Processo Civil: Questões OAB 2023-2025
Processo Civil: Questões OAB 2023-2025
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Processo Civil
Revisão Turbo | 44° Exame da OAB
Sumário
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Aula 08/08/2025 – turno manhã
A) Juliana poderá opor, nos próprios autos, embargos à ação monitória caso garanta o valor em juízo
previamente, bem como, quando alegar que Albieri pleiteia quantia superior à devida, deverá declarar de
imediato o valor que entende correto, sem necessidade de apresentar o demonstrativo discriminado e
atualizado da dívida.
B) Se Juliana alegar que Albieri pleiteia quantia superior à devida, não precisa indicar o valor correto da dívida.
Além disso, independentemente de prévia segurança do juízo, Juliana pode opor embargos à ação
monitória.
C) Juliana poderá opor, nos próprios autos, embargos à ação monitória caso garanta o valor em juízo
previamente, bem como, quando alegar que Albieri pleiteia quantia superior à devida, não precisa indicar o
valor correto da dívida.
D) Juliana poderá opor embargos à ação monitória, independentemente de prévia segurança do juízo, bem
como, quando alegar que Albieri pleiteia quantia superior à devida, deverá declarar de imediato o valor que
entende correto, apresentando demonstrativo discriminado e atualizado da dívida.
A) O juiz violou o princípio da congruência, pois não é dado ao juiz conceder prestação diversa da pretendida
pelo autor da demanda.
B) O pedido de condenação do réu ao pagamento de indenização deveria ser extinto sem resolução do mérito,
pois não é lícita a cumulação de pedidos em sede de ações possessórias.
C) Na hipótese, houve aplicação da fungibilidade das ações possessórias.
D) Houve inadequação da via eleita, pois a ação cabível seria a ação de demarcação de terras particulares.
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Maria Joana recusou-se a desocupar e a entregar o imóvel. Mariana, sem ter onde morar, ajuizou ação de despejo
em face de Maria Joana no Juizado Especial Cível.
A advogada de Maria Joana alegou incompetência do Juizado por considerar a causa complexa.
Sobre os Juizados, considerando o exposto acima, assinale a afirmativa correta.
A) A alegação da advogada de Maria Joana, com relação à competência do Juizado Especial Cível, está
correta.
B) As ações de maior complexidade não são de competência dos Juizados Cíveis, portanto as ações de
despejo não podem ser ajuizadas perante tais órgãos jurisdicionais.
C) O Juizado Especial Cível é competente para conciliar, processar e julgar as causas cíveis de menor
complexidade, assim considerada a ação de despejo para uso próprio.
D) As ações de despejo e as de natureza alimentar, quando não complexas, podem ser propostas nos Juizados
Especiais Cíveis.
A) A contestação pode ser apresentada de forma oral, porém não se admitirá a apresentação de reconvenção.
B) A contestação não pode ser apresentada de forma oral, sendo somente permitida de forma escrita. Além
disso, não se admitirá a apresentação de reconvenção.
C) A reconvenção pode ser apresentada, prezando pelo princípio da eventualidade, porém a contestação deve
ser feita de forma escrita.
D) A contestação pode ser apresentada de forma oral, bem como é cabível a apresentação de reconvenção.
A) Júlio pode oferecer contestação, independentemente de procuração, desde que junte o instrumento aos
autos no prazo de 15 dias, a fim de evitar preclusão.
B) Júlio pode oferecer contestação, independentemente de instrumento de mandato, apenas se a parte
contrária concordar.
C) Júlio deve aguardar o retorno de Roberta, tendo em vista que o advogado não será admitido a postular em
juízo sem procuração.
D) Júlio, caso os direitos tratados em juízo sejam disponíveis, pode oferecer contestação mesmo que
desacompanhada de procuração e, caso os mencionados direitos estejam indisponíveis, ele deve aguardar
o retorno de Roberta, tendo em vista que, nesse caso, o advogado não será admitido a postular em juízo
sem procuração.
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instituição, sem sucesso. Depois de inúmeros e-mails, Aline decidiu ir ao estabelecimento onde funcionava a Gizé
Ltda., mas encontrou o imóvel abandonado.
Constatando tratar-se de um golpe, Aline, por meio de advogado(a), decidiu ajuizar pedido de tutela cautelar em
caráter antecedente, com o objetivo de efetivar o arresto de R$ 500.000,00 (quinhentos mil reais), antes de formular
o pedido principal, de rescisão do contrato, com devolução do valor depositado, cobrança dos rendimentos
contratados e indenização pelos danos morais sofridos.
Sobre essa modalidade de tutela provisória, assinale a afirmativa correta.
A) Sendo deferida a tutela cautelar antecedente requerida por Aline, ela deverá ser efetivada no prazo de 60
(sessenta) dias, sob pena de perda da eficácia da tutela cautelar concedida.
B) Sendo efetivada a tutela cautelar antecedente requerida por Aline, o pedido principal deverá ser formulado
no prazo de 15 (quinze) dias, sob pena de perda da eficácia da tutela cautelar concedida.
C) Se o pedido principal formulado por Aline for julgado improcedente, haverá a perda da eficácia da tutela
cautelar concedida.
D) Se houver a perda da eficácia da tutela cautelar antecedente, tal pedido poderá ser renovado
posteriormente, com base nos mesmos fundamentos.
A) José Carlos não poderá efetuar esse requerimento, pois não é possível o arbitramento de multa caso Luzia
não indique bens sujeitos à penhora.
B) José Carlos poderá efetuar esse requerimento, sendo considerada atentatória à dignidade da justiça
conduta comissiva ou omissiva da executada que intimada, não indica ao juiz quais são e onde estão os
bens sujeitos à penhora e os respectivos valores, nem exibe prova de sua propriedade e, se for o caso, a
certidão negativa de ônus.
C) José Carlos poderá efetuar esse requerimento, sendo possível o arbitramento de multa superior a 30% do
valor atualizado da execução, mas não poderá ocorrer nenhuma outra sanção de natureza processual ou
material em face da executada.
D) José Carlos não poderá efetuar esse requerimento, pois é sua obrigação indicar os bens possíveis de
penhora de Luzia.
A) Os embargos à execução devem ser liminarmente rejeitados, sem resolução do mérito, porquanto Flávio
não demonstrou adequadamente o excesso de execução, ao deixar de apontar o valor que entendia correto
e de apresentar cálculo com o demonstrativo discriminado e atualizado do valor em questão.
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B) O juiz deverá rejeitar as alegações de incompetência relativa do juízo e de excesso de execução deduzidas
por Flávio, por não constituírem matérias passíveis de alegação em sede de embargos à execução.
C) Os embargos à execução serão processados para a apreciação da alegação de incompetência relativa do
juízo, mas o juiz não examinará a alegação de excesso de execução, tendo em vista que Flávio não indicou
o valor que entendia correto para a execução, não apresentando o cálculo discriminado e atualizado do
valor em questão.
