ECA: Direitos da Criança e do Adolescente
ECA: Direitos da Criança e do Adolescente
10 de Fevereiro de 2023
Sumário
3 - Princípios Basilares...................................................................................................................... 4
4 - Interpretação do ECA.................................................................................................................. 6
Resumo ............................................................................................................................................ 58
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O nosso estudo do ECA será distribuído em 3 aulas, sendo que esta é uma das mais importantes
para a prova.
É importante destacar, também, que essa parte da matéria teve diversos dispositivos alterados
recentemente pelas Leis 13.509/17, 13.715/18, 13798/19, 13840/19, 13845/19 e a Lei
14.344/2022 os quais, com certeza, poderão ser objeto de cobrança na sua prova. Portanto,
fiquem atentos!
Que o ECA trata a respeito dos direitos das crianças e dos adolescentes todos sabíamos. Para a
prova, entretanto, você deve saber que a ideia de “proteção integral” remete a algo a mais!
Como já estudamos em aulas anteriores o ECA revogou o Código de Menores. A nova legislação
veio para regulamentar e dar efetividade às orientações gerais conferidas pela Constituição, que
instaurou no ordenamento jurídico brasileiro a Doutrina da Proteção Integral de acordo com o que
diz o art. 227, caput, da CF.
Afirma a doutrina que, ao superar o Código de Menores, a nova disciplina presente no ECA retrata
o conjunto de regras internacionais de proteção à criança e ao adolescente, notadamente a
Convenção sobre os Direitos das Crianças.
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Aula 03
Esse fundamento evidencia o reconhecimento de que tanto a criança como o adolescente são
sujeitos de direitos que recebem tratamento especial devido à condição de pessoa em
desenvolvimento.
Recentemente foi editada a Lei 14.344/2022 conhecida por Lei Henry Borel seu objetivo prevenir
e enfrentar a violência doméstica e familiar contra a criança e o adolescente e teve como um dos
seus fundamentos o artigo 227 da CF.
Em frente!
O art. 2º do ECA estabelece os conceitos de criança e de adolescente. O ECA não adota o critério
psicológico para distinguir criança de adolescente, adota o critério de idade.
Assim...
CRIANÇA ADOLESCENTE
• de 0 a 12 anos • de 12 a 18 anos
incompletos incompletos
Completados 18 anos, o adolescente passa a ser um adulto, regido pela legislação civil, não mais
merecendo proteção do ECA. Essa é a regra!
Pergunta-se:
Pela literalidade do ECA, a resposta ao questionamento acima é positiva. Conforme o art. 2º,
parágrafo único, “aplica-se excepcionalmente este Estatuto às pessoas entre dezoito e vinte e
um anos de idade”.
Esse entendimento é também adotado pelo STJ, portanto embora exista alguma divergência
quanto a possibilidade de aplicação do ECA aos maiores de 18 anos prevalece a ideia que é
possível no âmbito penal.
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O art. 2º, parágrafo único, do ECA, não se aplica às relações civis, em face do
regramento posterior pelo Código Civil de 2002, que reduziu a maioridade civil
para os 18 anos.
Reforçando! Esta corrente – QUE ESTÁ DE ACORDO COM O STJ – deve ser adotada por nós nas
provas objetivas de concurso.
3 - Princípios Basilares
Vimos no início da aula que a doutrina da proteção integral constitui o fundamento do ECA. É o
valor supremo de toda a legislação. Soma-se a esse fundamento três princípios fundamentais:
O princípio da prioridade absoluta está previsto tanto na Constituição, no art. 227, caput, como
no ECA, no art. 4º.
Em face disso, o art. 4º, do ECA, parágrafo único, traz exemplos de como realizar o princípio da
prioridade absoluta. Vejamos:
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Notem que todas as atividades acima declinadas devem ser asseguradas às pessoas em geral.
Contudo, em relação às crianças e aos adolescentes deve conferir absoluta prioridade de
tratamento.
Lembre-se que atender o disposto neste princípio é obrigação do Estado, da família e de toda
sociedade.
O art. 3º, do ECA, reforça que crianças e adolescentes gozam de todos os direitos
fundamentais inerentes à pessoa humana, com a obrigação de que sejam asseguradas
oportunidades e facilidades para lhes propiciar o desenvolvimento físico, moral,
espiritual e social, em condições de liberdade e de dignidade.
Em razão disso, asseguram-se vários direitos. Nesse aspecto, o art. 4º, do ECA, reproduz o art.
227, caput, da CF, e prevê os seguintes direitos:
profissionalizaçã
esporte lazer cultura
o
convivência
dignidade respeito liberdade familiar e
comunitária.
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Além disso, em respeito à dignidade das crianças e adolescentes, estabelece o art. 5º algumas
vedações importantes, a fim de que não sejam submetidos à negligência, à discriminação, à
exploração, à violência, à crueldade e à opressão. Como forma de evitar tais atos, há a previsão
de crimes, sanções civis e administrativas para quem violar, por ação ou omissão, a dignidade das
crianças e adolescentes.
Cumpre destacar, ainda, que a Lei nº 13.257/2016 acrescentou o parágrafo único ao art. 3º, do
ECA, para prever que os direitos que serão estudados ao longo do Estatuto são aplicados a todas
as crianças e adolescentes sem qualquer discriminação.
4 - Interpretação do ECA
Em relação ao art. 6º do ECA podemos fazer um contraponto com a Lei 4.657/1942, Lei de
Introdução às Normas do Direito Brasileiro (LINDB). O art. 5º da norma prevê que na interpretação
das normas jurídicas em geral devem ser levados em consideração os fins sociais e as exigências
do bem comum.
Em relação ao ECA, esses dois parâmetros são mantidos e outros, específicos desse ramo jurídico
são acrescidos. Confira:
Esses parâmetros devem, portanto, orientar a toda interpretação do ECA. O estatuto busca
proteger a criança e o adolescente de forma ampla e abrangente tendo em vista a situação
peculiar desses indivíduos.
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DIREITOS FUNDAMENTAIS
Em relação aos Direitos Fundamentais, o ECA distribui o assunto em 5 pontos.
Vamos estudá-los!
O direito à vida e à saúde são inerentes à condição humana. Em relação às crianças e aos
adolescentes confere-se um tratamento privilegiado, em razão das peculiaridades da fase de sua
existência.
A efetivação desses direitos, de acordo com o art. 7º, do ECA, deve ocorrer por intermédio de
políticas públicas para o desenvolvimento sadio e harmonioso, em condições dignas. Direito à vida
atualmente não significa sobrevivência e sim direito a viver com dignidade e o direito à saúde vai
além de cuidados médicos, envolve, por exemplo, preocupação com a alimentação das crianças e
adolescentes
Nesse contexto, o ECA assegura o atendimento à gestante. Em relação a esse aspecto, tivemos
várias alterações promovidas pela Lei nº 13.257/2016 e Lei 13.798/2019, por serem alterações
legislativas vamos dar a devida atenção ao assunto.
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§ 9o A atenção primária à saúde fará a busca ativa da gestante que não iniciar ou
que abandonar as consultas de pré-natal, bem como da puérpera que não
comparecer às consultas pós-parto.
De acordo com a Lei, a primeira infância compreende o período entre os primeiros 6 anos
completos ou 72 meses de vida da criança. Não se preocupe teremos uma aula específica sobre
o Marco Legislativo da Primeira Infância.
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Essa nova lei trouxe diversas alterações. Temos alterações no ECA, na CLT, na Lei nº 11.770/2008
(Programa Empresa Cidadã) e até mesmo no CPP. Para o nosso estudo importa analisar as
alterações promovidas no ECA!
Em relação ao ECA e dentro do tópico pertinente ao estudo do direito à vida e à saúde nós tivemos
uma completa reformulação dos dispositivos.
Para fins de prova, nos interessa algumas informações específicas. Nota-se um esforço da
legislação em desenvolver programas e políticas de atendimento adequadas à proteção da
gestação. Lembre-se:
A mãe terá direito de escolher, nos últimos 3 MESES da gestação, o local onde
será realizado o parto.
O Poder Público deverá atuar a fim de garantir os direitos das gestantes perante
a rede pública de saúde, atuará também em posição interventiva nos contratos de
emprego, preservará o direito das gestantes que estiverem em restrição de
liberdade.
Recentemente o STJ tem decidido que as mães que estão cumprindo pena privativa de liberdade
de forma preventiva ou cautelar e possuem filhos menores de 12 anos devem ter sua prisão
convertida em prisão domiciliar de forma geral, salvo em casos excepcionais e com a devida
fundamentação específica.
Diante do julgamento de dois HCs coletivos no Supremo Tribunal Federal concedendo a prisão
domiciliar para gestantes, puérperas, mães de crianças e mães de pessoas com deficiência o CNJ
editou a Resolução nº369/2021 que traz as diretrizes para a substituição das medidas de privação
de liberdade.
Vejamos, na sequência, o art. 8º-A, que foi introduzido no ECA por força da Lei 13.798/2019. É
um dispositivo singelo, mas por ser alteração recente, sempre há possibilidade de cobrança por
parte do examinador:
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A Semana foi instituída com o propósito de executar uma série de atividades preventivas e
educativas para minimizar índices de gravidez precoces.
O art. 9, ainda dentro do tema da proteção dos direitos das crianças na primeira infância, reporta-
se ao aleitamento materno. De acordo com o dispositivo, cabe ao Poder Público, juntamente com
as empresas, criar condições adequadas às mães durante a fase de lactação. Lembre-se que o
direito ao aleitamento está assegurado pelo Art. 5º L da CF que consagra às mães presas o direito
de permanecer com seus filhos durante o período de amamentação.
Quanto à primeira infância e às medidas a serem desenvolvidas nos hospitais temos o art. 10 do
ECA.
A forma mais segura de absorver esse conteúdo é fazer a leitura atenta dos dispositivos que são
autoexplicativos. De qualquer forma vamos destacar os pontos mais importantes.
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Dando continuidade, o art. 11, do ECA, prevê atendimento integral à saúde da criança e do
adolescente pelo SUS, por intermédio de atendimento especializado, abrangendo:
A defensoria Pública e o Ministério Público devem atuar para garantir a observância dos direitos
aqui previstos, seja de forma individual seja de forma coletiva por meio da Ação Civil Pública.
O art. 12 do ECA prevê uma regra importante. Caso a criança ou adolescente necessite de
internação médica, um dos pais ou o responsável terá direito a permanecer, em tempo integral,
com a criança ou adolescente, inclusive em unidades de terapia intensiva. Fique atento essa regra
não se aplica apenas à criança na primeira infância (nos primeiros 6 anos de vida), mas a todos os
tutelados pelo ECA (ou seja, menores de 18 anos).
O art. 13 confere um dever a todos. A criança e o adolescente podem sofrer violência no âmbito
domiciliar ou em qualquer outro local como escolas, igrejas, creches etc. Portanto, não
importa o local ou quem seja o agressor verificada situação de castigo físico,
tratamento cruel, degradante ou maus tratos, DEVE haver comunicação ao Conselho
Tutelar.
A nova Lei Henry Borel trouxe a previsão do dever de comunicação da violência doméstica e
familiar contra crianças e adolescentes praticada em local público ou privado e para garantir este
dever criminalizou a omissão. Vejamos os artigos 23 e 26 da Lei 14.344/2022:
Art. 23. Qualquer pessoa que tenha conhecimento ou presencie ação ou omissão,
praticada em local público ou privado, que constitua violência doméstica e familiar
contra a criança e o adolescente tem o dever de comunicar o fato imediatamente
ao serviço de recebimento e monitoramento de denúncias, ao Disque 100 da
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Vamos explorar adiante, com maiores detalhes, a questão da entrega de filhos para a adoção. O
ECA sofreu algumas mudanças com a Lei 13.509/2017, justamente para agilizar a adoção nesses
casos. Contudo, desde já fique atento à redação do §1º acima citado.
Se uma grávida comparecer à unidade de saúde relatando o desejo de entregar o filho para a
adoção, é responsabilidade do estabelecimento (por intermédio da pessoa responsável ou
dirigente) encaminhar a grávida à Justiça da Infância e Juventude.
Para encerrar a parte relativa ao direito à vida e à saúde, o art. 14, prevê que o SUS deve promover
programas de assistência médica e odontológica à população infantil!
1
STF. Plenário. ARE 1267879/SP, Rel. Min. Roberto Barroso, julgado em 16 e 17/12/2020 (Repercussão
Geral – Tema 1103) (Info 1003).
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Vamos estudar, nesse tópico, os arts. 15 a 18-B do ECA. Novamente temos um rol de direitos que
são assegurados em razão da condição de pessoa em desenvolvimento.
Sabemos que não há previsão de direitos absolutos em nosso ordenamento jurídico. O ECA
permite, de forma excepcional, a privação da liberdade do adolescente, desde que observadas as
hipóteses legais. Deve haver prisão em flagrante ou ordem escrita e fundamentada de autoridade
judicial competente para ocorrer privação de liberdade sob pena de cometimento de crime
previsto no art. 230 do ECA.
Esses direitos estão arrolados no art. 16, do ECA, tratando-se de rol meramente exemplificativo:
Veja, ainda, que os arts. 17 e 18, do ECA, que também possuem uma redação enunciativa de
direitos, cuja leitura é o suficiente.
O STJ entende que havendo colisão entre o direito à informação ou liberdade de impressa e a
dignidade da criança ou adolescente esta irá prevalecer sendo vedado a divulgação de imagens
vexatórias de crianças e adolescentes.
O ECA trata do direito à educação de crianças e adolescentes, com destaque para a vedação ao
uso do castigo físico ou de tratamento cruel ou degradante, em termos de correção e disciplina.
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Esse tema está disciplinado nos arts. 18-A e 18-B do ECA, que foram inseridos no Estatuto pela
Lei nº 13.010/2014, denominada de Lei da Palmada. O tema sofreu recente mudança legislativa
com a Lei 14.344/2022. A vedação ao uso do castigo físico, tratamento cruel ou degradante não
se aplica apenas aos pais ou responsáveis e sim a qualquer pessoa encarregada de cuidar, tratar,
educar ou proteger crianças ou adolescentes, inclusive aos agentes públicos responsáveis pelas
medidas socioeducativas.
Esse diploma fixou alguns conceitos, os quais devemos conhecer para a nossa prova. Esse também
é um tema muito explorado, por isso muita atenção!
A partir desses conceitos, o ECA criou um sistema voltado para orientação e tratamento de
situações de castigo físico e tratamento cruel ou degradantes. Primeiramente, leia o art. 18-A e,
após, verifique quais são os “encaminhamentos” determinados pelo ECA quando for constatados
tais violações de direitos.
Caso seja identificada a prática de algumas das situações descritas no artigo citado contra crianças
ou adolescentes será determinado:
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advertência
Essas medidas estão fixadas, por sua vez, no art. 18-B, do ECA e serão aplicadas pelo Conselho
tutelar sem prejuízo de outras formas de proteção previstas em outros dispositivos legais.
Fique atento!
A Lei Henry Borel incluiu mais um inciso ao art. 18-B do ECA garantido tratamento de saúde
especializado à vítima.
O direito à convivência familiar e comunitária abrange os arts. 19 a 52 do ECA e trata de uma parte
relevante da matéria. A relevância decorre não apenas do fato de que o conteúdo é mais extenso,
mas também em razão dos assuntos que são estudados nesta parte da matéria.
Para situá-lo, ao se falar em direito à convivência familiar vamos abranger a análise das famílias e,
principalmente, da questão que envolve a colocação de crianças e adolescentes em famílias
substitutas por intermédio da guarda, tutela e adoção!
