TURISMO SUSTENTÁVEL
NA REGIÃO METROPOLITANA DE CURITIBA
- PARANÁ -
Eng. Agrônomo: Ednei Bueno do Nascimento UFPR/PROGRAD/ASPE
Geóloga: Isabelle de Cerjat Beltrão IICA/MDA/SAF
Apresentação
Este documento procura apresentar uma proposta de desenvolvimento , onde a
implantação das projetos do turismo sustentável se apresenta como estratégia local. O
Turismo , quando planejado, tem proporcionado a geração de emprego e renda em
todas as classes sociais e permitido a inclusão de novos atores , promovendo um
modelo desenvolvimento econômico compatível com as demandas atuais.
Na região do Vale da Ribeira as propostas em andamento pelo governo do
0Estado como o asfaltamento das duas Rodovias, que ligam Cerro Azul e Adrianopolis
a Curitiba são situações favoráveis a proposta de estabelecer um modelo de
desenvolvimento que passa pela cadeia produtiva do turismo e suas diversas
modalidades . Ao mesmo tempo, no Governo Federal os Ministérios do Turismo e do
Desenvolvimento Agrário se articulam para o lançamento do Programa Nacional de
Turismo Rural na Agricultura Familiar.
Esta proposta apresentada é uma evolução de um conjunto de ações técnicas
desenvolvidas no âmbito da Extensão Rural e do orgão de planejamento regional, onde
com um trabalho em regiões de alta fragilidade ambiental se propôs a implantar rotas de
turismo rural na agricultura familiar. Neste processo a experiência dos profissionais
envolvidos respalda a proposta.
Esta iniciativa também procura proporcionar uma uniformidade do conjunto de
ações que estão em andamento e ao mesmo tempo direcionar esforços para criação de
linhas especificas que alavanquem esta atividade. A proposta terá ênfase para a área
do Vale do Ribeira ,considerando esta como uma prioridade de governo para
intervenção.
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Área de Abrangência do Trabalho
A área trabalhada compreende toda a Região Metropolitana de Curitiba, com
ênfase para o Vale da Ribeira, localizado em sua porção norte.
Nesta região, o município de Curitiba se caracteriza, como um polo de atração de
turismo do sul do Brasil, em função das qualidades urbanísticas e de arquitetura com
estilos variados , o processo de colonização européia, o transporte coletivo e o seu
patrimônio cultural que se traduz no forte atrativo turístico.
Os municípios que formam a Região metropolitana, oferecem atrações históricas,
gastronômicas e também são excelentes locais para a pratica do turismo rural, aventura,
etc.
Esta região, composta pôr 26 municípios, constituídos com uma população de
aproximadamente 3.000.000 habitantes e com uma estimativa de 40.000 agricultores
familiares, será objeto de uma proposição para a implantação de um segmento voltado
para as atividades do turismo, onde o Estado se apresenta como indutor do
desenvolvimento.
Nos municípios conurbados, próximos ao núcleo urbano , a análise se propõe a
intensificar os projetos que estão em andamento , de consolidar ações que visem a
implantação de novos produtos turísticos com o aproveitamento do potencial já
diagnosticado .
Investimentos recentes na área do turismo na Região Metropolitana, tais como
ampliação do Aeroporto Internacional, implantação do Centro Embratel de Convenções,
novas estruturas no setor hoteleiro, consolidam um processo dinâmico, para os atores
da cadeia produtiva do turismo.
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O VALE DO RIBEIRA
1. - Aspectos Gerais
A Região do Vale do Ribeira no Estado do Paraná é composta pêlos municípios
de Adrianópolis, Bocaiúva do Sul, Cerro Azul, Doutor Ulisses, Itaperussu, Rio Branco do
Sul e Tunas do Paraná, sendo a maior concentração dos habitantes na área rural, com
exceção de Itaperuçú e Rio Branco do Sul, que se aglomeram na área urbana.
A densidade populacional média da região é relativamente baixa com 139,89
hab./Km.
