Legislação Institucional DPE-RO 2025
Legislação Institucional DPE-RO 2025
Tiago
Zanolla
DPE-RO - Legislação Institucional - 2025
(Pós-Edital)
Autor:
Antonio Daud, Tiago Zanolla,
Rodrigo Bet
18 de Fevereiro de 2025
Índice
1) Apresentação
..............................................................................................................................................................................................3
4) O Ministério Público
..............................................................................................................................................................................................
36
5) A Defensoria Pública
..............................................................................................................................................................................................
57
APRESENTAÇÃO
Esta é nossa primeira aula sobre o Estatuto dos Servidores. Caso ainda não tenha recebido, seja MUITO
BEM-VINDO ao Estratégia Concursos.
Esta norma dispões sobre o conjunto de regras que são aplicáveis a relação jurídica que ocorre entre o
Servidor Público e a Administração.
Como regra, a forma de relação estatutária entre o ocupante de cargo público e a administração ao
qual está vinculado obedece a seguinte determinação constitucional:
Por exemplo: um regime jurídico (ou estatuto) regula a relação entre servidores e a Administração
Pública. Para indivíduos que laboram na iniciativa privada, é a Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT)
que rege/regulamenta a relação entre empregado e patrão. O estatuto faz a mesma coisa, só que no
serviço público, estabelecendo um conjunto de regras, de direitos, de deveres e de vedações ao servidor
estatutário.
É preciso saber, contudo, que existem dois tipos de regime jurídico: o regime jurídico de direito público
e o regime jurídico de direito privado.
Em síntese, quando a Administração Pública age sob a égide do direito privado, sua atuação se dá sob
o mesmo regime. É o que ocorre quando um órgão público precisa contratar um serviço de conserto. A
regra aplicável é a do regime essencialmente privado.
O mesmo acontece quando a Administração Pública contrata empregados públicos nas Empresas
Públicas e Sociedades de Economia Mista. O regime aplicável é a CLT e as relações são regidas pelo
Direito Privado.
É por isso que você precisa estudá-la: é um regime totalmente novo e aquém daquele previsto na CLT.
De mais a mais, trata-se de uma norma bastante interessante e tenho certeza que será prazeroso
acompanhá-los nessa jornada.
Meu nome é Tiago Zanolla, Engenheiro de Produção de formação (curioso, não?), com duas
especializações: uma em Gestão Empresarial e outra em Gestão de Projetos. Além disso, atualmente,
está em curso minha segunda graduação: Direito.
Minha vida no mundo dos concursos públicos começou lá nos anos 2000 (influência paterna), mas nunca
==24cf2==
levei a sério. Em 2009, ano em que prestei meus primeiros concursos estudando de forma séria, com
pouco mais de quatro meses de estudos fui aprovado no concurso do Tribunal de Justiça do Estado do
Paraná. Fui nomeado em 2011 e exerci até 2019 a função de Técnico Judiciário Cumpridor de
Mandados na comarca de Cascavel. Após, passei a exercer a função de técnico em uma das Varas
Criminais da Comarca.
Ainda, lá em 2009, logo após finalizar minha graduação, tive uma breve passagem como professor
acadêmico (fruto da minha nota 10 no TCC). Como professor para concursos públicos, atuo desde 2013
ministrando cursos de legislações específicas de Tribunais, Ministérios Públicos, Defensorias Públicas
entre outros.
FALE COMIGO
Ainda, cabe aqui, caro leitor, destacar qual será nossa estratégia de estudo.
Essas legislações que tratam sobre o Estatuto, hora são cobradas em sua literalidade, hora há cobrança
de doutrina e jurisprudência.
Como é impossível saber o que efetivamente será cobrado (embora possamos alinhar de acordo com o
perfil atual da banca), o ideal é ter o estudo mais completo possível. Com isso, venceremos nosso
inimigo comum: a temida banca examinadora.
Todavia, sei que seu tempo é curto (para não dizer escasso). Portanto, para deixar nossa aula mais
objetiva, mais produtiva e menos “enrolativa”, não vamos alongar naquilo que é desnecessário. Isso
seria extremamente contraproducente.
Assim, vamos trabalhar de forma mais direta, organizando a lei e os padrões relevantes. Portanto,
acredito que nosso curso será mais instrutivo e eficaz e, claro, mais didático.
Como resultado, os assuntos serão abordados de forma concisa e objetiva, usando uma linguagem fácil
de entender e atualizada. Ao máximo, evitaremos usar linguagem técnica. O objetivo aqui é fazer você
a responder corretamente às questões de prova!
Isso significa que, ao escrever o conteúdo atual, consideramos as coisas mais importantes de forma
compilada, mantendo o texto aberto. Existem também assuntos que não valem o aprofundamento.
Nesses tópicos, passaremos de maneira mais rápida, para que possamos nos aprofundar nos assuntos
mais importantes e com maior probabilidade de cair na prova.
Outro ponto de atenção é que as videoaulas contemplam os principais pontos do conteúdo. Isso quer
dizer que, ao contrário do PDF, evidentemente, AS VIDEOAULAS NÃO ATENDEM A TODOS OS
PONTOS QUE VAMOS ANALISAR NOS PDFS. Por vezes, haverá aulas com vários vídeos; outras que
terão videoaulas apenas em parte do conteúdo; e outras, ainda, que não conterão vídeos.
Boa aula!
NOÇÕES PRELIMINARES
É natural que o primeiro contato com uma disciplina seja, de certa forma, estranho e confuso. É natural
também que existam dúvidas. Portanto, o objetivo das “noções preliminares” é trazer, de forma
simples, alguns dos conceitos iniciais1 sobre o funcionamento da Advocacia, Ministério Público e do
Poder Judiciário.
Na verdade, o que vamos fazer é falar um pouquinho sobre como funciona um processo judicial. Tenho
certeza de que isso irá “clarear” as coisas ao longo das aulas.
Mãos à obra!
1 Muitos dos conceitos são conteúdos de Direito Processual Civil. Portanto, é lá que você irá estudá-los com mais detalhes. O nosso objetivo
aqui é “dar uma base” do funcionamento do Judiciário.
SITUAÇÃO HIPOTÉTICA 1: Maria utilizava seu veículo Honda Fit para o trabalho. Em um fatídico dia,
trafegava pela Via W3 Sul (iria atender a um cliente), quando José, pilotando sua Range Rover Velar,
não percebeu o sinal vermelho (estava no WhatsApp), vindo a colidir com o carro de Maria.
Como é comum nesse tipo de situação, os dois motoristas discutem e culpam um ao outro pelo ocorrido.
Maria e José não chegam a um acordo sobre o “culpado” e sobre aquele que deve arcar com os prejuízos.
Maria, então, para ser ressarcida dos danos materiais (e dos danos cessantes, pois ficaria alguns dias
sem trabalhar), decide cobrar judicialmente José.
Na maioria dos casos, para ajuizar uma ação, a parte precisar ter capacidade civil e há a necessidade da
contratação de um advogado (se o valor fosse pequeno, Maria poderia ajuizar a ação diretamente no
Juizado Especial). Para tanto, Maria contrata o advogado Dart Veiderson e lhe apresenta todas as provas
admitidas no mundo do direito (testemunhais; imagens de câmeras de segurança; boletim de
ocorrência etc.).
Quem tem a capacidade de decidir quem estava certo e quem estava errado, naturalmente, é o Poder
Judiciário. Mas, por quê?
Pela divisão constitucional de funções, o Judiciário é instituído para assegurar a defesa social, tutelar e
restaurar as relações jurídicas na órbita da sua competência. Para isso, deve ser um poder
independente, no intento de proporcionar efetividade a diversos princípios e garantias constitucionais.
EXECUTIVO ADMINISTRA
PODERES DA
JUDICIÁRIO FUNÇÃO JURISDICIONAL
REPÚBLICA
ELABORA LEIS E
LEGISLATIVO
FISCALIZA EXECUTIVO
Em alguns países, certas matérias não podem ser apreciadas pelo Judiciário. Na França, por exemplo,
as decisões administrativas são definitivas, ou seja, não cabe ao pelo Poder Judiciário das decisões
tomadas no âmbito da Administração Pública. É o que a doutrina denomina de contencioso
administrativo. Portanto, na França, não temos apenas uma jurisdição, mas sim duas: a administrativa
(sistema de contencioso administrativo) e a judiciária (comum).
E, no Brasil, isso acontece? Negativo. De acordo com o que está disposto na Constituição Federal, todo
e qualquer fato pode ser levado ao Poder Judiciário.
XXXV – a lei não excluirá da apreciação do Poder Judiciário lesão ou ameaça a direito.
A partir da leitura do texto constitucional, desvendamos que não vigora entre nós a existência de duas
jurisdições (como na França); No Brasil, vigora o princípio da unicidade de jurisdição, tendo em vista
que houve, para a formação do nosso sistema, a contribuição do sistema inglês, em que a definitividade
é traço formal do Judiciário (sistema de jurisdição una ou única).
Assim, não há matéria que possa ser excluída da apreciação do Poder Judiciário (inafastabilidade),
ressalvadas raríssimas exceções postas por ela mesma. Também, não há exigência de esgotamento de
outras instâncias administrativas para se buscar a guarida jurisdicional. A única exceção constitucional
são as questões esportivas (justiça desportiva).
O Poder Judiciário é um poder instituído pela Constituição Federal que tem como
função principal resolver definitivamente conflitos de interesses, aplicando o direito
ao caso concreto.
Se, no Brasil, a Jurisdição é única como supracitado, porque existem várias justiças no país? Na verdade,
não existem várias justiças. O que existe é o a divisão da jurisdição. Os órgãos que integram o Poder
Judiciário NACIONAL estão enumerados no art. 92, da Constituição:
CNJ
JT - Juiz do JD – Juiz de
Juiz Eleitoral JF – Juiz Federal
Trabalho Direito
Trata-se, portanto, de um único e mesmo poder, estruturado por meio de órgãos federais e estaduais,
resultado da divisão da competência.
Com essa divisão, surgem duas alçadas: a Justiça Federal e a Justiça Estadual.
Algumas vezes, a competência é definida em razão do território - no Rio Grande do Sul, por exemplo,
questões entre particulares são julgadas, via de regra, pelo Tribunal de Justiça Estadual do Estado do
Rio Grande do Sul. Conflitos no Estado do Paraná são julgados pelo Poder Judiciário do Estado do
Paraná. Já em conflitos do Distrito Federal, pelo TJDFT.
Outras vezes, é definida em virtude da matéria - questões trabalhistas são julgadas pela Justiça do
Trabalho, independentemente do território; questões eleitorais pela Justiça Eleitoral.
Ainda, a competência pode ser definida em função da pessoa envolvida - causas que envolvam
empresas públicas, como a Caixa Econômica Federal (CEF), por exemplo, são julgadas pela Justiça
Federal.
E quanto ao STF e ao STJ? De maneira muito sucinta, o STF é o guardião da Constituição Federal e,
por isso, julga demandas que ofendem diretamente o texto constitucional. Julga, ainda, algumas das
principais autoridades do país nos crimes comuns e de responsabilidade. Já o STJ funciona como um
tribunal superior e recebe recursos tanto dos Tribunais Regionais quanto dos Tribunais Estaduais.
Como dito, o Estado, por meio do Poder Judiciário, tem o poder-dever de resolver de forma definitiva
(palavra final), mas não tem o monopólio da resolução de conflitos.
Existem outras formas admitidas em direito pelas quais as partes podem buscar a solução de sua lide.
A isso se dá o nome de equivalentes jurisdicionais (ou formas alternativas de solução de conflitos). São
os modos de solução de conflito não jurisdicionais, ou seja, soluciona o conflito, mas não correspondem
à jurisdição.
• AUTOCOMPOSIÇÃO - Forma de resolução em que uma das partes (ou ambas) abre mão do
interesse ou de parte dele (acordo). Também conhecida como conciliação, temos a figura do
conciliador que propõe, de forma simples, que um ou outro abdique de parte de seu direito para
a solução de conflito. Tecnicamente falando, ocorre a transação, a submissão e a renúncia.
Vou contar um exemplo que aconteceu comigo. Um banco cobrou cerca de quatro mil reais
indevidamente. Fundamentado pelo CDC, acionei judicialmente a instituição financeira a pagar a
repetição do indébito. Havendo o intento de negociar (transação), fomos à conciliação. O banco
acreditava que deveria pagar apenas os 4 mil cobrados indevidamente e eu disposto a receber os 8 mil.
Durante a transação, o conciliador propôs que ambos abríssemos mão do que estávamos pedindo.
Assim, chegamos a um acordo no valor de 6 mil reais. Eu renunciei a parte de meu pedido e o banco foi
submisso2 ao aceitar pagar um valor maior do que inicialmente estava disposto.
MEDIAÇÃO - A mediação tem por fundamento a vontade das partes. Difere-se da conciliação,
principalmente porque existe a previsão de benefícios mútuos. Outra grande diferença é que, na
mediação, temos a figura do mediador. Este, diferentemente do conciliador, não propõe solução ao
conflito, apenas guia as partes nesse sentido.
2
Submissão no processo judicial é denominada como reconhecimento jurídico do pedido. A transação e a denúncia mantêm-se
com o mesmo nome.
• Conciliação - é direcionada àqueles que têm uma relação pontual e é justamente essa relação
que dá origem ao conflito. O exemplo mais comum é a relação consumerista.
• Mediação - atua, preferencialmente, nas lides3 em que há uma relação continuada entre as
partes. Por exemplo, um conflito familiar ou de vizinhança.
ARBITRAGEM - As partes escolhem um terceiro para que profira uma decisão sobre a sua controvérsia.
Geralmente, este terceiro exerce influência em seu meio. Limita-se a direitos patrimoniais disponíveis.
Ainda, cito uma quinta forma de solução. São os “Tribunais Administrativos” em que a administração
pública julga os conflitos no âmbito do seu poder. Não se trata de jurisdição porque não há
definitividade em suas decisões. Os melhores exemplos são os Tribunais de Contas, CADE, CARF etc.
Quando falamos que um Juiz tem competência para julgar, falamos que ele
tem JURISDIÇÃO!
• Jurisdição voluntária - Não existe um conflito entre as partes, mas o negócio jurídico precisa ser
resolvido com a presença de um Juiz (também chamado de administração pública de interesses
privados). O exemplo clássico é a mudança do regime de casamento.
Portanto, jurisdição pode ser entendida como o poder do estado em resolver com definitividade
assuntos levados a sua apreciação.
3 Segundo Carenelutti, lide é o conflito de interesses qualificados por uma pretensão resistida.
Outro conceito que me parece caro é sobre o que chamamos de FORO JUDICIAL!
FORO JUDICIAL é a denominação dada a todos os serviços prestados pelo Poder Judiciário,
englobando as varas e ofícios judiciais e toda a estrutura destinada ao funcionamento do Poder
Judiciário. Aos ofícios de justiça incumbem a execução dos serviços do foro judicial, sendo-lhes
atribuídas as funções auxiliares do juízo a que se vinculam.
FORO EXTRAJUDICIAL é o local em que são praticados os atos notariais e registrais. A expressão é
utilizada para designar os serviços prestados pelos Notários e Registradores. São os cartórios que estão
espalhados pela cidade em que se reconhece firma, realiza-se casamento, registram-se nascimentos e
óbitos, fazem-se escrituras etc. A divisão é essa:
O advogado de Maria (também chamado de procurador) tem poderes para requerer em nome do
postulante (esses poderes emanam da procuração firmada). Assim, quem vai fazer um pedido ao Juiz,
expondo os fatos e apresentando a documentação, é o próprio advogado. O pedido é feito por meio do
que chamamos de peça inaugural.
É por meio da peça inaugural que o Juiz é instado a se manifestar, ou seja, é o meio que o
indivíduo provoca o Poder Judiciário e dá início ao processo judicial.
O juiz, ao presenciar um ato que infringe a lei, não pode processar o infrator ou tomar
alguma decisão judicial. Para que ele julgue qualquer que seja o caso, é necessário que haja
uma demanda (alguém peça ao Judiciário, isso é provocar). Esse alguém pode ser o
particular ou, então, o Ministério Público, por exemplo.
Assim, o Poder Judiciário só intervirá em espécie por provocação da parte (regra geral).
Após iniciado, não há mais inércia.
Como estamos falando de um processo cível, o pedido será feito por meio da petição inicial. Se fosse
um processo criminal, em regra, seria uma denúncia e partiria do Ministério Público (os particulares
também podem iniciar uma ação penal por meio da queixa-crime).
Dart Veiderson junta toda a papelada e vai ao Fórum apresentar esses documentos e o pedido ao Juiz.
Veja, eu disse papelada e não processo. E é bem isso mesmo! Esses documentos só serão um processo
após serem recebidos pelo Poder Judiciário.
Aliás, quem “trabalha” com processo é o Juiz. Os servidores “trabalham” com os autos do processo. A
diferença é o seguinte: o processo é o instrumento em si, enquanto os autos de processo são os
documentos que integram o processo.
Ah! Acima mencionamos que o advogado levará os documentos ao Fórum para “dar entrada ao
processo judicial”. Sobre isso, atualmente, via processo eletrônico, todas as peças processuais e o
peticionamento são feitos pela rede mundial de computadores (internet). Ou seja, na maioria dos casos,
não é mais necessário que o advogado vá ao fórum para entregar os documentos (embora ainda existam
processos físicos).
Outra informação bastante relevante é que, para que o processo seja peticionado, o autor, em regra,
deve recolher os valores referentes às despesas judiciais.
Diferentemente de outros órgãos ou Poderes que são custeados pelos impostos, o Judiciário é custeado
também pela demanda.
Por isso, fundamentado na autonomia financeira, cabe ao Poder Judiciário criar mecanismos para o
custeio de suas atividades.
[CONSTITUIÇÃO FEDERAL]
Art. 98. § 2º As custas e emolumentos serão destinados exclusivamente ao custeio dos serviços afetos
às atividades específicas da Justiça.
Para tanto, como regra geral, a prestação jurisdicional se dá por meio da contrapartida pecuniária do
requerente, ou seja, quando as partes solicitarem um ato judicial, devem pagar por ele (em regra,
antecipadamente).
Nesse sentido, as custas têm como finalidade a remuneração dos serviços forenses (termo relativo aos
serviços judiciais).
Custas é gênero e tem como espécies as custas judiciais, emolumentos (custas extrajudiciais) e a taxa
judiciária. Tendo natureza tributária, são fundamentadas no princípio da legalidade, ou seja, deve haver
previsão em lei para que seja possível a cobrança.
Em linhas gerais, as custas judiciais são devidas pelo processamento de feitos e são fixadas segundo
a natureza do processo e a espécie de recurso, especificados nas tabelas do TJ.
Exemplo: No ajuizamento de uma ação, o réu deve ser convocado a participar da relação processual (a lide, em regra, é
autor versus réu). Para tanto, a citação pode ser feita por meio de correspondência (carta com aviso de recebimento – AR),
pelo oficial de justiça ou por Edital). Independentemente da forma, o custeio desses atos é por meio das custas judiciais.
A parte deverá recolher aos cofres do Tribunal o valor correspondente ao ato. Por exemplo:
Exemplo: Existem várias coisas comuns com as pessoas quando passam em um concurso. Algumas
compram carro, outras um apartamento e outras, acredite, casam (rs). Brincadeiras à parte, todos
esses atos precisam de fé pública e são praticados em cartórios do foro extrajudicial. No caso do carro,
a autenticação por verdadeiro do documento de transferência do carro. Na compra de um
Já a TAXA JUDICIÁRIA é o encargo monetário devido pelas partes pela prestação de serviços de
natureza judiciária, pelos órgãos do Poder Judiciário do Estado. A taxa judiciária é variável e deve ser
recolhida em conformidade com o caso concreto.
Como o processo que estamos discutindo envolve apenas particulares, em regra, o processo deve
tramitar perante o juízo local que tem competência para julgar a lide (conflito).
Para que essa papelada seja analisada pelo Juiz, os autos devem ir para uma Vara Judicial. E para qual
tipo de vara o processo irá? Depende o que está sendo discutido.
JURISDIÇÃO PENAL OU CIVIL - Leva em conta a natureza da demanda. Sendo matéria penal
(crimes, contravenções etc.), o processo tramitará nas varas criminais. Existindo direito material
a ser discutido, a jurisdição será cível. Na prática, a jurisdição cível abrange tudo aquilo que não
seja de matéria penal.