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Devemos partir do princípio de que a família natural tem preferência legal para criar e educar a
criança e o adolescente. Mas o que é família natural?
Família natural é aquela formada pelos pais ou qualquer um deles e seus descendentes.
A retirada da criança ou adolescente da família natural decorre de medida protetiva aplicada pelo
juiz, a qual ocorre por meio da emissão de uma guia de acolhimento (individualizada), diante da
qual a entidade produzirá um plano individualizado de ações, com a indicação das necessidades
da criança e das ações previstas para viabilizar o retorno da criança à família natural e enviará
relatórios regulares, no prazo e três meses, relatando a evolução do acolhimento.
Com base nesses relatórios interdisciplinares, o juiz decide se a criança deve continuar no
programa de acolhimento familiar ou institucional, deve retornar à família natural ou extensa ou
deve proceder à colocação em família substituta.
Primeira, o prazo de três meses, a que se refere o § 1º, do art. 19, na redação anterior
à vigência da Lei 13.509, de 2017, era de seis meses, e não de três. Isso já foi objeto
de inúmeras questões de prova, mas, provavelmente, vai continuar aparecendo
durante algum tempo.
Sendo assim, fique atento: toda criança ou adolescente que estiver inserido em programa de
acolhimento familiar ou institucional terá sua situação reavaliada, no máximo, a cada 3 (três) meses.
Segunda, essa alteração, em um primeiro momento, foi vetada pelo Presidente da República. Quer
dizer, o artigo da Lei n. 13.509/17, que tinha a intenção de alterar o prazo de seis meses para três,
foi vetado. Ocorre que o veto foi derrubado e, por fim, a alteração foi promulgada. Esse “vai e
vem” gerou muita confusão e muita discussão na época, razão que torna o dispositivo ainda mais
passível de aparecer em provas.
Terceira, você não pode confundir esse prazo, que se refere aos programas de acolhimento
familiar ou institucional, com o prazo lá do art. 94, XIV, que nós ainda vamos ver. O prazo do art.
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94, que é de seis meses, se refere à reavaliação periódica dos casos dos adolescentes sujeitos à
programa de internação.
Sigamos!
O acolhimento institucional, por sua vez, consiste em deixar as crianças sob o cuidado do Estado,
nas unidades institucionais de acolhimento.
Fique atento, pois o prazo foi reduzido de dois anos para 18 meses. A ideia é evitar, ao máximo,
o prolongamento do acolhimento institucional, que é prejudicial ao exercício dos direitos de
convivência familiar e comunitária.
Ainda em relação à convivência familiar, em alteração recente no ECA, foi conferido o direito de
convivência com os pais que estejam privados de liberdade, veja que a preferência pela família
natural não cessa nem nestes casos. A convivência será promovida por intermédio de visitas
periódicas a serem promovidas por quem detiver a responsabilidade direta pela criança e ocorrerá
independentemente de autorização judicial.
Pela Lei 13.509/2017, tivemos o acréscimo de dois parágrafos ao art. 19. Caso a adolescente
acolhida institucionalmente tenha filhos, a eles será assegurado o direito à convivência familiar
com a mãe durante o período do acolhimento.
Ainda no âmbito das novidades, precisamos dar atenção ao art. 19-A e art. 19-B, que foram
acrescidos ao ECA pela Lei 13.509/2017. Vamos começar com o art. 19-A, caput, §1º e 2º:
Art. 19-A. A gestante ou mãe que manifeste interesse em entregar seu filho para
adoção, antes ou logo após o nascimento, será encaminhada à Justiça da Infância
e da Juventude.
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Os dispositivos acima foram criados para facilitar a entrega para adoção de crianças quando a mãe
manifesta interesse em entregar o filho para adoção.
Assim, quando a mãe demonstrar interesse em entregar o filho para adoção, haverá
encaminhamento da mãe para a Vara de Infância e Juventude para que seja acompanhada e ouvida
pela equipe técnica auxiliar. Essa equipe, formada por profissionais de diversas áreas, elaborará
um relatório que irá subsidiar a decisão judicial de destituição do poder familiar.
Antes, entretanto, de decidir pela destituição é necessário buscar por familiares da criança, que
tenham interesse e condições de cuidá-la.
O §4º trata da situação de não localização do pai ou de família extensa. A extinção do poder
familiar neste momento é de constitucionalidade duvidosa, segundo a doutrina, e pouco coerente
quando analisada de forma conjunta com outros dispositivos do estatuto inclusive do mesmo
artigo. A melhor interpretação do §4º é que a criança será encaminhada para a guarda provisória
e ao fim do estágio de convivência haverá o pedido de adoção com o procedimento de destituição
do poder familiar.
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Aula 03
O §6º trata da situação em que foi localizado o pai ou membros da família extensa. Se não houver
a confirmação em audiência da intenção de exercer o poder familiar o juiz suspenderá o poder
familiar da mãe e encaminhará a criança para guarda provisória.
Para que possamos encerrar o dispositivo, resta estudar o §7º. Quanto aos demais, a leitura será
o suficiente.
A criança encaminhada para a guarda provisória iniciará o convívio com os pretensos adotantes
(estágio de convivência). Com o fim do estágio de convivência, inicia-se o prazo de 15 dias para
que o pedido de adoção seja formalizado perante a Vara da Infância e Juventude.
A desistência é admitida até a publicação da sentença que decreta a perda do poder familiar.
Nesse caso, em razão das circunstâncias, a família será acompanhada pelo prazo de 180 dias.
O §10 também encontra críticas pela exiguidade do prazo. Lembre-se de que a busca pela família
extensa possui prazo de até 90 dias, logo o prazo de 30 dias para colocação do recém-nascido
para adoção parece ser muito exíguo.
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No art. 19-B temos a figura do “programa de apadrinhamento”. Esse programa tem por objetivo
viabilizar, na medida do possível, a convivência familiar e comunitária de criança ou de
adolescentes que estejam acolhidos. O apadrinhamento tem como finalidade propiciar
relacionamento familiar e engajar a sociedade nos cuidados das crianças e adolescentes. Trata-se
de política pública a ser desenvolvida pelo Poder Executivo ou pela sociedade civil.
Sigamos!
Os arts. 20 a 23 do ECA arrolam algumas regras muito importantes que, com frequência, são
cobradas em prova. Assim, antes de ler os artigos, vamos destacar aquilo que você não pode
esquecer para a prova!
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O poder familiar é o conjunto de direitos e deveres dos pais em relação aos filhos menores. A
mudança de nomenclatura de "pátrio poder" para "poder familiar" demonstra a intenção de
igualdade de condições entre os pais e mães.
O art. 22 trata do conteúdo do poder familiar, trata-se de rol exemplificativo. O não cumprimento
das determinações judiciais prevista no artigo podem ensejar a perda ou suspensão do poder
familiar.
O STJ entende ser possível a indenização por dano moral por abandono afetivo (descumprimento
dos deveres previstos no poder familiar) desde que demonstrado o nexo causal entre a omissão
parental e o dano causado.
Art. 22. Aos pais incumbe o dever de sustento, guarda e educação dos filhos
menores, cabendo-lhes ainda, no interesse destes, a obrigação de cumprir e fazer
cumprir as determinações judiciais.
Art. 23. A falta ou a carência de recursos materiais não constitui motivo suficiente
para a perda ou a suspensão do poder familiar.
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O art. 23, § 2º, tem redação dada pela Lei 13.715, de 2018. Na redação anterior, o ECA se limitava
a dizer que a condenação criminal do pai ou da mãe não implicaria a destituição do poder familiar,
exceto na hipótese de condenação por crime doloso, sujeito à pena de reclusão, contra o próprio
filho ou filha. Agora, essa hipótese foi expandida, também, para os casos em que o crime é
cometido contra outrem igualmente titular do mesmo poder familiar (ex.: pai comete crime contra
a mãe ou mãe comete crime contra o pai) e contra descendente, que não seja filho ou filha (ex.:
netos ou netas). Ou seja, hoje, perde o poder familiar aquele que comete crime:
(i) Doloso
(ii) Sujeito à pena de reclusão
(iii) Contra outrem igualmente titular do mesmo poder familiar OU contra filho ou
filha OU contra outro descendente.
Imagine a seguinte situação: João e Maria são casados e possuem um filho, Pedro, de 10 anos.
Certo dia, João chega em casa bêbado e, na frente de Pedro, agride Maria, dolosamente, vindo
a causar lesões de natureza grave. Nesse caso, João poderia ser destituído do seu poder familiar
em relação a Pedro, caso fosse condenado pelo crime de lesão corporal de natureza grave,
previsto no art. 129, § 1º, do Código Penal, e apenado com pena de reclusão? Sim. Isso porque,
João cometeu crime doloso (i), sujeito à pena de reclusão (i), contra outrem igualmente titular do
mesmo poder familiar.
Vale apontar que a mesma Lei n. 13.715/18, também alterou o Código Penal e o Código Civil.
Confiram:
Código Penal:
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Código Civil:
Art. 1.638. Perderá por ato judicial o poder familiar o pai ou a mãe que:
Parágrafo único. Perderá também por ato judicial o poder familiar aquele que:
Para encerrar as regras gerais, confira o art. 24 que anuncia a ação de destituição do poder familiar
(ADPF), que será estudada adiante.
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3.2 - Famílias
Os tipos de famílias tuteladas pelo ECA podem ser divididos em três grupos pela chamada
“classificação trinária”. Assim, existe a família natural, a família extensa ou ampliada e a família
substituta.
Vejamos um esquema:
Família extensa ou
Família natural Família substituta
ampliada
• Adoção nacional;
• Adoção internacional por brasileiros;
• Adoção internacional por estrangeiros.
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Esse direito está previsto, inclusive, no art. 12, da Convenção sobre Direitos da Criança da ONU.
A regra em relação aos irmãos somente não será observada caso haja comprovada existência de
risco de abuso ou outra situação que justifique a excepcionalidade de solução diversa. De todo
modo, procura-se evitar o rompimento definitivo dos vínculos fraternais.
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Art. 29. NÃO se deferirá colocação em família substituta a pessoa que revele, por
qualquer modo, incompatibilidade com a natureza da medida ou não ofereça
ambiente familiar adequado.
A colocação em família substituta depende de decisão judicial, de modo que o Conselho Tutelar
não poderá alterar a família na qual a criança está inserida.
Na sequência, vamos analisar cada uma das espécies de colocação em família substituta.
Guarda
A guarda que estudaremos aqui é provisória e constitui uma das modalidades de colocação em
família substituta e ocorrerá para a regularização de uma situação de fato, exercida sem controle
judicial. Além disso, ela poderá ser deferida também, excepcionalmente, para atender a situações
peculiares ou suprir a falta eventual dos pais ou responsáveis, conforme prevê o ECA:
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De acordo com o ECA, a guarda traz o dever de assistência material, moral e educacional à criança
ou adolescente, conferindo a seu detentor o direito de opor-se a terceiros, inclusive aos pais.
Em face disso, o protegido terá a condição de dependente dos detentores da guarda, com
validade, inclusive, para fins previdenciários. O artigo 16 §2º da lei 8.213/91 não prevê como
dependente previdenciário o menor sob guarda havendo, portanto, um aparente conflito de
normas. O STJ já decidiu em sede de recurso repetitivo que o Estatuto da Criança e do
Adolescente deve prevalecer.
De acordo com o §4º, art. 33, do ECA, a guarda será concedida, em regra, no bojo das ações de
tutela e de adoção. Excepcionalmente, a guarda - que ora estudamos - será deferida para atender
a situações peculiares ou para suprir a falta momentânea dos pais.
Além disso, a concessão da guarda não impede, em regra, o direito de visita dos pais e não elide
a responsabilidade por prestar alimentos. Assim, se a criança estiver sob guarda poderá receber
a visita dos genitores. Contudo, a visita poderá ser evitada em duas situações:
A guarda constitui um ato precário, revogável a qualquer tempo mediante decisão fundamentada
do Juiz da Infância e Juventude, após ouvir o Ministério Público.
O art. 34, do ECA, trata do acolhimento familiar, que é uma espécie de colocação da criança ou
do adolescente em família substituta. Em termos simples, o acolhimento familiar constitui
modalidade na qual a criança ou adolescente é inserido em famílias que perfazem um rol de
requisitos e desejam receber crianças em situação de vulnerabilidade. Em contrapartida, essas
famílias recebem recursos do Estado para que possam prover o sustento e necessidades materiais
da criança.
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Art. 34. O poder público estimulará, por meio de assistência jurídica, incentivos
fiscais e subsídios, o acolhimento, sob a forma de guarda, de criança ou
adolescente afastado do convívio familiar.
Art. 35. A guarda poderá ser revogada a qualquer tempo, mediante ato judicial
fundamentado, ouvido o Ministério Público.
Tutela
A tutela guarda um "plus" em relação à guarda, pois é a forma de colocação em família substituta
que, além de regularizar a posse de fato da criança ou do adolescente, também confere direito
de representação ao tutor.
A tutela se aplica apenas a pessoa de até 18 anos e pressupõe a perda ou suspensão do poder
familiar, além de implicar os deveres de guarda.
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Em suma, a tutela constitui uma guarda qualificada. Qualificada pelo dever de administração do
patrimônio da criança ou do adolescente. Essas regras de administração patrimonial estão
previstas no Código Civil.
Quanto à indicação de tutor por testamento ou documento idôneo o melhor interesse deverá ser
observado, ou seja, se no caso concreto o juiz entender que há pessoa em melhor condição de
assumir a tutela afasta-se a disposição de última vontade.
Art. 36. A tutela será deferida, nos termos da lei civil, a pessoa de até 18 (dezoito)
anos incompletos.
Adoção
Além disso, desde já é importante que você saiba que a adoção, no nosso ordenamento, é dividida
em adoção nacional e adoção internacional. É vínculo jurídico definitivo e irrevogável.
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Sabemos que a adoção é medida excepcional, ou seja, somente quando não for possível assegurar
o direito à convivência familiar da criança ou do adolescente em sua família natural é que falaremos
em adoção.
Adoção Nacional
A adoção se dá em benefício do
adotado, sendo imprescindível a
demonstração das reais vantagens de
tal modalidade de colocação em família
substituta.
Essa norma comporta exceção importante, a adoção post mortem, ou seja, a adoção deferida a
adotante morto, após a demonstração da sua vontade inequívoca de adotar, porém, antes da
sentença definitiva.
O ECA é expresso em admitir a adoção mesmo após a morte do adotante caso tenha manifestado
de forma inequívoca a vontade de adotar, mas vier a falecer no curso do procedimento. Essa regra
consta do art. 42, §6º, do ECA, que será lido mais adiante.
Além disso, por entendimento do STJ, é possível a adoção post mortem de pessoa que morra
antes mesmo de ajuizar o processo, se, por outros meios, for possível a prova da vontade
inequívoca de adotar.
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O adotante não pode voltar atrás na adoção. Se os adotantes não quiserem mais continuar com a
adoção terá que ser feito um novo processo de destituição do poder familiar.
A característica da irrevogabilidade informa que uma vez perpetuada a adoção seus efeitos são
definitivos, não havendo possibilidade para retomada do poder familiar pela família de origem.
O STJ flexibilizou a regra da irrevogabilidade. O caso envolveu adoção unilateral, no qual um dos
pais biológicos permanece exercendo seu poder familiar. O pai adotante – cônjuge da mãe
biológica – pleiteou a adoção unilateral que fora concedida. Porém, perdeu o contato com o
adotando não havendo convivência familiar. Diante disso, a 3ª Turma do STJ, com fundamento do
art. 43, do ECA, entendeu pela flexibilização da irrevogabilidade, visando o melhor interesse da
criança ou adolescente.