Os municípios da região tem suas economias atreladas à agricultura familiar, a
extração mineral e vegetal e animal , formando assim aglomerações rurais com grande
potencial à se desenvolver. Nos municípios de Rio Branco do Sul e Itaperussu,
predomina a atividade de extração mineral, concentrando-se industrias de
beneficiamento do calcário para transformação em cimento, sendo considerado um dos
maiores pólos deste segmento industrial do Centro sul do Brasil.
Esse desenvolvimento está vinculado à distância das cidades que fazem parte do
Vale do Ribeira à Capital do Estado (Curitiba), e à conclusão da pavimentação da BR
476 e manutenção das estradas vicinais que irão facilitar o escoamento da produção da
região.
Na região, a renda familiar baixa e a falta de perspectivas e de oportunidades de
negócios, vem favorecendo o aparecimento de bolsões de pobreza, tanto na área rural
quanto na urbana.
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FLUXO MIGRATÓRIO
Município 1980 1990 2000 2005 2010
Adrianópolis 11.096 8.935 7.006 4.866 3.803
Bocaiúva do Sul 12.119 10.657 9.047 9.691 10.073
Cerro Azul 20.003 21.073 16.345 18.283 18.474
Doutor Ulysses 5.984 6.989 7.569
Itaperuçú 19.134 29.273 37.542
Rio Branco do Sul 31.767 38.296 29.321 20.695 18.864
Tunas do Paraná 3.615 4.766 5.535
Fonte: IBGE 2000
Conforme o quadro acima , a partir de 1980 a 2000, podemos observar um
contigente elevado de migração destas populações. Os municípios do Vale do Ribeira
vem apresentando uma perda populacional crescente para outros centros urbanos,
devido a falta de infra-estrutura básica, falta de oportunidades de emprego e de
ocupação da mão-de-obra como fonte geradora de renda , garantindo-lhes melhor
qualidade de vida.
Observa-se na projeção para 2005/2010, que em alguns municípios como
Adrianópolis e Rio Branco do Sul, a tendência é de diminuição populacional acentuada,
conforme informações do IBGE e IPARDES.
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2- Caracterização do meio físico
2.1 - Geologia e geomorfologia
Quanto as características do meio físico, a região apresenta-se em grande parte do seu
território, sobre um relevo ondulado e montanhoso com grandes desníveis altimétricos..
Os terrenos da região estão assentados predominantemente sobre rochas calcárias,
com alto poder de dissolução, sendo comum nessas áreas a presença de dolinas,
sumidouros e cavernas, típicas de terrenos cársticos.
Ocorrem muitas lavras (pedreiras) que exploram as rochas calcáreas, (dolomíticas) para
fabricação de cal e como corretivo de solo e as calcíticas empregadas principalmente
para fabricação de cimento. Sendo estas rochas o bem mineral mais importante da
região.
2.2 - Hidrografia
A região possui uma rede hidrográfica bastante densa que vai em direção ao Oceano
Atlântico pelo Rio Ribeira do Iguape. Esta rede hidrográfica forma rios encaixados e
movimentados, produzindo um cenário típico da região. Na região próxima ao núcleo
urbanos da região metropolitana de Curitiba, encontra-se as nascentes dos principais
rios formadores do Rio Ribeira, como o Capivari e o Rio Açungui. Estas nascentes
estão localizadas nos municípios de Colombo, Campo Magro, Almirante Tamandaré,
Campo Largo e Rio Branco do Sul. Estes rios estão outorgados o seu uso para a
produção de energia e ao abastecimento urbano. Ao mesmo tempo , de acordo com a
legislação Estadual dos Recursos Hídricos, parte desta região está incluída na Bacia
Hidrográfica do Alto Iguaçu e Alto Ribeira, para fins de planejamento e de uma ação
integrada.
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2.3 - Vegetação
Entendemos que o conjunto da formação vegetal é produto do material de origem das
condições climáticas. Devido a região apresentar climas diferenciados que caracteriza-
se nas porções mais baixas sob um regime tropical produz uma formação florestal típica
da mata Atlântica. Esta formação ocorre nos grandes vales dos rios Ribeira, Açungui e
Ponta Grossa. Nas regiões de maior altitude, acima de 600m, caracterizam-se pôr
apresentarem uma formação florestal de transição, com predomínio de espécies de
bracatinga, e tendo nas altitudes superiores uma formação típica das florestas de
Araucária.