JURISDIÇÃO COMUM E ESPECIAL - A jurisdição especial é aquela exercida pelas justiças que
têm sua competência em virtude do texto constitucional (Justiça do Trabalho, Eleitoral e Militar).
A justiça comum é composta pela Justiça federal (competência constitucional) e pela Justiça
Estadual, que tem competência residual.
O nosso caso envolve um conflito da esfera cível. Então, o processo tramitará em uma vara cível. Mas,
se na comarca da nossa hipótese tiver cinco varas cíveis, quem é que escolhe o juízo?
É necessário que essa papelada seja espaço geográfico (limita a competência). Por exemplo, o Tribunal
de Justiça do Ceará exerce legitimamente sua jurisdição no Estado do Ceará. Naturalmente, pela
extensão territorial do estado, este é fracionado para que cada Juiz atue em determinado local.
Ué? Mas e o princípio do Juiz Natural? Calma! É exatamente isso que eu quero que você entenda! O JUIZ
NÃO SE VINCULA PESSOALMENTE AO PROCESSO. Na verdade, quem está atuando no processo é
o próprio PODER JUDICIÁRIO e não o Juiz fulano de tal. Por isso, ele pode ser substituído em suas
funções (substituições legais).
Além disso, o princípio do Juiz Natural impede que o Presidente do TJ faça designações discricionárias
do magistrado. Isso elimina a figura do julgador por encomenda.
Por exemplo, imagine que determinado Juiz seja titular da “Vara da Fazenda Pública” e esteja julgando
e condenando com frequência a Prefeitura Municipal. Imagine só se o prefeito ligasse para o Presidente
do TJ (digamos que eles eram amigos de infância) e pedisse que o Juiz do feito fosse trocado, pois o
atual estaria “ferrando” com a sua vida.
Se isso fosse possível, o Presidente do TJ poderia, casuisticamente, tirar o processo desse magistrado e
mandar para outro juiz para que este o julgasse. Em razão do princípio do Juiz Natural e da
Independência Funcional, isso não é mais possível em nosso ordenamento jurídico.
Bem, e se prefeito ligar então para o Governador do Estado? Não é ele que manda nesse negócio todo?
Manda não! Explico. O Poder Judiciário goza de autonomia administrativa, funcional e financeira. Não
sou eu que estou dizendo isso não, é a própria Constituição Federal e o CODJ de cada estado:
CONSTITUIÇÃO FEDERAL
Art. 2º São Poderes da União, independentes e harmônicos entre si, o Legislativo, o Executivo e o
Judiciário.
CÓDIGO DE ORGANIZAÇÃO
Por outro lado, se o Juiz titular sair de férias, pode outro juiz substituí-lo? Claro que pode. Não seria
racional que os processos ficassem parados aguardando a volta do titular. Essa substituição não é
==24cf2==
AUTONOMIA FUNCIONAL – A autonomia funcional significa que o Judiciário está isento de qualquer
influência externa no exercício de sua atividade-fim. Ou seja, não obedece ao Poder Executivo e nem
ao Poder Legislativo ou a qualquer outro órgão.
• Propor criação/extinção de cargos (mesmo tendo autonomia, o Judiciário deve seguir o rito para
aprovar uma lei. Assim, o Judiciário propõe, o Legislativo vota e o Executivo promulga);
• Prover os cargos públicos. Não precisa de autorização do Governador para nomear os aprovados
em concurso;
AUTONOMIA FINANCEIRA – Refere-se ao fato de que cabe ao próprio Tribunal gerir, executar, aplicar
recursos e:
• Está sujeita à fiscalização externa pelo Tribunal de Contas (ou Poder Legislativo);
• O Executivo NÃO elabora a proposta do TJ e NÃO pode cortar orçamento. O Executivo apenas
consolida e ajusta a proposta.
Essas autonomias são necessárias para que o Poder Judiciário seja independente. Mas, tais autonomias,
por si só, não bastam. É necessário, também, garantir a atuação de seus membros de forma livre. Para
isso, existem algumas garantias constitucionais asseguradas aos magistrados:
• Não é considerado um privilégio e nem fere a isonomia com os demais servidores públicos;
• A irredutibilidade não é real, mas apenas nominal, não garante reajuste periódico
(entendimento do STF)!
• Há redução pelo Teto do subsídio dos Ministros do STF e deduções legais (IRRF e Contribuições
Previdenciárias)
Eu poderia continuar falando sobre muito mais, mas vamos voltar a nossa “papelada”.
A papelada chegou à Vara Judicial. Uma Vara Judicial (também chamada de cartório, ofício de justiça
ou unidade judicial) é o nome dado a determinada área (foro) em que o juiz atua e exerce sua jurisdição.
Podemos entender que é um CARTÓRIO/VARA com toda a sua estrutura (Juiz, servidores etc.).
Recebidos na unidade judicial, os autos precisam ser autuados. Autuar nada mais é que preparar o
processo para tramitação interna.
Alguns atos podem ser praticados pela própria serventia judicial, outros precisam ser realizados pelo
magistrado.
Aqueles que podem ser feitos pelos servidores são chamados de ATOS ORDINATÓRIOS.
Para que o Juiz de Direito possa se manifestar, nós devemos mandar os autos para ele. O termo
CONCLUSO é utilizado quando o processo é encaminhado ao magistrado para que se pronuncie.
Basicamente, existem três tipos de concluso:
• Concluso para Decisão – A decisão Interlocutória é uma simples decisão sobre algo importante
no processo, não sendo a decisão final.
• Concluso para Sentença – Essa é a decisão em primeiro grau sobre o que foi pedido pelo autor.
Note que, nessa etapa, já existe um processo e também uma relação jurídica processual. Em que pese,
excepcionalmente, existir processo sem autor ou réu (ações abstratas), a regra é que a relação
processual é tríplice.
OBS: A doutrina entende que, na jurisdição voluntária, não há partes, mas meros interessados.
• Intervenção de Terceiros – é ato processual pelo qual uma parte estranha ao processo (terceiro)
ingressa, por autorização legal, na relação processual.
Olha que interessante! Até esse ponto a parte requerida (réu) nada sabe sobre o processo. Veja, o
processo existe? Existe! Já está no Judiciário, tem número de processo e as custas judiciais foram pagas
(se cabível).
O réu (José) deve participar do processo, correto? E como ele será convocado a participar? É por meio
da citação. E é isso que você tem de ter em mente. Quando o acusado/réu não tem ciência do processo
e deve ser chamado a participar, é por meio da citação.
Sendo devidamente citado (seja por carta registrada ou por oficial de justiça), certamente ele vai
apresentar a contestação dos fatos. Qual o próximo passo? Muito provavelmente o Juiz irá determinar
uma audiência, em que ambas as partes devem comparecer. Agora, responda-me: para convocar as
partes para a audiência, será emitida uma citação? NÃO!!! Todo mundo já tem ciência de que existe um
processo. Agora, todos os atos e termos processuais serão comunicados por meio da intimação.
CPC - Art. 238. Citação é o ato pelo qual são convocados o réu, o executado ou o interessado
para integrar a relação processual.
Veja que, no caso da citação, o requerido não tem conhecimento do processo, por isso, pense no
seguinte: o Autor da ação precisa ser citado? Claro que não, ele já tem ciência/conhecimento do
processo.
Intimação – Agora que o requerido já foi chamado ao processo, ele deve ser comunicado dos
atos e termos do processo. Isso se faz por meio da intimação.
CPC - Art. 269. Intimação é o ato pelo qual se dá ciência a alguém dos atos e dos termos do processo.
Bem, daqui por diante cada processo tem uma vida própria a depender de sua matéria e complexidade.
Vários atos e termos podem ser praticados. O principal deles é a audiência. Falando em audiência, anote
aí:
Embora mais raro, no segundo grau de jurisdição também podem ocorrer audiências.
A diferença básica entre cada um é que nas audiências dá-se atenção a quem está falando (réu, autor e
advogado). Nas sessões, realizadas pelos órgãos colegiados de segundo grau, assiste-se ao debate
entre os Desembargadores.
Calma aí! Vou te explicar direitinho como isso funciona ao longo do curso.
O processo em epígrafe tramitou perante o primeiro grau de jurisdição. Os graus de jurisdição são
chamados de instâncias. Em cada uma delas é proferida uma decisão. Quando uma das partes não
concorda com a sentença proferida nessa instância, ela recorre. O processo, então, é distribuído à
instância superior para “novo” julgamento.
STJ
VARA TRIBUNAL DE
JUDICIAL JUSTIÇA
2ª INSTÂNCIA
STF
1ª INSTÂNCIA
Em regra, os processos iniciam no primeiro grau e tramitam em uma vara Judicial. Após a sentença, o
interessado pode interpor RECURSO para o segundo grau e, então, o feito tramitará no segundo grau
(segunda instância).
No primeiro grau de jurisdição, o processo é conduzido por um Juiz de Direito. As decisões durante o
processo e a sentença são tomadas somente por ele. Quando o Juiz profere a sentença, o processo
finaliza no primeiro grau de jurisdição. O “sucumbido”, se assim desejar, terá prazo para que possa
interpor recurso. Recurso é REMÉDIO VOLUNTÁRIO que pleiteia, dentro do mesmo processo, a
reforma ou a invalidação da decisão que se impugna.
O recurso é feito para que os Desembargadores (magistrados de segundo grau) possam atacar as
decisões dos magistrados de primeiro grau.
Existem duas formas de o processo chegar ao segundo grau. A primeira e mais tradicional é via recurso.
Recurso nada mais é que a contestação da sentença do juiz de primeiro grau. A segunda é quando algum
órgão do Tribunal tem competência originária para processar e julgar aquela matéria.
Competência originária é a competência para conhecer e julgar pela primeira vez um feito.
Portanto, tanto o juiz, que profere uma sentença singular no primeiro grau, tem competência originária
quanto os Desembargadores que conhecem e julgam diretamente no segundo grau. As hipóteses de
competência originária dos Desembargadores estão expressas no Regimento Interno de cada Tribunal.
Efeito Devolutivo – “Devolve” toda a matéria para ser reexaminada na instância superior, para
que a sentença seja mantida ou anulada em todas as suas etapas anteriores. Os efeitos da
decisão em primeiro grau devem ser cumpridos;
Existem outros, mas esses dois são importantes para o nosso curso. Se o interessado não interpor
recurso, o processo transitará em julgado e será encerrado. Quando falamos em trânsito em julgado,
estamos nos referindo à coisa julgada, ou seja, é a eficácia que torna imutável a sentença, seja definitiva
ou terminativa, não mais sujeita a recurso de qualquer espécie.
Recebido o RECURSO, o processo vai para o órgão de segunda instância competente e lá é distribuído
para um dos membros. Sim, no segundo grau os processos também devem ser distribuídos.
Na prática, todos os processos e atos de competência cumulativa de 2 (dois) ou mais juízes ESTÃO
SUJEITOS À DISTRIBUIÇÃO ALTERNADA E OBRIGATÓRIA, obedecidos os preceitos da legislação
processual.
O Desembargador sorteado será o RELATOR do processo a quem cabe ordenar e dirigir o processo. Na
prática, o Relator irá resumir o processo para que os demais membros do órgão possam votar.
Lembrando que o relator irá produzir o relatório e proferirá seu voto. Os demais membros podem
acompanhar o voto do Relator como podem discordar (o voto do relator não vincula os demais
membros).
Acompanhou o voto do Relator – Quando o magistrado vota de acordo com o voto do Relator.
Após a decisão final do Tribunal (acórdão), havendo a possibilidade de recorrer, o interessado o fará à
instância extraordinária. Se alegar ofensa à lei federal, o recurso é direcionado ao STJ. Se a alegação for
contra ato contrário à Constituição Federal, o recurso será direcionado ao STF.
Como dito, no primeiro grau, o processo é julgado por um juiz, o qual decide de forma monocrática. Em
segundo grau, os Desembargadores formam órgãos colegiados para decidir sobre os processos. A
decisão é pelo voto (por isso chamamos de sessão). Em instâncias extraordinárias, os ministros dos
tribunais superiores se reúnem em turmas para o julgamento dos recursos.
ATIVIDADE
2º GRAU DESEMBARGADORES
JURISDICIONAL
GRAU
MINISTROS
EXTRAORDINÁRIO
Essa estrutura se dá em virtude do duplo grau de jurisdição (tanto na alçada federal quanto na
estadual). No primeiro grau, atuam os juízes nas Varas Judiciais. No 2º grau, tratado como Tribunal de
Justiça, atuam os desembargadores (às vezes designados como membros), que julgam os recursos
interpostos às sentenças preferidas pelos juízes em primeiro grau.
OK! Mas e os Tribunais Superiores, esses são o 3º Grau? Nada disso! Os Tribunais Superiores são
chamados de grau extraordinário.
Ah! Por acaso, você já ouviu falar de concurso para Desembargador ou Ministro?
De todas as carreiras da magistratura (juiz, desembargador e ministro), só existe concurso para o cargo
inicial, Juiz Substituto ou Juiz de Direito Substituto.
Acha que estou falando besteira? Que nada, quem diz isso é a Constituição Federal.
Art. 101. O Supremo Tribunal Federal compõe-se de onze Ministros, escolhidos dentre cidadãos
com mais de trinta e cinco e menos de setenta anos de idade, de notável saber jurídico e reputação
ilibada.
Parágrafo único. Os Ministros do Supremo Tribunal Federal serão nomeados pelo Presidente da
República, depois de aprovada a escolha pela maioria absoluta do Senado Federal.
Art. 104. O Superior Tribunal de Justiça compõe-se de, no mínimo, trinta e três Ministros.
Parágrafo único. Os Ministros do Superior Tribunal de Justiça serão nomeados pelo Presidente da
República, dentre brasileiros com mais de trinta e cinco e menos de setenta anos de idade, de notável
saber jurídico e reputação ilibada, depois de aprovada a escolha pela maioria absoluta do Senado
Federal, sendo:
I - um terço dentre juízes dos Tribunais Regionais Federais e um terço dentre desembargadores dos
Tribunais de Justiça, indicados em lista tríplice elaborada pelo próprio Tribunal;
II - um terço, em partes iguais, dentre advogados e membros do Ministério Público Federal, Estadual,
do Distrito Federal e Territórios, alternadamente, indicados na forma do art. 94.
Viu? Todos os Ministros têm forma específica ingresso e nenhum deles é via concurso. Não sei se você
notou, mas para ser ministro do STF nem formação jurídica precisa ter. Quem sabe um dia você não
acorda com um telegrama à porta trazendo sua nomeação! Brincadeiras à parte, no começo da
república até tivemos um membro do STF que era médico. Foi o ilustre Cândido Barata Ribeiro.
Outra coisa que pode chamar a atenção é o fato de alguns membros do judiciário serem originados do
Ministério Público ou membros da advocacia. É o que chamamos de membros oriundos do Quinto
Constitucional. Segura aí na cadeira que já vamos falar deles.
Para ser membro da Magistratura de segundo grau, também não há concurso e sim os membros se
originam da carreira ou do quinto constitucional.
Art. 93. Lei complementar, de iniciativa do Supremo Tribunal Federal, disporá sobre o Estatuto da
Magistratura, observados os seguintes princípios:
I - ingresso na carreira, cujo cargo inicial será o de juiz substituto, mediante concurso público de
provas e títulos, com a participação da Ordem dos Advogados do Brasil em todas as fases, exigindo-
se do bacharel em direito, no mínimo, três anos de atividade jurídica e obedecendo-se, nas
nomeações, à ordem de classificação;
Elevação na Carreira;
Desembargador
Quinto Constitucional
Primeiramente, você deve entender que os magistrados ingressam na carreira como juiz substituto e
atuam no primeiro grau de jurisdição. Após dois anos de efetivo exercício, o magistrado torna-se
VITALÍCIO no cargo.
MEMBROS
VITALICIEDADE APÓS 2 ANOS
JUDICÍARIO/MP
• Antiguidade - é uma lista que faz o que o nome diz. Enumera, do mais antigo para o mais novo,
a relação de magistrados. Recusado o primeiro nome da relação, pela maioria de dois terços dos
membros do Tribunal (Constituição Federal, artigo 93, II, “d”), repetir-se-á votação do nome
imediato, e assim sucessivamente, até se fixar a indicação.
• Membros do Ministério Público ➔ com mais de 10 anos de carreira (conta-se após a nomeação
e posse);
• Advogados ➔ de notório saber jurídico e de reputação ilibada, com mais de dez anos de
efetiva atividade profissional (contados após a inscrição como advogado na OAB).
Verificada a vaga que deva ser provida pelo quinto constitucional, o Presidente do Tribunal de Justiça a
proclamará no Diário da Justiça e oficiará ao Ministério Público ou à Ordem dos Advogados do Brasil,
Secção do Estado, para que indiquem os integrantes em lista sêxtupla, com observância dos requisitos
constitucionais exigidos.
Recebida a lista sêxtupla, o Tribunal transformará a lista com seis nomes em lista tríplice mediante o
voto plurinominal (cada Desembargador vota em 3 nomes) em sessão pública e a enviará ao Chefe do
Poder Executivo (Governador) para que, nos 20 dias subsequentes à remessa, escolha e nomeie um
dos integrantes para o cargo de desembargador.
Em síntese:
ANTIGUIDADE
ELEVAÇÃO DE JUIZ
ACESSO
DE CARREIRA
MERECIMENTO
PROVIMENTO DO
CARGO DE
DESEMBARGADOR MEMBROS DO
MEMBROS ORIUNDOS MINISTÉRIO PÚBLICO
NOMEAÇÃO DO QUINTO
CONSTITUCIONAL MEMBROS DA CLASSE
DE ADVOGADOS
DESEMBARGADORES
MAGISTRADOS
DE CARREIRA
OBS: Nos Tribunais em que for ímpar o número de vagas a serem preenchidas pelo quinto
constitucional, uma delas será, alternada e sucessivamente, preenchida por advogado e por membro
do Ministério Público, em razão do critério da paridade.
Ser “essencial à justiça” é auxiliar o exercício da Jurisdição pelo Poder Judiciário. Isso não quer dizer que tais
entidades pertençam à estrutura do Judiciário. Vamos falar um pouco dessas funções antes de começar a
estudar a estrutura do MP.
A ADVOCACIA PRIVADA
Cabe à advocacia privada a defesa dos particulares, postulando em qualquer órgão do Poder Judiciário e aos
juizados especiais (advocacia contenciosa), bem como atividades de consultoria, assessoria e direção
jurídica.
A ADVOCACIA PÚBLICA
Cabe à advocacia pública a defesa, em juízo, do Poder Executivo, do Poder Legislativo e do Poder Judiciário.
A advocacia também presta a consultoria jurídica, mas somente ao Poder Executivo.
Art. 131. A Advocacia-Geral da União é a instituição que, diretamente ou através de órgão vinculado,
representa a União, judicial e extrajudicialmente, cabendo-lhe, nos termos da lei complementar que
dispuser sobre sua organização e funcionamento, as atividades de consultoria e assessoramento jurídico do
Poder Executivo.
A DEFENSORIA PÚBLICA
Vivemos em um Estado democrático de Direito, o qual deve assegurar o exercício de Direitos pelos
indivíduos. Para tanto, deve contar com um sistema jurídico eficiente e atuar positivamente por meio de
mecanismos que garantam o acesso a esse sistema.
Como vimos acima no nosso “causo”, a regra para postular em juízo é por meio de um advogado.
Entretanto, como você bem sabe, a desigualdade social no Brasil é tamanha que algumas pessoas não têm
condições de pagar por um advogado. E isso nos leva a seguinte questão: a natureza do sistema jurídico
pode criar barreiras ao acesso à justiça (o que torna o exercício do direito de acesso à justiça não tão fácil
assim).
Ocorre que o acesso à justiça é um dos requisitos mais basilares do estado democrático de direito e de um
sistema jurídico eficiente.
Art. 5º [...]
LXXIV - o Estado prestará assistência jurídica integral e gratuita aos que comprovarem insuficiência de
recursos;
A assistência jurídica, nesse contexto, envolve o amparo estatal como atividade assistencial aos
hipossuficientes.
Segundo o ordenamento jurídico vigente, essa assistência deve ser prestada pela Defensoria Pública.