Sigamos!
Na hipótese de falecimento dos adotantes, os vínculos com a família natural não serão
reestabelecidos. Devemos lembrar que a adoção resulta no rompimento total dos vínculos
familiares, salvo os impedimentos matrimoniais.
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Não havendo condições de deixar a criança sob os cuidados dos pais ou familiares, pode-se falar
em adoção.
Essa característica existe para evitar situações antes admitidas em nosso ordenamento, pelo qual
se adotava, porém, os vínculos com a família de origem eram mantidos.
6ª característica: A adoção deve ser constituída por sentença judicial e somente produz
efeitos a partir do trânsito em julgado.
A sentença de adoção tem natureza constitutiva vez que modifica o estado jurídico dos envolvidos,
os adotantes se tornam pais e o adotado se torna filho. Seus efeitos serão ex nunc, ou seja, a partir
do trânsito em julgado. Há, porém, uma exceção aplicada nos casos de adoção póstuma quando
os efeitos serão ex tunc retroagindo a data do óbito. Esta exceção tem grande relevância para os
direitos sucessórios.
Art. 47. O vínculo da adoção constitui-se por sentença judicial, que será inscrita
no registro civil mediante mandado do qual não se fornecerá certidão.
§ 1º A inscrição consignará o nome dos adotantes como pais, bem como o nome
de seus ascendentes.
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O primeiro deles é o §9º do art. 47 do ECA, que estabelece a prioridade de trâmite processual
dos processos relativos à adoção de criança ou adolescente com deficiência ou com doença
crônica.
O segundo dispositivo é o §10, fruto de recente alteração legislativa. Esse dispositivo passou a
prever prazo máximo para o trâmite do processo de adoção, como uma forma de forçar, na
medida do possível, o magistrado dar solução integral de mérito no prazo máximo de 120 dias.
Admite-se, entretanto, prorrogação por decisão fundamentada da autoridade judiciária.
§ 10. O PRAZO MÁXIMO para conclusão da ação de adoção será de 120 (cento
e vinte) dias, prorrogável uma única vez por igual período, mediante decisão
fundamentada da autoridade judiciária.
O ECA apresenta uma série de requisitos para que a adoção seja deferida, vejamos cada um deles.
Idade
O adotante deve ter, no mínimo, 18 anos, e uma diferença do adotado de, pelo menos, 16 anos.
Existe uma exceção, na qual é possível adotar alguém com mais de 18 anos! Isso ocorre na
hipótese de o adotado já estar sob a guarda ou tutela dos adotantes. A situação jurídica de filho
será declarada judicialmente, mesmo após o indivíduo atingir a maioridade. Nessa hipótese temos
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apenas a chancela judicial de uma situação de fato. A competência nestes casos será da vara de
família.
O art. 42, no caput e §1º, traz os limites de idade acima retratados. Vamos aproveitar a
oportunidade para analisar a íntegra do dispositivo:
Segundo o STJ2 a diferença de idade não é regra absoluta, podendo ser relativizada no interesse
do adotando.
2
STJ. 4ª Turma. REsp 1338616-DF, Rel. Min. Marco Buzzi, julgado em 15/06/2021 (Info 701).
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O estágio de convivência tem por finalidade avaliar a adaptação da criança na família adotante,
especialmente a verificação quanto ao estabelecimento de vínculos. O período de estágio de
convivência, se fixado, é obrigatório. À luz do caso concreto, o juiz determinará o período de
estágio probatório, que poderá ser dispensado caso o adotado esteja sob tutela ou guarda legal
dos adotantes ou se verificado o vínculo constituído entre eles.
Primeiramente, é importante notar que o caput do art. 46 fixou um tempo máximo de estágio de
convivência, justamente com o intuito de evitar que o processo de adoção se prolongue
demasiadamente. Além disso, por decisão fundamentada do juiz da infância e juventude esse
admite-se a prorrogação por igual prazo.
Contudo, há uma regra específica adotada para as adoções cujos pretensos adotantes residente
fora do País. Nesse caso, o tempo mínimo do estágio de convivência será de 30 dias, ao passo
que o máximo será de 45 dias, admitindo-se uma única prorrogação do prazo.
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Assim:
Prévio cadastramento.
Trata-se da inscrição dos pretendentes num cadastro de pessoas interessadas na adoção, que,
atualmente, é nacional.
Há, contudo, hipóteses excetivas, nas quais a ordem cronológica não será observada.
DETERMINAÇÃO DA
ADOÇÃO
REGRA EXCEÇÕES
ordem
adoção por adoção por não
cronológica a
parentes com parentes que
contar da adoção unilateral
vínculo de tenham
habilitação para a
afinidade tutela/guarda
adoção
legal e desde que
a criança tenha
mais de 3 anos.
Outro aspecto importante é a adoção intuito personae. Ela ocorre quando a mãe biológica entrega
a criança a pessoa conhecida, sem que essa conste no Cadastro Nacional de Adoção. É vedada,
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em regra, pois viola as normas vistas acima, podendo inclusive configurar prática de crime previsto
no art. 242 do CP.
Idoneidade do adotante.
Por outro lado, a lei prevê os casos de impedimentos para a adoção. Em síntese, temos:
não podem adotar os ascendentes e irmãos, pois são considerados família extensa e não
caso de adoção.
não é possível a adoção por tutor ou curador, enquanto não prestar contas e saldar o seu
alcance (ou pagar o prejuízo).
Adoção Internacional
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todo o processo deve ser intermediado pelas autoridades centrais estaduais e federais.
Preenchidos os requisitos para a adoção, será confeccionado laudo de habilitação que, por sua
vez, é requisito à petição inicial de adoção. A fase judicial inicia-se com a apresentação dessa
petição inicial que deve, necessariamente, conter o laudo de habilitação.
Registre-se que o adotado não perde a condição de brasileiro. Assim, a adoção internacional não
é causa de perda da nacionalidade.
Habilitação perante as
autoridades centrais
Fases da adoção
internacional
Processo Judicial
perante a Vara da
Infância e Juventude
O extenso art. 52, do ECA, declina todo o procedimento da adoção internacional. Confira com
atenção:
Art. 52. A adoção internacional observará o procedimento previsto nos arts. 165
a 170 desta Lei, com as seguintes adaptações:
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III - forem qualificados por seus padrões éticos e sua formação e experiência para
atuar na área de adoção internacional;
I - perseguir unicamente fins não lucrativos, nas condições e dentro dos limites
fixados pelas autoridades competentes do país onde estiverem sediados, do país
de acolhida e pela Autoridade Central Federal Brasileira;
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§ 11. A cobrança de valores por parte dos organismos credenciados, que sejam
considerados abusivos pela Autoridade Central Federal Brasileira e que não
estejam devidamente comprovados, é causa de seu descredenciamento.
§ 12. Uma mesma pessoa ou seu cônjuge não podem ser representados por mais
de uma entidade credenciada para atuar na cooperação em adoção internacional.
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Art. 48. O adotado tem direito de conhecer sua origem biológica, bem como de
obter acesso irrestrito ao processo no qual a medida foi aplicada e seus eventuais
incidentes, APÓS COMPLETAR 18 (DEZOITO) ANOS.
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§ 6o Haverá cadastros distintos para pessoas ou casais residentes fora do País, que
somente serão consultados na inexistência de postulantes nacionais habilitados
nos cadastros mencionados no § 5o deste artigo.
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III - oriundo o pedido de quem detém a tutela ou guarda legal de criança maior
de 3 (três) anos ou adolescente, desde que o lapso de tempo de convivência
comprove a fixação de laços de afinidade e afetividade, e não seja constatada a
ocorrência de má-fé ou qualquer das situações previstas nos arts. 237 ou 238 desta
Lei.
acesso à escola pública e gratuita próxima de sua residência, com vagas no mesmo
estabelecimento que seus irmãos.
Destaco o inciso V, alterado pela Lei 13.845/2019, o qual prevê que será garantido à criança e ao
adolescente acesso à escola pública e gratuita, próxima da residência e, aqui reside a novidade,
em mesmo estabelecimento que seus irmãos frequentem. Fique atento a essa mudança!
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Ainda em relação ao direito à educação, o ECA estabelece que é dever do Estado garantir:
ensino fundamental, obrigatório e gratuito, inclusive para os que a ele não tiveram acesso
na idade própria;
acesso aos níveis mais elevados do ensino, da pesquisa e da criação artística, segundo a
capacidade de cada um;
Para finalizar, vejamos o art. 53-A, introduzido no ECA pela Lei nº 13.840/2019:
Trata-se de um dispositivo bastante direto, que informa ser dever da instituição de ensino, clubes
ou agremiações recreativas adotar medidas de conscientização sobre a dependência de drogas
ilícitas. A ideia do dispositivo é informar e prevenir o uso de drogas por crianças e adolescentes,
assim, as escolas ou qualquer forma de clube ou associação recreativa devem fazer campanhas
para conscientizar, prevenir e enfrentar o problema do consumo de drogas.
Período Integral - O STJ decidiu que o Estado não é obrigado a fornecer vagas de período
integral para todos os alunos.
Reserva do Possível - de acordo como STJ o ente deverá demonstrar a efetiva inviabilidade
orçamentária não sendo suficiente a mera alegação. Ainda que não seja possível, por exemplo, a
construção de uma creche o Estado deverá suprir a necessidade de vagas fazendo convênios com
outros Municípios ou com entidade particular, pois de acordo com o STF direito fundamental
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Em relação aos pais, fixa o ECA que eles têm o dever de matricular os filhos no ensino regular.
Além disso, se no ambiente escolar forem identificadas situações de maus-tratos, faltas
injustificadas, evasão escolar ou repetência, tais informações serão repassadas ao Conselho
Tutelar.
Recentemente o STF firmou tese jurídica que afirma não ser possível a educação em casa
(homeschooling) à luz do direito positivo brasileiro. Veja abaixo:
Tema 822 do STF "Não existe direito público subjetivo do aluno ou de sua família
ao ensino domiciliar, inexistente na legislação brasileira”.3
Veja:
No que diz respeito à cultura, valores culturais, artísticos e históricos serão levados em
consideração no processo educativo. Além disso, o Poder Público deverá implementar políticas
públicas na área cultural.
3
RE 888815, Min. Relator Roberto Barroso, Relator(a) p/ Acórdão: Min. Alexandre De Moraes, Tribunal Pleno, julgado
em 12/09/2018
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--
Aqui devemos redobrar a atenção, algumas vezes a banca pergunta conforme a literalidade do
ECA e o candidato deve responder de acordo com o art. 60, ainda que contrário a constituição.
formação técnico-profissional
APRENDIZAGE ministrada segundo as diretrizes e
M bases da legislação de educação em
vigor.
O art. 63, por sua vez, trata dos princípios que orientam a aprendizagem.
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PRINCÍPIOS
bolsa de aprendizagem
Na sequência, o ECA estabelece algumas vedações em relação ao trabalho do menor, seja ele
realizado como trabalho a partir dos 16 anos, seja como aprendiz:
Por fim, o ECA trata do trabalho educativo que constitui programa social voltado para a
capacitação do adolescente, com vistas ao exercício de atividade regular remunerada.
Segundo o ECA:
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Para encerrar a parte teórica pertinente à aula de hoje, veja que o artigo 69 estabelece, como
premissa à profissionalização e à proteção do trabalho do adolescente, a consideração de que ele
é uma pessoa em desenvolvimento e deve ser capacitado para o mercado de trabalho.
Art. 2º Considera-se criança, para os efeitos desta Lei, a pessoa ATÉ DOZE ANOS
de idade incompletos, e adolescente aquela ENTRE DOZE E DEZOITO ANOS DE
IDADE.
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§ 9o A atenção primária à saúde fará a busca ativa da gestante que não iniciar ou
que abandonar as consultas de pré-natal, bem como da puérpera que não
comparecer às consultas pós-parto.
II - opinião e expressão;
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a) sofrimento físico; ou
b) lesão;
a) humilhe; ou
b) ameace gravemente; ou
c) ridicularize.
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Parágrafo único. As medidas previstas neste artigo serão aplicadas pelo Conselho
Tutelar, sem prejuízo de outras providências legais. (Incluído pela Lei nº 13.010,
de 2014)
Art. 19. É direito da criança e do adolescente ser criado e educado no seio de sua
família e, excepcionalmente, em família substituta, assegurada a convivência
familiar e comunitária, em ambiente que garanta seu desenvolvimento integral.
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Art. 19-A. A gestante ou mãe que manifeste interesse em entregar seu filho para
adoção, antes ou logo após o nascimento, será encaminhada à Justiça da Infância
e da Juventude.
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criança será mantida com os genitores, e será determinado pela Justiça da Infância
e da Juventude o acompanhamento familiar pelo prazo de 180 (cento e oitenta)
dias.
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Art. 36. A tutela será deferida, nos termos da lei civil, a pessoa de até 18 (dezoito)
anos incompletos.
Art. 40. O adotando deve contar com, no máximo, dezoito anos à data do pedido,
salvo se já estiver sob a guarda ou tutela dos adotantes.
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III - que, em se tratando de adoção de adolescente, este foi consultado, por meios
adequados ao seu estágio de desenvolvimento, e que se encontra preparado para
a medida, mediante parecer elaborado por equipe interprofissional, observado o
disposto nos §§ 1o e 2o do art. 28 desta Lei.
I - noturno, realizado entre as vinte e duas horas de um dia e as cinco horas do dia
seguinte;
RESUMO
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Para finalizar o estudo da matéria, trazemos um resumo dos principais aspectos estudados ao
longo da aula. Sugerimos que esse resumo seja estudado sempre previamente ao início da aula
seguinte, como forma de “refrescar” a memória. Além disso, segundo a organização de estudos
de vocês, a cada ciclo de estudos é fundamental retomar esses resumos. Caso encontrem
dificuldade em compreender alguma informação, não deixem de retornar à aula.
Tanto a criança como o adolescente são sujeitos de direitos que recebem tratamento especial devido à
condição de pessoa em desenvolvimento.
O art. 2º, parágrafo único, do ECA, não se aplica às relações civis, em face do regramento posterior pelo
Essa corrente, a prevalecer nas provas de concurso público, sugere a distinção entre as esferas cíveis e
penais. Em relação aos aspectos cíveis, com a superveniência do CC/02, não mais se aplica o ECA aos
maiores de 18. Contudo, em relação aos aspectos infracionais, aplica-se o art. 2º, parágrafo único, cujo
exemplo mais claro é o art. 121, §5º, do ECA, que prevê liberação compulsória aos 21 anos de idade.
Princípios Basilares
Princípio da prioridade absoluta - constitui dever da família, da sociedade e do Estado em ação conjunta
assegurar à criança e ao adolescente, com absoluta prioridade todos os direitos.
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destinação privilegiada de recursos públicos nas áreas relacionadas com a proteção à infância e à
juventude.
Todo o ordenamento jurídico deve garantir a proteção integral das crianças e adolescentes.
Direitos assegurados
vida
saúde
alimentação
educação
esporte
lazer
profissionalização
cultura
dignidade
respeito
liberdade
Princípio da não discriminação - os direitos são aplicados a todas as crianças e adolescentes sem qualquer
discriminação.
Interpretação do ECA
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A efetivação desses direitos, de acordo com o art. 7º, do ECA, deve ocorrer por intermédio de
políticas públicas para o desenvolvimento sadio e harmonioso, em condições dignas.
