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Formação e Tipos de Solo na Terra

O solo é a camada superficial da crosta terrestre formada pela desintegração de rochas e a ação de organismos vivos ao longo do tempo. Existem diferentes tipos de solo, como arenoso, argiloso e terra preta, que variam em composição e fertilidade, influenciados por fatores como clima e vegetação. A poluição, erosão e desmatamento são ameaças significativas ao solo, afetando sua capacidade de sustentar a vida e a agricultura.

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Formação e Tipos de Solo na Terra

O solo é a camada superficial da crosta terrestre formada pela desintegração de rochas e a ação de organismos vivos ao longo do tempo. Existem diferentes tipos de solo, como arenoso, argiloso e terra preta, que variam em composição e fertilidade, influenciados por fatores como clima e vegetação. A poluição, erosão e desmatamento são ameaças significativas ao solo, afetando sua capacidade de sustentar a vida e a agricultura.

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CIÊNCIAS PROFª ROSÂNGELA

O SOLO

O solo é a camada superficial da crosta terrestre.

3.1 - COMO O SOLO SE FORMOU

A camada de rochas na superfície da


Terra está, há milhões de anos, exposta a
mudanças de temperatura e à ação da chuva,
do vento, da água dos rios e das ondas do mar.
Tudo isso vai, aos poucos, fragmentando as
rochas e provocando transformações
químicas. Foi assim, pela ação do
intemperismo, que, lentamente, o solo se
formou. E é dessa mesma maneira que está
continuamente se remodelando. Os seres
vivos também contribuem para esse processo
de transformação das rochas em solo.

1. A chuva e o vento desintegram as


rochas.
2. Pedaços de liquens ou sementes são levados pelo vento para uma região sem vida. A instalação e a reprodução
desses organismos vão aos poucos modificando o local. Os liquens, por exemplo, produzem ácidos que ajudam a
desagregar as rochas. As raízes de plantas que crescem nas fendas das rochas irão contribuir para isso.
3. A medida que morrem, esses organismos enriquecem o solo em formação com matéria orgânica e, quando ela se
decompõe, o solo se torna mais rico em sais minerais. Outras plantas, que necessitam de mais nutrientes para
crescer, podem então se instalar no local. Começa a ocorrer o que se chama de sucessão ecológica: uma série de
organismos se instala até que a vegetação típica do solo e do clima da região esteja formada.

3.2 - O QUE EXISTE NO SOLO

Há muitos tipos de solo. A maioria deles é composta


de areia e argila, vindas da fragmentação das rochas, e de
restos de plantas e animais mortos (folhas, galhos, raízes,
etc.). Esses restos estão sempre sendo decompostos por
bactérias e fungos, que produzem uma matéria orgânica
escura, chamadas húmus. À medida que a decomposição
continua, o húmus vai sendo transformado em sais minerais
e gás carbônico. Ao mesmo tempo, porém, mais animais e
vegetais se depositam no solo e mais húmus é formado.
A decomposição transforma as substâncias
orgânicas do húmus em substâncias minerais, que serão aproveitadas pelas plantas. Desse modo, a matéria é
reciclada: a matéria que formava o corpo dos seres vivos acabará fazendo novamente parte deles depois de
decomposta.
O ser humano retira recursos minerais das camadas abaixo do solo. Parte da água da chuva, por exemplo, se
infiltra no solo, passando entre os espaços dos grãos de argila e de areia. Outra parte vai se infiltrando também nas
rochas sedimentares e em fraturas de rochas, até encontrar camadas de rochas impermeáveis. Formam-se assim os
chamados lençóis de água ou lençóis freáticos, que abastecem os poços de água.

