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Preservação de Acervos Audiovisuais

O documento aborda as estratégias de preservação de longo prazo de acervos sonoros e audiovisuais, destacando a importância do uso de tecnologias digitais e conservação preventiva. O CPDOC, pioneiro em História Oral no Brasil, segue recomendações internacionais para digitalização e manutenção de seus arquivos, enfatizando a necessidade de controle ambiental e sistemas de metadados. A digitalização é apresentada como essencial para a preservação, permitindo cópias precisas e a integridade dos dados ao longo do tempo.

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Preservação de Acervos Audiovisuais

O documento aborda as estratégias de preservação de longo prazo de acervos sonoros e audiovisuais, destacando a importância do uso de tecnologias digitais e conservação preventiva. O CPDOC, pioneiro em História Oral no Brasil, segue recomendações internacionais para digitalização e manutenção de seus arquivos, enfatizando a necessidade de controle ambiental e sistemas de metadados. A digitalização é apresentada como essencial para a preservação, permitindo cópias precisas e a integridade dos dados ao longo do tempo.

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BUARQUE, Marco Dreer. Estratégias de preservação de longo prazo em acervos sonoros e audiovisuais.

In : ENCONTRO NACIONAL DE HISTÓRIA ORAL (9:2008; São Leopoldo, RS). Anais... Rio de Janeiro:
Associação Brasileira de História Oral ; São Leopoldo, RS : UNISINOS, 2008. 9f.

Estratégias de preservação de longo prazo em acervos sonoros e


audiovisuais

Marco Dreer Buarque*

As instituições que mantêm acervos de História Oral têm como constante desafio
a manutenção e a preservação de seus documentos, sobretudo aqueles de natureza
sonora e audiovisual. O uso de tecnologias digitais está trazendo novas possibilidades
para a preservação de longo prazo de acervos audiovisuais, através de métodos mais
seguros. O CPDOC, que mantém desde 1975 o seu pioneiro Programa de História Oral,
vem procurando acompanhar de perto essas questões, algumas das quais serão
abordadas no presente texto.
Antes de nos debruçarmos sobre as questões que tratam diretamente da
preservação e dos padrões utilizados no CPDOC, se faz necessária uma sumária
abordagem de algumas das principais características dos documentos audiovisuais, de
maneira que o leitor possa melhor se inteirar de toda a problemática que os faz
singulares.

Documentos audiovisuais: principais características


Os documentos audiovisuais se caracterizam por conter sons e/ou imagens em
movimento dispostos em um suporte (fita cassete, fita Beta, CD, DVD etc.). Ao
contrário de um documento escrito ou fotográfico, os suportes, para serem gravados,
transmitidos e compreendidos, necessitam de um dispositivo tecnológico. Para
escutarmos um disco de vinil do Tom Jobim, por exemplo, é necessário que o disco seja
lido por um equipamento compatível com esse suporte, no caso, com um toca-discos.
Há, portanto, sempre um dispositivo que cumpre o papel de intermediário entre o
suporte -- no qual está armazenado o conteúdo do documento -- e o ouvinte/espectador.
Essa singularidade do documento audiovisual já cria, imediatamente, uma série de
desafios no que concerne a sua preservação e o seu manuseio, uma vez que não só o

* Marco Dreer Buarque é analista de documentação e informação do CPDOC/FGV.