Quanto a gestante:
A mãe terá direito de escolher, nos últimos 3 MESES da gestação, o local onde será realizado
o parto.
O Poder Público deverá atuar a fim de garantir os direitos das gestantes perante a rede pública
de saúde, atuará também em posição interventiva nos contratos de emprego, preservará o direito
das gestantes que estiverem em restrição de liberdade.
Além de promover os direitos das gestantes e parturientes, o Estado deverá coibir práticas
discriminatórias e violadoras dos direitos das gestantes.
Todos os cuidados com a identificação do recém-nascido devem ser observados para evitar uma
troca, devemos lembrar que o direito à identidade é considerado um direito da personalidade.
O recém-nascido deve estar em contato com mãe durante todo o tempo de internação.
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O último inciso foi acrescentado pela Lei 13.436/2017, os hospitais e demais estabelecimentos
devem se preocupar em estimular e orientar as mães quanto ao aleitamento materno.
Outros direitos
É obrigatória a vacinação das crianças nos casos recomendados pelas autoridades sanitárias.
É obrigatória a aplicação a todas as crianças, nos seus primeiros dezoito meses de vida, de
protocolo ou outro instrumento construído com a finalidade de facilitar a detecção, em consulta
pediátrica de acompanhamento da criança, de risco para o seu desenvolvimento psíquico.
Liberdade
Respeito
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CASTIGO FÍSICO: ação de natureza disciplinar ou punitiva aplicada com o uso da força
física sobre a criança ou o adolescente que resulte em:
o sofrimento físico; ou
o lesão
TRATAMENTO CRUEL OU DEGRADANTE: conduta ou forma cruel de tratamento em
relação à criança ou ao adolescente que:
o humilhe
o ameace gravemente
o ridicularize
o Direito à Convivência Familiar e Comunitária
Família natural têm preferência legal para criar e educar a criança e o adolescente.
Garantida a convivência integral da criança com a mãe adolescente que estiver em acolhimento
institucional.
A gestante ou mãe que manifeste interesse em entregar seu filho para adoção, antes ou logo
após o nascimento, será encaminhada à Justiça da Infância e da Juventude.
A desistência é admitida até a publicação da sentença que decreta a perda do poder familiar.
Programa de apadrinhamento
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Os filhos tidos dentro ou fora do casamento ou por adoção têm os mesmos direitos.
O poder familiar é exercício em igualdade de condições pelos pais.
Os pais têm o dever de sustento, guarda e educação.
Os pais possuem direitos iguais e deveres e responsabilidades compartilhados no cuidado
e na educação dos filhos.
A falta de recursos, por si só, não é impeditivo para o exercício do poder familiar.
A condenação criminal não gera perda automática do poder familiar, a não ser que o crime
doloso praticado esteja sujeito à pena de reclusão e seja contra outrem igualmente titular
do mesmo poder familiar ou contra filho, filha ou outro descendente.
o Famílias
Família natural - a comunidade formada pelos pais ou qualquer um deles e seus descendentes
Família extensa ou ampliada - formada por parentes próximos com os quais a criança ou
adolescente convive e mantém vínculos de afinidade e afetividade.
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Guarda
provisória
destina-se a regularizar uma situação de fato
dever de assistência material, moral e educacional à criança ou ao adolescente
quem está sob a proteção da guarda será considerado dependente, inclusive, para fins
previdenciários
excepcionalmente pode ser deferida para atender a situações peculiares ou para suprir a
falta momentânea dos pais.
revogável por decisão fundamentada
Tutela
forma de colocação em família substituta que confere o direito de representação ao tutor
até os 18 anos de idade
pressupõe a perda ou suspensão do poder familiar
não há dúvidas quanto a condição de dependente previdenciário
indicação de tutor por testamento ou documento idôneo o melhor interesse deverá ser
observado
Adoção
ato personalíssimo
ato irrevogável
ato incaducável
ato excepcional
Requisitos da adoção
O adotando deve contar com, no máximo, dezoito anos à data do pedido, salvo se já estiver
sob a guarda ou tutela dos adotantes.
O adotante há de ser, pelo menos, DEZESSEIS ANOS mais velho do que o adotando.
Para adoção conjunta, é indispensável que os adotantes sejam casados civilmente ou
mantenham união estável.
Os divorciados, os judicialmente separados e os ex-companheiros podem adotar
conjuntamente DESDE QUE o estágio de convivência tenha sido iniciado na constância do
período de convivência.
Consentimento dos genitores:
prestado após o nascimento.
deve ser precedido de orientação.
prestado ou ratificado perante autoridade judicial.
pode ser retratado até a data da audiência
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Adoção Internacional
todo o processo deve ser intermediado pelas autoridades centrais estaduais e federais.
acesso à escola pública e gratuita próxima de sua residência, com vagas no mesmo
estabelecimento que seus irmãos.
ensino fundamental, obrigatório e gratuito, inclusive para os que a ele não tiveram acesso na
idade própria;
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acesso aos níveis mais elevados do ensino, da pesquisa e da criação artística, segundo a
capacidade de cada um;
Princípios
noturno, realizado entre as vinte e duas horas de um dia e as cinco horas do dia seguinte
perigoso, insalubre ou penoso
realizado em locais prejudiciais à sua formação e ao seu desenvolvimento físico, psíquico,
moral e social
realizado em horários e locais que não permitam a frequência à escola
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CONSIDERAÇÕES FINAIS
Chegamos ao final da primeira parte do estudo do ECA. Foi uma aula tranquila e que trouxe
informações muito importantes para a prova. Se você esteve atento à aula, percebeu que todas
as questões que trouxemos para o material são de 2016 e 2017, o que demonstra que o assunto
tem grande repercussão para fins de prova.
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QUESTÕES COMENTADAS
Outras Bancas
Comentários
Art. 41. A adoção atribui a condição de filho ao adotado, com os mesmos direitos e
deveres, inclusive sucessórios, desligando-o de qualquer vínculo com pais e parentes,
salvo os impedimentos matrimoniais.
A alternativa B está incorreta. Podem adotar os maiores de 18 anos independente do estado civil.
A alternativa C está incorreta. Se já estiver sob a guarda ou tutela na data do pedido o maior de
18 anos poderá ser adotado.
Art. 40. O adotando deve contar com, no máximo, dezoito anos à data do pedido, salvo
se já estiver sob a guarda ou tutela dos adotantes.
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A alternativa E está incorreta. Deverá prevalecer os direitos e interesses do adotando e não dos
pais biológicos.
Comentários
A alternativa A está incorreta. A matrícula em rede regular de ensino é obrigação dos pais e não
opção.
Art. 55. Os pais ou responsável têm a obrigação de matricular seus filhos ou pupilos na
rede regular de ensino.
(...)
Parágrafo único. É direito dos pais ou responsáveis ter ciência do processo pedagógico,
bem como participar da definição das propostas educacionais.
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A alternativa C está incorreta. O artigo 56 do ECA impõe como dever dos dirigentes de
estabelecimento de ensino fundamental comunicar ao Conselho Tutelar casos de maus tratos
envolvendo seus alunos.
Art. 54 § 2º O não oferecimento do ensino obrigatório pelo poder público ou sua oferta
irregular importa responsabilidade da autoridade competente.
Comentários
A alternativa E está correta. Por se tratar de uma situação isolada caso o aluno não enfrente
dificuldades não será necessário tomar outras medidas.
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4. (FEPESE/Pref. Mafra) - 2021) De acordo com a Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990, que
dispõe sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente e dá outras providências, a família que se
estende para além da unidade pais e filhos ou da unidade do casal, formada por parentes
próximos com os quais a criança ou adolescente convive, e mantém vínculos de afinidade e
afetividade, é denominada:
A) família natural.
B) família biológica.
C) família acolhedora.
D) família contemporânea.
E) família extensa ou ampliada.
Comentários
A alternativa A está incorreta. A família natural é a formada pelos pais e seus descendentes.
A alternativa B está incorreta. Não se exige necessariamente vínculos biológicos para definir uma
família.
Art. 25. Entende-se por família natural a comunidade formada pelos pais ou qualquer deles
e seus descendentes.
Parágrafo único. Entende-se por família extensa ou ampliada aquela que se estende para
além da unidade pais e filhos ou da unidade do casal, formada por parentes próximos com
os quais a criança ou adolescente convive e mantém vínculos de afinidade e afetividade.
(Incluído pela Lei nº 12.010, de 2009)
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5. (FEPESE/Pref. Mafra - 2021) De acordo com a Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990, que
dispõe sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente e dá outras providências, a tutela será
deferida, nos termos da lei civil, a pessoa de até:
A) 12 anos completos.
B) 12 anos incompletos.
C) 14 anos incompletos.
D) 16 anos completos.
E) 18 anos incompletos.
Comentários
A alternativa E está correta. A tutela se aplica apenas a pessoa de até 18 anos e pressupõe a perda
ou suspensão do poder familiar, além de implicar os deveres de guarda.
Art. 36. A tutela será deferida, nos termos da lei civil, a pessoa de até 18 (dezoito) anos
incompletos.
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Comentários
I - ensino fundamental, obrigatório e gratuito, inclusive para os que a ele não tiveram
acesso na idade própria;
V - acesso aos níveis mais elevados do ensino, da pesquisa e da criação artística, segundo
a capacidade de cada um;
§ 2º O não oferecimento do ensino obrigatório pelo poder público ou sua oferta irregular
importa responsabilidade da autoridade competente.
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A afirmativa 3 está incorreta. De acordo com o inciso IV a creche deve ser garantida para crianças
de zero a cinco anos.
Comentários
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Parágrafo único. É direito dos pais ou responsáveis ter ciência do processo pedagógico,
bem como participar da definição das propostas educacionais.
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Parágrafo único. É direito dos pais ou responsáveis ter ciência do processo pedagógico,
bem como participar da definição das propostas educacionais.
A afirmativa 2 está incorreta. O direito assegurado pelo inciso II do art. 53 do ECA é o de ser
respeitado por seus educadores.
A afirmativa 4 está correta. Também está previsto no art. 53 do ECA, trata-se do inciso IV.
9. (FEPESE/Pref. Mafra - 2021) Ponto de Exclamação Atenção: Esta questão foi anulada pela
banca.
De acordo com a artigo 54 do Estatuto da Criança e do Adolescente, é dever do Estado assegurar
à criança e ao adolescente:
1. Inclusão de, no mínimo, duas línguas estrangeiras para as crianças e adolescentes matriculados
no ensino fundamental.
2. Ensino fundamental, obrigatório e gratuito, inclusive para os que a ele não tiveram acesso na
idade própria.
3. Progressiva extensão da obrigatoriedade e gratuidade ao ensino superior.
4. Atendimento educacional especializado aos portadores de deficiência, preferencialmente na
rede particular de ensino.
5. Atendimento em creche e pré-escola às crianças de zero a seis anos de idade. (Redação dada
pela Lei nº 13.306, de 2016)
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
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I - ensino fundamental, obrigatório e gratuito, inclusive para os que a ele não tiveram
acesso na idade própria;
V - acesso aos níveis mais elevados do ensino, da pesquisa e da criação artística, segundo
a capacidade de cada um;
§ 2º O não oferecimento do ensino obrigatório pelo poder público ou sua oferta irregular
importa responsabilidade da autoridade competente.
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10. (FEPESE/Pref. Mafra - 2021) De acordo com a Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990, que
dispõe sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente e dá outras providências, salvo na condição
de aprendiz, é proibido qualquer trabalho a menores de:
A) 14 anos de idade.
B) 15 anos de idade.
C) 16 anos de idade.
D) 17 anos de idade.
E) 18 anos de idade.
Comentários
A alternativa C está correta. A idade mínima prevista na Constituição Federal e no ECA é 16 anos.
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Comentários
O item 1 está incorreto. A bolsa aprendizagem é garantida até os 14 anos e não 18 anos.
Art. 64. Ao adolescente até quatorze anos de idade é assegurada bolsa de aprendizagem.
Art. 65. Ao adolescente aprendiz, maior de quatorze anos, são assegurados os direitos
trabalhistas e previdenciários.
I - noturno, realizado entre as vinte e duas horas de um dia e as cinco horas do dia seguinte;
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Comentários
A alternativa B está correta. É proibido qualquer trabalho a menores de quatorze anos de idade,
salvo na condição de aprendiz.
Art. 60. É proibido qualquer trabalho a menores de quatorze anos de idade, SALVO NA
CONDIÇÃO DE APRENDIZ.
Comentários
A alternativa A está incorreta. O adotante deve ser 16 anos mais velho que o adotando.
A alternativa B está incorreta. O adotante deve ser 16 anos mais velho que o adotando.
A alternativa C está incorreta. O adotante deve ser 16 anos mais velho que o adotando.
Art. 42 § 3º O adotante há de ser, pelo menos, dezesseis anos mais velho do que o
adotando.
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Comentários
A assertiva II está verdadeira. Trata-se de direito garantido pelo inciso IV do art. 53 do ECA.
A assertiva III está verdadeira. O parágrafo único do art. 53 prevê a participação dos pais ou
responsáveis.
Art. 53
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(...)
Parágrafo único. É direito dos pais ou responsáveis ter ciência do processo pedagógico,
bem como participar da definição das propostas educacionais.
15. (IBFC/IAT PR - 2021) Acerca do direito à educação, à cultura, ao esporte e ao lazer, previsto
na Lei n° 8.069/1990, denominada Estatuto da Criança e do Adolescente, analise as afirmativas
abaixo:
I. O poder público estimulará pesquisas, experiências e novas propostas relativas a calendário,
seriação, currículo, metodologia, didática e avaliação, com vistas à inserção de crianças e
adolescentes excluídos do ensino fundamental obrigatório.
II. Caso haja elevados níveis de repetência, os dirigentes de estabelecimentos deverão comunicar
apenas os pais.
III. No processo educacional respeitar-se-ão os valores culturais, artísticos e históricos próprios do
contexto social da criança e do adolescente, garantindo-se a estes a liberdade da criação e o
acesso às fontes de cultura.
Assinale a alternativa correta.
A) As afirmativas I, II e III estão corretas
B) Apenas as afirmativas I e II estão corretas
C) Apenas as afirmativas II e III estão corretas
D) Apenas as afirmativas I e III estão corretas
E) Apenas a afirmativa II está correta
Comentários
Art. 57. O poder público estimulará pesquisas, experiências e novas propostas relativas a
calendário, seriação, currículo, metodologia, didática e avaliação, com vistas à inserção de
crianças e adolescentes excluídos do ensino fundamental obrigatório.
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16. (IBFC/Pref. SGDA - RN - 2021) Segundo a Lei no 8.069/90, a criança e o adolescente têm
direito à Educação com o objetivo de favorecer seu pleno desenvolvimento e prepará-los para o
exercício da cidadania e para o mundo do trabalho.
Para que tais objetivos sejam assegurados é preciso:
I. Igualdade de condições para o acesso e permanência na escola.
II. O acesso à escola pública e gratuita próximo a sua residência, desde que não residam em zona
rural.
III. Ser respeitado por seus educadores.
Assinale a alternativa correta.
A) Apenas a afirmativa I está correta
B) Apenas as afirmativas II e III estão corretas
C) Apenas as afirmativas I e III estão corretas
D) Apenas a afirmativa III está correta
Comentários
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O item I está falso. O art. 60 do Eca veda o trabalho para menores de 14 anos, salvo na condição
de aprendiz. Sabemos que este dispositivo não se coaduna com as normas prevista na CF/88 que
apenas permite o trabalho como aprendiz a partir dos 14 anos, porém o enunciado pede a
resposta de acordo com o Eca. Apesar disso, a banca considerou a assertiva incorreta uma vez
que não há expressa previsão que o adolescente poderia trabalhar como aprendiz a partir dos 12
anos.
