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Roteiro de Wicked: A História de Oz

O texto apresenta a história de 'Wicked', que explora a narrativa das bruxas de Oz, começando com a morte da Bruxa Má do Oeste e a celebração do povo de Oz. Dorothy, após ser levada para Oz, encontra Glinda, a Fada Boa do Sul, e se junta ao Espantalho e à Mulher de Lata em sua jornada para encontrar o Mágico de Oz, cada um buscando algo que lhes falta. A peça destaca temas de amizade, busca por identidade e a dualidade entre o bem e o mal.

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Roteiro de Wicked: A História de Oz

O texto apresenta a história de 'Wicked', que explora a narrativa das bruxas de Oz, começando com a morte da Bruxa Má do Oeste e a celebração do povo de Oz. Dorothy, após ser levada para Oz, encontra Glinda, a Fada Boa do Sul, e se junta ao Espantalho e à Mulher de Lata em sua jornada para encontrar o Mágico de Oz, cada um buscando algo que lhes falta. A peça destaca temas de amizade, busca por identidade e a dualidade entre o bem e o mal.

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WICKED

A História Não Contada das Bruxas de Oz


CENA 1
GLINDA A FADA BOA DO SUL

GLINDA: Habitantes de Oz, é com grande empolgação que trago tal informação...
Morreu! A Bruxa má do oeste MORREU!

CIDADÃOS DE OZ
QUE BOM! MORREU!
A BRUXA ENFIM MORREU!
A GRANDE VILÃ DE TODA OZ
A ARQUI-INIMIGA DE TODOS NÓS MORREU! QUE BOM!
QUE BOM!

GLINDA: É bom me ver, não é? Não precisam responder, foi uma pergunta retórica povo de oz:
VAMOS LOUVAR A NOSSA SORTE
E CELEBRAR QUE A VITÓRIA É DO BEM
ESTAMOS LIVRES "DAQUELE ALGUÉM"
E COMO É BOM SABER
QUE NÃO HÁ MAIS MALDADE
E A MAIOR VERDADE NO FINAL É QUE A MORAL VENCEU O...

MÁGICO DE OZ: Glinda! Quão morta ela está?

GLINDA
Depois de muitos rumores e especulações prematuras, eu venho esclarecer, de acordo com o
Relógio do Dragão do Tempo, o derretimento ocorreu na 13a hora, resultado direto de um
balde d'água lançado por uma menina de nome Dorothy. Sim! A bruxa má do oeste está
morta!

MÁGICO DE OZ: Exatamente, dessa vez, meus caros habitantes de Oz, vocês estão a salvo!
Preciso aprontar minhas malas o quanto antes. Mas espere um segundo, não haverá velório?

GLINDA: NÃO SE VELA QUEM FOI MAU

CIDADÃOS DE OZ
NÃO SE JOGAM LÍRIOS NO CAIXÃO

MÁGICO DE OZ: O BEM PUNIU A BRUXA

( Oz sai de cena às pressas)

CIDADÃOS DE OZ: O MAL NUNCA TEM PERDÃO

GLINDA: É BOM SABER


QUE O MAL É DESPREZADO
BOM SABER QUE OS MAUS TERMINAM SÓS
DÁ PRA VER PELA HISTÓRIA QUE A MALDADE NÃO TEM VOZ

( Glinda SAI DE CENA )


CIDADÃOS DE OZ
É BOM SABER QUE O MAU É DESPREZADO, BOM SABER QUE OS MAUS TERMINAM SÓS DÁ
PRA VER QUE QUEM PLANTA SÓ MALDADE NÃO TEM VOZ!

B.O

DONA RUTE: Não, não, não, não , não! Não se lê uma história de traz para frente, é preciso
entender que toda história existe seu começo, seu meio e seu fim... precisa ser
esclarecedora... Vamos partir do início...

(Entra Tia Emma e Tio Henry em seguida a Dorothy)

DOROTHY: Tia Ema, tia. Algum problema com o tio? (A tia pede silêncio)

TIO HENRY: Emma, um ciclone está se aproximando...! Entrem no abrigo! Eu vou cuidar do
gado! (sai)

TIA EMA: Depressa, Dorothy. Entre no abrigo!!!

DOROTHY: Mas eu não sei onde está o Totó, ele deve estar em algum lugar da casa. Totó? Totó
cade você??

TIA EMMA: Depressa Dorothy!

DOROTHY: (encontra Totó) Por onde você andou hein Totó? Tia Emma? Tio Henry? Eu não
consigo ouvir vocês. Me ajudem!!!

(Duas pessoas pegam uma casa e giram até sairem de cena.)

(DOROTHY chega em Oz)

DOROTHY: Espere um segundo Totó... tem certeza que ainda estamos no Kansas? Ainda
estamos no sítio do Tio Henry?

GLINDA: Bem-vinda à Terra das camponesas, linda feiticeira. Muito obrigada por ter acabado
com a Terrível Bruxa má do Leste e libertado nosso povo da escravidão. Me chamo Glinda, a
Fada boa do Sul.

DOROTHY: Deve haver algum engano, minha senhora. Nunca matei nem um mosquito nada!

GLINDA: Não há engano nenhum.

DOROTHY: Juro. Não matei ninguém. Nem sou Bruxa.

GLINDA: Se não foi você, foi sua casa, o que dá no mesmo. Veja, existem dois pés aparecendo
por baixo daquela viga que sustenta a casa.

DOROTHY: ( Com os olhos arregalados) Santo Deus!...Quem era?

GLINDA: A Bruxa Malvada do Leste.

DOROTHY: Gente, mas eu não tenho culpa se a casa caiu em cima da coitada.
GLINDA: Não se preocupe ela era má mesmo... dominou as camponesas e os anões por longos
anos. .

DOROTHY: A senhora é a rainha deles ?

GLINDA(corrigindo Dorothy): SENHORITA..não! Apenas amiga. Ao saber da morte da Bruxa


Malvada do Leste, corri para cá.

DOROTHY: onde eu estava com a cabeça... Muito prazer, me chamo Dorothy.

GLINDA: Ficou apenas seu par de sapatos de Ruby. (pega os sapatos e entrega-os a Dorothy)
agora são seus, minha querida. Podem ser úteis a você. São poderosíssimos!

DOROTHY:obrigada... A senhor- rita... é uma Fada? Fada de verdade?

GLINDA: Bem...prefere me chamar assim? Sou menos poderosa que a Bruxa Malvada
que acaba de morrer. Agora, existe apenas uma Bruxa má na Terra de Oz.

DOROTHY: Ela é tão má assim?

GLINDA: Má? Menina...Nem lhe conto! Agora esses sapatos são seus, dizem que eles possuem
poderes mágicos.
DOROTHY: Engraçado! Minha tia Ema sempre disse que as fadas e bruxas tinham morrido há
muito tempo.

GLINDA: Quem é tia Ema?

DOROTHY: É minha tia que mora no lugar de onde eu vim.

GLINDA- Como é lá?

DOROTHY- Lá é um lugar civilizado.

GLINDA: Nos lugares civilizados não há mais Bruxas nem Fadas. Muito menos feiticeiros ou
mágicos.

DOROTHY: Mágicos de circo eu garanto que tem, são mágicos de mentirinha serve só para
enganar.

GLINDA: Por a caso conhece o Mágico de Oz ?

DOROTHY- Quem é OZ?

GLINDA- Oz é o mais poderoso de todos e vive na cidade das Esmeraldas


.
DOROTHY- Ah sim...Mas vocês podem me ajudar a encontrar o caminho de volta para casa?
Tia Ema e tio Henry já devem estar preocupados comigo.