D) O juiz deverá processar e julgar os embargos à execução em sua integralidade, não surtindo qualquer efeito
a falta de indicação do valor alegado como excesso e a ausência de apresentação de cálculo discriminado
e atualizado do valor em questão, uma vez que os embargos foram apresentados dentro do prazo legal.
A) O referido incidente não é cabível no procedimento comum, sendo restrito ao âmbito da execução fiscal de
débitos tributários.
B) A instauração do mencionado incidente suspende o processo e sua resolução se dá por decisão
interlocutória.
C) O incidente apontado não é cabível na fase de cumprimento de sentença, por não haver título judicial
formado em relação aos sócios cujo patrimônio se busca atingir.
D) Instaurado o incidente no caso concreto, os sócios da sociedade ré devem ser intimados para exercício de
seu direito de defesa.
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1.1. Jurisdição
A jurisdição é o poder-dever do Estado de compor/solucionar litígios. Assim,
considerando as regras inerentes ao Estado Democrático de Direito, faz-se necessário identificar
quem possui esse poder-dever, quem possui a responsabilidade de não deixar que os
cidadãos, por suas próprias mãos, busquem solucionar um conflito de interesses.
O Poder Judiciário é responsável pela jurisdição, o Poder Judiciário está investido em
jurisdição. Compreende-se que esta função jurisdicional é delegada ao Poder Judiciário pelo
Estado. Ainda, fala-se em poder-dever, uma vez que, o Poder Judiciário não pode abrir mão
dessa responsabilidade. Quando um conflito de interesses é levado até o Poder Judiciário, ele
tem a obrigação de resolver, ele não pode negar a solução do litígio.
Cabeção, importante: o exercício da jurisdição (este poder/dever de compor litígios) é
inerte, ou seja, para ser exercido existe a necessidade de provocação (o juiz não tem autonomia
para agir por conta própria, ou seja, de ofício, deve necessariamente ser provocado pela parte
interessada, conforme o artigo 2º do CPC). É o chamado de princípio da ação ou da demanda,
ou princípio da iniciativa da parte.
1.2. Ação
A forma adequada do cidadão provocar o Poder Judiciário, retirando-o da sua inércia, é a
ação, ou seja, é através da ação, que o Poder Judiciário sai da sua inércia e passa a exercer
a jurisdição, o poder-dever de solucionar conflitos de interesses.
O chamado direito de ação é abstrato (e não concreto), ou seja, para entrar com uma ação
o autor não precisa ter o direito material garantido.
Importante: o sistema processual brasileiro definiu dois tipos de ação: ação de
conhecimento e ação de execução. Apenas essas, então, são ações possíveis de serem
apresentadas com o objetivo de busca a prestação jurisdicional.
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será possível identificar o rito pelo qual este pedido vai tramitar perante o Poder Judiciário.
Mas qual a forma desta identificação?
10) FGV – 2022 – OAB – 35º Exame de Ordem Unificado – Primeira Fase
No âmbito de um contrato de prestação de serviços celebrado entre as sociedades empresárias
Infraestrutura S.A. e Campo Lindo S.A., foi prevista cláusula compromissória arbitral, na qual as partes
acordaram que qualquer litígio de natureza patrimonial decorrente do contrato seria submetido a um
tribunal arbitral.
Surgido o conflito, e havendo resistência de Infraestrutura S.A. quanto à instituição da arbitragem,
assinale a opção que representa a conduta que pode ser adotada por Campo Lindo S.A.
A) Campo Lindo S.A. pode adotar medida coercitiva, mediante autorização do tribunal arbitral, para que
Infraestrutura S.A. se submeta forçosamente ao procedimento arbitral, em respeito à cláusula
compromissória firmada no contrato de prestação de serviço.
B) Campo Lindo S.A. pode submeter o conflito à jurisdição arbitral, ainda que sem participação de
Infraestrutura S.A., o qual será considerado revel e contra si presumir-se-ão verdadeiras todas as
alegações de fato formuladas pelo requerente Campo Lindo S.A.
C) Campo Lindo S.A. pode requerer a citação de Infraestrutura S.A. para comparecer em juízo no intuito
de lavrar compromisso arbitral, designando o juiz audiência especial com esse fim.
D) Campo Lindo S.A. pode ajuizar ação judicial contra Infraestrutura S.A., para que o Poder Judiciário
resolva o mérito do conflito decorrente do contrato de prestação de serviço celebrado entre as partes.
2. Petição inicial
Quando existe um conflito de interesses e a pessoa não consegue solucionar de forma
consensual com a outra parte, é necessário buscar no Poder Judiciário essa solução. O juiz não
age por ofício nos processos, isto é, faz-se necessária a iniciativa da parte através da petição
inicial.
A petição inicial deve obedecer aos requisitos dos arts. 319 e 320 do CPC.
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Observação: toda petição inicial deverá ter, obrigatoriamente, valor da causa. O valor da
causa, como regra, corresponde ao valor do pedido ou dos pedidos, caso ocorra a cumulação,
ou seja, mais de um pedido, conforme o art. 292 do CPC. Contudo, importante observar o inciso
III do art. 292 do CPC: “na ação de alimentos, a soma de 12 (doze) prestações mensais pedidas
pelo autor”.
11) FGV – 2021 – OAB – 33º Exame de Ordem Unificado – Primeira Fase
Joana, em decorrência de diversos problemas conjugais, decidiu se divorciar de Marcelo. Contudo, em
razão da resistência do cônjuge em consentir com sua decisão, foi preciso propor ação de divórcio.
Após distribuída a ação, o juiz determinou a emenda da petição inicial, tendo em vista a ausência de cópia
da certidão do casamento celebrado entre as partes, dentre os documentos anexados à inicial.
Considerando o caso narrado e as disposições legais a respeito da ausência de documentos
indispensáveis à propositura da ação, assinale a afirmativa correta.
A) Ausente documento indispensável à propositura da ação, a petição inicial deve ser indeferida de
imediato.
B) A certidão de casamento é documento indispensável à propositura de qualquer ação. Constatando-se
sua ausência, deve o autor ser intimado para emendar ou completar a inicial no prazo de 5 (cinco) dias.
C) Ausente documento indispensável à propositura da ação, o autor deve ser intimado para emendar ou
completar a inicial no prazo de 15 (quinze) dias.
D) A ausência de documento indispensável à propositura da ação configura hipótese de improcedência
liminar.
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3. Audiência de mediação/conciliação
De acordo com o artigo 334 do CPC, o juiz ao receber a petição - não sendo caso de
improcedência liminar ou indeferimento - deverá designar a audiência de conciliação ou
mediação com antecedência mínima de 30 dias, sendo que o réu terá que ser citado, pelo menos
20 dias antes da audiência.
Lembrando que, para não ocorrer a audiência ambas as partes deverão demonstrar
desinteresse (o autor deve afirmar na petição inicial e o réu até 10 dias antes da audiência, por
simples petição) – art. 334, §4º, I do CPC.
