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Princípios da Administração Pública e Ética

O documento aborda a promoção da cidadania e inclusão social no sistema penitenciário, destacando princípios éticos e administrativos que devem ser seguidos pelos servidores públicos. Discute a importância da Corregedoria da SUSEPE na apuração de infrações funcionais e os procedimentos administrativos disciplinares, como sindicâncias e processos administrativos disciplinares, para garantir a responsabilidade dos agentes públicos. Além disso, menciona os deveres e proibições dos servidores, bem como as competências para instauração de sindicâncias e outros procedimentos administrativos.

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Princípios da Administração Pública e Ética

O documento aborda a promoção da cidadania e inclusão social no sistema penitenciário, destacando princípios éticos e administrativos que devem ser seguidos pelos servidores públicos. Discute a importância da Corregedoria da SUSEPE na apuração de infrações funcionais e os procedimentos administrativos disciplinares, como sindicâncias e processos administrativos disciplinares, para garantir a responsabilidade dos agentes públicos. Além disso, menciona os deveres e proibições dos servidores, bem como as competências para instauração de sindicâncias e outros procedimentos administrativos.

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Professores:

Cláudio Adriano Adolfo Silveira - AP


Patrique Alves Silva - AP
Renata Gaspary Salgado - APA
Fábio Rodrigo Bellarmino Block - AP
Promover a cidadania e a inclusão social das
pessoas privadas de liberdade.
Ser referência em socialização no sistema
penitenciário nacional.
• Conduta Ética e Moral.
• Honestidade e Probidade.
• Respeito aos direitos fundamentais.
• Disciplina e Hierarquia.
• Profissionalismo e excelência nos serviços.
• Participação, comprometimento e espírito de
equipe.
• Transparência e credibilidade.
Art. 37 - A administração pública direta e
indireta de qualquer dos Poderes da União,
dos Estados, do Distrito Federal e dos
Municípios obedecerá aos princípios da
legalidade, impessoalidade, moralidade,
publicidade e eficiência...
 Princípio da Legalidade: Representa a subordinação da Administração Pública à
vontade popular, isto é, o exercício da função administrativa não pode ser pautado
pela vontade da Administração ou dos agentes públicos, a Administração Pública
só pode praticar as condutas autorizadas em lei. Portanto, é o mais importante
princípio específico do Direito Administrativo. Dele derivam vários outros, como
finalidade, razoabilidade, isonomia e proporcionalidade.

 Princípio da Impessoalidade: O princípio da impessoalidade estabelece o dever


de imparcialidade na defesa do inte­res­se público, impedindo discriminações e pri­
vilégios indevidamente dispensados a parti­culares no exercício da função
administrativa. Além do mais, possui outro aspecto importante, a atuação dos
agentes públicos é imputada ao Estado, portanto, as realizações não devem ser
atribuídas à pessoa física do agente público, mas à pessoa jurídica estatal a que
estiver ligado.
 Princípio da Moralidade: Trata-se do princípio que impõe aos agentes públicos o
dever de observância da moralidade administrativa. Importante destacar ainda
que a moralidade administrativa é diferente da moral comum. O princípio jurídico
da moralidade exige respeito a padrões éticos, de boa­-fé, decoro, lealdade,
honestidade e probidade na prática diária de boa administração.

 Princípio da Publicidade: O princípio da publicidade vem do dever de divulgação


oficial dos atos administrativos. Encarta­-se, pois, no livre acesso dos indivíduos a
informações de seu interesse e de transparência na atuação administrativa. Como
os agentes públicos atuam na defesa dos interesses da coletividade, a proibição
de condutas sigilosas e atos secretos é um corolário da natureza funcional de
suas atividades. Portanto, a publicidade dos atos administrativos constitui medida
voltada a exteriorizar a vontade da Administração Pública divulgando seu
conteúdo para conhecimento público; tornar exigível o conteúdo do ato;
desencadear a produção de efeitos do ato administrativo; e permitir o controle de
legalidade do comportamento.
 Princípio da Eficiência: O princípio da eficiência implementou o modelo
de administração pública gerencial voltada para um controle de
resultados na atuação estatal. Nesse sentido, economicidade, redução
de desperdícios, qualidade, rapidez, produtividade e rendimento
funcional são valores encarecidos por referido princípio.

