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Análise de Riscos no Ambiente de Trabalho

O documento aborda a análise de risco no ambiente de trabalho, destacando a importância da participação de todos os trabalhadores na identificação e controle de riscos à saúde. Ele detalha diferentes tipos de riscos, como físicos, químicos, biológicos, ergonômicos e mecânicos, além de propor metodologias de controle e prevenção, como o Programa de Prevenção de Riscos Ambientais (PPRA) e o Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO). A implementação dessas medidas visa melhorar a saúde dos trabalhadores e reduzir custos relacionados a acidentes e doenças ocupacionais.
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Análise de Riscos no Ambiente de Trabalho

O documento aborda a análise de risco no ambiente de trabalho, destacando a importância da participação de todos os trabalhadores na identificação e controle de riscos à saúde. Ele detalha diferentes tipos de riscos, como físicos, químicos, biológicos, ergonômicos e mecânicos, além de propor metodologias de controle e prevenção, como o Programa de Prevenção de Riscos Ambientais (PPRA) e o Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO). A implementação dessas medidas visa melhorar a saúde dos trabalhadores e reduzir custos relacionados a acidentes e doenças ocupacionais.
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Treiname

nto

ANÁLISE DE RISCO

“ Toda e qualquer possibilidade que algum Elemento ou Circunstância existente


num Processo e/ou Ambiente de Trabalho. Que possa causar Dano à Saúde, Doenças
ou Sofrimento dos Trabalhadores, através de Acidentes, ou através da Poluição Ambiental
”.
Os Acidentes / Doenças relacionadas ao Trabalho é competência dos:
 Engenheiros de Segurança;
 Médicos do Trabalho;
 A Gerência das Empresas;
 E Outros Técnicos Especializados.

São “ Detentores ” do conhecimento para analisarem os riscos nos locais de trabalho e


proporem soluções.
“ A análise dos riscos existentes nos locais de trabalho deve incorporar a vivência, o
conhecimento e a participação de todos os trabalhadores.
Pois são eles, os que realizam o trabalho e sofrem os seus efeitos, portanto, possuem
um papel fundamental na identificação, eliminação e controle dos riscos”.
“ Além disso, os processos produtivos afetam a vida da população em geral e o meio
ambiente. Através da poluição crônica ou dos acidentes ambientais, como os que
ocorrem em fábricas químicas e nucleares, sendo um tema a ser debatido pelo conjunto da
sociedade

HIGIENE INDUSTRIAL
É o conjunto de conhecimento relativo ao estudo e controle dos ambientes de trabalho,
visando à melhoria da saúde e o conforto do trabalho.

MEDICINA DO TRABALHO
Estuda os produtos existentes na empresa com o objetivo de avaliar o poder que esses
possuem de contaminar e/ou provocar doenças nos trabalhadores.

ENGENHARIA DE SEGURANÇA
Compete a avaliação, ou quantificação desses agentes no ambiente de trabalho que
servirá para subsidiar o estudo do risco a que se expõem os trabalhadores.

RISCOS FÍSICOS SERVIÇOS EXECUTADOS EFEITOS PARA SAÚDE

1 Segurança e Prevenção
Treiname
Temperaturas
Trabalho a céu aberto, Ambientes nto
fechados com ar condicionado, Fadiga, Gripes e
Extremas: Trabalho junto a fornos, Caldeiras e Resfriados.
Calor, Frio outras fontes de calor, como
e Umidade siderúrgicas e fundições.
Trabalhos com máquinas barulhentas Surdez,
Ruído e outras fontes de ruído. Nervosismo ( estresse ).
Problemas de visão, dores
Iluminação Ambientes mal iluminados. de cabeça e Risco de
acidentes.
Eletricitários, eletricistas, Choques elétricos,
Eletricidade
trabalhadores de manutenção. inclusive fatais; Fontes de
incêndios.
Afogamentos, Distúrbios
Pressões
Mergulhadores sub-aquáticos. Neurológicos e Embolia
Anormais
pulmonar.

RISCOS QUÍMICOS SERVIÇOS EXECUTADOS EFEITOS PARA SAÚDE


Substâncias, compostos  Indústria química,
ou produtos que possam petroquímica e de petróleo
penetrar no organismo, Efeitos decorrentes de
( solventes orgânicos como
por exposição crônica ou acidentes químicos, como
o benzeno, riscos químicos
acidental, pela via explosões e incêndios.
diversos );
respiratória, nas formas
de poeiras, fumos,  Garimpo de ouro e Contaminações químicas
névoas, neblinas, gases Indústria de cloro-soda gerando efeitos:
ou vapores, ou que, pela com tecnologia de Carcinogênicos,
natureza da atividade ou amálgama ( mercúrio ); Teratogênicos,
da exposição, possam ter Sistêmicos
 Fábrica de baterias
contato ou serem (como os Neurotóxicos),
(chumbo );
absorvidos pelo Irritantes, Asfixiantes,
organismo através da  Minas de amianto e Anestésicos, Alergizantes,
pele ou por ingestão. setor de Fibrocimento entre outros.
Também incluem os ( amianto );
riscos químicos  Jateadores de areia no
desencadeadores de setor metalúrgico e naval (
explosões e incêndios. sílica );
 Trabalhadores em
geral.