Art. 65. Ao adolescente aprendiz, maior de quatorze anos, são assegurados os direitos
trabalhistas e previdenciários.
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O item I está incorreto. Não se pode fazer este tipo de distinção. O art. 5º da Constituição Federal
prevê igualdade entre homens e mulheres havendo violação do Princípio da Igualdade sua não
observância.
O item II está incorreto. Este tipo de condutada não deve ser adotada por ser discriminatória.
O item III está correto. Trata-se da previsão do inciso II do art. 69 do ECA.
Assim a questão foi anulada pela banca examinadora por não possuir alternativa correta.
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A assertiva I está incorreta. O art. 60 do Eca veda o trabalho para menores de 14 anos, salvo na
condição de aprendiz. Sabemos que este dispositivo não se coaduna com as normas prevista na
CF/88 que apenas permite o trabalho como aprendiz a partir dos 14 anos, porém o enunciado
pede a resposta de acordo com o Eca. Apesar disso, a banca considerou a assertiva incorreta uma
vez que não há expressa previsão que o adolescente poderia trabalhar como aprendiz a partir dos
12 anos.
Art. 65. Ao adolescente aprendiz, maior de quatorze anos, são assegurados os direitos
trabalhistas e previdenciários.
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a) 1, 2, 2, 1, 2
b) 1, 2, 2, 2, 2
c) 2, 2, 1, 1, 1
d) 2, 1, 1, 2, 2
e) 1, 2, 2, 1, 1
Comentários
Para realizar a devida correlação era preciso conhecer o parágrafo único do art. 18-A do Eca.
Fique atento a este dispositivo ele tem sido bastante cobrado nos concursos.
Art. 18-A. A criança e o adolescente têm o direito de ser educados e cuidados sem o uso
de castigo físico ou de tratamento cruel ou degradante, como formas de correção,
disciplina, educação ou qualquer outro pretexto, pelos pais, pelos integrantes da família
ampliada, pelos responsáveis, pelos agentes públicos executores de medidas
socioeducativas ou por qualquer pessoa encarregada de cuidar deles, tratá-los, educá-los
ou protegê-los. (Incluído pela Lei nº 13.010, de 2014)
Parágrafo único. Para os fins desta Lei, considera-se: (Incluído pela Lei nº 13.010, de 2014)
I - castigo físico: ação de natureza disciplinar ou punitiva aplicada com o uso da força física
sobre a criança ou o adolescente que resulte em: (Incluído pela Lei nº 13.010, de 2014)
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A assertiva I está incorreta. A comunicação será feita ao Conselho Tutelar da localidade conforme
determina o art.13 do Eca, muito cobrado em questões de concurso.
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A assertiva III está incorreta. O §1º do art. 13 do Eca determina que sejam encaminhadas, sem
constrangimento, à justiça da infância e da juventude.
Art. 19. É direito da criança e do adolescente ser criado e educado no seio de sua família
e, excepcionalmente, em família substituta, assegurada a convivência familiar e
comunitária, em ambiente que garanta seu desenvolvimento integral.
Comentários
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Comentários
Art. 57. O poder público estimulará pesquisas, experiências e novas propostas relativas a
calendário, seriação, currículo, metodologia, didática e avaliação, com vistas à inserção de
crianças e adolescentes excluídos do ensino fundamental obrigatório.
A assertiva II está incorreta. Como já vimos em diversas questões a comunicação deve ser feita ao
Conselho Tutelar na forma do art. 56 III do Eca.
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24. (IBFC/Pref. Cruzeiro do Sul - 2019) Regina é mãe de Larissa, de 8 (oito) anos de idade e de
Matheus, que completou 12 (doze) anos de idade. Ela cuida dos dois filhos sozinha. Regina não
vê a hora do filho Matheus se tornar um adolescente. Sobre este caso e considerações trazidas
pelo ECA, assinale a alternativa correta.
a) Segundo o ECA, Matheus já é um adolescente.
b) Tanto Larissa, quanto Matheus são crianças.
c) Matheus será um adolescente quando completar 13 (treze) anos de idade.
d) Tanto Larissa, quanto Matheus são adolescentes.
Comentários
25. (IBFC/Pref. Cuiabá - 2019) O Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei n° 8069/90) traz
normas que têm como objetivo a proteção integral da criança e do adolescente. Sobre as
disposições desse diploma jurídico, analise as afirmativas abaixo e assinale a alternativa correta.
I. Considera-se criança a pessoa de doze anos de idade completos, e adolescente aquela entre
treze e dezessete anos de idade.
II. É dever da família, da comunidade, da sociedade em geral e do Poder Público assegurar, com
absoluta prioridade, a efetivação dos direitos referentes à vida, à saúde, à alimentação, à
educação, ao esporte, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade
e à convivência familiar e comunitária.
III. A garantia de prioridade compreende a preferência na formulação e na execução das políticas
sociais públicas.
a) Apenas as afirmativas II e III estão corretas
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A afirmativa II está correta. Nos termos do caput do art. 4º do ECA: “É dever da família, da
comunidade, da sociedade em geral e do poder público assegurar, com absoluta prioridade, a
efetivação dos direitos referentes à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao esporte, ao lazer,
à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e
comunitária.”
A afirmativa III está correta. A afirmativa apresenta a alínea “c” do parágrafo único do art. 4º do
ECA:
26. (IBFC/Pref. Cuiabá - 2019) O contexto histórico tem apresentado a necessidade de proteger
crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social, tornando-se de extrema
importância atentar-se às condições de desenvolvimento infantil. Visto que, algumas legislações
já citavam a importância familiar no processo de desenvolvimento da infância. Considere o século
que tal reconhecimento recebeu maior ênfase e analise as afirmativas abaixo.
I. No final do século XX, por meio de uma nova constituição e a criação do Estatuto da Criança e
do Adolescente.
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27. (IBFC/Pref. Cuiabá - 2019) Sobre o objetivo do Estatuto da Criança e Adolescente (ECA),
assinale a alternativa correta.
a) De somente proteger a criança e ao adolescente do trabalho.
b) De se efetivar apenas a garantia de direitos de crianças.
c) De definir apenas a forma de atuação das entidades governamentais e não governamentais na
prevenção e nos casos de violação desse direito.
d) De se efetivar a garantia de direitos de crianças e adolescentes. Contém em seus artigos a
proibição do trabalho infantil, a proteção ao trabalhador adolescente e define a forma de atuação
das entidades governamentais e não governamentais na prevenção e nos casos de violação desse
direito.
Comentários
Art. 60. É proibido qualquer trabalho a menores de quatorze anos de idade, salvo na
condição de aprendiz.
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Art. 61. A proteção ao trabalho dos adolescentes é regulada por legislação especial, sem
prejuízo do disposto nesta Lei.
Art. 68. O programa social que tenha por base o trabalho educativo, sob responsabilidade
de entidade governamental ou não-governamental sem fins lucrativos, deverá assegurar
ao adolescente que dele participe condições de capacitação para o exercício de atividade
regular remunerada.
28. (IBFC/Pref. Cuiabá - 2019) Sobre a força significativa do ECA, assinale a alternativa correta.
a) Representa força da Lei, que nem sempre institui mecanismos de ordenamento jurídico.
b) Representa um conjunto de Normas que não têm peso relevante para ordenamento jurídico.
c) Representa um marco Legal e não Regulatório dos Direitos Humanos de Crianças e
Adolescentes.
d) Representa a força da Lei, que institui mecanismos de exigibilidade.
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A alternativa B está correta e é o gabarito da questão. Nos termos do caput do art. 13 do Estatuto
da Criança e do Adolescente: “Os casos de suspeita ou confirmação de castigo físico, de
tratamento cruel ou degradante e de maus-tratos contra criança ou adolescente serão
obrigatoriamente comunicados ao Conselho Tutelar da respectiva localidade, sem prejuízo de
outras providências legais.”
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A afirmativa II está incorreta. O ECA apresenta diversos dispositivos que tratam da proteção às
gestantes, a exemplo do art. 8º: “É assegurado a todas as mulheres o acesso aos programas e às
políticas de saúde da mulher e de planejamento reprodutivo e, às gestantes, nutrição adequada,
atenção humanizada à gravidez, ao parto e ao puerpério e atendimento pré-natal, perinatal e pós-
natal integral no âmbito do Sistema Único de Saúde.”
A afirmativa III está correta. De acordo com o art. 7º do ECA: “A criança e o adolescente têm
==20a4aa==
direito a proteção à vida e à saúde, mediante a efetivação de políticas sociais públicas que
permitam o nascimento e o desenvolvimento sadio e harmonioso, em condições dignas de
existência.”
32. (IBFC/Pref. Vinhedo - 2019) Em uma discussão dentro da sala de aula, professora e aluno
divergem de opinião. Ela argumentativamente se sobressai à fala do aluno e mal o deixa expor
verbalmente o que ele pensou e sentiu a respeito do assunto do qual divergiram. De acordo com
o Estatuto da Criança e do Adolescente, o direito ao respeito consiste na inviolabilidade da
integridade física, psíquica e moral da criança e do adolescente, abrangendo a preservação da
imagem, da identidade, da autonomia, dos valores, ideias e crenças, dos espaços e objetos
pessoais. Pode-se afirmar que a professora privou o aluno de parte deste direito. Contudo, há
pais, responsáveis e profissionais que ainda recorrem aos castigos físicos para disciplinar as
crianças e os adolescentes. No Estatuto, o castigo físico “é entendido como a ação de natureza
disciplinar ou punitiva aplicada com o uso da força física sobre a criança ou o adolescente que
resulte em”:
I. Sofrimento físico ou lesão.
II. Tratamento cruel ou degradante que ridicularize e/ou humilhe.
III. Conduta ou forma cruel de tratamento em relação à criança e/ou ao adolescente que ameace
gravemente.
Assinale a alternativa correta
a) I, apenas
b) II, apenas
c) III, apenas
d) I, II, III
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A alternativa A está correta e é o gabarito da questão. O parágrafo único do art. 18-A apresenta
os conceitos de castigo físico (inciso I) e tratamento cruel ou degradante (inciso II).
I - castigo físico: ação de natureza disciplinar ou punitiva aplicada com o uso da força física
sobre a criança ou o adolescente que resulte em:
a) sofrimento físico; ou
b) lesão;
a) humilhe; ou
b) ameace gravemente; ou
c) ridicularize.
Assim, como visto pela transcrição acima, apenas a afirmativa I está correta. As afirmativas II e III
fazem menção ao conceito de tratamento cruel ou degradante.
33. (IBFC/Pref. C Sto. Agostinho - 2019) Sobre os aspectos que envolvem o direito à liberdade,
segundo o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), assinale a alternativa incorreta.
a) buscar refúgio, auxílio e orientação
b) brincar, praticar esportes e divertir-se
c) participar da vida familiar e comunitária, sem discriminação
d) ir, vir e estar nos logradouros públicos e espaços comunitários, sem ressalvas de restrições
legais
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I - ir, vir e estar nos logradouros públicos e espaços comunitários, ressalvadas as restrições
legais;
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II - opinião e expressão;
34. (IBFC/Pref. Cruzeiro do Sul - 2019) O Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei nº 8.069/90)
disciplina sobre os direitos de crianças e adolescentes no Brasil. De acordo com essa legislação,
artigo 15 a criança e o adolescente têm direito à liberdade, ao respeito e a dignidade. Considere
o disposto no artigo 16 e assinale a alternativa incorreta.
a) O direito a liberdade corresponde à inviolabilidade da integridade física, psíquica e moral da
criança e do adolescente, abrangendo a preservação da imagem, da identidade, da autonomia,
dos valores, ideias e crenças, dos espaços e objetos pessoais
b) O direito à liberdade compreende buscar refúgio, auxílio e orientação
c) O direito à liberdade corresponde também à opinião e expressão
d) O direito à liberdade corresponde a ir, vir e estar nos logradouros públicos e espaços
comunitários, ressalvadas as restrições legais
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I - ir, vir e estar nos logradouros públicos e espaços comunitários, ressalvadas as restrições
legais;
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II - opinião e expressão;
35. (IBFC/Pref. Cruzeiro do Sul - 2019) De acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente
(ECA) em seu art. 17 o direito ao respeito consiste na inviolabilidade da integridade física, psíquica
e moral da criança e do adolescente, abrangendo a preservação da(o) , da(o) , da
autonomia, dos valores, ideias e crenças, dos espaços e objetos pessoais. A esse respeito, assinale
a alternativa que preencha correta e respectivamente as lacunas.
a) imagem / identidade
b) idade / família
c) cultura / corpo
d) gosto / vontade
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36. (IBFC/Pref. Cruzeiro do Sul - 2019) Segundo o Art. 18-A do ECA, “a criança e o adolescente
têm o direito de ser educados e cuidados sem o uso de castigo físico ou de tratamento cruel ou
degradante, como formas de correção, disciplina, educação ou qualquer outro pretexto, pelos
pais, pelos integrantes da família ampliada, pelos responsáveis, pelos agentes públicos executores
de medidas socioeducativas ou por qualquer pessoa encarregada de cuidar deles, tratá-los,
educá-los ou protegê-los”. Nesse contexto, analise as afirmativas abaixo.
I. Castigo físico: ação de natureza disciplinar ou punitiva aplicada com o uso da força física sobre
a criança ou o adolescente que resulte em lesão.
II. Tratamento cruel ou degradante: conduta ou forma cruel de tratamento em relação à criança
ou ao adolescente que humilhe.
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I - castigo físico: ação de natureza disciplinar ou punitiva aplicada com o uso da força física
sobre a criança ou o adolescente que resulte em:
a) sofrimento físico; ou
b) lesão;
a) humilhe; ou
b) ameace gravemente; ou
c) ridicularize.
A afirmativa I está correta e em conformidade com a alínea “b” do inciso I transcrito acima.
A afirmativa II está correta e de acordo com a alínea “a” do inciso II apresentado acima.
A afirmativa III está incorreta. Como visto, o sofrimento físico é um resultado do castigo físico.
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A assertiva está incorreta. O §1º do art. 33 do ECA afirma que a guarda se destina a regularizar a
posse de fato, mas veda seu deferimento no caso de adoção por estrangeiro o que tornou a
assertiva errada. Já o §3º prevê a condição e dependente para todos os fins inclusive
previdenciário.
Art. 33. A guarda obriga a prestação de assistência material, moral e educacional à criança
ou adolescente, conferindo a seu detentor o direito de opor-se a terceiros, inclusive aos
pais.
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A assertiva está correta. Analisando o caput do art. 53 do ECA percebemos que a lei prevê o
direito à educação para o desenvolvimento pessoal da criança e do adolescente e vai além, busca
preparar par o exercício da cidadania e qualificar para o trabalho.
Comentários
A assertiva está incorreta. Não se trata de uma faculdade e sim um direito previsto no inciso IV do
art. 53 do ECA.
(...)
Comentários
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A assertiva está incorreta. Este detalhe é cobrado com frequências nas provas. As vagas no mesmo
estabelecimento são garantidas para irmãos que frequentem a mesma etapa ou ciclo de ensino
da educação básica.
(...)
Comentários
A assertiva está correta. Estes direitos são garantidos pelo art. 58 do ECA. Veja o texto legal:
Comentários
A assertiva está incorreta. Incialmente não podemos afirmar que há imposição cogente. O art. 59
do ECA prevê a participação de todos os entes federados na destinação de recursos para
programações culturais, esportivas e de lazer voltadas para a infância e a juventude e não apenas
o Município.
