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Introdução à Pesquisa Operacional

O documento apresenta a disciplina de Pesquisa Operacional I, ministrada pelo professor Antonio Pires Crisóstomo, abordando objetivos, ementa, metodologia e formas de avaliação. A disciplina visa introduzir os alunos ao campo da Pesquisa Operacional, capacitando-os na modelagem matemática e resolução de problemas em processos produtivos. A origem da Pesquisa Operacional é discutida, destacando sua aplicação em diversas áreas e a importância de métodos científicos na tomada de decisões.

Enviado por

Guilherme Alves
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Introdução à Pesquisa Operacional

O documento apresenta a disciplina de Pesquisa Operacional I, ministrada pelo professor Antonio Pires Crisóstomo, abordando objetivos, ementa, metodologia e formas de avaliação. A disciplina visa introduzir os alunos ao campo da Pesquisa Operacional, capacitando-os na modelagem matemática e resolução de problemas em processos produtivos. A origem da Pesquisa Operacional é discutida, destacando sua aplicação em diversas áreas e a importância de métodos científicos na tomada de decisões.

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Pesquisa Operacional I

Antonio Pires Crisóstomo

Aula 1
Aula de hoje:

 Apresentação do Professor e dos Alunos

 Apresentação da disciplina

 Objetivos, ementa, metodologia e formas de avaliação

 Procedimentos no Semestre Suplementar

 Introdução à Pesquisa Operacional


PERFIL DO DOCENTE

ANTONIO PIRES CRISÓSTOMO

FORMAÇÃO ACADÊMICA

Doutor em Engenharia Produção – UFPE

Mestre em Engenharia Produção – UFF

Graduado em Administração – UFF


PERFIL DO DOCENTE

EXPERIÊNCIA PROFISSIONAL:

 Professor Adjunto IV de Engenharia de Produção, desde set/2004

 Professor Adjunto da FACAPE, de ago/2002 a ago/2004

 Professor Substituto IF/SERTÃO, Agronegócios – ago/2003 a set/2004

 Professor Substituto da UFF, 2000

 Chefe da Área de Qualidade e Gestão AMPLA/CERJ, jul/2000 a jul/2002.


PERFIL DOS DISCENTES
OBJETIVO GERAL:
 Introduzir o aluno no campo da Pesquisa Operacional, familiarizando o futuro
Engenheiro de Produção com modelos matemáticos, incluindo aplicação e
resolução. Possibilitando ao mesmo, obter conhecimento de técnicas de
Pesquisa Operacional que irão ajudá-lo na de tomada de decisões em
processos produtivos.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS:
 Apresentar Pesquisa Operacional como ciência da Administração.
 Capacitar o aluno na modelagem matemática de problemas de produção.
 Desenvolver a capacidade de solucionar modelos matemáticos utilizando
algoritmos específicos.
 Ressaltar o potencial da Pesquisa Operacional para a resolução de problemas
em empresas.
Ementa da Disciplina
• Origem da Pesquisa Operacional.
• Conceitos de Decisão e o Enfoque Gerencial da Pesquisa
Operacional.
• Modelagem de Problemas Gerenciais.
• Programação Linear – Introdução.
• Programação Linear – Método Gráfico.
• O Método Simplex.
• Dualidade e Análise de Sensibilidade em Programação Linear.
• Problemas de Transporte e da Designação.
• Uso de Pacotes Computacionais.
Avaliação

• Será distribuída em duas notas, sendo:

 1° Nota Parcial - Uma avaliação teórica individual.


 2° Nota Parcial - Uma avaliação teórica individual.
 3° Nota Parcial - Uma avaliação teórica individual.
Ementa da Disciplina

NOTA GLOBAL

• Será a média aritmética das três notas parciais. O aluno que obtiver
nota global maior ou igual a 7,0 (sete) estará aprovado por média.
Aquele que obtiver nota global inferior a 7,0 (sete) e superior a 4,0
(quatro) será submetido a exame final de acordo com as regras
estabelecidas pela UNIVASF. Aquele que obtiver nota global inferior
a 4,0 (quatro) estará reprovado sem direito a exame final.
Referências
• ANDRADE, Eduardo Leopoldino de.
Introdução à pesquisa operacional: métodos e
modelos para análise de decisões. 3. ed. Rio
de Janeiro: LTC, 2004.192 p.

