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Convenção Coletiva Trabalho 2024 MT

A Convenção Coletiva de Trabalho 2024/2024 estabelece condições de trabalho para empregados de empresas de asseio e conservação em Mato Grosso, com vigência de 01/01/2024 a 31/12/2024. Define pisos salariais, reajustes de 7,70%, e obrigações de pagamento, incluindo a emissão de comprovantes e penalidades por descumprimento. A convenção também aborda gratificações, adicionais noturnos e insalubridade, garantindo direitos e condições justas para os trabalhadores da categoria.
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Convenção Coletiva Trabalho 2024 MT

A Convenção Coletiva de Trabalho 2024/2024 estabelece condições de trabalho para empregados de empresas de asseio e conservação em Mato Grosso, com vigência de 01/01/2024 a 31/12/2024. Define pisos salariais, reajustes de 7,70%, e obrigações de pagamento, incluindo a emissão de comprovantes e penalidades por descumprimento. A convenção também aborda gratificações, adicionais noturnos e insalubridade, garantindo direitos e condições justas para os trabalhadores da categoria.
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CONVENÇÃO COLETIVA DE TRABALHO 2024/2024

NÚMERO DE REGISTRO NO MTE: MT000227/2024


DATA DE REGISTRO NO MTE: 01/08/2024
NÚMERO DA SOLICITAÇÃO: MR034094/2024
NÚMERO DO PROCESSO: 10212.203286/2024-27
DATA DO PROTOCOLO: 10/07/2024

Confira a autenticidade no endereço [Link]

SINDICATO DAS EMPRESAS DE ASSEIO, CONSERVACAO, LIMPEZA PUBLICA E LOCACAO DE MAO-


DE-OBRA DO ESTADO DE MATO GROSSO, CNPJ n. 26.566.471/0001-55, neste ato representado(a) por
seu Vice-Presidente, Sr(a). WALCLIDSON SEBA BATISTA;

SINDICATO DOS EMPREGADOS DE EMPRESAS TERCEIRIZADAS, DE ASSEIO, CONSERVACAO E


LOCACAO DE MAO DE OBRA DE MATO GROSSO, CNPJ n. 26.562.918/0001-18, neste ato
representado(a) por seu Presidente, Sr(a). RONE RUBENS DA SILVA GONSALES;

celebram a presente CONVENÇÃO COLETIVA DE TRABALHO, estipulando as condições de trabalho


previstas nas cláusulas seguintes:

CLÁUSULA PRIMEIRA - VIGÊNCIA E DATA-BASE

As partes fixam a vigência da presente Convenção Coletiva de Trabalho no período de 01º de janeiro de
2024 a 31 de dezembro de 2024 e a data-base da categoria em 01º de janeiro.

CLÁUSULA SEGUNDA - ABRANGÊNCIA

A presente Convenção Coletiva de Trabalho abrangerá a(s) categoria(s) dos Empregados de Empresas
de Asseio e Conservação; EXCETO a Categoria Profissional dos empregados de empresas coletoras
de lixo em vias e logradouros públicos, coleta de lixo domiciliar colocado em containers nas vias
públicas (gari, varredores, capinadores, limpadores de boca-de-lobo, limpa-fossa, operadores de
máquinas especializadas de limpeza pública (vassourões), no serviço de separação e classificação
do lixo urbano e, ainda, no processo de industrialização para transformação de lixo em insumos e
sucatas, através de máquinas de compactação ou transformação nos serviços de aterramento
sanitário, limpeza em praça área verde, recuperadoras de áreas degradadas, implantadoras e
mantenedoras de aterros sanitários em geral, com abrangência territorial em MT.

SALÁRIOS, REAJUSTES E PAGAMENTO


PISO SALARIAL

CLÁUSULA TERCEIRA - PISO NORMATIVO

A presente Convenção Coletiva de Trabalho abrangerá a(s) categoria(s) dos Empregados das Empresas que
prestem serviço Terceirizados em Edifícios e Condomínios Residenciais e Comerciais Mistos, Shopping
Centers, Horizontal ou Vertical, Administradoras de Condomínio e Associações Civis com abrangência
territorial em todo o Estado de Mato Grosso.

Os presentes pisos representam o mínimo a ser pago para cada categoria aqui descrita. As de terceirizações em
condomínios, deverão obedecer os pisos e faixas salariais aqui descritas, não impedindo, que paguem salários e
benefícios a maior. Porém, fica, desde já, pactuado, que não poderá ocorrer variações de salários e benefícios a
menor, sendo reajustado em 7,70% (sete vírgula setenta décimos por cento)

FUNÇÕES 2024
Faxineira, Auxiliar de Limpeza, Servente de limpeza, Serviços Gerais R$ 1.453,90
Auxiliar de Manutenção Condominial R$ 1.604,73
Jardineiro R$ 1.453,90
Office Boy com ou sem moto R$ 1.453,90
Mensageiro Interno ou Externo Continuo R$ 1.453,90
Porteiro, Garagista, Manobrista, Monitor de Postura. R$ 1.493,45
Ascensorista, Recepcionista, Bombeiro Civil. R$ 1.493,45
Vigia com ou motorização R$ 1.493,45
Ronda com ou motorização R$ 1.493,45
Auxiliar de Escritório R$ 1.493,45
Operador de Central de Monitoramento R$ 1.737,16
Oficial de Manutenção Condominial R$ 1.737,16
Encarregado de limpeza de obra, e líder de Aux. De Limpeza R$ 1.835,28
Pintor R$ 1.847,62
Assistente de Contabilidade, Escritório, Tesouraria e Administração. R$ 2.316,62
Analista de Departamento de RH, Analista Administrativo. R$ 2.728,22
Fiscal R$ 2.046,69
Fiscal de Serviços R$ 1.900,36
Caixa R$ 1.493,45
Supervisor de Área/ Shopping, Fiscal de Piso e semelhantes. R$ 1.947,22
Zelador R$ 2.100,63
Administrador R$ 3.091,29
Encarregado de Portaria, Técnico de Segurança Trabalho. R$ 2.893,61
Técnico de em Serviço condominial R$ 2.893,61
Supervisor de Segurança R$ 3.855,67
Gerente Predial, Administrador, condominial nível Superior. R$ 3.855,67
Supervisor de Recursos Humanos, coordenador Financeiro. R$ 3.896,39
Engenheiro de Segurança do Trabalho R$ 7.612,88
Tratorista R$ 2.418,94
Seletor de Lixo/Classificador (receberá + 40% de insalubridade sobre o seu piso) R$ 1.938,60
Separador de Lixo (receberá + 40% de insalubridade sobre seu piso) R$ 1.453,95
Síndico terceirizado R$ 4.200,30
Gerente Predial (nível Médio) R$ 2.525,03

§ 1º – Para agente de monitoramento eletrônico, também será permitida jorna padra 12/36.

§ 2º - Onde houver portaria remota será permitido a contratação de porteiro com jornada de 44 (quarenta e quatro)
horas semanais sendo respeitado em qualquer caso o limite 8 (oito) horas diárias.

§ 3º - Tendo em vista a legalidade e nova abrangência das terceirizações de atividade meio e fim, as entidades
convenentes pactuam que, a partir do registro e arquivamento desta Convenção, poderão juntar, periodicamente,
tabela anexa, na qual contemple novas faixas salariais para funções ainda não previstas neste instrumento de
negociação coletiva de trabalho e que atendam a todos os possíveis e eventuais contratantes.

§ 4º – o presente reajuste retroage à data base, 01 de janeiro de 2024.

CLÁUSULA QUARTA - COMPROVANTE, PAGAMENTO, SISTEMA BANCÁRIO E CONTA SALÁRIO

A empresa que optar por fazer o pagamento do salário de seus funcionários em CHEQUES ADMINISTRATIVOS
e/ou NOMINAIS, ficam obrigadas a fornecer ao trabalhador os vales transportes que forem necessários para a
compensação do referido cheque.

É obrigatória a emissão do comprovante (Holerite físico ou eletrônico) de pagamento com as discriminações de


produção, comissão, desvios de função ou acúmulos, horas extras, contendo a identificação do empregado e
respectiva função.

§ 1º – As empresas deverão lançar no campo de informações dos (holerites físicos ou eletrônicos) o enquadramento
sindical (empregado de condomínio, cooperativa, associação ou empregado de empresas terceirizadas) bem como
o regime tributário utilizado pela empresa naquele contrato. As que não possuírem espaços para essas informações
deverão providência no prazo de 10 dias após o início da vigência da presente convenção.

§ 2º - O descumprimento da presente cláusula ou seu cumprimento insuficiente acarretará multa no valor de 03


(três) pisos da categoria por empregado lesado e serão revertidas na proporção de 80% aos trabalhadores
prejudicados 20% ao Fundo de Amparo ao Trabalhador.

§ 3º - A presente cláusula não prejudica eventuais pedidos de indenização por dano moral individual, coletivo e,
sobretudo, indenização por danos materiais que empregados e/ou empresas do setor tenham sofrido em razão de
fraudes ocorridas em contratações nos segmentos abrangidos por essa CCT.

DO PAGAMENTO. O pagamento das remunerações deve ser efetuado:

1. Contra recibo, assinado pelo empregado e em se tratando de analfabeto, mediante sua impressão digital ou se
esta não for possível, a rogo. Vedado o pagamento em espécie;

2. Em dia útil e no local de trabalho, dentro do horário do expediente ou imediatamente após o encerramento deste.

DO SISTEMA BANCÁRIO O empregador utilizando ou não sistema bancário para o pagamento dos salários e
demais remunerações, os valores deverão estar à disposição do empregado, no prazo máximo de até o 5º dia útil do
mês subsequente.

DAS PENALIDADES ATRASO DE PAGAMENTO Fica estabelecido que no caso de não ser efetuado, pela
empresa, o pagamento dos salários, décimo terceiro e férias, nos seus respectivos prazos legais, incidirá multa
mensal, correspondente a 1% (um por cento) sobre o salário vigente, em favor do empregado prejudicado.

DAS CONTAS SALÁRIOS As empresas que optarem por essa modalidade deverão abrir contas salários para seus
empregados, objetivando uma maior comodidade, bem como maior segurança nos pagamentos.

COMPROVANTE DE PAGAMENTO As empresas ficam obrigadas a fornecer a seus empregados comprovante de


pagamento (contracheques, holerite, cópia de recibo ou comprovantes de depósitos bancários), discriminando
detalhadamente os valores de salários de proventos do trabalho e respectivos descontos. As empresas que pagam
os vencimentos dos seus funcionários na própria empresa, caso os mesmos necessitem utilizar o transporte urbano
para tal, fica a mesma obrigada a repor os vales-transportes, usados pelo trabalhador.

§ Único: Terá força de recibo de pagamento salário o comprovante deposito na conta bancaria em nome do
empregado em estabelecimento bancário nos termos Art. 7º inciso XVI e Art. 8º inciso III da CLT.

CLÁUSULA QUINTA - ADIANTAMENTO SALARIAL

O empregador poderá fazer adiantamento de até 40% (quarenta por cento) da remuneração dos funcionários, até o
dia 20 (vinte) de cada mês subsequente à prestação dos serviços, com identificação do empregador com cópias aos
empregados, Desde que solicitado por escrito pelo empregado, mas a critério exclusivo do empregador.

GRATIFICAÇÕES, ADICIONAIS, AUXÍLIOS E OUTROS


13º SALÁRIO

CLÁUSULA SEXTA - DECIMO TERCEIRO SALÁRIO

Será facultado a empresa o pagamento integral ou proporcional do 13º salário ao trabalhador no dia do seu
aniversário.

OUTRAS GRATIFICAÇÕES

CLÁUSULA SÉTIMA - GRATIFICAÇÕES QUE NÃO INTEGRAM SALÁRIO


§ 1º - As importâncias, ainda que habituais, pagas a título de ajuda de custo, auxílio-alimentação, vedado seu
pagamento em dinheiro, diárias para viagem, prêmios e abonos não integram a remuneração do empregado, não se
incorporam ao contrato de trabalho e não constituem base de incidência de qualquer encargo trabalhista e
previdenciário.

§ 2º - Consideram-se prêmios as liberalidades concedidas pelo empregador em forma de bens, serviços ou valor em
dinheiro a empregado ou a grupo de empregados, em razão de desempenho superior ao ordinariamente esperado
no exercício de suas atividades.

§ 3º - O valor relativo à assistência prestada por serviço médico ou odontológico, próprio ou não, inclusive o
reembolso de despesas com medicamentos, óculos, aparelhos ortopédicos, próteses, órteses, despesas médico-
hospitalares e outras similares, mesmo quando concedido em diferentes modalidades de planos e coberturas, não
integram o salário do empregado para qualquer efeito nem o salário de contribuição, para efeitos do previsto na
alínea q do § 9º do art. 28 da Lei nº 8.212, de 24 de julho de 1991.

§ 4º - Sendo idêntica a função, a todo trabalho de igual valor, prestado ao mesmo empregador ou a qualquer outro,
no mesmo estabelecimento empresarial ou em outro, corresponderá iguais salários e benefícios previstos nessa
Convenção Coletiva de Trabalho sem distinção de sexo, etnia, nacionalidade, idade ou empregador sendo vedado,
em qualquer hipótese, Acordos Coletivos de Trabalho que não observe isoladamente ou em conjunto, qualquer
cláusula deste instrumento negocial.

§ 5º - Tendo em vista o disposto no Artigo 5º (todos são iguais perante as leis) e para efeitos desta Negociação
Coletiva de Trabalho, os sindicatos convenentes, entendem ser inconstitucional o artigo 620º da Consolidação das
Leis do Trabalho, razão e fundamento pelos quais, pactuam que acordos coletivos serão nulos de pleno direito, se
violarem qualquer cláusula desta Convenção Coletiva de Trabalho ou criarem outras, não se sobrepondo, em
nenhuma hipótese ao aqui disposto, de forma isolada ou conglobada só podendo ser aceitos e firmados, se
aumentarem, ponto a ponto, os ganhos e ajustes aqui estabelecidos.

§ 6º - A todo trabalho de igual valor deverá corresponder os mesmos pisos, salários e benefícios e será, para os fins
desta Convenção, o que for feito com igual produtividade e com a mesma perfeição técnica, não podendo haver
qualquer distinção, ainda que decorrente de tempo de serviço, salvo quando tratar de plano cargos salario,
devidamente registrado e arquivado nas entidades Laboral e Patronal conforme CLT

§ 7º - pagamentos por gratificação de função não se incorporam ao salário para qualquer hipótese!

§ 8º - A entrega ao empregado de documentos que comprovem a comunicação da extinção contratual aos órgãos
competentes bem como o pagamento dos valores constantes do instrumento de rescisão ou recibo de quitação
deverão ser efetuados até dez dias contados a partir do término do contrato.

§ 9º - A anotação da extinção do contrato na Carteira de Trabalho e Previdência Social é documento hábil para
requerer o benefício do seguro-desemprego e a movimentação da conta vinculada no Fundo de Garantia do Tempo
de Serviço, nas hipóteses legais, desde que a comunicação prevista no caput deste artigo tenha sido realizada.

§ 10º - As dispensas imotivadas individuais, plúrimas ou coletivas equiparam-se para todos os fins, não havendo
necessidade de autorização prévia de entidade sindical ou de celebração de convenção coletiva ou acordo coletivo
de trabalho para sua efetivação.”

§ 11º - Plano de Demissão Voluntária ou Incentivada, para dispensa individual, plúrima ou coletiva, previsto nesta
convenção coletiva, enseja quitação plena e irrevogável dos direitos decorrentes da relação empregatícia.

