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Matemática e Raciocínio Lógico para Concursos

O documento é um guia de Matemática e Raciocínio Lógico voltado para concursos, abordando conceitos fundamentais como números naturais, inteiros, operações matemáticas, e resolução de problemas. Ele apresenta tópicos como conjuntos numéricos, operações básicas, propriedades matemáticas e lógica. A obra é de autoria de Kairton Batista, Rafael Cardoso e Sérgio Mendes, e foi publicada em janeiro de 2025.

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paulinhogogo080
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
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Básico para

Concursos
Matemática e Raciocínio
Lógico
Obra

Básico para Concursos

Autores

MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO • Kairton Batista (Prof. Kaká), Rafael Cardoso e Sérgio Mendes

ISBN: 978-65-5451-441-5

Edição: Janeiro/2025

Todos os direitos autorais desta obra são reservados e protegidos


pela Lei nº 9.610/1998. É proibida a reprodução parcial ou total,
por qualquer meio, sem autorização prévia expressa por escrito da
editora Nova Concursos.

Esta obra é vendida sem a garantia de atualização futura. No caso Dúvidas


de atualizações voluntárias e erratas, serão disponibilizadas no site
[Link]. Para acessar, clique em “Erratas e [Link]/contato
Retificações”, no rodapé da página, e siga as orientações. sac@[Link]
SUMÁRIO

MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO.........................................................................5


CONJUNTOS DOS NÚMEROS NATURAIS, INTEIROS, RACIONAIS, REAIS E SUAS
OPERAÇÕES.......................................................................................................................................... 5

RESOLUÇÃO DE SITUAÇÕES-PROBLEMA.......................................................................................................10

SISTEMA DE MEDIDAS: DISTÂNCIA, MASSA, TEMPO, ÁREA, VOLUME E CAPACIDADE............ 17

RAZÕES E PROPORÇÕES................................................................................................................... 20

DIVISÃO PROPORCIONAL.................................................................................................................................20

REGRA DA SOCIEDADE.....................................................................................................................................24

PORCENTAGENS...............................................................................................................................................33

EQUAÇÃO DO 1º E 2ºGRAUS: SISTEMA DE EQUAÇÕES ................................................................. 36

RELAÇÕES E FUNÇÕES: FUNÇÕES POLINOMIAIS, EXPONENCIAIS E LOGARÍTMICAS............. 46

MATRIZES, DETERMINANTES E SISTEMAS LINEARES.................................................................. 68

SEQUÊNCIAS: PROGRESSÕES ARITMÉTICAS E PROGRESSÕES GEOMÉTRICAS...................... 92

ESTRUTURAS LÓGICAS — LÓGICA DE ARGUMENTAÇÃO: ANALOGIAS, INFERÊNCIAS,


DEDUÇÕES E CONCLUSÕES.............................................................................................................100

DIAGRAMAS LÓGICOS....................................................................................................................................103

LÓGICA SENTENCIAL (OU PROPOSICIONAL): PROPOSIÇÕES SIMPLES E COMPOSTAS........119

TABELAS-VERDADE........................................................................................................................................123

EQUIVALÊNCIAS E LEIS DE MORGAN.............................................................................................131

LÓGICA DE PRIMEIRA ORDEM.........................................................................................................143

PRINCÍPIOS DE CONTAGEM E PROBABILIDADE...........................................................................149


MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO

CONJUNTOS DOS NÚMEROS NATURAIS, INTEIROS, RACIONAIS, REAIS E


SUAS OPERAÇÕES

NÚMEROS NATURAIS

Operações e Propriedades

Os números construídos com os algarismos de 0 a 9 são chamados de naturais. O símbolo


desse conjunto é a letra N, e podemos escrever os seus elementos entre chaves:
N = {0, 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10, 11, 12, 13, 14, 15, 16, 17, …}
As reticências indicam que este conjunto tem infinitos números naturais.
O zero não é um número natural propriamente dito, pois não é um número de “contagem
natural”. Por isso, utiliza-se o símbolo N* para designar os números naturais positivos, isto é,
excluindo o zero. Vejam: N* = {1, 2, 3, 4, 5, 6, 7…}

Dica
O símbolo do conjunto dos números naturais é a letra N e podemos ter ainda, o símbolo
N*, que representa os números naturais positivos, isto é, excluindo o zero.

Conceitos básicos relacionados aos números naturais:

z Sucessor: é o próximo número natural.

Exemplo: o sucessor de 4 é 5, e o sucessor de 51 é 52. E o sucessor do número “n” é o núme-

MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO


ro “n+1”.

z Antecessor: é o número natural anterior.

Exemplo: o antecessor de 8 é 7, e o antecessor de 77 é 76. E o antecessor do número “n” é


o número “n-1”.

z Números consecutivos: são números em sequência.

Exemplo: 5, 6, 7 são números consecutivos, porém 10, 9, 11 não são. Assim, (n-1, n e n+1)
são números consecutivos.

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z Números naturais pares: são aqueles que, ao serem divididos por 2, não deixam resto.
Por isso o zero também é par. Logo, todos os números que terminam em 0, 2, 4, 6 ou 8 são
pares.
z Números naturais ímpares: ao serem divididos por 2, deixam resto 1. Todos os números
que terminam em 1, 3, 5, 7 ou 9 são ímpares.

Importante!
A soma ou subtração de dois números pares tem resultado par. Ex.: 12 + 8 = 20; 12 – 8 = 4.
A soma ou subtração de dois números ímpares tem resultado par. Ex.: 13 + 7 = 20; 13 – 7
= 6.
A soma ou subtração de um número par com outro ímpar tem resultado ímpar. Ex.: 14 +
5 = 19; 14 – 5 = 9.
A multiplicação de números pares tem resultado par. Ex.: 8 · 6 = 48.
A multiplicação de números ímpares tem resultado ímpar. Ex.: 3 · 7 = 21.
A multiplicação de um número par por um número ímpar tem resultado par. Ex.: 4 · 5 = 20.

Números Inteiros

Os números inteiros são os números naturais e seus respectivos opostos (negativos). Veja:
Z = {..., -7, -6, -5, -4, -3, -2, -1, 0, 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, ...}
O símbolo desse conjunto é a letra Z. Uma coisa importante é saber que todos os números
naturais são inteiros, mas nem todos os números inteiros são naturais. Logo, podemos repre-
sentar através de diagramas e afirmar que o conjunto de números naturais está contido no
conjunto de números inteiros ou ainda que N é um subconjunto de Z. Observe:

Z N

Podemos destacar alguns subconjuntos de números. Veja:

z Números inteiros não negativos = {4,5,6...}. Veja que são os números naturais;
z Números inteiros não positivos = {… -3, -2, -1, 0}; Veja que o zero também faz parte deste
conjunto, pois ele não é positivo nem negativo;
z Números inteiros negativos = {… -3, -2, -1}. O zero não faz parte;
z Números inteiros positivos = {5, 6, 7...}. Novamente, o zero não faz parte.

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OPERAÇÕES COM NÚMEROS INTEIROS

Há quatro operações básicas que podemos efetuar com estes números. São elas: adição,
subtração, multiplicação e divisão.

Adição

É dada pela soma de dois números. Ou seja, a adição de 20 e 5 é: 20 + 5 = 25


Veja mais alguns exemplos:
Adição de 15 e 3: 15 + 3 = 18
Adição de 55 e 30: 55 + 30 = 85

Principais propriedades da operação de adição:

z Propriedade comutativa: a ordem dos números não altera a soma.

Ex.: 115 + 35 é igual a 35 + 115.

z Propriedade associativa: quando é feita a adição de 3 ou mais números, podemos somar


2 deles, primeiramente, e depois somar o outro, em qualquer ordem, que vamos obter o
mesmo resultado.

Ex.: 2 + 3 + 5 = (2 + 3) + 5 = 2 + (3 + 5) = 10

z Elemento neutro: o zero é o elemento neutro da adição, pois qualquer número somado a
zero é igual a ele mesmo.

Ex.: 27 + 0 = 27; 55 + 0 = 55.

z Propriedade do fechamento: a soma de dois números inteiros sempre gera outro número
inteiro.

MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO


Ex.: a soma dos números inteiros 8 e 2 gera o número inteiro 10 (8 + 2 = 10).

Subtração

Subtrair dois números é o mesmo que diminuir, de um deles, o valor do outro. Ou seja,
subtrair 7 de 20 significa retirar 7 de 20, restando 13: 20 – 7 = 13.
Veja mais alguns exemplos:
Subtrair 5 de 16: 16 -5 = 11
30 subtraído de 10: 30 – 10 = 20

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Principais propriedades da operação de subtração:

z Propriedade comutativa: como a ordem dos números altera o resultado, a subtração de


números não possui a propriedade comutativa.

Ex.: 250 – 120 = 130 e 120 – 250 = -130.

z Propriedade associativa: não há essa propriedade na subtração;


z Elemento neutro: o zero é o elemento neutro da subtração, pois, ao subtrair zero de qual-
quer número, este número permanecerá inalterado.

Ex.: 13 – 0 = 13.

z Propriedade do fechamento: a subtração de dois números inteiros sempre gera outro número
inteiro.

Ex.: 33 – 10 = 23.

Multiplicação

A multiplicação funciona como se fosse uma repetição de adições. Veja:


A multiplicação 20 · 3 é igual à soma do número 20 três vezes (20 + 20 + 20), ou à soma do
número 3 vinte vezes (3 + 3 + 3 + ... + 3).
Algo que é muito importante e você deve lembrar sempre são as regras de sinais na multiplica-
ção de números.

SINAIS NA MULTIPLICAÇÃO
Operações Resultados
+ + +
- - +
+ - -
- + -

Dica
� A multiplicação de números de mesmo sinal tem resultado positivo.
Ex.: 51 · 2 = 102; (-33) · (-3) = 99
� A multiplicação de números de sinais diferentes tem resultado negativo.
Ex.: 25 · (-4) = -100; (-15) · 5 = -75

Principais propriedades da operação de multiplicação:

z Propriedade comutativa: A · B é igual a B · A, ou seja, a ordem não altera o resultado.

Ex.: 8 · 5 = 5 · 8 = 40.

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z Propriedade associativa: (A · B) · C é igual a (C · B) · A, que é igual a (A · C) · B.

Ex.: (3 · 4) · 2 = 3 · (4 · 2) = (3 · 2) · 4 = 24.

z Elemento neutro: a unidade (1) é o elemento neutro da multiplicação, pois ao multiplicar 1 por
qualquer número, este número permanecerá inalterado.

Ex.: 15 · 1 = 15.

z Propriedade do fechamento: a multiplicação de números inteiros sempre gera um número


inteiro.

Ex.: 9 · 5 = 45

z Propriedade distributiva: essa propriedade é exclusiva da multiplicação. Veja como fica: A


· (B+C) = (A · B) + (A · C)

Ex.: 3 · (5+7) = 3 · (12) = 36


Usando a propriedade:
3 · (5+7) = 3 · 5 + 3x · 7 = 15 + 21 = 36

Divisão

Quando dividimos A por B, queremos repartir a quantidade A em partes de mesmo valor,


sendo um total de B partes.
Ex.: Ao dividirmos 50 por 10, queremos dividir 50 em 10 partes de mesmo valor. Ou seja,
nesse caso teremos 10 partes de 5 unidades, pois se multiplicarmos 10 x 5 = 50. Ou ainda
podemos somar 5 unidades 10 vezes consecutivas, ou seja, 5+5+5+5+5+5+5+5+5+5=50.
Algo que é muito importante e você deve lembrar sempre são as regras de sinais na divi-
são de números.

SINAIS NA DIVISÃO
Operações Resultados

MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO


+ + +
- - +
+ - -
- + -

Dica
� A divisão de números de mesmo sinal tem resultado positivo.
Ex.: 60 ÷ 3 = 20; (-45) ÷ (-15) = 3
� A divisão de números de sinais diferentes tem resultado negativo.
Ex.: 25 ÷ (-5) = -5; (-120) ÷ 5 = -24

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Esquematizando:

Dividendo
Divisor

30 5
0 6

Resto Quociente

Dividendo = Divisor × Quociente + Resto


30 = 5 · 6 + 0

Principais propriedades da operação de divisão:

z Propriedade comutativa: a divisão não possui essa propriedade;


z Propriedade associativa: a divisão não possui essa propriedade;
z Elemento neutro: a unidade (1) é o elemento neutro da divisão, pois ao dividir qualquer
número por 1, o resultado será o próprio número.

Ex.: 15 / 1 = 15.

z Propriedade do fechamento: aqui chegamos em uma diferença enorme dentro das ope-
rações de números inteiros, pois a divisão não possui essa propriedade, uma vez que ao
dividir números inteiros podemos obter resultados fracionários ou decimais.

Ex.: 2 / 10 = 0,2 (não pertence ao conjunto dos números inteiros).

RESOLUÇÃO DE SITUAÇÕES-PROBLEMA

1. (VUNESP – 2015) Dividindo-se um determinado número por 18, obtém-se quociente n e resto 15. Divi-
dindo-se o mesmo número por 17, obtém-se quociente (n + 2) e resto 1. Desse modo, é correto afirmar
que n(n + 2) é igual a

a) 440.
b) 420.
c) 400.
d) 380.
e) 340.

Dividendo = 18 · n + 15
Dividendo = 17 · (n+2) + 1
18 · n + 15 = 17 · (n+2) + 1
18n + 15 = 17n + 34 + 1
18n – 17n = 35 – 15
n = 20
Logo, n · (n + 2) = 20 · (20 + 2) = 20 · 22 = 440.
Resposta: Letra A.
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2. (FGV – 2019) O resultado da operação 2+3×4−1 é

a) 13.
b) 15.
c) 19.
d) 22.
e) 23.

Primeiro vamos fazer a multiplicação e depois as demais operações:


2 + 3 · 4 − 1 = 2 + 12 − 1 = 13
Resposta: Letra A

3. (INSTITUTO AOCP – 2018) O total de números que estão entre o dobro de 140 e o triplo de 100
é igual a

a) 17.
b) 19.
c) 21.
d) 23.
e) 25.

Dobro de 140 = 280


Triplo de 100 = 300
Total de números entre 280 e 300:
281 até 291 = 10 números
291 até 299 = 9 números
10 + 9 = 19 números.
Resposta: Letra B.

4. (INSTITUTO CONSULPLAN – 2019) Os símbolos das operações que deverão ser inseridos nos
quadrados para que o cálculo seja verdadeiro são, respectivamente: 4_3_2_1 = 10

MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO


a) + / x / +
b) x / – / ÷
c) + / ÷ / –
d) x / + / +

4 · 3 – 2/1=
4 · 3 = 12
–2/1= –2 =
12 – 2 = 10. Resposta: Letra B.

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FRAÇÕES

Frações nada mais são do que operações de divisão. Podemos, por exemplo, tanto escrever
4
4 ÷ 8 quanto 8 .

Agora, vamos estudar todas as operações que envolvem as frações. São elas: adição, sub-
tração, multiplicação e divisão.

Adição e Subtração de Fração

Para somar ou subtrair frações, é necessário olharmos para os denominadores, ou seja,


para a “base” das frações. Há duas situações possíveis. Vejamos:

z Denominadores iguais (quando acontece essa situação, basta repetir as bases e operar os
numeradores)

1 3
+ = 1+3 = 4
5 5 5 5

4-2 4-2 2
3 3 = 3 =3

z Denominadores diferentes (quando acontece essa situação, é necessário achar o denomi-


nador comum, para operar as frações). Veja:

1 3
3+4

O número 12 é o primeiro múltiplo, ao mesmo tempo, de 3 e 4. Então, dividiremos 12 pelos


denominadores e, depois, multiplicaremos o resultado pelos numeradores.

1 3 4x1 3x3 4 + 9 13
3 + 4 = 12÷3 + 12÷4 = 12 = 12

Achando o menor denominador comum (mmc):

3–4 2 (aqui vamos dividir sempre pelo menor número primo possível)

3–2 2

3–1 3

1–1 mmc: 2 · 2 · 3 = 12

Todo número que é dividido apenas por ele mesmo e pelo número 1 é um número primo.
Exemplo:
3 (apenas por ser dividido por 1 e 3)
13 (apenas por ser dividido por 1 e 13)

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Multiplicação de Fração

Fazer a multiplicação entre frações é muito simples! Basta multiplicar o numerador de


uma das frações pelo numerador da outra fração e fazer o mesmo processo entre os denomi-
nadores. Veja:
2 5 2x5 10
3 x 4 = 3x4 = 12

Ainda não chegamos ao resultado final da operação, pois é necessário simplificar a fração o
máximo possível. Para realizar esse procedimento, devemos achar um número que divide, ao
mesmo tempo, o denominador e o numerador. No caso apresentado anteriormente, sabemos
que é o número 2. Aplicando, fica assim:

10÷2 5
12÷2 = 6

Pronto! Chegamos no resultado final, pois não há mais como simplificar.

Divisão de Fração

Vamos ensinar uma maneira bem simples para resolver esse tipo de operação. Para divi-
dir frações, deve-se repetir a primeira fração e multiplicar pelo inverso da segunda fração.
Depois, basta realizar a multiplicação normalmente, da mesma forma que aprendemos. Veja:

3 5 3 2 3×2 6 6÷2 3
÷ = × = = = =
4 2 4 5 4×5 20 20 ÷ 2 10

Importante!
Podemos simplificar frações, dividindo o numerador e o denominador pelo mesmo número.

Exercite seus conhecimentos através dos exercícios comentados a seguir.

MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO


1. (FCC — 2016) Seja A o quociente da divisão de 8 por 3. Seja B o quociente da divisão de 15 por
7. Seja C o quociente da divisão de 14 por 22. O produto A B C é igual a:

a) 3,072072072 . . .
b) 3,636363 . . .
c) 3,121212 . . .
d) 3,252525 . . .
e) 3,111 . . .

Vamos calcular a multiplicação entre as frações apresentadas:


Podemos, ainda, simplificar o 14 com o 7 e o 15 com o 3.
Ainda é possível dividir 40 por 11.
Logo, A B C = 3,63... Resposta: Letra B.
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2. (FGV — 2016) Durante três dias, o capitão de um navio atracado em um porto anotou a altura das
marés alta (A) e baixa (B), formando a tabela a seguir.

A B A B A B A B A B A

1,0 0,3 1,1 0,2 1,3 0,4 1,4 0,5 1,2 0,4 1,0

A maior diferença entre as alturas de duas marés consecutivas foi

a) 1,0.
b) 1,1.
c) 1,2.
d) 1,3.
e) 1,4.

Vamos calcular as diferenças entre os valores da tabela. Observe:


0,3 – 1 = - 0,7
1,1 – 0,3 = 0,8
0,2 – 1,1 = - 0,9
1,3 – 0,2 = 1,1
0,4 – 1,3 = - 0,9
1,4 – 0,4 = 1
0,5 – 1,4 = -0,9
1,2 – 0,5 = 0,7
0,4 – 1,2 = -0,8
1,0 – 0,4 = 0,6
Note que a maior diferença é 1,1.
Resposta: Letra B.

NÚMEROS RACIONAIS

São aqueles que podem ser escritos na forma da divisão (fração) de dois números inteiros.
Ou seja, escritos na forma A/B (A dividido por B), onde A e B são números inteiros.
Exemplos: 7/4 e -15/9 são racionais. Veja, também, que os números 87, 321 e 1221 são racio-
nais, pois são divididos pelo número 1.

Dica
Qualquer número natural é também inteiro e todo número inteiro é também racional.

O símbolo desse conjunto é a letra Q e podemos representar por meio de diagramas a rela-
ção entre os conjuntos naturais, inteiros e racionais, veja:

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Q

Z N

Representação Fracionária e Decimal

Há 3 tipos de números no conjunto dos números racionais:

z Frações:

Ex.: 38 3 7 etc.
, 5 , 11

z Números decimais.

Ex.: 1,75

z Dízimas periódicas.

Ex.: 0,33333...

Operações e Propriedades dos Números Racionais

z Adição de números decimais: segue a mesma lógica da adição comum.

Ex.: 15,25 + 5,15 = 20,4

MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO


z Subtração de números decimais: segue a mesma lógica da subtração comum.

Ex.: 57,3 – 0,12 = 57,18

z Multiplicação de números decimais: aplicamos o mesmo procedimento da multiplicação


comum.

Ex.: 4,6 · 1,75 = 8,05

z Divisão de números decimais: devemos multiplicar ambos os números (divisor e dividen-


do) por uma potência de 10 (10, 100, 1000, 10000 etc.) de modo a retirar todas as casas
decimais presentes. Após isso, é só efetuar a operação normalmente.
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Ex.: 5,7 ÷ 1,3
5,7 · 100 = 570
1,3 · 100 = 130
570 ÷ 130 = 4,38

Exercite seus conhecimentos através dos exercícios comentados a seguir.

1. (FGV– 2010) Julgue as afirmativas a seguir:

a) 0,555... é um número racional.

( ) CERTO ( ) ERRADO

Repare que o número 0,555... é uma dízima periódica. Vimos na teoria que as dízimas perió-
dicas são um tipo de número racional. Resposta: Certo.

b) Todo número inteiro tem antecessor.

( ) CERTO ( ) ERRADO

Qualquer número inteiro é possível obter o seu antecessor. Basta subtrair 1 unidade. Veja:
o antecessor de 35 é o 34. O antecessor de 0 é -1. E o antecessor de -299 é o -300. Resposta:
Certo.

2. (FCC – 2018) Os canos de PVC são classificados de acordo com a medida de seu diâmetro em
polegadas. Dentre as alternativas, aquela que indica o cano de maior diâmetro é

a) 1/2.
b) 1 ¼.
c) 3/4.
d) 1 ½.
e) 5/8.

Vamos deixar todos na forma decimal. Ou seja, vamos dividir o numerador pelo denomina-
dor da fração. Veja:
5/8 = 0,625
½ = 0,5
1 ¼ = 1 + 0,25 = 1,25
¾ = 0,75
1 ½ = 1 + 0,5 = 1,5
Logo, o maior diâmetro será 1 ½ polegadas, que corresponde a 1,5 polegadas. Resposta:
Letra D.

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3. (FCC – 2017) Sabendo que o número decimal F é 0,8666 . . . , que o número decimal G é 0,7111 .
. . e que o número decimal H é 0,4222 . . . , então, o triplo da soma desses três números decimais,
F, G e H, é igual a

a) 6,111 . . .
b) 5,888 . . .
c) 6
d) 3
e) 5,98

Podemos resolver de forma aproximada, somando:


0,8666 + 0,7111 + 0,4222 = 1,9999 (aproximadamente 2)
A soma é aproximadamente 3×2 = 6. Resposta: Letra C.

REPRESENTAÇÃO NA RETA REAL

Na geometria plana, as retas são consideradas entidades primitivas, ou seja, não neces-
sitam de definição formal, pois são intuitivamente concebidas pelos seres humanos. Em
geral, elas são representadas graficamente por meio de um traço contínuo sem lacunas e sem
pontos em suas extremidades.
O que se estipula para elas, no entanto, são as consequências de existirem, como colocam
Dolce e Pompeo (2013, p. 2): “Numa reta, bem como fora dela, há infinitos pontos.” Ora, bem
assim são os números reais, infinitos, não só positiva e negativamente, como também entre
si, pois entre 1 e 2, por exemplo, temos o 1,5; 1,23; 1,0001; √2 = 1,412..., entre outros. Portanto,
podemos representá-los graficamente em uma reta à qual daremos o nome de reta real. A
seguir, acompanhe a representação básica desse elemento gráfico.

3 2 1 0 1 2 3

5 5 1 1 3 9 11 r
2 3 2 2 2 4 4
4 2
3
3

MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO


Fonte: Iezzi e Murakami (2013).

Note a presença dos exemplos de números irracionais, √2 e π , mas também de números


inteiros, 0, 1, –3, entre outros. Também podemos identificar alguns dos números racionais
1 9
presentes entre dois inteiros quaisquer, como 2 e 4 , por exemplo.

SISTEMA DE MEDIDAS: DISTÂNCIA, MASSA, TEMPO, ÁREA, VOLUME


E CAPACIDADE

Quando estudamos o sistema de medidas, nos atentamos ao fato de que ele serve para
quantificar dimensões que podem ter uma variação gigantesca. Porém, existem as conver-
sões entre as unidades para uma melhor interpretação e leitura.
17
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Medidas de Comprimento

A unidade principal tomada como referência é o metro. Além dele, temos outras seis uni-
dades diferentes que servem para medir dimensões maiores ou menores. A conversão de
unidades de comprimento segue potências de 10. Veja o esquema abaixo:

km hm dam m dm cm mm
(quilômetro) (hectômetro) (decâmetro) (metro) (decímetro) (centímetro) (milímetro)

×10 ×10 ×10 ×10 ×10 ×10

Km hm dam m dm cm mm

:10 :10 :10 :10 :10 :10

Exemplo: converter 5,3 metros para centímetros:


Para sair do metro e chegar no centímetro devemos multiplicar por 100 (10 · 10), pois
“andamos” duas casas até chegar em centímetro. Logo,

5,3m = 5,3 · 100 = 530 cm.

Medidas de Área (Superfície)

A unidade principal tomada como referência é o metro quadrado. Além dele, temos outras seis
unidades diferentes que servem para medir dimensões maiores ou menores. A conversão de uni-
dades de superfície segue potências de 100. Veja o esquema a seguir:

km2 hm2 dam2 m2 dm2 cm2 mm2


(quilômetro (hectômetro (decâmetro (metro (decímetro (centímetro (milímetro
quadrado) quadrado) quadrado) quadrado) quadrado) quadrado) quadrado)

×100 ×100 ×100 ×100 ×100 ×100

Km2 hm2 dam2 m2 dm2 cm2 mm2

:100 :100 :100 :100 :100 :100

Exemplo: converter 5,3 m2 para cm2:


Para sair do metro quadrado e chegar no centímetro quadrado devemos multiplicar por
10.000 (100 · 100), pois “andamos” duas casas até chegar em centímetro quadrado. Logo,
5,3m2 = 5,3 · 10.000 = 53.000 cm2.

Medidas de Volume (Capacidade)

A unidade principal tomada como referência é o metro cúbico. Além dele, temos outras
seis unidades diferentes que servem para medir dimensões maiores ou menores. A conver-
são de unidades de superfície segue potências de 1.000. Veja o esquema a seguir
18
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km3 hm3 dam3 m3 dm3 cm3 mm3
(quilômetro (hectômetro (decâmetro (metro (decímetro (centímetro (milímetro
cúbico) cúbico) cúbico) cúbico) cúbico) cúbico) cúbico)

×1.000 ×1.000 ×1.000 ×1.000 ×1.000 ×1.000

Km3 hm3 dam3 m3 dm3 cm3 mm3

:1.000 :1.000 :1.000 :1.000 :1.000 :1.000

Exemplo: converter 5,3 m3 para cm3:


Para sair do metro cúbico e chegar no centímetro cúbico devemos multiplicar por 1000000
(1000x1000), pois “andamos” duas casas até chegar em centímetro cúbico. Logo,

5,3m3 = 5,3 x 1.000.000 = 5.300.000 cm3.

Veja, agora, algumas relações interessantes e que você precisa ter em mente para resolver
a diversas questões.

UNIDADE RELAÇÃO DE UNIDADE


1 quilograma (kg) 1000 gramas (g)
1 tonelada (t) 1000 quilogramas (kg)
1 litro (l) 1 decímetro cúbico (dm3)
1 mililitro (ml) 1centímetro cúbico (cm3)
1 hectare (ha) 1 hectômetro quadrado (hm2)
1 hectare (ha) 10000 metros quadrados (m2)

Medidas de Tempo

Medindo intervalos de tempos temos (hora – minuto – segundo) que são os mais conheci-
dos. Veja como se faz a relação nessa unidade.
Para transformar de uma unidade maior para a unidade menor, multiplica-se por 60. Veja:

MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO


1 hora = 60 minutos
h = 4 · 60 = 240 minutos

Para transformar de uma unidade menor para a unidade maior, divide-se por 60. Veja:

20 minutos = 20 / 60 = 2/6 = 1/3 da hora ou 1/3h.

Para medir ângulos a unidade básica é o grau. Temos as seguintes relações:

1 grau equivale a 60 minutos (1º = 60’)


1 minuto equivale a 60 segundos (1’ = 60”)

19
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Aqui vale fazer uma observação que os minutos e os segundos dos ângulos não são os mes-
mos do sistema (hora – minuto – segundo). Os nomes são semelhantes, mas os símbolos que
os indicam são diferentes, veja:

1h32min24s é um intervalo de tempo ou um instante do dia.


1º 32’ 24” é a medida de um ângulo.

Medidas de Massa

As unidades a seguir são as mais utilizadas quando estamos trabalhando a massa de uma
matéria. Veja quais são:

z tonelada (t);
z quilograma (kg);
z grama (g);
z miligrama (mg).

Vamos tomar como base as relações a seguir para converter uma unidade em outra.
Observe:

z 1 t = 1.000 kg (uma tonelada tem mil quilogramas);


z 1 kg = 1.000 g (um quilograma tem mil gramas);
z 1 g = 1.000 mg (uma grama tem mil miligramas).

Observe o exemplo a seguir de uma conversão:

Vamos transformar 3,5 kg em gramas.


Sabemos que 1 kg equivale a 1.000 gramas, logo:

1 kg — 1.000 g
3,5 Kg — x
x = 3,5 · 1.000
x = 3.500 g

Então, podemos dizer que 3,5 kg equivalem a 3.500g.

RAZÕES E PROPORÇÕES

DIVISÃO PROPORCIONAL

A razão entre duas grandezas é igual à divisão entre elas. Veja:

2
5

20 Ou podemos representar por 2 ÷ 5 (lê-se 2 está para 5).


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Já a proporção é a igualdade entre razões. Veja:

2 4
=
3 6

Ou podemos representar por 2 ÷ 3 = 4 ÷ 6 (lê-se 2 está para 3 assim como 4 está para 6).
Os problemas mais comuns que envolvem razão e proporção é quando se aplica uma
variável qualquer dentro da proporcionalidade e se deseja saber o valor dela. Veja o exemplo:

2 x
= ou 2 ÷ 3 = x ÷ 6
3 6

Para resolvermos esse tipo de problema devemos usar a Propriedade Fundamental da


razão e proporção: produto dos meios pelos extremos.
Meio: 3 e x;
Extremos: 2 e 6.
Logo, devemos fazer a multiplicação entre eles numa igualdade. Observe:

3·X=2.6
3X = 12
X = 12 ÷ 3
X=4

Lembre-se de que a maioria dos problemas envolvendo esse tema são resolvidos utilizando
essa propriedade fundamental. Porém, algumas questões acabam sendo um pouco mais comple-
xas e pode ser útil conhecer algumas propriedades para facilitar. Vamos a elas!

Propriedade das Proporções

z Somas Externas

a c a+c
= =
b d b+d

MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO


Vamos entender um pouco melhor resolvendo uma questão-exemplo:
Suponha que uma fábrica vai distribuir um prêmio de R$ 10.000 para seus dois empregados (Car-
los e Diego). Esse prêmio vai ser dividido de forma proporcional ao tempo de serviço deles na fábrica.
Carlos está há 3 anos na fábrica e Diego está há 2 anos. Quanto cada um vai receber?
Resolução:
Primeiro, devemos montar a proporção. Sejam C a quantia que Carlos vai receber e D a
quantia que Diego vai receber, temos:

C D
=
3 2

Utilizando a propriedade das somas externas:

21
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C D C+D
= =
3 2 3+2

Perceba que C + D = 10.000 (as partes somadas), então podemos substituir na proporção:

C D C+D 10.000
= = = = 2.000
3 2 3+2 5

Aqui cabe uma observação importante!


Esse valor 2.000, que chamamos de “Constante de Proporcionalidade”, é que nos mostra o
valor real das partes dentro da proporção. Veja:

C
= 2.000
3
C = 2000 · 3
C = 6.000 (esse é o valor de Carlos)
D
= 2.000
2
D = 2.000 · 2
D = 4.000 (esse é o valor de Diego)

Assim, Carlos vai receber R$6.000 e Diego vai receber R$ 4.000.

z Somas Internas

a c a+b c+d
= = =
b d b d

É possível, ainda, trocar o numerador pelo denominador ao efetuar essa soma interna, desde
que o mesmo procedimento seja feito do outro lado da proporção.

a c a+b c+d
= = =
b d a c

Vejamos um exemplo:

x 2
=
14 - x 5

x + 14 - x 2+5
=
x 2

14 7
=
x 2

7 · x = 2 · 14

14 · 2
x= =4
7

Portanto, encontramos que x = 4.


22
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Importante!
Vale lembrar que essa propriedade também serve para subtrações internas.

z Soma com Produto por Escalar

a c a + 2b c + 2d
= = =
b d b d

Vejamos um exemplo para melhor entendimento:


Uma empresa vai dividir o prêmio de R$ 13.000 proporcionalmente ao número de anos
trabalhados.
São dois funcionários que trabalham há 2 anos na empresa e três funcionários que traba-
lham há 3 anos.
Resolução:
Seja A o prêmio dos funcionários com 2 anos e B o prêmio dos funcionários com 3 anos de
empresa, temos:

A B
=
2 3

Porém, como são 2 funcionários na categoria A e 3 funcionários na categoria B, podemos


escrever que a soma total dos prêmios é igual a R$ 13.000.

2A + 3B = 13.000

Agora multiplicando em cima e embaixo de um lado por 2 e do outro lado por 3, temos:

2A 3B
=
4 9

Aplicando a propriedade das somas externas, podemos escrever o seguinte:

2A 3B 2A + 3B
= =

MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO


4 9 4+9

Substituindo o valor da equação 2A + 3B na proporção, temos:

2A 3B 2A + 3B
= = = 13.000 = 1.000
4 9 4+9 13

Logo,

2A
4
= 1.000

2A = 4 · 1.000
2A = 4.000
A = 2.000

Fazendo a mesma resolução em B: 23


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3B
= 1.000
9

3B = 9 · 1.000
3B = 9.000
B = 3.000

Sendo assim, os funcionários com 2 anos de casa receberão R$ 2.000 de bônus. Já os funcionários
com 3 anos de casa receberão R$ 3.000 de bônus.
O total pago pela empresa será:

Total = 2 · 2.000 + 3 · 3.000 = 4.000 + 9.000 = 13.000.

REGRA DA SOCIEDADE

Diretamente Proporcional

Um dos tópicos mais comuns em questões de prova é “dividir uma determinada quantia em
partes proporcionais a determinados números. Vejamos um exemplo para entendermos melhor
como esse assunto é cobrado:
A quantia de 900 mil reais deve ser dividida em partes proporcionais aos números 4, 5 e 6.
A menor dessas partes corresponde a:
Primeiro vamos chamar de X, Y e Z as partes proporcionais, respectivamente a 4, 5 e 6.
Sendo assim, X é proporcional a 4, Y é proporcional a 5 e Z é proporcional a 6, ou seja, pode-
mos representar na forma de razão. Veja:

X Y Z
4
=
5
=
6
= constante de proporcionalidade.

Usando uma das propriedades da proporção, somas externas, temos:

X+Y+Z 900.000
= 60.000
4+5+6 15

A menor dessas partes é aquela que é proporcional a 4, logo:

X
4
= 60.000

X = 60.000 · 4
X = 240.000

Inversamente Proporcional

É um tipo de questão menos recorrente, mas, não menos importante. Consiste em distri-
buir uma quantia X a três pessoas, de modo que cada uma receba um quinhão inversamente
proporcional a três números. Vejamos um exemplo:
Suponha que queiramos dividir 740 mil em partes inversamente proporcionais a 4, 5 e 6.

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Vamos chamar de X as quantias que devem ser distribuídas inversamente proporcionais
a 4, 5 e 6, respectivamente. Devemos somar as razões e igualar ao total que dever ser distri-
buído para facilitar o nosso cálculo, veja:

X X X
+ + = 740.000
4 5 6

Agora vamos precisar tirar o M.M.C. (mínimo múltiplo comum) entre os denominadores
para resolvermos a fração.

4–5–6|2

2–5–3|2
1–5–3|3
1–5–1|5
1 – 1 – 1 | 2 · 2 · 3 · 5 = 60

Assim, dividindo o M.M.C. pelo denominador e multiplicando o resultado pelo numerador


temos:

15x 12x 10x


+ + = 740.000
60 60 60
37x
= 740.000
60
X = 1.200.000

Agora, basta substituir o valor de X nas razões para achar cada parte da divisão inversa.

x 1.200.000
= = 300.000
4 4
x 1.200.000
= = 240.000
5 5
x 1.200.000
= = 200.000
6 6

Logo, as partes divididas inversamente proporcionais aos números 4, 5 e 6 são, respectiva-

MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO


mente, 300.000, 240.000 e 200.000.
Agora vamos treinar o que aprendemos na teoria com exercícios comentados de diversas
bancas. Vamos lá!