Art. 134. A Defensoria Pública é instituição permanente, essencial à função jurisdicional do Estado,
incumbindo-lhe, como expressão e instrumento do regime democrático, fundamentalmente, a
orientação jurídica, a promoção dos direitos humanos e a defesa, em todos os graus, judicial e
extrajudicial, dos direitos individuais e coletivos, de forma integral e gratuita, AOS NECESSITADOS,
na forma do inciso LXXIV do art. 5º desta Constituição Federal.
Art. 134. A Defensoria Pública [...] a orientação jurídica, a promoção dos direitos humanos e a defesa, em
todos os graus, judicial e extrajudicial, dos direitos individuais e coletivos, de forma integral e gratuita,
AOS NECESSITADOS, na forma do inciso LXXIV do art. 5º desta Constituição Federal.
A defesa judicial não deixa dúvidas. O requerente vai até a Defensoria e, caso não consiga a solução
extrajudicial, a instituição ajuizará ação no Poder Judiciário (na prática, o Defensor atua como advogado da
parte).
Em razão do advento da EC 80/14, além da defesa judicial, a Defensoria possui a atribuição da defesa
extrajudicial (composição entre os conflitantes por meio da conciliação, mediação, arbitragem ou outras
técnicas de resolução de conflitos).
Dentre as possibilidades de atuação extrajudicial, a Defensoria Pública pode proteger os interesses de seus
assistidos por meio de Recomendações ou Termos de Ajustamento de Conduta.
A possibilidade de TAC advém da previsão da Lei nº 7.347/1985 que disciplina a ação civil pública:
II - a Defensoria Pública;
[...]
§ 6° Os órgãos públicos legitimados poderão tomar dos interessados compromisso de ajustamento de sua
conduta às exigências legais, mediante cominações, que terá eficácia de título executivo extrajudicial1.
Por isso, você deve entender que a Defensoria promove o acesso à Justiça, não somente o acesso ao Poder
Judiciário. Como assim? Senta aí que explico.
Uma pessoa pode ir à Defensoria buscar a simples orientação sobre um direito ou, se vivendo um conflito,
a instituição busca, antes do ajuizamento da ação, a autocomposição (conciliação, mediação etc.),
resolvendo o conflito extrajudicialmente. O ajuizamento da ação perante o Poder Judiciário é somente uma
das formas de atuação da Defensoria.
1
Título executivo extrajudicial é o documento hábil para acionar o devedor por meio de uma execução forçada para receber o
montante representado no título.
Também, além da defesa individual, possui a Defensoria a atribuição da defesa coletiva, com legitimidade
para o ajuizamento de ações coletivas e ações civis públicas. Nesse caso, a Defensoria pode atuar mesmo
sem o requerimento de algum necessitado.
Como visto, à DP cabe a defesa judicial, extrajudicial e, primordialmente, a orientação jurídica dos
necessitados, o que nos remete ao inciso LXXIV do art. 5º, que assim dispõe: “o Estado prestará assistência
jurídica integral e gratuita aos que comprovarem insuficiência de recursos."
O conceito de insuficiência de recursos precisa ser analisado com base no princípio da dignidade da pessoa
==24cf2==
humana (CF/88, art. 1º, III). Portanto, a Defensoria Pública deve atuar voltada à prestação de assistência
jurídica ao necessitado, assim entendido aquele que não tem condições de arcar com as despesas inerentes
aos serviços jurídicos de que necessita (contratação de advogado e despesas processuais) sem prejuízo de
sua subsistência.
Nesse sentido, a Defensoria Pública não atua somente na defesa de “pobres”, mas sim de todo aquele que
necessita ser assistido por ela. Um exemplo é o processo penal.
Segundo a LC Nº 80/94, sempre que alguém é preso e não constitui advogado, os autos de prisão em
flagrante devem ser remetidos à Defensoria. Mas, e se o preso não for pobre? Não importa, nesse caso, não
há análise de renda, pois a defesa técnica é obrigatória no processo penal.
JÁ CAIU EM
PROVA!
Q01. (MPE-RS – 2008 – MPE-RS) A Constituição Federal vigente situa o Ministério Público
a) dentro do Poder Judiciário.
b) dentro do Poder Executivo, em capítulo especial.
c) em capítulo especial, fora da estrutura dos demais poderes da República.
d) dentro do Poder Legislativo.
O MINISTÉRIO PÚBLICO
Digamos que, no nosso “causo”, Maria, em decorrência do acidente de trânsito, viesse a óbito. O
inquérito policial concluiu que José e Maria eram recém-divorciados e aquele não aceitava o fim do
relacionamento e, por isso, agiu com dolo “jogando o carro em cima” do carro de Maria.
Um homicídio tem grande repercussão na sociedade, por isso, extrapola o âmbito individual da vítima e
interessa a toda a sociedade que o crime seja apurado e o autor punido. Outros, por sua natureza e
menor gravidade, interessam mais à vítima que à sociedade.
No primeiro caso, cabe ao ESTADO promover a ação penal para punir o criminoso. E não é o Judiciário
que promove a ação. Lembre-se de que o Judiciário é regido pelo princípio da inércia. Então, alguém tem
de ir lá e exercer o papel de autor dessa ação (provocando o Judiciário). Esse alguém, em regra, é o
Ministério Público.
Existem três (ou quatro, dependendo da vertente) espécies de ação penal. Em apertada síntese (porque
não é nosso objetivo aqui esmiuçar as nuances do direito) podemos conceituá-las assim:
AÇÃO PENAL PÚBLICA: Em síntese, sendo bastante preciso, a ação penal é o dever-direito que o
estado tem ou o direito do ofendido de solicitar a aplicação da lei em casos concretos. A pretensão é
punir o infrator. Por expressa previsão Constitucional, é de iniciativa exclusiva do Ministério Público,
representando o interesse social. A ação penal pública não depende da vontade da vítima. Ela pode ser
incondicionada ou condicionada.
AÇÃO PENAL PRIVADA: é promovida pelo ofendido ou por quem possa representá-lo. É oferecida
mediante QUEIXA. Ex. Calúnia, difamação etc.
AÇÃO PENAL PRIVADA SUBSIDIÁRIA DA PÚBLICA – Ela não é privada, mas pública. Originariamente,
cabia ao MP, entretanto, este fica inerte, ou seja, não adota nenhuma medida. Assim, abre-se a
possibilidade para que o ofendido, o seu representante legal ou os seus sucessores ingressem com a
ação penal privada subsidiária da pública, assumindo a titularidade da ação penal.
Uma vez finalizado o processo criminal em primeira instância, o condenado tem igualmente a
oportunidade de contestar a sentença via recurso.
Como você viu, o Ministério Público exerce funções diferentes daquelas exercidas pelo Poder
Judiciário. O MP é composto pelos seus membros, chamados de promotores ou de
procuradores, os quais NÃO SÃO membros do Judiciário!
Um erro comum sobre a natureza do Ministério Público é associá-lo ao Poder Judiciário. Esse é um erro
grave, inclusive. O Ministério Público NÃO pertence à estrutura do Poder Judiciário, nem do Poder
Legislativo, muito menos do Poder Executivo.
CF conferiu elevado status constitucional ao MP, assim não é um 4º Poder e nem vinculado ao
Legislativo, Judiciário e Executivo. Também não é um ente (União, Estados, DF e Municípios). É o que,
então? É uma instituição INDEPENDENTE, essencial à função Jurisdicional do Estado, ou seja, é essencial
à execução do poder jurisdicional. Estudaremos isso em seguida.
Para identificarmos sua estrutura, o ponto de partida é o Art. 128 da Constituição Federal:
Perceba que o artigo 128 trata do Ministério Público brasileiro que abrange o MPU e os Ministérios
Públicos Estaduais. O MPU é um só, dividido em quatro ramos e tem atuação em todo o território
nacional. Já o Ministério Público dos Estados tem atuação nos limites territoriais da respectiva unidade
da federação. Graficamente, a estrutura do Ministério Público é esta:
Quando falamos “Ministério Público”, em regra, estamos nos referindo a toda a estrutura do MP, ou
seja, MPU + MP Estaduais. Algumas bancas costumam se referir a essa estrutura como Ministério
Público brasileiro, Ministério Público comum ou Ministério Público nacional.
Por sua vez, algumas vezes você encontrará o termo “Ministério Público especial”. Essa menção refere-
se aos Ministérios Públicos que atuam perante os Tribunais de Contas que, como veremos a frente, não
pertencem a estrutura do Ministério Público.
Ah! Já anote aí: O Ministério Público NÃO TEM UM CHEFE. Cada MP tem o próprio. Assim, o Procurador-
Geral da República é o chefe do MPU e os Procuradores-Gerais de Justiça Estaduais são chefes dos MPs
Estaduais respectivos.
Por não existir hierarquia entre o MPU e o MP DOS ESTADOS, naturalmente, o PGR não é
hierarquicamente superior aos Procuradores-Gerais de Justiça dos Estados.
O Ministério Público da União é regido pela Lei Complementar nº 75/1993. O MPU atua em todo o
território nacional. A atuação de cada um dos ramos está ligada às “especialidades” do Poder Judiciário.
“Coincidentemente”, nós temos quase que as mesmas opções no Ministério Público. É isso aí mesmo
que você está pensando: cada ramo do MPU atua perante uma especialidade da justiça brasileira e os
Ministérios Públicos Estaduais perante o Poder Judiciário dos Estados.
O MPF tem competência para atuar em qualquer tribunal ou juízo do país quando a causa for
relacionada a direito das populações indígenas, do meio ambiente, de bens e direitos de valor
artístico, estético, histórico, turístico e paisagístico, integrantes do patrimônio nacional.
Outra informação bem importante é que, em regra, quem atua no STF é o PGR, mas ele pode designar
Subprocuradores-gerais da república (membros da carreira do MPF) para atuar lá também. No STJ,
atuam, precipuamente, o PGR e os MPF.
Entretanto, segundo jurisprudência do STF, os Ministérios Públicos dos Estados e do Distrito Federal e
Territórios podem postular diretamente no STF e no STJ, em recursos e meios de impugnação oriundos
de processos nos quais o ramo Estadual tem atribuição para atuar. Ainda, detém legitimidade ativa
autônoma para propor reclamação constitucional perante o Supremo Tribunal Federal.
Primeiro: os Tribunais de Contas não pertencem à estrutura do Poder Judiciário brasileiro. São “Cortes”
especializadas na análise das contas públicas.
Algumas questões mencionam “Ministério Público Especial”. Esse tipo de termo refere-se
aos Ministérios Públicos junto aos Tribunais de Contas.
Os Ministérios Públicos junto aos Tribunais de Contas são incumbidos de controle externo e da
fiscalização contábil, financeira, orçamentária e patrimonial da administração pública.
Os MPs que oficiam perante os Tribunais de Contas da União (TCU) e Tribunais de Contas Estaduais
(TCEs) não fazem parte do Ministério Público Brasileiro.
Embora sejam instituições distintas e uma não pertença à estrutura da outra, por previsão
constitucional, os direitos, vedações e formas de investidura do Ministério Público
estendem-se aos MP junto aos Tribunais de Contas.
CF-88: Art. 130. Aos membros do Ministério Público junto aos Tribunais de Contas aplicam-
se as disposições desta seção pertinentes a direitos, vedações e forma de investidura
Se você voltar na redação do Art. 128, da Constituição Federal, não irá encontrar menção a um ramo
chamado Ministério Público Eleitoral. De fato, ele não existe. Se não tem um ramo, também não há
carreira ou estrutura própria.
Art. 72. Compete ao Ministério Público Federal exercer, no que couber, junto à Justiça Eleitoral, as
‘funções do Ministério Público, atuando em todas as fases e instâncias do processo eleitoral.
Na verdade, a “função eleitoral” é dividida entre o Ministério Público Federal e os Ministérios Públicos
Estaduais.
Art. 78. As funções eleitorais do Ministério Público Federal perante os Juízes e Juntas Eleitorais serão
exercidas pelo Promotor Eleitoral.
Art. 79. O Promotor Eleitoral será o membro do Ministério Público local que oficie junto ao Juízo
incumbido do serviço eleitoral de cada Zona.
Apesar de sua semelhança, o MPDFT pertence à estrutura do MPU, portanto, não pode ser tratado como
um Ministério Público Estadual (isso cai bastante em provas).
Cai muito em provas a alegação que o MPDFT é um Ministério Público equivalente aos
estaduais, o que é errado, pois o MPDFT é um dos ramos do MPU.
Se você observar bem, o MPU e os Ministérios Públicos Estaduais estão no mesmo plano, portanto, NÃO
HÁ HIERARQUIA ENTRE ELES.
Os Ministérios Públicos dos Estados são regulados pela Lei nº 8.625/93. Esse diploma, intitulado de Lei
Orgânica Nacional do Ministério Público (LONMP para os mais íntimos), dispõe sobre normas gerais para
a organização do Ministério Público dos Estados.
Por trazer normas gerais de organização dos MPs Estaduais, a competência legislativa é privativa do
Presidente da República.
II - disponham sobre:
Um aspecto que me parece muito importante ressaltar é o fato de que pode existir, em cada estado,
uma Lei Orgânica do Ministério Público. Essa, de iniciativa FACULTATIVA dos chefes dos respectivos
MPs, trata de normas específicas do Ministério Público local (quando você ouvir Ministério Público local,
estamos falando do Ministério Público do estado).
[LEI N. 8.625/1993]
Art. 2º Lei complementar, denominada Lei Orgânica do Ministério Público, cuja iniciativa é facultada
aos Procuradores-Gerais de Justiça dos Estados, estabelecerá, no âmbito de cada uma dessas
unidades federativas, normas específicas de organização, atribuições e estatuto do respectivo
Ministério Público.
Perceba que aos Procuradores-Gerais de Justiça dos Estados (chefes dos respectivos MPs Estaduais) tem
a iniciativa de lei, ou seja, os chefes fazem a PROPOSTA de lei para a Assembleia Legislativa respectiva
(mesmo o MP tendo autonomia, tudo o que depender de lei precisa ser aprovada pelo Poder Legislativo
local).
Ah! Acredito eu você já saiba, mas a LONMP ressalta que a organização do MPDFT, por pertencer à
estrutura do MPU, NÃO é abrangida por essas leis.
[LEI N. 8.625/1993]
Art. 2º Parágrafo único. A organização, atribuições e estatuto do Ministério Público do Distrito Federal
e Territórios serão objeto da Lei Orgânica do Ministério Público da União.
Falando nisso, há alguns aspectos que precisamos diferenciar desde já. O MPU é organizado pela Lei nº
75/93, enquanto os MPs dos Estados pela Lei nº 8.625/93 + Leis estaduais.
MINISTÉRIO PÚBLICO DA
MINISTÉRIO PÚBLICO ESTADUAL
UNIÃO
Rege-se CF88 + LC nº 75/93 CF88 + Lei nº 8.625/93 e Lei Estadual
Mister destacar que as normas constantes na LC 75/93 se aplicam, SUBSIDIARIAMENTE, aos Ministérios
Públicos dos Estados.
[LEI N. 8.625/1993]
Art. 80. Aplicam-se aos Ministérios Públicos dos Estados, subsidiariamente, as normas da Lei Orgânica
do Ministério Público da União.
Tudo certo até aqui? Lembre-se: qualquer dúvida, estamos lá no fórum de dúvidas. Por mais simples que
possa parecer, nos chame por lá.
Art. 85. São crimes de responsabilidade os atos do Presidente da República que atentem contra a
Constituição Federal e, especialmente, contra:
II - o livre exercício do Poder Legislativo, do Poder Judiciário, do Ministério Público e dos Poderes
constitucionais das unidades da Federação;
Anote ainda:
NÃO são aplicáveis ao MP os decretos e regulamentos expedidos pelo Poder Executivo, uma
vez que a instituição não se submete ao poder regulamentar deste.
2. (FGV – 2016 – MPE-RJ - ADAPTADA) Estevão e Pantaleão debatiam a respeito dos distintos aspectos
que caracterizam o Ministério Público no Brasil. Ao fim, não alcançaram um consenso a respeito da
posição dessa instituição no âmbito das estruturas de poder e das funções que deve desempenhar.
A esse respeito, é correto afirmar que o Ministério Público é instituição constitucionalmente
autônoma, sem qualquer subordinação aos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário;
Comentário
GABARITO: Correta
3. (FGV – 2016 – MPE-RJ - ADAPTADA) Marta, viúva e mãe de cinco crianças, procura o Promotor de
Justiça da sua Comarca e informa que fornecera salgadinhos para um restaurante durante todo o
mês. Ao final desse período, foi comunicada que não seria paga porque os clientes do restaurante
não consumiram os salgadinhos na quantidade esperada pela direção. O problema é que, sem esse
dinheiro, ela terá dificuldades para arcar com as despesas da casa.
O Promotor de Justiça, ao receber o pedido de Marta, deve eximir-se de adotar qualquer medida
em favor de Marta, limitando-se a orientá-la para que procure um advogado ou Defensor Público.
Comentário
ACHOU DIFÍCIL? Por isso precisei passar alguns aspectos básicos sobre o funcionamento do judiciário e
das funções essenciais à justiça. Isso cai em provas!
O promotor pode representar em juízo hipossuficientes? Claro que não! Isso cabe à Defensoria Pública.
Por isso, o Promotor deve eximir-se de adotar qualquer medida em favor de Marta, limitando-se a
orientá-la para que procure um advogado ou Defensor Público;
GABARITO: Correta
Agora que já estamos familiarizados com o Ministério Público, precisamos saber sobre sua natureza.
Para isso, a Constituição Federal, a Lei n. 8.625/93 e a LC Estadual têm a seguinte disposição:
NORMATIVO DISPOSIÇÃO
Isso é sempre objeto de cobrança em provas. Então, a primeira tarefa com essa informação é
MEMORIZÁ-LA:
==24cf2==
Apesar de ser pequeno, o artigo supra nos diz muito sobre o Ministério Público. Vejamos:
a) INSTITUIÇÃO INDEPENDENTE
O MP deve sempre ser tratado como uma INSTITUIÇÃO, nunca como Poder, ente ou órgão.
Não é um poder porque, de acordo com a Constituição, temos apenas o Judiciário, Legislativo e
Executivo. É isso o que diz a CF 88:
Ademais, o MP não se vincula a nenhum poder, por isso é chamada de INSTITUIÇÃO INDEPENDENTE.
Imagine, se por acaso, o MP fosse vinculado a algum Poder ou órgão. Nesse caso, a atuação da instituição
seria restrita em razão da dependência hierárquica. Sendo independente, o MP pode agir contra quem
quiser.
Não é um ente, pois não se equipara à União, estados, Distrito Federal ou municípios.
Não é um órgão, pois órgão público é uma unidade com atribuição específica e pertence a estrutura
orgânica de determinada organização. Portanto, não podemos tratar o MP como órgão, pois o próprio
MP é a organização.
Anote aí que o MP NÃO pode ser tratado com um poder, ente ou órgão;
b) INSTITUIÇÃO PERMANENTE
Por permanente, entende-se que o MP não é uma instituição temporária e que está sempre disponível.
Não, não é cláusula pétrea. Trata-se de uma vedação implícita. Explico. Precipuamente, cabe ao
Ministério Público a defesa da sociedade, principalmente os direitos e garantias fundamentais dos
cidadãos. Nesse caso, extinguir o MP é atacar tais direitos e garantias. Daí, entende-se que o MP não
pode ser extinto por Emenda Constitucional.
Nós podemos ter uma EC alterando procedimentos ou ampliando a atuação do Ministério Público.
Suprimir funções é ferir os direitos e garantias fundamentais do cidadão.
É mister destacar que o MP não tem Jurisdição. Quem tem jurisdição é o Poder Judiciário. Por exemplo:
se durante a investigação um membro do MP constatar indícios de tráfico de drogas e também de
exploração sexual infantil. Nessa situação, dada a urgência e periculosidade dos crimes, o Ministério
Público poderá decretar a prisão dos suspeitos?
Claro que não!!!! De acordo com a organização constitucional, quem tem o poder de “dizer o direito” é
o Poder Judiciário. Nessa hipótese, cabe ao MP representar ao juízo competente SOLICITANDO a prisão
dos suspeitos.
O MP não manda prender e nem solta. O MP acusa e aí cabe ao Poder Judiciário processar e julgar o
suspeito.