ADICIONAL NOTURNO

CLÁUSULA OITAVA - ADICIONAL NOTURNO

Será pago aos empregados que desenvolverem suas atividades em horários consideradas noturnos por Lei (entre
22h00min de um dia até as 05h00min horas do dia seguinte), 25% (vinte e cinco por cento) do salario base de
adicional noturno.

ADICIONAL DE INSALUBRIDADE

CLÁUSULA NONA - INSALUBRIDADE


Fica estabelecido que, constatada a existência de insalubridade, mediante laudo assinado por técnico qualificado
nos planos definidos em Lei, os percentuais devidos serão os seguintes:

Grau Mínimo: 10% do salário mínimo vigente do país, com repercussão nas de mais parcelas contatuais.

Grau Mínimo: 20% do salário mínimo vigente do país, com repercussão nas de mais parcelas contatuais.

Grau Mínimo: 40% do salário mínimo vigente do país, com repercussão nas de mais parcelas contatuais.

AUXÍLIO ALIMENTAÇÃO

CLÁUSULA DÉCIMA - ALIMENTAÇÃO

A empresa pagará ao trabalhador, que não tiver faltas injustificadas, a título de auxilio refeição e vale alimentação, o
valor de R$ 17,50 (dezessete reais e cinquenta centavos) por dia efetivamente trabalhado, exceto os dias em que o
trabalho não ultrapassar 5 horas. Referido benefício será concedido por cartão magnético ou juntamente com o
salário mensal, sendo que este não será computado como salário para nenhuma hipótese de lei, já que se trata de
um auxilio concedido a todos os empregados, mediante o desconto em conformidade com o previsto no Sistema
PAT.

§ 1º – Aos empregados filiados ou contribuintes ao sindicato laboral, fica garantida a concessão deste benefício com
desconto de 10% (quinze por cento) mensais e aos não filiados ou não contribuintes, de até 20% da contrapartida
prevista no sistema PAT.

§ 2º: As partes convencionam que este benefício deverá ser concedido através de cartão magnético eletrônico ou
juntamente com o salário mensal. Também nessa hipótese, as partes acordam que o benefício não tem natureza
salarial, não integrando a remuneração do empregado para qualquer fim.

AUXÍLIO TRANSPORTE

CLÁUSULA DÉCIMA PRIMEIRA - VALE TRANSPORTE PARA OS EMPREGADOS

O empregador concederá o vale-transporte sendo seu valor correspondente por meio de pagamento antecipado em
dinheiro, até o quinto dia útil de cada mês, em conformidade com o inciso XXVI, do artigo 7º, da Constituição
Federal, e, também, em cumprimento às disposições da Lei nº 7418, de 16 de dezembro de 1985, com a redação
dada pela Lei nº 7619, de 30 de setembro de 1987, regulamentada pelo Decreto nº 95.247, de 16 de novembro de
1987, e, ainda, em conformidade com a decisão do Colendo TST no Processo TST-AA-366.360/97.4 (AC. SDC),
publicada no DJU 07.08.98, Seção I, p. 314. Deverá o empregador neste caso, efetivar o repasse do vale transporte,
na mesma data do pagamento salarial, sendo que o pagamento em espécie, não se integrará ao salário do
trabalhador para nenhum efeito, conforme legislação em vigor.

§ ÚNICO – O pagamento poderá ser realizado por cartão vale transporte ou cartão Mobilidade ou juntamente com
salário, exceto o primeiro mês de trabalho o qual deverá ser antecipado.

SEGURO DE VIDA

CLÁUSULA DÉCIMA SEGUNDA - SEGURO DE VIDA E DO AUXÍLIO E ASSISTÊNCIA SOCIAL

DO SEGURO DE VIDA E DO AUXÍLIO E ASSISTÊNCIA SOCIAL EM CASO DE MORTE OU INV DO SEGURO DE


VIDA E DO AUXÍLIO E ASSISTÊNCIA SOCIAL EM CASO DE MORTE OU INVALIDEZ, TOTAL E PERMANENTE –
Ocorrendo morte do empregado, mulher e filhos até 21 anos por qualquer motivo, sua família (leia-se mulher e
filhos, se houver) deverá receber, às expensas dos respectivos empregadores, mediante contratação de seguro de
vida, sem prejuízo de outros seguros previstos nesta CCT, os seguintes valores, assistência e auxilio.

Morte: pagamento de R$ 6.000,00.

Invalidez total ou parcial, Pagamento de R$ 6.000,00.

Auxílio-funeral: reembolso de despesas do funeral ao beneficiário ou a quem realizar os gastos, mediante


apresentação dos comprovantes de pagamentos limitados a R$ 8.000,00.
Auxílio - alimentação: Entrega de três cestas básicas, no valor de R$ 300,00 reais cada uma.

§ 1º – Por esta cláusula fica convencionado que as empresas contratarão seguro de vida em favor de todos os seus
empregados.

§ 2º – As empresas terão prazo de 30 (trinta) dias, a contar da assinatura da Presente Convenção Coletiva de
Trabalho, para enviar ao sindicato, cópia autenticada da apólice que garanta estes exatos benefícios aos
trabalhadores na qual deve ser parte integrante de suas condições especiais a íntegra das condições da presente
cláusula de seguro de vida, e respectivo comprovante de pagamento do prêmio mensal, sobre pena de multa de 01
piso da categoria por empregado eventualmente não segurado.

§ 3º – É de responsabilidade da empresa, enviar para a seguradora toda documentação necessária para efetivação
da apólice dos funcionários, bem como a atualização do banco de dados no sistema.

§ 4º - A inadimplência por parte do empregador importara no seu dever de indenizar ao trabalhador, sua família ou
herdeiro legal, toda a cobertura acima relacionada.

EMPRÉSTIMOS

CLÁUSULA DÉCIMA TERCEIRA - EMPRÉSTIMO CONSIGNADO

(Lei 10.820/2003) – O sindicato Laboral quando solicitado pelos empregados, disponibilizarão a estes, convênios ou
contratos que viabilizem empréstimos pessoais, aos empregados, com desconto em folha de ate 40% do seu salario
base por parcela.

CONTRATO DE TRABALHO – ADMISSÃO, DEMISSÃO, MODALIDADES


NORMAS PARA ADMISSÃO/CONTRATAÇÃO

CLÁUSULA DÉCIMA QUARTA - TRABALHO EM DOMINGOS E FERIADOS

O labor em domingos e feriados, quando não concedida uma folga compensatória, será remunerado com 100%.
Fica excepcionado o labor em jornada de 12x36, tendo vista que nessa hipótese, conforme norma da Reforma
Trabalhista, não há qualquer acréscimo pelo labor em domingos e feriados.

DESLIGAMENTO/DEMISSÃO

CLÁUSULA DÉCIMA QUINTA - RESCISÃO CONTRATUAL

As empresas terão 15 (quinze) dias para fazer as homologações, a contar da data de pagamento do Termo de
Rescisão de Contrato de Trabalho. As rescisões deverão ser homologadas, no sindicato laboral, independentemente
do período de admissão do trabalhador em vigência do contrato de trabalho, devendo o empregador fornecer carta
de apresentação ao empregado dispensado, no ato da sua rescisão contratual, exceto nas dispensas por justa
causa. Nas situações em que a empregadora não conseguir localizar o empregado, dentro do prazo acima
estipulado, a mesma deverá notificar expressamente o sindicato laboral da situação.

§ 1º - O pagamento dos valores constantes do instrumento de rescisão ou recibo de quitação deverão ser efetuados
em até dez dias contados a partir do termino do contrato.

§ 2º - A não homologação ou a homologação efetivada em sindicato laboral diverso da categoria aqui pactuada
(terceirização) acarretará em multa de 02 pisos da categoria para o empregado desassistido na rescisão de seu
contrato de trabalho.

CLÁUSULA DÉCIMA SEXTA - DISPENSA DO TRINTÍDIO


Caso a projeção do aviso prévio, mesmo que proporcional, se der nos trinta dias que antecedem a data-base da
categoria, a empresa ficará dispensada de efetuar o pagamento do salário adicional previsto pelas Lei n° 6.708/79 e
a Lei n° 7.238/84, desde que o encerramento do contrato tenha ocorrido por determinação do tomador dos serviços.

AVISO PRÉVIO

CLÁUSULA DÉCIMA SÉTIMA - AVISO PRÉVIO

AVISO PRÉVIO Nos termos da lei 12.506/11 e orientação do M T E (Nota Técnica 184/2012) o aviso prévio de
empregador para empregado será de 30 (trinta) dias para trabalho ininterrupto para o mesmo empregador até um
ano. Para cada ano completo, o empregado terá direito a mais 03 (três) dias até o total de 90 (Noventa) dias para 20
anos de trabalho prestado ao mesmo empregador.

§ 1º - Considerando a proporcionalidade estabelecida pela Lei nº 12.506/2011, no caso do aviso prévio concedido
pelo empregador e integralmente trabalhado pelo empregado que tiver mais de um ano de serviço e que optar pela
folga prevista no art. 488 da CLT (procura de novo emprego), terá direito à mesma na seguinte proporção:

. até 39 dias de aviso prévio, folga de 7 dias;

. de 42 a 48 de aviso prévio, 8 dias de folga;

. de 51 a 60 dias de aviso prévio, 9 dias de folga;

. de 63 a 69 de aviso prévio, 10 dias de folga;

. de 72 a 78 de viso prévio, 11 dias de folga e

. de 81 a 90 de aviso prévio, 12 dias de folga.

§ 2º - No Aviso Prévio dado pela empresa ao empregado, deverá constar por escrito, assinatura entre as partes
(empregador/empregado) o local, dia e hora da homologação.

§ 3º - DA DISPENSA DO AVISO TRABALHADO:

O empregado que, durante o cumprimento do AVISO PRÉVIO dado pelo empregador, solicitar formalmente a
dispensa dos demais dias por ter conseguido novo emprego com comprovação documentos, terá direito a se
desligar da empresa de imediato, percebendo apenas os dias trabalhados no curso de aviso, desobrigando a
empresa dos dias restantes e sem ônus para as partes.

SUSPENSÃO DO CONTRATO DE TRABALHO

CLÁUSULA DÉCIMA OITAVA - CONTRATO DE EXPERIÊNCIA E SUSPENSÃO

O contrato de experiência ficará suspenso em caso de afastamento de trabalho por motivo de infortúnio do trabalho.
Completando-se o tempo nele previsto somente após o termino do benefício previdenciário

CONTRATO A TEMPO PARCIAL

CLÁUSULA DÉCIMA NONA - CONTRATO DE TRABALHO EM REGIME DE TEMPO PARCIAL E BANCO


HORAS

Considera-se trabalho em regime de tempo parcial aquele cuja duração não exceda a quarenta horas semanais,
sem a possibilidade de horas suplementares semanais, ou, ainda, aquele cuja duração não exceda a vinte e seis
horas semanais, com a possibilidade de acréscimo de até seis horas suplementares semanais.

§ 1º - As horas suplementares à duração do trabalho semanal normal serão pagas com o acréscimo de 50%
(cinquenta por cento) sobre o salário-hora normal.

§ 2º - Na hipótese de o contrato de trabalho em regime de tempo parcial ser estabelecido em número inferior a vinte
e seis horas semanais, as horas suplementares a este quantitativo serão consideradas horas extras para fins do
pagamento estipulado no § 3º, estando também limitadas a seis horas suplementares semanais.
§ 3º - As horas suplementares da jornada de trabalho normal poderão ser compensadas diretamente até a semana
imediatamente posterior à da sua execução, devendo ser feita a sua quitação na folha de pagamento do mês
subsequente, caso não sejam compensadas.

§ 4º - É facultado ao empregado contratado sob regime de tempo parcial converter um terço do período de férias a
que tiver direito em abono pecuniário.

§ 5º - As férias do regime de tempo parcial são regidas pelo disposto no art. 130 desta da CLT.

§ 6º - Duração diária do trabalho poderá ser acrescida de horas extras, em número não excedente de duas, por
acordo individual.

§ 7º - A remuneração da hora extra será, pelo menos, 50% (cinquenta por cento) superior à da hora normal.

§ 8º - Na hipótese de rescisão do contrato de trabalho sem que tenha havido a compensação integral da jornada
extraordinária, na forma dos §§ 2º e 5º deste artigo, o trabalhador terá direito ao pagamento das horas extras não
compensadas, calculadas sobre o valor da remuneração na data da rescisão.

§ 9º - O banco de horas de que trata o § 2º deste artigo poderá ser pactuado por acordo individual escrito, desde
que a compensação ocorra no período máximo de seis meses.

§ 10º - É lícito o regime de compensação de jornada estabelecido por acordo individual, tácito ou escrito, para a
compensação no mesmo mês.

§ 11º - Em exceção ao disposto no art. 59 da Consolidação das Leis do Trabalho, é facultado, mediante acordo
individual escrito, estabelecer horário de trabalho de doze horas seguidas por trinta e seis horas ininterruptas de
descanso, observados ou indenizados os intervalos para repouso e alimentação.

§ 12º - A remuneração mensal pactuada pelo horário previsto na clausula deste artigo abrange os pagamentos
devidos pelo descanso semanal remunerado e pelo descanso em feriados, e serão considerados compensados os
feriados e as prorrogações de trabalho noturno, quando houver, de que tratam o art. 70 e o § 5º do art. 73 da CLT.

§ 13º - O não atendimento das exigências legais para compensação de jornada, inclusive quando estabelecida
mediante acordo tácito, não implica a repetição do pagamento das horas excedentes à jornada normal diária se não
ultrapassada a duração máxima semanal, sendo devido apenas o respectivo adicional.

§ 14º - A prestação de horas extras habituais não descaracteriza o acordo de compensação de jornada e o banco de
horas.

§ 15º - Excetuam-se da exigência de licença prévia as jornadas de doze horas de trabalho por trinta e seis horas
ininterruptas de descanso.

§ 16º - A não concessão ou a concessão parcial do intervalo intrajornada mínimo, para repouso e alimentação, a
empregados urbanos e rurais, implica o pagamento, de natureza indenizatória, apenas do período suprimido, com
acréscimo de 50% (cinquenta por cento) sobre o valor da remuneração da hora normal de trabalho.

§ 17º - Fica vedado o banco de horas em acordo coletivo ou contrato individual.

§ 18º - A empresa que optar pelo referido banco só poderá exigir jornada máxima de 10 horas diárias.

§ 19º - As horas pertencentes ao banco de horas deverão ser compensadas no prazo máximo de 180 dias da data
da realização das mesmas.

OUTRAS NORMAS REFERENTES A ADMISSÃO, DEMISSÃO E MODALIDADES DE


CONTRATAÇÃO

CLÁUSULA VIGÉSIMA - FUNÇÕES DOS TRABALHADORES NOS POSTOS DE SERVIÇOS

1º- Zelador (CBO 5141-20), competindo às seguintes funções:

a) inspecionar e zelar pela conservação das áreas e coisas de uso comum;

b) Receber e transmitir as ordens emanadas do síndico para fazer cumprir a convenção condominial e o respectivo
regulamento interno zelando pelo sossego e observância da disciplina no edifício;

c) inspecionar o funcionamento das instalações elétricas e hidráulicas, assim como os equipamentos de uso
comum;
d) executar funções de manutenção básica no que lhe for cabível para conservação das áreas e coisas de uso
comum, tais como: substituição de lâmpadas e saneamento de vazamentos hidráulicos de pequeno porte, que não
exijam conhecimentos técnicos especializados, salvo jardinagem, limpeza de piscina, etc.

e) não lhe é pertinente à manutenção ou a execução de serviços que exijam conhecimentos técnicos e ponham em
risco sua segurança pessoal, bem como aquelas em equipamentos eletroeletrônicos e hidráulicos passíveis de
manutenção por empresa especializada;

f) Fiscalizar os serviços executados dentro do condomínio por prestadores de serviços, ainda que legalmente
credenciados para execução dos referidos;

g) Proceder à distribuição internamente das correspondências que chegam diariamente no condomínio;

h) Outras atribuições definidas no contrato de trabalho, de acordo com as características e peculiaridades de cada
edifício.

