Matemática e Raciocínio Lógico para Concursos
Matemática e Raciocínio Lógico para Concursos
Concursos
Matemática e Raciocínio
Lógico
Obra
Autores
MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO • Kairton Batista (Prof. Kaká), Rafael Cardoso e Sérgio Mendes
ISBN: 978-65-5451-441-5
Edição: Janeiro/2025
RESOLUÇÃO DE SITUAÇÕES-PROBLEMA.......................................................................................................10
RAZÕES E PROPORÇÕES................................................................................................................... 20
DIVISÃO PROPORCIONAL.................................................................................................................................20
REGRA DA SOCIEDADE.....................................................................................................................................24
PORCENTAGENS...............................................................................................................................................33
DIAGRAMAS LÓGICOS....................................................................................................................................103
TABELAS-VERDADE........................................................................................................................................123
NÚMEROS NATURAIS
Operações e Propriedades
Dica
O símbolo do conjunto dos números naturais é a letra N e podemos ter ainda, o símbolo
N*, que representa os números naturais positivos, isto é, excluindo o zero.
Exemplo: 5, 6, 7 são números consecutivos, porém 10, 9, 11 não são. Assim, (n-1, n e n+1)
são números consecutivos.
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z Números naturais pares: são aqueles que, ao serem divididos por 2, não deixam resto.
Por isso o zero também é par. Logo, todos os números que terminam em 0, 2, 4, 6 ou 8 são
pares.
z Números naturais ímpares: ao serem divididos por 2, deixam resto 1. Todos os números
que terminam em 1, 3, 5, 7 ou 9 são ímpares.
Importante!
A soma ou subtração de dois números pares tem resultado par. Ex.: 12 + 8 = 20; 12 – 8 = 4.
A soma ou subtração de dois números ímpares tem resultado par. Ex.: 13 + 7 = 20; 13 – 7
= 6.
A soma ou subtração de um número par com outro ímpar tem resultado ímpar. Ex.: 14 +
5 = 19; 14 – 5 = 9.
A multiplicação de números pares tem resultado par. Ex.: 8 · 6 = 48.
A multiplicação de números ímpares tem resultado ímpar. Ex.: 3 · 7 = 21.
A multiplicação de um número par por um número ímpar tem resultado par. Ex.: 4 · 5 = 20.
Números Inteiros
Os números inteiros são os números naturais e seus respectivos opostos (negativos). Veja:
Z = {..., -7, -6, -5, -4, -3, -2, -1, 0, 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, ...}
O símbolo desse conjunto é a letra Z. Uma coisa importante é saber que todos os números
naturais são inteiros, mas nem todos os números inteiros são naturais. Logo, podemos repre-
sentar através de diagramas e afirmar que o conjunto de números naturais está contido no
conjunto de números inteiros ou ainda que N é um subconjunto de Z. Observe:
Z N
z Números inteiros não negativos = {4,5,6...}. Veja que são os números naturais;
z Números inteiros não positivos = {… -3, -2, -1, 0}; Veja que o zero também faz parte deste
conjunto, pois ele não é positivo nem negativo;
z Números inteiros negativos = {… -3, -2, -1}. O zero não faz parte;
z Números inteiros positivos = {5, 6, 7...}. Novamente, o zero não faz parte.
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OPERAÇÕES COM NÚMEROS INTEIROS
Há quatro operações básicas que podemos efetuar com estes números. São elas: adição,
subtração, multiplicação e divisão.
Adição
Ex.: 2 + 3 + 5 = (2 + 3) + 5 = 2 + (3 + 5) = 10
z Elemento neutro: o zero é o elemento neutro da adição, pois qualquer número somado a
zero é igual a ele mesmo.
z Propriedade do fechamento: a soma de dois números inteiros sempre gera outro número
inteiro.
Subtração
Subtrair dois números é o mesmo que diminuir, de um deles, o valor do outro. Ou seja,
subtrair 7 de 20 significa retirar 7 de 20, restando 13: 20 – 7 = 13.
Veja mais alguns exemplos:
Subtrair 5 de 16: 16 -5 = 11
30 subtraído de 10: 30 – 10 = 20
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Principais propriedades da operação de subtração:
Ex.: 13 – 0 = 13.
z Propriedade do fechamento: a subtração de dois números inteiros sempre gera outro número
inteiro.
Ex.: 33 – 10 = 23.
Multiplicação
SINAIS NA MULTIPLICAÇÃO
Operações Resultados
+ + +
- - +
+ - -
- + -
Dica
� A multiplicação de números de mesmo sinal tem resultado positivo.
Ex.: 51 · 2 = 102; (-33) · (-3) = 99
� A multiplicação de números de sinais diferentes tem resultado negativo.
Ex.: 25 · (-4) = -100; (-15) · 5 = -75
Ex.: 8 · 5 = 5 · 8 = 40.
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z Propriedade associativa: (A · B) · C é igual a (C · B) · A, que é igual a (A · C) · B.
Ex.: (3 · 4) · 2 = 3 · (4 · 2) = (3 · 2) · 4 = 24.
z Elemento neutro: a unidade (1) é o elemento neutro da multiplicação, pois ao multiplicar 1 por
qualquer número, este número permanecerá inalterado.
Ex.: 15 · 1 = 15.
Ex.: 9 · 5 = 45
Divisão
SINAIS NA DIVISÃO
Operações Resultados
Dica
� A divisão de números de mesmo sinal tem resultado positivo.
Ex.: 60 ÷ 3 = 20; (-45) ÷ (-15) = 3
� A divisão de números de sinais diferentes tem resultado negativo.
Ex.: 25 ÷ (-5) = -5; (-120) ÷ 5 = -24
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Esquematizando:
Dividendo
Divisor
30 5
0 6
Resto Quociente
Ex.: 15 / 1 = 15.
z Propriedade do fechamento: aqui chegamos em uma diferença enorme dentro das ope-
rações de números inteiros, pois a divisão não possui essa propriedade, uma vez que ao
dividir números inteiros podemos obter resultados fracionários ou decimais.
RESOLUÇÃO DE SITUAÇÕES-PROBLEMA
1. (VUNESP – 2015) Dividindo-se um determinado número por 18, obtém-se quociente n e resto 15. Divi-
dindo-se o mesmo número por 17, obtém-se quociente (n + 2) e resto 1. Desse modo, é correto afirmar
que n(n + 2) é igual a
a) 440.
b) 420.
c) 400.
d) 380.
e) 340.
Dividendo = 18 · n + 15
Dividendo = 17 · (n+2) + 1
18 · n + 15 = 17 · (n+2) + 1
18n + 15 = 17n + 34 + 1
18n – 17n = 35 – 15
n = 20
Logo, n · (n + 2) = 20 · (20 + 2) = 20 · 22 = 440.
Resposta: Letra A.
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2. (FGV – 2019) O resultado da operação 2+3×4−1 é
a) 13.
b) 15.
c) 19.
d) 22.
e) 23.
3. (INSTITUTO AOCP – 2018) O total de números que estão entre o dobro de 140 e o triplo de 100
é igual a
a) 17.
b) 19.
c) 21.
d) 23.
e) 25.
4. (INSTITUTO CONSULPLAN – 2019) Os símbolos das operações que deverão ser inseridos nos
quadrados para que o cálculo seja verdadeiro são, respectivamente: 4_3_2_1 = 10
4 · 3 – 2/1=
4 · 3 = 12
–2/1= –2 =
12 – 2 = 10. Resposta: Letra B.
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FRAÇÕES
Frações nada mais são do que operações de divisão. Podemos, por exemplo, tanto escrever
4
4 ÷ 8 quanto 8 .
Agora, vamos estudar todas as operações que envolvem as frações. São elas: adição, sub-
tração, multiplicação e divisão.
z Denominadores iguais (quando acontece essa situação, basta repetir as bases e operar os
numeradores)
1 3
+ = 1+3 = 4
5 5 5 5
4-2 4-2 2
3 3 = 3 =3
1 3
3+4
1 3 4x1 3x3 4 + 9 13
3 + 4 = 12÷3 + 12÷4 = 12 = 12
3–4 2 (aqui vamos dividir sempre pelo menor número primo possível)
3–2 2
3–1 3
1–1 mmc: 2 · 2 · 3 = 12
Todo número que é dividido apenas por ele mesmo e pelo número 1 é um número primo.
Exemplo:
3 (apenas por ser dividido por 1 e 3)
13 (apenas por ser dividido por 1 e 13)
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Multiplicação de Fração
Ainda não chegamos ao resultado final da operação, pois é necessário simplificar a fração o
máximo possível. Para realizar esse procedimento, devemos achar um número que divide, ao
mesmo tempo, o denominador e o numerador. No caso apresentado anteriormente, sabemos
que é o número 2. Aplicando, fica assim:
10÷2 5
12÷2 = 6
Divisão de Fração
Vamos ensinar uma maneira bem simples para resolver esse tipo de operação. Para divi-
dir frações, deve-se repetir a primeira fração e multiplicar pelo inverso da segunda fração.
Depois, basta realizar a multiplicação normalmente, da mesma forma que aprendemos. Veja:
3 5 3 2 3×2 6 6÷2 3
÷ = × = = = =
4 2 4 5 4×5 20 20 ÷ 2 10
Importante!
Podemos simplificar frações, dividindo o numerador e o denominador pelo mesmo número.
a) 3,072072072 . . .
b) 3,636363 . . .
c) 3,121212 . . .
d) 3,252525 . . .
e) 3,111 . . .
A B A B A B A B A B A
1,0 0,3 1,1 0,2 1,3 0,4 1,4 0,5 1,2 0,4 1,0
a) 1,0.
b) 1,1.
c) 1,2.
d) 1,3.
e) 1,4.
NÚMEROS RACIONAIS
São aqueles que podem ser escritos na forma da divisão (fração) de dois números inteiros.
Ou seja, escritos na forma A/B (A dividido por B), onde A e B são números inteiros.
Exemplos: 7/4 e -15/9 são racionais. Veja, também, que os números 87, 321 e 1221 são racio-
nais, pois são divididos pelo número 1.
Dica
Qualquer número natural é também inteiro e todo número inteiro é também racional.
O símbolo desse conjunto é a letra Q e podemos representar por meio de diagramas a rela-
ção entre os conjuntos naturais, inteiros e racionais, veja:
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Q
Z N
z Frações:
Ex.: 38 3 7 etc.
, 5 , 11
z Números decimais.
Ex.: 1,75
z Dízimas periódicas.
Ex.: 0,33333...
( ) CERTO ( ) ERRADO
Repare que o número 0,555... é uma dízima periódica. Vimos na teoria que as dízimas perió-
dicas são um tipo de número racional. Resposta: Certo.
( ) CERTO ( ) ERRADO
Qualquer número inteiro é possível obter o seu antecessor. Basta subtrair 1 unidade. Veja:
o antecessor de 35 é o 34. O antecessor de 0 é -1. E o antecessor de -299 é o -300. Resposta:
Certo.
2. (FCC – 2018) Os canos de PVC são classificados de acordo com a medida de seu diâmetro em
polegadas. Dentre as alternativas, aquela que indica o cano de maior diâmetro é
a) 1/2.
b) 1 ¼.
c) 3/4.
d) 1 ½.
e) 5/8.
Vamos deixar todos na forma decimal. Ou seja, vamos dividir o numerador pelo denomina-
dor da fração. Veja:
5/8 = 0,625
½ = 0,5
1 ¼ = 1 + 0,25 = 1,25
¾ = 0,75
1 ½ = 1 + 0,5 = 1,5
Logo, o maior diâmetro será 1 ½ polegadas, que corresponde a 1,5 polegadas. Resposta:
Letra D.
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3. (FCC – 2017) Sabendo que o número decimal F é 0,8666 . . . , que o número decimal G é 0,7111 .
. . e que o número decimal H é 0,4222 . . . , então, o triplo da soma desses três números decimais,
F, G e H, é igual a
a) 6,111 . . .
b) 5,888 . . .
c) 6
d) 3
e) 5,98
Na geometria plana, as retas são consideradas entidades primitivas, ou seja, não neces-
sitam de definição formal, pois são intuitivamente concebidas pelos seres humanos. Em
geral, elas são representadas graficamente por meio de um traço contínuo sem lacunas e sem
pontos em suas extremidades.
O que se estipula para elas, no entanto, são as consequências de existirem, como colocam
Dolce e Pompeo (2013, p. 2): “Numa reta, bem como fora dela, há infinitos pontos.” Ora, bem
assim são os números reais, infinitos, não só positiva e negativamente, como também entre
si, pois entre 1 e 2, por exemplo, temos o 1,5; 1,23; 1,0001; √2 = 1,412..., entre outros. Portanto,
podemos representá-los graficamente em uma reta à qual daremos o nome de reta real. A
seguir, acompanhe a representação básica desse elemento gráfico.
3 2 1 0 1 2 3
5 5 1 1 3 9 11 r
2 3 2 2 2 4 4
4 2
3
3
Quando estudamos o sistema de medidas, nos atentamos ao fato de que ele serve para
quantificar dimensões que podem ter uma variação gigantesca. Porém, existem as conver-
sões entre as unidades para uma melhor interpretação e leitura.
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Medidas de Comprimento
A unidade principal tomada como referência é o metro. Além dele, temos outras seis uni-
dades diferentes que servem para medir dimensões maiores ou menores. A conversão de
unidades de comprimento segue potências de 10. Veja o esquema abaixo:
km hm dam m dm cm mm
(quilômetro) (hectômetro) (decâmetro) (metro) (decímetro) (centímetro) (milímetro)
Km hm dam m dm cm mm
A unidade principal tomada como referência é o metro quadrado. Além dele, temos outras seis
unidades diferentes que servem para medir dimensões maiores ou menores. A conversão de uni-
dades de superfície segue potências de 100. Veja o esquema a seguir:
A unidade principal tomada como referência é o metro cúbico. Além dele, temos outras
seis unidades diferentes que servem para medir dimensões maiores ou menores. A conver-
são de unidades de superfície segue potências de 1.000. Veja o esquema a seguir
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km3 hm3 dam3 m3 dm3 cm3 mm3
(quilômetro (hectômetro (decâmetro (metro (decímetro (centímetro (milímetro
cúbico) cúbico) cúbico) cúbico) cúbico) cúbico) cúbico)
Veja, agora, algumas relações interessantes e que você precisa ter em mente para resolver
a diversas questões.
Medidas de Tempo
Medindo intervalos de tempos temos (hora – minuto – segundo) que são os mais conheci-
dos. Veja como se faz a relação nessa unidade.
Para transformar de uma unidade maior para a unidade menor, multiplica-se por 60. Veja:
Para transformar de uma unidade menor para a unidade maior, divide-se por 60. Veja:
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Aqui vale fazer uma observação que os minutos e os segundos dos ângulos não são os mes-
mos do sistema (hora – minuto – segundo). Os nomes são semelhantes, mas os símbolos que
os indicam são diferentes, veja:
Medidas de Massa
As unidades a seguir são as mais utilizadas quando estamos trabalhando a massa de uma
matéria. Veja quais são:
z tonelada (t);
z quilograma (kg);
z grama (g);
z miligrama (mg).
Vamos tomar como base as relações a seguir para converter uma unidade em outra.
Observe:
1 kg — 1.000 g
3,5 Kg — x
x = 3,5 · 1.000
x = 3.500 g
RAZÕES E PROPORÇÕES
DIVISÃO PROPORCIONAL
2
5
2 4
=
3 6
Ou podemos representar por 2 ÷ 3 = 4 ÷ 6 (lê-se 2 está para 3 assim como 4 está para 6).
Os problemas mais comuns que envolvem razão e proporção é quando se aplica uma
variável qualquer dentro da proporcionalidade e se deseja saber o valor dela. Veja o exemplo:
2 x
= ou 2 ÷ 3 = x ÷ 6
3 6
3·X=2.6
3X = 12
X = 12 ÷ 3
X=4
Lembre-se de que a maioria dos problemas envolvendo esse tema são resolvidos utilizando
essa propriedade fundamental. Porém, algumas questões acabam sendo um pouco mais comple-
xas e pode ser útil conhecer algumas propriedades para facilitar. Vamos a elas!
z Somas Externas
a c a+c
= =
b d b+d
C D
=
3 2
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C D C+D
= =
3 2 3+2
Perceba que C + D = 10.000 (as partes somadas), então podemos substituir na proporção:
C D C+D 10.000
= = = = 2.000
3 2 3+2 5
C
= 2.000
3
C = 2000 · 3
C = 6.000 (esse é o valor de Carlos)
D
= 2.000
2
D = 2.000 · 2
D = 4.000 (esse é o valor de Diego)
z Somas Internas
a c a+b c+d
= = =
b d b d
É possível, ainda, trocar o numerador pelo denominador ao efetuar essa soma interna, desde
que o mesmo procedimento seja feito do outro lado da proporção.
a c a+b c+d
= = =
b d a c
Vejamos um exemplo:
x 2
=
14 - x 5
x + 14 - x 2+5
=
x 2
14 7
=
x 2
7 · x = 2 · 14
14 · 2
x= =4
7
a c a + 2b c + 2d
= = =
b d b d
A B
=
2 3
2A + 3B = 13.000
Agora multiplicando em cima e embaixo de um lado por 2 e do outro lado por 3, temos:
2A 3B
=
4 9
2A 3B 2A + 3B
= =
2A 3B 2A + 3B
= = = 13.000 = 1.000
4 9 4+9 13
Logo,
2A
4
= 1.000
2A = 4 · 1.000
2A = 4.000
A = 2.000
3B = 9 · 1.000
3B = 9.000
B = 3.000
Sendo assim, os funcionários com 2 anos de casa receberão R$ 2.000 de bônus. Já os funcionários
com 3 anos de casa receberão R$ 3.000 de bônus.
O total pago pela empresa será:
REGRA DA SOCIEDADE
Diretamente Proporcional
Um dos tópicos mais comuns em questões de prova é “dividir uma determinada quantia em
partes proporcionais a determinados números. Vejamos um exemplo para entendermos melhor
como esse assunto é cobrado:
A quantia de 900 mil reais deve ser dividida em partes proporcionais aos números 4, 5 e 6.
A menor dessas partes corresponde a:
Primeiro vamos chamar de X, Y e Z as partes proporcionais, respectivamente a 4, 5 e 6.
Sendo assim, X é proporcional a 4, Y é proporcional a 5 e Z é proporcional a 6, ou seja, pode-
mos representar na forma de razão. Veja:
X Y Z
4
=
5
=
6
= constante de proporcionalidade.
X+Y+Z 900.000
= 60.000
4+5+6 15
X
4
= 60.000
X = 60.000 · 4
X = 240.000
Inversamente Proporcional
É um tipo de questão menos recorrente, mas, não menos importante. Consiste em distri-
buir uma quantia X a três pessoas, de modo que cada uma receba um quinhão inversamente
proporcional a três números. Vejamos um exemplo:
Suponha que queiramos dividir 740 mil em partes inversamente proporcionais a 4, 5 e 6.
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Vamos chamar de X as quantias que devem ser distribuídas inversamente proporcionais
a 4, 5 e 6, respectivamente. Devemos somar as razões e igualar ao total que dever ser distri-
buído para facilitar o nosso cálculo, veja:
X X X
+ + = 740.000
4 5 6
Agora vamos precisar tirar o M.M.C. (mínimo múltiplo comum) entre os denominadores
para resolvermos a fração.
4–5–6|2
2–5–3|2
1–5–3|3
1–5–1|5
1 – 1 – 1 | 2 · 2 · 3 · 5 = 60
Agora, basta substituir o valor de X nas razões para achar cada parte da divisão inversa.
x 1.200.000
= = 300.000
4 4
x 1.200.000
= = 240.000
5 5
x 1.200.000
= = 200.000
6 6
a) 43 homens.
b) 45 homens.
c) 44 homens.
d) 46 homens.
e) 47 homens.
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A razão entre o número de mulheres e o número total de alunos é de 5/8:
M 5
=
T 8
M 5
=
120 8
8 · M = 5 · 120
8M = 600
600
M= 8
M = 75
A quantidade de homens da sala: 120 – 75 = 45 homens. Resposta: Letra B.
2. (VUNESP – 2020) Em um grupo com somente pessoas com idades de 20 e 21 anos, a razão
entre o número de pessoas com 20 anos e o número de pessoas com 21 anos, atualmente, é 4/5.
No próximo mês, duas pessoas com 20 anos farão aniversário, assim como uma pessoa com 21
anos, e a razão em questão passará a ser de 5/8. O número total de pessoas nesse grupo é
a) 30.
b) 29.
c) 28.
d) 27.
e) 26.
A razão entre o número de pessoas com 20 anos e o número de pessoas com 21 anos, atual-
mente, é 4/5.
120
=
4x Total de 9x
121 5x
No próximo mês, duas pessoas com 20 anos farão aniversário, assim como uma pessoa com
21 anos, e a razão em questão passará a ser de 5/8.
120 4x - 2
121
= = 5
5x + 2 - 1 8
4x - 2 5
=
5x + 1 8
8 (4x - 2) = 5 (5x + 1)
32x – 16 = 25x + 5
7x = 21
x=3
Para sabermos o total de pessoas, basta substituir o valor de X na primeira equação: 9x = 9
26 · 3 = 27 é o número total de pessoas nesse grupo. Resposta: Letra D.
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3. (IBADE - 2018) Três agentes penitenciários de um país qualquer, Darlan, Arley e Wanderson,
recebem juntos, por dia, R$ 721,00. Arley recebe R$ 36,00 mais que o Darlan, Wanderson recebe
R$ 44,00 menos que o Arley. Assinale a alternativa que representa a diária de cada um, em ordem
crescente de valores.
