0% acharam este documento útil (0 voto)
5 visualizações20 páginas

Romance de Inverno: Jimin e Yoongi

Sob o Véu do Inverno é um romance que narra a história de Jimin, abandonado no altar, que encontra refúgio na propriedade de seu amigo de infância, o Duque Min Yoongi. Enquanto se recupera da dor, os dois redescobrem sentimentos ocultos e enfrentam os desafios de um amor que desafia as normas sociais. A trama culmina em um recomeço corajoso, onde Jimin e Yoongi decidem viver sua verdade juntos, apesar das adversidades.

Enviado por

anaanda098
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato ODT, PDF, TXT ou leia on-line no Scribd
0% acharam este documento útil (0 voto)
5 visualizações20 páginas

Romance de Inverno: Jimin e Yoongi

Sob o Véu do Inverno é um romance que narra a história de Jimin, abandonado no altar, que encontra refúgio na propriedade de seu amigo de infância, o Duque Min Yoongi. Enquanto se recupera da dor, os dois redescobrem sentimentos ocultos e enfrentam os desafios de um amor que desafia as normas sociais. A trama culmina em um recomeço corajoso, onde Jimin e Yoongi decidem viver sua verdade juntos, apesar das adversidades.

Enviado por

anaanda098
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato ODT, PDF, TXT ou leia on-line no Scribd

🌹 Título: Sob o Véu do Inverno

Gênero: Romance, drama, slow burn

Personagens principais: Park Jimin, Min Yoongi

Classificação: Livre

Sinopse:

No dia de seu casamento, Jimin é abandonado no altar sem nenhuma


explicação. Humilhado e emocionalmente devastado, ele se vê sem
rumo — até que o Duque Min Yoongi, seu velho amigo de infância, o
acolhe em sua propriedade no interior. No silêncio das montanhas
nevadas, laços antigos são redescobertos e sentimentos há muito
escondidos começam a florescer.

---

Capítulo 1 – O Dia em Que Tudo Mudou

O céu estava limpo. Azul demais para um coração em pedaços.

Jimin estava parado no altar havia tempo demais. O vestido claro —


simples, elegante, feito sob medida — começava a parecer um fardo.
As flores em suas mãos tremiam. Os olhos, perdidos entre os
convidados em murmúrio, procuravam um sinal. Um cavalo. Uma
carruagem. Uma desculpa.

Mas nada veio.

O noivo não apareceu.

---

Min Yoongi chegou tarde à cerimônia, como sempre. O velho hábito


de evitar eventos sociais ainda falava mais alto que o título de duque.
Mas quando avistou Jimin, sozinho e pálido diante de uma multidão
que já cochichava demais, o coração de Yoongi apertou como há
muito não sentia.
Ele atravessou os corredores da igreja sem se importar com os
olhares.

— Jimin...

O mais novo nem olhou. Não chorava. Apenas parecia... vazio.

Yoongi tirou o casaco e, sem pensar, envolveu os ombros de Jimin.

— Ele não vem — Jimin disse, por fim. A voz saiu seca. Quase como
um sussurro.

Yoongi não respondeu. Apenas segurou sua mão, e juntos saíram da


igreja sob o olhar pesaroso dos presentes.

---

Capítulo 2 – Refúgio no Norte

Yoongi ofereceu sua casa de campo, longe da cidade, como abrigo


para Jimin “até que se recupere”. Era o que dizia para os outros. E
para si mesmo.

A mansão Min, cercada por campos cobertos de neve, oferecia


silêncio e distância. Mas dentro dela, a presença de Jimin começava a
aquecer até mesmo os cantos mais frios do coração do duque.

— Você sempre gostou de chá de camomila — disse Yoongi,


empurrando a xícara em direção ao amigo.

Jimin sorriu fraco. — Você lembra disso?

Yoongi desviou o olhar. — Eu lembro de tudo sobre você.

Naquela noite, o silêncio entre eles falou mais que qualquer palavra.

Capítulo 3 – O Som do Silêncio

Os dias na propriedade Min passavam devagar. O vento sussurrava


entre os pinheiros, e a lareira se tornava o coração da casa. Jimin
passava horas sentado ali, enrolado em mantas, olhando o fogo como
se tentasse entender o que restava de si.

Yoongi o observava de longe. Não invadia. Apenas estava presente —


nos detalhes.

Na comida deixada pronta na mesa.