RISCOS BIOLÓGICOS SERVIÇOS EXECUTADOS EFEITOS PARA SAÚDE


Trabalhadores em
Microorganismos ambientes
patogênicos ( bactérias, fechados com ar Doenças contagiosas
fungos, bacilos, parasitas, condicionado, Diversas e inclusive
protozoários, vírus, entre Profissionais de saúde, gripes e resfriados.
outros ). Laboratórios de pesquisa em
saúde pública e análises
clínicas.
Animais peçonhentos. Trabalhadores agrícolas Envenenamento por picada
( mordidas de cobra ). de cobra ou escorpião.
Presença de vetores
Carteiros ( mordidas de cães Doenças contagiosas e
( mosquitos, ratos...) e
) e trabalhadores em feridas por mordidas.
outras mordidas de
geral.
animais.
2 Segurança e Prevenção
Treiname
nto

RISCOS SERVIÇOS EXECUTADOS EFEITOS PARA SAÚDE


ERGONÔMICOS
Estivadores, carregadores,
Esforços Físicos, Trabalhadores de linha de
Problemas na coluna,
Posturas Forçadas, Montagem,
Dores Musculares.
Movimentos Repetitivos. Postos de trabalho mal
projetados em geral e com
trabalho estático ou
repetitivo.

RISCOS MECÂNICOS SERVIÇOS EXECUTADOS EFEITOS PARA SAÚDE


Trabalhadores da indústria
da construção civil;
Acidentes com quedas Traumatismos
Motoristas de transportes
diversos
coletivos;
Acidentes com veículos e/ou
Operadores de máquinas
até a morte.
em vários setores, como o
Acidentes com máquinas
metalúrgico e agricultura;
Trabalhadores em geral.

RISCOS DIRETAMENTE
RELACIONADOS À EFEITOS PARA SAÚDE SETORES OU
ORGANIZAÇÃO DO CATEGORIAS
TRABALHO
Trabalhadores de banco,
Trabalho Repetitivo Lesões por Esforços processamento de dados e
E Monótono Repetitivos, Desmotivação e linhas de montagem,
estresse. Freqüentemente mulheres.
Indústrias de processo
Trabalho Noturno, Distúrbios do sono,
contínuo,
e Turnos Alternados estresse.
plantonistas de saúde.
Setores em crise ou após
Fadiga física e mental,
Trabalho sob forte reestruturações
predisposição a acidentes,
pressão e cobrança produtivas, Redução de
estresse.
efetivos e aumento de
responsabilidades.

RISCOS DIRETAMENTE
RELACIONADOS À SETORES OU
ORGANIZAÇÃO DO EFEITOS PARA SAÚDE CATEGORIAS
TRABALHO
Trabalho precário, com Maior predisposição a acidentes Trabalhadores terceirizados e
fragilidade de vínculo e doenças em geral, sentimento temporários, com menor
Trabalhista e representação de insegurança. treinamento e sem medidas
sindical preventivas adequadas.

Assédio Sexual Violência sexual, Insegurança Mulheres trabalhadoras em


e estresse. locais machistas.

3 Segurança e Prevenção
Treiname
nto
“ os riscos nos ambientes de trabalho existem sempre de forma associada; ou seja,
vamos identificar no mínimo a associação de dois riscos predominantes. E, que aliados a
estes definidos e mensuráveis, existem outros que, pela carga de subjetividade, ainda não
são relevados na prática, mas, que os estudiosos das psicopatologias do trabalho já
comprovam o seu nexo com as atividades laborais”

“ Os riscos nos locais de trabalho estão relacionados às


características do processo de trabalho, seu ambiente e
organização”

“ Cada categoria vivencia situações particulares, e um


trabalho fundamental é a identificação das prioridades de
cada momento”

Exemplos:

1 - Setor Bancário e de Processamento de Dados (lesões por esforços repetitivos)


2 - Setor Construção Civil ( acidente por queda de altura )
3 - Setor Trabalhadores Rurais ( contaminação por agrotóxicos )
4. Setor Siderúrgico ( contaminação por benzeno )
5 - Setor Moveleiro ( acidentes com máquina s)
6 - Mergulhadores Subaquáticos na prospecção de petróleo ( acidentes de mergulho em
águas profundas )
7- Trabalhadores Químicos e Petroleiros ( contaminação com substâncias químicas e os
acidentes químicos )
8 - Motorista de Ônibus ( acidentes com veículo s)
9 - Profissionais de Saúde de Hospitais ( estresse ocupacional )
E ASSIM POR DIANTE

COMO FAZER UMA BOA PREVENÇÃO

 Adotar medidas de controle dos riscos existentes ou que possam originar-se no


ambiente de trabalho.
 Adotar medidas de controle da saúde dos trabalhadores.
 Elaborar Ordens de Serviço sobre Segurança e Saúde no Trabalho para informar os
trabalhadores sobre os riscos existentes ou que possam originar-se no local de
trabalho e sobre os meios disponíveis para prevenir ou limitar tais riscos e para
proteger-se dos mesmos.
 Adotar medidas de controle dos riscos existentes ou que possam originar-se no
ambiente de trabalho.
 Adotar medidas de controle da saúde dos trabalhadores.
 Elaborar Ordens de Serviço sobre Segurança e Saúde no Trabalho para informar os
trabalhadores sobre os riscos existentes ou que possam originar-se no local de
trabalho e sobre os meios disponíveis para prevenir ou limitar tais riscos e para
proteger-se dos mesmos.