2º - Porteiro (CBO 5174-10), competindo às seguintes funções:

a) Fiscalizar a entrada e saída de pessoas e veículos, controlando a abertura e fechamento de portões de garagem,
sociais ou de serviços, manual ou eletronicamente, sendo vedado ausentar-se do posto de serviço por mais de 05
metros, sob pena de advertência e abandono de posto;

b) Estar atento para o funcionamento adequado das coisas de uso comum, observando eventuais emergências,
quando acionará o zelador, o síndico ou a administração condominial;

c) Encarregar-se do controle das correspondências, recebendo-as e encaminhando-as aos destinatários para evitar
extravios;

d) Zelar para o sossego e bem estar dos moradores, durante sua jornada de trabalho, anotando eventuais
ocorrências e transmitindo-as ao zelador e na sua inexistência ao síndico ou seu sucessor no posto;

e) Outras atribuições definidas no contrato de trabalho, de acordo com as características e peculiaridades de cada
edifício.

3º - Ascensorista (CBO 5141-05), com jornada máxima diária de 6h (seis horas) a ele competindo às seguintes
funções:

a) Operar elevadores com pessoas, cargas ou automóveis, acionando os dispositivos eletrônicos ou manuais,
interna ou externamente;

b) Controlar o número de pessoas, o acesso ao elevador, suas paradas e chamadas, assim como atender com
cortesia, informando aos ocupantes os andares de parada, assim como a indicação de andares e a localização de
profissionais ou empresas nos andares do edifício;

c) Cuidar da limpeza, desinfecção, ordem e bom aspecto geral da cabine interna do elevador;

d) Comunicar ao zelador, e na sua inexistência ao síndico, eventuais falhas, ruídos e problemas gerais de

funcionamento dos elevadores e portas;

e) Outras atribuições definidas no contrato de trabalho, de acordo com as características e peculiaridades de cada
edifício.

4º - Manobrista / Garagista (CBO 5141-10), competindo-lhe as seguintes funções:

a) Manter os veículos regularmente estacionados e trancados, recolhendo as chaves do contato, colocando-as em


local seguro, previamente determinado;

b) Desde que devidamente habilitado perante as leis de trânsito, movimentar os veículos dos condôminos, nas áreas
comuns, entradas e saídas de garagens, de conformidade com as regras de funcionamento do edifício;

c) Controlar a entrada e saída de veículos, através de cartões eletrônicos ou manuais de garagem;


d) Outras atribuições definidas no contrato de trabalho, de acordo com as características e peculiaridades de cada
edifício.

5º - Faxineiro / auxiliar de limpeza / servente de limpeza (CBO 5143-20), competindo às seguintes funções:

a) Executar os serviços de limpeza rotineira, em geral, para manter em condições de higiene e bom aspecto as
áreas e coisas de uso comum do edifício;

b) Recolhimento, transporte e acondicionamento do lixo produzido no edifício, em local adequado;

c) Outras atribuições definidas no contrato de trabalho, de acordo com as características e peculiaridades de cada
edifício.

6º - Auxiliar de Escritório/Administrativo (CBO 4110-05), competindo-lhe executar funções burocráticas, nos


casos de condomínio, com sistema administrativo na forma de autogestão.

Tratam de documentos variados cumprindo todo o procedimento necessário referente ao aos mesmos.

7° - Gerente Predial (Nível Superior, CBO 1421-5), competindo-lhe executar as seguintes funções:

a) É o empregado que tem como atribuição exclusiva a de supervisionar, gerenciar e comandar os demais
empregados a ele subordinado nas tarefas diárias junto ao condomínio, bem como, auxiliar o síndico no
planejamento para as tarefas de manutenção e conservação das áreas comuns, especialmente na aquisição de
materiais de consumo;

b) Fica expressamente proibido ao gerente condominial exercer qualquer função de seus subordinados, ficando
exclusivamente no cargo de comando, não fazendo jus ao pagamento do adicional por acúmulo de função;

c) Atribuir e supervisionar o serviço dos demais empregados a ele subordinado, especialmente quanto ao exato
cumprimento das tarefas a eles designadas, aplicando quando for o caso as penalidades previstas na legislação
trabalhistas vigentes;

d) Orientar e fiscalizar os demais empregados no uso adequado de materiais de limpeza e a obrigatoriedade de


utilização de equipamentos individuais e coletivos, quando sejam necessários para os desempenhos das
atividades;

e) Estabelecer escalas de trabalho, bem como, de descanso semanal remunerado, inclusive do domingo, visando à
efetiva fruição destes direitos pelos demais trabalhadores a ele subordinado;

f) Controlar o tempo de serviço dos demais empregados a ele subordinado bem como conceder férias anuais no
prazo previsto em lei;

g) Orientar e fazer cumprir pelos demais empregados a ele subordinado sobre exato cumprimento da convenção
condominial e regulamento interno e deliberação em assembleias gerais a ele comunicadas por escrito pelo síndico;

h) Controlar o efetivo cumprimento das normas regulamentadoras do Ministério do Trabalho e Emprego,


especialmente a NR7, PCMSO, NR9 e PPRA;

i) Autorizar expressamente aos empregados a ele subordinados a realização de trabalho extraordinário quando
necessário, bem como, acumulação de funções nos termos da cláusula do adicional por acumulo de função;

j) Controlar e determinar a realização de vistorias, inspeções e obtenção de licenças quanto à limpeza e


desinfecções de caixas de água, caixas de gordura, auto de vistoria de corpo de bombeiros, para- raios e demais
manutenções obrigatórias pelas legislações federais, estaduais e municipais;

k) Outras atribuições a serem estipulas em contrato de trabalho, conforme as características e costumes de cada
condomínio, que não coincidam com as demais funções previstas nesta convenção;

l) Autorizar expressamente aos empregados a ele subordinados a realização de trabalho extraordinário quando
necessário, bem como, acumulação de funções nos termos da cláusula do adicional por acumulo de função;

m) Controlar e determinar a realização de vistorias, inspeções e obtenção de licenças quanto à limpeza e


desinfecções de caixas de água, caixas de gordura, auto de vistoria de corpo de bombeiros, para- raios e demais
manutenções obrigatórias pelas legislações federais, estaduais e municipais;

n) Outras atribuições a serem estipulas em contrato de trabalho, conforme as características e costumes de cada
condomínio, que não coincidam com as demais funções previstas nesta convenção.

8° - Gerente Predial (Nível Médio, CBO 1421-5), competindo-lhe executar as seguintes funções:

a) É o empregado que tem como atribuição exclusiva a de supervisionar, gerenciar e comandar os demais
empregados a ele subordinado nas tarefas diárias junto ao condomínio, bem como, auxiliar o síndico no
planejamento para as tarefas de manutenção e conservação das áreas comuns, especialmente na aquisição de
materiais de consumo;

b) Fica expressamente proibido ao gerente condominial exercer qualquer função de seus subordinados, ficando
exclusivamente no cargo de comando, não fazendo jus ao pagamento do adicional por acúmulo de função;

c) Atribuir e supervisionar o serviço dos demais empregados a ele subordinado, especialmente quanto ao exato
cumprimento das tarefas a eles designadas, aplicando quando forem o caso as penalidades previstas na legislação
trabalhistas vigentes;

d) Orientar e fiscalizar os demais empregados no uso adequado de materiais de limpeza e a obrigatoriedade de


utilização de equipamentos individuais e coletivos, quando sejam necessários para os desempenhos das
atividades;

e) Estabelecer escalas de trabalho, bem como, de descanso semanal remunerado, inclusive do domingo, visando à
efetiva fruição destes direitos pelos demais trabalhadores a ele subordinado;

f) Controlar o tempo de serviço dos demais empregados a ele subordinado bem como conceder férias anuais no
prazo previsto em lei;

g) Orientar e fazer cumprir pelos demais empregados a ele subordinado sobre exato cumprimento da convenção
condominial e regulamento interno e deliberação em assembleias gerais a ele comunicadas por escrito pelo síndico;

h) Controlar o efetivo cumprimento das normas regulamentadoras do Ministério do Trabalho e Emprego,


especialmente a NR7, PCMSO, NR9 e PPRA;

i) Autorizar expressamente aos empregados a ele subordinados a realização de trabalho extraordinário quando
necessário, bem como, acumulação de funções nos termos da cláusula do adicional por acumulo de função;

j) Controlar e determinar a realização de vistorias, inspeções e obtenção de licenças quanto à limpeza e


desinfecções de caixas de água, caixas de gordura, auto de vistoria de corpo de bombeiros, para- raios e demais
manutenções obrigatórias pelas legislações federais, estaduais e municipais;

k) Outras atribuições a serem estipulas em contrato de trabalho, conforme as características e costumes de cada
condomínio, que não coincidam com as demais funções previstas nesta convenção;

l) Autorizar expressamente aos empregados a ele subordinados a realização de trabalho extraordinário quando
necessário, bem como, acumulação de funções nos termos da cláusula do adicional por acumulo de função;

m) Controlar e determinar a realização de vistorias, inspeções e obtenção de licenças quanto à limpeza e


desinfecções de caixas de água, caixas de gordura, auto de vistoria de corpo de bombeiros, para- raios e demais
manutenções obrigatórias pelas legislações federais, estaduais e municipais;

n) Outras atribuições a serem estipulas em contrato de trabalho, conforme as características e costumes de cada
condomínio, que não coincidam com as demais funções previstas nesta convenção.

9° - Agente de Monitoramento Eletrônica (CBO 3744-05), competindo-lhe executar as seguintes funções:

a) - Acompanha e avalia os dados fornecidos por aparelhagem técnica, estuda os circuitos elétricos e sistema
interno de “CFTV”, gravando as imagens geradas antes de registrar atos e fatos ocorridos durante a execução dos
trabalhos e resgatá-las quando necessário;

b) - Acompanha o sistema de alarme eletrônico das bases, controlando as sirenes de alerta e/ou emergência que
são acionadas em casos de invasão de locais, incêndios ou outras situações de risco.
c) - Interpretam os acontecimentos pelos monitores, identificando os tipos de ocorrências para avaliação de riscos,
executando varreduras eletrônicas através das câmeras instaladas.

d) - Mantém contato com os órgãos ligados à segurança pública e prestadores de serviços de utilidade pública,
sempre que necessitar da atuação destes para a verificação de possíveis sinistros;

e) - Aciona o setor próprio para executar a manutenção dos equipamentos para mantê-los sempre ligados e em
perfeito estado de funcionamento.

f) - Carrega a bateria dos rádios e demais equipamentos necessários para mantê-los sempre em funcionamento;

g) - Realiza backup das imagens gravadas e armazenam pelo período determinado pelo condomínio;

h) - Elabora relatórios e comunicam seu superior de ocorrências em seu local de trabalho;

i) - Fazer rondas de inspeção de vigilância e segurança nas áreas internas da base de operação, observando
atentamente quaisquer movimentações e/ou atitudes suspeitas, antes de inibir o interesse e a ação de ilícitos, bem
como proteger e defender a integridade física das pessoas presentes em seu local de atuação;

j) – Manter-se atento através do monitor / vídeo, em relação entrada e saída de material e de pessoas, seguindo
determinação do condomínio.

10º - Ronda, competindo-lhe executar as seguintes funções:

a) – Ajuda o porteiro ou o garagista;

b) – Entrega de correspondências;

c) – Acompanhamento de visita, prestador de serviços e entregador;

d) – Realiza ronda interna, na área comum do condomínio, para checar se o regimento interno está sendo seguido
pelos condôminos.

CLÁUSULA VIGÉSIMA PRIMEIRA - ANOTAÇÃO DA FUNÇÃO NA CTPS

As empresas ficam obrigadas a anotar na Carteira de Trabalho, a função efetivamente exercida pelo empregado,
bem como devolvida ao trabalhador em no máximo 48 (quarenta e oito) horas.

DOCUMENTOS DOS EMPREGADOS Os documentos pessoais dos empregados quando necessário serão
recebidos e entregues mediante recibo, no próprio local de trabalho, obedecendo aos prazos previstos em lei.

CLÁUSULA VIGÉSIMA SEGUNDA - CONTRATO DE TRABALHO INDIVIDUAL E A VIGÊNCIA

O contrato individual de trabalho poderá ser acordado tácita ou expressamente, verbalmente ou por escrito, por
prazo determinado ou indeterminado, ou para prestação de trabalho intermitente.

§ 1º - Considera-se como intermitente o contrato de trabalho no qual a prestação de serviços, com subordinação,
não é contínua, ocorrendo com alternância de períodos de prestação de serviços e de inatividade, determinados em
horas, dias ou meses, independentemente do tipo de atividade do empregado e do empregador.

§ 1º - Nos contratos individuais de trabalho cuja remuneração seja superior a duas vezes o limite máximo
estabelecido para os benefícios do Regime Geral de Previdência Social, poderá ser pactuada cláusula
compromissória de arbitragem, desde que por iniciativa do empregado ou mediante a sua concordância expressa,
nos termos previstos na Lei nº 9.307, de 23 de setembro de 1996.

CLÁUSULA VIGÉSIMA TERCEIRA - CONTRATO DE TRABALHO INTERMITENTE


O contrato de trabalho intermitente deve ser celebrado por escrito e deve conter especificamente o valor da hora de
trabalho, que não pode ser inferior ao valor horário do salário mínimo ou àquele devido aos demais empregados do
estabelecimento que exerçam a mesma função em contrato intermitente ou não.

§ 1º - O empregador convocará, por qualquer meio de comunicação eficaz, para a prestação de serviços,
informando qual será a jornada, com, pelo menos, três dias corridos de antecedência.

§ 2º - Recebida a convocação, o empregado terá o prazo de um dia útil para responder ao chamado, presumindo-
se, no silêncio, a recusa.

§ 3º - A recusa da oferta não descaracteriza a subordinação para fins do contrato de trabalho intermitente.

§ 4º - Aceita a oferta para o comparecimento ao trabalho, a parte que descumprir, sem justo motivo, pagará à outra
parte, no prazo de trinta dias, multa de 50% (cinquenta por cento) da remuneração que seria devida, permitida a
compensação em igual prazo.

§ 5º - O período de inatividade não será considerado tempo à disposição do empregador, podendo o trabalhador
prestar serviços a outros contratantes.

§ 6º - Ao final de cada período de prestação de serviço, o empregado receberá o pagamento imediato das seguintes
parcelas:

I - Remuneração;

II - Férias proporcionais com acréscimo de um terço;

III - décimo terceiro salário proporcional;

IV - Repouso semanal remunerado;

V - Adicionais legais.

§ 7º - O recibo de pagamento deverá conter a discriminação dos valores pagos relativos a cada uma das parcelas
referidas no § 5º desta cláusula, bem como o enquadramento sindical legítimo e o regime tributário utilizado para a
empresa naquela contratação.

