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Método West-Gaeke para SO2 no Ar

A norma N-1357 estabelece o método WEST-GAEKE para a determinação de dióxido de enxofre (SO2) no ar, abrangendo concentrações de 0,003 a 5,0 ppm. O procedimento envolve a absorção do SO2 em uma solução de tetracloromercurato, seguida de reações que resultam em um complexo colorido, cuja absorbância é medida para quantificação. O documento também detalha interferências, equipamentos necessários e reagentes utilizados no processo.

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Método West-Gaeke para SO2 no Ar

A norma N-1357 estabelece o método WEST-GAEKE para a determinação de dióxido de enxofre (SO2) no ar, abrangendo concentrações de 0,003 a 5,0 ppm. O procedimento envolve a absorção do SO2 em uma solução de tetracloromercurato, seguida de reações que resultam em um complexo colorido, cuja absorbância é medida para quantificação. O documento também detalha interferências, equipamentos necessários e reagentes utilizados no processo.

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N-1357

Jun 77

DETERMINAÇÃO DE DIÓXIDO DE ENXOFRE NO AR

(Método WEST-GAEKE)

1 OBJETIVO

Esta Norma fixa o modo de se proceder à determinação de dióxido


de enxofre na atmosfera.

2 CAMPO DE APLICAÇÃO

Esta Norma cobre a determinação clorimétrica de 0,003 a 5,0 ppm


de SO2.

O mais baixo limite de determinação de SO2 em 10 ml de


tetracloromercurato de sódio ou potássio é de 0,3 µl (baseado no
dobro do desvio-padrão), representando a concentração de 0,01 ppm
(26 µg/m3) de SO2 em amostra de ar de 30 litros.

A Lei de Beer é seguida na faixa de trabalho de 0,005 a 1,0


unidades de absorbância (0,2 a 35,0 µg em 25 ml da solução final).
Não se pode extrapolar além destes valores, mudando volumes de
amostras, a não ser que a eficiência de absorção do sistema seja
conhecida ou determinada nos volumes e concentrações em estudo.

3 RESUMO

3.1 - O SO2 é absorvido borbulhando-se um volume conhecido da


amostra através de solução de tetracloromercurato de
potássio ou sódio.

Este procedimento resulta na formação de complexo de


dicloro sulfitomercurato, o qual resiste à oxidação pelo
oxigênio do ar. Adiciona-se sal dissódico do ácido etileno
diaminotetraacético (EDTA) a esta solução, para complexar
os metais pesados que podem interferir por oxidação do
SO2, antes da formação do diclorosulfito mercurato. Este
composto, uma vez formado, é estável a oxidantes fortes
(por exemplo: ozônio e óxidos de nitrogênio). Após se
completar a absorção, qualquer ozônio na solução se
decomporá.

O líquido é tratado primeiro com solução de ácido


sulfâmico, para destruir o aníon nitrito formado pela
absorção de óxidos de nitrogênio presentes na atmosfera,
seguindo-se o tratamento com solução de aldeído fórmico e
pararosanilina (especialmente purificada com ácido
branqueante) contendo ácido fosfórico para controlar o pH.
A pararosanilina, o aldeído fórmico e o aníon bissulfito
reagem para formar o ácido metil sulfônico
pararosanilínico, intensamente colorido, o qual se
comporta como um indicador de pH de duas cores.
2 N-1357

(λ = 548 nm máximo a pH 1,6 = 0,1 ∈ = absortividade


molar = 47,7 x 103).

O pH da solução final é ajustado para 1,6 = 0,1 pela


adição de quantidade prescrita de ácido fosfórico 3M ao
reagente pararosanilina.

3.2 - São dadas duas alternativas do método, que diferem apenas


no pH da solução final.

Alternativa A - A variação acima descrita é denominada


“Alternativa A”. É o método preferido,
pois tem sensibilidade mais alta.

Alternativa B - Maior quantidade de ácido fosfórico é


adicionada para se obter um pH na solução
final de 1,2 ± 0,1. O comprimento de onda
de máxima absorbância nestas condições é
575 nm e o composto tem uma absortividade
molar de 37,0 x 103.

A alternativa B é menos sensível, porém tem a vantagem de


um branco menor. É dependente do pH, sendo mais adequada,
entretanto, para espectrofotômetros de menor custo.