1. (FAEPESUL – 2016) Em uma turma de graduação em Matemática Licenciatura, de forma fictícia,


temos que a razão entre o número de mulheres e o número total de alunos é de 5/8. Determine a
quantidade de homens desta sala, sabendo que esta turma tem 120 alunos.

a) 43 homens.
b) 45 homens.
c) 44 homens.
d) 46 homens.
e) 47 homens.

25
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A razão entre o número de mulheres e o número total de alunos é de 5/8:
M 5
=
T 8

A turma tem 120 alunos, então: T = 120


Fazendo os cálculos:
M 5
=
T 8

M 5
=
120 8

8 · M = 5 · 120
8M = 600
600
M= 8

M = 75
A quantidade de homens da sala: 120 – 75 = 45 homens. Resposta: Letra B.

2. (VUNESP – 2020) Em um grupo com somente pessoas com idades de 20 e 21 anos, a razão
entre o número de pessoas com 20 anos e o número de pessoas com 21 anos, atualmente, é 4/5.
No próximo mês, duas pessoas com 20 anos farão aniversário, assim como uma pessoa com 21
anos, e a razão em questão passará a ser de 5/8. O número total de pessoas nesse grupo é

a) 30.
b) 29.
c) 28.
d) 27.
e) 26.

A razão entre o número de pessoas com 20 anos e o número de pessoas com 21 anos, atual-
mente, é 4/5.
120
=
4x Total de 9x
121 5x

No próximo mês, duas pessoas com 20 anos farão aniversário, assim como uma pessoa com
21 anos, e a razão em questão passará a ser de 5/8.
120 4x - 2
121
= = 5
5x + 2 - 1 8

4x - 2 5
=
5x + 1 8

8 (4x - 2) = 5 (5x + 1)
32x – 16 = 25x + 5
7x = 21
x=3
Para sabermos o total de pessoas, basta substituir o valor de X na primeira equação: 9x = 9
26 · 3 = 27 é o número total de pessoas nesse grupo. Resposta: Letra D.
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3. (IBADE - 2018) Três agentes penitenciários de um país qualquer, Darlan, Arley e Wanderson,
recebem juntos, por dia, R$ 721,00. Arley recebe R$ 36,00 mais que o Darlan, Wanderson recebe
R$ 44,00 menos que o Arley. Assinale a alternativa que representa a diária de cada um, em ordem
crescente de valores.

a) R$ 249,00, R$ 213,00 e R$ 169,00.


b) R$ 169,00, R$ 213,00 e R$ 249,00.
c) R$ 145,00, R$ 228,00 e R$ 348,00.
d) R$ 223,00, R$ 231,00 e R$ 267,00
e) R$ 267,00, R$ 231,00 e R$ 223,00.

D + A + W = 721
A = D + 36
W = A – 44
Substituímos Arley em Wanderson:
W= A – 44
W= 36+D – 44
W= D – 8
Substituímos na fórmula principal:
D + A + W = 721
D + 36 + D + D – 8 = 721
3D + 28 = 721
3D = 721 – 28
D = 693 ÷ 3
D = 231
Substituímos o valor de D nas outras:
A = D + 36
A= 231+36= 267
W = A – 44
W= 267 – 44

MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO


W = 223
Logo, os valores em ordem crescente que Wanderson, Darlan, Arley recebem são, respectiva-
mente, R$ 223,00, R$ 231,00 e R$ 267,00. Resposta: Letra D.

REGRAS DE TRÊS SIMPLES E COMPOSTAS

Regra de Três Simples

A regra de três simples envolve apenas duas grandezas. São elas:

z Grandeza dependente: é aquela cujo valor se deseja calcular a partir da grandeza


explicativa;
z Grandeza explicativa ou independente: é aquela utilizada para calcular a variação da
grandeza dependente.
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Existem dois tipos principais de proporcionalidades que aparecem frequentemente em
provas de concursos públicos. Veja a seguir:

z Grandezas diretamente proporcionais: o aumento de uma grandeza implica o aumento da


outra;
z Grandezas inversamente proporcionais: o aumento de uma grandeza implica a redução da
outra;

Vamos esquematizar para sabermos quando será direta ou inversamente proporcionais:

DIRETAMENTE
+ / + OU - / -
PROPORCIONAL

Aqui, as grandezas aumentam ou diminuem juntas (sinais iguais).

PROPORCIONAL + / - OU - / +

Aqui, uma grandeza aumenta e a outra diminui (sinais diferentes).


Agora, vamos esquematizar a maneira que iremos resolver os diversos problemas:

DIRETAMENTE
Multiplica cruzado
PROPORCIONAL

INVERSAMENTE
Multiplica na horizontal
PROPORCIONAL

Vejamos alguns exemplos para fixarmos um pouco mais como funciona.

z Um muro de 12 metros foi construído utilizando 2.160 tijolos. Caso queira construir um
muro de 30 metros nas mesmas condições do anterior, quantos tijolos serão necessários?

Primeiro vamos montar a relação entre as grandezas e depois identificar se é direta ou


inversamente proporcional.

12 m -------- 2.160 (tijolos)

30 m -------- X (tijolos)

Veja que de 12m para 30m tivemos um aumento (+) e que para fazermos um muro maior
vamos precisar de mais tijolos, ou seja, também deverá ser aumentado (+). Logo, as grandezas são
diretamente proporcionais e vamos resolver multiplicando cruzado. Observe:

12 m -------- 2.160 (tijolos)

30 m -------- X (tijolos)
12 · X = 30 . 2160
12X = 64.800
X = 5.400 tijolos

28
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Assim, comprovamos que realmente são necessários mais tijolos.

z Uma equipe de 5 professores gastou 12 dias para corrigir as provas de um vestibular.


Considerando a mesma proporção, quantos dias levarão 30 professores para corrigir as
provas?

Do mesmo jeito que no exemplo anterior, vamos montar a relação e analisar:

5 (prof.) --------- 12 (dias)


30 (prof.) -------- X (dias)

Veja que de 5 (prof.) para 30 (prof.) tivemos um aumento (+), mas, como agora estamos
com uma equipe maior, o trabalho será realizado de forma mais rápida. Logo, a quantidade
de dias deverá diminuir (-). Desta forma, as grandezas são inversamente proporcionais e
vamos resolver multiplicando na horizontal. Observe:

5 (prof.) 12 (dias)
30 (prof.) X (dias)
30 · X = 5 · 12
30X = 60
X=2

A equipe de 30 professores levará apenas 2 dias para corrigir as provas.

Regra de Três Composta

A regra de três composta envolve mais de duas variáveis. As análises sobre se as grandezas
são diretamente e inversamente proporcionais devem ser feitas cautelosamente levando em
conta alguns princípios:

z as análises devem sempre partir da variável dependente em relação às outras variáveis;


z as análises devem ser feitas individualmente, ou seja, deve-se comparar as grandezas duas

MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO


a duas, mantendo as demais constantes;
z a variável dependente fica isolada em um dos lados da proporção.

Vamos analisar alguns exemplos e ver na prática como isso tudo funciona:

z Se 6 impressoras iguais produzem 1000 panfletos em 40 minutos, em quanto tempo 3 des-


sas impressoras produziriam 2000 desses panfletos?

Da mesma forma que na regra de três simples, vamos montar a relação entre as grandezas
e analisar cada uma delas isoladamente duas a duas.

6 (imp.) -------- 1.000 (panf.) -------- 40 (min)

3 (imp.) -------- 2.000 (panf.) -------- X (min)


29
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Vamos escrever a proporcionalidade isolando a parte dependente de um lado e igualando as
razões da seguinte forma — se for direta, vamos manter a razão, agora, se for inversa, vamos
inverter a razão. Observe:

40 ? ?
= ·
X ? ?

Analisando isoladamente duas a duas:


6 (imp.) -------- 40 (min)
3 (imp.) ---- ---- X (min)
Perceba que de 6 impressoras para 3 impressoras o valor diminui (-) e que o tempo irá aumentar
(+), pois agora teremos menos impressoras para realizar a tarefa. Logo, as grandezas são inversas e
devemos inverter a razão.

40 3 ?
= ·
X 6 ?

Analisando isoladamente duas a duas:

1.000 (panf.) -------- 40 (min)


2.000 (panf.) ------ -- X (min)

Perceba que de 1.000 panfletos para 2.000 panfletos o valor aumenta (+) e que o tempo
também irá aumentar (+). Logo, as grandezas são diretas e devemos manter a razão.

40 3 1000
= ·
X 6 2000

Agora, basta resolver a proporção para acharmos o valor de X.

40 3000
X
= 12000
3X = 40 · 12
3X = 480
X = 160

As três impressoras produziriam 2.000 panfletos em 160 minutos, que correspondem a 2 horas
e 40 minutos.
Para fixarmos mais ainda nosso conhecimento, vamos analisar mais um exemplo.

„ Um texto ocupa 6 páginas de 45 linhas cada uma, com 80 letras (ou espaços) em cada
linha. Para torná-lo mais legível, diminui-se para 30 o número de linhas por página e
para 40 o número de letras (ou espaços) por linha. Considerando as novas condições,
determine o número de páginas ocupadas.

Já aprendemos o passo a passo no exemplo anterior. Aqui vamos resolver de maneira mais
rápida.
30
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6 (pág.) -------- 45 (linhas) -------- 80 (letras)
X (pág.) -------- 30 (linhas) -------- 40 (letras)
6 ? ?
X
=
?
·?

Analisando isoladamente duas a duas:

6 (pág.) -------- 45 (linhas)


X (pág.) -- ----- 30 (linhas)

Perceba que de 45 linhas para 30 linhas o valor diminui (–) e que o número de páginas irá
aumentar (+). Logo, as grandezas são inversas e devemos inverter a razão.

6 30 ?
= ·
X 45 ?

Analisando isoladamente duas a duas:

6 (pág.) -------- 80 (letras)


X (pág.) ------- 40 (letras)

Veja que de 80 letras para 40 letras o valor diminui (–) e que o número de páginas irá
aumentar (+). Logo, as grandezas são inversas e devemos inverter a razão.

6 30 40
X
=
45
· 80
6 2 1
= ·
X 3 2
6 2
=
X 6
2X = 36
X = 18

O número de páginas a serem ocupadas pelo texto respeitando as novas condições é igual

MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO


a 18.
Agora vamos treinar o que aprendemos na teoria com exercícios comentados de diversas
bancas. Vamos lá!

1. (CEBRASPE-CESPE – 2019) No item seguinte apresenta uma situação hipotética, seguida de


uma assertiva a ser julgada, a respeito de proporcionalidade, porcentagens e descontos.
No primeiro dia de abril, o casal Marcos e Paula comprou alimentos em quantidades suficientes
para que eles e seus dois filhos consumissem durante os 30 dias do mês. No dia 7 desse mês,
um casal de amigos chegou de surpresa para passar o restante do mês com a família.
Nessa situação, se cada uma dessas seis pessoas consumir diariamente a mesma quantidade
de alimentos, os alimentos comprados pelo casal acabarão antes do dia 20 do mesmo mês.

( ) CERTO ( ) ERRADO

31
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4 pessoas ------- 24 dias
6 pessoas ------- x dias
Temos grandezas inversas, então é só multiplicar na horizontal:
6x = 4 · 24
6x = 96
x = 96 ÷ 6
x = 16
Como já haviam comido por 6 dias é só somar:
6 dias (consumidos por 4) + 16 dias (consumidos por 6) = 22 dias (a comida acabará no dia
22 de abril).
Resposta: Errado.

2. (CEBRASPE-CESPE – 2018) O motorista de uma empresa transportadora de produtos hospi-


talares deve viajar de São Paulo a Brasília para uma entrega de mercadorias. Sabendo que irá
percorrer aproximadamente 1.100 km, ele estimou, para controlar as despesas com a viagem, o
consumo de gasolina do seu veículo em 10 km/L. Para efeito de cálculos, considerou que esse
consumo é constante.
Considerando essas informações, julgue o item que segue.
Nessa viagem, o veículo consumirá 110.000 dm3 de gasolina.

( ) CERTO ( ) ERRADO

Com 1 litro ele faz 10 km.


Sabendo que 1 L é igual a 1dm³, então podemos dizer que com 1dm³ ele faz 10km.
Portanto,
10 km -------- 1dc³
1.100 km --------- x
10x = 1.100
x = 110dm³ (a gasolina que será consumida).
Resposta: Errado.

3. (VUNESP – 2020) Uma pessoa comprou determinada quantidade de guardanapos de papel. Se


ela utilizar 2 guardanapos por dia, a quantidade comprada irá durar 15 dias a mais do que duraria
se ela utilizasse 3 guardanapos por dia. O número de guardanapos comprados foi

a) 60.
b) 70.
c) 80.
d) 90.
e) 100.

x = dias
3 guardanapos por dia -------- x
2 guardanapos por dia -------- x+15
São valores inversamente proporcionais, quanto mais guardanapos por dia, menos dias
32 durarão. Assim, multiplicamos na horizontal:
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3x = 2 · (x+15)
3x = 30+2x
3x – 2x = 30
x = 30
Podemos substituir em qualquer uma das duas situações:
3 guardanapos · 30 dias = 90
2 guardanapos · 45 (30+15) dias = 90. Resposta: Letra D.

PORCENTAGENS

A porcentagem é uma medida de razão com base 100. Ou seja, corresponde a uma fração
cujo denominador é 100. Vamos observar alguns exemplos e notar como podemos represen-
tar um número porcentual.

30
30% = (forma de fração)
100
30
30% = = 0,3 (forma decimal)
100
30 3
30% = = (forma de fração simplificada)
100 10

Sendo assim, a razão 30% pode ser escrita de várias maneiras:

30 3
30% = = 0,3 =
100 10

Também é possível fazer a conversão inversa, isto é, transformar um número qualquer


em porcentual. Para isso, basta multiplicar por 100. Veja:

25 · 100 = 2500%
0,35 · 100 = 35%
0,586 · 100 = 58,6%

Número Relativo

MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO


A porcentagem traz uma relação entre uma parte e um todo. Quando dizemos 10% de
1000, o 1000 corresponde ao todo. Já o 10% corresponde à fração do todo que estamos especi-
ficando. Para descobrir a quanto isso corresponde, basta multiplicar 10% por 1000.

10 · 1.000 = 100
10% de 1.000 =
100

Dessa maneira, 1.000 é todo, enquanto 100 é a parte que corresponde a 10% de 1.000.

Dica
Quando o todo varia, a porcentagem também varia!

33
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Veja um exemplo:

Roberto assistiu 2 aulas de Matemática Financeira. Sabendo que o curso que ele comprou
possui um total de 8 aulas, qual é o percentual de aulas já assistidas por Roberto?
O todo de aulas é 8. Para descobrir o percentual, devemos dividir a parte pelo todo e obter
uma fração.

2 1
=
8 4

Precisamos transformar em porcentagem, ou seja, vamos multiplicar a fração por 100:

1 · 100 = 25%
4

Soma e Subtração de Porcentagem

As operações de soma e subtração de porcentagem são as mais comuns. É o que acontece


quando se diz que um número excede, reduziu, é inferior ou é superior ao outro em tantos
por cento. A grandeza inicial corresponderá sempre a 100%. Então, basta somar ou subtrair
o percentual fornecido dos 100% e multiplicar pelo valor da grandeza.
Exemplo 1:
Paulinho comprou um curso de 200 horas-aula. Porém, com a publicação do edital, a esco-
la precisou aumentar a carga horária em 15%. Qual o total de horas-aula do curso ao final?
Inicialmente, o curso de Paulinho tinha um total de 200 horas-aula que correspondiam a
100%. Com o aumento porcentual, o novo curso passou a ter 100% + 15% das aulas inicial-
mente previstas. Portanto, o total de horas-aula do curso será:
(1 + 0,15) · 200 = 1,15 · 200 = 230 horas-aula

Dica

A avaliação do crescimento ou da redução percentual deve ser feita sempre em relação ao


valor inicial da grandeza.

Variação percentual = Final - Inicial


Inicial

Veja mais um exemplo para podermos fixar melhor.


Exemplo 2:
Juliano percebeu que ainda não assistiu a 200 aulas do seu curso. Ele deseja reduzir o
número de aulas não assistidas a 180. É correto afirmar que, se Juliano chegar às 180 aulas
almejadas, o número terá caído 20%?
A variação percentual de uma grandeza corresponde ao índice:

Final - Inicial 180 - 200


Variação percentual = = =
Inicial 200
20
– = - 0,10
200

34
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Como o resultado foi negativo, podemos afirmar que houve uma redução percentual de
10% nas aulas ainda não assistidas por Juliano. O enunciado está errado ao afirmar que essa
redução foi de 20%.
Agora vamos treinar o que aprendemos na teoria com exercícios comentados de diversas
bancas. Vamos lá!

1. (CEBRASPE-CESPE – 2020) Em determinada loja, uma bicicleta é vendida por R$ 1.720 à vista ou em
duas vezes, com uma entrada de R$ 920 e uma parcela de R$ 920 com vencimento para o mês seguin-
te. Caso queira antecipar o crédito correspondente ao valor da parcela, a lojista paga para a financeira
uma taxa de antecipação correspondente a 5% do valor da parcela.
Com base nessas informações, julgue o item a seguir.
Na compra a prazo, o custo efetivo da operação de financiamento pago pelo cliente será inferior a 14%
ao mês.

( ) CERTO ( ) ERRADO

Valor da bicicleta = 1.720,00


Parcelado = 920,00 (entrada) + 920,00 (parcela)
Na compra a prazo, o agente vai pagar 920,00 (entrada), logo vai sobrar (1720-920 = 800,00)
No próximo mês é preciso pagar 920,00 ou seja 800,00 + 120,00 de juros. Agora é pegar
120,00 (juros) e dividir por 800,00 resultado:
120,00/800,00 = 0,15% ao mês.
A questão diz que seria inferior a 0,14%, ou seja, está errada. Resposta: Errado.

2. (CEBRASPE-CESPE – 2019) Na assembleia legislativa de um estado da Federação, há 50 par-


lamentares, entre homens e mulheres. Em determinada sessão plenária estavam presentes
somente 20% das deputadas e 10% dos deputados, perfazendo-se um total de 7 parlamentares
presentes à sessão.
Infere-se da situação apresentada que, nessa assembleia legislativa, havia

a) 10 deputadas.

MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO


b) 14 deputadas.
c) 15 deputadas.
d) 20 deputadas.
e) 25 deputadas.

50 parlamentares
Deputadas = X
Deputados = 50-X
Compareceram 20% x e 10% (50-x), totalizando 7 parlamentares. Não sabemos a quantidade
exata de cada sexo. Vamos montar uma equação e achar o valor de X.
20% x + 10% (50 – x) = 7
20/100 · x + 10/100 . (50 – x) = 7
2/10 · x + 1/10 · (50 – x) = 7
2x/10 + 50 – x/10 = 7 (faz o MMC)
2x + 50 - x = 70 35
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2x – x = 70 – 50
x = 20 deputadas fazem parte da Assembleia Legislativa. Resposta: Letra D.

3. (VUNESP – 2016) Um concurso recebeu 1500 inscrições, porém 12% dos inscritos faltaram no
dia da prova. Dos candidatos que fizeram a prova, 45% eram mulheres. Em relação ao número
total de inscritos, o número de homens que fizeram a prova corresponde a uma porcentagem de

a) 45,2%.
b) 46,5%.
c) 47,8%.
d) 48,4%.
e) 49,3%.

Veja que se 12% faltaram, então 88% fizeram a prova.


Pessoas presentes (88%) e dessas 45% eram mulheres e 55% eram homens. Portanto, basta
multiplicar o percentual dos homens pelo total:
55% de 88% das pessoas que fizeram a prova; ou
0,55 · 0,88 = 0,484.
Transformando em porcentagem: 0,484 · 100 = 48,4%. Resposta: Letra D.

EQUAÇÃO DO 1º E 2ºGRAUS: SISTEMA DE EQUAÇÕES

EQUAÇÕES E INEQUAÇÕES

Conceito

Uma equação é uma igualdade na qual uma ou mais variáveis — geralmente são as letras
do nosso alfabeto — denominadas por incógnitas são desconhecidas. O nosso principal obje-
tivo é encontrar o valor dessa incógnita.

Resolução e Discussão

z Equação do Primeiro Grau

A forma geral de uma equação do primeiro grau é: ax + b = 0.


O termo “a” é o coeficiente de “x” e o termo “b” é chamado de termo independente.
Para resolver uma equação do 1°, devemos isolar todas as partes que possuem incógnitas
de um lado igual e do outro os termos independentes. Veja um exemplo:

10x = 5x + 20

Vamos achar o valor de “x”:

10x – 5x = 20
36
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Passamos o “5x” para o outro lado da igual com o sinal trocado:

5x = 20
x = 20 / 5

Isolamos o “x” transferindo o seu coeficiente “5” dividindo:

x = 4.

O valor de x que torna a igualdade correta é chamado de “raiz da equação”. Uma equação
de primeiro grau sempre tem apenas 1 raiz. Veja que se substituirmos o valor encontrado de
“x” na equação ela ficará igual a zero em ambos os lados. Observe:
Para x = 4

10x = 5x + 20
10 . 4 = 5 · 4 + 20
40 = 40
40 – 40 = 0

z Inequação do Primeiro Grau

Nas inequações temos pelo menos um valor desconhecido (incógnita) e sempre uma desi-
gualdade. Nas inequações usamos os símbolos:
> maior que
< menor que
≥ maior que ou igual
≤ menor que ou igual
Podemos representar das formas a seguir:

ax + b > 0
ax + b < 0
ax + b ≥ 0
ax + b ≤ 0

MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO


Sendo a e b números reais e a ≠ 0, veja um exemplo a seguir:
Resolva a inequação 5x + 20 < 40:

5x + 20 < 40
5x < 40 – 20
5x < 20
x < 20 / 5
x<4

Podemos resolver uma inequação de uma outra maneira, fazendo um gráfico no plano
cartesiano. No gráfico, fazemos o estudo do sinal da inequação. Vamos identificar quais valo-
res de x transformam a desigualdade em uma sentença verdadeira.
Siga os passos:
Resolva a inequação 5x + 20 < 40:

37
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z Coloque todos os termos da inequação em um mesmo lado.

5x + 20 - 40 < 0
5x - 20 < 0

z Substitua o sinal da desigualdade pelo da igualdade.

5x -20 = 0

z Resolva a equação, ou seja, encontre sua raiz.

5x -20 = 0
5x = 20
x = 20 / 5
x=4

z Faça o estudo do sinal da equação, identificando os valores de x que representam a solução da


inequação. Obs.: O gráfico desse tipo de equação é uma reta.

4 + x

Identificamos que os valores < 0 (valores negativos) são os valores de x < 4.

z Equação do Segundo Grau

Equações do segundo grau são equações nas quais o maior expoente de x é igual a 2.
Sua forma geral é expressa por: ax2 + bx + c = 0.
Onde a, b e c são os coeficientes da equação.

„ a é sempre o coeficiente do termo em x²;


„ b é sempre o coeficiente do termo em x;
„ c é sempre o coeficiente ou termo independente.

As equações de segundo grau têm 2 raízes, isto é, existem 2 valores de x que tornam a
igualdade verdadeira.

Cálculo das Raízes da Equação

Vamos achar as raízes por meio da fórmula de bhaskara. Basta identificar os coeficientes
a, b e c e colocá-los na seguinte expressão:
38
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-b ! 2
b - 4ac
x=
2a

Veja o sinal ± presente na expressão acima. É ele que permitirá obtermos dois valores para
as raízes, um valor utilizando o sinal positivo (+) e outro valor utilizando o sinal negativo (-).
Vamos aplicar isso em um exemplo:
Calcular as raízes da equação x2 - 3x + 2 = 0.
Identificando os valores de a, b e c.

a=1
b = -3
c=2

Substituindo na fórmula:

-b ! 2
b - 4ac
x=
2a

-(-3) ± √(-3)2 - 4 × 1 × 2
x=
2×1

3! 9-8
x=
2
3!1
x=
2
3+1
x1 = =2
2
3-1
x2 = =1
2

Na fórmula de bhaskara, podemos usar um discriminante que é representado por “Δ”. Seu
valor é igual a:

Δ = b2 - 4ac

MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO


Assim, podemos escrever a fórmula de bhaskara:

-b ! D
x=
2a

O discriminante fornece importantes informações de uma equação do 2º grau:

z Se Δ > 0 → A equação possui duas raízes reais e distintas;


z Se Δ = 0 → A equação possui duas raízes reais e idênticas;
z Se Δ < 0 → A equação não possui raízes reais.

Soma e Produto das Raízes

Em uma equação ax2 + bx + c = 0, temos:


39
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z A soma das raízes é dada por –b/a.
z O produto das raízes é dado por c/a.

Calcular as raízes da equação x2 - 3x + 2 = 0.


Soma: –b/a = -(-3) / 1 = 3
Produto: c/a = 2 / 1 = 2
Quais são os dois números que somados resultam “3” e multiplicados, “2”?
Soma: 3 = (2 + 1);
Produto 2 = (2 · 1);
Logo, 2 e 1 são as raízes dessa equação. Exatamente igual achamos usando a fórmula de
bhaskara.
Agora vamos treinar o que aprendemos na teoria com exercícios comentados de diversas ban-
cas. Vamos lá!

1. (CEBRASPE-CESPE – 2018) Os indivíduos S1, S2, S3 e S4, suspeitos da prática de um ilícito


penal, foram interrogados, isoladamente, nessa mesma ordem. No depoimento, com relação à
responsabilização pela prática do ilícito, S1 disse que S2 mentiria; S2 disse que S3 mentiria; S3
disse que S4 mentiria.
A partir dessa situação, julgue o item a seguir.
Caso S3 complete 40 anos de idade em 2020, S1 seja 8 anos mais novo que S3 e S2 seja 2 anos mais
velho que S4, se em 2020 a soma de suas idades for igual a 140 anos, então é correto afirmar que S2 nas-
ceu antes de 1984.

( ) CERTO ( ) ERRADO

S3 tem 40 anos em 2020. S1 é 8 anos mais novo que S3, ou seja, em 2020 sabemos que S1 terá
32 anos de idade. Como S2 é 2 anos mais velho que S4, podemos dizer que:
Idade de S2 = Idade de S4 + 2
Chamando de X1, X2, X3 e X4 para designar as respectivas idades no ano de 2020, podemos
escrever que:
X2 = X4 + 2
Sabemos que a soma das idades, em 2020, é igual a 140 anos:
X1 + X2 + X3 + X4 = 140
32 + (X4+2) + 40 + X4 = 140
74 + 2.X4 = 140
2.X4 = 66
X4 = 33
Logo, X2 = X4 + 2 = 33 + 2 = 35 anos em 2020. Assim, S2 deve ter nascido em 2020 – 35 = 1985.
Resposta: Errado.

2. (CEBRASPE-CESPE – 2017) Em um tanque A, há uma mistura homogênea de 240 L de gasolina


e 60 L de álcool; em outro tanque B, 150 L de gasolina estão misturados homogeneamente com
50 L de álcool.
A respeito dessas misturas, julgue o item subsequente.

40
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Para que a proporção álcool/gasolina no tanque A fique igual à do tanque B, é suficiente acres-
centar no tanque A uma quantidade de álcool que é inferior a 25 L.

( ) CERTO ( ) ERRADO

A proporção álcool/gasolina do tanque B é de 50/150 = 1/3.


A quantidade X de álcool precisa ser acrescentada no tanque A para ele chegar nesta mesma
proporção. A quantidade de álcool passará a ser de 60 + X, e a de gasolina será 240, de modo
que ficaremos com a razão:
1/3 = (60+X) / 240
240 x 1/3 = 60 + X
80 = 60 + X
60 + X = 80
X = 80 - 60
X = 20 litros.
Resposta: Certo.

3. (FUNDATEC – 2011) Qual deve ser o valor de m para que a equação x2 + 6x + m = 0 tenha raízes
reais iguais?

a) 3.
b) 9.
c) 6.
d) -9.
e) -3.

Para que a equação do segundo grau tenha raízes iguais, é preciso que o delta (discriminan-
te) seja igual a zero. Isto é, Δ = b2 - 4ac.
0 = 62 – 4.1.m
0 = 36 – 4m
4m = 36

MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO


m = 9.
Resposta: Letra B.

SISTEMA DE EQUAÇÕES

Conceito. Resolução, Discussão e Representação Geométrica. Situações-problema


Envolvendo Sistemas de Equações

z Sistemas de equações de primeiro grau (sistemas lineares)

Em alguns casos, pode ser que tenhamos mais de uma incógnita. Imagine que um exercí-
cio diga que: x + y = 10.

41
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Perceba que há infinitas possibilidades de x e y que tornam essa igualdade verdadeira: 2 e
8, 5 e 5, 15 e –5 etc. Por esse motivo, faz-se necessário obter mais uma equação envolvendo as
duas incógnitas para poder chegar nos seus valores exatos. Veja o exemplo a seguir:

*
x + y = 10

4x - y = 5

A principal forma de resolver esse sistema é usando o método da substituição. Este método
é muito simples e consiste basicamente em duas etapas:

„ Isolar uma das variáveis em uma das equações;


„ Substituir esta variável na outra equação pela expressão achada no item anterior.

Vamos aplicar no nosso exemplo:


Isolando “x” na primeira equação

x = 10 – y

Substituindo “x” na segunda equação por “10-y”

4(10-y) – y = 5 (faz uma distributiva)


40 – 4y – y = 5
-5y = 5 – 40
-5y = -35 (multiplica por -1)
5y = 35
y=7

Logo, voltando na primeira equação, acharemos o valor de “x”

x = 10 – y
x = 10 – 7
x=3

Assim, x = 3 e y = 7.

Dica
Método da substituição
1: Isolar uma das variáveis em uma das equações;
2: Substituir essa variável na outra equação pela expressão achada no item anterior.

Há um outro método para resolver um sistema de equação do 1° grau, que é o método da


adição (ou soma) de equações. Veja:

„ Multiplicar uma das equações por um número que seja mais conveniente para eliminar
uma variável;
„ Somar as duas equações, de forma a ficar apenas com uma variável.
42
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Veja o exemplo a seguir:

*
x + y = 10

4x - y = 5

Nesse exemplo, não vamos precisar fazer uma multiplicação, pois já temos a condição
necessária para eliminarmos o “y” da equação. Então, devemos fazer apenas a soma das
equações. Veja:

*
x + y = 10

4x - y = 5

5x = 15
x=3

Substituindo o valor de “x” na primeira equação achamos o valor de “y”:

x + y = 10
3 + y = 10
y = 10 – 3
y=7

Veja um outro exemplo que vamos precisar multiplicar:

*
x + y = 10

x - 2y = 4

Multiplicando por -1 a primeira equação, temos:

(
- x - y = - 10
x - 2y = 4

MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO


Fazendo a soma:

(
- x - y = - 10
x - 2y = 4

-3y = -6
y = -6 / -3
y= 2

Substituindo o valor de “y” na primeira equação achamos o valor de “x”:

x + y = 10
x + 2 = 10
x = 10 – 2
x=8
43
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Sistemas de Equações do 2º Grau

Vamos usar o mesmo método principal para resolvermos os sistemas de equações do 2°


grau que utilizamos no sistema de equações do 1° grau, ou seja, o Método da Substituição.
Veja um exemplo:

(
x+y=3
2 2
x -y =-3

Isolando x na primeira equação, temos que x = 3 – y. Efetuando a substituição na segunda


equação, temos que:

(3 – y)2 – y2 = -3
9 – 6y + y – y2 = -3
y=2

Logo,

x=3–y=3–2=1

Agora vamos treinar o que aprendemos na teoria com exercícios comentados de diversas
bancas. Vamos lá!

1. (VUNESP – 2018) Em um concurso somente para os cargos A e B, cada candidato poderia fazer
inscrição para um desses cargos. Sabendo que o número de candidatos inscritos para o cargo
A era 3000 unidades menor que o número de candidatos inscritos para o cargo B, e que a razão
entre os respectivos números, nessa ordem, era igual a 0,4, então é verdade que o número de
candidatos inscritos para o cargo B correspondeu, do total de candidatos inscritos, a

a) 3/7.
b) 5/9.
c) 4/7.
d) 2/3.
e) 5/7.

A = B – 3000
A/B = 0,4
A = 0,4B
Substituindo essa última equação na primeira, temos:
0,4B = B – 3000
3000 = B – 0,4B
3000 = 0,6B
B = 3000/0,6
B = 5000
Lembrando que A = 0,4B, podemos obter o valor de A:
A = 0,4 x 5000
44
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A = 2000
Total
A + B = 5000 + 2000 = 7000
O número de inscritos para o cargo B, em relação ao total, será:
5000/7000 = 5/7. Resposta: Letra E.

2. (FGV – 2017) O número de balas de menta que Júlia tinha era o dobro do número de balas de
morango. Após dar 5 balas de cada um desses dois sabores para sua irmã, agora o número de
balas de menta que Júlia tem é o triplo do número de balas de morango. O número total de balas
que Júlia tinha inicialmente era:

a) 42.
b) 36.
c) 30.
d) 27.
e) 24.

Me = [Link]
Após dar 5 balas = Me – 5 e Mo – 5. Agora, as de menta são o triplo das de morango:
Me – 5 = 3.(Mo – 5)
Me – 5 = [Link] – 15
Me = [Link] – 10
Na segunda equação, podemos substituir Me por [Link].
[Link] = [Link] – 10
10 = [Link] – [Link]
10 = Mo
O valor de Me é:
Me = [Link]
Me = 2.10
Me = 20
Total: 10 + 20 = 30 balas. Resposta: Letra C.

MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO


A seguir, leia o texto disposto abaixo para responder a questão.

Considere que em um escritório de patentes, a quantidade mensal de pedidos de patentes soli-


citadas para produtos da indústria alimentícia tenha sido igual à soma dos pedidos de patentes
mensais solicitadas para produtos de outra natureza. Considere, ainda, que, em um mês, além dos
produtos da indústria alimentícia, tenham sido requeridos pedidos de patentes de mais dois tipos
de produtos, X e Y, com quantidades dadas por x e y, respectivamente. Supondo que T seja a quan-
tidade total de pedidos de patentes requeridos nesse escritório, no referido mês, julgue os itens
seguintes.

3. (CEBRASPE-CESPE – 2013) Se T = 128, então as quantidades x e y são tais que x + y = 64, com 0 ≤ x ≤
64.

( ) CERTO ( ) ERRADO
45
Todos os direitos são reservados à Nova Concursos.
Se T = 128, então as quantidades x e y são tais que x + y = 64, com 0 ≤ x ≤ 64.
Seja “a” a quantidade de pedidos de patentes da indústria alimentícia. Foi dito que este total
é igual à soma dos demais pedidos, que são x e y, ou seja,
a=x+y
O total de pedidos é:
T = a + x + y = a + a = 2a
Como T = 128, temos
128 = 2a
a = 64. Resposta: Certo

RELAÇÕES E FUNÇÕES: FUNÇÕES POLINOMIAIS, EXPONENCIAIS E


LOGARÍTMICAS

DEFINIÇÃO DE FUNÇÃO POLINOMIAL

Denominamos Polinômio (ou Função Polinomial) em uma variável x e indicamos por P(x)
toda expressão do tipo:

anxn + an-1xn-1 + an-2xn-2 + ⋯ + a1x + a0

Onde:

an, an – 1, an – 2, ... ,a1, a0 : são números complexos


e coeficientes do polinômio

anxn, an – 1xn – 1, an – 2xn – 2, ... ,a1x, a0 : são os termos


do polinômio
a0 é o termo independente

n∈N
x∈C

Ex.:

p(x) = – 7x4 + 2x3 – x2 + 11x + 2, onde: a0 = 2,


a1 = 11, a2 = –1, a3 = 2, a4 = –7

f(x) = 9x3 + 1, onde: a0 = 1, a1 = 0, a2 = 0, a3 = 9

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Grau de um Polinômio

Identificamos o Grau de um Polinômio P(x) analisando o maior expoente da variável x


que possui coeficiente não nulo, ou seja, diferente de zero. Representamos o grau do polinô-
mio por gr (P).