§ 8º - O empregador efetuará o recolhimento da contribuição previdenciária e o depósito do Fundo de Garantia do


Tempo de Serviço, na forma da lei, com base nos valores pagos no período mensal e fornecerá ao empregado
comprovante do cumprimento dessas obrigações.

§ 9º - A cada doze meses, o empregado adquire direito a usufruir, nos doze meses subsequentes, um mês de férias,
período no qual não poderá ser convocado para prestar serviços pelo mesmo empregador.

CLÁUSULA VIGÉSIMA QUARTA - CONTRATO DE TRABALHO PODERÁ SER EXTINTO

O contrato de trabalho poderá ser extinto por acordo entre empregado e empregador, caso em que serão devidas as
seguintes verbas trabalhistas:

I - Por metade:

a) o aviso prévio, se indenizado;

b) a indenização sobre o saldo do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço, prevista no § 1º do art. 18 da Lei nº
8.036, de 11 de maio de 1990;

II - Na integralidade, as demais verbas trabalhistas.

§ 1º A extinção do contrato prevista no caput deste artigo permite a movimentação da conta vinculada do trabalhador
no Fundo de Garantia do Tempo de Serviço na forma do inciso I-A do art. 20 da Lei nº 8.036, de 11 de maio de 1990,
limitada até 80% (oitenta por cento) do valor dos depósitos.

§ 2º A extinção do contrato por acordo prevista no caput deste artigo não autoriza o ingresso no Programa de
Seguro-Desemprego.
CLÁUSULA VIGÉSIMA QUINTA - PERDA DE CONTRATO

Considerando a tipicidade da atividade de terceirização de serviços e a necessidade de prever para os


trabalhadores maior segurança no emprego, e para isso incentivar as empresas para efetivamente participarem
desse intento, fica pactuado que as empresas que sucederem outras na prestação do mesmo serviço em razão de
nova licitação pública ou novo contrato contratarão os empregados da anterior, sem descontinuidade da prestação
dos serviços, sendo que nesse caso a rescisão SERÁ POR ACORDO e obrigará ao pagamento do percentual de
20% (vinte por cento) sobre os depósitos do FGTS e pagamentos de metade do aviso prévio, se indenizado, ou seu
cumprimento normal.

§ 1º – Havendo real impossibilidade da continuação do trabalhador nos serviços, devidamente justificado pela
empresa ou pelo empregado, o empregado terá direito a indenização no percentual de 40% (quarenta por cento)
sobre os depósitos do FGTS e os demais direitos previstos em Lei, inclusive o art.477 da CLT.

§ 2º – Quando a empresa entregar os avisos prévios aos seus empregados em razão da proximidade do término do
contrato de prestação de serviço e por qualquer motivo der continuidade ao contrato caberá ao respectivo
empregador fazer a retratação, em razão da manutenção do emprego.

§ 3º – No encerramento do contrato entre o empregador e o tomador de serviço, persistindo pendências de


homologações de rescisões contratuais, poderá a empresa vencedora do contrato de prestações de serviços efetuar
a assinatura do novo contrato de trabalho na CTPS do trabalhador reaproveitado, independentemente da devida
baixa do contrato anterior.

CLÁUSULA VIGÉSIMA SEXTA - CONTRATO DE TRABALHO EM REGIME DE TELETRABALHO

A prestação de serviços pelo empregado em regime de teletrabalho observará o disposto nesta cláusula e na CLT.

§ 1º - Considera-se teletrabalho a prestação de serviços preponderantemente fora das dependências do


empregador, com a utilização de tecnologias de informação e de comunicação que, por sua natureza, não se
constituam como trabalho externo.

§ 2º - O comparecimento às dependências do empregador para a realização de atividades específicas que exijam a


presença do empregado no estabelecimento não descaracteriza o regime de teletrabalho.

§ 3º - A prestação de serviços na modalidade de teletrabalho deverá constar expressamente do contrato individual


de trabalho, que especificará as atividades que serão realizadas pelo empregado.

§ 4º - Poderá ser realizada a alteração entre regime presencial e de teletrabalho desde que haja mútuo acordo entre
as partes, registrado em aditivo contratual.

§ 5º - Poderá ser realizada a alteração do regime de teletrabalho para o presencial por determinação do
empregador, garantido prazo de transição mínimo de quinze dias, com correspondente registro em aditivo
contratual.

§ 6º - As disposições relativas à responsabilidade pela aquisição, manutenção ou fornecimento dos equipamentos


tecnológicos e da infraestrutura necessária e adequada à prestação do trabalho remoto, bem como ao reembolso de
despesas arcadas pelo empregado, serão previstas em contrato escrito.

§ 7º - As utilidades mencionadas no caput deste artigo não integram a remuneração do empregado.

CLÁUSULA VIGÉSIMA SÉTIMA - PERÍODO DE ESTABILIDADE

Computar-se-ão, na contagem de tempo de serviço, para efeito de indenização e estabilidade, somente os períodos
em que o empregado estiver afastado do trabalho prestando serviço militar e por motivo de acidente do trabalho.

§ 1º Por não se considerar tempo à disposição do empregador, não será computado como período extraordinário o
que exceder a jornada normal, ainda que ultrapasse o limite de cinco minutos previsto no § 1º do art. 58 desta
Consolidação, quando o empregado, por escolha própria, buscar proteção pessoal, em caso de insegurança nas
vias públicas ou más condições climáticas, bem como adentrar ou permanecer nas dependências da empresa para
exercer atividades particulares, entre outras:
I - Práticas religiosas;

II - Descanso; III - lazer;

IV - Estudo;

V - Alimentação;

VI - Atividades de relacionamento social;

VII - higiene pessoal;

VIII - troca de roupa ou uniforme, quando não houver obrigatoriedade de realizar a troca na empresa.

RELAÇÕES DE TRABALHO – CONDIÇÕES DE TRABALHO, NORMAS DE


PESSOAL E ESTABILIDADES
ESTABILIDADE MÃE

CLÁUSULA VIGÉSIMA OITAVA - ESTABILIDADE DA GESTANTE

A garantia assegurada à gestante pela Constituição Federal, no artigo 10º, inciso II, alínea “b”, do Ato das
Disposições Constitucionais Transitórias, será prorrogada por mais 30 (trinta) dias, exceto nos casos de contrato por
prazo determinado e dispensa por justa causa.

AMAMENTAÇÃO Os intervalos para amamentação previstos no art. 396º da CLT poderão ser acumulados em único
intervalo da jornada, a critério da empregada-mãe, desde que o mesmo coincida com o horário de início ou final de
um dos turnos da jornada de trabalho. Uma vez fixado o horário, o mesmo somente poderá ser alterado por acordo
entre empregado e empregador.

ESTABILIDADE APOSENTADORIA

CLÁUSULA VIGÉSIMA NONA - EMPREGADOS PRÓXIMOS A APOSENTADORIA

As empresas não poderão dispensar seus empregados optantes pelo regime do FGTS, durante 12 (doze) meses
imediatamente anteriores à aquisição do direito de aposentadoria por tempo de serviço, desde que o mesmo possua
03 (três) anos de serviços prestados, podendo o empregado, por livre e espontânea vontade, de forma expressa
renunciar a tal garantia.

ESTABILIDADE ADOÇÃO

CLÁUSULA TRIGÉSIMA - ADOTANTES

Terá direito a uma licença remunerada de 120 (cento e vinte) dias ininterruptos a mães adotantes, no caso de
adoção de criança na faixa etária de zero a um ano de idade, desde que regularizada legalmente, consoante Lei
12.010/2009.

JORNADA DE TRABALHO – DURAÇÃO, DISTRIBUIÇÃO, CONTROLE, FALTAS


INTERVALOS PARA DESCANSO

CLÁUSULA TRIGÉSIMA PRIMEIRA - JORNADA DE TRABALHO

A jornada de trabalho nos postos será de 06h00min horas corridas, 08h00min horas com intervalo mínimo de
01h00min hora. Cabível também jornada de 12x36 (doze horas de labor, por trinta e seis de
descanso).
§ 1º - As horas extras dos feriados serão pagas com acréscimo de 100% (cem por cento) conforme a Lei, e as
demais com 50% (Cinquenta por cento) conforme determina o Art. 59 incisos I da CLT, desde que não haja
compensação na semana seguinte.

§ 2º - Para base de cálculo horas extras será tomada como base 180 horas mensal para escala de 12/36.

CLÁUSULA TRIGÉSIMA SEGUNDA - INTERVALO INTRAJORNADA - HORARIO CORRIDO

O intervalo intrajornada será de, no mínimo, 0h30min., sendo que sua violação implicará em pagamento de
indenização respectiva pelo período violado do intervalo (indenização de tantos quantos forrem os minutos
suprimidos), podendo o Sindicato da Categoria fiscalizar o cumprimento da presente cláusula, e, se constatada a
irregularidade comunicar ao Ministério do Trabalho para apuração. O intervalo poderá ser indenizado na forma da
cláusula anterior.

§ único - O intervalo intrajornada não poderá ultrapassar o limite de 05 horas diárias, ficando autorizado referido
intervalo que exceder 02 horas. Todo intervalo excedido será descontado da jornada diária do trabalhador.

CONTROLE DA JORNADA

CLÁUSULA TRIGÉSIMA TERCEIRA - CONTROLE DO HORARIO DE TRABALHO

As empresas poderão adotar sistemas alternativos eletrônicos de controle de jornada de trabalho, nos termos do Art.
1 e 3 da Portaria 373 de 25/02/2011.

CLÁUSULA TRIGÉSIMA QUARTA - TEMPO DESPENDIDO PELO EMPREGADO

O tempo despendido pelo empregado desde a sua residência até a efetiva ocupação do posto de trabalho e para o
seu retorno, caminhando ou por qualquer meio de transporte, inclusive o fornecido pelo empregador, não será
computado na jornada de trabalho, por não ser tempo à disposição do empregador.

FALTAS

CLÁUSULA TRIGÉSIMA QUINTA - AUSÊNCIA JUSTIFICADA

Os empregados poderão deixar de comparecer ao serviço, sem prejuízo na remuneração nos prazos e condições
prevista no Art. 473 da CLT e as seguintes:

a) 05 dias corridos por motivo de casamento;

b) 05 dias corridos por motivo de falecimento do cônjuge ou companheiro (a) ou outros dependentes, conforme
determina a Lei.

c) 05 dias corridos de licença paternidade.

d) Nos dias em que comprovadamente estiver realizando provas de exames vestibulares para ingresso em
estabelecimento de ensino superior.

e) Serão abonadas as faltas ou horas não trabalhadas do (a) empregado (a) que necessitar assistir seus filhos
menores de 14 (quatorze) anos em médicos, desde que o fato resulte devidamente comprovado, posteriormente,
através de atestado médico do filho e no máximo 03 (três) vezes em cada 12 (doze) meses.

f) até 3 (três) dias, em cada 12 (doze) meses de trabalho, em caso de realização de exames preventivos de câncer
devidamente comprovada.

g) até 2 (dois) dias para acompanhar consultas médicas e exames complementares durante o período de gravidez
de sua esposa ou companheira; (Lei nº 13.257, de 2016).
CLÁUSULA TRIGÉSIMA SEXTA - ABONO DE FALTA DA MÃE

Em caso de internação do filho menor de 07 (sete) anos, ou filho excepcional ou deficiente físico, menor de 14
(quatorze) anos, será concedido, o abono de falta de no máximo 03 (três) dias consecutivos, mediante apresentação
de comprovante de internação, assinado pelo médico ou instituição de saúde.

OUTRAS DISPOSIÇÕES SOBRE JORNADA

CLÁUSULA TRIGÉSIMA SÉTIMA - SUBSTITUIÇÃO

Enquanto perdurar a substituição superior a 15 (quinze) dias e que não tenha caráter meramente eventual, o
empregado substituto fará jus ao salário do substituído, desde que o empregado substituído esteja vinculado em
carteira ao mesmo empregador e excluídas as vantagens pessoais.

FÉRIAS E LICENÇAS
DURAÇÃO E CONCESSÃO DE FÉRIAS

CLÁUSULA TRIGÉSIMA OITAVA - FÉRIAS CONCESSÃO

Fica assegurado que o aviso de férias seja entregue ao trabalhador até 30 (trinta) dias antes do início do período de
concessão.

DAS FÉRIAS PROPORCIONAIS O Empregado que se demitem antes de completar 12 (doze) meses de serviço tem
direito a férias proporcionais (Enunciado 261 TST).

§ 1º – Para cálculo das férias deve-se tomar como base o salário base da data da sua concessão, computados a
este os adicionais por trabalho extraordinário, noturno, insalubre ou perigoso conforme dispõe o art. 142, caput e
parágrafo 5º da CLT.

§ 2º – Em caso de rescisão, o pagamento das férias será calculado obedecendo ao que dispõe o Artigo 130 da CLT,
com o pagamento dos dias proporcionais ao que o trabalhador teria direito caso gozasse das mesmas e
considerando as faltas.

SAÚDE E SEGURANÇA DO TRABALHADOR


CONDIÇÕES DE AMBIENTE DE TRABALHO

CLÁUSULA TRIGÉSIMA NONA - UTENSILIOS BÁSICOS PARA O TRABALHADOR

Fica convencionado que o Condomínio Contratante garantirá aos funcionários da Contratadas utensílios básicos,
tais como água potável e gelada, acesso a banheiro, materiais higiênicos e outros em seus postos de trabalho.

CLÁUSULA QUADRAGÉSIMA - PRODUTOS QUÍMICOS E TÓXICOS

Fica expressamente proibido o manuseio de produto químico e tóxico por empregados não habilitados, exceto
aqueles empregados que forem comprovadamente qualificados.

CLÁUSULA QUADRAGÉSIMA PRIMEIRA - MEDIDAS RELATIVAS À ENGENHARIA, SEGURANÇA DO


TRABALHO, PREVENÇÃO DE ACIDENT
Todas as empresas do segmento deverão implantar coordenar e manter as seguintes normas regulamentadoras
relativas à segurança e medicina do trabalho (lei 6.514/77):

NORMA REGULAMENTADORA Nº 04 - Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do


Trabalho: Estabelece a obrigatoriedade das empresas públicas e privadas, que possuam empregados regidos pela
CLT, de organizarem e manterem em funcionamento, Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em
Medicina do Trabalho - SESMT, com a finalidade de promover a saúde e proteger a integridade do trabalhador no
local de trabalho. A fundamentação legal, ordinária e específica, que dá embasamento jurídico à existência desta
NR, é o artigo 162 da CLT.

NORMA REGULAMENTADORA Nº 05 - Comissão Interna de Prevenção de Acidentes - CIPA: Estabelece a


obrigatoriedade das empresas públicas e privadas organizarem e manterem em funcionamento, por
estabelecimento, uma comissão constituída exclusivamente por empregados com o objetivo de prevenir infortúnios
laborais, através da apresentação de sugestões e recomendações ao empregador para que melhore as condições
de trabalho, eliminando as possíveis causas de acidentes do trabalho e doenças ocupacionais. A fundamentação
legal, ordinária e específica, que dá embasamento jurídico à existência desta NR, são os artigos 163 a 165 da CLT.

NORMA REGULAMENTADORA Nº 06 - Equipamentos de Proteção Individual - EPI: Estabelece e define os tipos de


EPI's a que as empresas estão obrigadas a fornecer a seus empregados, sempre que as condições de trabalho o
exigirem, a fim de resguardar a saúde e a integridade física dos trabalhadores. A fundamentação legal, ordinária e
específica, que dá embasamento jurídico à existência desta NR, são os artigos 166 e 167 da CLT.