Devido ao relevo acidentado, com grandes desníveis altimétricos, encontra-se ainda
remanescentes florestais preservados, com representantes da fauna típica da região.
2.4 - Clima
A região apresenta um clima tropical quente na região de Adrianópolis, Dr. Ulisses e
Cerro Azul. Esta situação climática de altas temperaturas no verão, temperaturas
amenas no outono e inverno, altas precipitações, é característicos das cidades de Cerro
Azul e Adrianópolis.
Quando ocorre o aumento da altitude, mais próximo as cidades de Bocaiúva do Sul,
Itaperuçu, Rio Branco do Sul e Tunas do Paraná, o clima se torna mais ameno e é
caracterizado pôr apresentar geadas pouco freqüentes e chuvas distribuídas no
decorrer do ano principalmente nos meses de verão, denominado clima subtropical
úmido. Sendo a temperatura média da região em torno de 18o C.
2.5 Infra-estrutura
Estas mesmas condições naturais, geram conseqüências e influenciam nas obras de
infra-estrutura da região. As estradas são sinuosas e de difícil manutenção. A região é
servida pela Rodovia Federal BR 476 , que no sentido Norte e Sul liga a Capital a
Adrianópolis. Esta encontra-se em processo de pavimentação asfaltica, tendo
atualmente em torno de 65 quilômetros já pavimentada, restando aproximadamente 42
KM para a cidade de Adrianopolis. Neste mesmo sentido, a Rodovia Estadual PR 092
que liga a Cidade de Curitiba a Cerro Azul e a Dr Ulisses, encontra-se com pavimento
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natural. Esta estrada também encontra-se em pavimentação asfalta que ligará a Capital
a Cerro azul. Esta estrutura viária será um facilitador dos processos de desenvolvimento
da região . As estradas municipais, são intensas e de difícil manutenção pela carências
estruturais das Prefeituras Municipais. A região é dotada de comunicações telefônicas e
não existe meios de comunicação de massa local. A estrutura de educação e saúde são
serviços públicos municipalizados.
3- USO DO SOLO
O processo de ocupação da região para fins agrícolas remonta-se ao início do século.
Porém as condições naturais, determinaram um processo econômico, onde a agricultura
se caracteriza pôr ser um sistema econômico baseado em idéias extrativistas. Podemos
caracterizar a região em três grandes sistemas:
3.1) Sistema Econômico da Fruticultura - que se baseia na fruticultura tropical,
explorada pelas culturas cítricas da tangerina e da laranja. Este modelo está centrado na
região de Cerro Azul com pequenas influências nos municípios de Itaperussu, Rio
Branco do Sul e Dr. Ulisses. Este sistema de produção possui uma variação de
rentabilidade econômica variável. A produção é orientada para o mercado de Curitiba e
de São Paulo. Os frutos apresentam uma baixa qualidade, que interfere na remuneração
dos agricultores.
3.2) Sistema Agroflorestal da Bracatinga – esta espécie florestal possui uma
abrangência nos municípios de Bocaiúva do sul, Tunas, Rio Branco e Colombo. Esta
espécie se destina principalmente a produção de lenha e de estaca para a construção
civil. O manejo deste sistema agroflorestal, permite uma rentabilidade com uma
exploração complementar, com a cultura do milho e da apicultura. Nesta mesma região,
registra-se a exploração de Pinus e atividade minerária voltada para indústria, que
recebeu incentivos fiscais na década de 70 e 80 e que se apresentam em épocas de
manejo florestal.
Sistema Produção de Leite- este sistema está baseado na região de Adrianopólis, nos
vales do rio Ribeira e seus afluentes. Esta produção destina-se ao sistema cooperativo e
prioriza o abastecimento da região metropolitana de Curitiba.
