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Mecanismos da Psicofarmacologia

O documento aborda os principais mecanismos de ação em psicofarmacologia, incluindo neurotransmissores e suas relações com sintomas psiquiátricos. Discute as abordagens farmacológicas para tratar disfunções cerebrais e os diferentes tipos de medicamentos psicotrópicos, como agonistas e antagonistas. Também explora o papel de transportadores, canais iônicos e enzimas na regulação da neurotransmissão.
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Mecanismos da Psicofarmacologia

O documento aborda os principais mecanismos de ação em psicofarmacologia, incluindo neurotransmissores e suas relações com sintomas psiquiátricos. Discute as abordagens farmacológicas para tratar disfunções cerebrais e os diferentes tipos de medicamentos psicotrópicos, como agonistas e antagonistas. Também explora o papel de transportadores, canais iônicos e enzimas na regulação da neurotransmissão.
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 Ciclo  Psicologia  Clínica  e  da  Saúde  


Escola  de  Psicologia  e  das  Ciências  da  Vida  -­‐  ULHT  

Psicofarmacologia  

Principais  mecanismos  de  acção  em  


psicofarmacologia  
Sumário  
1. Neurotransmissores  e  sintomas  psiquiátricos  
2. Mecanismos  de  acção  
 Transportadores  de  recaptação  
 Receptores  acoplados  proteína  G  
 Canais  iónicos  
 Enzimas  
Sintomas  psiquiátricos  
Resultam:  
• Disfunção  dos  circuitos  cerebrais  
 
         
 Causas:  
   -­‐  GenéPca  
   -­‐  Trauma  emocional  ou  Qsico  
   -­‐  Drogas  
   -­‐  Toxinas  
   -­‐  Infecções  
   -­‐  Aprendizagem  
 
 
Sintomas  psiquiátricos  

Falência  do  circuito  


Sintomas  psiquiátricos  
AcPvação  

Vulnerabilidade   Excitotoxicidade  

Stresse  
Abordagem  farmacológica  
• Excitotoxicidade  mediada  por  glutamato  
• Pode  verificar-­‐se  em  episódios  de  isquémia  cerebral  
• AcPvação  de  transcrição  de  genes  pró-­‐apoptóPcos    
 Apoptose    

Perda  sinápPca,  dendríPca  ou  neuronal  


Abordagem  farmacológica  
• Medicamentos  que  permitam  reduzir  carga  nos  circuitos  e  
eliminando  os  sintomas.  
 
 
  Regulação  da  Cognição:  
  Dopamina  e  histamina  
 
 
 
  Regulação  da  Ansiedade:  
  Serotonina  e  GABA  
 
       Após  a  remissão  
       -­‐  Intervenções  terapêuPcas  
       -­‐  Intervenções  no  esPlo  de  vida  para  aliviar  stressores  
Mecanismos  de  acção  
Mecanismos  de  acção  
Medicamentos  psicotrópicos  

Transportadores  para  
o  neurotransmissor  
1/3  

Diferentes   1/3   Receptores  acoplados  


mecanismos  de  acção   à  proteína  G  

1/3   Canais  iónicos,  canais  


iónicos  sensíveis  à  
voltagem  e  enzimas  
Transportadores  
Transportadores  de  neurotransmissores  
 
2  classes:  
 (1)  Transportadores  pré-­‐sinápPcos  das  monoaminas    
   SERT  –  Serotonina  
   NET  –  Noradrenalina  
   DAT  –  Dopamina  
 
 (2)  Transportadores  de  vesículas  sinápPcas  intracelulares  
     VMAT  –  Transportador  Vesicular  de  Monoaminas  
   (comum  para  as  monoaminas)  
 
Transportadores  pré-­‐sinápPcos  
• Transporte  para  o  neurónio  pré-­‐sinápPco  
requer  energia  pela  bomba  Na+/K+  ATPase.  