D + A + W = 721
A = D + 36
W = A – 44
Substituímos Arley em Wanderson:
W= A – 44
W= 36+D – 44
W= D – 8
Substituímos na fórmula principal:
D + A + W = 721
D + 36 + D + D – 8 = 721
3D + 28 = 721
3D = 721 – 28
D = 693 ÷ 3
D = 231
Substituímos o valor de D nas outras:
A = D + 36
A= 231+36= 267
W = A – 44
W= 267 – 44
DIRETAMENTE
+ / + OU - / -
PROPORCIONAL
PROPORCIONAL + / - OU - / +
DIRETAMENTE
Multiplica cruzado
PROPORCIONAL
INVERSAMENTE
Multiplica na horizontal
PROPORCIONAL
z Um muro de 12 metros foi construído utilizando 2.160 tijolos. Caso queira construir um
muro de 30 metros nas mesmas condições do anterior, quantos tijolos serão necessários?
30 m -------- X (tijolos)
Veja que de 12m para 30m tivemos um aumento (+) e que para fazermos um muro maior
vamos precisar de mais tijolos, ou seja, também deverá ser aumentado (+). Logo, as grandezas são
diretamente proporcionais e vamos resolver multiplicando cruzado. Observe:
30 m -------- X (tijolos)
12 · X = 30 . 2160
12X = 64.800
X = 5.400 tijolos
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Assim, comprovamos que realmente são necessários mais tijolos.
Veja que de 5 (prof.) para 30 (prof.) tivemos um aumento (+), mas, como agora estamos
com uma equipe maior, o trabalho será realizado de forma mais rápida. Logo, a quantidade
de dias deverá diminuir (-). Desta forma, as grandezas são inversamente proporcionais e
vamos resolver multiplicando na horizontal. Observe:
5 (prof.) 12 (dias)
30 (prof.) X (dias)
30 · X = 5 · 12
30X = 60
X=2
A regra de três composta envolve mais de duas variáveis. As análises sobre se as grandezas
são diretamente e inversamente proporcionais devem ser feitas cautelosamente levando em
conta alguns princípios:
Vamos analisar alguns exemplos e ver na prática como isso tudo funciona:
Da mesma forma que na regra de três simples, vamos montar a relação entre as grandezas
e analisar cada uma delas isoladamente duas a duas.
40 ? ?
= ·
X ? ?
40 3 ?
= ·
X 6 ?
Perceba que de 1.000 panfletos para 2.000 panfletos o valor aumenta (+) e que o tempo
também irá aumentar (+). Logo, as grandezas são diretas e devemos manter a razão.
40 3 1000
= ·
X 6 2000
40 3000
X
= 12000
3X = 40 · 12
3X = 480
X = 160
As três impressoras produziriam 2.000 panfletos em 160 minutos, que correspondem a 2 horas
e 40 minutos.
Para fixarmos mais ainda nosso conhecimento, vamos analisar mais um exemplo.
Um texto ocupa 6 páginas de 45 linhas cada uma, com 80 letras (ou espaços) em cada
linha. Para torná-lo mais legível, diminui-se para 30 o número de linhas por página e
para 40 o número de letras (ou espaços) por linha. Considerando as novas condições,
determine o número de páginas ocupadas.
Já aprendemos o passo a passo no exemplo anterior. Aqui vamos resolver de maneira mais
rápida.
30
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6 (pág.) -------- 45 (linhas) -------- 80 (letras)
X (pág.) -------- 30 (linhas) -------- 40 (letras)
6 ? ?
X
=
?
·?
Perceba que de 45 linhas para 30 linhas o valor diminui (–) e que o número de páginas irá
aumentar (+). Logo, as grandezas são inversas e devemos inverter a razão.
6 30 ?
= ·
X 45 ?
Veja que de 80 letras para 40 letras o valor diminui (–) e que o número de páginas irá
aumentar (+). Logo, as grandezas são inversas e devemos inverter a razão.
6 30 40
X
=
45
· 80
6 2 1
= ·
X 3 2
6 2
=
X 6
2X = 36
X = 18
O número de páginas a serem ocupadas pelo texto respeitando as novas condições é igual
( ) CERTO ( ) ERRADO
31
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4 pessoas ------- 24 dias
6 pessoas ------- x dias
Temos grandezas inversas, então é só multiplicar na horizontal:
6x = 4 · 24
6x = 96
x = 96 ÷ 6
x = 16
Como já haviam comido por 6 dias é só somar:
6 dias (consumidos por 4) + 16 dias (consumidos por 6) = 22 dias (a comida acabará no dia
22 de abril).
Resposta: Errado.
( ) CERTO ( ) ERRADO
a) 60.
b) 70.
c) 80.
d) 90.
e) 100.
x = dias
3 guardanapos por dia -------- x
2 guardanapos por dia -------- x+15
São valores inversamente proporcionais, quanto mais guardanapos por dia, menos dias
32 durarão. Assim, multiplicamos na horizontal:
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3x = 2 · (x+15)
3x = 30+2x
3x – 2x = 30
x = 30
Podemos substituir em qualquer uma das duas situações:
3 guardanapos · 30 dias = 90
2 guardanapos · 45 (30+15) dias = 90. Resposta: Letra D.
PORCENTAGENS
A porcentagem é uma medida de razão com base 100. Ou seja, corresponde a uma fração
cujo denominador é 100. Vamos observar alguns exemplos e notar como podemos represen-
tar um número porcentual.
30
30% = (forma de fração)
100
30
30% = = 0,3 (forma decimal)
100
30 3
30% = = (forma de fração simplificada)
100 10
30 3
30% = = 0,3 =
100 10
25 · 100 = 2500%
0,35 · 100 = 35%
0,586 · 100 = 58,6%
Número Relativo
10 · 1.000 = 100
10% de 1.000 =
100
Dessa maneira, 1.000 é todo, enquanto 100 é a parte que corresponde a 10% de 1.000.
Dica
Quando o todo varia, a porcentagem também varia!
33
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Veja um exemplo:
Roberto assistiu 2 aulas de Matemática Financeira. Sabendo que o curso que ele comprou
possui um total de 8 aulas, qual é o percentual de aulas já assistidas por Roberto?
O todo de aulas é 8. Para descobrir o percentual, devemos dividir a parte pelo todo e obter
uma fração.
2 1
=
8 4
1 · 100 = 25%
4
Dica
34
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Como o resultado foi negativo, podemos afirmar que houve uma redução percentual de
10% nas aulas ainda não assistidas por Juliano. O enunciado está errado ao afirmar que essa
redução foi de 20%.
Agora vamos treinar o que aprendemos na teoria com exercícios comentados de diversas
bancas. Vamos lá!
1. (CEBRASPE-CESPE – 2020) Em determinada loja, uma bicicleta é vendida por R$ 1.720 à vista ou em
duas vezes, com uma entrada de R$ 920 e uma parcela de R$ 920 com vencimento para o mês seguin-
te. Caso queira antecipar o crédito correspondente ao valor da parcela, a lojista paga para a financeira
uma taxa de antecipação correspondente a 5% do valor da parcela.
Com base nessas informações, julgue o item a seguir.
Na compra a prazo, o custo efetivo da operação de financiamento pago pelo cliente será inferior a 14%
ao mês.
( ) CERTO ( ) ERRADO
a) 10 deputadas.
50 parlamentares
Deputadas = X
Deputados = 50-X
Compareceram 20% x e 10% (50-x), totalizando 7 parlamentares. Não sabemos a quantidade
exata de cada sexo. Vamos montar uma equação e achar o valor de X.
20% x + 10% (50 – x) = 7
20/100 · x + 10/100 . (50 – x) = 7
2/10 · x + 1/10 · (50 – x) = 7
2x/10 + 50 – x/10 = 7 (faz o MMC)
2x + 50 - x = 70 35
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2x – x = 70 – 50
x = 20 deputadas fazem parte da Assembleia Legislativa. Resposta: Letra D.
3. (VUNESP – 2016) Um concurso recebeu 1500 inscrições, porém 12% dos inscritos faltaram no
dia da prova. Dos candidatos que fizeram a prova, 45% eram mulheres. Em relação ao número
total de inscritos, o número de homens que fizeram a prova corresponde a uma porcentagem de
a) 45,2%.
b) 46,5%.
c) 47,8%.
d) 48,4%.
e) 49,3%.
EQUAÇÕES E INEQUAÇÕES
Conceito
Uma equação é uma igualdade na qual uma ou mais variáveis — geralmente são as letras
do nosso alfabeto — denominadas por incógnitas são desconhecidas. O nosso principal obje-
tivo é encontrar o valor dessa incógnita.
Resolução e Discussão
10x = 5x + 20
10x – 5x = 20
36
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Passamos o “5x” para o outro lado da igual com o sinal trocado:
5x = 20
x = 20 / 5
x = 4.
O valor de x que torna a igualdade correta é chamado de “raiz da equação”. Uma equação
de primeiro grau sempre tem apenas 1 raiz. Veja que se substituirmos o valor encontrado de
“x” na equação ela ficará igual a zero em ambos os lados. Observe:
Para x = 4
10x = 5x + 20
10 . 4 = 5 · 4 + 20
40 = 40
40 – 40 = 0
Nas inequações temos pelo menos um valor desconhecido (incógnita) e sempre uma desi-
gualdade. Nas inequações usamos os símbolos:
> maior que
< menor que
≥ maior que ou igual
≤ menor que ou igual
Podemos representar das formas a seguir:
ax + b > 0
ax + b < 0
ax + b ≥ 0
ax + b ≤ 0
5x + 20 < 40
5x < 40 – 20
5x < 20
x < 20 / 5
x<4
Podemos resolver uma inequação de uma outra maneira, fazendo um gráfico no plano
cartesiano. No gráfico, fazemos o estudo do sinal da inequação. Vamos identificar quais valo-
res de x transformam a desigualdade em uma sentença verdadeira.
Siga os passos:
Resolva a inequação 5x + 20 < 40:
37
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z Coloque todos os termos da inequação em um mesmo lado.
5x + 20 - 40 < 0
5x - 20 < 0
5x -20 = 0
5x -20 = 0
5x = 20
x = 20 / 5
x=4
4 + x
Equações do segundo grau são equações nas quais o maior expoente de x é igual a 2.
Sua forma geral é expressa por: ax2 + bx + c = 0.
Onde a, b e c são os coeficientes da equação.
As equações de segundo grau têm 2 raízes, isto é, existem 2 valores de x que tornam a
igualdade verdadeira.
Vamos achar as raízes por meio da fórmula de bhaskara. Basta identificar os coeficientes
a, b e c e colocá-los na seguinte expressão:
38
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-b ! 2
b - 4ac
x=
2a
Veja o sinal ± presente na expressão acima. É ele que permitirá obtermos dois valores para
as raízes, um valor utilizando o sinal positivo (+) e outro valor utilizando o sinal negativo (-).
Vamos aplicar isso em um exemplo:
Calcular as raízes da equação x2 - 3x + 2 = 0.
Identificando os valores de a, b e c.
a=1
b = -3
c=2
Substituindo na fórmula:
-b ! 2
b - 4ac
x=
2a
-(-3) ± √(-3)2 - 4 × 1 × 2
x=
2×1
3! 9-8
x=
2
3!1
x=
2
3+1
x1 = =2
2
3-1
x2 = =1
2
Na fórmula de bhaskara, podemos usar um discriminante que é representado por “Δ”. Seu
valor é igual a:
Δ = b2 - 4ac
-b ! D
x=
2a
( ) CERTO ( ) ERRADO
S3 tem 40 anos em 2020. S1 é 8 anos mais novo que S3, ou seja, em 2020 sabemos que S1 terá
32 anos de idade. Como S2 é 2 anos mais velho que S4, podemos dizer que:
Idade de S2 = Idade de S4 + 2
Chamando de X1, X2, X3 e X4 para designar as respectivas idades no ano de 2020, podemos
escrever que:
X2 = X4 + 2
Sabemos que a soma das idades, em 2020, é igual a 140 anos:
X1 + X2 + X3 + X4 = 140
32 + (X4+2) + 40 + X4 = 140
74 + 2.X4 = 140
2.X4 = 66
X4 = 33
Logo, X2 = X4 + 2 = 33 + 2 = 35 anos em 2020. Assim, S2 deve ter nascido em 2020 – 35 = 1985.
Resposta: Errado.
40
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Para que a proporção álcool/gasolina no tanque A fique igual à do tanque B, é suficiente acres-
centar no tanque A uma quantidade de álcool que é inferior a 25 L.
( ) CERTO ( ) ERRADO
3. (FUNDATEC – 2011) Qual deve ser o valor de m para que a equação x2 + 6x + m = 0 tenha raízes
reais iguais?
a) 3.
b) 9.
c) 6.
d) -9.
e) -3.
Para que a equação do segundo grau tenha raízes iguais, é preciso que o delta (discriminan-
te) seja igual a zero. Isto é, Δ = b2 - 4ac.
0 = 62 – 4.1.m
0 = 36 – 4m
4m = 36
SISTEMA DE EQUAÇÕES
Em alguns casos, pode ser que tenhamos mais de uma incógnita. Imagine que um exercí-
cio diga que: x + y = 10.
41
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Perceba que há infinitas possibilidades de x e y que tornam essa igualdade verdadeira: 2 e
8, 5 e 5, 15 e –5 etc. Por esse motivo, faz-se necessário obter mais uma equação envolvendo as
duas incógnitas para poder chegar nos seus valores exatos. Veja o exemplo a seguir:
*
x + y = 10
4x - y = 5
A principal forma de resolver esse sistema é usando o método da substituição. Este método
é muito simples e consiste basicamente em duas etapas:
x = 10 – y
x = 10 – y
x = 10 – 7
x=3
Assim, x = 3 e y = 7.
Dica
Método da substituição
1: Isolar uma das variáveis em uma das equações;
2: Substituir essa variável na outra equação pela expressão achada no item anterior.
Multiplicar uma das equações por um número que seja mais conveniente para eliminar
uma variável;
Somar as duas equações, de forma a ficar apenas com uma variável.
42
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Veja o exemplo a seguir:
*
x + y = 10
4x - y = 5
Nesse exemplo, não vamos precisar fazer uma multiplicação, pois já temos a condição
necessária para eliminarmos o “y” da equação. Então, devemos fazer apenas a soma das
equações. Veja:
*
x + y = 10
4x - y = 5
5x = 15
x=3
x + y = 10
3 + y = 10
y = 10 – 3
y=7
*
x + y = 10
x - 2y = 4
(
- x - y = - 10
x - 2y = 4
(
- x - y = - 10
x - 2y = 4
-3y = -6
y = -6 / -3
y= 2
x + y = 10
x + 2 = 10
x = 10 – 2
x=8
43
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Sistemas de Equações do 2º Grau
(
x+y=3
2 2
x -y =-3
(3 – y)2 – y2 = -3
9 – 6y + y – y2 = -3
y=2
Logo,
x=3–y=3–2=1
Agora vamos treinar o que aprendemos na teoria com exercícios comentados de diversas
bancas. Vamos lá!
1. (VUNESP – 2018) Em um concurso somente para os cargos A e B, cada candidato poderia fazer
inscrição para um desses cargos. Sabendo que o número de candidatos inscritos para o cargo
A era 3000 unidades menor que o número de candidatos inscritos para o cargo B, e que a razão
entre os respectivos números, nessa ordem, era igual a 0,4, então é verdade que o número de
candidatos inscritos para o cargo B correspondeu, do total de candidatos inscritos, a
a) 3/7.
b) 5/9.
c) 4/7.
d) 2/3.
e) 5/7.
A = B – 3000
A/B = 0,4
A = 0,4B
Substituindo essa última equação na primeira, temos:
0,4B = B – 3000
3000 = B – 0,4B
3000 = 0,6B
B = 3000/0,6
B = 5000
Lembrando que A = 0,4B, podemos obter o valor de A:
A = 0,4 x 5000
44
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A = 2000
Total
A + B = 5000 + 2000 = 7000
O número de inscritos para o cargo B, em relação ao total, será:
5000/7000 = 5/7. Resposta: Letra E.
2. (FGV – 2017) O número de balas de menta que Júlia tinha era o dobro do número de balas de
morango. Após dar 5 balas de cada um desses dois sabores para sua irmã, agora o número de
balas de menta que Júlia tem é o triplo do número de balas de morango. O número total de balas
que Júlia tinha inicialmente era:
a) 42.
b) 36.
c) 30.
d) 27.
e) 24.
Me = [Link]
Após dar 5 balas = Me – 5 e Mo – 5. Agora, as de menta são o triplo das de morango:
Me – 5 = 3.(Mo – 5)
Me – 5 = [Link] – 15
Me = [Link] – 10
Na segunda equação, podemos substituir Me por [Link].
[Link] = [Link] – 10
10 = [Link] – [Link]
10 = Mo
O valor de Me é:
Me = [Link]
Me = 2.10
Me = 20
Total: 10 + 20 = 30 balas. Resposta: Letra C.
3. (CEBRASPE-CESPE – 2013) Se T = 128, então as quantidades x e y são tais que x + y = 64, com 0 ≤ x ≤
64.
( ) CERTO ( ) ERRADO
45
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Se T = 128, então as quantidades x e y são tais que x + y = 64, com 0 ≤ x ≤ 64.
Seja “a” a quantidade de pedidos de patentes da indústria alimentícia. Foi dito que este total
é igual à soma dos demais pedidos, que são x e y, ou seja,
a=x+y
O total de pedidos é:
T = a + x + y = a + a = 2a
Como T = 128, temos
128 = 2a
a = 64. Resposta: Certo
Denominamos Polinômio (ou Função Polinomial) em uma variável x e indicamos por P(x)
toda expressão do tipo:
Onde:
n∈N
x∈C
Ex.:
46
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Grau de um Polinômio
Ex.:
Para obter o Valor Numérico de um Polinômio P(x) basta substituir a variável x por um número
k qualquer e efetuar as operações indicadas. Simbolicamente esse valor numérico é representado
por P(k), se P(k) for igual a zero, ou seja, P(k) = 0, dizemos que k é uma Raiz do polinômio.
Ex.:
Dado o polinômio 3x3 + 5x2 – x + 2, temos:
47
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Polinômios Idênticos
Considere dois polinômios P(x) e Q(x), dizemos que esses dois Polinômios são Idênticos, se
e somente se, os coeficientes dos termos correspondentes forem iguais, ou seja:
P(x) = Q(x)
⇕
a0 = b0, a1 = b1, a2 = b2, ⋯ , an = bn
Sendo dois Polinômios idênticos, para qualquer valor de x eles assumem o mesmo valor
numérico.
Ex.:
Dados os polinômios:
P ( x ) = ax 3
− 4x + 2 e Q3( x ) = 7 x 3 − 4 x + b
P(x) = ax – 4x + 2 e Q(x) = 7x – 4x + b
3
os mesmos serão iguais se, e somente se:
os mesmos serão iguais se, e somente se:
a
a = 77=
= eeb b= 2 2
Polinômio Nulo
Um polinômio P(x) será Nulo, se e somente se, todos os seus coeficientes forem nulos.
Representamos um polinômio nulo da seguinte maneira: P(x) = 0. É importante ressaltar que
para um polinômio nulo não se define grau.
Ex.:
Dado o polinômio P (x) = (a – 3) x3 + (b + 5)x2 + c, determine os valores de a, b e c, para que P (x)
seja nulo.
a–3=0⇒a=3
c=0
Adição de Polinômios
Para a Adição de Polinômios temos que realizar a soma dos coeficientes dos termos que
apresentam o mesmo grau.
Ex.:
48
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P(x) + Q(x) = (9x5 – 3x4 + x3 – 2x2 + 4x – 1) +
(x5 + 2x3 – 7x2 – 12 )
Subtração de Polinômios
Para a Subtração de Polinômios temos que realizar a diferença dos coeficientes dos ter-
mos que apresentam o mesmo grau.
Ex.:
Dados:
Multiplicação de Polinômios
Divisão de Polinômios
Sejam A(x) e B(x) dois polinômios, sendo B(x) um polinômio não nulo. Ao fazermos a Divi-
são de A(x) por B(x) encontraremos os polinômios Q(x) e R(x), tal que:
quociente resto
↑ ↑
A(x) = Q(x) ‧ B(x) + R(x)
↓ ↓
dividendo divisor
A(x) B(X)
R(x) Q(x)
Observações:
50
Todos os direitos são reservados à Nova Concursos.
z Passo 2: dividimos o termo de maior grau do dividendo pelo termo de maior grau do divi-
sor. Assim nós obtemos o primeiro termo do quociente, a seguir multiplicamos o termo
obtido pelo divisor, e subtraímos esse produto do dividendo:
x4 + 4x3 + 4x2 + 0x + 9 x2 + x – 1
– x4 – x3 + x2 x2
3x + 5x
3 2
z Passo 3: caso a diferença obtida tenha grau maior ou igual ao do divisor, ela passa a ser
um novo dividendo. Repetimos então o processo a partir do segundo passo:
x4 + 4x3 + 4x2 + 0x + 9 x2 + x – 1
– x4 – x3 + x2 x2 + 3x + 2
3x + 5x + 0x
3 2
– 3x3 – 3x2 + 3x
2x2 + 3x + 9
– 2x2 – 2x + 2
x + 11
Teorema do Resto
Ex.:
O resto da divisão do polinômio P(x) = 2x3 + 2x2, pelo binômio (x – 2) é dado pelo valor
numérico do polinômio P(x) para x=2, ou seja, para x igual a raiz do binômio.
