Regimento Interno do TJ-PA: Estrutura e Funções
Regimento Interno do TJ-PA: Estrutura e Funções
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TJ-PA - Legislação Estadual
Autor:
Equipe Legislação Específica
Estratégia Concursos
04 de Setembro de 2023
Equipe Legislação Específica Estratégia Concursos
Aula 00 (Somente em PDF)
Índice
1) Regimento Interno do Tribunal de Justiça do Estado do Pará - Parte I
..............................................................................................................................................................................................3
DA ORGANIZAÇÃO E COMPOSIÇÃO
Art. 3º O Tribunal de Justiça, Órgão supremo do Poder Judiciário do Estado, tendo por sede a cidade de Belém
e jurisdição em todo o Estado do Pará, é composto de trinta (30) Desembargadores e dos seguintes Órgãos
de Julgamento:
I - Tribunal Pleno;
II - Conselho de Magistratura;
III – Seção de Direito Público;
IV – Seção de Direito Privado;
V – Seção de Direito Penal;
VI – Turmas de Direito Público;
VII – Turmas de Direito Privado;
VIII – Turmas de Direito Penal.
Aqui, uma primeira observação importante: o TJ-PA tem sede em Belém, mas sua jurisdição abrange todo o
estado do Pará. A banca pode perfeitamente formular uma questão tentando enganar você por meio da
troca desses conceitos.
A jurisdição é o limite territorial em que o Tribunal tem competência para julgar. O TJ-PA, portanto, é
competente para atuar em toda a área do Estado do Pará, com exclusividade.
Quanto ao número de desembargadores, apenas sugiro que você lembre que no total são 30. Esse número
somente pode ser aumentado por proposta do Tribunal Pleno.
Tribunal Pleno é o nome que se dá à reunião de todos os Desembargadores. Algumas deliberações só podem
ser feitas pelo Pleno, enquanto outras podem ser feitas no âmbito dos Órgãos fracionários (câmaras), que
nada mais são do que Órgãos em que se reúnem apenas alguns Desembargadores.
As Seções e Turmas especializadas são Órgãos fracionários do tribunal. São formadas por pequenos grupos
de Desembargadores, que julgam a maior parte dos recursos e ações de competência originária do Tribunal.
No caso do TJ-PA, há duas Turmas de Direito Público, duas Turmas de Direito Privado e três turmas de
Direito Penal cada uma contando com 3 (três) Desembargadores, no mínimo, e serão presididas por um dos
seus membros escolhido anualmente e funcionarão nos recursos de sua competência.
Já quando às Seções, o TJ-PA possui três Seções especializadas, uma Seção de Direito Público, uma Seção
de Direito Privado e uma Seção de Direito Penal e sua competência é definida em função da matéria. Cada
Seção é composta pela totalidade dos Desembargadores das Turmas respectivas e são presididas pelos
Desembargadores mais antigos integrantes destas seções, em rodízio anual, e a duração do mandato
coincidirá com o ano judiciário.
COMPOSIÇÃO DO TJ-PA
TRIBUNAL PLENO Todos os 30 Desembargadores.
a) Presidente do Tribunal;
b) Vice-Presidente do Tribunal;
CONSELHO DA MAGISTRATURA c) Corregedores de Justiça;
d) Quatro Desembargadores eleitos
Art. 5º O cargo de Desembargador será provido mediante acesso de Juízes de Direito de última entrância,
pelos critérios de merecimento e de antiguidade, alternadamente, ressalvado o quinto dos lugares
reservados a advogados e membro do Ministério Público, na forma prevista nas Constituições Federal e
Estadual.
Explicando de forma bastante simples, desembargadores são juízes de direito que foram promovidos. Na
realidade, a Constituição não usa o termo promoção, e sim “acesso ao tribunal de segundo grau”, mas esse
raciocínio não prejudica a nossa compreensão.
Os Juízes de Direito de última entrância são aqueles que já estão no último nível da carreira antes de
tornarem-se Desembargadores. Na realidade, a entrância diz respeito à comarca onde o Juiz exerce suas
funções. Cidades pequenas são consideradas comarcas de primeira entrância. As médias são de segunda
entrância, e as grandes são as de terceira entrância. Apenas os Juízes que já tenham passado pelas menores
entrâncias podem tornar-se Desembargadores.
