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Regulamento da Academia de Polícia Militar

O documento aprova o Regulamento da Academia de Polícia Militar do Estado de São Paulo, estabelecendo diretrizes para a formação e organização da instituição. Ele detalha a estrutura administrativa, os cursos oferecidos e os critérios de admissão e avaliação dos alunos. O regulamento entra em vigor na data de sua publicação.

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Regulamento da Academia de Polícia Militar

O documento aprova o Regulamento da Academia de Polícia Militar do Estado de São Paulo, estabelecendo diretrizes para a formação e organização da instituição. Ele detalha a estrutura administrativa, os cursos oferecidos e os critérios de admissão e avaliação dos alunos. O regulamento entra em vigor na data de sua publicação.

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ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DE SÃO PAULO

Altera a redação de dispositivos do Regulamento aprovado pelo Decreto nº 61.922, de 03/08/2024, e


dá outras providências.

Rodrigues Poncherello, Subcomandante da Polícia Militar do Estado de São Paulo, no uso de suas
atribuições legais;

Decreta:

Artigo 1.º - Fica aprovado o Regulamento da Academia de Polícia Militar, da Polícia Militar do Estado,
com este baixado, devidamente assinado pelo Comandante Geral da Corporação.
Artigo 2.º - Este decreto entrará em vigor na data de sua publicação.

REGULAMENTO DA ACADEMIA DE POLÍCIA MILITAR (R.A.P.M.)


TÍTULO I
DO ESTABELECIMENTO DE ENSINO

CAPÍTULO I
Finalidade

Artigo 1.º - A Academia de Polícia Militar (A.P.M.) é o estabelecimento de ensino superior da


Corporação, de regime especial, que tem por objetivo geral proporcionar ao educando a formação
necessária ao desenvolvimento de suas potencialidades como elemento de qualificação profissional,
preparando-o para o exercício consciente de sua carreira policial-militar.
Parágrafo único - Visando atingir esse objetivo, o sistema de ensino da A.P.M. estimulará a oferta de
modalidades diversas de habilitação integradas por uma fase comum de estudos e realizadas no
mesmo estabelecimento.

CAPÍTULO II
Subordinação

Artigo 2.º - A.A.P.M. está subordinada ao órgão assessor de ensino do Comandante-Geral no que se
refere a ensino.
CAPÍTULO III
Organização

SEÇÃO I
Das generalidades

Artigo 3.º - A A.P.M. compreende:


I - Comando e subcomando;
II - Diretoria de Ensino; e
III - Corpo de Alunos Oficiais.

SEÇÃO II
Do Comando e subcomando

Artigo 4.º - Exercimento de função:


I - O Comando é exercido por Coronel ou Tenente-coronel do Quadro de Combatentes com os
cursos de formação e aperfeiçoamento de oficiais e, de preferência , o Curso Superior de
Polícia (C.S.P.).;
II - O Subcomando é exercido por oficial superior do Quadro de Combatentes com os cursos de
formação e aperfeiçoamento de oficiais;
Artigo 5.º - Substitui o Comandante, nos seus impedimentos e na forma da legislação em vigor, o
Subcomandante.
Parágrafo único - Nos impedimentos do Subcomandante, substituirá o Comandante o oficial
combatente que se lhe seguir em graduação.
Artigo 6.º - Ao Comandante compete, além das atribuições próprias de Comandante de Unidade
administrativa:
I - Dirigir o C.S.P e C.A.O.;
II - Promover aos anos seguintes os alunos oficiais que satisfizerem as condições exigidas;
III - Distribuir internamente os professores, assistentes-de-professor, instrutores e
auxiliares-de-instrutor;
IV - Conceder prêmios e recompensas, bem como aplicar sanções escolares a professores,
assistentes-de-professor, instrutores, auxiliares-de-instrutor, alunos, alunos oficiais e
estagiários;
V - Fixar anualmente o calendário escolar, ouvida a Diretoria de Ensino;
VI - Propor ao Comandante-Geral:
a) - a designação e dispensa do Diretor de Ensino (D.E.), Comandante do Corpo de
Alunos Oficiais, professores, assistentes-de-professor, instrutores e
auxiliares-de-instrutor, estes quando não pertencentes ao efetivo da A.P.M.; e
b) - a contratação de professores e assistentes-de-professor, bem como pessoal civil
necessário ao serviço administrativo da Unidade.
VII - Matricular e desligar, sujeito à aprovação do Comandante-Geral, alunos, alunos oficiais e
estagiários, na forma deste regulamento.
SEÇÃO III
Da Diretoria de Ensino