Ex.:

p(x) = 2x5 – 4x3 – x2 – 3 é um polinômio de grau 5:


gr(p) = 5

f(x) = – 2x4 + x é um polinômio de grau 4:


gr(f) = 4

g(x) = x3 + x2 + x + 1 é um polinômio de grau 3:


gr(g) = 3

h(x) = – x2 é um polinômio de grau 2: gr(h) = 2

t(x) = x – 3 é um polinômio de grau 1: gr(t) = 1

q(x) = 7 é um polinômio constante, pois possui


apenas o termo independente. Logo seu grau é
zero: gr(q) = 0

Valor Numérico de um Polinômio (Raiz)

Para obter o Valor Numérico de um Polinômio P(x) basta substituir a variável x por um número
k qualquer e efetuar as operações indicadas. Simbolicamente esse valor numérico é representado
por P(k), se P(k) for igual a zero, ou seja, P(k) = 0, dizemos que k é uma Raiz do polinômio.
Ex.:
Dado o polinômio 3x3 + 5x2 – x + 2, temos:

P(-2) = 3(-2)3 + 5(-2)2 – (-2) + 2


P(-2) = 3( -8) + 5(4) + 2 + 2

MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO


P (-2)= -24 + 20 + 4
P(-2) = -24 = 24
P(-2) = 0

Logo: -2 é raiz de P(x)

Fazendo por exemplo P(1), temos:

P(1) = 3(1)3 + 5(1)2 – (1) + 2


P(1) = 3(1) + 5(1) – 1 + 2
P(1) = 3 + 5 1
P(1) = 9

Logo: 1 não é raiz de P (x)

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Polinômios Idênticos

Considere dois polinômios P(x) e Q(x), dizemos que esses dois Polinômios são Idênticos, se
e somente se, os coeficientes dos termos correspondentes forem iguais, ou seja:

P(x) = a0 + a1x + a2x2 + ⋯ + anxn


, temos:
Q(x) = b0 + b1x + b2x2 + ⋯ +bnxn

P(x) = Q(x)

a0 = b0, a1 = b1, a2 = b2, ⋯ , an = bn

Sendo dois Polinômios idênticos, para qualquer valor de x eles assumem o mesmo valor
numérico.
Ex.:
Dados os polinômios:

 P ( x ) = ax 3
− 4x + 2 e Q3( x ) = 7 x 3 − 4 x + b
 P(x) = ax – 4x + 2 e Q(x) = 7x – 4x + b
3


 os mesmos serão iguais se, e somente se:
 os mesmos serão iguais se, e somente se:

a
 a = 77=
= eeb b= 2 2

Polinômio Nulo

Um polinômio P(x) será Nulo, se e somente se, todos os seus coeficientes forem nulos.
Representamos um polinômio nulo da seguinte maneira: P(x) = 0. É importante ressaltar que
para um polinômio nulo não se define grau.
Ex.:
Dado o polinômio P (x) = (a – 3) x3 + (b + 5)x2 + c, determine os valores de a, b e c, para que P (x)
seja nulo.

a–3=0⇒a=3

P(x) = 0, se e somente se: b + 5 = 0 ⇒ b = -5

c=0

Adição de Polinômios

Para a Adição de Polinômios temos que realizar a soma dos coeficientes dos termos que
apresentam o mesmo grau.
Ex.:

P(x) = 9x5 – 3x4 + x3 – 2x2 + 4x – 1 e Q (x) = x5 + 2x3 – 7x2 – 12

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P(x) + Q(x) = (9x5 – 3x4 + x3 – 2x2 + 4x – 1) +
(x5 + 2x3 – 7x2 – 12 )

P(x) + Q(x) = 9x5 – 3x4 + x3 – 2x2 + 4x – 1 + x5 +2x3


– 7x2 – 12

P(x) + Q(x) = (9x5 + x5) – 3x4 + (x3 + 2x3) + (-2x2 – 7x2)


+ 4x + (-1 – 12)

P(x) + Q(x) = 10x5 – 3x4 + 3x3 – 9x2 + 4x – 13

Também podemos efetuar a soma da seguinte maneira:

P(x): 9x5 -3x4 +1x3 -2x2 +4x -1


Q(x): 1x5 +0x4 +2x3 +7x3 +0x -12
------------------------------------------------------------------
-----------------
P(x) +
Q(x): 10x5 -3x4 +3x3 -9x2 +4x -13

Subtração de Polinômios

Para a Subtração de Polinômios temos que realizar a diferença dos coeficientes dos ter-
mos que apresentam o mesmo grau.
Ex.:
Dados:

P(x) = 9x5 – 3x4 + x3 – 2x2 + 4x – 1 e Q(x) = x5 + x5 + 2x3 – 7x2 - 12

P(x) – Q(x) = (9x5 – 3x4 + x3 – 2x2 + 4x – 1) –


(x5 + 2x3 – 7x2 – 12 )

P(x) – Q(x) = 9x5 – 3x4 + x3 – 2x2 + 4x – 1 – x5 – 2x3


+ 7x2 + 12

P(x) – Q(x) = (9x5 – x5) – 3x4 + (x3 – 2x3) + (-2x2 + 7x2)


+ 4x + (-1 + 12)

P(x) – Q(x) = 8x5 – 3x4 + x3 + 5x2 + 4x + 11

MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO


Também podemos efetuar a subtração da seguinte maneira:

P(x): 9x5 -3x4 +1x3 -2x2 +4x -1


Q(x): -1x5 +0x4 -2x3 +7x3 -0x +12
------------------------------------------------------------------
-----------------
P(x) +
8x5 -3x4 -x3 +5x2 +4x +11
Q(x):

Multiplicação de Polinômios

Para a Multiplicação entre Polinômios basta multiplicar todos os termos de um polinômio


por todos os termos do outro polinômio e fazer a soma destes termos no final.
Ex.:
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Dados:

P(x) = 5x3 – x2 e Q(x) = 2x7 = -4x5 -2x +9


(5x3 – x2) . (2x7 – 4x5 – 2x +9) =
5x3 . (2x7) + 5x3 . (-4x5) + 5x3 . (-2x) + 5x3 . (9) -x2 . (2x7) – x2 . (-4x5) -x2 . (-2x) – x2 . (9) =
(5 . 2 . x7 . x3) + [ 5 . (-4) x5 . x3] + [5 . (-2) x3 . x]
+ (5 . 9 . X3) + (-2 . x2 . x7) + [ -1 . (-4) . x2 . x5]
+ [ -1 . (-2) . x2 . x ] + (9x2) =
10x10 – 20x8 – 10x4 + 45x3 – 2x9 + 4x7 + 2x3 – 9x2 =
10x10 – 2x9 – 20x8 = 4x7 – 10x4 + 45x3 + 2x3 – 9x2 =
10x10 – 2x9 – 20x8 + 4x7 – 10x4 + 47x3 – 9x2

Divisão de Polinômios

Sejam A(x) e B(x) dois polinômios, sendo B(x) um polinômio não nulo. Ao fazermos a Divi-
são de A(x) por B(x) encontraremos os polinômios Q(x) e R(x), tal que:

quociente resto
↑ ↑
A(x) = Q(x) ‧ B(x) + R(x)
↓ ↓
dividendo divisor

Indicando no Método da Chave, temos:

A(x) B(X)
R(x) Q(x)

Observações:

z o grau de Q(x) é igual a diferença dos graus de A(x) e B(x);


z o grau de R(x) pra R(x) não nulo será sempre menor que o grau do divisor B(x);
z se a divisão é exata, o resto R(x) é nulo, ou seja, o polinômio A(x) é divisível pelo polinômio
B(x).

Divisão pelo Método da Chave

Vamos dividir o polinômio A(x) = x4 + 4x3 + 4x2 + 9 pelo polinômio B(x) = x2 + x - 1


Para tanto façamos uso do Método da Chave:

z Passo 1: escrevemos os polinômios na ordem decrescente de seus expoentes (nesse caso já


estão), e completemos o polinômio com termos de coeficiente zero:

A(x)= x4 + 4x3 + 4x2 + 0x + 9 e B(x) = x2 + x -1

50
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z Passo 2: dividimos o termo de maior grau do dividendo pelo termo de maior grau do divi-
sor. Assim nós obtemos o primeiro termo do quociente, a seguir multiplicamos o termo
obtido pelo divisor, e subtraímos esse produto do dividendo:

x4 + 4x3 + 4x2 + 0x + 9 x2 + x – 1
– x4 – x3 + x2 x2
3x + 5x
3 2

z Passo 3: caso a diferença obtida tenha grau maior ou igual ao do divisor, ela passa a ser
um novo dividendo. Repetimos então o processo a partir do segundo passo:

x4 + 4x3 + 4x2 + 0x + 9 x2 + x – 1
– x4 – x3 + x2 x2 + 3x + 2
3x + 5x + 0x
3 2

– 3x3 – 3x2 + 3x
2x2 + 3x + 9
– 2x2 – 2x + 2
x + 11

Logo obtemos: quociente Q(x) = x2 + 3x + 2 e resto R(x) = x + 11

Teorema do Resto

O Teorema do Resto nos garante o seguinte:

O resto da divisão de um polinômio P (x) por um binômio (x – a) é o próprio valor numéri-


co do polinômio para x = a, que indicamos por P(a).

De acordo com a definição da divisão, temos:

P(x) = (x – a) . Q (x) + R (x),


onde R (x) = k (constante), pois gr (x – a) = 1

MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO


P(a) = (a – a) . Q (a) + k → P(a) = k

Logo R(x) = P(a)

Ex.:
O resto da divisão do polinômio P(x) = 2x3 + 2x2, pelo binômio (x – 2) é dado pelo valor
numérico do polinômio P(x) para x=2, ou seja, para x igual a raiz do binômio.
Logo teremos:

P(2) = (2) ‧ P(2) = 2 ‧ (2)3 + 2 ‧ (2)2 = 2 ‧ 8 + 2 ‧ 4 = 16 + 8 = 24

Logo, o resto R(x) = 24.

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Teorema de D’Alembert

O Teorema de D’Alembert diz que a divisão de um polinômio P(x) por um binômio (x – a)


será exata se, e somente se, P(a) = 0.
Ex.:
A divisão do polinômio P(x) = x3 + x2 – 11x, pelo binômio (x – 2) é exata, pois:

P(2) = (2)3 + (2)2 – 11 ‧ 2 + 10 = 8 + 4 – 22 + 10 = 22 – 22 = 0

Dispositivo Prático de Briot-Ruffini

Pelo dispositivo prático de Briot-Ruffini podemos encontrar o quociente e o resto da divi-


são de um polinômio P(x) de grau n (n ≥ 1) por um binômio (x – a), sendo (n – 1) o grau do
quociente.
Ex.:
Vamos efetuar a seguinte divisão:

(3x3 – 8x2 + 5x +6) : (x – 2)

z Passo 1: determinamos a raiz do binômio (x – 2), que é o número 2. Colocamos a raiz do


lado esquerdo do dispositivo e, do lado direito, os coeficientes de todos os termos do divi-
dendo, em ordem decrescente de expoente:

raiz do binômio coeficientes do dividendo

2 3 –8 5 6

z Passo 2: abaixamos o primeiro coeficiente do dividendo e em seguida multiplicamos esse


coeficiente pela raiz e somamos o produto ao segundo coeficiente do dividendo, escreven-
do o resultado obtido abaixo desse:

2 3 –856

3

Fazendo o produto do coeficiente e a raiz e somando com o segundo coeficiente, teremos:

3 ‧ 2 + (– 8) = 6 – 8 = – 2

O resultado obtido é colocado em baixo do segundo coeficiente, no caso o -8.

2 3 –856
3 –2

z Passo 3: pegamos o resultado obtido, no caso o -2, multiplicamos pela raiz e somamos com
o coeficiente da terceira coluna, logo teremos:
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(– 2) ‧ 2 + 5 = – 4 + 5 = 1

O resultado obtido é colocado em baixo do terceiro coeficiente, no caso o 5.

2 3 –856
3 –21

z Passo 4: pegamos o resultado obtido, no caso o 1, multiplicamos pela raiz e somamos com
o coeficiente da quarta coluna, logo teremos:

1‧2+6=2+6=8

O resultado obtido é colocado em baixo do quarto coeficiente, no caso o 6.

2 3 –856
3 –218

Fazendo o processo para o último coeficiente a divisão está encerrada. Os três primeiro
números obtidos são os coeficientes do quociente e o último número é o resto da divisão, para
uma melhor visualização podemos separar da seguinte forma:

2 3 –85 6
3 –21 8

Logo, teremos:

Q(x) = 3x2 – 2x + 1 e R(x) = 8

É importante entender que o grau do quociente sempre será uma unidade inferior ao grau
do dividendo.

Equações Polinomiais

MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO


Denominamos Equação Polinomial toda equação reduzida a forma:

anxn + an – 1xn – 1 + ... + a1x + a0 = 0

Com an ≠ 0, sendo an, an – 1, ... , a1, a0 e x números complexos, n ∈ N* e sendo n o grau da


equação.

Raiz ou Zero de uma Equação Polinomial (Raízes Reais) – Raízes Racionais

A Raiz ou o Zero de uma equação polinomial é o valor de x que a verifica, ou seja, que
torna a igualdade válida.
Ex.:
Na equação x2 – 5x + 6 = 0, 2 é uma raiz da equação, pois:

53
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(2)2 – 5 ‧ (2) + 6 = 4 – 10 + 6 = 10 – 10 = 0

Entretanto, 1 não é raiz da equação, pois:

(1)2 – 5 ‧ (1) + 6 = 1 – 5 + 6 = 7 – 5 = 2

Resolver uma equação polinomial é determinar todas as suas raízes, formando assim o
conjunto solução ou conjunto verdade dessa equação.

TFA: Teorema Fundamental da Álgebra (ou Teorema da Decomposição) – Fatoração de um


Polinômio

O Teorema Fundamental da Álgebra diz que toda equação polinomial P(x) = 0 de grau n
≥ 1 admite, pelo menos, uma raiz complexa.
Utilizando o Teorema Fundamental da Álgebra, podemos demonstrar que um polinômio de
grau n ≥ 1 pode ser decomposto em um produto de fatores do 1º grau.
Ex.:
Seja a equação polinomial de grau n ≥ 1:

P(x) = anxn + xn – 1xn – 1 + ... + a2x2 + a1x + a0 = 0

Pelo TFA, existe um número x1 tal que P(x1) = 0. Assim, temos:

P(x) = (x – x1) ‧ Q1(x) = 0 (I)

Podemos concluir que x – x1 = 0 ou Q1(x) = 0, sendo n > 1; Q1(x) não é um polinômio constante.
Logo, ele admite uma raiz x2, tal que:

Q1(x) = (x – x2) ‧ Q2(x) (II)

Substituindo (I) em (II), temos:

P(x) = (x – x1) ‧ (x – x2) ‧ Q2(x) = 0

Procedendo do mesmo modo, podemos escrever:

P(x) = (x – x1) ‧ (x – x2) ‧ (x – x3) ‧ ... ‧ Qn(x)

Sendo Qn uma constante e an o coeficiente de xn, pela identidade de polinômios temos: Qn


= an .
Portanto:

P(x) = an ‧ (x – x1) ‧ (x – x2) ‧ (x – x3) ‧ ... ‧ (x – xn)

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Ex.:
Considere o polinômio P(x) = 2x3 – 8x2 – 2x + 8, cujas raízes são:

x1 = – 1, x2 = 1 e x3 = 4

Colocando P(x) na forma fatorada, temos:

P(x) = 2 ‧ [x – (– 1)] ‧ (x – 1) ‧ (x – 4)

P(x) = 2 ‧ (x + 1) ‧ (x – 1) ‧ (x – 4)

Produtos Notáveis – Fatoração de um Polinômio

z Fatoração

Consiste na transformação de uma soma (ou subtração) de dois termos em um produto.

z Fator Comum

ax + ay = a ‧ (x + y)

Exemplo: 5x + 5y = 5 ‧ (x + y)

z Agrupamento

ax + ay + bx + by = a ‧ (x + y) + b ‧ (x + y) = (x + y) ‧ (a + b)

Ex.:

3x + 3y + 7x + 7y = 3 ‧ (x + y) + 7 ‧ (x +y) = (x + y) ‧ (3 + 7)

z Diferença de Quadrados

MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO


a2 – b2 = (a + b) ‧ (a – b)

Ex.:

4x2 – 25y2 = (2x)2 – (5y)2 = (2x – 5y) ‧ (2x + 5y)

Ex.:

23152 – 23142 = (2315 + 2314) ‧ (2315 – 2314) = 4629 ‧ 1 = 4629

z Quadrado da Soma

a2 + 2ab + b2 = (a + b)2 = (a + b) ‧ (a + b)
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Ex.:

4a2 + 20a + 25 = (2a)2 + 2 ‧ (2a) ‧ (5) + (5)2 = (2a + 5)2 = (2a + 5) ‧ (2a + 5)

z Quadrado da Diferença

a2 – 2ab + b2 = (a – b)2 = (a – b) ‧ (a – b)

Ex.:

9x4 – 24x2 + 16 = (3x2)2 – 2 ‧ (3x2) ‧ (4) + (4)2 = (3x2 – 4)2 = (3x2 – 4) ‧ (3x2 – 4)

z Cubo da Soma

(a + b)3 = a3 – 3a2b + 3ab2 + b3

Ex.:

27x3 + 54x2y + 36xy2 + 8y3 = (3x)3 + 3 ‧ (3x)2 ‧ (2y) + 3 ‧ (3x) ‧ (2y)2 + (2y)3 = (3x + 2y)3 = (3x + 2y) ‧ (3x + 2y) ‧ (3x + 2y)

z Cubo da Diferença

(a – b)3 = a3 – 3a2b + 3ab2 – b3

Ex.:

27x3 – 54x2y + 36xy2 – 8y3 = (3x)3 – 3 ‧ (3x)2 ‧ (2y) + 3 ‧ (3x) ‧ (2y)2 – (2y)3 = (3x – 2y)3 = (3x – 2y) ‧ (3x – 2y) ‧ (3x – 2y)

z Soma de Cubos

a3 + b3 = (a + b) ‧ (a2 – ab + b2)

Ex.:

8x3 + 27 = (2x)3 + 33 = (2x + 3) ‧ [(2x)2 – (2x) ‧ 3 + 32] = (2x + 3) ‧ (4x2 – 6x + 9)

z Diferença de Cubos

a3 – b3 = (a – b) ‧ (a2 + ab + b2)

Ex.:

8x3 – 27 = (2x)3 – 33 = (2x – 3) ‧ [(2x)2 + (2x) ‧ 3 + 32] = (2x – 3) ‧ (4x2 + 6x + 9)

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Relações de Girard (Relação entre Coeficientes e Raízes)

As Relações de Girard estabelecem relações entre os coeficientes e as raízes de uma equa-


ção. As relações de Girard são importantíssimas no estudo das equações polinomiais, veja-
mos quais são essas relações:

z 1º caso:

Seja a equação do segundo grau: ax2 + bx + c = 0, onde a ≠ 0, x1 e x2 são as raízes. Decom-


pondo em fatores do primeiro grau temos:

ax2 + bx + c = a ‧ (x – x1) ‧ (x – x2)

ax2 + bx + c = a ‧ (x2 – x ‧ x2 – x ‧ x1 + x1 ‧ x2)

ax2 + bx + c = a ‧ [x2 – (x1 + x2) ‧ x + x1 ‧ x2]

Dividindo ambos os membros por a, temos:

ax2 + bx + c a ‧ [x2 – (x1 + x2) ‧ x + x1 ‧ x2]


=
a a
b c
x2 + x+ = x2 – (x1 + x2) ‧ x + x1 ‧ x2
a a

Pela identidade de polinômios, temos:

b b
= – (x1 + x2) ⇒ (x1 + x2) = – , a soma das
a a
b
raízes é –
a

c c
= x1 ‧ x2 ⇒ x1 ‧ x2 = , o produto das raízes
a a

MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO


c
é
a

z 2º caso:

Seja a equação do terceiro grau: ax3 + bx2 + cx + d = 0, onde a ≠ 0, x1, x2 e x3 são as raízes.
Decompondo em fatores do primeiro grau, temos:

ax3 + bx2 + cx + d = a ‧ (x – x1) ‧ (x – x2) ‧ (x – x3)

ax3 + bx2 + cx + d = a ‧ [(x3 – (x1 + x2 + x3)x2 +


(x1x2 + x1x3 + x2 ‧ x3) x – x1 ‧ x2 ‧ x3)]

Dividindo ambos os membros por a, temos:


57
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ax3 + bx2 + cx + d a ‧ [(x3 – (x1 + x2 + x3)x2 + (x1x2 + x1x3 + x2x3)x – x1 ‧ x2 ‧ x3)]
=
a a
b c d
x3 + x2 + x+ = x3 – (x1 + x2 + x3)x2 + (x1x2 + x1x3 + x2 ‧ x3)x – x1 ‧ x2 ‧ x3
a a a

Pela identidade de polinômios, temos:

b b
= – (x1 + x2 + x3) ⇒ (x1 + x2 + x3) = – ,
a a
c c
= x1x2 + x1x3 + x2x3 ⇒ x1x2 + x1x3 + x2x3 = ,
a a
d d
= – (x1 ‧ x2 ‧ x3) ⇒ x1 ‧ x2 ‧ x3 = –
a a

Ex.:

Vamos utilizar as relações de Girard para as seguintes equações:

z x2 – 5x + 6 = 0

As raízes são x1 e x2, os coeficientes são a = 1, b = – 5 e c = 6. Pelas relações de Girard, temos:

b (– 5)
x1 + x2 = – ⇒ x1 + x2 = – = – (– 5) = 5
a 1

c 6
x1 ‧ x2 = ⇒ x1 ‧ x2 = =6
a 1

z 2x3 – 7x2 + x – 2 = 0

As raízes são x1, x2 e x3, os coeficientes são a = 2, b = –7, c = 1 e d = –2. Pelas relações de
Girard, temos:

b (– 7) – (– 7) 7
x1 + x2 + x3 = – ⇒ x1 + x2 + x3 = – = =
a 2 2 2
c 1
x1x2 + x1x3 + x2x3 ⇒ x1x2 + x1x3 + x2x3 =
a 2
d (– 2) – (– 2) 2
x1 ‧ x2 ‧ x3 = – ⇒ x1 ‧ x2 ‧ x3 = – = = =1
a 2 2 2

Multiplicidade de uma raiz (ou de raízes)

Um polinômio P(x), na forma fatorada, pode apresentar fatores repetidos. A quantidade


de fatores que se encontrarão repetidos na forma fatorada, define a Multiplicidade de uma
Raiz.
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Ex.:

z Seja P(x) = x2 – 10x + 25

P(x) na forma fatorada é (x – 5) ‧ (x – 5), dizemos então que 5 é raiz dupla, ou seja, de mul-
tiplicidade 2.

z Seja P(x) = x3 – 5x2 + 3x + 9

P(x) na forma fatorada é (x – 3) ‧ (x – 3) ‧ (x + 1), observe que existem dois fatores iguais a
(x – 3) e um fator (x + 1). Dizemos então que 3 é raiz dupla, ou de multiplicidade 2 e – 1 é raiz
simples, ou de multiplicidade 1.

Exercite seus conhecimentos através dos exercícios comentados a seguir.

1. (VUNESP – 2013) O resto da divisão do polinômio P(x) = x4 + 2x3 + mx2 – 2 pelo binômio (x + 1)
é igual a 8, sendo m uma constante real, então m vale:

a) 8
b) 10
c) 11
d) 7
e) 9

Pelo Teorema do Resto, temos que o resto da divisão de um polinômio P(x) de grau maior e
igual a 1, pelo binômio do primeiro grau b ‧ (x – a), com b diferente de zero, é o valor numérico
de P(x) para x igual a raiz do divisor. Se (x + 1) divide P(x), logo temos que -1 é uma raiz de
P(x). Fazendo P(– 1) = 8, temos:
P(– 1) = 8
x4 + 2x3 + mx2 – 2 = 8

MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO


(– 1)4 + 2(– 1)3 + m(– 1)2 – 2 = 8
1–2+m–2=8
m–3=8
m = 11
Resposta: Letra C

2. (MS CONCURSOS – 2011) Considere o polinômio P(x) – 4x4 + 3x3 – 2x2 + x + k. Sabendo que P(1)
= 2, então o valor de P(3) é:

a) 386
b) 405
c) 324
59
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d) 81
e) 368

Fazendo primeiro P(1) = 2, temos:


4(1)4 + 3(1)3 – 2(1)2 + (1) + k = 2
4+3–2+1+k=2
k+6=2
k=–4
Se k = 4, temos que P(x) = 4x4 + 3x3 – 2x2 + x – 4. Fazendo P(3), teremos:
P(3) = 4(3)4 + 3(3)3 – 2(3)2 + (3) – 4
P(3) = 4 ‧ 81 + 3 ‧ 27 – 2 ‧ 9 – 1
P(3) = 324 + 81 – 18 – 1
P(3) = 405 – 19
P(3) = 386
Resposta: Letra A.

3. (CETRO – 2014) Dados os polinômios A(x) = 2x3 – (b – 1)x + 2 e B(x) = ax3 + 2x + 2, e sabendo
que A(x) – B(x) é um polinômio identicamente nulo, o valor de (a + b) é igual a:

a) 1
b) 2
c) 3
d) 4
e) 5

Se A(x) – B(x) é um polinômio identicamente nulo, podemos concluir que A(x) = B(x). Pela
igualdade de polinômios temos:
2x3 – (b – 1)x + 2 = ax3 + 2x – 2
Como os polinômios são iguais, podemos comparar os coeficientes das variáveis.
Logo, temos que:
2=a⇒a=2
– (b – 1) = 2 ⇒ – b + 1 = 2 ⇒ b = – 1
Portanto (a + b) = 2 + (– 1) = 2 – 1 = 1 Resposta: Letra A.

60
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FUNÇÃO EXPONENCIAL

Definição, Características, Domínio, Imagem e Gráfico

Seja a um número real, tal que seja maior que zero e diferente de 1(0 < a ≠ 1 ou a∈ℜ*+ –{1}),
a função f: ℝ→ℝ que associa a cada x∈ℝ o número f(x) = ax, é conhecida como função expo-
nencial. Assim funções como: 2x, ^ 2 h e 10x são exemplos de funções exponenciais.
X

Da definição de função exponencial, a partir de algumas características, pode-se notar:

z x = 0 → 𝑓(0) = a0 = 1;
z 𝑓(x) = ax é crescente para a > 1, ou seja, x1 < x2 → 𝑓(x1) < 𝑓(x2);
z 𝑓(x) = ax é decrescente para 0 < a < 1, ou seja, x1 < x2 → 𝑓(x1) > 𝑓(x2);
z n ∊ ℤ e a > 1, então 𝑓(n) = an > 1 se, e somente se, n > 0;
z a ∊ ℝ, a > 1 e r ∊ ℚ, então 𝑓(r) = ar > 1 se, e somente se, r > 0;
z a ∊ ℝ, a > 1 e r, s ∊ ℚ, então as > ar se, e somente se, s > r;
z a ∊ ℝ, a > 1 e α ∊ {ℝ –ℚ}, então aα > 1 se, e somente se, α > 0;
z a ∊ ℝ, a > 1 e b ∊ ℝ, então ab > 1 se, e somente se, b > 0;
z a ∊ ℝ, a > 1 e x1, x2 ∊ ℝ, então ax1 > ax2 se, e somente se, x1 > x2;
z a ∊ ℝ, 0 < a < 1 e b ∊ ℝ, então ab > 1 se, e somente se, b < 0;
z a ∊ ℝ, 0 < a < 1 e x1, x2 ∊ ℝ, então ax1 > ax2 se, e somente se, x1 < x2.

O domínio da função exponencial é o conjunto dos reais, ou seja, para todo x∈ℝ, existe um único
y∈Im(f), sendo que a imagem da função assume somente valores positivos não nulos (reais não
negativos e não nulo (ℝ*+)). Logo, Im(f) = ℜ*+. Note que no gráfico da função a curva de está toda
acima do eixo x, pois f(x) = ax > ⩝x ∈ ℜ.
Além disso, temos que o ponto de encontro da curva com o eixo y, é no ponto (x, y) = (0, 1), x = 0
→ f(0) = a0 = 1,. Assim, o gráfico para duas funções exponenciais, crescente (a > 1) e decrescente (0 <
a < 1), segue como na figura 19.

y = 2x y
4
3

MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO


2
1
a) x
–4 –3 –2 –1 1 2 3 4
–1
–2

–3
–4

61
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1 x y
y=( ) 4
2
3
2
1
b) x
–4 –3 –2 –1 1 2 3 4
–1
–2

–3
–4

Figura 19. Gráfico da Função Exponencial, (a) crescente (f(x) = 2x) e (b) decrescente (f(x) = (0,5)x).

Equações Exponenciais

Equações exponenciais são aquelas equações onde a incógnita x está no expoente, como: 2x =
32 e 2x – 4x = 2.
A forma de solucionar a equação exponencial é deixando todas as potências com a mes-
ma base, como a f(x) = ax é injetora, podemos dizer que potências iguais e de mesma base têm
expoentes iguais, ou seja, ax = ay ⇔ x = y, (a∈ℜ*+ –{1}).
Seja a equação exponencial 2x = 128, temos a solução o valor de x igual a:

2x = 128 → 2x = 27 → x = 7

S = {7}

2+3x–2
Agora para a equação exponencial 52x = 1 temos x igual a:
2+3x–2 2+3x–2
52x = 1 → 52x = 50 → 2x2 + 3x – 2 = 0

∆ = b2 – 4ac = 32 – 4 · 2 · (–2) = 9 + 16 = 25

–3
–b – √∆
 x1 = = b
– √25 = –2
 f ( x=) ax2a
+b > 0 → x > − ;
2 · 2a

 f ( x=) –b –3b
ax ++ b√∆< 0 → x < − ; 1
 x2 = = +√25 a =
2a 2·2 2
1
S = {–2, }
2

Inequações Exponenciais

Inequações exponenciais são aquelas inequações onde a incógnita x está no expoente, como: 2x >
32 e 2x - 4x < 2.
A forma de solucionar a equação exponencial é deixando todas as potências com a mesma
base, como a f(x) = ax é crescente com base (a > 1) e decrescente com base (0 < a < 1), podemos dizer
então que a desigualdade se mantém para as potências quando a função é crescente e inverte
62 quando é decrescente, ou seja:
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a > 1 → ax > ay ⇔ x > y;

0 < a < 1 → ax > ay ⇔ x < y

Seja a inequação exponencial 2x < 32 (crescente), temos a solução igual a:

2x < 32 → 2x < 25 → x < 5


S = {x ∊ ℜ | x < 5}

E na inequação exponencial b l ≥ 125 (decrescente), temos duas formas:


X
1
5

b 1 l ≥ 125 → b 1 l ≥ 53 → (5 – 1) ) x ≥ 53 → 5–x ≥ 53
X X

5 5

5–x ≥ 53 → –x ≥ 3 → x ≤ –3

S = {x ∈ ℜ | x ≤ –3}

b 1 l ≥ 125 → b 1 l ≥ 53 → b 1 l ≥ b 1 l
X X X –3

5 5 5 5

x ≤ –3

S = {x ∈ ℜ | x ≤ –3}

FUNÇÃO LOGARÍTMICA

Logaritmo

Antes de definir a Função Logarítmica, temos que ter uma noção básica de logaritmo. A ideia
de logaritmo surgiu para solucionar problemas de equações exponenciais do tipo 2x = 3, ou seja,
exponenciais em que não é possível deixar os dois membros com a mesma base.
Então, define-se o conceito de logaritmo, seja dois números reais positivos a e b, com a ≠ 1, chama-

MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO


-se x o logaritmo de b na base a, onde o expoente que se deve dar à base a de modo que a potência
obtida seja igual a b, ou seja:

logab = x ⇔ ax = b

Em que, a é base do logaritmo; b é o logaritmando e x é o logaritmo.


Assim, por exemplo, o logaritmo log28 = 3 pois 23 = 8.
Logo, dessa definição decorrem algumas propriedades, seja :

z loga1 = 0;
z logaa = 1;
z alogab = b;
z logab = logac ⇔ b = c;
63
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z b > 0 e c > 0 → loga (b · c) = logab + logac;

z b > 0 e c > 0 → loga b l = logab – logac;


b
c

z loga b l = –logac;
1
c
z α∈ℝ → logabα = α · (logab);

z n∈ℕ* → loga n b = loga ] b gn = n logab;


1 1

log c b
z a, b, c ∊ ℝ+ e a ≠ 1, c ≠ 1: logab = log a , mudança de base com quociente;
c

1
z a ≠ 1, b ≠ 1 logab = log a ;
b

1
z β ∊ ℝ* logaβb = b logab.

Definição, Características, Domínio, Imagem e Gráfico

Seja a um número real, tal que seja maior que zero e diferente de 1 (0 < a ≠ 1 ou a∈ℜ+* – {1}),
a função f : ℝ* + → ℝ que associa a cada x∈ℝ*+ o número f(x) = logax, é conhecida como função
logarítmica. Assim funções como: log2x, log 12 x e logx são exemplos de funções logarítmicas.
Da definição de função logarítmica, pode-se notar algumas características quando a∈ℜ+*
– {1}:

z 𝑓: ℝ*+ → ℝ e g: ℝ → ℝ*+: 𝑓(x) = logax → 𝑓–1 (x) = g(x) = ax , relação inversa;


z 𝑓(x) = logax é crescente para a > 1;
z 𝑓(x) = logax é decrescente para 0 < a < 1;
z a > 1; 0 < x < 1 → logax < 0;
z a > 1; x > 1 → logax > 0;
z 0 < a < 1; 0 < x < 1 → logax > 0;
z 0 < a < 1; x > 1 → logax < 0;

O domínio da função logarítmica é o conjunto dos reais positivos não nulos, ou seja, para
todo x∈ℝ*+, existe um único y∊Im(𝑓), como a função 𝑓: ℝ*+ → ℝ, 𝑓(x) = logax, admite a inversa g:
ℝ → ℝ*+, g(x) = ax. Então, f é bijetora e, portanto, a imagem da função assume qualquer valor
real. Logo, Im(𝑓) = ℜ. Note que no gráfico da função f(x) = logax, a curva está toda à direita do
eixo y, pois x > 0.
Além disso, temos que o ponto de encontro da curva com o eixo x, é no ponto (x, y) = (1,
0), x = 1 → f(1) = loga1 = 0. Assim, o gráfico para duas funções logarítmicas, crescente (a > 1) e
decrescente (0 < a < 1), segue como na figura 20.

64
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y
4
3
2
1
a) x
–4 –3 –2 –1 1 2 3 4
–1
–2

–3
–4

y
4
3
2
1
b) x
–4 –3 –2 –1 1 2 3 4
–1
–2

–3
–4

Figura 20. Gráfico da Função Logarítmica, (a) crescente (f(X) = log2x) e (b) decrescente (f(x) = log 12 x ).