Se o preenchimento da vaga couber a Juiz de Direito, será fixado o acesso ao Tribunal de Justiça, e, em sessão
pública, mediante votação nominal, aberta e fundamentada, será feita a indicação, no caso de antiguidade,
ou organizada lista tríplice, no caso de merecimento.
A promoção deverá ser realizada até 40 (quarenta) dias da abertura da vaga, cuja declaração se fará nos 10
(dez) dias subsequentes ao fato da vacância. O prazo para abertura da vaga (10 dias) poderá ser prorrogado
uma única vez, por igual período, mediante justificativa fundamentada da Presidência do Tribunal.
Os critérios para essa “promoção” são o merecimento e a antiguidade. Isso significa que em algumas
situações se tornará Desembargador o Juiz de Direito mais antigo, e em outras a oportunidade pode ser
estendida a um Juiz que não seja o mais antigo, mas que tenha se destacado no exercício da função.
Antes de iniciada a votação de promoção por merecimento, fará o Corregedor de Justiça competente uma
exposição detalhada sobre a vida funcional de cada Juiz promovível, com base nos registros funcionais
respectivos. Cada Desembargador deve votar em três nomes de Juízes de Direito da última entrância. Para
ser considerado classificado, o Juiz deve obter mais da metade dos votos dos Desembargadores. Se mais de
um atingir esse percentual, serão feitas outras votações, de forma a escolher apenas um ao final.
Matematicamente é possível que entre os dois últimos haja um empate, certo? Nesse caso então o critério
de desempate será a idade do Juiz: o mais idoso ganha.
No caso de acesso por antiguidade, o nome do Juiz mais antigo será posto à votação, em sessão aberta e
pública, e somente pode ser recusado por voto fundamentado de dois terços dos Desembargadores,
conforme procedimento próprio e assegurada ampla defesa. Este procedimento de apuração correrá em
segredo de justiça e os votos de recusa serão tomados em autos apartados, com um prazo de 15 (quinze)
dias para a defesa, devendo o processo ser distribuído a um relator e julgado pela maioria absoluta do
Tribunal Pleno.
Se houver empate na antiguidade relativa à última entrância, terá preferência o juiz mais antigo na carreira.
Você já deve ter percebido, portanto, que, de qualquer forma, o acesso de um Juiz de Direito ao Tribunal
deve ser sempre votado pelos demais Desembargadores (membros do Pleno).
Existe, ainda, uma forma de membros do Ministério Público e advogados se tornarem desembargadores.
Chama-se de quinto constitucional os 20% das vagas nos tribunais que são reservadas para esse tipo especial
de acesso. Os detalhes sobre o procedimento são tratados pelo art. 7º do Regimento Interno.
Art. 7º Tratando-se de vaga a ser preenchida por membro do Ministério Público ou da Ordem dos
Advogados do Brasil, o Tribunal Pleno formará a lista tríplice mediante a escolha, em escrutínio aberto por
maioria absoluta, dos indicados em lista sêxtupla pelos Órgãos de representação das respectivas classes,
procedendo-se na forma do disposto no parágrafo único do artigo 156, da Constituição Estadual.
Neste caso não estamos falando da promoção de Juízes de Direito, mas sim do acesso ao Tribunal por parte
de advogados e membros do Ministério Público do Estado do Pará, que são chamados de Promotores de
Justiça.
Funciona mais ou menos assim: as cadeiras do quinto constitucional têm uma origem certa: OAB ou MP. Se
um Desembargador oriundo da OAB, por exemplo, aposentou-se, será escolhido outro advogado para
compor o Tribunal.
Essa escolha se inicia com a indicação de uma lista composta por 6 candidatos, enviada pelo MP ou pela OAB,
dependendo de quem estiver “na vez”. Essa lista é reduzida para apenas 3 nomes por meio de votação
aberta por parte dos Desembargadores.
A escolha do final do novo Desembargador, porém, é competência do Governador do Estado, que deverá
anunciar o resultado no prazo de 20 dias.
O novo Desembargador então prestará compromisso, lavrando-se termo em livro especial, assinado pelo
Presidente e pelo novo Desembargador ou seu procurador.