Logo teremos:
51
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Teorema de D’Alembert
2 3 –8 5 6
2 3 –856
↓
3
3 ‧ 2 + (– 8) = 6 – 8 = – 2
2 3 –856
3 –2
z Passo 3: pegamos o resultado obtido, no caso o -2, multiplicamos pela raiz e somamos com
o coeficiente da terceira coluna, logo teremos:
52
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(– 2) ‧ 2 + 5 = – 4 + 5 = 1
2 3 –856
3 –21
z Passo 4: pegamos o resultado obtido, no caso o 1, multiplicamos pela raiz e somamos com
o coeficiente da quarta coluna, logo teremos:
1‧2+6=2+6=8
2 3 –856
3 –218
Fazendo o processo para o último coeficiente a divisão está encerrada. Os três primeiro
números obtidos são os coeficientes do quociente e o último número é o resto da divisão, para
uma melhor visualização podemos separar da seguinte forma:
2 3 –85 6
3 –21 8
Logo, teremos:
É importante entender que o grau do quociente sempre será uma unidade inferior ao grau
do dividendo.
Equações Polinomiais
A Raiz ou o Zero de uma equação polinomial é o valor de x que a verifica, ou seja, que
torna a igualdade válida.
Ex.:
Na equação x2 – 5x + 6 = 0, 2 é uma raiz da equação, pois:
53
Todos os direitos são reservados à Nova Concursos.
(2)2 – 5 ‧ (2) + 6 = 4 – 10 + 6 = 10 – 10 = 0
(1)2 – 5 ‧ (1) + 6 = 1 – 5 + 6 = 7 – 5 = 2
Resolver uma equação polinomial é determinar todas as suas raízes, formando assim o
conjunto solução ou conjunto verdade dessa equação.
O Teorema Fundamental da Álgebra diz que toda equação polinomial P(x) = 0 de grau n
≥ 1 admite, pelo menos, uma raiz complexa.
Utilizando o Teorema Fundamental da Álgebra, podemos demonstrar que um polinômio de
grau n ≥ 1 pode ser decomposto em um produto de fatores do 1º grau.
Ex.:
Seja a equação polinomial de grau n ≥ 1:
Podemos concluir que x – x1 = 0 ou Q1(x) = 0, sendo n > 1; Q1(x) não é um polinômio constante.
Logo, ele admite uma raiz x2, tal que:
54
Todos os direitos são reservados à Nova Concursos.
Ex.:
Considere o polinômio P(x) = 2x3 – 8x2 – 2x + 8, cujas raízes são:
x1 = – 1, x2 = 1 e x3 = 4
P(x) = 2 ‧ [x – (– 1)] ‧ (x – 1) ‧ (x – 4)
P(x) = 2 ‧ (x + 1) ‧ (x – 1) ‧ (x – 4)
z Fatoração
z Fator Comum
ax + ay = a ‧ (x + y)
Exemplo: 5x + 5y = 5 ‧ (x + y)
z Agrupamento
ax + ay + bx + by = a ‧ (x + y) + b ‧ (x + y) = (x + y) ‧ (a + b)
Ex.:
3x + 3y + 7x + 7y = 3 ‧ (x + y) + 7 ‧ (x +y) = (x + y) ‧ (3 + 7)
z Diferença de Quadrados
Ex.:
Ex.:
z Quadrado da Soma
a2 + 2ab + b2 = (a + b)2 = (a + b) ‧ (a + b)
55
Todos os direitos são reservados à Nova Concursos.
Ex.:
4a2 + 20a + 25 = (2a)2 + 2 ‧ (2a) ‧ (5) + (5)2 = (2a + 5)2 = (2a + 5) ‧ (2a + 5)
z Quadrado da Diferença
a2 – 2ab + b2 = (a – b)2 = (a – b) ‧ (a – b)
Ex.:
9x4 – 24x2 + 16 = (3x2)2 – 2 ‧ (3x2) ‧ (4) + (4)2 = (3x2 – 4)2 = (3x2 – 4) ‧ (3x2 – 4)
z Cubo da Soma
Ex.:
27x3 + 54x2y + 36xy2 + 8y3 = (3x)3 + 3 ‧ (3x)2 ‧ (2y) + 3 ‧ (3x) ‧ (2y)2 + (2y)3 = (3x + 2y)3 = (3x + 2y) ‧ (3x + 2y) ‧ (3x + 2y)
z Cubo da Diferença
Ex.:
27x3 – 54x2y + 36xy2 – 8y3 = (3x)3 – 3 ‧ (3x)2 ‧ (2y) + 3 ‧ (3x) ‧ (2y)2 – (2y)3 = (3x – 2y)3 = (3x – 2y) ‧ (3x – 2y) ‧ (3x – 2y)
z Soma de Cubos
a3 + b3 = (a + b) ‧ (a2 – ab + b2)
Ex.:
z Diferença de Cubos
a3 – b3 = (a – b) ‧ (a2 + ab + b2)
Ex.:
56
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Relações de Girard (Relação entre Coeficientes e Raízes)
z 1º caso:
b b
= – (x1 + x2) ⇒ (x1 + x2) = – , a soma das
a a
b
raízes é –
a
c c
= x1 ‧ x2 ⇒ x1 ‧ x2 = , o produto das raízes
a a
z 2º caso:
Seja a equação do terceiro grau: ax3 + bx2 + cx + d = 0, onde a ≠ 0, x1, x2 e x3 são as raízes.
Decompondo em fatores do primeiro grau, temos:
b b
= – (x1 + x2 + x3) ⇒ (x1 + x2 + x3) = – ,
a a
c c
= x1x2 + x1x3 + x2x3 ⇒ x1x2 + x1x3 + x2x3 = ,
a a
d d
= – (x1 ‧ x2 ‧ x3) ⇒ x1 ‧ x2 ‧ x3 = –
a a
Ex.:
z x2 – 5x + 6 = 0
b (– 5)
x1 + x2 = – ⇒ x1 + x2 = – = – (– 5) = 5
a 1
c 6
x1 ‧ x2 = ⇒ x1 ‧ x2 = =6
a 1
z 2x3 – 7x2 + x – 2 = 0
As raízes são x1, x2 e x3, os coeficientes são a = 2, b = –7, c = 1 e d = –2. Pelas relações de
Girard, temos:
b (– 7) – (– 7) 7
x1 + x2 + x3 = – ⇒ x1 + x2 + x3 = – = =
a 2 2 2
c 1
x1x2 + x1x3 + x2x3 ⇒ x1x2 + x1x3 + x2x3 =
a 2
d (– 2) – (– 2) 2
x1 ‧ x2 ‧ x3 = – ⇒ x1 ‧ x2 ‧ x3 = – = = =1
a 2 2 2
P(x) na forma fatorada é (x – 5) ‧ (x – 5), dizemos então que 5 é raiz dupla, ou seja, de mul-
tiplicidade 2.
P(x) na forma fatorada é (x – 3) ‧ (x – 3) ‧ (x + 1), observe que existem dois fatores iguais a
(x – 3) e um fator (x + 1). Dizemos então que 3 é raiz dupla, ou de multiplicidade 2 e – 1 é raiz
simples, ou de multiplicidade 1.
1. (VUNESP – 2013) O resto da divisão do polinômio P(x) = x4 + 2x3 + mx2 – 2 pelo binômio (x + 1)
é igual a 8, sendo m uma constante real, então m vale:
a) 8
b) 10
c) 11
d) 7
e) 9
Pelo Teorema do Resto, temos que o resto da divisão de um polinômio P(x) de grau maior e
igual a 1, pelo binômio do primeiro grau b ‧ (x – a), com b diferente de zero, é o valor numérico
de P(x) para x igual a raiz do divisor. Se (x + 1) divide P(x), logo temos que -1 é uma raiz de
P(x). Fazendo P(– 1) = 8, temos:
P(– 1) = 8
x4 + 2x3 + mx2 – 2 = 8
2. (MS CONCURSOS – 2011) Considere o polinômio P(x) – 4x4 + 3x3 – 2x2 + x + k. Sabendo que P(1)
= 2, então o valor de P(3) é:
a) 386
b) 405
c) 324
59
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d) 81
e) 368
3. (CETRO – 2014) Dados os polinômios A(x) = 2x3 – (b – 1)x + 2 e B(x) = ax3 + 2x + 2, e sabendo
que A(x) – B(x) é um polinômio identicamente nulo, o valor de (a + b) é igual a:
a) 1
b) 2
c) 3
d) 4
e) 5
Se A(x) – B(x) é um polinômio identicamente nulo, podemos concluir que A(x) = B(x). Pela
igualdade de polinômios temos:
2x3 – (b – 1)x + 2 = ax3 + 2x – 2
Como os polinômios são iguais, podemos comparar os coeficientes das variáveis.
Logo, temos que:
2=a⇒a=2
– (b – 1) = 2 ⇒ – b + 1 = 2 ⇒ b = – 1
Portanto (a + b) = 2 + (– 1) = 2 – 1 = 1 Resposta: Letra A.
60
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FUNÇÃO EXPONENCIAL
Seja a um número real, tal que seja maior que zero e diferente de 1(0 < a ≠ 1 ou a∈ℜ*+ –{1}),
a função f: ℝ→ℝ que associa a cada x∈ℝ o número f(x) = ax, é conhecida como função expo-
nencial. Assim funções como: 2x, ^ 2 h e 10x são exemplos de funções exponenciais.
X
z x = 0 → 𝑓(0) = a0 = 1;
z 𝑓(x) = ax é crescente para a > 1, ou seja, x1 < x2 → 𝑓(x1) < 𝑓(x2);
z 𝑓(x) = ax é decrescente para 0 < a < 1, ou seja, x1 < x2 → 𝑓(x1) > 𝑓(x2);
z n ∊ ℤ e a > 1, então 𝑓(n) = an > 1 se, e somente se, n > 0;
z a ∊ ℝ, a > 1 e r ∊ ℚ, então 𝑓(r) = ar > 1 se, e somente se, r > 0;
z a ∊ ℝ, a > 1 e r, s ∊ ℚ, então as > ar se, e somente se, s > r;
z a ∊ ℝ, a > 1 e α ∊ {ℝ –ℚ}, então aα > 1 se, e somente se, α > 0;
z a ∊ ℝ, a > 1 e b ∊ ℝ, então ab > 1 se, e somente se, b > 0;
z a ∊ ℝ, a > 1 e x1, x2 ∊ ℝ, então ax1 > ax2 se, e somente se, x1 > x2;
z a ∊ ℝ, 0 < a < 1 e b ∊ ℝ, então ab > 1 se, e somente se, b < 0;
z a ∊ ℝ, 0 < a < 1 e x1, x2 ∊ ℝ, então ax1 > ax2 se, e somente se, x1 < x2.
O domínio da função exponencial é o conjunto dos reais, ou seja, para todo x∈ℝ, existe um único
y∈Im(f), sendo que a imagem da função assume somente valores positivos não nulos (reais não
negativos e não nulo (ℝ*+)). Logo, Im(f) = ℜ*+. Note que no gráfico da função a curva de está toda
acima do eixo x, pois f(x) = ax > ⩝x ∈ ℜ.
Além disso, temos que o ponto de encontro da curva com o eixo y, é no ponto (x, y) = (0, 1), x = 0
→ f(0) = a0 = 1,. Assim, o gráfico para duas funções exponenciais, crescente (a > 1) e decrescente (0 <
a < 1), segue como na figura 19.
y = 2x y
4
3
–3
–4
61
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1 x y
y=( ) 4
2
3
2
1
b) x
–4 –3 –2 –1 1 2 3 4
–1
–2
–3
–4
Figura 19. Gráfico da Função Exponencial, (a) crescente (f(x) = 2x) e (b) decrescente (f(x) = (0,5)x).
Equações Exponenciais
Equações exponenciais são aquelas equações onde a incógnita x está no expoente, como: 2x =
32 e 2x – 4x = 2.
A forma de solucionar a equação exponencial é deixando todas as potências com a mes-
ma base, como a f(x) = ax é injetora, podemos dizer que potências iguais e de mesma base têm
expoentes iguais, ou seja, ax = ay ⇔ x = y, (a∈ℜ*+ –{1}).
Seja a equação exponencial 2x = 128, temos a solução o valor de x igual a:
2x = 128 → 2x = 27 → x = 7
S = {7}
2+3x–2
Agora para a equação exponencial 52x = 1 temos x igual a:
2+3x–2 2+3x–2
52x = 1 → 52x = 50 → 2x2 + 3x – 2 = 0
∆ = b2 – 4ac = 32 – 4 · 2 · (–2) = 9 + 16 = 25
–3
–b – √∆
x1 = = b
– √25 = –2
f ( x=) ax2a
+b > 0 → x > − ;
2 · 2a
f ( x=) –b –3b
ax ++ b√∆< 0 → x < − ; 1
x2 = = +√25 a =
2a 2·2 2
1
S = {–2, }
2
Inequações Exponenciais
Inequações exponenciais são aquelas inequações onde a incógnita x está no expoente, como: 2x >
32 e 2x - 4x < 2.
A forma de solucionar a equação exponencial é deixando todas as potências com a mesma
base, como a f(x) = ax é crescente com base (a > 1) e decrescente com base (0 < a < 1), podemos dizer
então que a desigualdade se mantém para as potências quando a função é crescente e inverte
62 quando é decrescente, ou seja:
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a > 1 → ax > ay ⇔ x > y;
b 1 l ≥ 125 → b 1 l ≥ 53 → (5 – 1) ) x ≥ 53 → 5–x ≥ 53
X X
5 5
5–x ≥ 53 → –x ≥ 3 → x ≤ –3
S = {x ∈ ℜ | x ≤ –3}
b 1 l ≥ 125 → b 1 l ≥ 53 → b 1 l ≥ b 1 l
X X X –3
5 5 5 5
x ≤ –3
S = {x ∈ ℜ | x ≤ –3}
FUNÇÃO LOGARÍTMICA
Logaritmo
Antes de definir a Função Logarítmica, temos que ter uma noção básica de logaritmo. A ideia
de logaritmo surgiu para solucionar problemas de equações exponenciais do tipo 2x = 3, ou seja,
exponenciais em que não é possível deixar os dois membros com a mesma base.
Então, define-se o conceito de logaritmo, seja dois números reais positivos a e b, com a ≠ 1, chama-
logab = x ⇔ ax = b
z loga1 = 0;
z logaa = 1;
z alogab = b;
z logab = logac ⇔ b = c;
63
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z b > 0 e c > 0 → loga (b · c) = logab + logac;
z loga b l = –logac;
1
c
z α∈ℝ → logabα = α · (logab);
log c b
z a, b, c ∊ ℝ+ e a ≠ 1, c ≠ 1: logab = log a , mudança de base com quociente;
c
1
z a ≠ 1, b ≠ 1 logab = log a ;
b
1
z β ∊ ℝ* logaβb = b logab.
Seja a um número real, tal que seja maior que zero e diferente de 1 (0 < a ≠ 1 ou a∈ℜ+* – {1}),
a função f : ℝ* + → ℝ que associa a cada x∈ℝ*+ o número f(x) = logax, é conhecida como função
logarítmica. Assim funções como: log2x, log 12 x e logx são exemplos de funções logarítmicas.
Da definição de função logarítmica, pode-se notar algumas características quando a∈ℜ+*
– {1}:
O domínio da função logarítmica é o conjunto dos reais positivos não nulos, ou seja, para
todo x∈ℝ*+, existe um único y∊Im(𝑓), como a função 𝑓: ℝ*+ → ℝ, 𝑓(x) = logax, admite a inversa g:
ℝ → ℝ*+, g(x) = ax. Então, f é bijetora e, portanto, a imagem da função assume qualquer valor
real. Logo, Im(𝑓) = ℜ. Note que no gráfico da função f(x) = logax, a curva está toda à direita do
eixo y, pois x > 0.
Além disso, temos que o ponto de encontro da curva com o eixo x, é no ponto (x, y) = (1,
0), x = 1 → f(1) = loga1 = 0. Assim, o gráfico para duas funções logarítmicas, crescente (a > 1) e
decrescente (0 < a < 1), segue como na figura 20.
64
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y
4
3
2
1
a) x
–4 –3 –2 –1 1 2 3 4
–1
–2
–3
–4
y
4
3
2
1
b) x
–4 –3 –2 –1 1 2 3 4
–1
–2
–3
–4
Figura 20. Gráfico da Função Logarítmica, (a) crescente (f(X) = log2x) e (b) decrescente (f(x) = log 12 x ).
Equações Logarítmicas
Equações logarítmicas são aquelas equações do tipo: logaf(x) = logag(x) ou logaf(x) = α, α∈ℝ
e com (α∈ℜ*+ –{1}).
A fórmula para solucionar a equação logarítmica é dada por f(x) = g(x) > 0 ou aplicando
propriedade inversa e transformando em equação exponencial, logaf(x) = a → f(x) = aa.
Acompanhe o exemplo da equação logarítmica log4 (3x + 2) = log4 (2x + 5). Para resolvê-la
vamos seguir os seguintes passos:
–2 b
f ( x=
) 0 →+xb>> 0 → x > − a ;
< ax
3x + 2
3
S = {3}
2x2 + 5x + 4 > 0
∆ = b2 – 4ac = 25 – 32 = –7
logo, 𝑓(x) > 0, ⩝x∊ℜ
log4(2x2 + 5x + 4) = 2 → 2x2 + 5x + 4 = 42 → 2x2 + 5x + 4 = 16 → 2x2 + 5x – 12 = 0
∆ = b2 – 4ac = 52 – 4 · 2 · (–12) = 25 + 96 = 121
65
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– b – √∆ b
– 5 – √121
fx( x==) ax 2a
1
+b > 0 →
= x>− ;
2 ·a
2
= –4
– b + √∆
fx( x==) ax b
– 5 +√121 3
+b < 0 →
= x<− ; =
2
2a 2 ·a
2 2
S = & –4, 0
3
2
Inequações Logarítmicas
Inequações logarítmicas são aquelas inequações do tipo: loga 𝑓(x) >loga g(x) e loga𝑓(x) > α,
α∊ℝ e com (a∊ℜ*+ –{1}).
A forma de solucionar a inequação logarítmica é deixando os logaritmos com a mesma
base, aplicando as desigualdades em casos de bases maiores que um ou entre zero e um, lem-
brando que as f(x) = g(x) > 0 ou aplicando propriedade inversa e transformando em equação
exponencial, logaf(x) = α → f(x) = aα. Esquematizando temos:
ou
a<1
Seja a inequação logarítmica log2(2x2 – 5x) ≤ log23, para acharmos a solução primeiro faze-
mos o estudo do sinal de f(x) = 2x2 – x:
– (–5)
x1 = – √25 = 0 b
f ( x=) ax2+· b2 > 0 → x > − a ;
–(–5) +
f ( x=) ax b
+ b < 0 → x 5< − ;
x1 = √25 = a
2·2 2
66
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Como para a f(x) = 2x2 – 5x temos a > 0 e Δ > 0, então a solução para f(x) > 0 é:
5
S1 = {x ∊ ℜ | x < 0 ou x > 2 }
– (–5)
1
x1 = – √49 = – b
f ( x )
= ax + b > 0 → x>− ;
2·2 2a
– (–5) +
f ( x=) ax b
+b < 0 → x < − ;
x1 = √49 = 3 a
2·2
Como para a g(x) = 2x2 – 5x – 3 temos a > 0 e Δ > 0, então a solução para g(x) ≤ 0 é:
1
S2 + {x ∊ ℜ | – 2 ≤ x ≤ 3}
Assim, a solução da inequação logarítmica log2(2x2 – 5x) ≤ log23 é dada pela intersecção das
soluções acima:
1 5
S = S1∩S2 = {x ∊ ℜ | – 2 ≤ x < 0 ou 2 < x ≤ 3}
5
𝑓(x) = 3x + 5 > 0 → x > – 3
5
Como a solução x > 1 é também maior que x > – 3 , logo temos o intervalo de solução para
x sendo:
S = {x ∊ ℜ | x > 1}
67
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MATRIZES, DETERMINANTES E SISTEMAS LINEARES
MATRIZES
Matrizes podem ser definidas da seguinte maneira: sejam dois números naturais m e n
diferentes de zero, denominamos matriz de ordem m por n (indica-se m x n) qualquer
tabela M formada por números pertencentes ao conjunto dos reais, sendo esses números
distribuídos em m linhas e n colunas.
Exemplos:
> H
-2 1 0
A=
2 4 3
= G
0 -1
B=
3 5
JK 9 1 NO
K 3 OO
C= KKK- 8 7 OO
K 4 0 O
L P
Toda matriz m · n tem os seus elementos representados por (aij), onde i representa a linha
e j a coluna em que o elemento está localizado.
Exemplo:
e o
a11 a12
A=
a21 a22
{
(lê-se a um um) elemento que está na 1ª linha
a11
e 1ª coluna.
(lê-se a um dois) elemento que está na 1ª linha e
a12
2ª coluna.
(lê-se a um um) elemento que está na 2ª linha
a21
e 1ª coluna.
(lê-se a um um) elemento que está na 2ª linha
a22
e 2ª coluna.
Observação: Uma matriz M de ordem m ⨉ n também pode ser indicada por M = (aij) ou M
= (aij) m ⨉ n.
TIPOS DE MATRIZES
68
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Matriz Linha
É toda matriz do tipo 1 ⨉ n, ou seja, é uma matriz que possui apenas uma linha.
Exemplos:
Matriz Coluna
É toda matriz do tipo m ⨉ 1, ou seja, é uma matriz que possui apenas uma coluna.