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4- POTENCIAL TURÍSTICO
Diante das características naturais apresentadas, evidencia-se o potencial
turístico do Vale do Ribeira com tendências ao Turismo em Áreas Naturais. Este tipo de
turismo subdivide-se em várias modalidades como o Ecoturismo, Turismo de Aventura, o
Turismo Rural e o Turismo Cultural.
A diversidade climática, a formação do solo calcário, a densa hidrografia e as
áreas preservadas abrem um leque de opções ao Ecoturismo: espeleoturismo (visitas a
cavernas/grutas), caminhadas, ciclismo, pesca, bem como programas alternativos de
cuidados com o corpo e mente (SPAS).
A prática do Turismo de Aventura encontra amplo espaço no relevo ondulado e
montanhoso com grandes desníveis, que propicia escaladas, rapel, vôos livres,
canoagem, rafting (descer corredeiras em botes infláveis), entre outras atividades.
Aliado aos recursos naturais, as características predominantemente rurais da
população, possibilitam a exploração do Turismo Rural em propriedades de agricultura
familiar, onde o visitante tem a oportunidade de conhecer as atividades típicas do
trabalho no campo, a cultura local (com seu artesanato, festas, arquitetura) e
principalmente a gastronomia, que além de ser um atrativo também é um serviço
necessário. Neste caso, entendemos o Turismo rural na Agricultura Familiar, como
“Atividades turística que ocorre no âmbito da propriedade dos agricultores
familiares, que mantém as atividades econômicas típicas da agricultura familiar,
dispostos a valorizar, respeitar e compartilhar seu modo de vida, o patrimônio
cultural e natural, ofertando produtos e serviços de qualidade e proporcionando
bem estar aos envolvidos.”
O desenvolvimento do turismo na região é uma alternativa para seu crescimento
sustentável, capaz de gerar renda para as populações e tornar-se um mecanismo de
proteção e gestão dos seus recursos naturais.
Até este momento, os trabalhos desenvolvidos estavam sendo orientados
pelas idéias da municipalização do turismo . Assim, em vários municípios existem
algumas formas de trabalhos que serão engajados e contemplados pelo processo que
seja necessário a implantar.
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DIRETRIZES PARA DESENVOLVIMENTO DO TURISMO NO VALE DO RIBEIRA
1- Consolidação do Anel de Turismo Rural da RMC
OBJETIVOS
♦ Estabelecer uma proposta para o desenvolvimento sustentável em áreas rurais dos
mananciais.
♦ Contemplar as Áreas de Proteção Ambiental, com um conjunto de ações
sistematizadas que promovam a geração de emprego e renda.
♦ Recuperação de valores étnicos/culturais das população que promoveram a
colonização destas áreas.
♦ Ampliar as propostas em andamento, conjugando o Turismo Rural, como uma
alternativa aos modelos de desenvolvimento existentes.
DESCRIÇÃO
O Anel de Turismo na Região Metropolitana de Curitiba, é formada pôr um conjunto de
projetos pontuais, localizados em comunidades rurais nos municípios do entorno de
Curitiba, interligando-se a partir de estradas municipais, rodovias estaduais e rodovias
federais.
Além da descrição de cada projeto, este trabalho apresenta uma avaliação do potencial
turístico de cada região, caracterizado como grau 1, 2 e 3, onde:
grau 3 - caracteriza-se como alto potencial ,
grau 2 - como de médio potencial
grau 1 - como de baixo potencial
Sendo assim, a presente região divide-se em 3 grandes projetos:
A) ROTA DOS MANANCIAIS
É formada a partir de rodovias municipais e estaduais, com extensão de
aproximadamente 35 km, atendendo os municípios de São José dos Pinhais, Piraquara,
Quatro Barras, Campina Grande do Sul e Colombo.
Neste segmento, ocorre a interligação da rodovia Federal BR 277, com rodovia
Federal BR 476, e contempla os seguintes projetos.
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-CAMINHO DO VINHO
Projeto que está instalado na comunidade do Mergulhão em São José dos
Pinhais, na APA do Rio Pequeno, que possui uma sinalização adequada e uma
folheteria própria.