A audiência também não será realizada se o juiz, ao receber a inicial, entender que
não é o caso de autocomposição – situação em que mandará citar o réu para contestar.
Ocorrendo a audiência, o comparecimento das partes é obrigatório, sob pena de ato
atentatório contra a dignidade da justiça e sob pena de multa de 2% da vantagem econômica
pretendia ou do valor da causa, na forma do art. 334, §8º do CPC.
As partes devem comparecer e estarem acompanhadas de seus respectivos advogados
ou defensores públicos (art. 334, § 9º do CPC).
Contudo, se a parte não puder comparecer, poderá ser representada por seu advogado,
desde que tenha procuração com poderes específicos (art. 334, §10 do CPC).
12) FGV – 2019 – OAB – 29° Exame de Ordem Unificado – Primeira Fase
Maria ajuizou ação em face de José, sem mencionar, na inicial, se pretendia ou não realizar audiência de
conciliação ou mediação. Assim, o juiz designou a referida audiência, dando ciência às partes. O réu
informou ter interesse na realização de tal audiência, enquanto Maria, devidamente intimada, quedou-se
silente. Chegado o dia da audiência de conciliação, apenas José, o réu, compareceu.
A respeito do caso narrado, assinale a opção que apresenta possível consequência a ser suportada por
Maria.
A) Não existem consequências previstas na legislação pela ausência da autora à audiência de conciliação
ou mediação.
B) Caso não compareça, nem apresente justificativa pela ausência, Maria será multada em até 2% da
vantagem econômica pretendida ou do valor da causa.
C) Diante da ausência da autora à audiência de conciliação ou mediação, o processo deverá ser extinto.
D) Diante da ausência da autora à audiência de conciliação ou mediação, as alegações apresentadas
pelo réu na contestação serão consideradas verdadeiras.
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4. Sentença, coisa julgada e ação rescisória
4.1. Sentença
A sentença é ato do juiz que extingue o processo (art. 316 do CPC) com ou sem resolução
do mérito (arts. 485 e 487, do CPC).
O magistrado, após a publicação da sentença, não poderá mais alterá-la (arts. 494 e 505,
do CPC).
Extinção do processo sem resolução de mérito: a extinção regulada pelo art. 485 do
CPC terá como fundamento as circunstâncias listadas nos incisos de tal dispositivo.
Cabeção, importante!
• A extinção sem resolução do mérito não gera coisa julgada material (art. 502 do
CPC) e não impede que o autor entre novamente com a mesma ação (art. 486 do
CPC);
• Identificar os conceitos de perempção (art. 486, §3º do CPC), litispendência (art.
337, §§ 1º, 2º e 3º do CPC) e coisa julgada (art. 337, §§ 1º e 4º e art. 502 do CPC);
• A desistência da ação, como causa de extinção sem resolução do mérito, pode ser
apresentada até a sentença (art. 485, §5º do CPC) – antes do oferecimento da
contestação sem necessidade de consentimento do réu; se o pedido ocorrer depois
da contestação, será necessário o consentimento do réu (art. 485, §4º do CPC);
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• Quando ocorre o falecimento do titular do direito intransmissível, o direito se
extingue com a pessoa do titular, conforme o inciso IX do art. 485 do CPC (no
entanto, quando o direito for transmissível aplica-se o art. 110, sem a extinção, mas
sim com a sucessão da parte falecida pelos seus herdeiros ou sucessores).
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4.3. Ação rescisória
A ação rescisória é a forma de atacar a coisa julgada – somente ataca decisões de mérito,
sendo permitida apenas e tão somente se fundamentada nos casos do art. 966 do CPC. De outra
forma, emergem situações de exceção, conforme o art. 966, §2º do CPC, em que será rescindível
a decisão transitada em julgado que, embora não seja de mérito, impeça:
Veja o esquema na página a seguir...
Ainda, pode ser proposta no prazo de dois anos a partir do trânsito em julgado (art. 975
do CPC). A competência para julgar a rescisória é do Tribunal – a denominada competência
originária.
13) FGV – 2021 – OAB – 32° Exame de Ordem Unificado – Primeira Fase
Em determinada demanda indenizatória, houve a condenação do réu para pagar a quantia de R$ 10.000
(dez mil reais) em sentença transitada em julgada em prol do autor.
Na qualidade de patrono deste último, assinale a opção que representa a medida adequada a ser
providenciada.
A) Aguardar o depósito judicial da quantia referente à condenação, pois as sentenças que condenam a
obrigação de pagar são instauradas de ofício, independentemente de requerimento do exequente, assim
como as obrigações de fazer e não fazer.
B) Peticionar a inclusão de multa legal e honorários advocatícios tão logo seja certificado o trânsito em
julgado, independentemente de qualquer prazo para que o réu cumpra voluntariamente a obrigação, já
que ela deveria ter sido cumprida logo após a publicação da sentença.
C) Aguardar a iniciativa do juiz para instauração da fase executiva, para atender ao princípio da
cooperação, consagrado no art. 6º do CPC.
D) Peticionar para iniciar a fase executiva após a certificação do trânsito em julgado, requerendo a
intimação do devedor para pagamento voluntário no prazo de 15 dias, sob pena de acréscimos de
consectários legais.
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Resolva a questão a seguir:
14) FGV – 2020 – OAB – 31° Exame de Ordem Unificado – Primeira Fase
Em um processo em que Carla disputava a titularidade de um apartamento com Marcos, este obteve
sentença favorável, por apresentar, em juízo, cópia de um contrato de compra e venda e termo de
quitação, anteriores ao contrato firmado por Carla.
A sentença transitou em julgado sem que Carla apresentasse recurso. Alguns meses depois, Carla
descobriu que Marcos era réu em um processo criminal no qual tinha sido comprovada a falsidade de
vários documentos, dentre eles o contrato de compra e venda do apartamento disputado e o referido
termo de quitação.
Carla pretende, com base em seu contrato, retornar a juízo para buscar o direito ao imóvel. Para isso, ela
pode:
A) Interpor recurso de apelação contra a sentença, ainda que já tenha ocorrido o trânsito em julgado,
fundado em prova nova.
B) Propor reclamação, para garantir a autoridade da decisão prolatada no juízo criminal, e formular pedido
que lhe reconheça o direito ao imóvel.
C) Ajuizar rescisória, demonstrando que a sentença foi fundada em prova cuja falsidade foi apurada em
processo criminal.
D) Requerer cumprimento de sentença diretamente no juízo criminal, para que a decisão que reconheceu
a falsidade do documento valha como título judicial para transferência da propriedade do imóvel para seu
nome.
5. Intervenção de terceiros
São formas de intervenção de terceiros, classificadas no CPC:
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conteúdo da sentença intervém no processo a fim de assistir e ajudar a parte com a qual tenha
relação jurídica.
A denunciação da lide é a intervenção originada pela iniciativa de uma das partes, que
será chamado de denunciante, cujo objetivo é garantir o direito de regresso no caso de
improcedência do processo.
