No capítulo 4, acompanhamos os resultados da ascensão do neoliberalismo tardio no Brasil
nos anos 90, voltado para a perspectiva do impacto sobre a desigualdade social e pobreza.
O texto aponta a distribuição assimétrica de renda, onde existia uma grande população em
estado de pobreza, comparado a um pequeno número de pessoas ricas.
As pessoas mais pobres foram afastadas para a margem, em um processo de gentrificação,
nesses espaços, não havia saneamento básico, agravando ainda mais a questão da saúde da
população periférica, sendo causa de mortes na América Latina.
As empresas estavam passando por um processo de privatização, com isso, surgem os novos
desempregados, que seriam as pessoas demitidas de seus cargos, as pessoas possuíam
pouco poder de compra, não conseguiam comprar a cesta básica. O que ocasiona o aumento
de empregos informais, e subempregos, que o trabalhador ganha menos que um salário
mínimo, nos quais não existiam direitos trabalhistas como férias, décimo terceiro, e um
sindicato, que poderia cobrar medidas a serem tomadas por acidentes de trabalho. Além disso,
a moeda variava cotidianamente, esse trabalhador possuía pouco poder de compra.
Somando a repetição proveniente do trabalho, com a questão dos acidentes de trabalhos
informais, com a AIDS e câncer, consideradas as novas doenças, a possibilidade de
mortalidade desse trabalhador era potencializada por esses fatores. A mortalidade dos mais
velhos era vigente e haviam poucos contribuintes na previdência social.
O texto aponta um aumento da criminalidade, por parte dos jovens, que enxergavam como uma
alternativa para renda e o trabalho infantil, favorecendo o abandono escolar, assim como a
gravidez na adolescência. Essas mulheres eram agora mais inseridas no mercado de trabalho,
porém, não havia políticas para que essas crianças fossem cuidadas durante o período de
trabalho das mães.
Com o aumento das epidemias e doenças transmissíveis, a mortalidade infantil também era
uma realidade vigente.
Concluindo, o texto afirma a necessidade de políticas públicas de qualidade para essa
população, como o direito ao saneamento básico, a saúde, educação de qualidade, salário
mínimo digno e direitos trabalhistas. Bem como uma melhor distribuição de renda.