3.3 - As concentrações de SO2 usualmente de interesse na


atmosfera estão entre algumas dezenas de ppb e alguns ppm.
Concentrações mais altas (5 a 500 ppm) empregadas em
estudos especiais devem ser analisadas usando-se
quantidades menores de amostras. Uma rápida reação redox
ocorre entre Hg (II) e o íon sulfito, se concentrações do
último excederem a certo limite - 500 µg/ml. A eficiência
da coleta cai rapidamente abaixo de 0,01 ppm e varia com a
geometria do absorvedor, o tamanho das bolhas de gás e o
tempo de contato com a solução.

4 INTERFERÊNCIAS

O método é seletivo, sensível, apresenta boa reprodutibilidade,


sendo adequado para uso no campo. Os efeitos dos principais
interferentes conhecidos podem ser eliminados ou minimizados da
seguinte maneira: os óxidos de nitrogênio, pelo ácido sulfâmico;
o ozônio, pelo prolongamento do tempo; e os metais pesados, pelo
EDTA e ácido fosfórico. No máximo, 60 µg de Fe (III),10 µg de
Mn (II) e 10 µg de Cr (III) podem ser tolerados no procedimento,
em 10 ml de reagente absorvedor. Não foi observada interferência
significante com 10 µg de Cu (II) e 22 µg de V (V).

5 APARELHAGEM

5.1 - Absorvedores - São satisfatórios:

a) borbulhador padrão sinterizado;


b) absorvedor Midget;
c) absorvedor Greenberg-Smith;
d) borbulhador múltiplo.
N-1357 3

5.2 - Medidor do Volume de Ar - O medidor de ar equipado com


odômetro padrão deve ser capaz de medir o fluxo de ar com
precisão de ± 2%.

É satisfatório um medidor do tipo úmido ou seco, com


leitura para um pé cúbico ou dez litros, para registrar o
volume de ar, ou um rotâmetro especificamente calibrado. Em
lugar deles, podem ser usados orifícios críticos tais como
os de agulhas hipodérmicas calibradas, se a bomba for capaz
de manter um diferencial maior que 0,5 atmosfera através da
agulha.

5.3 - Manômetro - Manômetro de mercúrio com exatidão até 5 mm.

5.4 - Espectrofotômetro ou Colorímetro - O instrumento deve ser


apropriado para medida de cor a 548 nm ou 575 nm.

Com a “Alternativa A” podem surgir problemas com o branco


dos reagentes em espectrofotômetros ou colorímetros que
tenham abertura da banda espectral maior que 16 nm.

A calibração do comprimento de onda do espectrofotômetro


deve ser verificada.

5.5 - Dispositivo de Amostragem - Caso seja utilizado amostrador,


deverá consistir de tubo de aço inoxidável, vidro ou
teflon; se for um pré-filtro, deverá ser feito de material
que não retenha o SO2. Partículas acumuladas no pré-filtro
podem absorver SO2 e isto deve ser verificado.

6 REAGENTES

Todos os reagentes aqui mencionados serão do grau p.a. e qualquer


referência a água se entenderá com água destilada ou
desmineralizada.

6.1 - Solução de tetracloromercurato de potássio 0,04 M


(K2HgCl4) -Dissolver em água 10,86 g de cloreto mercúrico
(HgCl2); 5,96 g de cloreto de potássio (KCl); 0,066 g de
EDTA; e avolumar a um litro.

“Nota - O cloreto mercúrico é muito venenoso. Caso a


solução respingue na pele, lavar imediatamente com
água”.

O cloreto de potássio poderá ser substituído por 4,68 g de


cloreto de sódio (NaCl), porém o primeiro sal é usualmente
mais puro.”
4 N-1357

O pH desta solução não deve ser menor que 5,2. Valores mais
baixos reduzem a eficiência da absorção de SO2. Há duas
causas para obtenção de pH baixos: a primeira, que é a
incorreção na razão ou nas concentrações de HgCl2 e KCl, o
que pode ser ajustado pela adição de solução diluída de
KCl; e pode ser ajustado pela adição de solução diluída de
KCl; a segunda, ocorre quando o EDTA usado não é o sal
dissódico. Neste caso o pH pode ser ajustado por adição de
solução diluída de hidróxido de sódio, gota a gota.

A solução absorvente é normalmente estável por 6 meses, mas


caso se forme um precipitado deverá ser descartada.

