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Guia de Instalação do Profibus DP e PA

O artigo aborda a instalação e configuração básica do Profibus, um padrão de rede de campo amplamente utilizado na automação industrial. Destaca as soluções Profibus DP e PA, suas vantagens funcionais e econômicas, além da importância de seguir normas de segurança durante a instalação. A necessidade de terminação adequada e cuidados com a configuração para evitar problemas de comunicação também é enfatizada.

Enviado por

Rose Santana
Direitos autorais
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Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
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Guia de Instalação do Profibus DP e PA

O artigo aborda a instalação e configuração básica do Profibus, um padrão de rede de campo amplamente utilizado na automação industrial. Destaca as soluções Profibus DP e PA, suas vantagens funcionais e econômicas, além da importância de seguir normas de segurança durante a instalação. A necessidade de terminação adequada e cuidados com a configuração para evitar problemas de comunicação também é enfatizada.

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Uma visão de Profibus, desde a instalação até a configuração

básica – Parte 1
César Cassiolato, Diretor de Marketing, Qualidade e Assistência Técnica da SMAR
Equipamentos Industriais Ltda.
Ana Cecília Della Torre, Engenheira Eletricista da SMAR Equipamentos Industriais Ltda.

INTRODUÇÃO
É notório o crescimento do Profibus em nível mundial e principalmente no Brasil. Decidimos
escrever este artigo, detalhando desde a instalação até a configuração básica, pois temos visto
na prática muita instalação de forma inadequada, assim como erros básicos na configuração
básica que têm estendido o tempo de comissionamento e start-up e, conseqüentemente,
gerado uma degradação da qualidade da performance da rede. Dividimos este artigo, pela sua
extensão e abrangência em seis partes. Esta é a primeira parte.

PROFIBUS
O Profibus é um padrão de rede de campo aberto e independente de fornecedores, onde a
interface entre eles permite uma ampla aplicação em processos e manufatura. Esse padrão é
garantido segundo as normas EN 50170 e EN 50254, além da IEC 611158-2 no caso do
Profibus PA.

O Profibus DP é a solução de alta velocidade (high speed) do Profibus. Seu desenvolvimento


foi otimizado especialmente para comunicações entre os sistemas de automação e
equipamentos descentralizados, voltada para sistemas de controle, onde se destaca o acesso
aos dispositivos de I/O distribuídos.

O Profibus DP utiliza a RS485 como meio físico, ou a fibra ótica em ambientes com
susceptibilidade a ruídos ou que necessitem de cobertura a grandes distâncias.

O Profibus PA é a solução Profibus que atende aos requisitos da automação de processos,


onde se tem a conexão em processos com equipamentos de campo, tais como: transmissores
de pressão, temperatura, conversores, posicionadores, etc. Esta rede pode ser usada em
substituição ao padrão 4 a 20 mA.
Existem vantagens potenciais da utilização dessa tecnologia, onde resumidamente destacam-
se as vantagens funcionais (transmissão de informações confiáveis, tratamento de status das
variáveis, sistema de segurança em caso de falha, equipamentos com capacidades de
autodiagnose, rangeabilidade dos equipamentos, alta resolução nas medições, integração com
controle discreto em alta velocidade, aplicações em qualquer segmento, etc.). Além dos
benefícios econômicos pertinentes às instalações (redução de até 40% em alguns casos em
relação aos sistemas convencionais), custos de manutenção (redução de até 25% em alguns
casos em relação aos sistemas convencionais) e menor tempo de start-up, oferece um
aumento significativo em funcionalidade, disponibilidade e segurança.

O Profibus PA permite a medição e o controle por um barramento a dois fios. Também permite
alimentar os equipamentos de campo e as aplicações em áreas intrinsecamente seguras, bem
como a manutenção e a conexão/desconexão de equipamentos até mesmo durante a
operação, sem interferir em outras estações em áreas potencialmente explosivas. O Profibus
PA foi desenvolvido em cooperação com os usuários da Indústria de Controle e Processo
(NAMUR), satisfazendo as exigências especiais dessa área de aplicação:

1. O perfil original da aplicação para a automação do processo e interoperabilidade dos


equipamentos de campo dos diferentes fabricantes;
2. Adição e remoção de estações de barramentos mesmo em áreas intrinsecamente
seguras sem influência para outras estações;
3. Uma comunicação transparente através dos acopladores do segmento entre o
barramento de automação do processo (Profibus PA) e do barramento de automação
industrial (Profibus DP);

4. Alimentação e transmissão de dados sobre o mesmo par de fios baseado na tecnologia


IEC 61158-2;

5. Uso em áreas potencialmente explosivas, intrinsecamente segura.

A conexão dos transmissores, conversores e posicionadores em uma rede Profibus DP é feita


por um coupler DP/PA. O par trançado a dois fios é utilizado na alimentação e na comunicação
de dados para cada equipamento, facilitando a instalação e resultando em baixo custo
dehardware, menor tempo para start-up, manutenção livre de problemas, baixo custo
do software de engenharia e alta confiança na operação.

O protocolo de comunicação Profibus PA utiliza o mesmo protocolo de comunicação Profibus


DP, onde o serviço de comunicação e telegramas são idênticos. Na verdade, o Profibus PA =
Profibus DP - protocolo de comunicação + serviços acíclico estendido + IEC 61158, também
conhecida como nível H1.

O Profibus permite uma integração uniforme e completa entre todos os níveis da automação e
as diversas áreas de uma planta. Isto significa que a integração de todas as áreas da planta
pode ser realizada com um protocolo de comunicação que usa diferentes variações.

No nível de campo, a periferia distribuída, tais como: módulos de E/S, transdutores,


acionamentos (drives), válvulas e painéis de operação, trabalham em sistemas de automação,
através de um eficiente sistema de comunicação em tempo real, o Profibus DP ou PA. A
transmissão de dados do processo é efetuada ciclicamente, enquanto alarmes, parâmetros e
diagnósticos são transmitidos somente quando necessário, de maneira acíclica.

Este artigo apresenta detalhes de instalações em Profibus DP e Profibus PA.


Sempre que possível, consulte a EN50170 para as regulamentações físicas, assim como as
práticas de segurança de cada área.
É necessário agir com segurança nas medições, evitando contatos com terminais e fiação, pois
a alta tensão pode estar presente e causar choque elétrico. Lembre-se que cada planta e cada
sistema têm seus detalhes de segurança. Se informar deles antes de iniciar o trabalho é muito
importante.

Para minimizar o risco de problemas potenciais relacionados à segurança, é preciso seguir as


normas de segurança e de áreas classificadas locais aplicáveis que regulam a instalação e
operação dos equipamentos. Estas normas variam de área para área e estão em constante
atualização. É responsabilidade de o usuário determinar quais normas devem ser seguidas em
suas aplicações e garantir que a instalação de cada equipamento esteja de acordo com as
mesmas.
Uma instalação inadequada ou o uso de um equipamento em aplicações não recomendadas
podem prejudicar a performance de um sistema e conseqüentemente a do processo, além de
representar uma fonte de perigo e acidentes. Devido a isto, recomenda-se utilizar somente
profissionais treinados e qualificados para instalação, operação e manutenção.

SINAL FÍSICO NO PROFIBUS PA


Os equipamentos Profibus PA utilizam o modo de tensão 31,25 Kbit/s para a modulação física.
Todos os outros equipamentos no barramento devem usar o mesmo tipo de
modulação Manchester e devem ser conectados em paralelo ao longo do mesmo par de fios.
No mesmo barramento podem ser usados vários tipos de equipamentos Profibus PA de
diferentes fabricantes.

Estes equipamentos são alimentados via barramento, sendo que alguns podem ser
alimentados externamente, não absorvendo a energia do barramento Profibus PA.
O sinal de comunicação utilizado é um sinal AC (de 750mV a 1000mV) sobreposto ao sinal DC
de alimentação.
Em áreas perigosas, o número de equipamentos deve ser limitado por barreira de segurança
de acordo com as restrições de segurança da área e limites do coupler DP/PA.

Figura 1.1 – Rede Profibus.

A Figura 1.2 ilustra como conectar um equipamento PA à rede Profibus.

Figura 1.2 – Modo de ligação de um equipamento à rede Profibus PA.

MEIO FÍSICO, CABEAMENTO E INSTALAÇÃO – PROFIBUS DP


A transmissão RS 485 é a tecnologia de transmissão mais utilizada no Profibus, embora a fibra
ótica possa ser usada em casos de longas distâncias (maior do que 80 km). Vale lembrar que
os equipamentos Profibus DP não são alimentados pelo barramento. Seguem abaixo as
principais características:

1. Transmissão assíncrona NRZ;


2. Baud rate de 9.6 kbit/s a 12 Mbit/s, único no barramento e selecionável (de acordo com
o equipamento que suportar o menor baud rate);

3. Par trançado com blindagem;

4. 32 estações por segmento, máximo de 127 estações;

5. Distância dependente da taxa de transmissão (Veja Tabela 1.1);

6. Distância expansível até 10 km com o uso de repetidores;

7. Atenuação máxima de 9 dB ao longo de todo o comprimento do segmento;


8. 9 PIN, D-Sub conector (mais comum).

O Profibus normalmente se aplica em áreas envolvendo alta taxa de transmissão e instalação


simples a um baixo custo. A estrutura do barramento permite a adição e remoção de estações
sem influências em outras estações com expansões posteriores e sem nenhum efeito em
estações que já estão em operação.
Quando o sistema é configurado, apenas uma única taxa de transmissão é selecionada para
todos os dispositivos no barramento.

Há necessidade da terminação ativa no barramento no começo e no fim de cada segmento,


conforme apresenta a Figura 1.3, sendo que, para manter a integridade do sinal de
comunicação, ambos terminadores devem ser energizados, sendo possível perceber a
existência do sinal de Vp. É recomendado utilizá-lo somente para alimentar os terminadores,
pois qualquer inadequação neste sinal pode gerar uma situação de falha de comunicação.

Figura 1.3 – Cabeamento e Terminação para Transmissão RS-485 no Profibus.

O comprimento da rede é um fator muito importante a ser analisado, pois quanto maior ele for,
maior pode ser a distorção dos sinais. O terminador é uma impedância que se acrescenta na
rede Profibus a fim de evitar este problema, pois este tem a função de casar a impedância da
rede, minimizando erros de comunicação por distorções de sinais. Vale a pena lembrar que se
não houver um terminador na rede, o cabeamento irá funciona como uma antena, facilitando a
distorção de sinais e aumentando a susceptibilidade a ruídos. A impedância característica é o
valor da carga, que colocada no final desta linha, não reflete nenhuma energia. Em outras
palavras, é o valor da carga que proporciona um coeficiente de reflexão zero, ou ainda, uma
relação de ondas estacionárias igual a um.

Tanto a rede Profibus DP quanto a rede Profibus PA exigem terminadores, pois sua ausência
causa o desbalanceamento, provocando atraso de propagação, assim como oscilações
ressonantes amortecidas, causando transposição dos níveis lógicos (thresholds), além de
melhorar a margem de ruído estático. No Profibus DP, os terminadores são ativos, isto é, são
alimentados. Veja a Figura 1.4.

Figura 1.4 – Terminador de Barramento Profibus DP.