Art. 8º O prazo para a posse é de 30 (trinta) dias, contados da data da publicação do ato de nomeação no
Diário da Justiça, podendo ser prorrogado, por igual período, pelo Presidente do Tribunal.
Este prazo é aquele concedido para o novo Desembargador tomar posse no cargo. É importante que você
memorize, ok? Além disso, também lembre-se de que o prazo pode ser prorrogado por igual período, por
ato do Presidente do Tribunal.
Se o nomeado estiver em férias ou licença, a contagem do prazo somente se inicia com o seu retorno. Se,
vencido o prazo, ele não tomar posse, o ato de nomeação será tornado sem efeito.
O Desembargador empossado integrará a Turma em que se deu a vaga para a qual foi nomeado ou ocupará
vaga resultante da transferência de Desembargador
➢ O prazo para a posse do novo Desembargador é de 30 dias, contados da data da publicação do ato
de nomeação no Diário da Justiça, podendo ser prorrogado, por igual prazo, pelo Presidente do
Tribunal.
DAS ELEIÇÕES
Para que possamos entender quem são os magistrados que podem concorrer para os cargos de direção e a
forma como são eleitos, é interessante que você entenda de forma geral quais são as atribuições de cada
um dos cargos.
O Presidente é o Desembargador que dirige os trabalhos do Tribunal. Ele tem várias atribuições
administrativas e também algumas relacionadas a decisões em recursos e ações judiciais específicas.
Há ainda os Corregedores de Justiça, que também são considerados ocupantes de cargos de direção. A eles
cabe exercer a atividade de correição, que nada mais é do que uma espécie de fiscalização, direcionada
especialmente aos Juízes de Primeiro Grau.
Para ocupar esses cargos, o Desembargador precisa ser obter a maioria absoluta dos votos dos presentes.
Se nenhum dos candidatos obtiver essa maioria, haverá um segundo escrutínio entre os mais votados. Em
caso de empate, será considerado eleito o Desembargador mais antigo no Tribunal.
Aqui temos muitas informações que podem ser objeto de questões da sua prova. Primeiramente, o mandato
de todos os ocupantes dos cargos de direção é de dois anos, e a reeleição para o mesmo cargo não é
permitida. Isso quer dizer que o Vice-Presidente não pode candidatar-se novamente ao mesmo cargo, mas
isso não impede que ele se candidate a Presidente ou Corregedor, por exemplo.
Se algum dos cargos ficar vago no curso do mandato, será realizada a eleição do sucessor no prazo de 15
dias, para completar o tempo restante. Se o prazo que faltar para completar o período for inferior a um ano,
os eleitos poderão se candidatar para o período seguinte.
Existem algumas funções eletivas no Tribunal que não são considerados cargos de direção. Se algum
dos eleitos para os cargos de direção estiver ocupando um desses cargos, perderá automaticamente
o direito ao exercício dessa outa função, e na sessão seguinte do Tribunal será convocada nova
eleição para suprir a vaga.
➢ O mandato de todos os ocupantes dos cargos de direção é de dois anos, e a reeleição para o mesmo
cargo não é permitida.
Art. 14. A eleição de Desembargador e de Juiz de Direito de 3ª entrância para integrar o Tribunal Regional
Eleitoral é feita em sessão do Tribunal Pleno, convocada depois da comunicação de vaga pela Presidência
daquela Corte Federal.
§ 1º Não podem ser votados para as funções mencionadas neste artigo:
I - o ocupante de cargo de direção no Tribunal de Justiça;
II - os Juízes de Direito auxiliares;
III - o Desembargador ou o Juiz de Direito que, segundo informações da Corregedoria de Justiça, não estiver
com os serviços em dia.
§ 2º No caso de prestação de serviço exclusivamente à Justiça Eleitoral, o afastamento será concedido a
pedido do Tribunal Regional Eleitoral do Pará, competindo ao Tribunal Pleno a sua autorização.
§ 3º A Corregedoria informará o Tribunal a respeito dos Magistrados aptos à indicação, o seu desempenho
funcional e os dados estatísticos da comarca ou vara.