Equações Logarítmicas

Equações logarítmicas são aquelas equações do tipo: logaf(x) = logag(x) ou logaf(x) = α, α∈ℝ
e com (α∈ℜ*+ –{1}).
A fórmula para solucionar a equação logarítmica é dada por f(x) = g(x) > 0 ou aplicando
propriedade inversa e transformando em equação exponencial, logaf(x) = a → f(x) = aa.
Acompanhe o exemplo da equação logarítmica log4 (3x + 2) = log4 (2x + 5). Para resolvê-la
vamos seguir os seguintes passos:

 –2 b
f ( x=
) 0 →+xb>> 0 → x > − a ;
< ax
 3x + 2

3

MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO


 f ( x= –5 b
) 0 →+xb>< 0 → x < − a ;
> ax
 2x + 5
 2

log4(3x + 2) = log4(2x + 5) → (3x + 2) = (2x + 5)


(3x + 2) = (2x + 5) →3 x – 2x = 5 – 2 → x = 3

S = {3}

Agora para a equação logarítmica log4(2x2 + 5x + 4) = 2 temos x igual a:

2x2 + 5x + 4 > 0
∆ = b2 – 4ac = 25 – 32 = –7
logo, 𝑓(x) > 0, ⩝x∊ℜ
log4(2x2 + 5x + 4) = 2 → 2x2 + 5x + 4 = 42 → 2x2 + 5x + 4 = 16 → 2x2 + 5x – 12 = 0
∆ = b2 – 4ac = 52 – 4 · 2 · (–12) = 25 + 96 = 121
65
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 – b – √∆ b
– 5 – √121
 fx( x==) ax 2a
1
+b > 0 →
= x>− ;
2 ·a
2
= –4


– b + √∆
 fx( x==) ax b
– 5 +√121 3
+b < 0 →
= x<− ; =
2
2a 2 ·a
2 2

S = & –4, 0
3
2

Inequações Logarítmicas

Inequações logarítmicas são aquelas inequações do tipo: loga 𝑓(x) >loga g(x) e loga𝑓(x) > α,
α∊ℝ e com (a∊ℜ*+ –{1}).
A forma de solucionar a inequação logarítmica é deixando os logaritmos com a mesma
base, aplicando as desigualdades em casos de bases maiores que um ou entre zero e um, lem-
brando que as f(x) = g(x) > 0 ou aplicando propriedade inversa e transformando em equação
exponencial, logaf(x) = α → f(x) = aα. Esquematizando temos:

 𝑓(x) > g(x) se a > 1 b


f ( x=
) ax + b > 0 → x > − ;
loga𝑓(x) > logag(x) 


a
0 <
 f ( x=𝑓(x) < g(x) se 0 < a b
⇔ 

) ax + b < 0 → x < −
a
;
<1

ou

 𝑓(x) > a se a > 1


k
b
f ( x=
) ax + b > 0 → x > − ;
loga𝑓(x) > 


a
 f0(< 𝑓(x) < a se 0 <
k b
k⇔ 

)
x= ax + b < 0 → x < −
a
;
a<1

0 < 𝑓(x) < ak se


 b
loga𝑓(x) < 
 a > 1 ax + b > 0 → x > − a ;
f ( x=
)

 f ( x= b
k⇔ 

) ax + b < 0 → x < −
𝑓(x) > ak se 0 < a
;

a<1

Seja a inequação logarítmica log2(2x2 – 5x) ≤ log23, para acharmos a solução primeiro faze-
mos o estudo do sinal de f(x) = 2x2 – x:

2x2 – 5x > 0 → ∆ = (–5)2 – 4 · 2 · 0 = 25

– (–5)
 x1 = – √25 = 0 b
 f ( x=) ax2+· b2 > 0 → x > − a ;

–(–5) +
 f ( x=) ax b
+ b < 0 → x 5< − ;
 x1 = √25 = a
2·2 2

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Como para a f(x) = 2x2 – 5x temos a > 0 e Δ > 0, então a solução para f(x) > 0 é:

5
S1 = {x ∊ ℜ | x < 0 ou x > 2 }

Agora o estudo da inequação logarítmica começa na relação entre os logaritmos de mesma


base, como a base é 2 então a função é crescente:

a = 2 > 1 → log2(2x2 – 5x) ≤ log23 → 2x2 – 5x ≤ 3 → 2x2 – 5x – 3 ≤ 0


2x2 – 5x – 3 ≤ 0 → ∆ = (–5)2 – 4 · 2 · (–3) = 25 + 24 = 49

– (–5)
1
 x1 = – √49 = – b
 f ( x )
= ax + b > 0 → x>− ;
2·2 2a

– (–5) +
 f ( x=) ax b
+b < 0 → x < − ;
 x1 = √49 = 3 a
2·2

Como para a g(x) = 2x2 – 5x – 3 temos a > 0 e Δ > 0, então a solução para g(x) ≤ 0 é:

1
S2 + {x ∊ ℜ | – 2 ≤ x ≤ 3}

Assim, a solução da inequação logarítmica log2(2x2 – 5x) ≤ log23 é dada pela intersecção das
soluções acima:

1 5
S = S1∩S2 = {x ∊ ℜ | – 2 ≤ x < 0 ou 2 < x ≤ 3}

E na inequação logarítmica log2(3x + 5) > 3, temos:

a > 1 → log2(3x + 5) > 3 → 3x + 5 > 23 → 3x + 5 > 8 → x > 1

MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO


Mas, a função f(x) = 3x + 5 > 0, então:

5
𝑓(x) = 3x + 5 > 0 → x > – 3

5
Como a solução x > 1 é também maior que x > – 3 , logo temos o intervalo de solução para
x sendo:

S = {x ∊ ℜ | x > 1}

67
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MATRIZES, DETERMINANTES E SISTEMAS LINEARES

MATRIZES

Matrizes podem ser definidas da seguinte maneira: sejam dois números naturais m e n
diferentes de zero, denominamos matriz de ordem m por n (indica-se m x n) qualquer
tabela M formada por números pertencentes ao conjunto dos reais, sendo esses números
distribuídos em m linhas e n colunas.
Exemplos:

> H
-2 1 0
A=
2 4 3

É uma matriz de ordem 2·3,

= G
0 -1
B=
3 5

É uma matriz de ordem 2·2,

JK 9 1 NO
K 3 OO
C= KKK- 8 7 OO
K 4 0 O
L P

É uma matriz de ordem 3·2.

Toda matriz m · n tem os seus elementos representados por (aij), onde i representa a linha
e j a coluna em que o elemento está localizado.
Exemplo:

e o
a11 a12
A=
a21 a22

{
(lê-se a um um) elemento que está na 1ª linha
a11
e 1ª coluna.
(lê-se a um dois) elemento que está na 1ª linha e
a12
2ª coluna.
(lê-se a um um) elemento que está na 2ª linha
a21
e 1ª coluna.
(lê-se a um um) elemento que está na 2ª linha
a22
e 2ª coluna.

Observação: Uma matriz M de ordem m ⨉ n também pode ser indicada por M = (aij) ou M
= (aij) m ⨉ n.

TIPOS DE MATRIZES
68
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Matriz Linha

É toda matriz do tipo 1 ⨉ n, ou seja, é uma matriz que possui apenas uma linha.

Exemplos:

C = [–3 4 1] é uma matriz linha de ordem 1·3


M = (–9 7 0 –√15) é uma matriz linha de ordem 1·4

Matriz Coluna

É toda matriz do tipo m ⨉ 1, ou seja, é uma matriz que possui apenas uma coluna.

Exemplos:

RS VW
SS - 2 WW
S 1 WW
A= S SS 7 WW
SS 0 WW
SS- 17WW
T X

É uma matriz coluna de ordem 4·1

e o
-6
B=
1

É uma matriz coluna de ordem 2·1

Matriz Nula

É a matriz que possui todos os elementos iguais a zero.

MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO


Exemplos:

= G
0 0 0 0
E=
0 0 0 0

É uma matriz nula de ordem 2·4

e o
0 0
N=
0 0

É a matriz nula de ordem 2·2

69
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Matriz Quadrada de Ordem n

É toda matriz do tipo n ⨉ n, ou seja, em uma matriz quadrada de ordem n o número de


linhas e colunas são iguais.

Exemplo:

e o
2 -8
A=
7 0

É uma matriz quadrada de ordem 2·2

RS VW
SS - 7 4 2 WW
B= S SS 2 3
9 0W WW
SS - 2 - 1 22 W W
5
T X

É uma matriz quadrada de ordem 3·3


Observação: para toda matriz quadrada, no lugar de mencionarmos que sua ordem é n
⨉ m, dizemos apenas que ela é uma matriz de ordem n. Por exemplo, ao nos referirmos a
uma matriz quadrada de ordem 3, estamos dizendo que essa matriz possui três linhas e três
colunas.

Diagonal Principal

Chamamos de diagonal principal de uma matriz quadrada de ordem n, o conjunto dos


elementos que possui índices iguais.
Exemplo:

e o
2 -8
A=
7 0

É uma matriz quadrada de ordem 2, cuja diagonal principal é uma matriz composta pelos
elementos a11 = 2, e a22 = 0

Diagonal Secundária

Chamamos de diagonal secundária de uma matriz quadrada de ordem n, o conjunto dos


elementos que possui a soma dos índices igual a n + 1.
Exemplo:

e o
2 -8
A=
7 0

É uma matriz quadrada de ordem 2, cuja diagonal secundária é composta pelos elementos a12
70 = - 8, e a21 = 7
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Matriz Diagonal

É a matriz em que todos os elementos que não pertencem à diagonal principal são iguais
a zero.
Exemplo:

–15 0 0

B= 0 1 0

0 0 – √7

Matriz Identidade de Ordem n

É toda matriz quadrada em que os elementos da diagonal principal são iguais a 1. A matriz
identidade é representada pela letra maiúscula I, seguida da sua ordem, ou seja, In.
Exemplos:

= G
1 0
I2 =
0 1

É uma matriz identidade de ordem 2

JK1 0 0N
O
K OO
I3 = KKK0 1 0O
K0 OO
0 1
L P

É uma matriz identidade de ordem 3

RS V
SS1 0 0 0W
W
SS0 W
1 0 0W
WW
I4 = S
SS0 0 1 0WWW
SS
S0 0 0 1W W

MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO


T X

É uma matriz identidade de ordem 4.

IGUALDADE DE MATRIZES

Duas matrizes A = (aij)m ⨉ n e B = (bij)m ⨉ n serão iguais quando aij = bij para todo i ∈ {1,2, ∙∙∙ ,
m } e todo j ∈ {1,2, ∙∙∙ , n }. Portanto, para que duas matrizes sejam iguais, elas devem ser do
mesmo tipo e apresentar todos os elementos correspondentes iguais.
Exemplo:

[
Seja A = X 2 e B = 7 2
9 –6 z y , ] [ ]
A matriz A será igual à matriz B, se, e somente se, x = 7, y = – 6 e z = 9.
71
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ADIÇÃO DE MATRIZES

Dadas duas matrizes A = (aij)m ⨉ n e B = (bij)m ⨉ n , chamamos soma de A + B a matriz C = (cij)


m⨉n
tal que cij = aij + bij, para todo i e todo j. Isso significa que a soma de duas matrizes A e B
do tipo m ⨉ n é uma matriz C do mesmo tipo, em que cada elemento é a soma dos elementos
correspondentes em A e B.
Exemplo:

[ 1 0 7
–4 9 2 ] + [ –31 –01 05 ] = [ –14+–31 90 +– 10 27 ++ 05 ]
= [ 4 –1 7 ]
–5 9 7

Propriedades da Adição de Matrizes

A adição de matrizes do tipo admite as seguintes propriedades:

z Associativa: (A + B) + C = A + (B + C);
z Comutativa: A + B = B + A;
z Elemento Neutro: A + 0 = A, em que 0 é a matriz nula;
z Elemento simétrico: A + (- A) = 0, em que -A é a matriz oposta de A.

PRODUTO DE NÚMERO POR MATRIZ

Dado um número k e uma matriz A = (aij)m ⨉ n, chama-se produto kA a matriz B = (bij)m ⨉ n tal
que bij = kaij, para todo i e todo j. Isso significa que multiplicar uma matriz A por um número
k é construir uma matriz B formada por todos os elementos de A multiplicados por k.

[ ][
4 –1 2 ∙ 4 2 ∙ (– 1)
2. 0 5 = 2 ∙ 0 2 ∙ 5
3 √2 2 ∙ 3 2 ∙ √2
8 –2
= 0 10
][
6 2 ∙ √2 ]
Propriedades do Produto de um Número por Uma Matriz

O produto de um número por uma matriz admite as seguintes propriedades:

z a · (b · A) = (a · b) · A;
z a · (A + B) = a . A + a · B;
z (a + b) · A = a · A + b · A;
z 1 · A = A.

PRODUTO DE MATRIZES

Dadas duas matrizes A = (aij)m ⨉ n e B = (bij)n ⨉ p , denominamos o produto AB a matriz C = (cik)


m⨉p
tal que cik = ai1 · b1k + ai2 · b2k + ai3 · b3k + . . . + ain · bnk = Ʃn aij · bjk para todo i ∈ {1,2, ... ,m} e k
J=1

∈ {1,2, ... ,p}.

72
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Observações: A definição dada garante a existência do produto AB somente se o número
de colunas de A for igual ao número de linhas de B, pois A é do tipo m ⨉ n e B é do tipo n ⨉ p.
A definição dada afirma que o produto AB é uma matriz que tem o número de linhas de A
e o número de colunas de B, pois AB é do tipo m ⨉ p.

Exemplos:
1 –

[ ] [ ]
2 4 2 2

0 5
–1 –3 5 4 0
2x3 2x3

[ 2∙1+4∙0+2∙4 2 (– 2) + 4 ∙ 5 + 2 ∙ 0
(– 1) ∙ 1 + (– 3) ∙ 0 + 5 ∙ 4 (– 1) ∙ (– 2) + (– 3) ∙ 5 + 5 ∙ 0 ]
[ 1019 16
– 13 ]
2x2

[ ]
– [ 3 –5 4 0
∙ ]
2 1x4
12
3x1

[ 1∙3 1 ∙ (– 5)
(– 2) ∙ 3 (– 2) ∙ (– 5)
12 ∙ 3 12 ∙ (– 5)
1∙4
(– 2) ∙ 4
12 ∙ 4
1∙0
(– 2) ∙ 0
12 ∙ 0 ]
3 –5 4 0
– 10 – 0

[ ]
6 8
36 – 48 0
60
3x4

[ 05 –33 –12 ] 3x2



[ ] 1
–1
10 3x1

[ 05 ∙∙ 11 ++ (–3 ∙3)(–∙1)(–+1)(–+2)1 ∙∙ 1010 ] = [ –1823 ] 1x2

Propriedades do produto de matrizes

O produto de matrizes admite as seguintes propriedades:

MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO


z Associativa: (A · B) · C = A · (B · C);
z Distributiva à direita em relação à adição: (A + B) · C = A · C + B · C;
z Distributiva à esquerda: C · (A + B) = C· A + C · B;
z (k · A) ·B = A · (k · B) = k · (A · B).

Observações: É muito importante notar que, em geral, a multiplicação de matrizes não é


comutativa, ou seja, para duas matrizes quaisquer A e B, temos AB ≠ BA.
Quando A e B são tais que AB = BA, dizemos que A e B comutam. Notemos que uma con-
dição necessária para A e B comutarem é que sejam matrizes quadradas e de mesma ordem.
É importante observar também que a implicação AB = 0 → A = 0 ou B = 0 não é válida para
matrizes, ou seja, é possível encontrar duas matrizes não nulas cujo produto é a matriz nula.
Exemplo:

[ 01 00 ] ∙ [ 00 01 ] = [ 00 00 ] 73
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MATRIZ TRANSPOSTA

Dada a matriz A = (aij)m ⨉ n, chamamos transposta de A a matriz At = (aji’)n ⨉m tal que aji’ = aij
para todo i e todo j. Isso significa que as colunas de At são ordenadamente iguais às linhas de
A.
Exemplos:

Se A = > H
4 2 -1
2
5 7 5 2x3

Sua transposta é:

RS VW
SS 4 5 WW
A =S
t
SS2 7W W
SS - 1 2 W W
5 W3x2
T X
Se B = [– 1 0 ⁵√19 – 6]1·4,

Sua transposta é:
RS V
SS - 1 WWW
SS 0 WW
Bt = SS5 WW
SS 19WW
SS - 6 WW
4x1
T X

Propriedades de uma Matriz Transposta

A matriz transposta admite as seguintes propriedades:

z P1) (At)t = A;
z P2) (A + B)t = At + Bt;
z P3) (k · A)t = k · At;
z P4) (A ·B)t = Bt · At.

MATRIZ SIMÉTRICA

Denominamos matriz simétrica toda matriz quadrada A, de ordem n, tal que At = A.


Exemplo:

Se C = [ –21 –31 ],
Sua transposta é

Ct = [ –21 –31 ].
74 Portanto, a matriz C é simétrica, pois Ct = C.
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MATRIZ ANTISSIMÉTRICA

Denominamos matriz antissimétrica toda matriz quadrada A, de ordem n, tal que At = - A.

Se D = [ –04 04 ],
Sua transposta é

Dt = [ 04 –4
0 . ]
Portanto, a matriz D é antissimétrica, pois Dt = -D.

MATRIZ INVERSA

Seja A uma matriz quadrada de ordem n. Dizemos que A é uma matriz invertível se existir
uma matriz A-1 tal que A · A-1 = A-1 · A = In, onde In é a matriz identidade de ordem n.
Observações: Se A não é invertível, dizemos que A é uma matriz singular.
Se A é invertível, então é única a matriz A-1.
Exemplos:

A matriz A = [ 1
2
3
7 ]
É inversível e:

A– 1 = [ –72 –13 ]
Pois

A ∙ A– 1 = [ 21 73 ] ∙ [ –72 –13 ]
[ 21 ∙∙ 77 ++ 37 ∙∙ (–(– 2)2) 21 ∙∙ (–(– 3)3) ++ 37 ∙∙ 11 ] = [ 01 01 ] = I
MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO
2

A∙A = [
1 ] [ 2 7 ]
–1 7 –3 ∙ 1 3
–2

[ 7–∙21∙ +1 (–3)+1∙2 –2∙3+1∙7 ] [ 0 1 ]


∙ 2 7 ∙ 3 + (– 3) ∙ 7
=
1 0
=I
2

Qual é a inversa da matriz A = [ 02 1


3 ]?
Fazendo A-1 = , temos:

A– 1 ∙ A = [ ac db ] ∙ [ 02 31 ] = [ 01 01 ]
[ ac ∙∙ 22 ++ db ∙∙ 00 ac ∙∙ 11 ++ db ∙∙ 33 ] = [ 01 01 ]
75
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{ a +2a3b= 1= 0
1 1
⇒a= eb=–
2 6

{ c +2c3d= 0= 1
1
⇒c=0ed=
3

Portanto,

> H
1
2
- 16
A-1 = 1
0 3

Propriedades de Uma Matriz Inversa

A matriz inversa admite as seguintes propriedades:

z (A-1)-1 = A;
z (A · B)-1 = B-1 · A-1.
z (At)-1 = (A-1)t.

DETERMINANTES

Determinantes podem ser definidos do seguinte modo: considere o conjunto das matrizes
quadradas de elementos reais. Seja M uma matriz de ordem n desse conjunto. Denominamos
determinante da matriz M (e indicamos por det M) o número que associamos à matriz M,
operando seus elementos conforme a ordem dessa matriz.

Determinante de Matriz Quadrada de Ordem 1

Se M é de ordem 1, então o det M é o único elemento de M.


Exemplo:
Se M = [4], então o det M = 4

Determinante de Matriz Quadrada de Ordem 2

Se M é de ordem 2, então o det M é o produto dos elementos da diagonal principal de M,


menos o produto dos elementos da diagonal secundária de M.
Exemplo:

Se M = , então:

det M = 2 ∙ 5 – [6 ∙ (– 1)· = 10 – (– 6) = 10 + 6 = 16

Determinante de Matriz Quadrada de Ordem 3

Se M é de ordem 3, então o det M é dado por:

det M = a11 ∙ a22 ∙ a33 + a12 ∙ a23 ∙ a31 + a13 ∙ a21 ∙ a32 – a13 ∙ a22 ∙ a31 – a11 ∙ a23 ∙ a32 – a12 ∙ a21 ∙ a33
76
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Podemos memorizar essa definição da seguinte maneira:

z Repetimos, ao lado da matriz, as duas primeiras colunas;


z Os termos precedidos pelo sinal + são obtidos multiplicando-se os elementos seguindo as
flechas situadas na direção da diagonal principal;
z Os termos precedidos pelo sinal – são obtidos multiplicando-se os elementos seguindo as
flechas situadas na direção da diagonal secundária.

Tal processo é conhecido como Regra de Sarrus e é utilizado para o cálculo de determi-
nantes de ordem 3.
Vejamos agora um exemplo numérico:

RS V
SS1 2 1W
W W
Seja M = S SS5 3 - 2W
WW
S2 4 - 1W
T X

Calcule o seu determinante.

Utilizando a regra de Sarrus, temos que:

1 2 1 1 2
det M = 5 3 -2 5 3 =
2 4 -1 2 4
= 1 ∙ 3 ∙ (1) + 2 ∙ (- 2) ∙ 2 + 1 ∙ 5 ∙ 4 - (1 ∙ 3 ∙ 2 + 1 ∙ (- 2) ∙ 4 + 2 ∙ 5 ∙ (- 1)
1 2 1 1 2
det M = 5 3 -2 5 3 =
2 4 -1 2 4
= - 3 - 8 + 20 - (6 - 8 - 10) = 9 - (- 12) = 9 + 12 = 21

Portanto o det de M = 21.

TEOREMA FUNDAMENTAL DE LAPLACE

MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO


O determinante de uma matriz de ordem n ≥ 2 é a soma dos produtos dos elementos de
uma fila qualquer (linha ou coluna) pelos respectivos cofatores.

RS V
SS1 3 4W
WW
Seja M = S SS5 2 - 3W
WW , então:
S1 4 2W
T X
1 3 4
5 2 -3
det M = 1 4 2 =
= a11 ∙ A11 + a12 ∙ A12 + a13 ∙ A13 = 1 ∙ (– 1)1+1 ∙ D11 + 3 ∙ (–1)1+2 ∙
D12 + 4 ∙ (– 1)1+3 ∙ D13 = 1 ∙ (– 1)2 ∙
2 - 3 + 3 ∙ (– 1)3 ∙
4 2
5 - 3 + 4 ∙ (– 1)4 ∙
1 2
77
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5 2 =
1 4
= 1 ∙ 1 ∙ (4 + 12) + 3 ∙ (– 1) ∙ (10 + 3) + 4 ∙ 1 ∙ (20 – 2) =
= 16 – 39 + 72 = 49

Observações: podemos utilizar Sarrus ou Laplace no cálculo do determinante de uma


matriz qualquer, os resultados obtidos serão os mesmos. Na utilização de Laplace, qualquer
fila (linha ou coluna) escolhida produzirá o mesmo valor de determinante. De preferência,
escolha sempre a fila com a maior quantidade de elementos iguais a zero. Esse procedimento
facilita os cálculos do determinante.

PROPRIEDADES DOS DETERMINANTES

A definição de determinante e o teorema de Laplace nos permitem fazer o cálculo de qual-


quer determinante, no entanto, é possível simplificar o cálculo com a aplicação de certas
propriedades. Vejamos:

Matriz Transposta

Se M é a matriz de ordem n e Mt sua transposta, então det Mt = det M


Exemplo:
Seja a Matriz:

RS V
SS- 1 2 0W
W W
M= S SS 3 4 - 6W
WW , o det M = - 10
SS 2 1 - 2WW
T X

.Logo,

RS V
SS- 1 3 2W
W W
M=S
t
SS 2 4 1WWW , e o det Mt = - 10
SS 0 -6 - 2WW
T X

Fila Nula

Se os elementos de uma fila (linha ou coluna) qualquer de uma matriz M de ordem n forem
todos nulos, então det M = 0.
Seja:

RS V
SS 3 - 1 4W
W W
M= S SS 0 0 0W
WW , o det de M = 0
SS- 3 5 2W
W
T X

78
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Multiplicação de uma Fila por uma Constante

Se multiplicarmos uma fila qualquer de uma matriz M de ordem n por um número k, o


determinante da nova matriz M’ obtida será o produto de k pelo determinante de M, isto é
det M’ = k · det M.
Exemplo:
Seja:

RS V
SS2 - 1 3W
W W
M= S SS4 5 0W
WW , o det M = - 28
SS2 -1 1W
W
T X

Se multiplicarmos a primeira linha da matriz por 2, teremos:

RS V
SS4 - 1 6W
W W
M’ = S SS4 5 0W
WW , o det de M’ = - 56
SS2 -1 1W
W
T X

Ou seja, det M’ = 2 . det M, o det de M’ = - 56, ou seja, caso fosse multiplicada a primeira coluna da
matriz M por 2, o determinante da nova matriz M’ seria o dobro do det M.

RS VW
SS4 -1 3W
S8 WW
M’ = S SS 5 0W WW , o det M’ = - 56
S4 -1 1W
T X

Multiplicação da Matriz por uma Constante

Se A é uma matriz de ordem n, então det (ɑ · A) = ɑn · det A.


Exemplo:

e o , o det A = 14
4 -1

MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO


Se A =
2 3

Se quiséssemos descobrir o determinante de 3 · A, faríamos:

det 3 · A = (3)2 · det A = 9 · 14 = 126

Troca de Filas Paralelas

Seja M uma matriz de ordem n ≥ 2. Se trocarmos de posição duas filas paralelas, obteremos
uma nova matriz M’ tal que det M’ = - det M.

79
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Exemplo:

RS V
SS 1 - 1 2W
W W
Seja M = S SS 0 3 4W
WW , o det M = 13
SS- 3 5 1W
W
T X

Se trocarmos de posição a primeira coluna com a segunda coluna, teremos:

RS V
SS- 1 1 2W
W W
M’ = S SS 3 0 4W
WW o det M’ = - 13
SS 5 -3 1W
W
T X

Portanto a conclusão que chegamos é que: det M’ = - det M.


O raciocínio é análogo, caso fosse feita a troca de linhas paralelas.

Filas Paralelas Iguais

Se uma matriz M de ordem n ≥ 2 tem duas filas paralelas formadas por elementos respec-
tivamente iguais, então det M = 0.
Exemplo:

RS V
SS- 1 0 2W
W W
Seja M = S SS 4 5 7W
WW , o det de M = 0
SS- 1 0 2W
W
T X

Pois a 1ª e 3ª linhas são iguais.

Filas Paralelas Proporcionais

Se uma matriz de ordem n ≥ 2 tem duas filas paralelas formadas por elementos respecti-
vamente proporcionais, então det M = 0.
Exemplo:

RS V
SS 1 2 6W
W W
Seja M = S SS 3 -1 - 3W
WW , o det M = 0
S- 2 4 12W
T X

Pois a 3ª coluna é a 2ª coluna multiplicada por 3.

Combinação Linear de Filas Paralelas

Se uma matriz quadrada M, de ordem n, tem uma linha (ou coluna) que é combinação
linear de outras linhas (ou colunas), então det M = 0.
Exemplos:
80
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JK 1 - 2 - 1N
OO
KK O
Seja M = K KK 3 4 7O
O , o det M = 0
K- 5 O
- 3O
2
L P

Pois a 3ª coluna é a soma da 1ª coluna com a 2ª coluna.

JK2 -3 NO
KK 5 OO
Seja N = K KK1 4 0O OO , o det N = 0
K3 - 10 10 O
L P

Pois a 3ª linha é o dobro da 1ª linha menos a 2ª linha.

Teorema de Binet

Se A e B são matrizes quadradas de ordem n, então det (AB) = det A · det B.


Exemplo:

e o , o det A = 5
3 2
Seja A =
-1 1

e o , o det B = 3
-2 -7
B=
1 2

Logo, pelo Teorema de Binet, o det (A · B) = det A · det B = 5 · 3 = 15.


Observação: decorre a seguinte relação do Teorema de Binet:

1
det A–1 =
det A

MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO


Exemplo:
Seja:

RS V
SS0 3 - 1W
W
W
A= S SS2 -4 3WWW , o det A = 19
SS1 2 - 3WW
T X

Logo,

1 1
det A–1 = =
det A 19

81
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Matriz Triangular

O determinante de uma matriz triangular (aquela cujos elementos acima ou abaixo da


diagonal principal são todos iguais a zero) é dado pelo produto dos elementos da diagonal
principal.
Exemplos:

RS W V
SS- 3 0 0W
WW
Seja A = SS 1 2 0W
SS W
S4 -5 - 1WW
T X
Como temos uma matriz triangular superior, ou seja, todos os elementos acima da diago-
nal principal são nulos, logo o determinante de A será dado pelo produto dos elementos da
diagonal principal da matriz A.
Portanto: det A = ( - 3) · 2 · ( - 1) = 6

RS V
SS1 -2 7 W
W
S W
Seja B = S0 4 2WWW
SS
S0 0 - 3WW
T X

Como temos uma matriz triangular inferior, ou seja, todos os elementos acima da diagonal
principal são nulos, logo o determinante de B será dado pelo produto dos elementos da dia-
gonal principal da matriz B.
Portanto: det B = 1 · 4 · ( - 3) = - 12

SISTEMAS LINEARES

Equação linear

Denominamos equação linear toda equação do tipo:

a11x1 + a12x2 + a13x3 + . . . + a1nxn = c

Onde: a1, a2, a3, . . . , xn: são coeficientes reais, não todos nulos.
x1, x2, x3, . . . , xn: São as incógnitas.
c: é o termo independente.
Quando o termo independente é nulo, dizemos que a equação linear é homogênea.
Exemplos:

z 4x + 3y - z = - 1;
z 2x - y = 3;
z - 2x - y + 5z = 0 (Equação linear homogênea).

Não são equações lineares as equações abaixo:

z x2 + y - z3 = 3;
82
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z xy - 5z = -7;
z x - 2y + √z = 3.

� Sistema linear:

Denominamos sistema linear o conjunto de duas ou mais equações lineares com n


incógnitas.
Exemplos:

{ 4x - y = 2
x + 7y = 1

Nesse caso, temos um sistema linear de duas incógnitas, sendo elas x e y. O 2 e o 1 são os
termos independentes desse sistema.

{
- 3x + 2y - z = - 1
x + y - 5z = 3
2x - 5y + 2z = 4

Nesse caso, temos um sistema linear de três incógnitas, sendo elas x, y e z. O -1, e o 4 são os
termos independentes desse sistema.
Um sistema linear de m equações com n incógnitas, indicado por m · n (lemos “m por n”),
pode ser representado por um conjunto de equações do tipo:

{
a11x1 + a12x2 + a13x3 + . . . + a1nxn = c1
a21x1 + a22x2 + a23x3 + . . . + a2nxn = c2
S a31x1 + a32x2 + a33x3 + . . . + a3nxn = c3
∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙
am1x1 + am2x2 + am3x3 + . . . + amnxn = cm

Note que, pela definição do produto de matrizes, o sistema linear genérico acima pode ser

[ ][ ] [ ]
escrito na forma matricial da seguinte maneira:

MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO


a11 a12 a13 ... a1n x1 c1
a21 a22 a23 ... a2n x2 c2
a31 a32 a33 ... a3n x3 = c3
∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙ ∙ ∙
am1 am2 am3 . . . amn xn cn

Exemplos:
Escrevendo na forma matricial os dois exemplos anteriores, temos:

{ x4x+ -7yy == 21 ⇒ [ 1 ] ∙ [ y ] = [1 ]
4 -1 x 2
7

83
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{ [ ][][ ]
- 3x + 2y - z = - 1 -3 2 -1 x -1
x + y - 5z = 3 ⇒ 1 1 -5 ∙ y = 3
2x - 5y + 2z = 4 2 -5 2 z 4

SOLUÇÃO DE UM SISTEMA LINEAR

Seja uma sequência ou n-upla ordenada de números reais (a1, a2, a3, . . . , an), a qual será
solução de um sistema linear S, se for a solução de todas as equações lineares de S, ou seja:

a11a1 + a12a2 + a13a3 + . . . + a1nan = c1 (sentença verdadeira)


a21a1 + a22a2 + a23a3 + . . . + a2nan = c2 (sentença verdadeira)
a31a1 + a32a2 + a33a3 + . . . + a3nan = c3 (sentença verdadeira)
∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙
am1a1 + am2a2 + am3a3 + . . . + amnan = cm (sentença verdadeira)

Exemplo:

{
x + 2y - 2z = - 5
2x - 3y + z = 9
3x - y + 3z = 8

O sistema acima admite como solução a tripla ordenada (1, -2, 1), pois substituindo essas
coordenadas em cada uma das equações lineares, temos:

{ {
(1) +2 (- 2) - 2 (1) = - 5 1-4-2=-5
2(1) - 3 (- 2) + (1) = 9 ⇒ 2+6+1=9
3+2+3=8
3(1) - (- 2) + 3(1) = 8

{ -5=-5
9 = 9 Todas as sentenças são verdadeiras.
8=8

SISTEMA LINEAR HOMOGÊNEO

Chamamos de sistema linear homogêneo aquele que possui todos os termos independen-
tes nulos, ou seja, iguais a zero.
Exemplo:

{
x + y + 2z = 0
3x + 4y - z = 0
2x + 3y - 3z = 0

Todo sistema linear homogêneo admite a solução nula (0, 0, ..., 0), chamada de solução tri-
vial. Além dessa um sistema linear homogêneo pode ter outras soluções.

84
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MÉTODOS PRÁTICOS PARA A RESOLUÇÃO DE UM SISTEMA

Regra de Cramer

a1x + b1y
Inicialmente, consideremos o seguinte sistema linear:
= c1

{
a2x + b2y
= c2

É a matriz incompleta do sistema c1 e c2, são os termos independentes do sistema.

a1 b1
D= a b2
2

É o determinante da matriz incompleta do sistema.

c1 b1
Dx = c b2
2

É o determinante da matriz obtida por meio da troca dos coeficientes de x, pelos termos
independentes, na matriz incompleta.

a1 c1
Dy = a c2
2

É o determinante da matriz obtida por meio da troca dos coeficientes de y, pelos termos
independentes, na matriz incompleta.
O exemplo acima é análogo para qualquer sistema linear n · n, portanto a regra de Cramer
pode ser aplicada para resolver qualquer sistema linear n · n, onde D ≠ 0. A solução será dada
pelas seguintes razões:

( ) MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO


D1 D2 D3 Dn
X1 = ,X2 = ,X3 = , . . . , xn =
D D D D

Exemplos:
Vamos resolver os seguintes sistemas pela Regra de Cramer:

� { 3x2x- +4yy == -45


D = 3 - 4 = 11, Dx = - 5 - 4 = 11, D = 3 - 5 = 22
2 1 4 1 2 4

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Portanto:

Dx 11 Dy 22
x= = = 1, y = = = 22
D 11 D 11

Logo a solução do sistema é o par ordenado (1, 2)


{ x - 2y + z = 0
2x + y - 3z = - 5
4x - y - z = - 1

1 -2 1 0 -2 1
D = 2 1 - 3 = 10, Dx = - 5 1 - 3 = 10
4 -1 -1 -1 -1 -1

1 0 1 1 -2 0
Dy = 2 - 5 - 3 = 20, Dz = 2 1 - 5 = 30
4 -1 -1 4 -1 -1

Portanto:

Dx 10 Dy 20
x= = = 1, y = = =2
D 10 D 10

Dz 30
z= = =3
D 10

Logo a solução do sistema é a tripla ordenada (1, 2, 3).

CLASSIFICAÇÃO DE SISTEMAS LINEARES

Os sistemas lineares podem ser classificados conforme o esquema abaixo:

Determinado

Possível
Indeterminado
Sistema

Impossível

Sistema Possível e Determinado

Um sistema será possível e determinado (SPD) quando o determinante D da matriz incom-


pleta for diferente de zero, ou seja, D ≠ 0.

Sistema Possível e Indeterminado

Um sistema será possível e indeterminado (SPI) quando o determinante D da matriz


incompleta for igual a zero (D = 0) e os determinantes das incógnitas também: (D1 = D2 = D3 =
... = Dn = 0)
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Sistema Impossível

Um sistema será impossível (SI) quando o determinante D da matriz incompleta for igual
a zero (D = 0) e pelo menos um dos determinantes das incógnitas for diferente de zero.
Vamos classificar cada um dos sistemas lineares abaixo:

� {4x2x -+y3y= =1 5
D = 4 - 1 = 14
2 3

Como D ≠ 0, o sistema é SPD


{ x + 2y - z = 1
2x - 3y + 4z = 2
3x - y + 3z = 3

1 2 -1
D = 2 - 3 4 = 0,
3 -1 3

Como D = 0, o sistema não é SPD vamos verificar se é SPI ou SI.

1 2 -1 1 1 -1 1 2 1
Dx = 2 - 3 4 = 0, Dy = 2 2 4 = 0, Dz = 2 - 3 2 = 0
3 -1 3 33 3 3 -1 3

Como D = 0, Dx = 0, Dy = 0 e Dz = 0, o sistema é SPI.


{ - 2x + y - 3z = 0
x - y - 5z = 2
3x - 2y + 2z = - 3

-2 1 -3
D= 1 -1 -5 =0
3 -2 -2

Como D = 0, o sistema não é SPD, vamos verificar se é SPI ou SI.

MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO


0 1 -3
Dx = 2 - 1 - 5 = 40
-3 -2 -2

Como Dx ≠ 0, o sistema é SI. Não é necessário analisar o determinante das incógnitas y e z,


uma vez que um deles já apresenta resultado diferente de zero.