GLINDA ( balançando a cabeça negativamente.) : Infelizmente não...Se quiser, pode viver


conosco
DOROTHY- ( Lamentando ) Não posso, preciso voltar para casa.
( Dirige-se humildemente a Fada do Sul) Por favor me ajude a descobrir um caminho de
volta para minha casa.

GLINDA: Então, você tem que ir à Cidade das Esmeraldas. Lá você vai encontrar o Mágico de
Oz. Ele vai te ajudar.

DOROTHY: E como posso chegar até lá?

GLINDA: Você irá caminhando por aquela estrada pavimentada de pedras amarelas

DOROTHY- O caminho é perigoso?

GLINDA – É... um pouco.

DOROTHY: A senhora vem comigo?

GLINDA: ( Abraça Dorothy e dá lhe um beijo deixando a sua marca). Não posso! Mas, vou
protegê-la. Fique tranquila. Ninguém lhe fará mal por causa dos sapatos.. Boa viagem! (sai.
Dorothy caminha pelas flores amarelas no palco feitas de papel crepom.)

DOROTHY- Adeus Fada boa do Sul...

GLINDA- Boa sorte.

(Fecha as cortinas o encontro de Dorothy com o Espantalho)

CENA 2
O ESPANTALHO

DOROTHY- ( Caminha em direção a cidade das Esmeraldas, durante a caminhada para um


pouco, come alguma coisa e conversa com seu cachorro Totó). Será que o grande OZ nos
ajudará? Sei que é um cão inteligente. Será que a Cidade das Esmeraldas ainda está longe
Totó?

ESPANTALHO- (Brinca o espantalho com voz rouca) Cãozinho esperto!

DOROTHY- Quem falou com você Totó?

ESPANTALHO- Fui eu.

DOROTHY- Eu quem?

ESPANTALHO- Eu! Aqui não está me vendo? Nunca viu um boneco falar?

DOROTHY- Não!

ESPANTALHO: (pendurado) Bom dia! Como é o seu nome menina?

DOROTHY- Dorothy. E o seu?


ESPANTALHO-Não tenho nome, pode me chamar de espantalho mesmo.

DOROTHY: Ótimo. E você como está?

ESPANTALHO: Bem... Não é nada divertido passar dias e noites, espetado aqui em cima só para
espantar pássaros.

DOROTHY- Por que não desce daí?

ESPANTALHO- Não posso a não ser que me desprenda.

DOROTHY- Será que dou conta? (Dorothy levanta os dois braços tira o boneco da estaca,
colocando-o de pé ao seu lado, ele vai tentar andar e cai várias ).Você é muito leve.

ESPANTALHO- (Ajeitando o chapéu na cabeça)- agora me sinto outro homem.

DOROTHY-Legal.

ESPANTALHO- Esta perdida? Nunca lhe vi por aqui.

DOROTHY- Sim. Vou a Cidade das Esmeraldas pedir ao Grande OZ para voltar para casa.

ESPANTALHO- Quem é esse Grande OZ?

DOROTHY- Você não sabe?

ESPANTALHO- (Triste) Nada sei desta vida não tenho cérebro, portanto não posso raciocinar.

DOROTHY- ( Comove-se) Oh!...Sinto muito! .

ESPANTALHO: Se eu pedir um cérebro, ele me daria?

DOROTHY: Por que você quer um cérebro?

ESPANTALHO: Eu sou todo feito de palha, não tenho miolo e por isso não consigo pensar
direito sou um tolo. Preciso de inteligência.

DOROTHY- Quer viajar comigo?

ESPANTALHO-(Alegre) Claro!

DOROTHY- Então pé na estrada!

ESPNTALHO- Advinha qual é coisa que mais tenho medo neste mundo?

DOROTHY- Já sei do fazendeiro.

ESPANTALHO- Errou. De um fósforo aceso. ( Os dois dão risadas.) Você tem um bom coração
menina! Seremos amigos para sempre.

DOROTHY- Com certeza!


ESPANTALHO- Não entendo como quer deixar este lugar tão lindo e voltar para um lugar tão
seco e cinzento!

DOROTHY- Você não iria entender... Que tal me contar a sua história?

ESPANTALHO- Minha vida é tão curta e simples como a desta florzinha.

DOROTHY- Mesmo assim quero saber.

ESPANTALHO- Esta bem eu conto. Fui criado anteontem, o que aconteceu antes do mundo é
um grande mistério para mim.

DOROTHY- Não fique assim.

ESPANTALHO- Sempre assustava os pássaros...


.
DOROTHY- Tinha muitos pássaros para espantar?

ESPANTALHO- Sim, principalmente os corvos. Assim que me viam fugiam para longe, achando
que eu era um homem de verdade.

DOROTHY- Que legal.

ESPANTALHO- Eu me sentia importante. Mas logo veio a decepção, um velho corvo pousou no
meu ombro e disse: Aquele fazendeirozinho pensou que iria me enganar com você, que não
passa de um espantalhozinho de nada recheado de palha. Mas depois de comer tudo me
consola dizendo: Se você tivesse um cérebro, seria um homem até melhor do que muitos que
existem por aí.

DOROTHY-(Bate palmas) Está vendo todo mundo tem uma história.

ESPANTALHO- Então resolvi lutar por um cérebro. É triste ser um eterno boboca!

DOROTHY- Vamos a cidade das Esmeraldas!

CENA 3
MULHER DE LATA

(Caminham. O Espantalho se atrapalha e cai nos buracos que vão aparecendo. Escuta um
gemido agonizante da Mulher de Lata.)

DOROTHY: O que é isso? Que gemido é este?

ESPANTALHO: (outro gemido mais dolorido ainda.) Nem imagino, parece que vem daquele
lado.

DOROTHY: Também acho.

ESPANTALHO-( Espantalho brinca com Dorothy e se esbarra em cima da Mulher de Lata.) O


que é isto?
DOROTHY- Parece uma mulher de lata
.
MULHER DE LATA- Bom dia, menina.

DOROTHY- Bom dia, Senhorita.

ESPANTALHO- Foi você que gemeu?

MULHER DE LATA- Sim. Há mais de um ano faço isso, mas ninguém aparece para me socorrer

DOROTHY- Posso ajudá-la?

MULHER DE LATA- Pode, sim pegue a lata de óleo na minha cabana e lubrifique as minhas
juntas.

DOROTHY- Começo por onde?

MULHER DE LATA- Pelo pescoço.

DOROTHY- Aqui está muito enferrujado. (A menina coloca óleo em todas as articulações do
pescoço. Estava tão emperrado que o Espantalho foi obrigado a pegar a cabeça da Mulher de
lata e movê-la.)

MULHER DE LATA- Muito obrigado. Sem a ajuda de vocês passaria o resto da minha vida neste
lugar, totalmente imobilizada.

DOROTHY- Não se preocupe. Faríamos isso pra qualquer um numa situação assim
.
MULHER DE LATA- Belo gesto menina. Qual é o seu nome?

DOROTHY- Dorothy, e o seu?

MULHER DE LATA-Quando era de carne e osso, era Tina. Depois que fui reconstruída com lata,
o pessoal começou a me chamar de Mulher-de-Lata.

ESPANTALHO- Então era de carne e osso?

HOMEM- Era.

DOROTHY- Aposto que foi encantada pela fada má.

MULHER DE LATA- E o que vocês fazem por aqui?

