ESPOROTRICOSE
Sinônimos: Micose Gomosa, Micose úlcero- gomosa,
Conceito: A A esporotricose é uma doença subaguda ou crônica causada
pelo fungo Sporothrix schenckii afetando o homem e grande variedade de
animais entre eles felinos. Na maioria das vezes, uma infecção benigna
limitada à pele e ao tecido subcutâneo é observado, mas em raras ocasiões
pode disseminar-se para ossos e órgãos internos. Mais raramente ainda, pode
ser doença primariamente sistêmica, tendo início pulmonar. Clinicamente pode
ser dividida em esporotricose cutânea (linfática, localizada, disseminada) e
extracutânea (pulmonar; sistêmica) [1].
Espécies afetadas: A esporotricose acomete o homem e uma grande
variedade de animais como cães, gatos, cavalos, bovinos, camelos, golfinhos,
cabras, mulas, suínos, ratos, chimpanzés e aves.
Distribuição geográfica: A esporotricose é a mais freqüente das micoses
subcutâneas e tem distribuição cosmopolita, com importância e prevalência
variável de país para país e de região para região, predominando em certas
áreas e sendo rara em outras. Ocorre em quase todas as regiões do mundo,
sendo a micose profunda de maior prevalência global. É mais comum em
zonas temperadas e tropicais [2].
Etiologia: S. schenckii é um fungo aeróbio dimórfico, que desenvolve-se sob
a forma leveduriforme a 37oC in vitro ou nos tecidos de um organismo vivo e
sob a forma filamentosa à temperatura ambiente (25°C). Esta forma cresce
rapidamente em 3-5 dias [3]. O S. schenckii é um fungo geofílico, sendo
considerado um saprófita de solo rico em matéria orgânica, crescendo em
plantas, cascas de árvores e musgos, principalmente em locais úmidos e
quentes e em lesões dermo-epidérmicas, viscerais e ósseas em fase
parasitária. Pertence a divisão Ascomycota, subclasse Euascomycetes, ordem
Ophiostomatales, família Ophiostomataceae, gênero Sporothrix e espécie
schenckii. A forma telemorfa do S. schenckii ainda não foi estabelecida, mas
estudos foram desenvolvidos com Ceratocystis stenoceras e Neurospora
crassa, buscando a identificação da forma sexuada do S. Schenckii. Por ser um
fungo dimórfico o S. schenckii apresenta a forma miceliar no meio-ambiente e
“in vitro” à temperatura inferior a 37ºC formando hifas e conídios, e a forma
leveduriforme “in vivo” e “in vitro” a 37ºC, sendo que a temperatura ótima de
crescimento varia entre 25-27ºC e a inibição do crescimento entre 39-40ºC. A
forma miceliana aparece microscopicamente como pequenos conídios ovais
hialinos ou dematiaceos, solitários ao longo das hifas, semelhante a uma
margarida, nas extremidades de conidióforos curtos e não ramificados. As hifas
são finas, hialinas, septadas e ramificadas, com condióforos delgados, em cujo
ápice forma-se uma pequena vesícula com dentículos simpodialmente
dispostos, do qual nasce o conídio. As colônias escuras produzem dois tipos de
conídios: os hialinos, com parede celular fina, e os escuros de parede celular
espessa. A forma leveduriforme é caracterizada por pequenas células
esféricas, ovais ou alongadas, que se assemelham a charutos, nos cortes
histológicos são necessárias a utilização de colorações especiais para fungos,
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a reação de Splendore-Hoeppli, que envolve a célula leveduriforme do fungo,
pode ser encontrada em alguns casos de esporotricose.
Epidemiologia : O fungo é encontrado no solo, na vegetação e em matéria
orgânica em decomposição. A esporotricose é muito mais freqüente em gatos
do que em cães. No homem, a esporotricose é uma doença que costuma
ocorrer sob a forma de casos isolados ou pequenos surtos familiares ou
profissionais, envolvendo pessoas expostas a vegetais ou solo rico em matéria
orgânica, como agricultores, floristas, jardineiros e mineiros, além de
laboratoristas e nos últimos anos tem sido importante em pacientes infectados
com retrovirus e em proprietários de gatos, veterinários e enfermeiros. É
importante destacar o papel epidemiológico dos gatos, principalmente machos,
não castrados e de livre acesso à rua, visto seus hábitos de esconder-se em
plantas, rebolcar no solo, marcar territórios com as unhas em cascas de
árvores e arranharem-se entre si em lutas ou brincadeiras.