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suporte deverá ser o motivo de cuidados e estratégias de preservação, mas também os
dispositivos tecnológicos que lhe são atrelados.
Outra característica dos documentos audiovisuais que os diferenciam dos demais
documentos é a sua natureza linear. Poderíamos afirmar que os documentos
audiovisuais contêm uma narrativa, iniciando em determinado ponto e terminando em
outro. A leitura de um documento tal como uma pintura faz com que a fruição de seu
conteúdo seja de natureza mais abstrata, não havendo pontos de referência facilmente
reconhecíveis de início, meio e fim.¹
Assistir a um filme implica que, por maiores que sejam os exercícios de ruptura
de narrativa e experimentação de linguagem por parte do cineasta, teremos sempre uma
linha narrativa intrínseca ao objetivo fílmico. A película, ao passear pelo projetor, exibe
uma série de fotogramas que seguem uma ordem, do fotograma nº1 até o fotograma
final.
Não era incomum verificar, até há alguns poucos anos, que grande parte dos
arquivos, bibliotecas, centros de pesquisa e instituições de guarda em geral, tratavam de
classificar filmes e fitas como sendo “documentos especiais”, evidenciando uma
dificuldade em identificar as particularidades e características desses documentos. Ao
mesmo tempo, eram mantidos em um limbo de documentos os quais supostamente não
teriam a mesma envergadura de importância patrimonial dos demais, como impressos,
mapas e fotografias. É, portanto, relativamente recente o reconhecimento, por parte de
arquivistas e pesquisadores, dos documentos audiovisuais enquanto patrimônio cultural,
os quais devem ser preservados e difundidos por seguidas gerações.² Exatamente em
função dessa tardia conceituação dos documentos audiovisuais, toda a discussão e
reflexão envolvendo a sua preservação também chegou com algumas décadas de atraso.
Contudo, um esforço crescente por parte de algumas associações e instituições,
sobretudo dos anos 1990 para cá, fez com que, paulatinamente, surgissem algumas
padronizações e recomendações voltadas para a preservação dos documentos
audiovisuais, incluindo as questões envolvendo o uso da tecnologia digital como
ferramenta imprescindível dentro da cadeia da preservação.
Pelo fato dos suportes audiovisuais necessitarem obrigatoriamente de um
dispositivo tecnológico para serem reproduzidos, manter os equipamentos também é
tarefa do profissional em preservação, uma vez que estes estão desaparecendo do
mercado em progressão geométrica. Adquirir um gravador de rolo de características
profissionais não é das tarefas mais fáceis, assim como são cada vez mais raros os

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técnicos gabaritados para fazer a manutenção e revisão nos equipamentos analógicos. E
se os equipamentos vêm desaparecendo das prateleiras, conseqüentemente as suas peças
de reposição também não são facilmente encontráveis. Portanto, diante dessa crescente
obsolescência dos equipamentos analógicos, é dever das instituições de guarda manter,
junto a seu corpo de profissionais, técnicos que detenham conhecimentos não só do
universo digital, mas que saibam também operar com desenvoltura os equipamentos
analógicos. O desafio não é apenas de manter as máquinas, mas também todo o
conhecimento humano que as cercam.

Conservação preventiva
Quando tratamos de preservação de documentos, duas etapas são essenciais e
complementares: conservação preventiva e digitalização. Se a digitalização é o processo
que mais se aproxima de uma preservação de longo prazo, sua funcionalidade e
efetividade só alcançam bons resultados se vier acompanhada de um trabalho eficaz em
conservação preventiva.
Alguns métodos de conservação implicam em uma alteração do objeto, que é
fisicamente modificado, enquanto que no campo da conservação preventiva são traçadas
estratégias para provocar alterações nos elementos que cercam o objeto. A conservação
direta atua modificando algumas características do próprio objeto, na maior parte dos
casos usando técnicas de restauração, ao passo que na conservação preventiva os
esforços ficam todos concentrados no ambiente que circunda o objeto. A conservação
preventiva vem ganhando importância significativa junto às instituições de guarda, tanto
pelo seu caráter não-interventivo em relação ao objeto, evitando, em boa medida,
eventuais danos causando por intervenção direta inadequada; quanto pela sua
viabilidade dentro das estratégias de preservação desta ou daquela instituição.
A conservação preventiva estuda, controla e atua sobre cinco elementos
principais, que nada mais são do que fatores ambientais: água (mais especificamente
umidade), temperatura, poeira, radiação ultravioleta e campos magnéticos. Além desses
elementos, também atua em fatores de armazenamento e manuseio, uma vez que a
maneira como um objeto é manuseado e acondicionado também é um forte
condicionante para a sua expectativa de vida. Mas certamente os elementos mais
críticos e, por sua vez, que merecem maiores cuidados são temperatura e umidade, mais
precisamente o controle permanente dos dois. A regra geral é sempre tentar manter tanto
temperatura quanto umidade em níveis baixos e estáveis, e nunca deixar de tratá-las