CUIDADOS NECESSÁRIOS COM TERMINADORES NA REDE PROFIBUS-DP
Devido ao fato dos terminadores serem ativos, um erro muito comum é colocar como escravo
DP as estações de trabalho, onde em uma queda de energia ou reset do microcomputador as
linhas de alimentação oscilam, desbalanceando a rede.
Na Figura 1.5 a terminação ativa na posição incorreta (esquerda) mostra que tanto o nível
quanto a forma de onda são degradados. A ativação incorreta do terminador causa
descasamento de impedância e reflexões do sinal, uma vez que além do terminador há um
cabo com tal impedância.

Figura 1.5 – Forma de Onda na RS485 I (PROFIBUS DP).

A falta de terminação, ilustrada na forma de onda à esquerda da Figura 1.6, promove o não
casamento de impedância, fazendo com que o cabo Profibus fique susceptível à reflexão de
sinal, atuando como uma antena. Na forma de onda à direita, é possível observar a terminação
adequada.

Figura 1.6 – Forma de Onda na RS485 II (Profibus DP).

É notório o crescimento do Profibus em nível mundial e principalmente no Brasil. Decidimos


escrever este artigo, detalhando desde a instalação até a configuração básica, pois temos visto
na prática muita instalação de forma inadequada, assim como erros básicos na configuração
básica que têm estendido o tempo de comissionamento e start-up, e conseqüentemente gerado
uma degradação da qualidade da performance da rede. Dividimos este artigo, pela sua
extensão e abrangência em seis partes. Esta é a segunda parte.

Profibus
O Profibus é um padrão de rede de campo aberto e independente de fornecedores, onde a
interface entre eles permite uma ampla aplicação em processos e manufatura. Esse padrão é
garantido segundo as normas EN 50170 e EN 50254, além da IEC 611158-2 no caso do
Profibus PA.

O Profibus DP é a solução de alta velocidade (high-speed) do Profibus. Seu desenvolvimento


foi otimizado especialmente para comunicações entre os sistemas de automação e
equipamentos descentralizados, voltada para sistemas de controle, onde se destaca o acesso
aos dispositivos de I/O distribuídos.

O Profibus DP utiliza a RS485 como meio físico, ou a fibra ótica, em ambientes com
susceptibilidade a ruídos ou que necessitem de cobertura a grandes distâncias.

O Profibus PA é a solução Profibus que atende aos requisitos da automação de processos,


onde se tem a conexão em processos com equipamentos de campo, tais como: transmissores
de pressão, temperatura, conversores, posicionadores, etc. Esta rede pode ser usada em
substituição ao padrão 4 a 20 mA.

Existem vantagens potenciais da utilização dessa tecnologia, onde resumidamente destacam-


se as vantagens funcionais (transmissão de informações confiáveis, tratamento de statusdas
variáveis, sistema de segurança em caso de falha, equipamentos com capacidades de
autodiagnose, rangeabilidade dos equipamentos, alta resolução nas medições, integração com
controle discreto em alta velocidade, aplicações em qualquer segmento, etc.). Além dos
benefícios econômicos pertinentes às instalações (redução de até 40% em alguns casos em
relação aos sistemas convencionais), custos de manutenção (redução de até 25% em alguns
casos em relação aos sistemas convencionais) e menor tempo de start-up, oferece um
aumento significativo em funcionalidade, disponibilidade e segurança.

O Profibus PA permite a medição e controle por um barramento a dois fios. Também permite
alimentar os equipamentos de campo e aplicações em áreas intrinsecamente seguras, bem
como a manutenção e a conexão/desconexão de equipamentos até mesmo durante a
operação, sem interferir em outras estações em áreas potencialmente explosivas. O Profibus
PA foi desenvolvido em cooperação com os usuários da Indústria de Controle e Processo
(NAMUR), satisfazendo as exigências especiais dessa área de aplicação:

 O perfil original da aplicação para a automação do processo e interoperabilidade dos


equipamentos de campo dos diferentes fabricantes;
 Adição e remoção de estações de barramentos mesmo em áreas intrinsecamente
seguras sem influência para outras estações;

 Uma comunicação transparente através dos acopladores do segmento entre o


barramento de automação do processo (Profibus PA) e do barramento de automação
industrial (Profibus DP);

 Alimentação e transmissão de dados sobre o mesmo par de fios baseado na tecnologia


IEC 61158-2;

 Uso em áreas potencialmente explosivas, intrinsecamente segura.

A conexão dos transmissores, conversores e posicionadores em uma rede Profibus DP é feita


por um coupler DP/PA. O par trançado a dois fios é utilizado na alimentação e na comunicação
de dados para cada equipamento, facilitando a instalação e resultando em baixo custo
dehardware, menor tempo para start-up, manutenção livre de problemas, baixo custo
do softwarede engenharia e alta confiança na operação.
O protocolo de comunicação Profibus PA utiliza o mesmo protocolo de comunicação Profibus
DP, onde o serviço de comunicação e telegramas são idênticos. Na verdade, o Profibus PA =
Profibus DP - protocolo de comunicação + serviços acíclico estendido + IEC 61158, também
conhecida como nível H1.
O Profibus permite uma integração uniforme e completa entre todos os níveis da automação e
as diversas áreas de uma planta. Isto significa que a integração de todas as áreas da planta
pode ser realizada com um protocolo de comunicação que usa diferentes variações.
No nível de campo, a periferia distribuída, tais como: módulos de E/S, transdutores,
acionamentos (drives), válvulas e painéis de operação, trabalham em sistemas de automação,
através de um eficiente sistema de comunicação em tempo real, o Profibus DP ou PA. A
transmissão de dados do processo é efetuada ciclicamente, enquanto alarmes, parâmetros e
diagnósticos são transmitidos somente quando necessário, de maneira acíclica.

Este artigo apresenta detalhes de instalações em Profibus DP e Profibus PA.


Sempre que possível, consulte a EN50170 e a IEC60079-14 para as regulamentações físicas,
assim como para as práticas de segurança em instalações elétricas em atmosferas explosivas.

É necessário agir com segurança nas medições, evitando contatos com terminais e fiação, pois
a alta tensão pode estar presente e causar choque elétrico. Lembre-se que cada planta e
sistema tem seus detalhes de segurança. Informar-se deles antes de iniciar o trabalho é muito
importante.

Para minimizar o risco de problemas potenciais relacionados à segurança, é preciso seguir as


normas de segurança e de áreas classificadas locais aplicáveis que regulam a instalação e
operação dos equipamentos. Estas normas variam de área para área e estão em constante
atualização. É responsabilidade do usuário determinar quais normas devem ser seguidas em
suas aplicações e garantir que a instalação de cada equipamento esteja de acordo com as
mesmas.

Uma instalação inadequada ou o uso de um equipamento em aplicações não recomendadas


podem prejudicar a performance de um sistema e conseqüentemente a do processo, além de
representar uma fonte de perigo e acidentes. Devido a isto, recomenda-se utilizar somente
profissionais treinados e qualificados para instalação, operação e manutenção.
Dando continuidade à primeira parte, temos:

Repetidores
Para casos com mais de 32 estações ou para redes densas, devem ser utilizados repetidores.
Segundo a EN50170, um máximo de quatro repetidores são permitidos entre duas estações
quaisquer. Dependendo do fabricante e das características do repetidor, é permitido instalar até
nove repetidores em cascata. Recomenda-se não utilizar uma quantidade maior que a
permitida, devido aos atrasos embutidos na rede e ao comprometimento com o slot time (tempo
máximo que o mestre irá esperar por uma resposta do slave). Veja Figuras 1.1 e 1.2.
Figura 1.1 - Segmentação em Instalações Profibus.

Figura 1.2 – Regra Geral de Segmentação, Repetidor e bus Terminador.

O comprimento máximo do cabeamento depende da velocidade de transmissão, conforme a


Tabela 1.1.

Cabo Tipo A
Baund Rate
(Kbits)
9,6 19,2 93,75 187,5 500 1500 3000 6000 12000

Cumprimento /
Segmento (m)
1200 1200 1200 1000 400 200 100 100 100

Tabela 1.1 – Comprimento em Função da Velocidade de Transmissão com Cabo Tipo A.


O padrão Profibus considera a capacitância máxima para cada taxa de comunicação. A Tabela
1.2 apresenta os comprimentos máximos dos troncos principais e dos spurs em função do baud
rate. A topologia e a distribuição do cabeamento são fatores que devem ser considerados para
a proteção de EMI (Emissão Eletromagnética).

É válido ressaltar que em altas freqüências os cabos se comportam como um sistema de


transmissão com linhas cruzadas e confusas, refletindo energia e espalhando-a de um circuito
a outro. Deve-se manter em boas condições as conexões, pois conectores inativos podem
desenvolver resistência ou se tornar detectores de RF.

Baud Rate Tronco Spur Máximo Máxima


(kbit/s) Máximo (m) (m) Expansão (m)
9.6 500 500 10000
19.2 500 500 10000
93.75 900 100 10000
187,5 967 33 10000
500 380 20 4000
1500 193.4 6.6 2000
3000 100 0 1000
6000 100 0 1000
12000 100 0 1000

Tabela 1.2 – Comprimentos Máximos dos Troncos Principais e dos Spurs em função do Baud
Rate.

A recomendação é acrescentar um repetidor onde há a necessidade em criar braços além do


tronco principal. Na prática, pode-se ter uma margem de 5% destes comprimentos máximos,
não havendo a necessidade de comprar um repetidor quando se ultrapassa os limites dentro
desta proporção. Utiliza-se a seguinte regra para determinar a máxima distância entre duas
estações conforme a taxa de comunicação, considerando o número de repetidores:

(Nrep+1)*seg

Onde Nrepseg é o número máximo de repetidores em série e seg é o comprimento máximo de


um segmento de acordo com o baud rate.
Por exemplo, a uma taxa de 1500kbit/s (de acordo com a Tabela 1.1, é possível obter a
distância máxima de 200m), o fabricante de um determinado repetidor recomenda que se utilize
no máximo nove repetidores em série, é possível obter:

(9+1)*200=2000(m)

Outro detalhe a ser observado na prática, de acordo com a Figura 1.2, é o uso dos
terminadores de barramento, onde preferencialmente o mestre está localizado no início do
barramento com um terminador ativo e o último escravo, o mais distante do mestre, também
possui terminador ativo. Isto significa que o último escravo deve permanecer alimentado o
tempo todo e durante sua manutenção ou reposição, pode haver comunicação intermitente
com os outros devices.

Devido à arquitetura e/ou topologia, algo como a Figura 1.3 é obtido, onde o mestre está
localizado no meio do barramento. Os terminadores devem estar localizados no primeiro
escravo (o mais à esquerda do mestre) e no último (o mais distante), mantendo-os sempre
energizados. Durante a manutenção ou reposição, pode haver comunicação intermitente com
os outros devices.

Figura 1.3 – Mestre Localizado no Meio do Barramento.

ATENÇÃO
Alguns repetidores não se programam automaticamente com a taxa de comunicação e nem
mesmo possuem indicação luminosa de alimentação ativa. É comum o uso de repetidores onde
se tem diferença de potencial de terra, assim como para isolar galvanicamente duas áreas.
Alguns fornecedores de CCMs já incluem repetidores em suas soluções.

É aconselhado evitar colocar estações baseadas em PC como último elemento da rede, pois
durante o reset a linha de +5V no conector 9-in sub D fica desabilitada e pode causar
comunicação intermitente. Neste caso, costuma-se utilizar terminação ativa.
As características desejáveis de um cabo Profibus DP são:

 Área condutora: 0.34 mm2 (AWG 22);


 Impedância: 35 a 165 Ω (nominal 150 Ω) nas freqüências de 3 a 20 Mhz;

 Capacitância: < 30 pF/m;

 Resistência de Loop: < 110 Ω/km;

 Para o cabo tipo A, a maior distância é 1900m.