Art. 15. Na elaboração da lista de advogados para integrar o Tribunal Regional Eleitoral, cada Desembargador
votará em 6 (seis) nomes, considerando-se eleitos os que tiverem obtido a maioria absoluta de votos dos
presentes.
Parágrafo único. Sendo necessário um segundo escrutínio, concorrerão os nomes remanescentes mais
votados em número não superior ao dobro dos lugares a preencher.
O processo de escolha dos membros dos Tribunais Regionais Eleitorais é bem diferente dos outros ramos do
Poder Judiciário. Esses tribunais não contam com um quadro próprio de Juízes. Na realidade, eles pegam
“emprestados” os magistrados de outros Tribunais. Outra parte dos membros do TRE é formada por
advogados, que também são indicados pelo Pleno do TJ-PA.
Parte dos membros do TRE do Pará, portanto, é formada por magistrados oriundos do TJ-PA, que passam
um período exercendo a função eleitoral. Essa oportunidade não é extensível àqueles que estejam ocupando
cargos de direção.
Art. 16. Os membros efetivos das comissões permanentes serão escolhidos pelo novo Presidente, para
mandato de 2 (dois) anos, permitida a recondução.
As Comissões Permanentes são Órgãos colegiados que se dedicam a atividades específicas. São diferentes
das Câmaras e do Pleno, que julgam processos. Como exemplos podemos citar a Comissão de Concurso, a
Comissão de Organização Judiciária, Regimento, Assuntos Administrativos e Legislativos, a Comissão de
Súmula, Jurisprudência, Biblioteca e Revista e a Comissão Permanente de Segurança Institucional.
DO FUNCIONAMENTO DO TRIBUNAL
Art. 17. Os trabalhos do Tribunal de Justiça serão instalados em sessão solene do Tribunal Pleno com a
presença de todos os seus membros, na primeira quarta-feira útil do calendário forense.
§ 1º O primeiro dia útil do calendário forense iniciará após o recesso judiciário compreendido no período de
20 de dezembro a 6 de janeiro.
As sessões solenes servem, entre outras finalidades, para marcar o início dos trabalhos judiciários no ano.
Essa sessão é conduzida no Tribunal Pleno, ou seja, com a presença de todos os Desembargadores.
Nessa sessão o Presidente deve fazer considerações sobre os problemas mais relevantes do Poder Judiciário
e, se for o ano de transição nos cargos de direção, ele também deve tomar o compromisso e dar posse ao
novo Presidente.
Art. 18. O Tribunal Pleno compõe-se de todos os Desembargadores do Tribunal de Justiça do Estado do Pará
e Juízes convocados, enquanto perdurar a convocação, sem prejuízo de outras convocações para a
composição de quórum.
§ 1º O Tribunal Pleno funcionará, com a maioria absoluta de seus membros, sob a direção do
Desembargador Presidente ou de quem o estiver substituindo.
§ 2º Para a composição de quórum poderá ser feita a convocação de Desembargadores, ainda que afastados
em virtude de licenças, férias e a serviço da Justiça Eleitoral.
§ 3º Os Juízes convocados funcionarão nas sessões do Tribunal Pleno apenas nos processos sobre matéria
judiciária, na qualidade de relator ou de revisor, quando houver.
O quórum de instalação das sessões do Tribunal Pleno é, via de regra, de maioria absoluta, mas em alguns
casos o quórum mínimo para instalação da sessão de julgamentos é de 2/3 dos seus membros. (Art. 24, §2º).
Poderá ser feita a convocação de Desembargadores, ainda que afastados em virtude de licenças, férias e a
serviço da Justiça Eleitoral para composição do quórum mínimo. Já que estamos falando sobre maioria,
convém explicar para você dois conceitos importantes.
MAIORIA SIMPLES -> É a maioria dos presentes. Na maior parte das situações, é possível que seja aberta a
sessão de julgamento mesmo sem a presença de todos os componentes do Órgão julgador. Quando o
quórum requerido para a decisão do grupo for de maioria simples, bastará o voto da maioria daqueles que
estão efetivamente decidindo. Se há 15 Desembargadores votando, por exemplo, o voto de 8 será o
suficiente para aprovar a matéria.
MAIORIA QUALIFICADA -> É um quórum de maioria diferente, previsto para situações específicas. Para
reunião do Pleno, em regra, é necessária a presença de uma maioria qualificada, formada por dois terços
dos Desembargadores.
