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Delimitação de Riscos de Inundações em Chimoio

O documento aborda a delimitação de áreas de risco de inundações no Município de Chimoio, com foco no rio Mwenedzi, visando minimizar os danos humanos e materiais. A pesquisa analisa as causas e impactos das inundações, propõe estratégias de mitigação e destaca a importância de uma gestão eficaz de riscos. O estudo é relevante para a formulação de políticas públicas e para a conscientização sobre os riscos ambientais na região.
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Delimitação de Riscos de Inundações em Chimoio

O documento aborda a delimitação de áreas de risco de inundações no Município de Chimoio, com foco no rio Mwenedzi, visando minimizar os danos humanos e materiais. A pesquisa analisa as causas e impactos das inundações, propõe estratégias de mitigação e destaca a importância de uma gestão eficaz de riscos. O estudo é relevante para a formulação de políticas públicas e para a conscientização sobre os riscos ambientais na região.
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UNIVERSIDADE PÚNGUÈ

Faculdade de Geociência e Ambiente

Acção emergencial da delimitação de áreas de riscos de inundações do Município de


Chimoio: Caso de Estudo Rio Mwenedzi

Licenciatura em Ensino de Geografia com Habilitações em História

Zacarias Alves Mirione

Chimoio, Junho de 2023


Zacarias Alves Mirione

Acção emergencial da delimitação de áreas de riscos de inundações do Município de


Chimoio: Caso de Estudo Rio Mwenedzi

Projecto Científico a ser apresentado na Faculdade de


Geociência e Ambiente, para obtenção do grau
académico de Licenciatura em Ensino de Geografia
com Habilitações em História.

Supervisor: Mestre Hélio Vasco Nganhane

Chimoio, Junho de 2023


ÍNDICE

CAPÍTULO I: INTRODUÇÃO............................................................................................ 1

1.1. Delimitação e enquadramento do tema...................................................................2

1.2. Problematização......................................................................................................2

1.3. Justificativa.............................................................................................................3

1.4. Objectivos...............................................................................................................4

1.4.1. Geral................................................................................................................4

1.4.2. Específicos..........................................................................................................5

1.5. Hipóteses................................................................................................................ 5

CAPÍTULO II REVISÃO DA LITERATURA.....................................................................6

2.1. Caracterização das cheias e inundações......................................................................6

2.1.1. Classificação das inundações...............................................................................6

2.1.2. Causas................................................................................................................. 7

2.1.3. Impacto................................................................................................................7

2.2. Estratégias de mitigação das inundações....................................................................8

2.2.1. Medidas Estruturais.............................................................................................9

[Link] não-Estruturas......................................................................................10

2.2.4. Delimitação de áreas de ocorrência das inundações..........................................11

2.3. Inundações no mundo e na Africa............................................................................11


CAPÍTULO III: METODOLOGIA.....................................................................................16

3.1. Descrição da área de estudo......................................................................................16

3.2. Localização geográfica.........................................................................................16

3.3. Tipo de pesquisa.......................................................................................................17

3.4. Técnicas de colecta de dados....................................................................................17

3.5. Tipo de amostragem.................................................................................................18

4. CRONOGRAMA DE ACTIVIDADES..........................................................................19

5. ORÇAMENTO............................................................................................................... 20

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS................................................................................21
6

CAPÍTULO I: INTRODUÇÃO

Nas últimas décadas, globalmente, a ocorrência de eventos naturais tem aumentado a


frequência e a magnitude dos desastres naturais, factores associados ao crescimento
populacional e seu subsequente desenvolvimento mal planificado têm sido alguns dos
principais agravantes (ALBUQUERQUE, 2021).

Sendo que, uma das consequências decorrentes do aumento demográfico são as


inundações, que geram mais perdas financeiras ao redor do mundo, afectando milhões de
pessoas a cada ano e os seus danos são continuamente crescentes(RAMOS, 2012).

Diante da preocupação sobre os impactos que podem resultar das cheias e inundações, a
presente pesquisa foca-se em estudar “a acção emergencial da delimitação de áreas de
riscos de inundações no Município de Chimoio: caso de estudo rio Mwenedzi”, para trazer
abordagens que podem ser usadas para minimizar os danos humanos (perdas de vida e
ferimentos) e de infraestruturas sociais (habitações, igrejas, escolas e mercados) na cidade
de Chimoio na província de Manica.

Existem vários estudos que falam das inundações, mas eles consistem, geralmente na
concentração da água de chuva em excesso que não pode ser absorvida por solo já saturado
e outras por formas de escoamento (ALENCAR & ALMEIDA, 2010).

Conforme afirma o autor LICCO (2013), diferentemente dascheias que é uma situação
natural de transbordamento de água do seu leito natural dos rios, lagos e barragens,
provocadas geralmente por chuvas intensas e contínuas, as inundações são decorrentes de
modificações no uso do solo e podem provocar danos de grandes proporções.