Exemplos:
RS VW
SS - 2 WW
S 1 WW
A= S SS 7 WW
SS 0 WW
SS- 17WW
T X
e o
-6
B=
1
Matriz Nula
= G
0 0 0 0
E=
0 0 0 0
e o
0 0
N=
0 0
69
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Matriz Quadrada de Ordem n
Exemplo:
e o
2 -8
A=
7 0
RS VW
SS - 7 4 2 WW
B= S SS 2 3
9 0W WW
SS - 2 - 1 22 W W
5
T X
Diagonal Principal
e o
2 -8
A=
7 0
É uma matriz quadrada de ordem 2, cuja diagonal principal é uma matriz composta pelos
elementos a11 = 2, e a22 = 0
Diagonal Secundária
e o
2 -8
A=
7 0
É uma matriz quadrada de ordem 2, cuja diagonal secundária é composta pelos elementos a12
70 = - 8, e a21 = 7
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Matriz Diagonal
É a matriz em que todos os elementos que não pertencem à diagonal principal são iguais
a zero.
Exemplo:
–15 0 0
B= 0 1 0
0 0 – √7
É toda matriz quadrada em que os elementos da diagonal principal são iguais a 1. A matriz
identidade é representada pela letra maiúscula I, seguida da sua ordem, ou seja, In.
Exemplos:
= G
1 0
I2 =
0 1
JK1 0 0N
O
K OO
I3 = KKK0 1 0O
K0 OO
0 1
L P
RS V
SS1 0 0 0W
W
SS0 W
1 0 0W
WW
I4 = S
SS0 0 1 0WWW
SS
S0 0 0 1W W
IGUALDADE DE MATRIZES
Duas matrizes A = (aij)m ⨉ n e B = (bij)m ⨉ n serão iguais quando aij = bij para todo i ∈ {1,2, ∙∙∙ ,
m } e todo j ∈ {1,2, ∙∙∙ , n }. Portanto, para que duas matrizes sejam iguais, elas devem ser do
mesmo tipo e apresentar todos os elementos correspondentes iguais.
Exemplo:
[
Seja A = X 2 e B = 7 2
9 –6 z y , ] [ ]
A matriz A será igual à matriz B, se, e somente se, x = 7, y = – 6 e z = 9.
71
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ADIÇÃO DE MATRIZES
[ 1 0 7
–4 9 2 ] + [ –31 –01 05 ] = [ –14+–31 90 +– 10 27 ++ 05 ]
= [ 4 –1 7 ]
–5 9 7
z Associativa: (A + B) + C = A + (B + C);
z Comutativa: A + B = B + A;
z Elemento Neutro: A + 0 = A, em que 0 é a matriz nula;
z Elemento simétrico: A + (- A) = 0, em que -A é a matriz oposta de A.
Dado um número k e uma matriz A = (aij)m ⨉ n, chama-se produto kA a matriz B = (bij)m ⨉ n tal
que bij = kaij, para todo i e todo j. Isso significa que multiplicar uma matriz A por um número
k é construir uma matriz B formada por todos os elementos de A multiplicados por k.
[ ][
4 –1 2 ∙ 4 2 ∙ (– 1)
2. 0 5 = 2 ∙ 0 2 ∙ 5
3 √2 2 ∙ 3 2 ∙ √2
8 –2
= 0 10
][
6 2 ∙ √2 ]
Propriedades do Produto de um Número por Uma Matriz
z a · (b · A) = (a · b) · A;
z a · (A + B) = a . A + a · B;
z (a + b) · A = a · A + b · A;
z 1 · A = A.
PRODUTO DE MATRIZES
72
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Observações: A definição dada garante a existência do produto AB somente se o número
de colunas de A for igual ao número de linhas de B, pois A é do tipo m ⨉ n e B é do tipo n ⨉ p.
A definição dada afirma que o produto AB é uma matriz que tem o número de linhas de A
e o número de colunas de B, pois AB é do tipo m ⨉ p.
Exemplos:
1 –
[ ] [ ]
2 4 2 2
∙
0 5
–1 –3 5 4 0
2x3 2x3
[ 2∙1+4∙0+2∙4 2 (– 2) + 4 ∙ 5 + 2 ∙ 0
(– 1) ∙ 1 + (– 3) ∙ 0 + 5 ∙ 4 (– 1) ∙ (– 2) + (– 3) ∙ 5 + 5 ∙ 0 ]
[ 1019 16
– 13 ]
2x2
[ ]
– [ 3 –5 4 0
∙ ]
2 1x4
12
3x1
[ 1∙3 1 ∙ (– 5)
(– 2) ∙ 3 (– 2) ∙ (– 5)
12 ∙ 3 12 ∙ (– 5)
1∙4
(– 2) ∙ 4
12 ∙ 4
1∙0
(– 2) ∙ 0
12 ∙ 0 ]
3 –5 4 0
– 10 – 0
[ ]
6 8
36 – 48 0
60
3x4
[ 01 00 ] ∙ [ 00 01 ] = [ 00 00 ] 73
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MATRIZ TRANSPOSTA
Dada a matriz A = (aij)m ⨉ n, chamamos transposta de A a matriz At = (aji’)n ⨉m tal que aji’ = aij
para todo i e todo j. Isso significa que as colunas de At são ordenadamente iguais às linhas de
A.
Exemplos:
Se A = > H
4 2 -1
2
5 7 5 2x3
Sua transposta é:
RS VW
SS 4 5 WW
A =S
t
SS2 7W W
SS - 1 2 W W
5 W3x2
T X
Se B = [– 1 0 ⁵√19 – 6]1·4,
Sua transposta é:
RS V
SS - 1 WWW
SS 0 WW
Bt = SS5 WW
SS 19WW
SS - 6 WW
4x1
T X
z P1) (At)t = A;
z P2) (A + B)t = At + Bt;
z P3) (k · A)t = k · At;
z P4) (A ·B)t = Bt · At.
MATRIZ SIMÉTRICA
Se C = [ –21 –31 ],
Sua transposta é
Ct = [ –21 –31 ].
74 Portanto, a matriz C é simétrica, pois Ct = C.
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MATRIZ ANTISSIMÉTRICA
Se D = [ –04 04 ],
Sua transposta é
Dt = [ 04 –4
0 . ]
Portanto, a matriz D é antissimétrica, pois Dt = -D.
MATRIZ INVERSA
Seja A uma matriz quadrada de ordem n. Dizemos que A é uma matriz invertível se existir
uma matriz A-1 tal que A · A-1 = A-1 · A = In, onde In é a matriz identidade de ordem n.
Observações: Se A não é invertível, dizemos que A é uma matriz singular.
Se A é invertível, então é única a matriz A-1.
Exemplos:
A matriz A = [ 1
2
3
7 ]
É inversível e:
A– 1 = [ –72 –13 ]
Pois
A ∙ A– 1 = [ 21 73 ] ∙ [ –72 –13 ]
[ 21 ∙∙ 77 ++ 37 ∙∙ (–(– 2)2) 21 ∙∙ (–(– 3)3) ++ 37 ∙∙ 11 ] = [ 01 01 ] = I
MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO
2
A∙A = [
1 ] [ 2 7 ]
–1 7 –3 ∙ 1 3
–2
A– 1 ∙ A = [ ac db ] ∙ [ 02 31 ] = [ 01 01 ]
[ ac ∙∙ 22 ++ db ∙∙ 00 ac ∙∙ 11 ++ db ∙∙ 33 ] = [ 01 01 ]
75
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{ a +2a3b= 1= 0
1 1
⇒a= eb=–
2 6
{ c +2c3d= 0= 1
1
⇒c=0ed=
3
Portanto,
> H
1
2
- 16
A-1 = 1
0 3
z (A-1)-1 = A;
z (A · B)-1 = B-1 · A-1.
z (At)-1 = (A-1)t.
DETERMINANTES
Determinantes podem ser definidos do seguinte modo: considere o conjunto das matrizes
quadradas de elementos reais. Seja M uma matriz de ordem n desse conjunto. Denominamos
determinante da matriz M (e indicamos por det M) o número que associamos à matriz M,
operando seus elementos conforme a ordem dessa matriz.
Se M = , então:
det M = 2 ∙ 5 – [6 ∙ (– 1)· = 10 – (– 6) = 10 + 6 = 16
det M = a11 ∙ a22 ∙ a33 + a12 ∙ a23 ∙ a31 + a13 ∙ a21 ∙ a32 – a13 ∙ a22 ∙ a31 – a11 ∙ a23 ∙ a32 – a12 ∙ a21 ∙ a33
76
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Podemos memorizar essa definição da seguinte maneira:
Tal processo é conhecido como Regra de Sarrus e é utilizado para o cálculo de determi-
nantes de ordem 3.
Vejamos agora um exemplo numérico:
RS V
SS1 2 1W
W W
Seja M = S SS5 3 - 2W
WW
S2 4 - 1W
T X
1 2 1 1 2
det M = 5 3 -2 5 3 =
2 4 -1 2 4
= 1 ∙ 3 ∙ (1) + 2 ∙ (- 2) ∙ 2 + 1 ∙ 5 ∙ 4 - (1 ∙ 3 ∙ 2 + 1 ∙ (- 2) ∙ 4 + 2 ∙ 5 ∙ (- 1)
1 2 1 1 2
det M = 5 3 -2 5 3 =
2 4 -1 2 4
= - 3 - 8 + 20 - (6 - 8 - 10) = 9 - (- 12) = 9 + 12 = 21
RS V
SS1 3 4W
WW
Seja M = S SS5 2 - 3W
WW , então:
S1 4 2W
T X
1 3 4
5 2 -3
det M = 1 4 2 =
= a11 ∙ A11 + a12 ∙ A12 + a13 ∙ A13 = 1 ∙ (– 1)1+1 ∙ D11 + 3 ∙ (–1)1+2 ∙
D12 + 4 ∙ (– 1)1+3 ∙ D13 = 1 ∙ (– 1)2 ∙
2 - 3 + 3 ∙ (– 1)3 ∙
4 2
5 - 3 + 4 ∙ (– 1)4 ∙
1 2
77
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5 2 =
1 4
= 1 ∙ 1 ∙ (4 + 12) + 3 ∙ (– 1) ∙ (10 + 3) + 4 ∙ 1 ∙ (20 – 2) =
= 16 – 39 + 72 = 49
Matriz Transposta
RS V
SS- 1 2 0W
W W
M= S SS 3 4 - 6W
WW , o det M = - 10
SS 2 1 - 2WW
T X
.Logo,
RS V
SS- 1 3 2W
W W
M=S
t
SS 2 4 1WWW , e o det Mt = - 10
SS 0 -6 - 2WW
T X
Fila Nula
Se os elementos de uma fila (linha ou coluna) qualquer de uma matriz M de ordem n forem
todos nulos, então det M = 0.
Seja:
RS V
SS 3 - 1 4W
W W
M= S SS 0 0 0W
WW , o det de M = 0
SS- 3 5 2W
W
T X
78
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Multiplicação de uma Fila por uma Constante
RS V
SS2 - 1 3W
W W
M= S SS4 5 0W
WW , o det M = - 28
SS2 -1 1W
W
T X
RS V
SS4 - 1 6W
W W
M’ = S SS4 5 0W
WW , o det de M’ = - 56
SS2 -1 1W
W
T X
Ou seja, det M’ = 2 . det M, o det de M’ = - 56, ou seja, caso fosse multiplicada a primeira coluna da
matriz M por 2, o determinante da nova matriz M’ seria o dobro do det M.
RS VW
SS4 -1 3W
S8 WW
M’ = S SS 5 0W WW , o det M’ = - 56
S4 -1 1W
T X
e o , o det A = 14
4 -1
Seja M uma matriz de ordem n ≥ 2. Se trocarmos de posição duas filas paralelas, obteremos
uma nova matriz M’ tal que det M’ = - det M.
79
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Exemplo:
RS V
SS 1 - 1 2W
W W
Seja M = S SS 0 3 4W
WW , o det M = 13
SS- 3 5 1W
W
T X
RS V
SS- 1 1 2W
W W
M’ = S SS 3 0 4W
WW o det M’ = - 13
SS 5 -3 1W
W
T X
Se uma matriz M de ordem n ≥ 2 tem duas filas paralelas formadas por elementos respec-
tivamente iguais, então det M = 0.
Exemplo:
RS V
SS- 1 0 2W
W W
Seja M = S SS 4 5 7W
WW , o det de M = 0
SS- 1 0 2W
W
T X
Se uma matriz de ordem n ≥ 2 tem duas filas paralelas formadas por elementos respecti-
vamente proporcionais, então det M = 0.
Exemplo:
RS V
SS 1 2 6W
W W
Seja M = S SS 3 -1 - 3W
WW , o det M = 0
S- 2 4 12W
T X
Se uma matriz quadrada M, de ordem n, tem uma linha (ou coluna) que é combinação
linear de outras linhas (ou colunas), então det M = 0.
Exemplos:
80
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JK 1 - 2 - 1N
OO
KK O
Seja M = K KK 3 4 7O
O , o det M = 0
K- 5 O
- 3O
2
L P
JK2 -3 NO
KK 5 OO
Seja N = K KK1 4 0O OO , o det N = 0
K3 - 10 10 O
L P
Teorema de Binet
e o , o det A = 5
3 2
Seja A =
-1 1
e o , o det B = 3
-2 -7
B=
1 2
1
det A–1 =
det A
RS V
SS0 3 - 1W
W
W
A= S SS2 -4 3WWW , o det A = 19
SS1 2 - 3WW
T X
Logo,
1 1
det A–1 = =
det A 19
81
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Matriz Triangular
RS W V
SS- 3 0 0W
WW
Seja A = SS 1 2 0W
SS W
S4 -5 - 1WW
T X
Como temos uma matriz triangular superior, ou seja, todos os elementos acima da diago-
nal principal são nulos, logo o determinante de A será dado pelo produto dos elementos da
diagonal principal da matriz A.
Portanto: det A = ( - 3) · 2 · ( - 1) = 6
RS V
SS1 -2 7 W
W
S W
Seja B = S0 4 2WWW
SS
S0 0 - 3WW
T X
Como temos uma matriz triangular inferior, ou seja, todos os elementos acima da diagonal
principal são nulos, logo o determinante de B será dado pelo produto dos elementos da dia-
gonal principal da matriz B.
Portanto: det B = 1 · 4 · ( - 3) = - 12
SISTEMAS LINEARES
Equação linear
Onde: a1, a2, a3, . . . , xn: são coeficientes reais, não todos nulos.
x1, x2, x3, . . . , xn: São as incógnitas.
c: é o termo independente.
Quando o termo independente é nulo, dizemos que a equação linear é homogênea.
Exemplos:
z 4x + 3y - z = - 1;
z 2x - y = 3;
z - 2x - y + 5z = 0 (Equação linear homogênea).
z x2 + y - z3 = 3;
82
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z xy - 5z = -7;
z x - 2y + √z = 3.
� Sistema linear:
{ 4x - y = 2
x + 7y = 1
Nesse caso, temos um sistema linear de duas incógnitas, sendo elas x e y. O 2 e o 1 são os
termos independentes desse sistema.
{
- 3x + 2y - z = - 1
x + y - 5z = 3
2x - 5y + 2z = 4
Nesse caso, temos um sistema linear de três incógnitas, sendo elas x, y e z. O -1, e o 4 são os
termos independentes desse sistema.
Um sistema linear de m equações com n incógnitas, indicado por m · n (lemos “m por n”),
pode ser representado por um conjunto de equações do tipo:
{
a11x1 + a12x2 + a13x3 + . . . + a1nxn = c1
a21x1 + a22x2 + a23x3 + . . . + a2nxn = c2
S a31x1 + a32x2 + a33x3 + . . . + a3nxn = c3
∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙
am1x1 + am2x2 + am3x3 + . . . + amnxn = cm
Note que, pela definição do produto de matrizes, o sistema linear genérico acima pode ser
[ ][ ] [ ]
escrito na forma matricial da seguinte maneira:
Exemplos:
Escrevendo na forma matricial os dois exemplos anteriores, temos:
{ x4x+ -7yy == 21 ⇒ [ 1 ] ∙ [ y ] = [1 ]
4 -1 x 2
7
83
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{ [ ][][ ]
- 3x + 2y - z = - 1 -3 2 -1 x -1
x + y - 5z = 3 ⇒ 1 1 -5 ∙ y = 3
2x - 5y + 2z = 4 2 -5 2 z 4
Seja uma sequência ou n-upla ordenada de números reais (a1, a2, a3, . . . , an), a qual será
solução de um sistema linear S, se for a solução de todas as equações lineares de S, ou seja:
Exemplo:
{
x + 2y - 2z = - 5
2x - 3y + z = 9
3x - y + 3z = 8
O sistema acima admite como solução a tripla ordenada (1, -2, 1), pois substituindo essas
coordenadas em cada uma das equações lineares, temos:
{ {
(1) +2 (- 2) - 2 (1) = - 5 1-4-2=-5
2(1) - 3 (- 2) + (1) = 9 ⇒ 2+6+1=9
3+2+3=8
3(1) - (- 2) + 3(1) = 8
{ -5=-5
9 = 9 Todas as sentenças são verdadeiras.
8=8
Chamamos de sistema linear homogêneo aquele que possui todos os termos independen-
tes nulos, ou seja, iguais a zero.
Exemplo:
{
x + y + 2z = 0
3x + 4y - z = 0
2x + 3y - 3z = 0
Todo sistema linear homogêneo admite a solução nula (0, 0, ..., 0), chamada de solução tri-
vial. Além dessa um sistema linear homogêneo pode ter outras soluções.
84
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MÉTODOS PRÁTICOS PARA A RESOLUÇÃO DE UM SISTEMA
Regra de Cramer
a1x + b1y
Inicialmente, consideremos o seguinte sistema linear:
= c1
{
a2x + b2y
= c2
a1 b1
D= a b2
2
c1 b1
Dx = c b2
2
É o determinante da matriz obtida por meio da troca dos coeficientes de x, pelos termos
independentes, na matriz incompleta.
a1 c1
Dy = a c2
2
É o determinante da matriz obtida por meio da troca dos coeficientes de y, pelos termos
independentes, na matriz incompleta.
O exemplo acima é análogo para qualquer sistema linear n · n, portanto a regra de Cramer
pode ser aplicada para resolver qualquer sistema linear n · n, onde D ≠ 0. A solução será dada
pelas seguintes razões:
Exemplos:
Vamos resolver os seguintes sistemas pela Regra de Cramer:
85
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Portanto:
Dx 11 Dy 22
x= = = 1, y = = = 22
D 11 D 11
�
{ x - 2y + z = 0
2x + y - 3z = - 5
4x - y - z = - 1
1 -2 1 0 -2 1
D = 2 1 - 3 = 10, Dx = - 5 1 - 3 = 10
4 -1 -1 -1 -1 -1
1 0 1 1 -2 0
Dy = 2 - 5 - 3 = 20, Dz = 2 1 - 5 = 30
4 -1 -1 4 -1 -1
Portanto:
Dx 10 Dy 20
x= = = 1, y = = =2
D 10 D 10
Dz 30
z= = =3
D 10
Determinado
Possível
Indeterminado
Sistema
Impossível
Um sistema será impossível (SI) quando o determinante D da matriz incompleta for igual
a zero (D = 0) e pelo menos um dos determinantes das incógnitas for diferente de zero.
Vamos classificar cada um dos sistemas lineares abaixo:
� {4x2x -+y3y= =1 5
D = 4 - 1 = 14
2 3
�
{ x + 2y - z = 1
2x - 3y + 4z = 2
3x - y + 3z = 3
1 2 -1
D = 2 - 3 4 = 0,
3 -1 3
1 2 -1 1 1 -1 1 2 1
Dx = 2 - 3 4 = 0, Dy = 2 2 4 = 0, Dz = 2 - 3 2 = 0
3 -1 3 33 3 3 -1 3
�
{ - 2x + y - 3z = 0
x - y - 5z = 2
3x - 2y + 2z = - 3
-2 1 -3
D= 1 -1 -5 =0
3 -2 -2
Nem sempre a Regra de Cramer é um instrumento prático para a resolução de sistemas linea-
res. Para a resolução de sistemas de três ou mais equações, podemos fazer a solução de uma for-
ma escalonada, ou seja, vamos fazer o escalonamento do sistema. Um sistema estará escalonado
quando, de equação para equação, no sentido de cima para baixo, houver aumento dos coeficien-
tes nulos situados antes dos coeficientes não nulos.
Exemplos:
87
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S1
{ x+y+z=3
0x + y + z = 2 , S2
0x + 0y + z = 1 { x+y+z-t=6
0x - y - 4z + 3t = - 13
0x + 0y + 12z - 6t = 20
{ 2x - 3y + z = 9
x + 2y - 2z = - 5
3x - y + 3z = 8
Primeiramente vamos trocar de posição a linha 2 com a linha 1, para que a incógnita x que
possui o coeficiente 1 fique na primeira linha.
{ x + 2y - 2z = - 5
2x - 3y + z = 9
3x - y + 3z = 8
{ x + 2y - 2z = - 5
- 7y + 5z = 19
- 7y + 9z = 23
{ x + 2y - 2z = - 5
- 7y + 5z = 19
4z = 4
4z = 4
4
z=
4
z=1
Obtendo y na 2ª equação:
Como z = 1, vamos substituir o seu valor na 2ª equação e encontrar o y:
- 7y + 5z = 19
88
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- 7y + 5(1) = 19
- 7y + 5 = 19
- 7y = 19 - 5
- 7y = 14
14
y=
-7
y=-2
Obtendo x na 1º equação:
Como y = - 2 e z = 1, vamos substituir os seus valores na 1ª equação e encontrar o x:
x + 2y - 2z = - 5
x + 2 (- 2) - 2(1) = - 5
x-4-2=-5
x-6=-5
x=-5+6
x=1
[ ]
2 1 0
B= a b c é:
4+a 2+b c
a) 0
b) 2b - c
c) a+b+c
d) 6+a+b+c
e) 2bc + c - a
2 1 0 2 1
a b c a b
4+a 2+b c 4+a 2+b
Vamos fazer o produto das diagonais principais, menos o produto das diagonais secundárias.
