0% acharam este documento útil (0 voto)
7 visualizações26 páginas

Escassez de Precipitação em Macossa

A pesquisa analisa a escassez de precipitação no distrito de Macossa entre 2020 e 2023, destacando a relação entre fatores climáticos e vegetação. O estudo revela que a remoção da cobertura vegetal impacta diretamente o clima, levando a condições de seca e baixa fertilidade do solo. A pesquisa busca compreender essas interações e propor medidas para mitigar os problemas climáticos enfrentados na região.
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato DOCX, PDF, TXT ou leia on-line no Scribd
0% acharam este documento útil (0 voto)
7 visualizações26 páginas

Escassez de Precipitação em Macossa

A pesquisa analisa a escassez de precipitação no distrito de Macossa entre 2020 e 2023, destacando a relação entre fatores climáticos e vegetação. O estudo revela que a remoção da cobertura vegetal impacta diretamente o clima, levando a condições de seca e baixa fertilidade do solo. A pesquisa busca compreender essas interações e propor medidas para mitigar os problemas climáticos enfrentados na região.
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato DOCX, PDF, TXT ou leia on-line no Scribd

Marcos Cussaia Njanje

Análise da Escassez de Precipitação: Caso de estudo Distrito de Macossa (2020-2023)


Licenciatura em Ensino de Geografia com Habilitações em História

Universidade Púnguè
Chimoio
2022
10

Marcos Cussaia Njanje

Análise da Escassez de Precipitação: Caso de Estudo Distrito de Macossa (2020-2023)

Projecto de pesquisa da cadeira de Geografia de


Moçambique a ser apresentado na Faculdade de
Geociência e Ambiente, curso de Geografia 2 o
Ano para fins avaliativos, sob orientação do
docente:
dr. Euginol Chaves

Universidade Púnguè
Chimoio
11

2022

Índice
Declaração.................................................................................................................................V

Dedicatória...............................................................................................................................VI

Agradecimentos......................................................................................................................VII

Resumo..................................................................................................................................VIII

Capitulo I....................................................................................................................................9

1.2 Justificativa..........................................................................................................................9

1.3 Problematização.................................................................................................................10

1.4 Hipóteses............................................................................................................................10

1.5. Objectivos.........................................................................................................................10

1.5.1 Objectivo Geral...............................................................................................................10

1.5.2 Específicos......................................................................................................................10

CAPITULO II..........................................................................................................................11

2 METODOLOGIA.................................................................................................................11

2.1. Tipo de Pesquisa...............................................................................................................11

a) Quanto a natureza..........................................................................................................11

b) Quanto aos objectivos...................................................................................................11

c) Quanto aos procedimentos técnicos..............................................................................12

d) Quanto a forma de abordagem do problema.................................................................12

2.2. Técnicas de recolha de dados............................................................................................12

2.2.1 Observação......................................................................................................................12

2.2.2. Observação direita..........................................................................................................12

CAPITULO III.........................................................................................................................13

3. Fundamentação teórica.........................................................................................................13

3.1 Breve Caracterização do Distrito.......................................................................................13


12

3.1.1 Localização, Superfície e População...............................................................................13

3.1.2 Clima e Topografia.........................................................................................................14

[Link] O distrito de Macossa apresenta três zonas distintas:..................................................14

3.2 Infra-estruturas...................................................................................................................15

3.2.1 Economia e Serviços.......................................................................................................16

3.4 Os factores do clima no distrito de Macossa...................................................................19

3.4.1 Os elementos do clima no distrito de Macossa...............................................................19

[Link] A relação entre os factores do clima e seu elementos do distrito de Macossa............19

[Link] Latitude........................................................................................................................20

[Link] A relação entre altitude com a radiação solar..............................................................23

[Link] Relevo..........................................................................................................................24

5. Referências bibliográficas....................................................................................................25
13
V

Declaração

Declaro que este trabalho de pesquisa é resultado da minha investigação pessoal e das
orientações do meu docente dr. Euginol Chaves, o seu conteúdo é original e todas as fontes
consultadas estão devidamente mencionadas no texto, e na bibliografia final.

Declaro ainda que este trabalho não foi apresentado em nenhuma outra instituição para
obtenção de qualquer grau académico.

Chimoio, Outubro de 2022

___________________________________

(Marcos Cussaia Njanje)

Dedicatória
VI

Este trabalho é dedicado à minha família, que desde criança tem-me incutido a ideia de
continuar com os estudos a todo custo. Dedico ao meu namorado, pelo incansável e
incondicional apoio emocional, e financeira que tem-me dado durante o período dos meus
estudos.