 Dentre outros princípios...


A Corregedoria da SUSEPE é um setor específico
dentro da Administração Pública voltada prioritariamente
para apuração e responsabilização de
agentes/servidores públicos, em face de seus erros de
conduta, devidamente previstos na legislação. Também
possuindo outras atribuições como: orientação,
fiscalização, correição, inspeção, etc.

Nossa Corregedoria foi criada através da LEI Nº 10.380,


DE 05 DE ABRIL DE 1995 (atualizada até a Lei n°
12.140, de 31 de agosto de 2004).
"Dispõe sobre o estatuto e o regime jurídico
único dos servidores públicos civis do
Estado do Rio Grande do Sul".
Dos Deveres do Servidor - (art. 177)

I - ser assíduo e pontual ao serviço;


II - tratar com urbanidade as partes,
atendendo-as sem preferências pessoais;
III - desempenhar com zelo e presteza os
encargos que lhe forem incumbidos, dentro
de suas atribuições;
IV - ser leal às instituições a que servir;
(continua)...
I - referir-se, de modo depreciativo, em
informação, parecer ou despacho, às
autoridades e a atos da administração pública
estadual, podendo, porém, em trabalho
assinado, criticá-los do ponto de vista
doutrinário ou da organização do serviço;
II - retirar, modificar ou substituir, sem prévia
permissão da autoridade competente, qualquer
documento ou objeto existente na repartição;
III - ausentar-se do serviço durante o
expediente, sem prévia autorização do chefe
imediato;
IV - ingerir bebidas alcoólicas durante o
horário de trabalho ou drogar-se, bem como
apresentar-se em estado de embriaguez ou
drogado ao serviço;
V - atender pessoas na repartição para tratar
de interesses particulares, em prejuízo de suas
atividades;
VI - participar de atos de sabotagem contra o
serviço público;
VII - entregar-se a atividades político-
partidárias nas horas e locais de trabalho;
VIII - opor resistência injustificada ao
andamento de documento e processo ou
execução de serviço;
IX - promover manifestação de apreço ou
desapreço no recinto da repartição;
X - exercer ou permitir que subordinado exerça
atribuições diferentes das definidas em lei ou
regulamento como próprias do cargo ou
função, ressalvados os encargos de chefia e as
comissões legais;
XI - celebrar contrato de natureza comercial,
industrial ou civil de caráter oneroso, com o
Estado, por si ou como representante de
outrem;
XII - participar de gerência ou administração de
empresa privada, de sociedade civil ou exercer
comércio, exceto na qualidade de acionista,
cotista ou comanditário, salvo quando se tratar
de função de confiança de empresa, da qual
participe o Estado, caso em que o servidor
será considerado como exercendo cargo em
comissão;
XIII - exercer, mesmo fora do horário de
expediente, emprego ou função em empresa,
estabelecimento ou instituição que tenha relações
industriais com o Estado em matéria que se
relacione com a finalidade da repartição em que
esteja lotado;
XIV - manter sob sua chefia imediata, em cargo ou
função de confiança, cônjuge ou parente até o
segundo grau civil, ressalvado o disposto no
artigo 267.
XV - cometer, a pessoas estranhas à repartição,
fora dos casos previstos em lei, o desempenho de
encargos que competirem a si ou a seus
subordinados;
XVI - coagir ou aliciar subordinados no
sentido de filiarem-se à associação
profissional ou sindical, ou com objetivos
político-partidários;
XVII - utilizar pessoal ou recursos materiais
da repartição em atividades particulares ou
políticas;
XVIII - praticar usura, sob qualquer de suas
formas;
XIX - aceitar representação, comissão,
emprego ou pensão de país estrangeiro;
XX - valer-se do cargo ou função para lograr
proveito pessoal ou de outrem, em detrimento
da dignidade do serviço público;
XXI - atuar, como procurador, ou intermediário
junto à repartição pública, salvo quando se
tratar de benefícios previdenciários ou
assistenciais de parentes até o segundo grau e
do cônjuge;
XXII - receber propinas, comissões, presentes
ou vantagens de qualquer espécie, em razão
de suas atribuições;
XXIII - valer-se da condição de servidor para
desempenhar atividades estranhas às suas
funções ou para lograr, direta ou indiretamente,
qualquer proveito;
XXIV - proceder de forma desidiosa;
XXV - exercer quaisquer atividades que sejam
incompatíveis com o exercício do cargo ou função
e com o horário de trabalho.