2 ∙ b ∙ c + 1 ∙ c ∙ (4 + a) + 0 ∙ a ∙ (2 + b) - [0 ∙ b ∙ (4 + a) + 2 ∙ c ∙ (2 + b) + 1 ∙ a ∙ c] = 2bc +4c + ac - [4c
+ 2bc + ac] = 2bc + 4c + ac - 4c - 2bc - ac = 0 Resposta: Letra A.
a) 8
b) 12
c) 9
d) 15
e) 6
Se A = ( -11 2
-1 ) e B = (31 -42 ) , então a matriz X é:
a) ( 22 -4
5 )
b) ( 4 2 )
-5 -6
c) ( - 1 -4)
3 -1
d) ( -35 -28 )
e) (
0 3)
4 0
Para encontrar a matriz X, vamos escreve-la como uma matriz genérica, e substituir na
equação indicada no enunciado:
X= ( 40 03 )
Substituindo as três matrizes conhecidas na equação inicial, temos:
A∙X=B
( -11 2
-1 ) ∙ (ac db ) = (31 -42 )
( (- 1) ∙ a + (- 1) ∙ c
1 ∙ a + 2o ∙produto
Fazendo c 1entre
∙ b + 2 as
∙ d matrizes
=
3 -no
) (1 4 )
2 primeiro membro, temos:
(- 1) ∙ b + (- 1) ∙ d
(a- a+ -2cc b + 2d
-b-d ) = (31 -42 )
Pela igualdade de matrizes geraremos o seguinte sistema linear:
90
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{
a + 2c = 3
b + 2d = - 2
-a-c=1
-b-d=4
{
a + 2c = 3
-a-c=1
b + 2d = - 2
-b-d=4
91
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SEQUÊNCIAS: PROGRESSÕES ARITMÉTICAS E PROGRESSÕES
GEOMÉTRICAS
SEQUÊNCIAS NUMÉRICAS
Esse tema é cobrado de uma maneira que pode parecer como também pode ser complicado.
Descobrir a lei de formação ou padrão da sequência é o seu principal objetivo, pois nas questões
sobre sequências/raciocínio sequencial, você será apresentado a um conjunto de dados dispostos
de acordo com alguma “regra” implícita, alguma lógica de formação. O desafio é exatamente des-
cobrir essa “regra” para, com isso, encontrar outros termos daquela mesma sequência.
Veja o exemplo abaixo:
2, 4, 6, 8,...
A primeira pergunta que podemos fazer para achar a lei de formação é: os números estão
aumentando ou diminuindo?
Caso eles estejam aumentando, devemos tentar as operações de soma ou multiplicação
entre os termos. Veja no exemplo colocado acima: 2, 4, 6, 8,.. Do primeiro termo para o segun-
do, somamos o número dois e depois repetimos isso.
2+2=4
4+2=6
6+2=8
Caso os números estejam diminuindo, você pode buscar uma lógica envolvendo subtra-
ções ou divisões entre os termos.
Agora, observe essa outra sequência:
Qual é o seu próximo termo? Vários alunos tendem a dizer que o próximo termo é o 15,
mesmo tendo percebido que o 9 não está na sequência. A nossa tendência é relevar esse “pro-
bleminha” e marcar logo o valor 15. Muito cuidado! Como já disse, o padrão encontrado deve
ser capaz de explicar toda a sequência! Nesse caso, estamos diante dos números primos! Sim,
aqueles números que só podem ser divididos por eles mesmos ou então pelo número 1. No
caso, o próximo seria o 17, e não o 15. A propósito, os próximos números primos são: 17, 19,
23, 29, 31, 37...
É bem comum aparecerem questões que envolvem uma sequência que tem mais de uma
lei de formação. Podemos ter 2 sequências que se alternam, como neste exemplo:
PROGRESSÃO ARITMÉTICA
Uma progressão aritmética é aquela em que os termos crescem, sendo adicionados a uma
razão constante, normalmente representada pela letra r.
{1,3,5,7,9,11,13, ...}
Termo Geral da PA
Trata-se de uma fórmula que, a partir do primeiro termo e da razão da PA, permite calcu-
lar qualquer outro termo. Temos a seguinte fórmula:
an = a1 + (n – 1)r
Logo,
an = a1 + (n – 1) · r
a10 = 1 + (10 – 1) · 2
a10 = 1 + 2 · 9
93
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a10 = 1 + 18
a10 = 19
Isto é, o termo da posição 10 é o 19. Volte na sequência e confira. Perceba que, com essa fórmu-
la, podemos calcular qualquer termo da PA. O termo da posição 200 é:
an = a1 + (n – 1) · r
a200 = 1 + (200 – 1) · 2
a200 = 1 + 2 · 199
a200 = 1 + 398
a200 = 399
A fórmula a seguir nos permite calcular a soma dos “n” primeiros termos de uma progres-
são aritmética:
n # (a1 + an)
Sn =
2
Para entendermos um pouco melhor, vamos calcular a soma dos 7 primeiros termos do
nosso exemplo que já foi apresentado: {1,3,5,7,9,11, 13, ...}.
Já sabemos que a1 = 1, e n = 7. O termo an será, neste caso, o termo a7, que observando na sequên-
cia é o número 13, ou seja, a7 = 13. Substituindo na fórmula, temos:
n # (a1 + an)
Sn =
2
7 # (1 + 13)
S7 =
2
7 # 14
S7 =
2
98
S7 = = 49
2
94
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z PA constante: se r = 0, todos os termos da PA serão iguais.
Dica
PA crescente: se r > 0;
PA decrescente: se r < 0;
PA constante: se r = 0.
a) 25.
b) 26.
c) 27.
d) 28.
e) 24.
O primeiro múltiplo de 4 neste intervalo é 24 e o último é 124. Veja que os múltiplos de 4 for-
mam uma PA de razão igual a 4. Então, temos as seguintes informações:
a1 = 24
an = 124
r = 4 (podemos ir somando de 4 em 4 unidades para obter os múltiplos).
Substituindo na fórmula do termo geral, vamos encontrar a quantidade de elementos
2. (FCC – 2018) Rodrigo planejou fazer uma viagem em 4 dias. A quantidade de quilômetros que
ele percorrerá em cada dia será diferente e formará uma progressão aritmética de razão igual
a − 24. A média de quilômetros que Rodrigo percorrerá por dia é igual a 310 km. Desse modo, é
correto concluir que o número de quilômetros que Rodrigo percorrerá em seu quarto e último dia
de viagem será igual a
95
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a) 334.
b) 280.
c) 322.
d) 274.
e) 310.
Primeiro devemos achar o a1, para depois acharmos o a4. Devemos colocar tudo em função de
a1, para podermos substituir na média. Usando a fórmula do termo geral:
r = –24
an= a1 + (n – 1) · r
Achando a1:
a1 = a1 + (1–1) · r
a1 = a1
Colocando a2 em função de a1:
a2= a1+ (2 – 1) · r
a2 = a1 + r
Colocando a3 em função de a1:
a3= a1+ (3 – 1) · r
a3 = a1 + 2r
Colocando a4 em função de a1:
a4 = a1 + (4 – 1) · r
a4 = a1 + 3r
Substituindo na fórmula da média aritmética:
(a1 + a2 + a3 + a4 ) ÷ 4 = 310
(a1+ a1 + r + a1 + 2r + a1 + 3r) ÷ 4 = 310
4 a1 + 6r = 310 · 4
4 a1 + 6. (–24) = 1.240
4 a1 – 144 = 1.240
a1 = 346
Encontrando a4:
a4= 346 + (4 – 1) · r
a4= 346 + 3r
a4= 346 + 3 · (–24)
a4 = 274. Resposta: Letra D.
3. (CEBRASPE-CESPE – 2017) Em cada item a seguir é apresentada uma situação hipotética, seguida
de uma assertiva a ser julgada, a respeito de modelos lineares, modelos periódicos e geometria dos
sólidos.
Manoel, candidato ao cargo de soldado combatente, considerado apto na avaliação médica das con-
dições de saúde física e mental, foi convocado para o teste de aptidão física, em que uma das provas
consiste em uma corrida de 2.000 metros em até 11 minutos. Como Manoel não é atleta profissional,
ele planeja completar o percurso no tempo máximo exato, aumentando de uma quantidade constante,
a cada minuto, a distância percorrida no minuto anterior.
96
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Nesse caso, se Manoel, seguindo seu plano, correr 125 metros no primeiro minuto e aumentar de
11 metros a distância percorrida em cada minuto anterior, ele completará o percurso no tempo
regulamentar.
( ) CERTO ( ) ERRADO
Veja que no primeiro minuto ele percorre 125 metros, no segundo 125 + 11 = 136 metros, no
terceiro 125 + 2 · 11 = 147 metros, e assim por diante. Estamos diante de uma progressão
aritmética (PA) de termo inicial a1 = 125 e razão r = 11. O décimo primeiro termo (correspon-
dente ao 11º minuto) é:
an= a1 + (n – 1) · r
a11 = 125 + (11 – 1) · 11
a11 = 125 + 110 = 235 metros
A soma das distâncias percorridas nos 11 primeiros minutos é dada pela fórmula da soma
dos termos da PA:
n # (a1 + an)
Sn =
2
11 # (125 + 235)
S11 =
2
11 # 360
S11 = 2
S11 = 180 · 11
S11 = 1.980
A distância total percorrida é menor do que 2.000 metros. Logo, Manoel não completará o percur-
so no tempo regulamentar de 11 minutos. Resposta: Errado.
PROGRESSÃO GEOMÉTRICA
Cada termo é igual ao anterior multiplicado por 2. Esse é um exemplo típico de Progressão
Geométrica, ou simplesmente, PG. Em uma PG, cada termo é obtido a partir da multiplicação
do anterior por um mesmo número, o que chamamos de razão da progressão geométrica. A
razão é simbolizada pela letra q.
No exemplo acima, temos q = 2 e o termo inicial é a1 = 1. Da mesma maneira que vimos
para o caso de PA, normalmente, precisamos calcular o termo geral e a soma dos termos.
Termo Geral da PG
A fórmula a seguir nos permite obter qualquer termo (an) da progressão geométrica, par-
tindo-se do primeiro termo (a1) e da razão (q):
an = a1 · qn-1
97
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No nosso exemplo, o quinto termo, a5 (n = 5), pode ser encontrado assim:
A fórmula abaixo permite calcular a soma dos “n” primeiros termos da progressão
geométrica:
n
a1 # (q - 1)
Sn =
q-1
Usando novamente o nosso exemplo e fazendo a soma dos 4 primeiros termos (n = 4), temos: {2, 4, 8, 16, 32...}.
4
2 # (2 - 1)
S4 =
2-1
2 # (16 - 1)
S4 =
1
2 # 15
S4 =
1
S4 = 30
Suponha que você corra 1000 metros, depois, você corra 500 metros, depois, você corra
250 metros e, depois, 125 metros — sempre metade do que você correu anteriormente. Quan-
to você correrá no total? Observe que o que temos é exatamente uma progressão geométrica
infinita, porém, essa PG é decrescente.
Quando temos uma PG infinita com razão 0 < q < 1, teremos que qn = 0. Entendemos, então,
que quanto maior for o expoente, mais próximo de zero será. Portanto, substituindo, teremos:
a1 # (0 - 1)
S∞ =
q-1
a1
S∞ =
1-q
98
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Dica
Em uma progressão geométrica, o quadrado do termo do meio é igual ao produto dos
extremos. {a1, a2, a3} (a2)2 = a1 · a3
Veja: {2, 4, 8, 16, 32...}
82 = 4 · 16
64 = 64.
1. (FUMARC – 2018) Se a sequência numérica representada por (6, a2, a3, a4, a5,192) é uma Pro-
gressão Geométrica crescente de razão igual a q, então, é CORRETO afirmar que o valor de q é
igual a:
a) 2.
b) 3.
c) 4.
d) 8.
Vamos substituir os valores que já temos na fórmula geral da PG para acharmos a razão:
an = a1 · qn-1
a6 = a1 · q6-1
192 = 6 · q5
192 ÷ 6 = q5
32 = q5
q= 5
32
q = 2. Resposta: Letra A.
2. (IBFC – 2016) Se a soma dos elementos de uma P.G. (progressão geométrica) de razão 3 e
segundo termo 12 é igual a 484, então o quarto termo da P.G. é igual a:
Temos que a2 = 12 e q = 3. Para calcularmos o quarto termo, devemos usar a fórmula do ter-
mo geral da PG. Veja:
a4 = a2 · q4-2
a4 = 12 · 32
a4 = 12 · 9
a4 = 108. Resposta: Letra C.
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3. (IDECAN – 2014) Observe a progressão geométrica (P.G.) e assinale o valor de y.
a) +30.
b) +60.
c) –30.
d) –60.
e) –90.
Em uma progressão geométrica, o quadrado do termo do meio é igual ao produto dos extre-
mos. Logo:
y² = (y + 30) · (y – 60)
y² = y² – 60y +30y – 1.800
y² – y² +60y – 30y = –1.800
30y = –1.800
y = –1.800 ÷ 30
y = –60. Resposta: Letra D.
ESTRUTURA LÓGICA
Conjunção (Conectivo E)
z Na linguagem natural:
p ^ q.
z Na linguagem natural:
z Na linguagem simbólica:
p v q.
z Na linguagem natural:
z Na linguagem simbólica:
p ⊻ q.
z Na linguagem simbólica:
p → q.
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z Na linguagem natural:
z Na linguagem simbólica:
p ⟷ q.
Agora vamos treinar o que aprendemos na teoria com exercícios comentados de diversas
bancas. Vamos lá!
( ) CERTO ( ) ERRADO
Veja que temos uma proposição condicional (se então) e a representação simbólica apresen-
tada é de uma bicondicional. Representação da condicional (). Resposta: Errado.
( ) CERTO ( ) ERRADO
( ) CERTO ( ) ERRADO
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P: O paciente receberá alta;
~P: O paciente não receberá alta;
Q: O paciente receberá medicação;
R: O paciente receberá visitas.
A proposição ~P→[QvR] pode assim ser traduzida:
Se o paciente não receber alta, então ele receberá medicação ou receberá visitas. Resposta:
Errado.
DIAGRAMAS LÓGICOS
Esse tema é diretamente ligado ao estudo dos quantificadores lógicos ou proposições cate-
góricas, que são elementos que especificam a extensão da validade de um predicado sobre
um conjunto de constantes individuais. Ou seja, são palavras ou expressões que indicam que
houve quantificação. São exemplos de quantificadores as expressões: existe, algum, todo,
pelo menos um, nenhum.
Esses quantificadores podem ser classificados em dois tipos:
z quantificador universal;
z quantificador existencial (particulares).
Nos quantificadores universais temos todo e nenhum, já nos particulares temos pelo
menos um, existe um e o algum.
Agora, vamos estudar a representação de cada um dos quantificadores por meio dos dia-
gramas lógicos.
Exemplos:
z Todo A é B;
z Todo homem joga bola.
103
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Quando Todo A é B é verdadeira, os valores lógicos das outras proposições categóricas,
interpretando os diagramas, serão os seguintes:
z Nenhum A é B: é falsa;
z Algum A é B: é verdadeira;
z Algum A não é B: é falsa.
Exemplos:
z Nenhum A é B;
z Nenhum homem joga bola.
Perceba que temos dois conjuntos envolvidos no exemplo, o do homem e o de jogar bola.
Lembre-se de que Nenhum A é B significa que A e B não tem elementos em comum, logo,
temos apenas uma representação com diagrama:
A B
z Todo A é B: é falsa;
z Algum A é B: é falsa;
z Algum A não é B: é verdadeira.
Exemplos:
z Algum A é B;
z Algum homem joga bola.
Perceba que temos dois conjuntos envolvidos no exemplo, o do homem e o de jogar bola.
Vale lembrar que Algum A é B significa que o conjunto A tem pelo menos um elemento em
comum com o conjunto B, ou seja, há intersecção entre os círculos A e B. Logo, podemos fazer
representações com diagramas:
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A B
z Todo A é B: é indeterminada;
z Nenhum A é B: é falsa;
z Algum A não é B: é indeterminada.
Exemplos:
z Algum A não é B;
z Algum homem não joga bola.
Perceba que temos dois conjuntos envolvidos no exemplo, o do homem e o de jogar bola.
Vale lembrar que Algum A não é B significa que o conjunto A tem pelo menos um elemento
que não pertence ao conjunto B. Logo, podemos fazer representações com diagramas:
Os dois conjuntos possuem uma parte em comum, mas não há contato de alguns elementos de A com B MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO
Veja que em todas as representações o conjunto A tem pelo menos um elemento que não
pertence ao conjunto B. Então, quando Algum A não é B é verdadeira, os valores lógicos das
outras proposições categóricas, interpretando o diagrama, serão os seguintes:
z Todo A é B: é falsa;
z Nenhum A é B: é indeterminada;
z Algum A não é B: é indeterminada.
SILOGISMOS
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O silogismo vem da Teoria Aristotélica dentro do raciocínio dedutivo. Geralmente é for-
mado por três proposições, em que, de duas delas (que funcionam como premissas ou ante-
cedente), extrai-se outra proposição (que é a sua conclusão ou consequente).Além disso,
podemos dizer que é um tipo especial de argumento.
z Premissa maior: geralmente é a primeira. Contém o termo maior (T), que é sempre o
predicado da conclusão e diz-nos qual é a premissa maior, da qual faz parte;
z Premissa menor: geralmente é a segunda. Contém o termo menor (t), que é sempre o
sujeito da conclusão e indica-nos qual é a premissa menor;
z Conclusão: identificamos por não conter o termo médio (M);
z Termo médio: estabelece a ligação entre o termo maior e termo menor. Aparece nas duas
premissas, mas nunca aparece na conclusão.
Exemplo 2:
z 2ª regra: se um termo está distribuído na conclusão, tem de estar distribuído nas premis-
sas. Exemplos:
z 4ª regra: o termo médio tem de estar distribuído pelo menos uma vez. Exemplos:
Não se pode concluir se existe ou não alguma relação entre os termos “holandês” e “palha-
ço”, uma vez que não existe nenhuma relação entre estes e o termo médio (que é o único que
nos permite relacioná-los);
z 6ª regra: de duas premissas afirmativas, não se pode tirar uma conclusão negativa.
Exemplos:
107
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z 7ª regra: a conclusão segue sempre a parte mais fraca (particular e/ou negativa). Se uma
premissa for negativa, a conclusão tem de ser negativa, se uma premissa for particular, a
conclusão tem de ser particular. Exemplos:
Pelo menos uma premissa tem de ser universal, para que possa existir ligação entre o ter-
mo médio e os outros termos e ser possível extrair uma conclusão.
Esquematizando!
REGRAS
PREMISSAS TERMOS
z Todo silogismo contém somente três ter-
z De duas premissas negativas, nada se
mos: maior, médio e menor
conclui
z Os termos da conclusão não podem
z De duas premissas afirmativas, não pode
ter extensão maior que os termos das
haver conclusão negativa
premissas
z A conclusão segue sempre a premissa mais
z O termo médio não pode entrar na
fraca
conclusão
z De duas premissas particulares, nada se
z O termo médio deve ser universal ao menos
conclui
uma vez
Agora vamos treinar o que aprendemos na teoria com exercícios comentados de diversas
bancas. Vamos lá!
1. (FGV – 2019) Considerando que a afirmação “Nenhum pescador sabe nadar” não é verdadeira, é
correto concluir que
Veja que a questão pede a negação do quantificador “nenhum”, e, como já aprendemos, nun-
ca devemos negar o “nenhum” usando o quantificado “todo” e vice-versa. Sabendo disso,
podemos eliminar estrategicamente as alternativas C, D e E. Como temos um quantificador
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universal negativo e sabemos que para negar precisamos de um particular afirmativo, só
nos resta a letra A como resposta, pois a letra B não está de acordo com a regra. Você tam-
bém poderia usar o lembrete “nenhum nega com PEA”. Resposta: Letra A.
A questão pede a negação do “algum” — quantificador particular afirmativo. Para fazer essa
negação, usamos um quantificador universal. Qual? O quantificador “nenhum”, pois o mes-
mo é universal negativo. Assim, a nossa sentença ficará:
p: “Algum assistente social acompanhou o julgamento”.
~p: “Nenhum assistente social acompanhou o julgamento”. Resposta: Letra D.
A negação do “todo” pode ser feita usando o lembrete que aprendemos: “todo nega com PEA
+ não”, em que PEA são as iniciais dos quantificadores lógicos particulares — “Pelo menos
um”/“Existe”/“Algum” — seguidos pelo modificador lógico “não”, deixando-os, assim, parti-
culares negativos. Logo,
VERDADES E MENTIRAS
Estamos diante de um assunto bem interessante, pois em “Verdades e Mentiras” você será
apresentado a um caso em que várias pessoas afirmam certas situações e entre elas existe
aquela que diz algo verdadeiro, mas também há aquela que só mente. Então, o seu dever é
entender o que o enunciado está querendo e achar quem são os mentirosos e os verdadeiros.
Em algumas questões, você terá que fazer um teste lógico e depois avaliar cada afirmação
que está disposta no enunciado. Caso não aconteça divergência entre as informações, sua
suposição estará correta e você conseguirá achar quem está falando a verdade ou mentindo.
Agora, se houver divergência, você terá que fazer uma nova suposição. Esse tema não tem
teoria, então, vamos aprender como resolver esse tipo de questão praticando bastante. 109
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1. (FCC – 2012) Huguinho, Zezinho e Luizinho, três irmãos gêmeos, estavam brincando na casa de seu
tio quando um deles quebrou seu vaso de estimação. Ao saber do ocorrido, o tio perguntou a cada um
deles quem havia quebrado o vaso. Leia as respostas de cada um.
