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Introdução ao Behaviorismo e Comportamento

O Behaviorismo, introduzido por John B. Watson em 1913, foca no estudo do comportamento observável e mensurável, buscando dar à Psicologia um status científico. A teoria distingue entre comportamento respondente, que é involuntário e elicita respostas a estímulos, e comportamento operante, que é voluntário e é moldado por suas consequências. Reforços, esquivas, fugas, extinções e punições são conceitos centrais que explicam como as ações são mantidas ou modificadas com base nas consequências que produzem no ambiente.

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Introdução ao Behaviorismo e Comportamento

O Behaviorismo, introduzido por John B. Watson em 1913, foca no estudo do comportamento observável e mensurável, buscando dar à Psicologia um status científico. A teoria distingue entre comportamento respondente, que é involuntário e elicita respostas a estímulos, e comportamento operante, que é voluntário e é moldado por suas consequências. Reforços, esquivas, fugas, extinções e punições são conceitos centrais que explicam como as ações são mantidas ou modificadas com base nas consequências que produzem no ambiente.

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BEHAVIORISMO

Prof Dra. Fernanda Oliveira


Livro de
referência 1
Livro de referência 2

Psicologias: Uma
Introdução ao Estudo de
Psicologia
- O termo Behaviorismo foi inaugurado pelo
americano John B. Watson, em artigo publicado em
1913, que apresentava o título “A psicologia como o
behaviorista a vê”.
- O termo inglês behavior significa
“comportamento”; por isso, para denominar essa
ESTUDO DO tendência teórica, usamos o termo Behaviorismo –
além de
COMPORTAMENTO
=> Comportamentalismo,
=> Teoria Comportamental,
=> Análise Experimental do Comportamento,
=> Psicologia Comportamental e
=> Análise do Comportamento.
Watson, postulando o comportamento como objeto da Psicologia, dava a essa
ciência a consistência que os psicólogos da época vinham buscando – um objeto
observável, mensurável, cujos experimentos poderiam ser reproduzidos em
diferentes condições e sujeitos.
Os behavioristas foram os primeiros da Ciência do Comportamento a se aproximar de
propostas explicativas dos termos psicológicos e a observar os critérios de
objetividade.

Esses critérios foram importantes para que a Psicologia alcançasse o status de


ciência
A influência de Charles
Darwin (1809-1882),
Para Skinner, esses
especialmente, a ideia da
mesmos processos de
mutabilidade das espécies
variação e seleção ocorrem
e a proposição da teoria da Como o interesse central
para ir construindo o
seleção natural foram em comportamento está
comportamento humano.
marcantes para a obra de em constante processo de
Desse modo, podemos
Skinner. Darwin mudança, podemos dizer
dizer que a espécie humana
considerava que as que a base da proposta
tanto é um fenômeno
espécies estavam em skinneriana está na
natural quanto histórico;
constante transformação e formulação do
produz e é produto de
que as variações, mesmo comportamento operante.
mudanças em si e nos
ínfimas, produzidas em
outros. Assim, cada um de
gerações seguintes,
nós é único.
poderiam ser selecionadas
e se manteriam na espécie.
- O comportamento reflexo ou respondente é o
que usualmente chamamos de “não
voluntário” e inclui as respostas que são
eliciadas (ou produzidas) por estímulos
O antecedentes do ambiente.