*** Art. 179 - É vedada a acumulação remunerada


de cargos públicos, excetuadas as hipóteses
previstas em dispositivo constitucional.
O QUE É?:

O processo administrativo disciplinar é um


instrumento pelo qual a administração pública
exerce seu poder-dever para apurar as
infrações funcionais e aplicar penalidades aos
seus agentes públicos e àqueles que possuem
uma relação jurídica com a administração...
... Ou seja, é o recurso destinado a apurar
responsabilidade de servidor por infração
praticada no exercício de suas atribuições, ou
que tenha relação com as atribuições do cargo
em que se encontre investido.
CAUSA DE INSTAURAÇÃO:

Sempre que um servidor, sujeito ao estatuto e


regime jurídico único dos servidores públicos
civis do RS, violar uma das proibições ou deixar
de observar um dos deveres antes indicados, em
outras palavras, toda vez que a conduta,
comissiva ou omissiva, de um agente atentar
contra um do princípios da administração pública
(o L.I.M.P.E.).
COMPETÊNCIA PARA INSTAURAÇÃO:

Toda autoridade estadual é competente para,


no âmbito da jurisdição do órgão sob sua
chefia, determinar a realização de sindicância,
de forma sumária, a qual deverá ser concluída
no prazo máximo de 30 (trinta) dias úteis,
podendo ser prorrogado por até igual período.
COMPETÊNCIA PARA INSTAURAÇÃO:

A autoridade que tiver ciência de irregularidade


no serviço público estadual ou prática de
infração funcional é obrigada a promover sua
apuração imediata, mediante meios sumários ou
processo administrativo disciplinar, no prazo de
10 (dez) dias, sob pena de se tornar co-
responsável, assegurada ampla defesa ao
acusado.
No caso da Superintendência dos Serviços
Penitenciários, ressalvada a iniciativa das
autoridades que lhe são hierarquicamente
superiores, por delegação de competência, a
instauração de sindicância cabe ao
Corregedor-Geral do Sistema Penitenciário,
conforme determina o art. 2º da Instrução
Normativa nº 001/2006 - SUSEPE.
FORMAS DE INSTAURAÇÃO:

DE OFÍCIO – sempre que a autoridade


competente, no exercício de suas atribuições,
deparar-se com irregularidade administrativa
ou infração funcional; ou
MEDIANTE PROVOCAÇÃO – quando, de
alguma forma, a autoridade tomar
conhecimento de uma possível infração ou
irregularidade, o que pode se dar através de
representações, denúncias, anônimas ou não,
comunicações formais de outras instituições,
como o Ministério Público, o Poder Judiciário,
a Defensoria, OAB etc.
Denúncia anônima – Embora, em princípio, pela
natureza da representação e por previsão legal para
denúncia, se exija a formalidade do representante ou
denunciante, entende-se que o anonimato, por si só, não
é motivo liminarmente para se excluir uma denúncia sobre
irregularidade cometida na administração pública e não
impede a realização do juízo de admissibilidade e, se for o
caso, a consequente instauração do rito disciplinar. Diante
do “poder-dever” conferido ao Estado, deve a autoridade
competente verificar a existência dos mínimos critérios de
plausibilidade. (Conforme jurisprudência dos Tribunais e
por decisão desencadeada pela Ministra Carmem Lúcia
do Supremo Tribunal Federal).
1 - PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR
EM ESPÉCIE;