ESCALONAMENTO DE SISTEMAS LINEARES

Nem sempre a Regra de Cramer é um instrumento prático para a resolução de sistemas linea-
res. Para a resolução de sistemas de três ou mais equações, podemos fazer a solução de uma for-
ma escalonada, ou seja, vamos fazer o escalonamento do sistema. Um sistema estará escalonado
quando, de equação para equação, no sentido de cima para baixo, houver aumento dos coeficien-
tes nulos situados antes dos coeficientes não nulos.
Exemplos:
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S1
{ x+y+z=3
0x + y + z = 2 , S2
0x + 0y + z = 1 { x+y+z-t=6
0x - y - 4z + 3t = - 13
0x + 0y + 12z - 6t = 20

Vejamos um exemplo prático de como resolver um sistema linear por escalonamento:

{ 2x - 3y + z = 9
x + 2y - 2z = - 5
3x - y + 3z = 8

Primeiramente vamos trocar de posição a linha 2 com a linha 1, para que a incógnita x que
possui o coeficiente 1 fique na primeira linha.

{ x + 2y - 2z = - 5
2x - 3y + z = 9
3x - y + 3z = 8

Substituiremos a segunda linha por uma nova, fazendo a seguinte operação:

z Vamos multiplicar a 1ª equação por (- 2) e adicionar o resultado a 2ª equação.

Substituiremos a terceira linha por uma nova, fazendo a seguinte operação:

z Vamos multiplicar a 1ª equação por (- 3) e adicionar o resultado a 3ª equação.

{ x + 2y - 2z = - 5
- 7y + 5z = 19
- 7y + 9z = 23

Substituiremos a terceira linha por uma nova, fazendo a seguinte operação:

z Vamos multiplicar a 2ª equação por (- 1) e adicionar o resultado a 3ª equação.

{ x + 2y - 2z = - 5
- 7y + 5z = 19
4z = 4

Com o sistema escalonado, podemos determinar os valores das incógnitas da seguinte


forma:
Obtendo z na 3ª equação:

4z = 4

4
z=
4

z=1

Obtendo y na 2ª equação:
Como z = 1, vamos substituir o seu valor na 2ª equação e encontrar o y:

- 7y + 5z = 19
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- 7y + 5(1) = 19
- 7y + 5 = 19
- 7y = 19 - 5
- 7y = 14

14
y=
-7

y=-2

Obtendo x na 1º equação:
Como y = - 2 e z = 1, vamos substituir os seus valores na 1ª equação e encontrar o x:

x + 2y - 2z = - 5
x + 2 (- 2) - 2(1) = - 5
x-4-2=-5
x-6=-5
x=-5+6
x=1

Logo a solução do sistema é a tripla ordenada (1, -2, 1).

Exercite seus conhecimentos através dos exercícios comentados a seguir.

1. (ESAF – 2009) O determinante da matriz:

[ ]
2 1 0
B= a b c é:
4+a 2+b c

a) 0
b) 2b - c
c) a+b+c
d) 6+a+b+c
e) 2bc + c - a

MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO


A matriz B é uma matriz quadrada de ordem 3, para calcular os seus determinantes, vamos
utilizar a Regra de Sarrus:

2 1 0 2 1
a b c a b
4+a 2+b c 4+a 2+b
Vamos fazer o produto das diagonais principais, menos o produto das diagonais secundárias.
2 ∙ b ∙ c + 1 ∙ c ∙ (4 + a) + 0 ∙ a ∙ (2 + b) - [0 ∙ b ∙ (4 + a) + 2 ∙ c ∙ (2 + b) + 1 ∙ a ∙ c] = 2bc +4c + ac - [4c
+ 2bc + ac] = 2bc + 4c + ac - 4c - 2bc - ac = 0 Resposta: Letra A.

2. (ESAF – 2012) Dada as matrizes:

A= (21 33) e B = (21 43)


89
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Calcule o determinante do produto AB:

a) 8
b) 12
c) 9
d) 15
e) 6

Pelo Teorema de Binet, temos que: o det (A ∙ B) = det A ∙ det B


Calculando separadamente cada um dos determinantes, teremos:
2 3
Det A = = 2 ∙ 3 - (3 ∙ 1) = 6 - 3 = 3
1 3
2 4
Det B = =2∙3-4∙1=6-4=2
1 3

Portanto o det (A ∙ B) = detA ∙ detB = 3 ∙ 2 = 6 Resposta: Letra E.

3. (CESGRANRIO – 2011) Considere a equação matricial AX = B,

Se A = ( -11 2
-1 ) e B = (31 -42 ) , então a matriz X é:
a) ( 22 -4
5 )
b) ( 4 2 )
-5 -6

c) ( - 1 -4)
3 -1

d) ( -35 -28 )
e) (
0 3)
4 0

Para encontrar a matriz X, vamos escreve-la como uma matriz genérica, e substituir na
equação indicada no enunciado:

X= ( 40 03 )
Substituindo as três matrizes conhecidas na equação inicial, temos:
A∙X=B

( -11 2
-1 ) ∙ (ac db ) = (31 -42 )
( (- 1) ∙ a + (- 1) ∙ c
1 ∙ a + 2o ∙produto
Fazendo c 1entre
∙ b + 2 as
∙ d matrizes
=
3 -no
) (1 4 )
2 primeiro membro, temos:
(- 1) ∙ b + (- 1) ∙ d

(a- a+ -2cc b + 2d
-b-d ) = (31 -42 )
Pela igualdade de matrizes geraremos o seguinte sistema linear:
90
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{
a + 2c = 3
b + 2d = - 2
-a-c=1
-b-d=4

Trocando de posição a linha 2 com a linha 3, temos:

{
a + 2c = 3
-a-c=1
b + 2d = - 2
-b-d=4

Vamos encontrar primeiramente os valores de a e c, fazendo a soma da linha 1 com a linha


2, temos:
c=4
Substituindo c por 4 na primeira linha, temos:
a + 2c = 3
a + 2 ∙ (4) = 3
a+8=3
a=3-8
a=-5
Para encontrar os valores de b e d, faremos a soma da linha 3 com a linha 4, obtendo:
d=2
Substituindo d por 2 na linha 4, temos:
-b-d=4
- b - (2) = 4
-b-2=4
-b=4+2

MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO


-b=6
b=-6

Portanto a matriz X será igual a: ( -45 -6


2 )
Resposta: Letra B.

91
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SEQUÊNCIAS: PROGRESSÕES ARITMÉTICAS E PROGRESSÕES
GEOMÉTRICAS

SEQUÊNCIAS NUMÉRICAS

Esse tema é cobrado de uma maneira que pode parecer como também pode ser complicado.
Descobrir a lei de formação ou padrão da sequência é o seu principal objetivo, pois nas questões
sobre sequências/raciocínio sequencial, você será apresentado a um conjunto de dados dispostos
de acordo com alguma “regra” implícita, alguma lógica de formação. O desafio é exatamente des-
cobrir essa “regra” para, com isso, encontrar outros termos daquela mesma sequência.
Veja o exemplo abaixo:

2, 4, 6, 8,...

A primeira pergunta que podemos fazer para achar a lei de formação é: os números estão
aumentando ou diminuindo?
Caso eles estejam aumentando, devemos tentar as operações de soma ou multiplicação
entre os termos. Veja no exemplo colocado acima: 2, 4, 6, 8,.. Do primeiro termo para o segun-
do, somamos o número dois e depois repetimos isso.

2+2=4
4+2=6
6+2=8

Logo, o nosso próximo termo será o número 10, pois 8 + 2 = 10.

Caso os números estejam diminuindo, você pode buscar uma lógica envolvendo subtra-
ções ou divisões entre os termos.
Agora, observe essa outra sequência:

2, 3, 5, 7, 11, 13, ...

Qual é o seu próximo termo? Vários alunos tendem a dizer que o próximo termo é o 15,
mesmo tendo percebido que o 9 não está na sequência. A nossa tendência é relevar esse “pro-
bleminha” e marcar logo o valor 15. Muito cuidado! Como já disse, o padrão encontrado deve
ser capaz de explicar toda a sequência! Nesse caso, estamos diante dos números primos! Sim,
aqueles números que só podem ser divididos por eles mesmos ou então pelo número 1. No
caso, o próximo seria o 17, e não o 15. A propósito, os próximos números primos são: 17, 19,
23, 29, 31, 37...

SEQUÊNCIAS NUMÉRICAS ALTERNADAS

É bem comum aparecerem questões que envolvem uma sequência que tem mais de uma
lei de formação. Podemos ter 2 sequências que se alternam, como neste exemplo:

92 2, 5, 4, 10, 6, 15, 8, 20, ...

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Se analisarmos mais minuciosamente, podemos dizer que temos uma sequência que, de
um número para outro, devemos somar 2 unidades e também podemos notar que temos a
sequência que, de um número para o outro, basta somar 5 unidades, elas estão em sequên-
cias numéricas alternadas. Veja:
1ª sequência: 2, 4, 6, 8,...
2ª sequência: 5, 10, 15, 20, ...

PROGRESSÃO ARITMÉTICA

Uma progressão aritmética é aquela em que os termos crescem, sendo adicionados a uma
razão constante, normalmente representada pela letra r.

z Termo inicial: valor do primeiro número que compõe a sequência;


z Razão: regra que permite, a partir de um termo, obter o seguinte.

Observe o exemplo abaixo:

{1,3,5,7,9,11,13, ...}

Veja que 1 + 2 = 3, 3 + 2 = 5, 5 + 2 = 7, 7 + 2 = 9 e assim sucessivamente. Temos um exemplo


nítido de uma Progressão Aritmética (PA) com uma razão 2, ou seja, r = 2 e termo inicial igual
a 1. Em questões envolvendo progressões aritméticas, é importante você saber obter o termo
geral e a soma dos termos, conforme veremos a seguir.

Termo Geral da PA

Trata-se de uma fórmula que, a partir do primeiro termo e da razão da PA, permite calcu-
lar qualquer outro termo. Temos a seguinte fórmula:

an = a1 + (n – 1)r

Nesta fórmula, an é o termo de posição n na PA (o “n-ésimo” termo); a1 é o termo inicial, r é

MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO


a razão e n é a posição do termo na PA.
Usando o nosso exemplo acima, vamos descobrir o termo de posição 10. Já temos as infor-
mações que precisamos: {1,3,5,7,9,11, 13, ...}.

z O termo que buscamos é o da décima posição, isto é, a10;


z A razão da PA é 2, portanto r = 2;
z O termo inicial é 1, logo a1 = 1;
z n, ou seja, a posição que queremos é a de número 10: n = 10.

Logo,

an = a1 + (n – 1) · r
a10 = 1 + (10 – 1) · 2
a10 = 1 + 2 · 9
93
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a10 = 1 + 18
a10 = 19

Isto é, o termo da posição 10 é o 19. Volte na sequência e confira. Perceba que, com essa fórmu-
la, podemos calcular qualquer termo da PA. O termo da posição 200 é:

an = a1 + (n – 1) · r
a200 = 1 + (200 – 1) · 2
a200 = 1 + 2 · 199
a200 = 1 + 398
a200 = 399

Soma do Primeiro ao N-ésimo Termo da PA

A fórmula a seguir nos permite calcular a soma dos “n” primeiros termos de uma progres-
são aritmética:

n # (a1 + an)
Sn =
2

Para entendermos um pouco melhor, vamos calcular a soma dos 7 primeiros termos do
nosso exemplo que já foi apresentado: {1,3,5,7,9,11, 13, ...}.
Já sabemos que a1 = 1, e n = 7. O termo an será, neste caso, o termo a7, que observando na sequên-
cia é o número 13, ou seja, a7 = 13. Substituindo na fórmula, temos:

n # (a1 + an)
Sn =
2

7 # (1 + 13)
S7 =
2

7 # 14
S7 =
2

98
S7 = = 49
2

Dependendo do sinal da razão r, a PA pode ser:

z PA crescente: se r > 0, a PA terá termos em ordem crescente.

Ex.: {1, 4, 7, 10, 13, 16...} → r = 3;

z PA decrescente: se r < 0, a PA terá termos em ordem decrescente.

Ex.: {20, 19, 18, 17 ...} → r = –1;

94
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z PA constante: se r = 0, todos os termos da PA serão iguais.

Ex.: {7, 7, 7, 7, 7, 7, 7...} → r = 0.

Dica
PA crescente: se r > 0;
PA decrescente: se r < 0;
PA constante: se r = 0.

Em uma progressão aritmética de 3 termos, o segundo termo ou o termo do meio é a média


aritmética entre o primeiro e terceiro termo. Veja:

PA (a1, a2, a3)  a2 = (a1 + a3) ÷ 2


PA (2, 4, 6)  4 = (2+6) ÷ 2  4 = 4

Exercite seus conhecimentos com as questões comentadas a seguir.

1. (IBFC – 2015) O total de múltiplos de 4 existentes entre os números 23 e 125 é:

a) 25.
b) 26.
c) 27.
d) 28.
e) 24.

O primeiro múltiplo de 4 neste intervalo é 24 e o último é 124. Veja que os múltiplos de 4 for-
mam uma PA de razão igual a 4. Então, temos as seguintes informações:
a1 = 24
an = 124
r = 4 (podemos ir somando de 4 em 4 unidades para obter os múltiplos).
Substituindo na fórmula do termo geral, vamos encontrar a quantidade de elementos

MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO


(múltiplos):
an = a1 + (n – 1)r
124 = 24 + (n – 1)4
124 = 24 + 4n – 4
124 – 24 + 4 = 4n
104 = 4n
n = 26. Resposta: Letra B.

2. (FCC – 2018) Rodrigo planejou fazer uma viagem em 4 dias. A quantidade de quilômetros que
ele percorrerá em cada dia será diferente e formará uma progressão aritmética de razão igual
a − 24. A média de quilômetros que Rodrigo percorrerá por dia é igual a 310 km. Desse modo, é
correto concluir que o número de quilômetros que Rodrigo percorrerá em seu quarto e último dia
de viagem será igual a

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a) 334.
b) 280.
c) 322.
d) 274.
e) 310.

Primeiro devemos achar o a1, para depois acharmos o a4. Devemos colocar tudo em função de
a1, para podermos substituir na média. Usando a fórmula do termo geral:
r = –24
an= a1 + (n – 1) · r
Achando a1:
a1 = a1 + (1–1) · r
a1 = a1
Colocando a2 em função de a1:
a2= a1+ (2 – 1) · r
a2 = a1 + r
Colocando a3 em função de a1:
a3= a1+ (3 – 1) · r
a3 = a1 + 2r
Colocando a4 em função de a1:
a4 = a1 + (4 – 1) · r
a4 = a1 + 3r
Substituindo na fórmula da média aritmética:
(a1 + a2 + a3 + a4 ) ÷ 4 = 310
(a1+ a1 + r + a1 + 2r + a1 + 3r) ÷ 4 = 310
4 a1 + 6r = 310 · 4
4 a1 + 6. (–24) = 1.240
4 a1 – 144 = 1.240
a1 = 346
Encontrando a4:
a4= 346 + (4 – 1) · r
a4= 346 + 3r
a4= 346 + 3 · (–24)
a4 = 274. Resposta: Letra D.

3. (CEBRASPE-CESPE – 2017) Em cada item a seguir é apresentada uma situação hipotética, seguida
de uma assertiva a ser julgada, a respeito de modelos lineares, modelos periódicos e geometria dos
sólidos.
Manoel, candidato ao cargo de soldado combatente, considerado apto na avaliação médica das con-
dições de saúde física e mental, foi convocado para o teste de aptidão física, em que uma das provas
consiste em uma corrida de 2.000 metros em até 11 minutos. Como Manoel não é atleta profissional,
ele planeja completar o percurso no tempo máximo exato, aumentando de uma quantidade constante,
a cada minuto, a distância percorrida no minuto anterior.

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Nesse caso, se Manoel, seguindo seu plano, correr 125 metros no primeiro minuto e aumentar de
11 metros a distância percorrida em cada minuto anterior, ele completará o percurso no tempo
regulamentar.

( ) CERTO ( ) ERRADO

Veja que no primeiro minuto ele percorre 125 metros, no segundo 125 + 11 = 136 metros, no
terceiro 125 + 2 · 11 = 147 metros, e assim por diante. Estamos diante de uma progressão
aritmética (PA) de termo inicial a1 = 125 e razão r = 11. O décimo primeiro termo (correspon-
dente ao 11º minuto) é:
an= a1 + (n – 1) · r
a11 = 125 + (11 – 1) · 11
a11 = 125 + 110 = 235 metros
A soma das distâncias percorridas nos 11 primeiros minutos é dada pela fórmula da soma
dos termos da PA:
n # (a1 + an)
Sn =
2

11 # (125 + 235)
S11 =
2

11 # 360
S11 = 2

S11 = 180 · 11
S11 = 1.980
A distância total percorrida é menor do que 2.000 metros. Logo, Manoel não completará o percur-
so no tempo regulamentar de 11 minutos. Resposta: Errado.

PROGRESSÃO GEOMÉTRICA

Observe a sequência a seguir:

MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO


{2, 4, 8, 16, 32...}

Cada termo é igual ao anterior multiplicado por 2. Esse é um exemplo típico de Progressão
Geométrica, ou simplesmente, PG. Em uma PG, cada termo é obtido a partir da multiplicação
do anterior por um mesmo número, o que chamamos de razão da progressão geométrica. A
razão é simbolizada pela letra q.
No exemplo acima, temos q = 2 e o termo inicial é a1 = 1. Da mesma maneira que vimos
para o caso de PA, normalmente, precisamos calcular o termo geral e a soma dos termos.

Termo Geral da PG

A fórmula a seguir nos permite obter qualquer termo (an) da progressão geométrica, par-
tindo-se do primeiro termo (a1) e da razão (q):

an = a1 · qn-1
97
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No nosso exemplo, o quinto termo, a5 (n = 5), pode ser encontrado assim:

{2, 4, 8, 16, 32...}


a5 = 2 · 25-1
a5 = 2 · 24
a5 = 2 · 16
a5 = 32

Soma do Primeiro ao N-ésimo Termo da PG

A fórmula abaixo permite calcular a soma dos “n” primeiros termos da progressão
geométrica:

n
a1 # (q - 1)
Sn =
q-1

Usando novamente o nosso exemplo e fazendo a soma dos 4 primeiros termos (n = 4), temos: {2, 4, 8, 16, 32...}.

4
2 # (2 - 1)
S4 =
2-1

2 # (16 - 1)
S4 =
1

2 # 15
S4 =
1

S4 = 30

Soma dos Infinitos Termos de uma Progressão Geométrica

Suponha que você corra 1000 metros, depois, você corra 500 metros, depois, você corra
250 metros e, depois, 125 metros — sempre metade do que você correu anteriormente. Quan-
to você correrá no total? Observe que o que temos é exatamente uma progressão geométrica
infinita, porém, essa PG é decrescente.
Quando temos uma PG infinita com razão 0 < q < 1, teremos que qn = 0. Entendemos, então,
que quanto maior for o expoente, mais próximo de zero será. Portanto, substituindo, teremos:

a1 # (0 - 1)
S∞ =
q-1

a1
S∞ =
1-q

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Dica
Em uma progressão geométrica, o quadrado do termo do meio é igual ao produto dos
extremos. {a1, a2, a3}  (a2)2 = a1 · a3
Veja: {2, 4, 8, 16, 32...}
82 = 4 · 16
64 = 64.

Revise o conteúdo visto com alguns exercícios comentados.

1. (FUMARC – 2018) Se a sequência numérica representada por (6, a2, a3, a4, a5,192) é uma Pro-
gressão Geométrica crescente de razão igual a q, então, é CORRETO afirmar que o valor de q é
igual a:

a) 2.
b) 3.
c) 4.
d) 8.

Vamos substituir os valores que já temos na fórmula geral da PG para acharmos a razão:
an = a1 · qn-1
a6 = a1 · q6-1
192 = 6 · q5
192 ÷ 6 = q5
32 = q5

q= 5
32

q = 2. Resposta: Letra A.

2. (IBFC – 2016) Se a soma dos elementos de uma P.G. (progressão geométrica) de razão 3 e
segundo termo 12 é igual a 484, então o quarto termo da P.G. é igual a:

MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO


a) 324.
b) 36.
c) 108.
d) 216.

Temos que a2 = 12 e q = 3. Para calcularmos o quarto termo, devemos usar a fórmula do ter-
mo geral da PG. Veja:
a4 = a2 · q4-2
a4 = 12 · 32
a4 = 12 · 9
a4 = 108. Resposta: Letra C.

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3. (IDECAN – 2014) Observe a progressão geométrica (P.G.) e assinale o valor de y.

P.G. = (y + 30; y; y – 60)

a) +30.
b) +60.
c) –30.
d) –60.
e) –90.

Em uma progressão geométrica, o quadrado do termo do meio é igual ao produto dos extre-
mos. Logo:
y² = (y + 30) · (y – 60)
y² = y² – 60y +30y – 1.800
y² – y² +60y – 30y = –1.800
30y = –1.800
y = –1.800 ÷ 30
y = –60. Resposta: Letra D.

ESTRUTURAS LÓGICAS — LÓGICA DE ARGUMENTAÇÃO: ANALOGIAS,


INFERÊNCIAS, DEDUÇÕES E CONCLUSÕES

ESTRUTURA LÓGICA

A Negação com o Conectivo “Não”

Representação simbólica: (~p) ou (¬p).


Sabemos que o valor lógico de p e ~p é oposto, isto é, se p é uma proposição verdadeira, ~p
será falsa, e vice-versa. Exemplo:
p: Matemática é difícil.
(~p) ou (¬p): Matemática não é difícil.
Outras maneiras que podemos usar para negar uma proposição e que vêm aparecendo
muito nas provas de concursos são:

z Não é verdade que matemática é difícil;


z É falso que matemática é difícil.

Conjunção (Conectivo E)

Representação simbólica: ^. Exemplos:

z Na linguagem natural:

„ O macaco bebe leite e o gato come banana.


100
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z Na linguagem simbólica:

„ p ^ q.

Disjunção Inclusiva (Conectivo Ou)

Representação simbólica: v. Exemplos:

z Na linguagem natural:

„ Maria é bailarina ou Juliano é atleta.

z Na linguagem simbólica:

„ p v q.

Disjunção Exclusiva (Conectivo Ou...ou)

Representação simbólica: ⊻. Exemplos:

z Na linguagem natural:

„ Ou o elefante corre rápido ou a raposa é lenta.

z Na linguagem simbólica:

„ p ⊻ q.

Condicional (Conectivo Se e então)

Representação simbólica: →. Exemplos:

MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO


z Na linguagem natural:

„ Se estudar, então vai passar.

z Na linguagem simbólica:

„ p → q.

Bicondicional (Conectivo “Se e somente se”)

Representação simbólica: ⟷. Exemplo:

101
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z Na linguagem natural:

„ Bino vai ao cinema se e somente se ele receber dinheiro.

z Na linguagem simbólica:

„ p ⟷ q.

Agora vamos treinar o que aprendemos na teoria com exercícios comentados de diversas
bancas. Vamos lá!

1. (CEBRASPE-CESPE – 2018) As proposições P, Q e R a seguir referem-se a um ilícito penal envol-


vendo João, Carlos, Paulo e Maria:
P: “João e Carlos não são culpados”. Q: “Paulo não é mentiroso”. R: “Maria é inocente”.
Considerando que ~X representa a negação da proposição X, julgue o item a seguir.
A proposição “Se Paulo é mentiroso então Maria é culpada.” pode ser representada simbolica-
mente por (~Q)↔(~R).

( ) CERTO ( ) ERRADO

Veja que temos uma proposição condicional (se então) e a representação simbólica apresen-
tada é de uma bicondicional. Representação da condicional (). Resposta: Errado.

2. (CEBRASPE-CESPE – 2018) Julgue o seguinte item, relativo à lógica proposicional e à lógica de


argumentação.
A proposição “A construção de portos deveria ser uma prioridade de governo, dado que o trans-
porte de cargas por vias marítimas é uma forma bastante econômica de escoamento de merca-
dorias.” pode ser representada simbolicamente por P∧Q, em que P e Q são proposições simples
adequadamente escolhidas.

( ) CERTO ( ) ERRADO

A representação simbólica apresentada para julgarmos é de uma conjunção e na questão foi


apresentada uma proposição composta pela condicional na forma “camuflada” dentro de
uma relação de causa e consequência “Dado que...”. Resposta: Errado.

3. (CEBRASPE-CESPE – 2018) Considere as seguintes proposições: P: O paciente receberá alta; Q:


O paciente receberá medicação; R: O paciente receberá visitas.
Tendo como referência essas proposições, julgue o item a seguir, considerando que a notação
~S significa a negação da proposição S.
A proposição ~P→[Q∨R] pode assim ser traduzida: Se o paciente receber alta, então ele não rece-
berá medicação ou não receberá visitas.

( ) CERTO ( ) ERRADO

102
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P: O paciente receberá alta;
~P: O paciente não receberá alta;
Q: O paciente receberá medicação;
R: O paciente receberá visitas.
A proposição ~P→[QvR] pode assim ser traduzida:
Se o paciente não receber alta, então ele receberá medicação ou receberá visitas. Resposta:
Errado.

DIAGRAMAS LÓGICOS

Esse tema é diretamente ligado ao estudo dos quantificadores lógicos ou proposições cate-
góricas, que são elementos que especificam a extensão da validade de um predicado sobre
um conjunto de constantes individuais. Ou seja, são palavras ou expressões que indicam que
houve quantificação. São exemplos de quantificadores as expressões: existe, algum, todo,
pelo menos um, nenhum.
Esses quantificadores podem ser classificados em dois tipos:

z quantificador universal;
z quantificador existencial (particulares).

Nos quantificadores universais temos todo e nenhum, já nos particulares temos pelo
menos um, existe um e o algum.
Agora, vamos estudar a representação de cada um dos quantificadores por meio dos dia-
gramas lógicos.

Quantificador Universal “Todo” (Afirmativo)

Exemplos:

z Todo A é B;
z Todo homem joga bola.

MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO


Perceba que temos dois conjuntos envolvidos no exemplo, o do homem e o de jogar bola.
Vale lembrar que Todo A é B significa que todo elemento de A também é elemento de B. Logo,
podemos representar com o diagrama:

O conjunto A dentro do conjunto B

103
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Quando Todo A é B é verdadeira, os valores lógicos das outras proposições categóricas,
interpretando os diagramas, serão os seguintes:

z Nenhum A é B: é falsa;
z Algum A é B: é verdadeira;
z Algum A não é B: é falsa.

Quantificador Universal “Nenhum” (Negativo)

Exemplos:

z Nenhum A é B;
z Nenhum homem joga bola.

Perceba que temos dois conjuntos envolvidos no exemplo, o do homem e o de jogar bola.
Lembre-se de que Nenhum A é B significa que A e B não tem elementos em comum, logo,
temos apenas uma representação com diagrama:

A B

Não há intersecção entre o conjunto A e o conjunto B

Quando Nenhum A é B é verdadeira, os valores lógicos das outras proposições categóri-


cas, interpretando o diagrama, serão os seguintes:

z Todo A é B: é falsa;
z Algum A é B: é falsa;
z Algum A não é B: é verdadeira.

Quantificador Particular (Afirmativo): Algum/Pelo Menos Um/Existe

Exemplos:

z Algum A é B;
z Algum homem joga bola.

Perceba que temos dois conjuntos envolvidos no exemplo, o do homem e o de jogar bola.
Vale lembrar que Algum A é B significa que o conjunto A tem pelo menos um elemento em
comum com o conjunto B, ou seja, há intersecção entre os círculos A e B. Logo, podemos fazer
representações com diagramas:

104
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A B

Os dois conjuntos possuem uma parte em comum

Veja que as representações de A e B possuem intersecção. Então, quando Algum A é B é


verdadeira, os valores lógicos das outras proposições categóricas, interpretando o diagrama,
serão os seguintes:

z Todo A é B: é indeterminada;
z Nenhum A é B: é falsa;
z Algum A não é B: é indeterminada.

Quantificador Particular (Negativo): Algum/Pelo Menos Um/Existe + a Partícula Não

Exemplos:

z Algum A não é B;
z Algum homem não joga bola.

Perceba que temos dois conjuntos envolvidos no exemplo, o do homem e o de jogar bola.
Vale lembrar que Algum A não é B significa que o conjunto A tem pelo menos um elemento
que não pertence ao conjunto B. Logo, podemos fazer representações com diagramas:

Os dois conjuntos possuem uma parte em comum, mas não há contato de alguns elementos de A com B MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO

Veja que em todas as representações o conjunto A tem pelo menos um elemento que não
pertence ao conjunto B. Então, quando Algum A não é B é verdadeira, os valores lógicos das
outras proposições categóricas, interpretando o diagrama, serão os seguintes:

z Todo A é B: é falsa;
z Nenhum A é B: é indeterminada;
z Algum A não é B: é indeterminada.

SILOGISMOS

105
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O silogismo vem da Teoria Aristotélica dentro do raciocínio dedutivo. Geralmente é for-
mado por três proposições, em que, de duas delas (que funcionam como premissas ou ante-
cedente), extrai-se outra proposição (que é a sua conclusão ou consequente).Além disso,
podemos dizer que é um tipo especial de argumento.

Estrutura do Silogismo Categórico

z Premissa maior: geralmente é a primeira. Contém o termo maior (T), que é sempre o
predicado da conclusão e diz-nos qual é a premissa maior, da qual faz parte;
z Premissa menor: geralmente é a segunda. Contém o termo menor (t), que é sempre o
sujeito da conclusão e indica-nos qual é a premissa menor;
z Conclusão: identificamos por não conter o termo médio (M);
z Termo médio: estabelece a ligação entre o termo maior e termo menor. Aparece nas duas
premissas, mas nunca aparece na conclusão.

Veja os exemplos a seguir:


Exemplo 1:

z Todos os mamíferos são animais;


z Os cães são mamíferos;
z Logo, os cães são animais.

„ Termo maior: animais;


„ Termo menor: cães;
„ Termo médio: mamíferos.

Exemplo 2:

z Todos os homens são mortais;


z Sócrates é homem;
z Logo, Sócrates é mortal.

„ Termo maior: mortais;


„ Termo menor: Sócrates;
„ Termo médio: homem.

REGRAS DO SILOGISMO CATEGÓRICO

Regras Relativas aos Termos

z 1ª regra: o silogismo tem três termos — o maior, o menor e o médio. Exemplos:

„ As margaridas são flores;


„ Algumas mulheres são Margaridas;
„ Logo, algumas mulheres são flores.
106
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Veja que margaridas e Margaridas são termos equívocos. Não respeitamos esta regra,
porque esse silogismo tem quatro termos. O termo margaridas está empregado em dois sen-
tidos, valendo por dois termos;

z 2ª regra: se um termo está distribuído na conclusão, tem de estar distribuído nas premis-
sas. Exemplos:

„ Os espanhóis são inteligentes (predicado não distribuído);


„ Os portugueses não são espanhóis;
„ Logo, os portugueses não são inteligentes.

Menor extensão na conclusão do que nas premissas;

z 3ª regra : o termo médio nunca pode estar na conclusão. Exemplos:

„ Toda planta é ser vivo;


„ Todo animal é ser vivo;
„ Todo ser vivo é animal ou planta.

z 4ª regra: o termo médio tem de estar distribuído pelo menos uma vez. Exemplos:

„ Alguns (não distribuído) homens são ricos;


„ Alguns (não distribuído) homens são artistas;
„ Alguns artistas são ricos.

Regras Relativas às Proposições:

z 5ª regra: de duas premissas negativas, nada se pode concluir. Exemplos:

„ Nenhum palhaço é chinês;


„ Nenhum chinês é holandês;

MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO


„ Logo, (não se pode concluir).

Não se pode concluir se existe ou não alguma relação entre os termos “holandês” e “palha-
ço”, uma vez que não existe nenhuma relação entre estes e o termo médio (que é o único que
nos permite relacioná-los);

z 6ª regra: de duas premissas afirmativas, não se pode tirar uma conclusão negativa.
Exemplos:

„ Todos os mortais são desconfiados;


„ Alguns seres são mortais;
„ Alguns seres não são desconfiados.

107
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z 7ª regra: a conclusão segue sempre a parte mais fraca (particular e/ou negativa). Se uma
premissa for negativa, a conclusão tem de ser negativa, se uma premissa for particular, a
conclusão tem de ser particular. Exemplos:

„ Todos os homens são felizes;


„ Alguns homens são espertos;
„ Todos os espertos são felizes (a conclusão nunca pode ser geral).

z 8ª regra: de duas premissas particulares, nada se pode concluir. Exemplos:

„ Alguns italianos não são vencedores;


„ Alguns italianos são pobres;
„ Logo, (nada se pode concluir).

Pelo menos uma premissa tem de ser universal, para que possa existir ligação entre o ter-
mo médio e os outros termos e ser possível extrair uma conclusão.
Esquematizando!

REGRAS
PREMISSAS TERMOS
z Todo silogismo contém somente três ter-
z De duas premissas negativas, nada se
mos: maior, médio e menor
conclui
z Os termos da conclusão não podem
z De duas premissas afirmativas, não pode
ter extensão maior que os termos das
haver conclusão negativa
premissas
z A conclusão segue sempre a premissa mais
z O termo médio não pode entrar na
fraca
conclusão
z De duas premissas particulares, nada se
z O termo médio deve ser universal ao menos
conclui
uma vez

Agora vamos treinar o que aprendemos na teoria com exercícios comentados de diversas
bancas. Vamos lá!

1. (FGV – 2019) Considerando que a afirmação “Nenhum pescador sabe nadar” não é verdadeira, é
correto concluir que

a) “Há, pelo menos, um pescador que sabe nadar”.


b) “Quem não é pescador não sabe nadar”
c) “Todos os pescadores sabem nadar”.
d) “Todas as pessoas que sabem nadar são pescadores”.
e) “Ninguém que sabe nadar é pescador”.

Veja que a questão pede a negação do quantificador “nenhum”, e, como já aprendemos, nun-
ca devemos negar o “nenhum” usando o quantificado “todo” e vice-versa. Sabendo disso,
podemos eliminar estrategicamente as alternativas C, D e E. Como temos um quantificador
108
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universal negativo e sabemos que para negar precisamos de um particular afirmativo, só
nos resta a letra A como resposta, pois a letra B não está de acordo com a regra. Você tam-
bém poderia usar o lembrete “nenhum nega com PEA”. Resposta: Letra A.

2. (FUNDATEC – 2019) A negação da sentença “algum assistente social acompanhou o julgamen-


to” está na alternativa:

a) Algum assistente social não acompanhou o julgamento.


b) Todos os assistentes sociais acompanharam o julgamento.
c) Nem todos os assistentes sociais acompanharam o julgamento.
d) Nenhum assistente social acompanhou o julgamento.
e) Pelo menos um assistente social não acompanhou o julgamento.

A questão pede a negação do “algum” — quantificador particular afirmativo. Para fazer essa
negação, usamos um quantificador universal. Qual? O quantificador “nenhum”, pois o mes-
mo é universal negativo. Assim, a nossa sentença ficará:
p: “Algum assistente social acompanhou o julgamento”.
~p: “Nenhum assistente social acompanhou o julgamento”. Resposta: Letra D.

3. (FUNDATEC – 2019) Assinale a alternativa que corresponde à negação de “Todos os analistas de


tecnologia da informação são bons desenvolvedores”.

a) Pelo menos um analista de tecnologia da informação não é bom desenvolvedor.


b) Nenhum analista de tecnologia da informação é bom desenvolvedor.
c) Todos os analistas de tecnologia da informação não são bons desenvolvedores.
d) Alguns analistas de tecnologia da informação são bons desenvolvedores.
e) Todos os desenvolvedores não são analistas de tecnologia da informação.

A negação do “todo” pode ser feita usando o lembrete que aprendemos: “todo nega com PEA
+ não”, em que PEA são as iniciais dos quantificadores lógicos particulares — “Pelo menos
um”/“Existe”/“Algum” — seguidos pelo modificador lógico “não”, deixando-os, assim, parti-
culares negativos. Logo,

MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO


p: “Todos os analistas de tecnologia da informação são bons desenvolvedores”
~p: “Pelo menos um/Existe/Algum analista de tecnologia da informação não é bom desenvol-
vedor. Resposta: Letra A.

VERDADES E MENTIRAS

Estamos diante de um assunto bem interessante, pois em “Verdades e Mentiras” você será
apresentado a um caso em que várias pessoas afirmam certas situações e entre elas existe
aquela que diz algo verdadeiro, mas também há aquela que só mente. Então, o seu dever é
entender o que o enunciado está querendo e achar quem são os mentirosos e os verdadeiros.
Em algumas questões, você terá que fazer um teste lógico e depois avaliar cada afirmação
que está disposta no enunciado. Caso não aconteça divergência entre as informações, sua
suposição estará correta e você conseguirá achar quem está falando a verdade ou mentindo.
Agora, se houver divergência, você terá que fazer uma nova suposição. Esse tema não tem
teoria, então, vamos aprender como resolver esse tipo de questão praticando bastante. 109
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1. (FCC – 2012) Huguinho, Zezinho e Luizinho, três irmãos gêmeos, estavam brincando na casa de seu
tio quando um deles quebrou seu vaso de estimação. Ao saber do ocorrido, o tio perguntou a cada um
deles quem havia quebrado o vaso. Leia as respostas de cada um.