comportamento - exemplo, podemos citar a contração das


pupilas quando uma luz forte incide sobre
respondente nossos olhos, a salivação provocada por uma
gota de limão colocada na ponta de nossa
língua, o arrepio da pele quando recebemos
um ar frio, engolir um alimento que é
colocado em nossa boca etc.
- Esses comportamentos reflexos ou
respondentes são interações estímulo-
resposta (ambiente-sujeito)
incondicionadas, nas quais certos
eventos ambientais confiavelmente
eliciam certas respostas do organismo
que independem de “aprendizagem”.
Um exemplo:
• Para deixar isso mais claro, vamos a um exemplo: suponha que, em uma sala
aquecida, sua mão direita seja mergulhada em uma vasilha com água gelada. A
temperatura da mão cairá rapidamente devido ao encolhimento ou constrição dos
vasos sanguíneos, caracterizando o comportamento como respondente. Esse
comportamento será acompanhado de uma modificação semelhante, e mais
facilmente mensurável, na mão esquerda, na qual a constrição vascular também será
induzida. Suponha, agora, que a sua mão direita seja mergulhada na água gelada certo
número de vezes, em intervalos de três ou quatro minutos, e que você ouça uma
campainha pouco antes de cada imersão. Lá pelo vigésimo pareamento do som da
campainha com a água fria, a mudança de temperatura nas mãos poderá ser eliciada
apenas pelo som, isto é, sem necessidade de imergir uma das mãos na água.2
• Nesse exemplo de condicionamento respondente, a queda da temperatura da mão,
eliciada pela água fria, é uma resposta incondicionada, enquanto a queda da
temperatura, eliciada pelo som, é uma resposta condicionada (aprendida) – a água é
um estímulo incondicionado, e o som, um estímulo condicionado.
• O comportamento operante abrange amplo
espectro de atividades humanas – dos
comportamentos do bebê de balbuciar, de
agarrar objetos e de olhar os enfeites do berço
aos mais sofisticados apresentados pelo
adulto. Como nos diz Keller, o comportamento
operante “inclui todos os movimentos de um
O comportamento organismo dos quais se pode dizer que, em
operante algum momento, têm efeito sobre ou fazem o
mundo em redor. O comportamento operante
opera sobre o mundo, por assim dizer, quer
direta, quer indiretamente”.
• A leitura que você está fazendo deste livro é um
exemplo de comportamento operante, assim
como escrever ou chamar um táxi com um
gesto da mão, tocar um instrumento etc.
• Para exemplificarmos melhor os conceitos
apresentados até aqui, vamos lembrar um
conhecido experimento feito com ratos de
laboratório. Vale informar que animais como
ratos, pombos e macacos – para citar alguns –
Experimentos foram utilizados pelos analistas experimentais
de Skinner do comportamento, inclusive Skinner, para
verificar como variações no ambiente
interferiam nos comportamentos. Tais
experimentos lhes permitiram fazer
afirmações sobre o que chamaram de leis
comportamentais.
Um rato, ao sentir sede em seu hábitat, certamente manifesta algum
comportamento que lhe permita satisfazer a sua necessidade orgânica.
Esse comportamento foi aprendido por ele e se mantém pelo efeito
proporcionado: saciar a sede. Assim, se deixarmos um rato privado de
água durante 24 horas, ele, com altíssima probabillidade, apresentará o
comportamento de beber água no momento em que tiver sede.
Sabendo disso, os pesquisadores da época decidiram simular essa
situação em laboratório sob condições especiais de controle, o que os
levou à formulação de uma lei comportamental. Um rato foi colocado
num determinado ambiente que passou a ser chamado de “caixa de
Um Skinner” – um recipiente fechado no qual encontrava apenas uma
barra. Essa barra, ao ser pressionada pelo rato, acionava um
experimento mecanismo (não aparente) que lhe permitia obter uma gotinha de água,
encaminhada à caixa por meio de uma pequena haste.
Que resposta esperava-se do rato? Que pressionasse a barra. Como
isso ocorreu pela primeira vez? Por acaso.
Durante a exploração da caixa, o rato pressionou a barra
acidentalmente, o que lhe trouxe, pela primeira vez, uma gota de água,
que foi rapidamente consumida. O procedimento envolvia tornar
disponível água ao rato a cada vez que a barra fosse pressionada.
Depois de várias tentativas bem-sucedidas, constatou-se a alta
probabilidade de que, estando em situação semelhante, o rato
pressionasse a barra novamente.
Estímulo/Resposta

Nesse caso de comportamento operante, o que propicia a aprendizagem dos


comportamentos é a ação do organismo sobre o meio e o efeito dela resultante – a
satisfação de alguma necessidade, ou seja, a aprendizagem se dá na relação entre uma
ação e seu efeito.

Esse comportamento operante pode ser representado da seguinte maneira: R → S, em


que R é a resposta (pressionar a barra) e S (do latim stimulus) é o estímulo reforçador (a
água) que, em um determinado momento, passou a ser muito motivador para o
organismo; a seta significa “levar a”.
Reforço
• Esse estímulo reforçador é chamado de reforço.
Como já dissemos, o termo “estímulo” parte do
ambiente da pessoa e deve ser entendido como
evento que pode ocorrer tanto antes de uma
determinada resposta quanto depois. No exemplo
do rato que passa a pressionar a barra e recebe
uma gota de água, o estímulo reforçador ocorreu
após a resposta.