A resistência de loop é determinada da seguinte maneira: através de um curto-circuito entre os


conectores em uma das extremidades do cabo, mede-se a resistência entre os dois conectores
na outra extremidade com um multímetro e aplicam-se os valores à seguinte fórmula:

Onde o valor medido (Ω) = Rm (valor este que será usado posteriormente). O valor de Rs deve
ser < 110 Ω/Km.

É necessário lembrar que cabos com capacitâncias maiores podem deformar as bordas e as
formas do sinal de comunicação com a taxa de comunicação e a comunicação intermitente
pode prevalecer. Cabos onde a resistência de loop é muito alta e a capacitância for menor que
30pF/m podem ser utilizados, mas a atenção deve estar voltada para a atenuação do sinal.
Os fabricantes de cabos recomendam a temperatura de operação entre -40ºC a +60ºC. Deve-
se verificar os pontos críticos de temperatura por onde o cabeamento passa e se o cabo
suporta a mesma. Como exemplo, tem-se que a resistência de loop de um cabo tipo A Profibus
RS485 é 110 Ω a 20 ºC, podendo haver um aumento de 0,4% ºC.

Existem algumas regras que devem ser seguidas em termos do cabeamento e separação entre
outros cabos, quer sejam de sinais ou de potência. Deve-se preferencialmente utilizar
bandejamentos ou calhas metálicas, observando as distâncias conforme Tabela 1.3. Nunca se
deve passar o cabo Profibus PA ao lado de linhas de alta potência, pois a indução é uma fonte
de ruído e pode afetar o sinal de comunicação.

Cabos
com e Cabos
Qualquer
Cabo de sem com e
cabo sujeito
comunicação shield: sem
à exposição
Profibus 60Vdc ou shield >
de raios
25Vac e 400Vac
< 400Vac
Cabo de comunicação
10 cm 20 cm 50 cm
Profibus
Cabos cocm e sem shield 10 cm 10 cm 50 cm
60 Vdc ou 25 Vac e < 400
Vac
Cabos com e sem shield: > 400
Vac
20 cm 10 cm 50 cm

Qualquer cabo sujeito à


50 cm 50 cm 50 cm
exposição de raios

Tabela 1.3 – Distâncias de Separação entre Cabeamentos.

Em termos de cabo, não existe nenhuma nomenclatura padrão, mas na prática tem-se
adotado:

 Para condutores: verde (A);


 Para as linhas de dados: vermelho (B), sendo o B positivo e o A negativo.

É conveniente que se utilize as linhas A e B de forma continuada ao longo de todo barramento,


evitando inversões e cruzar os cabos. Se não for possível evitar o cruzamento de cabos,
aconselha-se realizar cruzamentos perpendiculares.

Shield e Aterramento

O shield (a malha, assim como a lâmina de alumínio) deve ser conectado ao terra funcional do
sistema em ambas as extremidades do cabo, de tal forma a proporcionar uma ampla área de
conexão com a superfície condutiva aterrada.

Ao passar o cabo, deve-se ter o cuidado de que somente o shield esteja aterrado nestes dois
pontos. A máxima proteção se dá com os dois pontos aterrados, onde se proporciona um
caminho de baixa impedância aos sinais de alta freqüência.

Em casos onde se tem um diferencial de tensão entre os pontos de aterramento e não se


consegue passar junto ao cabeamento uma linha de equalização de potencial (a própria calha
metálica pode ser usada ou um cabo AWG 10-12), é indicado que se aterre somente um ponto.
Veja Figura 1.4.
Quando se tem o aterramento nas duas extremidades, a proteção é mais efetiva para uma
ampla faixa de freqüência, ao contrário do aterramento em uma só extremidade, onde é mais
eficaz para as baixas freqüências.

Figura 1.4 – Linha de Equipotencial.

Em termos de cabeamento, é recomendado o par de fios trançados com 100% de cobertura


do shield. As melhores condições de atuação doshield se dão com pelo menos 80% de
cobertura. Ao aterrar o shield em um só ponto, deve-se realizar na outra extremidade o devido
acabamento, evitando que a malha metálica encoste e dê contato com pontos indesejáveis, por
isso é necessário isolá-lo adequadamente.
Quando se fala em shield e aterramento, na prática existem outras maneiras de tratar este
assunto, onde há muitas controvérsias, como por exemplo, o aterramento do shield pode ser
feito em cada estação através do conector 9-pin sub D (veja Figura 1.5), onde a carcaça do
conector dá contato com o shield neste ponto e ao conectar na estação é aterrado. Este caso,
porém, deve ser analisado pontualmente e verificado em cada ponto a graduação de potencial
dos terras e se necessário, equalizar estes pontos.

Em áreas perigosas deve-se sempre fazer o uso das recomendações dos órgãos certificadores
e das técnicas de instalação exigidas pela classificação das áreas. Um sistema intrinsecamente
seguro deve possui componentes que devem ser aterrados e outros que não. O aterramento
tem a função de evitar o aparecimento de tensões consideradas inseguras na área classificada.
Na área classificada evita-se o aterramento de componentes intrinsecamente seguros, a menos
que o mesmo seja necessário para fins funcionais, quando se emprega a isolação galvânica. A
normalização estabelece uma isolação mínima de 500 Vca. A resistência entre o terminal de
aterramento e o terra do sistema deve ser inferior a 1Ω. No Brasil, a NBR-5418 regulamenta a
instalação em atmosferas potencialmente explosivas.
Um outro cuidado que deve ser tomado é o excesso de terminação. Alguns dispositivos
possuem terminação on-board.
Figura 1.5 – Detalhe do Conector Típico 9-Pin Sub D.

A Figura 1.6 apresenta detalhes de cabeamento, shield e aterramento quando se tem áreas
distintas.
Quanto ao aterramento, recomenda-se agrupar circuitos e equipamentos com características
semelhantes de ruído em distribuição em série e unir estes pontos em uma referência paralela.
Recomenda-se aterrar as calhas e bandejamentos.

Um erro comum é o uso de terra de proteção como terra de sinal. Vale lembrar que este terra é
muito ruidoso e pode apresentar alta impedância. É interessante o uso de malhas de
aterramento, pois apresentam baixa impedância. Condutores comuns com altas freqüências
apresentam a desvantagem de terem alta impedância. Os loops de correntes devem ser
evitados. O sistema de aterramento deve ser visto como um circuito que favorece o fluxo de
corrente sob a menor indutância possível. O valor de terra deve ser menor do que 10 Ω.

Figura 1.6 – Detalhe de Cabeamento em Áreas Distintas com Potenciais de Terras


Equalizados.
Figura 1.7 – Detalhe da Preparação do Cabo Profibus.

Algumas recomendações:

 Deve-se evitar splice, ou seja, qualquer parte da rede que tenha comprimento
descontínuo de um meio condutor especificado, por exemplo, remoção de blindagem,
troca do diâmetro do fio, conexão a terminais nus, etc. Em redes com comprimento
total maior que 400m, a somatória dos comprimentos de todos os splices não deve
ultrapassar 2% do comprimento total e ainda, em comprimentos menores que 400m,
não deve exceder 8m.
 Em áreas sujeitas à exposição de raios e picos de alta voltagem, é indicado utilizar os
protetores de surtos. Toda vez que houver uma distância efetiva maior que 100m na
horizontal ou 10m na vertical entre dois pontos aterrados, recomenda-se o uso de
protetores de transientes. Na prática, na horizontal, entre 50 e 100m, recomenda-se o
uso dos mesmos;

 Quando a taxa de comunicação for maior ou igual a 1.5 MHz, é recomendado ter pelo
menos 1m de cabo entre dois equipamentos DP. A capacitância de entrada dos dois
equipamentos compensará o cabo, a fim de preservar a impedância comum. Quando
se tem uma distância menor, a capacitância de entrada pode causar reflexões. Em
taxas inferiores a [Link] este efeito é bem menor.

 O sinal fieldbus deve ser isolado das fontes de ruídos, como cabos de força, motores,
inversores de freqüência e colocá-los em guias e calhas separadas;

 Quando utilizar cabos multivias, não se deve misturar sinais de vários protocolos;

 Quando possível, utilizar filtros de linha, ferrites para cabo, supressores de transientes,
centelhadores (spark gaps), feedthru e isoladores óticos para proteção;

 Utilizar canaletas de alumínio onde se tem a blindagem eletromagnética externa e


interna. São praticamente imunes as correntes de Foucault devido à boa
condutibilidade elétrica do alumínio;

 Para a taxa de 12 Mbits/s, recomenda-se colocar conectores com indutores de 110 nH,
conforme a Figura 1.8;

 Para cada equipamento, antes de instalá-lo, ler cuidadosamente seu manual e as


recomendações do fabricante;

 Em casos onde existem problemas com distâncias ou alta susceptibilidade a ruídos,


recomenda-se o uso de fibras óticas, onde é possível estender a mais de 80Km (fibras
sintéticas);

 É comum o uso de linkótico. Neste caso, recomenda-se estar atento ao uso de


repetidores. Veja Figura 1.9;

 Sempre verificar o endereçamento. No Profibus DP é comum ser local, através de dip


switches.
Figura 1.8 – Conexão de Conectores e Indutores na Rede Profibus DP.

Figura 1.9 – Repetidores, Terminadores e Link Ópticos.

Meio Físico, Cabeamento e Instalação – PROFIBUS PA


O Profibus PA é um protocolo de comunicação digital bidirecional, que permite a interligação
em rede de vários equipamentos diretamente no campo, realizando funções de aquisição e
atuação, assim como a monitoração de processos e estações (IHMs) através
de softwaressupervisórios. É baseado no padrão ISO/OSI, onde se têm as seguintes
camadas: Physical Layer, Communication Stack e User Application, podendo-se citar o
gerenciamento de forma abrangente com a aplicação e com advento de modelos baseados
em Function Blocks(Blocos Funcionais) mais Device Descriptions (Descrição de Dispositivos).
O Physical Layer (Meio Físico, conhecido como PA ou H1) é definido segundo padrões
internacionais (IEC e ISA). Ele recebe mensagens da camada de comunicação
(Communication Stack) e as converte em sinais físicos no meio de transmissão fieldbus e vice-
versa, incluindo e removendo preâmbulos, delimitadores de começo e fim de mensagens.
O meio físico é baseado na IEC61158-2, com as seguintes características:

 Transferência de dados usando codificação Manchester, com taxa de 31.25kbit/s;


 Para um sinal de comunicação íntegro, cada equipamento deve ser alimentado com no
mínimo 9 volts. O meio físico H1 permite que se alimente os equipamentos via
barramento, sendo que o mesmo par de fios que alimenta o equipamento também
fornece o sinal de comunicação. Existem alguns equipamentos que são alimentados
externamente;

 Comprimento máximo de 1900m/segmento sem repetidores;

 Ao utilizar até 4 repetidores, o comprimento máximo pode chegar a 9.5 Km;

 Um barramento Profibus PA sem segurança intrínseca e alimentação externa à fiação


de comunicação dever suportar de 2 até 32 equipamentos em aplicação;
 O barramento Profibus PA deve ser capaz de se suportar vários equipamentos em
aplicação com segurança intrínseca e sem alimentação (valores típicos para
equipamentos com 10mA de corrente quiescente):

o Explosion Group IIC: 9 equipamentos;`

o Explosion Group IIB: 23 equipamentos.