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simultaneamente, de modo que ambos os parâmetros estejam controlados. O erro mais
notável é a tendência de se reduzir a temperatura de um ambiente sem também baixar a
umidade relativa, o que imediatamente poderia causar o surgimento de fungos. Já a alta
temperatura pode acarretar uma série de problemas, dentre os quais a deformação dos
suportes, o que poderia impossibilitar a sua reprodução nas respectivas máquinas de
leitura. Os padrões ótimos de temperatura e umidade para armazenamento de
documentos audiovisuais, seguindo recomendações internacionais, são de 25-30% de
umidade relativa (UR) e 10°C de temperatura. No entanto, esses são parâmetros muito
pouco viáveis em países tropicais, em função do alto custo para a climatização dos
ambientes. Portanto, a regra principal, e ao mesmo tempo a de mais difícil execução, é
tentar adotar um parâmetro que se possa manter 24 horas por dia, durante todo o ano,
com mínimas variações de temperatura e umidade relativa.

Digitalização e repositório digital


A preservação de longo prazo só pode ser plenamente alcançada no campo
digital, por alguns motivos principais. Primeiramente, em função de sua codificação
binária -- na qual as informações vêm sob a forma de números (sempre zero e um) -- os
arquivos digitais podem ser copiados com precisão matemática. Em segundo lugar, e
diretamente relacionado ao primeiro ponto, no campo digital não ocorrem perdas de
informação quando da passagem de um sistema para outro. Comparando com o campo
analógico, quando geramos uma cópia de uma fita cassete, por exemplo, por melhores
que sejam a fita, os equipamentos e os acessórios envolvidos no processo, sempre
haverá perda de informações, algo que é, na maior parte das vezes, perceptível para o
ouvinte/espectador. Finalmente, no campo digital, os dados digitais podem ter sua
integridade verificada e, dentro de certo limite de erros, serem recuperados.
O que existe de mais profissional e seguro para se manter um acervo de arquivos
digitais é o chamado Digital Mass Storage System (DMSS), uma espécie de repositório
digital introduzido pelas rádios alemães em meados dos anos 1990, mas que pouco a
pouco começou a chamar a atenção dos arquivistas em função de sua viabilidade no
campo da preservação de arquivos digitais sonoros e audiovisuais. O DMSS é uma
combinação de discos rígidos (HDs) “espelhados”, de modo que, quando um disco
falha, toda a informação é migrada para um segundo disco, e assim por diante. Além de
serem armazenados em HDs, os arquivos também são copiados para fitas digitais
periodicamente, de maneira mais ou menos automatizada. A segurança proporcionada

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pelos DMSS se dá muito em função de um sistema de checagem automatizada da
integridade dos dados dos arquivos, algo impensável em qualquer suporte, seja
analógico ou digital, nos quais a verificação dos dados só é possível em tempo real,
reproduzindo os suportes um a um. Os DMSS também permitem uma migração
automática dos sistemas que os integram, os quais vão sendo atualizados antes de sua
obsolescência.