-CIRCUITO TRENTINO DE TURISMO RURAL –
Localizado no município de Piraquara, abrangendo a APA do Rio Piraquara,
contemplando a comunidade rural da Colônia Santa Maria do Tirol, com sua
colonização trentina, caracterizada pôr seus costumes, religiosidade, gastronomia e por
seus produtos diferenciados como o “Café Trentino”. Além de seus atrativos naturais
envolvendo grandes áreas de mananciais como a Represa do Caigava , o conjunto da
Serra do mar e a construção da Represa do Rio Piraquara.
Este projeto já se encontra com uma sinalização de orientação , e também nas
propriedades , beneficiando cerca de 15 produtores.
-NÚCLEO URBANO DE PIRAQUARA
Contempla a sede do município de Piraquara, o centro histórico, com casarões
antigos, e a ferrovia que atravessa o núcleo urbano da cidade.
-CAMINHOS DO MAR PELA GRACIOSA
Projeto que contempla o antigo trecho da Estrada da Graciosa, no município de
Quatro Barras, envolvendo as comunidades rurais seus produtos e serviços. Possui
como atrativos naturais a Serra da Baitaca,,o morro do Anhangava e a APA da Represa
do Rio Iraí.
Este projeto já se encontra com folheteria produzida e possui 23 pontos de visitação.
A sinalização nas estradas estão sendo adequadas e confeccionadas
-POLO DE TURISMO RURAL DA COLÔNIA ROSEIRA –
Contempla o núcleo do entorno da Colônia Roseira, abrangendo os municípios
de Colombo e Campina Grande do Sul. Com atrativos naturais , e serviços como
hospedagem e alimentação. É uma região com atrativos turísticos e com potencial de
interligação entre o Circuito Italiano de Colombo e o Município de Campina Grande do
Sul.
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Extensão Potencial
Trecho Domínio Piso Sinalizaçã
turístico
(KM) o
BR 277 – Piraquara Municipal Asfalto 8,2 Normal 3
Piraquara – Q. Barras Estadual Asfalto 13,0 Normal 3
[Link] – Araçatuba Estadual Asfalto 6,7 Normal 3
Araçatuba – Municipal Asfalto 4,1 Deficiente 3
Té[Link]
Té[Link]- Municipal Terra 2,4 Deficiente 3
[Link]
Col. Roseira – BR 476 Municipal Asfalto 1,4 Deficiente 3
Os trechos percorridos podem ser entendidos como:
RODOVIA TOTAL ASFALTO TERRA
Municipal 16,1 13,7 2,4
Estadual 19,7 19,7
Total 35,8 33,4 2,4
O único trecho de terra, esta localizado entre o município de Campina Grande do
Sul e Colombo. Apesar de não ser pavimentada é uma estrada com boa manutenção.
B) REGIÃO DO KARST
A região é contemplada por vários circuitos de Turismo rural, localizada na porção
norte de Curitiba, contempla os municípios de Colombo, Almirante Tamandaré, Campo
Magro e Campo Largo. Toda esta região é considerada como um Aquífero subterrâneo
para o abastecimento de Curitiba.
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-CIRCUITO ITALIANO DE TURISMO RURAL –
Abrange o município de Colombo até a divisa com o município de Bocaiúva do
Sul. Este projeto interliga BR 476, Rodovia da Uva e Sede do Município de Colombo.
Com 53 pontos de visitação , entre produtos comercializados e serviços como de
alimentação e hospedagem. Esta área abriga o Projeto Piloto do aquifero subterrâneo
Karst, que abastece grande parte da região metropolitana de Curitiba. Possui toda uma
folhetería e sinalização adequada nas estradas que compõe o projeto.
-CIRCUITO DA NATUREZA –
Localizado no município de Almirante Tamandaré, abrange a Área de Proteção
Ambiental e as nascentes do Rio Passaúna. Este projeto possui uma sinalização
adequada e atende 32 pontos de visitação.