Material infectante: A esporotricose é freqüentemente adquirida pelo
hospedeiro através do implante traumático do S. schenckii na derme por
ferimentos puntiformes de felpa de madeira, espinho de roseiras ou outros
vegetais, arranhadura e mordedura de animais como gatos, roedores e tatus ou
por contaminação de feridas e raramente por inalação do agente, podendo
resultar em esporotricose pulmonar ou sistêmica.
Infecção natural: Geralmente a infecção com S. schenckii é o resultado da
inoculação acidental ou traumática do fungo na pele ou quando ocorre a
contaminação de feridas abertas ou da pele com solução de continuidade por
exudatos provenientes de animais infectados ou de materiais laboratoriais.
Após a inoulação o sistema imunológico é ativado e a infecção irá desenvolver-
se quando o paciente estiver com deficiência na resposta imune, seja por uso
contínuo de corticosteróides, antibióticos, ou doenças imunossupressivas e
quando forem inoculadas muitas quantidades de unidades infectantes.
Transmissão: A esporotricose é uma zoonose, sendo transmitida deforma
direta e indireta de animal para animal e do animal para o homem.
Patogenia : Em cães a enfermidade se apresenta habitualmente na forma
cutânea localizada ou cutâneo- linfática. Em eqüinos a esporotricose ocorre
principalmente na forma cutânea com formação de múltiplos nódulos e úlceras
drenantes e forma cutâneo- linfática com linfangite ascendente ulcerativa e
presença de nódulos. Assim que a infecção se tenha estabelecido através de
uma inoculação acidental ou traumática da pele ou por contaminação, devido a
uma imunossupressão causada por doenças imunossupressivas ou uso
contínuo de medicamentos como antibióticos e corticosteróides ou quando
grande quantidade de células fúngicas forem inoculadas, ela comumente fica
restrita aos tecidos cutâneos podendo ocorrer envolvimento linfático com
linfangite ascendente. Em animais como felinos domésticos, ocorre a formação
de lesões papulares ou nodulares após 3 a 5 semanas nos locais de
inoculação. As pápulas ulceram centralmente e drenam exsudato castanho-
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avermelhado ou purulento. Crostas podem formar-se seqüencialmente, ou
poderá ocorrer cura espontânea. Pode ocorrer a esporotricose disseminada, a
partir de lesões cutâneas que se espalham via hematógena ou através da linfa.
Sinais clínicos: Em felinos observa-se que o animal apresenta lesões
ulceradas crostosas com exsudato castanho avermelhado em diversas áreas
do corpo como orelhas, face e membros (Fig. 01).
As lesões se situam, principalmente nas regiões cefálica, dos membros e da
cauda, podendo, com freqüência, assemelhar-se àquelas decorrentes de
criptococose. Inicialmente, são muito semelhantes às feridas, provocadas por
brigas, podendo se apresentar sob a forma de abcessos, celulite ou com o
aspecto fistuloso. Podem evoluir até amplas áreas necróticas, ulceradas e
crostosas. Lesões papulares ou nodulares podem ser de natureza linear;
comumente são indicativas de linfangite. È comum que as áreas envolvidas
estejam indolores e não pruriginosas. O comprometimento sistêmico pode
afetar os ossos, sistema nervoso central e pulmões, e tem sido associado
principalmente com indivíduos imunocomprometidos. Esta forma sistêmica da
doença pode resultar numa infecção pulmonar por inalação de conídios ou
disseminação de lesões cutâneas ou subcutâneas. Em pacientes com
retroviroses (HIV, FIV, FeLV) tendem a desenvolver a forma disseminada da
esporotricose. Em eqüinos ocorrem lesões localizadas no tecido cutâneo com
múltiplos nódulos e presença de úlceras, podendo haver linfangite ascendente
ulcerativa [7].
