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Reflexões sobre a Morte e a Terra

O poema 'Funeral de um Lavrador' reflete sobre a morte e a vida do trabalhador rural, enfatizando a relação entre a terra e a vida do lavrador. A cova é descrita como uma medida justa, simbolizando a parte que lhe cabe no latifúndio. A obra sugere que, na morte, o lavrador encontrará um espaço maior do que na vida, apesar de sua existência limitada.
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Reflexões sobre a Morte e a Terra

O poema 'Funeral de um Lavrador' reflete sobre a morte e a vida do trabalhador rural, enfatizando a relação entre a terra e a vida do lavrador. A cova é descrita como uma medida justa, simbolizando a parte que lhe cabe no latifúndio. A obra sugere que, na morte, o lavrador encontrará um espaço maior do que na vida, apesar de sua existência limitada.
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Funeral de um Lavrador Estarás mais ancho que estavas no

Morte e Vida Severina mundo


Esta cova em que estás com palmos Mas a terra dada, não se abre a boca
medida
É a conta menor que tiraste em vida
É a conta menor que tiraste em vida

É de bom tamanho nem largo nem


fundo
É a parte que te cabe deste latifúndio
É a parte que te cabe deste latifúndio

Não é cova grande, é cova medida


É a terra que querias ver dividida
É a terra que querias ver dividida

É uma cova grande pra teu pouco


defunto
Mas estarás mais ancho que estavas
no mundo
Estarás mais ancho que estavas no
mundo

É uma cova grande pra teu defunto


parco
Porém mais que no mundo te sentirás
largo
Porém mais que no mundo te sentirás
largo

É uma cova grande pra tua carne


pouca
Mas a terra dada, não se abre a boca
Mas a terra dada, não se abre a boca

É a conta menor que tiraste em vida


É a parte que te cabe deste latifúndio
É a terra que querias ver dividida

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