Por outro lado, a Organização das Nações Unidas, por meio de seu Escritório para a
Redução de Riscos (UNISDR), considera a inundação como um processo de risco natural
que surge como resultado da impermeabilidade do solo, construções irregulares, deposição
de lixos em terrenos baldios ou em locais sem estrutura adequada (AERTS, 2018). Com
isso, a água da chuva se acumula, pois não tem meios necessários para se infiltrar, escoando
com maior rapidez e causando alagamentos (CIULLO, 2017). O autor TUCCI (2012),
afirma em sua obra que, aavaliação quantitativa de risco de inundação é uma ferramenta
7

valiosa para atender a chamada para a Redução de Riscos e Desastres e pode ser um critério
de decisão para priorizar estratégias de adaptação.

Por outro lado, o autor como SILVA (2020), realça que, embora métodosavançados para
estimar e monitorar riscos de inundações e exposição estejam progredindo rapidamente, a
vulnerabilidade é frequentemente considerada constante enem sempre consegue reflectir a
dinâmicas de interacção entre seres humanos e a esses eventos.

Além dos problemas acima referenciados, também se constata a falta de observância das
directrizes municipais que regulam o uso e ocupação do solo urbano pelas autoridades, que
é o caso do município de Chimoio. Neste grupo enquadra-se também a fraca promoção de
políticas públicas para a contenção de riscos de inundações, isto é, melhoria do sistema de
drenagem, soluções estruturais e projectos de construção e recuperação de áreas verdes que
são imprescindíveis na minimização de ocorrência das inundações.

1.1. Delimitação e enquadramento do tema

O trabalho foi desenvolvido na Província de Manica, Distrito de Chimoio concretamente


nas zonas inundáveis da bacia rio Mwenedzi. E de forma temporal foi analisado o período
compreendido entre 2017 a 2022, correspondente a 5 anos.

A presente pesquisa enquadra-se no curso de Licenciatura em Ensino de Geografia com


Habilitações em História, Faculdade de Geociências e Ambiente, cadeira de Fundamentos
de Gestão em Acção Humanitária, no âmbito natural enquadra-se na área de Gestão de
Riscos e Desastres Naturais. E no âmbito social enquadra-se na redução de riscos de perdas
de bens e vidas humanas.

1.2. Problematização

A cada dia que passa torna-se mais notório o crescimento exponencial no número e na
intensidade dos impactos causados pelos assim chamados desastres naturais
(ALBUQUERQUE, 2021). Asinformações são praticamente diárias as notícias de eventos
comperdas de vidas e materiais motivadas pela exposição de populações a elementos da
natureza (Araújo, 2013). Segundo, os autores ZOU & SUREN (2021), os furacões,
8

terramotos, enchentes, deslizamentos de terra acontecendo em diferentes partes do globo


tiram a vida, desabrigam e impondo perdas materiais de elevada monta.

Por outro lado, as pressões da pobreza, o crescimento populacional nas zonas urbanas e, em
especial no Município de Chimoio, resultando principalmente no direito desigual da terra,
isto acaba forçando mais e mais pessoas a se instalarem em áreas de perigo, desprotegidas e
em margens de rios, essas construções demostram a fraca capacidade de planeamento
urbano e o desconhecimento da população dos riscos ambientais que essas alterações
podem ocasionar, como aumento do número de incidência e abrangência das
inundaçõ[Link]ém as inundações são um dos riscos que geram mais perdas financeiras ao
redor do mundo, afectando milhões de pessoas a cada ano e os seus danos são
continuamente crescentes. O impacto causado pela frequente ocorrência de inundações
constitui um problema sério.

Énecessário a diminuição deste impacto através da implementação bem-sucedida de acções


de gestãode risco de inundações, uma vez que estas consequências funcionam como um
entrave aocrescimento económico e tendem a destruir os ganhos já alcançados.

Face a isso o autor da pesquisa levanta a seguinte questão de partida:

 Será que a delimitação emergencial de áreas de riscos de cheias e inundações


podem diminuir a vulnerabilidade das pessoas e infraestruturas sociais ao
longo da bacia hidrográfica do rio Mwenedzi no Município de Chimoio?

1.3. Justificativa

A escolha do tema é motivado pelo facto de o autor ter observado e constatado que esta
acontecendo a eliminação do canal do rio Mwenedzi através de aterramentos com saibro
vermelho, eliminando as zonas verdes cobertas de uma vegetação do tipo riparia, que são
utilizados pela população local para a pratica de Agricultura de subsistência, verificou-se
ainda o surgimento de canais de drenagem antropogénicos e/ou obras de engenharia local.