Obs.: É possível conectar mais equipamentos que o especificado, mas isso depende do
consumo dos equipamentos, fonte de alimentação e características das barreiras de segurança
intrínseca e do modelo FISCO;

 Não deve haver interrupção do barramento com a conexão e desconexão de


equipamentos enquanto estiver em operação;
 Topologia em barramento, árvore, estrela ou mista.

O modelo FISCO tem as seguintes características:

 Haver um único elemento ativo (fonte de alimentação) no barramento de campo,


localizado na área não-classificada;
 Os demais equipamentos na área classificada são passivos;

 Cada equipamento de campo deve ter um consumo mínimo de 10mA;

 Em áreas Ex ia o comprimento máximo do barramento deve ser 1000m e em Ex ib,


5000m;

 Em termos de cabo (sem restrições para cabeamento até 1000m) é necessário ter os
seguintes parâmetros:

 R´:15 ... 150 Ohm/km;

 L´: 0.4 ... 1 mH/km;

 C´: 80 ... 200 nF/km.

Cabo tipo A: 0.8mm2 (AWG18)

 Em termos de terminação:
 R = 90 ... 100 ohms;

 C = 0 ... 2.2 µF.

O conceito FISCO foi otimizado para que seja permitido um número maior de equipamentos de
campo, de acordo com o comprimento do barramento, levando-se em conta a variação das
características do cabo (R', L',C') e terminadores, atendendo categorias e grupos de gases com
uma simples avaliação da instalação envolvendo segurança intrínseca. Com isto, aumentou-se
a capacidade de corrente por segmento e facilitou para o usuário a avaliação. Além disso, ao
adquirir produtos certificados, o usuário não precisa se preocupar mais com cálculos, mesmo
em substituição em operação.
Figura 1.1 – Exemplo de sinal Fieldbus em modo tensão.

Figura 1.2 – Exemplo de codificação Manchester.

A transmissão de um equipamento tipicamente fornece 10mA a 31.25kbit/s em uma carga


equivalente de 50 Ω, criando um sinal de tensão modulado de 750mV a 1.0 V pico a pico. A
fonte de alimentação pode fornecer de 9 a 32 VDC, porém em aplicações seguras (IS) devem-
se atender os requisitos das barreiras de segurança intrínseca.
Figura 1.3 – Modo Tensão 31.25 kbit/s.

O comprimento total do cabeamento é a somatória do tamanho do trunk (barramento principal)


e todos os spurs (derivações maiores que 1m), sendo que com o cabo tipo A é de no máximo
1900m em áreas não seguras. Em áreas seguras é de no máximo 1000mm com o cabo tipo A
e os spurs não podendo exceder 30m.

Tipos de Cabo Recomendados


A IEC61158-2 determina que o meio físico do Profibus PA deve ser um par de fios trançados.
As propriedades de um barramento de campo são determinadas pelas condições elétricas do
cabo utilizado. Embora a IEC61158-2 não especifica tecnicamente o cabo, o cabo tipo A é
altamente recomendado a fim de garantir as melhores condições de comunicação e distâncias
envolvidas.

A Tabela 1.1 apresenta em detalhes as especificações dos diversos cabos à 25ºC. Vale
lembrar que a maioria dos fabricantes de cabos recomendam a temperatura de operação
entre -40ºC a +60ºC. É necessário verificar os pontos críticos de temperatura por onde é
passado o cabeamento e se o cabo suporta a mesma. A resistência do cabo tipo A de 22 Ω/Km
é válida a 25 ºC. Por exemplo, a resistência do cabo tipo A a 50 ºC é 24.58 Ω/Km. Isso deve ser
levado em conta em países quentes como o Brasil.

Tipo A Tipo B Tipo C Tipo D

Um ou mais Diversos
Diversos pares
Par trançado pares pares
Descrição do Cabo não-trançados,
com Shield trançados total trançados
sem Shield
com Shield sem Shield

Área de Seção do 0.8 mm2 (AWG 0.32 mm2 0.13 mm2 0.25 mm2
Condutor Nominal 18) (AWG 22) (AWG 26) (AWG 16)

Máxima Resistência
44 Ω/Km 112 Ω/Km 264 Ω/Km 40 Ω/Km
DC (loop)

Impedância
Característica a 31.25 100 Ω ± 20% 100 Ω ± 30% ** **
KHz

Máxima Atenuação a
3 dB/Km 5 dB/Km 8 dB/Km 8 dB/Km
39 KHz

Máxima Capacitância 2 nF/Km 2 nF/Km ** **


Desbalanceada

Distorção de Atraso
de Grupo (7.9 a 39 1.7 µseg/Km ** ** **
Khz)

Superfície Coberta
90% ** - -
pelo Shield

Recomendação para
Extensão de Rede 1900 m 1200 m 400 m 200 m
(incluindo spurs)

Tabela 1.1 – Características dos Diversos Cabos Utilizados em Profibus-PA.

Comprimento Total do Cabo e Regras de Distribuição e Instalação


O comprimento total do cabo Profibus-PA deve ser totalizado desde a saída do ponto de
conversão DP/PA até o ponto mais distante do segmento, considerando as derivações. Vale
lembrar que braços menores que 1m não entram neste total.

O comprimento total do cabeamento é a somatória do tamanho do trunk (barramento principal)


mais todos os spurs (derivações maiores que 1m), sendo que com cabo do tipo A, é de no
máximo 1900m em áreas não seguras. Em áreas seguras com cabo tipo A, é de no máximo
1000m, considerando que os spurs não podem exceder 30m.

Em termos de instalação e distribuição, é recomendado evitar splice, ou seja, qualquer parte da


rede que tenha um meio condutor especificado e um comprimento descontínuo menor que 1m,
como por exemplo: remoção de blindagem, troca do diâmetro do fio, conexão a terminais nus,
etc. Em redes com comprimento total maior que 400m, a somatória dos comprimentos de todos
os splices não deve ultrapassar 2% do comprimento total e ainda, em comprimentos menores
do que 400m, não deve exceder 8m.

O comprimento máximo de um segmento PA quando se utiliza cabo de tipos diferentes fica


limitado de acordo com a seguinte fórmula:

Onde:

 LA: Comprimento do cabo A;


 LB: Comprimento do cabo B;

 LC: Comprimento do cabo C;

 LD: Comprimento do cabo D;

 LA max: Comprimento máximo permitido com o cabo A (1900m);

 LB max: Comprimento máximo permitido com o cabo B (1200m);

 LC max: Comprimento máximo permitido com o cabo C (400m);

 LD max: Comprimento máximo permitido com o cabo D (200m).


Com relação aos braços (spurs), é necessário estar atento aos comprimentos dos mesmos. A
quantidade de equipamentos PA (deve ser considerado os repetidores quando houver) deve
estar de acordo com a Tabela 1.2. Em áreas classificadas o spur máximo é de 30m.

Comprimento Comprimento Comprimento Comprimento Comprimento


Total de Equipamentos do Spur (m) do Spur (m) do Spur (m) do Spur (m) Considerando
PA por com com com com a Quantidade
Segmentocoupler DP/PA 01 02 03 04 Máxima
Equipamento Equipamento Equipamento Equipamento deSpurs (m)

1-12 120 90 60 30 12 x 120 =1440

13-14 90 60 30 1 14 x 90 = 1260

15-18 60 30 1 1 18 x 60 = 1080

19-24 30 1 1 1 24 x 30 = 720

25-32 1 1 1 1 1 x 32 = 32

Tabela 1.2 - Spur x Número de Equipamentos PA.

Observação: O limite de capacitância do cabo deve ser considerado desde que o efeito no sinal
de um spur seja menor que 300m e se assemelha a um capacitor. Na ausência de dados do
fabricante do cabo, um valor de 0.15 nF/m pode ser usado para cabos Profibus.

Onde:
CT: Capacitância total em nF;
LS: Comprimento do spur em m;
Cs: Capacitância do fio por segmento em nF (padrão: 0.15);
Cd: Capacitância do equipamento PA.

A atenuação associada a esta capacitância é 0.035 dB/nF. Sendo assim, a atenuação total
vale:

Sendo que 14 dB é o que permitirá o mínimo de sinal necessário para haver condições de
detectá-lo com integridade.

Existem algumas regras que devem ser seguidas em termos do cabeamento e separação entre
outros cabos, quer sejam de sinais ou de potência. Deve-se preferencialmente utilizar
bandejamentos ou calhas metálicas, observando as distâncias conforme Tabela 1.3. Nunca se
deve passar o cabo Profibus PA ao lado de linhas de alta potência, pois a indução é uma fonte
de ruído e pode afetar o sinal de comunicação. Além disso, o sinal fieldbus deve ser isolado de
fontes de ruídos, como cabos de força, motores e inversores de freqüência. Recomenda-se
colocá-los em guias e calhas separadas. O ideal é utilizar canaletas de alumínio, onde se tem a
blindagem eletromagnética externa e interna. As correntes deFoucault são praticamente
imunes, devido à boa condutibilidade elétrica do alumínio. Convém lembrar que o cruzamento
entre os cabos deve ser feito em ângulo de 90º.

Cabos com e
Qualquer cabo
Cabo de semshield: Cabos com e
sujeito à
comunicação 60Vdc ou semshield:
exposição de
Profibus 25Vac e < > 400Vac
raios
400Vac

Cabo de 10 cm 20 cm 50 cm
comunicação
Profibus

Cabos com e
sem shield:
10 cm 10 cm 50 cm
60Vdc ou 25Vac
e < 400Vac

Cabos com e
sem shield: 20 cm 10 cm 50 cm
> 400Vac

Qualquer cabo
sujeito à
50 cm 50 cm 50 cm
exposição de
raios

Tabela 1.3 – Distâncias Mínimas de Separação entre Cabeamentos.

Terminadores da Rede PROFIBUS-PA


Dois terminadores de barramento devem estar conectados na rede Profibus-PA, sendo um na
saída do coupler DP/PA e o outro no último equipamento (normalmente o mais distante
docoupler), dependendo da topologia adotada.

Se na distribuição do cabeamento houver uma caixa de junção no final do tronco principal com
vários braços (spurs), o terminador de campo deve ser colocado neste ponto, o que facilitará na
manutenção quando for necessário remover equipamentos.

É preciso se certificar da correta conexão do terminador, lembrando que a falta de


terminadores proporcionam a intermitência da comunicação, uma vez que não há casamento
de impedância e há aumento da reflexão de sinal.

A falta de um terminador ou sua conexão em ponto incorreto também degrada o sinal, uma vez
que também ficará parte do cabeamento como uma antena. Esta ausência pode aumentar em
mais de 70% o sinal e um terminador a mais pode atenuar o sinal em até 30%. A atenuação e
intermitência podem gerar falhas de comunicação.

O terminador da rede PA é composto de um resistor de 100Ω ± 2% e um capacitor de 1µF ±


20% em série.
Figura 1.4 – Formas de Ondas Típicas do H1 de Acordo com a Terminação

Topologias
Em termos de topologia, têm-se as seguintes possibilidades: Estrela (Figura 1.1), Barramento
(Figura 1.2) e Ponto-a-ponto (Figura 1.3). Na prática, normalmente tem-se uma topologia mista.

Vale lembrar que estes exemplos são para uma rede PROFIBUS PA.