2 - SINDICÂNCIA.
Considerando os termos do art. 115, IV, da
nossa Constituição Estadual, no qual resta
estabelecido que é de competência da
Procuradoria-Geral do Estado a realização de
processos administrativos disciplinares, à
SUSEPE, por consequência, só cabe a
instauração/instrução de SINDICÂNCIAS.
- SINDICÂNCIA: quando os dados forem
insuficientes para sua determinação ou para
apontar o servidor faltoso ou, sendo este
determinado, não for a falta confessada,
documentalmente provada ou manifestamente
evidente;
As SINDICÂNCIAS podem ser instauradas sob
três modalidades:

1 - Investigativa ou preparatória (preliminar);


2 - Patrimonial;
3 - Acusatória ou punitiva.
Em nossa Instituição também são utilizados
outros expedientes administrativos que visam à
apuração de irregularidades e infrações
funcionais, tais como, a AVERIGUAÇÃO
PRELIMINAR e o PROCEDIMENTO SUMÁRIO
PRELIMINAR, que nada mais são do que meios
concisos de verificação da existência ou não de
indícios mínimos de autoria e materialidade, para
que então, a partir disso, se delibere acerca da
real necessidade de instauração de uma
investigação revestida de maior robustez, como
é o caso da Sindicância e do Processo
Administrativo Disciplinar.
Assim, com base no princípio da informalidade
moderada, que, em conjunto com outros, rege
o direito administrativo, a AVERIGUAÇÃO
PRELIMINAR e o PROCEDIMENTO SUMÁRIO
PRELIMINAR, como os próprios nomes já
indicam, possuem um rito mais abreviado e
célere em relação aos demais expedientes
antes referidos, justamente por não estarem
vinculados ao crivo da ampla defesa e do
contraditório, já que neles não há,
formalmente, a figura de um servidor
ACUSADO.
OUTROS TIPOS DE PROCEDIMENTOS

- INQUÉRITO ADMINISTRATIVO: quando a gravidade


da ação ou omissão torne o autor passível das penas
disciplinares de suspensão por mais de 30 (trinta) dias,
demissão, cassação da aposentadoria ou de
disponibilidade, ou ainda, quando na sindicância ficar
comprovada a ocorrência de irregularidades ou falta
funcional grave, mesmo sem indicação de autoria.
- Averiguação/Procedimento Sumário Preliminar
(PSP): Denúncia oriunda da Ouvidoria do
“Disque Direitos Humanos”...

- Sindicância: Óbito, Fuga, Acidente envolvendo


viatura...
Em PADs - é de comissão composta de 3 (três)
servidores estáveis, com formação superior,
sendo pelo menos um com titulação em
Ciências Jurídicas e Sociais, designados pela
autoridade competente, que indicará, dentre
eles, o seu presidente (PGE/RS).
Em SINDICÂNCIAS e nos demais
procedimentos sob a alçada da SUSEPE - é da
Corregedoria-Geral do Sistema Penitenciário,
através de seus Corregedores, Geral, Adjuntos
e Penitenciários, conforme determinam os
termos da Lei Estadual nº 10.380/95 em
conjunto com os da Instrução Normativa nº
001/2006 – SUSEPE.
Obs.: A sindicância será sempre cometida a
servidor de hierarquia igual ou superior à do
implicado, se houver.
- PADs: arquivamento do feito ou punição do
servidor;
- SINDICÂNCIAS: arquivamento; conversão em
PAD ou punição; ou ainda, se investigativa,
conversão em acusatória.
- PSPs e APs: arquivamento (definitivo ou
temporário) ou conversão em sindicância ou
PAD.
INSTRUÇÃO NORMATIVA N.º
01 DE 06 DE MAIO 2003.