-CIRCUITO VERDE QUE TE QUERO VERDE –
Contempla o município de Campo Magro. Envolvendo comunidades rurais, com
prdutos e serviços e atrativos naturais como o Morro da Palha. Possui uma sinalização
adequada e uma folheteria própria.
Extensão Potencial
Trecho Domínio Piso Sinalização
(km) Turístico
BR 476 –Bocaiúva
Federal Asfalto 9,3 Normal 3
do Sul
Bocaiúva Sul-
Municipal Terra 6,9 Deficiente 2
[Link]ças
Rib. Onças –
Municipal Asfalto 7,6 Deficiente 2
Colombo
Colombo–
Estadual Asfalto 9,2 Normal 3
[Link]é
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[Link]é –
Municipal Asfalto 6,4 Deficiente 2
Juruqui
Juruqui – PR 090 Municipal Terra 10,7 Deficiente 2
PR 090 – Campo
Estadual Asfalto 3,4 Deficiente 2
Magro
Campo Magro –
Estadual Terra 6,5 Deficiente 2
Bateias
Os trechos percorridos na Região do KARST, abrange os municípios de Colombo,
Almirante Tamandaré e Campo Magro. Possui atrativos naturais, como grutas,
montanhas e rios, e os trechos tem as seguintes situações:
RODOVIA TOTAL ASFALTO TERRA
Federal 9,3 9,3 -
Estadual 19,1 12,6 6,5
Municipal 40,6 14,0 27,6
Total 60,0 35,9 34,1
C) CIRCUITO DA REGIÃO OESTE
Este projeto abrange as represas do Rio Passaúna e Rio Verde, onde o solo é
trabalhado intensamente com agricultura. Esta região também é caracterizada
predominantemente pela cultura Polonesa, que se reflete na arquitetura, na
gastronomia, no artesanato e nos produtos oferecidos, contemplando os roteiros:
CIRCUITO ESTRADA DO MATO GROSSO –
Ligada a represa do Passaúna e a Sede de Campo Largo. Este projeto atende 8 pontos
de visitação e possui uma sinalização precária e tem uma folhetería propria.
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CIRCUITO DE TURISMO RURAL DE BATEIAS –
No município de Campo Largo, abrangendo a Estrada do Cerne , na região de Bateias,
apresentando cerca de 16 pontos de visitação , possui uma sinalização adequada e uma
folheteria própria.
CAMINHOS DO GUAJUVIRA-
Este projeto proporciona o aproveitamento turístico da comunidade rural do Guajuvira,
em Araucária onde a estrada de ferro está nas margens do Rio , onde era caracterizado
como importante centro de comercialização de produtos agrícolas da região.
Trecho Domínio Tipo Extensão Sinalização Potencial
(km) Turistico
[Link]-BR 277 Estadual Asfalto 10,2 Deficiente 3
BR 277 – Itaqui de Cima Federal Asfalto 6,0 Deficiente 2
Itaqui de Cima-Araucária Estadual Asfalto 27,0 Deficiente 2
RODOVIA TOTAL ASFALTO
Federal 6,0 6,0
Estadual 37,2 43,2
De uma forma geral, o Anel Metropolitana de Turismo, apresenta a seguinte
situação.
Rodovia Total Asfalto Terra
Municipal 47,7 27,7 20,0
Estadual 76,0 69,5 6,5
Federal 15,3 15,3 -
TOTAL 139,0 112,5 26,5
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2- Aproveitamento das Represas
Dentro dos trabalhos que envolvem o Anel Metropolitano de Turismo, o
aproveitamento do Potencial Turístico das represas construídas ao longo dos últimos
anos para o abastecimento Público da Região Metropolitana de Curitiba, deve ser
implementado a partir dos Estudos técnicos já realizados pelas entidades outorgadas (
Sanepar, Petrobras) . Estes estudos compatibilizaram as atividades do turismo com as
funções dos mananciais e definem ações de monitoramento ambiental para estas
atividades.