Infere-se que o MP exerce funções distintas das do Poder Judiciário. O MP é uma Instituição que atua
paralelamente ao Judiciário, cuja finalidade é auxiliar no exercício da Jurisdição, seja como parte ou
como fiscal do cumprimento da lei no processo (custos legis).
O Ministério Público NÃO defende os interesses do governo. Em sua atuação, o MP está SEMPRE
DEFENDENDO OS INTERESSES DA SOCIEDADE, e nunca de um indivíduo isoladamente ou do Governo.
Essencialmente, o MP atua:
Defesa da Ordem Jurídica Conjunto de leis e constituição federal (ADI, fiscal etc.); Fiscaliza o
efetivo cumprimento das leis e dos atos praticados pelos órgãos do Estado (pode ser como autor
ou custos legis);
Defesa do Regime Democrático de Direito Observância dos princípios que garantem a
participação popular na condução do país. O MP também atua quando atos contrários à
democracia são praticados (ex. ação interventiva);
Defesa dos interesses sociais … direit8os em que esteja presente o interesse geral, da
coletividade; Direitos difusos, coletivos, de interesse social. São aqueles que os beneficiários são
indetermináveis (ex. meio ambiente, patrimônio público, consumidor etc.).
Defesa dos Individuais Indisponíveis – aqueles que não podem ser dispostos, abdicados,
vendidos etc.
O MP atua também na defesa dos direitos individuais disponíveis pode atuar quando
forem homogêneos (tem origem comum, atinge mais de uma pessoa e tem relevância social.
Ex. Direito do Consumidor etc.)
Sobre a defesa dos direitos individuais disponíveis HOMOGÊNEOS, o STJ teve a oportunidade de se
posicionar de forma concreta:
Súmula 601 STJ: O Ministério Público tem legitimidade ativa para atuar na defesa de direitos
difusos, coletivos e individuais homogêneos dos consumidores, ainda que decorrentes da
prestação de serviço público.
E também o STF:
O Ministério Público tem legitimidade ativa para a defesa, em juízo, dos direitos e interesses individuais
homogêneos, quando impregnados de relevante natureza social, como sucede com o direito de petição
e o direito de obtenção de certidão em repartições públicas.
[RE 472.489 AgR, rel. min. Celso de Mello, j. 29-4-2008, 2ª T, DJE de 29-8-2008.]
Para que o MP possa atuar na defesa dos direitos individuais homogêneos é necessário que
haja interesse social.
Segundo leciona o professor VASLIN, a súmula foi uma concretização do pensamento já assente nos
Tribunais no sentido de que o Ministério Público tem legitimidade ativa para intentar ação civil pública
para defesa de:
Uma das funções institucionais do MP, segundo à CF, é zelar pelo efetivo respeito dos poderes públicos
e dos serviços de relevância pública aos direitos assegurados na CF e promover as medidas necessárias
à sua garantia. Essa é função autenticamente de defensor do povo, o chamado ombudsman.
OBS: O fato do MP ser ombudsman ou defensor do povo não impede a sociedade civil de buscar
diretamente seus direitos.
Comentários
O MP é essencial à função jurisdicional do Estado, mas não integra a estrutura do Poder Judiciário.
GABARITO: Errada
Comentários
O MP é uma instituição incumbida da defesa do regime democrático e da ordem jurídica, mas não integra
a estrutura do Poder Executivo.
GABARITO: Errada
6. (FCC – 2015 – TCE-CE - adaptada) O MP é responsável, privativamente, pela defesa dos direitos
sociais e individuais indisponíveis em Juízo.
Comentários
O MP defende os interesses socais e individuais indisponíveis e também não tem essa prerrogativa
privativamente.
GABARITO: Errada
7. (FCC – 2015 – TCE-CE - adaptada) o MP responsável pela defesa do regime democrático e da ordem
jurídica, integrando a estrutura do Poder Legislativo.
Comentários
O MP é instituição responsável pela defesa do regime democrático e da ordem jurídica, mas não integra
a estrutura do Poder Legislativo.
GABARITO: Errada
8. (FGV - 2016 - MPE-RJ) Ernesto, estudante de direito, decidiu inteirar-se a respeito da sistemática
legal afeta à organização do Ministério Público, mais especificamente em relação à natureza jurídica
e ao fundamento de validade das leis existentes. É correto afirmar que a organização do Ministério
Público Estadual é disciplinada:
e) na Constituição da República Federativa do Brasil, em lei ordinária federal e em lei ordinária estadual.
Comentários
Os MPs estaduais são disciplinados pela CF 88, Lei ordinária n. 8.625/93 e por Lei complementar
estadual.
GABARITO - Letra C
9. (CESPE – 2018 – PC-MA) A instituição permanente, essencial à função jurisdicional do Estado, à qual
incumbe a defesa da ordem jurídica, do regime democrático e dos interesses sociais e individuais
indisponíveis é o(a)
a) advocacia pública.
c) polícia judiciária.
d) Defensoria Pública.
e) Ministério Público.
Comentários
GABARITO - Letra E
10. (CESPE – 2016 – TCE-PR) O Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União é órgão
integrante do Ministério Público da União (MPU), e a seus membros aplicam-se os mesmos direitos,
vedações e forma de investidura aplicados ao MPU.
Comentários
Embora tenham os mesmos direitos, vedações e forma de investidura, o MP que oficia perante os
Tribunais de Contas não são órgãos do Ministério Público da União
GABARITO: Errada
11. (CESPE – 2017 – PC-GO) A CF descreve as carreiras abrangidas pelo Ministério Público e, entre
elas, elenca a do Ministério Público Eleitoral.
Comentários
Não existe um ramo chamado Ministério Público Eleitoral, portanto, não há carreira específica.
GABARITO: Errada
12. (IADES - 2017 – Hemocentro BSB) O Ministério Público abrange o Ministério Público da União,
que compreende o Ministério Público Federal, o Ministério Público do Trabalho, o Ministério Público
Militar e o Ministério Público dos Estados, que engloba os Ministérios Públicos dos Estados e o
Ministério Público do Distrito Federal e Territórios.
Comentários
O MPU e o MP dos Estados não têm essa estrutura. Como vimos, a estrutura é a seguinte:
GABARITO: Errada
13. (CESPE – 2010 – MPE-SE - Adaptada) Acerca das autonomias constitucionais, da estrutura
organizacional e do regime jurídico do MP na CF, julgue os itens a seguir.
É possível a delegação legislativa em matéria relativa à organização do MP, à carreira e à garantia
de seus membros.
Comentários
Vamos analisar:
Art. 128. § 5º Leis complementares da União e dos Estados, cuja iniciativa é facultada aos respectivos Procuradores-
Gerais, estabelecerão a organização, as atribuições e o estatuto de cada Ministério Público, observadas, relativamente
a seus membros:
DA DEFENSORIA PÚBLICA
Vivemos em um Estado Democrático de Direito, o qual deve assegurar o exercício de Direitos pelos
indivíduos. Para tanto, deve contar com um sistema jurídico eficiente e atuar positivamente por meio de
mecanismos que garantam o acesso a esse sistema.
Como vimos acima no nosso “causo”, a regra para postular em juízo é por meio de um advogado.
Entretanto, como você bem sabe, a desigualdade social no Brasil é tamanha que algumas pessoas não têm
condições de pagar por um advogado. E isso nos leva a seguinte questão: a natureza do sistema jurídico
pode criar barreiras ao acesso à justiça (o que torna o exercício do direito de acesso à justiça não tão fácil
assim).
Diante disso, na década de 1970, dois juristas Mauro Cappelletti e Brayant Garth desenvolveram o "Projeto
Florença" que tinha como norte analisar as barreiras do acesso à justiça e trazer propostas de renovação do
acesso à justiça a fim de minimizar essas barreiras. O Projeto Florença foi dividido em três ondas do
movimento de renovação do acesso à justiça. São elas:
Dando continuidade ao estudo do acesso à justiça, temos que este é um dos requisitos mais basilares de um
estado democrático de direito e de um sistema jurídico eficiente.
Art. 5º [...]
LXXIV - o Estado prestará assistência jurídica integral e gratuita aos que comprovarem insuficiência de
recursos;
Mas isso nem sempre foi assim, vamos recordar a forma como as constituições brasileiras anteriores
trataram o tema:
A assistência jurídica, nesse contexto, envolve o amparo estatal como atividade assistencial aos
hipossuficientes. Vale destacar que, enquanto assistência jurídica (e não judiciária), é possível compreender
que esta prestação não se limita ao poder judiciário, podendo ser exercida também na esfera extrajudicial.
Segundo o ordenamento jurídico vigente, essa assistência deve ser prioritariamente prestada pela
Defensoria Pública.
Art. 134. A Defensoria Pública é instituição permanente, essencial à função jurisdicional do Estado,
incumbindo-lhe, como expressão e instrumento do regime democrático, fundamentalmente, a
orientação jurídica, a promoção dos direitos humanos e a defesa, em todos os graus, judicial e
extrajudicial, dos direitos individuais e coletivos, de forma integral e gratuita, AOS NECESSITADOS,
na forma do inciso LXXIV do art. 5º desta Constituição Federal.
Esse item não foi sempre assim. A redação atual se dá em virtude da Emenda Constitucional nº 80, de 2014.
A Emenda Constitucional (EC) nº 80/14 fortaleceu/ampliou a Defensoria Pública como instituição autônoma
e essencial à função jurisdicional do Estado. Antes da alteração, a Defensoria Pública estava prevista na
Seção III do Capítulo IV, juntamente com a Advocacia. Agora, está prevista na Seção IV do Capítulo IV, que
trata “das funções essenciais à justiça”, dentro do Título IV, que versa sobre a “organização dos poderes”.
Comentários
A assertiva trazida pela banca é quase que uma cópia completa da literalidade do art. 134 da CRFB/88.
Portanto, a assertiva está correta.
GABARITO: Certo.
d) orientar aqueles que comprovarem insuficiência de recursos nos seus problemas jurídicos e na defesa de
seus direitos;
e) estabelecer normas jurídicas que guardam um arranjo lógico para proteger os direitos dos cidadãos.
Comentários
Conforme consagrado na Constituição da República de 1988, à Defensoria Pública cabe orientar aqueles
que comprovarem insuficiência de recursos nos seus problemas jurídicos e na defesa de seus direitos.
GABARITO: Letra D
(FGV – 2018 – Câmara de Salvador) João, pessoa idosa e que passava por
sérias dificuldades financeiras, foi surpreendido por uma ação de despejo ajuizada pelo
proprietário do imóvel em que residia, precisando de um profissional habilitado que
pudesse representar os seus interesses em juízo.
Comentários
João, como narrado no enunciado, portanto, pode recorrer à Defensoria Pública para a defesa de seus
interesses.
Art. 134. A Defensoria Pública é instituição permanente, essencial à função jurisdicional do Estado,
incumbindo-lhe, como expressão e instrumento do regime democrático, fundamentalmente, a
orientação jurídica, a promoção dos direitos humanos e a defesa, em todos os graus, judicial e
extrajudicial, dos direitos individuais e coletivos, de forma integral e gratuita, aos necessitados,
GABARITO: Letra B
Bem, voltando a análise do Artigo 134, há muitas coisas a se discutir. Desmembrando-o, temos os seguintes
tópicos a estudar:
INSTITUIÇÃO PERMANENTE
ESSENCIAL À FUNÇÃO
DEFENSORIA JURISDICIONAL DO ESTADO
PÚBLICA
ORIENTAÇÃO JURÍDICA
INCUMBINDO-LHE, COMO
EXPRESSÃO E INSTRUMENTO
DO REGIME DEMOCRÁTICO PROMOÇÃO DOS
DIREITOS HUMANOS
JUDICIAL E EXTRAJUDICIALMENTE
FORMA
DE FORMA INTEGRAL E GRATUITA
AOS NECESSITADOS
Instituição Permanente
Por ser tratada como instituição, é independente, não está vinculada a nenhum Poder, Ente ou órgão
estatal e, por isso, pode exercer livremente suas atividades, inclusive ajuizando ações face às pessoas
jurídicas de direito público (União, Estados, Municípios, DF etc.).
[...] 4. A Defensoria Pública dos Estados tem autonomia funcional e administrativa, incabível
relação de subordinação a qualquer Secretaria de Estado. Precedente. 5. Ação direta de
inconstitucionalidade julgada procedente. (STF, ADI 3965/MG, Relator Min. Carmen Lúcia,
Tribunal Pleno, Julgamento em 07.03.2012).
Não à toa, em 2023, o STF através do RE 1.140.005 validou o pagamento de honorários sucumbenciais à
Defensoria Púbica em ações movidas contra entes públicos. A verba deve ser destinada ao aparelhamento
da instituição, não há o que se falar em confusão entre a Defensoria Pública e o ente público. Tal
entendimento implicará no desuso da Súmula 421 do STJ que desobrigada os entes públicos do pagamento
dos honorários.
Por permanente, entende-se que a DP não é uma instituição temporária e que está sempre disponível. Se é
permanente, a existência da instituição não pode ser suprimida do texto constitucional, assumindo, assim,
o caráter de cláusula pétrea. Essa afirmativa se fundamenta no fato de que a defensoria pública é
constitucionalmente responsável pela instrumentalização do direito fundamental previsto no art. 5º, LXXIV
da CRFB/88 como já abordado nesta aula.
A Defensoria deve sempre ser tratada como uma INSTITUIÇÃO, nunca como Poder, ente ou órgão.
Não é um poder, porque, de acordo com a Constituição, temos apenas o Judiciário, Legislativo e
Executivo (ademais, a DP está em capítulo especial, fora da estrutura dos Poderes.)
Não é um ente, pois não se equipara à União, estados, Distrito Federal ou municípios.
Não é um órgão, pois órgão público é uma unidade com atribuição específica e pertence a estrutura
orgânica de determinada organização.
(QUADRIX - 2022 – SEDF) Em relação ao direito constitucional, julgue o item.
A Defensoria Pública é uma instituição permanente que tem como incumbência a
orientação jurídica, a promoção dos direitos humanos e a defesa, em todos os graus,
judicial e extrajudicial, dos direitos individuais e coletivos, de forma integral e gratuita.
Comentários
A assertiva está correta tendo em vista que é fiel reprodução do art. 134, caput da CRFB/88.
GABARITO: Certo
É nesse contexto que a Defensoria Pública existe. Sua função basilar é promover o acesso à Justiça dos
necessitados. Isso, inclusive, expressão e instrumento do regime democrático (possibilitar o acesso à
Justiça dos necessitados fazendo-os ter acesso aos seus direitos).
Não confunda: Quem tem jurisdição é o Poder Judiciário, sendo a Defensoria um dos instrumentos para “se
fazer justiça”.
Assim, a Defensoria Pública é tida pela doutrina institucional como uma "instituição megafone", isso
porque, como expressão e instrumento do regime democrático, a defensoria participa ativamente dos
processos decisórios da sociedade, ampliando a voz dos vulneráveis.
Além disso, a Defensoria Pública consegue ser instrumento do regime democrático através da educação em
direitos, a qual a instituição atuará de forma a melhor instruir os indivíduos para que, a partir deste
momento, possam lutar e proteger seus direitos por conta própria.
A Defensoria Pública tem como norte a promoção dos direitos humanos e, assim sendo, o constituinte
está exigindo desta instituição uma postura ativa de promover mudança, de tirar da inércia o poder público
no que tange o avanço na tutela dos direitos humanos.
Por fim, é preciso destacar que, mesmo sendo definida como essencial à função jurisdicional do Estado, os
Defensores e defensoras Públicas não gozam de foro por prerrogativa de função previsto na CRFB/88, como
se observa em relação aos membros da magistratura e do ministério público. Portanto, em respeito ao
princípio da simetria, nem mesmo podem as constituições estaduais preverem tal foro em seu texto.
Assim, definiu o STF em 2020: "É inconstitucional dispositivo de Constituição Estadual que confere foro por
prerrogativa de função para Defensores Públicos e Procuradores do Estado. Constituição estadual não pode
atribuir foro por prerrogativa de função a autoridades diversas daquelas arroladas na Constituição Federal."
a) não têm foro especial por prerrogativa de função, devido à simetria relativa à ausência de previsão na
Constituição Federal de 1988 em favor dos defensores públicos federais.
b) podem ter foro especial por prerrogativa de função, se houver previsão em lei complementar estadual.
c) não têm foro especial por prerrogativa de função, devido à simetria relativa à expressa vedação na
Constituição Federal de 1988 aos defensores públicos federais.
d) têm foro especial por prerrogativa de função, devido à simetria relativa à expressa previsão na
Constituição Federal de 1988 em favor dos defensores públicos federais.
e) podem ter foro especial por prerrogativa de função, se houver previsão na Constituição estadual.
Comentários
O STF, através de seu órgão pleno, entendeu que, uma vez que a CRF88 não previu foro por prerrogativa de
função para os Defensores Públicos Federais, também não podem os Defensores Públicos Estaduais gozar
desta distinção na fixação da competência. Assim, devido o respeito ao princípio da simetria, não podem as
constituições estaduais preverem foro por prerrogativa de função para Defensores Públicos.
GABARITO: Letra A
Na CF, são previstas, como funções essenciais à justiça, não apenas o Ministério Público, mas também a
Advocacia Pública e a Defensoria Pública.
Comentários
Com o advento da EC 0/14, a Defensoria Pública ganhou seção autônoma no capítulo IV da CRFB/88, que
trata das funções essenciais à justiça de forma que a assertiva trazida é correta. Portanto, as funções
essenciais à justiça são a Defensoria Pública, o Ministério Público e as advocacias, público e privada.
GABARITO: Certo.
A advocacia privada também é uma função essencial à função jurisdicional, contudo, são instituições
diferentes regidas por diplomas normativos diferentes.
ADVOCACIA DEFENSORIA
Regida pela Lei n. 8.906/94 (lei ordinária) Regida pela Lei Complementar n. 80/94 (lei
complementar)
Membros: advogados Membros: defensores
Se você já teve oportunidade de ler o Estatuto da OAB (lei n. 8.906), deve ter se deparado com o seguinte
item:
Embora previsto e vigente no EAOB, esse artigo é inconstitucional, pois, nos termos da CF 88, a Defensoria
é organizada por Lei Complementar.
Art. 134. § 1º Lei complementar organizará a Defensoria Pública da União e do Distrito Federal e dos
Territórios e prescreverá normas gerais para sua organização nos Estados, [...]
É inconstitucional a exigência de inscrição do
Defensor Público nos quadros da Ordem dos
Advogados do Brasil.
Assim, não pode lei ordinária tratar de matéria regulada por lei complementar.
Além disso, nos termos da LC 80/94, a capacidade postulatória dos Defensores Públicos independe de
sua inscrição na OAB, pois decorre EXCLUSIVAMENTE de sua posse no cargo de Defensor Público.
Fora que, ao Defensor Público, é vedado o exercício da advocacia fora de suas atribuições institucionais:
Art. 91. Além das proibições decorrentes do exercício de cargo público, aos membros da
Defensoria Pública do Distrito Federal e dos Territórios é vedado:
I - exercer a advocacia fora das atribuições institucionais;
Outro ponto crucial que fundamenta essa separação necessária entre a Defensoria Pública e a Advocacia
privada é a Relação Jurídica entre Assistido e o Defensor Público. O advogado, enquanto profissional liberal,
estabelece sua relação profissional pautada na consensualidade que se materializa através da procuração,
em que ficam estabelecidos os limites da atuação profissional e os deveres do cliente. Por outro lado, o
Defensor Público enquanto servidor público, atua sem necessidade de mandato, com base no princípio da
indeclinabilidade de causas e, com isso, não pode por mera liberalidade escolher em qual causa irá atuar,
assim como o assistido também não pode escolher qual defensor irá atende-lo.
( ) A promoção dos direitos humanos e a defesa, em todos os graus, judicial e extrajudicial, dos direitos
individuais e coletivos, de forma integral e gratuita, aos necessitados é função da Defensoria Pública.
( ) Os Defensores Públicos não precisam de inscrição na Ordem dos Advogados do Brasil para exerceram
suas atribuições, uma vez que a capacidade postulatória dos Defensores Públicos decorre exclusivamente
de sua nomeação e posse no cargo público, devendo esse dispositivo prevalecer em relação ao Estatuto da
OAB.
A) V, V, V.