No caso de haver Desembargadores afastados em razão de licença, devem ser convocados Juízes de Direito
para substituí-los temporariamente ou ainda, conforme explicita o §2º poderá ser feita a convocação de
Desembargadores, ainda que afastados em virtude de licenças, férias e a serviço da Justiça Eleitoral para a
composição do quórum mínimo. A mesma regra se aplica nos casos em que o Desembargador não pode
votar por estar impedido.
O impedimento é uma figura processual que existe quando a imparcialidade do magistrado está
comprometida. Seria o caso, por exemplo, do Desembargador que julga uma ação em que a sua esposa é
uma das partes. Isso não teria cabimento, não é mesmo?
➢ O Tribunal Pleno funcionará, via de regra, com a maioria absoluta, conforme o caso, sendo
substituídos os Desembargadores, impedidos ou licenciados. Em alguns casos o quórum mínimo para
instalação da sessão de julgamentos é de 2/3 dos seus membros. (Art. 24, §2º).
Art. 19. O Tribunal Pleno reunir-se-á às quartas-feiras, apreciando tanto as questões administrativas quanto
as judiciais.
§ 1º O Conselho de Magistratura reunir-se-á às segundas e quartas quartas-feiras de cada mês.
§ 2º As Seções de Direito Público, de Direito Privado e de Direito Penal e as Turmas de Direito Público, de
Direito Privado e de Direito Penal funcionarão da seguinte forma:
I – a Seção Penal, a Primeira Turma de Direito Público, a Segunda Turma de Direito Público, e a Primeira
Turma de Direito Privado terão sessões às segundas-feiras
II – a Seção de Direito Público, a primeira e a segunda Turma de Direito Penal e a segunda Turma de Direito
Privado terão sessões às terças-feiras;
III – a Seção de Direito Privado e a Terceira Turma de Direito Penal terão sessões às quintas-feiras.
§ 3º Compete aos Presidentes das Seções e Turmas convocar sessões extraordinárias:
a) no âmbito cível, com 05 (cinco) dias úteis de antecedência, com indicação dos feitos a serem julgados,
sendo obrigatória a convocação sempre que, em 2 (duas) sessões consecutivas, não for esgotada a pauta de
julgamentos;
b) no âmbito criminal, com 24 (vinte e quatro) horas de antecedência, no mínimo, com indicação dos feitos
a serem julgados, sendo obrigatória a convocação sempre que, em 2 (duas) sessões consecutivas, não for
esgotada a pauta de julgamentos.
Aqui temos as regras acerca das sessões ordinárias e extraordinárias dos Órgãos que compõem o Tribunal.
A palavra “ordinária”, significa apenas “normal”, “corriqueiro”. As sessões ordinárias desses Órgãos,
portanto, são aquelas que ocorrem normalmente, e são previamente agendadas.
Havendo necessidade, o Presidente de cada Órgão tem competência para convocar sessões extraordinárias,
desde que o faça com pelo menos 05 dias úteis de antecedência no âmbito cível ou de 24 horas de
antecedência no âmbito penal e com a indicação dos feitos que serão julgados. Tanto no âmbito penal
quanto no cível é obrigatória a convocação de sessões extraordinárias sempre que, em 2 (duas) sessões
consecutivas, não for esgotada a pauta de julgamentos.
A expressão “feitos” também merece uma explicação. Os tribunais julgam ações judiciais, recursos e
incidentes processuais, além de algumas matérias de natureza administrativa. É comum que os regimentos
chamem todos esse universo simplesmente de “feitos”, ok?
Para a prova, é interessante que você se esforce para memorizar os momentos em que cada Órgão se reúne,
pois a banca pode muito bem se apegar a isso. A tabela abaixo contém as informações, de forma resumida:
O Regimento Interno traz ainda os quóruns mínimos para o funcionamento dos órgãos do Tribunal de Justiça,
conforme explicitado no art. 20 abaixo transcrito:
Art. 20. Os órgãos do Tribunal de Justiça funcionarão com o seguinte quórum mínimo:
I – o Conselho de Magistratura, com 5 (cinco) membros;
II – a Seção de Direito Público, com a maioria absoluta dos membros das Turmas de Direito Público;
III – a Seção de Direito Privado, com a maioria absoluta dos membros das Turmas de Direito Privado;
IV – a Seção de Direito Penal, com a maioria absoluta dos membros das Turmas de Direito Penal;
V – as Turmas de Direito Privado, com 3 (três) membros;
VI – as Turmas de Direito Público, com 3 (três) membros;
VII – as Turmas de Direito Penal, com 3 (três) membros.