Agradecimentos
VII

Em primeiro lugar agradeço a Deus por me conceder a vida e saúde, por me dar a
oportunidade de crescer no meio de uma família amorosa e por me acompanhar
incondicionalmente em todas minhas actividades. Endereço os meus profundos
agradecimentos à todos que contribuíram de forma directa ou indirectamente na minha
educação desde novo até agora. Agradeço com maior honra ao docente dr. Euginol Chaves
pela sua forma sábia e incondicional ao orientar-me no decurso de todas as actividades da
realização do presente trabalho. Por fim agradeço a UniPungue uma instituição que forma
Homens de qualidade.
VIII

Resumo
O distrito de Macossa está situado a nordeste da Província de Manica, tendo como limites: a
Norte os distritos de Tambara e Guro; a Leste os distritos da Gorongosa e Maringué da
província de Sofala; a Sul o rio Púnguè, que o separa do distrito de Gondola; e a Oeste
confina com o distrito do Barué. Compreender a influência da vegetação no clima significa
entender a importância que as florestas possuem na preservação do equilíbrio ambiental. A
remoção da cobertura vegetal pode provocar directas alterações no clima, que, por sua vez,
pode alterar a presença de árvores em outras localidades, em um verdadeiro efeito dominó.
Portanto, é mais do que importante lutar pela conservação das áreas vegetais naturais do
distrito de Macossa, e importante referir que o clima desempenha grande papel na vegentecao
porque nas regiões de alta de altitude a temperatura e baixa, na medida que subimos a
temperatura baixa com altitude , portanto no distrito Macossa a vegetação no norte não tem
tido muita vegetação ao passo que no sul do distrito principalmente no posto Admistrativo de
Nhamagua

Palavras-chave: factores, elementos, clima,


9

Capitulo I
[Link]

A presente pesquisa com o tem “Análise da Escassez de Precipitação: Caso de estudo Distrito
de Macossa (2020-2023)” busca compreender a relação existente entre os factores do clima e
os seus elementos. Sabendo que o distrito de Macossa está situado a nordeste da Província de
Manica, tendo como limites: a Norte os distritos de Tambara e Guro; a Leste os distritos da
Gorongosa e Maringué da província de Sofala; a Sul o rio Púnguè, que o separa do distrito de
Gondola; e a Oeste confina com o distrito do Barué.

Com uma superfície1 de 9.554 km2 e uma população recenseada em 1997 de 13.969
habitantes e estimada, à data de 1/1/2005, em 18.063 habitantes, o distrito de Macossa tem
uma densidade populacional de 1.9 hab/km2. A relação de dependência económica potencial
é de aproximadamente 1:0.9, isto é, por cada 10 crianças ou anciões existem 9 pessoas em
idade activa.

1.2 Justificativa
A presente pesquisa surge no âmbito do autor ter constatado alguns problemas que apoquenta
o distrito e a repleção existente entre os factores climáticos e os seus elementos sendo que os
factores climáticos interferem directamente nas condições climáticas de determinado local,
podemos conceber que eles estão relacionados com altitude, latitude, massas de ar, relevo,
vegetação e correntes marítimas.
Outro factor está relacionada à noção de que as regiões mais próximas à Linha do Equador,
ou seja, as de baixa latitude, tendem a ter um aumento de temperatura na maior parte do ano.
E as regiões mais distantes da Linha do Equador tendem a apresentar temperaturas mais
baixas.
Almejando investigar a interacção dos factores do clima e os seus elementos deveu-se pelo
facto de apresentar uma vegetação mais povoada e com menos incidência de raios solares
devido à capacidade das plantas de absorver e reflectir o sol. Portanto, regiões com menos
árvores e plantas tendem a ser mais secas e quentes, e regiões mais povoadas de fauna e flora
costumam ser mais húmidas e refrescantes.
A escolha deste tema deveu-se ao problema que vem inquietando o distrito, pela fraca
precipitação que o distrito sede regista em relação aos postos administrativo, neste âmbito a
presente pesquisa busca compreender a relação existente entre os factores climáticos e os
seus elementos no distrito de Macossa.
10

1.3 Problematização
A parte Este do distrito é caracterizada por escassez de recursos hídricos, precipitações
irregulares, solos pouco férteis, um clima quase semi-árido, registando a ocorrência frequente
de secas cíclicas e temperaturas elevadas e um início de chuvas tardio, normalmente apenas
nos finais de Dezembro. Portanto, outro factor é a radiação solar que refere-se do calor
recebido pela atmosfera, na maior parte advindo do sol. Porém, todo ser vivo interfere no
clima e o influencia, levando em conta o factor de reflexão desse calor que o atinge. Como a
radiação solar varia de intensidade ao longo das diversas regiões do planeta, são formadas
zonas térmicas ou climáticas o mesmo que acontece na área em estudo.
Diante dessas constatações levanta-se a seguinte questão:
 Que mediadas devem ser tomadas para minimizar as precipitações irregulares no
distrito de Macossa parte Este?