6.2 - Solução de ácido sulfâmico 0,6% - Dissolver 0,6 g de ácido


sulfâmico (HSO3.NH2) em 100 ml de água. Este reagente pode
ser guardado por alguns dias, se estiver protegido do ar.

6.3 - Butanol -1 - Certas partidas de butanol-1 contêm oxidantes


que criam uma demanda de SO2. Fazer a verificação agitando
20 ml de butanol-1 com 5 ml de solução de KI a 15%. Se
aparecer uma cor amarela na fase alcóolica, redestilar o
butanol-1 com óxido de prata.

6.4 - Solução-tampão de pH 4,69 - Disssolver em frasco


volumétrico de 100 ml 13,61 g de acetato de sódio
trihidratado, em água, adicionar 5,7 ml de ácido acético
glacial e completar o volume com água.

6.5 - Ácido clorídrico 1M - diluir 86 ml de HCl concentrado


(D = 1,19) a um litro.

6.6 - Ácido fosfórico 3M - Diluir 205 ml de ácido fosfórico


concentrado (H3PO4) (D = 1,69) a um litro.

6.7 - Solução de pararosanilina purificada 0,2% - O corante deve


enquadrar-se nas seguintes especificações: ter o corante
absorbância máxima em comprimento de onda de 540 nm, quando
ensaiado em solução-tampão 0,1M de acetato-ácido-acético. A
absorbância do branco (9.1), que é sensível a mudanças de
temperatura (0,015 unidades de absorbância por oC), não
deve exceder a 0,0170 unidades de absorbância a 22oC,
quando preparado de acordo com o procedimento analítico
descrito e para concentração especificada do corante. Os
reagentes devem dar uma curva de calibração com declividade
de 0,746 ± 0,040 unidades de absorbância/µg/ml para uma
célula de 1 cm, no caso de o corante ser puro e a solução
de sulfito adequadamente padronizada.

Se for disponível o corante de pararosanilina a 99,0% de


pureza, pesar 0,200 g e dissolver completamente, por
agitação, com 100 ml de HCl 1M, em proveta graduada de
100 ml e com rolha esmerilhada. Se ao invés do corante
sólido ele for disponível como solução, verificar a
concentração de acordo com 6.7.2. Se o corante não passar
na especificação, poderá ser satisfatoriamente purificado,
seguindo o procedimento 6.7.1.
N-1357 5

6.7.1 - Procedimento de purificação do corante pararosanilina -


Em funil de separação de 250 ml, equilibrar 100 ml de
butanol-1 e 100 ml de HCl 1M. Pesar 0,1 g de cloridrato
de pararosanilina em béquer; adicionar 50 ml do ácido
equilibrado e deixar em repouso vários minutos.

Juntar 50 ml de butanol-1 equilibrado a um funil de


separação de 125 ml. Transferir a solução ácida contendo
o corante para o funil e fazer a extração.

A impureza de cor violeta será transferida para a fase


orgânica.

Transferir a parte inferior (aquosa) para outro funil de


separação e adicionar porções de 20 ml de butanol-1.
Normalmente isto é suficiente para remover quase toda a
impureza de cor violeta, que contribui para aumentar a
absorbância do branco.

Se persistir a impureza de cor violeta após cinco


extrações com butanol-1, abandonar o lote de corante.
Após a última extração, filtrar a fase aquosa através de
algodão, para um frasco volumétrico de 50 ml e completar
o volume com HCl 1M. Este reagente será vermelho
amarelado.

6.7.2 - Procedimento do ensaio - A concentração da pararosanilina


necessita ser verificada apenas uma vez para cada lote,
da seguinte maneira: avolumar 1 ml da solução-estoque do
reagente, a 100 ml, em frasco volumétrico, com água;
transferir alíquota de 5 ml para frasco volumétrico
de 50 ml. Adicionar 5 ml de solução-tampão pH 4,69 e
completar o volume com água. Após uma hora, determinar a
absorbância a 540 nm, em espectrofotômetro.

Determinar a porcentagem da pararosanilina, como a


seguir: % = (Absorbância x C) / g usadas.

Para células de 1 cm e abertura de fenda de 0,004 mm, em


espectrofotômetro Beckmann DU, C = 21,3.
(Valor médio de C após extensiva purificação do corante).

6.8 - Reagente pararosanilina - A um frasco volumétrico de


250 ml, adicionar 20 ml de solução de pararosanilina e
mais 0,2 ml para cada unidade abaixo de 100, obtido no
ensaio de pararosanilina.