No domínio fluvial, encontram-se a ocupação do solo em canais fluviais para a construção


de infra-estruturas comerciais, conglomerados habitacionais ao nível da cidade de Chimoio
9

que ultimamente vem ganhando contornos alarmantes, o que tem criado condições a
ocorrência de inundações.

Desta forma, percebe-se que as inundações são perigos frequentes que podem perturbar as
comunidades, em particular em áreas urbanas que envolvem importantes centros de
pedestres, como centros de lazer e infra-estruturas de transporte.

Diante deste dilema, espera-se que a investigação contribua para o estudo de temas
relacionados com a planificação e gestão e áreas de riscos de inundações no município de
Chimoio, na medida que venha a contribuir para o reforço do papel das entidades
governamentais e não-governamentais a tomar medidas para prevenir ou mesmo evitar
problemas relacionados a ocupação de áreas de risco de inundações, tendo em conta que a
intensificação dos prejuízos económicos e sociais, como por exemplo: perdas de vidas
humanas, como doenças resultantes das inundações. De referir que a problemática em
questão é de extrema relevância na actualidade, trata-se de uma questão que preocupa
vários países do mundo.

A partir disso, percebe-se a importância de preparar e planificar acções que forneçam uma
base de conhecimento que possa ser posto em prática, com o intuito de auxiliar os
formuladores de políticas públicas na escolha de acções preventivas, mitigadoras ao risco
para melhor compreensão das interações e dinâmicas complexas do processo de gestão
emergencial durante eventos extremos e em especial no Município de Chimoio.

Para além da sua relevância social, económico e ambiental, a presente pesquisa irá
contribuir no âmbito académico pois espera-se que, sirva como fonte bibliográfico para as
futuras pesquisas em torno deste assunto.

1.4. Objectivos
1.4.1. Geral
 Mapear áreas vulneráveis a cheias e inundações ao longo da Bacia do rio Mwenedzi
na cidade de Chimoio de modo a reduzir perdas e danos humanos e de infra-
estruturas sociais.
10

1.4.2. Específicos
 Identificar as áreas inundáveis na bacia hidrográfica do rio Mwenedzi na cidade de
Chimoio;
 Descrever as causas de perdas e danos humanos e de infraestruturas sociais na bacia
hidrográfica do rio Mwenedzi;
 Propor estratégias para diminuir o nível de vulnerabilidadesocial e de infraestruturas
ao longo da bacia do rio Mwenedzi.

1.5. Hipóteses

H0:A delimitação e/ou o mapeamento de áreas de risco de inundações pode ajudar na


gestão dos riscos de ocorrência de inundações resultante de ocupações irregular no canal do
rio Mwenedzi.

H1: A delimitação e/ou o mapeamento de áreas de risco de inundações não ajuda na gestão
dos riscos de ocorrência de inundações resultante de ocupações irregular no canal do rio
Mwenedzi.
11

CAPÍTULO II REVISÃO DA LITERATURA

2.1. Caracterização das cheias e inundações

Actualmente, existe uma série de interpretações e definições sobre o que são cheias e
inundações.
Ambos os termos são utilizados vulgarmente como sinónimos. Contudo, há diferenças bem
marcantes que definem e separam estes dois conceitos. Embora sejam por vezes utilizados
como sinónimos, de facto não o são, pois, todas as cheias provocam inundações, mas nem
todas as inundações são devido às cheias (RAMOS, 2013)

Conforme RAMOS (2012), as inundações são fenómenos hidrológicos extremos, de


frequência variável, naturais ou induzido pela acção humana, que consiste na submersão de
uma área usualmente emersa. Enquanto as cheiassãofenómenos hidrológicos extremos, de
frequência variável, natural ou induzido pela acção humana, que consiste no transbordo de
um curso de água relativamente ao seu leito ordinário, originando a inundação dos terrenos
ribeirinhos (RAMOS, 2012).

Para TUCCI (2012), o termo cheia é definido como a elevação temporária do nível das
águas em períodos de intensas precipitações, sem extrapolar as margens do canal de
drenagem. Já inundação é definida como processo natural causado pelo aumento do volume
de água no canal fluvial.

2.1.1. Classificação das inundações

As condições meteorológicas e hidrológicas podem potenciar a ocorrência de inundações.


Quando a precipitação é intensa, a quantidade de água que chega simultaneamente ao rio é
superior à sua capacidade de drenagem, ou seja, a sua calha normal, e, portanto, resulta em
inundação. Os problemas resultantes da inundação dependem da frequência em que
ocorrem e do grau de ocupação da bacia hidrográfica pela população.

Para RAMOS (2012), as inundações podem ser devidas a várias causas e, consoante estas,
podem ser divididas em vários tipos que são:

 Inundações fluviais ou cheias;


12

 Inundações de depressões topográficas;


 Inundações costeiras e;
 Inundações urbanas.