Altera a Instrução Normativa nº 01/99-


SUSEPE, que dispõe sobre a realização de
sindicâncias e fixa normas internas e dá
outras providências.
O SUPERINTENDENTE DOS SERVIÇOS
PENITENCIÁRIOS, no uso das atribuições que
lhe confere o Decreto-lei nº 20.768, de
07.12.1970, e tendo em vista ser seu dever
determinar a apuração das irregularidades de que
tenha conhecimento através de procedimentos
que se caracterizem pela uniformidade,
celeridade, isenção e pela garantia do princípio
constitucional do contraditório e da ampla defesa,
resolve:
DA SINDICÂNCIA
Art. 1º. As sindicâncias instauradas pela Superintendência
dos Serviços Penitenciários obedecerão os princípios do
contraditório, sendo assegurado ao sindicado ampla defesa,
com a utilização de todos os meios em direito admitidos,
observadas as normas estabelecidas na Lei Complementar
nº 10.098/94, e, subsidiariamente, as contidas nesta
Instrução e no Código de Processo Penal.
Art. 2º. Ressalvada a iniciativa das
autoridades que lhe são hierarquicamente
superiores, é competente para determinar a
instauração de sindicância o Corregedor-Geral
do Sistema Penitenciário.

Art. 3º. A aplicação das penas de repreensão e


suspensão, quando não decorrer de fato
apurado em processo administrativo-
disciplinar em espécie, será precedida de
apuração da falta através de sindicância.
Parágrafo único. O Corregedor-Geral, diante
dos documentos recebidos, ou em qualquer
fase da sindicância, constatando haver provas
suficientes para definir o fato como grave,
punível com demissão, sendo conhecida a
autoria, após a defesa do(s) sindicado(s),
remeterá o feito à Procuradoria-Geral do
Estado para abertura de processo
administrativo-disciplinar.
Art. 4º. A sindicância será instaurada,
instruída e decidida de acordo com as
prescrições da presente Instrução Normativa,
de forma supletiva à legislação e destina-se a
apurar irregularidades que, de alguma forma,
se relacionem aos servidores da
Superintendência dos Serviços Penitenciários,
ou sejam a eles imputadas.
Art. 6º. Se no curso da sindicância, ou ao seu
final, surgirem indícios da prática de crime, o
sindicante encaminhará à autoridade
competente, através do Corregedor-Geral
Penitenciário, as peças necessárias à
instauração de inquérito policial ou ação penal,
fazendo consignar nos autos tal providência.
Art. 7º. A sindicância será presidida por
Corregedor lotado na Corregedoria-Geral
Penitenciária, distribuída pelo Corregedor-
Geral.

Art. 8º. O Departamento Administrativo, através


do Cartório da Corregedoria-Geral
Penitenciária, fará publicar em Boletim de
Serviço a portaria do apuratório, excluindo-se o
nome do sindicado, se houver, devendo, no
entanto, o mesmo ser cientificado, por escrito,
visando resguardar seu direito da ampla defesa.
Art. 9º. A portaria de instauração deverá ser
encaminhada à Divisão de Recursos Humanos,
através de cópia integral, para fins de registro
em ficha de assentamentos funcionais ficando
o (s) sindicado (s) impedido (s) de entrar em
gozo de férias ou licença prêmio até 30 (trinta)
dias úteis após o respectivo indiciamento.
(Alterado pela Instrução Normativa n° 01, de 10 de
Novembro de 2006).
Art. 10. Tratando-se de procedimento
destinado a apurar o extravio de identidade
funcional, de armas e de outros bens do
acervo da SUSEPE, juntar-se-ão aos autos
cópias dos documentos relativos às
comunicações policiais e, ainda, da cautela
assinada pelo servidor que detinha a arma.
Art. 11. O resultado da sindicância será
encaminhado ao Departamento Administrativo,
através do cartório da Corregedoria-Geral, para
publicação no Boletim de Serviço e registro nos
assentamentos funcionais, e, em caso de punição,
também publicado no Diário Oficial do Estado.

Art. 12. Não se dará publicidade das decisões de


arquivamento com advertência verbal.

Art. 13. Da decisão que arquivar a sindicância


administrativa será extraída cópia e enviada ao(s)
sindicado(s).
DA INSTRUÇÃO
Art. 14. O Corregedor-Geral Penitenciário instaurará a
sindicância por portaria, contendo esta, sempre que
possível, o nome do sindicado, com a descrição sucinta do
fato a ser apurado.