NORMA REGULAMENTADORA Nº 09 - Programas de Prevenção de Riscos Ambientais: Estabelece a


obrigatoriedade de elaboração e implementação, por parte de todos os empregadores e instituições que admitam
trabalhadores como empregados, do Programa de Prevenção de Riscos Ambientais - PPRA, visando à preservação
da saúde e da integridade física dos trabalhadores, através da antecipação, reconhecimento, avaliação e
consequente controle da ocorrência de riscos ambientais existentes ou que venham a existir no ambiente de
trabalho, tendo em consideração a proteção do meio ambiente e dos recursos naturais. A fundamentação legal,
ordinária e específica, que dá embasamento jurídico à existência desta NR, são os artigos 175 a 178 da CLT.

NORMA REGULAMENTADORA Nº 10 - Instalações e Serviços em Eletricidade: Estabelece as condições mínimas


exigíveis para garantir a segurança dos empregados que trabalham em instalações elétricas, em suas diversas
etapas, incluindo elaboração de projetos, execução, operação, manutenção, reforma e ampliação, assim como a
segurança de usuários e de terceiros, em quaisquer das fases de geração, transmissão, distribuição e consumo de
energia elétrica, observando-se, para tanto, as normas técnicas oficiais vigentes e, na falta destas, as normas
técnicas internacionais. A fundamentação legal, ordinária e específica, que dá embasamento jurídico à existência
desta NR, são os artigos 179 a 181 da CLT.

NORMA REGULAMENTADORA Nº 11 - Transporte, Movimentação, Armazenagem e Manuseio de Materiais:


Estabelece os requisitos de segurança a serem observados nos locais de trabalho, no que se 11 refere ao
transporte, à movimentação, à armazenagem e ao manuseio de materiais, tanto de forma mecânica quanto manual,
objetivando a prevenção de infortúnios laborais. A fundamentação legal, ordinária e específica, que dá
embasamento jurídico à existência desta NR, são os artigos 182 e 183 da CLT.

NORMA REGULAMENTADORA Nº 15 - Atividades e Operações Insalubres: Descreve as atividades, operações e


agentes insalubres, inclusive seus limites de tolerância, definindo, assim, as situações que, quando vivenciadas nos
ambientes de trabalho pelos trabalhadores, ensejam a caracterização do exercício insalubre, e também os meios de
proteger os trabalhadores de tais exposições nocivas à sua saúde. A fundamentação legal, ordinária e específica,
que dá embasamento jurídico à existência desta NR, são os artigos 189 e 192 da CLT.

NORMA REGULAMENTADORA Nº 16 - Atividades e Operações Perigosas: Regulamenta as atividades e as


operações legalmente consideradas perigosas, estipulando as recomendações prevencionistas correspondentes.
Especificamente no que diz respeito ao Anexo n° 01: Atividades e Operações Perigosas com Explosivos, e ao anexo
n° 02: Atividades e Operações Perigosas com Inflamáveis, tem a sua existência jurídica assegurada através dos
artigos 193 a 197 da CLT.A fundamentação legal, ordinária e específica, que dá embasamento jurídico à
caracterização da energia elétrica como sendo o 3° agente periculoso é a Lei n° 7.369 de 22 de setembro de 1985,
que institui o adicional de periculosidade para os profissionais da área de eletricidade. A portaria MTb n° 3.393 de 17
de dezembro de 1987, numa atitude casuística e decorrente do famoso acidente com o Césio 137 em Goiânia, veio
a enquadrar as radiações ionizantes, que já eram insalubres de grau máximo, como o 4° agente periculoso, sendo
controvertido legalmente tal enquadramento, na medida em que não existe lei autorizadora para tal.

NORMA REGULAMENTADORA Nº 17 - Ergonomia: Visa estabelecer parâmetros que permitam a adaptação das
condições de trabalho às condições psicofisiológicas dos trabalhadores, de modo a proporcionar um máximo de
conforto, segurança e desempenho eficiente. A fundamentação legal, ordinária e específica, que dá embasamento
jurídico à existência desta NR, são os artigos 198 e 199 da CLT.

NORMA REGULAMENTADORA Nº 21 - Trabalho a Céu Aberto: Tipifica as medidas prevencionistas relacionadas


com a prevenção de acidentes nas atividades desenvolvidas a céu aberto, tais como, em minas ao ar livre e em
pedreiras. A fundamentação legal, ordinária e específica, que dá embasamento jurídico à existência desta NR, é o
artigo 200 inciso IV da CLT.

NORMA REGULAMENTADORA Nº 23 - Proteção Contra Incêndios: Estabelece as medidas de proteção contra


Incêndios, estabelece as medidas de proteção contra incêndio que devem dispor os locais de trabalho, visando à
prevenção da saúde e da integridade física dos trabalhadores. A fundamentação legal, ordinária e específica, que dá
embasamento jurídico à existência desta NR, é o artigo 200 inciso IV da CLT.

NORMA REGULAMENTADORA Nº 24 - Condições Sanitárias e de Conforto nos Locais de Trabalho: Disciplina os


preceitos de higiene e de conforto a serem observados nos locais de trabalho, especialmente no que se refere a:
banheiros, vestiários, refeitórios, cozinhas, alojamentos e água potável, visando a higiene dos locais de trabalho e a
proteção à saúde dos trabalhadores. A fundamentação legal, ordinária e específica, que dá embasamento jurídico à
existência desta NR, é o artigo 200 inciso VII da CLT.

NORMA REGULAMENTADORA Nº 25 - Resíduos Industriais: Estabelece as medidas preventivas a serem


observadas, pelas empresas, no destino final a ser dado aos resíduos industriais resultantes dos ambientes de
trabalho de modo a proteger a saúde e a integridade física dos trabalhadores. A fundamentação legal, ordinária e
específica, que dá embasamento jurídico à existência desta NR, é o artigo 200 inciso VII da CLT.

NORMA REGULAMENTADORA Nº 26 - Sinalização de Segurança: Estabelece a padronização das cores a serem


utilizadas como sinalização de segurança nos ambientes de trabalho, de modo a proteger a saúde e a integridade
física dos trabalhadores. A fundamentação legal, ordinária e específica, que dá embasamento jurídico à existência
desta NR, é o artigo 200 inciso VIII da CLT.

NORMA REGULAMENTADORA Nº 32 - Segurança e Saúde no Trabalho em Estabelecimentos de Saúde: Tem por


finalidade estabelecer as diretrizes básicas para a implementação de medidas de proteção à segurança e à saúde
dos trabalhadores dos serviços de saúde, bem como daqueles que exercem atividades de promoção e assistência à
saúde em geral.

NORMA REGULAMENTADORA Nº 33 - Segurança e Saúde no Trabalho em Espaços Confinados: Tem como


objetivo estabelecer os requisitos mínimos para identificação de espaços confinados e o reconhecimento, avaliação,
monitoramento e controle dos riscos existentes, de forma a garantir permanentemente a segurança e saúde dos
trabalhadores que interagem direta ou indiretamente nestes espaços.

§ 1º – A implantação, coordenação e manutenção das normas regulamentadoras, acima elencadas, deverão ser
comprovadas, através de documentos hábeis e idôneos, junto aos sindicatos signatários deste instrumento coletivo
de trabalho, trimestralmente, sob pena da incidência das penalidades contidas na cláusula 66ª desta CCT.

§ 2º – A partir desta CCT as empresas ficam obrigada a apresentar aos sindicatos convenentes o LTCAT (laudo
técnico ambiente de trabalhado).

UNIFORME

CLÁUSULA QUADRAGÉSIMA SEGUNDA - UNIFORME

Serão fornecidos 02 (dois) uniformes, gratuitamente a todos os seus trabalhadores (operacionais, administrativos),
com reposição obrigatória a cada 12 (doze) meses, caso o empregado seja demitido ou peça demissão, os
uniformes serão devolvidos nas condições em que se encontrarem.

CIPA – COMPOSIÇÃO, ELEIÇÃO, ATRIBUIÇÕES, GARANTIAS AOS CIPEIROS

CLÁUSULA QUADRAGÉSIMA TERCEIRA - CIPA

As Empresas que tiverem em seu quadro de funcionários acima de trinta e cinco empregados serão criadas a CIPA,
a eleição será feita entre os empregados.

TREINAMENTO PARA PREVENÇÃO DE ACIDENTES E DOENÇAS DO TRABALHO

CLÁUSULA QUADRAGÉSIMA QUARTA - DO BENEFICIO TRATAMENTOS ODONTOLÓGICO BÁSICO


PREVENTIVO
Os empregadores deverão sob pena de multa fornecer aos seus empregados filiados ou contribuintes ao sindicato
laboral, gratuitamente, assistência odontológica básica: Limpeza, Extração, Aplicação de flúor, preventiva e
Restauração.

§ 1º - Para efetivo cumprimento desta cláusula, o empregador disponibilizara aos empregados as informações do
local e contato onde os mesmos poderão ser atendidos.

§ 2º - Para o efetivo cumprimento desta clausula, o empregador que não cumprir com o aqui estabelecido, pagará
multa mensal de R$ 100,00 (cem reais) à cada empregado prejudicado retroativos, mês a mês ao início da
inadimplência independente do prejuízo ao empregado.

CLÁUSULA QUADRAGÉSIMA QUINTA - PROGRAMA DE CONTROLE MÉDICO DE SAÚDE


OCUPACIONAL

As empresas implantarão o PCMSO, devendo, o médico responsável, responder pela implantação, coordenação,
manutenção e responsabilidade civil e criminal deste programa exigido em Lei.

§ 1º - Aos associados ou não ao sindicato patronal DEVERÃO aderir à forma coletiva para o adimplemento dos
benefícios: SEGURO DE VIDA, DOS EXAMES OCUPACIONAIS (ADMISSIONAL, DEMISSIONAL, MUDANÇA
DEFUNÇÃO, PERIÓDICO E RETORNO AO TRABALHO), DOS TRATAMENTOS ODONTOLÓGICOS
BÁSICOSPREVENTIVOS, DO PCMSO E PPRA desta CCT, visando a efetiva redução dos custos, estipula-se o
valor de R$49,00 (Quarenta e nove Reais) por empregado, mensalmente a ser repassado ao sindicato Patronal, o
qual, negociará diretamente ou por empresa(s) especializada(s) em benefícios e devidamente credenciada pelo
Sindicato Patronal, com estrutura operacional e administrativa local, bem como comprove, a critério do sindicato
credenciante, estar apta atender a demanda e prestar os benefícios a todos os empregados da categoria
profissional, obrigando-se manter e assegurar a rede de saúde credenciada a cobertura dos referidos benefícios.

ACEITAÇÃO DE ATESTADOS MÉDICOS

CLÁUSULA QUADRAGÉSIMA SEXTA - MÉDICO E ODONTOLOGICO ATESTADO

Serão aceitos pela empresa, atestados médicos e odontológicos fornecidos pelos médicos e dentistas do sindicato
ou de qualquer outro órgão de saúde, que devidamente habilitados ao exercício da profissão, tendo que apresentar
o mesmo no 1° dia de retorno ao trabalho. Nos atestados deverão constar obrigatoriamente o CRM ou CRO, a
assinatura e o carimbo do profissional que procedeu ao atendimento.

RELAÇÕES SINDICAIS
REPRESENTANTE SINDICAL

CLÁUSULA QUADRAGÉSIMA SÉTIMA - LIBERAÇÃO DE DIRIGENTE SINDICAL

O dirigente sindical será liberado pelo empregador para comparecer a assembleias da categoria, congressos ou
reuniões sindicais, pelo período máximo de 10 (dez) dias durante o ano, sem prejuízo de sua remuneração, ficando
obrigado ao aviso prévio de 72 (setenta e duas) horas do afastamento e comprovação posterior do cumprimento do
compromisso.

CONTRIBUIÇÕES SINDICAIS

CLÁUSULA QUADRAGÉSIMA OITAVA - CONTRIBUIÇÕES LABORAL

DA CONTRIBUIÇÃO ASSISTENCIAL NEGOCIAL ANUAL


As empresas Terceirizadas de Asseio, Conservação e locação de mão-de-obra atuantes no estado de Mato Grosso,
descontarão no mês da negociação coletiva de todos empregados em folha de pagamento, 1/30 dos dias
trabalhados a fim de custear os serviços negociais do respectivo Sindicato, (Sumula nº 86 do TRT/RS 4ª Região e
ação Civil Pública nº 01398-2005-134-03-00-3 da 5ª vara do TRT/MG 3ª Região e tese do tema 935, ARE
1018459 do STF). Este valor deverá ser repassado pelas empresas através de depósito na CEF – Caixa Econômica
Federal, no prazo máximo de 10 dias após o desconto. O SEEAC/MT torna público por esta Convenção Coletiva
que o trabalhador poderá se opor ao referido desconto, que neste caso, RENUNCIARA AUTOMATICAMENTE AO
DIREITO DO BENEFICIO CESTA BASICA, DO BENEFICIO AUXILIO TRATAMENTO BASICO ODONTOLOGICO
E O BENEFICIO DO DESCONTO DE ATÉ 5% PARA OS FILIADOS E ATÉ 10% PARA OS CONTRIBUINTES DA
CONTRIBUIÇÃO AQUI PREVISTA, PELO PAT NO AUXILIO ALIMENTAÇÃO, e então o Sindicato deverá proceder
o ressarcimento do valor ao empregado que o requerer por escrito ou E-mail juntamente com cópia do holerite ao
sindicato no prazo máximo de 15 dias corridos, onde então o Sindicato fará o depósito na conta corrente da
empresa que será comunicada via ofício com cópia do depósito e está por sua vez fará o ressarcimento na próxima
folha de pagamento.

§ 1º - O não recolhimento da Contribuição prevista nesta Cláusula no prazo estabelecido ensejara na aplicação de
multa, revertida ao sindicato laboral, consistente em 01 piso da categoria, mais 0,12% (doze décimo por cento) por
dia de atraso sobre o valor descontado.

§ 2º - Ocorrendo descontos nos salários dos empregados e não havendo repasse ao sindicato, o mesmo
encaminhará denúncia criminal ao Ministério Público, para apuração e início da competente ação por apropriação
indébita prevista no artigo 168º do Código Penal, responsabilizando-se o dirigente da pessoa jurídica conforme
parágrafo 5º do artigo 173 da CF 1988 concomitante à competente ação por descumprimento.

DA CONTRIBUIÇÃO ASSISTENCIAL MENSAL DOS BENEFICIADOS POR ESTA CCT

As empresas de Asseio, Conservação e locação de mão-de-obra e limpeza publica atuantes no estado de Mato
Grosso, descontarão mensalmente de todos empregado em folha de pagamento 1% do salario base de todos
empregados não filiados, mas, ASSISTIDOS E BENEFICIADOS POR ESTA CCT (Sumula nº 86 do TRT/RS 4ª
Região e ação Civil Pública nº 01398-2005-134-03-00-3 da 5ª vara do TRT/MG 3ª Região e tese do tema 935,
ARE 1018459 do STF) ao sindicato laboral. Este valor deverá ser repassado pelas empresas através de depósito na
CEF – Caixa Econômica Federal, todo dia 10 de cada mês. O SEEAC/MT torna público por este ACT, que o
empregado poderá se opor ao referido desconto, manifestando-se por escrito ou e-mail destinado à empresa com
cópia ao sindicato, que neste caso, RENUNCIARA AUTOMATICAMENTE AO DIREITO DO BENEFICIO CESTA
BASICA, DO BENEFICIO AUXILIO TRATAMENTO BASICO ODONTOLOGICO E O BENEFICIO DO DESCONTO
DE ATÉ 10% PELO PAT NO AUXILIO ALIMENTAÇÃO.