Cabeção, importante! Esse direito de regresso somente será julgado pelo juiz se o
denunciante perder a ação principal. Se a denunciação não for feita, ou for indeferida (ou não for
permitida), o direito de regresso pode ser buscado em ação autônoma – art. 124, §1º do CPC.
O chamamento ao processo ocorre quando o réu chama a integrar o polo passivo da
demanda (apenas em processos de conhecimento) os demais devedores da mesma dívida,
configurando o litisconsórcio passivo.
O incidente da desconsideração da personalidade jurídica tem como finalidade a
responsabilização das pessoas físicas, sócias de empresas, pelos atos da pessoa jurídica. Os
requisitos para as relações civis são: abuso de poder, confusão patrimonial ou desvio de
finalidade, conforme art. 50 do CC, bem como aqueles inseridos no art. 28 do CDC.
O amicus curiae tem como finalidade auxiliar na formação de convencimento do juiz.
Para que seja admitido o amicus curie, deverá ser observada a relevância da matéria, a
especificidade do tema objeto da demanda e a repercussão social da controvérsia.
15) FGV – 2019 – OAB – 30° Exame de Ordem Unificado – Primeira Fase
Daniel, sensibilizado com a necessidade de Joana em alugar um apartamento, disponibiliza-se a ser seu
fiador no contrato de locação, fazendo constar nele cláusula de benefício de ordem. Um ano e meio após
a assinatura do contrato, Daniel é citado em ação judicial visando à cobrança de aluguéis atrasados.
Ciente de que Joana possui bens suficientes para fazer frente à dívida contraída, Daniel consulta você,
como advogado(a), sobre a possibilidade de Joana também figurar no polo passivo da ação.
Diante do caso narrado, assinale a opção que apresenta a modalidade de intervenção de terceiros a ser
arguida por Daniel em sua contestação.
A) Assistência.
B) Denunciação da lide.
C) Chamamento ao processo.
D) Nomeação à autoria.
6. Contestação
O Direito Processual Civil obedece ao devido processo legal, assim, após a primeira
manifestação do autor, que se dá através da petição inicial, o réu deve ter a oportunidade de se
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defender. A forma processual do réu/demandado de apresentar sua defesa é chamada de
contestação.
Deverá ser protocolada no prazo de 15 dias, obedecido o art. 335 do CPC.
A contestação é dividida em dois momentos, sendo eles a defesa processual e a defesa
de mérito. A defesa processual é denominada preliminares, e o réu encontra-se limitado ao rol
apresentado no art. 337 do CPC, ou seja, não cabe ao réu trazer em preliminar algo que não
esteja elencado no referido artigo. A defesa de mérito é a contestação, específica e objetiva, dos
fatos e dos pedidos que o autor alegou na petição inicial, de acordo com o art. 336 do CPC.
16) FGV – 2023 – OAB – 39° Exame de Ordem Unificado – Primeira Fase
Martina ajuizou ação pelo procedimento comum contra Marcela visando à indenização milionária,
oportunidade na qual informou na petição inicial que não tinha interesse na audiência de conciliação.
Após analisar a petição inicial, o MM. Juízo da 100ª Vara Cível da Comarca de Florianópolis/SC
determinou a citação de Marcela para comparecer em audiência de conciliação, na forma do art. 334 do
Código de Processo Civil e, eventualmente, apresentar contestação na forma do art. 335 do mesmo
diploma legislativo.
Após tomar conhecimento da ação indenizatória de Martina, Marcela apresentou petição concordando
com o pedido de cancelamento da audiência de conciliação e se reservando o direito de apresentar
contestação no prazo legal.
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Considerando que foram prestadas todas as informações e apresentados todos os documentos
necessários para a elaboração da contestação, a ser apresentada no prazo de 15 dias, assinale a opção
que indica o momento em que se inicia a contagem desse prazo
A) Da juntada nos autos do aviso de recebimento positivo do seu mandado de citação por correios.
B) Da publicação da decisão do MM. Juízo da 100ª Vara Cível da Comarca de Florianópolis/SC que
cancelar a audiência de conciliação agendada no despacho citatório.
C) Do ato de protocolar o pedido de cancelamento da audiência de conciliação formulado por Marcela.
D) Da audiência de conciliação, uma vez que o Código de Processo Civil obriga a realização desse ato
processual, o qual não poderá ser cancelado por despacho do MM. Juízo da 100ª Vara Cível da Comarca
de Florianópolis/SC.
7. Tutela provisória
É uma decisão provisória, ainda não definitiva. É dividida em:
• Tutela de evidência; e
• Tutela de urgência.
17) FGV – 2023 – OAB – 39° Exame de Ordem Unificado – Primeira Fase
Ademir Leone, servidor público aposentado, atualmente obtém sua maior fonte de renda por meio da
compra e venda de ações na bolsa de valores brasileira, tendo em vista a perda do poder econômico de
sua aposentadoria.
Certo dia, ao tentar comprar ações na bolsa de valores, recebe a notificação de que seu nome havia sido
inscrito nos órgãos de proteção ao crédito em razão do inadimplemento das parcelas de um empréstimo
firmado com o Banco Prata, e por isso a transação não poderia ser completada, bem como soube que
suas ações foram bloqueadas.
Incrédulo com tal situação, pois nunca contratou com tal banco, além de temer pelo sustento de sua
família, Ademir procurou você, como advogado(a), para saber da possibilidade de limpar seu nome o
quanto antes, ajuizando ação judicial, mas sem precisar esperar o fim do processo.
Assinale a afirmativa que apresenta, corretamente, a orientação que atende à pretensão do seu cliente,
A) Não existe essa possibilidade no direito brasileiro, o qual pauta-se no contraditório e na ampla defesa,
respeitando o devido processo legal, seguindo todas as fases processuais, para que, somente ao final,
seja dada uma decisão justa e equânime.
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B) É possível que seja concedida a tutela de urgência, sendo desnecessário a demonstração de
elementos que evidenciem a probabilidade do direito e o perigo de dano ou o risco ao resultado útil do
processo.
C) Existe a possibilidade de que seja concedida a tutela de evidência, desde que demonstrado o perigo
de dano ou o risco ao resultado útil do processo.
D) Há a possibilidade de que seja concedida a tutela de urgência, pois existem elementos que evidenciam
a probabilidade do direito e o perigo de dano ou o risco ao resultado útil do processo.
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• Decisões interlocutórias e sentenças: juiz de 1º grau;
• Decisões monocráticas e acórdãos: pronunciamentos dos Tribunais.
Cuidado com o art. 1.001 do CPC: dos despachos não cabe recurso.
Observação: tem ainda a decisão do presidente ou vice-presidente do tribunal de origem,
que inadmitir Recurso Especial ou Recurso Extraordinário, conforme art. 1.042 do CPC.