1.4 Hipóteses
 É provável que a escassez dos recursos hídricos esta relacionado com a exploração
dos mesmos;
 A análise da relação dos factores de clima e os seus elementos pode minimizar as
precipitações irregulares;
 Se calhar o desflorestamento pode ser um factor impulsionador na irregularidade da
precipitação.

1.5. Objectivos

1.5.1 Objectivo Geral


 Compreender a relação existente entre os factores climáticos e os seus elementos no
distrito de Macossa.

1.5.2 Específicos
 Descrever a situação actual do distrito de Macossa;
 Explicar os problemas climáticos no distrito de Macossa;
 Apresentar as medidas para reverter os problemas climáticos no distrito de Macossa.
11

CAPITULO II

2 METODOLOGIA
Entende-se a metodologia como sendo a aplicação de procedimentos e técnicas a serem
observados para construção do conhecimento, com o propósito de comprovar sua validade e
utilidade nos diversos âmbitos da sociedade.

Assim sendo, na presente sessão de metodologia, encontramos dividida quanto ao tipo de


pesquisa (suas classificações), quanto ao método de estudo, quanto a técnicas e instrumentos
de colecta e análise de dados, população e amostra, e métodos de procedimentos.

Para a presente pesquisa usou-se o método de abordagem para melhor reconhece no que o
que diz respeito da relação existente entre os factores climáticos e os seus elementos no
distrito de Macossa

2.1. Tipo de Pesquisa


Sabe-se que toda pesquisa científica visa a conhecer cientificamente um ou mais aspectos de
determinado assunto, por forma ser sistemática, metódica e crítica, com vista a contribuir
para o avanço do conhecimento humano.

Assim sendo, para o avanço desta pesquisa quanto a natureza foi subdividida quanto a
natureza, aos objectivos, aos procedimentos técnicos e quanto a forma de abordagem do
problema, que a seguir são caracterizados, na perspectiva de (Prodanov e Freitas, 2013, pp
51-70)

a) Quanto a natureza
Quanto a natureza a pesquisa é aplicada pelo facto da mesma estar dedicada à geração de
conhecimento para solução de problemas específicos, sobre a relação existente entre o clima
e os seus elementos, com intuito de buscar a verdade para determinada aplicação prática em
situação particular com os factores climáticos e os seus elementos no distrito de Macossa.

b) Quanto aos objectivos


Quanto aos objectivos a pesquisa é descritiva e explicativa. No que se refere a pesquisa
explicativa, interessa a pesquisadora pelo facto de estar centrada na preocupação de
identificar factores determinantes ou de contribuição no desencadeamento dos problemas,
com intenção de explicar a relação do clima e os seus elementos.
12

Já na descritiva, pretende-se conforme Prodanov e Freitas (2013), descrever as características


de uma determinada população ou fenómeno, ou ainda, o estabelecimento de relações entre
variáveis, o que permitirá observar e descrever com exactidão a relação existente entre os
factores climáticos e os seus elementos no distrito de Macossa

c) Quanto aos procedimentos técnicos


Quanto aos procedimentos técnicos a pesquisa é bibliográfica e estudo de caso. A pesquisa
bibliográfica consistiu na obtenção de fontes teóricas, através de material já publicado como
livros, revistas e artigos científicos sobre o tema em ilusão. Conforme Zanella (2013), a
principal vantagem do método bibliográfico é permitir ao pesquisador a cobertura mais ampla
do que se fosse pesquisar directamente.

O estudo de caso, segundo (Yin, 2001), envolve o estudo profundo e exaustivo de um ou


poucos objectos de maneira que permita o seu amplo e detalhado conhecimento.

d) Quanto a forma de abordagem do problema


A pesquisa é qualitativa, pois não se preocupa com representatividade numérica, mas sim,
com o aprofundamento da compreensão de um grupo social.

2.2. Técnicas de recolha de dados

2.2.1 Observação
Pode-se acreditar que a observação facilitará na colecta de dados para a definição do
problema de pesquisa como também facilitara na formulação de hipóteses, porém esta técnica
ira ajudar a alcançar o segundo objectivo específico da pesquisa.

2.2.2. Observação direita


Relativamente a este método conseguiu-se ir além da aparência o objecto ou a situação em
estudo e obter informações através de sentido descortinando a realidade, sobre o tema a se
tratar.
13

CAPITULO III

3. Fundamentação teórica

3.1 Breve Caracterização do Distrito

3.1.1 Localização, Superfície e População


O distrito de Macossa está situado a nordeste da Província de Manica, tendo como limites: a
Norte os distritos de Tambara e Guro; a Leste os distritos da Gorongosa e Maringué da
província de Sofala; a Sul o rio Púnguè, que o separa do distrito de Gondola; e a Oeste
confina com o distrito do Barué.