4 Segurança e Prevenção
Treiname
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PORQUE CONTROLAR E PREVENIR
 Para redução dos Custos da Produção
 Redução das horas paradas da máquina por ausência do trabalhador ou para
treinamento de mão-de-obra substituta;
 Redução ou eliminação das horas não trabalhadas por acidente ou do trabalho,
com afastamento ou não,
 Redução do ônus do acidente e da doença profissional para o Estado - Brasil, que
socializa o prejuízo causado pelos diversos processos e modos de produção.
 O Estado desloca recursos de impostos públicos para atender a esta demanda

METODOLOGIA DE CONTROLE
PARA CONHECER E SISTEMATIZAR O PROCESSO DE TRABALHO DE
CADA EMPRESA OU LOCAL DE TRABALHO, EXISTEM ALGUMAS
TÉCNICAS E DOCUMENTOS QUE PODEM AJUDAR BASTANTE, EM
CONJUNTO COM AS INFORMAÇÕES DOS TRABALHADORES.

1 = LEVANTAMENTO QUALITATIVO

OBJETIVO Visa a coletar o maior número de informações e dados necessários, a fim de


fixar as diretrizes a serem seguidas no levantamento quantitativo.

 Estudo dos Processos Produtivos e de Organização do Trabalho Organograma da


empresa, incluindo os principais setores e departamentos;
 Fluxograma de produção da empresa, constando dos principais passos para a
fabricação dos produtos produzidos ou dos serviços gerados na empresa;
 Lay-out ou planta baixa com os principais equipamentos e instalações;
 Descrição das principais características da organização do trabalho: equipes de
trabalho, jornada de trabalho, existência de turnos noturnos ou alternantes, e
quando houver necessidade de maior detalhamento nos locais de trabalho, a
descrição das principais tarefas e atividades realizadas pelos trabalhadores, bem
como suas freqüências;
 Descrição dos principais equipamentos e instalações podendo incluir detalhes como
capacidade de produção e outras características;
 Listagem das principais matérias-primas, produtos em processo e produtos
acabados, e os resíduos produzidos ao ongo do processo de fabricação, assim como
sua destinação final e formas de tratamento.

2 = LEVANTAMENTO QUANTITATIVO

OBJETIVO: Completará o reconhecimento preliminar dos ambientes de trabalho, através


de medições adequadas, que no final nos dirão quais as possibilidades de os
trabalhadores serem afetados pelos diferentes agentes agressivos presentes
nos locais de trabalho.

AVALIAÇÃO: Aquisição de Equipamentos de Monitoração Ambiental e de Laboratório.


 Monitoração Ambiental das Unidades Ex: Decibelímetro, Luxímetro, Termômetro
Globo, Dosímetro de Ruído, Contador Gaiger, Bomba, etc.
5 Segurança e Prevenção
Treiname
 Monitoração dos Trabalhadores Ex: Dosímetro de Rx, Caneta Dosimétrica;nto
 Monitoração Biológica Ex: Exame de Sangue, Exame de Urina, Exame de fio de
Cabelo, etc.
Observação: Comparação com os valores encontrados nas monitorações ambientais e
biológicas com os limites de exposição

OUTRAS EXTRATÉGIAS
 LEVANTAMENTOS EPIDEMIOLÓGICOS;
 PROGRAMA DE PREVENÇÃO DE RISCOS AMBIENTAIS ( PPRA/NR-9 );
 PROGRAMA DE CONTROLE MÉDICO DE SAÚDE OCUPACIONAL ( PCMSO/NR-7 );
 A AÇÃO DA CIPA;
 A CONSTRUÇÃO DO MAPA DE RISCO;
 LEVANTAMENTOS EPIDEMIOLÓGICOS.

PROGRAMA DE PREVENÇÃO DE RISCOS AMBIENTAIS - PPRA/NR-9

O que é PPRA ?
O PPRA é um programa estabelecido peça portaria n.º 25/94 do Mtb/SSST, a ser
elaborado em implementado nas empresas para a melhoria gradual e progressiva dos
ambientes de trabalho.

Quem está obrigado a fazer o PPRA ?


Todas as empresas que admitam trabalhadores regidos pela CLT.

Qual é o objetivo do PPRA ?


Preservar a saúde e a integridade dos trabalhadores, através de ações de prevenção e
controle dos riscos ambientais ( RUÍDOS, VIBRAÇÕES, CALOR, FRIO, RADIAÇÕES,
GASES, VAPORES, NÉVOAS, NEBLNAS, POEIRAS, FUMOS, VÍRUS, BACTÉRIAS,
FUNGOS, ETC.).

Quem deve elaborar o PPRA ?


Para a implementação de medidas de controle no ambiente de trabalho, o profissional
mais indicado é o engenheiro de segurança do trabalho.

PROGRAMA DE CONTROLE MÉDICO DE SAÚDE OCUPACIONAL PCMSO/NR-7

O que é PCMSO ?
O PCMSO é um programa, estabelecido pela Portaria nº 24/94 do Mtb/SSST, a ser
elaborado e implementado nas empresas para o controle das saúdes dos trabalhadores
de acordo com os riscos aos quais estejam expostos.

Quem esta obrigado a fazer o PCMSO ?


Todas as empresas que admitam trabalhadores regidos pela CLT. Além de ser uma
exigência legal prevista na NR7, o PCMSO está respaldado na Convenção 161 da OIT,
respeitando os princípios éticos, morais e técnicos.

Qual é o objetivo do PCMSO?