Artigo 7.º - A Diretoria de Ensino tem as funções executivas referentes às atividades de pesquisa e
ensino.
Artigo 8.º - A Diretoria de Ensino é exercida pelo Diretor de Ensino (D.E.), oficial superior do Quadro
de Combatentes com os cursos de formação e aperfeiçoamento de oficiais.
Artigo 9.º - Ao D.E. compete:
I - Planejar e coordenar as medidas e atividades relativas ao ensino;
II - Aprovar os trabalhos de julgamento e datas para sua realização;
III - Designar comissões examinadoras, de revisão e especiais de estudo;
IV - Estabelecer as diretrizes reguladoras dos trabalhos escolares;
VI - Elaborar:
a) - os planos de ensino e curso; e
b) - os relatórios de fim de curso e estágio.
VII - Manter:
a) - O Centro de Documentação em funcionamento,
b) - através da Secretaria do órgão, um registro centralizado da administração escolar.
VIII - Realizar a avaliação do ensino em todos os seus aspectos;
IX - Coordenar o emprego e preparo de professores, assistentes de professor, instrutores e
auxiliares de instrutor;
X - Dirigir os demais cursos e estágios; e
XI - Propor ao Comandante:
a) - a designação, distribuição e dispensa de professores, assistentes de professor,
instrutores e auxiliares de instrutor, bem como contratação dos primeiros;
b) - a realização de cursos estágios ou atividades tendentes a promover o
aperfeiçoamento de professores assistentes de professor, instrutores e auxiliares de
instrutor
c) - o desligamento dos alunos e estagiários; e
d) - o encaminhamento de alunos oficiais para determinadas especialidades.
Artigo 10. - As chefias das seções são exercidas por Oficiais combatentes com o Curso de Formação
de Oficiais (C.F.O.).
SEÇÃO IV
Do corpo de Alunos oficiais

Artigo 11. - O Corpo de Alunos Oficiais tem as funções executivas referentes às atividades escolares
extracurriculares destinadas a assegurar o enquadramento e a vivência acadêmica dos alunos oficiais.
Artigo 12. - O Comando é exercido por Oficial do Quadro de Combatentes com os cursos de formação
de oficiais.
Artigo 13. - Ao Comandante compete:
I - Exercer o poder hierárquico e disciplinar sôbre o pessoal pertencente ao Corpo de Alunos
Oficiais;
II - Delegar atribuições, por ato expresso, a seus subordinados;
III - Comandar a Unidade nas formaturas solenes e desfiles;
IV - Cassar o licenciamento de alunos oficiais;
V - Auxiliar o D.E. na fiscalização do desenvolvimento do ensino;
VI - coordenar os trabalhos dos avaliadores na elaboração do conceito de aptidão para o
oficialato.
TÍTULO II
DO ENSINO E CURSOS

CAPÍTULO I
Generalidades

Artigo 14. - Na A.P.M. serão ministrados os seguintes cursos:


I - de formação, curso superior destinado ao preparo de oficial subalterno do Quadro de
Combatentes;
II - de especialização, para difundir conhecimentos especificos necessários ao aprimoramento
profissional dos oficiais;
III - de aperfeiçoamento, para ampliar os conhecimentos dos capitães, habilitando-os ao
exercício das funções de oficial superior;
Artigo 15. - Os cursos, a que se referem os incisos I, II e III do artigo anterior, são os seguintes:
I - de formação, o Curso de Formação de Oficiais (C.F.O.);
III - de aperfeiçoamento, o Curso de Aperfeiçoamento de Oficiais (C.A.O.); e
IV - de pós-graduação, o Curso Superior de Polícia (C.S.P.).

CAPÍTULO II
Funcionamento

Artigo 16. - O funcionamento dos cursos ou estágios, a ser previsto no Plano Mensal de Ensino da
Corporação, visará atender, dentro das possibilidades, as reais necessidades da milícia, no que se
refere a extensão, aperfeiçoamento, especialização, formação e adaptação de oficiais, critério que
informará a fixação de vagas de cada curso ou estágio.
Parágrafo único - Em caráter excepcional e a critério do Comandante-Geral, poderá funcionar cursos
ou estágios de adaptação, especialização e extensão que não constarem do Plano a que se refere
este artigo.
Artigo 17. - São aspectos a considerar para avaliação:
I - itens avaliativos:
a) - Relatórios de aulas;
b) - Exames semanais; e
c) - Atividades extra curriculares.
II - a considerar:
a) - Bom comportamento;
b) - Respeito para e com os superiores ou companheiro;
c) - aptidão ao oficialato; e
d) - demonstração de boa vontade.
CAPÍTULO III
Admissão

SEÇÃO I
Da inscrição

Artigo 18 - São condições para inscrição no concurso de admissão:


I - Ao C.S.P.:
a) - ser Capitão combatente;
b) - possuir o C.A.O.;
c) - estar no efetivo exercício de suas funções; e
d) - requerer ao Comandante-Geral no prazo fixado por aquela autoridade.
II - Ao C.A.O.:
a) - ser 1° Tenente combatente;
b) - estar no efetivo exercício de suas funções; e
c) - requerer ao Comandante-Geral no prazo fixado por aquela autoridade.
III - Ao C.F.O.:
a) - ser brasileiro nato;
b) - estar quite com as obrigações militares e eleitorais;
c) - não registrar antecedentes criminais ou sócio-políticos;
Artigo 19. - Os praças que, à data final da inscrição, não estiverem, no mínimo, no bom
comportamento, ou registrarem nas últimas 2 (duas) semanas punição disciplinar, não poderão
inscrever-se nos concursos de admissão e ao C.F.O.