• O comportamento operante refere-se à inter-


relação sujeito-ambiente. Quando o organismo se
comporta (emitindo essa ou aquela resposta), sua
ação produz uma alteração ambiental, uma
determinada consequência que, por sua vez,
retroage sobre o sujeito, alterando a probabilidade
futura de ocorrência. Assim, agimos sobre o
mundo em função das consequências criadas
pela ação.
Eventos consequentes
Reforçamento
Esquiva
Eventos
consequentes
Fuga
Extinção
Punição
Reforçamento
AÇÕES SÃO MANTIDAS, OU NÃO, PELAS CONSEQUÊNCIAS QUE PRODUZEM
NO MEIO AMBIENTE. ESSAS CONSEQUÊNCIAS SÃO DENOMINADAS
REFORÇADORAS QUANDO AUMENTAM A FREQUÊNCIA DE EMISSÃO DAS
RESPOSTAS QUE AS PRODUZIRAM.

CHAMAMOS DE REFORÇO A TODA CONSEQUÊNCIA QUE, CONTINGENTE


A UMA RESPOSTA, ALTERA A PROBABILIDADE FUTURA DE OCORRÊNCIA
DA RESPOSTA. CONSIDERANDO AS CONSEQUÊNCIAS QUE AUMENTAM A
FREQUÊNCIA DAS RESPOSTAS, É DITO QUE O REFORÇO PODE SER
POSITIVO OU NEGATIVO.

O REFORÇO POSITIVO É TODO EVENTO QUE AUMENTA A PROBABILIDADE


FUTURA DA RESPOSTA QUE O PRODUZ. O REFORÇO NEGATIVO É TODO
EVENTO QUE AUMENTA A PROBABILIDADE FUTURA DA RESPOSTA QUE O
REMOVE OU ATENUA.
REFORÇO POSITIVO OU NEGATIVO

O reforço negativo é todo


O reforço positivo é todo
evento que aumenta a
evento que aumenta a
probabilidade futura da
probabilidade futura da
resposta que o remove
resposta que o produz.
ou atenua.
• Assim, poderíamos voltar à nossa “caixa de Skinner” do
experimento anterior, que oferecia uma gota de água ao
rato sempre que ele pressionasse a barra, um exemplo
de reforçamento positivo. Agora, ao ser colocado na
caixa, vamos supor que ele receba choques do assoalho.
Após várias tentativas de evitar os choques, o rato chega
à barra e, ao pressioná-la acidentalmente, os choques
cessam.
• Com isso, essas respostas tenderão a aumentar de
frequência. Chama-se de reforçamento negativo ao
processo de fortalecimento dessa classe de respostas
(pressão à barra), isto é, a remoção de um estímulo
aversivo controla a emissão da resposta. É um exemplo ThePhoto de PhotoAuthor está licenciada sob CCYYSA.

de condicionamento por se tratar de aprendizagem, e


também reforçamento, porque uma determinada
resposta é emitida e aumenta sua frequência, uma vez
que a consequência desta é a remoção de uma condição
aversiva.
Entretanto, alguns eventos tendem a ser reforçadores
para toda uma espécie, como, por exemplo, água,
alimento e afeto. Esses são denominados reforços
primários.
REFORÇOS
PRIMÁRIOS E
SECUNDÁRIOS Os reforços secundários, ao contrário, são aqueles que
adquiriram a função quando pareados temporalmente
com os primários. Alguns desses reforçadores
secundários, quando emparelhados com muitos outros,
tornam-se reforçadores generalizados, como o dinheiro
e a aprovação social, que reforçam grande parte do
nosso repertório comportamental.
A ESQUIVA
• A esquiva é um processo no qual os estímulos aversivos condicionados e incondicionados estão separados por
um intervalo de tempo apreciável, permitindo que o indivíduo emita uma resposta que previna a ocorrência ou
reduza a magnitude do segundo estímulo. Você, com certeza, sabe que o raio (primeiro estímulo) precede à
trovoada (segundo estímulo), que o chiado precede ao estouro dos rojões, que o som do “motorzinho” usado pelo
dentista precede à dor no dente. Esses estímulos são aversivos, mas os primeiros nos possibilitam evitar ou
reduzir a magnitude dos seguintes, ou seja, tapamos os ouvidos para evitar o estouro dos trovões ou desviamos o
rosto da broca usada pelo dentista. Por que isso acontece?