Figura 1.1 – Topologia Estrela


Figura 1.2 – Topologia Barramento

Figura 1.3 – Topologia Ponto-a-Ponto

Repetidores
Na rede PROFIBUS PA pode-se ter até 4 repetidores. Estes são usados sempre que se precisa
aumentar a quantidade de equipamentos ou reforçar níveis de sinais que foram atenuados com
a distância de cabeamento ou mesmo expandir o cabeamento até 9500m.

Certifique-se da quantidade de repetidores, suas alimentações e terminadores no final do


segmento (início do repetidor) e na saída do repetidor. Sempre que se tem um repetidor é
como se houvesse uma nova rede com as mesmas regras vistas anteriormente.

Supressor de Transientes
Toda vez que se tiver uma distância efetiva maior que 100m na horizontal ou 10m na vertical
entre dois pontos aterrados, recomenda-se o uso de protetores de transientes, no ponto inicial
e final da distância. Na prática, na horizontal, entre 50 e 100m recomenda-se o seu uso.
É indicado instalar o protetor de transiente imediatamente após ocoupler DP/PA, antes de cada
equipamento e mesmo na caixa de junção. Em áreas classificadas, deve-se usar protetores
certificados. Veja figura 1.4.
Figura 1.4 – Distância Efetiva em uma Distribuição de Cabo

Fonte de Alimentação e Sinal de Comunicação


O consumo de energia varia de um equipamento para outro, assim como de fabricante para
fabricante. Por exemplo, todos os equipamentos PROFIBUS PA da Smar têm o mesmo
consumo de corrente (12mA). É importante que a resistência do cabeamento não seja muito
alta, a fim de não gerar uma queda de tensão e se ter níveis baixos de alimentação no
equipamento mais distante docoupler DP/PA. Para manter a resistência baixa é preciso fazer
boas conexões e junções.
Em termos de sinal de alimentação considera-se como valores aceitáveis:

 12 a 32 Vdc na saída do coupler DP/PA, dependendo do fabricante do coupler.


 Ripple, r (mV) ideal:

o < 25: excelente

o 25<r<50: ok

o 50<r<100: marginal

o >100: não aceitável

Em termos de sinal de comunicação considera-se como valores aceitáveis:

 750 a 1000 mVpp – ok


 1000 mVpp – Muito alto, pode ser que tem um terminador a menos

o Algumas barreiras e protetores de segmento (spur guard ou segment protector)


possuem uma alta impedância em série e podem resultar em sinais até 2000
mV e podem permitir a operação adequada.

o < 250 mVpp – Muito baixo, verificar se tem mais de 02 terminadores ativos,
fonte de alimentação, couplerDP/PA, etc.
Alguns equipamentos têm polaridade, outros não; por isso é muito importante assegurar a
correta ligação no barramento. Todos os equipamentos estão conectados em paralelo.

Acopladores DP/PA (Coupler DP/PA)


O acoplador DP/PA é usado para converter as características físicas do barramento
PROFIBUS DP e PROFIBUS PA, pois existe a necessidade de conversão de meio físico
(RS485/fibra óptica) para IEC61158-2 (H1), onde as velocidades de comunicação são
diferentes.
O coupler DP/PA está disponível também para aplicações que exigem segurança em áreas
classificadas.

O coupler DP/PA é transparente, isto é, não possui endereço no barramento. Os equipamentos


de campo conectados são endereçados ou acessados diretamente do controlador programável
ou do sistema de automação. No mercado, existem alguns fornecedores, sendo os mais
comuns Pepperl+Fuchs com 93.75 kbits/s e Siemens, com 45.45 kbits no lado do PROFIBUS
DP. A Pepperl+Fuchs disponibiliza seus modelos de alta velocidade no DP, os chamados High
Speed Couplers onde se pode chegar a 12 Mbits/s, sendo estes: SK2 e Sk3, onde a
Pepperl+Fuchs disponibiliza em seu siteum aplicativo para que se converta os arquivos GSDs
dos escravos em um formato adequado a estescouplers:

[Link]

A Tabela 1.1 apresenta detalhes de alguns modelos de couplers. Para mais detalhes e últimas
versões consulte os fabricantes.

Tabela 1.1 – Características de acopladores DP/PA.


Tabela 1.2 – Características de Acopladores DP/PA - Pepperl+Fuchs (Para mais detalhes
consulte o manuais da P+F).

Tabela 1.3 - Detalhe de Certificação do coupler Conforme a Classificação de Área.

Os equipamentos de campo no PROFIBUS PA podem ser conectados ao PROFIBUS DP


também por um linkDP/PA. OlinkDP/PA é usado para redes extensas, e neste caso, mais que
umlinkDP/PA pode ser conectado a uma linha PROFIBUS DP dependendo da complexidade da
rede e das exigências do tempo de processamento. O linkDP/PA atua como um escravo no
PROFIBUS DP e como um mestre no PROFIBUS PA, desacoplando todos os dados de
comunicação na rede. Isto significa que o PROFIBUS DP e o PROFIBUS PA podem ser
combinados sem influenciar no desempenho do processo PROFIBUS DP. O linkDP/PA pode
ser operado em todos os padrões mestres PROFIBUS DP e a capacidade de endereçamento
do sistema é aumentada consideravelmente, mas o linkDP/PA reserva somente um endereço
do PROFIBUS DP. Os escravos conectados ao linkDP/PA têm o seu endereçamento iniciado
como se fosse uma rede nova, por isto que é usado quando se deseja expandir o
endereçamento.

A Siemens tem um linkDP/PA que consiste do IM 157. Estelinktrabalha no lado PA em


31.25kbits/s e no lado do DP de 9.6kbits/s a 12Mbits/s. O próprio linkconsiste de um módulo de
interface com até cinco acopladores DP/PA, versão intrinsecamente segura, ou até dois
acopladores DP/PA, versão não segura. O IM 157 e cada um dos acopladores devem ser
alimentados com 24Vdc. O número máximo de equipamentos de campo por linké limitado a 30
ou 64 equipamentos, mas isto depende do modelo e da quantidade de bytestrocados
[Link] maiores detalhes, consulte o manual da Siemens.

Um ponto importante que deve ser levado em conta é que no arquivo GSD do linkIM157 deve
ser acrescido os dados cíclicos de cada equipamento, onde as áreas de início e fim devem ser
demarcadas, como segue:

É necessário verificar se no arquivo GSD do DP/PA - LinkIM157 inclui os módulos do


equipamento PA, como por exemplo, veja os equipamentos da Smar. Se eles não estiverem
incluídos, adicioná-los:

===============================================
Module = "==SMAR device beginning " 0x01,0xfc
270
EndModule
Module = " ==Analog Input " 0x94
271
EndModule
Module = "==Totalizer " 0x41, 0x84, 0x85
272
EndModule
Module = "==SP " 0xA4
273
EndModule
Module = "==RCAS_OUT, RCAS_IN " 0xB4
274
EndModule
Module = "==READBACK + POS_D,SP----Part1" 0x96
275
EndModule
Module = "==READBACK + POS_D,SP----Part2" 0xA4
276
EndModule
Module = "==CHECKBACK,SP -Part1" 0x92
277
EndModule
Module = "==CHECKBACK,SP -Part2" 0xA4
278
EndModule
Module = "==READBK+POS_D+CHKBK,SP--Part1" 0x99
279
EndModule
Module = "==READBK+POS_D+CHKBK,SP--Part2" 0xA4
280
EndModule
Module = "==RCAS_OUT+CHKBK,RCAS_IN-Part1" 0x97
281
EndModule
Module = "==RCAS_OUT+CHKBK,RCAS_IN-Part2" 0xA4
282
EndModule
Module = "==RB+RC_OUT+POS_D+CB,SP+RC_IN1" 0x9E
283
EndModule
Module = "==RB+RC_OUT+POS_D+CB,SP+RC_IN2" 0xA9
284
EndModule
Module = "== Empty Module " 0x00
285
EndModule
Module = "==SMAR device end " 0x01,0xfd
286
EndModule;
===============================================

Mestre DP-V1 com canais PA


A Smar possui dois modelos de mestres DP-V1 com a opção de canais PA. Estes mestres
proporcionam a melhor relação custo/benefício do mercado:
- DF95:

 1 Controlador DP-V1
 1 canal Profibus DP

 4 canais Profibus PA

 Possibilidade do Baud Rate até 12Mbps na rede Profibus DP

- DF97:

 1 Controlador DP-V1
 1 canal Profibus DP

 2 canais Profibus PA

 Possibilidade do Baud Rate até 12Mbps na rede Profibus DP


Figura 1.5 – Mestre Smar DP-V1 com 4 canais Profibus PA

Endereçamento Utilizando Couplers DP/PA

A Figura 1.1 apresenta em detalhes o endereçamento transparente quando são


utilizados couplers (de baixa ou de alta velocidade) na rede PROFIBUS DP e PROFIBUS PA.
O endereço default é 126 e somente um equipamento com 126 pode estar presente no
barramento de cada vez.

Figura 1.1 – Endereçamento Transparente com a Utilização de Coupler DP/PA.

Já a Figura 1.2 mostra em detalhes o endereçamento estendido quando se utiliza o link DP/PA
na rede PROFIBUS DP e PROFIBUS PA.

Figura 1.2 – Endereçamento estendido com a utilização de link DP/PA.


Os endereços de 3 a 5 não são utilizados para endereças links.

Shield e Aterramento

Ao considerar a questão de shield e aterramento em barramentos de campo, deve-se levar em


conta:

 A compatibilidade eletromagnética (EMC).


 Proteção contra explosão.

 Proteção de pessoas.

De acordo com a IEC61158-2, aterrar significa estar permanentemente conectado ao terra


através de uma impedância suficientemente baixa e com capacidade de condução suficiente
para prevenir qualquer tensão que possa resultar em danos de equipamentos ou pessoas.
Linhas de tensão com 0 Volts devem ser conectadas ao terra e serem galvanicamente isoladas
do barramento fieldbus. O propósito de se aterrar o shield é evitar ruídos de alta freqüência.

Preferencialmente, o shield deve ser aterrado em dois pontos, no início e final de barramento,
desde que não haja diferença de potencial entre estes pontos, permitindo a existência e
caminhos a corrente de loop. Na prática, quando esta diferença existe, recomenda-se
aterrar shield somente em um ponto, ou seja, na fonte de alimentação ou na barreira de
segurança intrínseca. Deve-se assegurar a continuidade da blindagem do cabo em mais do
que 90% do comprimento total do cabo.

O shield deve cobrir completamente os circuitos elétricos através dos conectores,


acopladores, splices e caixas de distribuição e junção.

Nunca se deve utilizar o shield como condutor de sinal. É preciso verificar a continuidade
do shield até o último equipamento PA do segmento, analisando a conexão e acabamento, pois
este não deve ser aterrado nas carcaças dos equipamentos.

Em áreas classificadas, se uma equalização de potencial entre a área segura e área perigosa
não for possível, o shielddeve ser conectado diretamente ao terra (Equipotencial Bonding
System) somente no lado da área perigosa. Na área segura, o shield deve ser conectado
através de um acoplamento capacitivo (capacitor preferencialmente cerâmico (dielétrico sólido),
C<= 10nF, tensão de isolação >= 1.5kV).
Figura 1.3 – Combinação Ideal de Shield e Aterramento.

Figura 1.4 – Aterramento Capacitivo.