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Art. 59. Os municípios, com apoio dos estados e da União, estimularão e facilitarão a
destinação de recursos e espaços para programações culturais, esportivas e de lazer
voltadas para a infância e a juventude.
Comentários
A assertiva está correta. De acordo com o §4º do art. 19 do Estatuto da Criança e do Adolescente:
“Será garantida a convivência da criança e do adolescente com a mãe ou o pai privado de
liberdade, por meio de visitas periódicas promovidas pelo responsável ou, nas hipóteses de
acolhimento institucional, pela entidade responsável, independentemente de autorização
judicial.”
Comentários
A assertiva está correta. Nos termos do §3º do art. 42 do ECA: “O adotante há de ser, pelo menos,
dezesseis anos mais velho do que o adotando.”
46. (IBFC/Pref. C Sto. Agostinho - 2019) Encontramos referências legais para a adoção de
crianças e adolescentes no Brasil junto ao Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei nº.
8069/1990). Na referida legislação há indicações de aspectos que devem ser observados no que
diz respeito a adoção internacional. Considere o disposto no ECA sobre a adoção internacional,
analise as afirmativas abaixo e dê valores de Verdadeiro (V) ou Falso (F).
( ) É permitido o repasse de recursos provenientes de organismos estrangeiros encarregados de
intermediar pedidos de adoção internacional a organismos nacionais ou a pessoas físicas.
( ) Considera-se adoção internacional aquela na qual o pretendente possui residência habitual em
país parte da Convenção de Haia, de 29 de maio de 1993, relativa à Proteção das Crianças e à
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A afirmativa I é falsa. O caput do art. 52-A do Estatuto da Criança e do Adolescente veda o repasse
de tais recursos: “É vedado, sob pena de responsabilidade e descredenciamento, o repasse de
recursos provenientes de organismos estrangeiros encarregados de intermediar pedidos de
adoção internacional a organismos nacionais ou a pessoas físicas.”
A afirmativa III é verdadeira. De acordo com o art. 51, §2º do ECA: “Os brasileiros residentes no
exterior terão preferência aos estrangeiros, nos casos de adoção internacional de criança ou
adolescente brasileiro.”
A afirmativa IV é verdadeira. Nos termos do art. 51, §3º do ECA: “A adoção internacional
pressupõe a intervenção das Autoridades Centrais Estaduais e Federal em matéria de adoção
internacional.”
47. (IBFC/Pref. Cruzeiro do Sul - 2019) A adoção constitui uma das muitas medidas que são
apresentadas pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), sendo abordada a partir do artigo
39. Considere o disposto no Estatuto da Criança e do Adolescente sobre a adoção e analise as
afirmativas abaixo.
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I. A adoção é medida excepcional e irrevogável, à qual se deve recorrer apenas quando esgotados
os recursos de manutenção da criança ou adolescente na família natural ou extensa.
II. É permitida a adoção por procuração.
III. A adoção não atribui a condição de filho ao adotado, não possuindo assim os mesmos direitos
e deveres, inclusive sucessórios de outros filhos, uma vez que são mantidos os vínculos com a
família de origem ou biológica.
IV. O adotando deve contar com, no máximo, dezoito anos à data do pedido, salvo se já estiver
sob a guarda ou tutela dos adotantes.
Assinale a alternativa correta.
a) Apenas as afirmativas I e IV estão corretas
b) Apenas as afirmativas I e III estão corretas
c) Apenas as afirmativas II e III estão corretas
d) Apenas as afirmativas II e IV estão corretas
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A afirmativa I está correta. Trata-se do disposto no art. 39, §1º do Estatuto da Criança e do
Adolescente: “A adoção é medida excepcional e irrevogável, à qual se deve recorrer apenas
quando esgotados os recursos de manutenção da criança ou adolescente na família natural ou
extensa, na forma do parágrafo único do art. 25 desta Lei.”
A afirmativa II está incorreta. Prevê o art. 39, §2º do ECA: “É vedada a adoção por procuração.”
A afirmativa III está incorreta. De acordo com o caput do art. 41 do Estatuto: “A adoção atribui a
condição de filho ao adotado, com os mesmos direitos e deveres, inclusive sucessórios,
desligando-o de qualquer vínculo com pais e parentes, salvo os impedimentos matrimoniais.”
A afirmativa IV está correta. Nos termos do art. 40 do ECA: “O adotando deve contar com, no
máximo, dezoito anos à data do pedido, salvo se já estiver sob a guarda ou tutela dos adotantes.”
Assim, a alternativa A está correta e é o gabarito da questão.
48. (IBFC/Pref. Vinhedo - 2019) Está descrito no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA)
que é dever da família, da comunidade, da sociedade em geral e do poder público assegurar, a
efetuação dos direitos à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao esporte, ao lazer, à
profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e
comunitária de todas as crianças e adolescentes. Dentro do ECA existem normas referentes às
crianças e adolescentes com deficiência.
A esse respeito, assinale a alternativa incorreta:
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Art. 1º O dever do Estado com a educação das pessoas público-alvo da educação especial
será efetivado de acordo com as seguintes diretrizes:
VIII - apoio técnico e financeiro pelo Poder Público às instituições privadas sem fins
lucrativos, especializadas e com atuação exclusiva em educação especial.
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49. (IBFC/Pref. Vinhedo - 2019) De acordo com a Lei nº 8.069 de 13 de julho de 1990, assinale
a alternativa incorreta.
a) Compete ao Poder Público recensear os educandos, fazer-lhes a chamada e zelar, junto aos
pais ou responsável, pela frequência à escola
b) O acesso ao ensino obrigatório e gratuito, é direito público subjetivo
c) É direito dos pais ou responsáveis, matricular ou não seus filhos ou pupilos na rede regular de
ensino
d) É direito dos pais ou responsáveis ter ciência do processo pedagógico, bem como participar
da definição das propostas educacionais
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A alternativa A está correta. Prevê o art. 54, §3º do ECA: “Compete ao poder público recensear
os educandos no ensino fundamental, fazer-lhes a chamada e zelar, junto aos pais ou responsável,
pela frequência à escola.”
A alternativa B está correta. De acordo com o art. 54, §1º do Estatuto: “O acesso ao ensino
obrigatório e gratuito é direito público subjetivo.”
A alternativa C está incorreta e é o gabarito da questão. A matrícula não é facultativa, mas uma
obrigação dos pais / responsável como prevê o art. 55 do Estatuto da Criança e do Adolescente:
“Os pais ou responsável têm a obrigação de matricular seus filhos ou pupilos na rede regular de
ensino.”
A alternativa D está correta. Nos termos do parágrafo único do art. 53 do ECA: “É direito dos pais
ou responsáveis ter ciência do processo pedagógico, bem como participar da definição das
propostas educacionais.”
50. (IBFC/Pref. Vinhedo - 2019) De acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA),
assinale a alternativa correta.
a) O não oferecimento do ensino obrigatório pelo poder público ou sua oferta irregular, importa
responsabilidade de autoridade competente.
b) Os pais ou responsáveis têm obrigação de matricular seus filhos ou pupilos nas redes
particulares.
c) Os professores de ensino fundamental, comunicarão ao Conselho Tutelar os casos de maus-
tratos envolvendo seus alunos.
d) É dever dos municípios assegurar à criança e ao adolescente progressiva extensão da
obrigatoriedade e gratuidade ao ensino médio.
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A alternativa A está correta e é o gabarito da questão. Nos termos do art. 54, §2º do Estatuto da
Criança e do Adolescente: “O não oferecimento do ensino obrigatório pelo poder público ou sua
oferta irregular importa responsabilidade da autoridade competente.”
A alternativa B está incorreta. A matrícula deve ser realizada na rede regular de ensino como prevê
o art. 55 do Estatuto da Criança e do Adolescente: “Os pais ou responsável têm a obrigação de
matricular seus filhos ou pupilos na rede regular de ensino.”
A alternativa C está incorreta. O ECA prevê legitimidade para tal comunicação a diversos sujeitos.
Nesse sentido, vejamos o art. 70-B do Estatuto:
Art. 70-B. As entidades, públicas e privadas, que atuem nas áreas da saúde e da educação,
além daquelas às quais se refere o art. 71 desta Lei, entre outras, devem contar, em seus
quadros, com pessoas capacitadas a reconhecer e a comunicar ao Conselho Tutelar
suspeitas ou casos de crimes praticados contra a criança e o adolescente.
Parágrafo único. São igualmente responsáveis pela comunicação de que trata este artigo,
as pessoas encarregadas, por razão de cargo, função, ofício, ministério, profissão ou
ocupação, do cuidado, assistência ou guarda de crianças e adolescentes, punível, na forma
deste Estatuto, o injustificado retardamento ou omissão, culposos ou dolosos.
A alternativa D está incorreta. Trata-se de um dever do Estado, como prevê o art. 54, II do Estatuto:
51. (IBFC/Pref. Vinhedo - 2019) A Lei nº 8.069, de 13 de Julho de 1990, dispõe sobre o Estatuto
da Criança e do Adolescente (ECA) e dá outras providências. Assinale a alternativa incorreta
quanto aos deveres do Estado em relação à Educação.
a) Garantir o ensino fundamental à criança e ao adolescente, sendo que a sua gratuidade se
restringe apenas àqueles que estudarem na idade própria
b) Possibilitar o atendimento educacional especializado aos deficientes, preferencialmente na
rede regular de ensino
c) Permitir o acesso aos níveis mais elevados do ensino, da pesquisa e da criação artística, segundo
a capacidade de cada um
d) Atendimento ao ensino fundamental, por meio de programas suplementares para que haja
material didático-escolar, transporte, alimentação e assistência à saúde
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I - ensino fundamental, obrigatório e gratuito, inclusive para os que a ele não tiveram
acesso na idade própria;
V - acesso aos níveis mais elevados do ensino, da pesquisa e da criação artística, segundo
a capacidade de cada um;
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A afirmativa III é falsa. Como vimos não é possível o processo educacional apenas no seio familiar.
A matrícula em instituição formal é obrigatória no ordenamento jurídico pátrio.
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A alternativa C está correta e é o gabarito da questão. Veremos cada uma das afirmativas:
A afirmativa I está correta. O art. 54, III do Estatuto da Criança e do Adolescente dispõe que é
dever do Estado assegurar à criança e ao adolescente atendimento educacional especializado aos
portadores de deficiência, preferencialmente na rede regular de ensino.
A afirmativa II está correta. O "acesso aos níveis mais elevados do ensino, da pesquisa e da criação
artística, segundo a capacidade de cada um" é um direito garantido pelo inciso V do art. 54 do
ECA.
A afirmativa III está incorreta. O inciso VI do art. 54 assegura a oferta de ensino noturno regular,
adequado às condições do adolescente trabalhador. Logo, não é possível afirmar que a oferta de
ensino ocorrerá somente nos horários matutino e vespertino.
55. (IBFC/Pref. Cruzeiro do Sul - 2019) Lucas tem 10 (dez) anos, e é o filho caçula de Dona
Matilde e Senhor João. Eles moram em um terreno arrendado na área rural, mas não tão distante
do centro da cidade. Ele ajuda, em todas as manhãs, seus pais no plantio de hortaliças e,
posteriormente, na parte da tarde, acompanha seus pais à comercialização dessas hortaliças. Lucas
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se considera um adulto e fica orgulhoso de ajudar os pais no sustento da casa. Com base neste
caso e o estabelecido no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA, Lei nº 8.069/1990), assinale
a alternativa correta.
a) Lucas já é considerado um adolescente e pode trabalhar como aprendiz junto com seus pais
b) Lucas é uma criança, mas acompanhado dos pais ele pode exercer qualquer atividade
profissional
c) Segundo o ECA, Lucas é uma criança e deveria estar na escola
d) O ECA não proíbe que Lucas trabalhe, mas também deveria estar estudando
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A alternativa A está incorreta. Lucas, com 10 anos de idade, ainda é uma criança.
As alternativas B e D estão incorretas. O ECA veda qualquer atividade profissional aos menores
de 14 anos.
56. (IBFC/Pref. Cruzeiro do Sul - 2019) Cristiano, de 11 (onze anos e meio) é um menino muito
empenhado em aprender. Seus pais o incentivam desde os seus 3 (três) anos de idade a estudar
e a valorizar o que a escola lhe proporciona. Neste ano, Cristiano abandonou a escola e pediu
para que seus pais o ensinassem em casa. Sobre esse contexto e o que prevê o ECA, analise as
afirmativas abaixo e dê valores Verdadeiro (V) ou Falso (F).
( ) Os pais ou responsável têm a obrigação de matricular seus filhos ou pupilos na rede regular de
ensino.
( ) No que se refere ao papel da escola, os dirigentes de estabelecimentos de ensino fundamental
comunicarão ao Conselho Tutelar os casos de reiteração de faltas injustificadas e de evasão
escolar, esgotados os recursos escolares.
( ) Os pais efetuaram a matrícula do filho no início do ano, mas se Cristiano não quer frequentar a
escola, os pais podem acatar a vontade do filho e deixá-lo em casa para estudar.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de cima para baixo.
a) V, V, V
b) V, V, F
c) F, F, V
d) F, V, V
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A afirmativa III é falsa. A evasão escolar, como visto acima, deve ser comunicada ao Conselho
Tutelar (art. 56, II do ECA). Além disso, o STF, no julgamento do RE 888.815, posicionou-se quanto
à impossibilidade de homeschooling no Brasil por ausência de previsão legal.
57. (IBFC/Pref. Cruzeiro do Sul - 2019) O ECA traz considerações importantes acerca do dever
do Estado para com a criança e o adolescente. A esse respeito, assinale a alternativa incorreta.
a) Atendimento educacional especializado aos portadores de deficiência, preferencialmente na
rede regular de ensino
b) Progressiva extensão da obrigatoriedade e gratuidade ao ensino médio
c) Oferta de ensino noturno regular, adequado às condições do adolescente trabalhador
d) Atendimento em creche e pré-escola às crianças de zero a seis anos de idade
Comentários
A alternativa D está incorreta e é o gabarito da questão. Os deveres do Estado para com a criança
e o adolescente estão previstos no art. 54 do Estatuto e, conforme o inciso IV, o atendimento em
creche e pré-escola é garantido às crianças de zero a cinco anos de idade.
I - ensino fundamental, obrigatório e gratuito, inclusive para os que a ele não tiveram
acesso na idade própria;
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V - acesso aos níveis mais elevados do ensino, da pesquisa e da criação artística, segundo
a capacidade de cada um;
58. (IBFC/Pref. Cruzeiro do Sul - 2019) César é um pai muito empenhado na educação dos
filhos. Sua esposa, Cristina ensina Língua Portuguesa e Matemática todas as manhãs ao filho do
meio, Pedro, de 8 (oito) anos de idade. César ensina, em todas as tardes, assuntos de cultura
geral, à criança. Ambos decidiram que devem ensinar Pedro e, posteriormente o filho caçula,
dentro de casa. Sobre este caso, analise as afirmativas.
I. Segundo o ECA, os pais ou responsável têm a obrigação de matricular seus filhos ou pupilos na
rede regular de ensino.
II. O ECA não obriga pais ou responsável a matricularem seus filhos ou pupilos na rede regular de
ensino, mas ao Poder Público é exigido que sejam disponibilizadas escolas e vagas a todas as
crianças em idade escolar.