DOROTHY E ESPANTALHO- Vamos a cidade das Esmeraldas falar com o Grande OZ.

MULHER DE LATA – Para quê?

DOROTHY- Vou pedir a ele que me mande de volta para casa.

ESPANTALHO- E eu vou pedir um cérebro.


MULHER DE LATA- ( Ficou pensativo) Não tenho coração. Será que OZ me daria um?

DOROTHY- Acho que sim. Seria tão fácil como dar cérebro ao Espantalho.

MULHER DE LATA- Posso acompanha-los?

ESPANTALHO- É Claro! ( Cada um segura em um dos braços da menina.)

MULHER DE LATA- ( Dirige-se a menina) Você poderia guardar esta lata de óleo na sua cesta?

DOROTHY- Sim.

ESPANTALHO- Espero ganhar um cérebro do Grande Oz.

MULHER DE LATA- Pra mim um cérebro não tem importância.

ESPANTALHO- Diz isso porque deve ter um bom cérebro.

MULHER DE LATA- Não tenho. Minha cabeça é completamente oca. Mas já


tive cérebro e coração. E, por ter experimentado os dois prefiro duas vezes o coração.

ESPANTALHO- Por que?

HOMEM DE LATA- Isso é uma longa história.

DOROTHY e ESPANTALHO- Conta pra nós

MULHER DE LATA- Já que insistem. Sempre fui uma criatura normal. Um dia, logo que cresci,,
me apaixonei por um lindo rapaz. Sério, ele era um gatinho..

ESPANTALHO- Que lindo!

MULHER DE LATA- Ele também ficou caído de amores e combinamos casar o mais rápido
possível. Quando ele disse isso à velha com quem trabalhava, que ia se casar e mudar para
outra cidade foi o meu fim.

DOROTHY – Já posso imaginar o que ela fez.

MULHER DE LATA- Não deu outra, a Bruxa Malvada enfeitiçou o machado do meu pai..

ESPANTALHO- E ai?

MULHER DE LATA- Um dia quando estava ajudando com meu pai, a ferramenta escapuliu de
suas mãos e cortou-me a perna esquerda. Fui até um funileiro e pedir para ele fazer outra
perna. De lata é claro.

DOROTHY- Continue...

MULHER DE LATA- Você acha que a Bruxa Malvada me deixou em paz?

ESPANTALHO- Acho que não!


MULHER DE LATA- Acertou. Ela tiririca de raiva ordenou ao machado que me arrancassem a
cabeça e partisse todo meu corpo em pedaços.

DOROTHY- Oh!

MULHER DE LATA- O bom funileiro ficou penalizado comigo e me reconstituiu todo em lata.
Mas para a minha tristeza, não fez o coração! Sem coração, perdi todo amor pela rapaz. E aí
desmanchei o noivado.

DOROTHY-(Leva uma das mãos à boca, admirada)- Você perdeu uma das coisas mais
importante da vida, o amor.

MULHER DE LATA- Por outro lado sinto orgulho do meu novo corpo.

ESPANTALHO- Por que quer um coração?

MULHER DE LATA- Ora!.. Pretendo me apaixonar de novo.

DOROTHY- ( Com os olhos cheios de água) Fiquei muito emocionada com a sua história.
GLINDA NARRADORA: (Dorothy segue com seus novos amigos a caminho da Cidade das
Esmeraldas irá enfrentar muitas dificuldades.)

DOROTHY- ( Cansada) falta muito para chegarmos a cidade das Esmeraldas?

MULHER DE LATA- Não faço a menor ideia papai já esteve lá uma vez. Reclamava muito da
lonjura, mas disse que era muito bonita.

DOROTHY- Estou com medo.

ESPANTALHO- Deixa de bobagem amiga!....Você está protegida por esses sapatinhos.

DOROTHY- E o Totó?

MULHER DE LATA – Em caso de perigo tomaremos conta dele.

CENA 4
O LEÃO

( Nisso um Leão gigante pula na frente deles corre atrás do Espantalho, derruba a Mulher de
Lata, quando parte para cima do Totó Dorothy o enfrenta)

DOROTHY- (Gritos) Seu covarde! Seu covarde! Por que não procura alguém do seu tamanho?

LEÃO-( Recua um pouco apreensivo) Não mordi ninguém.

DOROTHY- ( irritada) Mais queria morder. Covarde!

LEÃO- Isso eu já sei!

MULHER DE LATA- Covarde e metido a besta!


DOROTHY- Espancar um homem de palha, como o Espantalho.

LEÃO- De palha?

DOROTHY- Sim de palha.

LEÃO- Por isso que ele saiu voando por cima da cerca. O outro também é de palha?

DOROTHY- Não. De lata.

LEÃO- E que bichinho era esse, querendo me atacar?

DOROTHY- É meu cachorro de estimação Totó.

ESPANTALHO- Ele também é de palha?

DOROTHY- Não. É feito de carne e osso, como eu e você.

LEÃO- ( Arrependido) Só mesmo um covarde como eu atacaria um bichinho deste.


DOROTHY – ( Com pena do Leão) Por que é tão covarde, hem?.

LEÃO- Não sei, nasci assim. Só tenho barulho. Se um Urso, um Tigre ou um homem me
enfrentar fujo de medo.

ESPANTALHO- ( Recuperando do susto) Não acredito!.. O Rei dos Animais não pode ser tão
covarde.

LEÃO- ( Enxugando as lágrimas com a pata) Sou mesmo um infeliz! Meu coração dispara ao
menor perigo.

MULHER DE LATA- Deve ter alguma lesão no coração.

LEÃO- Pode até ser.

ESPANTALHO- Você tem cérebro?

LEÃO- Acho que sim.

ESPANTALHO- Eu não. Minha cabeça é cheia de palha. Pedirei a Oz um cérebro.

MULHER DE LATA- ( Tom melancólico.) Preciso de um coração.

DOROTHY- ( Apressada) E eu, que me mande de volta para casa.

LEÃO-( Interessado) Será que o grande Oz me daria um pouco de coragem?

DOROTHY- Acho que sim.

LEÃO- Eu posso ir com vocês?

ESPANTALHO- Seria muito bom. Você assustará as feras que surgirem no caminho.
LEÃO-Eu assustar outras feras? (Gargalha)

DOROTHY- O papo está bom mas temos que darmos o fora daqui.

MULHER DE LATA–(Esmaga sem querer um besouro e morre de remorso, chora que chega a
soluçar.)- Coitadinho do besouro . De hoje em diante tenho que olhar por onde piso.

(Saem de cena)

B.O

DONA RUTE- ( apenas sua voz durante o B.O) Agora com mais um companheiro Dorothy segue
a caminho da Cidade das Esmeraldas. Ao chegar no Castelo do Poderoso Oz são impedidos
pelo guarda.

Leão- Este deve ser o Castelo do poderoso Oz. E agora, como fazemos para entrar?

MULHER DE LATA- Em certas ocasiões eu sou a favor da força bruta. Da uma cabeçada ai Leão.

LEÃO: quem deveria dar uma cabeçada é você. Afinal, o único que é de lata aqui é você!

DOROTHY- Parem de discutir! Aqui deve ser a cidade das Esmeraldas

GUARDA - O que desejam na Cidade das Esmeraldas?

TODOS- Ver o Grande Oz.

GUARDA 2- Há anos que ninguém me pede para vê-lo

ESPANTALHO- Já nos disseram que OZ é um sábio bondoso.