Resposta imune ao hospedeiro : O S. schenckii é um fungo ubíquo no
meio ambiente. Em áreas endêmicas são encontrados indivíduos
hipersensíveis que não apresentam sintomas clínicos da doença. A
hipersensibilidade pode ser pesquisada pela inoculação intradérmica do
antígeno esporotriquina. Uma reação positiva indica contato prévio com o
fungo. Os componentes antigênicos mais ativos são as glicoproteínas da
parede celular do fungo. A esporotriquina, quando preparada a partir da fração
polissacaridea bruta ou de extratos purificados,apresenta maior valor
diagnóstico por ser mais reativa e altamente especí[Link] pacientes com
esporotricose apresentam títulos de anticorpos contra o S. schenckii positivos
após três a quatro semanas de infecção e podem ser positivos em títulos
baixos em pacientes normais de áreas endêmicas. O título de anticorpos varia
entre esporotricose sistêmica, pulmonar e cutânea, sendo maiores na forma
pulmonar, devendo-se levar em conta que no caso da doença sistêmica os
títulos podem ter variações diretamente ligadas a capacidade imunológica do
paciente. A sensibilidade dos testes tende a aumentar e chegar a 100% em
casos de esporotricose sistêmica, decrescendo nos casos articulares e
pulmonares e sendo bem menor nos casos cutâneos [5]
Diagnóstico: O diagnóstico é baseado em dados de anamnese do animal,
como local e tipo de criação, contato com outros animais ou vegetais, idade,
sexo etc. , exame físico, raspado da lesão, biópsia de pele e cultura, podendo
ser firmado pela demonstração de microorganismos em exsudatos ou amostras
teciduais, isolamento do microorganismo por técnicas de cultura, ou por
inoculação em animais de laboratório com materiais sob suspeita de infecção.
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O exame direto da maioria das espécies animais e em humanos a visualização
direta do microorganismo em exsudato é rara, pois são poucas as quantidades
presentes, ao contrario do que ocorre em material proveniente de gatos, cuja
quantidade de células leveduriformes visualizadas no exame direto é grande. A
cultura de exsudatos, tecidos ou aspirados de lesões não invadidas permite a
efetivação do método diagnóstico mais confiável para a esporotricose. O cultivo
é feito em meio de cultura como ágar Sabouraud acrescido ou não de
nutrientes, antibacterianos (penicilina, estreptomicina, cloranfenicol) ou de
antifúngicos como a cicloheximida, agar fubá, infusão cérebro-coração (BHI),
ágar batata são indicados para o cultivo do S. schenckii, crescendo bem de três
a cinco dias após o cultivo. Quando cultivado a temperatura de 25 0 à 350 C,
apresenta-se como uma colônia inicialmente de cor branca amarelada, sedosa,
membranosa, às vezes com micélio aéreo, posteriormente tornando-se
pregueada e escurecida. A 370 C o S. schenckii cresce em forma de levedura e
adota aspecto de colônia bacteriana cinza ou creme. O uso de óleo mineral
estéril e água destilada estéril são indicados para manutenção dos isolado
[Link] realizar o exame microscópico, as colônias cultivadas entre 25 0 e 350 C
apresentam hifas finas, septadas, com conídios piriformes distribuídos ao longo
destas, ou na extremidade, dispondo-se em forma de “margaridas” O exame
microscópico das colônias cultivadas a 37 0C mostram leveduras redondas,
ovais ou em forma de charutos, forma esta encontrada nos tecidos parasitados.
A inoculação intraperitonial de animais laboratoriais como o camundongo, rato
ou hamster pode também ser utilizada na demonstração da patogenicidade do
microorganismo. Os microorganismos podem ser identificados nos testículos,
baço e fígado de animais experimentalmente isolados após 2 a 3 semanas.
Não existem atualmente testes sorológicos para uso em animais, como meio
auxiliar para o diagnóstico da esporotricose. No exame histopatológico os
tecidos corados pelas técnicas Hematoxilina-Eosina e PAS (Periodic Acid
Schiff) permitem evidenciar a forma leveduriforme do S. schenckii. A reação
inflamatória resultante de todas as formas de esporotricose é do tipo mista
(purulenta e granulomatosa). São alterações dermatológicas típicas: ulceração
epidérmica, paraceratose e microabcessos intra-epidérmicos. A formação de
granulomas com microabcedação central pode ser observada na epiderme,
derme, tecido subcutâneo ou outros tecidos com a moléstia disseminada,
contendo células epitelióides e células gigantes envolvendo as células
leveduriformes.
A técnica de microscopia fluorescente para o diagnóstico da
esporotricose pode ser utilizada como imunofluorescência direta ou indireta. O
teste de imunofluorescência direta é empregado na pesquisa e localização de
antígenos em células ou tecidos, por intermédio de um anticorpo específico
marcado com fluorcromo, formando o conjugado, o qual se fixa ao antígeno
formando um imunocomplexo estável. O teste apresenta elevada sensibilidade
e especificidade.A imunofluorescência direta é um procedimento valioso para
detectar o S. schenckii em exsudatos e em tecidos, e em amostras em que a
cultura foi negativa, para diagnóstico em pacientes imunodeprimidos, cujo
diagnóstico sorológico não é recomendado e também para identificação de
culturas. Pesquisas demonstram que a imunofluorescência direta é um
diagnóstico efetivo e rápido para a esporotricose. O uso de técnicas
sorológicas (fixação de complemento, imunodifusão, aglutinação em partículas
de látex , aglutinação em tubo e ensaio imunoenzimático) e/ou
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intradermoreação são utilizadas para o diagnóstico da espoortricose e /ou a
diferenciação entre esporotricose e leishmaniose em cães [7].