• Quando os estímulos ocorrem nessa ordem, o primeiro torna-se um reforçador negativo condicionado (aprendido),
e a ação que o reduz é reforçada em um processo de condicionamento operante. As ocorrências passadas de
reforçadores negativos condicionados são responsáveis pela probabilidade da resposta de esquiva.

• No processo de esquiva, após o estímulo condicionado, o indivíduo apresenta uma resposta que é reforçada, uma
vez que reduz ou evita um segundo estímulo, que também é aversivo. Neste caso, após a visão do raio, o indivíduo
emite a resposta de tapar os ouvidos que é reforçada uma vez que reduz o segundo estímulo, o barulho do trovão,
igualmente aversivo.
• Outro processo semelhante é o de fuga. Nesse caso, a
resposta reforçada é aquela que termina com um estímulo
aversivo já em andamento. A diferença é sutil. Se posso
colocar as mãos nos ouvidos para não escutar o estrondo do
rojão, esta resposta é de esquiva, pois estou evitando o
segundo estímulo antes que ele aconteça. Mas se os rojões
começam a pipocar e só depois emito uma resposta para
evitar o barulho que incomoda, seja fechando a porta, indo
embora ou mesmo tapando os ouvidos, pode-se falar em fuga.
Ambos reduzem ou evitam os estímulos aversivos, mas em

FUGA processos diferentes.

• No caso da esquiva, há um estímulo condicionado que


antecede o estímulo incondicionado e me possibilita a
emissão do comportamento de esquiva. Uma esquiva bem-
sucedida impede a ocorrência do estímulo incondicionado. No
caso da fuga, só há um estimulo aversivo incondicionado que,
quando apresentado, será evitado pelo comportamento de
fuga. No segundo caso, não se evita o estímulo aversivo, mas
se foge dele depois de iniciado.

• No caso da fuga, só há um estímulo aversivo incondicionado.


EXTINÇÃO
• Outros processos foram sendo formulados pela Análise Experimental do
Comportamento. Um deles é o da extinção.

• Para definir extinção, deve-se levar em conta que já deve ter sido bem estabelecida
uma relação entre uma determinada resposta e um reforço; além disso, deve haver
uma quebra dessa relação, ou seja, essa resposta passa a não mais ser reforçada. O
produto desse procedimento deve ser alterações no responder, provocando a
diminuição da frequência da resposta que poderá, até mesmo, deixar de ser emitida.
O tempo necessário para que a resposta deixe de ser emitida dependerá da história
de cada pessoa e do valor do reforço envolvido.