Metadados
Para que as informações sejam facilmente identificáveis e recuperáveis, um
repositório digital deve operar juntamente a um sistema de metadados confiável. Os
metadados, além de melhor identificarem um objeto, facilitam a sua busca, recuperação
e visualização. Além disso, permitem que tanto os técnicos de arquivo quanto o usuário
final atribuam um sentido às informações (contexto, valores etc.). Quanto à sua
localização, os metadados podem ser gerados automaticamente, associados ao próprio
arquivo ou criados manualmente. O mais seguro e recomendável é que estejam
incorporados ao próprio arquivo (de acordo com as limitações e níveis de complexidade
de determinado formato de arquivo) e, ao mesmo tempo, externamente associados a
uma base de dados, pois há aí uma maior garantia de recuperação de dados em uma
eventual falência do corpo de informações contido interna ou externamente ao arquivo.
Quanto ao seu tipo, os metadados recebem a seguinte distinção: descritivos,
administrativos e estruturais. Os administrativos contêm os metadados técnicos e de
preservação, os quais, por sua vez, são exatamente aqueles mais críticos e que cumprem
papel crucial junto aos arquivos audiovisuais. Os metadados de preservação, um pouco
mais abrangentes, mantêm informações acerca da origem do arquivo, sobre o suporte
que o gerou e também a respeito das ações efetuadas no arquivo dentro do repositório
digital. Já os metadados técnicos, ainda mais específicos, se tomarmos como exemplo
um arquivo sonoro, engloba informações como: o formato do arquivo, a taxa de bits, a
taxa de amostragem, equipamentos e softwares utilizados etc.
No campo dos arquivos sonoros e audiovisuais não há um sistema ideal de
metadados que dê conta plenamente das características desses objetos. Em função disso,
muitas instituições optam por utilizar combinações de sistemas, para melhor atender as
particularidades de suas coleções. Dublin Core, PBCore, PREMIS e METS são alguns
dos sistemas utilizados em arquivos audiovisuais, que variam em complexidade e em
operacionalidade. De maneira geral, os metadados devem ser simples e suficientemente

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compreensíveis, facilmente gerenciáveis por técnicos e arquivistas, sem nunca deixarem
de atender bem o usuário final.

A experiência no CPDOC
O CPDOC, enquanto instituição pioneira em História Oral no Brasil, vem se
preocupando em seguir alguns padrões e recomendações internacionais no que tange a
digitalização e a manutenção dos seus documentos sonoros e audiovisuais. Um passo
importante nessa direção foi o CPDOC ter se associado a International Association of
Sound and Audiovisual Archives (IASA)³. Fundada em 1969, a IASA é uma das mais
importantes associações do mundo voltada para a questão da preservação de
documentos sonoros e audiovisuais, tendo publicado um importante guia de
recomendações, que o CPDOC tem procurado seguir, dentro de suas possibilidades e
observando as particularidades do seu acervo.
No que se refere ao Programa de História Oral, podemos relacionar algumas
recomendações técnicas que o CPDOC vem utilizando para suas gravações e para a
digitalização do seu acervo sonoro e audiovisual, tendo sempre como base as
publicações da IASA e de outras instituições de referência. As entrevistas de História
Oral, registradas digitalmente, ora diretamente em um disco rígido (quando a gravação é
feita no CPDOC), ora em um gravador portátil digital (quando a gravação ocorre fora
do CPDOC), são salvas em arquivos de formato Wave, que, por não operarem qualquer
compressão sonora e por serem mundialmente adotados, são os mais indicados para a
preservação desses registros. Os arquivos Wave, tanto os gerados por gravações de
entrevistas quanto aqueles que são resultado de uma fita digitalizada, são salvos nos
seguintes parâmetros: 24 bits de resolução e 48 Hz de taxa de amostragem. Essa é a
mínima recomendação internacional para acervos sonoros, tanto para arquivos musicais
quanto para arquivos de História Oral. Todo o processo de conversão dos sinais
analógicos em digitais é realizado em um conversor externo, e não na própria placa de
som interna do computador, uma vez que esta costuma carregar consigo ruídos
provenientes do computador, alterando sobremaneira as características originais da
gravação. Quanto às imagens em movimento, as gravações de entrevistas feitas no
CPDOC são registradas através de câmeras MiniDV, cujo conteúdo é migrado
digitalmente para um disco rígido, no formato AVI, que não opera compressões. Todo
esse conteúdo, tanto dos arquivos sonoros quanto dos arquivos de imagens em
movimento, é exportado para um servidor, que gerencia os dados com a devida