SEÇÃO II
Do concurso de admissão

Artigo 20. - O concurso de admissão tem por objetivo a seleção de candidatos à matrícula em curso
ou estágio, respeitado o número de vagas fixado.
Artigo 21. - O concurso de admissão ao C.S.P. e C.A.O. constará de prova escrita versando sobre
História e conceitos polícias na conformidade da relação de assuntos para cada curso, dada a
conhecer aos candidatos com antecedência mínima de 60 (sessenta) dias da data da prova.
Parágrafo único - A nota mínima de aprovação é 7 (sete).
Artigo 22. - O concurso de admissão ao C.F.O.. constará dos seguintes exames:
I - de conhecimentos;
II - psicológico; e
III - físico;
§ 1.º - O exame de conhecimentos constará de provas escritas para o C.F.O., das seguintes matérias:
I - Português;
II - Matemática; e
III - Conhecimentos Gerais.
§ 2.º - O exame psicológico constará de provas especializadas realizadas pelo órgão competente da
Corporação.
Artigo 23. - A nota mínima de aprovação nas provas do exame de conhecimentos é de 7 (sete).
Artigo 24. - Para se considerar aprovado no concurso de admissão, o candidato ao C.F.O., além de
obter a nota mínima exigida nas provas do exame de conhecimentos, deverá ser julgado apto nos
demais.
CAPÍTULO IV
Aproveitamento, promoção e classificação

SEÇÃO I
Do aproveitamento

Artigo 25. - A avaliação da aprendizagem nos cursos previstos no artigo 15 será feita por graus que
variarão de zero a 10 (dez) aproximados a décimos, ou conceitos que obedecerão à seguinte
graduação:
I - Excepcional - de 9,6 a 10;
II - Muito bom - de 8,5 a 9,5;
III - Bom - de 7,0 a 8,4;
IV - Regular - de 5,0 a 6,9; e
V - Insuficiente - até 4,9.
§ 1.º - Esses graus ou conceitos serão obtidos através da realização de trabalhos de julgamento.
§ 2.º - Os trabalhos de julgamento serão escritos, orais ou prático-orais, e compreendem:
I - Trabalhos correntes; e
II - Exames finais.
Artigo 26. - O aluno oficial, com aproveitamento insuficiente, poderá obter aprovação mediante
atividades de recuperação proporcionais pela A.P.M. constantes do Plano de Ensino do curso.
Artigo 27. - Para fins de promoção e classificação o aluno oficial receberá grau de conceito de aptidão
para o oficialato.
Artigo 28. - A média de aprovação semanal, para os alunos oficiais do C.F.O., será dada pelo conjunto
médio ponderado e da média aritmética dos graus finais atribuídos aos relatórios das matérias de
Ensino, das provas finais, atividades extra curriculares e nível de aptidão para o oficialato.
Artigo 29. - A média de aprovação final, em cada curso, será dada pesos:
I - C.F.O.:
a) para o 1.º ano peso 1 (um);
b) para o 2.º ano peso 2 (dois); e
c) para o 3.º ano peso 3 (três).

SEÇÃO II
Da promoção

Artigo 30. - Ressalvado o disposto neste regulamento, o aluno oficial do 1.º ano do e C.F.O., bem
como do 2.º ano do C.F.O. será promovido e matriculado no ano imediatamente seguinte desde que
tenha obtido média de aprovação anual suficiente no respectivo ano.
Artigo 31. - O aluno oficial do 3.º ano do C.F.O. será declarado Aspirante a oficial desde que tenha
obtido média de aprovação final suficiente e tenha recebido conceito final de aptidão para o oficialato,
pelo menos, bom.
SEÇÃO III
Da classificação

Artigo 32. - A classificação semanal ou final dos alunos oficiais matriculados no C.F.O. será dada pela
média de aprovação semanal ou final.
Artigo 33. - Recomendações e prêmios:
I - Medalha “Cadete Constitucionalista”: Laurear autoridades civis e militares que hajam
prestado comprovadamente relevantes serviços a Academia de Polícia Militar do Barro
Branco(APMBB);
II - Medalha "Pedro Dias de Campos": Outorgar os alunos que se classificarem em primeiro
lugar nos seguintes cursos:
a) - oficiais: CFO, CAO e CSP - Prata; e
b) - praças: CFC, CFS e CAS - Bronze.
III - Medalha centenário da Academia de Polícia Militar do Barro Branco(APMBB): Condecorar
relevantes serviços prestados de maneira a engrandecer o nome da Polícia Militar do Estado
de São Paulo e de seu povo, em particular a Academia de Polícia Militar do Barro Branco,
sendo dignas de especial homenagem pelos seus méritos.;
Parágrafo único - O R.A.P.M. poderá prever a instituição de outros prêmios e disciplinará a forma de
concessão dos estabelecidos neste artigo.

DECRETO N. 61.922, DE 03 DE AGOSTO DE 2024

Aprova o Regulamento da Academia de Polícia Militar, da Polícia Militar do Estado de São Paulo e dá
outras providências

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