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Efeito regressivo:
• Possibilidade de retratação, no prazo de cinco dias;
• No CPC se admite a retratação no recurso de apelação em três situações
específicas:
Nas hipóteses em que o recurso de apelação não tenha efeito suspensivo automático, a
parte pode requerê-lo, demonstrando a probabilidade de provimento do recurso e risco de dano
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grave de difícil ou impossível reparação, conforme o artigo 1.012, §4º, e o artigo 995, parágrafo
único, ambos do CPC.
Lembrar que hoje pelo Código de Processo Civil, conforme o caput do artigo 995 do CPC,
os recursos não possuem efeito suspensivo automático, sendo a apelação a exceção, consoante
artigo 1.012, caput do CPC. Porém, observar que do julgamento do incidente de resolução de
demandas repetitivas (vários processos discutindo a mesma matéria de direito) cabe recurso
especial, se ferir lei federal, ou recurso extraordinário, se ferir norma constitucional. Nesses
casos, os recursos terão efeito suspensivo automático, conforme artigo 987, §1º, do CPC.
18) FGV – 2022 – OAB – 35º Exame de Ordem Unificado – Primeira Fase
João ajuizou ação de indenização por danos materiais e morais contra Carla. Ao examinar a petição
inicial, o juiz competente entendeu que a causa dispensava fase instrutória e, independentemente da
citação de Carla, julgou liminarmente improcedente o pedido de João, visto que contrário a enunciado de
súmula do Superior Tribunal de Justiça. Nessa situação hipotética, assinale a opção que indica o recurso
que João deverá interpor.
A) Agravo de instrumento, uma vez que o julgamento de improcedência liminar do pedido ocorre por meio
da prolação de decisão interlocutória agravável.
B) Agravo de instrumento, tendo em vista há urgência decorrente da inutilidade do julgamento da questão
em recurso de apelação.
C) Apelação, sendo facultado ao juiz retratar-se, no prazo de cinco dias, do julgamento liminar de
improcedente do pedido.
D) Apelação, sendo o recurso distribuído diretamente a um relator do tribunal, que será responsável por
intimar a parte contrária a apresentar resposta à apelação em quinze dias.
19) FGV – 2021 – OAB – 33º Exame de Ordem Unificado – Primeira Fase
Após anos de relacionamento conjugal, Adriana e Marcelo resolvem se divorciar. Diante da recusa do
cônjuge ao pagamento de alimentos, Adriana, desempregada, resolve ingressar com ação a fim de exigir
o pagamento.
A ação teve regular processamento, tendo o juiz proferido sentença de procedência, condenando o réu
ao pagamento de R$ 2.000,00 (dois mil reais) mensais à autora, sendo publicada no dia seguinte.
Inconformado, o réu interpõe recurso de apelação, mas Adriana promove, imediatamente, o cumprimento
provisório da decisão.
Diante das informações expostas, assinale a afirmativa correta.
A) A sentença não pode ser executada neste momento, pois o recurso de apelação possui efeito
suspensivo.
B) A sentença não pode ser executada, uma vez que a sentença declaratória não permite a execução
provisória.
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C) Poderá ser iniciada a execução provisória, pois a sentença que condena a pagar alimentos começa a
produzir efeitos imediatamente após a sua publicação.
D) Pode ser iniciada execução provisória, pois os recursos de apelação nunca possuem efeito
suspensivo.
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• Inciso XII – VETADO
• Inciso XIII – Outros casos expressamente referidos em lei
• Parágrafo Único: Também caberá agravo de instrumento contra decisões
interlocutórias proferidas:
• Na fase de liquidação de sentença;
• Na fase de cumprimento de sentença;
• No processo de execução;
• No processo de inventário.
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8.5. Recurso ordinário
Previsão legal: arts. 1.027 e 1.028 do Código de Processo Civil e arts. 102, II, e 105, II,
da CF.
Cabimento: pode ser julgado pelo STF OU STJ.
Conforme o CPC, caberá ao STF (art. 1.027, I do CPC) o julgamento do recurso ordinário
quando a decisão for denegatória de mandado de segurança, mandado de injunção e habeas
data e for em competência originária dos tribunais superiores. Ainda, conforme o inciso II, alínea
“a” do art. 1.027 do CPC, compete ao STJ o julgamento do recurso ordinário quando a decisão
for denegatória de mandado de segurança em competência originária proferida pelo TJ ou TRF.
O recurso pode atacar decisão do juiz, desde que envolva as partes referidas no inciso II
do art. 109 da CF, consoante art. 1.027, II, alínea b, do CPC, ou seja, os processos em que forem
partes, de um lado, Estado estrangeiro ou organismo internacional e, de outro, Município ou
pessoa residente ou domiciliada no País. Neste caso, o recurso ordinário será julgado pelo STJ.
20) FGV – 2021 – OAB – 32º Exame de Ordem Unificado – Primeira Fase
Em determinado Mandado de Segurança individual, contra ato de um dos Ministros de Estado, o Superior
Tribunal de Justiça, em sua competência constitucional originária, denegou a segurança na primeira e
única instância de jurisdição.
Diante do julgamento desse caso concreto, assinale a opção que apresenta a hipótese de cabimento para
o Recurso Ordinário Constitucional dirigido ao STF.
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Procedimento: será interposto perante o Presidente ou o Vice-Presidente do Tribunal
recorrido que proferiu o acórdão que feriu a lei federal (recurso especial) ou a norma
constitucional (recurso extraordinário). A parte contrária é intimada para oferecer contrarrazões
no prazo de 15 dias, sendo realizado o juízo de admissibilidade pelo Presidente ou Vice-
Presidente do tribunal recorrido, podendo tomar uma das condutas do art. 1.030 do CPC.
O recurso especial é julgado pelo STJ e o recurso extraordinário julgado pelo STF.
Interposto perante o Presidente ou Vice-Presidente do Tribunal Recorrido e SE O PRESIDENTE
OU VICE DO TRIBUNAL RECORRIDO não admitir o recurso, caberá agravo em recurso
especial ou agravo em recurso extraordinário, salvo quando a decisão estiver fundada na
aplicação de entendimento firmado em regime de repercussão geral ou em julgamento de
recursos repetitivos. Nesse caso, será agravo interno (art. 1.030, §2º, do CPC).
Exemplo: julgamento de recursos repetitivos (vários recursos especiais ou extraordinários
versando sobre a mesma matéria de direito). O acórdão do Tribunal de Justiça está de acordo
com o entendimento firmado no julgamento desses recursos repetitivos. Por tal razão, foi
inadmitido o recurso especial pelo Presidente do Tribunal recorrido. Nesse caso, o recurso
adequado não será agravo em recurso especial, mas agravo interno.
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Questão 1
Letra D
Correção:
A) Está incorreta, apesar de que os embargos à ação monitória podem ser opostos nos próprios autos, não há
obrigação de prévia segurança do juízo para se opor a ação monitória. Ainda, há a necessidade de que se declare
de imediato o valor que entenda ser o correto, com o demonstrativo discriminado e atualizado da dívida, nos termos
do art. 702, §2º do CPC.