Nos livros organizados ao lado do sofá.

Na música suave que ele tocava ao piano sempre que Jimin subia
para o quarto.

Na terceira noite, Jimin quebrou o silêncio.

— Por que está fazendo isso? — ele perguntou, parado no batente da


sala de música. O rosto levemente iluminado pelas velas.

Yoongi parou de tocar. As notas suspensas no ar como confissões não


ditas.

— Porque... — ele hesitou. — Você foi deixado sozinho, Jimin. E eu


nunca deixaria você assim.

O coração de Jimin apertou.

— Nem mesmo quando eu não sou nada?

— Você é tudo. Só ainda não percebeu.

Capítulo 4 – As Coisas Que Nunca Foram Ditas

Certa manhã, Jimin encontrou uma estufa abandonada nos fundos da


propriedade. Estava empoeirada, coberta de heras, mas ali dentro,
ele se sentiu... calmo.

Yoongi apareceu depois, como sempre fazia.

— Era da minha mãe. Ela cultivava lírios. Desde que ela morreu,
ninguém mais entrou aqui.

Jimin se ajoelhou diante de um vaso vazio.

— Posso tentar reviver esse lugar?

Yoongi assentiu. — Pode fazer o que quiser aqui, Jimin. Essa casa
também é sua.
Foi a primeira vez que Jimin sorriu de verdade desde o abandono.

Capítulo 5 – O Coração que Bate Devagar

O inverno se estendia, mas com ele veio um calor diferente. Os


toques acidentais duravam mais que o necessário. Os olhares, mais
longos. As palavras, mais suaves.

Uma noite, Jimin acordou com um pesadelo. Corria pelos corredores


frios da mansão até encontrar o quarto de Yoongi.

Ele não bateu. Apenas entrou.

Yoongi se sentou, surpreso, os olhos ainda pesados de sono.

— O que foi?

— Eu... — Jimin respirava com dificuldade — sonhei que ele voltava.


Que me pedia desculpas. E eu... eu dizia sim.

Yoongi franziu o cenho. — Você diria?

— Não sei. Mas... eu acordei sentindo que tinha traído você.

O silêncio caiu como neve.

Yoongi estendeu a mão.

— Vem aqui. Dorme aqui essa noite.

Jimin hesitou. Depois foi, devagar, deitando-se ao lado dele. O calor


do corpo de Yoongi o cercou como proteção.

— Não vou deixar ninguém machucar você de novo — Yoongi


sussurrou, perto demais.

E Jimin acreditou.

Capítulo 6 – A Carta
Na manhã seguinte, o silêncio da mansão foi quebrado por um som
raro: batidas na porta principal.

Yoongi atendeu. O carteiro, encolhido sob um cachecol grosso,


estendeu-lhe uma carta selada com cera vermelha.

— Para o Sr. Park Jimin — disse, antes de ir embora apressado,


deixando as marcas das botas na neve fresca.

Yoongi encarou o envelope por longos segundos. O selo era


inconfundível: a insígnia da família Lee.

O nome do ex-noivo.

Ele pensou em esconder. Em jogar no fogo. Em fingir que nunca


chegou. Mas quando voltou à sala, Jimin já estava de pé, notando o
tremor sutil nas mãos de Yoongi.

— É dele, não é?

Yoongi apenas entregou a carta e se afastou.

Jimin não a abriu de imediato. Segurou o envelope como quem


carrega uma bomba. Sentou-se em silêncio diante da lareira. Yoongi o
observava do canto da sala, a expressão indecifrável.

— Posso ler em voz alta?

Yoongi assentiu.

Jimin respirou fundo. Rompeu o selo.

“Jimin,

Cometi o maior erro da minha vida. No altar, fui tomado pelo medo —
do que eu sentia, do que os outros diriam. Mas desde então, tudo que
fiz foi imaginar você com outro, e não suporto. Me deixe vê-lo. Me
deixe tentar corrigir isso.”

— Lee Sungchan.

O silêncio que se seguiu foi sufocante.

— Ele quer vir até aqui — Jimin murmurou. — Disse que virá amanhã,
se eu permitir.

Yoongi se levantou, os olhos escuros fixos nele.

— O que você vai responder?

Jimin não respondeu. Estava olhando para o fogo como se ele tivesse
a resposta.
Capítulo 7 – Entre o Passado e o Presente

Naquela noite, eles não jantaram juntos.