Para a Alternativa A, adicionar 25 ml de H3PO4 3M e


avolumar com água. Estes reagentes são estáveis, no mínimo
por nove meses.

Para a Alternativa B, adicionar 200 ml de H3PO4 3M e


avolumar.
6 N-1357

6.9 - Formaldeído 0,2% - Diluir 5 ml de formaldeído 36 a 38%, a


um litro, com água. Preparar esta solução diariamente.

6.10 - Reagente para padronização

6.10.1 - Solução de iodo 0,1N - Colocar a 12,7 g de iodo


em béquer de 250 ml, adicionar 40 g de iodeto de
potássio e 25 ml de água. Agitar até completa
dissolução; diluir, então, a um litro, com água.

[Link] - Solução de iodo 0,01N - Preparar


solução aproximadamente 0,01N,
diluindo 50 ml da solução de iodo 0,1N,
a 500 ml, com água.

[Link] - Solução indicadora de amido - Triturar


0,4 g de iodeto mercúrico
(preservativo) com um pouco de água e
adicionar a pasta, lentamente, a 200 ml
de água fervente. Continuar a fervura
até que a solução fique límpida;
esfriar e transferir para frasco com
rolha de vidro.

6.10.2 - Solução-padrão de tiossulfato de sódio 0,1N -


Dissolver 25 g de Na2S2O3.5H2O em um litro de água
recentemente fervida e resfriada; adicionar
0,1 g de carbonato de sódio à solução. Deixar a
solução repousar por um dia antes de
padronizá-la.
Para padronizá-la, pesar 1,500 g de iodato de
potássio, padrão primário, seco a 180oC, e diluir
a 500 ml em frasco volumétrico. Pipetar 50 ml da
solução de iodato para frasco de índice de iodo
de 500 ml. Adicionar 2 g de iodeto de potássio e
10 ml de solução de HCl 1:10. Tampar o frasco.
Após cinco minutos, titular com tiossulfato até
a cor amarelo pálido. Adicionar 5 ml de solução
indicadora de amido e completar a titulação.

Calcular a normalidade do tiossulfato de sódio


como a seguir:

peso em g do iodato x 10 3 x 0,1


N=
ml do titulante x 35,67

[Link] - Solução-padrão de tiossulfato de


sódio 0,01N - Diluir 50,0 ml de
solução-padrão de tiossulfato de
sódio 0,1N a 500 ml, com água, e
homogeneizar.
N-1357 7

Esta solução não é estável, devendo


ser preparada diariamente pela
diluição de tiossulfato de sódio
padrão 0,1N.

6.10.3 - Solução-padrão de sulfito - Disssolver 0,4 g


de sulfito de sódio Na2SO3 ou 0,3 g de
meta-bissulfito de sódio Na2S2O5 em 500 ml de água
recentemente fervida e resfriada (água
bidestilada e desaerada é preferível). Esta
solução contém 320 a 400 µg/ml de sulfito como
SO2.

A concentração da solução-padrão é determinada


adicionando excesso de iodo e tornando a titular
com tiossulfato de sódio, o qual foi padronizado
contra iodato de potássio ou dicromato (padrão
primário).

A solução de sulfito é instável.

A titulação de retorno é feita da seguinte


maneira:
adicionar 25 ml de água e 50 ml de iodo 0,01N a um
frasco de índice de iodo de 500 ml, designado
como frasco A (branco). Pipetar 25 ml de
solução-padrão de sulfito para um segundo frasco
de 500 ml, designado como frasco B (amostra).
Pipetar 50 ml de iodo 0,01N para o mesmo. Fechar
os frascos e deixar reagir por 5 minutos. Titular
cada frasco com solução de tiossulfato 0,01N até
a cor amarelo pálido. Adicionar, então, 5 ml de
solução de amido e continuar a titulação até
desaparecimento da cor azul. Calcular a
concentração de SO2 na solução-padrão da forma
adiante.

SO2 µg/ml = [(A - B) NK] /V

A = ml de solução de tiossulfato necessário


para titular o branco.

B = ml de solução de tiossulfato necessário


para titular a amostra.

N = normalidade da solução de tiossulfato.