III. O acesso ao ensino obrigatório e gratuito é direito público subjetivo, portanto os pais não
podem privar seus filhos deste direito inegociável.
Assinale a alternativa correta.
a) Apenas a afirmativa I está correta
b) Apenas a afirmativa II está correta
c) Apenas a afirmativa III está correta
d) Apenas as afirmativas I e III estão corretas
Comentários
A afirmativa I está correta. Nos termos do art. 55 do Estatuto: "Os pais ou responsável têm a
obrigação de matricular seus filhos ou pupilos na rede regular de ensino."
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A afirmativa II está incorreta. Como visto acima, os pais ou responsável são obrigados a matricular
seus filhos ou pupilos na rede regular de ensino.
A afirmativa III está correta. A afirmativa encontra fundamento no art. 54, §1º e no art. 55, ambos
do ECA:
Art. 54. §1º O acesso ao ensino obrigatório e gratuito é direito público subjetivo.
Art. 55. Os pais ou responsável têm a obrigação de matricular seus filhos ou pupilos na
rede regular de ensino.
Comentários
A alternativa A está correta e é o gabarito da questão. Veremos item a item de acordo com as
disposições contidas no Estatuto da Criança e do Adolescente:
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A afirmativa I está incorreta. De acordo com o art. 64: "Ao adolescente até quatorze anos de idade
é assegurada bolsa de aprendizagem."
A afirmativa II está incorreta. O art. 117 dispõe que "a prestação de serviços comunitários consiste
na realização de tarefas gratuitas de interesse geral, por período não excedente a seis meses,
junto a entidades assistenciais, hospitais, escolas e outros estabelecimentos congêneres, bem
como em programas comunitários ou governamentais."
A afirmativa III está correta. Prevê o art. 65: "Ao adolescente aprendiz, maior de quatorze anos,
são assegurados os direitos trabalhistas e previdenciários."
A afirmativa IV está correta. Nos termos do artigo 60: "É proibido qualquer trabalho a menores
de quatorze anos de idade, salvo na condição de aprendiz."
A afirmativa V está correta. Trata-se da vedação positivada no art. 67, inciso I do Estatuto:
I - noturno, realizado entre as vinte e duas horas de um dia e as cinco horas do dia seguinte;
60. (IBFC/Pref. Cruzeiro do Sul - 2019) O trabalho é abordado pelo Estatuto da Criança e do
Adolescente nos artigos 60 a 69. Considere o disposto em tal legislação, analise as afirmativas
abaixo e assinale a alternativa correta.
I. Ao adolescente aprendiz, maior de quatorze anos, são assegurados os direitos trabalhistas e
previdenciários.
II. Ao adolescente portador de deficiência é opcional que o trabalho seja protegido.
III. Ao adolescente aprendiz, maior de quatorze anos, são assegurados os direitos trabalhistas e
previdenciários.
a) Apenas a afirmativa II está correta
b) Apenas a afirmativa III está correta
c) Apenas as afirmativas I e III estão corretas
d) Apenas as afirmativas I e II estão corretas
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Afirmativas I e III - Corretas. Nos termos do art. 65 do Estatuto da Criança e do Adolescente: " Ao
adolescente aprendiz, maior de quatorze anos, são assegurados os direitos trabalhistas e
previdenciários."
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Comentários
A alternativa está correta, pois está em consonância com o art. 19, § 4º, do ECA:
§4º Será garantida a convivência da criança e do adolescente com a mãe ou o pai privado
de liberdade, por meio de visitas periódicas promovidas pelo responsável ou, nas
hipóteses de acolhimento institucional, pela entidade responsável, independentemente
de autorização judicial.
CRIANÇA/ADOLESCENTE EM ACOLHIMENTO
MÃE/PAI PRIVADO DE LIBERDADE
INSTITUCIONAL
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A alternativa está correta. A pessoa que pretende adotar deve contar 18 anos completos. Não
importa se casada, solteira ou vive em união estável. Além disso, é preciso que o adotante seja,
pelo menos, 16 anos mais velho do que a criança ou adolescente a ser adotado. Neste sentido, o
§3º do art. 42 do ECA:
§3º O adotante há de ser, pelo menos, dezesseis anos mais velho do que o adotando.
Comentários
A alternativa A está incorreta e é o gabarito da questão. De acordo com o art. 34, do ECA, o poder
público estimulará, por meio de assistência jurídica, incentivos fiscais e subsídios, o acolhimento,
sob a forma de guarda, de criança ou adolescente afastado do convívio familiar.
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Art. 33. A guarda obriga a prestação de assistência material, moral e educacional à criança
ou adolescente, conferindo a seu detentor o direito de opor-se a terceiros, inclusive aos
pais.
A alternativa C está correta, conforme dispõe o §1º, do art. 33, da Lei nº 8.069/90:
A alternativa D está correta, conforme dispõe o §4º, do art. 34, da Lei nº 8.069/90:
A alternativa E está correta, conforme dispõe o §2º, do art. 33, da Lei nº 8.069/90:
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A alternativa A está incorreta. Segundo o próprio ECA, para que haja castigo físico é necessário o
emprego de força física (art. 18-A, Parágrafo único, I):
I - castigo físico: ação de natureza disciplinar ou punitiva aplicada com o uso da força física
sobre a criança ou o adolescente que resulte em:
a) sofrimento físico; ou
b) lesão;
a) humilhe; ou
b) ameace gravemente; ou
c) ridicularize.
A alternativa C está incorreta. Essa ressalva não existe no ECA e nem faria sentido diante de todo
o conjunto de disposições protetivas que o Estatuto propõe.
E a alternativa D, por fim, está correta e é o gabarito da questão. Confiram o art. 18-B, do Estatuto:
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V - advertência.
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A alternativa B está incorreta. O mandato dos membros do conselho tutelar é de 4 (quatro) anos
(art. 132, ECA).
E a alternativa D está correta, sendo o gabarito da questão. A banca cobrou apenas a parte
alterada em 2017 do artio. Vejamos o dispositivo na íntegra:
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A questão cobra uma alteração legislativa recentemente trazida pela Lei 13.509/2017.
Quanto ao programa, veja a definição dada pelo CNJ em seu site: “O apadrinhamento afetivo de
crianças e adolescentes com poucas chances de adoção que vivem em abrigos no Distrito Federal
tem proporcionado a esses jovens a convivência em família e o incentivo nos estudos. As crianças
têm encontros quinzenais – geralmente passam o fim de semana na casa dos padrinhos –, fazem
passeios e participam dos eventos da família. Tanto os padrinhos quanto os jovens são preparados
previamente por meio da Instituição Aconchego, que coordena o programa de apadrinhamento
afetivo com o objetivo de possibilitar a esses jovens a construção de vínculos fora da instituição
em que vivem”4.
4
([Link]
para-criancas-do-df).
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Depois dessa breve introdução sobre o programa recentemente introduzido, vejamos cada uma
das alternativas:
A alternativa A está incorreta, pois o art. 19-B, §3º, do ECA, garante que pessoas jurídicas também
podem apadrinhar crianças e adolescentes, veja:
A alternativa B está correta e é o gabarito da questão, pois atende aos requisitos estipulados pelo
art. 19-B, §2º, do ECA, veja:
§ 2º Podem ser padrinhos ou madrinhas pessoas maiores de 18 (dezoito) anos não inscritas
nos cadastros de adoção, desde que cumpram os requisitos exigidos pelo programa de
apadrinhamento de que fazem parte.
A alternativa C está incorreta, pois não há a restrição legal a órgãos do poder executivo,
permitindo-se ainda a execução por OSC´s (organizações da sociedade civil).
A alternativa D está incorreta pois o intuito desse novo programa de apadrinhamento foi
realmente inserir no convívio familiar crianças e adolescentes que não possuem essa facilidade.
Veja o amparo legal:
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69. (MPE-PR - 2019) Nos termos do Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei n. 8.069/90),
assinale a alternativa correta:
a) A autoridade judiciária manterá, em cada comarca ou foro regional, um registro de crianças e
adolescentes em condições de serem adotados e outro de pessoas interessadas na adoção.
b) O vínculo da adoção constitui-se por inscrição no registro civil.
c) A desistência do pretendente em relação à guarda para fins de adoção ou a devolução da
criança ou do adolescente depois do trânsito em julgado da sentença de adoção importará na sua
exclusão dos cadastros de adoção e na vedação de renovação da habilitação, de forma irreversível.
d) A adoção deve ser deferida quando representar vantagens para o adotando, sendo despiciendo
aquilatar-se a existência de motivos legítimos.
e) Em observância ao princípio da proteção integral, a preferência das pessoas cronologicamente
cadastradas para adotar determinada criança é absoluta.
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A alternativa A está correta e é o gabarito da questão. O art. 50 do ECA traz as regras relacionadas
ao cadastro de adoção e estabelece que a autoridade judiciária manterá, em cada comarca ou
foro regional, um registro de crianças e adolescentes em condições de serem adotados e outro
de pessoas interessadas na adoção. D
O vínculo da adoção constitui-se por sentença judicial, que será inscrita no registro civil mediante
mandado do qual não se fornecerá certidão (art. 47 do ECA), de modo que a alternativa B está
incorreta.
A alternativa C está incorreta, pois, , embora exista, no art. 197-E, §5º, do ECA, a previsão de
vedação da renovação de habilitação nesses casos uma decisão judicial, devidamente
fundamentada, pode permitir uma nova habilitação tornando errada a assertiva que afirma a
proibição de forma irreversível.
A alternativa D está incorreta. Consta da assertiva que é desnecessária a análise dos motivos
legítimos da adoção, o que é um erro vez que o art. 43 do ECA determina que para que a adoção
seja deferida é necessário que: (a) haja reais vantagens para o adotando; e (b) exista motivos
legítimos.
Por fim, a alternativa E está errada, pois existe regra constantes do ECA prevendo exceção na
observância da ordem cronológica das habilitações quando se tratar de adoção unilateral ou for
formulada por parente com o qual a criança ou adolescente mantenha vínculos de afinidade e
afetividade. Portanto, a regra não é absoluta como afirma a questão.
Art. 197-E. [...]§1o A ordem cronológica das habilitações somente poderá deixar de ser
observada pela autoridade judiciária nas hipóteses previstas no § 13 do art. 50 desta Lei,
quando comprovado ser essa a melhor solução no interesse do adotando.
***
Art. 50. [...] §13. Somente poderá ser deferida adoção em favor de candidato domiciliado
no Brasil não cadastrado previamente nos termos desta Lei quando:
II - for formulada por parente com o qual a criança ou adolescente mantenha vínculos de
afinidade e afetividade;
III - oriundo o pedido de quem detém a tutela ou guarda legal de criança maior de 3 (três)
anos ou adolescente, desde que o lapso de tempo de convivência comprove a fixação de
laços de afinidade e afetividade, e não seja constatada a ocorrência de má-fé ou qualquer
das situações previstas nos arts. 237 ou 238 desta Lei.
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70. (MPE-PR - 2019) Nos termos do que expressamente estabelece a Lei n. 8.069/90 (Estatuto
da Criança e do Adolescente), assinale a alternativa incorreta:
a) É direito dos pais ou responsáveis ter ciência do processo pedagógico, bem como participar da
definição das propostas educacionais.
b) É dever do Estado assegurar atendimento em creche e pré-escola às crianças de zero a cinco
anos de idade.
c) É assegurado às crianças e aos adolescentes o direito de contestar critérios avaliativos, podendo
recorrer às instâncias escolares superiores.
d) No processo educacional respeitar-se-ão os valores culturais, artísticos e históricos próprios do
contexto social da criança e do adolescente, garantindo-se a estes a liberdade da criação e o
acesso às fontes de cultura.
e) Entende-se por trabalho educativo a atividade laboral em que prevalecem as exigências
pedagógicas relativas ao desenvolvimento profissional e produtivo do educando.
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Parágrafo único. É direito dos pais ou responsáveis ter ciência do processo pedagógico,
bem como participar da definição das propostas educacionais.
A assertiva B está correta, uma vez que o ECA foi alterado pela Lei 13.306/2016, em seu art. 54,
IV, para garantir atendimento em creche e pré-escola às crianças de 0 a 5 anos de idade, de modo
a acompanhar a redação constitucional sobre o tema.
Por fim, prevê o ECA que no processo educacional respeitar-se-ão os valores culturais, artísticos e
históricos próprios do contexto social da criança e do adolescente, garantindo-se a estes a
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liberdade da criação e o acesso às fontes de cultura (art. 58). Deste modo, a alternativa D também
está certa.
A alternativa E está incorreta e é o gabarito da questão, pois, segundo o ECA, entende-se por
trabalho educativo a atividade laboral em que as exigências pedagógicas relativas ao
desenvolvimento pessoal e social do educando prevalecem sobre o aspecto produtivo (art. 68,
§1º).
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Art. 19. É direito da criança e do adolescente ser criado e educado no seio de sua família
e, excepcionalmente, em família substituta, assegurada a convivência familiar e
comunitária, em ambiente que garanta seu desenvolvimento integral. (Redação dada pela
Lei nº 13.257, de 2016)
A alternativa C é incorreta. A própria gestante pode ser encaminhada até a Justiça da Infância e
da Juventude, não é necessário aguardar o nascimento, consoante o art. 19-A:
Art. 19-A. A gestante ou mãe que manifeste interesse em entregar seu filho para adoção,
antes ou logo após o nascimento, será encaminhada à Justiça da Infância e da
Juventude. (Incluído pela Lei nº 13.509, de 2017)
A alternativa D é incorreta. Não, a hipossuficiência material, por si só, não justifica a perda do
poder familiar, o que está previsto no art. 23:
Art. 23. A falta ou a carência de recursos materiais não constitui motivo suficiente para a
perda ou a suspensão do poder familiar . (Expressão substituída pela Lei nº 12.010, de
2009) Vigência
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Art. 20. Os filhos, havidos ou não da relação do casamento, ou por adoção, terão os
mesmos direitos e qualificações, proibidas quaisquer designações discriminatórias
relativas à filiação.
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Outras Bancas
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C) Reposição da aula a ser realizada em data alternativa, no turno de estudo do aluno ou em outro
horário agendado com sua anuência expressa.
D) Uma prestação alternativa para repor esse dia, observando os parâmetros curriculares e o plano
de aula do dia da ausência do aluno, sem que isso retire sua falta.
E) Verificar o aproveitamento do aluno e, se suas médias forem satisfatórias, é desnecessária
qualquer atitude.
4. (FEPESE/Pref. Mafra) - 2021) De acordo com a Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990, que
dispõe sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente e dá outras providências, a família que se
estende para além da unidade pais e filhos ou da unidade do casal, formada por parentes
próximos com os quais a criança ou adolescente convive, e mantém vínculos de afinidade e
afetividade, é denominada:
a) família natural.
b) família biológica.
c) família acolhedora.
d) família contemporânea.
e) família extensa ou ampliada.
5. (FEPESE/Pref. Mafra - 2021) De acordo com a Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990, que
dispõe sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente e dá outras providências, a tutela será
deferida, nos termos da lei civil, a pessoa de até:
a) 12 anos completos.
b) 12 anos incompletos.
c) 14 anos incompletos.
d) 16 anos completos.
e) 18 anos incompletos.
6. (FEPESE/Pref. B Camboriú - 2021) Consta no Artigo 54 do Estatuto da Criança e do
Adolescente que é dever do Estado assegurar à criança e ao adolescente:
1. Ensino fundamental, obrigatório e gratuito, inclusive para os que a ele não tiveram acesso na
idade própria.