Vesículas  

Serotonina  

FluoxePna  
(Prozac)  
Transportadores  vesiculares  
• Transporte  por  vesículas  é  realizado  pela  
bomba  de  protões  H+ATPase.  
Dopamina  

Bomba  
protões  H+  
Receptores  acoplados  à  proteína  G  
• Classificação  pela  acção  farmacológica:  

Agonista   Agonista   Antagonista   Agonista  


parcial   inverso  
Receptores  acoplados  à  proteína  G  
Acções  farmacológicas  
Agonista  Vs.  Antagonista  
Agonista  
• Alteração  no  receptor  G  com  acPvação  transdução  de  sinal  total.  
• Acção  pelo  neurotransmissor  natural  do  receptor  ou  mimePzada  
por  algumas  drogas.  

Antagonista  
• Agentes  neutros  que  não  produzem  acção.  
• Alteração  no  receptor  G  sem  acPvação  da  transdução  de  sinal.  
Receptores  acoplados  à  proteína  G  
Acções  farmacológicas  
 
Agonistas  parciais  
• Alteração  no  receptor  G  com  acPvação  da  transdução  de  sinal  
parcial.  
• Regulação  da  acPvidade  numa  dada  região  (estabilizadores).  
•  Aumentam  acPvidade  num  circuito  inacPvo  e  diminuem  a  
acPvidade  num  circuito  totalmente  acPvo  (antagonista  parcial  
–  estabilizador)    
 
Agonistas  inversos  
• Agentes  com  a  capacidade  de  estabilizar  o  receptor  numa  
forma  totalmente  inacPva.  
Canais  iónicos  
• Acção  farmacológica  na  regulação  Ca2+  Na+  Cl-­‐  K+  
• Alteração  no  fluxo  de  iões  
• Efeito  quase  imediato  

2  classes:  
• Sensíveis  a  neurotransmissores    
• Sensíveis  a  cargas  ou  voltagem  da  membrana  
Canais  iónicos  
Sensíveis  a  neurotransmissores    
 
• Classificação  pela  acção  farmacológica:  

Agonista   Agonista   Antagonista   Agonista  


parcial   inverso  

Alteração  no  estado  dos  canais:   NT  

• Repouso  
• Aberto  
• Fechado  
• Dessensibilizado  
Canais  iónicos  

 
 
 
Exemplo:   Canal  Cl  acPvado  por  GABA  
-­‐

• Benzodiazepinas  ligam-­‐se  aos  canais  iónicos  Cl-­‐  GABA  que  


aumenta  o  fluxo  para  o  interior  da  célula.    
• Acção  ansiolíPca,  hipnóPca,  anPconvulsivante,  anestésica  e  
relaxante  muscular.  
Canais  iónicos  
Canais  iónicos  sensíveis  à  voltagem  
• Controlados  pelo  potencial  de  voltaico  na  membrana  
• Regulam  a  libertação  do  neurotransmissor  
• Conversão  do  PA  na  mensagem  química  é  acPvada  pelo  Ca2+  
• Bloqueio  como  mecanismo  para  reduzir  neurotransmissão  
excessiva:  
     Dor  
     Convulsões  
     Mania    
     Ansiedade  
 
 Ex.  GabapenPna  
Enzimas  
Inibidores  enzimáFcos  
• AcPvidade  enzimáPca:  
Local  
acPvo   Inibidor  induz  
alteração  
Local   conformacional  
inibidor  

Ligação  
simultânea  
Formação  
produtos  
Presença  do  inibidor  
<  taxa  de  formação  
Enzimas  
Acção  enzimáFca  no  processo  de  neurotransmissão:  
 (1)  Síntese    
 (2)  Degradação  dos  neurotransmissores  
 (3)  Transdução  de  sinal  

2  enzimas  alvo  de  drogas  psicotrópicas  na  práPca  clínica:  


• Monoamina  oxidase  (MAO)  
• AcePlcolinasterase  

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