2.1.2. Causas

Tabela 1: Classificação das inundações.


Tipo de inundações Causas

Inundações fluviais  Chuvas abundantes e/ou intensas


ou cheias  Fusão da neve ou do gelo
 Efeito combinado chuva + efeito das marés e/ou + storm
surge
 Obstáculos ao escoamento fluvial ou derrocada dos
obstáculos

Inundações de  Subida da toalha freática (natural ou artificial)


depressões top  Retenção da água da precipitação por um solo ou
substrato
 Geológico de permeabilidade muito reduzida
 Cheias

Inundações costeiras  Storm surge


 Tsunami ou maremoto
 Subida eustática do nível do mar
 Sismos com fenómenos de subsidência tectónica

Inundações urbanas  Chuva intensa + sobrecarga dos sistemas de drenagem


 artificiais
 Subida da toalha freática (natural ou artificial)
 Cheia

Fonte: Adaptado pelo autor.


13

2.1.3. Impacto

Conforme Jonov (2013), os impactos causados pelas inundações podem ser classificados de
tangíveis e intangíveis, e num segundo nível, de directos e indirectos. Tangíveis são
passíveis de mensuração em termos monetários. Esta situação não se aplica aos bens
intangíveis, uma vez que estes resultam do contacto físico da água de inundação com bens e
pessoas, são considerados directos. De qualquer modo, ambos têm implicações nas
actividades sociais e económicas durante e após as inundações. Perdas materiais e humanas,
interrupção de actividade económica e social nas áreas inundadas, contaminação por
doenças de veiculação hídrica por exemplo, leptospirose e cólera, a contaminação da água
pela inundação de depósitos de material tóxico e estações de tratamento (FREITAS &
ROCHA, 2014).

Conforme BRASIL (2014), pode causar óbitos e traumas, alteração no comportamento das
doenças, além de grandes prejuízos ao património público, ambiente e bens colectivos e
individuais. A ocorrência e a magnitude desses danos em uma determinada localidade
dependerão das vulnerabilidades associadas às condições sociais, económicas, políticas,
ambientais, climáticas, geográficas e sanitárias do território.

2.2. Estratégias de mitigação das inundações

É importante realçar que, quando nos referimos das estratégias ou medidas de mitigação
das inundações não se pode pensar que elas poderão controlar totalmente as inundações,
mas sim, visam minimizar as suas consequências, isto é, precaução dos prejuízos causados
pelas inundações, de forma a evitar a construção de habitações e indústrias em áreas com
tendência para inundarem. A preparação engloba a informação da população sobre os riscos
de inundação e sobre o modo de agir quando as inundações ocorrem,oque vai culminar na
tomada de medidas, tanto estruturais como não-estruturais, com objectivo dereduzir a
probabilidade de inundações e/ou o impacto das inundações em determinados locais
consideradas inundáveis.

Mas também há um facto por realçar, as inundações são fenómenos que não podem ser
evitados. Mas pode haver uma melhor forma de adaptação às suas ocorrências. Neste
capítulo apresentamos as medidas estruturais e não-estruturais, são medidas tradicionais
14

que quando são bem implementadas e conjuntamente podem minimizar os danos causados
pelas inundações na vida das populações vulneráveis. Daí a importância de caracterizar
estas medidas, e mostrar as vantagens de cada uma delas.

2.2.1. Medidas Estruturais

Conforme TUCCI (2012), correspondem a obras de engenharia implementadas para reduzir


o risco das enchentes. Essas medidas podem ser intensivas ou extensivas. As medidas
extensivas referem-se aquelas que agem na bacia, procurando modificar as relações entre a
precipitação e vazão, como a alteração da cobertura vegetal do solo que reduz e retarda os
picos de enchentes, controla também a erosão da bacia. As medidas intensivas são aquelas
que agem no rio e podem ser de três tipos: a construção dediques e pólderes, as que
aceleram o escoamento e aumentam a descarga dos rios e corte de meandros; as que
retardam o escoamento, como reservatórios e bacias de amortecimento; e as que são
responsáveis pelo desvio de escoamento, tais como as obras em canais de desvios(TUCCI,
2012.). Em seguida apresenta-se o resumo das principais características das medidas
estruturais. A alteração da cobertura vegetal consiste em armazenar parte do volume de
água reduzindo o pico da cheia. No entanto, é inviável para grandes áreas. O controlo da
erosão do solo pode ser feito através do reflorestamento de pequenos reservatórios através
da estabilização das margens do rio, incluindo as práticas agrícolas corretas. Esta medida é
igualmente considerada eficaz para áreas de menor escala.