§ 1º - O não recolhimento da Contribuição prevista nesta Cláusula no prazo estabelecido ensejara na aplicação de
multa, revertida ao sindicato laboral, consistente em 01 piso da categoria, mais 0,12% (doze décimo por cento) por
dia de atraso sobre o valor descontado.

§ 2º - Ocorrendo descontos nos salários dos empregados e não havendo repasse ao sindicato, o mesmo
encaminhará denúncia criminal ao Ministério Público, para apuração e início da competente ação por apropriação
indébita prevista no artigo 168º do Código Penal, responsabilizando-se o dirigente da pessoa jurídica conforme
parágrafo 5º do artigo 173 da CF 1988 comcimitante à competente ação por descumprimento.

DA CONTRIBUIÇÃO SOCIAL LABORAL

As empresas descontarão mensalmente, na folha de pagamento de todos os empregados sindicalizados que tenha
autorizado por escrito, a Contribuição social, na importância de 2,00% (dois por cento) e repassar os valores
descontados até o décimo segundo dia do mês subsequente, para o SEEAC/MT.

§ 1º - Da mesma forma, será também descontada em folha de pagamento daqueles empregados sindicalizados que
forem admitidos na vigência deste acordo e que ainda não tiverem sofrido esse desconto, da remuneração a ser
paga no mês de admissão, devendo essa importância ser recolhida até o décimo quinto dia do mês subsequente.

§ 2º - O não recolhimento da Contribuição prevista nesta Cláusula e no seu parágrafo primeiro, no prazo
estabelecido enseja na aplicação de multa, revertida ao sindicato laboral, consistente em 01 piso da categoria, mais
0,11% (onze décimos por cento) ao dia sobre o valor descontado.
§ 3º - Ocorrendo descontos nos salários dos empregados e não havendo repasse ao sindicato, o mesmo
encaminhará denúncia criminal ao Ministério Público, para apuração e início da competente ação por apropriação
indébita prevista no artigo 168º do Código Penal, responsabilizando-se o dirigente da pessoa jurídica conforme
parágrafo 5º do artigo 173 da CF 1988.

CLÁUSULA QUADRAGÉSIMA NONA - CONTRIBUIÇÕES SINDICAIS PATRONAL

RELATES SINDICAIS – CONTRIBUIÇÕES SINDICAIS – CONTRIBUIÇÕES DOS EMPREGADORES PARA FAZER


FACE AOS RECURSOS NECESSÁRIOS PARA ASSINATURA DA PRESENTE CONVENÇÃO COLETIVA QUE
TERÁ REFLEXOS PARA TODA A CATEGORIA, E NÃO SOMENTE PARA OS ASSOCIADOS.

Considerando o previsto no art. 611-A da CLT, prevalecerão sobre a lei todos os pontos objetos de Acordo ou
Convenção Coletiva, ressaltados as vedações previstas no art. 611-B;

Considerando que o art. 611-B não veda a estipulação de contribuição decorrente de Convenção Coletiva para toda
a categoria econômica, diante disso prevalece o negociado sobre o legislado;

Assim por deliberação da Assembleia Geral do Sindicato patronal de acordo com o disposto nos art.7º inciso XXVI,
8° III e VI da Constituição Federal, todas as empresas que exercem atividades representadas pelo Sindicato
Patronal, ou seja, asseio, conservação, limpeza pública, urbana, ambiental e locação de mão de obra em geral, via
terceirização, recolherão em favor do Sindicato Patronal – SEAC/MT, mediante guia a ser fornecida por este, a
CONTRIBUIÇÃO NEGOCIAL, para a assistência negocial a todos e não somente a associados, conforme
estabelecido na seguinte tabela.

Empresas de 000 a 100 empregados: um piso da categoria.

Empresas de 101 a 200 empregados: dois pisos da categoria.

Empresas de 201 a 300 empregados: três pisos da categoria.

Empresas de 301 a 500 empregados: quatro pisos da categoria.

Empresas de 501 a 700 empregados: cinco pisos da categoria.

Empresas de 701 a 1000 empregados: seis pisos da categoria.

Empresas de 1001 a 2000 empregados: sete pisos da categoria.

Empresas de 2001 a 3000 empregados: oito pisos da categoria.

Empresas de 3001 a 5000 empregados: nove pisos da categoria.

A pedido escrito da empresa interessada, encaminhado ao SEAC-MT, esses valores poderão ser parcelados.

§ 1º – A Contribuição Negocial será distribuída da seguinte forma:

I – 70% para o Sindicato;

II – 25% para a Federação;

III – 5% para a Confederação. Parágrafo Segundo – O atraso no pagamento da contribuição supramencionada


acarretada a incidência de multa de 10% do valor da contribuição, bem como em correção monetária a ser calculada
pela média dos índices fornecidos pelo IGPM/FGV e INPC/IBGE.

DA CONTRIBUIÇÃO CONFEDERATIVA PATRONAL

O sindicato convenente cobrara da categoria econômica e profissional, a Contribuição Confederativa no mês de


outubro no valor de 01 piso da categoria.

DA CONTRIBUIÇÃO ASSOCIATIVA PATRONAL


Conforme decisão da Assembleia Geral da Categoria Econômica, as Empresas de Asseio, Conservação,
Terceirização e Locação de Mão-de-obra, Limpeza Pública, Urbana e Ambiental, que operam ou vierem a operar no
Estado de Mato Grosso. ASSOCIADAS ao sindicato patronal recolherão, mensalmente, com recursos próprios ao
SEAC/MT, através de guias fornecidas pelo mesmo, com valores equivalentes a 1,00% (um por cento) do montante
bruto da folha de pagamento de cada mês. Para se apurar o valor a ser cobrado mensalmente. Cada empresa
deverá, a cada mês, apresentar o CAGED na secretaria do SEAC/MT. A empresa que não o fizer, até o dia 20 de
cada mês, terá sua cobrança feita via bancária pelo valor máximo apurado naquele mês entre as empresas
sindicalizadas.

OUTRAS DISPOSIÇÕES SOBRE RELAÇÃO ENTRE SINDICATO E EMPRESA

CLÁUSULA QUINQUAGÉSIMA - CONVÊNIOS DO SEEAC/MT

As empresas se obrigam a descontar das folhas de pagamentos dos empregados até o 10º dia do mês, os
convênios firmados pelo sindicato laboral, repassando imediatamente os valores correspondentes, desde que seja
protocolado na empresa a relação dos descontos até no máximo o dia 20 do mês anterior e que as empresas
tenham ciência PRÉVIA do convênio firmado e ainda seja respeitado o limite legal e mensal de comprometimento
salarial.

§ 1º – Ocorrendo o desconto, nos salários dos empregados e o não repasse, nos termos e forma aqui estabelecidos,
a cobrança se dará em nome da empresa, sem prejuízo, ainda, dos sansões cíveis e criminais previstas em lei em
face da apropriação indébita.

§ 2º - Uma vez protocolado, pelo sindicato laboral, na data prevista nesta cláusula e, não havendo o devido
desconto e repasse, a empresa sofrerá multa equivalente a meio piso da categoria, por empregado lesado revertido
proporcionalmente (50% + 50-%) ao sindicato laboral e empregados das empresas.

§ 3º – Os empregados que estiverem afastados da empresa por algum motivo e utilizarem os convênios do sindicato
laboral, ficam estes cientes que no seu retorno ao trabalho, serão descontados todos os valores que forem utilizados
no período em sua integralidade.

§ 4º – O empregador poderá efetuar descontos no salário dos empregados nas seguintes situações:

a) Em caso de dano ou prejuízo causado pelo empregado, por culpa ou dolo;

b) Adiantamentos autorizados expressamente pelo empregado;

c) Convênios firmados pelos sindicatos laboral, patronal ou empresas;

CLÁUSULA QUINQUAGÉSIMA PRIMEIRA - INFORMAÇÕES DOS EMPREGADOS

As empresas enviarão ao Sindicato laboral, semestralmente, a relação de nomes dos empregados associados os
quais foram efetuados os descontos da CONTRIBUIÇÃO SOCIAL MENSAL, bem como seus respectivos valores.

DA RELAÇÃO DOS EMPREGADOS NOS SETORES DE SERVIÇOS

Como objetivo de preservar e resguardar só direitos e benefícios dos empregados constantes nesta CCT , as
empresas deverão fornecer, quando solicitados por quaisquer dos sindicatos convenientes, CAGED ou E-SOCIAL,
Relação dos Setores e holerites, no prazo de 10 dias sobre de pena de multa de 01 piso da categoria revertido a
cada empregados presumidamente prejudicado pela ocultação das informações solicitadas.

Considerando que o SEEAC/MT - Sindicato dos Empregados das Empresas Terceirizadas de Asseio, Conservação
e Locação de Mão de Obra de Mato Grosso, CNPJ nº 26.562.918/0001-18, ingressou em juízo para buscar a
recuperação de todas as contribuições previdenciárias indevidamente descontadas dos trabalhadores em favor do
INSS – Processo Judicial nº 0003361-49.2017.4.01.3400, distribuído em 19/01/2017 na a 1ª Vara da justiça Federal
de Brasília/DF. O Sindicato disponibilizara e solicitara por meio digital (seeacacaoinss@[Link] ou
seeac_mt@[Link] e obrigam-se os empregadores a encaminha-los ao mesmo, os seguintes dados relativos a
todos os trabalhadores com os quais mantiveram/mantêm vínculo empregatício a partir de 01/2012:

I – Nome completo;
II – CPF;

III – Relatórios financeiros anuais ou holerites mensais em que constem todas as rubricas que compuseram os
vencimentos do trabalhador.

§ 1º. Caso prefira, ao invés de fornecer as informações em arquivos individualizados por trabalhador, o empregador
poderá fornecer as informações consolidadas através de relatórios gerados por seu sistema interno, desde que tais
relatórios apresentem todas as informações acima listadas e sejam fornecidos em um dos seguintes formatos:

I – Arquivo “Manad”;

II – Arquivo em formato “.txt”;

III – Arquivo em formato “.csv”;

IV – Arquivo em formato “.xml”.

§ 2º. Caso o empregador encontre qualquer dificuldade operacional na geração ou fornecimento dos
dados/informações descritos nesta cláusula, o escritório de advocacia estará à disposição para fazer contato
diretamente com a empresa responsável pelo sistema utilizado pelo empregador, buscando as orientações sobre
como os dados poderão ser extraídos ou mesmo solicitando diretamente a extração à empresa, caso assim seja
autorizado pelo empregador.

§ 3º - Ressalta-se que por força deste instrumento, que a referida ação é em desfavor do INSS e em benefício dos
empregados, sem nenhum prejuízo ou reflexo negativo ao seu empregador. Neste sentido, o empregador que
recusar-se a fornecer os referidos dados no prazo de 10 dias a contar da solicitação pelo sindicato via e-mail
indicado no “caput”, e como consequência, causar prejuízo ao seu empregado, ficara obrigado a indenizar o mesmo,
o valor correspondente a que tem direito na ação com as devidas correções.

CLÁUSULA QUINQUAGÉSIMA SEGUNDA - ANOTAÇÕES, ALTERAÇÕES E INFORMAÇÕES SOBRE


EMPREGADO

Quando houver solicitação pelo empregado, mesmo após a rescisão, para preenchimento de formulários, relativos à
concessão de benefícios previdenciários vinculados a informação inerente de trabalho na empresa, esta não poderá
se recusar em prestar tais informações.

§ único - As empresas deverão fornecer aos seus EX-EMPREGADOS, desde que solicitado por estes, carta de
apresentação, informando a data de admissão e cargo ocupado.

CLÁUSULA QUINQUAGÉSIMA TERCEIRA - SERVIÇO SOCIAL

Em parceria entre Sindicato laboral e patronal, fica pactuado que toda empresa com vagas em seu quadro de
empregados, poderá informar aos sindicatos para que os mesmos possam enviar currículos ou solicitações de
emprego para futura entrevista e contratação com referências do sindicato.

CLÁUSULA QUINQUAGÉSIMA QUARTA - EXPEDIENTE NO SINDICATO LABORAL

O Sindicato Laboral funcionará no horário 06 horas corridas para melhor comodidade de atendimento a categoria no
horário de almoço, das 11:30 às 17:30 horas, de segunda-feira às sextas-feiras, mantendo sempre um diretor apto a
homologar rescisões e prestar as devidas informações às empresas, bem como aos seus associados, para melhor
atendimentos dos empregados em horário de almoço.

§ 1º – O Sindicato Laboral deverá comunicar o sindicato patronal e Delegacia Regional do Trabalho e Emprego –
DRTE - com antecedência mínima de 05 dias, todos os recessos e períodos em que não estará em funcionamento.

CLÁUSULA QUINQUAGÉSIMA QUINTA - COMPROVANTE DE REGULARIDADE CONVÊNCIONAL


Fica instituído, por este instrumento, o Comprovante de Regularidade Convencional, o qual será emitido somente
àquelas empresas que estiverem com suas obrigações convencionais (relativas ao segmento) em situação regular.
A certidão de que trata esta cláusula INDEPENDE de filiação e não está sujeita ao pagamento de qualquer taxa,
custa ou emolumento. (nos termos do Termo de Ajustamento de conduta 0168/2004 PGT 23ª Região).

§ 1º – Fica criado o SELO de REGULARIDADE CONVENCIONAL.

§ 2º – Fica expressamente determinado que: a solicitação do referido comprovante deverá ser REQUERIDO por
escrito e ao fim RETIRADO, no sindicato laboral, ficando sua emissão sujeita ao prazo de até 2 dias úteis horas para
entrega, terá validade de 60 dias, será expedido GRATUITAMENTE independente de filiação e deverá conter,
OBRIGATORIAMENTE, a assinatura dos representantes do sindicato laboral e patronal sob pena de invalidade.

§ 3º – Havendo irregularidade, tanto na esfera laboral quanto na patronal, será expedido o COMPROVANTE DE
IRREGULARIDADE, a qual apontará todas as irregularidades apuradas.

§ 4º - DOS ACORDOS COLETIVOS – O sindicato laboral, para a efetivação de Acordos Coletivos, requisitará, à
empresa interessada, a apresentação do COMPROVANTE DE REGULARIDADE CONVENCIONAL.

§ 5º - Para a emissão do comprovante de regularidade, previsto nesta cláusula, os empregadores comprovarão o


cumprimento de todas as cláusulas desta CCT, como também apresentar aos sindicatos convenentes os seguintes
documentos:

a) Relação dos empregados da empresa, relacionados por setor;

b) Relação dos empregados dos últimos 60 dias;

c) Comprovante de quitação do FGTS do último 60 dias (Guia de Recolhimento);

d) Certidão Negativa de Débito INSS (Receita Federal do Brasil);

e) Comprovante de quitação das contribuições laboral e patronal prevista em lei (art. 578 da CLT) e na presente
CCT;

f) Comprovante da efetivação dos seguros previstos nesta CCT - (Apólice) e

g) Comprovante da efetivação do tratamento básico odontológico gratuito previsto nesta CCT.