• LACHTERMACHER, Gerson. Pesquisa


operacional na tomada de decisões. 2. ed.
rev. e atual. Rio de Janeiro: Elsevier, 2004.
384 p.
Referências
• GOLBARG, Marco Cesar ; LUNA, Henrique.
Otimização Combinatória e Programação
Linear. 2. ed. Rio de Janeiro: CAMPUS, 2005.
518 p.

• ARENALES, Marcos et al. Pesquisa


Operacional. 1 ed. Rio de Janeiro:
CAMPUS, 2007. 524 p.
Referências
• HILLIER, Frederick; LIEBERMAN, Gerald.
Introdução à pesquisa operacional. 9. ed. Porto
Alegre: AMGH, 2013.1005 p.

• BELFIORE, Patrícia; FÁVERO, Luiz


Paulo. Pesquisa Operacional para os
cursos de Engenharia. 1. ed. Rio de
Janeiro: Elsevier, 2013. 534 p.
Referências
• TAHA, Hamdy A. Pesquisa Operacional.
8 [Link]ção: Arlete Simille Marques.
São Paulo: Person Prentice Hall, 2008.
Roteiro da aula
• Pesquisa Operacional.
– O que é Pesquisa Operacional?
– A Origem da Pesquisa Operacional.
– Definição Formal de Pesquisa Operacional.
– Campos de Aplicação e Técnicas de Pesquisa Operacional.
• Conceitos de Decisão e o Enfoque Gerencial da Pesquisa
Operacional.
– A Pesquisa Operacional e a Análise de Decisão.
– O Enfoque Gerencial da Pesquisa Operacional.
– A Natureza da Pesquisa Operacional.
– Fases de um Estudo de Pesquisa Operacional.
Origem da Pesquisa Operacional

Para quê a Pesquisa Operacional (PO)?

A Pesquisa Operacional (PO) como ciência surgiu


para resolver,
de uma forma mais eficiente, os problemas na
administração das organizações,
originados pelo acelerado desenvolvimento
provocado pela revolução industrial.
Origem da Pesquisa Operacional

 A partir da Revolução Industrial aumentam os problemas


na gestão das organizações.

O Problema:
Como gerir para obter uma melhor
eficácia dentro de toda a organização?
Origem da Pesquisa Operacional

Quando é que surgiu a PO?

A origem da PO como ciência é atribuído à


coordenação das operações militares durante a 2ª
Guerra Mundial, quando os líderes militares
solicitaram que cientistas estudassem problemas
como posicionamento de radares, armazenamento
de munições e transporte de tropa, entre outros...

A aplicação do método científico e de ferramentas


matemáticas em operações militares passou a ser
chamado de Pesquisa Operacional.
Origem da Pesquisa Operacional
Em 1947, George Dantzig e outros cientistas do Departamento da Força
Aérea Americana, apresentaram um método denominado Simplex para a
resolução dos problemas de Programação Linear (PL).

Outros cientistas que dedicaram os seus estudos a PO (“à pesquisa do


ótimo”) foram:

 na Antiguidade:
 Euclides, Newton, Lagrange, ...

 no século XX:
 Leontief, Von Neumann, Kantarovich, ...
Origem da Pesquisa Operacional

O que é a Pesquisa Operacional?

Uma abordagem científica na tomada de decisões

Um conjunto de métodos e modelos


matemáticos aplicados à resolução de complexos
problemas nas operações (atividades) de uma
organização
Pesquisa Operacional
Arenales et al. (2007) define PO como:

 Uma abordagem científica para a tomada de decisões,


de forma que o enfoque científico esteja relacionado à
definição de ideias e processos para articular e modelar
problemas de decisão.

 Para tal, devem ser identificados os objetivos do


tomador de decisão e as condições e restrições sob as
quais se deve operar, assim como empregar métodos
m a te m á t i c o s p a r a o t i m i z a r s i s t e m a s n u m é r i c o s
resultantes de dados inseridos na modelagem da
decisão.
Pesquisa Operacional

Andrade (1998) define PO como:

 Conjunto de técnicas e métodos aplicados por


equipes multidisciplinares para se determinar a melhor
utilização de recursos limitados e para
programação otimizada das operações de uma
empresa.
Pesquisa Operacional
Denominada “a ciência da administração”, a sua
utilização e implementação tem sido estendida à:

 business
 economia
 industria
 industria militar
 Engenharia de Produção e Civil
 governos
 hospitais, entre outros.
Impacto da PO

Os serviços militares dos EUA continuaram a


trabalhar ativamente nesta área.