A IEC61158-2 recomenda que se tenha a isolação completa. Este método é usado


principalmente nos Estados Unidos e na Inglaterra. Neste caso, o shield é isolado de todos os
terras, a não ser o ponto de terra do negativo da fonte ou da barreira de segurança intrínseca
do lado seguro.O shield tem continuidade desde a saída do coupler DP/PA, passa pelas caixas
de junções e distribuições e chega até os equipamentos. As carcaças dos equipamentos são
aterradas individualmente do lado não seguro. Este método tem a desvantagem de não
proteger os sinais totalmente dos sinais de alta freqüência e, dependendo da topologia e
comprimento dos cabos, pode gerar em alguns casos a intermitência de comunicação.
Recomenda-se nestes casos o uso de canaletas metálicas.
Uma outra forma complementar à primeira, seria ainda aterrar as caixas de junções e as
carcaças dos equipamentos em uma linha de equipotencial de terra, do lado não seguro. Os
terras do lado não seguro com o lado seguro são separados.

A condição de aterramento múltiplo também é comum, onde se tem uma proteção mais efetiva
às condições de alta freqüência e ruídos eletromagnéticos. Este método é preferencialmente
adotado na Alemanha e em alguns países da Europa. Neste método, o shield é aterrado no
ponto de terra do negativo da fonte ou da barreira de segurança intrínseca do lado seguro e
além disso, no terra das caixas de junções e nas carcaças dos equipamentos, sendo estas
também aterradas pontualmente, no lado não seguro. Uma outra condição seria complementar
a esta, porém os terras seriam aterrados em conjunto em uma linha equipotencial de terra,
unindo o lado não seguro ao lado seguro.

Para mais detalhes, sempre consultar as normas de segurança do local. Recomenda-se utilizar
a IEC60079-14 como referência em aplicações em áreas classificadas.

Figura 1.5 – Várias Formas de Aterramento e Shield.

Número de Equipamentos PROFIBUS PA em um Segmento

A quantidade de equipamentos (N) por segmento PA é função do consumo quiescente de cada


equipamento PA, das distâncias envolvidas (resistência de loop cabo tipo A: 44 Ω/km),
do coupler DP/PA e de sua corrente drenada, da classificação de área (couplers para área
classificada drenam correntes da ordem de 110 mA, tensão de saída 12 V), além da corrente
de FDE (normalmente 0mA, dependendo do fabricante). A corrente total no segmento deve ser
menor do que a drenada pelo coupler. Equipamentos SMAR consomem 12 mA.

Sendo que:

Onde:

Corrente no segmento PA;


Somatória das correntes quiescentes de todos os equipamentos no segmento PA;
Corrente adicional em caso de falha, normalmente desprezível;
Corrente de folga, útil em caso de expansão ou troca de fabricante, recomendado 20
mA;
Corrente drenada pelo coupler.

Além disso, deve-se ter pelo menos 9.0 V na borneira do equipamento PA mais distante
do coupler DP/PA para garantir a energização correta do mesmo:

Onde:
Tensão de saída do coupler DP/PA;
Resistência de Loop (Cabo tipo A, R = 44 Ω/km);
Comprimento total do barramento PA;
Tensão na borneira do equipamento PA mais distante do coupler DP/PA.

Sendo . Isto garante a energização do último equipamento PA. Lembrando que o


sinal de comunicação deve ter excursão de 750 a 1000 mV.

Algumas caixas de junções ou protetores de curto para segmento, chamados spur guards são
ativos e podem ser alimentados via barramento PA (H1), sendo assim, deverá entrar no cálculo
da somatória da corrente. Além disso, cada saída destes spur guards possui um limite
permitido de corrente que deve ser respeitado.

Arquivos GSDs (Device Database Files)

O Profibus requer um arquivo conhecido como GSD que descreve o equipamento e tem em
detalhes os dados de entrada e saída, seus formatos (indentifier numbers), taxas de
comunicação suportadas, se possui ou não o comando de mudança de endereço (Address
Change), versão de hardware e firmware, etc. Estas informações são utilizadas pelo mestre
Profibus durante a troca de dados cíclicos. Normalmente existem arquivos bmp associados a
cada equipamento. Os arquivos dos equipamentos SMAR estão disponíveis em:

[Link]
[Link]

Existem três tipos de profiles para equipamentos PROFIBUS PA de acordo com a versão dos
arquivos GSD:

 Manufacuter Specific: Este tipo garante o máximo de funcionalidade, de acordo com o


fabricante;
 Profile Specific: Este tipo contém um número fixo de AI (Analog Input) block e se o
equipamento é trocado por um outro de fabricante diferente, este novo equipamento
terá as mesmas características padrões;

 Profile Multi-variable: O equipamento terá como ID number o número 0x9760 e o


arquivo GSD conterá todos os blocos especificados no perfil do equipamento, tais
como, AI, DO, DI, etc.
Na grande maioria dos casos, os equipamentos são usados como o GSD de acordo com o
tipo Manufacuter Specific, onde se garante o máximo de funcionalidade, de acordo com o
fabricante.

Dependo do sistema PROFIBUS utilizado, este possui um diretório onde os arquivos GSDs
devem ser copiados e um outro específico para cópia dos arquivos bmps. Alguns sistemas,
após a cópia necessitam que se dê um comando descan GSD, para atualizar a ferramenta de
configuração cíclica.

Exemplos de Dados Cíclicos

Os blocos de funções de entrada e saída podem ser configurados para trocas de dados
cíclicos, como um link entre dois parâmetros em equipamentos diferentes. A troca de dados
cíclica indica que um parâmetro de entrada de um bloco de função obtém seu valor do
parâmetro de saída específico de outro bloco de função em outro equipamento ciclicamente.
Em geral, um bloco de função do transmissor ou o atuador faz a troca de dados cíclicos com o
equipamento controlador Mestre (por exemplo, o DF73 ou um PLC). Normalmente o
transmissor obtém os dados do sensor e o equipamento controlador recebe estes dados e
realiza um cálculo e envia uma informação ao atuador, que os recebe e faz algumas ações no
processo de acordo com uma estratégia de controle.
Os equipamentos SMAR têm a seguinte definição de módulos e blocos:

 LD303 | Transmissor de Pressão PROFIBUS - O arquivo GSD ([Link]) define 2


módulos para este equipamento: O primeiro para a Entrada Analógica e o segundo
para o Totalizador. Isto significa que o LD303 tem dois Blocos de Função principais
disponíveis, o Bloco de Entrada Analógico e o Bloco Totalizador, respectivamente
nesta ordem. Assim, a configuração da leitura cíclica quando não utiliza o Totalizador
deve ser a seguinte: Entrada Analógica (0x94) e módulo vazio (0x00), respectivamente.
Porém, se utilizar o Totalizador, o LD303 ainda requisitará dois módulos: Entrada
Analógica (0x94) e Totalizador (0x41,0x84, 10x85), respectivamente;
 TP303 | Transmissor de Posição PROFIBUS - O arquivo GSD ([Link]) define 2
módulos para este equipamento: 1 para a Entrada Analógica e 1 para o Totalizador;

 TT303 | Transmissor de Temperatura PROFIBUS - O arquivo GSD ([Link])


define dois módulos para este equipamento: Eles têm dois módulos para o Bloco de
Entrada Analógica. Isto significa que o TT303 tem dois blocos de Entrada Analógica.
Normalmente, é necessário usar só um bloco AI para a medida da temperatura. No
caso de ter dois sensores diferentes, os dois blocos de Entrada Analógica devem ser
usados. Conseqüentemente, têm-se duas medidas de temperatura independentes,
uma por canal.

O manual específico para o TT303 descreve a configuração dos parâmetros necessários e


mostra o diagrama de conexão para os diferentes tipos de sensores (este diagrama está
mencionado no documento acima). Os únicos casos onde os dois blocos de Entrada
Analógicos devem ser usados são os dois últimos neste diagrama. Se configurar apenas um
sensor é necessário configurar os dois módulos, um para a Entrada Analógica 1 (0x94) e outro
para o módulo vazio (0x00), respectivamente. Porém, se o TT303 foi configurado para duas
medidas independentes, dois módulos devem ser configurados, um para a Entrada Analógica 1
e outro para a Entrada Analógica 2.

Assim, é muito importante saber que sempre que estiver usando só um sensor, sempre haverá
necessidade de configurar dois módulos para a leitura cíclica pelo Mestre DP.

 IF303 | Conversor de Corrente PROFIBUS - O arquivo GSD ([Link]) define 6


módulos para este equipamento: 3 módulos para a Entrada Analógica e 3 para o
Totalizador (um AI e um bloco de função TOT para cada terminal);
 FY303 | Posicionador de Válvulas PROFIBUS - O arquivo GSD (smar0897 .gsd) define
1 módulo para este equipamento: 1 módulo para a Saída Analógica;

 FP303 | Conversor de Pressão PROFIBUS - O arquivo GSD (smar0898 .gsd) define 1


módulo para este equipamento: 1 módulo para a Saída Analógica;

 FI303 | Conversor de Corrente PROFIBUS - O arquivo GSD ([Link]) define 3


módulos para este equipamento: 3 módulos para a Saída Analógica (Um bloco AO
para cada terminal);

 LD293 | Transmissor de Pressão PROFIBUS - O arquivo GSD ([Link]) define 1


módulo para este equipamento: o módulo para o bloco de Entrada Analógica;

 DT303 | Transmissor de Desnsidade PROFIBUS - O arquivo GSD ([Link])


define 1 módulo para este equipamento: o módulo para o bloco de Entrada Analógica,
para versões de firmware menores que 2.00. Para versões maiores ou iguais a 2.00, o
DT303 utiliza o arquivo GSD ([Link]) que define 3 módulos de Entrada
Analógica para este equipamento, nesta ordem: concentração, densidade (Kg/m3) e
temperatura.

De acordo com a Tabela 1.1 têm-se os blocos de função disponíveis, a ordem em dados
cíclicos, o número de módulos necessários e o endereço defaultpara cada equipamento da
SMAR.

Nesta mesma Tabela é possível observar a definição da ordem do buffer para leitura de dados
cíclicos, onde esta ordem é descrita com mais detalhes.

* Versão de Firmware
Bloco
Ordem na Troca de Dados Números
Funcional
Equipamento Disponível Cíclicos de EndereçoDefault
Módulos
AI AO TOT 1 2 3 4 5 6
LD303 1 - 1 AI TOT - - - - 2 126
TP303 1 - 1 AI TOT - - - - 2 126
TT303 2 - - AI AI - - - - 2 126
IF303 3 - 3 AI AI AI TOT TOT TOT 6 126
FY303 - 1 - AO - - - - - 1 126
FP303 - 1 - AO - - - - - 1 126
FI303 - 3 - AO AO AO - - - 3 126
LD293*
DT303 1 - - AI - - - - - 1 126
<2.00
DT303*
3 AI AI AI 3 126
>=2.00

Tabela 1.1 - Definição da Ordem para Leitura de Dados Cíclicos

Identifier
FB Parâmetro Formato Identifier Estendido
Byte
AI OUT 0x94 0x42,0x84,0x08,0x05
AO SP 0xA4 0x82,0x84,0x08,0x05
SP/READBACK/POS_D 0x96,0xA4 0xC6,0x84,0x86,0x08,0x05,0x08,0x05,0x05,5x05
SP/CHECK_BACK 0x92,0xA4 0xC3,0x84,0x82,0x08,0x05,0x0A
SP/READBACK/POS_D/CHECK_BACK 0x99,0xA4 0xC7,0x84,0x89,0x08,0x05,0x08,0x05,0x05,0x05,0x0A
RCAS_IN/RCAS_OUT 0xB4 0xC4x84,0x84,0x08,0x05,0x08,0x05
RCAS_IN/RCAS_OUT/CHECK_BACK 0x97,0xA4 0xC5,0x84,0x87,0x08,0x05,0x08,0x05,0x0A
SP/READBACK/ RCAS_IN/RCAS_OUT/ 0xCB, 0x89, 0x8E, 0x08, 0x05, 0x08, 0x05, 0x08, 0x05, 0x08, 0x05,
0x9E,0xA9
POS_D/CHECK_BACK 0x05, 0x05, 0x0A
TOTAL - 0x41,0x84,0x85
TOT
TOTAL/SETTOT - 0xC1,0x80,0x84,0x85
TOTAL/SETTOT/MODETOT - 0xC1,0x81,0x84,0x84

Tabela 1.2 - Indentifier Numbers de Acordo com os Blocos Funcionais e definidos nos Arquivos Gsds.