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3.3 - TIPOS DE SOLO

O tipo de solo encontrado em um lugar vai depender de vários fatores: o tipo de rocha matriz que o originou,
o clima, a quantidade de matéria orgânica, a vegetação que o recobre e o tempo que se levou para se formar. Em
climas secos e áridos, a intensa evaporação faz a água e os sais minerais subirem. Com a evaporação da água, uma
camada de sais pode depositar-se na superfície do solo, impedindo que uma vegetação mais rica se desenvolva. Já em
climas úmidos, com muitas chuvas, á água pode se infiltrar no solo e arrastar os sais para regiões mais profundas. A
principal classificação do solo são:

Solos arenosos são aquele que têm uma quantidade maior


de areia do que a média (contêm cerca de 70% de areia). Eles secam
logo porque são muito porosos e permeáveis: apresentam grandes
espaços (poros) entre os grãos de areia. A água passa, então, com
facilidade entre os grãos de areia e chega logo às camadas mais
profundas. Os sais minerais, que servem de nutrientes para as
plantas, seguem junto com a água. Por isso, os solos arenosos são
geralmente pobres em nutrientes utilizados pelas plantas.

Os chamados solos argilosos contêm mais de 30% de


argila. A argila é formada por grãos menores que os da
areia. Além disso, esses grãos estão bem ligados entre si,
retendo água e sais minerais em quantidade necessária
para a fertilidade do solo e o crescimento das plantas. Mas
se o solo tiver muita argila, pode ficar encharcado, cheio
de poças após a chuva. A água em excesso nos poros do
solo compromete a circulação de ar, e o desenvolvimento
das plantas fica prejudicado. Quando está seco e
compacto, sua porosidade diminui ainda mais, tornando-o duro e ainda menos arejado.

A terra preta, também chamada de terra vegetal, é rica em húmus.


Esse solo, chamado solo humífero, contém cerca de 10%
de húmus e é bastante fértil. O húmus ajuda a reter água no solo,
torna-se poroso e com boa aeração e, através do processo de
decomposição dos organismos, produz os sais minerais necessários
às plantas.

Os solos mais adequados para a agricultura possuem uma certa proporção de areia, argila e sais minerais
utilizados pelas plantas, além do húmus. Essa composição facilita a penetração da água e do oxigênio utilizado pelos
microorganismos. São solos que retêm água sem ficar muito encharcados e que não são muito ácidos.

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Terra roxa é um tipo de solo bastante fértil, caracterizado por ser


o resultado de milhões de anos de decomposição de rochas de arenito-
basáltico originadas do maior derrame vulcânico que este planeta já
presenciou, causado pela separação da Gondwana - América da Sul e África
- datada do período Mezozóico. É caracterizado pela sua aparência
vermelho-roxeada inconfundível, devida a presença de minerais,
especialmente Ferro.
No Brasil, esse tipo de solo aparece nas porções ocidentais dos estados do
Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo e sudeste do Mato
Grosso do Sul, destacando-se sobretudo nestes três últimos estados por
sua qualidade.

3.4 - O SOLO É UM GRANDE FILTRO

Para que se obtenha plantas saudáveis e uma


horta produtiva é necessário que o solo contenha água.
A capacidade de retenção de água depende do tipo de
solo. A água, por ser um líquido solvente, dissolve os sais
existentes no solo, e assim as plantas podem absorvê-los
Nem toda a água da chuva flui diretamente para
os córregos, riachos e rios. Quando chove, parte da água
infiltra-se e vai penetrando na terra até encontrar uma
camada impermeável, encharcando o solo. Por exemplo,
1 metro cúbico (1m³) de areia encharcada pode conter
até 400 litros de água.
O ar também ocupa os poros existentes entre os
grãos de terra. As raízes das plantas e os animais que
vivem no solo precisam de ar para respirar.
Quando o solo se encharca a água ocupa o lugar
antes ocupado pelo ar, dificultando o desempenho das
raízes e a vida dos animais no solo.
Se o solo estiver muito compactado, não filtrará a água
com facilidade. Acontecerão, por exemplo, as grandes
enxurradas após uma forte chuva. A urbanização, com a pavimentação de ruas e estradas, a canalização de rios e o
desmatamento de grandes áreas dificultam o escoamento da água das chuvas.

3.5 - CUIDADOS COM O SOLO

Quando o solo não apresenta condições necessárias à agricultura ou quando se deseja melhorar as suas condições,
alguns cuidados devem ser tomados, como adubação, rotação de culturas,
aragem do solo, irrigação e drenagem.