GUARDA 1- Realmente ele governa a Cidade das Esmeraldas com sabedoria e bondade, mas
para os que são desonestos ele é terrível. Antes de entrar terão que responder duas
perguntas.

ESPANTALHO- Pois não, pode fazer!!

GUARDA: O que é ?O que é ?que cai em pé e corre deitado?

ESPANTALHO – ora, a Chuva.

GUARDA - Muito bem!

TODOS- Batem palmas.

GUARDA – Agora, a segunda e última pergunta. O que é surdo e mudo? Mas conta tudo?

ESPANTALHO – Deixe-me ver... huuum... JÁ SEI! O livro!!

GUARDAS- Acertaram. Podem entrar. Porém ele manda informar que irá atender um de cada
vez. primeiro será o Leão. Pode entrar...
( O Leão vai ao encontro do grande OZ )

MÁGICO DE OZ- Sou Oz, o Terrível! Quem é você e o que deseja?


LEÃO- Sou um leão, medroso pra danar. Vim pedir ao Grande Oz coragem para ser o Rei dos
Animais.

MÁGICO DE OZ- E por que lhe faria esse favor?

LEÃO- O senhor é o Mágico dos Mágicos, o único capaz de satisfazer minha necessidade.

MÁGICO DE OZ- Em troca o que me dará?

LEÃO- É só pedir, Grande Mágico

MÁGICO DE OZ- Quero a morte da Bruxa má do Oeste. Enquanto ela estiver viva, permanecerá
medroso e covarde.

LEÃO: Da Bru-Bru-Bru... Bruxa má do oeste? Não teria como desenrolar algo mais fácil não?

MÁGICO DE OZ: saia imediatamente!

(Sai o leão e chama o próximo)

(Mulher de lata entra em cena)

MÁGICO DE OZ- Sou OZ, o terrível !..Por que me procura?

MULHER DE LATA – Venho implorar ao grande OZ que me dê um coração e me torne igual aos
outros do Reino.

MÁGICO DE OZ- E por que motivo devo fazer isso?

MULHER DE LATA- Somente o senhor poderá me ajudar.

MÁGICO DE OZ- Se deseja um coração deve lutar para merecê-lo.

MULHER DE LATA- Lutar como? Olha senhor Oz, já sofri demais nessa vida. Eu só preciso do
meu coração para encontrar meu grande amor...

MÁGICO DE OZ- Simples, ajude o Leão a liquidar a Bruxa má do Oeste. Feito isso, lhe darei o
maior e mais amoroso dos corações.

MULHER DE LATA: Jura de mindinho? Não vai voltar atras, né ? Vou cobrar hein... adorei sua
voz.

(Mulher de Lata sai de cena)

MÁGICO DE OZ : Que entre o próximo...

( O Espantalho se curva diante do grande Oz )


MÁGICO DE OZ- Sou Oz, o Grande!.. Quem é você? Por que me procura?

ESPANTALHO- Oh, poderoso Oz! Sou um pobre Espantalho, recheado de palha e sem cérebro.
Desejo um pouco de inteligência para pensar e ser de carne e osso como qualquer de seus
súditos.

MÁGICO DE OZ - E por que devo fazer isso por você?

ESPANTALHO- O senhor é um mágico generoso.

MÁGICO DE OZ -Não faço favores sem recompensa.

ESPANTALHO- ( Franze a testa) Me desculpe, poderoso Oz, não entendi.

MÁGICO DE OZ- ( Aperta as sobrancelhas) Simples você precisa de um cérebro, não é? Pois
bem, terá seu cérebro. Em troca, quero que mate a Fada Malvada do Oeste.

ESPANTALHO- Fez o mesmo pedido ao Leão e a Mulher de Lata!

MÁGICO DE OZ- E daí? Minha politica é esta; pouco me importa que vá lá liquida a Fada..
Enquanto ela viver, não atenderei seu desejo, nem o de ninguém. Adeus Boa Sorte!

ESPANTALHO: Mas que mágico grosseiro... Dorothy, é a sua vez !!

(Sai espantalho)

(Entra Dorothy)

MÁGICO DE OZ- Sou Oz, o Grande! O terrível! Quem é você ? O que deseja?

DOROTHY-( Meio gaguejando, mas sem perder a coragem.) Sou Dorothy, pequena e meiga.
Quero ajuda do Grande Oz.

MÁGICO DE OZ- Onde conseguiu esses sapatos?

DOROTHY- Eram da Btuxa má do Leste. Por Azar, minha casa a matou.

MÁGICO DE OZ- E essa marca na testa?

DOROTHY- É a marca do beijo da Fada do Norte. Pediu-me para procurá-lo.

MÁGICO DE OZ- Muito bem, que deseja de mim?

DOROTHY- Que me mande de volta para minha casa.

MÁGICO DE OZ- E por que devo fazer isso por você?

DOROTHY- Porque tem poderes mágicos e além disso eu sou uma pobre menina desamparada
.
MÁGICO DE OZ- Será?...Mas foi capaz de matar a Bruxa má do Leste.

DOROTHY- Foi um acidente, eu juro


MÁGICO DE OZ- Tudo bem ganharei o quê satisfazendo a sua vontade?
DOROTHY- Não havia pensado nisso.

MÁGICO DE OZ- ( Com uma risadinha ameaçadora) Comigo é toma lá, dá cá!

DOROTHY- O que devo fazer?

MÁGICO DE OZ- É bem simples o que vou lhe pedir.

DOROTHY- Pode falar Grande Oz.

MÁGICO DE OZ- Basta destruir a Bruxa má do Oeste.

DOROTHY- ( Leva um susto.) Não, não posso. Nem tenho poderes para tanto!

MÁGICO DE OZ-(Dar risada) Como não?...Você matou a Bruxa má do Leste se apoderou dos
sapatos encantados. Pode muito bem matar a última Bruxa Malvada que vive na Terra de OZ.

DOROTHY- Não posso. Se o senhor não pôde acabar com ela, como espera isso de mim?

MÁGICO DE OZ- Chega de lenga- lenga. Quando acabar com essa Bruxa Malvada, prometo
enviar você de volta para sua casa. Antes nem pensar.

DOROTHY- ( Com um aperto no coração) Nunca matei, por querer, nem um mosquito.

MÁGICO DE OZ- O Problema é seu e de seus companheiros determina Oz

DOROTHY: Que grosseria!!!

LEÃO: Mas não tem outro jeito, temos que ir ao Castelo da Bruxa ao oeste. Não se preocupe
que eu defenderei vocês!

MULHER DE LATA: Gostei de vê Leão.

ESPANTALHO: Isso não está me parecendo correto...

DOROTHY: Mas infelizmente eu preciso voltar pra casa.

LEÃO: Vamos atras daquela bruxa asquerosa e dar um fim a sua onda de terror. Seremos
reconhecidos por todos os cidadãos.

Todos: vamos !!

(Todos saem de cena)


CENA 5
O LIVRO

ALANA – Espera um pouco ai... Por que a “Senhorita” Glinda não levou a Dorothy para casa?
Afinal, ela possui os sapatos mágicos...que por sinal, deveria pertencer a verdadeira herdeira, a
Bruxa má do oeste...

Dona Rute: Exatamente Alana. Os sapatinhos deveriam pertencer a bruxa má do oeste... mas
vocês já se perguntaram o motivo dela ter recebido essa “fama” de “malvada” no reino de Oz?

Alana: Pelo visto, por ser verde e nariguda (gargalhando)

DONA RUTE: Maravilhosa observação senhorita Alana. Durante anos essa versão da história
foi contada... Mas vocês gostariam de saber como realmente aconteceu?