Na construção de diques, existe um risco na construção de apenas um, pois exige uma
definição correta de enchente máxima provável, mas mantem o risco de colapso e
rompimentos. Este factor é um dos factores que contribui para a ocorrência de inundações
em Moçambique. Por isso, deve ser considerado o melhoramento destas infra-estruturas. A
modificação do rio refere-se ao aumento da vazão para o mesmo nível, que permite reduzir
a frequência de inundação. Esta acção pode influenciar que outras partes sofram o processo
de sedimentação ou erosão (TUCCI & BERTONI, 2012). É de salientar que as medidas
estruturais podem ser eficazes quando são usadas de forma adequadas. Numa fase inicial
envolvem custos muito elevados. A maioria dos países, como Moçambique, não consegue
suportar dada a sua condição de pobreza. O que significa que parte do financiamento
15

internacional poderia ser alocada em programas de desenvolvimento, tanto no domínio da


prevenção como da reparação.

2.2.2. Medidas não-Estruturas

As medidas não-estruturais visam alterar a susceptibilidade ao risco das inundações, uma


vez que agem sobre as pessoas e propriedades de forma a reduzir a vulnerabilidade e
exposição ao perigo (Beck, 2010). As medidas não-estruturais visam a redução dos riscos
de inundação e criam uma sensação de segurança, o que permite a ampliação da ocupação
das áreas inundáveis. Estas são incorporadas no plano director, as medidas não-estruturais
são agrupadas por previsão e alerta da inundação com o propósito de antecipar a
ocorrência. É necessário avisar a população, dando tempo para que se organizem e se
tomem medidas necessárias com fim de minimizar prejuízos. Trata-se afinal do zoneamento
de áreas inundáveis. Estas consistem na regulamentação do uso da terra, construção à prova
das enchentes, que promovem seguros de inundações.

O zoneamento consiste num conjunto de regras para a ocupação das áreas de maior risco de
inundação. Estas visam a minimização futura de perdas materiais e humanas face às cheias.
Inclui o mapeamento de áreas de inundações, que deve conter os mapas de planeamento
pois é aqui que ficarão definidas as áreas atingidas por cheias e o mapeamento de alerta
(COSTA, 2014). O mapeamento de áreas inundáveis constitui uma ferramenta uma vez que
permite comunicar a situação de perigo numa área. É de salientar que os mapas de perigo
são importantes, pois dizem respeito a ferramentas valiosas para a tomada de decisão, uma
vez que incorporam informações dentro do contexto de dados sobre ativos e populações
expostas e vulneráveis ao perigo.

Existem outras medidas consideradas não-estruturais, como a educação e a


consciencialização da população, que representam factores importantes para a convivência
com as inundações, sobretudo para a resiliência das comunidades na intervenção do poder
público na implantação de medidas preventivas. A educação passa pela acção de todos os
intervenientes do poder público de modo a que a decisão seja efectiva (BECK, 2010.)

Face a isso, vários esforços têm sido desenvolvidos na tentativa de reduzir o impacto dos
desastres naturais. Estes são de extrema importância para países vulneráveis como
16

Moçambique que se encontra exposto continuamente a estes fenómenos.

2.2.4. Delimitação de áreas de ocorrência das inundações

De acordo com HUALOU (2011), delimitação ou o mapeamento de áreas de ocorrências


das inundações é uma ferramenta auxiliar muito poderosa no controle e prevenção de
inundações. Portanto, estes mapas deveriam ser a base para todos os programas de redução
de danos, pois frequentemente têm uma importância legal em termos de zoneamento e
outras medidas não estruturais.

Um dos pontos positivos da delimitação de áreas de ocorrência de inundações, de acordo


com LANE (2013), é que, tendo por referência os mesmos, pode-se iniciar a construção de
estruturas que previnam os danos, alertar actuais e futuros proprietários de terras sujeitas às
inundações, bem como auxiliar as autoridades e tomadores de decisões a desenvolver novas
ideias de desenvolvimento sustentável para estas áreas.

Na mesma linha de pensamento o autor TOMINAGA (2016), argumenta que um dos


instrumentos de análise de risco mais eficiente é a delimitação de áreas de risco. A partir
deste mapa é possível elaborar medidas preventivas, planificar as situações de emergência e
estabelecer acções conjuntas entre a comunidade e o poder público, com o intuito de
promover a defesa permanente contra as inundações.

Já o autorFREITAS (2014), argumenta que a delimitação de áreas de riscos de inundações


possui um grande papel no sistema de prevenção de inundação, pois em municípios
pequenos e com poucos recursos económicos torna-se muito difícil a implantação de
sistemas mais sofisticados, como monitoramento e sistemas de alerta.

Enquanto para RAIMUNDO (2010), a delimitação de áreas de riscos de inundações visa


suprir uma das maiores deficiências relacionadas aos desastres naturais e é uma das
ferramentas fundamentais para a prevenção de desastres naturais, especialmente os súbitos.