Sabendo que somente um dos três falou a verdade, conclui-se que o sobrinho que quebrou o
vaso e o que disse a verdade são, respectivamente,
a) Huguinho e Luizinho.
b) Huguinho e Zezinho.
c) Zezinho e Huguinho.
d) Luizinho e Zezinho.
e) Luizinho e Huguinho.
Para esse tipo de questão, devemos buscar as informações contraditórias, pois numa con-
tradição haverá uma “verdade e mentira”. Sendo assim, o enunciado diz que somente um
dos três falou a verdade. Então, vamos analisar as informações contraditórias. Veja que as
afirmações de Zezinho e Luizinho se contradizem.
Zezinho → “Foi o Luizinho quem quebrou o vaso!”
Luizinho → “O Zezinho está mentindo!”
Não podemos afirmar quem disse a verdade ou quem mentiu ainda, mas já sabemos que quem
quebrou o vaso foi Huguinho (sobrou apenas mentira para quem não está na contradição).
Huguinho → “Eu não quebrei o vaso!” — mentiu, logo, ele quebrou o vaso.
Eliminamos as letras C, D e E. Agora, perceba que não tem como o Zezinho estar falando a
verdade, pois já sabemos que foi Huguinho quem quebrou o caso. Logo, Zezinho está mentin-
do e Luizinho falando a verdade. Resposta: Letra A.
2. (IF-PA – 2019) Ângela, Bruna, Carol e Denise são quatro amigas com diferentes idades. Quando
se perguntou qual delas era a mais jovem, elas deram as seguintes respostas:
Sabendo que uma das meninas não estava dizendo a verdade, a mais jovem e a mais velha, respecti-
vamente, são:
3. (VUNESP – 2018) Paulo, Lucas, Sandro, Rogério e Vitor são suspeitos de terem furtado a bicicle-
ta de uma pessoa. Na delegacia:
z Vitor afirmou que não tinha sido nem ele nem Rogério;
z Sandro jurou que o ladrão era Rogério ou Lucas;
z Rogério disse que tinha sido Paulo;
z Lucas disse ter sido Paulo ou Vitor;
z Paulo termina dizendo que Sandro é um mentiroso.
Sabe-se que um e apenas um deles mentiu. Sendo assim, a pessoa que furtou a bicicleta foi
a) Lucas.
b) Sandro.
c) Rogério.
d) Vitor.
e) Paulo.
Dentro de toda a teoria que já foi estudada sobre os diversos conceitos de raciocínio lógico,
vamos agora resolver algumas questões que envolvem problemas com lógica e raciocínio.
Este tópico reúne diversos conceitos, tais como diagrama de Venn, associação lógica, equiva-
lências, negações etc. 111
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Logo, devemos resolver questões para entendermos como são cobradas em provas.
1. (FUNDATEC – 2020) Em shopping da cidade, foram entrevistadas 320 pessoas para apurar quem
gosta de séries ou quem gosta de filmes. Dos dados levantados, tem-se que 256 gostam de
séries e 194 gostam de filmes. Sabendo que todos preferem pelo menos uma das duas opções e
que ninguém disse que não gosta de nada, quantas pessoas gostam de séries e filmes ao mes-
mo tempo?
a) 110.
b) 130.
c) 150.
d) 170.
e) 190.
Temos uma questão que relaciona os conceitos de conjuntos de Venn, pedindo a interseção.
Vamos somar todos os valores e descontar do total. Fica:
Total = 320.
Séries = 256.
Filmes = 194.
Resolução = 256 + 194 = 450 – 320 = 130 gostam de filmes e séries ao mesmo tempo. Resposta:
Letra B.
2. (FCC – 2019) Antônio, Bruno e Carlos correram uma maratona. Logo após a largada, Antônio
estava em primeiro lugar, Bruno em segundo lugar e Carlos em terceiro lugar. Durante a corrida
Bruno e Antônio trocaram de posição 5 vezes, Bruno e Carlos trocaram de posição 4 vezes e
Antônio e Carlos trocaram de posição 7 vezes. A ordem de chegada foi
Para resolver essa questão, basta saber que: se o número de trocas for par (não importa a
quantidade), as posições vão ser mantidas; se for ímpar (não importa a quantidade), serão
trocadas. Logo,
1º Antônio
2º Bruno
3º Carlos
Bruno e Antônio trocaram 5 vezes número ímpar, então, Antônio trocará de lugar com
Bruno: 1º Bruno 2º Antônio 3º Carlos
Bruno e Carlos trocaram 4 vezes número par, cada um ficará no seu lugar: 1º Bruno 2º
Antônio 3º Carlos
Antônio e Carlos trocaram 7 vezes número ímpar, então, Antônio trocará de lugar com
Carlos:
112 1º Bruno 2º Carlos 3º Antônio. Resposta: Letra B.
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3. (VUNESP – 2019) Três moças, Ana, Bete e Carol, trabalham no mesmo ambulatório. Na segun-
da-feira, Ana chegou depois de Bete, e Carol chegou antes de Ana. Nesse dia, Carol não foi a
primeira a chegar no serviço.
A primeira, a segunda e a terceira moça a chegar no serviço nesse dia foram:
Ana chegou depois de Bete Então, Ana não foi a primeira a chegar, elimine as alternativas
C e D.
Carol chegou antes de Ana Se Carol chegou antes de Ana, e Ana não foi a primeira a che-
gar, então Ana foi a última a chegar, elimine a alternativa A.
Carol não foi a primeira a chegar no serviço. Já que Carol não foi a primeira a chegar,
elimine a alternativa E. Conclusões: 1º Bete, 2º Carol e 3º Ana.
Resposta: Letra B.
Argumentos Válidos
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Homem
Padre
José
Perceba que a premissa 2 afirma que José é padre, ou seja, José tem que estar dentro do
conjunto dos padres. Sendo assim, como não há possibilidade de um padre não ser homem,
podemos afirmar que José também é homem, como afirma nossa conclusão. Logo, o argu-
mento é válido.
Vamos analisar agora um argumento usando conectivos lógicos. Quando temos essa
estrutura, devemos usar o seguinte lembrete:
Veja na prática:
(V) (F)
Se fizer sol, então vou à praia. (V)
Fez sol. (V)
Logo, vou à praia. (F)
Como podemos notar, quando temos a combinação lógica verdade no antecedente e falso
no consequente (V F) para o conectivo “se...,então”, o nosso resultado só poderá ser falso.
(V) (F)
Se fizer sol, então vou à praia. (V) (F)
Fez sol. (V)
ARGUMENTOS INVÁLIDOS
Gostam de chocolate
Crianças
Patrícia
Gostam de chocolate
Crianças
Quando a premissa 2 afirma que Patrícia não é criança, temos duas interpretações:
Sendo assim, não há possibilidade de afirmar com 100% de certeza que Patrícia não gosta
de chocolate, como consta na conclusão. Logo, o argumento é inválido.
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Para um argumento usando conectivos lógicos, devemos usar o mesmo que já vimos para
argumentos válidos, só muda um detalhe. Veja:
Veja na prática:
Se o tempo ficar nublado, então não vou ao cinema. (V)
O tempo ficou nublado. (V)
Logo, vou ao cinema. (F)
Já fizemos o 1º passo, colocamos na frente de cada proposição os valores lógicos de acordo com
o nosso lembrete. Agora, vamos valorar! Veja que ir ao cinema é falso e o tempo ficar nubla-
do é verdadeiro. Distribuímos os valores lógicos para proposição composta pelo conectivo “se...
então” na primeira premissa, de acordo com cada proposição. Perceba que a proposição “não vou
ao cinema” está negando o que está sendo dito na conclusão, ou seja, mudamos o valor lógico dela.
Assim,
(V) (V)
Tudo que não estiver no padrão de combinação lógica — verdade no antecedente e falso
no consequente (V F) para o conectivo “se...,então” — será verdadeiro.
(V) (V)
Se o tempo ficar nublado, então vou ao cinema. (V)
O tempo ficou nublado. (V)
Logo, vou ao cinema. (F)
Percebe-se, então, que o argumento está de acordo com a nossa valoração inicial, ou seja,
não deu erro. Logo, nosso argumento é inválido.
116
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Para podermos praticar um pouco mais sobre esse assunto, analisaremos algumas ques-
tões comentadas de concursos.
I. Se Ana Maria nunca escreve petições, então ela não sabe escrever petições.
Ana Maria nunca escreve petições.
Portanto, Ana Maria não sabe escrever petições.
II. Se Ana Maria não sabe escrever petições, então ela nunca escreve petições.
Ana Maria nunca escreve petições.
Portanto, Ana Maria não sabe escrever petições.
Comparando a validade formal dos dois argumentos e a plausibilidade das primeiras premissas
de cada um, é correto concluir que
Começaremos pelo argumento II, para que você possa entender o “macete”.
Argumento II.
Se Ana Maria não sabe escrever petições (F), então ela nunca escreve petições (V). = verdadeiro
Ana Maria nunca escreve petições. = verdadeiro
Conclusão: Portanto, Ana Maria não sabe escrever petições. = falso
117
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2. (FCC – 2019) Em uma festa, se Carlos está acompanhado ou está feliz, canta e dança. Se, na última
festa em que esteve, não dançou, então Carlos, necessariamente,
Veja que precisamos achar uma conclusão para o argumento e podemos escrever a sentença
da seguinte maneira:
Temos a condicional:
(está acompanhado ou está feliz) (canta e dança)
(P v Q) (R ^ T)
Como a questão afirma que “dança” é falso, podemos dizer que o consequente “canta e dança” é
falso, pois temos o conetivo “e” e basta um valor falso para que tudo seja falso. Assim, o antece-
dente precisa ser falso também. Perceba, então, que temos o conetivo “ou” e que tudo precisa ser
falso para que tenhamos o resultado do antecedente falso. Assim, “não está acompanhado e não
está feliz”. Resposta: Letra C.
Joga xadrez
Homens
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Agora, vamos analisar cada alternativa e interpretar os diagramas para achar nosso
gabarito.
a) “Todos os homens têm bom raciocínio”. Errado, pois alguns homens têm bom raciocínio.
b) “Mulheres não jogam xadrez”. Errado, pois a afirmação acima só fala de homens.
c) “Quem tem bom raciocínio joga xadrez” Errado, pois eu posso ter bom raciocínio e jogar dama,
cartas etc. Alguns que tem bom raciocínio jogam xadrez.
d) “Homem que não tem bom raciocínio não joga xadrez”. Certo, pois se o homem não tem
bom raciocínio nem adianta jogar xadrez. Quem joga xadrez tem bom raciocínio.
e) “Quem não joga xadrez não tem bom raciocínio”. Errado, pois eu posso jogar dama, cartas
e ter bom raciocínio. Resposta: Letra D.
VALORES LÓGICOS
Na lógica temos apenas dois valores lógicos: verdadeiro ou falso. Quando temos uma
declaração verdadeira, o seu valor lógico é Verdade (V) e quando é falsa, dizemos que seu
valor lógico é Falso (F).
Vamos começar nosso estudo falando sobre o que é uma proposição lógica. Observe a frase
a seguir:
Ex.: Paula vai à praia.
Para saber se temos ou não uma proposição, precisamos de três requisitos fundamentais:
Tendo isso em vista, podemos afirmar claramente que a frase “Paula vai à praia” é uma
proposição lógica, pois temos a presença de um verbo (ir), uma informação completa (temos
o sujeito claro na oração) e podemos afirmar se é verdadeira ou falsa.
Importante!
Proposição Lógica é uma oração declarativa que admite apenas um valor lógico: V ou F.
Sentença
ou Sentido
Declarativa
completo
Falsa
Obrigatório
Verbo
Toda proposição pode ser representada simbolicamente pelas letras do alfabeto. Veja no
exemplo:
Uma ordem não pode ser classificada como verdadeira ou falsa. Muito cuidado com esse
tipo de oração, pois pode ser facilmente confundida com uma proposição lógica.
Não são proposições: perguntas, exclamações e ordens.
Temos um outro caso menos cobrado em provas, mas que também não é proposição lógi-
ca: o paradoxo. Para ficar mais claro, veja o exemplo a seguir:
Ex.: Esta frase é uma mentira.
Quando atribuímos um valor de verdade para a frase, então, na verdade, ele mentiu, uma
vez que a própria frase já diz isso, e se atribuirmos o valor falso, então a frase é verdade, pois
ela diz ser uma mentira e já sabemos que isso é falso.
Perceba que sempre que valoramos a frase ela nos resulta um valor contrário, ou seja,
estamos diante de uma frase que é contraditória em si mesma. Isso é a definição de um
paradoxo.
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SENTENÇA ABERTA
Dizemos que uma sentença é aberta quando não conseguimos ter a informação completa
que a oração nos mostra. Veja o exemplo a seguir:
Ex.: Ele é o melhor cantor de rock.
Perceba que há presença do verbo e que conseguimos parcialmente entender o que a frase
quer dizer. Todavia, logo surge a pergunta: ele quem? Aqui nossa informação não consegue
ser completa e por isso temos mais um caso que não é proposição lógica. Observe outros
exemplos:
X + 5 = 10
5+5
X – Y = 20
Todos os exemplos acima são sentenças abertas, então podemos resumir da seguinte
forma:
As variáveis: ele, aquele ou variáveis matemáticas (X ou Y) tornam a sentença aberta.
Sempre será uma proposição lógica na escrita matemática e podemos notar que há verbos nos
casos a seguir:
z = (é igual);
z ≠ (é diferente);
z > (é maior);
z < (é menor);
z ≥ (é maior ou igual);
z ≤ (é menor ou igual);
Sentenças Abertas
Paradoxo
É fundamental que você conheça três princípios para deixarmos tudo alinhado com as
proposições lógicas. Veja:
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z Princípio do terceiro excluído: uma proposição deve ser verdadeira ou falsa, não haven-
do outra possibilidade. Não é possível que uma proposição seja “quase verdadeira” ou
“quase falsa”;
z Princípio da não contradição: dizemos que uma mesma proposição não pode ser, ao
mesmo tempo, verdadeira e falsa;
z Princípio da Identidade: cada ser é único, ou seja, uma proposição não assume o signifi-
cado de outra proposição lógica.
PROPOSIÇÕES COMPOSTAS
Temos proposições compostas quando há duas ou mais proposições simples ligadas por
meio dos conectivos lógicos. Veja os exemplos:
Cada conectivo tem sua representação simbólica e sua nomenclatura. Veja a relação de
conectivos:
Exemplos:
z Na linguagem natural:
z Na linguagem simbólica:
p ^ q;
p v q;
p v q;
p → q;
p ⟷ q.
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Agora que conhecemos os conectivos lógicos, vamos ver algumas camuflagens dos opera-
dores lógicos que podem aparecer na prova. Veja:
P→Q
P = antecedente
Q = consequente
TABELAS-VERDADE
Trata-se de uma tabela na qual conseguimos apresentar todos os valores lógicos possíveis
de uma proposição.
Neste momento, vamos aprender a construir tabelas verdade para proposições compostas.
Exemplo: P v Q = 22 = 4 linhas.
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P Q PVQ
z 3º passo: dispor os valores “V” e “F” na primeira coluna fazendo o agrupamento pela
metade do número de linhas da tabela.
P Q PVQ
V
V
F
F
P Q PVQ
V V
V F
F V
F F
Pronto! A nossa tabela já está montada, agora precisamos aprender qual o resultado que tere-
mos quando combinamos os valores lógicos usando os conectivos lógicos.
Número de linhas da tabela verdade:
2n = 2proposições (onde n é o número de proposições).
Vamos caminhar mais um pouco e aprender todas as combinações lógicas possíveis para cada
conectivo lógico.
Negação (~P)
Uma proposição, quando negada, recebe valores lógicos opostos ao da proposição original.
O símbolo que iremos utilizar é ¬ p ou ~p.
P ~P
V F
F V
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Dupla Negação ~(~P)
P ~P ~(~P)
V F V
F V F
Só teremos uma resposta verdadeira quando todos os valores lógicos envolvidos forem
verdadeiros.
P Q P^Q
V V V
V F F
F V F
F F F
Teremos resposta verdadeira quando pelo menos um dos valores lógicos envolvidos for
verdadeiro.
P Q PVQ
V V V
V F V
F V V
F F F
P Q PVQ
V V F
V F V
F V V
F F F
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Conectivo Bicondicional “se e somente se” ()
P Q PQ
V V V
V F F
F V F
F F V
P Q P→ Q
V V V
V F F
F V V
F F V
VF=F
TAUTOLOGIA
P ~P P V ~P
V F V
F V V
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CONTRADIÇÃO
P ~P P ^ (~P)
V F F
F V F
CONTINGÊNCIA
Sempre que uma proposição composta recebe valores lógicos falsos e verdadeiros, inde-
pendentemente dos valores lógicos das proposições simples componentes, dizemos que a
proposição em questão é uma contingência. Ou seja, é quando a tabela verdade apresenta,
ao mesmo tempo, alguns valores verdadeiros e alguns falsos.
Exemplo: a proposição [P ^ (~Q)] v (P→~Q)] é uma contingência, conforme a tabela verdade.
( ) CERTO ( ) ERRADO
Veja que P→Q foi considerado falso pelo enunciado da questão. Assim, na condicional, para
ser falso, a regra é que o precedente (antecedente) seja verdadeiro e o seguinte (consequente),
falso. Lembre-se da dica: Vai Ficar Falso = V F. Resposta: Errado.
a) 2.
b) 4.
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c) 8.
d) 16.
e) 32.
Você precisa guardar esta dica: a proposição que contiver uma afirmação com o conectivo ou
mais a negação dessa mesma afirmação (ou vice-versa) será sempre uma tautologia. Então,
É verão em Gramado ou não é verão em Gramado.
A proposição p ∨ (~p) é uma tautologia, pois o seu valor lógico é sempre “verdadeiro”. Resposta:
Letra B.
CONECTIVOS LÓGICOS
Conceito
Os conectivos lógicos (ou operadores lógicos, como também podem ser chamados) servem
para ligar duas ou mais proposições simples e formar, assim, proposições compostas.
Temos cinco operadores lógicos no total e cada um tem sua nomenclatura e representação
simbólica. Veja a tabela a seguir:
Tabela de Conectivos
z Negação: uma proposição quando negada, recebe valores lógicos opostos dos valores lógi-
cos da proposição original. O símbolo que iremos utilizar é ¬p ou ~p. Exemplos:
p: O gato é amarelo;
~p: O gato não é amarelo;
q: Raciocínio Lógico é difícil;
~q: É falso que raciocínio lógico é difícil;
r: Maria chegou tarde em casa ontem;
~r: Não é verdade que Maria chegou tarde em casa ontem.
Agora que já fomos apresentados aos conectivos lógicos, vamos ver algumas “camufla-
gens” dos operadores lógicos que podem aparecer na prova. Veja:
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z Conectivo “ou...ou” usando “...ou..., mas não ambos”
z Conectivo “Se então” usando “Desde que, Caso, Basta, Quem, Todos, Qualquer, Toda
vez que”
Exemplos:
P Q1
P = antecedente
Q = consequente
A proposição “Se Paulo é mentiroso então Maria é culpada.” pode ser representada simbolica-
mente por (~Q)↔(~R).
( ) CERTO ( ) ERRADO
Veja que temos uma proposição condicional (se então) e a representação simbólica apresentada é de uma bicondi-
cional. Representação da condicional (). Resposta: Errado.
( ) CERTO ( ) ERRADO
P⟺Q
P (P ∧ Q)
P Q R Q∨R ∧ P∧Q P∧R ∨
(Q ∨ R) (P ∧ R)
V V V V V V V V
V V F V V V F V
V F V V V F V V
V F F F F F F F
F V V V F F F F
F V F V F F F F
F F V V F F F F
F F F F F F F F
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z p ∨ (q ∧ r) ⇔ (p ∨ q) ∧ (p ∨ r)
P (P ∨ Q)
P Q R Q∧R ∨ P∨Q P∨R ∧
(Q ∧ R) (P ∨ R)
V V V V V V V V
V V F F V V V V
V F V F V V V V
V F F F V V V V
F V V V V V V V
F V F F F V F F
F F V F F F V F
F F F F F F F F
z p ∧ (q ∧ r) ⇔ (p ∧ q) ∧ (p ∧ r)
P (P ∧ Q)
P Q R Q∧R ∧ P∧Q P∧R ∧
(Q ∧ R) (P ∧ R)
V V V V V V V V
V V F F F V F F
V F V F F F V F
V F F F F F F F
F V V V F F F F
F V F F F F F F
F F V F F F F F
F F F F F F F F
z p ∨ (q ∨ r) ⇔ (p ∨ q) ∨ (p ∨ r)
P (P ∨ Q)
P Q R Q∨R ∨ P∨Q P∨R ∨
(Q ∨ R) (P ∨ R)
V V V V V V V V
V V F V V V V V
V F V V V V V V
V F F F V V V V
F V V V V V V V
F V F V V V F V
F F V V V F V V
F F F F F F F F
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Idempotência
z p ⇔ (p ∧ p)
P P P∧P
V V V
F F F
z p ⇔ (p ∨ p)
P P P∨P
V V V
F F F
Pela Exportação-Importação
z [(p ∧ q) → r] ⇔ [p → (q → r)]
(P ∧ Q) P→
P Q R P∧Q Q→R
→R (Q → R)
V V V V V V V
V V F V F F F
V F V F V V V
V F F F V V V
F V V F V V V
F V F F V F V
F F V F V V V
F F F F V V V
z Proposições recíprocas: p → q: q → p;
z Proposição contrária: p → q: ~p → ~q;
~P → ~Q →
P Q ~P ~Q P→Q Q→P
~Q ~P
V V F F V V V V
V V F V F V V F
V F V F V F F V
V F V V V V V V
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z Proposição contrapositiva: p → q: ~q → ~p.