Recentemente houve modificação no art. 22 e inclusão dos artigos 22-A ao 22-D. Vamos a eles?
Importantíssimo que você preste atenção nestas modificações já que você já sabe que as bancas adoram
novidades não é mesmo?
A convocação de Juiz(a) de Direito para substituição em segundo grau, de acordo com a necessidade, será
submetida pela Presidência do Tribunal de Justiça à deliberação do Tribunal Pleno, obedecidas as normas
constitucionais e infraconstitucionais aplicáveis.
Nos casos de vacância de cargo ou afastamento de Desembargador(a), a qualquer título, por período
superior a 30 (trinta) dias, após deliberação do Tribunal Pleno, será convocado(a) pelo Presidente do
Tribunal Juiz(a) de Direito de terceira entrância, que receberá os processos do(a) substituído(a), assim como
os feitos judiciais que forem regularmente distribuídos enquanto perdurar a vacância ou afastamento.
A quinta parte da lista de antiguidade deve sofrer arredondamento para o número inteiro superior, caso
fracionário o resultado da aplicação do percentual.
Em qualquer caso, não poderá ser convocado(a) Juiz(a) de Direito que esteja:
VIII - respondendo a processo administrativo disciplinar ou tenha sido punido, nos últimos 12
(doze) meses, com pena disciplinar igual ou superior à de censura; e
IX - injustificadamente retendo autos em seu poder além do prazo legal, não podendo devolvê-
los à secretaria da unidade judiciária sem despacho ou decisão.
Encerrado o período de convocação, os processos em que o(a) Juiz(a) de Direito convocado(a) não tiver
lançado relatório ou pedido inclusão em pauta de julgamento serão conclusos ao(à) substituído(a) ou ao(à)
Desembargador(a) que prover o cargo vacante.
O(a) Juiz(a) Convocado(a) comparecerá à sessão de julgamento dos processos em que tiver lançado relatório
ou pedido inclusão em pauta de julgamento, os quais serão, preferencialmente, reunidos para apreciação
em uma mesma sessão do correspondente órgão julgador.
A convocação realizada pelo critério de antiguidade observará a lista de antiguidade da terceira entrância,
a qual é publicada anualmente.
Antes da sessão de deliberação do Tribunal Pleno sobre a convocação, a Presidência do Tribunal cientificará,
por qualquer meio institucionalmente disponível, o(a) Juiz de Direito mais antigo(a), a fim de que se
manifeste expressamente sobre o aceite da convocação.
Declinando da convocação o(a) Juiz(a) de Direito mais antigo(a), será cientificado(a) o(a) magistrado(a)
seguinte na ordem de antiguidade.
Observadas as condições previstas no § 3º do art. 22-A deste Regimento Interno e sendo constatada a
urgência da medida, a convocação pelo critério de antiguidade poderá ser realizada pela Presidência do TJPA,
ad referendum do Tribunal Pleno.
Além das condições elencadas no § 3º do art. 22-A deste Regimento Interno, a convocação pelo critério de
merecimento observará:
II - a produtividade, a qual será aferida com base no Índice de Eficiência Judiciária (IEJud) da
unidade judiciária titularizada pelo(a) Juiz(a) de Direito, constante no sítio eletrônico do Tribunal
de Justiça.
O Tribunal Pleno formará lista tríplice com os magistrados(as) que estejam aptos à convocação,
restringindo-se a escolha aos integrantes da primeira quinta parte da lista de antiguidade da terceira
entrância.
A convocação recairá sobre o(a) Juiz(a) de Direito mais votado(a) e, em caso de desinteresse deste(a), serão
sucessivamente chamados os(as) demais componentes da lista tríplice.