• Assim, quando uma pessoa na qual estávamos interessados deixa de nos olhar e
passa a nos ignorar, de modo geral, nossas “investidas” tendem a desaparecer.
PUNIÇÃO
• A punição é outro procedimento importante que envolve a consequência de uma resposta quando há a
apresentação de um estímulo aversivo ou a remoção de um reforçador positivo presente.
• Os dados de pesquisas mostram que a supressão do comportamento punido só é definitiva se a punição
for extremamente intensa, isso porque as razões que levam à ação – que se pune – não são alteradas com
a punição.
• Contrariamente ao que se imagina, punir ações leva à supressão temporária da resposta! Por vários
motivos, os behavioristas têm debatido a validade do procedimento da punição como forma de reduzir a
frequência de certas respostas. Práticas punitivas correntes na Educação – tais como deixar o aluno sem
recreio, mantê-lo isolado, obrigá-lo a fazer inúmeras cópias de um mesmo texto por castigo, humilhá-lo,
entre outras – foram sempre muito questionadas pelo Behaviorismo. Os behavioristas, respaldados por
crítica feita por Skinner e outros autores, propuseram a substituição definitiva das práticas punitivas por
procedimentos de construção de comportamentos desejáveis.
• Esse princípio pode ser aplicado no cotidiano e em todos os espaços onde se trabalhe para promover
comportamentos desejados. O trânsito é um excelente exemplo. Apesar das punições aplicadas a
motoristas e pedestres na maior parte das infrações cometidas no trânsito, tais punições não os têm
motivado a adotar um comportamento considerado adequado para o trânsito. Em vez de adotarem novos
comportamentos, motoristas tornaram-se especialistas em esquiva e fuga.
Pode ser polêmica a discussão sobre a natureza ou a
extensão do controle que o ambiente exerce sobre nós,
mas não há como negar que há algum controle.
Assumir a existência desse controle e estudá-lo
permite maior entendimento dos meios pelos quais os
homens se comportam do modo como o fazem.
Eventos
Assim, quando a resposta é diferente na presença de
antecedentes: estímulos antecedentes diferentes, diz-se que o
comportamento está sob controle de estímulos. Se o
controle de motorista para ou acelera o ônibus no cruzamento de
ruas onde há semáforo que ora está verde, ora
estímulos vermelho, sabemos que o comportamento de dirigir
está sob controle de estímulos. Dois importantes
processos descrevem relações de controle e devem
ser entendidos como inter-relação organismo
ambiente:
• 1)discriminação
• 2) generalização.
DISCRIMINAÇÃO
Um estímulo antecedente é chamado de discriminativo quando aumenta a probabilidade de que, em sua presença, uma determinada
resposta ocorra. Esse processo ocorre por causa de uma história de reforçamento diferencial. O que isto significa? Se na presença de um
estímulo uma determinada resposta ocorre e é sempre reforçada e, na ausência desse estímulo, a mesma classe de resposta ocorre e não é
reforçada, estamos falando de um reforçamento diferencial. Para ficar mais claro, um exemplo que vocês podem ter conhecimento. Toda vez
que seu pai chegou em casa cantando, pedir para ir em uma balada produziu como consequência reforçadores positivos (pai emprestava o
carro, dava dinheiro, informava que você não deveria ter pressa para voltar etc.); se seu pai chega em casa calado, qualquer pedido tem como
consequência uma recusa. Você está sendo reforçado diferencialmente e um estímulo discriminativo está sendo construído. Concorda?

Se usarmos o exemplo anterior, nosso motorista de ônibus vai parar o veículo quando o semáforo estiver vermelho, ou melhor, esperamos que,
para ele, o sinal vermelho tenha se tornado um estímulo discriminativo e a emissão da resposta de parar seja reforçada (ele não bata o ônibus,
não receba uma multa etc.)

Poderíamos refletir, também, sobre o aprendizado social. Por exemplo: existem normas e regras de conduta para festas – cumprimentar os
presentes, ser gentil, procurar manter diálogo com as pessoas, agradecer e elogiar a dona da casa etc. No entanto, as festas podem ser
diferentes: informais ou pomposas, dependendo de onde, de como e de quem as organiza. Somos, então, capazes de responder a esses
diferentes estímulos e de nos comportar de maneira diferente em cada situação. Diríamos, então, que estas situações foram estabelecidas
como discriminativas.
Quando uma resposta está sob controle de um dado estímulo,
frequentemente descobrimos que outros estímulos próximos/similares,
segundo alguma característica, são efetivos também. De modo geral, a
generalização depende de elementos comuns a dois ou mais estímulos.
• Poderíamos aqui brincar com as cores do semáforo: pelo histórico de
nossa cultura, pode-se considerar que as respostas de parar no farol
vermelho (sob determinadas circunstânscias) estão bem estabelecidas
sob o controle de estímulos. Se, por ventura, em determinada cidade, o
semáforo for rosa-choque, continua sendo provável que essa cor ainda
exerça controle sobre minha resposta de parar o veículo. Na generalização,
portanto, respondemos de forma semelhante a um conjunto de estímulos
que se estabeleceram como semelhantes.
• Esse princípio da generalização, entendido de forma mais ampla, é
GENERALIZAÇÃO fundamental quando pensamos na aprendizagem escolar. Nós
aprendemos na escola alguns conceitos básicos, como fazer contas e
escrever. Graças à generalização, podemos transferir esses aprendizados
para diferentes situações, como dar ou receber troco, escrever para alguém
distante, aplicar conceitos de Física para consertar aparelhos eletrônicos
etc.
• Na vida cotidiana, também aprendemos a nos comportar em diferentes
situações sociais, dada a nossa capacidade de generalização no
aprendizado de regras e normas sociais.
• Na vida cotidiana, também aprendemos a nos comportar em diferentes
situações sociais

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