Prevenir e controlar a saúde dos funcionários, evitando que adoeçam ao exercer a
função e venham a ser obrigados a se aposentar por invalidez. A empresa poderá
arcar com um pesado ônus, em função da legislação, se não forem implementados
estes programas. Não se trata de mais uma burocracia governamental, mas uma
solução para os graves problemas de saúde ocupacional que ocorrem no Brasil.

O PCMSO e o PPRA devem ser integrados ?


6 Segurança e Prevenção
Treiname
nto
Sim. Os programas devem ser integrados, pois o PPRA trata dos agentes ambientais e o
PCMSO, dos trabalhadores expostos a estes agentes.

Por que investir no PPRA e PCMSO ?


 Pela produtividade será maior;
 Pelos custos diretos e indiretos serão menores;
 Pela responsabilidade legal do proprietário e/ou preposto;
 Pela imagem da empresa no mercado será melhor;
 Pela empresa não terá desvantagem alguma.

NR5 - Comissão Interna de Prevenção de Acidentes


O que é CIPA?
A Comissão Interna de Prevenção de Acidentes ( CIPA ) é um instrumento que
os trabalhadores dispõem para tratar da prevenção de acidentes do trabalho,
das condições do ambiente do trabalho e de todos os aspectos que afetam sua
saúde e segurança.
A CIPA é regulamentada pela Consolidação das Leis do Trabalho ( CLT ) nos
artigos 162 a 165 e pela Norma Regulamentadora 5 ( NR-5 ), contida na
portaria 3.214 de 08.06.78 baixada pelo Ministério do Trabalho.

Organização da CIPA
A CIPA será composta de representantes do empregador e dos empregados, de
acordo com o dimensionamento previsto no Quadro I desta NR.

Atribuições da CIPA
a) Identificar os riscos do processo de trabalho, e elaborar o mapa de riscos, com
a participação do maior número de trabalhadores, com assessoria do SEESMT,
onde houver;
b) Elaborar plano de trabalho que possibilite a ação preventiva na solução de
problemas de segurança e saúde no trabalho;
c) Participar da implementação e do controle da qualidade das medidas de
prevenção necessárias, bem como da avaliação das prioridades de ação nos
locais de trabalho;
d) Realizar, periodicamente, verificações nos ambientes e condições de trabalho
visando à identificação de situações que venham a trazer riscos para a
segurança e saúde dos trabalhadores;
e) Realizar, a cada reunião, avaliação do cumprimento das metas fixadas em;

f) divulgar aos trabalhadores informações relativas à segurança e saúde no


trabalho;
g) Participar, com o SEESMT, onde houver, das discussões promovidas pelo
empregador, para avaliar os impactos de alterações no ambiente e processo de
trabalho relacionados; à segurança e saúde dos trabalhadores;
h) Requerer ao SEESMT, quando houver, ou ao empregador, a paralisação de
máquina ou setor onde considere haver risco grave e iminente à segurança e
saúde dos trabalhadores;
i) Colaborar no desenvolvimento e implementação do PCMSO e PPRA e de outros
programas relacionados à segurança e saúde no trabalho;

7 Segurança e Prevenção
Treiname
j) Divulgar e promover o cumprimento das Normas Regulamentadoras, nto
bem
como cláusulas de acordos e convenções coletivas de trabalho, relativas à
segurança e saúde no trabalho;
l) Participar, em conjunto com o SEESMT, onde houver, ou com o empregador da
análise das causas das doenças e acidentes de trabalho e propor medidas de
solução dos problemas identificados;
m) Requisitar ao empregador e analisar as informações sobre questões que
tenham interferido na segurança e saúde dos trabalhadores;
n) requisitar à empresa as cópias das CAT emitidas;
o) Promover, anualmente, em conjunto com o SEESMT, onde houver, a Semana
Interna de Prevenção de Acidentes do Trabalho – SIPAT;
p) Participar, anualmente, em conjunto com a empresa, de Campanhas de
Prevenção da AIDS.

VANTAGENS DO LEVANTAMENTO AMBIENTAL

“ PRIMEIRO, VOCÊ VAI ESTAR ATENDENDO ÀS NORMAS DE SEGURANÇA DO MINISTÉRIO


DO TRABALHO,PORTARIA 3214/78. DEPOIS, VOCÊ VAI ESTAR OBTENDO SUBSÍDIOS PARA
FUTURA IMPLANTAÇÃO DO PPRA E PCMSO.”
“ E O QUE É MELHOR: VOCÊ VAI ESTAR CONHECENDO OS RISCOS AMBIENTAIS
EXISTENTES NA SUA EMPRESA, TENDO A GRANDE OPORTUNIDADE DE CORRIGÍ-LOS. VOCÊ
TAMBÉM VAI ESTAR SATISFAZENDO ÀS NECESSIDADES DA PRÓPRIA EMPRESA E
PRESERVANDO A QUALIDADE DE VIDA E SAÚDE DOS SEUS TRABALHADORES.”

NÍVEIS DE AÇÕES PREVENTIVAS

NÍVEL DA AÇÃO EXEMPLOS DE PREVENÇÃO POSSÍVEL


PREVENTIVA
 Equipamentos de Proteção Individual (EPI), como
luvas, botas, capacetes e uniformes.
 Limitação do Tempo de Exposição.
1. Nível do Trabalhador
Enquanto Indivíduo  Cumprimento de Normas de Segurança expressas
através de manuais e procedimentos escritos, com
informação e treinamento.
 Exames Médicos Periódicos.

