante com os pares de placas de deflexão horizontais, fazendo
com que o raio se mova para a direita ou para a esquerda.

Este sistema de deflexão é chamado de deflexão eletrostática, e é diferente do sistema


de deflexão eletromagnética utilizado nos tubos das televisões.

Em comparação à deflexão magnética, a deflexão eletrostática pode seguir mudanças


aleatórias no potencial, porém, é limitada a ângulos de deflexão pequenos.

A base de tempo é um circuito eletrônico que gera uma tensão de rampa. Esta é uma
tensão que muda continuamente e linearmente no tempo. Quando ela atinge um valor
pré-definido a rampa é reiniciada, com a tensão retornando ao seu valor inicial. Quando
um evento de trigger é reconhecido o reset é ativado, permitindo que a rampa volte ao
seu estado inicial e cresça novamente.

A tensão da base de tempo geralmente controla o amplificador horizontal. O seu efeito é


a varredura do raio de elétrons a uma velocidade constante da esquerda para a direita
através da tela, e então retornando o raio rapidamente para a esquerda para iniciar a
próxima varredura.

A base de tempo pode ser ajustada para o período do sinal medido.

Desse modo, o amplificador vertical é controlado por uma tensão externa (a entrada
vertical) que é tirada do circuito que está sendo medido. O amplificador possui uma
impedância de entrada muito alta, de tipicamente um megaohm, de modo que ele
consome apenas uma pequena corrente da fonte do sinal.

O amplificador controla a deflexão causada pelas placas verticais com uma tensão que é
proporcional à entrada vertical.
O ganho do amplificador vertical pode ser regulado para se ajustar à amplitude da
tensão de entrada. Uma tensão positiva de entrada move o raio para cima, e uma tensão
negativa o move para baixo, de modo que a deflexão vertical do ponto mostra o valor da
diferença de potencial da entrada.

A resposta deste sistema é muito mais rápida do que a de sistemas de medição


mecânicos como os multímetros, onde a inércia do ponteiro atrasa a sua resposta para a
entrada.

Quando todos estes componente trabalham simultaneamente, o resultado é um traço


brilhante na tela que representa um gráfico da tensão em função do tempo. A tensão está
representada pelo eixo vertical, e o tempo no horizontal.

Observar sinais de alta velocidade é difícil utilizando um osciloscópio de raios catódicos


convencional, especialmente se os sinais não forem repetitivos, muitas vezes
necessitando que o ambiente seja escurecido ou que uma capa especial seja colocada
sobre a tela do tubo. Para auxiliar na visualização de tais tipos de sinal, utilizam-se
osciloscópios especiais com tecnologia de visão noturna, utilizando uma placa com
microcanais na fase do tubo para amplificar sinais de baixa intensidade de luz.

Câmera de osciloscópios da Tektronix® Modelo C-5A com pacote de filmes Polaroid


instantâneos atrás.

Apesar de um osciloscópio de raios catódicos permitir que os sinais sejam vistos na sua
forma elementar, não possui nenhum meio de gravar este sinal em papel para o
propósito de documentação. Posteriormente, câmeras especiais para osciloscópios foram
desenvolvidas para poderem fotografar a tela diretamente. A câmeras mais novas
utilizavam filmes de rolo ou em chapas, enquanto nos anos 70 as câmeras instantâneas
Polaroid® se tornaram populares.

A maioria dos osciloscópios multi-canais não possuem múltiplos raios de elétrons. Em


contrapartida, eles mostram apenas um ponto por vez, porém alternam este entre os
valores de um canal e outro, ou alternam as varreduras (modo ALT) ou várias vezes por
varredura (modo CHOP). Muito poucos osciloscópios de raio duplo foram construídos;
nestes, o acelerador de elétrons forma dois raios de elétrons e existem dois pares de
placas de deflexão vertical e um conjunto comum da placas de deflexão horizontal.

O amplificador vertical e o controle da base de tempo são calibrados para mostrar a


distância vertical na tela que corresponde a uma certa diferença de potencial, e a
distância horizontal, que corresponde a um certo intervalo de tempo.
A fonte de alimentação é um componente importante do osciloscópio que provê baixas
tensões para alimentar o aquecedor do catodo no tubo e os amplificadores vertical e
horizontal. São necessárias altas tensões para controlar as placas de deflexão
eletrostática. Estas tensões devem ser muito estáveis, já que qualquer variação causaria
erros no posicionamento e brilho do traço.

Os osciloscópios analógicos mais recentes adicionaram processamento digital ao projeto


padrão. A mesma arquitetura básica - tubo de raios catódicos, amplificadores vertical e
horizontal - foi mantida, embora o raio de elétrons seja controlado por um circuito
digital que permite mostrar gráficos e textos juntos com as formas de onda analógicas.
As capacidades extra deste sistema incluem:

 demonstração na tela das configurações do amplificador e da base de tempo;


 cursores de tensão - linhas horizontais ajustáveis com demonstração de tensão;
 cursores de tempo - linhas verticais ajustáveis com demonstração de tempo;
 menus na tela para configuração do trigger e outra funções.

Osciloscópios analógicos com armazenamento

Uma capacidade extra disponível em alguns osciloscópios analógicos é chamada de


'armazenamento'.

Esta permite que a imagem do traço que normalmente decai em uma fração de segundo
permaneça na tala por vários minutos ou mais tempo. Um circuito elétrico então pode
ser deliberadamente ativado para armazenar e apagar o traço da tela.