O procedimento de convocação de Juiz(a) de Direito para substituição em segundo grau não excederá o
prazo entre duas sessões ordinárias do Tribunal Pleno, ressalvada a justificada ausência de quórum.
Art. 23. O Presidente, o Vice-Presidente e os Corregedores de Justiça integram apenas o Tribunal Pleno, o
Conselho de Magistratura e as Comissões Permanentes na forma regimental, atuando, ainda, no julgamento
dos feitos que lhe couberem por distribuição nas Seções e Turmas.
RESUMO DA AULA
Para finalizar o estudo da matéria, trazemos um resumo dos principais aspectos estudados ao longo da aula.
Nossa sugestão é a de que esse resumo seja estudado sempre previamente ao início da aula seguinte, como
forma de “refrescar” a memória. Além disso, segundo a organização de estudos de vocês, a cada ciclo de
estudos é fundamental retomar esses resumos.
COMPOSIÇÃO DO TJ-PA
TRIBUNAL PLENO Todos os 30 Desembargadores.
e) Presidente do Tribunal;
f) Vice-Presidente do Tribunal;
CONSELHO DA MAGISTRATURA g) Corregedores de Justiça;
h) Quatro Desembargadores eleitos
O mandato de todos os ocupantes dos cargos de direção é de dois anos, e a reeleição para o
mesmo cargo não é permitida.
O Tribunal Pleno funcionará com a maioria absoluta, conforme o caso, sendo substituídos os
Desembargadores, impedidos ou licenciados.
QUESTÕES COMENTADAS
1. TJ-PA – Analista Judiciário – 2009 – FCC. A respeito das eleições, é correto afirmar:
b) na elaboração da lista de advogados para integrar o Tribunal Regional Eleitoral, cada Desembargador
votará em seis nomes, considerando-se eleitos os que tiverem obtido a maioria absoluta de votos dos
presentes.
c) o Desembargador eleito para o cargo de direção no Tribunal de Justiça ou para o Tribunal Regional
Eleitoral, como membro efetivo, não perderá, ao ser empossado, a titularidade de outra função eletiva.
d) os Desembargadores que estiverem no efetivo exercício de cargo de direção no Tribunal de Justiça podem
ser eleitos, em sessão do Tribunal Pleno, para integrar o Tribunal Regional Eleitoral.
Comentários
A alternativa A está incorreta porque não se permite a reeleição para o mesmo cargo. A alternativa C está
incorreta porque ao ser eleito para cargo de direção, o Desembargador perde a titularidade da outra função
que já exercia. A alternativa D está incorreta porque os ocupantes dos cargos de direção não podem ser
eleitos para o TRE. A alternativa E está incorreta porque é preciso maioria absoluta.
GABARITO: B
2. TJ-SE – Analista Judiciário – 2009 – FCC (adaptada). A Presidência do Tribunal de Justiça é exercida
por um Desembargador, eleito por três anos, vedada a reeleição para o mesmo cargo.
Comentários
GABARITO: E
3. TJ-SE – Analista Judiciário – 2009 – FCC (adaptada). Vagando o cargo de Presidente, dentro de trinta
dias, a contar da vaga, realizar-se-á a eleição para o cargo.
Comentários
De acordo com o art. 12, a eleição deve ocorrer no prazo de 15, independentemente de qual seja o cargo de
direção no qual se observou a vaga.
GABARITO: E
a) Tribunal Pleno.
b) Órgão Especial.
Comentários
De acordo com o art. 9o, a eleição deve ser realizada em sessão do Tribunal Pleno.
GABARITO: A
a) 20.
b) 30.
c) 40.
d) 50.
e) 10.
Comentários
GABARITO: B
6. TJDFT – Analista Judiciário – 2008 – Cespe (adaptada). Paulo é desembargador presidente do TJ-
PA. Nessa situação, ao término de seu mandato, integralmente cumprido, Paulo poderá participar do
escrutínio subsequente e candidatar-se à reeleição para o mesmo cargo.
Comentários
Não é permitida a reeleição dos ocupantes dos cargos de direção para o mesmo cargo.
GABARITO: E
7. TJDFT – Técnico Judiciário – 2008 – Cespe (adaptada). Sérgio é o juiz de direito mais antigo do TJ-
PA. Nessa situação, no caso de promoção por antiguidade, o tribunal de justiça somente poderá recusá-la
a Sérgio pelo voto da maioria absoluta de seus membros.