CLÁUSULA QUINQUAGÉSIMA SEXTA - DA QUITAÇÃO ANUAL DE OBRIGAÇÕES TRABALHISTAS

Será facultado aos Sindicato Laboral a realização de procedimentos, a pedido das empresas interessadas e desde
que haja concordância expressa do empregado, com vistas a firmar termo de quitação anual de obrigações
trabalhistas em conformidade com o art. 507-B da CLT, desde que a empresa solicitante esteja em observância com
as contribuições laboral.

§ 1º – O termo previsto no caput discriminará as obrigações de dar e fazer cumpridas mensalmente, o qual
constatada a regularidade no cumprimento das obrigações deverá ser assinado, pelo empregado e empregador,
bem como pelo Sindicato laboral, dele constará a quitação anual dada pelo empregado, com eficácia liberatória
geral, exceto as especificamente ressalvadas.

§ 1º – No caso de ser apurada alguma diferença não quitada, as partes poderão entabular acordo a respeito de
eventuais diferenças apontadas, que após ser integralmente cumprido, terá eficácia liberatória das parcelas nele
especificadas.

CLÁUSULA QUINQUAGÉSIMA SÉTIMA - ORGANIZAÇÃO PATRONAL

O Sindicato patronal poderá, a seu critério, organizar as empresas em grupo de associadas ou não, livremente
interessadas em cumprir COLETIVAMENTE todas as disposições da presente convenção coletiva de trabalho,
visando baratear-lhes os custos ou viabilizar lhes a execução.
CLÁUSULA QUINQUAGÉSIMA OITAVA - RESPONSABILIDADE DANOS PROCESSUAL E LITIGANTE
DE MA-FÉ

Responde por perdas e danos aquele que litigar de má-fé como reclamante, reclamado ou interveniente.

Considera-se litigante de má-fé aquele que:

I - Deduzir pretensão ou defesa contra texto expresso de lei ou fato incontroverso;

II - Alterar a verdade dos fatos;

III - usar do processo para conseguir objetivo ilegal;

IV - Opuser resistência injustificada ao andamento do processo;

V - Proceder de modo temerário em qualquer incidente ou ato do processo;

VI - Provocar incidente manifestamente infundado e

VII - interpuser recurso com intuito manifestamente protelatório.

De ofício ou a requerimento, o juízo condenará o litigante de má-fé a pagar multa, que deverá ser superior a 1%
(um por cento) e inferior a 10% (dez por cento) do valor corrigido da causa, a indenizar a parte contrária pelos
prejuízos que esta sofreu e a arcar com os honorários advocatícios e com todas as despesas que efetuou.

§ 1º Quando forem dois ou mais os litigantes de má-fé, o juízo condenará cada um na proporção de seu respectivo
interesse na causa ou solidariamente aqueles que se coligaram para lesar a parte contrária.

§ 2º Quando o valor da causa for irrisório ou inestimável, a multa poderá ser fixada em até duas vezes o limite
máximo dos benefícios do Regime Geral de Previdência Social.

§ 3º O valor da indenização será fixado pelo juízo ou, caso não seja possível mensurá-lo, liquidado por arbitramento
ou pelo procedimento comum, nos próprios autos.

Aplica-se a multa prevista no art. 793-C da Consolidação das Leis do Trabalho à testemunha que intencionalmente
alterar a verdade dos fatos ou omitir fatos essenciais ao julgamento da causa.

§ único. A execução da multa prevista neste artigo dar-se-á nos mesmos autos.

O ônus da prova incumbe:

I - Ao reclamante, quanto ao fato constitutivo de seu direito;

II - Ao reclamado, quanto à existência de fato impeditivo, modificativo ou extintivo do direito do reclamante.

§ 1º Nos casos previstos em lei ou diante de peculiaridades da causa relacionadas à impossibilidade ou à excessiva
dificuldade de cumprir o encargo nos termos deste instrumento negocial ou à maior facilidade de obtenção da prova
do fato contrário, poderá o juízo atribuir o ônus da prova de modo diverso, desde que o faça por decisão
fundamentada, caso em que deverá dar à parte a oportunidade de se desincumbir do ônus que lhe foi atribuído.

§ 2º A decisão referida no § 1º deste artigo deverá ser proferida antes da abertura da instrução e, a requerimento da
parte, implicará o adiamento da audiência e possibilitará provar os fatos por qualquer meio em direito admitido.

§ 3º A decisão referida no § 1º deste artigo não pode gerar situação em que a desincumbência do encargo pela
parte seja impossível ou excessivamente difícil.

CLÁUSULA QUINQUAGÉSIMA NONA - FLEXIBILIZAÇÃO NOS LIMITES DA LEI

Os sindicatos convenentes declaram que a negociação coletiva, ora pactuada, decorreu de concessões recíprocas
mútuas, razão e fundamento pelo qual, os direitos e deveres, benefícios e restrições expressas nas diversas
cláusulas, não devem ser vistas ISOLADAMENTE, e sim, como insertos na integralidade do pactuado, que decorreu
do objetivo de manutenção e ampliação de vantagens aos empregados, da observância dos costumes e,
primordialmente, da busca pela possibilidade de manutenção e geração de empregos, bem como de se viabilizar a
atividade econômica (art. 7°, XXVI da CF).

CLÁUSULA SEXAGÉSIMA - DOS MEIOS ALTERNATIVOS DE SOLUÇÃO DE CONFLITOS


TRABALHISTAS, DO PROCESSO DE

DOS MEIOS ALTERNATIVOS DE SOLUÇÃO DE CONFLITOS TRABALHISTAS, DO PROCESSO DE JURISDIÇÃO


VOLUNTÁRIA, DO CENTRO INTERSINDICAL DE ACORDOS EXTRAJUDICIAIS E DAS COMISSÕES DE
CONCILIAÇÕES PRÉVIAS.

COMISSÃO DE CONCILIAÇÃO PRÉVIA, MEDIAÇÃO E ARBITRAGEM

Considerando as disposições da Lei 13.467/2017, art. 611 – A, as partes acordam entre si criar a Comissão de
Conciliação Prévia, Mediação e Arbitragem, com base nas condições abaixo enumeradas:

§ 1º - Fica criada a Comissão de Conciliação Prévia – CCP entre os Sindicatos signatários para que empregadores
e trabalhadores possam celebrar acordo acerca de parcelas e direitos de natureza trabalhista, sendo que com base
no parágrafo único do artigo 625-E da referida lei, o termo de conciliação é título executivo extrajudicial e tem
eficácia liberatória geral.

§ 2º – Constitui objetivo geral da Comissão da Conciliação Prévia, a solução dos conflitos individuais decorrentes
das relações de trabalho, por acordo entre as próprias partes, com a intermediação dos sindicatos dos empregados
e dos empregadores, através de seus representantes conciliadores, sem a intermediação da Justiça do Trabalho ou
qualquer órgão público.

§ 3º– Os acordos coletivos poderão ser firmados perante a presente comissão, com a mediação dos Sindicatos
signatários, assinatura do Sindicato Laboral e anuência do Sindicato Patronal.

§ 4º – Poderá também ser instalada quando acionada pelas empresas ou pelos empregados a Comissão, que
funcionará, como Câmara de Arbitragem para os empregados enquadrados no art. 507-A da CLT, que percebam
remuneração superior a duas vezes o limite do salário máximo estabelecido para os benefícios do Regime Geral de
Previdência Social e que em seus contratos de trabalho haja Cláusula compromissória pactuada com concordância
do empregado em submeter seus litígios a essa Comissão, nos termos previstos na Lei 9.307/96.

§ 5º – Como não há mais contribuição compulsória prevista na legislação trabalhista, a forma de organização,
funcionamento e manutenção da Comissão prevista na presente Cláusula, será definida pelos Sindicatos
signatários, em um regulamento interno.

Por este instrumento de negociação coletiva, os sindicatos convenentes DEVERÃO ADERIR aos meios alternativos
de solução de conflitos, conciliação, arbitragem (nos termos da lei) e acordos extrajudiciais, ficando
EXPRESSAMENTE AUTORIZADOS, a associação das entidades aqui pactuantes ao referido centro para assistir
eventuais acordos extrajudiciais e conciliações, previstas na Consolidação das Leis do Trabalho, os quais se
regerão pelos termos e condições:

§ 1º - Os acordos e/ou conciliações serão efetivados por, no mínimo, 01 (um) advogado representante do
empregado e 01 representante do empregador e um escrivão que irá documentar os trabalhos lavrando atas de
conciliação e/ou petições de acordos que, neste caso (acordo extrajudicial), deverá ser encaminhada às varas do
trabalho competente, no prazo máximo de 72 horas, para análise de sua legalidade e eventual homologação, a
critério do juízo competente e nos termos da lei.

§ 2º - O empregado, por livre escolha, poderá ser representado por advogado do sindicato laboral. (art. 8º III da
CF).

§ 3º - O empregador, por livre escolha, poderá ser representado por advogado do sindicato patronal. (art. 8º III da
CF).

§ 4º - O centro de acordos e conciliações extrajudiciais trabalhistas, referido neste instrumento, deverá funcionar de
Segunda às Sextas-feiras das 08:30 às 12:00 e 14:00 às 17:00 devendo as partes interessadas solicitar junto ao
Centro, com antecedência mínima de 48 (quarenta e oito) horas a audiência extrajudicial para o acordo e/ou
conciliação. Para esta convocação bastará que a empresa ou empregado, encaminhe, por qualquer meio,
solicitação escrita.

§ 5º - As deliberações de acordo e/ou conciliações obedecerão à ordem cronológica das solicitações podendo,
quando necessário, serem realizadas audiências extraordinárias visando o descongestionamento de eventuais
acúmulos de solicitações.
Inciso I - Na hipótese de ser provocada audiência extrajudicial de acordos e/ou conciliação por iniciativa da empresa
e esta não comparecer RIGOROSAMENTE e JUSTIFICADAMENTE na data e horário marcado, será cobrada uma
multa de 10% (dez por cento) do piso da categoria que será revertida para as despesas administrativas do Centro
de Acordo, desde que a empresa faltante não justifique o não comparecimento até 03 horas antes do horário
combinado, por escrito.

Inciso II - Fica expressamente proibido aos membros do centro e às pessoas que estiverem participando das
audiências extrajudiciais, o uso de aparelhos celulares, sob pena da aplicação de multa no valor de 10% do piso da
categoria.

§ 6º - As empresas e empregados deverão estar presentes e representados, por advogado(s) de sua livre escolha,
nas tentativas de acordo e/ou conciliação.

§ 7º - Nenhum empregado ou empregador será obrigado a aceitar os advogados laborais ou patronais dos
respectivos sindicatos, podendo, tanto um como outro comparecer no centro com seu próprio advogado buscando o
êxito dos acordos ou conciliações nos exatos termos da lei.

§ 8º - Toda e qualquer rescisão de contrato de trabalho por acordo entre as partes, deverá efetivar-se perante o
Centro Intersindical de Acordo Extrajudicial no qual estarão presentes, sob pena de nulidade, assistentes jurídicos
patronais e laborais e sra encaminhara para a justiça do trabalho visando avaliação da legalidade posterior
homologação

§ 9º - Não prosperando o acordo, será fornecida ao empregado e ao empregador declaração da tentativa frustrada
(ATA NEGATIVA), firmada pelos membros advogados de cada parte.

§ 10º - Não prosperando a conciliação, será fornecida ao empregado e ao empregador declaração da tentativa
frustrada (ATA NEGATIVA DE CONCILIAÇÃO) firmada pelos membros advogados de cada parte.

§ 11º - As conciliações obedecerão ao disposto no artigo 625-E e seguintes da CLT e a tentativa antes da
propositura de reclamações trabalhista não são obrigatórias nem se traduz em pressuposto processual, devendo
ocorrer, sob pena de nulidade, por livre e espontânea vontade dos empregados e empregadores e na presença de
advogados representantes da classe laboral e patronal.

§ 12º - O centro de acordos extrajudiciais e as Comissões de Conciliação Prévias aqui pactuadas poderão funcionar,
em conjunto com as de outros segmentos sindicais que possuam os mesmos objetivos, respeitadas as regras
previstas na Consolidação das Leis do Trabalhado.

§ 13º - O termo de acordo ou conciliação são títulos executivos extrajudiciais e terão eficácia liberatória geral, exceto
quanto às parcelas expressamente ressalvadas.

§ 14º - É competente para a execução dos referidos títulos executivos extrajudiciais o juízo que tem competência
para o processo de conhecimento relativo à matéria.

§ 15º - O centro de acordo vincula o seu período de funcionamento, para todo e qualquer efeito, ao período de
funcionamento da justiça do trabalho. Assim, entendido recessos forenses, feriados e datas comemorativas em que
a justiça laboral não funcione. Fica ressalvado os casos de consenso entre os sindicatos, empregados e
empregadores que poderão, a qualquer tempo, realizar sessões extraordinárias para acordos extrajudiciais, no local
da prestação dos serviços, a pedido das partes interessadas e com a assistência dos sindicatos patronal e labor.

Inciso I – Fica cristalinamente pactuado que, ocorrendo dissídio coletivo ou qualquer tipo de atraso nas futuras
negociações, o centro perdurará até que sobrevenha nova Convenção Coletiva.

§ 16º - Objetivando a diminuição dos custos operacionais, fica EXPRESSAMENTE acordado, neste instrumento,
que este centro de acordo, poderá funcionar juntamente com outros, de categorias diversas, já existentes ou que
eventualmente venham a ser criados.

§ Único – Fica RESGUARDADA, porém, a autonomia do centro no que se refere à representatividade da categoria e
à paridade das negociações.

§ 17º - Está Cláusula servirá também como Regimento Interno do centro de apoio a acordos extrajudiciais
trabalhistas.

§ 18º - Fica expressamente consignado que, havendo acordos, conciliações ou arbitragens, às expensas exclusivas
dos empregadores e para a efetiva manutenção de todas as despesas necessárias ao bom funcionamento das
Comissões e do Centro Intersindical, o valor de 1,5 (um piso e meio) da categoria sendo, 40% para o representante
da classe laboral ou seu indicado, 40% para o representante da classe patronal ou seu indicado e 20% destinadas
aos custeio diário, semanal, mensal e anual da estrutura necessária a seu funcionamento.
§ 19º - Farão parte dos processos de acordos os seguintes documentos, sem prejuízo de outros necessários para o
bom andamento das negociações:

DO EMPREGADOR:

Cópia do contrato social e carta de preposição, quando necessária;

Solicitação, de audiência de conciliação;

Demais documentos.

DO EMPREGADO:

Carteira de trabalho;

Solicitação da audiência (quando efetivada pelo empregado);

Demais documentos.

O custeio dos acordos e/ou conciliações extrajudiciais serão tratados com os respectivos advogados. As atas
negativas de acordos ou conciliações deverão ser elaboradas e entregues às partes sem nenhum ônus algum aos
empregados.

Todos os acordos extrajudiciais, conciliações ou arbitragem deverão ser gravados e filmados, sendo arquivados para
eventuais requerimentos judiciais.

CLÁUSULA SEXAGÉSIMA PRIMEIRA - DO CONVENIO/BENEFICIO TELEMEDICINA

No intuito de disponibilização ao acesso básico e de baixo custo de Saúde particular (consultas médicas) a toda a
categoria, o Seeac/MT firmou contrato de convenio/Beneficio com empresa especializada para a prestação de
serviço de telemedicina através da plataforma virtual Médico Online autorizada pelo Conselho Federal de Medicina,
com base na Lei 13.989 / 2020.