Yoongi se trancou no estúdio, as mãos trêmulas no piano, sem


conseguir tocar. O som que saía era dissonante. Frustrado, bateu a
tampa com força.

Do outro lado da casa, Jimin escrevia algo em silêncio. Quando


terminou, foi até a estufa. Deixou o envelope entre os vasos e voltou
para dentro.

No dia seguinte, o ex-noivo chegou.

Sungchan desceu da carruagem com flores nas mãos e olhos


ansiosos. Mas não encontrou Jimin na porta. Quem o recebeu foi
Yoongi.

— Onde está ele? — perguntou, com falsa segurança.

Yoongi cruzou os braços.

— Ele deixou isso pra você. Depois se foi.

Sungchan arregalou os olhos. — Foi...?

Yoongi entregou o envelope. Dentro, poucas linhas:

“Você me perdeu no altar. E agora me perdeu de vez.

Não sou mais o mesmo Jimin.

E não quero mais ser.”

Sungchan caiu de joelhos na neve. Mas Yoongi já se virava, voltando


para dentro com o coração acelerado — porque sabia exatamente
onde Jimin estava.

Capítulo 8 – O Beijo
Yoongi o encontrou na estufa, sentado entre vasos cobertos de vida.
O cheiro de terra fresca e flores começava a preencher o ar.

— Pensei que nunca mais voltaria — disse o duque.

Jimin levantou os olhos, suaves e brilhantes.

— Eu voltei porque ainda há algo aqui. Algo que nunca existiu com
ele.

Yoongi se aproximou devagar.

— Jimin... não precisa dizer nada, só...

Mas Jimin o interrompeu.

— Fica quieto um pouco, Yoongi.

E o beijou.

Foi lento. Quente. Cheio de dor, alívio e desejo acumulado por anos.
Quando se afastaram, os olhos de Jimin estavam cheios d’água.

— Obrigado por nunca me deixar sozinho.

Yoongi sorriu. Pela primeira vez em muito tempo.

— Agora nunca mais.

Capítulo 9 – Entre Murmúrios e Promessas

O beijo mudou tudo — e ao mesmo tempo, não mudou nada.

Nos dias que se seguiram, Jimin e Yoongi passaram a caminhar mais


juntos pela casa. Conversas comuns carregavam significados ocultos.
As mãos se tocavam com mais frequência. Os olhares duravam mais
que o necessário.

Mas nenhum dos dois ainda dizia “estamos juntos”.

Não porque não sentissem — mas porque ambos sabiam o peso do


mundo lá fora.

A nobreza não perdoava escândalos, e um duque envolvido com um


homem abandonado no altar já estava na mira dos boatos.

Na vila próxima, os rumores começaram a circular.

— “Park Jimin foi acolhido por Min Yoongi…”

— “Ouvi dizer que eles moram sozinhos naquela mansão gelada…”


— “Dizem que ele largou o ex-noivo por outro homem!”

Jimin ouviu os sussurros ao passar pela praça. Mas o que antes o feria
agora apenas… o cansava.

— Eles sempre vão falar, não vão? — ele disse, olhando para Yoongi
enquanto tomavam chá na varanda.

— Sempre — Yoongi respondeu. — Mas isso nunca me impediu de


viver.

— E eu… tô começando a entender por quê.

Yoongi virou-se para ele, tocando levemente sua mão.

— Então vem viver comigo. Por completo.

Jimin arqueou a sobrancelha, surpreso.

— Isso é um pedido de…?

— De recomeço.

Capítulo 10 – As Cores do Festival de Inverno

A vila celebrava o Festival da Colheita de Inverno — uma tradição


antiga que misturava fogueiras, danças e votos de esperança para o
novo ano.

Era a primeira vez, desde o escândalo do altar, que Jimin aparecia em


público.

Chegou de braços dados com Yoongi.

Vestia roupas simples, elegantes. Cabelos presos em um coque baixo,


rosto limpo, expressão firme.

A praça parou por segundos.

Alguns cochicharam. Outros desviaram o olhar. Mas Yoongi não soltou


sua mão. E Jimin não abaixou os olhos.

Durante a dança tradicional, um casal era chamado ao centro para


dar sorte ao próximo ciclo.
— Duque Min! Sr. Park! — disse a anciã da vila com um sorriso
inesperadamente caloroso. — Vocês nos honrariam com a dança?

Jimin hesitou.

Yoongi apenas o puxou com delicadeza.