 Projeto Ergonômico do Posto de Trabalho,


favorecendo o conforto e evitando posturas e
esforços físicos prejudiciais à saúde.
 Equipamentos de Proteção Coletiva ( EPC ),
como sistemas de exaustão, ventilação e
2- Nível do Posto refrigeração para riscos químicos e
e/ou temperaturas elevadas, e extintores de incêndio.
Setor de Trabalho  Enclausuramento de fontes de risco através de
técnicas construtivas, isolando fontes de ruído,
de calor e/ou de riscos químicos.
Instalações sanitárias e locais de descanso.

8 Segurança e Prevenção
Treiname
nto

INSTRUÇÕES PARA PREENCHIMENTO DA PLANILHA


DE CONTROLE DE RISCOS E PERIGOS

Tipo Natureza do Perigo Controle


Identificaçã
Process Áre Atividad C E T o do Perigo
o a e D I F Q B E A Tip Desc
o .

1 2 3 4 5 6 7 8 9 1 1 1 1 1 15 16
0 1 2 3 4

Monitora Caracterização da Avaliação


mento Lesão, Doença Comentário Risco Ação
Tipo Des e/ou Dano s S P L O P
c

17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27

COLUNA 01 – PROCESSO = Deve ser descrito o tipo de processo que está sendo
avaliado.
Exemplo: - Administrativo
- Operacional

COLUNA 02 – ÁREA = Descrever a área que está em análise, por Setor / Seção/
Departamento, etc.
Exemplo: - Ambulatório Médico
- Manutenção

COLUNA 03 – ATIVIDADE = Discriminar a atividade que está sendo avaliada.


Exemplo: - Trabalho em computador
- Aplicação de medicamentos ( injeção )
- Transporte de materiais / cargas manualmente

COLUNA 04 – CONDIÇÕES ( C )
o Nesta coluna, deve-se escrever a condição sob a qual a atividade está sendo
analisada.
o Para condições normais ( atividades rotineiras ) = ( N ).
o Para condições anormais ( atividades não rotineiras ) = ( A ).
o Ou para atividades realizadas no combate às situações de emergências = ( E ).

COLUNA 05 – EFETIVO DE PESSOAS EXPOSTAS ( E )


Anotar uma estimativa do número de pessoas expostas ao perigo a ser avaliado.
Lembrar que, algumas vezes ( por exemplo, no caso de visitantes ) este número
pode não estar disponível. Neste caso, dizer que o campo não é aplicável.

COLUNA 06 – TEMPORALIDADE ( T )

9 Segurança e Prevenção
Treiname
o Nesta coluna, deve-se escrever a temporalidade sob a qual nto
atividade está sendo
analisada.
o Temporalidade presente = ( P ).
o Temporalidade futuro para um empreendimento planejado no horizonte de, por
exemplo, 01 ( Um ) ano = ( F ).

COLUNA 07 - IDENTIFICAÇÃO DE PERIGOS


Nesta coluna deve-se descrever o perigo sob análise, identificado na respectiva
atividade, conforme a tabela a seguir.

RISCOS FÍSICOS
Ruído; Frio; Calor; Umidade; Radiações Ionizantes; Radiações Não Ionizantes; Pressões
anormais e Vibrações

RISCOS QUÍMICOS
Gases e Vapores; Poeiras; Névoas; Fumos; Substâncias químicas

RISCOS BIOLÓGICOS
Vírus; Bactérias; Fungos; Bacilos; Protozoários; Parasitas

RISCOS ERGONÔMICOS
Esforço físico excessivo; Movimentos repetitivos; Monotonia; Levantamento e
transporte manual de cargas; Exigência de postura inadequada; Trabalho em turno e
noturno; Jornadas de trabalho prolongadas; Tensão mental ou psicológica; Imposição
de ritmos excessivos.

RISCOS DE ACIDENTES
Falta de acesso ou acesso inadequado; Máquinas e equipamentos sem proteção;
Plataformas e bordas do piso desprotegidas; Escadas sem corrimão ou guarda corpo;
Canaletas e aberturas de pisos desprotegidas; Pisos escorregadios ou irregulares;
Animais peçonhentos; Iluminação inadequada; Eletricidade; Ferramentas inadequadas
ou defeituosas; Ordem e limpeza deficiente; Condições ambientais perigosas;
Empilhamento/armazenamento inadequados; Transporte e movimentação de materiais;
Sistemas de advertência inadequados; Proteções e barreiras inadequadas; Trabalho em
altura; Contato com superfícies quente; Espaço Restrito ou Congestionado; Projeção de
partículas.

COLUNAS 08 - TIPO DO PERIGO – ( D )


Nesta coluna, deve-se caracterizar ( X ), o perigo direto ( D ).
O perigo direto é aquele cuja fonte ou situação pode ser controlada pela VCP,
incluindo, todas as fontes ou situações geradas pelas atividades exercidas pelos
empregados da empresa.

COLUNA 09 – TIPO DO PERIGO ( I ) = Nesta coluna, deve-se caracterizar ( X ) o


perigo indireto ( I ).
O perigo indireto é aquele cuja fonte ou situação pode ser apenas influenciada pela
empresa incluindo, normalmente, as fontes ou situações geradas pela interface com
contratados, fornecedores, clientes, comunidades, visitantes, etc.

Exemplo: Os perigos identificados nas oficinas dos terceiros e no restaurante,


ambas no site da empresa, são perigos indiretos.