K = microequivalente de SO2 = 32.030

V = ml da amostra.
8 N-1357

[Link] - Solução diluída de sulfito -


Imediatamente após a padronização da
solução de sulfito, pipetar 2 ml da
solução para frasco volumétrico de
100 ml, completar o volume com
solução 0,04M de tetracloromercurato
de potássio. Se armazenada a 5oC,
esta solução é estável por 30 dias.

7 AMOSTRAGEM

7.1 - Coleta da amostra - Colocar 10 ml de tetracloromercurato de


potássio 0,04M (20 ml para amostras de longa duração) em
absorvedor do tipo Midget, ou 75 a 100 ml em absorvedor
maior.

Conectar o dispositivo da amostragem com a parte superior do


absorvedor com tubo de vidro, aço inoxidável ou teflon. Tubo
rígido pode ser ligado com tubo de polietileno.

Na corrente que desce, colocar um trape e um rotâmetro


calibrado ou medidor de gás ou ambos, providos de termômetro
e manômetros ligados à bomba. Alternativamente pode ser
usada uma agulha hipodérmica, em paralelo com manômetro como
orifício crítico em caixa termostática, se a bomba puder
manter um diferencial de pressão de, no mínimo, 0,5
atmosfera através da agulha. A duração e vazão de aspiração
depende da concentração de SO2. Com absorvedor tipo Midget
são satisfatórias vazões de 0,5 a 2,5 1/min; com
absorvedores maiores a vazão pode ser de 5 a 15 litros/min.

A menor quantidade de ar atmosférico aspira em absorvedor do


tipo Greenberg-Smith para produzir resultados satisfatórios
é de 25 litros.

Quantidades de amostras dentro dos limites acima têm,


geralmente, uma eficiência de absorção de 98% ou maior. Para
melhores resultados devem ser escolhidas vazões e tempos de
amostragem capazes de absorver 0,5 a 3,0 µg (0,2 a 1,3 µl a
760 mm Hg e 25oC) de SO2/ml de solução amostradora.

Proteger a solução absorvedora da luz direta do sol durante


e após a amostragem, cobrindo o absorvedor com, por
exemplo, folha de alumínio, para evitar deterioração.

Se for necessário guardar a amostra por mais de um dia antes


de ser analisada, mantê-la em refrigerador a 5oC (ver
item 11). Anotar a temperatura e pressão atmosférica.

7.2 Centrifugação - Se houver algum precipitado na amostra,


removê-lo por centrifugação.
N-1357 9

8 CALIBRAÇÃO E PADRONIZAÇÃO

8.1 - Pipetar quantidades crescentes de solução de sulfito (tais


como 0, 1, 2 ,3, 4 e 5 ml) em uma série de frascos
volumétricos de 25 ml. Adicionar quantidade suficiente de
solução de tetracloromercurato de potássio 0,04M a cada
frasco, até que seu conteúdo chegue a 10 ml. Adicionar,
então, os demais reagentes da forma que foi descrito no
item 9.1.

Para maior precisão é recomendado o uso de um banho de


temperatura constante. A temperatura de calibração não
deverá diferir muito da de análise, apenas poucos graus é
admissível.

8.2 - Plotar as absorbâncias em ordenadas contra microgramas de SO2


em abcissas. O gráfico obtido será linear.

As absorbâncias devem ser lidas para amostras e padrões na


mesma célula: ou, se mais de uma célula for usada, estas
devem ser comparadas espectrofotometricamente.

A interseção mais conveniente da reta com o eixo vertical é


no ponto de absorbância 0,2 unidades da leitura do branco
(padrão zero). Nestas condições a reta necessita ser
determinada apenas uma vez para analisar o fator de
calibração (recíproco da declividade da linha). Este fator
de calibração pode ser usado para calcular resultados, desde
que não haja mudanças bruscas na temperatura ou pH.

É recomendado, no mínimo, uma amostra de controle por uma


série de determinações, para garantir a confiança neste
fator.

8.3 - Procedimento alternativo de calibração - Usar tubos de


permeação que contenham SO2 liquefeito, para preparar
concentrações padrão de SO2 em ar.

As análises destas amostras de concentração conhecida dão


curvas de calibração - que simulam todas as condições
operacionais - obtidas durante a amostragem e procedimentos
químicos. Esta curva de calibração inclui a importante
correção para a eficiência da coleta a várias concentrações
de SO2.