Com o desenvolvimento da informática nas


últimas décadas, a PO tem sido estendida a
numerosas organizações.
Os Ramos da Pesquisa Operacional

ramos mais importantes desenvolvidos na PO?

• PROGRAMAÇÃO MATEMÁTICA
• Programação Linear (LP)
• Problemas de distribuição de recursos.

• Problemas de transporte

• Problemas de planejamento da produção

• Problemas de corte de materiais, entre outros.

Programação = • Programação Não Linear


planejamento de • Programação Dinâmica
atividades
• Programação Inteira
• otimização Global
Outros Ramos da Pesquisa Operacional

Quais são outros ramos da PO?

OUTROS RAMOS DA PO são:


• Análise Estatística
• Teoria de Jogos
• Teoria de Filas
• organização do tráfego aéreo
• Construção de barragens, entre outros.
• Simulação
• Gestão de estoques, entre outros.
Pesquisa Operacional

 A pesquisa operacional passou então a ser utilizada nas empresas


pois se tornou uma ferramenta no auxílio à tomada de decisão;

 Ela é baseada na racionalidade, e se utiliza de fatos ao invés de


opiniões ou experiências de executivos ou especialistas;

 A PO tem duas características muito importantes


• Enfoque sistêmico
• Utilização de Modelos (Experimentação)
Pesquisa Operacional
De acordo com Andrade, em seu livro Introdução à Pesquisa
Operacional (1998):

ENFOQUE SISTÊMICO:
Uma abordagem aberta para reconhecer os vários
aspectos envolvidos num problema gerencial.

EXPERIMENTAÇÃO:

Uma decisão pode ser testada e avaliada antes de ser


efetivamente implementada.
Pesquisa Operacional e a Análise
de Decisão
Andrade (1998), define Decisão como:

Um curso de ação escolhido por uma pessoa como o meio


mais efetivo à sua disposição para alcançar os objetivos
pretendidos.

 Assim, o processo de decisão empresarial se inicia quando uma


pessoa ou grupo percebe sintomas de que alguma coisa está saindo do
estado normal desejado ou planejado.
Características do processo de tomada
de decisão
 O PROCESSO DE TOMADA DE DECISÃO É
SEQUENCIAL
 É UM PROCESSO COMPLEXO
 IMPLICA VALORES SUBJETIVOS
 É DESENVOLVIDO EM AMBIENTE INSTITUCIONAL
COM REGRAS MAIS OU MENOS DEFINIDAS

IDENTIFICAÇÃO PROCESSO
SINTOMAS
DO PROBLEMA DE TOMADA
DE DECISÃO

Figura 1 – O início do processo de decisão empresarial


Características do processo de tomada
de decisão

Processo sequencial

Mesmo quando se tem a impressão de que a tomada de decisão foi


feita de impulso, a decisão é consequência de uma série de fatos
anteriores que criaram as bases para se chegar à ela.
Características do processo de tomada
de decisão

Processo complexo
Quase sempre a informação relativa ao problema é insuficiente;

Dentro da empresa o próprio processo também varia, dependendo do


problema e do nível de decisão necessário. Assim sendo, os processos
diferem quanto ao:
 Tamanho do grupo de decisão;
 Tipos de sistemas de informações gerenciais;
 Tipos de decisões que devem ser tomadas;
 Estilo de liderança dos administradores;
 Nível da decisão dentro da empresa.
Características do processo de tomada
de decisão

Processo inclui Valores subjetivos


 A maior parte do processo que se deve seguir para preparar
melhores decisões é identificável e clara, podendo ser repetida por
outras pessoas em outras ocasiões;

 É enorme o número de fatores intuitivos proveniente de experiência


pessoal e da personalidade do gestor, envolvido no processo de
tomada de decisão.
Características do processo de tomada
de decisão