Art. 15. Durante a instrução, a imputação de fatos novos


ao(s) sindicado(s) e a inclusão de sindicado(s), far-se-á
mediante despacho circunstanciado do sindicante,
obrigatoriamente ratificado pelo Corregedor-Geral.
Art. 16. Instaurada a sindicância, havendo
sindicado, será o mesmo citado para ser
interrogado, sendo, na ocasião do
interrogatório, intimado para apresentar defesa
prévia, por escrito, pessoalmente ou através
de defensor, com rol de até cinco testemunhas,
podendo requerer diligências, no prazo de 03 (
três) dias.

Parágrafo único. Decorrido o tríduo, sem a


apresentação de defesa, o procedimento
seguirá seu curso normal.
Art. 17. Em caso de acolhimento da defesa
prévia, o sindicante emitirá relatório ao
Corregedor-Geral sugerindo o arquivamento.

§ 1º. Não acolhida a defesa prévia, o sindicante


designará data para audiência de oitiva das
vítimas, se houverem, e das testemunhas de
acusação e defesa, notificadas com prazo
mínimo de 03 (três) dias, para o que serão
intimados o sindicado e seu defensor.
§ 2º. As testemunhas meramente abonatórias,
poderão ser dispensadas de oitiva, caso em
que remeterão ao sindicante declaração
devidamente assinada.

§ 3º. Novo interrogatório poderá ocorrer a


qualquer tempo e quantas vezes for
necessário.
Art. 19. Na inquirição de testemunhas, sempre
que possível, observar-se-á o disposto nos
artigos 206 a 208 do Código de Processo
Penal.

Art. 20. O sindicado, quando presente à


audiência, ou representado por defensor,
poderá inquirir as testemunhas por intermédio
do sindicante.
Art. 21. A inquirição de testemunhas que
estejam em localidades diversas daquela onde
se processa a sindicância poderá ser realizada
pelos Delegados Penitenciários Regionais e
Administradores de Presídios, através de
interrogatório objetivamente formulado,
remetido por escrito, pelo meio mais rápido de
comunicação, devendo o respectivo termo
com as respostas ser devolvido
imediatamente ao Sindicante.
DA CONCLUSÃO

Art. 25. O prazo para a conclusão da sindicância será de


30 (trinta) dias úteis.

Art. 26. Excepcionalmente, em caso de fundamentada


necessidade, o prazo para conclusão da sindicância
poderá ser prorrogado por até 30 (trinta) dias, mediante
solicitação do sindicante, sujeitando-se este, verificada
desídia no seu trabalho, às sanções disciplinares
previstas na legislação.
DA DECISÃO FINAL

Art. 27. A sindicância será analisada pelo Corregedor-


Geral Penitenciário, que emitirá decisão, punindo ou
propondo às autoridades competentes as medidas
adequadas para o caso.
DA RECONSIDERAÇÃO E DO
RECURSO

Art. 31. Sem prejuízo do disposto nos artigos 249 a 254 da


Lei Complementar nº 10.098/94, é assegurado ao servidor o
direito de pedir reconsideração e de recorrer das punições
aplicadas pelo Corregedor-Geral ou Superintendente dos
Serviços Penitenciários, nos termos dos artigos 167 a 176
da Lei Complementar nº 10.098/94.
DAS DISPOSIÇÕES FINAIS