Com uma superfície1 de 9.554 km2 e uma população recenseada em 1997 de 13.969
habitantes e estimada, à data de 1/1/2005, em 18.063 habitantes, o distrito de Macossa tem
uma densidade populacional de 1.9 hab/km2.

A relação de dependência económica potencial é de aproximadamente 1:0.9, isto é, por cada


10 crianças ou anciões existem 9 pessoas em idade activa.

A população é jovem (50%, abaixo dos 15 anos de idade), maioritariamente feminina (taxa de
masculinidade de 46%) e de matriz marcadamente rural.

Fg.1: mapa do distrito de Macossa


14

3.1.2 Clima e Topografia


O clima do distrito é do tipo sub-húmido seco em geral, sendo a precipitação média anual de
800 a 1000 mm, com um período húmido curto a moderado, variando de 4 a 5 meses
(Dezembro a Março), e o período seco algo longo (Maio a Novembro), podendo atingir os 7
meses. A humidade média relativa do ar é de 60/65 a 70% e a temperatura média anual varia
de 22 a 26ºC.

O distrito é atravessado, para além do rio Phandira, o único de regime permanente, pelos rios
Nhassacara, dos Elefantes, Mucombedzi, Mussangadze, Chatora, Murodzi, Nhaluiro.

O distrito é, ainda, recheado de riachos, represas e lagoas, cujo senão é o facto de os períodos
de retenção de água serem bastante curtos.

[Link] O distrito de Macossa apresenta três zonas distintas:


O norte do distrito, possuindo cerca de 90 Km² de extensão, apresenta um clima quase semi-
árido; A parte Oeste do PA de Nhamagua, com 120 Km² de extensão é dotada de maior
potencial agrícola, com solos areno-argilosos, férteis e adequados para a produção de culturas
diversas, razão pela qual é considerado o celeiro do distrito. As precipitações variam de 700-
1000 mm ao longo do ano.

A parte Este é caracterizada por escassez de recursos hídricos, precipitações irregulares, solos
pouco férteis, um clima quase semi-árido, registando a ocorrência frequente de secas cíclicas
e temperaturas elevadas e um início de chuvas tardio, normalmente apenas nos finais de
Dezembro.

O distrito fisiograficamente é influenciado pelos sistemas de montanhas de Choa a Oeste e


Gorongosa a Sudeste, que influenciam o padrão de distribuição de chuvas, solos e recursos
hídricos no distrito.

A base geológica da região é o sistema do Pré-câmbrico Médio ou Superior representado pelo


complexo de gneisse e granito. De acordo com a informação disponível, são as regiões
influenciadas ou parte do sistema meso-planáltico de Choa e Gorongosa aquelas que maior
número de cursos de água apresentam, enquanto que a região central do distrito, de transição
entre a bacia dos rios Púnguè a sul e Zambeze a norte, é muito pobre no que se refere à
existência de rios e riachos.
15

À região mais acidentada, dissecada e de declives acentuados, correspondem solos delgados,


embora nas partes mais planas associados aos solos litólicos possam ainda ocorrer
alternandamente fases pouco profundas de solos com textura grosseira ou mediana, como são
disso exemplo os solos vermelhos.

3.2 Infra-estruturas
O distrito de Macossa é servido por 2 estradas regionais/secundárias N˚ 220 e 5910 de terra
batida e 3 estradas terciárias não classificadas, numa extensão de 640Km, que dão acesso aos
Postos Administrativos, Localidades e Povoações. Na época das chuvas, porém, muitas das
vias interiores do distrito são de trânsito difícil. A ponte sobre o rio Phandira na ER 220 está
de momento transitável, encontrando-se, porém, em avançado estado de degradação.

A principal forma de transporte do distrito é por via terrestre, por estrada ou por atalhos. Os
meios de transporte são raros no distrito.

A infra-estrutura de telecomunicações inclui apenas comunicações via rádio, encontrando- se


rádios transmissores-receptores instalados na Administração do Distrito, Centro de Saúde,
Direcção Distrital de Agricultura e Desenvolvimento Rural e na sede do partido Frelimo.
Devido à dispersão populacional, o distrito enfrenta problemas sérios no que respeita ao
acesso a fontes de água potável, sendo que a maioria da população consome água imprópria,
nomeadamente de pântanos.

O melhoramento da habitação está a conhecer algum desenvolvimento, particularmente no


PA de Macossa-Sede, na sede do PA de Nhamagua e na sua localidade de Dunda, consistindo
na construção de habitações melhoradas, com utilização de tijolo queimado e tecto de chapas
zinco.

De acordo com os dados do Censo de 1997, a cobertura de energia eléctrica do distrito é


quase nula.