Huguinho → “Eu não quebrei o vaso!”


Zezinho → “Foi o Luizinho quem quebrou o vaso!”
Luizinho → “O Zezinho está mentindo!”

Sabendo que somente um dos três falou a verdade, conclui-se que o sobrinho que quebrou o
vaso e o que disse a verdade são, respectivamente,

a) Huguinho e Luizinho.
b) Huguinho e Zezinho.
c) Zezinho e Huguinho.
d) Luizinho e Zezinho.
e) Luizinho e Huguinho.

Para esse tipo de questão, devemos buscar as informações contraditórias, pois numa con-
tradição haverá uma “verdade e mentira”. Sendo assim, o enunciado diz que somente um
dos três falou a verdade. Então, vamos analisar as informações contraditórias. Veja que as
afirmações de Zezinho e Luizinho se contradizem.
Zezinho → “Foi o Luizinho quem quebrou o vaso!”
Luizinho → “O Zezinho está mentindo!”
Não podemos afirmar quem disse a verdade ou quem mentiu ainda, mas já sabemos que quem
quebrou o vaso foi Huguinho (sobrou apenas mentira para quem não está na contradição).
Huguinho → “Eu não quebrei o vaso!” — mentiu, logo, ele quebrou o vaso.
Eliminamos as letras C, D e E. Agora, perceba que não tem como o Zezinho estar falando a
verdade, pois já sabemos que foi Huguinho quem quebrou o caso. Logo, Zezinho está mentin-
do e Luizinho falando a verdade. Resposta: Letra A.

2. (IF-PA – 2019) Ângela, Bruna, Carol e Denise são quatro amigas com diferentes idades. Quando
se perguntou qual delas era a mais jovem, elas deram as seguintes respostas:

z Ângela: Eu sou a mais velha;


z Bruna: Eu sou nem a mais velha nem a mais jovem;
z Carol: Eu não sou a mais jovem;
� Denise: Eu sou a mais jovem.

Sabendo que uma das meninas não estava dizendo a verdade, a mais jovem e a mais velha, respecti-
vamente, são:

a) Bruna é a mais jovem e Ângela é a mais velha.


b) Ângela é a mais jovem e Denise é a mais velha.
c) Carol é a mais jovem e Bruna é a mais velha.
d) Denise é a mais jovem e Carol é a mais velha.
e) Carol é a mais jovem e Denise é a mais velha.
110
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Vamos analisar:
� Ângela: Eu sou a mais velha;
� Bruna: Eu sou nem a mais velha nem a mais jovem;
� Carol: Eu não sou a mais jovem;
� Denise: Eu sou a mais jovem.
Não tem como Carol e Denise estarem mentido, pois se Carol estiver mentindo, então ela é
a mais jovem e automaticamente a Denise estará mentindo também. E se a Denise estiver
mentindo e não for a mais jovem, teremos um cenário em que todas as meninas afirmam,
de uma forma ou de outra, que não são as mais jovens, e pelo menos uma delas tem que ser
a mais jovem. Como o enunciado diz que apenas uma delas está mentindo, podemos pensar
que se Bruna estivesse mentindo, ela seria a mais velha e a mais jovem ao mesmo tempo,
o que é logicamente impossível em um grupo de quatro meninas. Sendo assim, a única que
poderia estar mentindo é a Ângela. Logo, Carol é a mais velha, Denise é a mais jovem. Res-
posta: Letra D.

3. (VUNESP – 2018) Paulo, Lucas, Sandro, Rogério e Vitor são suspeitos de terem furtado a bicicle-
ta de uma pessoa. Na delegacia:

z Vitor afirmou que não tinha sido nem ele nem Rogério;
z Sandro jurou que o ladrão era Rogério ou Lucas;
z Rogério disse que tinha sido Paulo;
z Lucas disse ter sido Paulo ou Vitor;
z Paulo termina dizendo que Sandro é um mentiroso.

Sabe-se que um e apenas um deles mentiu. Sendo assim, a pessoa que furtou a bicicleta foi

a) Lucas.
b) Sandro.
c) Rogério.
d) Vitor.
e) Paulo.

MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO


As frases de Paulo e Sandro são contraditórias. Veja:
Sandro jurou que o ladrão era Rogério ou Lucas.
Paulo termina dizendo que Sandro é um mentiroso.
Se um estiver falando a verdade, outro está mentindo. Como, ao todo, temos apenas uma
mentira, então as demais frases são verdadeiras. Assim, analisando as afirmações, percebe-
mos que a frase de Rogério (que é 100% verdade) deixa claro que o culpado foi Paulo. Res-
posta: Letra E.

LÓGICA E RACIOCÍNIO LÓGICO: PROBLEMAS ENVOLVENDO LÓGICA E RACIOCÍNIO


LÓGICO

Dentro de toda a teoria que já foi estudada sobre os diversos conceitos de raciocínio lógico,
vamos agora resolver algumas questões que envolvem problemas com lógica e raciocínio.
Este tópico reúne diversos conceitos, tais como diagrama de Venn, associação lógica, equiva-
lências, negações etc. 111
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Logo, devemos resolver questões para entendermos como são cobradas em provas.

1. (FUNDATEC – 2020) Em shopping da cidade, foram entrevistadas 320 pessoas para apurar quem
gosta de séries ou quem gosta de filmes. Dos dados levantados, tem-se que 256 gostam de
séries e 194 gostam de filmes. Sabendo que todos preferem pelo menos uma das duas opções e
que ninguém disse que não gosta de nada, quantas pessoas gostam de séries e filmes ao mes-
mo tempo?

a) 110.
b) 130.
c) 150.
d) 170.
e) 190.

Temos uma questão que relaciona os conceitos de conjuntos de Venn, pedindo a interseção.
Vamos somar todos os valores e descontar do total. Fica:
Total = 320.
Séries = 256.
Filmes = 194.
Resolução = 256 + 194 = 450 – 320 = 130 gostam de filmes e séries ao mesmo tempo. Resposta:
Letra B.

2. (FCC – 2019) Antônio, Bruno e Carlos correram uma maratona. Logo após a largada, Antônio
estava em primeiro lugar, Bruno em segundo lugar e Carlos em terceiro lugar. Durante a corrida
Bruno e Antônio trocaram de posição 5 vezes, Bruno e Carlos trocaram de posição 4 vezes e
Antônio e Carlos trocaram de posição 7 vezes. A ordem de chegada foi

a) Antônio (1º), Carlos (2º) e Bruno (3º).


b) Bruno (1º), Carlos (2º) e Antônio (3º).
c) Bruno (1º), Antônio (2º) e Carlos (3º).
d) Carlos (1º), Bruno (2º) e Antônio (3º).
e) Carlos (1º), Antônio (2º) e Bruno (3º).

Para resolver essa questão, basta saber que: se o número de trocas for par (não importa a
quantidade), as posições vão ser mantidas; se for ímpar (não importa a quantidade), serão
trocadas. Logo,
1º Antônio
2º Bruno
3º Carlos
Bruno e Antônio trocaram 5 vezes  número ímpar, então, Antônio trocará de lugar com
Bruno: 1º Bruno 2º Antônio 3º Carlos
Bruno e Carlos trocaram 4 vezes  número par, cada um ficará no seu lugar: 1º Bruno 2º
Antônio 3º Carlos
Antônio e Carlos trocaram 7 vezes  número ímpar, então, Antônio trocará de lugar com
Carlos:
112 1º Bruno 2º Carlos 3º Antônio. Resposta: Letra B.
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3. (VUNESP – 2019) Três moças, Ana, Bete e Carol, trabalham no mesmo ambulatório. Na segun-
da-feira, Ana chegou depois de Bete, e Carol chegou antes de Ana. Nesse dia, Carol não foi a
primeira a chegar no serviço.
A primeira, a segunda e a terceira moça a chegar no serviço nesse dia foram:

a) Bete, Ana e Carol.


b) Bete, Carol e Ana.
c) Ana, Carol e Bete.
d) Ana, Bete e Caro.
e) Carol, Bete e Ana.

Ana chegou depois de Bete  Então, Ana não foi a primeira a chegar, elimine as alternativas
C e D.
Carol chegou antes de Ana  Se Carol chegou antes de Ana, e Ana não foi a primeira a che-
gar, então Ana foi a última a chegar, elimine a alternativa A.
Carol não foi a primeira a chegar no serviço.  Já que Carol não foi a primeira a chegar,
elimine a alternativa E. Conclusões: 1º Bete, 2º Carol e 3º Ana.
Resposta: Letra B.

ARGUMENTOS: VALIDADE DE UM ARGUMENTO/CRITÉRIO DE VALIDADE DE UM


ARGUMENTO

Em nosso estudo sobre argumentos lógicos, estaremos interessados em verificar se eles


são válidos ou inválidos. Então, passemos a seguir a entender o que significa um argumento
válido e um argumento inválido.

Argumentos Válidos

Também podem ser chamados de argumentos bem-construídos ou legítimos.


Para que o argumento seja válido, não basta que a conclusão seja verdadeira, é preciso
que as premissas e a conclusão estejam relacionadas corretamente, ou seja, quando a con-

MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO


clusão é uma consequência necessária das premissas, dizemos que o argumento é válido.

Vamos analisar o exemplo:

z p1: Todo padre é homem;


z p2: José é padre;
z c: José é homem.

Quando temos argumentos utilizando os quantificadores lógicos, representamos por meio


dos diagramas lógicos para saber a validade de um argumento. Veja que temos uma proposição
do tipo Todo A é B, logo:

113
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Homem

Padre

José

Perceba que a premissa 2 afirma que José é padre, ou seja, José tem que estar dentro do
conjunto dos padres. Sendo assim, como não há possibilidade de um padre não ser homem,
podemos afirmar que José também é homem, como afirma nossa conclusão. Logo, o argu-
mento é válido.
Vamos analisar agora um argumento usando conectivos lógicos. Quando temos essa
estrutura, devemos usar o seguinte lembrete:

z vamos afirmar que a conclusão é falsa e que as premissas são verdadeiras;


z vamos valorar de acordo com a tabela verdade do conectivo envolvido no argumento;
z se der erro (não ficar de acordo com o padrão de valoração que afirmamos), dizemos que
o argumento é válido.

Veja na prática:

Se fizer sol, então vou à praia. (V)


Fez sol. (V)

Logo, vou à praia. (F)

Já fizemos o 1º passo, colocamos na frente de cada proposição os valores lógicos de acordo


com o nosso lembrete. Agora, vamos valorar! Veja que ir à praia é falso e fez sol é verda-
deiro. Colocamos os mesmos valores lógicos para proposição composta pelo conectivo “se...,
então” na primeira premissa. Assim,

(V) (F)
Se fizer sol, então vou à praia. (V)
Fez sol. (V)
Logo, vou à praia. (F)

Como podemos notar, quando temos a combinação lógica verdade no antecedente e falso
no consequente (V  F) para o conectivo “se...,então”, o nosso resultado só poderá ser falso.

(V) (F)
Se fizer sol, então vou à praia. (V) (F)
Fez sol. (V)

114 Logo, vou à praia. (F)


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Percebe-se, então, que não está de acordo com a nossa valoração inicial, ou seja, deu erro.
Logo, nosso argumento é válido.

ARGUMENTOS INVÁLIDOS

Também podem ser chamados de argumentos mal construídos, ilegítimos, sofismas ou


falaciosos.
Dizemos que um argumento é inválido quando a verdade das premissas não é suficiente
para garantir a verdade da conclusão. Vejamos um exemplo:
p1: Todas as crianças gostam de chocolate;
p2: Patrícia não é criança;
c: Portanto, Patrícia não gosta de chocolate.
Como já estudamos sobre esse tipo de estrutura de argumentos utilizando os quantificado-
res lógicos, vamos representar por meio dos diagramas lógicos para saber a validade de um
argumento. Veja que temos uma proposição do tipo “Todo A é B”, logo:

Gostam de chocolate

Crianças

Patrícia

Gostam de chocolate

Crianças

MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO


Patrícia

Não gostam de chocolate

Quando a premissa 2 afirma que Patrícia não é criança, temos duas interpretações:

z Patrícia pode não ser criança e gostar de chocolate; ou


z ela pode não ser criança e não gostar de chocolate.

Sendo assim, não há possibilidade de afirmar com 100% de certeza que Patrícia não gosta
de chocolate, como consta na conclusão. Logo, o argumento é inválido.
115
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Para um argumento usando conectivos lógicos, devemos usar o mesmo que já vimos para
argumentos válidos, só muda um detalhe. Veja:

z vamos afirmar que a conclusão é falsa e que as premissas são verdadeiras;


z vamos valorar de acordo com a tabela verdade do conectivo envolvido no argumento;
z se não der erro (ficar de acordo com o padrão de valoração que afirmamos), dizemos que
o argumento é inválido.

Veja na prática:
Se o tempo ficar nublado, então não vou ao cinema. (V)
O tempo ficou nublado. (V)
Logo, vou ao cinema. (F)

Já fizemos o 1º passo, colocamos na frente de cada proposição os valores lógicos de acordo com
o nosso lembrete. Agora, vamos valorar! Veja que ir ao cinema é falso e o tempo ficar nubla-
do é verdadeiro. Distribuímos os valores lógicos para proposição composta pelo conectivo “se...
então” na primeira premissa, de acordo com cada proposição. Perceba que a proposição “não vou
ao cinema” está negando o que está sendo dito na conclusão, ou seja, mudamos o valor lógico dela.
Assim,

(V) (V)

Se o tempo ficar nublado, então vou ao cinema. (V)


O tempo ficou nublado. (V)
Logo, vou ao cinema. (F)

Tudo que não estiver no padrão de combinação lógica — verdade no antecedente e falso
no consequente (V  F) para o conectivo “se...,então” — será verdadeiro.

(V) (V)
Se o tempo ficar nublado, então vou ao cinema. (V)
O tempo ficou nublado. (V)
Logo, vou ao cinema. (F)

Percebe-se, então, que o argumento está de acordo com a nossa valoração inicial, ou seja,
não deu erro. Logo, nosso argumento é inválido.

Sabendo disso, guarde o esquema a seguir.

Deu erro Argumento Válido

Não deu Argumento


erro Inválido

116
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Para podermos praticar um pouco mais sobre esse assunto, analisaremos algumas ques-
tões comentadas de concursos.

1. (FCC – 2018) Considere os dois argumentos a seguir:

I. Se Ana Maria nunca escreve petições, então ela não sabe escrever petições.
Ana Maria nunca escreve petições.
Portanto, Ana Maria não sabe escrever petições.
II. Se Ana Maria não sabe escrever petições, então ela nunca escreve petições.
Ana Maria nunca escreve petições.
Portanto, Ana Maria não sabe escrever petições.

Comparando a validade formal dos dois argumentos e a plausibilidade das primeiras premissas
de cada um, é correto concluir que

a) o argumento I é inválido e o argumento II é válido, mesmo que a primeira premissa de I seja


mais plausível que a de II.
b) ambos os argumentos são válidos, a despeito das primeiras premissas de ambos serem ou não
plausíveis.
c) ambos os argumentos são inválidos, a despeito das primeiras premissas de ambos serem ou
não plausíveis.
d) o argumento I é inválido e o argumento II é válido, pois a primeira premissa de II é mais plausível
que a de I.
e) o argumento I é válido e o argumento II é inválido, mesmo que a primeira premissa de II seja mais
plausível que a de I.

Começaremos pelo argumento II, para que você possa entender o “macete”.
Argumento II.
Se Ana Maria não sabe escrever petições (F), então ela nunca escreve petições (V). = verdadeiro
Ana Maria nunca escreve petições. = verdadeiro
Conclusão: Portanto, Ana Maria não sabe escrever petições. = falso

MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO


Não deu erro. Portanto,argumento inválido.
Argumento I.
Se Ana Maria nunca escreve petições (verdadeiro), então ela não sabe escrever petições. (fal-
so) = verdadeiro. (falso)
Ana Maria nunca escreve petições. = verdadeiro
Conclusão: Portanto, Ana Maria não sabe escrever petições. = falso.
Ocorreu um erro! Pois no V  F = falso. Portanto, a premissa não teve como resultado
verdadeiro.
Se deu erro, então argumento válido. Logo,
Argumento I: válido. Argumento II: inválido.
Sabendo disso, já daria para excluir as alternativas A, B, C e D. Resposta: Letra E.

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2. (FCC – 2019) Em uma festa, se Carlos está acompanhado ou está feliz, canta e dança. Se, na última
festa em que esteve, não dançou, então Carlos, necessariamente,

a) não estava acompanhado, mas estava feliz.


b) estava acompanhado, mas não estava feliz.
c) não estava acompanhado, nem feliz.
d) não cantou.
e) cantou.

Veja que precisamos achar uma conclusão para o argumento e podemos escrever a sentença
da seguinte maneira:
Temos a condicional:
(está acompanhado ou está feliz)  (canta e dança)
(P v Q)  (R ^ T)
Como a questão afirma que “dança” é falso, podemos dizer que o consequente “canta e dança” é
falso, pois temos o conetivo “e” e basta um valor falso para que tudo seja falso. Assim, o antece-
dente precisa ser falso também. Perceba, então, que temos o conetivo “ou” e que tudo precisa ser
falso para que tenhamos o resultado do antecedente falso. Assim, “não está acompanhado e não
está feliz”. Resposta: Letra C.

3. (FGV – 2019) Considere as afirmativas a seguir.

z “Alguns homens jogam xadrez”.


z “Quem joga xadrez tem bom raciocínio”.

A partir dessas afirmações, é correto concluir que

a) “Todos os homens têm bom raciocínio”.


b) “Mulheres não jogam xadrez”.
c) “Quem tem bom raciocínio joga xadrez”
d) “Homem que não tem bom raciocínio não joga xadrez”.
e) “Quem não joga xadrez não tem bom raciocínio”.

Vamos desenhar os diagramas para facilitar a nossa chegada à conclusão:


Bom raciocínio

Joga xadrez

Homens

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Agora, vamos analisar cada alternativa e interpretar os diagramas para achar nosso
gabarito.
a) “Todos os homens têm bom raciocínio”. Errado, pois alguns homens têm bom raciocínio.
b) “Mulheres não jogam xadrez”. Errado, pois a afirmação acima só fala de homens.
c) “Quem tem bom raciocínio joga xadrez” Errado, pois eu posso ter bom raciocínio e jogar dama,
cartas etc. Alguns que tem bom raciocínio jogam xadrez.
d) “Homem que não tem bom raciocínio não joga xadrez”. Certo, pois se o homem não tem
bom raciocínio nem adianta jogar xadrez. Quem joga xadrez tem bom raciocínio.
e) “Quem não joga xadrez não tem bom raciocínio”. Errado, pois eu posso jogar dama, cartas
e ter bom raciocínio. Resposta: Letra D.

LÓGICA SENTENCIAL (OU PROPOSICIONAL): PROPOSIÇÕES SIMPLES E


COMPOSTAS

VALORES LÓGICOS

Na lógica temos apenas dois valores lógicos: verdadeiro ou falso. Quando temos uma
declaração verdadeira, o seu valor lógico é Verdade (V) e quando é falsa, dizemos que seu
valor lógico é Falso (F).

PROPOSIÇÕES LÓGICAS SIMPLES

Vamos começar nosso estudo falando sobre o que é uma proposição lógica. Observe a frase
a seguir:
Ex.: Paula vai à praia.
Para saber se temos ou não uma proposição, precisamos de três requisitos fundamentais:

z Ser uma oração: ou seja, são frases com verbos;


z Oração declarativa: a frase precisa estar apresentando uma situação, um fato;
z Pode ser classificada como verdadeira ou falsa: ou seja, podemos atribuir o valor lógico

MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO


verdadeiro ou o valor lógico falso para a declaração.

Tendo isso em vista, podemos afirmar claramente que a frase “Paula vai à praia” é uma
proposição lógica, pois temos a presença de um verbo (ir), uma informação completa (temos
o sujeito claro na oração) e podemos afirmar se é verdadeira ou falsa.

Importante!
Proposição Lógica é uma oração declarativa que admite apenas um valor lógico: V ou F.

Ou então podemos também esquematizar o que é uma proposição lógica assim:


Chama-se proposição toda sentença declarativa que pode ser valorada ou só como verda-
deira ou só como falsa. A presença do verbo é obrigatória juntamente com o sentido com-
pleto (caráter informativo). 119
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Verdadeira

Sentença
ou Sentido
Declarativa
completo

Falsa

Obrigatório

Verbo

Toda proposição pode ser representada simbolicamente pelas letras do alfabeto. Veja no
exemplo:

z p: Sabino é um pintor esperto;


z r: Kate é uma mulher alta.

Na situação temos duas proposições sendo representadas pelas letras p e r.


Agora que já sabemos o que são proposições lógicas, fica tranquilo distinguir o que não
são proposições. Isto é fundamental, pois várias questões de prova perguntam exatamente
isso — são apresentadas algumas frases e você precisa identificar qual delas não é uma pro-
posição. Vejamos os casos em que mais aparecem:

� Perguntas: são as orações interrogativas.


Exemplo: Que horas vamos ao cinema?
Essa pergunta não pode ser classificada como verdadeira ou falsa;
� Exclamações: são frases exclamativas.
Exemplo: Que lindo cabelo!
Essa exclamação não pode ser valorada, pois apresentam percepções subjetivas;
� Ordens: são orações com verbo no imperativo.
Exemplo: Pegue o livro e vá estudar.

Uma ordem não pode ser classificada como verdadeira ou falsa. Muito cuidado com esse
tipo de oração, pois pode ser facilmente confundida com uma proposição lógica.
Não são proposições: perguntas, exclamações e ordens.
Temos um outro caso menos cobrado em provas, mas que também não é proposição lógi-
ca: o paradoxo. Para ficar mais claro, veja o exemplo a seguir:
Ex.: Esta frase é uma mentira.
Quando atribuímos um valor de verdade para a frase, então, na verdade, ele mentiu, uma
vez que a própria frase já diz isso, e se atribuirmos o valor falso, então a frase é verdade, pois
ela diz ser uma mentira e já sabemos que isso é falso.
Perceba que sempre que valoramos a frase ela nos resulta um valor contrário, ou seja,
estamos diante de uma frase que é contraditória em si mesma. Isso é a definição de um
paradoxo.
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SENTENÇA ABERTA

Dizemos que uma sentença é aberta quando não conseguimos ter a informação completa
que a oração nos mostra. Veja o exemplo a seguir:
Ex.: Ele é o melhor cantor de rock.
Perceba que há presença do verbo e que conseguimos parcialmente entender o que a frase
quer dizer. Todavia, logo surge a pergunta: ele quem? Aqui nossa informação não consegue
ser completa e por isso temos mais um caso que não é proposição lógica. Observe outros
exemplos:

X + 5 = 10

Aquele carro é amarelo.

5+5
X – Y = 20

Todos os exemplos acima são sentenças abertas, então podemos resumir da seguinte
forma:
As variáveis: ele, aquele ou variáveis matemáticas (X ou Y) tornam a sentença aberta.
Sempre será uma proposição lógica na escrita matemática e podemos notar que há verbos nos
casos a seguir:

z = (é igual);
z ≠ (é diferente);
z > (é maior);
z < (é menor);
z ≥ (é maior ou igual);
z ≤ (é menor ou igual);

Esquematizando o que não são proposições lógicas:

MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO


Sentenças Interrogativas(?)

Sentenças sem Verbo


NÃO SÃO
PROPOSIÇÕES
Sentenças com Verbo no Imperativo

Sentenças Abertas

Paradoxo

PRINCÍPIOS DA LÓGICA PROPOSICIONAL

É fundamental que você conheça três princípios para deixarmos tudo alinhado com as
proposições lógicas. Veja:

121
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z Princípio do terceiro excluído: uma proposição deve ser verdadeira ou falsa, não haven-
do outra possibilidade. Não é possível que uma proposição seja “quase verdadeira” ou
“quase falsa”;
z Princípio da não contradição: dizemos que uma mesma proposição não pode ser, ao
mesmo tempo, verdadeira e falsa;
z Princípio da Identidade: cada ser é único, ou seja, uma proposição não assume o signifi-
cado de outra proposição lógica.

PROPOSIÇÕES COMPOSTAS

Temos proposições compostas quando há duas ou mais proposições simples ligadas por
meio dos conectivos lógicos. Veja os exemplos:

z Sabino corre e Marcos compra leite;


z O gato é azul ou o pato é preto;
z Se Carlinhos pegar a bola, então o jogo vai acabar.

Cada conectivo tem sua representação simbólica e sua nomenclatura. Veja a relação de
conectivos:

CONECTIVOS NOMENCLATURA SIMBOLOGIA


e Conjunção ^
ou Disjunção v
ou...ou Disjunção Exclusiva v
se...então Condicional →
se e somente se Bicondicional ⟷

Exemplos:

z Na linguagem natural:

„ O macaco bebe leite e o gato come banana;


„ Maria é bailarina ou Juliano é atleta;
„ Ou o elefante corre rápido ou a raposa é lenta;
„ Se estudar, então vai passar;
„ Bino vai ao cinema se e somente se ele receber dinheiro.

z Na linguagem simbólica:

„ p ^ q;
„ p v q;
„ p v q;
„ p → q;
„ p ⟷ q.

122
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Agora que conhecemos os conectivos lógicos, vamos ver algumas camuflagens dos opera-
dores lógicos que podem aparecer na prova. Veja:

� Conectivos “e” usando “mas”:


Exemplo: Jurema é atriz, mas Pedro é cantor;
� Conectivo “ou...ou” usando “...ou..., mas não ambos”:
Exemplo: Baiano é corredor ou ele é nadador, mas não ambos;
� Conectivo “Se então” usando “Desde que, Caso, Basta, Quem, Todos, Qualquer, Toda
vez que”:
Exemplos: Desde que faça sol, Pedrinho vai à praia;
Caso você estude, irá passar no concurso;
Basta Ana comer massas, e engordará;
Quem joga bola é rápido;
Todos os médicos sabem operar;
Qualquer criança anda de bicicleta;
Toda vez que chove, não vou à praia.

É importante saber que na condicional a primeira proposição é o termo antecedente e a


segunda é o termo consequente.

P→Q
P = antecedente
Q = consequente

TABELAS-VERDADE

Trata-se de uma tabela na qual conseguimos apresentar todos os valores lógicos possíveis
de uma proposição.

Números de Linhas de Tabela-Verdade

Neste momento, vamos aprender a construir tabelas verdade para proposições compostas.

MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO


z 1º passo: contar a quantidade de proposições envolvidas no enunciado.

Exemplo: P v Q (temos duas proposições).

z 2º passo: calcular a quantidade de linhas da tabela usando a fórmula 2n = 2proposições (onde n


é o número de proposições).

Exemplo: P v Q = 22 = 4 linhas.

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P Q PVQ

z 3º passo: dispor os valores “V” e “F” na primeira coluna fazendo o agrupamento pela
metade do número de linhas da tabela.

Exemplo: P v Q = 22 = 4 linhas = (agrupamento da primeira coluna de 2 em 2 – V V / F F).

P Q PVQ
V
V
F
F

z 4º passo: preencher as demais colunas com agrupamento de valores lógicos (V ou F) sem-


pre pela metade do agrupamento anterior.

Exemplo: primeira coluna de 2 em 2 (a próxima será de 1 em 1).

P Q PVQ
V V
V F
F V
F F

Pronto! A nossa tabela já está montada, agora precisamos aprender qual o resultado que tere-
mos quando combinamos os valores lógicos usando os conectivos lógicos.
Número de linhas da tabela verdade:
2n = 2proposições (onde n é o número de proposições).
Vamos caminhar mais um pouco e aprender todas as combinações lógicas possíveis para cada
conectivo lógico.

Negação (~P)

Uma proposição, quando negada, recebe valores lógicos opostos ao da proposição original.
O símbolo que iremos utilizar é ¬ p ou ~p.

P ~P
V F
F V
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Dupla Negação ~(~P)

A dupla negação nada mais é do que a própria proposição. Isto é, ~(~P) = P

P ~P ~(~P)
V F V
F V F

Conectivo Conjunção “e” (^)

Só teremos uma resposta verdadeira quando todos os valores lógicos envolvidos forem
verdadeiros.

P Q P^Q
V V V
V F F
F V F
F F F

Conectivo Disjunção “ou” (v)

Teremos resposta verdadeira quando pelo menos um dos valores lógicos envolvidos for
verdadeiro.

P Q PVQ
V V V
V F V
F V V
F F F

Conectivo Disjunção Exclusiva “ou...ou” ( v )

MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO


Teremos resposta verdadeira quando os valores lógicos envolvidos forem diferentes.

P Q PVQ
V V F
V F V
F V V
F F F

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Conectivo Bicondicional “se e somente se” ()

Teremos resposta verdadeira quando os valores lógicos envolvidos forem iguais.

P Q PQ
V V V
V F F
F V F
F F V

Conectivo Condicional “se..., então” (→)


Especialmente neste caso, vamos aprender quando teremos o resultado falso, pois o conec-
tivo condicional só tem uma possibilidade de tal ocorrência Somente teremos resposta falsa
quando o valor lógico do antecedente for verdadeiro e o consequente falso.

P Q P→ Q
V V V
V F F
F V V
F F V

Condicional falsa: Vai Ficar Falsa

VF=F

TAUTOLOGIA

É uma proposição cujo valor lógico é sempre verdadeiro.


Exemplo 1: a proposição P ∨ (~P) é uma tautologia, pois o seu valor lógico é sempre V, con-
forme a tabela verdade.

P ~P P V ~P
V F V
F V V

Exemplo 2: a proposição (P Λ Q) → (PQ) é uma tautologia, pois a última coluna da tabe-


la verdade só possui V.

P Q (P^Q) (PQ) (P^Q)→(PQ)


V V V V V
V F F F V
F V F F V
F F F V V

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CONTRADIÇÃO

É uma proposição cujo valor lógico é sempre falso.


Exemplo: a proposição P ^ (~P) é uma contradição, pois o seu valor lógico é sempre F, con-
forme a tabela verdade.

P ~P P ^ (~P)
V F F
F V F

CONTINGÊNCIA

Sempre que uma proposição composta recebe valores lógicos falsos e verdadeiros, inde-
pendentemente dos valores lógicos das proposições simples componentes, dizemos que a
proposição em questão é uma contingência. Ou seja, é quando a tabela verdade apresenta,
ao mesmo tempo, alguns valores verdadeiros e alguns falsos.
Exemplo: a proposição [P ^ (~Q)] v (P→~Q)] é uma contingência, conforme a tabela verdade.

P Q [P^(~Q)] (P→~Q) [P^(~Q)]V(P→~Q)


V V F F F
V F V V V
F V F V V
F F F V V

z Tautologia: uma proposição que é sempre verdadeira;


z Contradição: uma proposição que é sempre falsa;
z Contingência: uma proposição que pode assumir valores lógicos V e F, conforme o caso.

A seguir, revise seus conhecimentos com alguns exercícios comentados.

1. (CEBRASPE-CESPE – 2019) Acerca da lógica sentencial, julgue o item que segue.

MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO


Se uma proposição na estrutura condicional — isto é, na forma P→Q, em que P e Q são proposições
simples — for falsa, então o precedente será, necessariamente, falso.

( ) CERTO ( ) ERRADO

Veja que P→Q foi considerado falso pelo enunciado da questão. Assim, na condicional, para
ser falso, a regra é que o precedente (antecedente) seja verdadeiro e o seguinte (consequente),
falso. Lembre-se da dica: Vai Ficar Falso = V  F. Resposta: Errado.

2. (AOCP – 2019) Considere a proposição: “O contingente de policiais aumenta ou o índice de cri-


minalidade irá aumentar”. Nesse caso, a quantidade de linhas da tabela verdade é igual a

a) 2.
b) 4.
127
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c) 8.
d) 16.
e) 32.

O número de linhas da tabela verdade depende do número de proposições e é calculado pela


fórmula: 2ⁿ. Assim,
O contingente de policiais aumenta (1ª proposição)
O índice de criminalidade irá aumentar (2ª proposição)
22 = 4 linhas. Resposta: Letra B.

3. (FUNDATEC – 2019) Trata-se de um exemplo de tautologia a proposição:

a) Se dois é par então é verão em Gramado.


b) É verão em Gramado ou não é verão em Gramado.
c) Maria é alta ou Pedro é alto.
d) É verão em Gramado se e somente se Maria é alta.
e) Maria não é alta e Pedro não é alto.

Você precisa guardar esta dica: a proposição que contiver uma afirmação com o conectivo ou
mais a negação dessa mesma afirmação (ou vice-versa) será sempre uma tautologia. Então,
É verão em Gramado ou não é verão em Gramado.
A proposição p ∨ (~p) é uma tautologia, pois o seu valor lógico é sempre “verdadeiro”. Resposta:
Letra B.

CONECTIVOS LÓGICOS

Conceito

Os conectivos lógicos (ou operadores lógicos, como também podem ser chamados) servem
para ligar duas ou mais proposições simples e formar, assim, proposições compostas.
Temos cinco operadores lógicos no total e cada um tem sua nomenclatura e representação
simbólica. Veja a tabela a seguir:

Tabela de Conectivos

CONECTIVO NOMENCLATURA SÍMBOLO LEITURA


e Conjunção ^ peq
ou Disjunção v p ou q
ou...ou Disjunção exclusiva v Ou p ou q
Condicional
se...,então → Se p, então q
(implicação)
se e somente se Bicondicional p se e somente se q
(bi-implicação)

z Conjunção (conectivo “e”): sua representação simbólica é ^. Exemplo:

„ Na linguagem natural: O macaco bebe leite e o gato come banana;


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„ Na linguagem simbólica: p ^ q.

z Disjunção Inclusiva (conectivo “ou”): sua representação simbólica é v. Exemplo:

„ Na linguagem natural: Maria é bailarina ou Juliano é atleta;


„ Na linguagem simbólica: p v q.

z Disjunção Exclusiva (conectivo “ou...ou”): sua representação simbólica é: v. Exemplo:

„ Na linguagem natural: Ou o elefante corre rápido ou a raposa é lenta;


„ Na linguagem simbólica: p v q.

z Condicional (conectivos “se, então”): Sua representação simbólica é →. Exemplo:

„ Na linguagem natural: Se estudar, então vai passar;


„ Na linguagem simbólica: p → q.

z Bicondicional (conectivo “se e somente se”): Sua representação simbólica é ⟷. Exemplo:

„ Na linguagem natural: Bino vai ao cinema se e somente se ele receber dinheiro;


„ Na linguagem simbólica: p⟷q.

z Negação: uma proposição quando negada, recebe valores lógicos opostos dos valores lógi-
cos da proposição original. O símbolo que iremos utilizar é ¬p ou ~p. Exemplos:

„ p: O gato é amarelo;
„ ~p: O gato não é amarelo;
„ q: Raciocínio Lógico é difícil;
„ ~q: É falso que raciocínio lógico é difícil;
„ r: Maria chegou tarde em casa ontem;
„ ~r: Não é verdade que Maria chegou tarde em casa ontem.

MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO


Dica
A negação, além da forma convencional, pode ser escrita com as expressões a seguir:
É falso que... / Não é verdade que...

Agora que já fomos apresentados aos conectivos lógicos, vamos ver algumas “camufla-
gens” dos operadores lógicos que podem aparecer na prova. Veja:

z Conectivo “e” usando “mas”

„ Exemplo: Jurema é atriz, mas Pedro é cantor;

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z Conectivo “ou...ou” usando “...ou..., mas não ambos”

„ Exemplo: Baiano é corredor ou ele é nadador, mas não ambos;

z Conectivo “Se então” usando “Desde que, Caso, Basta, Quem, Todos, Qualquer, Toda
vez que”

„ Exemplos:

Desde que faça sol, Pedrinho vai à praia;


Caso você estude, irá passar no concurso;
Basta Ana comer massas, e engordará;
Quem joga bola é rápido;
Todos os médicos sabem operar;
Qualquer criança anda de bicicleta;
Toda vez que chove, não vou à praia.

Dica: na condicional, a 1ª proposição é o termo antecedente e a 2ª é o termo consequente.