Art. 32. Os prazos previstos nesta Instrução Normativa


serão contados em conformidade com o disposto no artigo
798 e seus parágrafos, do Código de Processo Penal, no que
couber.
- Repreensão;
- Suspensão;
- Demissão;
- Cassação de disponibilidade;
- Cassação de aposentadoria;
- Multa.
- Destituição de cargo em comissão ou de
função gratificada ou equivalente.
A repreensão será aplicada por escrito, na falta
do cumprimento do dever funcional ou quando
ocorrer procedimento público inconveniente.
A suspensão, que não poderá exceder a 90
(noventa) dias, implicará a perda de todas as
vantagens e direitos decorrentes do exercício
do cargo e aplicar-se-á ao servidor:
I - na violação das proibições consignadas
nesta lei;
II - nos casos de reincidência em infração já
punida com repreensão;
III - quando a infração for intencional ou se
revestir de gravidade; (continua...)
IV - como gradação de penalidade mais grave,
tendo em vista circunstância atenuante;
V - que atestar falsamente a prestação de
serviço, bem como propuser, permitir, ou
receber a retribuição correspondente a
trabalho não realizado;
VI - que se recusar, sem justo motivo, à
prestação de serviço extraordinário;
VII - responsável pelo retardamento em
processo sumário;
VIII - que deixar de atender notificação para
prestar depoimento em processo disciplinar;...
IX - que, injustificadamente, se recusar a ser
submetido à inspeção médica determinada pela
autoridade competente, cessando os efeitos da
penalidade uma vez cumprida a determinação.
X - que descumprir a vedação estabelecida no
art. 134.
*** Quando houver conveniência para o serviço,
a pena de suspensão poderá ser convertida em
multa na base de 50% (cinquenta por cento) por
dia de remuneração, obrigando-se o servidor a
permanecer em exercício durante o cumprimento
da pena.
O servidor será punido com pena de demissão
nas hipóteses de:
I - ineficiência ou falta de aptidão para o
serviço, quando verificada a impossibilidade
de readaptação;
II - indisciplina ou insubordinação grave ou
reiterada;
III - ofensa física contra qualquer pessoa,
cometida em serviço, salvo em legítima defesa
própria ou de terceiros; (continua...)
IV - abandono de cargo em decorrência de mais
de 30 (trinta) faltas consecutivas;
V - ausências excessivas ao serviço em número
superior a 60 (sessenta) dias, intercalados,
durante um ano;
VI - improbidade administrativa;
VII - transgressão de quaisquer proibições dos
incisos XVII a XXIV do artigo 178, considerada a
sua gravidade, efeito ou reincidência;
VIII - falta de exação no desempenho das
atribuições, de tal gravidade que resulte em
lesões pessoais ou danos de monta;
IX - incontinência pública e conduta escandalosa
na repartição;
X - acumulação ilegal de cargos, empregos ou
funções públicas;
XI - aplicação irregular de dinheiro público;
XII - reincidência na transgressão prevista no
inciso V do artigo 189;
XIII - lesão aos cofres públicos e dilapidação do
patrimônio estadual;
XIV - revelação de segredo, do qual se apropriou
em razão do cargo, ou de fato ou informação de
natureza sigilosa de que tenha conhecimento...
...salvo quando se tratar de depoimento em
processo judicial, policial ou administrativo-
disciplinar;
XV - corrupção passiva nos termos da lei penal;
XVI - exercer advocacia administrativa;
XVII - prática de outros crimes contra a
administração pública.
***A demissão será aplicada, também, ao
servidor que, condenado por decisão judicial
transitada em julgado, incorrer na perda da
função pública na forma da lei penal.
Será cassada a aposentadoria ou a
disponibilidade do servidor que:
I - houver praticado, na atividade, falta punível
com a pena de demissão;
II - infringir a vedação prevista no § 2º do artigo
158;
III - incorrer na hipótese do artigo 53.
- Na aplicação das penas disciplinares, serão
consideradas a natureza e a gravidade da
infração e os danos delas resultantes para o
serviço público, as circunstâncias agravantes
ou atenuantes e os antecedentes funcionais.
- Quando se tratar de falta funcional que, por
sua natureza e reduzida gravidade, não
demande aplicação das penas previstas neste
artigo, será o servidor ADVERTIDO particular e
verbalmente.
- Os registros funcionais de advertência,
repreensão, suspensão e multa serão
automaticamente cancelados após 10 (dez)
anos, desde que, neste período, o servidor não
tenha praticado nenhuma nova infração.
- Atendendo à gravidade da falta, a demissão
poderá ser aplicada com a nota "a bem do
serviço público", a qual constará sempre no
ato de demissão fundamentado nos incisos X a
XIV do artigo 191.
Informações

Cartório CGSP

Corregedor-Geral

Averiguação/PSP Arquivar Sindicância


Arquivamento Sem
sindicado(s)

PSP
Sindicância Com
Administrativa sindicado(s)

Relatório:
Sem Declarantes Indiciamento ou
sindicado(s) Arquivamento
Sindicância

Interrogatório Relatório:
Com Arquivamento ou
sindicado(s) Enquadramento
Testemunhas

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