Processo em ambiente institucional

 Estrutura organizacional influencia o processo

 Fatores importantes:
Inter-relacionamento entre pessoas e grupos;
Fluxo de informações;
Sistema hierárquico;
Características do negócio e da organização.
Classificação das Decisões
Critérios
 N Í V E L E S T R AT É G I C O : Q u a n t o m a i s i m p o r t a n t e s e m a i s
abrangentes forem os resultados da decisão para a empresa, mais
ESTRATÉGICA ela será.
Classificação das Decisões

Critérios

 GRAU DE ESTRUTURAÇÃO: Quanto mais fáceis o


acompanhamento e a repetição por outras pessoas, com os mesmos
resultados, mais bem ESTRUTURADA será a decisão.
Classificação das Decisões
GRAU DE ESTRUTURAÇÃO DA DECISÃO

ADMINISTRA- PROGRAMAÇÃO LOCALIZAÇÃO


ALTO

ÇÃO DA DE UMA NOVA


DE ESTOQUES PRODUÇÃO FÁBRICA
MÉDIO

FINANCIAMEN- PROGRAMAÇÃO DIVERSIFICA-


TO DE CAPITAL ORÇAMENTÁ- ÇÃO DA LINHA
DE GIRO RIA DE PRODUTOS

ESCOLHA DE CONTRATAÇÃO PROGRAMA DE


BAIXO

CAPA DE DE UM PESQUISA E DE-


REVISTA DIRETOR SENVOLVIMENTO

OPERACIONAL GERENCIAL CORPORATIVO


NÍVEL ESTRATÉGICO
Qualidade da Decisão
 DECISÃO DE QUALIDADE: quando, de maneira eficaz e efetiva,
garante o alcance dos objetivos preestabelecidos, para os quais foram
alocados meios e recursos.

CARACTERÍSTICAS QUE PERMITEM AVALIAÇÃO:

 Satisfação dos interesses envolvidos;


 Adaptação dos meios necessários ao alcance dos
objetivos;
 Consistência do curso de ação.
Obstáculos a uma Decisão de Qualidade
 Escolha do problema certo a resolver:
 Os problemas manifestam-se por meio de SINTOMAS;
 Devem-se identificar as CAUSAS REAIS.

 Conhecimento insuficiente:
 Informações incompletas ou parciais;
 Pouca informação pode ser tão prejudicial quanto
informação em excesso.
Enfoque Clássico da Pesquisa
Operacional
IDENTIFICAÇÃO
DO PROBLEMA

INFORMAÇÕES
NECESSÁRIAS
MODELAGEM
E
SOLUÇÃO
RESULTADO
ÓTIMO

ACEITAR
OU
RECUSAR
Enfoque Atual da Pesquisa
Operacional

INFORMAÇÕES
IDENTIFICAÇÃ NECESSÁRIAS
O PROBLEMA
DO
MODELAGEM RESULTADO
Informações
são E ÓTIMO
relevantes?
SOLUÇÃO Novas
percepções

Problema certo? EXPERIÊNCIA


E ACEITAR
INTUIÇÃO OU
RECUSAR
Natureza da Pesquisa Operacional
PASSO FUNDAMENTAL: construção de um modelo do problema

SISTEMA COMPLEXO
REAL EXISTENTE

SISTEMA
Simplificação para
REDUZIDO ÀS Análise:
VARIÁVEIS MODELO
PRINCIPAIS
Fases de um estudo de Pesquisa Operacional
DEFINIÇÃO DO
PROBLEMA

CONSTRUÇÃO DO
MODELO

SOLUÇÃO DO
MODELO AVALIAÇÃO

VALIDAÇÃO DO
MODELO
EXPERIÊNCIA
E
IMPLEMENTAÇÃO DOS INTUIÇÃO
RESULTADOS
Definição do Problema

Três aspectos a serem levados em conta

1. Descrição exata dos objetivos do estudo;


2. Identificação das alternativas de decisão existentes;
3. Reconhecimento das limitações, restrições e exigências do
sistema.
Construção do Modelo

 O modelo mais apropriado para a representação do sistema


deve ser escolhido com base na definição do problema;

 Esta é a fase que mais criatividade exige do analista, uma vez


que a qualidade de todo o processo seguinte é a consequência
do grau de representação da realidade que o modelo venha a
apresentar.
Solução do Modelo

 Depende da:

 Escolha do algoritmo ou método matemático mais adequado


às características do modelo;

 Disponibilidade de software apropriado para solução e


produção das informações necessárias para a decisão
Validação do Modelo

 O modelo é válido quando for capaz de fornecer uma


previsão ACEITÁVEL do comportamento do sistema.

