Análise de Riscos no Ambiente de Trabalho
Análise de Riscos no Ambiente de Trabalho
nto
ANÁLISE DE RISCO
HIGIENE INDUSTRIAL
É o conjunto de conhecimento relativo ao estudo e controle dos ambientes de trabalho,
visando à melhoria da saúde e o conforto do trabalho.
MEDICINA DO TRABALHO
Estuda os produtos existentes na empresa com o objetivo de avaliar o poder que esses
possuem de contaminar e/ou provocar doenças nos trabalhadores.
ENGENHARIA DE SEGURANÇA
Compete a avaliação, ou quantificação desses agentes no ambiente de trabalho que
servirá para subsidiar o estudo do risco a que se expõem os trabalhadores.
1 Segurança e Prevenção
Treiname
Temperaturas
Trabalho a céu aberto, Ambientes nto
fechados com ar condicionado, Fadiga, Gripes e
Extremas: Trabalho junto a fornos, Caldeiras e Resfriados.
Calor, Frio outras fontes de calor, como
e Umidade siderúrgicas e fundições.
Trabalhos com máquinas barulhentas Surdez,
Ruído e outras fontes de ruído. Nervosismo ( estresse ).
Problemas de visão, dores
Iluminação Ambientes mal iluminados. de cabeça e Risco de
acidentes.
Eletricitários, eletricistas, Choques elétricos,
Eletricidade
trabalhadores de manutenção. inclusive fatais; Fontes de
incêndios.
Afogamentos, Distúrbios
Pressões
Mergulhadores sub-aquáticos. Neurológicos e Embolia
Anormais
pulmonar.
RISCOS DIRETAMENTE
RELACIONADOS À EFEITOS PARA SAÚDE SETORES OU
ORGANIZAÇÃO DO CATEGORIAS
TRABALHO
Trabalhadores de banco,
Trabalho Repetitivo Lesões por Esforços processamento de dados e
E Monótono Repetitivos, Desmotivação e linhas de montagem,
estresse. Freqüentemente mulheres.
Indústrias de processo
Trabalho Noturno, Distúrbios do sono,
contínuo,
e Turnos Alternados estresse.
plantonistas de saúde.
Setores em crise ou após
Fadiga física e mental,
Trabalho sob forte reestruturações
predisposição a acidentes,
pressão e cobrança produtivas, Redução de
estresse.
efetivos e aumento de
responsabilidades.
RISCOS DIRETAMENTE
RELACIONADOS À SETORES OU
ORGANIZAÇÃO DO EFEITOS PARA SAÚDE CATEGORIAS
TRABALHO
Trabalho precário, com Maior predisposição a acidentes Trabalhadores terceirizados e
fragilidade de vínculo e doenças em geral, sentimento temporários, com menor
Trabalhista e representação de insegurança. treinamento e sem medidas
sindical preventivas adequadas.
3 Segurança e Prevenção
Treiname
nto
“ os riscos nos ambientes de trabalho existem sempre de forma associada; ou seja,
vamos identificar no mínimo a associação de dois riscos predominantes. E, que aliados a
estes definidos e mensuráveis, existem outros que, pela carga de subjetividade, ainda não
são relevados na prática, mas, que os estudiosos das psicopatologias do trabalho já
comprovam o seu nexo com as atividades laborais”
Exemplos:
4 Segurança e Prevenção
Treiname
nto
PORQUE CONTROLAR E PREVENIR
Para redução dos Custos da Produção
Redução das horas paradas da máquina por ausência do trabalhador ou para
treinamento de mão-de-obra substituta;
Redução ou eliminação das horas não trabalhadas por acidente ou do trabalho,
com afastamento ou não,
Redução do ônus do acidente e da doença profissional para o Estado - Brasil, que
socializa o prejuízo causado pelos diversos processos e modos de produção.
O Estado desloca recursos de impostos públicos para atender a esta demanda
METODOLOGIA DE CONTROLE
PARA CONHECER E SISTEMATIZAR O PROCESSO DE TRABALHO DE
CADA EMPRESA OU LOCAL DE TRABALHO, EXISTEM ALGUMAS
TÉCNICAS E DOCUMENTOS QUE PODEM AJUDAR BASTANTE, EM
CONJUNTO COM AS INFORMAÇÕES DOS TRABALHADORES.