10 Segurança e Prevenção
Treiname
COLUNAS 10, 11, 12, 13 e 14 - NATUREZA DO PERIGO nto
( Risco Físico, Químico, Biológico, Ergonômico ou de Acidentes )

A natureza do perigo deve ser marcada na coluna respectiva ( X ) conforme a tabela a


abaixo:

NATUREZA DO
DISCRIMINAÇÃO
PERIGO
Ruído = Frio = Calor = Umidade = Radiações ionizantes
Física ( F )
= Radiações não ionizantes = Pressões anormais = Vibrações

Química ( Q ) Gases = vapores = Poeiras = Névoas = Fumos


= Substâncias químicas
Biológica ( B ) Vírus = Bactérias = Fungos = Bacilos = Protozoários =
Parasitas
Esforço físico excessivo = Movimentos repetitivos Monotonia
= Levantamento e transporte manual de cargas = Exigência de
Ergonômico ( E ) Postura inadequada = Trabalho em turno e noturno = Jornadas de
trabalho prolongadas = Tensão mental ou psicológica
= Imposição de ritmos excessivos.
Falta de acesso ou acesso inadequado = Máquinas e
equipamentos sem proteção = Plataformas e bordas de piso
desprotegidas = Escadas sem corrimão ou guarda corpo =
Canaletas e aberturas de pisos desprotegidas = Pisos
Acidentes ( A ) escorregadios ou irregulares = Animais peçonhentos =
Iluminação inadequada = Eletricidade = Ferramentas
inadequadas ou defeituosas = Ordem e limpeza deficientes =
Condições ambientais perigosas = Empilhamento /
armazenamento inadequados = Transporte e movimentação de
materiais = Sistemas de advertência inadequados =
Proteções e barreiras inadequadas.

COLUNA 15 - TIPO DE CONTROLE


Nesta coluna deve-se contemplar o tipo do controle, respectivamente, que a empresa
possui:
O tipo de controle pode ser:
I. Conscientização, educação e treinamento;
II. Definição de critérios operacionais;

III. Exigências contratuais de fornecedores;


IV. Requisitos de infra-estrutura, equipamentos ( EPC’s ) e afins;
V. Manutenção;
VI. Procedimentos documentados;
VII. EPI’s;
VIII. Planos de emergência ( para acidentes ).
É importante lembrar que pode haver mais de um tipo de controle.

COLUNA 16 - DESCRIÇÃO DO TIPO DE CONTROLE


Nesta coluna, deve-se contemplar a descrição do controle que a empresa possui.
Exemplo: O tipo de controle pode ser ( EPI ) e a descrição ( Protetor auricular ),
Procedimentos formais ( nesse caso referir o número ).

11 Segurança e Prevenção
Treiname
Fazer uma descrição sucinta da sua característica. nto
COLUNA 17 - TIPO DE MONITORAMENTO
Nesta coluna devem-se contemplar o tipo do monitoramento, respectivamente, que
a empresa possui.
O Tipo de monitoramento pode ser:
I ) Pró-ativo = II ) Reativo
Em ambos os casos, os monitoramentos mínimos devem ser de acordo com o que
está listada no item a seguir da OHSAS 18001:
Item: 4.5.1 = Medição e monitoramento do desempenho
A organização deve estabelecer e manter procedimentos para monitorar e medir,
periodicamente, o desempenho da SSO.
Estes procedimentos devem abordar:
- Medidas qualitativas e quantitativas apropriadas ás necessidades da organização;
- Monitoramento da extensão na qual os objetivos da SSO foram atingidos;
- Medidas pró-ativas de desempenho que monitorem o cumprimento do (s) programa
( s ) de gestão, critérios operacionais e requisitos legais e regulamentares aplicáveis
para a SSO;
- Medidas reativas de desempenho que monitorem acidentes, doenças, incidentes
( incluindo quase perdas ) e outras evidências históricas de desempenho deficiente da
Segurança e Saúde;
- Registro de dados e resultados de monitoramentos e medições suficientes para auxiliar
a análises das ações corretivas e preventivas necessárias.
*** Lembrar que pode ter mais de um tipo de monitoramento.

COLUNA 18 - DESCRIÇÃO DO MONITORAMENTO


Nesta coluna, devem-se contemplar a descrição do monitoramento,
respectivamente, que a empresa possui.
Fazer uma descrição sucinta da sua característica
O monitoramento Pró-Ativo e a descrição ( Lista de verificação das NRs, Laudos de
avaliações ambientais, ergonômicos, exames médicos periódicos, monitoramento de ruído
e concentração de vapores e gases, cumprimento de objetivos, metas e plano de ação,
atendimento a requisitos legais e outros ).

O monitoramento Reativo e a descrição ( Número de acidentes e doenças


ocupacionais, prejuízos financeiros devido a emergências e outros ).

COLUNA 19 – CARACTERIZAÇÃO DA LESÃO, DOENÇA OU DANO


Nesta coluna, deve-se descrever a caracterização da doença, lesão ou dano que
pode ser provocado pelo perigo identificado.
Para tanto, deve-se contemplar a tabela que define a severidade destas
conseqüências ( vide comentários das colunas 18 e 19 ). Para essa caracterização pode
se envolver o Médico do Trabalho.

COLUNA 20 - COMENTÁRIOS
Nesta coluna, deve-se descrever os eventuais comentários que auxiliam a
caracterização da situação ou fonte de perigo identificada ( exposição Habitual,
Permanente, Eventual, Intermitente ).

Funciona como um tipo de memória de cálculo. É recomendável preenchê-la.