 Modo de avaliar: utilizar dados passados e verificar se o


modelo reproduz o comportamento manifestado pelo sistema
Implementação da Solução

 A solução deve ser convertida em regras operacionais;

 Deve ser controlada e monitorada pela equipe responsável;


eventuais correções podem ser necessárias.
Avaliação Final

 Garante a adequação das decisões às reais necessidades do


sistema e a aceitação mais fácil pelos setores envolvidos;

N e n h u m m o d e l o c a p t a t o d a s a s c a r a c t e r í s t i c a s e
especificidades da realidade: A EXPERIÊNCIA É
FUNDAMENTAL.
O modelo no processo de decisão

O modelo permite

 Visualização da estrutura do sistema real em análise


 Representação das informações e suas inter-relações
 Sistemática de análise do valor de cada alternativa
 Instrumento de comunicação e discussão
As fases de um processo de decisão

Percepção Decisão

Reconhecimento Criação de Avaliação das


do problema alternativas alternativas

Critérios
Em qualquer situação que exija uma decisão, o passo
fundamental para compreender a natureza do problema é a identificação
de todos os fatores envolvidos, que fornecem elementos para análise e
conclusão. Esses fatores são chamados de variáveis do problema,
classificada em três categorias:

 Variáveis de decisão
São aquelas que foram definidas pelo analista como
fornecedoras das informações que servirão de base para o
gerente chegar à decisão.

 Variáveis controláveis ou endógenas


São as variáveis geradas pelo próprio modelo, durante o
pr oc es so d e so l uç ão , se nd o de pe n de nt e do s d a d o s
fornecidos, das hipóteses estabelecidas e da própria estrutura
do modelo.

 Variáveis não controláveis ou exógenas


São os fatores ou dados externos fornecidos ao modelo e
que representam as hipóteses assumidas ou as condições
que devem ser respeitadas.
Tipos de Modelos

Dependendo da forma como o processo de decisão é abordado


pelo analista e da própria natureza da decisão, podemos
identificar os seguintes modelos;

 Modelos conceituais

Relacionam de forma sequencial e lógica as


informações e as fases do processo de decisão,
p e rm i ti n d o u m d e s e n v o l v i m e n to c o n tr o l a d o e
consistente com os objetivos em mente.
Tipos de Modelos

 Modelos simbólicos ou matemáticos

Sã o b a s e a d o s n a p r e s s u p o s i ç ã o d e q u e t o d a s a s
informações e variáveis podem ser quantificadas. Isso nos
leva a utilizar símbolos e funções matemáticas para
descrever e operar o sistema.

 Modelos heurísticos

São construídos quando a complexidade é de tal ordem


que a utilização de relações matemáticas torna-se
impraticável ou extremamente dispendiosa. Os modelos
construídos com base nas técnicas de inteligência artificial
são considerados modelos heurísticos.
Modelos Matemáticos
 A metodologia da Pesquisa Operacional é mais desenvolvida para a
solução de problemas que podem ser representados por modelos
matemáticos;
 O Modelo mais apropriado para um dado contexto ou problema
depende de vários fatores como:

Natureza matemática das relações entre variáveis


Objetivos do encarregado da decisão
Nível de incerteza associado ao ambiente da decisão

 Com base nestas considerações, podemos dividir os modelos


matemáticos em dois grandes grupos:

Modelos de simulação
Modelos de otimização
Modelos de Simulação
 São modelos que procuram oferecer uma representação do mundo
real com o objetivo de permitir a geração e análise de alternativas,
antes da implementação de qualquer uma delas.

 Uma característica importante é que o critério de escolha da melhor


alternativa não é fixado na estrutura do modelo, sendo aplicado pelo
analista, conforme a representação abaixo:

Hipótese 1 Solução 1
Processo de
Modelo de Escolha Solução
Hipótese 2 Solução 2 da Escolhida
Simulação Melhor
Hipótese 3 Solução 3 Solução

Critérios de escolha
Modelos de Otimização
 São estruturados para selecionar uma única alternativa que será
considerada ótima segundo o critério estabelecido pelo analista.