A música começou. E, diante de todos, eles dançaram.

Não como escândalo. Não como segredo.

Mas como promessa.

Capítulo 11 – Sob o Mesmo Teto

Na volta para casa, o silêncio era outro. Não havia mais tensão. Só
uma paz profunda.

Jimin se aproximou de Yoongi diante da lareira.

— Acho que quero mesmo recomeçar aqui — disse. — Cuidar da


estufa. Pintar aquele quarto vazio. Cuidar de você… se você deixar.

Yoongi sorriu com os olhos, como só ele sabia fazer.

— Só se você prometer não fugir quando eu quiser cuidar de você


também.

Jimin o beijou de novo. Não como fuga. Não como consolo. Mas como
certeza.

Segunda Parte: Entre o Gelo e a Glória


Capítulo 12 – Convite para a Capital

O envelope chegou numa manhã de neblina, com um brasão dourado


e cheiro de perfume caro.

“Convite Oficial da Temporada de Inverno – Corte Real de Haneul.”

Era um evento anual, onde os nobres se encontravam para alianças,


exibições de status, e claro, fofocas.

Yoongi lançou um olhar seco ao convite.

— A mesma elite que te ignora o ano inteiro querendo beber do teu


vinho e fingir que te ama por três noites — ele disse, entregando a
carta a Jimin.

— Você vai?

— Eu iria preferir mil invernos trancado em casa com você do que


uma noite com aquela gente.

Jimin ficou pensativo.

— Então vamos.

Yoongi franziu o cenho. — O quê?

— Vamos mostrar que a gente não tem nada a esconder.

Yoongi encarou Jimin com admiração silenciosa.

— Você está se tornando mais perigoso do que eu — sussurrou.

Capítulo 13 – Entre Máscaras e Sussurros

A chegada de Yoongi e Jimin na Corte foi como um raio cortando céu


limpo.

As mulheres cochichavam com os leques no rosto. Os homens fingiam


neutralidade. Mas todos observavam.

Jimin estava deslumbrante — vestia um traje de seda clara com


detalhes prateados e os cabelos soltos nos ombros. Yoongi, de preto
elegante, não tirava os olhos dele.
No grande salão, encontraram rostos conhecidos. E um deles,
maldito.

Sungchan.

Ele se aproximou devagar, com um sorriso forçado.

— Jimin. Duque Min.

Jimin respirou fundo, mas se manteve firme.

— Sungchan.

— Você está... bem. Nunca o vi tão confiante.

— Talvez porque eu nunca estive tão livre.

Yoongi apenas observava. Mas as mãos estavam fechadas,


discretamente.

Sungchan riu, tentando manter a compostura.

— Lamento, de verdade.

Jimin olhou para ele nos olhos.

— Eu agradeço por ter me deixado no altar. Porque se não tivesse


feito isso, eu jamais teria encontrado o meu lar.

Yoongi, ao ouvir aquilo, segurou sua mão ali mesmo. Sem medo.

A música começou. E os dois foram os primeiros a dançar.

Capítulo 14 – A Decisão

Na última noite do evento, o Rei chamou Yoongi para uma conversa


privada.

— A aristocracia exige que você escolha: manter seu título e seu


nome... ou seguir com Park Jimin. Mas não os dois.

Yoongi encarou o rei com calma.

— Então eu escolho Jimin.

— Você perderia tudo.

— Ele é tudo.
Capítulo 15 – De Volta ao Norte

Renunciar ao título foi uma guerra. Mas quando voltaram para casa,
algo mudou.

A vila os recebeu com calor. Os sorrisos eram verdadeiros agora. A


estufa florescia. O velho piano tocava canções novas. E à noite,
deitados sob o mesmo teto, não havia mais silêncio — apenas
suspiros, risadas e um amor sem medo.

Jimin apoiou a cabeça no peito de Yoongi certa noite.

— Você me escolheu.

— Sempre escolhi. Só precisei de tempo para te alcançar.

Jimin sorriu.

— Então fica comigo. Para sempre.

Yoongi o beijou na testa, nos olhos, na boca.

— Até o último inverno. E todos os outros depois.

✦ Epílogo – Anos Depois

A estufa estava cheia de vida. Lírios, lavandas, e até algumas flores


que Jimin mesmo havia criado, cruzando espécies e cores.

Era primavera. Mas na Mansão Min, tudo florescia desde muito antes.

