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Planos de Contingência em Portos

Os planos de contingência em portos e hidrovias visam prevenir e responder a emergências, incluindo medidas para mitigar riscos ambientais e protocolos para eventos climáticos. As normativas nacionais, como a NR-29, estabelecem diretrizes para segurança e saúde no trabalho portuário, exigindo o uso de EPIs e treinamentos. O OGMO gerencia a mão de obra avulsa, garantindo que trabalhadores qualificados atuem nas operações, enquanto o SESSTP atua na prevenção e gestão de riscos ocupacionais.

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Planos de Contingência em Portos

Os planos de contingência em portos e hidrovias visam prevenir e responder a emergências, incluindo medidas para mitigar riscos ambientais e protocolos para eventos climáticos. As normativas nacionais, como a NR-29, estabelecem diretrizes para segurança e saúde no trabalho portuário, exigindo o uso de EPIs e treinamentos. O OGMO gerencia a mão de obra avulsa, garantindo que trabalhadores qualificados atuem nas operações, enquanto o SESSTP atua na prevenção e gestão de riscos ocupacionais.

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1.

Planos de Contingência (Portos e Hidrovias)


Os planos de contingência em portos e hidrovias são instrumentos
estratégicos que visam prevenir, preparar e responder a situações de
emergência que possam afetar a operação, a segurança e o meio ambiente.

Conceitos e Explicações

• Medidas preventivas e corretivas: visam reduzir riscos antes que


ocorram incidentes e corrigir falhas durante ou após um evento adverso.
• Identificação e mitigação de riscos ambientais: inclui análise de
derrames de óleo, poluição hídrica, contaminação de solos, entre outros
impactos típicos de operações portuárias.

• Equipamentos de resposta rápida: barcos de apoio, barreiras de


contenção, sistemas de monitoramento e brigadas especializadas são
fundamentais para controlar incidentes rapidamente.
• Protocolos de paralisação em eventos climáticos: definem critérios
para suspender atividades diante de tempestades severas, cheias,
ventos fortes ou outros eventos climáticos extremos.

• Cumprimento de normas internacionais (OPRC, MARPOL):


garantem que as operações estejam alinhadas com padrões globais de
resposta a emergências ambientais.
Exemplos práticos

• Derrame de óleo: ativação de barreiras flutuantes, recolhimento


mecânico e acionamento imediato de órgãos ambientais.
• Tempestades severas: suspensão de carregamentos, recolhimento de
embarcações menores e evacuação de áreas vulneráveis.

• Ataques cibernéticos: uso de firewalls avançados, backups e


protocolos de resposta para restabelecimento rápido de sistemas
operacionais portuários.

2. Normativas Nacionais
As normativas nacionais regulam a segurança e a saúde no ambiente
portuário, estabelecendo padrões que devem ser cumpridos por operadores e
trabalhadores.

Conceitos e Explicações

NR-29 (Segurança e Saúde no Trabalho Portuário)


Objetivo e aplicação
A NR-29 estabelece as diretrizes obrigatórias para prevenção de
acidentes e doenças ocupacionais envolvendo atividades portuárias,
tanto a bordo quanto em terra, inclusive em portos organizados,
retroportuários e terminais privados

o Norma principal que define requisitos obrigatórios para prevenção


de acidentes e doenças ocupacionais.

o Exige uso de EPIs (Equipamentos de Proteção Individual) e


EPCs (Equipamentos de Proteção Coletiva).

o Obriga treinamentos periódicos para trabalhadores portuários.

Pontos-chave técnicos
• Gerenciamento de riscos (PGR): inclui análise específica de ambientes
sujeitos a cargas pesadas, lingamento, uso de guindastes, áreas
confinadas, movimentação de contêineres e granéis

• Capacitação: o OGMO ou empregador deve oferecer formação sobre


normas, EPIs, EPCs e higiene ocupacional para todos os trabalhadores
avulsos portuários
• Responsabilidades:

o Operadores portuários e tomadores de serviço devem


implementar as medidas preventivas (incluindo NR-01 e NR-06)
antes de iniciar operações

o OGMO deve organizar treinamentos, escalar trabalhadores


capacitados e elaborar o PCMSO conforme NR-07
o Administração portuária deve garantir infraestrutura segura,
incluindo áreas de emergência e contenção

O OGMO (Órgão Gestor de Mão de Obra do Trabalho Portuário Avulso) é


uma entidade prevista na Lei dos Portos (Lei nº 12.815/2013), responsável
por gerenciar e fornecer trabalhadores portuários avulsos para os
operadores portuários em portos organizados.