2.3. Inundações no mundo e na Africa.

Segundo SILVA, GURGEL & FREITAS (2017), em uma escala global, cerca de três
quartos da população do planeta vivem em áreas afectadas por desastres (terremotos,
17

ciclones tropicais, inundações, seca, dentre outros). Dessa fracção, 85% das pessoas
expostas a desastres de origem natural vivem em países de médio a baixo desenvolvimento.

Na Europa, os impactos devidos a cheias e inundações têm registado umconsiderável


aumento nas últimas décadas, sobretudo devido ao aumento da população, bens e
actividades em áreas propensas a inundação (Reis, 2013). No período de 1980 a 2011 estão
reportadas2500 vítimas mortais e mais de 5,5 milhões de pessoas afectadas. No mesmo
período, as perdas monetárias directas, e apenas estas, ascendem a mais de 90 mil milhões
de euros, em valores de 2009 (AEE., 2015).

Em algum lugar nos Estados Unidos no futuro inundações de 1000 anos causou
indestrutível dano e perdas de vida. Engenheiros e Meteorologistas acreditam que a
presente tormenta resultou da combinação de condições meteorológicas e hidrológicas que
ocorreriam uma vez em mil anos. Reservatórios, diques e outras obras de controle que
provaram efectivas por um século e são efectivas para sua capacidade de projecto são
incapazes de controlar os grandes volumes de água envolvidos. Esta catástrofe traz uma
lição que a protecção contra inundações é relativa e eventualmente a natureza cobra um
preço daqueles que ocupam a várzea de inundação.

De acordo com TUCCI (2010), na América do Sul muitas pessoas morrem anualmente
pelas inundações. Outras perdem todo o património familiar alcançado com muitos anos de
trabalho e esforço. É comum a combinação dos dois fenómenos – enxurrada e alagamento –
em áreas urbanas acidentadas, como ocorre no Rio de Janeiro, Belo Horizonte e em cidades
serranas.

Em cidades litorâneas, que se desenvolvem em cotas baixas, como Recife e cidades da


Baixada Fluminense, a coincidência de marés altas contribui para agravar o problema. Os
alagamentos das cidades normalmente provocam danos materiais e humanos mais intensos
que os das enxurradas.

Durante o ano 2008, a África subsaariana foi afectada por fortes chuvas, inclusive a pior já
registada no Zimbabwe, e inundações que afectaram mais de 300.000 pessoas na África
Ocidental.
18

Em Março de 2009, as províncias do norte da Namíbia foram inundadas, causando a morte


de quase 100 pessoas, deslocando 13.000 pessoas. A Etiópia experimentou tanto secas
quanto inundações durante o ano de 2006 levando a centenas de mortes.

O número de inundações na África está aumentando. Durante o ano 2000 nas áreas como
Marrocos, Somália e grande parte da África Austral sofreram fortes inundações.
Especialmente na África Central e Oriental se espera que sejam muito afectadas pelas
cheias que estas vieram se repetir no ano 2006/2007.

Dezenas de mortos em inundações no Nepal. A inundação súbita do rio Seti no Nepal


poderá ter feito cerca de 60 mortos, afirmam as autoridades nepalesas. Até agora foram
recuperados 15 corpos e há 43 desaparecidos.

As hipóteses de encontrar sobreviventes são praticamente nulas, diz o responsável da


polícia local, Sailesh Thapa. A inundação terá sido provocada por uma avalanche no Monte
Annapurna, no distrito de Kaski, a qual atingiu o rio e originou uma onda devastadora.

Várias aldeias ao longo das margens foram devastadas pela água, com casas, pessoas e
gado a serem arrastadas na enchente. A torrente de água atingiu ainda a cidade turística de
Pokhara, 200 quilómetros a oeste da capital do Nepal, Katmandu.

De acordo com AEE (2015), em 2007, a União Europeia assumiu um novo e uniformizado
quadro para a avaliação e gestão dos riscos de inundações para todos os seus estados-
membros. Tal quadro, definido na Directiva 2007/60/CE, do Parlamento Europeu e do
Conselho, de 23 de Outubro, e transposto para o direito interno pelo Decreto-Lei n.º
115/2010, de 22 de Outubro, introduz um conjunto de desafios aos quais a comunidade
científica não pode e não deve ser alheia. O quadro aprovado evidencia a importância da
delimitação de áreas de risco de cheias e inundações, a partir da qual se definirão os
respectivos planos de gestão. Os desafios colocados com a elaboração destes instrumentos
de planeamento a opção por medidas não estruturais, a possibilidade de proceder a
inundações controladas, a escala de análise adoptada, a articulação com os planos de
ordenamento e planos de emergência de protecção civil demonstram a pertinência da
presente tese, quanto à produção de conhecimento que permitauma melhor ligação entre os
19

processos de avaliação e de gestão do risco, enquadrados em modelos de governação do


risco.