P  Q1
P = antecedente
Q = consequente

Revise seus conhecimentos com as questões comentadas a seguir.

1. (CEBRASPE-CESPE – 2018) As proposições P, Q e R a seguir referem-se a um ilícito penal envol-


vendo João, Carlos, Paulo e Maria:
P: “João e Carlos não são culpados”. Q: “Paulo não é mentiroso”. R: “Maria é inocente”.
Considerando que ~X representa a negação da proposição X, julgue o item a seguir.

A proposição “Se Paulo é mentiroso então Maria é culpada.” pode ser representada simbolica-
mente por (~Q)↔(~R).

( ) CERTO ( ) ERRADO

Veja que temos uma proposição condicional (se então) e a representação simbólica apresentada é de uma bicondi-
cional. Representação da condicional (). Resposta: Errado.

2. (CEBRASPE-CESPE – 2018) Julgue o seguinte item, relativo à lógica proposicional e à lógica de


argumentação.
A proposição “A construção de portos deveria ser uma prioridade de governo, dado que o trans-
porte de cargas por vias marítimas é uma forma bastante econômica de escoamento de merca-
dorias.” Pode ser representada simbolicamente por P∧Q, em que P e Q são proposições simples
adequadamente escolhidas.

130 ( ) CERTO ( ) ERRADO


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A representação simbólica apresentada para julgarmos é de uma conjunção. E na questão
foi apresentada uma proposição composta pela condicional na forma “camuflada” dentro de
uma relação de causa e consequência “Dado que...”. Resposta: Errado.

3. (CEBRASPE-CESPE – 2018) Considere as seguintes proposições: P: O paciente receberá alta; Q:


O paciente receberá medicação; R: O paciente receberá visitas.
Tendo como referência essas proposições, julgue o item a seguir, considerando que a notação
~S significa a negação da proposição S.
A proposição ~P→[Q∨R] pode assim ser traduzida: Se o paciente receber alta, então ele não rece-
berá medicação ou não receberá visitas.

( ) CERTO ( ) ERRADO

P: O paciente receberá alta;


~P: O paciente não receberá alta;
Q: O paciente receberá medicação;
R: O paciente receberá visitas.
A proposição ~P→[Q∨R] pode assim ser traduzida:
Se o paciente não receber alta, então ele receberá medicação ou receberá visitas. Resposta:
Errado.

EQUIVALÊNCIAS E LEIS DE MORGAN


EQUIVALÊNCIA LÓGICA NOTÁVEL

Afirma-se que uma proposição P é logicamente equivalente ou equivalente a uma propo-


sição Q se as tabelas verdade dessas duas proposições são iguais. E o que isso significa? Ora,
duas proposições são equivalentes quando elas dizem exatamente a mesma coisa; quando
elas têm o mesmo significado; quando uma pode ser substituída pela outra. Para indicar que
são equivalentes, usaremos a seguinte notação:

P⟺Q

Distribuição (Equivalência pela Distributiva)

MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO


z p ∧ (q ∨ r) ⇔ (p ∧ q) ∨ (p ∧ r)

P (P ∧ Q)
P Q R Q∨R ∧ P∧Q P∧R ∨
(Q ∨ R) (P ∧ R)
V V V V V V V V
V V F V V V F V
V F V V V F V V
V F F F F F F F
F V V V F F F F
F V F V F F F F
F F V V F F F F
F F F F F F F F

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z p ∨ (q ∧ r) ⇔ (p ∨ q) ∧ (p ∨ r)

P (P ∨ Q)
P Q R Q∧R ∨ P∨Q P∨R ∧
(Q ∧ R) (P ∨ R)
V V V V V V V V
V V F F V V V V
V F V F V V V V
V F F F V V V V
F V V V V V V V
F V F F F V F F
F F V F F F V F
F F F F F F F F

Associação (Equivalência pela Associativa)

z p ∧ (q ∧ r) ⇔ (p ∧ q) ∧ (p ∧ r)

P (P ∧ Q)
P Q R Q∧R ∧ P∧Q P∧R ∧
(Q ∧ R) (P ∧ R)
V V V V V V V V
V V F F F V F F
V F V F F F V F
V F F F F F F F
F V V V F F F F
F V F F F F F F
F F V F F F F F
F F F F F F F F

z p ∨ (q ∨ r) ⇔ (p ∨ q) ∨ (p ∨ r)

P (P ∨ Q)
P Q R Q∨R ∨ P∨Q P∨R ∨
(Q ∨ R) (P ∨ R)
V V V V V V V V
V V F V V V V V
V F V V V V V V
V F F F V V V V
F V V V V V V V
F V F V V V F V
F F V V V F V V
F F F F F F F F

132
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Idempotência

z p ⇔ (p ∧ p)

P P P∧P
V V V
F F F

z p ⇔ (p ∨ p)

P P P∨P
V V V
F F F

Pela Exportação-Importação

z [(p ∧ q) → r] ⇔ [p → (q → r)]

(P ∧ Q) P→
P Q R P∧Q Q→R
→R (Q → R)
V V V V V V V
V V F V F F F
V F V F V V V
V F F F V V V
F V V F V V V
F V F F V F V
F F V F V V V
F F F F V V V

Proposições Associadas a uma Condicional (se, então)

MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO


Podemos dizer que as três proposições condicionais que contêm p e q são associadas a p
→ q. Veja a seguir:

z Proposições recíprocas: p → q: q → p;
z Proposição contrária: p → q: ~p → ~q;

~P → ~Q →
P Q ~P ~Q P→Q Q→P
~Q ~P
V V F F V V V V
V V F V F V V F
V F V F V F F V
V F V V V V V V

133
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z Proposição contrapositiva: p → q: ~q → ~p.

Vale ressaltar que, olhando para a tabela, a condicional p → q e a sua recíproca q → p ou a


sua contrária ~p → ~q não são equivalentes.

Implicação Material

Na lógica proposicional, temos uma regra de substituição que diz que é válido que uma
sentença condicional seja substituída por uma disjunção em que o antecedente é negado;
essa é a implicação material.
A regra determina que P implica Q é logicamente equivalente a não ~P ou Q e pode substi-
tuir o outro em provas lógicas: P → Q ⟺ ~P v Q, onde “⟺” é um símbolo que representa “pode
ser substituído em uma prova com.”
Ou seja, sempre que uma instância de “P → Q” é exibida em uma linha de uma prova, ela
pode ser substituída por «~P v Q”.
Exemplo: Se ele é um tigre P, então ele pode correr Q.
Assim, ele não é um tigre ~P ou ele pode correr Q.
Se for descoberto que o tigre não podia correr, escrito simbolicamente como P v ~Q, ambas
as sentenças são falsas, mas caso contrário, elas são ambas verdadeiras.

Transposição

A transposição é uma regra de substituição válida para “P → Q” em que é permitido trocar


o antecedente P pelo consequente Q de um enunciado condicional em uma prova lógica se
eles estão ambos negados. É a inferência verdadeira de “A implica B”, a verdade do “não B
implica não A”, e vice-versa. É a regra que:

P→Q⟺~Q→~P

Em que “⟺” é um símbolo que representa “pode ser substituído em uma prova com.”
Ou seja, sempre que uma instância de “P → Q” é exibida em uma linha de uma prova, ela
pode ser substituída por ~ Q → ~ P “.
Exemplo: Se ele é um tigre P, então ele pode correr Q.
Assim, se ele não pode correr ~Q, então ele não é um tigre ~P.

EQUIVALÊNCIA CONDICIONAL

Agora vamos tratar de duas equivalências importantes desse conectivo que tem a maior
incidência nas provas de concursos. A primeira delas ensina como transformar uma pro-
posição composta pelo “se…então” em outra proposição composta pelo “se…então”. A outra
ensina como transformar uma proposição composta pelo “se…então” em uma composta pelo
conectivo “ou” (e vice-versa). Vamos lá!

134
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Contrapositiva

Para fazermos essa equivalência, devemos inverter as proposições e depois negar todas as
proposições.
Inverte e nega tudo mantendo o se então.
Exemplo: A → B ⇔ ~B → ~A
Se Marcos estuda, então ele passa. ⇔ Se Marcos não passa, então ele não estuda.
Estas duas proposições são equivalentes. Percebeu o processo de construção da segunda a
partir da primeira? Você deve inverter a ordem das proposições e negar ambas.

z “se...então” vira “ou”

Essa equivalência é feita negando a primeira proposição, trocando o conectivo “se...então”


pelo conectivo “ou”, repetindo a segunda proposição.
Nega ou repete.
Exemplo:

A → B ⇔ ~A v B.

Se o urso é ovíparo, então o macaco voa. ⇔ O urso não é ovíparo ou o macaco voa.
Observe a tabela a seguir e veja que os resultados são iguais, ou seja, equivalentes:

A B ~A ~B A→B ~B → ~A ~A V B
V V F F V V V
V F F V F F F
F V V F V V V
F F V V V V V

EQUIVALÊNCIA BICONDICIONAL

Geralmente aprendemos somente a equivalência básica desse conectivo (a comutação),


mas precisamos ficar atentos para os casos especiais. O conectivo “se e somente se” tem mais

MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO


duas equivalências lógicas quando interpretamos de maneira mais minuciosa o seu signifi-
cado e sua tabela verdade. A seguir veremos esses detalhes que estão aparecendo cada vez
mais nas provas. Vamos lá!

Comutação

Exemplo: A ⟷ B ⇔ B ⟷ A
O céu ficará azul se e somente se hoje não chover. ⇔ Hoje não choverá se e somente se
o céu ficar azul.

135
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z Com o conectivo “e” e “se...então”

Para fazer essa equivalência, vamos interpretar o conectivo “se e somente se”. Na sua
nomenclatura temos uma bicondicional; o que isso significa exatamente? Significa que
temos duas condicionais (se...então).
Pensando nisso, podemos dizer então que temos uma condicional indo e uma condicio-
nal voltando; repare que a simbologia (⟷) é composta por duas setas. Agora vamos traduzir
isso tudo com um exemplo.
Exemplo: A ⟷ B ⇔ (A → B) ^ (B → A)
O céu ficará azul se e somente se hoje não chover. ⇔ Se o céu ficará azul, então hoje não
vai chover e se hoje não vai chover, então o céu ficará azul.

z Com o conectivo “ou” e “tabela verdade”

Já para entendermos essa equivalência, precisamos lembrar dos casos na tabela verda-
de do conetivo “se e somente se” quando temos resultados verdadeiros, ou seja, quando
os valores lógicos são iguais. Sabendo disso, podemos dizer, então, que o conectivo “se e
somente se” terá resultado verdadeiro quando as proposições forem todas verdadeiras
ou quando forem todas falsas (vale lembrar que a negação de “V” será “F”). Logo, veja o
exemplo de como ficará essa equivalência:
Exemplo: A ⟷ B ⇔ (A ^ B) v (~A ^ ~B)
O céu ficará azul se e somente se hoje não chover. ⇔ O céu ficará azul e hoje não vai cho-
ver ou o céu não ficará azul e hoje vai chover.
Agora observe a tabela verdade envolvendo todas as equivalências da Bicondicional:

(A→B) (A ^ B)
A B ~A ~B A ⟷ B B⟷A ∧ V
(B→A) (~A ^ ~B)
V V F F V V V V
V F F V F F F F
F V V F F F F F
F F V V V V V V

COMUTAÇÃO

Leis Comutativas

z Conjunção “e”:

„ Exemplo: A ^ B ⇔ B ^ A
„ Joana é magra e Maria é baixa. ⇔ Maria é baixa e Joana é magra.

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A B A^B B^A
V V V V
V F F F
F V F F
F F F F

z Disjunção Inclusiva “ou”:

„ Exemplo: A v B ⇔ B v A
„ João anda de barco ou Sabrina vai à praia. ⇔ Sabrina vai à praia ou João anda de barco.

z Disjunção Exclusiva “ou...ou”:

„ Exemplo: A v B ⇔ B v A
„ Ou Romeu compra uma moto ou ele vende o carro. ⇔ Ou Romeu vende o carro ou ele com-
pra uma moto.

A B A⊻B B⊻A
V V F F
V F V V
F V V V
F F F F

z Bicondicional “se e somente se”

„ Exemplo: A ⟷ B ⇔ B A
„ O céu ficará azul se e somente se hoje não chover. ⇔ Hoje não choverá se e somente
se o céu ficar azul.

A B A⟷B B⟷A
V V V V

MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO


V F F F
F V F F
F F V V

z Condicional “Se então”: é o único conectivo lógico que não aceita a propriedade de comu-
tação, pois o seu antecedente não pode ser o consequente e vice-versa.

A→B≠B→A

Agora vamos treinar o que aprendemos na teoria com exercícios comentados de diversas bancas.
Vamos lá!

1. (VUNESP – 2020) Considere a seguinte afirmação: Se Marcos está prestando esse concurso,
então ele é formado no Curso de Serviço Social.
Assinale a alternativa que contém uma afirmação equivalente para a afirmação apresentada. 137
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a) Marcos está prestando esse concurso se, e somente se, ele é formado no Curso de Serviço
Social.
b) Se Marcos é formado no Curso de Serviço Social, então ele está prestando esse concurso.
c) Marcos está prestando esse concurso e ele é formado no Curso de Serviço Social.
d) Se Marcos não é formado no Curso de Serviço Social, então ele não está prestando esse concurso.
e) Marcos não é formado no Curso de Serviço Social e ele está prestando esse concurso.

Veja que não temos a presença do “ou” nas alternativas e isso facilita, pois usamos a “contraposi-
tiva’’. Basta inverter e negar, mantendo o mesmo conectivo:
Se Marcos não é formado no Curso de Serviço Social, então ele não está prestando esse con-
curso. Resposta: Letra D.

2. (CEBRASPE-CESPE – 2020) No argumento seguinte, as proposições P1, P2, P3 e P4 são as pre-


missas, e C é a conclusão.

P1: “Se há carência de recursos tecnológicos no setor Alfa, então o trabalho dos servidores
públicos que atuam nesse setor pode ficar prejudicado.”.
P2: “Se há carência de recursos tecnológicos no setor Alfa, então os beneficiários dos serviços
prestados por esse setor podem ser mal atendidos.”.
P3: “Se o trabalho dos servidores públicos que atuam no setor Alfa fica prejudicado, então os
servidores públicos que atuam nesse setor padecem.”.
P4: “Se os beneficiários dos serviços prestados pelo setor Alfa são mal atendidos, então os
beneficiários dos serviços prestados por esse setor padecem.”.

C: “Se há carência de recursos tecnológicos no setor Alfa, então os servidores públicos que atuam
nesse setor padecem e os beneficiários dos serviços prestados por esse setor padecem.”.

Considerando esse argumento, julgue o item seguinte.


A proposição P3 é equivalente à proposição “Se os servidores públicos que atuam nesse
setor não padecem, então o trabalho dos servidores públicos que atuam no setor Alfa não fica
prejudicado.”.

( ) CERTO ( ) ERRADO

Proposição: P3: “Se o trabalho dos servidores públicos que atuam no setor Alfa fica prejudi-
cado, então os servidores públicos que atuam nesse setor padecem.”.
Equivalência:
(Inverte e nega tudo mantendo “se então”)
“Se os servidores públicos que atuam nesse setor não padecem, então o trabalho dos servido-
res públicos que atuam no setor Alfa não fica prejudicado.” Resposta: Certo.

3. (CEBRASPE-CESPE – 2020) Considerando a proposição P: “Se o servidor gosta do que faz, então
o cidadão-cliente fica satisfeito”, julgue o item a seguir.
A proposição P é logicamente equivalente à seguinte proposição: “Se o cidadão-cliente não fica
satisfeito, então o servidor não gosta do que faz”.

138 ( ) CERTO ( ) ERRADO


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Proposição: P  Q
Equivalência: ~Q  ~P
Logo, “Se o servidor gosta do que faz, então o cidadão-cliente fica satisfeito”
“Se o cidadão-cliente não fica satisfeito, então o servidor não gosta do que faz”. Resposta:
Certo.

LEIS DE MORGAN

Quando fazemos a negação de uma proposição composta primitiva, geramos outra posi-
ção que também é composta e equivalente à sua primitiva. É recorrente em provas a cobran-
ça para que você responda qual a equivalência da negação de determinada proposição.

Negação de uma Conjunção (Lei de Morgan)

Para negarmos a conjunção, devemos trocar pela disjunção ou e negar todas as proposições envolvidas. Veja:
~ (A ^ B) ⇔ ~A v ~B
Exemplo: Vou comprar um carro e vou ganhar dinheiro.
Proposição 1: vou comprar um carro.
Proposição 2: vou ganhar dinheiro.
1º: trocar o “e” pelo “ou”.
2º: negar todas as proposições.
Negação:
~P1: Não vou comprar um carro.
~P2: Não vou ganhar dinheiro.

Assim temos, não vou comprar um carro ou não vou ganhar dinheiro.

A B ~A ~B A^B ~(A ^ B) ~A V ~B
V V F F V F F
V F F V F V V
F V V F F V V
F F V V F V V

Negação de uma Disjunção (Lei de Morgan)

MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO


Para negarmos a disjunção, devemos trocar pela conjunção e e negar todas as proposições
envolvidas. Veja: ~ (A v B) ⇔ ~A ^ ~B
Exemplo: Vou pegar a bola ou Pedro vai chutar a lata.
Proposição 1: vou pegar a bola.
Proposição 2: Pedro vai chutar a lata.
1º: trocar o “ou” pelo “e”.
2º: negar todas as proposições.
Negação:
~P1: Não vou pegar a bola.
~P2: Pedro não vai chutar a lata.
Assim, temos:
Não vou pegar a bola e Pedro não vai chutar a lata.

139
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A B ~A ~B AvB ~(A v B) ~A ^ ~B
V V F F V F F
V F F V V F F
F V V F V F F
F F V V F V V

Negação de uma Disjunção Exclusiva

Para negarmos a disjunção exclusiva, devemos apenas trocar o conectivo “ou...ou” pelo “se
e somente se”. Isso mesmo! Trocamos um conectivo pelo outro e o restante é só deixar igual.
Veja um exemplo: ~ (A ⊻ B) ⇔ A ⟷ B Ou faz sol ou chove muito.
Negação: Faz sol se e somente se chove muito.

A B A⊻B ~ (A ⊻ B) A⟷B
V V F V V
V F V F F
F V V F F
F F F V V

Negação de uma Bicondicional

A bicondicional pode ser negada das seguintes maneiras, veja:

z Trocando pelo conectivo “ou...ou”

Exemplo: ~ (A ⟷ B) ⇔ A v B
Marta viaja se e somente se Paulo não vai ao cinema.
Negação: Ou Marta viaja ou Paulo não vai ao cinema.

z (Mantém e Nega) ou (Mantém e Nega)

Essa negação é feita vindo da equivalência lógica que usa o conectivo “se...,então”. Exemplo:
~ (A ⟷ B) ⇔ (A → B) ^ (B → A);
~[(A → B) ^ (B → A)] ⇔ (A ^ ~B) v (B ^ ~A).
A: Marta viaja se e somente se Paulo não vai ao cinema.
Negação: Marta viaja e Paulo vai ao cinema ou Paulo não vai ao cinema e Marta não viaja.

z Mantendo o conectivo “se e somente se”

Para fazermos essa negação, vamos manter o conectivo “se e somente se” e negar apenas
uma das proposições. Exemplo:
1: ~ (A ⟷ B) ⇔ ~A ⟷ B.
2: ~ (A ⟷ B) ⇔ A ⟷ ~B.
A: Passo se e somente se estudo muito.
Negação:
140
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1: Não passo se e somente se estudo muito.
2: Passo se e somente se não estudo muito.

A A (A ^ ~B) ~A A
A B ~A ~B ⟷ ~(A ⟷ B) ⊻ V ⟷ ⟷
B B (B ^ ~A) B ~B
V V F F V F F F F F
V F F V F V V V V V
F V V F F F V V V V
F F V V V V F F F F

Negação de uma Condicional

A negação de uma proposição composta por uma condicional é uma das mais cobra-
das em provas e, por esse motivo, devemos aprendê-la e resolver muitas questões sobre o
assunto. Então, a sua negação é feita repetindo a primeira proposição E negando a segunda
proposição.
Exemplo: ~ (A → B) ⇔ A ^ ~B
Se o gato late, então o cachorro mia.
Negação: O gato late e o cachorro não mia.

A B ~B A→B ~ (A → B) A ^ ~B
V V F V F F
V F V F V V
F V F V F F
F F V V F F

DUPLA NEGAÇÃO (TEORIA INVOLUTIVA)

z De uma proposição simples: ~ (~A) ⇔ A

A ~A ~ (~A)

MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO


V F V
F V F

z De uma condicional:

Vamos fazer duas negações lógicas para o conectivo se, de forma que sua resposta seja
equivalente à sua proposição primitiva. Veja:
Proposição Primitiva: A → B:
1ª negação: ~ (A → B) ⇔ A ^ ~B;
2ª negação: ~ (A ^ ~B) ⇔ ~A v B;
Logo, A → B ⇔ ~A v B.

141
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1ª negação 2ª negação
A B ~B A→B ~ (A → B) A ^ ~B ~A v B
V V F V V F V
V F V F F V F
F V F V V F V
F F V V V F V

Agora vamos treinar o que aprendemos na teoria com exercícios comentados de diversas ban-
cas. Vamos lá!

1. (VUNESP – 2016) Considere falsa a seguinte afirmação:

“Fulano está realizando essa prova e pretende ser um técnico em informática.”


Com base nas informações apresentadas, é necessariamente verdadeiro que

a) Fulano não está realizando essa prova ou não pretende ser um técnico em informática.
b) Fulano não está realizando essa prova.
c) Fulano não está realizando essa prova e não pretende ser um técnico em informática.
d) Fulano não pretende ser um técnico em informática.
e) Fulano não está realizando essa prova, mas pretende ser um técnico em informática.

Para negar a conjunção, devemos trocar pela disjunção e negar todas as proposições envol-
vidas. Sendo assim,
“Fulano está realizando essa prova e pretende ser um técnico em informática”.
Negação:
“Fulano não está realizando essa prova ou não pretende ser um técnico em informática”.
Resposta: Letra A.

2. (CEBRASPE-CESPE – 2017) Assinale a opção que corresponde a uma negativa da seguinte pro-
posição: “Se nas cidades medievais não havia lugares próprios para o teatro e as apresentações
eram realizadas em igrejas e castelos, então a maior parte da população não era excluída dos
espetáculos teatrais”.

a) Nas cidades medievais havia lugares próprios para o teatro ou as apresentações eram realizadas
em igrejas e castelos e a maior parte da população era excluída dos espetáculos teatrais.
b) Se a maior parte da população das cidades medievais era excluída dos espetáculos teatrais,
então havia lugares próprios para o teatro e as apresentações eram realizadas em igrejas e
castelos.
c) Se nas cidades medievais havia lugares próprios para o teatro e as apresentações não eram
realizadas em igrejas e castelos, então a maior parte da população era excluída dos espetáculos
teatrais.
d) Se nas cidades medievais havia lugares próprios para o teatro ou as apresentações eram rea-
lizadas em igrejas e castelos, então a maior parte da população era excluída dos espetáculos
teatrais.

142
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e) Nas cidades medievais não havia lugares próprios para o teatro, as apresentações eram realiza-
das em igrejas e castelos e a maior parte da população era excluída dos espetáculos teatrais.

Para negar a condicional, você deve Repetir E Negar. Veja: ~(A → B) = A ∧ ~B


A = nas cidades medievais não havia lugares próprios para o teatro e as apresentações eram
realizadas em igrejas e castelos
B = a maior parte da população não era excluída dos espetáculos teatrais. Fica:
Nas cidades medievais não havia lugares próprios para o teatro, as apresentações eram
realizadas em igrejas e castelos e a maior parte da população era excluída dos espetáculos
teatrais. Resposta: Letra E.

3. (CEBRASPE-CESPE – 2020) Considerando esse argumento, julgue o item seguinte.

A negação da proposição “Os servidores públicos que atuam nesse setor padecem e os benefi-
ciários dos serviços prestados por esse setor padecem.” é corretamente expressa por “Os servi-
dores públicos que atuam nesse setor não padecem e os beneficiários dos serviços prestados
por esse setor não padecem.”.

( ) CERTO ( ) ERRADO

Para responder a essa questão, bastava lembra de que para negar a conjunção “e” você deve
trocar pela disjunção “ou” e negar tudo. Veja que isso não aconteceu. Logo, questão errada.
Resposta: Errado.

LÓGICA DE PRIMEIRA ORDEM

Lógica de 1ª ordem é igual a Quantificadores Lógicos, então, toda vez que você vir esse
tema no edital, terá que saber três coisas fundamentais sobre os quantificadores:

z negação;

MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO


z equivalência; e
z representação por diagramas.

Quantificadores Lógicos ou Proposições Categóricas são elementos que especificam a


extensão da validade de um predicado sobre um conjunto de constantes individuais, ou seja,
são palavras ou expressões que indicam que houve quantificação. São exemplos de quanti-
ficadores as expressões: “existe”, “algum”, “todo”, “pelo menos um” e “nenhum”.

CLASSIFICAÇÃO DAS PROPOSIÇÕES CATEGÓRICAS

Estes quantificadores podem ser classificados em dois tipos:

z Quantificador Universal: “todo” e “nenhum”;


z Quantificador Existencial (particulares): “pelo menos um”, “existe um” e o “algum”. 143
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QUANTIFICADOR UNIVERSAL “TODO” (AFIRMATIVO)

Exemplos:
Todo A é B;
Todo homem joga bola.
Perceba que temos dois conjuntos envolvidos no exemplo, o do homem e o de jogar bola.
Vale lembrar que “Todo A é B” significa que todo elemento de A também é elemento de B.
Logo, podemos representar com o diagrama:

O conjunto A dentro do conjunto B

Quando “Todo A é B” é verdadeira, os valores lógicos das outras proposições categóricas,


interpretando os diagramas, serão os seguintes:

z Nenhum A é B: é falsa;
z Algum A é B: é verdadeira;
z Algum A não é B: é falsa.

QUANTIFICADOR UNIVERSAL “NENHUM” (NEGATIVO)

Exemplos:
Nenhum A é B;
Nenhum homem joga bola.
Perceba que temos dois conjuntos envolvidos no exemplo, o do homem e o de jogar bola.
Vale lembrar que “Nenhum A é B” significa que A e B não tem elementos em comum, logo,
temos apenas uma representação com diagrama:

A B

Não há intersecção entre o conjunto A e o conjunto B

Quando “Nenhum A é B” é verdadeira, os valores lógicos das outras proposições categóri-


cas, interpretando o diagrama, serão os seguintes:

z Todo A é B: é falsa;
144
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z Algum A é B: é falsa;
z Algum A não é B: é verdadeira.

QUANTIFICADOR PARTICULAR (AFIRMATIVO): “ALGUM” / “PELO MENOS UM” / “EXISTE”

Exemplo:
Algum A é B;
Algum homem joga bola.
Perceba que temos dois conjuntos envolvidos no exemplo, o do homem e o de jogar bola.
Vale lembrar que “Algum A é B” significa que o conjunto A tem pelo menos um elemento em
comum com o conjunto B, ou seja, há intersecção entre os círculos A e B. Logo, podemos fazer
representação com diagrama:

A B

Os dois conjuntos possuem uma parte em comum

Veja que a representação de A e B possui intersecção. Então, quando “Algum A é B” é ver-


dadeira, os valores lógicos das outras proposições categóricas, interpretando o diagrama,
serão os seguintes:

z Todo A é B: é indeterminada;
z Nenhum A é B: é falsa;
z Algum A não é B: é indeterminada.

QUANTIFICADOR PARTICULAR (NEGATIVO): “ALGUM” / “PELO MENOS UM” / “EXISTE” +


A PARTÍCULA “NÃO”

MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO


Exemplo:
Algum A não é B;
Algum homem não joga bola.
Perceba que temos dois conjuntos envolvidos no exemplo, o do homem e o de jogar bola.
Vale lembrar que “Algum A não é B” significa que o conjunto A tem pelo menos um elemento
que não pertence ao conjunto B. Logo, podemos fazer representação com diagramas:

Os dois conjuntos possuem uma parte em comum, mas não há contato de alguns elementos de A com B 145
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Veja que nas representações o conjunto A tem pelo menos um elemento que não pertence
ao conjunto B. Então, quando “Algum A não é B” é verdadeira, os valores lógicos das outras
proposições categóricas, interpretando o diagrama, serão os seguintes:

z Todo A é B: É falsa;
z Nenhum A é B: É indeterminada;
z Algum A não é B: É indeterminado.

NEGAÇÃO DOS QUANTIFICADORES LÓGICOS OU PROPOSIÇÕES CATEGÓRICAS

Você vai aprender de uma vez por todas como negar proposições quantificadas, ou seja,
proposições que utilizam expressões como “todo”, “algum” e “nenhum”. Podemos, então,
dizer que negar uma proposição significa trocar o seu valor lógico. Em outras palavras, a
negação de uma proposição verdadeira é uma proposição falsa; a negação de uma proposi-
ção falsa é uma proposição verdadeira.
Tudo que você precisa para negar uma proposição quantificada é saber como classificá-
-la, então, veja alguns exemplos:

QUANTIFICADOR CLASSIFICAÇÃO EXEMPLO


Todo Universal Afirmativo Todo homem joga bola
Nenhum Universal Negativo Nenhum homem joga bola
Algum Particular Afirmativo Algum homem joga bola
Algum + Não Particular Negativo Algum homem não joga bola

Sabendo disso, é muito simples negar proposições quantificadas.

Universal Negação Particular

Particular Negação Universal

Verbo Verbo Negativo


Negação
Afirmativo

Verbo Verbo
Negação
Negativo Afirmativo

z Se o quantificador utilizado for universal, a negação utilizará um quantificador particular;


z Se o quantificador utilizado for particular, a negação utilizará um quantificador universal;
z Se o verbo for afirmativo, a negação utilizará um verbo negativo;
z Se o verbo for negativo, a negação utilizará um verbo afirmativo.

Esquematizando tudo:

QUANTIFICADOR NEGAÇÃO EXEMPLO


Particular negativa “algum + p: Todo homem joga bola
Universal afirmativa “todo”
não” ~p: Algum homem não joga bola

146
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QUANTIFICADOR NEGAÇÃO EXEMPLO
p: Nenhum homem joga bola
Universal negativa “nenhum” Particular afirmativa “algum”
~p: Algum homem joga bola
p: Algum homem joga bola
Particular afirmativa “algum” Universal negativa “nenhum”
~p: Nenhum homem joga bola
Particular negativa “algum + p: Algum homem não joga bola
Universal afirmativa “todo”
não” ~p: Todo homem joga bola

Olhando para as iniciais de cada quantificador lógico particular (Pelo menos / Existe /
Algum), podemos escrever o lembrete abaixo para negação:

Todo Negação PEA + Não

Nenhum Negação PEA

EQUIVALÊNCIA LÓGICA DE QUANTIFICADORES

z Todo

„ “Todo A é B” é equivalente a dizer “nenhum A não é B”.

Vemos aqui que troca-se “todo” por “nenhum”, ou seja, a primeira sentença é mantida e nega-se
a segunda.
Exemplo: “Todo gato pula alto” = “Nenhum gato não pula alto”.

„ “Todo A é B” equivale a “Se é A, então é B”.

Exemplo: “Todo pato é amarelo”. = “Se é pato, então é amarelo”.

z Nenhum

MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO


„ “Nenhum A é B” é equivalente a dizer “Todo A não é B”.

Vemos aqui que troca-se “nenhum” por “todo”, a primeira sentença é mantida e nega-se a
segunda.
Exemplo: “Nenhum macaco é branco” = “Todo macaco não é branco”.

Equivalência

Negação
AéB A Não é B A Não é B

Todo Algum Nenhum

A Não é B AéB AéB


Negação

Equivalência

147
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Agora vamos treinar o que aprendemos na teoria com exercícios comentados de diversas ban-
cas. Vamos lá!

1. (FGV – 2019) Considerando que a afirmação “Nenhum pescador sabe nadar” não é verdadeira, é
correto concluir que

a) “Há, pelo menos, um pescador que sabe nadar”.


b) “Quem não é pescador não sabe nadar”
c) “Todos os pescadores sabem nadar”.
d) “Todas as pessoas que sabem nadar são pescadores”.
e) “Ninguém que sabe nadar é pescador”.

Veja que a questão pede a negação do quantificador “nenhum”, e como já aprendemos, nunca
devemos negar o “nenhum” usando o quantificado “todo” e vice-versa. Sabendo disso, pode-
mos eliminar estrategicamente as alternativas C, D e E. Como temos um quantificador uni-
versal negativo e sabemos que para negar precisamos de um particular afirmativo, só nos
resta a letra A como resposta, pois a letra B não está de acordo com a regra. Você também
poderia usar o lembrete “nenhum nega com PEA”.
Resposta: Letra A.

2. (FUNDATEC – 2019) A negação da sentença “algum assistente social acompanhou o julgamen-


to” está na alternativa:

a) Algum assistente social não acompanhou o julgamento.


b) Todos os assistentes sociais acompanharam o julgamento.
c) Nem todos os assistentes sociais acompanharam o julgamento.
d) Nenhum assistente social acompanhou o julgamento.
e) Pelo menos um assistente social não acompanhou o julgamento.

A questão pede a negação do “algum” – quantificador particular afirmativo. Já aprendemos


que, para fazer essa negação, usamos um quantificador universal. Qual, professor? O quan-
tificador “nenhum”, pois o mesmo é universal negativo. Assim, a nossa sentença ficará:
p: “Algum assistente social acompanhou o julgamento”
~p: “Nenhum assistente social acompanhou o julgamento”
Resposta: Letra D.

3. (FUNDATEC – 2019) Assinale a alternativa que corresponde à negação de “Todos os analistas de


tecnologia da informação são bons desenvolvedores”.

a) Pelo menos um analista de tecnologia da informação não é bom desenvolvedor.


b) Nenhum analista de tecnologia da informação é bom desenvolvedor.
c) Todos os analistas de tecnologia da informação não são bons desenvolvedores.
d) Alguns analistas de tecnologia da informação são bons desenvolvedores.
e) Todos os desenvolvedores não são analistas de tecnologia da informação.

148
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A negação do “todo” pode ser feita usando o lembrete que aprendemos: “todo nega com PEA
+ não”, onde o PEA são as iniciais dos quantificadores lógicos particulares – “Pelo menos
um” / “Existe” / “Algum” – seguidos pelo modificador lógico “não”, deixando-os, assim, parti-
culares negativos. Logo,
p: “Todos os analistas de tecnologia da informação são bons desenvolvedores”
~p: “Pelo menos um / Existe / Algum analista de tecnologia da informação não é bom desen-
volvedor. Resposta: Letra A.

PRINCÍPIOS DE CONTAGEM E PROBABILIDADE

NOÇÕES BÁSICAS DE CONTAGEM E PROBABILIDADE

Para estudarmos probabilidade é necessário uma boa base em noções básicas de conta-
gem, ou seja, você precisa saber muito bem o Princípio Fundamental da Contagem e é isso
que vamos estudar agora.
Primeiro, vamos aprender uma ferramenta importante para o nosso estudo: fatorial.

Fatorial de um Número Natural

Serve para facilitar e acelerar resolução de questões. Veja sua representação simbólica:

Fatorial de N = n!

Sendo “n” um número natural, observe como desenvolver o fatorial de n:

n! = n · (n-1) · (n-2) · ... · 2 · 1, para n ≥ 2


1! = 1
0! = 1

Exemplos:

MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO


3! = 3 · 2 · 1= 6
4! = 4 · 3 · 2 · 1 = 24
5! = 5 · 4 · 3 · 2 · 1 = 120

Agora, veja esse outro exemplo:

Calcular 6!
4!

Resolução:

6! 6·5·4·3·2·1 = 6 · 5 = 30
=
4! 4·3·2·1

Poderíamos, também, resolver abrindo o 6! até 4! e depois simplificar. Veja:

149
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6! 6·5·4!
4! = 6 · 5 = 30
=
4!

Princípio Fundamental da Contagem

Podemos, também, encontrar como princípio multiplicativo. Vamos esquematizar uma


maneira que vai ser bem simples para resolvermos problemas sobre o tema, observe o
lembrete:

z Identificar as etapas do enunciado;


z Calcular todas as possibilidades em cada etapa;
z Multiplicar.