Em alguns casos estas represas estão incluídas em Áreas de Proteção Ambiental, com
Zoneamento Ecológico Econômico, que consideram as atividades de Turismo para a
região. Neste caso a implantação de projetos turísticos ( esportes náuticos a vela,
pescaria esportiva de barranco, parques públicos ) no entorno, podem ser incentivados,
com o apoio das entidades outorgadas, conformes a Legislação Federal das Unidades
de Conservação, considerando o atual estágio de planejamento das seguintes
Represas.
a- Represas do Rio Iraí.- Outorga Sanepar. Estudos já realizados.
b- Represa do Rio Passaúna – Outorga Sanepar .Estudos já realizados.
c- Represa do Rio Verde-Outorga Petrobras. Estudos já realizados
d- Represa do Rio Capivari. Outorga Copel,
e- Represa Vossoroca, Outorga Copel.
f- Represa do Caigava. Outorga [Link] já realizados
Para as represas projetadas, áreas para a atividade de turismo em áreas
naturais, devem ser analisadas como potencial para o desenvolvimento.
3- Implantação de Pólos de Turismo em áreas Naturais no Vale
Face as condições naturais existentes , compreendidas na região do Vale do
Ribeira, e as condições geoeconômicas apresentadas, o processo de planejamento
prevê o fomento as condições necessárias para a implantação de Pólos de turismo em
Áreas naturais nos municípios de Adrianópolis , Cerro Azul e Campina Grande do Sul na
região da Represa do Capivari. (ver mapa em anexo - Potencial Turístico)
Neste caso , sugere-se as produção de Termos de Referência, para negociar
com Fundos de Desenvolvimento Regionais , das seguintes ações:
:
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A) Elaboração da potencialidade local para as atividades de ecoturismo;
B) Elaboração de um Plano de Gestão e Capacitação de técnicos e lideranças;
C) Elaboração de projetos de engenharia para demarcação das atividades
esportivas;
D) Negociação com fundos de financiamentos
E) Produção de materiais
4- Qualificação dos atrativos turísticos existentes
No espaço rural ocorrem manifestações de caracter festivo e de lazer que
também implicam em valores culturais, que são importantes para o conjunto da
comunidade. Estes eventos são produtos do turismo Rural na Agricultura Familiar.
A qualificação destes produtos necessita de ações de planejamento, de
administração e de capacitação de recursos humanos para o sucesso destes eventos.
De gerenciamento.- Muitos destes eventos estão sendo gerenciados pôr comissões
formadas na comunidade, com forte sugestão política, religiosa, esportivas, etc.. Este
processo se estende desde a calendarização até a definição administrativas.
De patrocínios - Estes eventos recebem patrocínios de diversas ordens desde
administração municipal até a questão do Agronegócios
Estas ações podem ser encaminhadas para consolidar novas oportunidades
visando o Projeto de desenvolvimento do turismo.
a) Qualificação dos eventos turísticos do Vale do Ribeira - Festas com os produtos
regionais, festas religiosas, calendarização
b) Elaboração de projetos de engenharia para os atrativos naturais (mirantes,
atracadouros, central de comercialização de produtos, etc. )
c) Apoio a investimentos privados, no segmento de serviços - alimentação e
hospedagem.
5- Mercado
Nesta linha de trabalho está a inclusão do marketing da região. Os produtos
regionais,devem apresentar as suas características associadas a proposta que está em
andamento ao Vale do Ribeira, pelos Governos de São Paulo e Paraná. Outra ação que
poderia ser implementada, seria criar uma estrutura de comercialização através das
entidades públicas e privadas , que atenda todo o projeto. Também seria importante a
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inserção dos produtos em todos os eventos existentes no mercado, ofertando os
diversos produtos do Vale da Ribeira para a devida comercialização.
Cabe as instituições públicas direcionar os recursos administrativos e financeiros para
esta participação e para a produção de materiais de divulgação desta região. Sendo
necesário para esta diretriz, o envolvimento tanto das instituições de Estado com do
poder público municipal.