12 Segurança e Prevenção
Treiname
COLUNA 21 – AVALIAÇÃO ( S ) nto
Nesta coluna, deve-se discriminar a severidade ( S ) do perigo sob análise conforme
tabela descrita a seguir.
Embora esta tabela defina os conceitos de severidade para danos materiais em toda a
faixa de classificação, fica definido que será utilizada, pelo menos inicialmente,
apenas para severidade séria ou grave, de modo a não tornar a análise muito
complexa.

Severidade da
Lesão, Doença CONCEITO
e/ou Dano.
 Lesão ou perturbação extremamente superficial, sem
nenhum comprometimento orgânico ou funcional, que Não
impede os Profissionais de retornarem às suas atividades
normais, imediatamente após um Simples Atendimento
Extremamente Ambulatorial ( S A A ).
leve  Nos materiais ou perdas Inferiores a US$ 500 ( valores
estimados ).
Exemplos:
Cisco no olho sem ulceração = Contusão sem sinal inflamatório
= Escoriações leves = Queimadura de 1° grau em área < 1%.
 Lesão ou perturbação superficial, com comprometimento
orgânico ou funcional discreto, que não impede os profissionais
de retornarem às suas atividades normais até o dia subseqüente
ao evento, após receberem atendimento médico ( SEM
AFASTAMENTO / sem readaptação ).
Leve  Danos materiais ou perdas entre US$ 501 US$ 5.000 (valor
estimado).

Exemplos:
- Contusão com sinal inflamatório,
- Queimadura 1° ou 2° grau >1 < 10 de extensão,
- Ferimento corte contuso de pequeno porte superficial.

 Lesão ou perturbação que resulta em comprometimento


orgânico ou funcional, que porém não impede os profissionais
de retornarem ao trabalho até o dia subseqüente ao evento, ou
no máximo de 15 dias após receberem atendimento médico, em
função ou atividade compatível a natureza ou gravidade da
lesão ou enfermidade ocupacional, até obterem a plena
recuperação.
Séria
 ( SEM FASTAMENTO / com readaptação )
 ( COM AFASTAMENTO < 15 dias )
 Danos materiais ou perdas entre US$ 5.001 e US$ 50.000
( valor estimado).
Exemplos:
- Queimadura 1°, 2° e 3° área >10%,
- Entorses sérios,
- Fraturas não cirúrgicas / ossos curtos.
13 Segurança e Prevenção
Treiname
 Lesão ou perturbação funcional severa que nto
acarreta em morte
ou limitação funcional, permanente ou temporária, que resulta
em afastamento do trabalho.
Grave  ( COM AFASTAMENTO superior a 15 dias ).
 Danos materiais ou perdas superiores a US$ 50.001 (valor
estimado).
Exemplos:
- Morte; Acidente com seqüela; Amputações; Fraturas graves,
múltiplas e/ou cirúrgica.

COLUNA 22 – PROBABILIDADE ( P )

Probabilidade
CONCEITO
da Ocorrência
Não há registros de ocorrências devido às medidas de controle
existentes reconhecidamente eficazes ou existem registros de
Improvável ocorrências, mas a probabilidade de recorrência é muito remota em
função das medidas de controle adotadas; e/ou a exposição ao perigo é
muito ocasional ou eventual / esporádica.
Existem registros de ocorrências e as medidas de controle adotadas
Pouco Provável não eliminam totalmente a possibilidade de recorrência; e/ou a
exposição ao perigo não é constante, mas ocorre de forma
intermitente.
Existem registros de ocorrências e as medidas de controle adotadas
Provável não são suficientemente eficazes para garantir totalmente à
possibilidade de recorrência e/ou a exposição ao perigo é constante.

COLUNA 23 – LEGISLAÇÃO ( L)
Nesta coluna, deve-se discriminar a legislação associada à fonte ou situação de
perigo sob análise ( vide comentários adicionais no tópico a seguir que
aborda a operacionalização desta planilha via software).

COLUNA 24 – OUTROS REQUISITOS ( O )


Nesta coluna, deve-se discriminar a existência de outros requisitos ( O ) associados
à fonte ou situação de perigo sob análise ( vide comentários adicionais no tópico a seguir
que aborda a operacionalização desta planilha via software ).

COLUNA 25 – PARTES INTERESSADAS ( P )


Nesta coluna, deve-se discriminar a existência de demandas de partes interessadas (
P ) associadas à fonte ou situação de perigo sob análise ( vide comentários adicionais no
tópico a seguir que aborda a operacionalização desta planilha via software ).

COLUNA 26 – RISCO

14 Segurança e Prevenção
Treiname
nto
MATRIZ SEVERIDADE DA LESÃO, DOENÇA OU DANO

Probabilidad Extremamente
e da Leve Sério Grave
leve
Ocorrência

Risco Risco Risco Risco


Improvável
Trivial Tolerável Pequeno Substancial

Pouco Risco Risco Risco Risco


provável Tolerável Pequeno Substancial Intolerável

Provável Risco Risco Risco Risco


Pequeno Substancial Intolerável Intolerável

COLUNA 27 - AÇÃO

PLANO DE AÇÃO PARA O RESULTADO DA IDENTIFICAÇÃO,


AVALIAÇÃO E CONTROLE DOS RISCOS E PERIGOS

Risco Ação
Nenhuma ação é necessária e/ou nenhum registro documental precisa
Trivial
ser mantido.

