Para: Maria Eduarda
Carta Canalizada 5 de agosto 2025
Maria Eduarda,
Olha, eu não sou muito de escrever, mas se fosse pra te dizer alguma coisa sem
ficar rodeando, seria isso: às vezes eu tô na vibe, às vezes eu fico na minha. E sei
que isso pode te deixar meio confusa — até entendo, na real. Porque quando tô
contigo, tem química, tem conexão, tem algo ali que não é só mais um lance
qualquer. Mas também tem os meus momentos que eu sumo, fico distante, e
parece que não tô nem aí. Só que não é bem assim.
Não é sobre não gostar, e também não é sobre gostar demais. É que tem horas
que eu tô no meu mundo, resolvendo minhas paradas, lidando com umas coisas
internas que nem sempre dá pra explicar. E eu não sou muito de ficar mostrando
tudo que sinto o tempo inteiro. Tem coisa que eu guardo, que eu demoro pra
entender até em mim mesmo. E eu sei que isso te deixa com o pé atrás.
Mas uma coisa tu pode ter certeza: se eu tô ali, se eu tô presente mesmo que do
meu jeito, é porque tem valor. Eu não fico forçando nada com ninguém. E
contigo, por mais que eu não fale tudo, tem uma presença que conta. Eu gosto
do teu jeito, da tua vibe, da forma como tu leva as coisas numa boa, sem pressão.
Tu é diferente. E eu noto isso, mesmo calado.
Agora… se tu quer saber exatamente “o que eu sinto”, eu ainda tô entendendo
também. Não gosto de prometer coisa que eu não sei se consigo cumprir. Mas
gosto do que a gente tem. E se um dia for pra ser mais, tem que ser leve, natural,
sem pressão, do jeito que tem sido — só que com mais verdade, dos dois lados.
Se em algum momento eu parecer longe, não é pessoal. Às vezes, só tô tentando
entender meu próprio ritmo. Mas não quero te confundir, nem te deixar no vácuo
emocional. Tu merece clareza. Então tá aqui: gosto de estar contigo, gosto da tua
energia, e mesmo sem dar nome a tudo, tu me faz bem. Isso é fato.
Seja lá o que for dar disso tudo, que seja com respeito e verdade. Porque tu é da
hora, e não é qualquer pessoa que faz eu parar pra pensar assim.
— Weden