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segurança. O CPDOC não utiliza discos óticos (CDs e DVDs) como meios de
armazenamento, exatamente pelos riscos a eles associados, já tão amplamente
difundidos, sobretudo em recente publicação da UNESCO (Bradley, 2006).
O Programa de História Oral do CPDOC contém mais de cinco mil horas de
gravações de entrevistas, registradas, em sua maioria, em fitas analógicas. Esse
significativo material está previsto para ser digitalizado em sua totalidade até o final do
ano de 2009, e, ao longo de todo o processo, serão utilizados sistematicamente as
recomendações e padrões aqui abordados. Ao final, os arquivos digitais ficarão
armazenados em um repositório digital externo, que por sua vez terá comunicação
remota com o CPDOC. É bom observar que todas as fitas analógicas originais serão
mantidas, com o devido zelo, no depósito de guarda da instituição.

Estratégias de trabalho
Diante de todas as questões abordadas aqui, vê-se que a preservação de longo
prazo de documentos audiovisuais depende de consideráveis esforços logísticos e
orçamentários. Desse modo, recomenda-se que aquelas instituições que mantêm
documentos audiovisuais devam reservar uma fatia de seu orçamento anual para a
preservação, uma vez que mesmo quando estamos tratando de uma coleção já toda
digitalizada, com suas matrizes bem armazenadas e acondicionadas, o trabalho de
preservação jamais deve ser considerado concluído, sob o risco de sofrer reveses
irreparáveis. O trabalho de preservação é diário, contínuo e sem hora para acabar. Além
de um orçamento dedicado, algumas soluções cooperativas e estratégias de difusão
podem ser de grande valia, no sentido dos acervos receberem um tratamento
profissional. Instituições menores, como o CPDOC, devem encontrar soluções
cooperativas, buscando parcerias com outras instituições da mesma região. Ao mesmo
tempo, devem se manter antenadas com as discussões internacionais, estando sempre a
par das recomendações de associações de referência na área, como IASA, FIAF,
ICCROM etc. Finalmente, é também dever das instituições manter seu público e
administradores a par dos desafios da preservação, através de palestras, conferências e,
principalmente, eficazes estratégias de difusão do seu acervo.

Notas

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1. Estamos utilizando aqui a definição profissional de documentos audiovisuais
(Edmonson, 2004:23).
2. Entre as instituições pioneiras voltadas para a preservações de documentos
audiovisuais e sonoros, destacam-se a Federação Internacional de Arquivos de
Filmes (FIAF), fundada em 1938, na França, e o Phonogrammarchiv, o mais
antigo arquivo sonoro do mundo, fundado em 1899, na Áustria.
3. Ver em [Link]

Referências bibliográficas

ALBERTI, Verena. 2004. Manual de História Oral. Rio de Janeiro, Editora FGV.

BRADLEY, Kevin (ed.). 2004. Guidelines on the production and preservation of digital
audio objects. IASA.

______. 2006. Risks associated with the use of recordable CDs and DVDs as reliable
storage media in archival collections – Strategies and alternatives. Paris, UNESCO.

CASEY, Mike & GORDON, Bruce. 2007. Sound directions: best practices for Audio
Preservation. [online] Disponível na Internet via WWW. URL:
[Link]
Arquivo capturado em 28/02/2008.

EDMONSON, Ray. 2004. Audiovisual archiving: philosophy and principles. Paris,


UNESCO.

International Association of Sound Archives. 2005. The Safeguarding of the Audio


Heritage: Ethics, Principles and Preservation Strategy. IASA.

Resumo
O texto trata dos desafios da preservação de longo prazo em acervos audiovisuais e
sonoros, através de noções de conservação preventiva, digitalização e metadados.

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Partindo da experiência no Programa de História Oral do CPDOC/FGV, são discutidos
alguns padrões de preservação audiovisual adotados internacionalmente.
Palavras-chave: preservação, documentos audiovisuais, digitalização.

Abstract
The text is concerned about the long term preservation challenges in audiovisual and
sound collections, making use of conceptions of preventive conservation, digitization
and metadata. Through the experience at the CPDOC/FGV's Oral History Program,
some standards in audiovisual preservations which are internationally adopted are
discussed here.
Key words: preservation, audiovisual documents, digitization.

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