B) V, F, V.
C) F, F, F.
D) V, V, F.
E) F, V, V.
Comentários
Para responder essa questão, bastava o conhecimento do art. 134 da CRFB/88, da LC 80/94 e da
jurisprudência que trouxemos aqui no material para vocês.
Assim, em relação a primeira assertiva, podemos afirmar que é verdadeira, uma vez que traz literalmente a
parte final da redação do art. 134, caput da CRFB/88.
A segunda assertiva, por sua vez, é falsa, tendo em vista que em sua parte final afirma que caberá à
Defensoria Pública a representação judicial e a consultoria jurídica das respectivas unidades federadas,
quando, na verdade, estas funções são de competência da Advocacia Pública, conforme previsão expressa
do art. 131 da CRFB/88.
Por fim, a terceira assertiva é correta, pois traz a fiel cópia do recente entendimento do plenário do STF, em
que fica pacificada a distinção entre Defensoria Pública e Advocacia Privada, inclusive no que tange a
aquisição da capacidade postulatória em cada uma delas.
GABARITO: Letra B
Um aspecto que me parece importante expor também é sobre o modelo adotado no Brasil para a assistência
jurídica.
MODELO CONCEITO
Pro Bono A assistência jurídica é prestada por advogados particulares, em ato de mera
(caritativo) liberalidade, sem receber qualquer tipo de remuneração (pública ou privada) pela
atuação. Pode ser exercido por advogados autônomos, por universidades
particulares ou ainda por ONGs.
Judicare A assistência também é prestada por profissionais liberais, mas, nesse caso,
recebem remuneração pelos trabalhos realizados (modalidade casuística).
Personificado através da figura do advogado dativo ainda tão comum no Brasil.
Salaried Staff O Estado mantém quadro de profissionais próprios, os quais recebem
Model (ou só staff remuneração fixa independentemente da carga de trabalho. Personificado através
model) das Defensorias Públicas estaduais e da união. É o modelo adotado pelo Brasil e
recomendado pelos organismos internacionais. Pode ser exercido diretamente por
órgãos criado pelo Estado ou ainda por universidades públicas e ONGs com
financiamento público.
Híbrido Não configura um modelo com características próprias. É um modelo misto entre
pro bono, judicare e staff model.
Art. 4º. § 5º A assistência jurídica integral e gratuita custeada ou fornecida pelo Estado será exercida pela
Defensoria Pública.
Ao estabelecer que a assistência jurídica integral e gratuita custeada ou fornecida pelo Estado será exercida
pela Defensoria Pública, reconheceu a prevalência do sistema SALARIED STAFF MODEL.
É inconstitucional qualquer previsão que cria outra forma de assistência jurídica aos necessitados por não
Defensores Públicos, exceto em situações excepcionais.
Uma dessas exceções foi discutida recentemente, a partir de uma Lei Municipal, que criou um serviço de
assistência jurídica gratuita para os munícipes hipossuficientes. Apesar da discordância de alguns órgãos
públicos, o STF entendeu que a criação deste órgão é constitucional, uma vez que não visa substituir a
Defensoria Pública, mas tão somente configura o exercício da administração municipal do dever de atender
às necessidades da população local (INFO 1036 do STF).
Retomando, a Defensoria Pública desempenha, com exclusividade, uma tarefa estatal e essencial à
jurisdição, por isso, a instituição não pode ter agentes em caráter precário. É necessária estruturá-la em
cargos de provimento efetivo, em cargos de carreira, providos mediante concurso público de provas e
títulos.
Apesar disso, em locais em que não tenha sido instalada a Defensoria Pública, ou mesmo instalada tenha
quadro deficitário, a assistência aos necessitados pode ser prestada nos modelos judicare e pro bono. No
primeiro caso, o Juiz de Direito nomeia o profissional, o qual recebe remuneração por essa atuação
específica.
Também, é inconstitucional norma jurídica que impõe a celebração de convênios com a OAB para o
desempenho das atividades da DP. A Defensoria pode celebrar convênio com a OAB, mas não pode ser
obrigada a tal.
[...] ''É inconstitucional toda norma que, impondo a Defensoria Pública estadual, para prestação
de serviço jurídico integral e gratuito aos necessitados, a obrigatoriedade de assinatura de
convênio exclusivo com a OAB, ou com qualquer outra entidade, viola, por conseguinte, a
(ADI 4163, Relator(a): Min. CEZAR PELUSO, Tribunal Pleno, julgado em 29/02/2012, ACÓRDÃO
ELETRÔNICO DJe-040 DIVULG 28-02-2013 PUBLIC 01-03-2013)
Comentários
Ao estabelecer que a assistência jurídica integral e gratuita custeada ou fornecida pelo Estado será exercida
pela Defensoria Pública, reconheceu a prevalência do sistema SALARIED STAFF MODEL.
GABARITO: Errada
Entre os modelos de assistência jurídica dos Estados contemporâneos, o Brasil adotou, na CF, o sistema
salaried staff model, o que significa que incumbe à DP a prestação de assistência jurídica integral e gratuita
aos necessitados.
Comentários
GABARITO: Correta
Atuação da Defensoria
Art. 134. A Defensoria Pública [...] a orientação jurídica, a promoção dos direitos humanos e a defesa, em
todos os graus, judicial e extrajudicial, dos direitos individuais e coletivos, de forma integral e gratuita,
AOS NECESSITADOS, na forma do inciso LXXIV do art. 5º desta Constituição Federal.
A defesa judicial não deixa dúvidas. O requerente vai até a Defensoria e, caso não consiga a solução
extrajudicial que na forma da LC 80/94 deve ser a preferência, a instituição ajuizará ação no Poder Judiciário
(na prática, o Defensor atua como advogado da parte).
Em razão do advento da LC 132/09 que altera a LC 80/94 que organiza a Defensoria Pública, além da defesa
judicial, a Defensoria possui expressamente no art. 4º, II, a atribuição de promover prioritariamente a
solução extrajudicial dos litígios (composição entre os conflitantes por meio da conciliação, mediação,
arbitragem ou outras técnicas de resolução de conflitos). Anos após, a EC 80/14 vem confirmar essa função
institucional estampando-a no art. 134 da CRFB/88.
Dentre as possibilidades de atuação extrajudicial, a Defensoria Pública pode proteger os interesses de seus
assistidos por meio da Mediação, Conciliação, Recomendações ou Termos de Ajustamento de Conduta,
Arbitragem, entre outros.
MEDIAÇÃO - Facilitação do diálogo entre duas pessoas que estejam em litígio. Aplicado nas
hipóteses em que há uma relação anterior entre os envolvidos (ex: família). O mediador não sugere
soluções para o impasse, ele apenas facilita o caminho para que os próprios envolvidos achem uma
solução.
CONCILIAÇÃO - Aqui também existe a facilitação do diálogo entre duas pessoas que estejam em
litígio. Contudo, o conciliador irá propor soluções para o litígio. Isso porque nessas hipóteses as
partes não possuem relacionamento prévio (ex: consumidor e fornecedor).
Observação.: Por força dos art. 784 do CPC e art. 4º, §4º da LC nº 80/94, o instrumento de mediação ou
conciliação produzido pela Defensoria Pública é título executivo extrajudicial.
ARBITRAGEM - Acordo entre pessoas que estejam em litígio e prefiram solucionar o impasse fora
do poder judiciário, submetendo a câmaras arbitrais em que um profissional escolhido em acordo
decidirá sobre o litígio. Somente cabível na disputa de direitos patrimoniais disponíveis.
A possibilidade de TAC advém da previsão da Lei n. 7.347/1985 que disciplina a ação civil pública:
Por isso, você deve entender que a Defensoria promove o acesso à Justiça, não somente o acesso ao Poder
Judiciário. Como assim? Senta aí que explico.
Uma pessoa pode ir à Defensoria buscar a simples orientação sobre um direito ou, se vivendo um conflito,
a instituição busca, antes do ajuizamento da ação, a autocomposição (conciliação, mediação etc.)
resolvendo o conflito extrajudicialmente. O ajuizamento da ação perante o Poder Judiciário é somente uma
das formas de atuação da Defensoria.
II – promover, prioritariamente, a solução extrajudicial dos litígios, visando à composição entre as pessoas
em conflito de interesses, por meio de mediação, conciliação, arbitragem e demais técnicas de composição e
administração de conflitos;
Também, além da defesa individual, possui a Defensoria a atribuição da defesa coletiva, com
legitimidade para o ajuizamento de ações coletivas e ações civis públicas para defender interesses difusos,
coletivos em sentido estrito e individuais homogêneos. Nesse caso, a Defensoria pode atuar mesmo sem o
requerimento de algum necessitado.
Legitimidade ativa da Defensoria Pública para ajuizar ação civil pública (art. 5º, II, da Lei
7.347/1985, alterado pelo art. 2º da Lei 11.448/2007). Tutela de interesses transindividuais
(coletivos stricto sensu e difusos) e individuais homogêneos. Defensoria pública: instituição
1
Título executivo extrajudicial é o documento hábil para acionar o devedor por meio de uma execução
forçada para receber o montante representado no título.
Ainda, pode a DP propor ação civil pública para a defesa de direitos difusos e coletivos de pessoas
vulneráveis.
Legitimidade da Defensoria Pública para ajuizar ação civil pública em defesa de interesses difusos.
Interpretação do art. 134 da CF. [...] Assentada a tese de que a Defensoria Pública tem
legitimidade para a propositura de ação civil pública que vise a promover a tutela judicial de
direitos difusos e coletivos de que sejam titulares, em tese, pessoas necessitadas.
[RE 733.433, rel. min. Dias Toffoli, j. 4-11-2015, P, DJE de 7-4-2016, Tema 607.]
Vale ressaltar que a atuação defensorial na esfera coletiva não se restringe aos hipossuficientes econômicos,
podendo alcançar todo e qualquer cidadão que sofra com alguma vulnerabilidade. Neste sentido é o
entendimento do STF, nas palavras do Min. Gilmar Mendes na ADI 4636: "(...) suas funções a essas não se
restringem. Deve a Defensoria Pública zelar pelos interesses e direitos de todos os necessitados, não apenas sob
o viés financeiro desse conceito, mas também sob o prisma da hipossuficiência e vulnerabilidade decorrentes de
razões outras (idade, gênero, etnia, condição física ou mental, entre outras)"
Contudo, excepcionalmente, existirão algumas ações coletivas que a Defensoria Pública não poderá
manejar por conta própria, o exemplo mais simbólico é o mandado de segurança coletivo uma vez que a
Defensoria não consta no rol de legitimados trazido pela Lei 12.017/09.
Possui também atribuição institucional de atuar na promoção de direitos humanos, que se traduz na
possibilidade de a Defensoria adotar ações relacionadas à difusão, conscientização e efetivação de direitos
humanos, ainda que beneficie pessoas não necessitadas.
Ainda, vejamos o que dispõe o art. 185 do Novo Código de Processo Civil:
NCPC, art. 185 - A defensoria pública exercerá a orientação jurídica, a promoção dos direitos
humanos e a defesa dos direitos individuais e coletivos dos necessitados, em todos os graus, de
forma integral e gratuita.
Aqui é preciso trazer destaque à figura do "Custos Vulnerabilis" ou "Guardião dos Vulneráveis". Através desta
modalidade de atuação, a Defensoria Pública pode atuar em todo e qualquer processo que haja discussão
de interesses de algum segmento vulnerável da sociedade. Essa atuação independente de a parte ter ou
não advogado constituído, isso porque a defensoria pública não atuará como representante da parte, mas
sim como guardiã dos interesses de todos os vulneráveis que puderem ser afetados com a decisão do caso
concreto. O Custos vulnerabilis não se confunde com a figura do amicus curiae e pode trazer para os autos
argumentos, documentos e informações que visem esclarecer o ponto de vista dos vulneráveis em relação
ao direito ali debatido. Já existe decisões do STJ admitindo a intervenção da Defensoria Pública como
Custos Vulnerabilis (RESP 1.712.163 e HC 68.693).
Comentários
Por força da atual redação do art. 134 da CRFB/88, a resposta somente pode ser a Letra E, uma vez que cabe
à Defensoria Pública "(...) a orientação jurídica, a promoção dos direitos humanos e a defesa, em todos os
graus, judicial e extrajudicial, dos direitos individuais e coletivos, de forma integral e gratuita, aos
necessitados (...)".
GABARITO: Letra E
Com o objetivo de promover a defesa dos interesses difusos e coletivos, a Defensoria Pública detém
legitimidade ativa para a proposição de ação civil pública, tanto principal como cautelar.
Comentários
Atualmente, a legitimidade da Defensoria Pública, para propor ação civil pública, goza de previsão expressa
no art. 5º, II da Lei 7.347/85 oriunda de alteração legislativa de 2007. Após, em 2009, passou a ser prevista
de forma expressa também na LC 80/94 em seu art. 4º, VII.
Contudo, essa legitimidade, antes de ser expressamente prevista, já era viabilizada por meio de forte
corrente doutrinária que a defendia por meio da interpretação extensiva de outros diplomas legais como
CDC. Essa corrente contava com o suporte jurisprudencial dos tribunais superiores.
GABARITO: Certo
As defensorias públicas são voltadas à proteção dos direitos individuais das pessoas necessitadas, mas
podem também defender interesses coletivos.
Comentários
Desde a EC80/14, fica indiscutivelmente validada a atuação da Defensoria Pública na tutela dos direitos
difusos e coletivos para toda e qualquer seara do direito. Todavia, é válido reforçar que, antes mesmo desta
alteração constitucional, esta atuação já encontrava amparo legislativo na Lei de Ação Civil Pública desde
2007, na LC 80/94 desde 2009 e gozava também de respaldo jurisprudencial dos tribunais superiores.
GABARITO: Certo
A respeito dessa situação hipotética, julgue o item que se segue, com base nas disposições da Constituição
Federal de 1988 (CF).
Foi equivocada a decisão de João de procurar a DP, uma vez que ela é instituição que faz a defesa judicial
aos necessitados, mas não tem competência para fazer a defesa extrajudicial.
Comentários
De acordo com a previsão expressa, tanto da CRFB/88 em seu art. 134, caput quanto da LC 80/94 em seu
art. 1º, caput, a Defensoria Pública é instituição com competência para agir na seara judicial e extrajudicial.
Não apenas isso, o art. 4º, II da LC 80/94, que organiza a Defensoria Pública em âmbito nacional, afirma que
a tentativa de solução dos impasses que chegam até a instituição deve ser prioritariamente extrajudicial.
GABARITO: Errado
Comentários
Vamos analisar as alternativas, as letras B, C e D versam sobre poderes que não competem à Defensoria
Pública por força de previsão expressa na CRFB/88, sendo assim, são facilmente excluídas. A dúvida ficaria
entre as alternativas A e E que versam diretamente sobre a instituição aqui estudada. A alternativa E
somente não será a resposta correta pelo fato de a orientação jurídica e a defesa dos necessitados já
estarem previstas no art. 134 desde a sua redação original. Portanto, nossa resposta é a alternativa A.
GABARITO: Alternativa A
Não pode, por exemplo, extrapolar suas funções institucionais e, como exemplo, oferecer
denúncia em ação penal pública.
Como visto, à DP cabe a defesa judicial, extrajudicial e, primordialmente, a orientação jurídica dos
necessitados, o que nos remete ao inciso LXXIV do art. 5º que assim dispõe: “o Estado prestará assistência
jurídica integral e gratuita aos que comprovarem insuficiência de recursos."
O conceito de insuficiência de recursos precisa ser analisado com base no princípio da dignidade da pessoa
humana (CF/88, art. 1º, III). Portanto, a Defensoria Pública deve atuar voltada à prestação de assistência
jurídica ao hipossuficiente, assim entendido aquele que não tem condições de arcar com as despesas
inerentes aos serviços jurídicos de que necessita (contratação de advogado e despesas processuais) sem
prejuízo de sua subsistência.
Nesse sentido, a Defensoria Pública não atua somente na defesa dos que comprovem a insuficiência de
recursos, mas sim de todo aquele que necessita ser assistido por ela, uma vez que o aspecto econômico é
apenas um dos aspectos da vulnerabilidade. Para além da vulnerabilidade econômica, existe a
vulnerabilidade pela idade, a tecnológica, a organizacional, a da pessoa presa, entre inúmeras outras.
A despeito de o art. 134 da CRFB/88, trazer expressamente o termo "necessitado", a doutrina mais recente
no que tange ao estudo institucional da Defensoria Pública, recomenda a substituição deste termo pelo
termo vulnerável, uma vez que este é capaz de traduzir o público-alvo da atuação defensorial com maior
completude.
Dando continuidade e exemplificando a atuação defensorial que não se restringe à condição econômica do
indivíduo, segundo a LC N. 80/94, sempre que alguém é preso e não constitui advogado, os autos de prisão
em flagrante devem ser remetidos à Defensoria. Mas, e se o preso não for pobre? Não importa, nesse caso,
não há análise de renda, pois a defesa técnica é obrigatória no processo penal.
A Defensoria, portanto, é instrumento de concretização dos direitos e liberdades de que são titulares as
pessoas carentes e necessitadas. Nesse contexto, não pode, por exemplo, norma estadual atribuir a DP a
defesa judicial de servidores públicos.
Norma estadual que atribui à Defensoria Pública do estado a defesa judicial de servidores públicos
estaduais processados civil ou criminalmente em razão do regular exercício do cargo extrapola o
modelo da CF (art. 134), o qual restringe as atribuições da Defensoria Pública à assistência jurídica
a que se refere o art. 5º, LXXIV. [ADI 3.022, rel. min. Joaquim Barbosa, j. 2-8-2004, P, DJ de 4-
3-2005.]
Apesar da previsão acima, o importante não é valor do salário da pessoa, mas sim que suas despesas
pessoais e familiares não comportem a contratação de um advogado. Ressalte-se ainda que pessoas
jurídicas (empresas) que não tenham condições financeiras também podem se valer do patrocínio de um
defensor público.
Em suma, o que é levado em consideração é se o indivíduo que almeja a assistência da defensoria encontra-
se em estado de vulnerabilidade em algum segmento de sua vida.
Por exemplo, o STJ recentemente alterou um antigo entendimento para permitir que a Defensoria Pública
ingressasse com ação coletiva em prol de idosos que estavam sendo lesados pelos planos de saúde. Ora,
diante da realidade socioeconômica brasileira, aquele que paga um plano de saúde não é, em regra,
hipossuficiente econômico. Contudo, por se tratar da população idosa, em que se reconhece a
vulnerabilidade pela idade, a assistência da defensoria pública foi reconhecida.
O art. 4º, XI da LC 80/94 traz um rol dos grupos sociais entendidos como vulneráveis, é preciso consignar
aqui que este rol é meramente exemplificativo, outros grupos que não estejam ali inseridos podem fazer jus
à assistência defensorial.
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GABARITO: Errada
e) elaborar projetos de lei voltados à melhoria das condições de vida da população carente e à erradicação
da pobreza.
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Como visto, à DP cabe a defesa judicial, extrajudicial e, primordialmente, a orientação jurídica dos
necessitados.
GABARITO: Letra C
(CESPE – 2012 – TJ-RR) Além da assistência jurídica integral e gratuita aos mais
necessitados, a Defensoria Pública pode promover a defesa judicial dos servidores
públicos processados civil e criminalmente em decorrência do regular exercício do cargo,
desde que haja previsão expressa, nesse sentido, em lei estadual.
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Norma estadual que atribui à Defensoria Pública do estado a defesa judicial de servidores públicos
estaduais processados civil ou criminalmente em razão do regular exercício do cargo extrapola o
modelo da CF (art. 134), o qual restringe as atribuições da Defensoria Pública à assistência jurídica
a que se refere o art. 5º, LXXIV. [ADI 3.022, rel. min. Joaquim Barbosa, j. 2-8-2004, P, DJ de 4-
3-2005.]
GABARITO: Errada
Justiça gratuita, assistência judiciária gratuita e assistência jurídica gratuita são conceitos diferentes e,
portanto, devem ser tratados de forma diferente.
GRATUIDADE DA JUSTIÇA – Também chamado de direito da justiça gratuita, isenta a parte do pagamento
das custas e taxas judiciais.