1 = LEVANTAMENTO QUALITATIVO
2 = LEVANTAMENTO QUANTITATIVO
OUTRAS EXTRATÉGIAS
LEVANTAMENTOS EPIDEMIOLÓGICOS;
PROGRAMA DE PREVENÇÃO DE RISCOS AMBIENTAIS ( PPRA/NR-9 );
PROGRAMA DE CONTROLE MÉDICO DE SAÚDE OCUPACIONAL ( PCMSO/NR-7 );
A AÇÃO DA CIPA;
A CONSTRUÇÃO DO MAPA DE RISCO;
LEVANTAMENTOS EPIDEMIOLÓGICOS.
O que é PPRA ?
O PPRA é um programa estabelecido peça portaria n.º 25/94 do Mtb/SSST, a ser
elaborado em implementado nas empresas para a melhoria gradual e progressiva dos
ambientes de trabalho.
O que é PCMSO ?
O PCMSO é um programa, estabelecido pela Portaria nº 24/94 do Mtb/SSST, a ser
elaborado e implementado nas empresas para o controle das saúdes dos trabalhadores
de acordo com os riscos aos quais estejam expostos.
Organização da CIPA
A CIPA será composta de representantes do empregador e dos empregados, de
acordo com o dimensionamento previsto no Quadro I desta NR.
Atribuições da CIPA
a) Identificar os riscos do processo de trabalho, e elaborar o mapa de riscos, com
a participação do maior número de trabalhadores, com assessoria do SEESMT,
onde houver;
b) Elaborar plano de trabalho que possibilite a ação preventiva na solução de
problemas de segurança e saúde no trabalho;
c) Participar da implementação e do controle da qualidade das medidas de
prevenção necessárias, bem como da avaliação das prioridades de ação nos
locais de trabalho;
d) Realizar, periodicamente, verificações nos ambientes e condições de trabalho
visando à identificação de situações que venham a trazer riscos para a
segurança e saúde dos trabalhadores;
e) Realizar, a cada reunião, avaliação do cumprimento das metas fixadas em;
7 Segurança e Prevenção
Treiname
j) Divulgar e promover o cumprimento das Normas Regulamentadoras, nto
bem
como cláusulas de acordos e convenções coletivas de trabalho, relativas à
segurança e saúde no trabalho;
l) Participar, em conjunto com o SEESMT, onde houver, ou com o empregador da
análise das causas das doenças e acidentes de trabalho e propor medidas de
solução dos problemas identificados;
m) Requisitar ao empregador e analisar as informações sobre questões que
tenham interferido na segurança e saúde dos trabalhadores;
n) requisitar à empresa as cópias das CAT emitidas;
o) Promover, anualmente, em conjunto com o SEESMT, onde houver, a Semana
Interna de Prevenção de Acidentes do Trabalho – SIPAT;
p) Participar, anualmente, em conjunto com a empresa, de Campanhas de
Prevenção da AIDS.
8 Segurança e Prevenção
Treiname
nto
1 2 3 4 5 6 7 8 9 1 1 1 1 1 15 16
0 1 2 3 4
17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27
COLUNA 01 – PROCESSO = Deve ser descrito o tipo de processo que está sendo
avaliado.
Exemplo: - Administrativo
- Operacional
COLUNA 02 – ÁREA = Descrever a área que está em análise, por Setor / Seção/
Departamento, etc.
Exemplo: - Ambulatório Médico
- Manutenção
COLUNA 04 – CONDIÇÕES ( C )
o Nesta coluna, deve-se escrever a condição sob a qual a atividade está sendo
analisada.
o Para condições normais ( atividades rotineiras ) = ( N ).
o Para condições anormais ( atividades não rotineiras ) = ( A ).
o Ou para atividades realizadas no combate às situações de emergências = ( E ).
COLUNA 06 – TEMPORALIDADE ( T )
9 Segurança e Prevenção
Treiname
o Nesta coluna, deve-se escrever a temporalidade sob a qual nto
atividade está sendo
analisada.
o Temporalidade presente = ( P ).
o Temporalidade futuro para um empreendimento planejado no horizonte de, por
exemplo, 01 ( Um ) ano = ( F ).