Exemplo: Para fazer uma viagem São Paulo-Fortaleza-São Paulo, você pode escolher como
meio de transporte ônibus, carro, moto ou avião. De quantas maneiras posso escolher os
transportes?
Resolução: Usando o lembrete acima:

z Identificar as etapas do enunciado;


Escolher o meio de transporte para ida e para a volta;
z Calcular todas as possibilidades em cada etapa;
Na ida temos 4 possibilidades de escolha (ônibus, carro, moto ou avião) e para a volta temos 4
possibilidades de escolha (ônibus, carro, moto ou avião);
z Multiplicar:

4 · 4 = 16 maneiras.

E se o problema dissesse que você não pode voltar no mesmo transporte que viajou na ida.
Qual seria a resolução? O desenvolvimento é o mesmo, apenas vai mudar na quantidade de
possibilidades de escolhas para voltar. Veja:
Resolução: Usando o lembrete:

z Identificar as etapas do enunciado;


Escolher o meio de transporte para ida e para a volta;
z Calcular todas as possibilidades em cada etapa;
Na ida temos 4 possibilidades de escolha (ônibus, carro, moto ou avião) e para a volta
temos 3 possibilidades de escolha (não posso voltar no mesmo meio de transporte);
z Multiplicar:

4 · 3 = 12 maneiras.

Permutação Simples

Imagine que temos 5 livros diferentes para serem ordenados em uma estante. De quan-
tas maneiras é possível ordenar? Para questões envolvendo permutação simples, devemos
encarar de um modo geral que temos n modos de escolhermos um objeto (livro) que ocupará
150
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o primeiro lugar, n-1 modos de escolher um objeto (um outro livro) que ocupará o segundo
lugar, ..., 1 modo de escolher o objeto (um outro livro) que ocupará o último lugar. Então,
temos:
Modos de ordenar:

n · (n-1) · ... 1 = n!

Então, resolvendo, teremos 5! = 5·4·3·2·1 = 120 maneiras de ordenar os livros na estante.


Agora, observe um outro exemplo:
Quantos são os anagramas da palavra CAJU?
Resolução:
Cada anagrama de CAJU é uma ordenação das letras que a compõem, ou seja, C, A, J, U.

CAJU CUJA ACJU AUJC

CAUJ CJUA ACUJ ...

CUAJ CJAU AUCJ ...

Desta maneira, o número de anagramas é 4! = 4·3·2·1 = 24 anagramas.

Dica
Anagrama é a ordenação de maneira distinta das letras que compõem uma determinada
palavra.

Permutação com Repetição

Quantos anagramas tem na palavra ARARA? O problema é causado por conta da repetição
de letras na palavra ARARA.
Veja que temos 3 letras A e 2 letras R. De maneira tradicional, faríamos 5! (número de
letras na palavra), mas é preciso que descontemos as letras repetidas. Assim, devemos dividir
pelo número de letras fatorial, ou seja, 3! e 2!.

MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO


5! 5·4·3! = 5·4
= = 10
3!·2! 3!·2·1 2

Temos, então, 10 anagramas na palavra ARARA.


Na permutação com repetição devemos descontar os anagramas iguais, por isso dividimos
pelo fatorial do número de letras repetidas.

Permutação com Repetição

Vamos imaginar que temos uma mesa circular com 5 lugares e queremos ordenar 5 pes-
soas de maneiras distintas. Observe as duas disposições das pessoas A, B, C, D, e E ao redor
da mesa:

151
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A E

B A
E D
MESA MESA

D C C B

Diante do conceito de permutação, essas duas disposições são iguais, ou seja, a pessoa A tem à
sua direita E, e à sua esquerda B, e assim sucessivamente). Não podemos contar duas vezes a mes-
ma disposição. Repare ainda que, antes da primeira pessoa se sentar à mesa, todas as 5 posições
disponíveis são equivalentes. Isto porque não existe uma referência espacial (ponto fixo determi-
nado). Nestes casos, devemos utilizar a fórmula da permutação circular de n pessoas, que é:

Pc (n) = (n-1)!

Em nosso exemplo, o número de possibilidades de posicionar 5 pessoas ao redor de uma


mesa será:

Pc(5) = (5-1)! = 4! = 4 · 3 · 2 · 1 = 24

Arranjo Simples

Imagine agora que quiséssemos posicionar 5 pessoas nas cadeiras de uma praça, mas
tínhamos apenas 3 cadeiras à disposição. De quantas formas poderíamos fazer isso?
Para a primeira cadeira temos 5 pessoas disponíveis, isto é, 5 possibilidades. Já para a segunda
cadeira, restam-nos 4 possibilidades, dado que uma já foi utilizada na primeira cadeira. Por últi-
mo, na terceira cadeira, poderemos colocar qualquer das 3 pessoas restantes. Observe que sempre
sobrarão duas pessoas em pé, pois temos apenas 3 cadeiras. A quantidade de formas de posicionar
essas pessoas sentadas é dada pela multiplicação a seguir:
Formas de organizar 5 pessoas em 3 cadeiras =

5 · 4 · 3 = 60

O exemplo acima é um caso típico de arranjo simples. Sua fórmula é dada a seguir:

n!
A(n, p) =
(n - p) !

Lembre-se de que pretendemos posicionar “n” elementos em “p” posições (p sendo menor que n),
e onde a ordem dos elementos diferencia uma possibilidade da outra.
Observe a resolução do nosso exemplo usando a fórmula:

5! 5!
A(5, 3) = = = 5·4·3·2·1 = 60
(5 - 3) ! 2! 2·1

Uma outra informação muito importante é que nos problemas envolvendo arranjo simples
152 a ordem dos elementos importa, ou seja, a ordem é diferente de uma possibilidade para outra.
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Vamos supor que as 5 pessoas sejam: Ana, Bianca, Clara, Daniele e Esmeralda. Agora observe uma
maneira de posicionar as pessoas na praça:

CADEIRA 1ª 2ª 3ª
OCUPANTE Ana Bianca Clara

Perceba que Daniele e Esmeralda ficaram em pé nessa disposição.

CADEIRA 1ª 2ª 3ª
OCUPANTE Clara Bianca Ana

A Daniele e a Esmeralda continuam de fora e a Bianca permaneceu no mesmo lugar. O que


mudou foi a posição da Ana em relação a Clara. Assim, uma simples mudança na posição da
ordem gera uma nova possibilidade de posicionamento.

Combinação

Para entendermos esse tema, vamos imaginar que queremos fazer uma salada de frutas e
precisamos usar 3 frutas das 4 que temos disponíveis: maçã, banana, mamão e morango. Cor-
tando as frutas maçã, banana e morango e depois colocando em um prato. Agora cortando as
frutas banana, morango e maçã para colocar em um outro prato.
Você percebeu que a ordem aqui não importou? É exatamente isso, a ordem não importa e
estamos diante de um problema de Combinação. Será preciso calcular quantas combinações
de 4 frutas, 3 a 3, é possível formar.
Para resolvermos é necessário usar a fórmula:

n!
C(n, p) = (n - p) !p!

Substituindo na fórmula, os valores do exemplo, temos:

4!
C(4, 3) =

MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO


(4 - 3) !3!
4·3·2·1
C(4, 3) =
1·3·2·1
C(4, 3) = 4

Dica
No arranjo a ordem importa.
Na combinação a ordem não importa.

Agora vamos treinar o que aprendemos na teoria com exercícios comentados de diversas
bancas. Vamos lá!

153
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1. (VUNESP – 2016) Um Grupamento de Operações Especiais trabalha na elucidação de um crime.
Para investigações de campo, 6 pistas diferentes devem ser distribuídas entre 2 equipes, de
modo que cada equipe receba 3 pistas. O número de formas diferentes de se fazer essa distribui-
ção é

a) 6.
b) 10.
c) 12.
d) 18.
e) 20.

Vamos descobrir o número de formas de escolher 3 pistas em 6, visto que ao escolher 3


pistas, restarão outras 3 pistas que vão compor o outro grupo de pistas. Dessa maneira, de
quantas formas podemos escolher 3 pistas em um grupo de 6? Aqui a ordem não é relevante,
então, vamos usar a combinação:
C(6, 3) = 6!
= 6 · 5 · 4 · 3! = 6·5·4
= 6·5·4
=
(6 - 3) !3! 3!3! 3! 3·2·1

5 · 4 = 20.
Resposta: Letra E.

2. (IDECAN – 2016) Felipe é uma criança muito bagunceira e sempre espalha seus brinquedos
pela casa. Quando vai brincar na casa da sua avó, ele só pode levar 3 brinquedos. Felipe sempre
escolhe 1 carrinho, 1 boneco e 1 avião. Sabendo que Felipe tem 7 carrinhos, 5 bonecos e 4 aviões
diferentes, quantas vezes Felipe pode visitar a sua avó sem levar o mesmo conjunto de brinque-
dos já levados antes?

a) 100 vezes.
b) 115 vezes.
c) 130 vezes.
d) 140 vezes.

Perceba que Felipe tem 7 carrinhos para escolher 1, 5 bonecos para escolher 1 e 4 aviões para
escolher 1, queremos formar grupos de 3 brinquedos, sendo um de cada tipo. O total de pos-
sibilidades será dado por: 7 x 5 x 4 = 140 possibilidades (conjuntos de brinquedos diferentes).
Resposta: Letra D.

3. (CEBRASPE-CESPE – 2018) Em um aeroporto, 30 passageiros que desembarcaram de deter-


minado voo e que estiveram nos países A, B ou C, nos quais ocorre uma epidemia infecciosa,
foram selecionados para ser examinados. Constatou-se que exatamente 25 dos passageiros
selecionados estiveram em A ou em B, nenhum desses 25 passageiros esteve em C e 6 desses
25 passageiros estiveram em A e em B.
Com referência a essa situação hipotética, julgue o item que segue.
A quantidade de maneiras distintas de se escolher 2 dos 30 passageiros selecionados de modo
que pelo menos um deles tenha estado em C é superior a 100.

( ) CERTO ( ) ERRADO
154
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Se 25 passageiros tiveram em A ou B e nenhum deles em C, então, C teve 5 passageiros (é o
que falta para o total de 30). Vamos escolher 2 passageiros, de modo que pelo menos um seja
de C, teremos:
Podemos achar o total para escolha dos 2 passageiros que seria:
C30,2 = 30.29/2 = 15.29 = 435
Agora, tiramos a opção de nenhum deles ser de C, que seria:
C25,2 = 25.24/2 = 25.12 = 300
Então, pelo menos um deles é de C, teremos:
435 - 300 = 135.
Resposta: Certo.

PROBABILIDADE

Conceito

A teoria da probabilidade é o ramo da Matemática que cria modelos que são utilizados
para estudar experimentos aleatórios, ou seja, estimar uma previsão do resultado de deter-
minado experimento.

Espaço Amostral e Evento

Chamamos de espaço amostral o conjunto de todos os resultados possíveis do experimento.


Imagine que você possui um dado e vai lançá-lo uma vez. Os resultados possíveis são: 1, 2, 3, 4,
5 ou 6, isso é o que chamamos de espaço amostral, ou seja, o conjunto dos resultados possíveis de
um determinado experimento aleatório (não se pode prever o resultado que será obtido, apenas
podemos tentar achar algum padrão).
Agora, pense que você só tem interesse nos números ímpares, isto é, 1, 3 e 5. Esse subcon-
junto do espaço amostral é o que chamamos de Evento – composto apenas pelos resultados
que são favoráveis. Conhecendo esses dois conceitos, podemos chegar na fórmula para calcu-
lar a probabilidade de um evento de um determinado experimento aleatório, é o que pode-
mos chamar de probabilidade de um evento qualquer.

MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO


Dica
Espaço amostral é igual a todas as possibilidades possíveis e o evento é um subconjunto
do espaço amostral.

PROBABILIDADE DE UM EVENTO QUALQUER

n (evento)
Probabilidade do Evento =
n (espaço amostral)

Na fórmula acima, n(Evento) é o número de elementos do subconjunto Evento, isto é, o


número de resultados favoráveis; e n(Espaço Amostral) é o número total de resultados possí-
veis no experimento aleatório.
155
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Por isso, costumamos dizer também que:

número de resultados favoráveis


Probabilidade do Evento =
números total de resultados

Agora, voltando ao exemplo que apenas os números ímpares que nos interessam, temos:

z n(Evento) = 3 possibilidades;
z n(Espaço Amostral) = 6 possibilidades.

Logo,

Probabilidade do Evento = 3 = 1 = 0,50 = 50%


6 2

Se A é um evento qualquer, então 0 ≤ P(A) ≤ 1.


Se A é um evento qualquer, então 0% ≤ P(A) ≤ 100%.

Eventos Independentes

Qual seria a probabilidade de, em dois lançamentos consecutivos do dado, obtermos um resul-
tado ímpar em cada um deles? Veja que temos dois experimentos independentes ocorrendo: o
primeiro lançamento e o segundo lançamento do dado. O resultado do primeiro lançamento em
nada influencia o resultado do segundo.
Quando temos experimentos independentes, a probabilidade de ter um resultado favorá-
vel em um e um resultado favorável no outro é feita pela multiplicação das probabilidades
de cada experimento:

P(2 lançamentos) = P(lançamento 1) · P(lançamento 2)

Em nosso exemplo, teríamos:

P(2 lançamentos) =0,50 0,50 = 0,25 = 25%

Assim, a chance de obter dois resultados ímpares em dois lançamentos de dado consecu-
tivos é de 25%. Generalizando, podemos dizer que a probabilidade de dois eventos indepen-
dentes A e B acontecerem é dada pela multiplicação da probabilidade de cada um deles:

P (A e B) = P(A) x P(B)

Sendo mais formal, também é possível escrever P(A ∩ B) = P(A) · P(B), onde ∩ simboliza a
intersecção entre os eventos A e B.

156
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PROBABILIDADE CONDICIONAL

Neste tópico, vamos falar sobre um tema bem recorrente em questões de concursos. Ima-
gine que vamos lançar um dado, e estamos analisando 2 eventos distintos:
A – sair um resultado ímpar
B – sair um número inferior a 4
Para o evento A ser atendido, os resultados favoráveis são 1, 3 e 5. Para o evento B ser
atendido, os resultados favoráveis são 1, 2 e 3. Vamos calcular rapidamente a probabilidade
de cada um desses eventos:

3 1
P(A) = = 0,5 = 50%
6 2
3 1
P(B) = = 0,5 = 50%
6 2

E se caso tivéssemos o seguinte questionamento: no lançamento de um dado, qual é a


probabilidade de obter um resultado ímpar, dado que foi obtido um resultado inferior a 4?
Em outras palavras, essa pergunta é: qual a probabilidade do evento A, dado que o evento
B ocorreu? Matematicamente, podemos escrever P(A/B) – leia “probabilidade de A, dado B”.
Aqui, já sabemos de antemão que B ocorreu. Portanto, o resultado do lançamento do dado
foi 1, 2 ou 3 (três resultados possíveis). Destes resultados, apenas dois deles (o resultado
1 e 3) atendem o evento A. Portanto, a probabilidade de A ocorrer, dado que B ocorreu, é
simplesmente:

2
P (A\B) = = 66,6%
3

Uma outra forma de calculá-la é por meio da seguinte divisão:

P (A k B)
P (A\B) =
P (B)

A fórmula nos diz que a probabilidade de A ocorrer, dado que B ocorreu, é a divisão entre a

MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO


probabilidade de A e B ocorrerem simultaneamente e a probabilidade de B ocorrer. Para que
A e B ocorram simultaneamente (resultado ímpar e inferior a 4), temos como possibilidades
o resultado igual a 1 e 3. Isto é, apenas 2 dos 6 resultados nos atende.
Logo,

2 1
P (A∩B) = 6 = 3

Para que B ocorra (resultado inferior a 4), já vimos que 3 resultados atendem.
Portanto,

3 1
P (A∩B) = =
6 2

157
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Usando a fórmula acima, temos:

1
P (A + B) 3 = 1 2 = 2 = 66,6%
P (A\B) = = ·
P (B) 1 3 1 3
2

PROBABILIDADE DA UNIÃO DE DOIS EVENTOS

Dados dois eventos A e B, chamamos de A ∪ B quando queremos a probabilidade de ocor-


rer o evento A ou o evento B. Podemos usar a fórmula:

P (A ∪ B) = P (A) + P (B) - P (A∩B)

A fórmula pode ser traduzida como a probabilidade da união de dois eventos é igual a
soma das probabilidades de ocorrência de cada um dos eventos, subtraída da probabilidade
da ocorrência dos dois eventos simultaneamente.
Neste caso, quando temos A ∩ B = ϴ, ou seja, eventos mutuamente exclusivos, tem-se que
P (A ∪ B) = P (A) + P (B).
Imagine que você tem uma urna contendo 20 bolas numeradas de 1 a 20. Quando uma
bola é retirada ao acaso, qual é a probabilidade de o número ser múltiplo de 3 ou de 5?
Ora, veja que temos a palavra “ou” na pergunta e isso nos remete à ideia de “união” dos
eventos. Sendo assim, podemos extrair os dados para aplicar na fórmula:

z P(A) = probabilidade de o número ser múltiplo de 3

Múltiplos de 3 (3, 6, 9, 12, 15, 18) = 6 possibilidades

6
P(A) =
20

z P(B) = probabilidade de o número ser múltiplo de 5

Múltiplos de 3 (5, 10, 15, 20) = 4 possibilidades

4
P(B) =
20

z P(A ∩ B) = probabilidade do número ser múltiplo de 3 e 5

Somente o número 15 é múltiplo de 3 e 5 ao mesmo tempo.

1
P(A ∩ B) =
20

Aplicando na fórmula, temos:

P (A ∪ B) = P (A) + P (B) - P (A ∩ B)

158
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6 4 1 6+4-1 9
P (A ∪ B) = 20 + 20 - 20 = 20
=
20

PROBABILIDADE DA INTERSEÇÃO DE DOIS EVENTOS

Sejam A e B dois eventos de um espaço amostral. A probabilidade de A ∩ B é dada por:

P (A ∩ B) = P (B\A) · P (A) = P (B) · P (A\B)

Vale lembrar que P (B\A) é a probabilidade de ocorrer o evento B, sabendo que já ocorreu
o evento A (probabilidade condicional).
Se a ocorrência do evento A não interferir na probabilidade de ocorrer o evento B, ou seja,
forem independentes, a fórmula para o cálculo da probabilidade da intersecção será dada
por:

P (A ∩ B) = P (A) · P (B)

Imagine que você vai lançar dois dados sucessivamente. Qual a probabilidade de sair um
número ímpar e o número 5?
O “e” que aparece na pergunta é que determina a utilização da fórmula da interseção, pois quere-
mos “a probabilidade de sair um número ímpar e o número 5”. Perceba que a ocorrência de um dos
eventos não interfere na ocorrência do outro. Temos, então, dois eventos independentes.
Evento A: sair um número ímpar = {1, 3, 5};
Evento B: sair o número 5 = {5};
Espaço Amostral: S = {1, 2, 3, 4, 5, 6}.
Logo,

3 1
P(A) = =
6 2
1
P(B) =
6
1 1 1
P (A ∩ B) = P (A) · P (B) = · =
2 6 12

MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO


Agora vamos treinar o que aprendemos na teoria com exercícios comentados de diversas ban-
cas. Vamos lá!

1. (CEBRASPE-CESPE – 2018) Em um grupo de 10 pessoas, 4 são adultos e 6 são crianças. Ao se


selecionarem, aleatoriamente, 3 pessoas desse grupo, a probabilidade de que no máximo duas
dessas pessoas sejam crianças é igual a

a) 1/6.
b) 2/6.
c) 3/6.
d) 4/6.
e) 5/6.

159
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Basta calcular a probabilidade de vir 3 crianças (o que a gente não quer). Depois subtrair de
1, para obter os casos favoráveis.
Probabilidade de sortear 3 crianças: 6/10 · 5/9 · 4/8 = 1/6
1 – 1/6 = 5/6.
Resposta: Letra E.

2. (VUNESP – 2017) Um centro de meteorologia informou ao CIPM que é de 60% a probabilidade


de chuva no dia programado para ocorrer a operação. Mediante essa informação, o oficial no
comando afirmou que as probabilidades de que a operação seja realizada nesse dia são de 20%,
caso a chuva ocorra, e de 85%, se não houver chuva. Nessas condições, a probabilidade de que
a operação ocorra no dia programado é de

a) 59%.
b) 46%.
c) 41%.
d) 34%.
e) 28%.

Se a probabilidade de chover é de 60%, então, a probabilidade de não chover é de 40%. Para que a
operação ocorra no dia programado, temos duas situações:
chove (60%) e ocorre a operação (20%) = 60% x 20% = 12%
não chove (40%) e ocorre a operação (85%) = 40% x 85% = 34%
Somando as probabilidades desses dois cenários, temos: 12% + 34% = 46%.
Resposta: Letra B.

3. (CEBRASPE-CESPE – 2019) A sorte de ganhar ou perder, num jogo de azar, não depende da habi-
lidade do jogador, mas exclusivamente das probabilidades dos resultados. Um dos jogos mais
populares no Brasil é a Mega Sena, que funciona da seguinte forma: de 60 bolas, numeradas de
1 a 60, dentro de um globo, são sorteadas seis bolas. À medida que uma bola é retirada, ela não
volta para dentro do globo. O jogador pode apostar de 6 a 15 números distintos por volante e
receberá o prêmio se acertar os seis números sorteados. Também são premiados os acertado-
res de 5 números ou de 4 números.
A partir dessas informações, julgue o item que se segue.
A probabilidade de a primeira bola sorteada ser um número múltiplo de 8 é de 10%.

( ) CERTO ( ) ERRADO

Múltiplos de 8: {0, 8, 16, 24, 32, 40, 48, 56, 64, 72...}
Números da Mega Sena: 1 a 60.
Os múltiplos de 8 na Mega Sena são: 8, 16, 24, 32, 40, 48, 56, ou seja, 7 números.
Logo 7/60 = 11%.
Resposta: Errado.

160
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HORA DE PRATICAR!
1. (VUNESP-2023) Após um dado ser lançado 30 vezes, foram registrados os seguintes resultados:
1465253133
4415561251
3451166211
Construa uma distribuição de frequência sem intervalo de classe. A frequência simples absoluta
do primeiro elemento é:

a) 40
b) 30
c) 21
d) 11
e) 9

2. (FGV—2023) A professora da turma do 4º ano propôs um jogo de “Par ou Ímpar” diferente.


Para isso, ela organizou a turma em duplas e entregou 2 dados convencionais para cada dupla.
Na sua vez de jogar, os jogadores decidem quem será par e quem será ímpar, lançam os 2 dados
e multiplicam os pontos sorteados. Por exemplo, se o jogador escolher par, lançar os dados e
sortear 2 e 4, ele ganha a rodada (2 x 4 = 8 e 8 é par), mas se sair 3 e 5, o seu adversário será o
vencedor da rodada (3 x 5 = 15 e 15 é ímpar). Ao final de 10 rodadas, ganha o jogo quem tiver
sucesso em mais rodadas.
Sobre esse jogo, é correto afirmar que

a) o jogador que escolher par tem mais chance de ganhar a rodada.


b) o jogador que ganhar a primeira rodada tem mais chance de vencer o jogo.
c) o jogador que escolher ímpar tem mais chance de ganhar a rodada.
d) o jogador que sortear 6 em cada dado tem mais chance de ganhar a rodada.
e) os dois jogadores têm a mesma chance de ganhar a rodada.

MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO


3. (CEBRASPE–CESPE) Caso, em um espaço amostral Ω, A ⸦ Ω e B ⸦ Ω forem eventos aleatórios
tais que P(B|A) = 2P(A|B) e 2P(A ∪ B) = 5P(A), sendo P(A) > 0, P(B) > 0 e P(A|B) > 0, então P(B|A)
será igual a

a) 0,20.
b) 0,50.
c) 0,70.
d) 0,80.

4. (FGV—2022) Considere dois eventos A e B mutuamente exclusivos e que Prob(.) indica a proba-
bilidade do evento indicado entre parênteses. Logo

a) Prob(A ∩ B)=Prob(A)Prob(B).
b) Prob(A U B)=Prob(A)Prob(B).
161
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c) Prob(A ∩ B)=0.
d) Prob(A U B)=0.
e) Prob(A U B)=1.

5. (CEBRASPE–CESPE) Considere que, quando Carlos, agente de pesquisas por telefone, realiza
uma chamada telefônica, a chance de que a sua chamada não seja atendida seja de 20% e que,
se a chamada for atendida, a chance de que ele obtenha respostas verdadeiras seja de 60%.
Nessa situação, a probabilidade de Carlos obter respostas verdadeiras em uma dada chamada
telefônica é igual a

a) 12%.
b) 48%.
c) 60%.
d) 80%.
e) 88%.

6. (VUNESP—2020) Nádia fará docinhos para presentear os funcionários do escritório onde traba-
lha. Sabendo-se que Nádia fará 6 docinhos para cada um dos 12 funcionários que trabalham no
escritório, o total de docinhos que ela precisará fazer é de, pelo menos,

a) 60.
b) 66.
c) 72.
d) 75.

7. (FCC—2022) Em uma escola de basquete há 40 rapazes e 32 moças. Para um treino a


professora quer formar grupos com todos os rapazes e moças. Os grupos deverão ter a mesma
composição em relação ao número de moças e de rapazes.
O maior número de grupos com essas condições é:

a) 6.
b) 4.
c) 2.
d) 8.
e) 16.

8. (FGV—2021) Sejam a, b e c três números inteiros que satisfazem simultaneamente as


desigualdades:

−1,5 < a < 3


a + 1 < b < 6,5
a + 2 < c < b + 3,5
Dos possíveis valores de c, a soma do menor com o maior é

162
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a) 15.
b) 14.
c) 13.
d) 12.
e) 11.

9. (AOCP — 2022) A característica principal dos elementos do conjunto Q − Z, que representa a dife-
rença entre o conjunto dos números racionais e dos inteiros, é

a) apenas dízimas periódicas.


b) as razões entre inteiros cujo quociente não é inteiro.
c) apenas os números decimais positivos.
d) qualquer número que não seja inteiro.
e) apenas números naturais.

10. (VUNESP–2022) Determinado número de ingressos foi disponibilizado para um show. Desse
3 2
total, 8 foram vendidos no primeiro dia de abertura das bilheterias, 5 no segundo dia e, no
terceiro dia, foram vendidos os últimos 162 ingressos. O número total de ingressos vendidos
nesses 3 dias foi

a) 270.
b) 340.
c) 486.
d) 558.
e) 720.

11. (FGV – 2022) Laurindo pagou uma conta atrasada, com multa e juros, no valor total de R$
1470,00. Multa e juros corresponderam a 5% do valor original que Laurindo deveria pagar.
O valor original que Laurindo deveria pagar era

a) R$ 1350,00.

MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO


b) R$ 1396,50.
c) R$ 1400,00.
d) R$ 1422,50.
e) R$ 1430,00.

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12. (VUNESP–2020) O gráfico apresenta algumas informações sobre o número de chamadas tele-
fônicas encaminhadas para os setores A, B, C e D de uma empresa, em determinado dia.

Sabendo que as chamadas telefônicas encaminhadas aos setores C e D, juntas, representam


40% do número total das chamadas encaminhadas, então, o número de chamadas encaminha-
das ao setor D nesse dia foi

a) 60.
b) 48.
c) 36.
d) 24.
e) 12.

13. (FGV–2022) Michael coleciona moedas brasileiras, americanas e francesas. Para cada 3 moe-
das americanas Michael tem 7 moedas brasileiras e para cada 5 moedas brasileiras, ele tem 2
francesas.
Com relação às moedas de Michael, a razão entre a quantidade de moedas brasileiras e a quan-
tidade de moedas não brasileiras é igual a

7
a) 5

12
b)
7

25
c)
19

d) 30
23
35
e)
29

14. (VUNESP–2023) Uma máquina, trabalhando sem interrupções, imprime 20 folhetos em 18


segundos.
Nessas condições, o tempo que essa máquina levará para imprimir 9 000 desses folhetos será
de

a) 2 horas e 25 minutos.
164 b) 2 horas e 15 minutos.
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c) 2 horas e 5 minutos.
d) 1 hora e 55 minutos.
e) 1 hora e 45 minutos.

15. (VUNESP–2021) Em uma empresa, 8 máquinas iguais, de mesmo rendimento, trabalhando


simultaneamente durante 9 horas por dia, produzem n unidades de certa peça em 10 dias. Em
n
condições operacionais idênticas, o número de máquinas necessárias para produzir 2 unidades
dessa peça em 9 dias, trabalhando 8 horas por dia, será igual a 2

a) 3.
b) 4.
c) 5.
d) 6.
e) 7.

16. (VUNESP–2022) Lucas e Luiza fizeram a viagem de A até B em 2 horas e 40 minutos, com uma
velocidade W. Na volta, percorrendo exatamente a mesma distância, o tempo de viagem foi de 2
horas, com uma velocidade Z. Considere que velocidade é a razão entre a distância percorrida e
o tempo gasto para percorrê-la. Sendo assim, a razão entre W e Z é igual a

a) 0,50.
b) 1,50.
c) 1,333... .
d) 0,75.
e) 0,25.

17. (VUNESP–2021) Um pintor demorou 2h e 35min para preparar as paredes de uma sala. Em
seguida, aplicou a 1a demão de tinta em 1h e 45min, e, após aguardar 12h, aplicou a 2a demão
em 1h e 20min. De quando começou a preparar as paredes até a hora que concluiu toda a pintura
se passaram

a) 16h e 10min.

MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO


b) 17h e 10min.
c) 17h e 20min.
d) 17h e 40min.
e) 18h e 10min.

18. (VUNESP—2021) Luca e Pietro tomaram empréstimos de valores diferentes, os quais, juntos, somam
R$ 24.000,00. Sabendo-se que 40% do valor emprestado por Luca correspondem a 24% do valor
emprestado por Pietro, conclui-se, corretamente, que o valor emprestado por Luca foi igual a

a) R$ 9.600,00.
b) R$ 9.000,00.
c) R$ 8.800,00.
d) R$ 8.000,00
e) R$ 7.600,00
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19. (VUNESP–2023) Em um grande laboratório de informática, há, ao todo, 288 computadores em
mesas que estão dispostas na configuração retangular, ou seja, em linhas e colunas, sendo que
em todas as linhas há o mesmo número de mesas. Neste laboratório, o número de linhas é 2 uni-
dades maior que o número de colunas, e há, ainda, a possibilidade de montar mais uma coluna
completa de mesas com computadores. Feita essa montagem, o número total de computadores
que este laboratório passará a ter será

a) 238.
b) 240.
c) 272.
d) 304.
e) 306.

20. (FCC-2022) A porcentagem que indica a chance de sobrevivência em parada respiratória de


um acidentado decresce linearmente com o passar do tempo após o início da parada, conforme
indica o gráfico a seguir.

Chances de sobrevivência em parada cardiorrespiratória


De acordo com esse modelo, a chance de sobrevivência de um acidentado corretamente atendi-
do 4 minutos após o início da parada é

a) 75%
b) 60%
c) 50%
d) 45%
e) 40%

21. (CEBRASPE-CESPE–2023) Considere que a quantidade de pessoas que foram resgatadas em


certo incidente tenha sido igual à soma das raízes do polinômio p(x) = x2 – 11x + 30.
Então, nesse caso, foram resgatadas

a) 2 pessoas.
b) 30 pessoas.
c) 8 pessoas.
d) 11 pessoas.

166
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22. (AOCP–2020) Em um experimento, o número de bactérias presentes em certa cultura é dado
pela função f(t) = I0 . 105t, em que I0 é a quantidade inicial de bactérias e f(t) é o número de bac-
térias 𝒕 horas após o início do experimento. Dessa forma, em quanto tempo, após o início do
experimento, o número de bactérias será igual ao quíntuplo da quantidade inicial? (Utilize: log5
= 0, 7; 1h = 60min; 1min = 60s)

a) 8min42s.
b) 14h.
c) 8min24s.
d) 8h14min.
e) 14min8s.

23. (FCC-2019) Considere a função f, de domínio [−6; 14], cujo gráfico é mostrado na figura abaixo.

Se g é a função definida, para todo número real positivo x, pela lei g(x) = log2 x e b é o número real
tal que f(g(b)) = 3, então o valor de b é igual a:

a) 2
b) 16
c) 8
d) 4
e) 32

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24. (CEBRASPE-CESPE—2021) Considere as seguintes construções.

z P: “Vacinação é uma medida efetiva para controle de doenças”.


z Q: “Faça o que o veterinário mandou”.
z R: “A sede da ADAPAR está localizada em União da Vitória”.

No que se refere à lógica proposicional, assinale a opção correta, considerando as construções


apresentadas.

a) Apenas P é uma proposição.


b) Apenas R é uma proposição.
c) Apenas Q e R são proposições.
d) Apenas P e R são proposições.
e) P, Q e R são proposições.
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25. (CEBRASPE-CESPE–2023) Considerando p e q como as proposições “Eu estudo para um con-
curso.” e “Eu me dedico com afinco.” e os símbolos ˄, ˅, → e ↔ como os conectivos lógicos “e”,
“ou”, “se ..., então...” e “se, e somente se,”, respectivamente, assinale a opção que apresenta a
estrutura, na lógica proposicional, da proposição “Ao estudar para um concurso, eu me dedico
com afinco.”.

a) p˄q
b) p↔q
c) p˅q
d) p→q

26. (CEBRASPE-CESPE–2022) Tabela CG1A3-I

conjunção ˄ condicional ⇒
disjunção ˅ Bicondicional ⇔
negação ~

Considere que as proposições lógicas simples sejam representadas por letras maiúsculas e os
símbolos lógicos usuais sejam representados de acordo com a tabela precedente.
Considerando a tabela CG1A3-I, as informações a ela relacionadas e que as primeiras três colu-
nas da tabela-verdade da proposição lógica P˄(Q ⇒ R) sejam iguais a

P Q R
V V V
V V F
V F V
V F F
F V V
F V F
F F V
F F F

A última coluna dessa tabela-verdade apresenta valores V ou F, tomados de cima para baixo, na
sequência

a) V – F – V – V – F – F – F – F.
b) V – F – F – F – V – F – F – F.
c) V – V – F – F – V – V – F – F.
d) V – V – V – F – V – F – V – F.
e) V – F – V – F – V – F – V – F.

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27. (VUNESP–2023) Uma negação lógica para a afirmação “Sou feliz se, e somente se, você é feliz”
está contida na alternativa:

a) Não sou feliz se, e somente se, você não é feliz.


b) Se eu não sou feliz, então você não é feliz.
c) Se você não é feliz, então eu não sou feliz.
d) Sou feliz e você não é feliz.
e) Ou eu sou feliz, ou você é feliz.

28. (FGV–2022) Sabe-se que a sentença

“Se João não é vascaíno, então Júlia é tricolor ou Marcela não é botafoguense.”
é falsa.

É correto concluir que

a) João é vascaíno e Júlia não é tricolor.


b) Se Marcela é botafoguense, então Júlia é tricolor.
c) João é vascaíno ou Marcela não é botafoguense.
d) Se Júlia não é tricolor, então Marcela é botafoguense.
e) João não é vascaíno, Júlia não é tricolor e Marcela não é botafoguense.

29. (FGV–2022) Considere que a sentença

“Todo elemento do conjunto X é também elemento do conjunto Y ” é falsa.

É correto concluir que

a) nenhum elemento do conjunto X é também elemento do conjunto Y.


b) todo elemento do conjunto Y é também elemento do conjunto X.
c) nenhum elemento do conjunto Y é também elemento do conjunto X.

MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO


d) algum elemento do conjunto Y não é elemento do conjunto X.
e) algum elemento do conjunto X não é elemento do conjunto Y.

30. (FCC–2023) Alberto, Breno e Carlos têm estados civis diferentes, um é casado, outro é solteiro
e o terceiro é viúvo, não necessariamente nessa ordem. Além disso um formou-se em engenha-
ria, outro em medicina e o terceiro em administração de empresas, não necessariamente nessa
ordem. Sabendo-se que o médico é casado, o administrador é viúvo, Breno é solteiro e Alberto é
viúvo, é correto afirmar:

a) Alberto é engenheiro.
b) Breno é médico.
c) Carlos é administrador.
d) Breno é engenheiro.
e) Carlos é engenheiro.
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9 GABARITO

1 E

2 A

3 B

4 C

5 B

6 C

7 D

8 E

9 B

10 E

11 C

12 C

13 E

14 B

15 C

16 D

17 D

18 B

19 E

20 B

21 D

22 C

23 E

24 D

25 D

26 A

27 E

28 D

29 E

30 D

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