B) Está incorreta, uma vez que é preciso indicar o valor que ela entende ser o correto, apresentando o demonstrativo
discriminado e atualizado da dívida, na forma do art. 702, §2º do CPC.
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C) Está incorreta, uma vez que é possível a oposição de embargos independentemente de prévia segurança do
juízo, conforme art. 702, caput do CPC, bem como é preciso indicar o valor que ela entende ser o correto,
apresentando o demonstrativo discriminado e atualizado da dívida, na forma do art. 702, §2º do CPC.
D) Está correta, uma vez que não é essencial a prévia segurança do juízo, nos termos do art. 702, caput, do CPC,
bem como, sobre a alegação de quantia superior à devida, deverá ser de imediato apresentado o valor que entende
ser o correto, com o demonstrativo discriminado e atualizado da dívida, conforme assevera o art. 702, §2º do CPC.
Questão 2
Letra C
Correção:
A) Está incorreta. Não houve violação ao princípio da congruência, porque é permitido ao juiz que conheça do pedido
e outorgue a proteção legal correspondente àquela cujos pressupostos estejam provados, conforme art. 554 do
CPC, ou seja, em razão da fungibilidade entre as ações possessórias.
B) Está incorreta. É possível cumular a ação possessória com pedido de indenização por perdas e danos conforme
prevê o art. 555, inciso I, do CPC.
C) Está correta. O art. 554, caput, do CPC prevê a possibilidade de o juiz receber uma ação possessória por outro,
aplicando, assim, o princípio da fungibilidade.
D) Está incorreta. No caso concreto, não há dúvida sobre os limites entre os prédios que justifique a ação de
demarcação de terras prevista no art. 569, inciso I do CPC, o que se pretende é a proteção possessória e
indenização pelo esbulho sofrido.
Questão 03
Letra C
Correção
A) Está incorreta, pois a alegação da advogada de Maria Joana, com relação à competência do Juizado Especial
Cível, não está correta, eis que o Juizado Especial Cível é competente para julgar a ação de despejo para uso
próprio (art. 3º, inciso III, da Lei 9.099/95).
B) Está incorreta, pois as ações de despejo para uso próprio podem ser ajuizadas perante o Juizado Especial Cível
(art. 3º, inciso III, da Lei 9.099/95).
C) Está correta. O Juizado Especial Cível tem competência para conciliação, processo e julgamento das causas
cíveis de menor complexidade, entre as quais a ação de despejo para uso próprio (art. 3º, inciso III, da Lei 9.099/95).
Assim, Mariana agiu corretamente ao ajuizar a demanda no JEC, o qual é competente para apreciar a ação.
D) Está incorreta, pois as ações de natureza alimentar não são de competência do Juizado Especial Cível, nos
termos do art. 3º, §2º, da Lei 9.099/95.
Questão 04
Letra A
Correção
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A) Está correta. A Lei 9.099/1995 prevê no art. 30 a possibilidade de a contestação ser apresentada de forma oral
ou escrita. Já o art. 31 do mesmo diploma legal prevê que não se admite a reconvenção, embora seja possível o
pedido contraposto.
B) Está incorreta. É possível a apresentação da contestação de forma oral também, conforme art. 30 da Lei
9.099/1995.
C) Está incorreta. Como se vê no âmbito da Lei 9.099/1995, é possível a apresentação da contestação de forma
oral.
D) Está incorreta. Não cabe reconvenção no âmbito do Juizado Especial Cível, vedação prevista no art. 31 da Lei
nº 9.099/1995.
Questão 05
Letra A
Correção
A) Está correta. Para evitar preclusão, decadência ou prescrição, bem como para prática de ato considerado
urgente, pode o advogado postular em juízo sem procuração (art. 104, caput, do CPC). Nestes casos, o instrumento
deverá ser juntado no prazo de 15 (quinze) dias, conforme o §1º do art. 104 do CPC.
B) Está incorreta, é dispensada a concordância da parte contrária.
C) Está incorreta. A regra geral é que o advogado não possa atuar em juízo sem procuração, porém há as exceções
previstas no caput do art. 104 do CPC, ou seja, para evitar preclusão, decadência ou prescrição, bem como para
prática de ato considerado urgente.
D) Está incorreta, pois não há previsão em relação a diretos disponíveis ou indisponíveis, mas sim para autorizar
que se postule em juízo mesmo sem procuração a fim de evitar preclusão, decadência ou prescrição, bem como
para prática de ato considerado urgente (art. 104, caput, do CPC).
Questão 06
Letra: C
Correção:
A) Está incorreta. O prazo para efetivação da tutela concedida é de 30 (trinta) dias, conforme o art. 309, inciso II do
CPC.
B) Está incorreta. Efetivada a tutela, o pedido principal deve ser formulado pelo autor no prazo de 30 (trinta) dias,
nos termos do art. 308 do CPC.
C) Está correta, pois é uma das hipóteses de cessação da tutela concedida em caráter antecedente prevista no art.
309, inciso III, do CPC.
D) Está incorreta, uma vez que, salvo novo fundamento, é vedada a renovação do pedido da tutela cautelar após
ter sua eficácia cessada, conforme art. 309, parágrafo único, do CPC.
Questão 07
Letra: B
Correção:
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A) Está incorreta. José Carlos poderá realizar o requerimento, sendo possível o arbitramento de multa em caso de
descumprimento de Luzia, uma vez que tal conduta configura ato atentatório à dignidade da justiça (art. 774, inciso
V e parágrafo único do CPC).
B) Está correta. Segundo o art. 774, inciso V do CPC é ato atentatório à dignidade da justiça a conduta comissiva
ou omissiva do executado que intimado não indica quais são e onde estão os bens sujeitos à penhora e os
respectivos valores, nem exibe prova de sua propriedade e, se for o caso, certidão negativa de ônus. Assim, é
possível que José Carlos realize o requerimento e, caso Luzia descumpra após intimada, estará configurado ato
atentatório à dignidade da justiça.
C) Está incorreta. A multa em caso de ato atentatório à dignidade da justiça não poderá exceder o montante de 20%
do valor atualizado do débito em execução (art. 774, parágrafo único, CPC).
D) Está incorreta. O requerimento para que a executada indique bens sujeitos à penhora, sob pena de multa pode
ser realizado por José Carlos.
Questão 08
Letra: C
Correção:
A) Está incorreto, pois ainda que Flávio tenha deixado de demonstrar adequadamente o excesso de execução, de
apontar o valor que entendia correto e de apresentar cálculo com o demonstrativo discriminado e atualizado do valor
em questão, havia o pedido de incompetência relativa do juízo, assim, conforme art. 917, §4º, II do CPC, os
embargos à execução serão processados para a apreciação da alegação de incompetência relativa do juízo.
B) Está incorreto, pois, conforme o art. 917, incisos III e V do CPC, nos embargos à execução, o executado poderá
alegar incompetência relativa do juízo e de excesso de execução.