Yoongi estava sentado no jardim, com os cabelos agora salpicados de


fios brancos, escrevendo em um caderno velho, como sempre fazia.

Jimin apareceu com duas xícaras de chá.

— Continua escrevendo sobre mim?


Yoongi olhou por cima dos óculos.

— Um bom autor escreve sobre as coisas que ama. E você sempre foi
minha melhor história.

Jimin sorriu e sentou ao lado dele, encostando a cabeça em seu


ombro.

A vila agora os respeitava. Crianças vinham brincar no campo, os


vizinhos traziam tortas, e ninguém mais sussurrava nas sombras. O
nome Min havia sido deixado para trás, mas nunca a essência.

E quanto ao amor — esse nunca mais foi escondido.

Na parede da casa, havia um quadro pintado por um artista local:


Jimin e Yoongi na estufa, cercados de flores, sorrindo. Sem títulos.
Sem máscaras. Apenas eles.

Abaixo, gravado em madeira:

“Onde há amor, o inverno nunca dura.”

✦ Extra – Manhãs com Você

Yoongi acordava sempre antes do sol.

Não porque precisava.

Mas porque adorava ver Jimin dormir.

Havia algo sagrado naquela calmaria: os cabelos espalhados no


travesseiro, a respiração lenta, e aquele jeito de se agarrar no lençol
como se o mundo lá fora não existisse.

Yoongi se levantava devagar, ia até a cozinha, preparava chá e um


pão doce com canela — do jeitinho que Jimin gostava.

Quando o outro finalmente acordava, sempre com cara amassada e


voz rouca, Yoongi fingia estar irritado:

— Você ronca.

— Mentira.

— Eu gravei. Tá ficando pior a cada ano.


Jimin ria, bagunçava o cabelo de Yoongi, e roubava um gole do chá.

— E mesmo assim você me ama?

— Não. Te suporto com elegância.

— Fofo demais.

Depois, passavam as manhãs juntos cuidando do jardim, lendo,


discutindo sobre quais flores combinar com cada estação. Às vezes
brigavam por bobagem. Às vezes se amavam ali mesmo, entre as
folhas e o cheiro de terra.

Mas toda noite, sem exceção, dormiam abraçados — como quem


sabe que encontrou, finalmente, um lar.

✦ Capítulo Extra: Cartas no Tempo

🌸 Carta 1 – Não Entregue (Yoongi, antes do altar)

Para Park Jimin,

Não vou te entregar isso. Talvez nem devesse escrever. Mas se não
tirar isso de mim, vou me afogar nesse sentimento silencioso.

Quando soube que você ia se casar, eu senti como se tivessem


arrancado algo de dentro de mim. Mas sorri. Fingi. Como sempre fiz.
Como você nunca percebeu? Talvez eu tenha escondido bem
demais... ou talvez você só nunca olhou pra mim desse jeito.

No entanto, mesmo morrendo por dentro, estarei no seu casamento.


Estarei lá por você. Porque se é isso que vai te fazer feliz, então... eu
aceito ficar nas sombras.

Com todo o amor que nunca ousei dizer,

Yoongi
❄️Carta 2 – Escondida no Livro (Jimin, semanas após o beijo)

Yoongi,

Acordei hoje e você ainda estava dormindo. Pela primeira vez, eu te


vi sem aquela armadura — o duque, o sério, o distante. Era só você. E
eu queria congelar aquele momento.

Queria te dizer que te amo. Mas essas palavras me assustam. São


frágeis demais perto do que você significa pra mim.

Então escrevi isso e escondi entre as páginas do livro que você vive
relendo. Se um dia encontrar, é porque eu finalmente tive coragem
de te amar abertamente.

Jimin

🔥 Carta 3 – Durante a Temporada de Inverno

Para meu lar (Jimin),

Hoje todos olham para nós como se estivéssemos violando alguma lei
invisível. Mas ao dançar com você no salão, senti que o mundo inteiro
poderia queimar — desde que suas mãos estivessem nas minhas.

Você me deu o que ninguém mais conseguiu: paz.

Se eu tiver que renunciar tudo, que seja. Meu nome, meu sangue,
meu título. Mas não você.

Seu, antes e depois de tudo,

Yoongi

🌿 Carta 4 – Anos depois, deixada na estufa


Jimin,

Hoje faz exatos sete anos desde o dia em que você apareceu aqui
pela primeira vez. Você estava partido. Mas mesmo quebrado,
iluminava tudo ao redor.