ALANA: Mas é Claro Dona Rute. Esperem! Aonde vocês vão? Ela contará a melhor parte...

DONA RUTE: Pequena Alana. Há pessoas que não se interessam em ouvir o outro lado da
moeda. Pra elas é muito mais cômodo...

ALANA: Então porque é de meu interesse. Afinal, isso é apenas uma história.

DOMA RUTE: Toda história há um pingo de verdade... E se te interessou, talvez tenha se


identificado. Aqui está, lhe apresento meu querido “Wicked”.

ALANA: Wicked? Mas Wicked não significa Livro... Wicked quer dizer “malvado”.

DONA RUTE: Menina esperta... Este livro é mágico e carrega os maiores segredos deste reino
colorido.

ALANA: Mas Senhorita Rute, ele está em branco...

DONA RUTE: Então se prepare e leia com atenção. Lembre-se: veja onde os olhos não
alcançam... veja onde os olhos não alcançam... veja onde os olhos n...

ALANA: Veja onde os olhos não alcançam... veja onde os olhos não alcançam...

( Dona Rute conta a história )

Dona Rute: Era uma vez no Reino de Oz , muitos anos antes da vinda de Dorothy... a Historia
Elphaba, a bruxa má do oeste.

ALANA: Senhorita Rute, Por que existe Maldade?

DONA RUTE : É uma ótima pergunta! As pessoas nascem más, ou será que a maldade é lançada
sobre elas? Afinal, ela teve uma infância, ela teve um pai... se é que pode chama-lo de pai...

PAI DE ELPHABA: Querida, já vou pra assembleia!

DONA RUTE: E ela tinha uma mãe, como tantos de nós...


PAI DE ELPHABA: INCÔMODO É DEIXAR VOCÊ SOZINHA

MÃE DE ELPHABA: É SÓ UMA NOITE, NADA MAIS...

PAI DE ELPHABA: MAS SAIBA QUE EM MEU CORAÇÃO NÃO TE ESQUEÇO JAMAIS

DOMA RUTE: E, como toda família, eles tinham seus

ALANA : segredos?

(Pai de Elphaba sai de cena e Amante entra em cena.)

AMANTE ( Magico de Oz )
BEBA ESTE ELIXIR Ó MINHA DEUSA
TENHO ESTA NOITE PRA TE AMAR
O VERDE ELIXIR É SABOROSO
DEIXA O NOSSO ENCONTRO MAIS GOSTOSO MEU ENCANTO, MAIS UM GOLE, EU GARANTO
VOCÊ VAI GOSTAR

MÃE DE ELPHABA: Por favor, me leve com você! Seja o meu novo marido... podemos fugir e se
casar...

Magico de Oz: Perdão minha querida mas sou um homem um tanto “ocupado” se é que me
entende... São muitas pretendentes... aqui está (puxa um papel do bolso)...

MÃE DE ELPHABA: o que seria isso ?

MAGICO DE OZ: a senha de número 257 . Quem sabe após está noite ela pode ser reduzida ao
número 57?

MÃE: ó meu querido...

(Sai o mágico de Oz)

DONA RUTE
Mas desde quando nasceu ela era... Bom... Diferente!

(Pai de Elphaba e Parteira entram em cena.)

PARTEIRA: É hora!

PAI DE ELPHABA: Já?!

PARTEIRA: Chegou a hora!

PARTEIRA: OLHA O NARIZ

PAI DE ELPHABA: OLHA ELA AÍ

PARTEIRA/PAI DE ELPHABA: UM BEBÊ ASSIM, TÃO LINDO, EU NUNCA...


PAI DE ELPHABA: POR OZ!

MÃE DE ELPHABA: Mas o que foi que aconteceu?!

PARTEIRA: NÃO PODE SER?

PAI DE ELPHABA: ASSUSTADOR!

PARTEIRA: QUE TRAGÉDIA!

PAI DE ELPHABA: QUE HORROR!

PARTEIRA/PAI DE ELPHABA: MAIS PARECE UM ALFACE


EU NUNCA VI BEBÊ QUE NASCE...

TODOS EM CENA: VERDE!

PAI DE ELPHABA: Tira isso daqui... TIRA ISSO DAQUI!

(Pai de Elphaba e Parteira saem de cena)

DONA RUTE: Viram só? Não deve ter sido fácil!

CENA 6
WICKED

ALANA: Meu Deus, que tamanho preconceito! Coitadinha...


Senhorita Rute, espere um minuto. Aqui diz...

DONA RUTE: Está conseguindo enxergar a história? Então leia pra mim...

ALANA: aqui diz o seguinte... “Glinda, é verdade que você foi amiga dela ?”

GLINDA: Eu... Bem, eu... Sim! Bem, depende do que você quer dizer com "amiga". Eu a
conhecia. Quer dizer, nossos caminhos se cruzaram ainda no colegial....

(Entra Elphaba criança e Glinda criança)

GLINDA: Mas entendam, foi há muito tempo. E éramos muito jovens...

ELPHABA: O quê? O que estão olhando?! Ah... Tem ervilha no meu dente?! Tudo bem...
Vamos acabar logo com isso! Não, não estou enjoada, sim, eu sempre fui verde e não, eu não
comi capim quando criança!

PAI DE ELPHABA: Elphaba! Pare de fazer seus shows! Lembre-se que estou te mandando para a
escola somente por um motivo...

ELPHABA: Eu sei papai... eu devo me tornar uma boa menina...

PAI DE ELPHABA: e ??
ELPHABA: Ser um exemplo para minha irmãzinha Nessarose...

PAI DE ELPHABA: eee?

ELPHABA: Não questionar qualquer ordem.

PAI DE ELPHABA: Agora vá e fique longe de problemas...

ELPHABA: sim papai...

GLINDA: “FIQUE LONGE DE PROBLEMAS” aquele era seu pai? Que velho ranzinza.

ELPHABA: Nem me fale. Ah sim, me chamo Elphaba. Muito prazer. Eu sempre fui verde e não,
não comi (sendo interrompida)

GLINDA: “Comi Capim quando era criança”. Eu ouvi tudo. Prazer, Galinda...Então quer dizer
que você tem uma irmãzinha?

ELPHABA: Exatamente, ela se chama Nessarose. Meu pai me trouxe até a essa escolinha, afim
deu me tornar uma pessoa melhor...é que sabe, eu sou muito malvada...

GLINDA: Até eu seria malvada se tivesse essa cor lindamente trágica (sorrindo
descontroladamente, parando aos poucos) Mas como pode ver, eu sou filha de um dos
membros mais ricos do reino de Oz. Afinal, já deve ter ouvido falar de papai...

ELPHABA: papai? Ah sim claro... papai... (sorrindo desconcertada)

GLINDA: E futuramente eu serei a rainha de todo esse reino, você sabia? Afinal, eu sou a figura
mais bondosa, mais carismática, mais bonita, a mais popular.

ELPHABA: E também a mais convencida....

GLINDA: O que você disse?

ELPHABA: Eu? Nada... Ora

GLINDA: Acho bom...

ELPHABA: Ora, quer saber? Isso mesmo que você ouviu... con-ven-ci-da!! Se não gostou, colar
de beijos pra você (faz movimento de beijos)

GLINDA: Sua... sua ...

ELPHABA: Sua o que ?

GLINDA: sua...Malvada!