O armazenamento é realizado utilizando o princípio da emissão secundária. Quando o


raio de elétrons de escrita ordinário passa sobre um ponto na superfície de fósforo, ele
não apenas faz o fósforo se iluminar momentaneamente, além disso a energia cinética
do elétron atinge elétrons livres da superfície de fósforo. Isto pode deixar uma rede de
cargas positivas. Os osciloscópios com armazenamento provêem um ou mais
aceleradores de elétrons, (chamados de "flood guns") que produzem um fluxo de
elétrons de baixa energia que percorre toda a tela de fósforo. Os elétrons da flood gun
são desenhados mais nitidamente nas áreas da tela de fósforo onde o acelerador de
elétrons deixou uma rede de cargas positivas: desta forma, os elétrons das flood guns re-
iluminam o fósforo nas áreas carregadas positivamente da tela.

Se a energia dos elétrons da flood gun estiver corretamente balanceada, cada elétron
liberado pela flood gun atinge um elétron secundário da tela de fósforo, assim
preservando a rede de cargas positivas nas áreas iluminadas de tela de fósforo. Desta
forma, a imagem originalmente feita pelo raio de escrita pode ser mantida por um longo
tempo. Eventualmente, pequenos desbalanceamentos na taxa de emissão secundária
podem fazer com que a tela inteira seja alimentada positivamente (se ilumine) ou que se
alimente negativamente (apagando a imagem). São estes desbalanceamentos que
limitam o tempo máximo de armazenamento possível.

Alguns osciloscópios utilizam uma forma de armazenamento estritamente binária


(on/off) conhecida como "armazenamento biestável". Outros permitem uma série
constante de ciclos de limpeza curtos e incompletos que criam a impressão de um
fósforo com "persistência variável". Certos osciloscópios também permitem o
desligamento parcial ou total das flood guns, permitindo a preservação (invisível) da
imagem armazenada para posterior vizualisação. (A alimentação positiva ou negativa
ocorre somente quando as flood guns estão ligadas ("on"), com as flood guns
desligadas, apenas os defeitos nas cargas podem degradar a imagem armazenada).

Osciloscópios com armazenamento digital

O osciloscópio com armazenamento digital (DSO) é atualmente o tipo preferido da


maioria da aplicações industriais, apesar de osciloscópios análogicos CRO simples
ainda serem utilizados por hobbistas. O osciloscópio digital substitui o método utilizado
no osciloscópio de armazenamento analógico por uma memória digital, que é capaz de
armazenar as informações por quanto tempo forem necessárias sem degradação. Isto
também permite um processamento complexo do sinal por circuitos de processamento
de sinal digital de altas velocidades.

A entrada vertical, ao invés de controlar o amplificador vertical, é digitalizado por um


conversor analógico-digital para criar um conjunto de informações que é armazenado na
memória de um microprocessador.

O conjunto de informações é processado e então enviado para a tela, que nos


osciloscópios mais antigos era um tubo de raios catódicos, porém atualmente pode ser
também um LCD. Osciloscópios com o LCD colorido são comuns. O conjunto de dados
pode ser enviado através de uma LAN ou WAN para processamento ou arquivamento.
A imagem da tela pode ser diretamente gravada no papel através de uma impressora ou
plotter, sem a necessidade de uma câmera para osciloscópios. O próprio software de
análise de sinal pode extrair muitas características úteis como tempo de subida, largura
de pulso e amplitude, espectros de frequência, histogramas e estatísticas, mapas de
persistência, e um grande número de parâmetros úteis para profissionais de campos
especializados como as telecomunicações, análises de drives de disco e eletrônica de
potência.

Osciloscópio baseado em computador

Apesar de a maioria das pessoas pensarem no osciloscópio como um instrumento dentro


de uma caixa, um novo tipo de "osciloscópio" está surgindo, o qual consiste de um
conversor analógico-digital externo (algumas vezes com sua própria memória ou com
habilidade de processamento de dados) conectado a um PC que provê o display,
interface de controle, armazenamento em disco, rede e muitas vezes a alimentação
elétrica. A viabilidade destes Osciloscópio baseados em PC esta no seu uso comum e no
baixo custo dos PCs padrão. Isto torna o instrumento particularmente prático para o
mercado educacional, onde os PCs são comuns porém os investimentos em
equipamentos são comumente baixos.

As vantagens dos osciloscópios baseados em PC incluem:

 Custo reduzido (considerando que o usuário já possua um PC).


 Fácil exportação de dados para softwares comuns do PC como processadores de
texto e planilhas.
 Habilidade de controlar o instrumento através de um programa no PC.
 Uso das funções de rede e armazenamento do computador, que aumentam o
custo em um osciloscópio comum.
 Portabilidade mais fácil quando utilizado em uma laptop.

Este tipo de instrumento também possui desvantagens, entre elas:

 Necessidade de instalar o software no PC.


 Tempo levado pelo boot do PC, quando comparado ao tempo praticamente
instantâneo de início de atividades de um osciloscópio padrão (apesar de alguns
osciloscópios modernos serem PCs ou máquinas similares).
 Portabilidade reduzida em uma desktop.
 O inconveniente de usar parte da tela do PC como display do osciloscópio.

Osciloscópios na cultura popular

Nos anos 50 e 60, os osciloscópios eram frequentemente utilizados em filmes e


programas de televisão para representar equipamento científico e técnico genérico, O
programa da TV norte-americana de 1964 The Outer Limits usava uma imagem de um
osciloscópio em seus créditos de abertura ("There is nothing wrong with your television
set....") enquanto o filme Colossus: The Forbin Project mostrava um osciloscópio
Tektronix RM503 montado em um rack.

Bibliografia

[Link]

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