1 – Adubação: Adubar significa enriquecer o solo com elementos nutrientes,


quando ele está deficiente de minerais. Para isso, são utilizados adubos,
substâncias capazes de fertilizar o solo. Os adubos podem ser orgânicos (por
exemplo: esterco, farinha de osso, folhas, galhos enterrados) ou minerais, que
são inorgânicos (por exemplo: substâncias químicas são aplicadas, como nitrato

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de sódio, um tipo de sal). Há ainda a adubação verde. Algumas vezes, as leguminosas também são utilizadas como
adubos. Quando crescem são cortadas e enterradas no solo, enriquencendo-os com nitratos.

2 - Rotação de culturas: A rotação de culturas consiste de alternar o


plantio de leguminosas com outras variedades de plantas no mesmo local.
Dessa forma as leguminosas, pela associação com bactérias que vivem nas
suas raízes, devolvem para o local nutrientes utilizados por outras plantas,
evitando o esgotamento do solo.

3 - Aragem do solo: Arar o solo é outro cuidado que se deve ter para o solo não ficar compactado, "socado".
Revolver a terra, além de arejar, facilita a permeabilidade do solo, permitindo que as raízes das plantas penetrem, no
solo, além de levar para a superfície o húmus existente.

4 - Minhocas - arados da natureza: As minhocas realizam um verdadeiro


"trabalho" de arado no solo. Ao se movimentarem, elas abrem túneis e
engolem parte da terra que deslocam, retirando daí o seu alimento. Esses
túneis, também denominados galerias, aumentam a porosidade do solo, e
por isso a circulação do ar e a infiltração de água se intensificam. As suas
fezes contribuem para a formação do húmus, matéria orgânica
importantíssima para a fertilidade do solo, facilitando o desenvolvimento de
microorganismos decompositores ou fixadores de nitrogênio.

5 - Irrigação e drenagem: Irrigar e drenar são alguns dos cuidados que devem ser
tomados para manter o nível da umidade necessário ao solo e para garantir que ele
continue fértil. Com a irrigação, a água chega as regiões ou áreas muito secas. Já com a
drenagem, retira-se o excesso de água do solo, possibilitando que ele seja arejado. Com
o aumento dos poros, criam-se passagens de ar entre as partículas do solo.

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3.6 - OS PERIGOS DA POLUIÇÃO DO SOLO

Atualmente muitos problemas ambientais contaminam o


solo, podemos destacar:

1 - O lixo: No início da história da humanidade, o lixo produzido era


formado basicamente de folhas, frutos, galhos de plantas, pelas fezes
e pelos demais resíduos do ser humano e dos outros animais. Esses
restos eram naturalmente decompostos, isto é, reciclados e
reutilizados nos ciclos do ambiente.

2 - Lixões a céu aberto: A poluição do solo causada pelo lixo pode trazer diversos problemas. O material orgânico que
sofre a ação dos decompositores - como é o caso dos restos de alimentos - ao ser decompostos, forma o chorume.
Esse caldo escuro e ácido se infiltra no solo. Quando em excesso, esse líquido pode atingir as águas do subsolo (os
lençóis freáticos) e, por conseqüência contaminar as águas de poços e nascentes. As correntezas de água da chuva
também podem carregar esse material para os rios, os mares etc.

Outro exemplo são os pesticidas aplicados nas lavouras e que podem, por seu acúmulo, saturar o solo, ser
dissolvidos pela água e depois ser absorvidos pelas raízes das plantas. Das plantas passam para o organismo das
pessoas e dos outros animais que delas se alimentam. Os fertilizantes, embora industrializados para a utilização no
solo, são em geral, tóxicos. Nesse caso, uma alternativa possível pode ser, por exemplo, o processo de rotação de
culturas, usando as plantas leguminosas; esse processo natural não satura o solo, é mais econômico que o uso de
fertilizantes industrializados e não prejudica a saúde das pessoas.

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3.7 - A EROSÃO DO SOLO

Como sabemos as chuvas, o vento e as variações de temperatura provocadas pelo calor e pelo frio alteram e
desagregam as rochas. O solo também sofre a ação desses fatores: o impacto das chuvas e do vento, por exemplo,
desagrega as suas partículas. Essas partículas vão então sendo removidas e transportadas para os rios, lagos, vales e
oceanos.