Moçambique localiza-se na Costa Leste da África Austral, entre os paralelos 10º27’ e 26º
52’ de latitude Sul e o meridiano 30º 12’e 40º 51’ de longitude Este. Devido a esta
localização geográfica e a outros factores tais como a fraca habilidade de prever os eventos
extremos, a deficiente disseminação de avisos de alerta atempada e o grau elevado da
pobreza absoluta; tornam o país muito vulnerável às calamidades naturais de origem
meteorológica, nomeadamente secas, cheias e ciclones tropicais.

Nos últimos 30 anos, pelo menos 14% da população foi afectada por uma seca, uma cheia
ou uma tempestade tropical e mais de metade dos eventos que resultaram em desastre
(53%) desde 1970 ocorreram nas últimas duas décadas.

De acordo com INGD (2017), a vulnerabilidade face aos desastres resulta da sua
localização na foz de nove rios internacionais, a existência de zonas áridas e semiáridas, a
longa extensão do território nacional, que se localiza na zona de convergência intertropical
sujeita a perdas e ganhos excessivos de humidade, bem como a extensa zona costeira, que
sofre a influência de ciclones tropicais, e a existência de zonas sísmicas activas

De acordo com MATLOMBE (2019), em Moçambique, as inundações são caracterizadas


por chuvas fluviais intensas e em poucas horas tendem a inundar extensas áreas do país.
Nomeadamente, as localidades a sul, como em Maputo, são áreas mais afectadas. As
inundações impactam maioritariamente a população pobre que vive em habitações precárias
em zonas inundáveis.

A vulnerabilidade socioeconómica e geográfica das populações e a existência, ou não, de


medidas preventivas acabam por determinar a extensão dos impactos das inundações. No
caso moçambicano, as inundações assumem frequentemente proporções catastróficas,
causando imensa destruição, perdas de propriedades e mortes (MICOA, 2012).

Em 2000, Moçambique teve grandes inundações onde 1 milhão de pessoas ficaram


desabrigadas e 700 perderam suas vidas que estas vieram se repetir no ano 2006/2007.
20

Tendo afectado a região Sul do país (Maputo, Gaza e Inhambane), Centro (Zambézia,
Manica e Sofala), causando inundações e afectando culturas diversas, animais, infra-
estruturas agrícolas e equipamento diverso (MATLOMBE, 2019).

Em novembro, o Governo moçambicano anunciou que “mais de 50 mil pessoas” poderiam


ser afectadas na bacia do Zambeze durante a actual época chuvosa. “Mas é uma situação
internamente gerível. Outra causa que contribui para a ocorrência de inundações diz
respeito à actividade humana nas bacias hidrográficas que condicionam de forma
intencional a ocorrência de cheias e inundações (MATLOMBE, 2019).

Por exemplo, entre 2007 e 2015 o BM desembolsou mais de US $ 13 milhões


para apoiar Moçambique em actividades de gestão do risco de longo termo que incluem,
entre outras, o mapeamento das zonas de risco, identificação e redução do risco, e
actividades ligadas ao treinamento e à capacitação de operadores do INGD (GOM., 2019).
21

CAPÍTULO III: METODOLOGIA

3.1. Descrição da área de estudo

A pesquisa foi realizada conselho autárquico no município de Chimoio, localizado


na província de Manica, Moçambique. A cidade de Chimoio é a capital da província de
Manica, constitui uma das cidades rica e provida de diversidades culturais, naturais e
paisagísticos, a nível nacional, apresenta atractivos turísticos de alto valor, permitindo-o
quer em desenvolvimento económico ou desenvolvimento sociocultural (Franze, 2017), o
que faz com que seja necessário a construção de novas infra-estruturas residenciais, hotéis,
lodges, lojas, escritórios, ruas entre outros.

3.3. Tipo de pesquisa

Para a realização deste trabalho, obedeceu-se uma abordagem mista. Pois, a


pesquisa mista consiste na combinação da metodologia qualitativa e quantitativa (Mathias,
2016). Portanto, de forma qualitativa aplicou-se na base de descrição dos fenómenos. A
pesquisa quantitativa aplicou-se por meio de inquérito dirigido aos residentes, visando
quantificar as opiniões a respeito da ocorrência das inundações na cidade de Chimoio.
Usou-se a técnica de observação que permitiu fazer a triangulação das informações obtidas
por meio do inquérito e entrevistas, usando uma ficha de observação própria adaptada dos
serviços geológicos do Brasil.