Formato Float IEEE 754

O formato float usado no PROFIBUS está definido de acordo com o IEEE:


byte_MSB(byte1) byte2 byte3 byte_LSB (byte4)
byte_MSB(byte1) = exp
byte2 = mantissa
byte3 = mantissa
byte_LSB(byte4) = mantissa

Exemplo: 41 F1 01 80 => 30.1255

01000001 11110001 00000001 1000000


float = (-1)^bitsignal*[2^(exp-127)*[1+mantissa]]

onde:

bit signal é o bit msb bit do byte_MSB(byte1),


Se este bit é 0, o número é positivo e se for 1, é negativo.

No exemplo, o número é positivo.

exp é a soma dos outros bits do byte_MSB(byte1) e do bit msb do byte2.

No exemplo:

1*2^7+0*2^6+0*2^5+0*2^4+0*2^3+0*2^2+1*2^1+1*2^0 = 2^7+2^1+2^0

mantissa: segue a mesma regra do exp desde o byte2 até o byte_LSB(byte4), até o fator
exponencial –23:

1*2^(-1)+1*2^(-2)+1*2^(-3)+1*2^(-7)+1*2^(-15)+1*2^(-10)

Então, float = (1)*[2^(129-127)]*1.8828125 = 30.1255

Status Code

Segundo o profile V 3.0, as variáveis de status seguem a tabela a seguir, onde:


 De 0x00 a 0x3F => Device Status: Bad;
 De 0x40 a 0x7F => Device Status: Uncertain;

 0x80 => Device Status: Good

Qualidade Sub-status Limites

Não Especificado Não Limitado:


O valor está dentro dos
Bloco Alarme
limites.
Alarme Auxiliar Ativo
A qualidade do valor é boa.
Possíveis condições de alarme Alarme Critico Ativo Limite Baixo:
Bom podem ser indicadas pelo sub- O valor está abaixo do
Block Alarm não limite.
(NC) status. A indicação do alarme
reconhecido
só é planejada para PV e não
para saída. Alarme consultivo não Limite Alto:
reconhecido O valor está acima do
limite alto.
Alarme Critico Alarm não
reconhecido
Constantes:
Não-especificado OS limites baixos e altos
são os mesmos, fazendo
Inicialização
o valor constante.
Reconhecida
Pedido de Inicialização
Não Convidado
Bom O valor deve ser usado em
(cascata) controle. Não Selecionado
Não Selecionado
Local Override
Falha Segura Ativa
Falha Segura Inciada
Não-especificado
Último Valor Utilizado
Substituto
Valor Inicial
A qualidade do valor é menor
Incerto que a normal, mas o valor pode Conversão do sSensor
ainda ser útil. Não-Precisa
Violação da Faixa em
Unidades de Engenharia
Subnormal
Fora de Serviço
Ruim O valor não é utilizado. Não-especificado
Erro de Configuração
Não Conectado
Dispositivo com danos
Sensor com danos
Sem comunicação...com
último valor utilizado
Sem comunicação...com
último valor utilizado
Fora de Serviço

Tabela 1.4 – Status Code

Parametrização do Barramento
Um mestre Profibus DPV1 como, por exemplo, o DF73 da SMAR, suporta taxas de
comunicação até 12 Mbits/s, onde esta taxa deve ser selecionada de acordo com a velocidade
do equipamento mais lento na rede DP.

Quando se tem o PROFIBUS PA, deve-se atentar aos tipos de couplers, pois alguns possuem
taxas de velocidade menores:

 P+F SK1: 93.75 kbits;


 P+F SK2, SK3: 45.45 kbits a 12 Mbits/s;

 Siemens DP/PA coupler: 45.45 kbits;

 Siemens DP/PA linkDP/PA: 9.6 kbits a 12 Mbits/s.

P+ F (versões P+ F (versões
Coupler Siemens antes de posteriores a
2/12/98) 2/12/98)
Slot Time 640 10000 4095
Max. Station
400 1000 1000
Delay Time
Min. Station
11 255 22
Delay Time
Setup time 95 255 150
Gap
Actualization 1 1 1
factor
Max. Retry Limit 3 3 3
Target Rotation
Time (TTR, it
TTR calculado pelo mestre + 20000 bit times
should be set in
all masters)

Tabela 1.1 – Parâmetros de Barramento para o DF73 da SMAR

Para outros mestres, consultar o manual do fabricante.

Algumas dicas de configuração dos tempos envolvidos no


PROFIBUS
Os parâmetros de barramento do PROFIBUS são comumente dados em “bit times (TBIT)”.
Esta é a unidade que é mostrada tipicamente nos arquivos GSD e nas ferramentas de
configuração, etc.

O Target Token Rotation Time (TTR) é dado em bit times e normalmente é calculado pelas
ferramentas de configuração. É o tempo para se passar otoken por toda a rede e retorna ao
seu mestre inicial. Quando se tem múltiplos mestres, isto inclui o tempo total para cada mestre
completar seu ciclo de I/O, passar o token ao próximo mestre e este retornar ao mestre inicial.
Alguns fatores influenciam diretamente o TTR: o baud rate, o número de escravos com troca de
dados cíclicos, o número total de I/Os durante a troca de dados e o número de mestres.

Um parâmetro diretamente influenciado pelo TTR é o watchdog time. Este é o tempo


descarregado na configuração de cada escravo e que será usado pelo escravo para detectar
falhas de comunicação. A cada falha detectada com a expiração do time, o escravo vai ao
estado de reset e com isto nenhuma troca de dados cíclica é permitida e deverá ser inicializado
pelo mestre. Este procedimento levará pelo menos 4 ciclos de barramento. É comum, porém
não recomendado, se ver na prática usuários reduzindo o tempo de TTR e com isto se
tem watchdog time muito pequeno, o que faz com que no final do tempo de barramento sempre
se tem a expiração do time do escravo e sempre o escravo levará 4 ciclos para trocar dados
novamente e a performance da rede fica comprometida.

Figura 1.2 – Parametrização do Barramento

Se um escravo detecta um erro de transmissão ao receber um pedido do mestre, ele


simplesmente não responde e depois de esperar um slot time, o mestre enviará novamente o
pedido (retry). Da mesma forma, se o mestre detectar uma falha na resposta do escravo,
também enviará novamente o pedido. O número de vezes que o mestre tentará sucesso na
comunicação com o escravo dependerá da taxa de comunicação, sendo:

 9.6kbits/s a 1.5Mbits/s à 1;
 3.0 Mbits/s à 2;

 6.0 Mbits/s à 3;

 12.0 Mbits/s à 4.

Após esgotar todos os retries, o mestre marca o escravo, indicando um problema e realiza
o logout. Nos ciclos subseqüentes, se o mestre consegue sucesso, ele realiza a seqüência
do startup novamente (4 ciclos para trocar dados novamente).

É comum, por exemplo, em redes onde não se tem uma comunicação íntegra devido ao nível
de ruído ou devido a uma má condição de shield e de aterramento aumentar o número
de retries, até que se corrija o problema. Outra situação em que se procura aumentar este
número é quando há mais de 9 repetidores. A utilização de repetidores provoca
congestionamento de tráfego (atrasos crescentes nas filas) e com o objetivo de resolver esse
problema, é proposto um mecanismo inovador de inserção de tempos mortos (idle time) entre
transações, recorrendo para o efeito à utilização dos dois temporizadores Idle Time do
Profibus.

Existem situações quando se tem múltiplos mestres de um mesmo fabricante e ainda utilizando
ferramentas deste mesmo fabricante. Neste caso, na maioria das vezes o tempo de rotação
do token (TTR) é otimizado pela própria ferramenta, de tal forma a garantir o perfeito
funcionamento da rede. Existe outra situação onde os mestres são de diferentes fabricantes e a
ferramenta não calcula automaticamente o TTR e, neste caso, o que se deve fazer é levantar
para cada mestre o perfeito TTR isoladamente e depois somar os tempos determinados para
ter o TTR de ambos os mestres ao mesmo tempo.

Ainda na Figura 1.2 têm-se os seguintes parâmetros importantes:

 Tid1: Quanto tempo (µs) que o mestre espera se receber uma resposta ou um
reconhecimento;
 Tid2: Quanto tempo (µs) que o mestre espera após enviar uma mensagem e antes de
enviar a próxima mensagem;

 Quiet time: é o número de bit time que o mestre espera em cada transmissão, antes de
começar a enviar dados;

 Gap Actualization Factor: É o número de rotações do token entre solicitações para um


novo mestre.

Watchdog Time (TWD)


A característica de watchdog pode ser configurada no Profibus com a intenção de monitorar
ciclicamente a troca de dados cíclicos com os escravos. Este tempo é monitorado pelo escravo
e é ativado sempre que a última comunicação cíclica expira. Após o tempo decorrido
do watchdogtime, as saídas vão para um estado seguro e o escravo entra no modoWait_prm.
O valor deste tempo pode variar de acordo com o usuário, mas seu valor mínimo é um tempo
de ciclo (Cycle time).
Para a maioria das ferramentas de configuração, este valor é calculado em função da taxa de
comunicação e dos tempos anteriormente comentados. O que se recomenda na prática é que
este valor não seja tão longo, de forma que leve muito tempo para as saídas irem para um
estado seguro ou mesmo muito curto que em qualquer situação leve as mesmas aos estados
seguros, mesmo sem o mestre falhar.
Normalmente, quando se tem 12 Mbits/s no PROFIBUS DP e há o PROFIBUS PA, utiliza-se
um fator de 300.

Dica: Quando se utiliza o SK2 da P+ F, recomenda-se o uso de TWD = 5s.

O não deve ser maior do que o maior tempo de atraso que ocorrerá:

Onde

: Tempo de ciclo no Profibus DP;


: Tempo de ciclo no Profibus PA.
A P+F recomenda três vezes o tempo de ciclo do Profibus PA para o SK2. O tempo de ciclo do
PA depende do número de equipamentos no canal, assim como da quantidade efetiva
de bytes trocada pelos escravos com o mestre DP no canal:
- LΣ: Total de bytes de entrada de todos os devices + total de bytes de saída de todos
os devices/N;
- N: Número total de devices.

=
Para mais detalhes consulte o manual do SK2.

=
Quando se tem mais de um segmento, deve-se considerar a soma de todos os tempos de
ciclos por segmento.