8.3.1 - Preparar ou obter tubo de permeação, de teflon, que


forneça de 0,1 a 0,2 µg/min (0,04 a 0,08 µl/min a
25oC e uma atmosfera).

Um tubo de permeação com comprimento efetivo de 10 a


20 mm e espessura de parede de 0,76 mm fornecerá o
valor desejado, se for mantida a temperatura
constante de 20oC.
10 N-1357

“Nota - Os tubos de permeação contendo SO2 calibrados


em corrente de nitrogênio seco, para
prevenir a formação de bolhas nas paredes e
ácido sulfúrico dentro do tubo.

8.3.2 - Para preparar concentrações padrão de SO2 selecionar


o sistema para uso de campo ou laboratório (ver
figuras 1 e 2).

Montar o equipamento de acordo com um dos esquemas,


consistindo de: condensador resfriado a água; banho
de temperatura constante, mantido a 20oC; cilindros
contendo nitrogênio puro e seco e ar puro e seco,
com reguladores de pressão apropriados; válvulas de
agulha e medidores de vazão para as correntes
diluentes de nitrogênio e ar seco.

Os gases de diluição são levados à temperatura


estabelecida, passando-os através de serpentina de
cobre, de dois metros de comprimento, imersa em
banho de água.

Colocar um tubo de permeação calibrado no tubo


central de condensador mantido a 20oC pela
circulação de água de banho de temperatura constante
e passar uma corrente de nitrogênio sobre o tubo em
uma vazão fixa de aproximadamente 50 ml/min.

Diluir esta corrente de gás à concentração desejada,


variando a vazão do fluxo de ar limpo e seco. Esta
vazão pode variar normalmente de 0,2 a 15 1/min.

A vazão do sistema de amostragem determina o limite


inferior para a vazão dos gases diluentes.

As vazões do nitrogênio e do ar diluente devem ser


medidas com precisão de 1 a 2%.

Com tubo de permeação de SO 2 , com vazão de


0,1 µl/min (0,25 µg/min), os limites de concentração
de SO 2 estarão entre 0,007 a 0,04 ppm (18 a
1047 µg/m3), limites geralmente satisfatórios para
as condições de ar ambiente.

Quando maiores forem as concentrações desejadas,


mais longos deverão ser os tubos de permeação
usados.

8.3.3 - Procedimento para a preparação de curvas de


calibração simuladas - Um número variado de curvas
pode ser preparado selecionando-se combinações
diferentes de volume e tempo de amostragem.

A descrição seguinte representa procedimento típico


para amostragem de ar ambiente de curta duração, com
breve menção a uma modificação para amostragem de 24
horas.
N-1357 11

O sistema foi projetado para fornecer uma medida


precisa de SO2 na faixa de 0,01 a 0,5 ppm. Pode ser
facilmente modificado para atender a necessidades
especiais.

[Link] - A faixa de trabalho do procedimento


colorimétrico fixa o volume total da
amostra em 30 litros.

Então, para obter linearidade entre a


absorbância da solução e a concentração
de SO2 em ppm, é necessário selecionar um
tempo de amostragem constante.

Esta fixação do tempo de amostragem é


também desejável do ponto de vista
prático. Neste caso, selecionar um tempo
de amostragem de 30 minutos. Então, para
se obter uma amostra de 30 litros é
preciso um fluxo de um 1/min.

Uma agulha hipodérmica, de calibre 22,


operando como orifício crítico,
controlará o fluxo de ar aproximadamente
no valor desejado.

Calcular a concentração de SO2 padrão no


ar, como a seguir:

C = (P x M) / (R + r),
onde:
C = concentração de SO2 ppm
P = razão de permeação, µg/min
M = inverso da densidade de vapor
= 0,382 µl/µg
R = vazão de fluxo de ar diluente,
1/min
r = vazão do nitrogênio diluente,
1/min

São relacionados abaixo dados de uma


curva de calibração típica.

Concentração Quantidade Absorbância


de SO2 em ppm de SO2 para Amostra
30 1, µl
0,005 0,15 0,01
0,01 0,30 0,02
0,05 1,50 0,117
0,10 3,00 0,234
0,20 6,00 0,468
0,30 9,00 0,703
0,40 12,00 0,937
12 N-1357

[Link] - A construção de um gráfico correlacionando


concentrações em ppm como abcissas, com
absorbância das soluções finais como
ordenadas, fornecerá uma linha reta, cuja
declividade é o fator para a conversão da
absorbância em ppm. Este fator inclui a
correção para a eficiência da coleta.