ELPHABA: Malvada? Tudo bem, já que insistem... sim, eu sou malvada, felizes agora? (Vai em
direção a Glinda) Loira boazinha, fique carequinha, loira boazinha, fique carequinha...

GLINDA: O que você está fazendo sua aberração?


ELPHABA: Treinando meu novo feitiço.

GLINDA: Feitiço? Além de verde você também é uma bruxa? Mããeeeeee (sai correndo de
cena)

ELPHABA (rindo a beça): Até mais Galinda. Ou melhor, Careglinda (rindo a beça)

CENA 7
POPULAR

ALANA: Anos mais tarde, Elphaba cresceu e decidiu aprimorar seus talentos e iniciou seus
estudos na faculdade de Fadas mais bem conceituada de toda Oz . Elphaba teve uma de suas
maiores surpresas...

ELPHABA: Para quem não conhece, essa é minha irmã mais nova, Nessarose! Como podem ver
ela tem uma cor perfeitamente normal! (Dialogando com a plateia)

PAI DE ELPHABA: Elphaba! Pare de fazer seus shows! Lembre-se que estou te – (sendo
interrompida oela Elphaba) mandando para a escola somente por um motivo...

ELPHABA: “Mandando para a escola somente por um motivo..” Eu sei, cuidar da Nessarose.

PAI DE ELPHABA: Minha garotinha preciosa, um presente de despedida pra VO-CÊ!

NESSAROSE: Ah, pai... Sapatos com joias! Que tamanha delicadeza! Amei.

PAI de ELPHABA: Elphaba cuide da sua irmã e tente não falar tanto.

(Pai de Elphaba e Nessarose sai de cena)

NESSAROSE: Elphaba...

ELPHABA: Bem... o que ele poderia me dar? Eu não combino com nada, não é nesmo?

NESSAROSE: Está enganada! Você é linda e pura de coração. Se o mundo conhecesse você
assim como eu conheço, pensariam duas vezes antes de vociferar coisas repugnantes ao seu
respeito... começando pelo papai.

ELPHABA: Mas você sabe que a culpa de você ter nascido assim é toda minha. Se eu não fosse
verde , mamãe não precisaria tomar...

NESSAROSE: já chega Elphaba. Viemos até aqui para nos tornarmos ótimas fadas! Vale lembrar
que você é a que possui um maior rendimento nos assuntos referentes a magia. Olha só, talvez
essa linda moça atras de você saiba do que se trata...

GLINDA: Como o mundo é pequeno não é mesmo? Prazer ELPHABA... lembra de mim?
(Apertando a mão de Elphaba) e quem é essa linda e encantadora fadinha?
ELPHABA: GALINDA...

GLINDA: GLINDA! (Se vira para a platéia) é meu nome artístico...

NESSAROSE: GLINDA? A Fada mais popular de toda Oz? Quanta honra... não repare minhas
roupas.

GLINDA: Pra tudo tem um jeito... exceto pra sua irmã (gargalhando)

(INICIA A MUSICA POPULAR)

ela sabe que é brincadeira... somos amigas de muitos anos...não é mesmo Elphinha? (Bate nas
costas de Elphaba)

NESSAROSE: ELPHABA, por que não me disse que conhecia a senhorita Glinda? Ela é bondosa,
carismática, bonita e também a...

GLINDA: (completando Nessarose) mais popular... página 22 do manual do catálogo das Fadas
Perfeitas...

NESSAROSE: ELPHABA você tem muito o que aprender com a Glinda. Com certeza seremos
ótimas amigas.

ELPHABA: Com certeza eu tenho muito o que aprender...

NESSAROSE: Glinda, se não for muito incomodo... você poderia me tornar uma Fada mais
elegante e atraente? Afinal, já estou na hora de encontrar um pretendente.

ELPHABA: Quer parar com isso? Eu estou aqui para te vigiar...

GLINDA: Nessarose por a caso você é propriedade de alguém?

NESSAROSE: não...

GLINDA: Por a caso você pertence a alguém?

NESSAROSE: não...

GLINDA: então seja livre ... Em breve te auxiliarei nas suas vestimentas e de quebra conseguirei
um pretendente pra você, querida.

NESSAROSE: Você é incrivelmente fantástica!

ELPHABA: Você está enganada se acha que ela levará isso tudo adiante? Nessarose precisa de
proteção e cuidado.

GLINDA: sabe o que eu acho? Que você se preocupa muito com as pessoas e deixa de cuidar
de si mesma... Olha essa sobrancelha, está um horror! E esses óculos? Assusta qualquer
pretendente...

ELPHABA: Mas eu não vim até aqui afim de pretendentes... eu vim para estudar magia. Eu sou
uma fada muito poderosa. Quer ver ?
(Entra MADAME MORRIBLE)

MADAME MORRIBLE: Bem-vindos! Bem-vindos, novos alunos! Eu sou madame Morrible,


reitora da Universidade! E se estão aqui para estudar Leis, Lógica ou "linguificação" nós temos
apenas as maiores esperanças... Para alguns de vocês!

NESSAROSE: Com licença!

(Madame Morrible vira-se para Nessarose, Elphaba está atrás dela.)

MADAME MORRIBLE: Você deve ser a filha do governador, Srta. Nessarose, não é? Que rosto
tragicamente lindo você tem! E quem é ...

(Elphaba cutuca Madame Morrible, que a vê e se assusta.)

ELPHABA: Eu sou a outra filha, Elphaba! Eu sou lindamente trágica.

MADAME MORRIBLE; Bem, tenho certeza que você é muito brilhante!

GLINDA: Brilhante? Ela é fosforescente!

MADAME MORRIBLE: Agora vou fazer a distribuição dos quartos!

(GLINDA ERGUE A MÃO)

MADAME MORRIBLE: É sobre a distribuição dos quartos?

GLINDA: Oh não, obrigada por perguntar, Madame Morrible. Mas eu já fui colocada em uma
suíte particular

MADAME MORRIBLE
Você tinha uma pergunta?

GLINDA: Ah, sim! Eu sou Glinda, da terra mais ao norte... Por que eu já nasci no topo, né?
Talvez você se lembre da minha redação - Varinhas: São elas de condão ou sem "dão"!

MADAME MORRIBLE: Ah, sim... Entretanto, eu não dou essa aula todo semestre, claro que, se
alguém especial aparecesse...

GALINDA: Exatamente!

ELPHABA: Madame Morrible, nós não sabemos dos nossos quartos!

MADAME MORRIBLE: Ah, o governador deixou bem claro sua preocupação com o bem-estar
de sua irmã. Ela ficará no meu compartimento particular, onde eu posso ajudá-la quando
precisar!

ELPHABA: Mas eu sempre cuidei da Nessa ...

NESSAROSE Elphaba!
MADAME MORRIBLE: Mas ele nunca falou de você! Mas não se preocupe! Acharei algum lugar
para te colocar!
ELPHABA: Mas, madame...

GLINDA: Acho que ela nem leu a minha redação, preciso tirar isso a limpo!!

MADAME MORRIBLE: Atenção! Atenção, qual de vocês, gostaria de ser voluntariaria para
dividir o quarto com a Srta. Elphaba?

GLINDA: Madame Morrible!

MADAME MORRIBLE: Obrigado, querida, é muita bondade sua!

GLINDA: O quê?

MADAME MORRIBLE: Veja, Srta. Elphaba! Você vai ficar com a Srta. Glinda

ELPHABA: Você não entende!

MADAME MORRIBLE: Para seus quartos!

ELPHABA: Não, espere!