RISCOS FÍSICOS
Ruído; Frio; Calor; Umidade; Radiações Ionizantes; Radiações Não Ionizantes; Pressões
anormais e Vibrações
RISCOS QUÍMICOS
Gases e Vapores; Poeiras; Névoas; Fumos; Substâncias químicas
RISCOS BIOLÓGICOS
Vírus; Bactérias; Fungos; Bacilos; Protozoários; Parasitas
RISCOS ERGONÔMICOS
Esforço físico excessivo; Movimentos repetitivos; Monotonia; Levantamento e
transporte manual de cargas; Exigência de postura inadequada; Trabalho em turno e
noturno; Jornadas de trabalho prolongadas; Tensão mental ou psicológica; Imposição
de ritmos excessivos.
RISCOS DE ACIDENTES
Falta de acesso ou acesso inadequado; Máquinas e equipamentos sem proteção;
Plataformas e bordas do piso desprotegidas; Escadas sem corrimão ou guarda corpo;
Canaletas e aberturas de pisos desprotegidas; Pisos escorregadios ou irregulares;
Animais peçonhentos; Iluminação inadequada; Eletricidade; Ferramentas inadequadas
ou defeituosas; Ordem e limpeza deficiente; Condições ambientais perigosas;
Empilhamento/armazenamento inadequados; Transporte e movimentação de materiais;
Sistemas de advertência inadequados; Proteções e barreiras inadequadas; Trabalho em
altura; Contato com superfícies quente; Espaço Restrito ou Congestionado; Projeção de
partículas.
10 Segurança e Prevenção
Treiname
COLUNAS 10, 11, 12, 13 e 14 - NATUREZA DO PERIGO nto
( Risco Físico, Químico, Biológico, Ergonômico ou de Acidentes )
NATUREZA DO
DISCRIMINAÇÃO
PERIGO
Ruído = Frio = Calor = Umidade = Radiações ionizantes
Física ( F )
= Radiações não ionizantes = Pressões anormais = Vibrações
11 Segurança e Prevenção
Treiname
Fazer uma descrição sucinta da sua característica. nto
COLUNA 17 - TIPO DE MONITORAMENTO
Nesta coluna devem-se contemplar o tipo do monitoramento, respectivamente, que
a empresa possui.
O Tipo de monitoramento pode ser:
I ) Pró-ativo = II ) Reativo
Em ambos os casos, os monitoramentos mínimos devem ser de acordo com o que
está listada no item a seguir da OHSAS 18001:
Item: 4.5.1 = Medição e monitoramento do desempenho
A organização deve estabelecer e manter procedimentos para monitorar e medir,
periodicamente, o desempenho da SSO.
Estes procedimentos devem abordar:
- Medidas qualitativas e quantitativas apropriadas ás necessidades da organização;
- Monitoramento da extensão na qual os objetivos da SSO foram atingidos;
- Medidas pró-ativas de desempenho que monitorem o cumprimento do (s) programa
( s ) de gestão, critérios operacionais e requisitos legais e regulamentares aplicáveis
para a SSO;
- Medidas reativas de desempenho que monitorem acidentes, doenças, incidentes
( incluindo quase perdas ) e outras evidências históricas de desempenho deficiente da
Segurança e Saúde;
- Registro de dados e resultados de monitoramentos e medições suficientes para auxiliar
a análises das ações corretivas e preventivas necessárias.
*** Lembrar que pode ter mais de um tipo de monitoramento.
COLUNA 20 - COMENTÁRIOS
Nesta coluna, deve-se descrever os eventuais comentários que auxiliam a
caracterização da situação ou fonte de perigo identificada ( exposição Habitual,
Permanente, Eventual, Intermitente ).
12 Segurança e Prevenção
Treiname
COLUNA 21 – AVALIAÇÃO ( S ) nto
Nesta coluna, deve-se discriminar a severidade ( S ) do perigo sob análise conforme
tabela descrita a seguir.
Embora esta tabela defina os conceitos de severidade para danos materiais em toda a
faixa de classificação, fica definido que será utilizada, pelo menos inicialmente,
apenas para severidade séria ou grave, de modo a não tornar a análise muito
complexa.
Severidade da
Lesão, Doença CONCEITO
e/ou Dano.
Lesão ou perturbação extremamente superficial, sem
nenhum comprometimento orgânico ou funcional, que Não
impede os Profissionais de retornarem às suas atividades
normais, imediatamente após um Simples Atendimento
Extremamente Ambulatorial ( S A A ).
leve Nos materiais ou perdas Inferiores a US$ 500 ( valores
estimados ).
Exemplos:
Cisco no olho sem ulceração = Contusão sem sinal inflamatório
= Escoriações leves = Queimadura de 1° grau em área < 1%.