Segundo o CPC, a gratuidade da justiça pode ser concedida a pessoas físicas ou jurídicas, brasileira ou
estrangeira, com insuficiência de recursos para pagar as custas, as despesas processuais e os honorários
advocatício. O CPC trata ainda da possibilidade de a gratuidade de justiça ser integral ou parcial nos
parágrafos 5º e 6º do art. 98.
A diferença é que, para as pessoas naturais a alegação de hipossuficiência, é presumidamente tida como
verdadeira, previsão do art. 99, §3º do CPC. Por outro lado, em relação as Pessoas Jurídicas, exige-se a
comprovação da situação de hipossuficiência.
O STJ vem reconhecendo a possibilidade de entes despersonalizados, como, por exemplo, os condomínios
fazerem jus à gratuidade de justiça, desde que comprovem a real necessidade.
A gratuidade de justiça deve ser requerida no primeiro momento em que a parte se encontrar em situação
de hipossuficiência, seja ela desde o início do processo, seja ela percebida após o início do processo.
É preciso destacar que, em caso de rejeição do pedido de gratuidade de justiça ou ainda do acolhimento do
pedido de sua revogação, caberá Agravo de instrumento na forma do art. 1.015, V do CPC.
VIII - os depósitos previstos em lei para interposição de recurso, para propositura de ação e para a prática de
outros atos processuais inerentes ao exercício da ampla defesa e do contraditório;
IX - os emolumentos devidos a notários ou registradores em decorrência da prática de registro, averbação ou
qualquer outro ato notarial necessário à efetivação de decisão judicial ou à continuidade de processo judicial
no qual o benefício tenha sido concedido.
ASSISTÊNCIA JURÍDICA - A assistência jurídica é mais ampla, não se limita a esfera processual, podendo
ser exercida também na esfera extraprocessual, por exemplo, na análise de um contrato ou ainda na
atuação perante um tabelião.
Percebam que, apenas com a Constituição da República de 1988, o direito à assistência jurídica integral e
gratuita, muito mais abrangente que a assistência judiciária e que a gratuidade de justiça, passou a ser
previsto de forma expressa em nosso ordenamento jurídico.
O magistrado pode apenas controlar e indeferir a gratuidade de justiça, não podendo interferir no
oferecimento de assistência jurídica gratuita a ser concedida em âmbito administrativo da própria
defensoria pública. Sendo assim, é perfeitamente possível que a defensoria pública ingresse com uma ação
judicial em que concedeu assistência jurídica gratuita ao representado, e que o magistrado desta mesma
ação entenda que este representado não faz jus ao direito da gratuidade de justiça. Isso se deve ao fato de
que a análise da defensoria pública e do magistrado, sobre as condições financeiras do assistido, não
precisam ser iguais. Ou ainda ao fato de que a defensoria pública não atua somente em favor dos
hipossuficientes financeiros, podendo também atuar em prol de outros hipossuficientes como crianças e
idosos, hipóteses em que se despensa a análise da condição financeira do indivíduo.
D) Ao contrário do que ocorre com pessoas naturais, não basta à pessoa jurídica asseverar a insuficiência de
recursos; ela deve comprovar o fato de se encontrar em situação inviabilizadora da assunção dos ônus
decorrentes do ingresso em juízo.
E) Existe duplicidade de pessoas quando a pessoa física exerce atividade empresarial como
microempresário; portanto, o indeferimento da assistência judiciária gratuita à pessoa física não implica
indeferimento à pessoa jurídica.
Comentários
A previsão do CPC/15 em seu art. 99, §3º traz como, presumidamente verdadeira, apenas a alegação de
hipossuficiência da pessoa natural. Sendo assim, para as pessoas jurídicas, o entendimento majoritário que
goza de respaldo na jurisprudência dos tribunais superiores é de que, para fazer jus ao direito à gratuidade
de justiça, a Pessoa Jurídica precisa provar cabalmente sua hipossuficiência.
GABARITO: Letra D
QUESTÕES COMENTADAS
(IBFC – 2018 – Feira de Santana) Leia atentamente os itens abaixo e assinale a
alternativa correta sobre a Defensoria Pública nos termos da legislação pátria.
a) Cabe à Defensoria Pública a promoção dos direitos humanos e a defesa dos direitos individuais dos
necessitados
b) A Defensoria Pública é órgão encarregado da defesa dos interesses judiciais da Administração Pública
c) A Defensoria Pública é órgão encarregado da defesa dos gestores públicos nos processos que tenham por
objeto a atuação destes na Administração Pública
d) A Defensoria Pública é órgão do Poder Judiciário encarregado da tutela e fiscalização dos direitos de
todos os consumidores brasileiros
Comentários
Cabe à Defensoria Pública a promoção dos direitos humanos e a defesa dos direitos individuais dos
necessitados.
Art. 134. A Defensoria Pública é instituição permanente, essencial à função jurisdicional do Estado,
incumbindo-lhe, como expressão e instrumento do regime democrático, fundamentalmente, a
orientação jurídica, a promoção dos direitos humanos e a defesa, em todos os graus, judicial
e extrajudicial, dos direitos individuais e coletivos, de forma integral e gratuita, aos
necessitados, na forma do inciso LXXIV do art. 5º desta Constituição Federal.
GABARITO: Letra A
a) tem legitimidade para a propositura da ação, ainda que ao Ministério Público também caiba propô-la.
b) não tem legitimidade para a propositura da ação, uma vez que apenas ao Ministério Público caberia
propô-la.
c) tem legitimidade para a propositura da ação, ainda que ao Ministério Público também caiba propô-la, não
podendo ser determinada ao Município a prestação do serviço pleiteado judicialmente.
d) não tem legitimidade para a propositura da ação, uma vez que apenas ao Ministério Público caberia
propô-la, não podendo ser determinada ao Município pelas vias judiciais.
e) tem legitimidade para a propositura da ação, o mesmo não ocorrendo com o Ministério Público.
Comentários
O MP também detém legitimidade para propositura da ação cível para tutela de interesses transindividuais.
A diferença fundamental entre MP e DEFENSORIA é que o primeiro atua em defesa da sociedade e nunca
de um indivíduo isoladamente, enquanto a defensoria atua na defesa dos necessitados na defesa de seus
direitos individuais.
GABARITO: Letra A
Comentários
GABARITO: Letra C
Comentários
GABARITO: Errada
Comentários
GABARITO: Errada
a) orientação jurídica e a defesa dos direitos individuais e coletivos da pessoa jurídica de direito público
interno a que estiver vinculada, nos processos judiciais, em todos os graus, de forma integral e gratuita;
b) defesa da ordem jurídica, do regime democrático e dos interesses sociais e individuais indisponíveis dos
hipossuficientes, promovendo a ação civil pública e a ação penal pública incondicionada, de forma integral
e gratuita;
c) defesa da ordem jurídica, do regime democrático e dos interesses difusos, coletivos, sociais e individuais
homogêneos, promovendo a ação civil pública e exercendo o controle externo da atividade policial, tudo na
defesa dos necessitados e de forma integral e gratuita;
d) orientação jurídica, a promoção dos direitos individuais e coletivos e a defesa, em todos os graus, judicial
e extrajudicial, dos necessitados e do ente federativo a que estiver vinculada, de forma integral e gratuita;
e) orientação jurídica, a promoção dos direitos humanos e a defesa, em todos os graus, judicial e
extrajudicial, dos direitos individuais e coletivos, de forma integral e gratuita, aos necessitados.
Comentários
a) orientação jurídica e a defesa dos direitos individuais e coletivos da pessoa jurídica de direito público
interno a que estiver vinculada, nos processos judiciais, em todos os graus, de forma integral e gratuita;
b) defesa da ordem jurídica, do regime democrático e dos interesses sociais e individuais indisponíveis dos
hipossuficientes, promovendo a ação civil pública e a ação penal pública incondicionada, de forma integral
e gratuita;
c) defesa da ordem jurídica, do regime democrático e dos interesses difusos, coletivos, sociais e individuais
homogêneos, promovendo a ação civil pública e exercendo o controle externo da atividade policial, tudo na
defesa dos necessitados e de forma integral e gratuita;
d) orientação jurídica, a promoção dos direitos individuais e coletivos e a defesa, em todos os graus, judicial
e extrajudicial, dos necessitados e do ente federativo a que estiver vinculada, de forma integral e gratuita;
e) orientação jurídica, a promoção dos direitos humanos e a defesa, em todos os graus, judicial e
extrajudicial, dos direitos individuais e coletivos, de forma integral e gratuita, aos necessitados.
GABARITO: Letra E
d) direito à informação.
e) princípio do contraditório.
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Art. 134. [...] a defesa, em todos os graus, judicial e extrajudicial, dos direitos individuais e coletivos, de forma integral e
gratuita, aos necessitados, [...]
OBS: A Letra C também poderia ser a correta, mas vamos pela “literalidade”.
GABARITO: Letra B
a) importante avanço em relação à ordem constitucional anterior, que vinculava as Defensorias Públicas às
Procuradorias Estaduais.
b) retrocesso em relação ao texto constitucional anterior, que não vinculava a Defensoria Pública ao Poder
Judiciário.
Comentários
A CF, ao instituir a Defensoria Pública, solidificou a incumbência de prestar orientação jurídica e defesa dos
necessitados. Podemos, assim, dizer que a CF de 1998 estabeleceu o dever do Estado em proporcionar
assistência jurídica integral e gratuita.
Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros
residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos
seguintes:
LXXIV - o Estado prestará assistência jurídica integral e gratuita aos que comprovarem insuficiência de recursos;
Art. 134. A Defensoria Pública é instituição permanente, essencial à função jurisdicional do Estado, incumbindo-lhe, como
expressão e instrumento do regime democrático, fundamentalmente, a orientação jurídica, a promoção dos direitos humanos
e a defesa, em todos os graus, judicial e extrajudicial, dos direitos individuais e coletivos, de forma integral e gratuita, aos
necessitados, na forma do inciso LXXIV do art. 5º desta Constituição Federal.
GABARITO: Letra D
Comentários
A fim de garantir assistência jurídica integral aos necessitados, o Estado federado DEVERÁ criar a
defensoria pública local.
GABARITO: Errada
Comentários
Tanto as Defensorias Públicas Estaduais quanto à DPU possuem autonomia funcional e administrativa.
§ 2º Às Defensorias Públicas Estaduais são asseguradas autonomia funcional e administrativa e a iniciativa de sua proposta
orçamentária dentro dos limites estabelecidos na lei de diretrizes orçamentárias e subordinação ao disposto no art. 99, § 2º.
GABARITO: Errada
Comentários
GABARITO: Errada
a) independência funcional.
b) autonomia administrativa.
c) inamovibilidade.
d) indivisibilidade.
e) unidade.
Comentários
GABARITO: Letra D
Comentários
O projeto orçamentário da Defensoria deve estar dentro dos limites estabelecidos pela LDO.
§ 2º Às Defensorias Públicas Estaduais são asseguradas autonomia funcional e administrativa e a iniciativa de sua proposta
orçamentária dentro dos limites estabelecidos na lei de diretrizes orçamentárias e subordinação ao disposto no art. 99, § 2º
GABARITO: Letra B
c) a autonomia administrativa permite que a própria instituição defina suas atribuições e crie seus órgãos;
d) a autonomia funcional indica que as funções administrativas devem ser exercidas livremente;
Comentários
LETRA A – Correta!
LETRA B e E – Errada! A Defensoria é instituição independente, não ligada a nenhum dos Poderes.
LETRA C – Errada! As atribuições e órgãos da Defensoria estão previstas em lei, portanto, para alterá-las é
necessário passar pelo Poder Legislativo.
LETRA D – Errada! A autonomia funcional indica que as funções judiciais devem ser exercidas livremente.
No âmbito administrativo, há hierarquia.
GABARITO: Letra A
b) Os servidores das carreiras das Defensorias Públicas devem ser remunerados na forma de salários,
observado o teto constitucional.
e) A Defensoria Pública é uma instituição essencial à orientação jurídica e à defesa do Estado, em todos os
graus.
Comentários
LETRA B – Errada! Os servidores integrantes das carreiras são os Defensores Públicos, os quais serão
remunerados mediante subsídio.
LETRA C – Correta!
Art. 134 [...] § 2º Às Defensorias Públicas Estaduais são asseguradas autonomia funcional e administrativa e a iniciativa de
sua proposta orçamentária dentro dos limites estabelecidos na lei de diretrizes orçamentárias e subordinação ao disposto no
art. 99, § 2º.
GABARITO: Letra C
a) O subsídio dos defensores públicos federais somente poderá ser fixado ou alterado por lei específica, em
parcela única, vedado o acréscimo de qualquer gratificação, adicional, abono, prêmio ou verba de
representação.
b) Compete à União, aos estados, ao DF e aos municípios legislar concorrentemente sobre a assistência
jurídica e a DP, limitando-se a competência da União ao estabelecimento de normas gerais.
c) À DP, instituição essencial à função jurisdicional do Estado, incumbem a orientação jurídica e a defesa,
em todos os graus de jurisdição, exclusivamente dos necessitados pessoas físicas.
d) O cargo de DP é provido, na classe inicial, mediante concurso público de provas e títulos, assegurada aos
integrantes da carreira a garantia da inamovibilidade e vedado irrestritamente o exercício da advocacia.
e) Às DPEs e à DPU são asseguradas autonomia funcional e administrativa e a iniciativa de sua proposta
orçamentária dentro dos limites estabelecidos na lei de diretrizes orçamentárias, mas não à DPDF
Comentários
LETRA A - CORRETA. Conforme o Art. 135, a remuneração dos integrantes das carreiras da Defensoria
Pública, será estabelecida no Art 39, §4º. Assim, recorrendo a este artigo, vemos que os membros da
defensoria pública recebem subsídio fixado em parcela única, vedado o acréscimo de gratificações,
contudo, respeitando o disposto no Art. 37, X, que determina que o subsídio só poderá ser fixado ou alterado
por lei específica.
Art. 135. Os servidores integrantes das carreiras disciplinadas nas Seções II e III deste Capítulo serão remunerados na forma
do art. 39, § 4º
Art. 39. A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios instituirão conselho de política de administração e
remuneração de pessoal, integrado por servidores designados pelos respectivos Poderes.
§ 4º O membro de Poder, o detentor de mandato eletivo, os Ministros de Estado e os Secretários Estaduais e Municipais serão
remunerados exclusivamente por subsídio fixado em parcela única, vedado o acréscimo de qualquer gratificação, adicional,
abono, prêmio, verba de representação ou outra espécie remuneratória, obedecido, em qualquer caso, o disposto no art. 37,
X e XI
Art. 37. A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos
Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência e, também, ao
seguinte:
X - a remuneração dos servidores públicos e o subsídio de que trata o § 4º do art. 39 somente poderão ser fixados ou alterados
por lei específica, observada a iniciativa privativa em cada caso, assegurada revisão geral anual, sempre na mesma data e
sem distinção de índices;
Art. 24. Compete à União, aos Estados e ao Distrito Federal legislar concorrentemente sobre:
Art. 134. A Defensoria Pública é instituição permanente, essencial à função jurisdicional do Estado, incumbindo-lhe, como
expressão e instrumento do regime democrático, fundamentalmente, a orientação jurídica, a promoção dos direitos humanos
e a defesa, em todos os graus, judicial e extrajudicial, dos direitos individuais e coletivos, de forma integral e gratuita, aos
necessitados
Art. 134. A Defensoria Pública é instituição permanente, essencial à função jurisdicional do Estado, incumbindo-lhe, como
expressão e instrumento do regime democrático, fundamentalmente, a orientação jurídica, a promoção dos direitos humanos
e a defesa, em todos os graus, judicial e extrajudicial, dos direitos individuais e coletivos, de forma integral e gratuita, aos
necessitados, na forma do inciso LXXIV do art. 5º desta Constituição Federal.
§ 1º Lei complementar organizará a Defensoria Pública da União e do Distrito Federal e dos Territórios e prescreverá normas
gerais para sua organização nos Estados, em cargos de carreira, providos, na classe inicial, mediante concurso público de
provas e títulos, assegurada a seus integrantes a garantia da inamovibilidade e vedado o exercício da advocacia fora das
atribuições institucionais
LETRA E - CORRETA. Esta questão é de um Certame de 2011, quando não havia disposição constitucional
para autonomia funcional e iniciativa de proposta orçamentária à DP do DF, contudo em 2013, foi inserido
o §3º que igualou a DP do DF as mesmas garantias das DPEs (por isso a questão foi adaptada).
Art. 134.
§ 2º Às Defensorias Públicas Estaduais são asseguradas autonomia funcional e administrativa e a iniciativa de sua proposta
orçamentária dentro dos limites estabelecidos na lei de diretrizes orçamentárias e subordinação ao disposto no art. 99, § 2º.
GABARITO: Letra A.
a) se situa no âmbito da autonomia dos Estados Federados decidir pelo modelo de prestação de assistência
jurídica que melhor se adapte às peculiaridades regionais, podendo optar por prestar o serviço somente por
advogados dativos.
b) é constitucional a disposição de lei estadual que equipara o Defensor Público-Geral a Secretário de Estado
Membro.
e) à Defensoria Pública da União cabe atuar com exclusividade nos Tribunais Superiores nos feitos iniciados
pela Defensoria Pública do Estado, por interpretação analógica do dispositivo que atribuiu ao Ministério
Público Federal atuar nos casos iniciados pelo Ministério Público Estadual.
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LETRA A - ERRADO. Por mais que a União e Estados possam legislar concorrentemente sobre assistência
jurídica e DP, a DP é dotada de autonomia funcional e é essencial para a função jurisdicional, sendo uma
instituição permanente.
Art. 24. Compete à União, aos Estados e ao Distrito Federal legislar concorrentemente sobre:
Art. 134. A Defensoria Pública é instituição permanente, essencial à função jurisdicional do Estado, incumbindo-lhe,
como expressão e instrumento do regime democrático, fundamentalmente, a orientação jurídica, a promoção dos
direitos humanos e a defesa, em todos os graus, judicial e extrajudicial, dos direitos individuais e coletivos, de forma
integral e gratuita, aos necessitados
LETRA B - ERRADO. Conforme a ADI. 2903, é inconstitucional a disposição de lei estadual que equipara o
DPG aos Secretários de Estado.
"[...]É inconstitucional lei complementar estadual, que, ao fixar critérios destinados a definir a escolha do Defensor
Público-Geral do Estado e demais agentes integrantes da Administração Superior da Defensoria Pública local, não
observa as normas de caráter geral, institutivas da legislação fundamental ou de princípios, prévia e validamente
estipuladas em lei complementar nacional que a União Federal fez editar com apoio no legítimo exercício de sua
competência concorrente. OUTORGA, AO DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO, DE "NÍVEL EQUIVALENTE AO
DE SECRETÁRIO DE ESTADO[...]"
(ADI 2.903, Rel. Min. Celso de Mello, julgamento em 1º-12-2005, Plenário, DJE de 19-9-2008.)
LETRA C - ERRADO. Uma emenda de 2013 equiparou as autonomias das DPEs a DPU.
Art. 134. A Defensoria Pública é instituição permanente, essencial à função jurisdicional do Estado, incumbindo-lhe,
como expressão e instrumento do regime democrático, fundamentalmente, a orientação jurídica, a promoção dos
direitos humanos e a defesa, em todos os graus, judicial e extrajudicial, dos direitos individuais e coletivos, de forma
integral e gratuita, aos necessitados
§ 2º Às Defensorias Públicas Estaduais são asseguradas autonomia funcional e administrativa e a iniciativa de sua
proposta orçamentária dentro dos limites estabelecidos na lei de diretrizes orçamentárias e subordinação ao disposto
no art. 99, § 2º. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004)
§ 3º Aplica-se o disposto no § 2º às Defensorias Públicas da União e do Distrito Federal. (Incluído pela Emenda
Constitucional nº 74, de 2013)
LETRA E - ERRADA. As Defensorias podem atuar em todos os graus de jurisdição. Inclusive, a DPE-SP
também pode representar os interessados perante STF e STJ.
GABARITO: Letra D
a) a remuneração dos Defensores Públicos do Estado é limitada pelo chamado teto constitucional, previsto
no artigo 37 da Constituição Federal, não podendo exceder o subsídio mensal, em espécie, dos Ministros do
Supremo Tribunal Federal.
b) à União, aos Estados e ao Distrito Federal compete legislar concorrentemente sobre assistência jurídica
e Defensoria Pública.
d) o Defensor Público-Geral está entre as autoridades legitimadas para propositura da ação direta de
inconstitucionalidade e da ação declaratória de constitucionalidade.