C) Está correto, pois, conforme art. 917, §4º, II do CPC, os embargos à execução serão processados para a
apreciação da alegação de incompetência relativa do juízo, contudo, o juiz não examinará a alegação de excesso
de execução, tendo em vista que Flávio não indicou o valor que entendia correto para a execução, não apresentando
o cálculo discriminado e atualizado do valor em questão, conforme art. 917, §3º do CPC.
D) Está incorreto, pois, de acordo com o art. 917, §§ 3º e 4º do CPC, o juiz não deve examinar a alegação de
excesso de execução que não apontou o valor correto ou não apresentou o demonstrativo.
Questão 09
Letra: B
Correção:
A) Está incorreta, pois de acordo com o art. 134, do CPC, o incidente de desconsideração é cabível em todas as
fases de conhecimento, além do cumprimento de sentença e da execução de título executivo extrajudicial.
B) Está correta, pois de acordo com o art. 134, § 3º, do CPC, a instauração do incidente suspenderá o processo, da
mesma forma, traz o art. 136, do mesmo diploma legal, que concluída a instrução, o incidente será resolvido por
decisão interlocutória.
C) Está incorreta, pois de acordo com o art. 134, do CPC, o incidente é cabível na fase de cumprimento de sentença.
D) Está incorreta, pois os sócios deverão ser citados para exercerem seus direitos de defesa, uma vez que a parte no
processo principal era a sociedade empresária.
Questão 10
Letra: C
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Correção:
A) Está incorreta. A Campo Lindo S.A. pode requerer ao poder judiciário, e não ao Tribunal Arbitral, a citação da
parte para comparecer em juízo a fim de lavrar-se o respectivo compromisso, conforme prevê o art. 7º da Lei nº
9.307/1996.
B) Está incorreta. Inicialmente deve-se estatuir a respeito do compromisso arbitral, caso a parte contrária não
compareça na audiência prevista no art. 7º da Lei nº 9.307/1996 e o seu §6º prevê a possibilidade de o juiz, ouvido
o autor, estatuir a respeito do compromisso, nomeado árbitro único.
C) Está correta. Conforme o art. º da Lei nº 9.307/1996, é possível requerer a citação da empresa que está se
negando a assinar o compromisso arbitral, para que compareça em juízo e assine o compromisso arbitral, devendo
ser designada audiência especial para tanto.
D) Está incorreta. Em princípio, a alegação da convenção de arbitragem pode ser alegada pelo réu em preliminar
de contestação, conforme o art. 337, inciso X, do CPC, podendo o juiz julgar extinto o processo sem resolução de
mérito (art. 485, inciso VII, do CPC), situação que traria prejuízos a Campo Lindo S.A. que incorreria em custas e
honorários. Por outro lado, caso a Infraestrutura S.A. não fizesse tal alegação, presumir-se-ia que ela aceitou a
jurisdição estatal (art. 337, §6º do CPC).
Questão 11
Letra: C
Correção:
A) Está incorreta. Deve-se inicialmente oportunizar que a parte emende a inicial, tendo em vista a primazia da
decisão de mérito prevista no art. 6º do CPC.
B) Está incorreta. A certidão de casamento não está arrolada nos arts. 319 e 320 do CPC como indispensável para
propositura de qualquer ação. Ademais, o prazo para emenda à petição inicial é de 15 dias e não de 5, nos termos
do art. 321 do CPC.
C) Está correta. Joana deveria ter juntado a certidão de casamento, documento indispensável à propositura da ação,
conforme art. 320 do CPC. Nesse caso, antes de indeferir a petição inicial o juiz deve intimá-la para que a emende
em 15 dias, é o que determina o art. 321 do CPC.
D) Está incorreta. A improcedência liminar do pedido é hipótese de extinção do processo com resolução de mérito
conforme arts. 332 e 487 do CPC, por outro lado a ausência do documento poderia ensejar a extinção do processo
sem resolução do mérito em razão do indeferimento da petição inicial, conforme art. 485, inciso I, do CPC, desde
que a parte fosse intimada para emendar a inicial e se mantivesse inerte.
Questão 12
Letra: B
Correção:
A) Está incorreta, pois existem consequências previstas na legislação pela ausência da autora à audiência de
conciliação ou mediação, previstas no art. 334, § 8º, do CPC.
B) Está correta, pois o não comparecimento injustificado do autor ou do réu à audiência de conciliação é considerado
ato atentatório à dignidade da justiça e sancionado com multa de até dois por cento da vantagem econômica
pretendida ou do valor da causa, revertida em favor da União ou do Estado (art. 334, § 8º, do CPC). Assim, caso
não compareça nem apresente justificativa pela ausência, Maria será multada em até 2% da vantagem econômica
pretendida ou do valor da causa.
C) Está incorreta, pois o processo não deverá ser extinto.
D) Está incorreta, pois não existe essa previsão legal.
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Questão 13
Letra: D
Correção:
A) Está incorreto, pois no caso de condenação em quantia certa, conforme o caput do art. 523 do CPC, o
cumprimento definitivo da sentença far-se-á a requerimento do exequente, sendo o executado intimado para pagar
o débito, no prazo de 15 (quinze) dias.
B) Está incorreto, pois faz-se necessário que o exequente requeira o cumprimento definitivo da sentença e, após
referido requerimento, o executado será intimado para pagar o débito no prazo de 15 dias, conforme art. 523 do
CPC. Ainda, haverá acréscimo de multa de dez por cento e, também, de honorários de advogado de dez por cento,
se não ocorrer o pagamento voluntário do executado, conforme o §1º do art. 523 do CPC.
C) Está incorreto, pois faz-se necessário que o exequente requeira o cumprimento definitivo da sentença e, após
referido requerimento, o executado será intimado para pagar o débito no prazo de 15 dias, conforme art. 523 do
CPC. Ainda, o princípio da cooperação por parte do juiz, consagrado no Art. 6º do CPC, se trata dos deveres de
prevenção (apontar problemas com tempo hábil para a solução, por exemplo, emenda a petição inicial), de
esclarecimento (requerer esclarecimentos de fatos obscuros), de consulta (primeiramente colher a manifestação
das partes acerca de questões de fato ou de direito relevantes ao julgamento) e de auxílio às partes (facilitar, por
exemplo, o acesso a um documento que seja indispensável para a prática de um determinado ato processual).
D) Está correto, pois conforme o enunciado, se trata de condenação em quantia certa em sentença já transitada em
julgado, enquadrando-se nos termos do art. 523, caput e §1º do CPC.
Questão 14
Letra: C
Correção:
A) Está incorreto, pois, na forma do art. 1.003 e 1.009 do CPC, o prazo para interpor apelação é de 15 dias, contados
da data da intimação da sentença. Ainda, o trânsito em julgado é o período de tempo que a parte tem para apresentar
recurso. Não apresentado o recurso, ocorreu o trânsito em julgado, ou seja, aquela decisão adquiriu a qualidade de
coisa julgada, tornou-se a decisão imutável/indiscutível, conforme art. 502 do CPC.