Implicação Material
Na lógica proposicional, temos uma regra de substituição que diz que é válido que uma
sentença condicional seja substituída por uma disjunção em que o antecedente é negado;
essa é a implicação material.
A regra determina que P implica Q é logicamente equivalente a não ~P ou Q e pode substi-
tuir o outro em provas lógicas: P → Q ⟺ ~P v Q, onde “⟺” é um símbolo que representa “pode
ser substituído em uma prova com.”
Ou seja, sempre que uma instância de “P → Q” é exibida em uma linha de uma prova, ela
pode ser substituída por «~P v Q”.
Exemplo: Se ele é um tigre P, então ele pode correr Q.
Assim, ele não é um tigre ~P ou ele pode correr Q.
Se for descoberto que o tigre não podia correr, escrito simbolicamente como P v ~Q, ambas
as sentenças são falsas, mas caso contrário, elas são ambas verdadeiras.
Transposição
P→Q⟺~Q→~P
Em que “⟺” é um símbolo que representa “pode ser substituído em uma prova com.”
Ou seja, sempre que uma instância de “P → Q” é exibida em uma linha de uma prova, ela
pode ser substituída por ~ Q → ~ P “.
Exemplo: Se ele é um tigre P, então ele pode correr Q.
Assim, se ele não pode correr ~Q, então ele não é um tigre ~P.
EQUIVALÊNCIA CONDICIONAL
Agora vamos tratar de duas equivalências importantes desse conectivo que tem a maior
incidência nas provas de concursos. A primeira delas ensina como transformar uma pro-
posição composta pelo “se…então” em outra proposição composta pelo “se…então”. A outra
ensina como transformar uma proposição composta pelo “se…então” em uma composta pelo
conectivo “ou” (e vice-versa). Vamos lá!
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Contrapositiva
Para fazermos essa equivalência, devemos inverter as proposições e depois negar todas as
proposições.
Inverte e nega tudo mantendo o se então.
Exemplo: A → B ⇔ ~B → ~A
Se Marcos estuda, então ele passa. ⇔ Se Marcos não passa, então ele não estuda.
Estas duas proposições são equivalentes. Percebeu o processo de construção da segunda a
partir da primeira? Você deve inverter a ordem das proposições e negar ambas.
A → B ⇔ ~A v B.
Se o urso é ovíparo, então o macaco voa. ⇔ O urso não é ovíparo ou o macaco voa.
Observe a tabela a seguir e veja que os resultados são iguais, ou seja, equivalentes:
A B ~A ~B A→B ~B → ~A ~A V B
V V F F V V V
V F F V F F F
F V V F V V V
F F V V V V V
EQUIVALÊNCIA BICONDICIONAL
Comutação
Exemplo: A ⟷ B ⇔ B ⟷ A
O céu ficará azul se e somente se hoje não chover. ⇔ Hoje não choverá se e somente se
o céu ficar azul.
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z Com o conectivo “e” e “se...então”
Para fazer essa equivalência, vamos interpretar o conectivo “se e somente se”. Na sua
nomenclatura temos uma bicondicional; o que isso significa exatamente? Significa que
temos duas condicionais (se...então).
Pensando nisso, podemos dizer então que temos uma condicional indo e uma condicio-
nal voltando; repare que a simbologia (⟷) é composta por duas setas. Agora vamos traduzir
isso tudo com um exemplo.
Exemplo: A ⟷ B ⇔ (A → B) ^ (B → A)
O céu ficará azul se e somente se hoje não chover. ⇔ Se o céu ficará azul, então hoje não
vai chover e se hoje não vai chover, então o céu ficará azul.
Já para entendermos essa equivalência, precisamos lembrar dos casos na tabela verda-
de do conetivo “se e somente se” quando temos resultados verdadeiros, ou seja, quando
os valores lógicos são iguais. Sabendo disso, podemos dizer, então, que o conectivo “se e
somente se” terá resultado verdadeiro quando as proposições forem todas verdadeiras
ou quando forem todas falsas (vale lembrar que a negação de “V” será “F”). Logo, veja o
exemplo de como ficará essa equivalência:
Exemplo: A ⟷ B ⇔ (A ^ B) v (~A ^ ~B)
O céu ficará azul se e somente se hoje não chover. ⇔ O céu ficará azul e hoje não vai cho-
ver ou o céu não ficará azul e hoje vai chover.
Agora observe a tabela verdade envolvendo todas as equivalências da Bicondicional:
(A→B) (A ^ B)
A B ~A ~B A ⟷ B B⟷A ∧ V
(B→A) (~A ^ ~B)
V V F F V V V V
V F F V F F F F
F V V F F F F F
F F V V V V V V
COMUTAÇÃO
Leis Comutativas
z Conjunção “e”:
Exemplo: A ^ B ⇔ B ^ A
Joana é magra e Maria é baixa. ⇔ Maria é baixa e Joana é magra.
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A B A^B B^A
V V V V
V F F F
F V F F
F F F F
Exemplo: A v B ⇔ B v A
João anda de barco ou Sabrina vai à praia. ⇔ Sabrina vai à praia ou João anda de barco.
Exemplo: A v B ⇔ B v A
Ou Romeu compra uma moto ou ele vende o carro. ⇔ Ou Romeu vende o carro ou ele com-
pra uma moto.
A B A⊻B B⊻A
V V F F
V F V V
F V V V
F F F F
Exemplo: A ⟷ B ⇔ B A
O céu ficará azul se e somente se hoje não chover. ⇔ Hoje não choverá se e somente
se o céu ficar azul.
A B A⟷B B⟷A
V V V V
z Condicional “Se então”: é o único conectivo lógico que não aceita a propriedade de comu-
tação, pois o seu antecedente não pode ser o consequente e vice-versa.
A→B≠B→A
Agora vamos treinar o que aprendemos na teoria com exercícios comentados de diversas bancas.
Vamos lá!
1. (VUNESP – 2020) Considere a seguinte afirmação: Se Marcos está prestando esse concurso,
então ele é formado no Curso de Serviço Social.
Assinale a alternativa que contém uma afirmação equivalente para a afirmação apresentada. 137
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a) Marcos está prestando esse concurso se, e somente se, ele é formado no Curso de Serviço
Social.
b) Se Marcos é formado no Curso de Serviço Social, então ele está prestando esse concurso.
c) Marcos está prestando esse concurso e ele é formado no Curso de Serviço Social.
d) Se Marcos não é formado no Curso de Serviço Social, então ele não está prestando esse concurso.
e) Marcos não é formado no Curso de Serviço Social e ele está prestando esse concurso.
Veja que não temos a presença do “ou” nas alternativas e isso facilita, pois usamos a “contraposi-
tiva’’. Basta inverter e negar, mantendo o mesmo conectivo:
Se Marcos não é formado no Curso de Serviço Social, então ele não está prestando esse con-
curso. Resposta: Letra D.
P1: “Se há carência de recursos tecnológicos no setor Alfa, então o trabalho dos servidores
públicos que atuam nesse setor pode ficar prejudicado.”.
P2: “Se há carência de recursos tecnológicos no setor Alfa, então os beneficiários dos serviços
prestados por esse setor podem ser mal atendidos.”.
P3: “Se o trabalho dos servidores públicos que atuam no setor Alfa fica prejudicado, então os
servidores públicos que atuam nesse setor padecem.”.
P4: “Se os beneficiários dos serviços prestados pelo setor Alfa são mal atendidos, então os
beneficiários dos serviços prestados por esse setor padecem.”.
C: “Se há carência de recursos tecnológicos no setor Alfa, então os servidores públicos que atuam
nesse setor padecem e os beneficiários dos serviços prestados por esse setor padecem.”.
( ) CERTO ( ) ERRADO
Proposição: P3: “Se o trabalho dos servidores públicos que atuam no setor Alfa fica prejudi-
cado, então os servidores públicos que atuam nesse setor padecem.”.
Equivalência:
(Inverte e nega tudo mantendo “se então”)
“Se os servidores públicos que atuam nesse setor não padecem, então o trabalho dos servido-
res públicos que atuam no setor Alfa não fica prejudicado.” Resposta: Certo.
3. (CEBRASPE-CESPE – 2020) Considerando a proposição P: “Se o servidor gosta do que faz, então
o cidadão-cliente fica satisfeito”, julgue o item a seguir.
A proposição P é logicamente equivalente à seguinte proposição: “Se o cidadão-cliente não fica
satisfeito, então o servidor não gosta do que faz”.
LEIS DE MORGAN
Quando fazemos a negação de uma proposição composta primitiva, geramos outra posi-
ção que também é composta e equivalente à sua primitiva. É recorrente em provas a cobran-
ça para que você responda qual a equivalência da negação de determinada proposição.
Para negarmos a conjunção, devemos trocar pela disjunção ou e negar todas as proposições envolvidas. Veja:
~ (A ^ B) ⇔ ~A v ~B
Exemplo: Vou comprar um carro e vou ganhar dinheiro.
Proposição 1: vou comprar um carro.
Proposição 2: vou ganhar dinheiro.
1º: trocar o “e” pelo “ou”.
2º: negar todas as proposições.
Negação:
~P1: Não vou comprar um carro.
~P2: Não vou ganhar dinheiro.
Assim temos, não vou comprar um carro ou não vou ganhar dinheiro.
A B ~A ~B A^B ~(A ^ B) ~A V ~B
V V F F V F F
V F F V F V V
F V V F F V V
F F V V F V V
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A B ~A ~B AvB ~(A v B) ~A ^ ~B
V V F F V F F
V F F V V F F
F V V F V F F
F F V V F V V
Para negarmos a disjunção exclusiva, devemos apenas trocar o conectivo “ou...ou” pelo “se
e somente se”. Isso mesmo! Trocamos um conectivo pelo outro e o restante é só deixar igual.
Veja um exemplo: ~ (A ⊻ B) ⇔ A ⟷ B Ou faz sol ou chove muito.
Negação: Faz sol se e somente se chove muito.
A B A⊻B ~ (A ⊻ B) A⟷B
V V F V V
V F V F F
F V V F F
F F F V V
Exemplo: ~ (A ⟷ B) ⇔ A v B
Marta viaja se e somente se Paulo não vai ao cinema.
Negação: Ou Marta viaja ou Paulo não vai ao cinema.
Essa negação é feita vindo da equivalência lógica que usa o conectivo “se...,então”. Exemplo:
~ (A ⟷ B) ⇔ (A → B) ^ (B → A);
~[(A → B) ^ (B → A)] ⇔ (A ^ ~B) v (B ^ ~A).
A: Marta viaja se e somente se Paulo não vai ao cinema.
Negação: Marta viaja e Paulo vai ao cinema ou Paulo não vai ao cinema e Marta não viaja.
Para fazermos essa negação, vamos manter o conectivo “se e somente se” e negar apenas
uma das proposições. Exemplo:
1: ~ (A ⟷ B) ⇔ ~A ⟷ B.
2: ~ (A ⟷ B) ⇔ A ⟷ ~B.
A: Passo se e somente se estudo muito.
Negação:
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1: Não passo se e somente se estudo muito.
2: Passo se e somente se não estudo muito.
A A (A ^ ~B) ~A A
A B ~A ~B ⟷ ~(A ⟷ B) ⊻ V ⟷ ⟷
B B (B ^ ~A) B ~B
V V F F V F F F F F
V F F V F V V V V V
F V V F F F V V V V
F F V V V V F F F F
A negação de uma proposição composta por uma condicional é uma das mais cobra-
das em provas e, por esse motivo, devemos aprendê-la e resolver muitas questões sobre o
assunto. Então, a sua negação é feita repetindo a primeira proposição E negando a segunda
proposição.
Exemplo: ~ (A → B) ⇔ A ^ ~B
Se o gato late, então o cachorro mia.
Negação: O gato late e o cachorro não mia.
A B ~B A→B ~ (A → B) A ^ ~B
V V F V F F
V F V F V V
F V F V F F
F F V V F F
A ~A ~ (~A)
z De uma condicional:
Vamos fazer duas negações lógicas para o conectivo se, de forma que sua resposta seja
equivalente à sua proposição primitiva. Veja:
Proposição Primitiva: A → B:
1ª negação: ~ (A → B) ⇔ A ^ ~B;
2ª negação: ~ (A ^ ~B) ⇔ ~A v B;
Logo, A → B ⇔ ~A v B.
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1ª negação 2ª negação
A B ~B A→B ~ (A → B) A ^ ~B ~A v B
V V F V V F V
V F V F F V F
F V F V V F V
F F V V V F V
Agora vamos treinar o que aprendemos na teoria com exercícios comentados de diversas ban-
cas. Vamos lá!
a) Fulano não está realizando essa prova ou não pretende ser um técnico em informática.
b) Fulano não está realizando essa prova.
c) Fulano não está realizando essa prova e não pretende ser um técnico em informática.
d) Fulano não pretende ser um técnico em informática.
e) Fulano não está realizando essa prova, mas pretende ser um técnico em informática.
Para negar a conjunção, devemos trocar pela disjunção e negar todas as proposições envol-
vidas. Sendo assim,
“Fulano está realizando essa prova e pretende ser um técnico em informática”.
Negação:
“Fulano não está realizando essa prova ou não pretende ser um técnico em informática”.
Resposta: Letra A.
2. (CEBRASPE-CESPE – 2017) Assinale a opção que corresponde a uma negativa da seguinte pro-
posição: “Se nas cidades medievais não havia lugares próprios para o teatro e as apresentações
eram realizadas em igrejas e castelos, então a maior parte da população não era excluída dos
espetáculos teatrais”.
a) Nas cidades medievais havia lugares próprios para o teatro ou as apresentações eram realizadas
em igrejas e castelos e a maior parte da população era excluída dos espetáculos teatrais.
b) Se a maior parte da população das cidades medievais era excluída dos espetáculos teatrais,
então havia lugares próprios para o teatro e as apresentações eram realizadas em igrejas e
castelos.
c) Se nas cidades medievais havia lugares próprios para o teatro e as apresentações não eram
realizadas em igrejas e castelos, então a maior parte da população era excluída dos espetáculos
teatrais.
d) Se nas cidades medievais havia lugares próprios para o teatro ou as apresentações eram rea-
lizadas em igrejas e castelos, então a maior parte da população era excluída dos espetáculos
teatrais.
142
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e) Nas cidades medievais não havia lugares próprios para o teatro, as apresentações eram realiza-
das em igrejas e castelos e a maior parte da população era excluída dos espetáculos teatrais.
A negação da proposição “Os servidores públicos que atuam nesse setor padecem e os benefi-
ciários dos serviços prestados por esse setor padecem.” é corretamente expressa por “Os servi-
dores públicos que atuam nesse setor não padecem e os beneficiários dos serviços prestados
por esse setor não padecem.”.
( ) CERTO ( ) ERRADO
Para responder a essa questão, bastava lembra de que para negar a conjunção “e” você deve
trocar pela disjunção “ou” e negar tudo. Veja que isso não aconteceu. Logo, questão errada.
Resposta: Errado.
Lógica de 1ª ordem é igual a Quantificadores Lógicos, então, toda vez que você vir esse
tema no edital, terá que saber três coisas fundamentais sobre os quantificadores:
z negação;
Exemplos:
Todo A é B;
Todo homem joga bola.
Perceba que temos dois conjuntos envolvidos no exemplo, o do homem e o de jogar bola.
Vale lembrar que “Todo A é B” significa que todo elemento de A também é elemento de B.
Logo, podemos representar com o diagrama:
z Nenhum A é B: é falsa;
z Algum A é B: é verdadeira;
z Algum A não é B: é falsa.
Exemplos:
Nenhum A é B;
Nenhum homem joga bola.
Perceba que temos dois conjuntos envolvidos no exemplo, o do homem e o de jogar bola.
Vale lembrar que “Nenhum A é B” significa que A e B não tem elementos em comum, logo,
temos apenas uma representação com diagrama:
A B
z Todo A é B: é falsa;
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z Algum A é B: é falsa;
z Algum A não é B: é verdadeira.
Exemplo:
Algum A é B;
Algum homem joga bola.
Perceba que temos dois conjuntos envolvidos no exemplo, o do homem e o de jogar bola.
Vale lembrar que “Algum A é B” significa que o conjunto A tem pelo menos um elemento em
comum com o conjunto B, ou seja, há intersecção entre os círculos A e B. Logo, podemos fazer
representação com diagrama:
A B
z Todo A é B: é indeterminada;
z Nenhum A é B: é falsa;
z Algum A não é B: é indeterminada.
Os dois conjuntos possuem uma parte em comum, mas não há contato de alguns elementos de A com B 145
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Veja que nas representações o conjunto A tem pelo menos um elemento que não pertence
ao conjunto B. Então, quando “Algum A não é B” é verdadeira, os valores lógicos das outras
proposições categóricas, interpretando o diagrama, serão os seguintes:
z Todo A é B: É falsa;
z Nenhum A é B: É indeterminada;
z Algum A não é B: É indeterminado.
Você vai aprender de uma vez por todas como negar proposições quantificadas, ou seja,
proposições que utilizam expressões como “todo”, “algum” e “nenhum”. Podemos, então,
dizer que negar uma proposição significa trocar o seu valor lógico. Em outras palavras, a
negação de uma proposição verdadeira é uma proposição falsa; a negação de uma proposi-
ção falsa é uma proposição verdadeira.
Tudo que você precisa para negar uma proposição quantificada é saber como classificá-
-la, então, veja alguns exemplos:
Verbo Verbo
Negação
Negativo Afirmativo
Esquematizando tudo:
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QUANTIFICADOR NEGAÇÃO EXEMPLO
p: Nenhum homem joga bola
Universal negativa “nenhum” Particular afirmativa “algum”
~p: Algum homem joga bola
p: Algum homem joga bola
Particular afirmativa “algum” Universal negativa “nenhum”
~p: Nenhum homem joga bola
Particular negativa “algum + p: Algum homem não joga bola
Universal afirmativa “todo”
não” ~p: Todo homem joga bola
Olhando para as iniciais de cada quantificador lógico particular (Pelo menos / Existe /
Algum), podemos escrever o lembrete abaixo para negação:
z Todo
Vemos aqui que troca-se “todo” por “nenhum”, ou seja, a primeira sentença é mantida e nega-se
a segunda.
Exemplo: “Todo gato pula alto” = “Nenhum gato não pula alto”.
z Nenhum
Vemos aqui que troca-se “nenhum” por “todo”, a primeira sentença é mantida e nega-se a
segunda.
Exemplo: “Nenhum macaco é branco” = “Todo macaco não é branco”.
Equivalência
Negação
AéB A Não é B A Não é B
Equivalência
147
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Agora vamos treinar o que aprendemos na teoria com exercícios comentados de diversas ban-
cas. Vamos lá!
1. (FGV – 2019) Considerando que a afirmação “Nenhum pescador sabe nadar” não é verdadeira, é
correto concluir que
Veja que a questão pede a negação do quantificador “nenhum”, e como já aprendemos, nunca
devemos negar o “nenhum” usando o quantificado “todo” e vice-versa. Sabendo disso, pode-
mos eliminar estrategicamente as alternativas C, D e E. Como temos um quantificador uni-
versal negativo e sabemos que para negar precisamos de um particular afirmativo, só nos
resta a letra A como resposta, pois a letra B não está de acordo com a regra. Você também
poderia usar o lembrete “nenhum nega com PEA”.
Resposta: Letra A.
148
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A negação do “todo” pode ser feita usando o lembrete que aprendemos: “todo nega com PEA
+ não”, onde o PEA são as iniciais dos quantificadores lógicos particulares – “Pelo menos
um” / “Existe” / “Algum” – seguidos pelo modificador lógico “não”, deixando-os, assim, parti-
culares negativos. Logo,
p: “Todos os analistas de tecnologia da informação são bons desenvolvedores”
~p: “Pelo menos um / Existe / Algum analista de tecnologia da informação não é bom desen-
volvedor. Resposta: Letra A.
Para estudarmos probabilidade é necessário uma boa base em noções básicas de conta-
gem, ou seja, você precisa saber muito bem o Princípio Fundamental da Contagem e é isso
que vamos estudar agora.
Primeiro, vamos aprender uma ferramenta importante para o nosso estudo: fatorial.
Serve para facilitar e acelerar resolução de questões. Veja sua representação simbólica:
Fatorial de N = n!
Exemplos:
Calcular 6!
4!
Resolução:
6! 6·5·4·3·2·1 = 6 · 5 = 30
=
4! 4·3·2·1
149
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6! 6·5·4!
4! = 6 · 5 = 30
=
4!
Exemplo: Para fazer uma viagem São Paulo-Fortaleza-São Paulo, você pode escolher como
meio de transporte ônibus, carro, moto ou avião. De quantas maneiras posso escolher os
transportes?
Resolução: Usando o lembrete acima:
4 · 4 = 16 maneiras.
E se o problema dissesse que você não pode voltar no mesmo transporte que viajou na ida.
Qual seria a resolução? O desenvolvimento é o mesmo, apenas vai mudar na quantidade de
possibilidades de escolhas para voltar. Veja:
Resolução: Usando o lembrete:
4 · 3 = 12 maneiras.
Permutação Simples
Imagine que temos 5 livros diferentes para serem ordenados em uma estante. De quan-
tas maneiras é possível ordenar? Para questões envolvendo permutação simples, devemos
encarar de um modo geral que temos n modos de escolhermos um objeto (livro) que ocupará
150
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o primeiro lugar, n-1 modos de escolher um objeto (um outro livro) que ocupará o segundo
lugar, ..., 1 modo de escolher o objeto (um outro livro) que ocupará o último lugar. Então,
temos:
Modos de ordenar:
n · (n-1) · ... 1 = n!