No clima úmido e nos solos cobertos por uma


vegetação natural, a erosão é, em geral, muito lenta, o que
permite que seja compensada pelos processos que formam o
solo a partir das rochas.
Os cientistas afirmam que as montanhas mais altas e
que tem seus picos em forma de agulhas apontadas para cima
são novas, do aspecto geológico. As mais antigas não são tão
altas e tem o cume arredondado, com as suas rochas duras à
vista. Elas vêm sofrendo a mais tempo a ação erosiva, que as
desgastou bastante. Esse tipo de erosão é muito comum no
território brasileiro, mas, por ter uma ação lenta, é quase sempre imperceptível aos nossos olhos.
O desmatamento provocado pelas atividades humanas acelera muito a erosão natural. Vamos ver por quê.
Em vez de cair direto no solo, boa parte da água da chuva bate antes na copa das árvores ou nas folhas da vegetação,
que funcionam como um manto protetor. Isso diminui muito o impacto da água sobre a superfície. Além disso, uma
rede de raízes ajuda a segurar as partículas do solo enquanto a água escorre pela terra. E não podemos esquecer
também que a copa das árvores protege o solo contra o calor
do Sol e contra o vento.
Ao destruirmos a vegetação natural para construir
casa ou para a lavoura, estamos diminuindo muito a proteção
contra a erosão. A maioria das plantas que nos serve de
alimento tem pouca folhagem e , por isso, não protege tão
bem o solo contra a água da chuva. Suas raízes são curtas e
ficam espaçadas nas plantações, sendo pouco eficientes para
reter as partículas do solo. Finalmente, muitas plantas - como
o milho, a cana-de-açúcar, o feijão e o algodão - não cobrem
o solo o ano inteiro, deixando-o exposto por um bom tempo. O resultado é que a erosão se acelera, e a parte fértil fica
prejudicada.

Com a erosão, o acúmulo de terra transportada pela água pode se


depositar no fundo dos rios, obstruindo seu fluxo. Esse fenômeno é chamado
de assoreamento e contribui para o transbordamento de rios e o alagamento das
áreas vizinhas em períodos de chuva.

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Há ainda outro problema resultante do desmatamento. Sem a cobertura da


vegetação, as encostas dos morros correm maior risco de desmoronar, provocando
desabamentos de terra e rochas, com graves consequências.
Quando o desmatamento é feito por meio de queimadas, ocorre outro
problema: o fogo acaba destruindo também os microorganismos que realizam a
decomposição da matéria orgânica e promovem a reciclagem dos nutrientes
necessários às plantas. A perda de matéria orgânica deixa o solo mais exposto à
erosão e à ação das chuvas, acentuando o seu empobrecimento.
A queimada também libera na atmosfera gases que, quando em
concentração muito elevada, prejudicam a saúde humana. Além disso, nos casos
em que a queimada é realizada de forma não controlada, ela pode se alastrar por áreas de proteção ambiental,
parques, etc.
Por todos esses motivos, as queimadas devem ser evitadas.

3.8 - COMO EVITAR A EROSÃO?

Existem técnicas de cultivo que diminuem a erosão do solo. Nas encostas, por exemplo, onde a erosão é maior,
as plantações podem ser feitas em degraus ou terraços, que reduzem a velocidade de escoamento da água.
Em encostas não muito inclinadas, em vez de plantar as espécies dispostas no sentido do fluxo da água, devemos
formar fileiras de plantas em um mesmo nível do terreno, deixando espaço entre as carreiras. Essas linhas de plantas
dispostas em uma mesma altura são chamadas de curvas de nível.
Outra forma de proteger a terra é cultivar no mesmo terreno plantas diferentes mas em períodos alternados.
Desse modo o solo sempre tem alguma cobertura protetora.
É comum a alternância de plantação de milho; por exemplo,
com uma leguminosa. As leguminosas trazem uma vantagem
adicional ao solo: repõe o nitrogênio retirado do solo pelo
milho ou outra cultura. Esse "rodízio" de plantas é conhecido
como rotação de culturas.
Cabe ao governo orientar os agricultores sobre as
plantas mais adequadas ao cultivo em suas terras e sobre as
técnicas agrícolas mais apropriadas. É fundamental também
que os pequenos proprietários do campo tenham acesso a
recursos que lhes possibilitem comprar equipamentos e
materiais para o uso correto do solo.

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