LEGISLAÇÃO
Lei n. 2.578/2012 III
LEI N. 2.578/2012 E SUAS ALTERAÇÕES (DISPÕE
SOBRE O ESTATUTO DOS POLICIAIS MILITARES
DO ESTADO DO TOCANTINS E ADOTA OUTRAS
PROVIDÊNCIAS) III
CÍRCULOS HIERÁRQUICOS
Os círculos hierárquicos integram um dos temas mais cobrados nas provas: conceito e
graus hierárquicos.
Art. 14
São âmbitos de convivência entre os militares da mesma categoria e tem a finalidade de
desenvolver o espírito de camaradagem em ambiente de estima e confiança, sem prejuízo do
respeito mútuo.
Art. 15
CÍRCULOS HIERÁRQUICOS E A ESCALA HIERÁRQUICA
CÍRCULO DE OFICIAIS SUPERIORES:
• CORONEL;
• TENENTE-CORONEL;
• MAJOR;
CÍRCULO DE OFICIAL INTERMEDIÁRIO:
• CAPITÃO;
CÍRCULO DE OFICIAIS SUBALTERNOS:
• 1º TENENTE;
• 2º TENENTE;
O posto é para os oficiais. O oficial, depois de fazer o curso, entra como 2º TENENTE,
a seguir sobe para 1º TENENTE e pertence ao círculo de oficiais subalternos. A promoção
será para oficial intermediário, no posto de CAPITÃO. No círculo de oficiais superiores, ele
se inicia como MAJOR, sobe para TENENTE-CORONEL e atinge o topo, como CORONEL, que
pode exercer a função de COMANDANTE GERAL.
CÍRCULO DE PRAÇAS ESPECIAIS:
• Aspirante a Oficial;
• Aluno do Curso de Formação de Oficiais, abrangendo:
◦ Cadete III;
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◦ Cadete II;
◦ Cadete I;
Os Alunos Oficiais são declarados Aspirantes a Oficial pelo Comandante-Geral da
Corporação. O aspirantado é o estágio probatório do Oficial (art. 19).
CÍRCULO DE SUBTENENTES E SARGENTOS:
• SUBTENENTE;
• 1º SARGENTO;
• 2º SARGENTO;
• 3º SARGENTO;
CÍRCULO DE CABOS E SOLDADOS (LEI N. 4.167/23):
a) Cabo;
b) Soldado
c) Aluno-Praça.
Depois de terminar o curso de ALUNO-PRAÇA, ele se torna SOLDADO e, a seguir, é
promovido para CABO, pertencendo ao círculo de cabos e soldados. A seguir, ele sobe para
o círculo de subtenentes e sargentos e entra como 3º SARGENTO, sobe para 2º SARGENTO,
1º SARGENTO, sendo a última graduação a de SUBTENENTE. Os oficiais têm posto e as
praças têm graduação.
O aluno matriculado no Curso de Formação ou de Habilitação de (art. 15, §5º):
I – Oficiais frequenta o círculo de Oficiais Subalternos;
II – Sargentos frequenta o círculo de Subtenentes e Sargentos;
III – Praças frequenta o círculo de Cabos e Soldado.
OFICIAL (art. 21): é preparado, ao longo da carreira, para o exercício do Comando, da
Chefia e da Direção das organizações militares.
Art. 22
SUBTENENTES/SARGENTOS: auxiliam e complementam as atividades dos Oficiais, quer
no treinamento e no emprego dos meios, quer na instrução e na administração, podendo,
também, ser empregados na execução de atividade-fim da Corporação.
Parágrafo único. No exercício dessas atividades, e no comando de subordinados, os Subtenentes
e Sargentos deverão impor-se pela lealdade, pelo exemplo e pela capacidade profissional e
técnica, incumbindo-lhes:
• assegurar a observância minuciosa e ininterrupta das ordens, das regras de serviço
e das normas operativas pelas praças que lhe estiverem diretamente subordinadas;
• a manutenção da coesão e do moral das mesmas praças, em todas as circunstâncias.
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Art. 23
CABOS/SOLDADOS: DESEMPENHAM, ESSENCIALMENTE, ATIVIDADES DE EXECUÇÃO
Art. 24
PRAÇAS ESPECIAIS: cabe a rigorosa observância das prescrições dos regulamentos
que lhes são pertinentes, exigindo-se-lhes inteira dedicação ao estudo e ao aprendizado
técnico-profissional.
06. (CESPE/CEBRASPE/2021/CBM-TO/CADETE DO CBM) No CBMTO, as atividades de execução
são desempenhadas essencialmente pelos
a) cabos e soldados.
b) soldados e sargentos.
c) cabos e sargentos.
d) sargentos e subtenentes.