Hoje você é luz. Raiz. Estação.

Não tenho grandes palavras, só uma promessa simples: continuar


cuidando das flores ao seu lado. E de você. Todos os dias.

Com amor eterno (e mãos sujas de terra),

Yoongi

💌 Última Carta – Guardada entre as roupas de inverno

Meu amor,

Se algum dia eu não estiver mais aqui antes de você acordar, saiba
que não foi por escolha.

Você foi o melhor pedaço da minha vida. O mais bonito. O mais certo.

Espero que continue cantando baixinho enquanto faz chá. Que


continue plantando flores que ninguém conhece. Que continue
escrevendo, dançando, sorrindo como só você sabe.

E que, se olhar para o lado da cama e sentir saudade, saiba que meu
amor ainda dorme ali, só em outro tempo.

Com tudo que fui e tudo que sou,

Yoongi

Jimin nunca respondeu essa última carta.


Mas todas as noites, ele deixava um lugar reservado ao lado na cama,
e contava estrelas, acreditando que Yoongi ainda escrevia, de algum
canto do universo.

✦ Cartas Íntimas: Amor com Pele, Olhos e Fome

🍷 Carta 1 – De Yoongi para Jimin (deixada sob o travesseiro)

Jimin,

Se você soubesse o que eu penso quando você passa por mim só


com aquela camisa longa e descalço pela casa...

Se soubesse quantas vezes precisei respirar fundo para não te puxar


ali mesmo, contra a parede da estufa, entre as flores e o calor…

Você diz que é vulnerável — mas eu sou quem está à beira de me


perder.

Hoje, quando for dormir, não apague as velas. Quero ver cada suspiro
seu. Cada marca que te deixo.

Yoongi

🥀 Carta 2 – De Jimin para Yoongi (escondida no piano)

Yoongi,
Você toca o piano como toca meu corpo — com firmeza nas notas,
mas ternura no silêncio.

Seu toque me desmonta. Não é só desejo. É fome de alma. Corpo


inteiro. Quando você me beija no meio da madrugada, eu esqueço
que já fui quebrado um dia.

Quero te pedir uma coisa: amanhã, me leve até aquele quarto que
você nunca usa. Me encoste na janela. Me faça seu — não com
pressa, mas com intenção.

Me queima, devagar.

Jimin

🕯️Carta 3 – Anos depois, em um dia de chuva

Jimin,

A chuva está caindo como naquela primeira noite que você dormiu
comigo. Você tremia. Hoje, quem treme sou eu quando você me
chama de “meu”.

Hoje à noite, quero você só com a luz da lareira. Quero lamber as


palavras do seu corpo. Ouvir você dizer meu nome com a voz falha.
Sentir suas unhas nos meus ombros, seu quadril em movimento, seu
riso abafado no meu pescoço.

Quero te amar até não sabermos onde um começa e o outro termina.

Com desejo e adoração,

Yoongi

✦ Encerramento Final – “Quando a Última Flor Desabrochar”

O tempo passou como uma estação gentil.


Os cabelos de Jimin ficaram prateados. As mãos, calejadas de terra e
amor. Ele ainda cuidava da estufa, agora um verdadeiro jardim
botânico. Recebia visitas de jovens apaixonados, artistas, e famílias
inteiras que queriam ver “o milagre das flores que nunca morrem.”

Ninguém sabia que o segredo daquelas flores era simples: amor


cultivado com paciência.

Numa tarde de primavera, Jimin adormeceu na estufa, entre lírios e


lavandas. Havia um caderno no colo — com uma carta inacabada
para Yoongi.

“Hoje sonhei que você voltou... E eu estava sorrindo antes mesmo de


abrir os olhos. Sabe por quê? Porque você nunca partiu de verdade.”

Ele não acordou daquela soneca. Mas partiu com o rosto calmo,
coberto de sol filtrado pelas folhas, e o cheiro de terra e chá ao redor.

Foram enterrados juntos. Num canto da estufa.

Na lápide, nenhuma data. Nenhum título.

Apenas uma frase:

“Amar não foi a escolha mais fácil. Foi a mais certa.”

E ao lado, sempre flores vivas.

Porque onde houve Yoongi e Jimin, o inverno nunca mais voltou.

🌙 FIM DEFINITIVO DE “SOB O VÉU DO INVERNO”

Você também pode gostar