Lesão ou perturbação superficial, com comprometimento
orgânico ou funcional discreto, que não impede os profissionais
de retornarem às suas atividades normais até o dia subseqüente
ao evento, após receberem atendimento médico ( SEM
AFASTAMENTO / sem readaptação ).
Leve Danos materiais ou perdas entre US$ 501 US$ 5.000 (valor
estimado).
Exemplos:
- Contusão com sinal inflamatório,
- Queimadura 1° ou 2° grau >1 < 10 de extensão,
- Ferimento corte contuso de pequeno porte superficial.
COLUNA 22 – PROBABILIDADE ( P )
Probabilidade
CONCEITO
da Ocorrência
Não há registros de ocorrências devido às medidas de controle
existentes reconhecidamente eficazes ou existem registros de
Improvável ocorrências, mas a probabilidade de recorrência é muito remota em
função das medidas de controle adotadas; e/ou a exposição ao perigo é
muito ocasional ou eventual / esporádica.
Existem registros de ocorrências e as medidas de controle adotadas
Pouco Provável não eliminam totalmente a possibilidade de recorrência; e/ou a
exposição ao perigo não é constante, mas ocorre de forma
intermitente.
Existem registros de ocorrências e as medidas de controle adotadas
Provável não são suficientemente eficazes para garantir totalmente à
possibilidade de recorrência e/ou a exposição ao perigo é constante.
COLUNA 23 – LEGISLAÇÃO ( L)
Nesta coluna, deve-se discriminar a legislação associada à fonte ou situação de
perigo sob análise ( vide comentários adicionais no tópico a seguir que
aborda a operacionalização desta planilha via software).
COLUNA 26 – RISCO
14 Segurança e Prevenção
Treiname
nto
MATRIZ SEVERIDADE DA LESÃO, DOENÇA OU DANO
Probabilidad Extremamente
e da Leve Sério Grave
leve
Ocorrência
COLUNA 27 - AÇÃO
Risco Ação
Nenhuma ação é necessária e/ou nenhum registro documental precisa
Trivial
ser mantido.
15 Segurança e Prevenção
Treiname
Esforços devem ser feitos para reduzir o risco. Os nto
custos de prevenção
devem ser cuidadosamente estimados e definidos;
Devem-se estabelecer prazos para implementação das medidas de
redução do risco; e / ou onde risco moderado esteja associado a
conseqüências extremamente prejudiciais, uma avaliação adicional
Pequeno pode ser necessária para estabelecer mais precisamente a
probabilidade de ocorrência de prejuízo, como meio para determinar a
necessidade de medidas de controle melhoradas.
Procedimentos de controle operacional e/ou planos de emergência são
obrigatórios.
Objetivos, Metas e Planos de ação são opcionais.
O trabalho não deve ser iniciado até que o risco tenha sido reduzido e
ou eliminado.
Recursos consideráveis podem ter que ser apropriados para reduzir ou
Substâncial eliminar o risco.
Quando o trabalho se encontrar em progresso, ação urgente deve ser
adotada.
Procedimentos de controle operacional e/ou planos de emergência são
obrigatórios e deve-se avaliar a necessidade de definirem-se objetivos,
metas e planos de ação.
O trabalho não deve ser iniciado ou continuado até que o risco tenha
sido reduzido ou eliminado.
Caso não seja possível reduzir o risco, o trabalho deve permanecer
Inaceitável proibido.
Procedimentos de controle operacional, planos de emergência e
objetivos, metas e planos de ação são obrigatórios.
RISCO E PERIGO
CONCEITO BÁSICO
Para que esses aspectos possam ficar bem claros, vamos recorrer a conceitos
idênticos, já claros na área de insalubridade, pelo fato de estarem bem firmados,
não mais apresentam entre os peritos especializados, as dúvidas que, no campo da
eletricidade, estão gerando discussões subjetivas, principalmente por aqueles que
não têm formação técnica na área elétrica.
Definições:
Então podemos concluir que o " Risco Acentuado " ou " Condições de
Periculosidade ", referidos na legislação, nada mais é do que " Perigo ", e assim,
só pode existir perigo quando o risco estiver fora de controle.
17 Segurança e Prevenção
Treiname
nto
Perigo ( hazard ) Uma fonte ou uma situação com potencial para provocar danos
em termos de lesão, doença, dano á propriedade, ao meio
ambiente
Estudo e Elaboração
JESUS TE AMA.
18 Segurança e Prevenção