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Símbolos Alquímicos e Geometria Filosofal

O documento aborda a importância da geometria filosófica e dos símbolos alquímicos na formação do pensamento, destacando que a verdadeira compreensão é reservada aos iniciados. A geometria discutida não é a matemática convencional, mas uma arte que conecta ideias a formas, permitindo ao espírito elevar-se autonomamente. Os alquimistas utilizavam símbolos para representar conceitos como a transmutação do chumbo em ouro, que se referia à transformação do ser humano, e não a bens materiais.

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O documento aborda a importância da geometria filosófica e dos símbolos alquímicos na formação do pensamento, destacando que a verdadeira compreensão é reservada aos iniciados. A geometria discutida não é a matemática convencional, mas uma arte que conecta ideias a formas, permitindo ao espírito elevar-se autonomamente. Os alquimistas utilizavam símbolos para representar conceitos como a transmutação do chumbo em ouro, que se referia à transformação do ser humano, e não a bens materiais.

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Por ora não nos preocuparemos com os ritos iniciáticos, estudo este que fizemos

quando
tratamos dos Mistérios da arte real. Da mesma forma deixaremos de tratar aqui dos
objetos do
culto, que são mostrados pelos hierofantes, ou das imagens propriamente ditas, das
quais nada é
mais revelador do que as cartas do tarot. Nosso programa limita-se ao exame dos
grafismos que
favorecem a formação do pensamento e deter-nos-emos, especialmente, na análise dos
símbolos
alquímicos, pois neles se expressa a chave do hermetismo, filosofia muito afastada
das palavras e
cuja compreensão está reservada aos verdadeiros iniciados.
A GEOMETRIA FILOSOFAL
Ninguém poderá aqui entrar se não conhecer a geometria. Esta era a advertência que
afastava da escola de Platão aos simples ouvintes, não preparados a pensar por si
próprios. A
geometria do genial filósofo não era com efeito, a de Euclides, ciência da medida e
do espaço, com
seus teoremas e suas demonstrações. Tratava-se de outra geometria, da mais sutil
espiritualidade, de
uma arte mais que de uma ciência, arte que consistia em vincular as idéias às
formas e em ler os
símbolos compostos por linhas como as figuras dos geômetras.
É esforçando-se em dar um sentido às figuras mais simples, que o espírito pode se
elevar às
concepções fundamentais da inteligência humana. O espírito eleva-se assim com plena
independância, e sem que nada lhe seja ditado, encontra por si mesmo o sentido de
um traço ou de
um grafismo simples. E aquilo que podemos descobrir sozinhos, em virtude do
funcionamento
autônomo de nosso entendimento, adquire um caráter de verdade, pelo menos em
relação a nós
mesmos. O valor que atribuímos ao símbolo é verdadeiro para nós, e se lhe formos
fiéis, atribuindo
outros valores a outros símbolos, poderemos construir corretamente, como bons
maçons
especulativos.
A matéria prima da grande arte, isto é, a idéia pura, não falseada pela expressão
verbal,
deve ser extraída de sua origem, ou seja, de nós mesmos, do famoso poço no qual a
verdade se
oculta.
Os hermetistas da Idade Média falaram reticentemente dos procedimentos necessários
à
transmutação do chumbo em ouro. Era prudente que o vulgo acreditasse, e
principalmente que os
inquisidores pensassem, que as receitas dos adeptos deviam ser seguidas ao pé da
letra. Assim foi
que alguns ignorantes se arruinaram pretendendo realizar a Grande Obra, e que os
charlatães
exploraram a avidez dos ingênuos. Deste modo, essas operações insensatas constituem
a origem da
química moderna, seja dito como elogio à Loucura, serva imprudente da Sabedoria.
Sem dúvida,
nem todos os alquimistas se enganavam com seus próprios símbolos. O chumbo
significava para
eles a vulgaridade, a lentidão, a ignorância, a imperfeição, e o ouro, exatamente o
contrário. Os
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iniciados não se interessavam pelos bens perecíveis, pelos metais ordinários que
fascinam os
profanos. Vinculavam tudo ao homem, que é perfectível e no qual o chumbo pode
transmutar-se em
ouro. Mas, naqueles tempos o homem era um bem da igreja e esta, no pináculo de seu
poder, tinha
ciúmes de suas prerrogativas e de seus privilégios, dai a discrição dos
hermetistas.

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