O distrito possui 19 escolas (das quais, 16 do ensino primário nível 1) e 28 centros de


alfabetização, e está servido por 3 unidades sanitárias, que possibilitam o acesso progressivo
da população aos serviços do Sistema Nacional de Saúde, apesar de a um nível bastante
insuficiente como se conclui dos seguintes índices de cobertura média:

 Uma unidade sanitária por cada 6 mil pessoas;


 Uma cama por mil habitantes; e
16

 Um profissional técnico para cada 1.600 residentes no distrito.

Apesar dos esforços realizados, importa reter que o estado geral de conservação e
manutenção das infra-estruturas não é suficiente, sendo de realçar a rede de bombas de água a
necessitar de manutenção, bem como a rede de estradas e pontes que, na época das chuvas,
tem problemas de transitibilidade.

3.2.1 Economia e Serviços


Este distrito possui potencialidades agrárias, cuja exploração domina a actividade económica
das famílias. Dos 956 mil hectares da superfície do distrito, estima-se 2 em 450 mil hectares o
potencial de terra arável deste distrito, dos quais só 9 mil são explorados pelo sector familiar
(1% do distrito). Por ser um distrito fracamente povoado não há a registar conflitos ligados à
posse e acesso à terra.

Nos últimos anos, porém, têm-se registado com um certa frequência conflitos entre os
concessionários das coutadas e a população residente, já que esta se vê privada de
desenvolver actividades habituais de caça, apicultura e outras.

Outros conflitos registados são de carácter animal-homem, havendo a registar casos de


invasão das machambas por animais bravios, já que como se viu, 69% da população vive no
interior das áreas de conservação.

De um modo geral, a agricultura é praticada manualmente em pequenas explorações


familiares em regime de consociação de culturas com base em variedades locais.

O sistema de produção predominante nos solos de textura pesada e mal drenados é a


monocultura de batata doce em regime de camalhões ou matutos (época fresca), enquanto que
nos solos moderadamente bem drenados predominam as consociações de milho, mapira,
mandica e feijão nhemba. Algodão e girassol são culturas de rendimento, produzidas em
regime de monoculturas. Este sistema de produção é ainda complementado por criações de
espécies como gado bovino, caprino, e aves.

A produção agrícola é feita predominantemente em condições de sequeiro, nem sempre bem


sucedida, uma vez que o risco de perda das colheitas é alto, dada a baixa capacidade de
armazenamento de humidade no solo durante o período de crescimento das culturas.
Algumas famílias empregam métodos tradicionais de fertilização dos solos como o pousio
das terras, a incorporação no solo de restolhos de plantas, estrume ou cinzas. Para além das
17

questões climáticas, os principais constrangimentos à produção são as pragas, a seca, a falta


ou insuficiência de sementes e pesticidas.

O potencial para agricultura irrigada é muito limitado estando circunscrito aos solos
aluvionares das margens do Pungué, em particular aqueles de textura média a pesada, com
capacidades de retenção de água e nutrientes, onde existem 20 ha de regadios projectados e
em construção, estando operacionais somente 1 ha.

Somente em 2003, após o período de seca e estiagem e a reabilitação de algumas infra-


estruturas, se reiniciou timidamente a exploração agrícola do distrito e a recuperação dos
níveis de produção. A irregularidade da precipitação e a vulnerabilidade às calamidades
naturais condicionam, bastante, o potencial de produção agrícola do distrito.

Dada a existência de boas áreas de pastagem, há condições para o desenvolvimento da


pecuária, sendo as doenças (mosca tsé-tsé) e a falta de fundos e de serviços de extensão, os
principais obstáculos ao seu desenvolvimento.

Em 2003/04, foi introduzido algum gado bovino na zona de Dunda (PA de Nhamagua) a
título experimental, para tracção. Os animais domésticos mais importantes para o consumo
familiar são as galinhas, os patos e os cabritos.

O recurso natural mais importante do distrito é a floresta e fauna bravia, destacando-se as


essências nativas produtoras de madeira de alto valor no mercado nacional e internacional,
nomeadamente, Panga-panga, Umbila, Chanfuta, Pau-preto, Messassa e várias outras.

É de referir que 69% da população vive dentro de áreas de conservação, as quais ocupam
cerca de 72% da área do distrito. É nestas áreas onde a população encontra grande parte dos
seus meios de subsistência, nelas desenvolvendo a agricultura, pesca, produção de mel,
extracção de lenha e de material de construção, produção de carvão vegetal e outras. A
exploração e aproveitamento dos recursos existentes é feita, porém, em moldes que não
beneficiam as comunidades locais.

A lenha é o principal combustível doméstico, sendo as espécies mais usadas, quer para lenha
ou fabricação de mobiliário a panga-panga,muroto e umbila. As estacas, caniço e capim são
também usados na construção de casas e outras construções.