NESSAROSE: Elphaba, por favor! Vou ficar bem.

ELPHABA: Mas eu prometi ao papai!

MADAME MORRIBLE: Agora, para seus dormitórios!

ELPHABA: Solta ela! (Controla a cadeira de rodas com a força do


Pensamento)

(As luzes se apagam e ligam várias vezes, Madame Morrible, Galinda e os estudantes vão
para trás. Elphaba está segurando Nessarose)

MADAME MORRIBLE: Como você fez isso?!

GLINDA:Como ela fez isso?!

NESSAROSE: Elphaba! Você prometeu que as coisas seriam diferentes aqui

MADAME MORRIBLE: Quer dizer que... Isso já aconteceu antes?

ELPHABA: É que alguma coisa toma conta de mim, às vezes... Uma coisa que não consigo
descrever, mas... Tentarei me controlar! Desculpa, Nessa.

MADAME MORRIBLE: O quê?! Nunca se desculpe por talento! Talento é um dom! E esse é meu
talento especial: Encorajar talentos! Você já pensou em uma carreira de magia?

ELPHABA: Não...

MADAME MORRIBLE: Vou ser sua professora particular! E não aceito outros alunos!
GLINDA: O quê?!

MADAME MORRIBLE: NESSES ANOS DE ESPERA


NUNCA VI TALENTO IGUAL
EU SEI BEM QUE O MÁGICO BUSCA ALGUÉM COM POTENCIAL

ELPHABA: Espere... "O" Mágico?

MADAME MORRIBLE: MEU BEM QUE TAL?


VOU ESCREVER PARA ELE
E VOU FALAR DE VOCÊ
SE DEDIQUE A DOMAR SEU PODER
E O MÁGICO VAI NOTAR O DOM QUE TEM SE VOCÊ FOR BEM!

GLINDA: Madame Morrible!

MADAME MORRIBLE: Agora não, querida!

(Glinda, Madame Morrible e alguns estudantes saem de cena.)

ELPHABA: Ué? Não fizeram a minha vontade! Acho que preciso me deitar...

B.O

CENA 8
ÓDIO

(Voz de Dona Rute) DONA RUTE: naquela noite Elphaba e Glinda escreviam cartas para seus
pais...

(INICIA A MÚSICA “ÓDIO” )

GLINDA: Queridíssimos e foférrimos, Mamis e papis!

ELPHABA: Meu caro pai

GLINDA: HOUVE UMA MUDANÇA NO MEU QUARTO DE MANHÃ

ELPHABA: MAS EU VOU CUIDAR DA NESSA

GALINDA: MAS EU VOU DEIXAR DE LADO

GLINDA/ELPHABA
POIS EM CASA ME ENSINARAM MUITO BEM SIM...
TENHO QUE MORAR COM UMA
CERTA CIDADÃ...

GLINDA: ESTRANHA E EXCESSIVAMENTE EXÓTICA


E TOTALMENTE IMPOSSÍVEL DE DESCREVER...
ELPHABA: Loira!

GLINDA: QUE SENTIMENTO ESTRANHO NASCEU?

ELPHABA: BEM NO MOMENTO QUE O OLHO BATEU

GLINDA: MEU PULSO AUMENTA

ELPHABA: É UM TORMENTO

GLINDA: MEU SANGUE ESQUENTA

GALINDA/ELPHABA: QUE SENTIMENTO FERVE O CORAÇÃO TIRA ATÉ MEU CHÃO É....
ÓDIO! TUDO NELA ME DÁ ÓDIO!

GLINDA: O NARIZ

ELPHABA: A VOZ

GLINDA: QUE ÓDIO

GLINDA/ELPHABA: QUER SABER?


É UM HORROR
TUDO QUE ELA FAZ ME CAUSA DOR DÁ NO CORPO INTEIRO UM TREMOR E EU SÓ SINTO ÓDIO
UMA ESTRANHA EUFORIA
A MAIS PURA ANTIPATIA
É TÃO FORTE EM MIM
LOGO QUE CHEGOU TIROU MEU AR SINTO QUE ISSO VEIO PRA FICAR
E EU SÓ SINTO ÓDIO
ÓDIO
QUE NÃO TEM MAIS FIM!

ELPHABA: Búú!

GLINDA: Ai!!

(Glinda e Elphaba saem de cena)

ATO 2
CENA 1
DOROTHY GALE

ALANA: Nossa...elas se odiavam mesmo...

DONA RUTE: Você ainda não viu nada...

DOROTHY ADULTA: Olha só, aqui estão vocês! Dona Rute, iremos desligar a energia do
orfanato daqui a 20 minutos, precisa acompanhar a senhorita Alana ao seu dormitório logo
mais.
ALANA: Senhorita Gale , você não gostaria de nos acompanhar nessa leitura? A história está
emocionante...

DOROTHY ADULTA: Depende, qual livro estão lendo?

ALANA: Wicked...

DOROTHY ADULTA: Wicked... Mas esse livro está em branco.

ALANA: É que a senhorita não está lendo direito. Veja onde os olhos não alcançam...

DOROTHY: Eu já ouvi essa frase antes... (olha para a Dona Rute) mas eu nunca consegui
entender... Dona Rute você poderia me esclarecer uma coisa... (sendo interrompida por Rute)

DONA RUTE: Ainda não senhorita Gale... Deixe que a menina descubra por si só.

DOROTHY ADULTA: Alana, você poderia dar continuidade a essa história por favor? Algo me
soa tão familiar...

ALANA: Anos se passaram... e ambas se formaram na Universidade da Magia.


Elphaba se tornou uma bruxa renomada e Glinda uma Fada super popular. Tudo parecia bem,
até que ambas se apaixonaram pelo mesmo rapaz, chamado Fyero.. Porém, ele se encantou
pela beleza estranhamente exótica de Elphaba. A partir daí, a rivalidade entre as duas se
tornou ainda maior...

GLINDA: Se Fyero não for meu, ele não será de mais ninguém...

NESSAROSE: Glinda, você sabe que eu sempre lhe admirei, mas essa rivalidade entre você e a
minha irmã precisa terminar!

GLINDA: Terminar? Minha querida está apenas começando, chamarei os aldeões para caçar e
dar um fim em Fyero. Alegarei a todos os cidadãos de Oz que ele carrega uma doença
contagiosa e que poderia destruir todas as famílias que habitam na cidade das esmeraldas...

NESSAROSE: Glinda, isso é maldade! Não compactuarei com algo tão ardiloso!

GLINDA: Maldade? Maldade foi o que a sua irmã fez! Ela enfeitiçou o pobre Fyero para se
apaixonar por ela...

NESSAROSE: Você sabe que isso não é verdade! Elphaba e Fyero se amam de verdade!

GLINDA: Veremos em quem irão acreditar...

(Glinda sai de cena)

(ELPHABA entra em cena com Fyero)

NESSAROSE: ELPH, vocês precisam fugir o quanto antes! Glinda acionou os aldeões para tirar a
vida de Fyero. Ela alegou que ele possui uma doença contagiosa. Irmã, ela não descansará até
arruinar a sua vida !

FYERO: Elph precisamos fugir pra bem longe. Podíamos ir alem do arco íris. Lá é seguro...
ELPHABA: Fyero, eu só iria se minha irmã for comigo...

NESSAROSE: ELPH , eu iria atrasa-los...


ELPHABA: Não se eu pudesse impedir... Esses são os sapatos que papai lhe presenteou anos
atras?

NESSAROSE: são sim, por que ?