As atividades de execução são desempenhadas essencialmente pelos cabos e soldados.
Art. 25
DA RESPONSABILIDADE
Cabe ao militar a responsabilidade integral pelas decisões que tomar , pelas ordens que emitir
e pelos atos que praticar, atendido o art. 38 do Código Penal Militar:
CPM
Art. 38. Não é culpado quem comete o crime:
Coação irresistível
a) sob coação irresistível ou que lhe suprima a faculdade de agir segundo a própria vontade;
Obediência hierárquica
b) em estrita obediência a ordem direta de superior hierárquico, em matéria de serviços.
§ 1° Responde pelo crime o autor da coação ou da ordem.
§ 2º Se a ordem do superior tem por objeto a prática de ato manifestamente criminoso, ou há
excesso nos atos ou na forma da execução, é punível também o inferior hierárquico. (Redação
dada pela Lei n. 14.688, de 2023)
ANTIGUIDADE (Art. 16)
A antiguidade, em cada posto ou graduação, é contada a partir da data da assinatura
do ato da respectiva inclusão, promoção, nomeação, declaração, ou reinclusão salvo quando
taxativamente for fixada outra data ou critério estabelecido em lei.
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A precedência entre militares da ativa, do mesmo grau hierárquico, é assegurada
pela antiguidade no posto ou na graduação, salvo nos casos de precedência funcional
estabelecida em lei ou regulamento.
Por exemplo, dois coronéis. O coronel A é o mais antigo. Em regra, o coronel A exerce
hierarquia sobre o coronel B. Mesmo que o coronel A seja o mais antigo, o coronel B foi
designado para ser o Comandante-Geral. Qual dos dois terá nível hierárquico a mais? O
Comandante-Geral devido à sua precedência funcional.
No caso de ser igual a antiguidade é estabelecida:
I – entre os militares do mesmo quadro, mediante classificação final e geral do respectivo curso
de formação ou habilitação;
II – nos demais casos, com base nos postos ou nas graduações anteriores. No desempate da
antiguidade, recorre-se, sucessivamente, aos graus hierárquicos anteriores, à data da inclusão
e à data de nascimento para definir a precedência e, neste último caso, os mais velhos serão
considerados mais antigos;
III – entre os alunos dos cursos de formação ou habilitação de oficiais e de formação de praças, de
acordo com a ordem classificatória do respectivo concurso, válida para o primeiro ano do curso,
e, nos demais anos, conforme classificação prevista no regulamento do órgão de formação.
Em igualdade de posto ou graduação:
I – os militares da ativa têm precedência sobre os inativos;
II – a precedência entre os militares da ativa e os da reserva que estiverem convocados é definida
pelo tempo de efetivo serviço no posto ou na graduação.
A precedência entre as e praças especiais e as demais praças é assim regulada:
I – os Aspirantes a Oficial PM são hierarquicamente superiores às demais praças;
II – o aluno do Curso de Formação de Oficiais é hierarquicamente superior ao Subtenente;
III – o aluno do Curso de Habilitação de Oficiais tem precedência hierárquica sobre o Subtenente,
restrita ao período do curso;
IV – o praça do Curso de Formação ou Habilitação de Cabos e de Sargentos tem precedência
hierárquica sobre seus pares, restrita ao período do curso.
07. (CONSULPLAN/2013/CBM-TO/SOLDADO DO CORPO DE BOMBEIRO) Acerca das normas
relativas à hierarquia e disciplina contidas no Estatuto dos Policiais Militares e Bombeiros
Militares do Estado do Tocantins (Lei n. 2.578/2012), assinale a afirmativa INCORRETA.
a) Cabe ao militar a responsabilidade integral pelas decisões que tomar, pelas ordens que
emitir e pelos atos que praticar, atendido o disposto no Código Penal Militar.
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b) A hierarquia e a disciplina são a base institucional da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros
Militar; a autoridade e a responsabilidade crescem com o grau hierárquico.
c) A estrutura hierarquizada da corporação é pautada pela lealdade, capacidade profissional
e técnica de seus integrantes, não sendo mais adequada a utilização do termo subordinação,
o qual afeta a dignidade do militar.
d) Círculos hierárquicos são âmbitos de convivência entre os militares da mesma categoria
e têm a finalidade de desenvolver o espírito de camaradagem em ambiente de estima e
confiança, sem prejuízo do respeito mútuo.
c. A própria legislação refere o termo “subordinação” e isso, de modo algum, afeta a dignidade
da pessoa. Ela é utilizada devido ao sistema hierarquizado da instituição militar.
CARGO E FUNÇÃO MILITAR (ART. 26 – ART. 31)
CARGO MILITAR:
• É aquele que só pode ser exercido por militar em serviço ativo.