Material enviado para Laboratório: Quando as lesões forem cutâneas,
deve ser realizado anti-sepsia local com álcool a 70% e coletar as amostras
através de raspagem e quando as lesões forem sistêmicas deve ser realizado
biópsia ou aspirado devendo ser enviado imediatamente. A colheita adequada
para o diagnóstico da esporotricose é um procedimento de fundamental
importância.
Prognóstico: A resposta ao tratamento da forma cutânea ou cutâneo-
linfática da esporotricose em humanos é excelente a boa, enquanto a forma
disseminada da esporotricose deve justificar o prognóstico reservado. No
animais, em cães e cavalos o prognóstico é bom e em gatos é reservado, pois
a forma cutânea pode evoluir para forma sistêmica ocorrendo a morte do
animal ou devido a gravidade das lesões ser realizado euthanasia [5].
Cuidados Essenciais: Devem ser tomadas precauções durante a
manipulação de exsudatos infectados ou materiais contaminados. Adotar
medidas profiláticas para evitar a infecção por Sporothrix schenckii como: uso
de luvas na manipulação de animais com lesões suspeitas; tratamento dos
animais doentes e, se possível, isolamento até o fechamento das lesões;
castração dos gatos, para diminuir as visitas à rua; cremação dos animais
mortos com esporotricose, para evitar que o fungo se perpetue na natureza;
desinfecção das instalações com solução de hipoclorito de sódio. Os médicos
veterinários, os enfermeiros, os tratadores e os proprietários de animais
infectados que apresentarem lesões suspeitas devem ser encaminhados para
um serviço de dermatologia [7].
Diagnóstico diferencial: Dentre as dermatopatias com as quais se deve
diferenciar a esporotricose incluem-se: demodicose, piodermite, paniculite,
micobacteriose, histoplasmose, coccidiodomicose, criptococose, feohifomicose,
micetoma e pseudomicetoma.
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Tratamento: A terapia com Itraconazol via oral, na dose de 100 mg/ dia, uma
vez ao dia, durante 90 dias. A literatura cita tratamentos alternativos como
tratamento com Iodeto de Potássio em soluções saturadas via oral, iniciando
de forma gradativa com doses pequenas, embora haja o risco de iodismo em
gatos [5]. A termoterapia é mais usada nos casos iniciais de infecção cutânea e
nos casos com poucas lesões. Porém assim como o iodeto de potássio, a
termoterapia não é efetiva para esporotricose extracutânea. O mais promissor
dos novos agentes antimicóticos para o tratamento da esporotricose é o
Itraconazol com boa tolerância, levando à cura, em média, em 90 dias, Deve
ser administrado após as refeições, para assegurar uma ótima
biodisponibilidade. Seu uso é bem tolerado e seguro em animais tem se
mostrado eficaz, de fácil administração e isento de toxidade, porém semelhante
a outros azóis, é primariamente fungistático. Por isso, o desenvolvimento de
resistência pelo S. scheckii e outros fungos é uma preocupação [6].
A B
Fig 01: - Presença de ulceração em felino : A) Face B) Pata C) Orelha.
Conclusão: Concluímos com esse trabalho que se o tratamento for realizado
corretamente o prognóstico é quase sempre favorável a reinfecção parece ser
extremamente rara, mas é aceitável que ocorra, e estes casos de segunda
infecção exógena em pacientes sem outras doenças, indicam que não há
imunidade duradoura na esporotricose.
C
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Referências Bibliográficas:
[Link], R. Micologia Médica Ilustrada. 10 ed. México – DF. 1993.
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[Link], F. A.; CAMPOS, S. G.; DIREITO, G. M. Esporotricose em gatos
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[Link], M. R.; COSTA, P.R.S.; FRANCO, S.R.V.S & FERREIRA, março/
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Zoonoses fúngicas transmitidas por felinos domésticos diagnosticados na
Faculdade de Veterinária da UFPel. In: II Congresso brasileiro de Micologia,
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7. NOBRE, M.O..; MEIRELES, M.C.A.; CAETANO, D.T.; FAÉ, F.; CORDEIRO,
J. M.C.; MEIRELES, R.M.; APPELT, C. E.; FERREIRO, L. Esporotricose
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brasileira. Revista brasileira de Ciências Veterinárias. v. 9, n.1, p.36-41,
2002.