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LETRA A - ERRADO. A remuneração dos Defensores corresponde a 90.25% dos desembargadores do TJ.
Art. 37. A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e
dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência e, também,
ao seguinte:
XI - a remuneração e o subsídio dos ocupantes de cargos, funções e empregos públicos da administração direta,
autárquica e fundacional, dos membros de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos
Municípios, dos detentores de mandato eletivo e dos demais agentes políticos e os proventos, pensões ou outra espécie
remuneratória, percebidos cumulativamente ou não, incluídas as vantagens pessoais ou de qualquer outra natureza, não
poderão exceder o subsídio mensal, em espécie, dos Ministros do Supremo Tribunal Federal, aplicando-se como limite,
nos Municípios, o subsídio do Prefeito, e nos Estados e no Distrito Federal, o subsídio mensal do Governador no âmbito
do Poder Executivo, o subsídio dos Deputados Estaduais e Distritais no âmbito do Poder Legislativo e o subsidio dos
Desembargadores do Tribunal de Justiça, limitado a noventa inteiros e vinte e cinco centésimos por cento do subsídio
mensal, em espécie, dos Ministros do Supremo Tribunal Federal, no âmbito do Poder Judiciário, aplicável este limite aos
membros do Ministério Público, aos Procuradores e aos Defensores Públicos;
LETRAB - CORRETO. É competência da União, Estados e DF. Só não é competência dos municípios.
Art. 24. Compete à União, aos Estados e ao Distrito Federal legislar concorrentemente sobre:
LETRA C - ERRADO. À União compete somente organizar e manter as defensorias públicas dos territórios.
XIII - organizar e manter o Poder Judiciário, o Ministério Público do Distrito Federal e dos Territórios e a Defensoria
Pública dos Territórios
Art. 103. Podem propor a ação direta de inconstitucionalidade e a ação declaratória de constitucionalidade:
I - o Presidente da República;
VI - o Procurador-Geral da República;
LETRA E - ERRADA. O Defensor Público possui apenas inamovibilidade e independência funcional. Leis
Orgânicas Estaduais das Defensorias ainda garantem estabilidade aos Defensores, porém não vitaliciedade.
Art. 134. A Defensoria Pública é instituição permanente, essencial à função jurisdicional do Estado, incumbindo-lhe,
como expressão e instrumento do regime democrático, fundamentalmente, a orientação jurídica, a promoção dos
direitos humanos e a defesa, em todos os graus, judicial e extrajudicial, dos direitos individuais e coletivos, de forma
integral e gratuita, aos necessitados, na forma doinciso LXXIV do art. 5º desta Constituição Federal.
GABARITO: Letra B
É inconstitucional o preceito de lei complementar que atribui ao Senado Federal o mister de aprovar a
indicação feita pelo presidente da República para o desempenho do cargo de defensor público-geral, haja
vista tal atribuição não constar do texto da Constituição
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§ 1º Lei complementar organizará a Defensoria Pública da União e do Distrito Federal e dos Territórios e prescreverá normas
gerais para sua organização nos Estados, em cargos de carreira, providos, na classe inicial, mediante concurso público de
provas e títulos, assegurada a seus integrantes a garantia da inamovibilidade e vedado o exercício da advocacia fora das
atribuições institucionais.
Nesse contexto, foi editada a Lei Complementar n. 80/94 que dispõe do seguinte:
Art. 6º A Defensoria Pública da União tem por chefe o Defensor Público-Geral Federal, nomeado pelo Presidente da
República, dentre membros estáveis da Carreira e maiores de 35 (trinta e cinco) anos, escolhidos em lista tríplice formada
pelo voto direto, secreto, plurinominal e obrigatório de seus membros, após a aprovação de seu nome pela maioria absoluta
dos membros do Senado Federal, para mandato de 2 (dois) anos, permitida uma recondução, precedida de nova aprovação
do Senado Federal.
Conclui-se que É CONSTITUCIONAL o preceito de lei complementar que atribui ao Senado Federal a
necessidade de aprovar a indicação feita pelo presidente da República para o desempenho do cargo de
defensor público-geral, uma vez que a CF/88 autorizou Lei Complementar organizar a instituição.
GABARITO: ERRADO.
II. Lei complementar organizará a Defensoria Pública dos Estados, assegurada a seus integrantes a garantia
da inamovibilidade e da vitaliciedade e vedado o exercício da advocacia fora das atribuições institucionais.
III. Às Defensorias Públicas da União e dos Estados são asseguradas autonomia funcional e administrativa e
a iniciativa de sua proposta orçamentária dentro dos limites estabelecidos na lei de diretrizes
orçamentárias.
Comentários
ITEM I - ERRADO. Os membros da Defensoria Pública dos Estados têm a garantia de inamovibilidade, sem
vitaliciedade. E lhes é vedado o exercício da advocacia fora das atribuições institucionais
Art. 134. A Defensoria Pública é instituição permanente, essencial à função jurisdicional do Estado, incumbindo-lhe,
como expressão e instrumento do regime democrático, fundamentalmente, a orientação jurídica, a promoção dos
direitos humanos e a defesa, em todos os graus, judicial e extrajudicial, dos direitos individuais e coletivos, de forma
integral e gratuita, aos necessitados, na forma do inciso LXXIV do art. 5º desta Constituição Federal.
§ 1º Lei complementar organizará a Defensoria Pública da União e do Distrito Federal e dos Territórios e prescreverá
normas gerais para sua organização nos Estados, em cargos de carreira, providos, na classe inicial, mediante concurso
público de provas e títulos, assegurada a seus integrantes a garantia da inamovibilidade e vedado o exercício da
advocacia fora das atribuições institucionais
ITEM II - ERRADA. Os membros da Defensoria Pública dos Estados têm a garantia de inamovibilidade, sem
vitaliciedade. E lhes é vedado o exercício da advocacia fora das atribuições institucionais.
Art. 134. A Defensoria Pública é instituição permanente, essencial à função jurisdicional do Estado, incumbindo-lhe,
como expressão e instrumento do regime democrático, fundamentalmente, a orientação jurídica, a promoção dos
direitos humanos e a defesa, em todos os graus, judicial e extrajudicial, dos direitos individuais e coletivos, de forma
integral e gratuita, aos necessitados, na forma do inciso LXXIV do art. 5º desta Constituição Federal.
§ 1º Lei complementar organizará a Defensoria Pública da União e do Distrito Federal e dos Territórios e prescreverá
normas gerais para sua organização nos Estados, em cargos de carreira, providos, na classe inicial, mediante concurso
público de provas e títulos, assegurada a seus integrantes a garantia da inamovibilidade e vedado o exercício da
advocacia fora das atribuições institucionais
ITEM III - CORRETO. Conforme o gabarito oficial, nenhuma questão estaria correta, no entanto, por
consequência de uma emenda constitucional do ano de 2013, esta assertiva passa estar correta.
Art. 134. A Defensoria Pública é instituição permanente, essencial à função jurisdicional do Estado, incumbindo-lhe,
como expressão e instrumento do regime democrático, fundamentalmente, a orientação jurídica, a promoção dos
direitos humanos e a defesa, em todos os graus, judicial e extrajudicial, dos direitos individuais e coletivos, de forma
integral e gratuita, aos necessitados, na forma do inciso LXXIV do art. 5º desta Constituição Federal.
§ 2º Às Defensorias Públicas Estaduais são asseguradas autonomia funcional e administrativa e a iniciativa de sua
proposta orçamentária dentro dos limites estabelecidos na lei de diretrizes orçamentárias e subordinação ao disposto
no art. 99, § 2º.
§ 3º Aplica-se o disposto no § 2º às Defensorias Públicas da União e do Distrito Federal. (Incluído pela Emenda
Constitucional nº 74, de 2013)
GABARITO: Letra A
(Defensor Público do Estado do Espírito Santo - 2009) Julgue o item, acerca dos
princípios institucionais da defensoria pública e das prerrogativas, dos direitos e das
garantias de seus membros.
Comentários
Art. 34. Os membros da Defensoria Pública da União são inamovíveis, salvo se apenados com remoção compulsória, na forma
desta Lei Complementar.
A inamovibilidade impede que o membro da Defensoria Pública seja removido compulsoriamente do seu
local de atuação para outro. Essa disposição, conforme anunciado na questão, não só tutela afastamento
da comarca ou seção jurisdicional onde exerce suas funções, como veda a remoção de um órgão ou ofício
para outro, dentro da mesma comarca ou seção judiciária, e o afastamento indevido das funções
institucionais.
Destacamos, entretanto, que tal garantia não é absoluta. Há duas hipóteses de remoção destacadas na lei
supra:
Art. 35. A remoção será feita a pedido ou por permuta, sempre entre membros da mesma categoria da carreira.
Art. 36. A remoção compulsória somente será aplicada com prévio parecer do Conselho Superior, assegurada ampla defesa
em processo administrativo disciplinar
GABARITO: CERTO
a) o constituinte federal fez a opção pelo sistema público, podendo a assistência jurídica ser prestada pela
União, pelos Estados e pelos Municípios.
b) a Constituição Federal determina a vigência do sistema público na União e nos Estados, vedada a
assistência jurídica pelos Municípios.
c) a Constituição Federal determina a vigência do sistema judicare, podendo a assistência ser prestada pela
União, pelos Estados e pelos Municípios.
d) o constituinte federal fez opção pelo sistema judicare, podendo a assistência jurídica ser prestada pela
União e pelos Estados, vedada a sua prestação pelos municípios.
e) o constituinte federal optou pelo serviço prestado por advogados públicos, prevendo que a União, os
Estados e os Municípios podem legislar sobre Defensoria Pública.
Comentários
LETRA A. Segundo a CF, compete concorrentemente à União, Estados e DF legislar sobre assistência
jurídica e Defensoria Pública, tendo estes ainda o DEVER de prestarem assistência jurídica gratuita aos
necessitados. Os municípios, embora não obrigados expressamente em lei, também podem prover
assistência judiciária gratuita aos necessitados, instituindo até mesmo defensorias públicas municipais.
Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros
residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos
seguintes:
LXXIV - o Estado prestará assistência jurídica integral e gratuita aos que comprovarem insuficiência de recursos;
Art. 24. Compete à União, aos Estados e ao Distrito Federal legislar concorrentemente sobre:
GABARITO: LETRA A
b) À DPE é assegurada a iniciativa de sua proposta orçamentária, ainda que tal garantia não esteja
expressamente prevista na constituição estadual.
c) A CF assegura, de forma expressa, a assistência judiciária aos necessitados, em todos os graus, prestada
necessariamente pela DP, instituição essencial à função jurisdicional do Estado.
d) O benefício da assistência jurídica integral e gratuita, nos termos expressos da CF, deve ser prestado, pela
DP, preferencialmente aos nacionais e desde que comprovem insuficiência de recursos.
Comentários
Art. 134. A Defensoria Pública é instituição permanente, essencial à função jurisdicional do Estado, incumbindo-lhe,
como expressão e instrumento do regime democrático, fundamentalmente, a orientação jurídica, a promoção dos
direitos humanos e a defesa, em todos os graus, judicial e extrajudicial, dos direitos individuais e coletivos, de forma
integral e gratuita, aos necessitados, na forma do inciso LXXIV do art. 5º desta Constituição Federal.
§ 1º Lei complementar organizará a Defensoria Pública da União e do Distrito Federal e dos Territórios e prescreverá
normas gerais para sua organização nos Estados, em cargos de carreira, providos, na classe inicial, mediante concurso
público de provas e títulos, assegurada a seus integrantes a garantia da inamovibilidade e vedado o exercício da
advocacia fora das atribuições institucionais.
§ 2º Às Defensorias Públicas Estaduais são asseguradas autonomia funcional e administrativa e a iniciativa de sua
proposta orçamentária dentro dos limites estabelecidos na lei de diretrizes orçamentárias e subordinação ao disposto
no art. 99, § 2º
LETRA B - CORRETO. Há previsão Constitucional para as DPEs efetivarem a iniciativa de sua proposta
orçamentária, dentro dos limites da LDO. Assim, pela CF ser lei hierarquicamente superior, mesmo que isto
não esteja previsto na Constituição Estadual, ainda é aplicado à DPE
Art. 134. A Defensoria Pública é instituição permanente, essencial à função jurisdicional do Estado, incumbindo-lhe,
como expressão e instrumento do regime democrático, fundamentalmente, a orientação jurídica, a promoção dos
direitos humanos e a defesa, em todos os graus, judicial e extrajudicial, dos direitos individuais e coletivos, de forma
integral e gratuita, aos necessitados, na forma do inciso LXXIV do art. 5º desta Constituição Federal.
§ 2º Às Defensorias Públicas Estaduais são asseguradas autonomia funcional e administrativa e a iniciativa de sua
proposta orçamentária dentro dos limites estabelecidos na lei de diretrizes orçamentárias e subordinação ao disposto
no art. 99, § 2º.
LETRA C - ERRADO. A assistência judiciária aos necessitados não é atribuição privativa da Defensoria
Pública, sendo que no Art. que descreve o objetivo da Defensoria, é apenas citado que esta tem como dever
a defesa dos direitos individuais e coletivos dos necessitados.
Art. 134. A Defensoria Pública é instituição permanente, essencial à função jurisdicional do Estado, incumbindo-lhe,
como expressão e instrumento do regime democrático, fundamentalmente, a orientação jurídica, a promoção dos
direitos humanos e a defesa, em todos os graus, judicial e extrajudicial, dos direitos individuais e coletivos, de forma
integral e gratuita, aos necessitados, na forma do inciso LXXIV do art. 5º desta Constituição Federal.
LETRA D - ERRADA. A Constituição Federal não faz distinção entre brasileiros e estrangeiros quanto ao
atendimento pela Defensoria Pública.
Art. 134. A Defensoria Pública é instituição permanente, essencial à função jurisdicional do Estado, incumbindo-lhe,
como expressão e instrumento do regime democrático, fundamentalmente, a orientação jurídica, a promoção dos
direitos humanos e a defesa, em todos os graus, judicial e extrajudicial, dos direitos individuais e coletivos, de forma
integral e gratuita, aos necessitados, na forma do inciso LXXIV do art. 5º desta Constituição Federal.
LETRA E - ERRADA. A lei Orgânica da Defensoria estabelece normas para a DPU e normas gerais para as
DPEs, contudo como a cada Defensoria Estadual a sua organização, mediante princípio da autonomia
funcional e administrativa.
Art. 134. A Defensoria Pública é instituição permanente, essencial à função jurisdicional do Estado, incumbindo-lhe,
como expressão e instrumento do regime democrático, fundamentalmente, a orientação jurídica, a promoção dos
direitos humanos e a defesa, em todos os graus, judicial e extrajudicial, dos direitos individuais e coletivos, de forma
integral e gratuita, aos necessitados, na forma do inciso LXXIV do art. 5º desta Constituição Federal.
§ 1º Lei complementar organizará a Defensoria Pública da União e do Distrito Federal e dos Territórios e prescreverá
normas gerais para sua organização nos Estados, em cargos de carreira, providos, na classe inicial, mediante concurso
público de provas e títulos, assegurada a seus integrantes a garantia da inamovibilidade e vedado o exercício da
advocacia fora das atribuições institucionais.
GABARITO: Letra B
(Analista (DPE RS) / 2013) A Constituição Federal brasileira, em seu artigo 134,
e a Constituição do Estado do Rio Grande do Sul, em seu artigo 120, asseveram que a
Defensoria Pública é instituição essencial à função jurisdicional do Estado. Nesse sentido,
pode-se afirmar que
c) a assistência jurídica integral e gratuita prestada pela Defensoria Pública assegura, em igualdade de
condições, o acesso à justiça pelos necessitados.
e) a organização da Defensoria Pública do Estado está vinculada à organização do Poder Judiciário, devendo
prever um número equivalente de Defensores e Juízes em cada comarca
Comentários
LETRA A - ERRADO. A Defensoria Pública irá prestar assistência judiciária aos necessitados e tem
competência para integrar alguns processos definidos em lei, contudo esta não irá intervir em todos os
processos judiciais.
Art. 134. A Defensoria Pública é instituição permanente, essencial à função jurisdicional do Estado, incumbindo-lhe,
como expressão e instrumento do regime democrático, fundamentalmente, a orientação jurídica, a promoção dos
direitos humanos e a defesa, em todos os graus, judicial e extrajudicial, dos direitos individuais e coletivos, de forma
integral e gratuita, aos necessitados, na forma do inciso LXXIV do art. 5º desta Constituição Federal
LETRA B - ERRADO. A Defensoria Pública é um órgão essencial à função jurisdicional do Estado, porém
não integra o Poder Judiciário, sendo ainda uma instituição dotada de autonomia funcional e
administrativa.
Art. 134. A Defensoria Pública é instituição permanente, essencial à função jurisdicional do Estado, incumbindo-lhe,
como expressão e instrumento do regime democrático, fundamentalmente, a orientação jurídica, a promoção dos
direitos humanos e a defesa, em todos os graus, judicial e extrajudicial, dos direitos individuais e coletivos, de forma
integral e gratuita, aos necessitados, na forma do inciso LXXIV do art. 5º desta Constituição Federal
LETRA C - CORRETO. Conforme os objetivos da Defensoria Pública, elencados no Art. 134, esta deve
prestar assistência jurídica integral e gratuita, em todos os graus, aos necessitados.
Art. 134. A Defensoria Pública é instituição permanente, essencial à função jurisdicional do Estado, incumbindo-lhe,
como expressão e instrumento do regime democrático, fundamentalmente, a orientação jurídica, a promoção dos
direitos humanos e a defesa, em todos os graus, judicial e extrajudicial, dos direitos individuais e coletivos, de forma
integral e gratuita, aos necessitados, na forma do inciso LXXIV do art. 5º desta Constituição Federal
LETRA D - ERRADA. À Defensoria Pública é uma instituição permanente e essencial à função jurisdicional
do Estado. Contudo, o exercício da função jurisdicional do Estado cabe ao judiciário.
Art. 134. A Defensoria Pública é instituição permanente, essencial à função jurisdicional do Estado, incumbindo-lhe,
como expressão e instrumento do regime democrático, fundamentalmente, a orientação jurídica, a promoção dos
direitos humanos e a defesa, em todos os graus, judicial e extrajudicial, dos direitos individuais e coletivos, de forma
integral e gratuita, aos necessitados, na forma do inciso LXXIV do art. 5º desta Constituição Federal.
LETRA E - ERRADA. As DPEs são autônomas, tanto funcionalmente quanto administrativamente, assim,
não estão vinculadas ao quadro do Poder Judiciário.
rt. 134. A Defensoria Pública é instituição permanente, essencial à função jurisdicional do Estado, incumbindo-lhe, como
expressão e instrumento do regime democrático, fundamentalmente, a orientação jurídica, a promoção dos direitos
humanos e a defesa, em todos os graus, judicial e extrajudicial, dos direitos individuais e coletivos, de forma integral e
gratuita, aos necessitados, na forma do inciso LXXIV do art. 5º desta Constituição Federal.
§ 2º Às Defensorias Públicas Estaduais são asseguradas autonomia funcional e administrativa e a iniciativa de sua
proposta orçamentária dentro dos limites estabelecidos na lei de diretrizes orçamentárias e subordinação ao disposto
no art. 99, § 2º.
GABARITO: Letra C
Com referência a essa situação hipotética, assinale a opção correta à luz da jurisprudência do Supremo
Tribunal Federal (STF).
b) Os limites da autonomia da Defensoria Pública permitem que o governador decida, unilateralmente, por
cortes nas despesas de pessoal previstas na proposta de orçamento anual recebida.
d) O governador poderia efetuar o corte das despesas indicadas na proposta de orçamento e não previstas
na lei de diretrizes orçamentárias.
Comentários
LETRA A - Errada. A proposta orçamentária da Defensoria Pública NÃO É meramente sugestiva; compete
ao Executivo a sua consolidação, adequação e envio ao Poder Legislativo.
LETRA D - Correta. Caso a proposta orçamentária da DP extrapole o previsto na LDO, o Executivo fará os
ajustes necessários.