As mangueiras e cajueiros são as árvores de fruta que mais crescem no distrito e cujos frutos
são consumidos localmente. A falta de sementes ou mudas, a seca, a falta de hábitos, a fraca
18

qualidade e a falta ou insuficiência de terra, são as principais limitações à produção de


árvores. Conforme JVA Cenacarta-IGN France International, Estatísticas de Uso e Cobertura
da Terra, Nov. 1999 (escala 1:250,000)

No que diz respeito às espécies faunísticas destacam-se os elefantes, gazelas, javalis,


macacos, cudos, changos, pala-palas, zebras, porcos-bravos e espinhos, ursos formigueiros,
cabritos do mato, leopardos, leões, búfalos e impalas.

O peixe, proveniente do rio Mucombezi, também é um complemento importante da dieta


alimentar das famílias.

O comércio, a pequena indústria local (carpintaria, artesanato) e a pesca artesanal surgem


como alternativa à actividade agrícola, ou prolongamento da sua actividade.

A rede comercial é ainda incipiente, estando o mercado essencialmente a ser abastecido pelos
comerciantes informais.

Os poucos e pequenos agentes económicos que o distrito possui enfrentam dificuldades


financeiras, já que as oportunidades de financiamento são raras, tendo apenas um pequeno
número de agentes económicos beneficiado de financiamento através do Fundo de Apoio à
Reabilitação da Economia (FARE).

A cal viva já foi explorada na zona de Zamulamombe, Localidade de Dunda , havendo


indícios de existência de pedras semi-precisosas na Localidade de Mussangadze, assim como
na montanha de Nhamachachana, na zona de Zamulamombe.

O distrito tem condições naturais para o turismo cinegético. Não existe nenhum sistema
formal de crédito implantado e não está representada em Macossa nenhuma instituição
bancária.
19

3.4 Os factores do clima no distrito de Macossa


v Latitude;
v Altitude;
v Vegetação;
v Relevo.

3.4.1 Os elementos do clima no distrito de Macossa


v Radiação;
v Temperatura;
v Precipitação;
v Pressão atmosférica e
v Humidade

[Link] A relação entre os factores do clima e seu elementos do distrito de Macossa


v Vegetação

Aqui o que conta são as plantas, isto é, quanto mais habitada de vegetação uma região for,
mais húmida será e menos incidência de raios solares receberá, devido à capacidade das
plantas de absorver e reflectir o sol. Portanto, regiões com menos árvores e plantas tendem a
ser mais secas e quentes, e regiões mais povoadas de fauna e flora costumam ser mais
húmidas e refrescantes.

v A relação entre clima com vegetação

Compreender a influência da vegetação no clima significa entender a importância que as


florestas possuem na preservação do equilíbrio ambiental. A remoção da cobertura vegetal
pode provocar directas alterações no clima, que, por sua vez, pode alterar a presença de
árvores em outras localidades, em um verdadeiro efeito dominó. Portanto, é mais do que
importante lutar pela conservação das áreas vegetais naturais do distrito de Macossa, e
importante referir que o clima desempenha grande papel na vegetação porque nas regiões de
alta de altitude a temperatura e baixa, na medida que subimos a temperatura baixa com
altitude , portanto no distrito Macossa a vegetação no norte não tem tido muita vegetação ao
passo que no sul do distrito principalmente no posto Admistrativo de Nhamagua
20

v A relação entre vegetação e temperatura

A vegetação influencia nas temperaturas e no regime de chuvas sabemos que existe uma
grande relação entre o clima e a cobertura vegetal de um determinado lugar. As dinâmicas
climáticas determinam ou, pelo menos, influenciam o comportamento e os tipos de biomas
que se constituem em uma dada região. No entanto, o que podemos notar é que a vegetação
também exerce directa influência sobre os tipos climáticos de Distrito de Macossa.

v A relação entre vegetação e humidade

A influência da vegetação sobre o clima acontece de diferentes formas, influenciando tanto


no albedo quanto na humidade e nas variações de temperatura. Isso significa dizer que alterar
a cobertura vegetal de um dado local é também propiciar alterações climáticas no local da
intervenção e também em outras partes do planeta. E também outro efeito da maior humidade
presente na atmosfera em decorrência da vegetação é a maior incidência de chuvas, que
acontece quando a humidade presente no ar condensa-se.

v A relação entre vegetação e radiação solar

As formações vegetais possuem a importante função de absorver parte da energia solar que
incide sobre a superfície terrestre. Assim, quando o grau de reflexão é maior (o que
chamamos de albedo), maior tende a ser o impacto do efeito estufa, pois haverá mais radiação
disseminando-se e retornando para a atmosfera. Dessa forma, áreas mais abertas, com menor
presença de vegetação, tendem a absorver mais calor, provocando o aumento das
temperaturas.