Comentários
A recusa no caso de promoção por antiguidade somente pode ocorrer em razão do voto fundamento de dois
terços dos Desembargadores.
GABARITO: E
8. TJ-MG – Oficial Judiciário – 2012 – FUMARC (adaptada). O Tribunal Pleno, quando convocado pelo
Presidente, não tem exigência de quórum, salvo para dar posse ao Presidente.
Comentários
O quórum de instalação do Pleno é de maioria absoluta ou de 2/3 dos membros a depender do caso.
GABARITO: E
Comentários
GABARITO: C
10. TJ-MG – Técnico Judiciário – 2012 – FUMARC (adaptada). A eleição do Presidente, do Vice-
Presidente, dos Corregedores de Justiça e dos membros do Conselho da Magistratura será realizada em
sessão especial do Tribunal Pleno realizada na segunda quinzena do mês de maio dos anos pares.
Comentários
A sessão em que ocorre a eleição deve ser convocada para a segunda quinzena de dezembro.
GABARITO: E
11. TJ-MG – Analista Judiciário – 2007 – EJEF (adaptada). Os mandatos do Presidente, do Vice-
Presidente e dos Corregedores de Justiça serão de dois anos.
Comentários
É isso mesmo!
GABARITO: C
LISTA DE QUESTÕES
1. TJ-PA – Analista Judiciário – 2009 – FCC. A respeito das eleições, é correto afirmar:
b) na elaboração da lista de advogados para integrar o Tribunal Regional Eleitoral, cada Desembargador
votará em seis nomes, considerando-se eleitos os que tiverem obtido a maioria absoluta de votos dos
presentes.
c) o Desembargador eleito para o cargo de direção no Tribunal de Justiça ou para o Tribunal Regional
Eleitoral, como membro efetivo, não perderá, ao ser empossado, a titularidade de outra função eletiva.
d) os Desembargadores que estiverem no efetivo exercício de cargo de direção no Tribunal de Justiça podem
ser eleitos, em sessão do Tribunal Pleno, para integrar o Tribunal Regional Eleitoral.
2. TJ-SE – Analista Judiciário – 2009 – FCC (adaptada). A Presidência do Tribunal de Justiça é exercida
por um Desembargador, eleito por três anos, vedada a reeleição para o mesmo cargo.
3. TJ-SE – Analista Judiciário – 2009 – FCC (adaptada). Vagando o cargo de Presidente, dentro de trinta
dias, a contar da vaga, realizar-se-á a eleição para o cargo.
a) Tribunal Pleno.
b) Órgão Especial.
a) 20.
b) 30.
c) 40.
d) 50.
e) 10.
6. TJDFT – Analista Judiciário – 2008 – Cespe (adaptada). Paulo é desembargador presidente do TJ-
PA. Nessa situação, ao término de seu mandato, integralmente cumprido, Paulo poderá participar do
escrutínio subsequente e candidatar-se à reeleição para o mesmo cargo.
7. TJDFT – Técnico Judiciário – 2008 – Cespe (adaptada). Sérgio é o juiz de direito mais antigo do TJ-
PA. Nessa situação, no caso de promoção por antiguidade, o tribunal de justiça somente poderá recusá-la
a Sérgio pelo voto da maioria absoluta de seus membros.
8. TJ-MG – Oficial Judiciário – 2012 – FUMARC (adaptada). O Tribunal Pleno, quando convocado pelo
Presidente, não tem exigência de quórum, salvo para dar posse ao Presidente.
10. TJ-MG – Técnico Judiciário – 2012 – FUMARC (adaptada). A eleição do Presidente, do Vice-
Presidente, dos Corregedores de Justiça e dos membros do Conselho da Magistratura será realizada em
sessão especial do Tribunal Pleno realizada na segunda quinzena do mês de maio dos anos pares.
11. TJ-MG – Analista Judiciário – 2007 – EJEF (adaptada). Os mandatos do Presidente, do Vice-
Presidente e dos Corregedores de Justiça serão de dois anos.
GABARITO
01 02 03 04 05 06
B E E A B E
07 08 09 10 11
E E C E C