B) Está incorreto, pois não cabe reclamação no presente caso. Cabe reclamação da parte interessada ou do
Ministério público nos termos do art. 988 do CPC.
C) Está correto, pois a única maneira de atacar uma decisão que já transitou em julgado é por meio de ação
rescisória, conforme artigo 966 do CPC.
D) Está incorreto, pois, quando a decisão de mérito, transitada em julgado, for fundada em prova cuja falsidade
tenha sido apurada em processo criminal, a forma adequada de atacar esta decisão é por meio de ação rescisória,
conforme artigo 966, inciso VI do CPC.
Questão 15
Letra: C
Correção:
A) Está incorreto, pois a assistência é modalidade de intervenção de terceiros, entretanto, não poderá ser arguida,
pois esta modalidade constitui forma de intervenção espontânea, na forma do caput do art. 119 do CPC.
B) Está incorreto, pois a denunciação da lide é modalidade de intervenção de terceiros, entretanto, não poderá ser
arguida. A denunciação da lide está prevista nos arts. 125 a 129 do CPC e é admissível nos casos de evicção (art.
447 e ss. do CC) e direito regressivo, previsto em lei ou no contrato.
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C) Está correto, pois Daniel pode trazer Joana, devedora principal, para dentro do processo, através do chamamento
ao processo, conforme o art. 130 do CPC. Daniel tem o chamado benefício de ordem, ou seja, tem o direito de exigir
que primeiro sejam utilizados os bens da devedora Joana como pagamento e, só depois, os seus, conforme art. 794
do CPC.
D) Está incorreto, pois a modalidade de intervenção de terceiros nomeação à autoria foi extinta no CPC/2015.
Questão 16
Letra: C
Correção:
A) Está incorreta, pois havendo o pedido de cancelamento da audiência em decorrência do desinteresse em sua
realização, o prazo para apresentação da contestação começa contar a partir do protocolo da petição do réu,
conforme art. 335, II, do CPC.
B) Está incorreta, pois conforme o art. 335, II, do CPC, o prazo para apresentação de contestação, começará a
contar a partir do protocolo da petição com pedido de cancelamento da audiência de conciliação.
C) Está correta, pois de acordo com o art. 335, II, do CPC, o réu poderá oferecer contestação, por petição, no prazo
de 15 dias, a contar do protocolo do pedido de cancelamento da audiência de conciliação.
D) Está incorreta, pois de acordo com o art. 334, § 4º, II, do CPC, a audiência de conciliação não será realizada,
caso as partes manifestem desinteresse.
Questão 17
Letra: D
Correção:
A) Está incorreta, pois há a possibilidade de que a tutela final seja antecipada em favor da parte, seja na forma de
tutela de urgência, prevista no art. 310, do CPC, quanto tutela de evidência, com previsão no art. 311, do CPC.
B) Está incorreta, pois de acordo com o art. 300, do CPC, há a necessidade de demonstração da probabilidade do
direito e perigo de dano ou risco ao resultado útil do processo.
C) Está incorreta, pois conforme o art. 311, do CPC, é dispensada a necessidade de demonstração de perigo
de dano ou risco do resultado útil do processo, para concessão de tutela de evidência.
D) Está correta, pois de acordo com o enunciado, estão preenchidos os requisitos do art. 300, do CPC: Art. 300. A
tutela de urgência será concedida quando houver elementos que evidenciem a probabilidade do direito e o perigo
de dano ou o risco ao resultado útil do processo.
Questão 18
Letra: C
Correção:
A) Está incorreta, pois o pronunciamento de rejeição liminar do pedido é sentença, porque põe fim à fase cognitiva
do processo, conforme art. 203, § 1º, do CPC, desse modo o recurso cabível é o de apelação, conforme art. 1.009
do CPC.
B) Está incorreta, pois, como se trata de uma sentença e não de uma decisão interlocutória, não é cabível a
interposição do agravo de instrumento previsto no art. 1.015 do CPC.
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C) Está correta, pois o juiz pode julgar liminarmente improcedente o pedido que contrariar enunciado de súmula do
Superior Tribunal de Justiça, conforme art. 332, inciso I, do CPC. Como se trata de uma sentença, o recurso cabível
é a apelação prevista no art. 1.009 do CPC, ademais, o próprio art. 332, no seu §3º prevê que caso interposta a
apelação o juiz poderá se retratar em 5 dias.
D) Está incorreta, pois, conforme art. 1.010, §1º do CPC, interposta a apelação, cabe ao juiz de 1º grau intimar a
parte contrária para apresentar as contrarrazões, e somente após ele irá encaminhar os autos para o tribunal.
Questão 19
Letra: C
Correção:
A) Está incorreta. Embora a apelação em regra possua efeito suspensivo automático, diversamente dos demais
recursos (art. 995 combinado com art. 1.012, caput, do CPC), o §1º, inciso II do art. 1.012 do CPC prevê que no
caso de a sentença condenar a prestar alimentos não será aplicado o efeito suspensivo.
B) Está incorreta. O art. 520 do CPC não prevê tal limitação, sendo possível o cumprimento provisório, ademais no
caso houve uma sentença condenatória para pagar alimentos.
C) Está correta. O art. 1.012, §1º, inciso II, do CPC prevê que a sentença que condena a pagar alimentos começa
a produzir efeitos imediatamente a partir da publicação. Dessa forma, já é cabível o cumprimento provisório regulado
no art. 520 do CPC.
D) Está incorreta, pois, diferentemente dos demais recursos que regra geral não possuem efeito suspensivo, embora
este possa ser agregado (art. 995, parágrafo único, do CPC), a apelação em regra terá efeito suspensivo.
Questão 20
Letra: A
Correção:
A) Está correta. Trata-se de hipóteses de cabimento do recurso ordinário constitucional ao Superior Tribunal de
Justiça, previstas no art. 1.027, inciso I, do CPC e no art. 102, inciso II, da CRFB/88.
B) Está incorreta. Destaca-se que nestes casos a decisão deve ter sido denegatória e em única instância, conforme
exigem expressamente tanto o art. 1.027, inciso I, do CPC, quanto o art. 102, inciso II, alínea a, da CRFB/88.
C) Está incorreta. O enunciado questiona sobre o cabimento do recurso ordinário constitucional dirigido ao STF,
desse modo, o mandado de segurança deve ter sido decidido em única instância pelos Tribunais Superiores (art.
1.027, inciso I, do CPC e art. 102, inciso II, alínea a, da CRFB/88) e não pelos tribunais regionais federais ou pelos
tribunais de justiça, situação que seria dirigido ao STJ, se denegatória a decisão, conforme art. 1.027, inciso II,
alínea a e art. 105, inciso II, alínea b da CRFB/88).
D) Está incorreta. Novamente seria caso de interposição de recurso ordinário ao STJ e não ao STF conforme
questiona a questão, nos termos do art. 1.027, inciso II, alínea b do CPC e art. 105, inciso II, alínea c da CRFB/88.
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