[Link] Latitude
Segue a mesma lógica da anterior, só que em um nível mais terreno. No caso, regiões de
maior altitude, como montanhas muito altas, tendem a ter uma temperatura mais baixa do que
regiões mais próximas ao nível do mar. Tem uma relação muito forte com a pressão
atmosférica, ou seja, onde está mais próximo do nível do mar será menos frio; onde está mais
distante, será mais frio.
21

v Relação ente o clima com a latitude

A relação entre latitude e clima explica-se pela diferença de inclinação dos raios solares nas
regiões equatoriais em relação às regiões temperadas e polares, portanto, nas regiões polares,
as elevadas latitudes ajudam a explicar o clima muito frio, isto e ,nas regiões polares, as
elevadas latitudes ajudam a explicar o clima muito frio, razão pela qual, o clima é um
fenómeno altamente variável e muito sensível a qualquer alteração de ambiente ,local e
constituição física dos lugares. Por esse motivo, é muito importante entender todos os
factores que o influenciam a fim de melhor analisar a dinâmica que orienta as variações
climáticas e meteorológicas. Sendo assim, um relevante estudo encontra-se em analisar a
relação entre latitude e clima.

Em resumo, podemos dizer que a relação entre latitude e clima estabelece-se da seguinte
forma: quanto menores as latitudes – ou, melhor, quanto mais próximas elas forem de zero –,
maiores tendem a ser as temperaturas. Em outras palavras, quanto mais próximos estivermos
da linha equatorial, mais quentes serão as temperaturas, excepto quando outros factores
climáticos (como a altitude) preponderarem sobre uma determinada área.

Com isso, estabelece-se a seguinte relação entre o clima e as latitudes: quanto menor a
latitude, maiores são as temperaturas e vice-versa. Em outras palavras, quanto mais próximo
se está da Linha do Equador, mais quente costuma ser o ambiente climático. Forma-se, por
isso, as faixas climáticas do planeta.

v A relação entre latitude e temperatura

Nas áreas próximas à linha do Equador e nas regiões tropicais, a quantidade de luz recebida
do Sol é maior. Por isso, no distrito de Macossa as temperaturas são mais altas nessas áreas e
mais baixas próximo aos polos, onde o calor recebido é menor.

v A relação entre latitude com precipitação.

De forma geral, as áreas próximas à linha do Equador apresentam precipitação maior do que
outras áreas, como os pólos e regiões temperadas. Isso ocorre em razão da maior evaporação
proporcionada pela maior incidência dos raios solares na região equatorial.
22

v A relação entre latitude e humidade

Nada mais é do que a quantidade da água contida em sua forma gasosa que há numa região
ou ambiente. Varia de humidade relativa para humidade absoluta. Na relativa, mede-se a
quantidade de água na atmosfera para que haja possibilidade de chuva. Já na absoluta, é
medida a quantidade de água total presente no ar, e também , a humidade do ar é a quantidade
de água presente no ar atmosférico em forma de vapor. Ela é dividida em humidade absoluta,
que é a quantidade total de água existente no ar, e humidade relativa, que é a humidade de
água presente no ar em comparação com o necessário para começar a chover portanto no
distrito de Macossa apresenta a humidade relativa porque é uma zona de baixa altitude.

v A relação entre latitude e pressão atmosférica

Como já vimos, as regiões situadas próximas aos pólos têm temperatura menor por causa da
menor incidência dos raios solares, e, portanto, têm pressão atmosférica maior, pois as
moléculas de ar estão mais comprimidas, portanto, nessas de áreas de Macossa originam-se
massas de ar frias. As áreas próximas à Linha do Equador e às regiões tropicais apresentam
temperaturas mais com altas, com pressão atmosférica menor. Nessas áreas originam-se
massa de ar quente sob factores que influenciam o clima portanto, vale lembrar que a pressão
atmosférica nesses locais é menor do que aqueles que estão próximos do nível do mar. Em
resumo, quanto maior a altitude, menor será a pressão e as temperaturas.

v A relação entre latitude com radiação solar

Os raios solares sobre a Terra atingem a superfície de forma desigual. Por exemplo, entre os
trópicos de Câncer e Capricórnio, o Sol atinge a superfície de forma perpendicular ou pouco
inclinado, isto é, ao meio dia no hemisfério sul o Sol está exactamente sobre as nossas
cabeças (no verão) ou um pouco inclinado para o norte (no inverno). Quem está muito
próximo dos pólos, no verão, enxerga o Sol 24 horas por dia, mas ele está sempre inclinado e,
mesmo ao meio dia, parece o Sol do início da manhã. No inverno não se vê o Sol.