• É o que se encontra especificado no Quadro de Organização, ou previsto, caracterizado
ou definido como tal, em outras disposições legais.
• A cada cargo militar corresponde um conjunto de atribuições, deveres e responsabilidades
que se constituem em obrigações do respectivo ocupante.
• As obrigações inerentes ao cargo militar devem ser compatíveis com o correspondente
grau hierárquico e definidas em legislação, regulamentos ou regulamentação específica.
O oficial dirige; os sargentos e subtenentes auxiliam os oficiais, complementando com
sua fiel dedicação; cabos e soldados são elementos de execução; e as praças especiais trazem
um rigoroso aprendizado para dentro da instituição. Quanto maior o nível hierárquico,
maiores são as responsabilidades.
• Considera-se vago o cargo ocupado por militar extraviado ou desertor.
FUNÇÃO MILITAR:
É O EXERCÍCIO DAS OBRIGAÇÕES INERENTES AO CARGO MILITAR.
• Dentro de uma mesma organização militar, a sequência de substituições, bem como
as normas, atribuições e responsabilidades relativas, são estabelecidas na legislação
específica, respeitadas a precedência e as qualificações exigidas para o exercício
de suas funções.
• O Oficial do último posto que tenha ocupado a função de Comandante-Geral,
Secretário-Chefe da Casa Militar, Chefe do Estado-Maior ou Secretário Executivo da
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Casa Militar, por período igual ou superior a dois anos, não será obrigado a exercer
função hierarquicamente inferior na Corporação. Se o oficial optar por não ocupar
função na Corporação, deverá ser empregado em outro órgão da estrutura do Estado,
mantidos todos os direitos e obrigações inerentes à carreira militar.
• As obrigações que, pela generalidade, peculiaridade, duração, vulto ou natureza,
não sejam catalogadas como posições tituladas em Quadro de Organização, ou em
outro dispositivo legal, são cumpridas como encargo, incumbência, comissão, serviço
ou atividade militar ou de natureza militar
Art. 32
DO VALOR MILITAR
São manifestações essenciais do valor militar:
I – o sentimento de servir à comunidade, traduzido pela vontade inabalável de cumprir o dever
militar e pelo integral devotamento à manutenção da ordem pública mesmo com risco da
própria vida;
II – o civismo e o culto das tradições históricas;
III – a fé na elevada missão da Corporação;
IV – o espírito de corpo, o orgulho do militar pela organização a que serve;
V – o amor à profissão militar e o entusiasmo com que é exercida;
VI – o aprimoramento técnico-profissional.
PROIBIÇÕES AOS MILITARES (ART. 34 – ART. 35)
• Ao militar são proibidas a sindicalização e a greve, bem como a filiação a partido
político enquanto permanecer em atividade.
• Ao militar da ativa é vedado comerciar ou tomar parte na administração ou gerência
de sociedade, ou delas ser sócio ou participar, exceto como acionista ou cotista,
em sociedade anônima ou sociedade empresária limitada.
• O militar na reserva remunerada, quando convocado, fica proibido de tratar, nas
organizações militares e nas repartições públicas civis, dos interesses de organizações
ou empresas privadas de qualquer natureza.
• Ao militar da ativa é vedada a acumulação remunerada de cargos públicos excetuados
os casos previstos na Constituição Federal.
• É proibida ao militar a manifestação individual ou coletiva sobre atos de superiores,
de caráter reivindicatório, de cunho político-partidário e sobre assuntos de natureza
militar de caráter sigiloso.
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Lei n. 2.578/2012 III
Ao BOMBEIRO MILITAR DA ATIVA é proibida:
I – elaborar, ou, de qualquer forma, colaborar para a apresentação de projeto contra incêndio
e pânico;
II – usar da sua qualidade de bombeiro militar para facilitar a aprovação de projeto do interesse
de outrem.
08. (CESPE/CEBRASPE/2021/CBM-TO/CBM) A Lei estadual n. 2.578/2012 veda aos bombeiros
militares da ativa
a) a cumulação remunerada de quaisquer cargos públicos.
b) a participação como acionista em sociedade anônima.
c) a colaboração para apresentação de projeto contra incêndio e pânico.
d) a participação como cotista em sociedade empresária limitada.
É vedada a colaboração para apresentação de projeto contra incêndio e pânico.
GABARITO
6. a 7. c 8. c
Este material foi elaborado pela equipe pedagógica do Gran Concursos, de acordo com a aula
preparada e ministrada pelo professor Wilson Garcia.
A presente degravação tem como objetivo auxiliar no acompanhamento e na revisão do conteúdo
ministrado na videoaula. Não recomendamos a substituição do estudo em vídeo pela leitura
exclusiva deste material.
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