Funções principais do OGMO

• Cadastro e registro de trabalhadores portuários avulsos.

• Escala e distribuição da mão de obra entre os operadores portuários,


evitando contratações informais.
• Treinamento e capacitação dos trabalhadores, incluindo cursos de
segurança exigidos pela NR-29.
• Fiscalização do cumprimento das normas trabalhistas e de
segurança.

• Arrecadação e repasse das contribuições sociais e previdenciárias


referentes ao trabalho avulso.

Importância no contexto portuário

O OGMO garante que apenas trabalhadores qualificados e treinados atuem


nas operações portuárias, reduzindo riscos de acidentes e assegurando que as
normas de segurança sejam cumpridas.

Exemplo prático

Durante a implantação de um novo terminal portuário, o OGMO é o


responsável por:

• disponibilizar trabalhadores capacitados para as operações iniciais,

• treinar a mão de obra conforme as especificidades do terminal,


• organizar escalas durante fases de teste e início de operação.

Estrutura de segurança operacional


Inclui requisitos como CPATP (Comissão de Prevenção de Acidentes no
Trabalho Portuário), segurança em armazéns e silos, iluminação, condições
sanitárias, Primeiros Socorros, e planos de emergência (PCE e PAM)
Exemplo na prática
Em obras de implantação portuária, antes de construir docas, silos ou áreas de
estocagem, deve-se mapear riscos, planejar sinalização, definir fluxos seguros
para veículos e trabalhadores, instalar EPCs e treinar as equipes conforme a
NR-29.

• Planos de Emergência (PCE e PAM):


o PCE (Plano de Controle de Emergência): estabelece ações
imediatas para incidentes dentro do porto.

o PAM (Plano de Atendimento a Emergências): foca em


emergências ambientais e de saúde pública.

• Alterações Legislativas (PL 733/2025):


o Propõe mudanças na implementação de medidas de segurança,
exigindo que administrações portuárias se adaptem às novas
exigências.
• Projeto apresentado em 28 de fevereiro de 2025 por Leur Lomanto
Júnior, com o objetivo de substituir a Lei dos Portos atual (Lei
12.815/2013)

• Atualmente em análise na Comissão Especial da Câmara dos


Deputados (relator Arthur Oliveira Maia). Prazo para emendas iniciado
em abril e também em agosto de 2025

• SESSTP (Serviço Especializado em Segurança e


Saúde do Trabalhador Portuário):
Definição e vinculação normativa
O SESSTP é o serviço técnico exigido especificamente pela NR-29,
equivalente ao SESMT (articulado pela NR-04), mas voltado ao contexto
portuário

Dimensionado de acordo com o número de trabalhadores; atua na prevenção e


gestão de riscos ocupacionais.

Composição e atribuições técnicas

• Deve contar com Engenheiro de Segurança do Trabalho, técnico,


enfermeiro ou médico do trabalho, dependendo do porte e riscos da
operação portuária

• Atividades incluem análise de riscos, investigação de acidentes,


programas de prevenção (PCMSO/PPRA), treinamentos contínuos,
auditorias e documentos técnicos de SST e conformidade

Importância no contexto da implantação


Projetos de engenharia civil, ao planejar estruturas portuárias e logísticas,
devem integrar o SESSTP desde a fase de projeto: definindo zonas seguras,
fluxos de evacuação, áreas de atendimento médico ou triagem, e protocolos de
emergência.

Exemplos práticos
• Implantação de brigadas de incêndio e equipes de resposta emergencial
dentro do porto.

• Treinamentos obrigatórios de segurança para operadores de guindastes


e estivadores.

• Adequação de estruturas portuárias para cumprir requisitos ambientais e


de segurança exigidos pela NR 29 e pelo IBAMA.

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