§ Único - Para melhor efetividade da presente clausula, as empresas através do seu RH, viabilizara meios de
comunicação com seus empregados para que estes tenham ciência do convenio e assim possam fazer a adesão
pela empresa conveniada ao Sindicato Laboral, esta então por sua vez encaminhara ao empregador, cópia do
contrato/autorização do empregado, especificando o produto com seu valor contratado para que possa ser
descontada na folha de pagamento em total conformidade com o previsto na clausula dos convênios.

CLÁUSULA SEXAGÉSIMA SEGUNDA - CAPACITAÇÃO DO TRABALHADOR

Quando a empresa fizer a capacitação do trabalhador e o mesmo sair da empresa antes de completar 06 (seis)
meses, a empresa poderá fazer a dedução desse valor proporcionalmente na rescisão.

CLÁUSULA SEXAGÉSIMA TERCEIRA - DESVIOS DE FUNÇÕES

§ 1º - Os prestadores de serviços que utilizarem empregados em funções diversas das quais foram contratados
(caracterizando desvio de função) deverão indenizar seus empregados, com 10% do piso, por mês de trabalho
desviado, retroativo à data do efetivo desvio.

§ 2º - Os empregadores que utilizarem-se de convenção coletiva diversa, visando fraudar a organização do trabalho,
prejudicar trabalhador, vencer concorrências públicas ou privadas, deverão ressarcir as diferenças salariais
acrescidas em seu dobro e retroativa à até 05 anos, sem prejuízo dos danos morais e materiais que eventualmente
venham a sofrer.
DISPOSIÇÕES GERAIS
REGRAS PARA A NEGOCIAÇÃO

CLÁUSULA SEXAGÉSIMA QUARTA - CONSIDERAÇÕES PRELIMINARES

A CONVENÇÃO COLETIVA DE TRABALHO FIRMADA ENTRE O SEEAC/MT – SINDICATO DOS EMPREGADOS


EM EMPRESAS TERCEIRIZADAS DE ASSEIO, CONSERVAÇÃO E LOCAÇÃO DE MÃO-DE-OBRA DE MATO
GROSSO, CNPJ: 26.562.918/0001-18, localizado na Avenida Barão de Melgaço, nº 2664, Centro Sul, Cuiabá/MT e
O SEAC - SINDICATO DAS EMPRESAS DE ASSEIO, CONSERVAÇÃO, LIMPEZA PÚBLICA E LOCAÇÃO DE
MÃO-DE-OBRA DO ESTADO DE MATO GROSSO, CNPJ: 26.566.471/0001-55, localizado na Rua I, n° 70, Sala 01,
Bosque da Saúde, Cuiabá/MT, ambos representados por seus presidentes, RONE RUBENS DA SILVA GONSALES
e WALCLIDSON SEBA BATISTA, aceitam nos termos do Título VI, artigos 611 a 625 da Consolidação das Leis
Trabalhistas e na melhor forma de direito a seguinte CONVENÇÃO COLETIVA DE TRABALHO, conforme condições
e cláusulas seguintes:

O segmento ressalta a natureza jurídica das Negociações Coletivas, especialmente, a todos aqueles ligados direta
ou indiretamente ao segmento de limpeza, asseio e conservação, para que, ocorrendo desrespeito a esta
convenção, não aleguem o desconhecimento da natureza normativa de suas cláusulas, bem como das
consequências jurídicas de sua inobservância, seja pelo empregado, seja pelo empregador, seja por órgão público
ou empresa privada tomadora dos serviços. Esta Convenção Coletiva da estabelece regras abstratas e impessoais
do segmento. É VERDADEIRA NORMA LEGAL, e, portanto, dentro da categoria a que se destina, é, também,
verdadeira FONTE do Direito. Neste sentido, pode-se afirmar, que cuida-se de verdadeiro direito positivo aplicável. É
Lei, embora tenha a forma de Convenção Coletiva. A CONSTITUIÇÃO FEDERAL de 1988 (art. 7º, inc. XXVI)
prestigiou extraordinariamente os instrumentos normativos nascidos no ventre da negociação coletiva. Além de
reconhecer a sua legitimidade legal de cunho social e caráter normativo, a Carta de 1988 conferiu autonomia,
institucional, para se modelar e dirigir os direitos e deveres trabalhistas da Categoria, aperfeiçoando-os para a
adaptação peculiar de cada segmento. A Leitura dos incisos IV, XIII e XVI do art. 7º conduz à inequívoca conclusão
de que as Convenções Coletivas adquiriram NOTÁVEL relevo legal na Carta Política. Destarte, inegável se mostra a
natureza LEGALISTA das Convenções Coletivas de cada Categoria, vez que estas são verdadeiras normas legais a
serem seguidas, obrigatoriamente, pelos operadores do direito trabalhista e por TODOS os integrantes do segmento
sob pena de afronta à CONSTITUIÇÃO FEDERAL.

APLICAÇÃO DO INSTRUMENTO COLETIVO

CLÁUSULA SEXAGÉSIMA QUINTA - ARTIGO 611-A E 611-B CLT

“Art. 611-A. A convenção coletiva de trabalho tem prevalência sobre a lei quando, entre outros, dispuserem sobre:

I - Pacto quanto à jornada de trabalho, observados os limites constitucionais;

II - Banco de horas anual;

III - intervalo intrajornada, respeitado o limite mínimo de trinta minutos para jornadas superiores a seis horas;

IV - adesão ao Programa Seguro-Emprego (PSE), de que trata a Lei nº 13.189, de 19 de novembro de 2015 ;

V - Plano de cargos, salários e funções compatíveis com a condição pessoal do empregado, bem como identificação
dos cargos que se enquadram como funções de confiança;

VI - Regulamento empresarial;

VII - representante dos trabalhadores no local de trabalho;

VIII - teletrabalho, regime de sobreaviso, e trabalho intermitente;

IX - Remuneração por produtividade, incluídas as gorjetas percebidas pelo empregado, e remuneração por
desempenho individual;

X - Modalidade de registro de jornada de trabalho;

XI - troca do dia de feriado;

XII - enquadramento do grau de insalubridade;


XIII - prorrogação de jornada em ambientes insalubres, sem licença prévia das autoridades competentes do
Ministério do Trabalho;

XIV - prêmios de incentivo em bens ou serviços, eventualmente concedidos em programas de incentivo;

XV - Participação nos lucros ou resultados da empresa.

§ 1º No exame da convenção coletiva ou do acordo coletivo de trabalho, a Justiça do Trabalho observará o disposto
no § 3º do art. 8º desta Consolidação.

§ 2º A inexistência de expressa indicação de contrapartidas recíprocas em convenção coletiva ou acordo coletivo de


trabalho não ensejará sua nulidade por não caracterizar um vício do negócio jurídico.

§ 3º Se for pactuada cláusula que reduza o salário ou a jornada, a convenção coletiva ou o acordo coletivo de
trabalho deverão prever a proteção dos empregados contra dispensa imotivada durante o prazo de vigência do
instrumento coletivo.

§ 4º Na hipótese de procedência de ação anulatória de cláusula de convenção coletiva ou de acordo coletivo de


trabalho, quando houver a cláusula compensatória, esta deverá ser igualmente anulada, sem repetição do indébito.

§ 5º Os sindicatos subscritores de convenção coletiva ou de acordo coletivo de trabalho deverão participar, como
litisconsortes necessários, em ação individual ou coletiva, que tenha como objeto a anulação de cláusulas desses
instrumentos.

“Art. 611-B. Constituem objeto ilícito de convenção coletiva ou de acordo coletivo de trabalho, exclusivamente, a
supressão ou a redução dos seguintes direitos:

I - Normas de identificação profissional, inclusive as anotações na Carteira de Trabalho e Previdência Social;

II - Seguro-desemprego, em caso de desemprego involuntário;

III - valor dos depósitos mensais e da indenização rescisória do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS);

IV - Salário mínimo;

V - Valor nominal do décimo terceiro salário;

VI - Remuneração do trabalho noturno superior à do diurno;

VII - proteção do salário na forma da lei, constituindo crime sua retenção dolosa;

VIII - salário-família;

IX - Repouso semanal remunerado;

X - Remuneração do serviço extraordinário superior, no mínimo, em 50% (cinquenta por cento) à do normal;

XI - número de dias de férias devidas ao empregado;

XII - gozo de férias anuais remuneradas com, pelo menos, um terço a mais do que o salário normal;

XIII - licença-maternidade com a duração mínima de cento e vinte dias;

XIV - licença-paternidade nos termos fixados em lei;

XV - Proteção do mercado de trabalho da mulher, mediante incentivos específicos, nos termos da lei;

XVI - aviso prévio proporcional ao tempo de serviço, sendo no mínimo de trinta dias, nos termos da lei;

XVII - normas de saúde, higiene e segurança do trabalho previstas em lei ou em normas regulamentadoras do
Ministério do Trabalho;

XVIII - adicional de remuneração para as atividades penosas, insalubres ou perigosas;

XIX - aposentadoria;

XX - Seguro contra acidentes de trabalho, a cargo do empregador;


XXI - ação, quanto aos créditos resultantes das relações de trabalho, com prazo prescricional de cinco anos para os
trabalhadores urbanos e rurais, até o limite de dois anos após a extinção do contrato de trabalho;

XXII - proibição de qualquer discriminação no tocante a salário e critérios de admissão do trabalhador com
deficiência;

XXIII - proibição de trabalho noturno, perigoso ou insalubre a menores de dezoito anos e de qualquer trabalho a
menores de dezesseis anos, salvo na condição de aprendiz, a partir de quatorze anos;

XXIV - medidas de proteção legal de crianças e adolescentes;

XXV - igualdade de direitos entre o trabalhador com vínculo empregatício permanente e o trabalhador avulso;

XXVI - direito de greve, competindo aos trabalhadores decidir sobre a oportunidade de exercê-lo e sobre os
interesses que devam por meio dele defender;

XXVII - definição legal sobre os serviços ou atividades essenciais e disposições legais sobre o atendimento das
necessidades inadiáveis da comunidade em caso de greve;

XXVIII- tributos e outros créditos de terceiros;

XXIX - as disposições previstas nos arts. 373-A, 390, 392, 392-A, 394, 394-A, 395, 396 e 400 desta Consolidação.

XXX - nenhuma outra norma que viole os dispositivos desta Convenção coletiva de trabalho, poderá figurar em
acordo coletivo de trabalho, sob pena de nulidade.

§ 1º - Regras sobre duração do trabalho e intervalos não são consideradas como normas de saúde, higiene e
segurança do trabalho para os fins do disposto neste artigo.

A presente convenção coletiva do trabalho, tem duração para dois anos, sendo terminantemente vedada a
ultratividade.

DESCUMPRIMENTO DO INSTRUMENTO COLETIVO

CLÁUSULA SEXAGÉSIMA SEXTA - DESCUMPRIMENTO DESTA CONVENÇÃO COLETIVA

DO DESCUMPRIMENTO DESTA CONVENÇÃO COLETIVA DE TRABALHO do segmento de terceirização -


Considerando o disposto no art. 8º, inc. III e VI, da Constituição Federal, a inobservância e descumprimento, de
qualquer cláusula contida nesta Convenção Coletiva ou em disposição da CLT aplicável ao caso concreto,
sobretudo os casos de empresas prestadoras de serviços utilizarem convenções ou acordos ilegítimos para
dissimular a realidade contratual, causando prejuízos a empregados, empresas e terceiros contratantes, acarretará
multa no valor de 03 (três) pisos da categoria por empregado lesado e serão revertidas na proporção de 80% aos
trabalhadores prejudicado e 20% para FAT - Fundo do Amparo ao Trabalhador, sem prejuízos de outras cominações
legais previstas nesta CCT.

§ 1º – Objetivando resguardar os interesses coletivos e individuais da categoria como um todo, e por força deste
instrumento, reconhecido no art. 7º, inciso XXVI da CONSTITUIÇÃO FEDERAL fica pactuado, que qualquer ação
coletiva, patrocinada pelo sindicato patronal ou laboral, que objetivarem o recebimento da multa, prevista nesta
negociação coletiva, PODERÃO ser propostas na forma de LITISCONSÓRCIO ATIVO no qual figurará, na
polaridade ativa, os signatários deste instrumento, ou seja, o sindicato laboral e o patronal conjuntamente. No caso
de ações proposta individualmente por quaisquer dos sindicatos, o sindicato remanescente, poderão ser chamado
ao processo para se manifestar, sob pena de nulidade da sentença, vez que trata-se de litisconsortes necessários
sendo inconteste o interesse e legitimidade dos sindicatos no cumprimento desta negociação coletiva.

§ 2º - As controvérsias oriundas da presente Convenção Coletiva serão dirimidas perante a Justiça do Trabalho de
Mato Grosso, através de Ação de Cumprimento (artigo 872º, Parágrafo único, da CLT), ficando reconhecida a
legitimidade dos sindicatos, representando os empregados terceirizados e os empregadores em todo o estado de
Mato Grosso, para propor a referida ações coletivas em nome dos empregados e/ou empregadores participantes da
categoria profissional e econômica, com vistas a assegurar o cumprimento das cláusulas fixadas nesta norma
Coletiva de Trabalho, independentemente de autorização ou outorga de poderes por membros da Categoria já
previstos no artigo 8º III da CF.

§ 3º - Para que seja do conhecimento de todos, empregados, empregadores e contratantes, fica registrado, que a
legislação federal só permite as funções de vigilante e servente de limpeza como enquadrados no simples nacional.
Qualquer outra aqui prevista, deverá recolher encargos e tributos no regime comum de contratação, lembrando que
o tomador de serviços e responsável subsidiário em questões trabalhistas e solidários nas questões tributárias.
§ 4º – Em caso de trabalhadores terceirizados prejudicados por pseudos ¨cooperativas de serviços¨ os tomadores e
as cooperativas arcarão com multa mensal retroativa à data da contratação no montante de R$ 160,00 (cento e
sessenta reais) em favor do empregado lesado, sem prejuízo da multa prevista no ¨caput¨ de cláusula, indenizações
por danos morais (coletivos ou individuais) e danos patrimoniais. Os fatos deverão ser comunicados, pelas
entidades consignantes aos órgãos de controle externos: Procuradoria Regional do Trabalho e Emprego, Secretaria
de Trabalho do Estado, Tribunal de Contas da União, Tribunal de Contas do Estado, Receita Federal do Brasil e
Secretaria da Fazenda Municipal do local da prestação dos serviços.

§ 5º – As empresas e seus respectivos tomadores de serviços serão notificados em conjunto ou separadamente,


inclusive no que pertine ao enunciado 331 do TST e para tomarem ciência do inadimplemento da presente
Convenção Coletiva de Trabalho, bem como dos riscos contratuais que correm em relação a eventuais passivos
trabalhistas, contratuais e tributários.

WALCLIDSON SEBA BATISTA


VICE-PRESIDENTE
SINDICATO DAS EMPRESAS DE ASSEIO, CONSERVACAO, LIMPEZA PUBLICA E LOCACAO DE MAO-DE-OBRA DO
ESTADO DE MATO GROSSO

RONE RUBENS DA SILVA GONSALES


PRESIDENTE
SINDICATO DOS EMPREGADOS DE EMPRESAS TERCEIRIZADAS, DE ASSEIO, CONSERVACAO E LOCACAO DE MAO
DE OBRA DE MATO GROSSO

ANEXOS
ANEXO I - ATA E LISTA DE PRESENÇA

Anexo (PDF)

A autenticidade deste documento poderá ser confirmada na página do Ministerio do Trabalho e Emprego
na Internet, no endereço [Link]

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