Dica
Anagrama é a ordenação de maneira distinta das letras que compõem uma determinada
palavra.
Quantos anagramas tem na palavra ARARA? O problema é causado por conta da repetição
de letras na palavra ARARA.
Veja que temos 3 letras A e 2 letras R. De maneira tradicional, faríamos 5! (número de
letras na palavra), mas é preciso que descontemos as letras repetidas. Assim, devemos dividir
pelo número de letras fatorial, ou seja, 3! e 2!.
Vamos imaginar que temos uma mesa circular com 5 lugares e queremos ordenar 5 pes-
soas de maneiras distintas. Observe as duas disposições das pessoas A, B, C, D, e E ao redor
da mesa:
151
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A E
B A
E D
MESA MESA
D C C B
Diante do conceito de permutação, essas duas disposições são iguais, ou seja, a pessoa A tem à
sua direita E, e à sua esquerda B, e assim sucessivamente). Não podemos contar duas vezes a mes-
ma disposição. Repare ainda que, antes da primeira pessoa se sentar à mesa, todas as 5 posições
disponíveis são equivalentes. Isto porque não existe uma referência espacial (ponto fixo determi-
nado). Nestes casos, devemos utilizar a fórmula da permutação circular de n pessoas, que é:
Pc (n) = (n-1)!
Pc(5) = (5-1)! = 4! = 4 · 3 · 2 · 1 = 24
Arranjo Simples
Imagine agora que quiséssemos posicionar 5 pessoas nas cadeiras de uma praça, mas
tínhamos apenas 3 cadeiras à disposição. De quantas formas poderíamos fazer isso?
Para a primeira cadeira temos 5 pessoas disponíveis, isto é, 5 possibilidades. Já para a segunda
cadeira, restam-nos 4 possibilidades, dado que uma já foi utilizada na primeira cadeira. Por últi-
mo, na terceira cadeira, poderemos colocar qualquer das 3 pessoas restantes. Observe que sempre
sobrarão duas pessoas em pé, pois temos apenas 3 cadeiras. A quantidade de formas de posicionar
essas pessoas sentadas é dada pela multiplicação a seguir:
Formas de organizar 5 pessoas em 3 cadeiras =
5 · 4 · 3 = 60
O exemplo acima é um caso típico de arranjo simples. Sua fórmula é dada a seguir:
n!
A(n, p) =
(n - p) !
Lembre-se de que pretendemos posicionar “n” elementos em “p” posições (p sendo menor que n),
e onde a ordem dos elementos diferencia uma possibilidade da outra.
Observe a resolução do nosso exemplo usando a fórmula:
5! 5!
A(5, 3) = = = 5·4·3·2·1 = 60
(5 - 3) ! 2! 2·1
Uma outra informação muito importante é que nos problemas envolvendo arranjo simples
152 a ordem dos elementos importa, ou seja, a ordem é diferente de uma possibilidade para outra.
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Vamos supor que as 5 pessoas sejam: Ana, Bianca, Clara, Daniele e Esmeralda. Agora observe uma
maneira de posicionar as pessoas na praça:
CADEIRA 1ª 2ª 3ª
OCUPANTE Ana Bianca Clara
CADEIRA 1ª 2ª 3ª
OCUPANTE Clara Bianca Ana
Combinação
Para entendermos esse tema, vamos imaginar que queremos fazer uma salada de frutas e
precisamos usar 3 frutas das 4 que temos disponíveis: maçã, banana, mamão e morango. Cor-
tando as frutas maçã, banana e morango e depois colocando em um prato. Agora cortando as
frutas banana, morango e maçã para colocar em um outro prato.
Você percebeu que a ordem aqui não importou? É exatamente isso, a ordem não importa e
estamos diante de um problema de Combinação. Será preciso calcular quantas combinações
de 4 frutas, 3 a 3, é possível formar.
Para resolvermos é necessário usar a fórmula:
n!
C(n, p) = (n - p) !p!
4!
C(4, 3) =
Dica
No arranjo a ordem importa.
Na combinação a ordem não importa.
Agora vamos treinar o que aprendemos na teoria com exercícios comentados de diversas
bancas. Vamos lá!
153
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1. (VUNESP – 2016) Um Grupamento de Operações Especiais trabalha na elucidação de um crime.
Para investigações de campo, 6 pistas diferentes devem ser distribuídas entre 2 equipes, de
modo que cada equipe receba 3 pistas. O número de formas diferentes de se fazer essa distribui-
ção é
a) 6.
b) 10.
c) 12.
d) 18.
e) 20.
5 · 4 = 20.
Resposta: Letra E.
2. (IDECAN – 2016) Felipe é uma criança muito bagunceira e sempre espalha seus brinquedos
pela casa. Quando vai brincar na casa da sua avó, ele só pode levar 3 brinquedos. Felipe sempre
escolhe 1 carrinho, 1 boneco e 1 avião. Sabendo que Felipe tem 7 carrinhos, 5 bonecos e 4 aviões
diferentes, quantas vezes Felipe pode visitar a sua avó sem levar o mesmo conjunto de brinque-
dos já levados antes?
a) 100 vezes.
b) 115 vezes.
c) 130 vezes.
d) 140 vezes.
Perceba que Felipe tem 7 carrinhos para escolher 1, 5 bonecos para escolher 1 e 4 aviões para
escolher 1, queremos formar grupos de 3 brinquedos, sendo um de cada tipo. O total de pos-
sibilidades será dado por: 7 x 5 x 4 = 140 possibilidades (conjuntos de brinquedos diferentes).
Resposta: Letra D.
( ) CERTO ( ) ERRADO
154
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Se 25 passageiros tiveram em A ou B e nenhum deles em C, então, C teve 5 passageiros (é o
que falta para o total de 30). Vamos escolher 2 passageiros, de modo que pelo menos um seja
de C, teremos:
Podemos achar o total para escolha dos 2 passageiros que seria:
C30,2 = 30.29/2 = 15.29 = 435
Agora, tiramos a opção de nenhum deles ser de C, que seria:
C25,2 = 25.24/2 = 25.12 = 300
Então, pelo menos um deles é de C, teremos:
435 - 300 = 135.
Resposta: Certo.
PROBABILIDADE
Conceito
A teoria da probabilidade é o ramo da Matemática que cria modelos que são utilizados
para estudar experimentos aleatórios, ou seja, estimar uma previsão do resultado de deter-
minado experimento.
n (evento)
Probabilidade do Evento =
n (espaço amostral)
Agora, voltando ao exemplo que apenas os números ímpares que nos interessam, temos:
z n(Evento) = 3 possibilidades;
z n(Espaço Amostral) = 6 possibilidades.
Logo,
Eventos Independentes
Qual seria a probabilidade de, em dois lançamentos consecutivos do dado, obtermos um resul-
tado ímpar em cada um deles? Veja que temos dois experimentos independentes ocorrendo: o
primeiro lançamento e o segundo lançamento do dado. O resultado do primeiro lançamento em
nada influencia o resultado do segundo.
Quando temos experimentos independentes, a probabilidade de ter um resultado favorá-
vel em um e um resultado favorável no outro é feita pela multiplicação das probabilidades
de cada experimento:
Assim, a chance de obter dois resultados ímpares em dois lançamentos de dado consecu-
tivos é de 25%. Generalizando, podemos dizer que a probabilidade de dois eventos indepen-
dentes A e B acontecerem é dada pela multiplicação da probabilidade de cada um deles:
P (A e B) = P(A) x P(B)
Sendo mais formal, também é possível escrever P(A ∩ B) = P(A) · P(B), onde ∩ simboliza a
intersecção entre os eventos A e B.
156
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PROBABILIDADE CONDICIONAL
Neste tópico, vamos falar sobre um tema bem recorrente em questões de concursos. Ima-
gine que vamos lançar um dado, e estamos analisando 2 eventos distintos:
A – sair um resultado ímpar
B – sair um número inferior a 4
Para o evento A ser atendido, os resultados favoráveis são 1, 3 e 5. Para o evento B ser
atendido, os resultados favoráveis são 1, 2 e 3. Vamos calcular rapidamente a probabilidade
de cada um desses eventos:
3 1
P(A) = = 0,5 = 50%
6 2
3 1
P(B) = = 0,5 = 50%
6 2
2
P (A\B) = = 66,6%
3
P (A k B)
P (A\B) =
P (B)
A fórmula nos diz que a probabilidade de A ocorrer, dado que B ocorreu, é a divisão entre a
2 1
P (A∩B) = 6 = 3
Para que B ocorra (resultado inferior a 4), já vimos que 3 resultados atendem.
Portanto,
3 1
P (A∩B) = =
6 2
157
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Usando a fórmula acima, temos:
1
P (A + B) 3 = 1 2 = 2 = 66,6%
P (A\B) = = ·
P (B) 1 3 1 3
2
A fórmula pode ser traduzida como a probabilidade da união de dois eventos é igual a
soma das probabilidades de ocorrência de cada um dos eventos, subtraída da probabilidade
da ocorrência dos dois eventos simultaneamente.
Neste caso, quando temos A ∩ B = ϴ, ou seja, eventos mutuamente exclusivos, tem-se que
P (A ∪ B) = P (A) + P (B).
Imagine que você tem uma urna contendo 20 bolas numeradas de 1 a 20. Quando uma
bola é retirada ao acaso, qual é a probabilidade de o número ser múltiplo de 3 ou de 5?
Ora, veja que temos a palavra “ou” na pergunta e isso nos remete à ideia de “união” dos
eventos. Sendo assim, podemos extrair os dados para aplicar na fórmula:
6
P(A) =
20
4
P(B) =
20
1
P(A ∩ B) =
20
P (A ∪ B) = P (A) + P (B) - P (A ∩ B)
158
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6 4 1 6+4-1 9
P (A ∪ B) = 20 + 20 - 20 = 20
=
20
Vale lembrar que P (B\A) é a probabilidade de ocorrer o evento B, sabendo que já ocorreu
o evento A (probabilidade condicional).
Se a ocorrência do evento A não interferir na probabilidade de ocorrer o evento B, ou seja,
forem independentes, a fórmula para o cálculo da probabilidade da intersecção será dada
por:
P (A ∩ B) = P (A) · P (B)
Imagine que você vai lançar dois dados sucessivamente. Qual a probabilidade de sair um
número ímpar e o número 5?
O “e” que aparece na pergunta é que determina a utilização da fórmula da interseção, pois quere-
mos “a probabilidade de sair um número ímpar e o número 5”. Perceba que a ocorrência de um dos
eventos não interfere na ocorrência do outro. Temos, então, dois eventos independentes.
Evento A: sair um número ímpar = {1, 3, 5};
Evento B: sair o número 5 = {5};
Espaço Amostral: S = {1, 2, 3, 4, 5, 6}.
Logo,
3 1
P(A) = =
6 2
1
P(B) =
6
1 1 1
P (A ∩ B) = P (A) · P (B) = · =
2 6 12
a) 1/6.
b) 2/6.
c) 3/6.
d) 4/6.
e) 5/6.
159
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Basta calcular a probabilidade de vir 3 crianças (o que a gente não quer). Depois subtrair de
1, para obter os casos favoráveis.
Probabilidade de sortear 3 crianças: 6/10 · 5/9 · 4/8 = 1/6
1 – 1/6 = 5/6.
Resposta: Letra E.
a) 59%.
b) 46%.
c) 41%.
d) 34%.
e) 28%.
Se a probabilidade de chover é de 60%, então, a probabilidade de não chover é de 40%. Para que a
operação ocorra no dia programado, temos duas situações:
chove (60%) e ocorre a operação (20%) = 60% x 20% = 12%
não chove (40%) e ocorre a operação (85%) = 40% x 85% = 34%
Somando as probabilidades desses dois cenários, temos: 12% + 34% = 46%.
Resposta: Letra B.
3. (CEBRASPE-CESPE – 2019) A sorte de ganhar ou perder, num jogo de azar, não depende da habi-
lidade do jogador, mas exclusivamente das probabilidades dos resultados. Um dos jogos mais
populares no Brasil é a Mega Sena, que funciona da seguinte forma: de 60 bolas, numeradas de
1 a 60, dentro de um globo, são sorteadas seis bolas. À medida que uma bola é retirada, ela não
volta para dentro do globo. O jogador pode apostar de 6 a 15 números distintos por volante e
receberá o prêmio se acertar os seis números sorteados. Também são premiados os acertado-
res de 5 números ou de 4 números.
A partir dessas informações, julgue o item que se segue.
A probabilidade de a primeira bola sorteada ser um número múltiplo de 8 é de 10%.
( ) CERTO ( ) ERRADO
Múltiplos de 8: {0, 8, 16, 24, 32, 40, 48, 56, 64, 72...}
Números da Mega Sena: 1 a 60.
Os múltiplos de 8 na Mega Sena são: 8, 16, 24, 32, 40, 48, 56, ou seja, 7 números.
Logo 7/60 = 11%.
Resposta: Errado.
160
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HORA DE PRATICAR!
1. (VUNESP-2023) Após um dado ser lançado 30 vezes, foram registrados os seguintes resultados:
1465253133
4415561251
3451166211
Construa uma distribuição de frequência sem intervalo de classe. A frequência simples absoluta
do primeiro elemento é:
a) 40
b) 30
c) 21
d) 11
e) 9
a) 0,20.
b) 0,50.
c) 0,70.
d) 0,80.
4. (FGV—2022) Considere dois eventos A e B mutuamente exclusivos e que Prob(.) indica a proba-
bilidade do evento indicado entre parênteses. Logo
a) Prob(A ∩ B)=Prob(A)Prob(B).
b) Prob(A U B)=Prob(A)Prob(B).
161
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c) Prob(A ∩ B)=0.
d) Prob(A U B)=0.
e) Prob(A U B)=1.
5. (CEBRASPE–CESPE) Considere que, quando Carlos, agente de pesquisas por telefone, realiza
uma chamada telefônica, a chance de que a sua chamada não seja atendida seja de 20% e que,
se a chamada for atendida, a chance de que ele obtenha respostas verdadeiras seja de 60%.
Nessa situação, a probabilidade de Carlos obter respostas verdadeiras em uma dada chamada
telefônica é igual a
a) 12%.
b) 48%.
c) 60%.
d) 80%.
e) 88%.
6. (VUNESP—2020) Nádia fará docinhos para presentear os funcionários do escritório onde traba-
lha. Sabendo-se que Nádia fará 6 docinhos para cada um dos 12 funcionários que trabalham no
escritório, o total de docinhos que ela precisará fazer é de, pelo menos,
a) 60.
b) 66.
c) 72.
d) 75.
a) 6.
b) 4.
c) 2.
d) 8.
e) 16.
162
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a) 15.
b) 14.
c) 13.
d) 12.
e) 11.
9. (AOCP — 2022) A característica principal dos elementos do conjunto Q − Z, que representa a dife-
rença entre o conjunto dos números racionais e dos inteiros, é
10. (VUNESP–2022) Determinado número de ingressos foi disponibilizado para um show. Desse
3 2
total, 8 foram vendidos no primeiro dia de abertura das bilheterias, 5 no segundo dia e, no
terceiro dia, foram vendidos os últimos 162 ingressos. O número total de ingressos vendidos
nesses 3 dias foi
a) 270.
b) 340.
c) 486.
d) 558.
e) 720.
11. (FGV – 2022) Laurindo pagou uma conta atrasada, com multa e juros, no valor total de R$
1470,00. Multa e juros corresponderam a 5% do valor original que Laurindo deveria pagar.
O valor original que Laurindo deveria pagar era
a) R$ 1350,00.
163
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12. (VUNESP–2020) O gráfico apresenta algumas informações sobre o número de chamadas tele-
fônicas encaminhadas para os setores A, B, C e D de uma empresa, em determinado dia.
a) 60.
b) 48.
c) 36.
d) 24.
e) 12.
13. (FGV–2022) Michael coleciona moedas brasileiras, americanas e francesas. Para cada 3 moe-
das americanas Michael tem 7 moedas brasileiras e para cada 5 moedas brasileiras, ele tem 2
francesas.
Com relação às moedas de Michael, a razão entre a quantidade de moedas brasileiras e a quan-
tidade de moedas não brasileiras é igual a
7
a) 5
12
b)
7
25
c)
19
d) 30
23
35
e)
29
a) 2 horas e 25 minutos.
164 b) 2 horas e 15 minutos.
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c) 2 horas e 5 minutos.
d) 1 hora e 55 minutos.
e) 1 hora e 45 minutos.
a) 3.
b) 4.
c) 5.
d) 6.
e) 7.
16. (VUNESP–2022) Lucas e Luiza fizeram a viagem de A até B em 2 horas e 40 minutos, com uma
velocidade W. Na volta, percorrendo exatamente a mesma distância, o tempo de viagem foi de 2
horas, com uma velocidade Z. Considere que velocidade é a razão entre a distância percorrida e
o tempo gasto para percorrê-la. Sendo assim, a razão entre W e Z é igual a
a) 0,50.
b) 1,50.
c) 1,333... .
d) 0,75.
e) 0,25.
17. (VUNESP–2021) Um pintor demorou 2h e 35min para preparar as paredes de uma sala. Em
seguida, aplicou a 1a demão de tinta em 1h e 45min, e, após aguardar 12h, aplicou a 2a demão
em 1h e 20min. De quando começou a preparar as paredes até a hora que concluiu toda a pintura
se passaram
a) 16h e 10min.
18. (VUNESP—2021) Luca e Pietro tomaram empréstimos de valores diferentes, os quais, juntos, somam
R$ 24.000,00. Sabendo-se que 40% do valor emprestado por Luca correspondem a 24% do valor
emprestado por Pietro, conclui-se, corretamente, que o valor emprestado por Luca foi igual a
a) R$ 9.600,00.
b) R$ 9.000,00.
c) R$ 8.800,00.
d) R$ 8.000,00
e) R$ 7.600,00
165
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19. (VUNESP–2023) Em um grande laboratório de informática, há, ao todo, 288 computadores em
mesas que estão dispostas na configuração retangular, ou seja, em linhas e colunas, sendo que
em todas as linhas há o mesmo número de mesas. Neste laboratório, o número de linhas é 2 uni-
dades maior que o número de colunas, e há, ainda, a possibilidade de montar mais uma coluna
completa de mesas com computadores. Feita essa montagem, o número total de computadores
que este laboratório passará a ter será
a) 238.
b) 240.
c) 272.
d) 304.
e) 306.
a) 75%
b) 60%
c) 50%
d) 45%
e) 40%
a) 2 pessoas.
b) 30 pessoas.
c) 8 pessoas.
d) 11 pessoas.
166
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22. (AOCP–2020) Em um experimento, o número de bactérias presentes em certa cultura é dado
pela função f(t) = I0 . 105t, em que I0 é a quantidade inicial de bactérias e f(t) é o número de bac-
térias 𝒕 horas após o início do experimento. Dessa forma, em quanto tempo, após o início do
experimento, o número de bactérias será igual ao quíntuplo da quantidade inicial? (Utilize: log5
= 0, 7; 1h = 60min; 1min = 60s)
a) 8min42s.
b) 14h.
c) 8min24s.
d) 8h14min.
e) 14min8s.
23. (FCC-2019) Considere a função f, de domínio [−6; 14], cujo gráfico é mostrado na figura abaixo.
Se g é a função definida, para todo número real positivo x, pela lei g(x) = log2 x e b é o número real
tal que f(g(b)) = 3, então o valor de b é igual a:
a) 2
b) 16
c) 8
d) 4
e) 32
a) p˄q
b) p↔q
c) p˅q
d) p→q
conjunção ˄ condicional ⇒
disjunção ˅ Bicondicional ⇔
negação ~
Considere que as proposições lógicas simples sejam representadas por letras maiúsculas e os
símbolos lógicos usuais sejam representados de acordo com a tabela precedente.
Considerando a tabela CG1A3-I, as informações a ela relacionadas e que as primeiras três colu-
nas da tabela-verdade da proposição lógica P˄(Q ⇒ R) sejam iguais a
P Q R
V V V
V V F
V F V
V F F
F V V
F V F
F F V
F F F
A última coluna dessa tabela-verdade apresenta valores V ou F, tomados de cima para baixo, na
sequência
a) V – F – V – V – F – F – F – F.
b) V – F – F – F – V – F – F – F.
c) V – V – F – F – V – V – F – F.
d) V – V – V – F – V – F – V – F.
e) V – F – V – F – V – F – V – F.
168
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27. (VUNESP–2023) Uma negação lógica para a afirmação “Sou feliz se, e somente se, você é feliz”
está contida na alternativa:
“Se João não é vascaíno, então Júlia é tricolor ou Marcela não é botafoguense.”
é falsa.
30. (FCC–2023) Alberto, Breno e Carlos têm estados civis diferentes, um é casado, outro é solteiro
e o terceiro é viúvo, não necessariamente nessa ordem. Além disso um formou-se em engenha-
ria, outro em medicina e o terceiro em administração de empresas, não necessariamente nessa
ordem. Sabendo-se que o médico é casado, o administrador é viúvo, Breno é solteiro e Alberto é
viúvo, é correto afirmar:
a) Alberto é engenheiro.
b) Breno é médico.
c) Carlos é administrador.
d) Breno é engenheiro.
e) Carlos é engenheiro.
169
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9 GABARITO
1 E
2 A
3 B
4 C
5 B
6 C
7 D
8 E
9 B
10 E
11 C
12 C
13 E
14 B
15 C
16 D
17 D
18 B
19 E
20 B
21 D
22 C
23 E
24 D
25 D
26 A
27 E
28 D
29 E
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