6- Gestão de projetos
O Projeto possui como estratégia, os princípios do Programa Nacional de
Turismo Rural na Agricultura Familiar e pode apresentar uma comunhão de esforços,
tendo como referência a sede municipal. Assim se propõe a promoção da unidade dos
diferentes Conselhos municipais, Agricultura, Meio Ambiente e Turismo para a criação
do Conselho Municipal do Desenvolvimento local.
Que se propõe a promover treinamentos de conselheiros visando:
- a promoção de uma consciência crítica dos modelos de desenvolvimento;
- a participação das entidades locais,
- os fundos de financiamento e cronogramas.
Neste novo perfil, os Conselhos assumem um papel efetivo, deliberativo e gestor
da proposta municipal. É neste novo cenário que se insere a proposta do turismo local.
As entidades públicas e da sociedade civil organizada, com representações locais
participam deste Conselho, promovendo a interdisciplinaridade das suas funções. Na
atuação das entidades se promove as parcerias necessárias. A nivel regional , na
Comec, se propõe a institucionalizar um Programa, definindo instrumento legais de
parcerias, com metas definidas e que abrange toda a Proposta.
7- Capacitação
No processo de gestão dos trabalhos a nível municipal, a capacitação de
produtores, agricultores familiares, técnicos e lideranças deve ser enfatizado com os
conteúdos técnicos que envolvam o segmento do turismo. Esta diretriz será um
instrumento das outras diretrizes anteriores.
As propostas de treinamento encontram-se respaldadas nas instituições que
atuam em Programas de classificação e reciclagem da mão de obra. Assim há o
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envolvimento das instituições que atuam na região, como : SENAR, SEBRAE, UFPR,
Paraná- 12 meses.
Estruturas municipais
.Prefeituras Municipais- Todas são estruturadas com uma Secretaria Municipal de
Agricultura, Meio Ambiente e Turismo.
1. Emater Paraná - Todos os Municípios possuem uma estrutura para atendimentos
aos agricultores , que apresenta algumas deficiências em termos de quantidade e
qualidade de profissionais disponíveis,
2. Os municípios possuem Conselhos de Municipal de Agricultura, Meio Ambiente e ou
Turismo.
Estruturas regionais
1. Secretaria Especial da Região Metropolitana de Curitiba. Entidade recentemente
criada para gerenciar as Políticas Públicas para a Região.
2. COMEC. Coordenadoria da Região Metropolitana de Curitiba, Autarquia responsável
para a articulação da RMC e para o Desenvolvimento da RMC. Dentro desta
entidade deve ser criado uma estrutura mínima mas operacional do programa.
3. [Link] de Estado da Agricultura , Núcleo regional que operacionalizar os
Programas de apoio a Agricultura.
4. Emater Pr. - Empresa publica , filiada a SEAB, responsável pela Extensão Rural
oficial e que atende os agricultores familiares da região.
5. Secretaria de Estado do Turismo- Entidade responsável pela gestão dos negócios
do Turismo. Entidade atua em conjunto com os Ministério do Turismo.
6. Parana Turismo- autarquia responsável pela Gestão da Política do turismo
7. Eco Paraná- Serviço social, responsável pelo Planejamento do turismo no Estado do
Paraná.
8. Sebrae Pr.- Empresa que atua com programas de apoio a pequena e media
empresa e considera o Turismo como estratégia de desenvolvimento.
9. Senar Pr. - Entidade de capacitação de agricultores.
10. SEMA secretaria de Estado do Meio Ambiente- Responsável pela Política de Meio
Ambiente do Governo do Parana.
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11. Mineropar, Entidade autárquica que atua com diagnostico e valorização dos
recursos minerais do Estado.
12. Fórum Estadual do Turismo. Conselho que atua na gestão dos Programas oficiais de
Turismo.
13. CEDRAF, Conselho Estadual de Desenvolvimento Rural e da Agricultura Familiar.
Conselho que atua na gestão das Políticas Publicas de desenvolvimento da
Agricultura Familiar.
Entidades do Governo Federal
1. Ministério do Turismo
2. Ministério do Desenvolvimento Agrário
3. Universidade Federal do Paraná
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