ELPHABA: Tentarei encanta-los... Vocifere tudo que está preso dentro de você... vamos,
vocifere!

NESSAROSE: EU... EU NUNCA QUIS DEPENDER DE VOCÊ! (Um dos pés se mexe)

ELPHABA: Por Oz, Nessa, esta dando certo! Continue...

NESSAROSE: EU SÓ QUERIA ANDAR, SE COLOQUE NO MEU LUGAR


RESTA PRA MIM SÓ PENA
ENQUANTO ESPERO UM ENCANTO CHEGAR

ELPHABA: EXCELENTE!

NESSAROSE: Meus sapatos! Parece que... eles estão pegando fogo!

(NESSAROSE se levanta)

ELPHABA: Nessa! Que bom! AGORA PODE ANDAR TAMBÉM ENFIM MEUS PODERES SÃO PRO
BEM! HOJE FIZ UM BEM !

NESSAROSE: Rápido, precisamos correr!

GLINDA: Aonde vocês pensam que vão? Eu sabia que você apareceria Elph...Cairam na minha
armadilha.

FYERO: Basta Glinda! Deixe Elphaba em paz ! Você já causou problemas demais !! Elphaba
merece sua liberdade. Nosso amor merece essa liberdade. Entenda isso Glinda !

GLINDA: Quem disse que eu vim prender a Elph? Guardas prendem este homem. Cuidado, ele
está extremamente doente... é contagioso!

FYERO: Glinda, você pirou de vez !! Me deixem em paz ! Eu sou saudável! Não tenho doença
alguman

GLINDA: Se contaminou a partir do momento que a beijou . Prendam-o no Milharal .

ELPHABA: Deixem-o em paz ! (Lança o feitiço que transforma FYERO num espantalho sem
cérebro, pra ele não sentir dor ‘)

FYERO: ELPHABA FUJA !!

GLINDA: Virão só ? BRUXA!!! Prendam essa Bruxa!!


ELPHABA: Eu retornarei para lhe salvar!! Viveremos juntos para todo o sempre, como uma
família!

(ELPHABA flutua acima de todos)

(Canta Defying Gravity)

ELPHABA: Mas que casa é aquela vindo em nossa direção. Minha irmã, fique bem. Saia daqui o
quanto antes!! .

(Sobrevoa e sai de cena)

ATO 2
CENA 2
ALÉM DO ARCO ÍRIS

(Entra DOROTHY ADULTA, ALANA E DONA RUTE)

DOROTHY ADULTA: ALANA continue... o que você está esperando?

ALANA: É que eu estou com medo da história se repetir e eles darem um fim na Elph
novamente com aquele balde d’agua.

DOROTHY ADULTA: obrigada, agoraaa me passe esse livro...

ALANA: mas você consegue enxergar? Veja onde os olhos não alcançam!

DOROTHY ADULTA: Alanna, eu sei como impedir todo esse alvoroço e


Toda essa historia foi REAL! Eu vivenciei tudo isso! Eu sou a Dorothy... Dorothy Gale. Depressa
Alanna me desenhe nessas páginas finais... Você é a única capaz de fazer isso. Eu retornarei
para Oz e ajudarei a Elphaba...Dessa vez, ninguém irá morrer!

ALANA: senhorita Gale, boa sorte! Logo mais desenharei um arco íris, lembre-se, ele será a
chave para retornar ao nosso mundo!

DONA RUTE: (se dirige a DOROTHY ADULTA) Vá com Deus minha filha e altere essa dura
realidade.

(DONA RUTE E ALANNA SE CONGELAM, ENTRA ESPANTALHO, MULHER DE MATA, LEÃO,


DOROTHY CRIANÇA E ELPHABA)

(DOROTHY ADULTA RETORNA A OZ )

DOROTHY ADULTA: Por favor ! Não façam isso! Não lancem o balde na Elphaba. Isso irá matá-
la ( fala diretamente ao Espantalho, Leão, Mulher de lata e Dorothy Criança)

DOROTHY CRIANÇA: Mas se não fizermos isso, nunca voltarei para casa, o espantalho jamais
terá um cérebro, o Leão não conquistará sua coragem e a Mulher de Lata jamais terá um
coração...
DOROTHY ADULTA: Está enganada... suas virtudes já existem dentro de vocês mesmos! Confie
em mim! Entregue os seus sapatos a Elphaba. Ele pertencia a sua irmã Nessarose...

ELPHABA: (chorando) Por favor, é a única coisa restou de minha família...

DOROTHY ADULTA: Se engana... Elphaba, seu pai verdadeiro é Oz! O Mágico Poderoso!

ELPHABA: Aquele farçante ? Cruel e arrogante?

DOROTHY ADULTA: A escolha é sua ! O final nem sempre precisa ser perfeito, mas precisamos
ser honestos a nós mesmos, sempre!

ELPHABA: Isso, só o tempo poderá dizer...

GLINDA: Mas o que está acontecendo aqui? Vamos menina, lance o balde sobre essa bruxa...

DOROTHY ADULTA: Não faremos isso novamente! Você me enganou uma vez, mas juntas
enfrentaremos todos as nossas dificuldades. Glinda, você não é belíssima!

LEÃO: Glinda, você não é carismática!

MULHER DE LATA: você não é bondosa !

ELPHABA: Você é uma convencida !

ESPANTALHO: você não é uma fada boa do sul!


GLINDA: meus poderes ? Pra onde foram os meus poderes?

ELPHABA: Parece que você não é mais digna deles... talvez um dia, quando se arrepender,
recupere-os.

GLINDA: EU NÃO POSSO ACREDITAR !! (Sai de cena aos prantos)

ELPHABA: Essa voz... FYERO é você?

ESPANTALHO: Elph, felizmente poderemos viver todos juntos novamente!

ELPHABA: Sim, como uma completa família de verdade!

(Entra o mágico de Oz)

MAGICO DE OZ: ELPHABA... então quer dizer que você é a minha filha?

ELPHABA: Desculpe, mas como Dorothy, nem todo final precisa ser perfeito, e sim,
esclarecedor. Talvez um dia possamos nos entender, mas não hoje...

MÁGICO DE OZ: Eu... Eu entendo... permanecerei neste mundo a espera de seu perdão, minha
filha...

ELPHABA: Tempo, é disso que precisamos, papai...

LEÃO: Pequena Dorothy, você permanecerá em Oz conosco? Diz que sim... Por favor...
DOROTHY CRIANÇA: Eu quer- ( sendo interrompida )

DOROTHY ADULTA: Não! Ela precisa voltar... Eu ficarei no seu lugar. Afinal, adoraria viver
lindas aventuras ao lado de vocês meus amigos...

DOROTHY CRIANÇA: Como irei retornar?

DOROTHY ADULTA: Olhe para cima... o Arco íris é a chave!

(Todos se despedem)

ELPHABA: obrigada minha querida... pelo carinho e compaixão. Obrigada por acreditar em
mim.

(Ambas as Dorothy’s cantam “além do arco íris”)

(DOROTHY CRIANÇA Chega ao Kansas e reencontra seus avós)

DONA RUTE: O que achou dessa história minha pequena ? ( para Alana)

ALANA: Apaixonante! Espero que a Dorothy Gale seja muito feliz onde ela estiver...sentirei
saudades dela aqui no orfanato...

DONA RUTE: Pode ter a certeza que agora ela esta muito feliz!.

(Dona Rute e Alana se abraçam e guardam o livro)

(Continua a tocar a musica Além do arco íris)

FIM (?)

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