Tempo de Ciclo
O tempo de reposta em um sistema PROFIBUS DP é essencialmente dependente dos
seguintes fatores:

 MaxTSDR: Tempo de resposta após o qual uma estação pode responder;


 A taxa de comunicação selecionada;

 Min_Slave_Intervall: Tempo entre dois ciclos de polling no qual um escravo pode trocar
dados com um escravo. Depende do ASIC utilizado, porém no mercado encontramos
tempos de 100µs.

: Soma de todos os tempos de ciclos + Tempo de ciclo do PLC + Tempo de transmissão


do PROFIBUS DP
Quando se utiliza o SK2, o tempo total de ciclo pode ser reduzido.
Como exemplo, tem-se um coupler da Siemens ou o SK1 da P+F e 10 equipamentos de
entrada (tempo de resposta 10ms cada um) e que o PLC tenha um tempo de ciclo de 100ms,
então:

Neste caso ainda entra o tempo de transmissão do PROFIBUS DP


Considera-se agora o coupler SK2. Para este coupler vale:

Onde
=

Onde

: Número total de equipamentos PA;


: Número total de equipamentos PA e DP;

: Número total de bytesde entrada de todos os equipamentos PA no canal;

: Número total de bytes de saída de todos os equipamentos PA no canal;

: Número total de bytes de entrada de todos os equipamentos PA e DP;

: Número total de bytes de saída de todos os equipamentos PA e DP;

: Bit time / (baude rate).


NOTAS

- Um valor de segurança de 10% é somado ao .


- É considerado um único mestre, isto é, sistema monomestre. Se
mais de um mestre é usado, deve-se somar o tempo de token e os
tempos adicionais.
- Se houver comunicação acíclica, o tempo para este acesso deve
ser somado.
- Para mais detalhes consulte manuais da P+F

Para o link DP/PA da Siemens, considera-se:

≥ 10 ms x número de equipamentos PA + 10 ms (serviços acíclicos mestre classe 2) +


2.0 ms (para cada conjunto de 5 bytes de valores cíclicos).

Figura 1.3 – Tempo de ciclo com o link DP/PA

Conectando Equipamentos ao Profibus


Os Equipamentos Profibus podem ser conectados ou removidos de uma rede Profibus em
operação. Ao remover um equipamento assegure-se que os fios Profibus não estão curto-
circuitados ou entrem em contato com outros fios, blindagem ou aterramento. Não podem ser
misturados equipamentos Profibus com velocidades diferentes de comunicação na mesma
rede. Equipamentos alimentados ou não pelo barramento podem ser misturados e
compartilhados na mesma rede. Não se deve conectar equipamentos que não sejam Profibus à
rede. Indicadores do tipo analógico com bobinas, etc. podem afetar a comunicação. A
impedância alta DVMs pode ser usada para troubleshooting, etc.

Procedimento de Recebimento
Ao receber o equipamento, desempacote-o e conecte-o a fonte de alimentação e verifique se a
configuração do seu endereço está de acordo com a aplicação usando o procedimento de
ajuste local ou durante a inicialização quando é mostrado o seu endereço num tempo curto.
O usuário pode mudar o endereço físico de um equipamento fieldbus em uma rede operacional
sem desconectá-lo.

Equipamentos da Rede
O endereço 126 é o endereço default (padrão) para todos os equipamentos.
Usando ferramentas de configuração, como o ProfibusView da SMAR, o usuário pode mudar o
endereço do equipamento e configurá-lo para umdefault genérico igual 126.
Verificação Mínima Antes de Estabelecer a Comunicação na Rede Profibus

 Configuração da rede;
 Verifique se todos os arquivos GSDs estão de acordo com os modelos dos
equipamentos instalados e se as versões são compatíveis com os mesmos. No caso
da rede possuir o link IM157, verifique se todos os seus escravos PA estão incluídos
em seu arquivo GSD. No caso do High Speed Coupler (SK2 e SK3) da P+F, existe
uma adequação dos arquivos GSDs que deve ser feita.
A P+F disponibiliza em seu site um aplicativo que faz a adequação (mais detalhes,
consulte o site):
[Link]

 Verifique se todos os escravos suportam a taxa de comunicação selecionada;

 Verifique a parametrização do coupler DP/PA de acordo com os manuais dos


fabricantes;

 Verifique se todos os escravos estão endereçados corretamente e se não existem


endereços duplicados. Vale lembrar que o default é 126 e somente um equipamento
com 126 pode estar presente no barramento de cada vez. No caso da rede possuir
o link IM157, verifique o endereçamento e seus escravos. Ao estabelecer a
comunicação, haverá indicação de falha no coupler DP/PA e/ou IM157 se houver
endereços repetidos.

 Verifique se todas as opções escolhidas de módulos nos arquivos GSDs estão


adequadas e se os módulos vazios (Empty Module) foram atribuídos aos módulos não
utilizados.

 Verifique a condição de swap de bytes, pois em alguns sistemas ela é necessária. Veja
a Tabela 1.1 a seguir:

Software de Software de
Sistema Master Configuração Programação swap
Profibus do Sistema

SMAR –
NetConf,
SYSTEM302- DF73 Syscon Não
ProfibusView
7

COM
Step 5
S5...séries PROFIBUS
Siemens Step 7 Não
S7...séries HW Config
PCS 7
HW Config

PLC-5 SST RS Logix-5


ControlLogix PROFIBUS RS Logix-
Allen Bradley Sim
SLC-500 Configuration 5000
ProcessLogix Tool RS Logix-500

TSX Sycon
Schneider PL7 Pro Sim
Premium Hilscher

Schneider e Modicon
Sycon Concept Sim
Quantum Quantum

Klockner-
PS 416 CFG-DP S 40 Sim
Moller

ABB Free Control Control


AC B00 F Não
Lance Builder F Builder F
Bosch ZS 401 Win DP Win SPS Sim

Tabela 1.1 – Sistemas Profibus e condição de swap de Bytes

Verificação Mínima ao Estabelecer a Comunicação na Rede Profibus

 Verifique se todos os Equipamentos aparecem no Live List;


 Verifique se existe alguma condição de anúncio de diagnóstico. Se houver, procure
identificá-la;

 Verifique se existe alguma condição visual de erro no Mestre Classe


1, link DP/PA, couplers DP/PA ou escravos. Lembre-se que oIndentifier
Number selecionado no escravo deve estar emManufacturer Specific(0x01) para que
esteja casado com o GSD do escravo.

A Tabela abaixo mostra alguns sintomas, causas prováveis e recomendações que podem ser
úteis durante a fase de comissionamento/startup e manutenção:

Sintoma Causa provável Recomendação

Ruído Presença de umidade na Verifique cada


excessivo borneira e/ou conectores conector e borneira
ouspiking no causando baixa isolação de dos equipamentos
barramento ou sinal, fontes de alimentação certificando-se que
sinal muito alto e/ou equipamentos e/ou não haja entrada de
terminadores, etc., com baixa umidade, mau contato,
isolação ou mau que o shield esteja
funcionamento,shield aterrado bem acabado nos
inadequadamente, tronco cabos e aterrado
ou spurexcessivo, adequadamente, que
quantidades de terminadores o nível de ripple nas
inadequada ou fonte de ruído fontes de
perto do cabeamento alimentações e no
Profibus, etc. barramento estejam
dentro dos valores
aceitáveis, que o
número de
terminadores e
comprimentos de
cabos e sua
distribuição esteja
dentro do
recomendado e ainda
que o cabeamento
esteja distante de
fontes de ruídos.
Certifique-se que o
aterramento esteja
[Link]
algumas situações
equipamentos
danificados podem
gerar ruídos,
desconecte um de
cada vez e monitore o
ruído.

Certifique-se dos
comprimentos de
cabeamento, verifique
que a tensão de
alimentação dos
equipamentos estejam
de 9 a 32 Vdc,
certifique-se que não
haja fontes de ruídos
perto do barramento
Comprimento de cabeamento Profibus e ainda, em
ou spurinadequado; tensão de algumas situações
alimentação na borneira do equipamentos
Excesso de
equipamento inadequado; danificados podem
retransmissões
equipamento com mau gerar ruídos ou
ou
funcionamento; terminação condições de
comunicação
indevida,shield ou intermitência,
intermitente
aterramento inadequados, a desconecte um de
quantidade de equipamentos cada vez e monitore o
na rede e por spur, etc. status da
comunicaçã[Link]
a excursão de sinal
AC da comunicação
(750mV a 1000mV) .
Verifique a distribuição
do shield e
[Link]
a quantidade de
equipamentos na rede
e por spur.

Falha de Endereço repetido no Certifique-se que


comunicação barramento, tensão de todos os
com alguns alimentação insuficiente (< 9.0 equipamentos
equipamentos Vdc), posição do possuem endereços
terminadores, excesso de diferentes, vale a pena
cabo,etc. ou quantidade de lembrar que ao colocar
equipamentos além da um equipamento no
permitida no segmento, etc. barramento com
endereço 126,
coloque-o, altere o
endereço de acordo
com a configuração e
somente após este
procedimento coloque
outro equipamento
com endereço 126 no
barramento. Verifique
as distâncias do
cabeamento e
quantidades de
equipamentos, assim
como suas
alimentações e
posicionamento dos
terminadores.
Curto-circuito entre o shield e
os terminais do barramento ou
Energização Verifique a isolação do
fonte de alimentação com
intermitente de shield, verifique a
problema ou algum
alguns ou de quantidade de
equipamento consumindo
todos os equipamentos e seus
muito do barramento ou
equipamentos consumos, etc.
quantidade de equipamentos
indevida

Equipamento
Profibus-PA
Quando se tem o link, os
não comunica Mude o endereço do
endereços de 3 a 5 não são
com o link equipamento PA
utilizados, são reservados
DP/PA
Siemens

Verifique se é
necessário o swap de
O valor de
bytes ou se no sistema
medição não
Profibus utilizado
está correto, Erro de conversão
existe alguma função
não é o mesmo para float IEEE 754 ou erro de
para esta conversão
que o indicado escala
automática.
no LCD do
Verifique a escala no
equipamento
equipamento e/ou no
mestre DP

O valor medido
Utilize a função de
no sistema Erro de conversão envolvendo
leitura com
Siemens S7 é consistência de dados
consistência, SF14.
sempre zero

Ao usar o sistema
Siemens certifique-se
O valor
de usar a função de
enviado pelo
escrita com
PLC no Erro de conversão envolvendo
consistência, SF15.
sistema consistência de dados ou o
Verifique as escalas
Siemens S7 é status não está sendo enviado
do equipamento e do
sempre zero adequadamente ou ainda uso
PLC e ainda certifique-
ou não está inadequado do arquivo GSD
se que o status é um
correto ao se onde não se finalizou os
valor adequado ao
escrever módulos com Empty_Module
equipamento.
nodevice de
Verifique se a
saída
configuração cíclica
está adequada.

Sem Erro na seleção de baud rate Verifique as


comunicação do coupler DP/PA ou link ou configurações
entre o mestre mesmo da parametrização conforme abaixo:
DP e os dos mesmo ou mesmo - P+F SK1: 93.75
escravos PA problema no barramento kbits/s
- P+F SK2, SK3: até
12 Mbits/s
- Siemens: 45.45
kbits/s
- Link Siemens: até 12
Mbits/s
- Para o SK2. Sk3 é
necessária a
conversão de arquivos
GSDs
- Reveja as condições
do cabeamento,
terminadores,
comprimento, spurs,
fontes, repetidores,
etc.

Tabela 1.5 – Sintomas, causas prováveis e recomendações que podem ser úteis durante a fase de
comissionamento/startup e manutenção

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