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Nietzsche: Poder, Moral e Filosofia

Nietzsche critica a modernidade e a moralidade cristã, propondo que a verdadeira vontade do homem é o aumento de poder, não a busca por prazer ou a evitação da dor. Ele distingue entre as forças apolíneas e dionisíacas, defendendo que a civilização separou essas dimensões complementares da realidade. Além disso, sua filosofia é reinterpretada por pensadores como Deleuze e Foucault, enquanto a ideia de Übermensch reflete a superação da moral convencional.
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Nietzsche: Poder, Moral e Filosofia

Nietzsche critica a modernidade e a moralidade cristã, propondo que a verdadeira vontade do homem é o aumento de poder, não a busca por prazer ou a evitação da dor. Ele distingue entre as forças apolíneas e dionisíacas, defendendo que a civilização separou essas dimensões complementares da realidade. Além disso, sua filosofia é reinterpretada por pensadores como Deleuze e Foucault, enquanto a ideia de Übermensch reflete a superação da moral convencional.
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Filosofia - Além do bem e do mal

1. Nietzsche identificou os deuses gregos Apolo e Dionísio, respectivamente, como:


d) razão e desordem: dimensões complementares da realidade
2. Nietzsche foi um dos mais importantes críticos da modernidade. Na obra A vontade de poder, o
filósofo afirma textualmente que: "Não é verdade que o homem procure o prazer e fuja da dor. São de
tomar em conta os preconceitos contra os quais invisto. O prazer e a dor são consequências, fenômenos
concomitantes. O que o homem quer, o que a menor partícula de um organismo vivo quer, é o aumento
de poder: é em consequência do esforço em consegui-lo que o prazer e a dor se efetivam; é por causa
dessa mesma vontade que a resistência a ela é procurada, o que indica a busca de alguma coisa que
manifeste oposição. A dor, sendo entrave à vontade de poder do homem, é, portanto, um
acontecimento normal - a componente normal de qualquer fenômeno orgânico. E o homem não procura
evitá-la, pois tem necessidade dela, já que qualquer vitória implica uma resistência vencida". Sobre o
pensamento do autor julgue as seguintes assertivas:

A tragédia grega, diz Nietzsche, depois de ter atingido sua perfeição pela reconciliação da "embriaguez e
da forma", de Dionísio e Apolo, começou a declinar quando, aos poucos, foi invadida pelo racionalismo,
sob a influência "decadente" de Sócrates. Assim, Nietzsche estabeleceu uma distinção entre o apolíneo e
o dionisíaco: Apolo é o deus da clareza, da harmonia e da ordem; Dionísio, o deus da exuberância, da
desordem e da música. Segundo Nietzsche, o apolíneo e o dionisíaco, complementares entre si, foram
separados pela civilização.

Nietzsche enriqueceu a filosofia moderna com meios de expressão: o aforismo e o poema. Isso trouxe
como consequência uma nova concepção da filosofia e do filósofo: não se trata mais de procurar o ideal
de um conhecimento verdadeiro, mas sim de interpretar e avaliar.

Segundo Nietzsche, o cristianismo concebe o mundo terrestre como um vale de lágrimas, em oposição
ao mundo da felicidade eterna do além. Essa concepção constitui uma metafísica que, à luz das ideias do
outro mundo, autêntico e verdadeiro, entende o terrestre, o sensível, o corpo, como o provisório, o
inautêntico e o aparente. Trata-se, portanto, diz Nietzsche, de "um platonismo para o povo", de uma
vulgarização da metafísica, que é preciso desmistificar.

Assinale a alternativa correta:

e) todas as afirmações são verdadeiras.


3. Quanto à recepção de Nietzsche por parte das filosofías europeias do século XX,
assinale a alternativa correta.
b) Gilles Deleuze e outros pensadores franceses buscaram, em meados do século XX,
reabilitar Nietzsche e afastar sua filosofia de distorções ideológicas.
4. Podem ser considerados os principais intérpretes da filosofia nietzschiana:
b) Foucault e Deleuze.
5. O conceito de além-do-homem ou super-homem representa:
c) Os que foram capazes de ultrapassar a moral.
6. Marque a alternativa que indica alguns dos principais livros escritos por
Friedrich Nietzsche:
a) Assim falou Zaratustra; O nascimento da tragédia, Humano, demasiado humano, A
gaia ciência; Genealogia da moral; Crepúsculo dos idolos; Ecce Homo.
7. O que significa Übermensch e o que isso representa na filosofia de Nietzsche?
a) Além-do-homem ou super-homem. Consiste em ter uma disposição de espírito em
tudo oposta à moral de rebanho, com seu apego à compaixão, à piedade cristã e à
promessa de uma vida em outra dimensão.
8. O que significa niilismo?
a) A palavra niilismo deriva do latim nihil (nada) e denota o vazio de sentido. Trata-se
de uma atitude intelectual que considera as verdades e os valores desprovidos de
sentido.
9. Assinale a alternativa correta:
d) Nietzsche (1800–1900) nasceu na cidade alemã de Röcken, em uma família
protestante. Pensando em seguir a carreira de pastor, chegou a iniciar o curso de
teologia na Universidade de Bonn. Versado em grego e latim, acabou se afastando do
projeto de ser teólogo e se mudou para Leipzig, onde passou a se dedicar à filologia.
10. Assinale a alternativa correta:
c) Durante a doença e após a morte de Nietzsche, sua irmã Elisabeth Förster-Nietzsche
(1845-1935) passou a ser detentora de seus manuscritos e suas publicações,
distorcendo a filosofia do filósofo para servir de base à ideologia nacionalista e
antissemita alemã que começava a surgir naquela época.
11. Explique como e porquê a relação entre “O Eterno Retorno” e “O Amor Fati” surge
como superação dos niilismos segundo a filosofia de Nietzsche.
R: Quem aceita que cada momento deve valer a pena ser vivido infinitamente e abraça
tudo o que acontece supera a negação da vida, criando seu próprio significado.
12. É comum, nos livros de introdução à Filosofia, encontrarmos a afirmação de que a
filosofia nasceu com a criação do logos, isto é, a razão ou o discurso racional, em
ruptura com o mythos, isto é, a narrativa mítica. Com base na perspectiva da filosofia
de Nietzsche, como podemos avaliar esta afirmação? O que essa ruptura significou
para o pensamento?
R: Nietzsche critica a ideia de que o logos (razão) superou o mythos (mito). Para ele,
essa "ruptura" foi uma perda: o mito expressava a vida de forma criativa, enquanto a
razão (Sócrates/Platão) impôs verdades abstratas, negando a realidade do mundo. A
verdadeira filosofia deveria unir razão e impulso vital.

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