2. Progressiva extensão da obrigatoriedade e gratuidade ao ensino médio.
3. Atendimento em creche às crianças de quatro a seis anos de idade.
4. Acesso aos níveis mais elevados do ensino, da pesquisa e da criação artística, segundo a
capacidade de cada um.
5. Atendimento no ensino fundamental, através de programas suplementares de material didático-
escolar, transporte, alimentação e assistência à saúde.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
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que se lê: “Os casos de suspeita ou confirmação de maus-tratos contra criança ou adolescente
serão obrigatoriamente comunicados ao ____________ da respectiva localidade, sem prejuízo de
outras providências legais”. Assinale a alternativa que preencha corretamente a lacuna.
a) Juizado de menores
b) Conselho Tutelar
c) Departamento de Polícia
d) Centro de Atenção Psico Social
31. (IBFC/Pref. Conde - 2019) Sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei nº
8.069/1990), analise as afirmativas abaixo e assinale a alternativa correta.
I. Os casos de suspeita ou confirmação de castigo físico, de tratamento cruel ou degradante e de
maus-tratos contra criança ou adolescente serão obrigatoriamente comunicados ao Conselho
Tutelar da respectiva localidade, sem prejuízo de outras providências legais.
II. As disposições do Estatuto da Criança e do Adolescente não abrangem as gestantes.
III. A criança e o adolescente têm direito a proteção à vida e à saúde, mediante a efetivação de
políticas sociais públicas que permitam o nascimento e o desenvolvimento sadio e harmonioso,
em condições dignas de existência.
a) Apenas as afirmativas I e II estão corretas
b) Apenas as afirmativas II e III estão corretas
c) As afirmativas I, II e III estão corretas
d) Apenas as afirmativas I e III estão corretas
32. (IBFC/Pref. Vinhedo - 2019) Em uma discussão dentro da sala de aula, professora e aluno
divergem de opinião. Ela argumentativamente se sobressai à fala do aluno e mal o deixa expor
verbalmente o que ele pensou e sentiu a respeito do assunto do qual divergiram. De acordo com
o Estatuto da Criança e do Adolescente, o direito ao respeito consiste na inviolabilidade da
integridade física, psíquica e moral da criança e do adolescente, abrangendo a preservação da
imagem, da identidade, da autonomia, dos valores, ideias e crenças, dos espaços e objetos
pessoais. Pode-se afirmar que a professora privou o aluno de parte deste direito. Contudo, há
pais, responsáveis e profissionais que ainda recorrem aos castigos físicos para disciplinar as
crianças e os adolescentes. No Estatuto, o castigo físico “é entendido como a ação de natureza
disciplinar ou punitiva aplicada com o uso da força física sobre a criança ou o adolescente que
resulte em”:
I. Sofrimento físico ou lesão.
II. Tratamento cruel ou degradante que ridicularize e/ou humilhe.
III. Conduta ou forma cruel de tratamento em relação à criança e/ou ao adolescente que ameace
gravemente.
Assinale a alternativa correta
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a) I, apenas
b) II, apenas
c) III, apenas
d) I, II, III
33. (IBFC/Pref. C Sto. Agostinho - 2019) Sobre os aspectos que envolvem o direito à liberdade,
segundo o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), assinale a alternativa incorreta.
a) buscar refúgio, auxílio e orientação
b) brincar, praticar esportes e divertir-se
c) participar da vida familiar e comunitária, sem discriminação
d) ir, vir e estar nos logradouros públicos e espaços comunitários, sem ressalvas de restrições
legais
34. (IBFC/Pref. Cruzeiro do Sul - 2019) O Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei nº 8.069/90)
disciplina sobre os direitos de crianças e adolescentes no Brasil. De acordo com essa legislação,
artigo 15 a criança e o adolescente têm direito à liberdade, ao respeito e a dignidade. Considere
o disposto no artigo 16 e assinale a alternativa incorreta.
a) O direito a liberdade corresponde à inviolabilidade da integridade física, psíquica e moral da
criança e do adolescente, abrangendo a preservação da imagem, da identidade, da autonomia,
dos valores, ideias e crenças, dos espaços e objetos pessoais
b) O direito à liberdade compreende buscar refúgio, auxílio e orientação
c) O direito à liberdade corresponde também à opinião e expressão
d) O direito à liberdade corresponde a ir, vir e estar nos logradouros públicos e espaços
comunitários, ressalvadas as restrições legais
35. (IBFC/Pref. Cruzeiro do Sul - 2019) De acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente
(ECA) em seu art. 17 o direito ao respeito consiste na inviolabilidade da integridade física, psíquica
e moral da criança e do adolescente, abrangendo a preservação da(o) , da(o) , da
autonomia, dos valores, ideias e crenças, dos espaços e objetos pessoais. A esse respeito, assinale
a alternativa que preencha correta e respectivamente as lacunas.
a) imagem / identidade
b) idade / família
c) cultura / corpo
d) gosto / vontade
36. (IBFC/Pref. Cruzeiro do Sul - 2019) Segundo o Art. 18-A do ECA, “a criança e o adolescente
têm o direito de ser educados e cuidados sem o uso de castigo físico ou de tratamento cruel ou
degradante, como formas de correção, disciplina, educação ou qualquer outro pretexto, pelos
pais, pelos integrantes da família ampliada, pelos responsáveis, pelos agentes públicos executores
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( ) Os pais efetuaram a matrícula do filho no início do ano, mas se Cristiano não quer frequentar a
escola, os pais podem acatar a vontade do filho e deixá-lo em casa para estudar.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de cima para baixo.
a) V, V, V
b) V, V, F
c) F, F, V
d) F, V, V
57. (IBFC/Pref. Cruzeiro do Sul - 2019) O ECA traz considerações importantes acerca do dever
do Estado para com a criança e o adolescente. A esse respeito, assinale a alternativa incorreta.
a) Atendimento educacional especializado aos portadores de deficiência, preferencialmente na
rede regular de ensino
b) Progressiva extensão da obrigatoriedade e gratuidade ao ensino médio
c) Oferta de ensino noturno regular, adequado às condições do adolescente trabalhador
d) Atendimento em creche e pré-escola às crianças de zero a seis anos de idade
58. (IBFC/Pref. Cruzeiro do Sul - 2019) César é um pai muito empenhado na educação dos
filhos. Sua esposa, Cristina ensina Língua Portuguesa e Matemática todas as manhãs ao filho do
meio, Pedro, de 8 (oito) anos de idade. César ensina, em todas as tardes, assuntos de cultura
geral, à criança. Ambos decidiram que devem ensinar Pedro e, posteriormente o filho caçula,
dentro de casa. Sobre este caso, analise as afirmativas.
I. Segundo o ECA, os pais ou responsável têm a obrigação de matricular seus filhos ou pupilos na
rede regular de ensino.
II. O ECA não obriga pais ou responsável a matricularem seus filhos ou pupilos na rede regular de
ensino, mas ao Poder Público é exigido que sejam disponibilizadas escolas e vagas a todas as
crianças em idade escolar.
III. O acesso ao ensino obrigatório e gratuito é direito público subjetivo, portanto os pais não
podem privar seus filhos deste direito inegociável.
Assinale a alternativa correta.
a) Apenas a afirmativa I está correta
b) Apenas a afirmativa II está correta
c) Apenas a afirmativa III está correta
d) Apenas as afirmativas I e III estão corretas
59. (IBFC/Pref. Vinhedo - 2019) Recentemente, o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA),
Lei nº 8.069/1990, completou 28 (vinte e oito) anos de publicação. Ao longo desses anos é possível
perceber que este documento legislador contribuiu para proteger, dentre outros, a integridade
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física e emocional de crianças e adolescentes por todo Brasil. No âmbito do trabalho infantil
coerentemente, o ECA prevê:
I. Ao adolescente até doze anos de idade é assegurada bolsa de aprendizagem.
II. Crianças e adolescentes podem prestar serviços comunitários (realização de tarefas gratuitas de
interesse geral), por período não excedente a 12 (doze) meses, junto a entidades assistenciais,
hospitais, escolas e outros estabelecimentos congêneres, bem como em programas comunitários
ou governamentais.
III. Ao adolescente aprendiz (maior de quatorze anos), são assegurados os direitos trabalhistas e
previdenciários.
IV. O ECA proíbe qualquer trabalho a menores de quatorze anos de idade, salvo na condição de
aprendiz.
V. Ao adolescente empregado, aprendiz, em regime familiar de trabalho, aluno de escola técnica,
assistido em entidade governamental ou não-governamental, é vedado, dentre outros, o trabalho
noturno, realizado entre as vinte e duas horas de um dia e as cinco horas do dia seguinte.
Está correto o que se apresenta em:
a) III, IV e V apenas
b) I, II e IV apenas
c) II, III e V apenas
d) I, III e IV apenas
60. (IBFC/Pref. Cruzeiro do Sul - 2019) O trabalho é abordado pelo Estatuto da Criança e do
Adolescente nos artigos 60 a 69. Considere o disposto em tal legislação, analise as afirmativas
abaixo e assinale a alternativa correta.
I. Ao adolescente aprendiz, maior de quatorze anos, são assegurados os direitos trabalhistas e
previdenciários.
II. Ao adolescente portador de deficiência é opcional que o trabalho seja protegido.
III. Ao adolescente aprendiz, maior de quatorze anos, são assegurados os direitos trabalhistas e
previdenciários.
a) Apenas a afirmativa II está correta
b) Apenas a afirmativa III está correta
c) Apenas as afirmativas I e III estão corretas
d) Apenas as afirmativas I e II estão corretas
61. (QUADRIX/CRESS-SC - 2019) Julgue o item:
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c) o castigo físico aplicado à criança e ao adolescente não acarreta sanção quando se tratar de
comportamento manifestamente incorporado na cultura local, sendo, assim, socialmente aceito
como método de disciplina.
d) sem prejuízo de outras sanções cabíveis, as pessoas que praticarem castigo físico ou tratamento
cruel ou degradante contra criança e adolescente estão submetidas, entre outras medidas, ao
encaminhamento a tratamento psicológico ou psiquiátrico.
66. (FUNDEP/MPMG - 2018) Assinale a alternativa CORRETA:
a) Uma das diretrizes da política de atendimento dos direitos da criança e do adolescente é a
federalização do atendimento.
b) O Conselho Tutelar é órgão permanente e autônomo, não jurisdicional, encarregado pela
sociedade de zelar pelo cumprimento dos direitos da criança e do adolescente, sendo composto
por 5 (cinco) membros, escolhidos pela população local para mandato de 3 (três) anos, permitida
uma recondução.
d) Os estabelecimentos de atendimento à saúde, inclusive as unidades neonatais, de terapia
intensiva e de cuidados intermediários, deverão proporcionar condições para a permanência em
tempo integral de todos os titulares do poder familiar, de forma conjunta, nos casos de internação
de criança ou adolescente.
d) Toda criança ou adolescente que estiver inserido em programa de acolhimento familiar ou
institucional terá sua situação reavaliada, no máximo, a cada 3 (três) meses.
67. (FUNDEP/CBM-MG - 2018) Segundo o Estatuto próprio, a criança e o adolescente em
programa de acolhimento institucional ou familiar poderão participar de programa de
apadrinhamento.
Consoante ao que prevê o Estatuto da Criança e do Adolescente, sobre o referido programa é
correto afirmar:
a) Somente pessoas físicas podem apadrinhar crianças ou adolescentes.
b) Para ser padrinho ou madrinha, além de cumprir os requisitos específicos do programa de que
faz parte e de ter mais de 18 anos de idade, a pessoa não poderá estar inscrita no cadastro de
adoção.
c) Os programas e serviços de apadrinhamento apoiados pela Justiça da Infância e da
Adolescência só podem ser executados por órgãos públicos integrantes do Poder Executivo.
d) No âmbito do programa de apadrinhamento, têm prioridade as crianças ou adolescentes com
maior chance ou facilidade de inserção familiar ou colocação em família adotiva.
68. (MPE-PR - 2019) Entre as garantias de prioridade estabelecidas expressamente pelo
Estatuto da Criança e do Adolescente (art. 4º, parágrafo único, da Lei n. 8.069/90), não há previsão
de:
a) Primazia de receber proteção e socorro em quaisquer circunstâncias.
b) Precedência de atendimento nos serviços públicos ou de relevância pública.
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c) Destinação privilegiada de recursos públicos nas áreas relacionadas com a proteção à infância
e à juventude.
d) Viabilização prioritária de formas alternativas de participação, ocupação e convívio com as
demais gerações.
e) Preferência na formulação e na execução das políticas sociais públicas.
69. (MPE-PR - 2019) Nos termos do Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei n. 8.069/90),
assinale a alternativa correta:
a) A autoridade judiciária manterá, em cada comarca ou foro regional, um registro de crianças e
adolescentes em condições de serem adotados e outro de pessoas interessadas na adoção.
b) O vínculo da adoção constitui-se por inscrição no registro civil.
c) A desistência do pretendente em relação à guarda para fins de adoção ou a devolução da
criança ou do adolescente depois do trânsito em julgado da sentença de adoção importará na sua
exclusão dos cadastros de adoção e na vedação de renovação da habilitação, de forma irreversível.
d) A adoção deve ser deferida quando representar vantagens para o adotando, sendo despiciendo
aquilatar-se a existência de motivos legítimos.
e) Em observância ao princípio da proteção integral, a preferência das pessoas cronologicamente
cadastradas para adotar determinada criança é absoluta.
70. (MPE-PR - 2019) Nos termos do que expressamente estabelece a Lei n. 8.069/90 (Estatuto
da Criança e do Adolescente), assinale a alternativa incorreta:
a) É direito dos pais ou responsáveis ter ciência do processo pedagógico, bem como participar da
definição das propostas educacionais.
b) É dever do Estado assegurar atendimento em creche e pré-escola às crianças de zero a cinco
anos de idade.
c) É assegurado às crianças e aos adolescentes o direito de contestar critérios avaliativos, podendo
recorrer às instâncias escolares superiores.
d) No processo educacional respeitar-se-ão os valores culturais, artísticos e históricos próprios do
contexto social da criança e do adolescente, garantindo-se a estes a liberdade da criação e o
acesso às fontes de cultura.
e) Entende-se por trabalho educativo a atividade laboral em que prevalecem as exigências
pedagógicas relativas ao desenvolvimento profissional e produtivo do educando.
71. (IDECAN/IFPB - 2019) A criança e o adolescente têm direito à liberdade, ao respeito e à
dignidade como pessoas humanas em processo de desenvolvimento e como sujeitos de direitos
civis, humanos e sociais garantidos na Constituição e nas leis. De acordo com o Estatuto da Criança
e do Adolescente, Lei n. 8.069/1990, o direito ao respeito consiste
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GABARITO
1. A 40. INCORRETA
2. B 41. INCORRETA
3. E 42. CORRETA
4. E 43. INCORRETA
5. E 44. CORRETA
6. C 45. CORRETA
7. E 46. A
8. E 47. A
9. A 48. D
10. C 49. C
11. D 50. A
12. B 51. A
13. D 52. D
14. A 53. A
15. C 54. C
16. C 55. C
17. E 56. B
18. ANULADA 57. D
19. E 58. D
20. A 59. A
21. E 60. C
22. B 61. INCORRETA
23. D 62. CORRETA
24. A 63. CORRETA
25. A 64. A
26. A 65. D
27. D 66. D
28. D 67. B
29. INCORRETA 68. D
30. B 69. A
31. D 70. E
32. A 71. A
33. D 72. B
34. A
35. A
36. D
37. CORRETA
38. INCORRETA
39. CORRETA
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