 Uma característica importante é que o critério de escolha da melhor


alternativa faz parte da estrutura do modelo, que encontra a melhor
alternativa através da aplicação de algoritmos matemáticos.

Decisão

Modelo de Otimização
Dados e
Informações •Representação do sistema Solução
do sistema Ótima
•Critério de seleção da alternativa
Modelos Matemáticos

 A construção de um modelo matemático se resumirá basicamente na


obtenção dos três seguintes elementos:

 Variáveis de Decisão: São aquelas que foram definidas pelo


analista como fornecedoras das informações que servirão de base
para o gerente chegar à decisão;
 Função Objetivo: É a função matemática que, através das
variáveis de decisão, melhor define o sistema real;
 Restrições: Representam as limitações físicas do sistema;
Pesquisa Operacional - abrangência
 Programação Linear: método gráfico e simplex

 Dualidade e Análise de Sensibilidade

 Problemas de Transporte e da Designação

 Modelos de Otimização de Redes

 Programação Dinâmica/ Programação Inteira

 Teoria dos Jogos

 Análise de Decisão

 Cadeias de Markov

Teoria das Filas

 Simulação
Exemplos de Problemas de Decisão

 Se tanto a Matéria Prima quanto a Mão de Obra são limitados, qual


a quantidade produtos que maximiza o lucro da empresa?

 Se um dado combustível é obtido de uma mistura de produto de


preços variados, qual a composição de menor custo com poder
calorífico suficiente?

 Se existem vários caminhos que ligam duas cidades, qual é a que


propicia o mínimo de gasto de combustível?
Exemplos de Problemas de Decisão

 Se em uma região existem casas que devem ser interconectados


com uma rede de água, qual a que minimiza o gasto com tubulação?

 Se existem vários ativos financeiros, qual a combinação que melhor


reflete o compromisso entre o risco e o retorno?

 Se o espaço para armazenamento é limitado, de quanto deve ser o


pedido de material para atender a demanda de um certo período?
Exercício de Fixação
Uma fábrica pretende produzir dois produtos, o produto 1 e o produto 2. Ambos os
produtos passam por três fases de desenvolvimento durante o processo de
manufatura, cada uma das quais se realiza num departamento diferente. No próximo
mês, cada um dos departamentos tem um determinado números disponível de horas
por máquina, para ser utilizado na concepção destes dois produtos. Por sua vez, cada
um dos produtos requer, por unidade, um dado tempo de utilização de cada máquina.
Departamentos
1 2 3
Tempo disponível (h) 4 12 18
Produto 1 1 0 3
Tempo requerido por unidade (h)
Produto 2 0 2 2

Para manter o problema simples, vamos assumir que os custos de produção de cada
produto são constantes, independentemente da quantidade produzida.
Supondo que o lucros, por unidade, de cada produto são de R$ 3 para o produto 1 e
R$ 5 para o produto 2. Formule um modelo de programação linear para determinar a
produção diária de cada um dos modelos de modo a maximizar o lucro total da
companhia.
Exercício de Fixação
Departamentos
1 2 3

Tempo disponível (h) 4 12 18

Produto 1 1 0 3
Tempo requerido por unidade (h)
Produto 2 0 2 2

• Variáveis
X1 = produção diária do produto 1;
X2 = produção diária do produto 2;
Z = lucro total obtido com os dois produtos.
Max Z = 3 x1 + 5 x2
• Restrições
a) Tempo disponível para fabricar no departamento 1;
s.a : x1 ≤ 4
b) Tempo disponível para fabricar no departamento 2; 2 x2 ≤ 12
c) Tempo disponível para fabricar no departamento 3;
d) quantidades não negativas. 3 x1 + 2 x2 ≤ 18
• Objetivo
Maximizar o lucro total da companhia x1 , x2 ≥ 0
Referências
• ANDRADE, Eduardo Leopoldino de.
Introdução à pesquisa operacional: métodos e
modelos para análise de decisões. 3. ed. Rio
de Janeiro: LTC, 2004.192 p.

• LACHTERMACHER, Gerson. Pesquisa


operacional na tomada de decisões. 2. ed.
rev. e atual. Rio de Janeiro: Elsevier, 2004.
384 p.

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