Qualquer desvio da linearidade na faixa de


baixa concentração indica mudança de
eficiência no sistema de amostragem.

A absorção correspondente à concentração


padrão de 0,01 ppm fica levemente abaixo
da faixa de trabalho do método.

Por outro lado, uma vez que o fator de


calibração tenha sido estabelecido em
condições simuladas, elas poderão ser
modificadas de maneira que a concentração
de SO2 seja um simples múltiplo da
absorbância da solução corada.

[Link] - Para amostragens longas, de 24 horas de


duração, as condições podem ser
estabelecidas para coletar 300 litros de
amostra em maior volume de
tetracloromercurato. Por exemplo, para
amostragem de 24 horas, à vazão de
0,2 1/min, são coletados, aproximadamente,
288 litros de ar.

Usar para análise uma alíquota


representando 1/10 da amostra total. O
restante do procedimento analítico é o
mesmo, conforme foi descrito no item 9.1.

9 PROCEDIMENTO

9.1 - Após a coleta, transferir a amostra quantitativamente para


frasco volumétrico de 25 ml, usando cerca de 5 ml de água
para enxaguar.

Podem ser usadas alíquotas, se a concentração ou volume do


reagente for grande. Se existir suspeita de presença de
ozônio, deixar em repouso, por 20 minutos, após amostragem,
afim de que se decomponha. Para cada conjunto de
determinações, preparar um “branco”, adicionando 10 ml de
reagente absorvedor não exposto, para frasco volumétrico de
25 ml. A cada frasco adicionar 1 ml de ácido sulfâmico a
0,6% e deixar reagir por 10 minutos, para destruir o nitrito
proveniente dos óxidos de nitrogênio. Pipetar exatamente
2 ml de formaldeído a 0,2% e 5 ml do reagente pararosanilina
prescrito para a “Alternativa A ou B”. Iniciar contagem de
30 minutos. Avolumar todos os frascos com água recentemente
fervida. Após 30 minutos determinar a absorbância das
amostras e do branco no comprimento de onda de máxima
absorção: 548 nm para a “Alternativa A” ou 575 nm para
“Alternativa B”.
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Usar água (não o branco) na célula de referência.


Não deixar a solução corada ficar na célula de absorção por
mais tempo que o necessário, pois uma película de corante
ficará aderida em suas paredes.

9.1.1 - Se a absorbância da solução da amostra ficar situada


entre 1,0 e 2,0, a amostra poderá ser diluída a 1:1
com porção do branco do reagente e lida dentro de
alguns minutos. Soluções com alta absorbância podem
ser diluídas até seis vezes com o branco do reagente
de maneira a se obter leitura na escala em redor de
10% do verdadeiro valor da absorbância.

10 CÁLCULOS

Calcular, como a seguir, a concentração de SO2 na amostra:

ppm SO2 = (A-A’). 0,382. B/V,

onde:

A = absorbância da amostra
A’ = absorbância do branco dos reagentes
0,382 = volume (µl) de 1 µg de SO 2 25oC e 760 mm de Eg
B = fator de calibração, µg/unidade de absorbância
V = volume da amostra em litros corrigido para 25 o C
e 760 mm de Hg pela equação PV = n RT.

11 EFEITOS DA ESTOCAGEM

As soluções de amostragem de dicloro-sulfito-mercurato são


relativamente estáveis; quando armazenadas a 5oC, por 30 dias, não
apresentam perdas detectáveis de SO2.

A 25oC ocorrem perdas de SO2 na solução, na razão de 1,5%/dia.

Estas perdas de SO2 seguem uma reação de primeira ordem sendo a


velocidade de reação independente da concentração.

Amostras de campo contendo EDTA possuem curva similar de


decomposição, e, quando a análise das amostras for retardada por
tempo apreciável, os resultados deverão ser corrigidos destas
perdas.

12 PRECISÃO E EXATIDÃO

A precisão em nível de 95% de confiança é de 4,6%.

A exatidão do método ainda não foi determinada.

____________
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REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

ASTM - Tentative method of test for sulfur dioxide content of the


atmosphere (West - Gaeke method) - D.2914-70T. In:_______.
Annual bokk of ASTM standards. Philadelphia, Pa., 1972,
v. 23, p. 84351.

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