GABARITO: Letra D
Nesse sentido, em matéria orçamentária, consoante dispõe a Lei Orgânica Nacional, as Defensorias
Públicas Estaduais:
a) têm suas propostas orçamentárias elaboradas pelo Chefe do Poder Executivo, atendendo aos limites
definidos na lei de diretrizes orçamentárias, que as encaminhará aos respectivos Tribunais de Contas
estaduais;
b) podem realizar despesas que extrapolem os limites estabelecidos na lei de diretrizes orçamentárias,
desde que previamente autorizadas, mediante a abertura de créditos suplementares ou especiais;
d) expedem suas decisões orçamentárias próprias, fundadas em sua autonomia funcional e administrativa,
obedecidas as formalidades legais, com eficácia limitada e executoriedade condicionada à concordância do
Chefe do Poder Executivo;
Comentários
LETRA B - Correta.
Art. 97-B. § 3º Durante a execução orçamentária do exercício, não poderá haver a realização de despesas
que extrapolem os limites estabelecidos na lei de diretrizes orçamentárias, exceto se previamente
autorizadas, mediante a abertura de créditos suplementares ou especiais.
LETRA D - Errada. As decisões da Defensoria Pública do Estado, fundadas em sua autonomia funcional e
administrativa, obedecidas as formalidades legais, têm eficácia plena e executoriedade imediata,
ressalvada a competência constitucional do Poder Judiciário e do Tribunal de Contas.
GABARITO: Letra B
d) somente pode defender os interesses de Alfa em processo judicial, apenas nas instâncias ordinárias;
e) pode defender os interesses de Alfa em processo judicial ou administrativo, apenas nas instâncias
ordinárias.
Comentários
CONSTITUIÇÃO FEDERAL
Art. 134. A Defensoria Pública é instituição permanente, essencial à função jurisdicional do Estado,
incumbindo-lhe, como expressão e instrumento do regime democrático, fundamentalmente, a orientação
jurídica, a promoção dos direitos humanos e a defesa, em todos os graus, judicial e extrajudicial, dos direitos
individuais e coletivos, de forma integral e gratuita, aos necessitados, na forma do inciso LXXIV do art. 5º
desta Constituição Federal.
GABARITO: Letra C
a) não atenderia Clara, pois não existe uma ação judicial em curso;
c) não atenderia Clara, pois a atuação no plano extrajudicial restringe-se à defesa dos direitos humanos;
d) atenderia Clara, pois sua atuação, de modo gratuito, estende-se ao plano judicial e ao extrajudicial;
e) teria liberdade para decidir se atenderia, ou não, Clara, por se tratar de atuação extrajudicial.
Comentários
Na análise em questão, a DP atenderia Clara, pois sua atuação, de modo gratuito, estende-se ao plano
judicial e ao extrajudicial;
CONSTITUIÇÃO FEDERAL
Art. 134. A Defensoria Pública é instituição permanente, essencial à função jurisdicional do Estado,
incumbindo-lhe, como expressão e instrumento do regime democrático, fundamentalmente, a orientação
jurídica, a promoção dos direitos humanos e a defesa, em todos os graus, judicial e extrajudicial, dos direitos
individuais e coletivos, de forma integral e gratuita, aos necessitados, na forma do inciso LXXIV do art. 5º
desta Constituição Federal.
GABARITO: Letra D
a) o Ministério Público.
b) a Advocacia Pública.
c) a Advocacia.
d) a Defensoria Pública.
Comentários
GABARITO: Letra E
Para tanto, o texto constitucional estabelece que são princípios institucionais da Defensoria Pública:
Comentários
GABARITO: Letra C
e) ilícita, salvo se o próprio Governador tivesse autorizado a realização do processo licitatório em momento
anterior.
Comentários
À luz da sistemática constitucional, a decisão do Governador deve ser considerada ilícita por violar a
autonomia administrativa da Defensoria Pública (fazer licitação é ato administrativo).
GABARITO: Letra C
(FGV - 2019 - DPE-RJ) Adélia praticou uma infração penal e, após amplas
investigações, a instituição com atribuição constitucional ajuizou uma ação penal em face
dela.
Essa instituição é:
a) o Ministério Público;
b) a Defensoria Pública;
c) a Procuradoria-Geral do Estado;
d) a Polícia Judiciária;
e) o Poder Judiciário.
Comentários
GABARITO: Letra A
a) Judiciário, com auxílio do Tribunal de Contas, mediante controle externo, bem como pelo seu sistema de
controle interno;
b) Legislativo, com auxílio do Tribunal de Contas, mediante controle externo, bem como pelo seu sistema
de controle interno;
c) Executivo, com auxílio do Tribunal de Contas, mediante controle externo, bem como pelo seu sistema de
controle interno;
e) Executivo, com auxílio do Defensor Público-Geral do Estado, mediante controle misto, e o Governador
deve repassar os recursos orçamentários à Defensoria até o dia 10 (dez) de cada mês.
Comentários
GABARITO: Letra B
Finalizamos aqui a nossa primeira aula. Espero que tenham gostado e compreendido a proposta do curso.
Saiba que, ao optar pelo Estratégia Concursos, estará fazendo a escolha certa. Isso será perceptível no
decorrer do curso, à medida que formos desenvolvendo os assuntos.
d) orientar aqueles que comprovarem insuficiência de recursos nos seus problemas jurídicos e na defesa de
seus direitos;
e) estabelecer normas jurídicas que guardam um arranjo lógico para proteger os direitos dos cidadãos.
(FGV – 2018 – Câmara de Salvador) João, pessoa idosa e que passava por
sérias dificuldades financeiras, foi surpreendido por uma ação de despejo ajuizada pelo
proprietário do imóvel em que residia, precisando de um profissional habilitado que
pudesse representar os seus interesses em juízo.
a) não têm foro especial por prerrogativa de função, devido à simetria relativa à ausência de previsão na
Constituição Federal de 1988 em favor dos defensores públicos federais.
b) podem ter foro especial por prerrogativa de função, se houver previsão em lei complementar estadual.
c) não têm foro especial por prerrogativa de função, devido à simetria relativa à expressa vedação na
Constituição Federal de 1988 aos defensores públicos federais.
d) têm foro especial por prerrogativa de função, devido à simetria relativa à expressa previsão na
Constituição Federal de 1988 em favor dos defensores públicos federais.
e) podem ter foro especial por prerrogativa de função, se houver previsão na Constituição estadual.
Na CF, são previstas, como funções essenciais à justiça, não apenas o Ministério Público, mas também a
Advocacia Pública e a Defensoria Pública.
( ) A promoção dos direitos humanos e a defesa, em todos os graus, judicial e extrajudicial, dos direitos
individuais e coletivos, de forma integral e gratuita, aos necessitados é função da Defensoria Pública.
( ) Os Defensores Públicos não precisam de inscrição na Ordem dos Advogados do Brasil para exerceram
suas atribuições, uma vez que a capacidade postulatória dos Defensores Públicos decorre exclusivamente
de sua nomeação e posse no cargo público, devendo esse dispositivo prevalecer em relação ao Estatuto da
OAB.
A) V, V, V.
B) V, F, V.
C) F, F, F.
D) V, V, F.
E) F, V, V.
Entre os modelos de assistência jurídica dos Estados contemporâneos, o Brasil adotou, na CF, o sistema
salaried staff model, o que significa que incumbe à DP a prestação de assistência jurídica integral e gratuita
aos necessitados.
Com o objetivo de promover a defesa dos interesses difusos e coletivos, a Defensoria Pública detém
legitimidade ativa para a proposição de ação civil pública, tanto principal como cautelar.
As defensorias públicas são voltadas à proteção dos direitos individuais das pessoas necessitadas, mas
podem também defender interesses coletivos.
A respeito dessa situação hipotética, julgue o item que se segue, com base nas disposições da Constituição
Federal de 1988 (CF).
Foi equivocada a decisão de João de procurar a DP, uma vez que ela é instituição que faz a defesa judicial
aos necessitados, mas não tem competência para fazer a defesa extrajudicial.
e) elaborar projetos de lei voltados à melhoria das condições de vida da população carente e à erradicação
da pobreza.
(CESPE – 2012 – TJ-RR) Além da assistência jurídica integral e gratuita aos mais
necessitados, a Defensoria Pública pode promover a defesa judicial dos servidores
públicos processados civil e criminalmente em decorrência do regular exercício do cargo,
desde que haja previsão expressa, nesse sentido, em lei estadual.
(CEBRASPE - 2022 - DPE-PA) A respeito da atuação da DP em prol da pessoa
jurídica, assinale a opção correta.
D) Ao contrário do que ocorre com pessoas naturais, não basta à pessoa jurídica asseverar a insuficiência de
recursos; ela deve comprovar o fato de se encontrar em situação inviabilizadora da assunção dos ônus
decorrentes do ingresso em juízo.
E) Existe duplicidade de pessoas quando a pessoa física exerce atividade empresarial como
microempresário; portanto, o indeferimento da assistência judiciária gratuita à pessoa física não implica
indeferimento à pessoa jurídica.
a) Cabe à Defensoria Pública a promoção dos direitos humanos e a defesa dos direitos individuais dos
necessitados
b) A Defensoria Pública é órgão encarregado da defesa dos interesses judiciais da Administração Pública
c) A Defensoria Pública é órgão encarregado da defesa dos gestores públicos nos processos que tenham por
objeto a atuação destes na Administração Pública
d) A Defensoria Pública é órgão do Poder Judiciário encarregado da tutela e fiscalização dos direitos de
todos os consumidores brasileiros
a) tem legitimidade para a propositura da ação, ainda que ao Ministério Público também caiba propô-la.
b) não tem legitimidade para a propositura da ação, uma vez que apenas ao Ministério Público caberia
propô-la.
c) tem legitimidade para a propositura da ação, ainda que ao Ministério Público também caiba propô-la, não
podendo ser determinada ao Município a prestação do serviço pleiteado judicialmente.
d) não tem legitimidade para a propositura da ação, uma vez que apenas ao Ministério Público caberia
propô-la, não podendo ser determinada ao Município pelas vias judiciais.
e) tem legitimidade para a propositura da ação, o mesmo não ocorrendo com o Ministério Público.
a) orientação jurídica e a defesa dos direitos individuais e coletivos da pessoa jurídica de direito público
interno a que estiver vinculada, nos processos judiciais, em todos os graus, de forma integral e gratuita;
b) defesa da ordem jurídica, do regime democrático e dos interesses sociais e individuais indisponíveis dos
hipossuficientes, promovendo a ação civil pública e a ação penal pública incondicionada, de forma integral
e gratuita;
c) defesa da ordem jurídica, do regime democrático e dos interesses difusos, coletivos, sociais e individuais
homogêneos, promovendo a ação civil pública e exercendo o controle externo da atividade policial, tudo na
defesa dos necessitados e de forma integral e gratuita;
d) orientação jurídica, a promoção dos direitos individuais e coletivos e a defesa, em todos os graus, judicial
e extrajudicial, dos necessitados e do ente federativo a que estiver vinculada, de forma integral e gratuita;
e) orientação jurídica, a promoção dos direitos humanos e a defesa, em todos os graus, judicial e
extrajudicial, dos direitos individuais e coletivos, de forma integral e gratuita, aos necessitados.
d) direito à informação.
e) princípio do contraditório.
a) importante avanço em relação à ordem constitucional anterior, que vinculava as Defensorias Públicas às
Procuradorias Estaduais.
b) retrocesso em relação ao texto constitucional anterior, que não vinculava a Defensoria Pública ao Poder
Judiciário.
a) independência funcional.
b) autonomia administrativa.
c) inamovibilidade.
d) indivisibilidade.
e) unidade.
c) a autonomia administrativa permite que a própria instituição defina suas atribuições e crie seus órgãos;
d) a autonomia funcional indica que as funções administrativas devem ser exercidas livremente;
b) Os servidores das carreiras das Defensorias Públicas devem ser remunerados na forma de salários,
observado o teto constitucional.
e) A Defensoria Pública é uma instituição essencial à orientação jurídica e à defesa do Estado, em todos os
graus.
a) O subsídio dos defensores públicos federais somente poderá ser fixado ou alterado por lei específica, em
parcela única, vedado o acréscimo de qualquer gratificação, adicional, abono, prêmio ou verba de
representação.
b) Compete à União, aos estados, ao DF e aos municípios legislar concorrentemente sobre a assistência
jurídica e a DP, limitando-se a competência da União ao estabelecimento de normas gerais.
c) À DP, instituição essencial à função jurisdicional do Estado, incumbem a orientação jurídica e a defesa,
em todos os graus de jurisdição, exclusivamente dos necessitados pessoas físicas.
d) O cargo de DP é provido, na classe inicial, mediante concurso público de provas e títulos, assegurada aos
integrantes da carreira a garantia da inamovibilidade e vedado irrestritamente o exercício da advocacia.
e) Às DPEs e à DPU são asseguradas autonomia funcional e administrativa e a iniciativa de sua proposta
orçamentária dentro dos limites estabelecidos na lei de diretrizes orçamentárias, mas não à DPDF
a) se situa no âmbito da autonomia dos Estados Federados decidir pelo modelo de prestação de assistência
jurídica que melhor se adapte às peculiaridades regionais, podendo optar por prestar o serviço somente por
advogados dativos.
b) é constitucional a disposição de lei estadual que equipara o Defensor Público-Geral a Secretário de Estado
Membro.
e) à Defensoria Pública da União cabe atuar com exclusividade nos Tribunais Superiores nos feitos iniciados
pela Defensoria Pública do Estado, por interpretação analógica do dispositivo que atribuiu ao Ministério
Público Federal atuar nos casos iniciados pelo Ministério Público Estadual.
a) a remuneração dos Defensores Públicos do Estado é limitada pelo chamado teto constitucional, previsto
no artigo 37 da Constituição Federal, não podendo exceder o subsídio mensal, em espécie, dos Ministros do
Supremo Tribunal Federal.
b) à União, aos Estados e ao Distrito Federal compete legislar concorrentemente sobre assistência jurídica
e Defensoria Pública.
d) o Defensor Público-Geral está entre as autoridades legitimadas para propositura da ação direta de
inconstitucionalidade e da ação declaratória de constitucionalidade.
É inconstitucional o preceito de lei complementar que atribui ao Senado Federal o mister de aprovar a
indicação feita pelo presidente da República para o desempenho do cargo de defensor público-geral, haja
vista tal atribuição não constar do texto da Constituição
II. Lei complementar organizará a Defensoria Pública dos Estados, assegurada a seus integrantes a garantia
da inamovibilidade e da vitaliciedade e vedado o exercício da advocacia fora das atribuições institucionais.
III. Às Defensorias Públicas da União e dos Estados são asseguradas autonomia funcional e administrativa e
a iniciativa de sua proposta orçamentária dentro dos limites estabelecidos na lei de diretrizes
orçamentárias.
(Defensor Público do Estado do Espírito Santo - 2009) Julgue o item, acerca dos
princípios institucionais da defensoria pública e das prerrogativas, dos direitos e das
garantias de seus membros.
a) o constituinte federal fez a opção pelo sistema público, podendo a assistência jurídica ser prestada pela
União, pelos Estados e pelos Municípios.
b) a Constituição Federal determina a vigência do sistema público na União e nos Estados, vedada a
assistência jurídica pelos Municípios.
c) a Constituição Federal determina a vigência do sistema judicare, podendo a assistência ser prestada pela
União, pelos Estados e pelos Municípios.
d) o constituinte federal fez opção pelo sistema judicare, podendo a assistência jurídica ser prestada pela
União e pelos Estados, vedada a sua prestação pelos municípios.
e) o constituinte federal optou pelo serviço prestado por advogados públicos, prevendo que a União, os
Estados e os Municípios podem legislar sobre Defensoria Pública.
b) À DPE é assegurada a iniciativa de sua proposta orçamentária, ainda que tal garantia não esteja
expressamente prevista na constituição estadual.
c) A CF assegura, de forma expressa, a assistência judiciária aos necessitados, em todos os graus, prestada
necessariamente pela DP, instituição essencial à função jurisdicional do Estado.
d) O benefício da assistência jurídica integral e gratuita, nos termos expressos da CF, deve ser prestado, pela
DP, preferencialmente aos nacionais e desde que comprovem insuficiência de recursos.
(Analista (DPE RS) / 2013) A Constituição Federal brasileira, em seu artigo 134,
e a Constituição do Estado do Rio Grande do Sul, em seu artigo 120, asseveram que a
Defensoria Pública é instituição essencial à função jurisdicional do Estado. Nesse sentido,
pode-se afirmar que
c) a assistência jurídica integral e gratuita prestada pela Defensoria Pública assegura, em igualdade de
condições, o acesso à justiça pelos necessitados.
e) a organização da Defensoria Pública do Estado está vinculada à organização do Poder Judiciário, devendo
prever um número equivalente de Defensores e Juízes em cada comarca
Com referência a essa situação hipotética, assinale a opção correta à luz da jurisprudência do Supremo
Tribunal Federal (STF).
b) Os limites da autonomia da Defensoria Pública permitem que o governador decida, unilateralmente, por
cortes nas despesas de pessoal previstas na proposta de orçamento anual recebida.
d) O governador poderia efetuar o corte das despesas indicadas na proposta de orçamento e não previstas
na lei de diretrizes orçamentárias.
Nesse sentido, em matéria orçamentária, consoante dispõe a Lei Orgânica Nacional, as Defensorias
Públicas Estaduais:
a) têm suas propostas orçamentárias elaboradas pelo Chefe do Poder Executivo, atendendo aos limites
definidos na lei de diretrizes orçamentárias, que as encaminhará aos respectivos Tribunais de Contas
estaduais;
b) podem realizar despesas que extrapolem os limites estabelecidos na lei de diretrizes orçamentárias,
desde que previamente autorizadas, mediante a abertura de créditos suplementares ou especiais;
d) expedem suas decisões orçamentárias próprias, fundadas em sua autonomia funcional e administrativa,
obedecidas as formalidades legais, com eficácia limitada e executoriedade condicionada à concordância do
Chefe do Poder Executivo;
d) somente pode defender os interesses de Alfa em processo judicial, apenas nas instâncias ordinárias;
e) pode defender os interesses de Alfa em processo judicial ou administrativo, apenas nas instâncias
ordinárias.
a) não atenderia Clara, pois não existe uma ação judicial em curso;
c) não atenderia Clara, pois a atuação no plano extrajudicial restringe-se à defesa dos direitos humanos;
d) atenderia Clara, pois sua atuação, de modo gratuito, estende-se ao plano judicial e ao extrajudicial;
e) teria liberdade para decidir se atenderia, ou não, Clara, por se tratar de atuação extrajudicial.
a) o Ministério Público.
b) a Advocacia Pública.
c) a Advocacia.
d) a Defensoria Pública.
Para tanto, o texto constitucional estabelece que são princípios institucionais da Defensoria Pública:
e) ilícita, salvo se o próprio Governador tivesse autorizado a realização do processo licitatório em momento
anterior.
(FGV - 2019 - DPE-RJ) Adélia praticou uma infração penal e, após amplas
investigações, a instituição com atribuição constitucional ajuizou uma ação penal em face
dela.
Essa instituição é:
a) o Ministério Público;
b) a Defensoria Pública;
c) a Procuradoria-Geral do Estado;
d) a Polícia Judiciária;
e) o Poder Judiciário.
a) Judiciário, com auxílio do Tribunal de Contas, mediante controle externo, bem como pelo seu sistema de
controle interno;
b) Legislativo, com auxílio do Tribunal de Contas, mediante controle externo, bem como pelo seu sistema
de controle interno;
c) Executivo, com auxílio do Tribunal de Contas, mediante controle externo, bem como pelo seu sistema de
controle interno;
e) Executivo, com auxílio do Defensor Público-Geral do Estado, mediante controle misto, e o Governador
deve repassar os recursos orçamentários à Defensoria até o dia 10 (dez) de cada mês.
GABARITO
01 02 03 04 05 06 07 08 09 10
Certa D B Certa A Certa B Errada Certa E
11 12 13 14 15 16 17 18 19 20
Certa Certa Errada A Errada C Errada D A A
21 22 23 24 25 26 27 28 29 30
C Errada Errada E B D Errada Errada Errada D
31 32 33 34 35 36 37 38 39 40
B A C A D B Errada A Certa A
41 42 43 44 45 46 47 48 49 50
B C D B C D E C C A
51
B