Junto ao equador os raios solares são mais concentrados porque atingem uma área menor e
nas grandes latitudes são dispersos pois atingem uma área bem maior. Os raios solares sobre
a Terra atingem a superfície de forma desigual.

Radiação solar é o calor produzido pelo sol e recebido pela Terra. Ela é muito importante
para manter o aquecimento do nosso planeta e, assim, controlar as temperaturas para
23

propiciar a manutenção da vida. Contudo, nem toda a radiação recebida pelo nosso planeta
chega à superfície, a maior parte é absorvida ou reflectida pela atmosfera, portanto, como o
nosso planeta possui uma determinada inclinação em seu eixo, nem todas as partes da
superfície terrestre recebem a mesma quantidade de radiação solar, o que permite que existam
as chamadas zonas térmicas da Terra. O processo de reflexão da radiação solar da superfície
para a atmosfera e da atmosfera de volta para a superfície é chamado de efeito estufa.

Quanto maior a latitude (mais perto dos pólos - 90º norte ou sul), mais frio será. E quanto
menor a latitude (mais perto do equador - 0º), mais quente será. Junto ao equador os raios
solares são mais concentrados porque atingem uma área menor e nas grandes latitudes são
dispersos pois atingem uma área bem maior.

[Link] A relação entre altitude com a radiação solar


Devido nas áreas mais baixas sejam mais quentes é a temperatura da superfície. Quando os
raios de sol batem, o chão esquenta. Esse calor do solo dissemina-se pela área ao redor,
esquentando as partes mais baixas, enquanto os pontos mais altos ficam mais frios.

Quanto maior a altitude, mais frio será e quanto menor a altitude, mais quente. Isto ocorre,
entre outros motivos, porque os raios solares chegam com certo comprimento de onda e ao
reflectirem de volta para o espaço mudam este comprimento. Além disso, nas baixas altitudes
o ar é mais concentrado (maior densidade) e por isso tem maior capacidade de acumular
calor, enquanto nas altas altitudes o ar é mais rarefeito e possui menor capacidade de
armazenar calor.

v A relação entre altitude com temperatura

Quando mais é a altitude, mais rarefeito o ar se torna, ocorrendo menor retenção de calor e,
portanto, menores temperaturas, portanto, neste distrito a temperatura diminui, em média
0,5ºC a cada trecho de 100 metros de altitude.

v A relação entre altitude com pressão atmosférica

Nas áreas de maior altitude, a pressão atmosférica é menor porque há uma diminuição da
coluna de ar; já nas áreas de menor altitude, a pressão é maior, porque a coluna de ar é maior.
Assim, a pressão diminui com o aumento da altitude.
24

[Link] Relevo
Em locais com menor número de montanhas, a tendência é ter maior dispersão do ar, o que
acelera a chegada desse ar às regiões próximas e faz com que o clima seja menor ou menos
fresco. Esse relevo de formações rochosas influencia também as massas de ar ou a humidade
que eventualmente podem chegar a essas regiões.

v A relação entre relevo e precipitação

As chuvas que são encontrados no distrito são orográficos na região norte azul são
convectivas devido as formas do relevo da região entre tantos no posto administrativo de
Nhamagua e sua localidade de Dunda o tipo de chuva que cai nessa localidade são
convectivas.

v A relação entre relevo e humidade

Na região norte do distrito tido problemas de excassez de água ao passo que na região sul
regista humidade relativa que variam do tempo e é lugar propício para a prática de agricultura
com solos férteis que retém água .

v A relação entre relevo e radiação solar

Para começar Moçambique não é uma ilha mas sim esta dentro contexto global. Em linhas
gerais, pode ser definida como todo o calor recebido pela atmosfera, a maior parte advinda do
sol, mas que também recebe a influência dos seres vivos e dos elementos naturais e artificiais
que reflectem o calor já existente. A radiação solar manifesta-se em diferentes tons de
intensidade ao longo do planeta, o que contribui para a formação das chamadas zonas
térmicas ou climáticas da Terra, portanto a influência do clima quando as regiões mais altas
impedem a passagem de massas de ar, fazendo com que algumas regiões se tornem mais
secas ou até desérticas.
25

5. Referências bibliográficas

1. Administração do Distrito, Perfil Distrital em resposta à metodologia da MÉTIER,


2004.

2. Direcção de Agricultura da Província de Manica, Balanço Quinquenal do Sector


Agrário da Província de Manica, Maio 2004.

3. Ministério do Plano e Finanças, Plano de Acção Para a Redução da Pobreza


Absoluta (2001-2005), Conselho de Ministros, 2001.

4. UN System, Mozambique Common Country Assessment, 2000. UN System,


Mozambique – Millennium Development Goals, 2002.

5. UNDAF, Mozambique - Development assistance Framework, 2002-2006.

Você também pode gostar