3.4. Técnicas de colecta de dados

3.4.1. Colecta de dados demográficos e sociais

Entrevista semi-estruturada, consistiu em entrevistas direcionadas as lideranças


locais, do Conselho Autárquico da Cidade de Chimoio de forma a perceber o nível de
organização da comunidade e institucionalmente para a resposta de emergência em
períodos críticos de inundações num roteiro de perguntas pré-formuladas, que não foram
exclusivas, onde foram acrescentadas algumas perguntas, durante a entrevista, julgadas
necessárias no âmbito da pesquisa (Prodanov e Freitas, 2013).
22

Inquérito, consiste em colocar um conjunto de questões organizadas segundo uma


determinada ordem, permite obter informação, sobre determinado fenómeno, através da
formulação de questões que reflectem atitudes, opiniões, percepções, interesses e
comportamentos de um conjunto de indivíduos (Prodanov e Freitas, 2013). Nesta pesquisa,
o inquérito foi dirigido aos residentes, ao longo da zona do dominio fluvial do rio
Mwenedzi, visando quantificar as opiniões a respeito da ocorrência das inundações na
cidade de Chimoio .

Observação directa, consiste no pesquisador ir em encontro e/ou fazer contacto com


o objecto estudado, procurando observar os fenómenos que ocorrem no campo (Prodanov e
Freitas, 2013). Usou-se a técnica de observação que permitiu fazer a triangulação das
informações obtidas por meio do inquérito e entrevistas, usando uma ficha de observação
própria adaptada dos serviços geológicos do Brasil, para caso de preparacao de planos de
emergência.

3.4.2. Colecta de dados cartogaficos

Para delimitar a zona inundável do rio Mwenedzi, aplicou-se algumas técnicas


cartográficas para analisar a área e delimitar as áreas em função da perigosidade, exposição
e vulnerabilidade recorrendo-se a imagens de satélites (com recurso a Google Earth Pro) e
recorrentes visitas de campo para confirmação e correção de dados conforme mostram
algumas imagens das visitas de campo na figura 1, onde A – Ilustra a ocupação do leito
maior do rio (já com habitações submergidas parcialmente), B – Local da nascente do rio
durante o período de precipitações acima do normal, C- medições de altura média a cota de
água durante as inundações e D – C visita a locais terraplanadas que estão dentro da
planície de inundação do rio. Far-se-a ainda um levantamento histórico de ocupação
residencial da zona do domínio fluvial do rio Mwenendzi, através de polígonos e posterior
cálculo de áreas que foram sendo ocupadas ao longo de tempo.
23

Figura 1 – Visitas de campo para levantamentos e correções de dados cartográficos.

Para definir as habitações e infraestruturas construídas dentro do canal fluvial do rio


em estudo, obedeceu- se a critérios geométricos geralmente usados para este tipo de
estudos. Pelo que todas as residências e infraestruturas que estão construídas no canal de
cheias até ao leito maior foram todas consideradas em risco de inundação como é mostrado
na figura 2. Embora o canal tenha sofrido bastante assoreamento como é descrito na
pesquisa de Thenesse et al (2016)

Figura 2 – Geometria fluvial tomada em consideração para delimitação da área de risco


(daptado de Infanti 1998).

3.5. Tipo de amostragem

Para a presente pesquisa usou-se a amostra não probabilística intencional devido ao


não conhecimento do número total dos indivíduos residentes nos bairros atravessados pelo
rio Mwenedzi, o que dificultou a definição da amostra.

Conclusão
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Na cidade de Chimoio as inundações e/ou o risco de susceptibilidade é uma


realidade, oque pode constituir um perigo colocando uma barreira o desenvolvimento local
e, conforme afirma Thenesse et al (2026) essa situação vem ganhando um contorno
alarmante, sobretudo com a eliminação dos canais fluviais para a concepção das
infraestruturas, que é um grande potencial para a vulnerabilidade. Assim sendo, foram
identificados todos os bairros que são atravessados pelo rio Mwenedzi como áreas
susceptíveis a riscos de inundações, devido a vários factores que a pesquisa elucidou, sendo
os bairros 25 de Setembro e Centro hípico como os que sofrem mais danos, enquanto os
outros bairros estão num risco moderado devido a menor exposição de vidas humanas, que
por um lado é condicionada pela própria configuração do rio Mwenedzi que está em forma
de um vale que não permite a implantação de infraestruturas. Mas porém, as actividades de
extração de areias e pedras de construção aceleram o processo de erosão, assim,
diversificando os riscos, que urgem a sua atenção redobrada.
Como estratégias para diminuir o nível de vulnerabilidade social e de infraestruturas
ao longo da bacia do rio Mwenedzi, de acordo com os resultados obtidos, o mapeamento e
sinalização das áreas de risco de inundações, como propõe a pesquisa é uma forma viável,
por ser não exigir muitos investimentos para a sua realização mas sim um engajamento e
advocacia das lideranças ao nível municipal, já para as valas de drenagem como uma
estratégia, poderá exigir muita gestão dos resíduos sólidos que constituem o outro factor
desencadeante para as inundações urbanas no geral na cidade de Chimoio.

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