Nenhum controle adicional é necessário;


Considerações podem ser feitas para avaliar soluções mais efetivas e de
menor custo ou ainda melhorias que não envolvem custos adicionais;
Tolerável e/ou
Monitoração é requerida para assegurar que os controles sejam
mantidos.
Procedimentos e/ou objetivos, metas e planos de ação são opcionais.

15 Segurança e Prevenção
Treiname
Esforços devem ser feitos para reduzir o risco. Os nto
custos de prevenção
devem ser cuidadosamente estimados e definidos;
Devem-se estabelecer prazos para implementação das medidas de
redução do risco; e / ou onde risco moderado esteja associado a
conseqüências extremamente prejudiciais, uma avaliação adicional
Pequeno pode ser necessária para estabelecer mais precisamente a
probabilidade de ocorrência de prejuízo, como meio para determinar a
necessidade de medidas de controle melhoradas.
Procedimentos de controle operacional e/ou planos de emergência são
obrigatórios.
Objetivos, Metas e Planos de ação são opcionais.
O trabalho não deve ser iniciado até que o risco tenha sido reduzido e
ou eliminado.
Recursos consideráveis podem ter que ser apropriados para reduzir ou
Substâncial eliminar o risco.
Quando o trabalho se encontrar em progresso, ação urgente deve ser
adotada.
Procedimentos de controle operacional e/ou planos de emergência são
obrigatórios e deve-se avaliar a necessidade de definirem-se objetivos,
metas e planos de ação.
O trabalho não deve ser iniciado ou continuado até que o risco tenha
sido reduzido ou eliminado.
Caso não seja possível reduzir o risco, o trabalho deve permanecer
Inaceitável proibido.
Procedimentos de controle operacional, planos de emergência e
objetivos, metas e planos de ação são obrigatórios.

Caso exista legislação ou outros requisitos associados ao perigo em


Nota:
questão, constar no mínimo controles operacionais e monitoramentos.

RISCO E PERIGO

CONCEITO BÁSICO
Para que esses aspectos possam ficar bem claros, vamos recorrer a conceitos
idênticos, já claros na área de insalubridade, pelo fato de estarem bem firmados,
não mais apresentam entre os peritos especializados, as dúvidas que, no campo da
eletricidade, estão gerando discussões subjetivas, principalmente por aqueles que
não têm formação técnica na área elétrica.

Definições:

VENENO - É toda substância que, introduzida e/ou absorvida pelo


organismo, produz desde distúrbios simples até a morte.

Por esta definição, vemos que qualquer substância pode produzir


envenenamento. A água pode envenenar? Pode. É tudo uma questão de tempo
e volume.
16 Segurança e Prevenção
Treiname
nto
É realmente difícil alguém envenenar-se com água mas, não é impossível.
Porém, é bem mais comum, por exemplo; um envenenamento com Benzeno,
Cianeto, etc.
O que, então, diferencia a água dessas outras substâncias mais facilmente
identificadas como veneno?
É a sua Periculosidade ( Perigo ), que não devemos confundir com a
Toxicidade ( Risco ).
Assim, toxicidade é a capacidade de uma substância produzir um efeito sobre
uma determinada pessoa. Em outras palavras, é a potência da substância.
Ela é avaliada segundo o efeito que produz num ser vivo, e periculosidade é a
capacidade de se materializar o risco, isto é, a capacidade de uma substância
atingir uma concentração efetiva dentro do organismo e no local da ação.
No que diz respeito ao risco elétrico, recorrendo ao pesquisador de riscos,
Willie Hammer ( Handbook of System ), temos:

RISCO - É uma ou mais condições de uma variável, com potencial necessário


para causar danos a pessoas, estragos a equipamentos ou estruturas,
perda de material em processo, ou redução de capacidade de
desempenho de uma função pré-determinada.

PERIGO - Expressa uma exposição relativa a um risco, que favorece a sua


materialização em danos.

Então podemos concluir que o " Risco Acentuado " ou " Condições de
Periculosidade ", referidos na legislação, nada mais é do que " Perigo ", e assim,
só pode existir perigo quando o risco estiver fora de controle.

E para ilustrar, citamos um exemplo tirado do livro: " Handbook of System


and Product Safety ", de Willie Hammer:
Um transformador de alta tensão possui um risco inerente de eletrocussão,
uma vez que esteja energizado.
Haverá risco acentuado ( perigo ), se o transformador estiver, por exemplo,
na área de circulação de pessoas.
O risco estará sob controle, quando o transformador estiver cercado por tela,
com altura adequada, devidamente aterrada e sinalizada, não existindo risco
acentuado, e não há o que se pensar em condições de periculosidade.
Assim, competirá aos profissionais habilitados, provar que o risco elétrico
pode estar presente, é o que geralmente ocorre no dia-a-dia ( as atividades com
eletricidade oferecem um risco específico, da mesma forma que outras atividades
também oferecem seu risco ), mas pode e deve estar sob controle.

Risco ( risk ) A combinação da probabilidade de ocorrência e da conseqüência


de um determinado evento perigoso.

17 Segurança e Prevenção
Treiname
nto
Perigo ( hazard ) Uma fonte ou uma situação com potencial para provocar danos
em termos de lesão, doença, dano á propriedade, ao meio
ambiente

Estudo e Elaboração

Sebastião Antonio Marques


Técnico em Higiene e Segurança do Trabalho
Técnico em Administração de Empresas
Técnico em Segurança no Trânsito

JESUS TE AMA.

18 Segurança e Prevenção

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